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Orçamento Empresarial
ORÇAMENTO
DE
CAIXA
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ORÇAMENTO DE
CAIXA:
É um demonstrativo da projeção das
Entradas e das Saídas de Caixa da
empresa.
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ORÇAMENTO DE CAIXA:
Para que serve?
Para projetar o valor e o período das:
necessidades de financiamento de curto de prazo
(insuficiência de recursos para pagar despesas de curto
prazo)
e das disponibilidades para investir (excessos de
recursos em relação às necessidades para cobrir às
despesas).
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ORÇAMENTO DE CAIXA 1º 2º 3º 4º Ano
Saldo Inicial
ENTRADAS
50% das Vendas (Á vista)
50% das Vendas (Á prazo)
Total das Entradas
Caixa Disponível (Saldo Inicial +
Entradas) 1
SAÍDAS
Compras Matéria-Prima 2.3.1
Mão-de-Obra Direta 2.3.2
Custos Indiretos 2.3.3
Despesas Administração e Vendas
2.5
Saídas de Capital 2.6
Impostos sobre as vendas 2.1
Taxas e Impostos (Saldo do
Balanço)
Total das Saídas 2
Saldo Final 1 - 2
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Resultados: Econômico e Financeiro
Operações Fluxo de Caixa
Receitas Entradas
Despesas Saídas
Resultado
Econômico
Resultado
Financeiro
Lucro Déficit
Prejuízo Superávit
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Demonstração do Fluxo de Caixa
A Demonstração do Fluxo de Caixa – DFC indica a origem de todo o dinheiro que
entrou no Caixa, bem como a aplicação de todo o dinheiro que saiu do Caixa em
determinado período, e, ainda, o Resultado do Fluxo Financeiro.
Ativo Passivo e PL
Circulante Demonstração
Caixa do Fluxo de
Caixa
Embora essa demonstração não seja obrigatória, é de fundamental importância
para fins internos da empresa.
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As transações do caixa
Fonte: Contabilidade Empresarial - Marion
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Transações que afetam o caixa
Integralização do capital pelos sócios em $ Pagamentos de dividendos aos acionistas
Empréstimos bancários e financiamentos Pagamento de juros e amortização da dívida
Venda de itens do ativo permanente Aquisição de item do ativo permanente
Vendas à vista e recebimento de duplicatas Compras à vista e pagamento de fornecedores
Juros recebidos, indenizações de seguros, etc. Pagamentos de despesas, custos, etc.
Aumentam Diminuem
Fonte: Contabilidade Empresarial - Marion
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Transações que não afetam o caixa
Fonte: Contabilidade Empresarial - Marion
Depreciação, amortização e exaustão (reduções do ativo)
Provisão para devedores duvidosos (estimativa de perdas)
Acréscimos e/ou diminuições de itens do investimento pelo
método de equivalência patrimonial
Outros exemplos que não afetam de imediato o Caixa:
Compra de matéria-prima a prazo (gera Fornecedores)
Vendas de mercadorias a prazo (gera Duplicatas a receber)
O pagamento de fornecedores e o recebimento de duplicatas
no futuro afetarão o caixa.
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Planejamento do Fluxo de Caixa
O processo de planejamento do fluxo de caixa da empresa consiste em
implantar uma estrutura de informações útil, prática e econômica.
A proposta é dispor de um mecanismo seguro para estimar os futuros ingressos
e desembolsos de caixa na empresa.
O fluxo de caixa projetado pode ser expresso de forma genérica pela seguinte
equação:
SFC = SIC + I - D
onde:
SFC = saldo final de caixa;
SIC = saldo inicial de caixa;
I = ingressos;
D = desembolsos.
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Importância do planejamento
O planejamento do fluxo de caixa é importante porque irá indicar
antecipadamente as necessidades de numerário para o atendimento dos
compromissos que a empresa costuma assumir.
Com isso, o administrador financeiro estará apto a planejar com a devida
antecedência, os problemas de caixa que poderão surgir em conseqüência de
reduções cíclicas das receitas ou de aumentos no volume dos pagamentos.
