TCC - Análise Financeira do Banco Panamericano - contabilidade - 2012

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TCC - Análise Financeira do Banco Panamericano - contabilidade - 2012

  1. 1. CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL DRA. MARIA AUGUSTA SARAIVA Bruno Marques da Cunha Neto Nilza Portugal Cunha Paulo Roberto da Gama e Silva Plínio Bernardo dos Santos Análise financeira do Banco Panamericano Trabalho de Conclusão de Curso SÃO PAULO 2012
  2. 2. CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL DRA. MARIA AUGUSTA SARAIVA Bruno Cunha Nilza Portugal Cunha Paulo Roberto da Gama e Silva Plínio Bernardo dos Santos Análise financeira do Banco Panamericano Trabalho de Conclusão de Curso Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Escola Técnica Estadual Doutora Maria Augusta Saraiva, mantida pelo Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, como parte dos requisitos para a conclusão do curso Técnico em Contabilidade, sob orientação do professor Me. Renato Antonio de Souza. SÃO PAULO 2012
  3. 3. Banca examinadora ______________________________________ Orientador: Prof. Me Renato Antonio de Souza_________________________________________________________________________________
  4. 4. Ficha CatalográficaCUNHA, Bruno; CUNHA, Nilza Portugal; SILVA, Paulo R. Gama e; Plínio.Análise financeira do Banco PanamericanoSão Paulo: 2012Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) – Centro Estadual de Educação TecnológicaPaula Souza – Escola Técnica Estadual Doutora Maria Augusta Saraiva.Área de concentração: ContabilidadeOrientador: Professor Me. Renato Antônio de Souza1- Análise financeira 2- Análise de balanço 3- Análise vertical 4- Análise horizontal.
  5. 5. DedicatóriaEste trabalho é dedicado à verdade que livra, pois ela enobrece, ilumina eengrandece o homem, enquanto que a mentira empobrece, obscurece e oescraviza na própria ignorância. “Na vida sempre escolha e nunca imponha, pois somos todos juízes em causa própria” Osvaldo Polidoro (1910 – 2000)
  6. 6. Resumo Este trabalho tem por objetivo analisar a liquidez financeira, no período2009/2010 de uma instituição bancária localizada na cidade de São Paulo eidentificar as mudanças significativas que ocorreram nesse período. Afundamentação teórica adotada neste trabalho foi de Iudícibus (1982), queconsidera que “a análise de balanço deve ser entendida dentro de suaspossibilidades e limitações”. Iudícibus (1982), observa que em relação aanálise vertical, “a finalidade principal é denotar o crescimento de itens dosBalanços e das Demonstrações de Resultados (bem como de outrosdemonstrativos) através dos períodos, a fim de caracterizar tendências”. Já naanálise vertical, Iudícibus (1982), entende que ela “é importante para denotar aestrutura de composição de itens e sua evolução no tempo”. Em relação aosÍndices de liquidez, Iudícibus (1982), escreve que “é importante atentarmospara o problema dos prazos de vencimentos das contas a receber e a pagar”.Em relação a metodologia de pesquisa adotada para a realização destetrabalho, foi a pesquisa documental, que segundo Gaio, Carvalho e Simões(2008), “para pesquisar, precisamos de métodos e técnicas que nos levamcriteriosamente a resolver problemas (...) é pertinente que a pesquisa científicaesteja alicerçada pelo método”. Como resultado de pesquisa, pudemos verificarque o banco sofreu forte deterioração financeira, sobretudo pela dilapidação deseu Patrimônio Líquido, por conta do alto prejuízo acumulado no ano de 2010,resultado este que influenciou o calculo de vários índices, com variaçõessignificativas. É importante observar que o banco teve um rombo de R$ 4,5bilhões, que não é visível na análise de seus dados, mas que possivelmenteinfluenciou o resultado do ano de 2010.
  7. 7. SumárioINTRODUÇÃO .........................................................................................................................08CAPÍTULO I - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................111.1 A Importância da análise financeira ..................................................................................111.2 Tipos de análise financeira: horizontal e vertical ..............................................................141.2.1 Análise Horizontal ..........................................................................................................141.2.2 Análise Vertical ...............................................................................................................151.3 Índeces de Liquidez ...........................................................................................................161.3.1 Liquidez Corrente ...........................................................................................................161.3.2 Liquidez Geral ................................................................................................................161.3.3 Quocientes de Endividamento .......................................................................................171.3.3.1 Participação de Capitais de Terceiros sobre Recursos Totais ......................................171.3.4 Rentabilidade Patrimonial .............................................................................................181.3.5 Rentabilidade sobre Ativo Total .....................................................................................181.3.6 Grau de Imobilização do Patrimônio Líquido .................................................................19CAPÍTULO II - METODOLOGIA DE PESQUISA ..........................................................................202.1 Pesquisa Documental ........................................................................................................202.2 Contexto da Pesquisa ........................................................................................................202.3 Instrumentos e Procedimentos da Coleta de Dados .........................................................212.4 Procedimentos de Análise de Dados .................................................................................21CAPÍTULO III - APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS .......................................223.1 Análise Vertical e horizontal do ativo ................................................................................223.1.1 Ativo Circulante ..............................................................................................................283.1.2 Disponibilidades .............................................................................................................293.1.3 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez .........................................................................293.1.4 Titulos e Valores Imobiliarios e Instrumentos Financeiros Derivados ............................293.1.5 Operações de Crédito .....................................................................................................303.1.6 Outros Créditos ...............................................................................................................313.1.7 REalizável a Longo Prazo ................................................................................................313.1.8 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez .........................................................................313.1.9 Títulos e Valoresa Mobiliários e Instrumento Financeiro Derivativo .............................313.1.10 Operaçõe de Crédito ....................................................................................................323.1.11 Outros Créditos ............................................................................................................323.1.12 Permanente .................................................................................................................32
  8. 8. 3.2 Análise Horizontal e Vertical Passivo ................................................................................333.2.1 Passivo Circulante ..........................................................................................................353.2.2 Depósitos .......................................................................................................................353.2.3 Captações no Mercado Aberto ......................................................................................363.2.4 Recurso de Aceite e Emissão de Título ..........................................................................373.2.5 Relações Interfinanceiras ..............................................................................................373.2.6 Instrumento Financeiro Derivativo ...............................................................................373.2.7 Outras Obrigações .......................................................................................................383.2.8 Obrigigações Diversas ....................................................................................................383.2.9 Exigível a Longo Prazo ....................................................................................................383.2.10 Depósitos ......................................................................................................................393.2.11 Captações de Mercado Aberto ....................................................................................393.2.12 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos ....................................................................393.2.13 Instrumento Financeiro Derivativo ..............................................................................403.2.14 Outras Obrigações ........................................................................................................403.2.15 Patrimônio Líquido .......................................................................................................403.3 Índices Financeiros ............................................................................................................413.3.1 Rentabilidade Patrimonial .............................................................................................413.3.2 Rentabilidade sobre ativo total ......................................................................................413.3.3 Liquidez Corrente ...........................................................................................................413.3.4 Liquidez Geral .................................................................................................................423.3.5 Grau de Imobilização do Patrimônio Líquido .................................................................423.3.6 Capital de Terceiros ........................................................................................................433.3.7 Depósitos a Vista Sobre o Patrimônio Líquido ...............................................................433.3.8 Capital de Giro Próprio ....................................................................................................43CONSIDERAÇÕES FINAIS ..........................................................................................................45REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................................48
  9. 9. 8 INTRODUÇÃO Este trabalho tem por objetivo (i) analisar a liquidez financeira, no período de2009/2010, de uma instituição bancária localizada na cidade de São Paulo e (ii)identificar e refletir sobre as mudanças significativas que ocorreram nesse período. A pesquisa tem caráter documental pois seu contexto recai sobre o BancoPanamericano. Essa instituição apresentou no mês de dezembro/2010 um prejuízode R$ 133,6 milhões, conforme consta do balanço patrimonial divulgado. Na época,a diretoria decidiu apresentar apenas o resultado do mês de dezembro/2010 e nãodo 4° trimestre do mesmo ano. As irregularidades constatadas no balançoapontaram um rombo de R$ 4,3 bilhões. Desse montante, R$ 1,6 bilhões eramreferente à carteira de crédito insubsistente; R$ 1,7 bilhões referente a passivos nãoregistrados de operações de cessão de liquidados/referenciados; R$ 500 milhõesreferente a irregularidades na constituição de provisões para perdas de crédito; R$300,0 milhões referente a ajustes de marcação a mercado e R$ 200 milhõesreferente a outros ajustes. A reversão desse quadro ficou acordada em função do suporte oferecido pelaCaixa Econômica Federal, que é também acionista do banco; pelo novo controlador,o Banco BTG Pactual e pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), além do depósitoadicional de R$ 13 bilhões feito em conta de “Deposito de acionista”, pelo entãocontrolador, o Grupo Silvio Santos, em 31/01/2011. Para chegarmos aos objetivos propostos, é importante levarmos em conta aimportância da análise financeira como instrumento de mensuração dos dadosfinanceiros de uma instituição, o papel dos índices de liquidez nessa mesma análise,a sua fundamentação teórica e o significado desses índices. A importância daanálise financeira nunca deve ser menosprezada, uma vez que ela fornece muitasvezes informações decisivas para o fechamento de um negócio, para a concessãode crédito a um cliente ou até mesmo mudança na política financeira de umaempresa. Não raro, decisões desastrosas são evitadas pela leitura cuidadosa dosíndices financeiros de uma organização. Os dados financeiros fornecidos por uma instituição e a sua análise técnicamostram a sua capacidade de honrar compromissos, de investimentos, decrescimento dentro do mercado em que atua e o seu posicionamento em relação à
  10. 10. 9concorrência. Consequentemente, a análise não é somente útil para os seus clientescomo também para a própria empresa. Mostra também se as decisões tomadas peladiretoria da empresa estão em conformidade com a posição financeira e patrimoniale se o caminho adotado é o correto para se atingir as metas propostas. A análisefinanceira é uma espécie de raio X das contas de uma organização. Assim, nãopermite margem para erros e nem mesmo desculpas para decisões equivocadas.. Tal pesquisa foi elaborada por causa das denúncias de fraude nacontabilidade do banco, pela sua repercussão, ainda mais num ano eleitoral comofoi o de 2010. É importante salientar que o setor financeiro tem na confiança que eledá ao público a sua principal característica que o diferencia dos demais setores daeconomia porque o setor financeiro, mais do que qualquer outro, tem justamente naconfiança que o público deposita nele o seu diferencial em relação aos outrossetores da economia. A análise financeira de um banco oferece não apenasinformações importantes sobre essa instituição como também nos mostra aperspectiva do futuro próximo. Além disso, a realização deste trabalho justifica-se,também, pelo fato de ser pré-requisito para obtenção do Certificado de Conclusãodo Curso Técnico de Contabilidade, cursado na Escola Técnica Estadual DoutoraMaria Augusta Saraiva, mantida pelo Centro Estadual de Educação TecnológicaPaula Souza. Para atingir os objetivos propostos neste trabalho, formulamos as seguintesperguntas de pesquisa: 1- Qual é a liquidez financeira da instituição pesquisada, no período de 2009/2010? 2- Quais são as mudanças significativas ocorridas nesse período e quais seus impactos? Para estabelecer uma ordem e esclarecer o tema proposto, nosso trabalhoapresenta a seguinte organização: no primeiro capítulo, abordaremos afundamentação teórica sobre a análise financeira, o papel dos índices de liquidez naanálise, seus aspectos mais relevantes e o conceito dos estudiosos da área, com ascaracterísticas mais importantes da análise e seus aspectos positivos e negativos.No segundo capítulo, apresentaremos como a pesquisa foi elaborada e quais foramos instrumentos utilizados para a coleta e a interpretação de dados. Para finalizar
  11. 11. 10nossa pesquisa, no terceiro e último capítulo, apresentaremos e discutiremos osresultados encontrados. Em seguida, apresentaremos as considerações finais e asreferências bibliográficas.
