NÍVEIS DE ANÁLISE
PLANO SINTÁTICO signos entre si NÍVEIS
Fonologia
USO GRAMATICAL Morfologia
Sintaxe
PLANO SEMÂNTICO signos com o mundo Léxico
tipo
USO SEMÂNTICO ocorrência
PLANO PRAGMÁTICO signos com os usuários Funcionamento em
contexto
USO "EM ATO" Interação espontânea
institucional
assimétrica
simétrica
ÉMILE BENVENISTE (1902-1976)
O aparelho formal da enunciação
ENUNCIAÇÃO - conjunto de fatores e
atos que constituem as condições de
produção dos enunciados.
ENUNCIADO - seqüência de
sentenças precedidas e seguidas de
períodos de silêncio.
DÊITICOS
Classe dos indicadores - unidades
lingüísticas - cujo funcionamento
semântico- referencial implica que se
leve em consideração alguns elementos
constitutivos da situação de comunicação.
As unidades dêiticas só têm seu sentido
construído na enunciação.
CATEGORIAS DÊITICAS
PESSOA / INTERLOCUTORES - pronomes
pessoais (EU -TU) e possessivos;
TEMPO - tempos dos verbos - agora, hoje,
ontem, amanhã;
LUGAR - pronomes demonstrativos -
índices de “ostentação” isto, aqui, lá,
acolá, na esquina, etc...advérbios de
circunstâncias complementos “relativos”
etc...
MODALIZAÇÃO
MODALIZAÇÃO - meios pelos quais
um falante manisfesta o modo como
ele considera seu próprio enunciado.
MODALIZADOR - define a marca
(lingüística) dada pelo sujeito ao seu
enunciado.
(1) DISTÂNCIA
a) mínima o sujeito se inscreve, adere
totalmente ao enunciado.
Ex.: O EU reduz a distância.
b) máxima o sujeito considera seu
enunciado como parte integrante de um
mundo distinto dele mesmo, foge
totalmente.
Ex.: 3ª pessoa do singular do discurso
acadêmico.
(2) TRANSPARÊNCIA
a) apagamento do sujeito da enunciação -
transparência máxima - enunciado gnômico
- marca um fato geral da experiência.
Ex.: O sol gira em torno da terra.
b) presença do sujeito da enunciação.
opacidade máxima.
Ex.: carta pessoal, poesia, diário...
(3) TENSÃO
define a dinâmica da relação
estabelecida entre falante e destinatário,
por meio do texto.
a) tensão máxima: querer, poder;
b) tensão mínima: ser/ estar, ter.
MASCARAMENTO - tentativa de enganar os destinatários sobre
quem se é, usando o modelo de outrem.
PERFORMANCE - tentativa de fazer esquecer o que se é, deixando
de utilizar o próprio modelo, sabendo que o destinatário não
ignora.
TEORIA DOS ATOS DE FALA
“SPEECH ACTS”
AUSTIN (1962)
How to do things with words
o livro reúne 12 conferências proferidas em
1955 pelo filósofo inglês na U. de Harvard
DIZER qualquer coisa é FAZER = ato de
linguagem ou ato de fala, enunciar...
Filosofia analítica anglo-saxônica/ Escola de
Oxford
ATO LOCUCIONÁRIO ou LOCUTÓRIO
produção de uma frase dotada de um sentido e uma referência.
FONÉTICO - quando dizemos pronunciamos
somente alguns sons articulados;
FÁTICO - combinamos as palavras e unidades
mais complexas em uma construção, segundo
leis da gramática;
RÉTICO - empregando a expressão em um
‘sentido’ determinado e para uma ‘referência’
determinada.
ATO ILOCUCIONÁRIO ou ILOCUTÓRIO
IN = em , LOCUTIO = discurso - o que se faz dizendo
CIRCUNSTÂNCIAS DA ENUNCIAÇÃO - as
expressões devem, em grande parte,
explicitar-se pelo contexto de situação
em que se inserem.
VALOR ILOCUCIONÁRIO - ‘modaliza’ a
significação: asserção, indagação, ordem,
advertência, ameaça ETC...
FORÇA ILOCUTÓRIA - a que concerne à estrutura
interna de uma ação; depende do nível elementar de
significação, com isso eu queria dizer alguma coisa,
descrever a intenção.
VALOR ILOCUTÓRIO - por convenção, está vinculado
a determinado morfema, a determinado tipo de frase.
Tipos de verbos:
VERIDICTIVOS - estimar, calcular, condenar, etc...
