%HermesFileInfo:C-5:20120919:
O ESTADO DE S. PAULO QUARTA-FEIRA, 19 DE SETEMBRO DE 2012 Cidades/Metrópole C5
Mais de um quarto dos paulistas
teve falta de água no último ano
Juliana Deodoro
A cidade de São Paulo registrou
ontem a maior temperatura no
inverno desde 2007. Às 15h, os
termômetros marcaram 34,1ºC,
no segundo dia mais quente do
ano. De acordo com o Instituto
Nacional de Meteorologia (In-
met), hoje o índice será igual ou
superior e o calor poderá chegar
a35ºC.Aúltimavezqueessatem-
peratura foi registrada no inver-
no foi em 1961 – 35,2ºC. E só há
previsão de chuva para amanhã.
O meteorologista do Inmet
Marcelo Schneider, porém, afir-
ma que ainda é possível explicar
os extremos a que o clima che-
gounosúltimosdias.“Oinverno
começoumuitochuvoso,comre-
cordesdeprecipitação.Delápra
cá,nãotendoainfluênciadefren-
tesfrias,abaixaumidadesepro-
longouporváriosdias,provocan-
do este calor”, diz.
Porcausadaaltatemperatura,
a umidade chegou a 29% ontem,
e a Defesa Civil decretou estado
deatenção na capital. Schneider
afirma,porém,queasituaçãode-
ve se inverter ainda nesta noite.
“A previsão é de chuva fraca ou
passageira amanhã, e os dias de-
vempermanecerinstáveisatése-
gunda-feira”, diz. “Serão duas
frentes frias em sequência, uma
vezquenasextaoutrafrentefria
atingirá a capital. A entrada da
primavera vai coincidir com a
queda da temperatura.”
Alternativas. O Centro de Ge-
renciamento de Emergências
(CGE)eaDefesaCivilrecomen-
dam que os paulistas evitem ho-
je a prática de exercícios físicos
aoarlivreentre11he15h.NaCre-
che Maria Dulce, na Casa Verde,
zona norte, essa recomendação
jáestásendolevadaasério.Além
disso, umidificador e ventilador
ficam ligados o tempo todo e
água e suco estão sendo dados
com frequência às crianças.
Além disso, os professores
transformaram as recomenda-
ções em parte das brincadeiras
comascrianças.“Umúnicoumi-
dificador não é suficiente para a
sala toda. Hoje (ontem) usei um
borrifador e falei para as crian-
ças ‘olha a chuvinha’”, conta a
professora Tatiana Ovigli. Hoje
será o “dia do descalço” na cre-
che. “É uma forma de amenizar
os efeitos do calor. O lanche da
tarde foi iogurte, que ajuda a re-
frescar, e as brincadeiras são to-
das embaixo da árvore.”
● Paris
O Rio Sena sempre teve barcos,
mas já foi poluído. A despoluição
começou em 1964 e hoje as mar-
gens do rio estão na lista de patri-
mônios mundiais da Unesco.
Desde2007nãofaziatantocalorno
invernoemSP;amanhãdeve chover
● As fortes chuvas que caem
sobre o Rio Grande do Sul come-
çaram a provocar mais transtor-
nos ontem, quando houve inunda-
ções de ruas em diversas cida-
des, alguns alagamentos de ca-
sas, falta de energia elétrica e
suspensão de aulas em escolas
que ficaram sob risco. A situação
tende a piorar hoje, quando um
ciclone extratropical pode provo-
car rajadas fortes de vento, so-
bretudo no litoral sul do Estado.
/ELDER OGLIARI
Alckmin quer barco turístico no Tietê
Para governador, é possível ter passeios como os do Rio Sena, em Paris, em até três anos; só faltam tratamento da água e fim de cheiro ruim
TIAGO QUEIROZ/AE
DU AMORIM/GOVERNO DE SP
RS:chuvainunda
ruasecausaaté
suspensãodeaulas
Camila Brunelli
Em três anos, o Rio Tietê terá
passeiosdebateaumoucheco-
moosdoRioSena,deParis,se-
gundo o governador Geraldo
Alckmin (PSDB). Ontem, du-
rante a apresentação de uma
das 564 obras em andamento
daterceirafasedoProjetoTie-
tê, Alckmin disse que, com a
conclusão dessa etapa de des-
poluição, prevista para 2015,
as águas do Tietê estarão sem
odor e já terão alguma vida
aquática. Por isso, seria possí-
vel, segundo ele, que o curso
daságuassetornasseumnovo
ponto turístico da cidade.
