O artigo analisa criticamente as estimativas da curva de Phillips aceleracionista na economia brasileira, questionando a validade das hipóteses do modelo do novo consenso em política econômica. Verificou-se que as suposições de inércia completa, relação entre hiato do produto e inflação e choques de oferta com média zero não se sustentam em dados empíricos recentes. As conclusões sobre as causas da inflação e canais de transmissão da política econômica apresentam diferenças significativas em relação ao modelo tradicional.