EXERCITIVOS - designar, demitir, nomear
PROMISSIVOS - prometer, jurar, apostar
COMPORTATIVOS - desculpar-se, agradecer, criticar,
abençoar
EXPOSITIVOS - afirmar, negar, observar,
ATO PERLOCUCIONÁRIO ou
PERLOCUTÓRIO
efeitos diversos do ato de fala no interlocutor,
sobre o seu pensamento, sentimentos,
comportamento.
FORÇA PERLOCUTÓRIA - a que está ligada
aos resultados particulares obtidos junto ao
interlocutor.
ENUNCIADOS PERFORMATIVOS
Que têm a propriedade de realizar o ato que
denotam, em certas condições, ou seja,
“fazer” qualquer coisa pelo simples fato de
“dizer”.
“Eu declaro que...”;
“Eu te batizo...”;
“O senhor está condenado a vinte anos de
reclusão..” etc...
ATOS DE LINGUAGEM
SEARLE
Speech Acts (1969)
Expression and meaning (1979)
Atos de linguagem - tentativa de
sistematização da teoria dos atos de fala,
inspirado no trabalho de AUSTIN.
Falar uma língua é estar engajado numa
forma de comportamento regido por
REGRAS.
ATOS DE ENUNCIAÇÃO - enunciar palavras
(morfemas, frases);
ATOS PROPOSICIONAIS - referir e predicar;
ATOS ILOCUTÓRIOS - afirmar, ordenar, fazer
uma pergunta, prometer, agradecer, criticar;
ATOS PERLOCUTÓRIOS - tal como foi
concebido por Austin (efeitos diversos no
interlocutor, sobre o seu pensamento,
sentimentos, comportamento).
SEARLE distingue
(1)ATOS ILOCUTÓRIOS - afirmar,
ordenar, fazer uma pergunta,
prometer, agradecer, criticar;
(2)FORÇAS ou VALORES
ILOCCUTÓRIOS – componentes de
um enunciado que fazem com que
funcione como um ato de fala
particular;
(3)VERBOS ILOCCUTÓRIOS –
assertivos, diretivos, promissivos,
expressivos e declarativos.
CONDIÇÕES DE FELICIDADE (felicity)
para que um enunciado possa cumprir seu
objetivo ilocutório, são condições ligadas ao
contexto, necessárias para que um ato de
linguagem seja bem sucedido.
Nos atos indiretos de linguagem, o locutor
comunica ao ouvinte mais do que
efetivamente diz , apoiando-se num fundo de
informações linguísticas e não linguísticas e
ao mesmo tempo na capacidade de
INFERÊNCIA (tributária a GRICE) do
ouvinte.
TEORIA DAS IMPLICATURAS CONVERSACIONAIS
(aparelho conversacional, sugestão, insinuação)
GRICE (1975) categorias ou máximas tomando emprestada sua
denominação da tábua de julgamentos de KANT
MÁXIMA DE QUANTIDADE  que sua contribuição
tenha tanta informação quanto requerida; que sua
contribuição não tenha mais informações do que a
requerida.
MÁXIMA DE QUALIDADE  não afirma o que
acredita ser falso; não afirma aquilo par o qual não
tem provas.
MÁXIMA DE RELAÇÃO seja relevante
MÁXIMA DE MODO  seja claro; evite ser ambíguo;
seja breve; seja metódico.
“Ele disse P, não há razão para supor que
ele não observe as regras, ou pelo menos
o principio de cooperação (PC). Mas para
isso seria preciso que ele pensasse Q; ele
sabe (e sabe que sei que ele sabe) que eu
compreendo que é necessário supor que
ele pensa Q; logo ele quer que eu pense
ou pelo menos me deixa pensar Q; logo
ele implicou Q”. (GRICE ,1975, p.65)
IMPLICATURA CONVERSACIONAL  esforço de
reconciliação após a infração de uma das máximas;
INFRAÇÃO (sempre que há, pelo menos uma) 
reação RECONCILIAR o que foi dito com a situação
de comunicação, a partir das presunções:
- ele observa o princípio de cooperação (PC);
- ele não pode respeitar TODAS as máximas ao
mesmo tempo;
- à infração deliberada a uma das máximas
corresponde a obediência a outra.
Calcular uma IMPLICATURA CONVERSACIONAL
equivale a “procurar o que deve ser suposto para se
poder ao mesmo tempo supor que o PC é de fato
respeitado” (GRICE ,1975, p.72)
DASCAL, Marcelo. A Relevância do mal-entendido.
Cadernos de Estudos Lingüísticos, n.º 11, 1986, p.