  12. 12. 11 CAPITULO 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA1.1 - A importância da análise financeira A importância da análise financeira dos balanços das empresas éinquestionável nos dias atuais. Em um mundo globalizado, em que a informação setransmite de forma instantânea e as decisões são tomadas sobre um conjunto demuitas informações, a análise financeira das demonstrações contábeis de umaempresa se torna uma ferramenta essencial, até para quantificar o volume de umnegócio a ser empreendido. A questão da análise financeira se prende muito mais atransparência das informações transmitidas pelas demonstrações financeiras, poisessas mesmas informações têm de representar de forma adequada a real situaçãofinanceira de uma organização. Assim, a confiança dos números tem de ser total,pois do contrário, a análise fica comprometida. Para Iudícibus (1982, p. 58) “a análise de balanço deve ser entendida dentrode suas possiblidades e limitações”. O autor entende que há “mais problemas doque soluções a serem investigadas. Por outro lado, essa mesma análise pode setransformar num poderoso painel de controle da administração”. Além disso,Iudícibus (1982) aponta alguns detalhes que considera importante para uma análisemais criteriosa. Entre eles: - Os registros contábeis da empresa devem ser mantidos com esmero. - A necessidade de auditoria interna e, sobretudo externa, para assegurar a veracidade das demonstrações financeiras. - O cuidado com os valores de contas a receber e estoques a serem extraídos dos balanços iniciais e finais, pois nem sempre esses valores representam adequadamente as médias reais do período apurado. - A correção dos valores em análise, tendo em vista a variação do poder aquisitivo da moeda.
  13. 13. 12 - A análise de balanço não pode ficar limitada a apenas um exercício, pois é pouco reveladora. Deve haver comparações com os da concorrência e as metas previamente estabelecidas pela própria administração da empresa. Ainda segundo o autor, “para facilitar o trabalho de análise, os valores podemser arredondados e, se não houver necessidade de um detalhamento muitoespecífico, as contas do balanço podem ser agrupadas” (IUDICIBUS, 1982, p. 58). Em seu estudo sobre análise financeira, Lunelli (2011, p. 03) aponta que“calcular índices é uma tarefa bastante simplista. O que se precisa é meramente umconhecimento de matemática básica ou financeira e saber classificar as contas dasdemonstrações a fim de se aplicar as fórmulas”. Para o autor, “o grande desafio doproblema é a análise e interpretação destes cálculos ou dos índices extraídos.Calcular é muito simples”. Ainda segundo o autor, “indispensável é reforçar anecessidade de bem interpretar os dados e informações”. Ainda completa afirmandoque “a importância em se proceder à análise financeira e de balanços é de um graude relevância extremamente alto” (LUNELLI, 2011, p. 03). O autor considera mais interessante e válido “utilizar-se de uma quantidadelimitada e direcionada de índices e quocientes apurados e compará-los com ospadrões do mercado atual e concorrente”. Isto por que, segundo o autor, essacomparação permite “expressar quais são os reais problemas merecedores deespecial atenção do que apura dezenas de indicadores sem qualquer basecomparativa com significados absolutos ou teóricos”. Considera também que aanálise financeira bem manuseada pode se constituir num “excelente e poderosopainel de controle” (LUNELLI, 2011, p.03). Para Assaf Neto (2002 p. 48) em seu estudo sobre estrutura e análise debalanço, a análise de balanço “visa relatar, com base nas informações contábeisfornecidas pelas empresas, a posição econômico-financeira atual, as causas quedeterminaram a evolução apresentada e as tendências futuras”. Para o autor, asinformações representam sobre “a posição passada, presente e futura (projetada) deuma empresa”. Ele entende também que a preocupação do analista está centradanas demonstrações financeiras da empresa, de onde ele “toma ou influenciadecisões sobre a concessão ou não de crédito, investir em seu capital acionário,alterar política financeira da empresa, se ela é bem administrada, solvente, lucrativae se tem condições de saldar as suas dividas”.