“Navegaçãojátem.Vocêpode
pegar um barco e ir da barragem
da Penha até Santana de Parnaí-
ba (na Grande São Paulo) em ra-
zãodaeclusanoCebolão.Opro-
blemaétiraroodor,étrataresgo-
to”,disseAlckmin.“Hoje,oodor
émuitoforte.Em2015,jáestare-
mos sem odor e, aí, a gente pode
ter um bateau mouche, pode ter
turismo, pode ter barco, e em
poucosanos.Orionãoestaráoxi-
genado, mas já estará sem odor.
Umbateaumouchenobomsen-
tido, claro”, disse o governador,
referindo-se ao acidente do dia
31 de dezembro de 1988, quando
a superlotação e falhas na estru-
tura de uma embarcação causa-
ram o naufrágio, minutos antes
do Réveillon, na entrada da Baía
de Guanabara, no Rio. Dos 153
passageiros, 55 morreram.
SegundoAlckmin,seriapossí-
vel navegar o Tietê entre as Bar-
ragensdePiraporadoBomJesus
e da Penha. Nesse ponto, deve
ser construída uma nova eclusa,
informouogovernador.Oproje-
to executivo está na Assembleia
Legislativa.
Coleta. O Projeto Tietê, inicia-
doem1992,entrouemsuapenúl-
tima fase em 2009. A intenção é
que ao fim dessa etapa a coleta
deesgotonaRegiãoMetropolita-
nadeSãoPaulosubade84%para
87%eotratamento,de70%para
84%. A capital, segundo Alck-
min,atingiriaoíndicede94%de
coleta de resíduos.
Alckmin anunciou na manhã
de ontem a construção de uma
tubulaçãode2,2quilômetrospa-
raevitarqueoesgotodoscoleto-
rescheguematéoRioPinheiros.
Trata-sedeuminterceptor–um
tubo de 1,5 metro de diâmetro –,
noqualtodososcoletoresdees-
goto de ligações de 80 mil resi-
dências dos bairros de Vila An-
drade, Panamby e Real Parque
vão desembocar.
Desse interceptor, uma liga-
ção de 203 metros de extensão
deverá passar por baixo do Rio
Pinheiros. Ao chegar à tubula-
ção do outro lado da margem, o
esgotoserábombeadoparaper-
correr mais 23 km, até a Estação
de Tratamento de Esgoto
(ETE) em Barueri, na Grande
SãoPaulo,queteráacapacidade
dobrada.
O custo da obra é de R$ 17,8
milhões. O valor de todas as 564
obras da terceira fase que já es-
tão em andamento – 45% do to-
taldaetapa–édeUS$1,8bilhão.
O restante das obras da terceira
fase do projeto ainda está em fa-
se de licitação ou elaboração de
projeto.
Regular. O governador lem-
broutambémquelançouumpro-
grama para contemplar famílias
com renda abaixo de três salá-
rios mínimos. “Muitas vezes,
nós investimos bilhões em rede
de esgoto, estações elevatórias,
emissários e a pessoa não faz a
ligaçãoporquenãotemR$1.700
para a obra, pedreiro, material
etc.”PormeiodoprojetoSeLiga
na Rede, o valor será custeado
80% pelo governo do Estado e
20% pela Companhia de Sanea-
mento Básico do Estado de São
Paulo (Sabesp).
Sesc Pompeia. CGE e Defesa Civil sugerem que paulistas evitem exercícios entre 11h e 15h
Rio Pinheiros. Alckmin visitou obra da tubulação que levará esgoto de 80 mil imóveis da Vila Andrade, Panamby e Real Parque
Hoje, temperatura pode
chegar aos 35˚C e
superar a máxima do
ano; frentes frias mudam
o tempo até sexta-feira
50%
50%
51%
75%
DE R$990
DE R$1.998
DE R$100,80
DE R$79
POR R$495 OU
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DESCONTO
● Comparação
Rodrigo Burgarelli
LevantamentodaAgênciaRegu-
ladora de Saneamento Básico e
Energia do Estado de São Paulo
(Arsesp) aponta que 27% dos
paulistas sofreram pelo menos
uma vez com falta d’água em ca-
sa no ano passado. A pesquisa,
divulgada ontem, revela que o
problema no abastecimento foi
umdosprincipaispontosnegati-
vos percebidos pela população
do Estado em relação ao sanea-
mento básico.
Apesquisadesatisfaçãoouviu
45 mil pessoas nos 244 municí-
pios fiscalizados pela agência –
númeroquecontemplatodosda
GrandeSãoPauloquesãoabaste-
cidos pela Sabesp. Em geral, os
paulistas avaliam bem o aspecto
da água (80% estão satisfeitos
com a transparência e 78% com
o cheiro) e o sistema de esgoto
(70% aprovam esse serviço). O
preço pago por isso, no entanto,
é outro motivo de reclamação:
52% acham que a água é cara e
60% reclamaram do preço pago
pelo tratamento do esgoto.