99-21.
A metáfora da cebola semântica encontra-
se em Wittgenstein com uso da expressão
alcachofra (I.F. § 164) como uma objeção
a um mundo imaginário de entidades,
essências e noções absolutas.
A mesma metáfora fora usada por Henrik
IBSEN (1828-1906), norueguês, para
tratar os dramas "filosóficos" e sociais,
conforme Peer GYNT (1867).
LEIS DO DISCURSO
• DUCROT (1977, p. 17-19) configura as
condições de existência do ato da enunciação
na forma de leis do discurso.
• a) Lei do interesse - “...falar de um assunto X
a um interlocutor Y pode, em certas
circunstâncias, no modo implícito, significar
dizer que Y tem interesse em X E
inversamente, para o ouvinte Y, deixar o locutor
falar de X pode ser interpretado como a
confissão de um interesse por X”.
• b) Lei da relação hierárquica entre os
interlocutores - “...uma regulamentação não
apenas para o ato de falar em geral, mas para
cada categoria de atos de fala. Nem todas as
questões são permitidas indiferentemente...”. A
relação hierárquica (extralingüística) entre os
interlocutores determinará a existência em estado
latente ou manifesto das leis (a) e (c). Essas
relações extralingüísticas determinam a natureza
simétrica ou assimétrica do discurso.
• c) Lei psicológica ou utilitarista - “Falar de um
fato X a um ouvinte Y pode querer dizer, em certas
circunstâncias (que a psicolingüística (sic) deveria
definir) ,que há interesse em que Y esteja a par de
X”.
INFERÊNCIAS LÓGICAS
• - dedutivas {baseadas
sobretudo nas relações lógicas e
submetidas aos
• - indutivas {valores-verdade
na ralação entre as proposições
• - condicionais
INFERÊNCIAS ANALÓGICO-
SEMÂNTICAS
• por identificação referencial
• por generalização
• por associações
• por analogia
• por composições ou decomposições
• baseadas sempre no texto e também no conhecimento de itens
lexicais e relações semânticas
INFERÊNCIAS PRAGMÁTICO-
CULTURAIS
• - conversacionais
• - experienciais
• - avaliativas
• - cognitivo-culturais
• baseadas nos conhecimento,
experiências, crenças, ideologias e
axiologias individuais

03-pragmaticaLinguistica-VirginiaColares.ppt

  • 2.
    NÍVEIS DE ANÁLISE PLANOSINTÁTICO signos entre si NÍVEIS Fonologia USO GRAMATICAL Morfologia Sintaxe PLANO SEMÂNTICO signos com o mundo Léxico tipo USO SEMÂNTICO ocorrência PLANO PRAGMÁTICO signos com os usuários Funcionamento em contexto USO "EM ATO" Interação espontânea institucional assimétrica simétrica
  • 4.
    ÉMILE BENVENISTE (1902-1976) Oaparelho formal da enunciação ENUNCIAÇÃO - conjunto de fatores e atos que constituem as condições de produção dos enunciados. ENUNCIADO - seqüência de sentenças precedidas e seguidas de períodos de silêncio.
  • 5.
    DÊITICOS Classe dos indicadores- unidades lingüísticas - cujo funcionamento semântico- referencial implica que se leve em consideração alguns elementos constitutivos da situação de comunicação. As unidades dêiticas só têm seu sentido construído na enunciação.
  • 6.
    CATEGORIAS DÊITICAS PESSOA /INTERLOCUTORES - pronomes pessoais (EU -TU) e possessivos; TEMPO - tempos dos verbos - agora, hoje, ontem, amanhã; LUGAR - pronomes demonstrativos - índices de “ostentação” isto, aqui, lá, acolá, na esquina, etc...advérbios de circunstâncias complementos “relativos” etc...
  • 7.
    MODALIZAÇÃO MODALIZAÇÃO - meiospelos quais um falante manisfesta o modo como ele considera seu próprio enunciado. MODALIZADOR - define a marca (lingüística) dada pelo sujeito ao seu enunciado.
  • 8.
    (1) DISTÂNCIA a) mínimao sujeito se inscreve, adere totalmente ao enunciado. Ex.: O EU reduz a distância. b) máxima o sujeito considera seu enunciado como parte integrante de um mundo distinto dele mesmo, foge totalmente. Ex.: 3ª pessoa do singular do discurso acadêmico.
  • 9.