Outro papel importante, que desempenha o fluxo de caixa, é a possibilidade de
evitar a programação de desembolsos vultosos para períodos em que os
ingressos orçados sejam baixos por questões de mercado, por exemplo.
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Requisitos básicos para o planejamento
Para a elaboração do fluxo de caixa é fundamental considerar as possíveis
variações que possam ocorrer e irão implicar em ajustes dos valores
projetados, mantendo assim a flexibilidade desse instrumento de trabalho.
Dentre os principais pré-requisitos para o planejamento do fluxo de caixa estão
os dados econômico-financeiros, que serão utilizados pelo administrador
financeiro, pois deverão ser os mais corretos possíveis e captados no plano
geral de operações da empresa para o período a ser projetado.
Neste momento, o administrador financeiro irá buscar informações em outros
departamentos da empresa, e é importante que seus responsáveis estejam
conscientes da exatidão, clareza e confiabilidade dos dados prestados.
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Implantação do fluxo de caixa
A implantação do fluxo de caixa consiste em apropriar os valores fornecidos
pelas várias áreas da empresa segundo o regime de caixa, isto é, de acordo
com os períodos que efetivamente deverão ocorrer os ingressos e desembolsos
de caixa.
Assim, o principal aspecto a ser levado em consideração é quanto à apropriação
dos valores, conforme as épocas que irão ocorrer os efetivos recebimentos e
pagamentos de caixa pela empresa. O importante é considerar todos aqueles
itens que alterarão a posição de caixa da empresa.
A implantação do fluxo de caixa consiste essencialmente em estruturar as
estimativas de cada unidade monetária em dois grandes itens: o planejamento
dos ingressos e o planejamento dos desembolsos, que poderão ser subdivididos
em fluxo operacional e fluxo extra-operacional.
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Subdivisões do fluxo de Caixa
Fluxo Operacional
O fluxo operacional é composto de itens estritamente decorrentes da atividade
fim da empresa. As principais modalidades de ingressos operacionais são as
vendas à vista; recebimentos, descontos e cobranças das duplicatas de vendas
a prazo realizadas pela empresa.
Quanto aos desembolsos operacionais, estes podem ser relacionados com as
compras de matérias-primas à vista e a prazo, salários e ordenados com os
encargos sociais pertinentes, custos indiretos de fabricação, despesas
administrativas, despesas com vendas, despesas financeiras e despesas
tributárias.
Fluxo Extra-operacional
O fluxo de caixa extra-operacional compreende os ingressos e o desembolsos
de itens não relacionados à atividade principal da empresa, como:
imobilizações, vendas de itens do ativo permanente, receitas financeiras,
aluguéis recebidos ou pagos, amortizações de empréstimos ou de
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Itens do fluxo de caixa
Ingressos
São todas as entradas de caixa e bancos em qualquer período, como as vendas
à vista que serão lançadas diretamente no fluxo, ou as vendas a prazo que
necessitam de mapas auxiliares de recebimentos normais (cobranças simples e
bancária) e os recebimentos com atraso e, posteriormente, transportados para
o fluxo de caixa. Pode-se ter ingressos por aumentos de capital social,
descontos de duplicatas, vendas de itens do ativo permanente, aluguéis
recebidos e ainda receitas financeiras.
Desembolsos
São as compras à vista e as compras a prazo que necessitam de mapas
auxiliares para posterior transporte ao fluxo de caixa. Também são
desembolsos: os salários com os encargos sociais de mão-de-obra direta e
indireta, além de todas as despesas indiretas de fabricação e despesas
operacionais. A compra de itens do ativo permanente também representa uma
saída de caixa ou bancos.
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Itens do fluxo de caixa
Diferença do período
Quando comparar-se os ingressos e os desembolsos período por período,
apura-se o saldo (diferença do período), ou seja, o resultado entre os
recebimentos e os pagamentos da empresa, podendo ser positiva, negativa ou
nula.
Saldo inicial de caixa
É igual ao saldo final de caixa do período imediatamente anterior.
Disponibilidade acumulada
É o resultado da diferença do período apurada, mais o saldo inicial de caixa.