Segundo Silvia Calou, direto-
ra-presidente da Arsesp, a pes-
quisa vai servir para aumentar a
qualidade dos serviços presta-
dos pelas concessionárias. “Na
avaliaçãogeral,nenhummunicí-
pio foi avaliado como ruim ou
péssimo,oqueébom.Massabe-
mos que temos pontos a melho-
rar e esse estudo nos ajuda a sa-
ber o que devemos focar para
que os consumidores paulistas
fiquem mais satisfeitos”, afir-
mou Silvia.
LÁTEM...
85% acham que os servi-
ços de saneamento em São
Paulo são ótimos ou bons.
52% acham o mesmo da
telefonia fixa.

19.09.2012 - Barco turístico - Alckmin

  • 1.
    %HermesFileInfo:C-5:20120919: O ESTADO DES. PAULO QUARTA-FEIRA, 19 DE SETEMBRO DE 2012 Cidades/Metrópole C5 Mais de um quarto dos paulistas teve falta de água no último ano Juliana Deodoro A cidade de São Paulo registrou ontem a maior temperatura no inverno desde 2007. Às 15h, os termômetros marcaram 34,1ºC, no segundo dia mais quente do ano. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (In- met), hoje o índice será igual ou superior e o calor poderá chegar a35ºC.Aúltimavezqueessatem- peratura foi registrada no inver- no foi em 1961 – 35,2ºC. E só há previsão de chuva para amanhã. O meteorologista do Inmet Marcelo Schneider, porém, afir- ma que ainda é possível explicar os extremos a que o clima che- gounosúltimosdias.“Oinverno começoumuitochuvoso,comre- cordesdeprecipitação.Delápra cá,nãotendoainfluênciadefren- tesfrias,abaixaumidadesepro- longouporváriosdias,provocan- do este calor”, diz. Porcausadaaltatemperatura, a umidade chegou a 29% ontem, e a Defesa Civil decretou estado deatenção na capital. Schneider afirma,porém,queasituaçãode- ve se inverter ainda nesta noite. “A previsão é de chuva fraca ou passageira amanhã, e os dias de- vempermanecerinstáveisatése- gunda-feira”, diz. “Serão duas frentes frias em sequência, uma vezquenasextaoutrafrentefria atingirá a capital. A entrada da primavera vai coincidir com a queda da temperatura.” Alternativas. O Centro de Ge- renciamento de Emergências (CGE)eaDefesaCivilrecomen- dam que os paulistas evitem ho- je a prática de exercícios físicos aoarlivreentre11he15h.NaCre- che Maria Dulce, na Casa Verde, zona norte, essa recomendação jáestásendolevadaasério.Além disso, umidificador e ventilador ficam ligados o tempo todo e água e suco estão sendo dados com frequência às crianças. Além disso, os professores transformaram as recomenda- ções em parte das brincadeiras comascrianças.“Umúnicoumi- dificador não é suficiente para a sala toda. Hoje (ontem) usei um borrifador e falei para as crian- ças ‘olha a chuvinha’”, conta a professora Tatiana Ovigli. Hoje será o “dia do descalço” na cre- che. “É uma forma de amenizar os efeitos do calor. O lanche da tarde foi iogurte, que ajuda a re- frescar, e as brincadeiras são to- das embaixo da árvore.” ● Paris O Rio Sena sempre teve barcos, mas já foi poluído. A despoluição começou em 1964 e hoje as mar- gens do rio estão na lista de patri- mônios mundiais da Unesco. Desde2007nãofaziatantocalorno invernoemSP;amanhãdeve chover ● As fortes chuvas que caem sobre o Rio Grande do Sul come- çaram a provocar mais transtor- nos ontem, quando houve inunda- ções de ruas em diversas cida- des, alguns alagamentos de ca- sas, falta de energia elétrica e suspensão de aulas em escolas que ficaram sob risco. A situação tende a piorar hoje, quando um ciclone extratropical pode provo- car rajadas fortes de vento, so- bretudo no litoral sul do Estado. /ELDER OGLIARI Alckmin quer barco turístico no Tietê Para governador, é possível ter passeios como os do Rio Sena, em Paris, em até três anos; só faltam tratamento da água e fim de cheiro ruim TIAGO QUEIROZ/AE DU AMORIM/GOVERNO DE SP RS:chuvainunda ruasecausaaté suspensãodeaulas Camila Brunelli Em três anos, o Rio Tietê terá passeiosdebateaumoucheco- moosdoRioSena,deParis,se- gundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Ontem, du- rante a apresentação de uma das 564 obras em andamento daterceirafasedoProjetoTie- tê, Alckmin disse que, com a conclusão dessa etapa de des- poluição, prevista para 2015, as águas do Tietê estarão sem odor e já terão alguma vida aquática. Por isso, seria possí- vel, segundo ele, que o curso daságuassetornasseumnovo ponto turístico da cidade. “Navegaçãojátem.Vocêpode pegar um barco e ir da barragem da Penha até Santana de Parnaí- ba (na Grande São Paulo) em ra- zãodaeclusanoCebolão.Opro- blemaétiraroodor,étrataresgo- to”,disseAlckmin.