  14. 14. 13 Para Figueiredo e Morozini (2008, p. 2), a importância da análise financeira éque ela propicia aos usuários “a obtenção de dados financeiros que possam seraproveitados para monitorar a situação financeira das empresas; avaliação danecessidade de se aumentar/reduzir a capacidade produtiva da organização”. Alémdisso, a mesma análise permite determinar o aumento/redução dos financiamentosrequeridos. Os autores entendem que as informações devem ser, além deverdadeiras, íntegras. Marion (1998, p. 27) segue pelo mesmo caminho, pois segundo ele, “osresponsáveis pela administração estão tomando decisões, quase todas importantes,vitais para o sucesso do negócio”. Por isso há necessidade de dados, deinformações corretas, de subsídios que contribuam para a boa tomada de decisão.O autor compara esses tipos de decisões àquelas importantes que tomamos emnossas vidas, tais como o casamento, a carreira profissional que vamos seguir acasa que vamos comprar. O autor acrescenta que “a contabilidade é o grande instrumento que auxilia aadministração a tomar decisões”. Ela coleta os dados econômicos, “mensurando-omonetariamente, registrando-os e sumarizando-os em forma de relatórios ou decomunicados, que contribuem sobremaneira para a tomada de decisões” (MARION,1998, p. 27), completa o autor. Assim, dois fatores são fundamentais na análise de balanço e nas decisõesconcernentes a elas: o volume de informações disponíveis e a qualidade delas. Otrabalho de análise financeira não pode se constituir em algo isolado ou aleatório.Muito pelo contrário. Os critérios adotados devem ser coerentes com o objetivo a seralcançado. Princípios, métodos e metas a serem atingidas são o caminho a sertrilhado para uma análise séria e bem feita.1.2 - Tipos de análise financeira: horizontal e vertical A análise financeira se divide em duas bases: a vertical e horizontal. Cadauma atende a um objetivo e completam-se. Essas análises permitem, de um lado,um comparativo ano a ano das contas dos balanços de uma empresa, a suaevolução para maior ou menor e o significado disso. Esta é a analise Horizontal. Por
  15. 15. 14outro lado, na análise vertical, podemos ver o percentual que cada conta tem no totaldo ativo e passivo respectivamente.1.2.1 - Análise horizontal Segundo Iudícibus (1982, p. 65), “a finalidade principal da análise horizontal édenotar o crescimento de itens dos Balanços e das Demonstrações de Resultados(bem como de outros demonstrativos) através dos períodos, a fim de caracterizartendências”. Ainda, segundo o autor, a análise horizontal “aplicada a itens dobalanço, tem o mesmo significado que a aplicada a itens da Demonstração deResultado. Trata-se de discernir o ritmo de crescimento dos vários itens”. Iudicibus(1982, p. 68) cita como exemplo o item “Disponível”. Sua análise horizontal só ganhasentido se aliada à vertical. Segundo o autor “o Disponível pode ter crescido emvalores absolutos, mas sua participação percentual sobre o ativo corrente ou totalpode ter-se mantido constante ou até diminuído por causa do aumento do giro e dasdimensões da empresa”. Para Moura Ribeiro (2002, p 176), a análise Horizontal tem por finalidade“evidenciar a evolução dos itens das demonstrações financeiras ao longo dos anos.Este tipo de análise possibilita o acompanhamento de cada uma das contas quecompõem a demonstração em questão”, ressaltando o autor as tendênciasevidenciadas em cada uma delas, sejam de evolução ou de retração. Para o autor, aanalise horizontal “compara a evolução dos valores de cada conta dasdemonstrações em análise ao longo de vários períodos”, entendendo também que aanálise Horizontal e Vertical devem ser utilizadas conjuntamente.1.2.2 Análise vertical Segundo Iudícibus (1982, p. 69), a análise vertical “é importante para denotara estrutura da decomposição de itens e sua evolução no tempo”. Para o autor,algumas análises verticais já representam quocientes. Como exemplo, ele cita que aanálise de Demonstrativos de resultados “já relaciona uma série de itens de despesa
  16. 16. 15e resultado com a venda. O Lucro Líquido sobre as Vendas é um dos componentesdo cálculo de retorno sobre o investimento”. Para Iudicibus (1982, p. 73), “conclusões apressadas devem ser evitadas apartir das análises vertical e horizontal, tomadas isoladas e conjuntamente”. Para oautor, “somente a apreciação conjunta dos vários quocientes poderá dar uma ideiamais nítida da situação da empresa”. Para Moura Ribeiro (2002, p. 173), a análise vertical “é aquela através da qualse compara cada um dos elementos do conjunto em relação ao total do conjunto.Ela evidencia a porcentagem de participação de cada elemento no conjunto”.Segundo o autor, “o principal objetivo da análise vertical é mostrar a importância decada conta na demonstração financeira a que pertence”. A análise vertical pode serfeita em qualquer demonstração financeira, pois, segundo o autor, sua plenitudeocorre no momento em que é efetuada na Demonstração de Resultado do Exercício. Segundo Moura Ribeiro (2002, p. 180) “em qualquer processo de análise debalanço, seja por meio de quocientes, comparação com padrões, análise vertical ouhorizontal, não se pode desprezar o problema da inflação”. Para o autor, para que ascomparações sejam efetuadas visando a menor margem de erro possível, “hánecessidade de traduzir os valores dos exercícios analisados para uma moeda depoder aquisitivo constante”.1.3 Índices de liquidez1.3.1 - Liquidez corrente Ludicibus (1982, p. 78), esse índice “relaciona o quanto a empresa tem dedisponível e conversível em determinado prazo em dinheiro, com relação às dívidasde curto prazo”. É um índice muito divulgado e frequentemente considerado como omelhor indicador da situação de liquidez da empresa. Para o autor, “neste índice éimportante, assim como nos outros, atentarmos para o problema dos prazos devencimentos das contas a receber e a pagar”. Para Moura Ribeiro (2002, p. 141), “este índice quociente revela a capacidadeda empresa para cumprir os seus compromissos de curto prazo, isto é, quanto aempresa tem de ativo circulante para cada real de passivo circulante”. A
  17. 17. 16interpretação desse quociente, segundo o autor, deve ser direcionada para verificara existência do capital circulante líquido. Ele é denominado também de medida desolvência. Sua fórmula é: Ativo Circulante/Passivo Circulante.1.3.2 - Liquidez Geral Segundo Iudícibus (1982, p. 81), “este quociente1 serve para detectar asaúde financeira (no que se refere à liquidez) de longo prazo da empresa. Damesma forma que na liquidez corrente, a questão dos prazos de pagamento erecebimento são fundamentais”. Para o autor, “no caso do longo prazo é umcomplicador a mais, já que se a empresa não tiver valores consideráveis parareceber num período mais longo, a liquidez pode ficar comprometida”. Para Moura Ribeiro (2002, p. 140), “este quociente evidencia se os recursosfinanceiros aplicados no ativo circulante e no ativo não circulante são suficientespara cobrir as obrigações totais, isto é, quanto a empresa tem de ativo circulantemais ativo não circulante para cada real de obrigação total”. Para o autor, se estequociente for igual ou superior a um, “pode se afirmar que a entidade encontra-sesatisfatoriamente estruturada do ponto de vista financeiro”. Sua fórmula de cálculo é:Ativo Circulante + Ativo não Circulante/Passivo Circulante + Passivo não Circulante.1.3.3 - Quocientes de Endividamento1.3.3.1 - Participação de Capitais de Terceiro sobre Recursos Totais Segundo Iudícibus (1982, p.82), este índice é conhecido também como “DebtRatio, de grande relevância, relaciona o Exigível Total (Capitais de Terceiros) comos Fundos Totais Providos (por Capitais Próprios e Capitais de Terceiros)”. Aindasegundo o autor, ele expressa o percentual que o endividamento representa sobreos fundos totais e o percentual do Ativo Total financiado com recursos de terceiros.Ainda segundo o autor, “é uma forma de encarar a dependência de recursos deterceiros. Se o quociente for durante vários anos consistente e acentuadamentemaiores que um, denotaria uma dependência exagerada de recursos de terceiros”.1 Alguns autores usam o termo quociente e outros índices. Neste trabalho, adotamos a expressão quocientecomo sinônimo de índice.
  18. 18. 17Para Iudícibus, esse quociente é muito utilizado para retratar o posicionamento dasempresas com relação aos capitais de terceiros. Grande parte das empresas quevão à falência apresentam durante um período relativamente longo altos quocientesde Capitais de Terceiros/Capitais Próprios. Segundo Moura Ribeiro (2002, p. 134), esse quociente revela a “proporçãoexistente entre capitais de terceiros e capitais próprios, isto é, quando a empresautiliza de capitais de terceiros para cada real de capital próprio”. Para o autor, quantomenor for este quociente melhor, pois menor será o grau de endividamento daempresa e maior será a sua liberdade financeira para tomar decisões. Fórmula decálculo: Participação de Capitais de Terceiros sobre Recursos Totais = PassivoTotal/ Passivo Total + Patrimônio LíquidoQuociente de Capitais de Terceiros/Capital Próprios = Exigível Total/PatrimônioLíquido1.3.4 - Rentabilidade Patrimonial Segundo Iudícibus (1982, p. 96), a importância desse quociente está em“expressar os resultados globais auferidos pela gerência na gestão de recursospróprios e de terceiros em benefício dos acionistas”. Para o autor, a principal tarefada administração financeira é “maximizar o valor de mercado para o acionista eestabelecer um fluxo de atividades compensador”. No longo prazo, “o valor demercado da ação é influenciado substancialmente pelo quociente de retorno sobre oPatrimônio Líquido”, completa o autor. Para Moura Ribeiro (2002, p. 149), “esse quociente revela qual foi a taxa derentabilidade obtida pelo capital próprio investido na empresa, isto é, quanto aempresa ganhou de lucro líquido para cada real de capital próprio investido”. Para oautor, quanto maior esse quociente, melhor. O autor entende também que a”interpretação deste índice dever ser direcionada para verificar qual o temponecessário para se obter o retorno do capital próprio investido na empresa”.Fórmula de cálculo: Rentabilidades Patrimonial = Lucro Líquido/Patrimônio Liquido1.3.5 – Rentabilidade Sobre Ativo Total
  19. 19. 18 Segundo Iudícibus (1982, p. 91), o cálculo desse índice é “provavelmente, omais importante quociente individual de toda a análise de balanço”. O autor defineesse índice pela sigla QRI (Quociente de Retorno sobre Investimento). Para Moura Ribeiro (2002, p. 148), esse quociente “evidencia o potencial degeração de lucros por parte da empresa, isto é, quanto a empresa obteve de lucrolíquido para cada real de investimento total”. A interpretação desse índice, segundoo autor, “deve ser direcionada para verificar o tempo necessário para que hajaretorno dos capitais totais (Próprios e de terceiros investidos na empresa), Quantomaior for esse quociente, maior será a lucratividade“, resume o autor. Fórmula decálculo: Rentabilidade Sobre Ativo Total = Lucro Líquido/Ativo Total1.3.6 – Grau de Imobilização do Patrimônio Líquido Segundo Iudícibus (1982, p. 103), esse quociente “pretende retratar qual aporcentagem dos recursos próprios que estão imobilizados em plantas e instalações,bem como outras imobilizações, ou que não está em giro”. Para o autor, “seinvestirmos uma parcela exagerada dos recursos em ativo imobilizado, poderemoster sérios problemas de capital de giro líquido”. Segundo Moura Ribeiro (2002, p 136), “o quociente revela qual parcela doPatrimônio Líquido foi utilizada para financiar a compra do Ativo Permanente, isto é,quanto a empresa imobilizou no Ativo Permanente para cada real de PatrimônioLíquido”. A interpretação desse quociente deverá ser direcionada a verificar aexistência ou não de Capital Circulante Próprio, que se dá ao excesso de PatrimônioLíquido sobre o Ativo Permanente.Fórmula de cálculo: Grau de Imobilização do Patrimônio Líquido = AtivoPermanente/Patrimônio Líquido.