Nível desejado de caixa
É a projeção do disponível para o período seguinte em função do volume de
ingressos e desembolsos futuros.
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Itens do fluxo de caixa
Empréstimos ou aplicações de recursos financeiros
A partir do saldo da disponibilidade acumulada, poderão ser captados
empréstimos para suprir as necessidades de caixa, ou serão realizadas
aplicações no mercado financeiro, quando houver excedentes de caixa.
Amortizações ou resgates das aplicações
Amortizações são as devoluções do principal tomado emprestado, enquanto os
resgates das aplicações financeiras constituem-se nos recebimentos do
principal.
Saldo final de caixa
É o nível desejado de caixa projetado para o período seguinte, que será o saldo
inicial de caixa do período subseqüente.
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Revisão do fluxo de caixa (Controle)
A revisão do fluxo de caixa é tão importante quanto o processo de
planejamento, pois um depende de outro para que ambos possam ser úteis e
práticos.
O fluxo de caixa projetado pela empresa, pode estar sujeito às oscilações de
mercado, bem como a imprevistos inerentes à atividade empresarial.
Formular estimativas por si só, não garante que os objetivos e as metas
propostas serão alcançadas. Requer o envolvimento dos responsáveis das
áreas da empresa com os objetivos fixados. Todos devem firmar uma espécie
de contrato moral com as metas traçadas.
Paralelamente, o administrador financeiro deverá acompanhar o desempenho
dos planos, informando periodicamente aos seus responsáveis o realizado e o
quanto falta por realizar. Mensalmente, os planos deverão ser revistos e
atualizados, ou em período mais curto, quando isto for necessário.
Recomenda-se que o controle do realizado com o orçado seja efetuado
diariamente, pois tem a vantagem de aliviar os acúmulos normais de final de
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Revisão do fluxo de caixa (Controle)
De nada adianta projetar o fluxo de caixa, se o mesmo não for considerado um
auxiliar do processo decisório. A projeção de necessidades futuras poderá
indicar a escassez ou o excedente de recursos. No caso de insuficiência de
recursos, o controle do fluxo de caixa permitirá que se tomem providências em
tempo hábil, permitindo assim a escolha de alternativas mais viáveis à
empresa. A prática de buscar recursos depois de ter surgido a necessidade,
denota a falta de planejamento e controle financeiros na empresa.
O controle do fluxo de caixa requer uma análise da performance do período, a
fim de verificar-se as causas eventuais e defasagens apresentadas em função
do que foi planejado. É recomendável que, além dos valores absolutos, sejam
avaliadas e interpretadas as defasagens em valores relativos.
Paralelamente, é interessante também relatar por escrito as justificativas mais
relevantes. Esta prática possibilita análises comparativas futuras das situações
de cada período projetado.
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Revisão do fluxo de caixa (Controle)
Assim, podem ser analisadas as causas dos atrasos nos pagamentos a
fornecedores, as dificuldades encontradas na obtenção de créditos, ou os
motivos dos desvios favoráveis ou não. Enfim, destacar todos os fatores que
contribuíram para um bom ou mau desempenho do fluxo de caixa.
Cópias dos relatórios e análises econômico-financeiras deverão ser distribuídas
a todos os responsáveis da empresa, nas suas diversas áreas. Só assim poderão
contribuir para evitar a repetição de erros ou omissões futuras. Por outro lado,
cada gerente deverá conhecer as metas fixadas para o próximo período, para
nelas concentrar seus esforços.

12_Orcamento_de_Caixa.ppt

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    PUCRS/FACE: Orçamento EmpresarialProf. Luis Guadagnin Orçamento Empresarial ORÇAMENTO DE CAIXA
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    PUCRS/FACE: Orçamento EmpresarialProf. Luis Guadagnin ORÇAMENTO DE CAIXA: É um demonstrativo da projeção das Entradas e das Saídas de Caixa da empresa.
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    PUCRS/FACE: Orçamento EmpresarialProf. Luis Guadagnin ORÇAMENTO DE CAIXA: Para que serve? Para projetar o valor e o período das: necessidades de financiamento de curto de prazo (insuficiência de recursos para pagar despesas de curto prazo) e das disponibilidades para investir (excessos de recursos em relação às necessidades para cobrir às despesas).