“Hoje,oodor émuitoforte.Em2015,jáestare- mos sem odor e, aí, a gente pode ter um bateau mouche, pode ter turismo, pode ter barco, e em poucosanos.Orionãoestaráoxi- genado, mas já estará sem odor. Umbateaumouchenobomsen- tido, claro”, disse o governador, referindo-se ao acidente do dia 31 de dezembro de 1988, quando a superlotação e falhas na estru- tura de uma embarcação causa- ram o naufrágio, minutos antes do Réveillon, na entrada da Baía de Guanabara, no Rio. Dos 153 passageiros, 55 morreram. SegundoAlckmin,seriapossí- vel navegar o Tietê entre as Bar- ragensdePiraporadoBomJesus e da Penha. Nesse ponto, deve ser construída uma nova eclusa, informouogovernador.Oproje- to executivo está na Assembleia Legislativa. Coleta. O Projeto Tietê, inicia- doem1992,entrouemsuapenúl- tima fase em 2009. A intenção é que ao fim dessa etapa a coleta deesgotonaRegiãoMetropolita- nadeSãoPaulosubade84%para 87%eotratamento,de70%para 84%. A capital, segundo Alck- min,atingiriaoíndicede94%de coleta de resíduos. Alckmin anunciou na manhã de ontem a construção de uma tubulaçãode2,2quilômetrospa- raevitarqueoesgotodoscoleto- rescheguematéoRioPinheiros. Trata-sedeuminterceptor–um tubo de 1,5 metro de diâmetro –, noqualtodososcoletoresdees- goto de ligações de 80 mil resi- dências dos bairros de Vila An- drade, Panamby e Real Parque vão desembocar. Desse interceptor, uma liga- ção de 203 metros de extensão deverá passar por baixo do Rio Pinheiros. Ao chegar à tubula- ção do outro lado da margem, o esgotoserábombeadoparaper- correr mais 23 km, até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) em Barueri, na Grande SãoPaulo,queteráacapacidade dobrada. O custo da obra é de R$ 17,8 milhões. O valor de todas as 564 obras da terceira fase que já es- tão em andamento – 45% do to- taldaetapa–édeUS$1,8bilhão. O restante das obras da terceira fase do projeto ainda está em fa- se de licitação ou elaboração de projeto. Regular. O governador lem- broutambémquelançouumpro- grama para contemplar famílias com renda abaixo de três salá- rios mínimos. “Muitas vezes, nós investimos bilhões em rede de esgoto, estações elevatórias, emissários e a pessoa não faz a ligaçãoporquenãotemR$1.700 para a obra, pedreiro, material etc.”PormeiodoprojetoSeLiga na Rede, o valor será custeado 80% pelo governo do Estado e 20% pela Companhia de Sanea- mento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Sesc Pompeia. 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Em geral, os paulistas avaliam bem o aspecto da água (80% estão satisfeitos com a transparência e 78% com o cheiro) e o sistema de esgoto (70% aprovam esse serviço). O preço pago por isso, no entanto, é outro motivo de reclamação: 52% acham que a água é cara e 60% reclamaram do preço pago pelo tratamento do esgoto. Segundo Silvia Calou, direto- ra-presidente da Arsesp, a pes- quisa vai servir para aumentar a qualidade dos serviços presta- dos pelas concessionárias. “Na avaliaçãogeral,nenhummunicí- pio foi avaliado como ruim ou péssimo,oqueébom.Massabe- mos que temos pontos a melho- rar e esse estudo nos ajuda a sa- ber o que devemos focar para que os consumidores paulistas fiquem mais satisfeitos”, afir- mou Silvia. LÁTEM... 85% acham que os servi- ços de saneamento em São Paulo são ótimos ou bons. 52% acham o mesmo da telefonia fixa.