  20. 20. 19 CAPÍTULO 2 METODOLOGIA DE PESQUISA O objetivo deste capítulo é apresentar informações a respeito da metodologiade pesquisa utilizada para responder as questões de pesquisa deste trabalho,apresentando informações a respeito do contexto de pesquisa, dos instrumentospara coleta de dados e dos processos para análise desses dados.2.1- Pesquisa documental Segundo Gaio, Carvalho e Simões (2008, p 148) “para pesquisar, precisamosde métodos e técnicas que nos levam criteriosamente a resolver problemas (...) épertinente que a pesquisa científica esteja alicerçada pelo método”. Segundo osautores, isso significa “elucidar a capacidade de observar, selecionar e organizarcientificamente os caminhos que devem ser percorridos para que a investigação seconcretize”. A pesquisa documental é um procedimento que se utiliza de métodos etécnicas para a apreensão, compreensão e análise de documentos dos maisvarados tipos. Alguns autores consideram que pesquisa documental e pesquisabibliográfica são sinônimos, pois elas se restringem a análise documentos. Assim, existe uma discussão acadêmica sobre como classificar o trabalhoacadêmico com documentos. É pesquisa, método, análise ou técnica documental.2.2 - Contexto da pesquisa Este trabalho tem por objetivo (i) analisar a liquidez financeira, no período de2009/2010 de uma instituição bancária localizada na cidade de São Paulo e (ii)identificar e refletir sobre as mudanças significativas que ocorreram nesse período. A instituição pesquisada é o Banco Panamericano, que é um bancobrasileiro, com sede em São Paulo, fundado pelo Senhor Abravanel, mais conhecidopor Silvio Santos, controlado de 1990 até 2011 pelo Grupo Silvio Santos. Seu foco éo financiamento ao varejo, mais especificamente, financiamento de veículos, cartões
  21. 21. 20de credito, empréstimos pessoais e descontos de duplicatas. A instituição estápresente em todas as capitais e principais cidades brasileiras e em seus mais de 28mil parceiros comerciais. A origem do Banco Panamericano remonta a 1969, quando o Grupo SilvioSantos assumiu o controle acionário da Real Sul S/A e que se transformou em BaúFinanceira. Em 1990, foi autorizado a atuar como banco múltiplo. Em dezembro de2009, a Caixa Econômica Federal pagou R$ 739,2 milhões para adquirir pouco maisde um terço do capital total do Banco. Em 2010, o Banco Panamericano tinha 34agências espalhadas pelo Brasil e em alguns países da América do sul.2.3 - Instrumentos e procedimentos de coleta de dados Os documentos coletados foram as Demonstrações Financeiras e BalançoPatrimonial do Banco Panamericano, referente ao período de 2009/2010, por meioda internet, a partir de pesquisa realizada no www.google.com.br, por meio dapalavra-chave balanço do Banco Panamericano 2009 e balanço do BancoPanamericano 2010. O período escolhido se deve ao fato de que nessa época aconteceram asfraudes contábeis, o que posteriormente foi divulgado na imprensa com granderepercussão. Diante da gravidade dos fatos e de suas consequências, foi bastanteoportuno podermos fazer esta pesquisa, para uma análise financeira dasdemonstrações contábeis do banco. Foram procedidas as análises verticais ehorizontais dos respectivos balanços, assim como a análise dos índices de liquidez.2.4 - Procedimentos de análise de dados Em primeiro lugar, foi realizada a análise vertical e horizontal dos balançospatrimoniais da instituição pesquisada, nos termos da teoria apresentada no capítuloanterior. Em seguida, foi identificado os índices de liquidez, também nos termos dateoria apresentada no já mencionado capítulo anterior. Finalmente, aplicamos a análise de conteúdo tanto na análise vertical ehorizontal quanto nos índices de liquidez. Análise de conteúdo é um método deanálise de dados pautado pela atribuição de sentidos a informações textuais.
  22. 22. 21 CAPÍTULO 3 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS3.1 - Análise vertical e horizontal do ativo Tabela 1 – Análise Vertical do ativo BALANÇOS PATRIMONIAIS DO BANCO PANAMERICANO DE 31/12/2009 E 31/12/2010 (EM MILHARES DE REAIS) 2010 2009 ATIVO CIRCULANTE 5.497.267 5.744.288 Disponibilidades 9.222 4.664 Aplicações Interfinanceiras de liquidez 636.184 892.150 Aplicação no mercado aberto 210.769 700.146 Aplicações em depósitos interfinanceiros 425.415 192.004 Títulos e val. mobiliários e instrum. Financ. Derivativos 65.565 291.696 Carteira própria 61.082 212.375 Vinculados a compromisso de recompra 0 73.185 Instrumentos financeiros derivativos 4.450 6.103 Outras aplicações 33 33 Relações interfinanceiras 2.151 31.731 Pagamentos e recebimentos a liquidar 0 0 Créditos vinculados - depósitos no Banco Central 831 5.120 Correspondentes no país 1.320 26.611 Relações interdependências 911 1.405 Transferências internas de recursos 911 1405 Operações de crédito 2.857.322 3.090.554 Operações de Crédito - setor privado 3.877.388 3.531.352 (Provisão para crédito de provisão duvidosa) -1.020.066 -440.798 Operações de arrecadamento mercantil 327392 341320 Provisão de arrecadamento a receber 376072 382035 (Prov. p/ créd. arrendamento merc. de liq. duvidosa -48680 -40715 Outros créditos 1.339.105 826.443 Rendas a receber 5.491 2.720 Negociação e intermediação de valores 19.368 462 Prêmios de seguros a receber -999 1635 Diversos 842.554 835.626 Títulos de crédito a receber 456.848 0 (Prov. p/ outros créd, de liquidação duvidosa) -24.157 14.008 Outros valores e bens 209.415 264.325 Outros valores e bens 207.837 197.801 (Provisão para desvalorização) -126.032 -99.446 Despesas antecipadas 127.610 165.970 REALIZAVEL A LONGO PRAZO 7.630.994 5.801.133 Aplicação interfinanceira de liquidez 163.392 87.112
  23. 23. 22Aplicação em depósitos interfinanceiros 163.392 87.112Tit. e valores mobiliados e instrum. Finan. Derivativos 500.297 101.047Carteira própria 381.321 35.443Vinculados com compromissos de recompra 114.681 25.711Instrumentos financeiros derivativos 4.277 39.893Operações de créditos 4.490.229 4.110.921Operações de créditos - setor privado 4.490.229 4.110.921Operações de arrendamento mercantil 682504 759.484Operações de arrendamentos a receber 862504 759484Outros créditos 1.574.044 439.490Diversos 1.574.044 439.490Outros valores e bens 220.546 303.079Despesas antecipadas 220.546 303.079PERMANENTES 46.272 45.136Investimentos 1.221 3.266Participações em coligadas controladas 0 0Imóveis destinados a renda 0 1.783Imobilizado de uso 37.330 1.483Outros investimentos 0 1.483Imóveis de uso 140 39.789Outras imobilizações de uso 88.524 42.464(Depreciações acumuladas) -31.364 32.897Intangíveis 7.751 2.081Ativo Intangível 15.387 10.620(Amortização acumulada) -7.636 -5.222TOTAL DO ATIVO 13.174.533 11.590.557