    (2) TRANSPARÊNCIA a) apagamentodo sujeito da enunciação - transparência máxima - enunciado gnômico - marca um fato geral da experiência. Ex.: O sol gira em torno da terra. b) presença do sujeito da enunciação. opacidade máxima. Ex.: carta pessoal, poesia, diário...
  • 10.
    (3) TENSÃO define adinâmica da relação estabelecida entre falante e destinatário, por meio do texto. a) tensão máxima: querer, poder; b) tensão mínima: ser/ estar, ter. MASCARAMENTO - tentativa de enganar os destinatários sobre quem se é, usando o modelo de outrem. PERFORMANCE - tentativa de fazer esquecer o que se é, deixando de utilizar o próprio modelo, sabendo que o destinatário não ignora.
  • 11.
    TEORIA DOS ATOSDE FALA “SPEECH ACTS” AUSTIN (1962) How to do things with words o livro reúne 12 conferências proferidas em 1955 pelo filósofo inglês na U. de Harvard DIZER qualquer coisa é FAZER = ato de linguagem ou ato de fala, enunciar... Filosofia analítica anglo-saxônica/ Escola de Oxford
  • 12.
    ATO LOCUCIONÁRIO ouLOCUTÓRIO produção de uma frase dotada de um sentido e uma referência. FONÉTICO - quando dizemos pronunciamos somente alguns sons articulados; FÁTICO - combinamos as palavras e unidades mais complexas em uma construção, segundo leis da gramática; RÉTICO - empregando a expressão em um ‘sentido’ determinado e para uma ‘referência’ determinada.
  • 13.
    ATO ILOCUCIONÁRIO ouILOCUTÓRIO IN = em , LOCUTIO = discurso - o que se faz dizendo CIRCUNSTÂNCIAS DA ENUNCIAÇÃO - as expressões devem, em grande parte, explicitar-se pelo contexto de situação em que se inserem. VALOR ILOCUCIONÁRIO - ‘modaliza’ a significação: asserção, indagação, ordem, advertência, ameaça ETC...
  • 14.
    FORÇA ILOCUTÓRIA -a que concerne à estrutura interna de uma ação; depende do nível elementar de significação, com isso eu queria dizer alguma coisa, descrever a intenção. VALOR ILOCUTÓRIO - por convenção, está vinculado a determinado morfema, a determinado tipo de frase. Tipos de verbos: VERIDICTIVOS - estimar, calcular, condenar, etc... EXERCITIVOS - designar, demitir, nomear PROMISSIVOS - prometer, jurar, apostar COMPORTATIVOS - desculpar-se, agradecer, criticar, abençoar EXPOSITIVOS - afirmar, negar, observar,
  • 15.
    ATO PERLOCUCIONÁRIO ou PERLOCUTÓRIO efeitosdiversos do ato de fala no interlocutor, sobre o seu pensamento, sentimentos, comportamento. FORÇA PERLOCUTÓRIA - a que está ligada aos resultados particulares obtidos junto ao interlocutor.
  • 16.
    ENUNCIADOS PERFORMATIVOS Que têma propriedade de realizar o ato que denotam, em certas condições, ou seja, “fazer” qualquer coisa pelo simples fato de “dizer”. “Eu declaro que...”; “Eu te batizo...”; “O senhor está condenado a vinte anos de reclusão..” etc...
  • 17.
    ATOS DE LINGUAGEM SEARLE SpeechActs (1969) Expression and meaning (1979) Atos de linguagem - tentativa de sistematização da teoria dos atos de fala, inspirado no trabalho de AUSTIN. Falar uma língua é estar engajado numa forma de comportamento regido por REGRAS.
  • 18.
    ATOS DE ENUNCIAÇÃO- enunciar palavras (morfemas, frases); ATOS PROPOSICIONAIS - referir e predicar; ATOS ILOCUTÓRIOS - afirmar, ordenar, fazer uma pergunta, prometer, agradecer, criticar; ATOS PERLOCUTÓRIOS - tal como foi concebido por Austin (efeitos diversos no interlocutor, sobre o seu pensamento, sentimentos, comportamento).
  • 19.
    SEARLE distingue (1)ATOS ILOCUTÓRIOS- afirmar, ordenar, fazer uma pergunta, prometer, agradecer, criticar; (2)FORÇAS ou VALORES ILOCCUTÓRIOS – componentes de um enunciado que fazem com que funcione como um ato de fala particular; (3)VERBOS ILOCCUTÓRIOS – assertivos, diretivos, promissivos, expressivos e declarativos.
  • 20.