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    PUCRS/FACE: Orçamento EmpresarialProf. Luis Guadagnin ORÇAMENTO DE CAIXA 1º 2º 3º 4º Ano Saldo Inicial ENTRADAS 50% das Vendas (Á vista) 50% das Vendas (Á prazo) Total das Entradas Caixa Disponível (Saldo Inicial + Entradas) 1 SAÍDAS Compras Matéria-Prima 2.3.1 Mão-de-Obra Direta 2.3.2 Custos Indiretos 2.3.3 Despesas Administração e Vendas 2.5 Saídas de Capital 2.6 Impostos sobre as vendas 2.1 Taxas e Impostos (Saldo do Balanço) Total das Saídas 2 Saldo Final 1 - 2
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    PUCRS/FACE: Orçamento EmpresarialProf. Luis Guadagnin Resultados: Econômico e Financeiro Operações Fluxo de Caixa Receitas Entradas Despesas Saídas Resultado Econômico Resultado Financeiro Lucro Déficit Prejuízo Superávit
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    PUCRS/FACE: Orçamento EmpresarialProf. Luis Guadagnin Demonstração do Fluxo de Caixa A Demonstração do Fluxo de Caixa – DFC indica a origem de todo o dinheiro que entrou no Caixa, bem como a aplicação de todo o dinheiro que saiu do Caixa em determinado período, e, ainda, o Resultado do Fluxo Financeiro. Ativo Passivo e PL Circulante Demonstração Caixa do Fluxo de Caixa Embora essa demonstração não seja obrigatória, é de fundamental importância para fins internos da empresa.
  • 13.
    PUCRS/FACE: Orçamento EmpresarialProf. Luis Guadagnin As transações do caixa Fonte: Contabilidade Empresarial - Marion
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    PUCRS/FACE: Orçamento EmpresarialProf. Luis Guadagnin Transações que afetam o caixa Integralização do capital pelos sócios em $ Pagamentos de dividendos aos acionistas Empréstimos bancários e financiamentos Pagamento de juros e amortização da dívida Venda de itens do ativo permanente Aquisição de item do ativo permanente Vendas à vista e recebimento de duplicatas Compras à vista e pagamento de fornecedores Juros recebidos, indenizações de seguros, etc. Pagamentos de despesas, custos, etc. Aumentam Diminuem Fonte: Contabilidade Empresarial - Marion
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    PUCRS/FACE: Orçamento EmpresarialProf. Luis Guadagnin Transações que não afetam o caixa Fonte: Contabilidade Empresarial - Marion Depreciação, amortização e exaustão (reduções do ativo) Provisão para devedores duvidosos (estimativa de perdas) Acréscimos e/ou diminuições de itens do investimento pelo método de equivalência patrimonial Outros exemplos que não afetam de imediato o Caixa: Compra de matéria-prima a prazo (gera Fornecedores) Vendas de mercadorias a prazo (gera Duplicatas a receber) O pagamento de fornecedores e o recebimento de duplicatas no futuro afetarão o caixa.
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    PUCRS/FACE: Orçamento EmpresarialProf. Luis Guadagnin Planejamento do Fluxo de Caixa O processo de planejamento do fluxo de caixa da empresa consiste em implantar uma estrutura de informações útil, prática e econômica. A proposta é dispor de um mecanismo seguro para estimar os futuros ingressos e desembolsos de caixa na empresa. O fluxo de caixa projetado pode ser expresso de forma genérica pela seguinte equação: SFC = SIC + I - D onde: SFC = saldo final de caixa; SIC = saldo inicial de caixa; I = ingressos; D = desembolsos.
  • 17.
    PUCRS/FACE: Orçamento EmpresarialProf. Luis Guadagnin Importância do planejamento O planejamento do fluxo de caixa é importante porque irá indicar antecipadamente as necessidades de numerário para o atendimento dos compromissos que a empresa costuma assumir. Com isso, o administrador financeiro estará apto a planejar com a devida antecedência, os problemas de caixa que poderão surgir em conseqüência de reduções cíclicas das receitas ou de aumentos no volume dos pagamentos. Outro papel importante, que desempenha o fluxo de caixa, é a possibilidade de evitar a programação de desembolsos vultosos para períodos em que os ingressos orçados sejam baixos por questões de mercado, por exemplo.