  24. 24. 23 Tabela 2 – Análise horizontal do AtivoBALANÇOS PATRIMONIAIS DO BANCOPANAMERICANO DE 31/12/2009 E 31/12/2010(EM MILHARES DE REAIS) 2010 2009 ATIVOCIRCULANTE 5.497.267 5.744.288 104,49Disponibilidades 9.222 4.664 0,08Aplicações Interfinanceiras de liquidez 636.184 892.150 16,23Aplicação no mercado aberto 210.769 700.146 12,74Aplicações em depósitos interfinanceiros 425.415 192.004 3,49Títulos e Val. Mobiliários e instrum. Finan. Derivativos 65.565 291.696 5,31Carteira própria 61.082 212.375 3,86Vinculados a compromisso de recompra 0 73.185 1,33Instrumentos financeiros derivativos 4.450 6.103 0,11Outras aplicações 33 33 0,00Relações interfinanceiras 2.151 31.731 0,58Pagamentos e recebimentos a liquidar 0 0 -Créditos vinculados - depósitos no Banco Central 831 5.120 0,09Correspondentes no país 1.320 26.611 0,48Relações interdependências 911 1.405 0,03Transferências internas de recursos 911 1.405 0,03Operações de crédito 2.857.322 3.090.554 56,22Operações de Crédito - setor privado 3.877.388 3.531.352 64,24 -(Provisão para crédito de provisão duvidosa) -440.798 1.020.066 (8,02)Operações de arrecadamento mercantil 327.392 341.320 6,21Provisão de arrecadamento a receber 376.072 382.035 6,95(Prov. p/ créd. arrendamento merc. de liq. duvidosa -48.680 -40.715 (0,74)Outros créditos 1.339.105 826.443 15,03
  25. 25. 24Rendas a receber 5.491 2.720 0,05Negociação e intermediação de valores 19.368 462 0,01Prêmios de seguros a receber -999 1.635 0,03Diversos 842.554 835.626 15,20Títulos de crédito a receber 456.848 0 -(Prov. p/ outros créd, de liquidação duvidosa) -24.157 14.008 0,25Outros valores e bens 209.415 264.325 4,81Outros valores e bens 207.837 197.801 3,60(Provisão para desvalorização) -126.032 -99.446 (1,81)Despesas antecipadas 127.610 165.970 3,02REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 7.630.994 5.801.133 105,53Aplicação interfinanceira de liquidez 163.392 87.112 1,58Aplicação em depósitos interfinanceiros 163.392 87.112 1,58Tít. e valores mobiliados e instrum. finan. derivativos 500.297 101.047 1,84Carteira própria 381.321 35.443 0,64Vinculados com compromissos de recompra 11.681 25.711 0,47Instrumentos financeiros derivativos 4.277 39.893 0,73Operações de créditos 4.490.229 4.110.921 74,78Operações de créditos - setor privado 4.490.229 4.110.921 74,78Operações de arrendamento mercantil 682.504 759.484 13,82Operações de arrendamentos a receber 862.504 759.484 13,82Outros créditos 1.574.044 439.490 7,99Diversos 1.574.044 439.490 7,99Outros valores e bens 220.546 303.079 5,51Despesas antecipadas 220.546 303.079 5,51PERMANENTES 46.272 45.136 0,82Investimentos 1.221 3.266 0,06Participações em coligadas controladas 0 0 -
  26. 26. 25 Imóveis destinados à renda 0 1.783 0,03 Imobilizado de uso 37.330 1.483 0,03 Outros investimentos 0 1.483 0,03 Imóveis de uso 140 39.789 0,72 Outras imobilizações de uso 88.524 42.464 0,77 (Depreciações acumuladas) -31.364 32.897 0,60 Intangíveis 7.751 2.081 0,04 Ativo Intangível 15.387 10.620 0,19 (Amortização acumulada) -7.636 -5.222 (0,09) TOTAL DO ATIVO 13.174.533 11.590.557 210,843.1.1 - Ativo Circulante Conforme tabela acima, no conjunto das operações de curto prazo (360 dias),verificamos que o banco diminuiu as suas operações nesse período. Em 2009 elasrepresentavam 49,56% do total do Ativo, diminuindo para 41,73% em 2010. Nocomparativo do período, houve redução de 4,30%.3.1.2 - Disponibilidades A conta Disponibilidades normalmente representa o volume de dinheirodisponível para o banco honrar os seus compromissos de curto prazo (nas notasexplicativas o banco não específica o objetivo dessa conta, limitando-se apenas ainformar que ela se constitui em moeda nacional (97% do total) e estrangeira (3% dototal). Verifica-se que nesse item houve um aumento de sua participação em relaçãoao total do ativo, de 0,04% de 2009 para 0,07% em 2010. No comparativo doperíodo, houve um aumento de 97,73%. Não obstante esse aumento, observa-seque ele representa um valor muito pequeno em relação aos recursos totaismovimentados pelo banco.
  27. 27. 263.1.3 - Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Essa conta compreende as aplicações feitas em outros bancos via CDI,(Certificado de Depósito Interbancário), com prazo máximo de 90 dias devencimento. Nesse grupo estão as operações com títulos como Debêntures, LFTs(Letras financeiras do Tesouro), LTNs (Letras do Tesouro Nacional) etc. Verificamosque em 2009 essa conta representava 7,70% do total do ativo, diminuindo para4,83% em 2010. No comparativo do período, houve um decréscimo de 28,69%,evidenciando uma diminuição geral de suas aplicações. Nas operações de mercadoaberto, houve uma redução no período de 69,90%, enquanto que nos depósitosinterfinanceiros houve um aumento de 121,57% no mesmo período. Ambas ascontas fazem parte dessas aplicações.3.1.4 -Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos Conforme tabela acima, são títulos de renda fixa ou variável que o bancocompra para a sua carteira ou para a carteira vinculada a compromissos derecompra. Esses títulos são convertidos na data do balanço a valores de mercado,podendo ou não haver provisões para possíveis desvalorizações. Já os InstrumentosFinanceiros Derivativos é um instrumento financeiro ou um outro contrato, cujo valorestá sujeito a variações da taxa de câmbio, taxa de juros, preços de uma commodity,índice de preços, rating de crédito etc. Eles representam ativos ou passivosfinanceiros porque são direitos ou obrigações de liquidar um instrumento financeirocom outra entidade sob condições favoráveis (ativo financeiro) ou desfavoráveis(passivo financeiro). Nessa conta, houve grande redução do volume aplicado pelo banco. Em2009, ela representava 2,52% do total do ativo, caindo para 0,50% em 2010. Nocomparativo do período, houve redução de 77,52%, motivado pelas perdas que obanco teve no período, de acordo com as suas notas explicativas.
  28. 28. 273.1.5 - Operações de Crédito Operações de crédito são empréstimos que o banco faz para pessoas físicas,empresas ou setor público. Entre eles estão as operações de capital de giro, CDC(crédito direto ao consumidor), empréstimos imobiliários, repasses do BNDES,Finame entre outros. Verificamos que o banco manteve o nível de suas operaçõesno período. Em 2009 elas representavam 26,66% do total do ativo e em 2010,21,69%. No comparativo do período, houve redução de 7,55%. No crédito para osetor privado, houve um aumento de 9,80%, enquanto que na provisão paradevedores duvidosos o crescimento foi expressivo, de 131,41%, ou seja, apesar dadiminuição das operações, houve um grande aumento das provisões querepresentavam 3,80% e 26,31% respectivamente nesse período, em relação ao totaldo volume das operações de crédito. De acordo com os dados das notasexplicativas do banco, houve um aumento da inadimplência, além de atrasos nosrepasses ao que o banco tem direito por parte de governos estaduais e municipais.O Banco tem uma tabela de “Provisões Requeridas”, que indica o grau de risco dasoperações. Ela varia de 0,50% a 70% do valor a vencer. Nesse caso, o percentualrefere-se à provisão a ser feita em relação ao valor de cada operação.3.1.6 - Outros Créditos Essa conta é representada por Fianças, Avais, Renda de Comissões eCorretagem, entre outros tipos de operações. Nessa conta, diferentemente da contaanterior, houve aumento das operações. Em 2009, ela representava 7,31% do totaldo ativo, atingindo 10,54% em 2010. No comparativo do período, houve crescimentode 68,08% no período, mostrando que o banco buscava aparentemente operaçõesque oferecessem menores riscos e melhores rentabilidades.3.1.7 - Realizável a Longo Prazo A partir da tabela acima, podemos verificar que no conjunto das operações delongo prazo, verifica-se que o banco aumentou essas operações. Em 2009, elasrepresentavam 50,05% do total do ativo, aumentando para 57,92% em 2010. Nocomparativo do período, houve crescimento de 31,54%.