    CONDIÇÕES DE FELICIDADE(felicity) para que um enunciado possa cumprir seu objetivo ilocutório, são condições ligadas ao contexto, necessárias para que um ato de linguagem seja bem sucedido. Nos atos indiretos de linguagem, o locutor comunica ao ouvinte mais do que efetivamente diz , apoiando-se num fundo de informações linguísticas e não linguísticas e ao mesmo tempo na capacidade de INFERÊNCIA (tributária a GRICE) do ouvinte.
  • 21.
    TEORIA DAS IMPLICATURASCONVERSACIONAIS (aparelho conversacional, sugestão, insinuação) GRICE (1975) categorias ou máximas tomando emprestada sua denominação da tábua de julgamentos de KANT MÁXIMA DE QUANTIDADE  que sua contribuição tenha tanta informação quanto requerida; que sua contribuição não tenha mais informações do que a requerida. MÁXIMA DE QUALIDADE  não afirma o que acredita ser falso; não afirma aquilo par o qual não tem provas. MÁXIMA DE RELAÇÃO seja relevante MÁXIMA DE MODO  seja claro; evite ser ambíguo; seja breve; seja metódico.
  • 22.
    “Ele disse P,não há razão para supor que ele não observe as regras, ou pelo menos o principio de cooperação (PC). Mas para isso seria preciso que ele pensasse Q; ele sabe (e sabe que sei que ele sabe) que eu compreendo que é necessário supor que ele pensa Q; logo ele quer que eu pense ou pelo menos me deixa pensar Q; logo ele implicou Q”. (GRICE ,1975, p.65)
  • 23.
    IMPLICATURA CONVERSACIONAL esforço de reconciliação após a infração de uma das máximas; INFRAÇÃO (sempre que há, pelo menos uma)  reação RECONCILIAR o que foi dito com a situação de comunicação, a partir das presunções: - ele observa o princípio de cooperação (PC); - ele não pode respeitar TODAS as máximas ao mesmo tempo; - à infração deliberada a uma das máximas corresponde a obediência a outra. Calcular uma IMPLICATURA CONVERSACIONAL equivale a “procurar o que deve ser suposto para se poder ao mesmo tempo supor que o PC é de fato respeitado” (GRICE ,1975, p.72)
  • 25.
    DASCAL, Marcelo. ARelevância do mal-entendido. Cadernos de Estudos Lingüísticos, n.º 11, 1986, p. 99-21. A metáfora da cebola semântica encontra- se em Wittgenstein com uso da expressão alcachofra (I.F. § 164) como uma objeção a um mundo imaginário de entidades, essências e noções absolutas. A mesma metáfora fora usada por Henrik IBSEN (1828-1906), norueguês, para tratar os dramas "filosóficos" e sociais, conforme Peer GYNT (1867).
  • 26.
    LEIS DO DISCURSO •DUCROT (1977, p. 17-19) configura as condições de existência do ato da enunciação na forma de leis do discurso. • a) Lei do interesse - “...falar de um assunto X a um interlocutor Y pode, em certas circunstâncias, no modo implícito, significar dizer que Y tem interesse em X E inversamente, para o ouvinte Y, deixar o locutor falar de X pode ser interpretado como a confissão de um interesse por X”.
  • 27.
    • b) Leida relação hierárquica entre os interlocutores - “...uma regulamentação não apenas para o ato de falar em geral, mas para cada categoria de atos de fala. Nem todas as questões são permitidas indiferentemente...”. A relação hierárquica (extralingüística) entre os interlocutores determinará a existência em estado latente ou manifesto das leis (a) e (c). Essas relações extralingüísticas determinam a natureza simétrica ou assimétrica do discurso. • c) Lei psicológica ou utilitarista - “Falar de um fato X a um ouvinte Y pode querer dizer, em certas circunstâncias (que a psicolingüística (sic) deveria definir) ,que há interesse em que Y esteja a par de X”.
  • 28.
    INFERÊNCIAS LÓGICAS • -dedutivas {baseadas sobretudo nas relações lógicas e submetidas aos • - indutivas {valores-verdade na ralação entre as proposições • - condicionais
  • 29.
    INFERÊNCIAS ANALÓGICO- SEMÂNTICAS • poridentificação referencial • por generalização • por associações • por analogia • por composições ou decomposições • baseadas sempre no texto e também no conhecimento de itens lexicais e relações semânticas
  • 30.
    INFERÊNCIAS PRAGMÁTICO- CULTURAIS • -conversacionais • - experienciais • - avaliativas • - cognitivo-culturais • baseadas nos conhecimento, experiências, crenças, ideologias e axiologias individuais