  • 18.
    PUCRS/FACE: Orçamento EmpresarialProf. Luis Guadagnin Requisitos básicos para o planejamento Para a elaboração do fluxo de caixa é fundamental considerar as possíveis variações que possam ocorrer e irão implicar em ajustes dos valores projetados, mantendo assim a flexibilidade desse instrumento de trabalho. Dentre os principais pré-requisitos para o planejamento do fluxo de caixa estão os dados econômico-financeiros, que serão utilizados pelo administrador financeiro, pois deverão ser os mais corretos possíveis e captados no plano geral de operações da empresa para o período a ser projetado. Neste momento, o administrador financeiro irá buscar informações em outros departamentos da empresa, e é importante que seus responsáveis estejam conscientes da exatidão, clareza e confiabilidade dos dados prestados.
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    PUCRS/FACE: Orçamento EmpresarialProf. Luis Guadagnin Implantação do fluxo de caixa A implantação do fluxo de caixa consiste em apropriar os valores fornecidos pelas várias áreas da empresa segundo o regime de caixa, isto é, de acordo com os períodos que efetivamente deverão ocorrer os ingressos e desembolsos de caixa. Assim, o principal aspecto a ser levado em consideração é quanto à apropriação dos valores, conforme as épocas que irão ocorrer os efetivos recebimentos e pagamentos de caixa pela empresa. O importante é considerar todos aqueles itens que alterarão a posição de caixa da empresa. A implantação do fluxo de caixa consiste essencialmente em estruturar as estimativas de cada unidade monetária em dois grandes itens: o planejamento dos ingressos e o planejamento dos desembolsos, que poderão ser subdivididos em fluxo operacional e fluxo extra-operacional.
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    PUCRS/FACE: Orçamento EmpresarialProf. Luis Guadagnin Subdivisões do fluxo de Caixa Fluxo Operacional O fluxo operacional é composto de itens estritamente decorrentes da atividade fim da empresa. As principais modalidades de ingressos operacionais são as vendas à vista; recebimentos, descontos e cobranças das duplicatas de vendas a prazo realizadas pela empresa. Quanto aos desembolsos operacionais, estes podem ser relacionados com as compras de matérias-primas à vista e a prazo, salários e ordenados com os encargos sociais pertinentes, custos indiretos de fabricação, despesas administrativas, despesas com vendas, despesas financeiras e despesas tributárias. Fluxo Extra-operacional O fluxo de caixa extra-operacional compreende os ingressos e o desembolsos de itens não relacionados à atividade principal da empresa, como: imobilizações, vendas de itens do ativo permanente, receitas financeiras, aluguéis recebidos ou pagos, amortizações de empréstimos ou de
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    PUCRS/FACE: Orçamento EmpresarialProf. Luis Guadagnin Itens do fluxo de caixa Ingressos São todas as entradas de caixa e bancos em qualquer período, como as vendas à vista que serão lançadas diretamente no fluxo, ou as vendas a prazo que necessitam de mapas auxiliares de recebimentos normais (cobranças simples e bancária) e os recebimentos com atraso e, posteriormente, transportados para o fluxo de caixa. Pode-se ter ingressos por aumentos de capital social, descontos de duplicatas, vendas de itens do ativo permanente, aluguéis recebidos e ainda receitas financeiras. Desembolsos São as compras à vista e as compras a prazo que necessitam de mapas auxiliares para posterior transporte ao fluxo de caixa. Também são desembolsos: os salários com os encargos sociais de mão-de-obra direta e indireta, além de todas as despesas indiretas de fabricação e despesas operacionais. A compra de itens do ativo permanente também representa uma saída de caixa ou bancos.