  29. 29. 283.1.8 - Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Conforme tabela acima, essa conta representa as aplicações feitas em outrosbancos via CDI. Em 2009 elas representavam 0,75% do total do ativo, passandopara 1,24% em 2010. No comparativo do período, ela teve crescimento de 87,57%.Observa-se que essa conta teve um movimento inverso ao que ocorreu no ativocirculante, quando houve uma diminuição das operações de curto prazo.3.1.9 - Títulos e Valores Mobiliários e Instrumento Financeiro Derivativo Como pode ser observado na tabela acima, essa conta representa títulos derenda fixa ou variável que o banco compra para a sua carteira ou para carteiravinculada compromissos de recompra. Em 2009, ela representava 0,87% do total doativo, passando para 3,80% em 2010. No comparativo do período, houvecrescimento de 395,10%. Observa-se que ela teve, da mesma forma que na contaanterior, um movimento inverso ao que ocorreu no ativo circulante, quando houveuma redução no volume das operações.3.1.10 - Operações de Crédito Operações de crédito são empréstimos que o banco faz para pessoas físicas,empresas ou setor público. Analisando a tabela acima, percebemos que em 2009,essa conta representava 35,47% do total do ativo, diminuindo para 34,08% em 2010.No comparativo do período, houve, entretanto, um crescimento de 9,23%, ou seja, aexemplo de outras contas, o banco concentrou essas aplicações em valores maioresno longo prazo.3.1.11- Outros Créditos Essa conta refere-se às Fianças, Avais, Rendas de Comissões eCorretagens, entre outros tipos de operações. A partir da tabela acima, podemosverificar que em 2009 ela representava 3,79% do total do ativo, passando para11,95% em 2010. No comparativo do período, ela cresceu 258,15%. Nota-se que o
  30. 30. 29banco aumentou esses tipos de operações, tanto em curto como em longo prazo,diminuindo outras operações de crédito, denotando aparentemente, uma política deoperações de menores riscos.3.1.12 - Permanente Essa conta teve pequena variação no período analisado, conformeverificamos na tabela acima. Em 2009, ela representava 0,39% do total do ativo,mantendo praticamente o mesmo percentual em 2010, que foi de 0,35%. Nocomparativo, houve aumento de 2,52%. O banco fez investimentos em coligadas eem imobilização em uso em valores poucos expressivos.3.2 - Análise vertical e horizontal do passivoTabela 3 – Análise vertical do PassivoBALANÇOS PATRIMONIAIS DO BANCO PANAMERICANO DE 31/12/2009 E 2010(EM MILHARES DE REAIS) 2010 % 2009 % PASSIVOCIRCULANTE 5.533.362 47,74 7.737.113 58,73Depósitos 2.994.356 25,83 3.267.170 24,80Depósitos a vista 26.633 0,23 43.234 0,33Depósitos interfinanceiros 726.450 6,27 804.224 6,10Depósitos a prazo 2.462.067 21,24 2.419.712 18,37Outros depósitos 478 0,00 0 -Captações do mercado aberto 64.454 0,56 2.001 0,02Carteira própria 65.454 0,56 0 -Carteira de terceiros 0 - 2001 0,02Recurso de aceite e emissão de título 63.858 0,55 15.979 0,12Recurso de debêntures em moeda nacional 266164 2,30 0 -Obrigações por título. e valores mobiliários no ext. 364.694 3,15 15.979 0,12Relações interfinanceiras 31.408 0,27 1.594.853 12,11Recebimentos e pagamentos a liquidar 0 - 0 -Correspondentes no país 31.408 0,27 1.594.853 12,11Relações interdependências 964 0,01 522 0,00Recursos em transito de terceiros 964 0,01 522 0,00Instrumentos financeiros derivativos 146.432 1,26 253.259 1,92Instrumentos financeiros derivativos 146.432 1,26 253.259 1,92Outras obrigações 1.467.888 12,66 2.603.329 19,76Cobranças e arrecadação de tributos assemelhados 9.106 0,08 5.707 0,04Sociais e estatutária 41.096 0,35 5.183 0,04Fiscais e previdenciárias 12.397 0,11 24.724 0,19Provisões técnicas de seguros e previdências 103736 0,90 129.385 0,98Providências tec. de seguros e previdência compelem. 106 0,00 86 0,00Negociação e intermediação de valores 102 0,00 19119 0,15
  31. 31. 30Dúvidas subordinadas 11.101 0,10 24.657 0,19Diversas 1.290.244 11,13 2.349.468 17,83EXIGÍVEL Em LONGO PRAZO 4.938.717 42,61 5.413.023 41,09Depósitos 2.030.682 17,52 2.318.638 17,60Depósitos interfinanceiros 27.137 0,23 12.639 0,10Depósitos a prazo 2.003.545 17,29 2.305.999 17,50Captações do mercado aberto 25.732 0,22 114.530 0,87Carteira própria 25.732 0,22 114.530 0,87Recurso de aceita e emissão de título 348.080 3,00 833.100 6,32Recurso de debênture em moedas nacional 0 - 0 -Obrigações de títulos e Val. Mobiliários no exterior 348.080 3,00 833.100 6,32Instrumentos financeiros derivativos 156.256 1,35 199.645 1,52Instrumentos financeiros derivativos 156.256 1,35 199.645 1,52Relações interfinanceiras 20.080 0,17 0 -Correspondentes no país 20.280 0,17 0 -Outras obrigações 2.357.881 20,34 1.947.101 14,78Fiscais e previdenciários 467.243 4,03 654.883 4,97Dívidas subordinadas 217.550 1,88 1.041.375 7,90Diversas 1.673.088 14,43 250.843 1,90RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS 0 - 3.545 0,03Resultado de exercícios futuros 0 - 3.545 0,03PARTICIPAÇÃO DE ACIONISTAS MINORITÁRIOS 1707 0,01 1.702 0,01Participação de acionistas minoritários 1707 0,01 1.702 0,01PATRIMONIO LÍQUIDO 1.313.771 11,33 19.150 0,15CAPITAL SOCIAL 1.108.091 9,56 1.108.091 8,41De domiciliado no país 947.909 8,18 1.020.428 7,75De domiciliados no exterior 160.182 1,38 87.663 0,67Reservas de capital 172 0,00 172 0,00Reservas de lucros 1 0,00 0 -Ajuste de avaliações patrimoniais TVM derivativos 0 - 5 0,00Ajuste de avaliações patrimoniais 1 0,00 0 -Prejuízos acumulados 0 - -1089118 (8,27)Ações em tesouraria -23982 (0,21) 0 -TOTAL DO PASSIVO 11.590.557 100,00 13.174.533 100,00 Tabela 4 – Análise horizontal do passivo BALANÇOS PATRIMONIAIS DO BANCO PANAMERICANO DE 31/12/2009 E 2010 (EM MILHARES DE REAIS) 2010 2009 % PASSIVO CIRCULANTE 5.533.362 7.737.113 139,83 Depósitos 2.994.356 3.267.170 59,04 Depósitos a vista 26.633 43.234 0,78 Depósitos interfinanceiros 726.450 804.224 14,53 Depósitos a prazo 2.462.067 2.419.712 43,73 Outros depósitos 478 0 - Captações do mercado aberto 64.454 2.001 0,04 Carteira própria 65.454 0 - Carteira de terceiros 0 2001 0,04 Recurso de aceite e emissão de título 63.858 15.979 0,29 Recurso de debêntures em moeda nacional 266164 0 - Obrigações por título. e valores mobiliários no ext. 364.694 15.979 0,29 Relações interfinanceiras 31.408 1.594.853 28,82
  32. 32. 31 Recebimentos e pagamentos a liquidar 0 0 - Correspondentes no país 31.408 1.594.853 28,82 Relações interdependências 964 522 0,01 Recursos em trânsito de terceiros 964 522 0,01 Instrumentos financeiros derivativos 146.432 253.259 4,58 Outras obrigações 1.467.888 2.603.329 47,05 Cobranças e arrecadação de tributos assemelhados 9.106 5.707 0,10 Sociais e estatutária 41.096 5.183 0,09 Fiscais e previdenciárias 12.397 24.724 0,45 Provisões técnicas de seguros e previdências 103736 129.385 2,34 Providências tec. de seguros e previdência complementar 106 86 0,00 Negociação e intermediação de valores 102 19119 0,35 Duvidas subordinada 11.101 24.657 0,45 Diversas 1.290.244 2.349.468 42,46 EXIGÍVEL Em LONGO PRAZO 4.938.717 5.413.023 97,83 Depósitos 2.030.682 2.318.638 41,90 Depósitos interfinanceiros 27.137 12.639 0,23 Depósitos a prazo 2.003.545 2.305.999 41,67 Captações do mercado aberto 25.732 114.530 2,07 Carteira própria 25.732 114.530 2,07 Recurso de aceite e emissão de título 348.080 833.100 15,06 Recurso de debênture em moedas nacional 0 0 - Obrigações de títulos e Val. Mobiliados no ex. 348.080 833.100 15,06 Instrumentos financeiros derivativos 156.256 199.645 3,61 Relações interfinanceiras 20.080 0 - Correspondentes no país 20.280 0 - Outras obrigações 2.357.881 1.947.101 35,19 Fiscais e previdenciários 467.243 654.883 11,84 Dívidas subordinadas 217.550 1.041.375 18,82 Diversas 1.673.088 250.843 4,53 RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS 0 3.545 0,06 Resultado de exercícios futuros 0 3.545 0,06 PARTICIPAÇÃO DE ACIONISTAS MINORITÁRIOS 1707 1.702 0,03 Participação de acionistas minoritários 1707 1.702 0,03 PATRIMONIO LÍQUIDO 1.313.771 19.150 0,35 CAPITAL SOCIAL 1.108.091 1.108.091 20,03 De domiciliado no país 947.909 1.020.428 18,44 De domiciliados no exterior 160.182 87.663 1,58 Reservas de capital 172 172 0,00 Reservas de lucros 1 0 - Ajuste de avaliações patrimoniais TVM derivativos 0 5 0,00 Ajuste de avaliações patrimoniais 1 0 - Prejuízos acumulados 0 -1089118 (19,68) Ações em tesouraria -23982 0 - TOTAL DO PASSIVO 11.590.557 13.174.533 113,673.2.1 – Passivo Circulante A partir da análise da tabela acima, percebemos que em 2009 o passivocirculante representava 46,04% do total do Passivo, aumentando para 58,73% em2010. No comparativo do período, houve aumento de 44,99%, denotando que obanco tem as suas obrigações concentradas em maior parte no curto prazo.
  33. 33. 323.2.2 – Depósitos - A vista: representa o saldo das contas de pessoas físicas e jurídicas,disponíveis para movimentação. No período 2009/2010, essa conta representamenos de 1% dos depósitos totais, tendo no comparativo um crescimento de70,46%, evidenciando uma maior captação junto aos clientes. - Depósitos Interfinanceiros: São recursos recebidos de outros bancos,relativos aos valores que transitam entre bancos e são remunerados pelos bancosque receberam os depósitos. Os depósitos interfinanceiros do banco representamcerca de 24% dos depósitos totais no período, tendo no comparativo 2009/2010 umcrescimento de 12,08%, evidenciando um aumento das operações interbancárias. - Depósitos a prazo: São depósitos remunerados a determinadas taxas aprazo. O mais conhecido componente dessa conta são os CDBs (Certificados deDepósitos Bancários). Nessa conta também estão os depósitos judiciais, feitos porempresas que questionam o pagamento de impostos, ou por um inquilino quequestiona na justiça o pagamento de seus aluguéis. Esses depósitos representammais de 70% dos depósitos totais no período 2009/2010 e tiveram um crescimentode 7,92% no comparativo do período, mantendo um nível compatível de suaparticipação nessa conta. Os depósitos totais representavam 19,34% do total do passivo em 2009,aumentando para 24,80% em 2010. No comparativo do período, teve umcrescimento de 9,11%, o que representa um crescimento que pode ser consideradonormal.3.2.3 – Captações no Mercado Aberto As captações no mercado aberto são operações lastreadas com títulos dobanco (Carteira Própria) ou títulos de terceiros (Carteira de Terceiros). Nessa conta,o banco captou para a sua carteira própria o valor de R$ 64,454 milhões em 2009,não existindo registro da mesma operação em 2010. Já na carteira de terceiro, não
  34. 34. 33houve captação em 2009. Em 2010, ela apresentava um saldo de R$ 2,001 milhões.Esses valores representam menos de 1% do total do passivo.3.2.4 – Recurso de Aceite e Emissão de Título Esse tipo de recurso refere-se a recursos de debêntures emitidos pelo bancoem operação de arrendamento mercantil. Em 2009, esses recursos representavam5,44% do total do passivo, reduzindo-se para 0,14% em 2010. No comparativo doperíodo, houve queda de 3.848,04%. Segundo Nota Explicativa do banco, houvevencimento e liquidação de 12.500 debêntures não conversíveis em ações emDezembro/2010, o que pode explicar a diminuição sensível no saldo dessa conta.3.2.5 – Relações Interfinanceiras As relações interfinanceiras possuem o mesmo conceito das contas que ficamno ativo (inclui os cheques que estão sendo compensados) entre os bancos e outrospapéis, como pagamento de boletos. Nessa conta, entram créditos vinculados aoBanco Central (depósitos em moedas estrangeiras, depósitos para a contratação decâmbio etc). Em 2009, esses valores representavam 0,27% do total do Passivo,atingindo 12,11% em 2010. No comparativo, houve crescimento de 4.977,86%,mostrando uma variação extremamente elevada, conforme observado na tabelaacima.3.2.6 – Instrumento Financeiro Derivativo Trata-se de um instrumento financeiro ou outro contrato que sofre variação devários índices, dependendo do tipo de contrato. Em 2009, representava 1,26% dototal do Passivo, passando para 1,92% em 2010, como pode ser verificado na tabelaacima. No comparativo do período, houve crescimento de 72,95%. Essa contamostra que a sua participação no total do passivo não é muito representativa, poréma variação do volume operado aumentou de forma considerável de um ano paraoutro.
  35. 35. 343.2.7 – Outras Obrigações Essas obrigações são representadas por Obrigações Fiscais ePrevidenciárias (impostos e contribuições que o banco ainda não pagou) e cobrançae arrecadação de tributos (impostos e taxas pagos nas agências). Em 2009, elasrepresentavam 12,67% do total do ativo, aumentando para 19,76% em 2010. Nocomparativo do período, houve crescimento de 77,35%, como pode ser observadoda leitura da tabela acima. De acordo com os dados das Notas Explicativas dobanco, houve um aumento das obrigações do banco para com o Fisco e aPrevidência Social.3.2.8 - Obrigações Diversas Segundo Nota Explicativa do banco, essa conta é representada por captaçãode recursos por meio de FIDCs (Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios),valores a pagar por compras de cartões de crédito (clientes), provisão para créditoscedidos de liquidação duvidosa, arrecadação de cobrança, cheques administrativo,depósitos de terceiro, etc. Em 2009, elas representavam 11,13% do total do Passivo,crescendo para 18,17% em 2010. No comparativo, houve crescimento de 85,58%,conforme observado na tabela acima, evidenciando um aumento considerável nasobrigações do banco para com os seus clientes e nas operações com recursos deterceiros.3.2.9 – Exigível a Longo Prazo Em 2009, essa conta representava 42,61% do total do Passivo. Em 2010,41,09%. No comparativo do período, houve um aumento de 9,60%, como observadona tabela acima. Contrastando com o Ativo, em que a maior parte das operaçõesestá concentrada em longo prazo, enquanto que no passivo ela está no curto prazo.
  36. 36. 353.2.10 – Depósitos - Depósitos Interfinanceiros: Recursos recebidos de outros bancos relativosaos valores que transitam entre bancos e que são remunerados pelos bancos quereceberam os depósitos. Esses depósitos representavam menos de 1% do total dosdepósitos totais no período 2009/2010, com variação negativa no comparativo doperíodo de 53,43%, o que pode ser verificado na tabela acima. - Depósitos a Prazo: Da mesma forma que no passivo circulante, sãodepósitos remunerados a determinadas taxas e prazos. Eles representavam mais de99% dos depósitos totais do banco no período 2009/2010, com crescimento de seuvolume no comparativo do período de 15,10%. Já os depósitos totais representavam18,04% do total do passivo em 2009 e 17,60% em 2010, tendo uma variaçãopositiva de 14,18%.3.2.11 – Captações do Mercado Aberto Conforme tabela acima, essas operações são lastreadas com títulos do banco(Carteira Própria) ou títulos de terceiros (Carteira de Terceiros). Em 2009, elasrepresentavam 0,22% do total do passivo e em 2010, 0,87%, o que apresenta nocomparativo do período uma variação de 345,09%, o que pode ser verificado natabela acima apresentada. Apesar da significativa variação de um ano para o outro,ainda sim a participação no total do passivo é pouco expressiva.3.2.12 – Recursos de Aceites e Emissão de Títulos Esses recursos referem-se a obrigações por títulos e valores mobiliários noexterior. Em 2009, representavam 3,09% do total do passivo e em 2010, 6,32%. Nocomparativo do período, houve aumento de 139,34%, evidenciando um expressivoaumento dessas operações, o que pode ser constatado na tabela acima.3.2.13 – Instrumento Financeiro Derivativo
  37. 37. 36 Trata-se de um instrumento financeiro ou outro contrato sujeito a variaçõescambiais, de juros, etc. Em 2009, ele representava 1,35% do total do passivo,passando para 1,52% em 2010. No comparativo do período, houve crescimento de27,77%, conforme verificado na tabela acima, evidenciando um aumento dasobrigações nesse tipo de operações, ainda que ela não seja significativa em relaçãoao total do passivo.3.2.14 – Outras Obrigações Essas obrigações referem-se às obrigações fiscais e previdenciárias, damesma forma que no passivo circulante. Em 2009, elas representavam 19,16% dototal do passivo, diminuindo para 14,78% em 2010, o que pode ser constatado pelaleitura da tabela acima. No comparativo do período, houve redução de 28,75%, oque mostra que as obrigações do banco são significativas, embora tenhamdiminuído no período.3.2.15 – Patrimônio Líquido Conforme tabela acima, em 2009, o Patrimônio Líquido representava 11,33%do total do Passivo. Em 2010, representava 0,15%. No comparativo do períodohouve redução de 6.760,42%. O Capital Social não sofreu variação no período erepresentava, em 2009 e 2010, respectivamente, 9,56% e 8,41% do total doPassivo. Em 2009, o banco não registrou no seu Patrimônio Líquido lucro ouprejuízo acumulado e em 2010 o prejuízo acumulado foi de R$ 1.089,1 bilhão. Esseprejuízo pulverizou as reservas de lucro do banco que eram de R$229,489 milhõesem 2009, reduzindo o Patrimônio Líquido do banco de R$ 1.313,77 bilhão em 2009para R$ 19,150 milhões em 2010. Esse prejuízo acumulado representava, em 2010,8,27% do total do Passivo, ou seja, os valores apresentados pelo banco mostramuma situação crítica do ponto de vista financeiro, o que possivelmente levou o bancoa situação de insolvência.3.3 – Índices financeiros
  38. 38. 373.3.1 – Rentabilidade patrimonial Lucro Líquido/Patrimônio Líquido 2009 => O Banco não declarou no seu balanço lucro ou prejuízo, o queimpossibilita o cálculo desse quociente. 2010 => (1.089.118/19.150) = (5.687,30 %) Como o banco não declarou lucro ou prejuízo no seu balanço de 2009,ficamos impossibilitado de fazermos uma comparação entre os dois exercícios. Em2010, o prejuízo acumulado foi de R$ 1,089 bilhão, que pulverizou o PatrimônioLíquido, que era de R$ 1.313,7 bilhão.3.3.2 – Rentabilidade sobre o Ativo Total Lucro Líquido/Ativo Total 2009 => O banco não declarou lucro ou prejuízo em seu balanço em 2009. 2010 => (1.089.118/13.174.533) = (8,27%) Como o banco não declarou lucro ou prejuízo no seu balanço de 2009,ficamos impossibilitados de fazermos uma comparação entre os dois exercícios. Em2010 o prejuízo de R$1,089 bilhão gerou um retorno de rentabilidade negativa sobreo ativo total de 8,27%.3.3.3 – Liquidez Corrente Ativo Circulante/Passivo Circulante 2009 => 5.744.288/5.335.862 = 1,08 2010 => 5.497.267./7.737.113 = 0,71 Em 2009, o banco tinha um quociente de 1,08, ou seja, para cada R$1,00 deobrigações de curto prazo (360 dias), ele tinha R$1,08 de disponibilidade de curtoprazo para saldar os seus compromissos. Em 2010, houve uma significativadeterioração, com o quociente caindo para 0,71, ou seja, para cada R$1,00 deobrigação de curto prazo, o banco tinha R$ 0,71 de disponibilidade de curto prazopara saldar os seus compromissos, evidenciando uma piora considerável na liquidezde curto prazo. A variação no comparativo do período dos índices foi negativa em34,21%.