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    PUCRS/FACE: Orçamento EmpresarialProf. Luis Guadagnin Itens do fluxo de caixa Diferença do período Quando comparar-se os ingressos e os desembolsos período por período, apura-se o saldo (diferença do período), ou seja, o resultado entre os recebimentos e os pagamentos da empresa, podendo ser positiva, negativa ou nula. Saldo inicial de caixa É igual ao saldo final de caixa do período imediatamente anterior. Disponibilidade acumulada É o resultado da diferença do período apurada, mais o saldo inicial de caixa. Nível desejado de caixa É a projeção do disponível para o período seguinte em função do volume de ingressos e desembolsos futuros.
  • 23.
    PUCRS/FACE: Orçamento EmpresarialProf. Luis Guadagnin Itens do fluxo de caixa Empréstimos ou aplicações de recursos financeiros A partir do saldo da disponibilidade acumulada, poderão ser captados empréstimos para suprir as necessidades de caixa, ou serão realizadas aplicações no mercado financeiro, quando houver excedentes de caixa. Amortizações ou resgates das aplicações Amortizações são as devoluções do principal tomado emprestado, enquanto os resgates das aplicações financeiras constituem-se nos recebimentos do principal. Saldo final de caixa É o nível desejado de caixa projetado para o período seguinte, que será o saldo inicial de caixa do período subseqüente.
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    PUCRS/FACE: Orçamento EmpresarialProf. Luis Guadagnin Revisão do fluxo de caixa (Controle) A revisão do fluxo de caixa é tão importante quanto o processo de planejamento, pois um depende de outro para que ambos possam ser úteis e práticos. O fluxo de caixa projetado pela empresa, pode estar sujeito às oscilações de mercado, bem como a imprevistos inerentes à atividade empresarial. Formular estimativas por si só, não garante que os objetivos e as metas propostas serão alcançadas. Requer o envolvimento dos responsáveis das áreas da empresa com os objetivos fixados. Todos devem firmar uma espécie de contrato moral com as metas traçadas. Paralelamente, o administrador financeiro deverá acompanhar o desempenho dos planos, informando periodicamente aos seus responsáveis o realizado e o quanto falta por realizar. Mensalmente, os planos deverão ser revistos e atualizados, ou em período mais curto, quando isto for necessário. Recomenda-se que o controle do realizado com o orçado seja efetuado diariamente, pois tem a vantagem de aliviar os acúmulos normais de final de
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    PUCRS/FACE: Orçamento EmpresarialProf. Luis Guadagnin Revisão do fluxo de caixa (Controle) De nada adianta projetar o fluxo de caixa, se o mesmo não for considerado um auxiliar do processo decisório. A projeção de necessidades futuras poderá indicar a escassez ou o excedente de recursos. No caso de insuficiência de recursos, o controle do fluxo de caixa permitirá que se tomem providências em tempo hábil, permitindo assim a escolha de alternativas mais viáveis à empresa. A prática de buscar recursos depois de ter surgido a necessidade, denota a falta de planejamento e controle financeiros na empresa. O controle do fluxo de caixa requer uma análise da performance do período, a fim de verificar-se as causas eventuais e defasagens apresentadas em função do que foi planejado. É recomendável que, além dos valores absolutos, sejam avaliadas e interpretadas as defasagens em valores relativos. Paralelamente, é interessante também relatar por escrito as justificativas mais relevantes. Esta prática possibilita análises comparativas futuras das situações de cada período projetado.
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    PUCRS/FACE: Orçamento EmpresarialProf. Luis Guadagnin Revisão do fluxo de caixa (Controle) Assim, podem ser analisadas as causas dos atrasos nos pagamentos a fornecedores, as dificuldades encontradas na obtenção de créditos, ou os motivos dos desvios favoráveis ou não. Enfim, destacar todos os fatores que contribuíram para um bom ou mau desempenho do fluxo de caixa. Cópias dos relatórios e análises econômico-financeiras deverão ser distribuídas a todos os responsáveis da empresa, nas suas diversas áreas. Só assim poderão contribuir para evitar a repetição de erros ou omissões futuras. Por outro lado, cada gerente deverá conhecer as metas fixadas para o próximo período, para nelas concentrar seus esforços.

Notas do Editor