  39. 39. 383.3.4 – Liquidez Geral Ativo Circ. + Ativo não Circ./Passivo Circ. + Passivo não Circ. 2009 => 5.744.288 + 5801.133/5.335.862 + 4.938.717= 1,12 2010 => 5.497.267 + 630.994/7.737.113 + 5.413.023= 0,99 Em 2009, o banco tinha um quociente de 1,12, ou seja, para cada R1,00 deobrigações de curto e longo prazo, ele tinha R$1,12 de disponibilidade para saldaresses compromissos. Em 2010, esse quociente era de 0,99, ou seja, para cadaR$1,00 de obrigações de curto e longo prazo, o banco tinha R$1,00 dedisponibilidade. A exemplo da liquidez corrente, o banco teve uma diminuição de suadisponibilidade, embora em menor grau. No comparativo do período, essadiminuição foi negativa em 11,61%.3.3.5 – Grau de Imobilização do Patrimônio Líquido Ativo Permanente/Patrimônio Líquido 2009 => 45.136/1.313.771 = 3,44% 2010 => 46.272/19.150 = 241,63 Em 2009, o banco tinha um grau de Imobilização baixo, de 3,44%. Em 2010,esse percentual subiu para 241,63%. Isso se deve ao fato de que, com o altoprejuízo registrado em 2010, o ativo permanente, que teve pouca variação noperíodo3.3.6 – Capital de Terceiros Exigível Total/Patrimônio Líquido, ou seja, Passivo Circ. + Passivo não Circulante/Patrimônio Líquido 2009 => 5.335.862 + 4.938.717/1.313.717 = 7,82 2010 => 7.737.113 + 5.413.717/19.150 = 686,69 Em 2009, para cada R$ 1,00 de capital próprio, o banco tinha R$ 7,82 departicipação de capital de terceiros. Em 2010, para cada R$ 1,00 de capital próprio,o banco tinha R$ 686,69 de capital de terceiros. O forte prejuízo que o banco teveem 2010 fez com que essa relação registrar grande variação. Embora tenha havido
  40. 40. 39variação de valores entre 2009 e 2010 no capital de terceiros, isto por si próprio nãoexplica o aumento da participação de capitais de terceiros.3.3.7 – Depósitos a Vista sobre o Patrimônio Líquido Depósitos a Vista/Patrimônio Líquido 2009 => 25.363/1.313.771 = 1,93 2010 => 43.234/19.150 = 225,77 Em 2009, os depósitos a vista representavam 1,93% do patrimônio líquido.Em 2010, 225,77%. No período 2009/2010, o banco aumentou o seu depósito avista em 70,46%. Entretanto, eles representavam menos de 1% dos depósitos totais.Embora tenha havido variação significativa no período, isso não explica por sipróprio o alto aumento de sua participação em relação ao Patrimônio Líquido. Oprejuízo registrado pelo banco em 2010, pulverizou o seu patrimônio É importanteobservar que em 2009, as reservas de lucros eram de R$ 229,489 milhões,enquanto que em 2010 elas inexistiam. 3.3.8 – Capital de Giro Próprio Patrimônio Líquido – Ativo não Circulante + Ativo Permanente 2009=> 1.313.771 – (5.801.133 + 45.136) = (4.532.498) 2010=> 19150 – (7.630.994 + 46.272) = (7.658.116) Em 2009, o banco tinha um capital de giro próprio negativo de R$4.532,5bilhões, aumentando para R$ 7.677,3 bilhões em 2010. No comparativo do períodohouve aumento de 69,37%. O banco, devido à deterioração financeira que sofreu,teve um aumento considerável no capital de giro próprio negativo.
  41. 41. 40 CONSIDERAÇÕES FINAIS Este trabalho teve por objetivo analisar a liquidez financeira, no período de2009/2010, de uma instituição bancária localizada na cidade de são Paulo eidentificar as mudanças significativas que ocorreram nesse período. Em relação à análise de liquidez financeira do banco, pudemos verificar quehouve forte deterioração financeira, sobretudo no ano de 2010, período em que oprejuízo acumulado pulverizou o Patrimônio Líquido da instituição, o que deve tergerado a situação de insolvência que motivou a intervenção e consequente venda etroca do controlador majoritário. É importante lembrar que o banco, por conta dasfraudes que ocorreram, teve um rombo de R$ 4,5 bilhões, que possivelmenteinfluenciou no péssimo resultado do ano de 2010. A leitura dos resultadosencontrados através das análises horizontais e verticais e dos índices financeirosnão permite visualizar o rombo, porém permitiu verificar a deterioração financeira dobanco. Em relação às mudanças significativas que ocorreram nesse período,pudemos observar que, por um lado, o banco concentrou a maior parte de suasaplicações no Ativo de Longo Prazo (Não Circulante), em detrimento do Ativo deCurto Prazo (circulante). Em compensação, as suas captações foram maiores noPassivo de Curto Prazo (Circulante), em detrimento do Passivo de Longo Prazo(Não Circulante). Consequentemente, isso influenciou o resultado da análise detodas as contas que tiveram variações por conta dessa política do banco em relaçãoàs suas operações financeiras. Consideramos que o fato de o banco aumentar assuas captações de curto prazo se deve, possivelmente, a problemas de liquidez decurto prazo que o banco enfrentava. Entretanto, observa-se o descompasso emrelação à aplicação desses recursos, uma vez que o banco aumentou isso no longoprazo, numa aparente contradição em relação às reais necessidades dessainstituição. Este trabalho traz como contribuição o fato de que a análise financeira é muitomais complexa do que aparenta e não permite conclusões definitivas. Toda análisefinanceira é limitada pelo fato de que só podemos analisar o que está exposto nobalanço e que nem sempre a informação nele contido é de qualidade desejável.
  42. 42. 41Basta verificar o caso do Banco Panamericano, objetivo deste trabalho, cujosauditores independentes não detectaram ou talvez tenham se omitido em relação àverdadeira situação do banco, assim como a fiscalização do Banco Central, quesegundo noticiário da época, também não “constatou” nada de aparentementeanormal em relação à contabilidade dessa instituição. Na realidade, todo trabalho acadêmico, por uma questão de bom senso, nãodeve fazer conclusões definitivas sobre o tema pesquisado. Neste caso, a questãovai além dos motivos expostos acima. No trabalho de pesquisa metodológico,pudemos verificar que há controvérsia até mesmo sobre o que é uma pesquisadocumental, que é o caso deste trabalho. Em relação à teoria, não encontramosmaiores dificuldades, pois os autores pesquisados têm, de uma forma geral, opiniõesque pouco conflitam entre si. Assim, fica a sugestão de que trabalhos como este devem ter, sobretudo,quando voltados para instituições financeiras, o cuidado de uma pesquisa preliminaratenta às questões teóricas, para que se possa encontrar material que atenda aosobjetivos estabelecidos na pesquisa. Além disso, o trabalho de análise vertical ehorizontal deve ser feito com uma leitura atenta das notas explicativas do banco,para que se possa ter numa noção exata do que representa cada conta e osignificado dela dentro do balanço banco. Além disso, no momento de relatar porescrito os resultados obtidos, é importante agrupar algumas contas, pois várias delastêm valores pouco significativos em relação às operações do banco. Por fim, é necessário lembrar o quanto a profissão de contador está expostaaos riscos de negligenciar a ética e a verdade. A história de que em contabilidadedois mais dois não são necessariamente igual a quatro, é uma grande verdade, enão apenas uma anedota. Podemos imaginar o que pode ter se passado na cabeçados responsáveis pela contabilidade do banco, ao elaborarem as demonstraçõesfinanceiras da instituição, ao mesmo tempo em que, talvez, tinham conhecimentodas fraudes que eram cometidas pelos administradores e que desembarcavam nacontabilidade. Em nossa dedicatória, falamos da verdade que livra e da mentira queescraviza. Ao mesmo tempo, citamos a frase de um escritor, em que ele coloca que“na vida sempre escolha e nunca imponha, pois somos todos juízes em causaprópria”. Na vida, ser honesto pode ser perigoso, dependendo das circunstâncias.Mas ser desonesto é sempre fatal.
  43. 43. 42 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASASSAF NETO, Alexandre. Estrutura e Análise de Balanços. 7ª edição. São Paulo:Atlas, 2002.FIGUEIREDO, Valdeci Lino; MOROZINI, João Francisco. Análise econômico-financeira preventiva para insolvência. Revista Eletrônica Latu Sensu. Ano 3, nº 1,março de 2008.GAIO, Carvalho; Simões, R.B., Simões, R. Métodos e técnicas de pesquisa: Ametodologia em questão, In GAIO, R (org.) Metodologia de pesquisa e produção deconhecimento. Petrópolis: Vozes, 2008.IUDÍCIBUS, Sérgio. Análise de Balanços. 4ª edição. São Paulo: Atlas, 1982.LUNELLI, Reinaldo Luiz. Análise das demonstrações financeiras. Disponível emhttp://www.portaldecontabilidade.com.br. Acesso em 14.06.12.MARION, J. C. Monografia para os cursos de administração, contabilidade eeconomia. 1ª Edição. São Paulo: Atlas, 2002.RIBEIRO, Osni Moura. Estrutura e análise de balanço fácil. 6ª Edição. São Paulo:Saraiva, 2002.

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