Famílias lingüísticas nas terras baixas (Nimuendaju)
O MODELO CARDÍACO DE LATHRAP
“ O MODELO  STANDARD”
 
Gasoduto Urucu-Manaus
 
CRONOLOGIA CERÂMICA <ul><li>Fase Guarita </li></ul><ul><li>(900 – 1600 DC) </li></ul><ul><li>Fase Paredão </li></ul><ul><l...
Fase Açutuba  300 AC –  400 DC
Sítio Hatahara – Contextos Manacapuru/Paredão  in situ
SILOS FASE PAREDÃO
 
Sítio Hatahara, Sepultamento (foto Val Moraes)
Sítio Laguinho – Montículo I
SILOS ESCAVADOS – SÍTIO LAGUINHO
PADRÕES NA AMAZÔNIA CENTRAL <ul><li>  </li></ul><ul><li>1) A presença de ocupações antigas, sempre enterradas, as vezes co...
PROJETO AMAZÔNIA CENTRAL  DATAS RADIOCARBÔNICAS  (1500 BC – 1600 DC)
Sítio Osvaldo – Peso concentrações cerâmicas  (Chirinos 07)
Montículos no sítios da fase Paredão
Montículos no sítios da fase Paredão
Sítio Lago Grande – reconstituição hipotética do crescimento da aldeia, séculos VII-XI DC  (Moraes 07)
Sítio Hatahara - P disponível por níveis artificiais de 10 cm. (Mehlich) (Rebellato 07)
 
 
Cerâmicas  Guarita,  foto Maurício de Paiva
Sítio Açutuba - Vala defensiva na extermidade Sul (Neves 07)
Sítio Lago Grande - Vala defensiva (Neves 07)
Comparação das áreas de dispersão de cerâmicas da fase Guarita (vermelho) com ocupações precedentes (bege e preto)
SÍNTESE DA HISTÓRIA AMAZÔNIA CENTRAL (500 BC – 1500 DC) <ul><li>1) Ocupação inicial por grupos ceramistas nômades com orig...
EXPANSÃO POLÍCROMA
A EXPANSÃO POLÍCROMA AO LONGO DO RIO SOLIMÕES <ul><li>1) Rapidez e ritmo semelhantes ao da expansão Tupinambá no litoral A...
 
 
CONCLUSÕES: <ul><li>1) Fases, tradições, horizontes etc. são conceitos heurísticos que, se bem empregados, podem apreender...
CONCLUSÕES <ul><li>4) Sem tais categorias, a arqueologia, pelo menos a dos grupos ceramistas,  corre o risco de se tornar ...
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Arqueologia do Cerrado (Maio 2009)

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Apresentação do pesquisador Eduardo Goes Neves sobre ocupação da Amazônia, para os estudantes do projeto Repórter do Futuro, da Oboré, no sábado 16 de maio.

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Arqueologia do Cerrado (Maio 2009)

  1. 1. Famílias lingüísticas nas terras baixas (Nimuendaju)
  2. 2. O MODELO CARDÍACO DE LATHRAP
  3. 3. “ O MODELO STANDARD”
  4. 5. Gasoduto Urucu-Manaus
  5. 7. CRONOLOGIA CERÂMICA <ul><li>Fase Guarita </li></ul><ul><li>(900 – 1600 DC) </li></ul><ul><li>Fase Paredão </li></ul><ul><li>(700 – 1250 DC) </li></ul><ul><li>Fase Manacapuru </li></ul><ul><li>(400 – 900 DC) </li></ul><ul><li>Fase Açutuba </li></ul><ul><li>(300 BC – 400 DC) </li></ul>
  6. 8. Fase Açutuba 300 AC – 400 DC
  7. 9. Sítio Hatahara – Contextos Manacapuru/Paredão in situ
  8. 10. SILOS FASE PAREDÃO
  9. 12. Sítio Hatahara, Sepultamento (foto Val Moraes)
  10. 13. Sítio Laguinho – Montículo I
  11. 14. SILOS ESCAVADOS – SÍTIO LAGUINHO
  12. 15. PADRÕES NA AMAZÔNIA CENTRAL <ul><li>  </li></ul><ul><li>1) A presença de ocupações antigas, sempre enterradas, as vezes com um só componente, as vezes subjacentes a outras ocupações, sem terra preta, associadas à fase Açutuba. </li></ul><ul><li>2) a ocorrência de depósitos espessos com ocupações Manacapuru e/ou Paredão com a presença superficial de ocupações Guarita. </li></ul><ul><li>3) a ocorrência de depósitos espessos com ocupações Manacapuru e/ou Paredão sem a presença superficial de ocupações Guarita. </li></ul><ul><li>4) o menor tamanho das áreas de distribuição de fragmentos Guarita quando comparadas às áreas de distribuição das ocupações anteriores, da fase Paredão. </li></ul><ul><li>5) a ocorrência de sítios Guarita sem depósitos de terras pretas. </li></ul>
  13. 16. PROJETO AMAZÔNIA CENTRAL DATAS RADIOCARBÔNICAS (1500 BC – 1600 DC)
  14. 17. Sítio Osvaldo – Peso concentrações cerâmicas (Chirinos 07)
  15. 18. Montículos no sítios da fase Paredão
  16. 19. Montículos no sítios da fase Paredão
  17. 20. Sítio Lago Grande – reconstituição hipotética do crescimento da aldeia, séculos VII-XI DC (Moraes 07)
  18. 21. Sítio Hatahara - P disponível por níveis artificiais de 10 cm. (Mehlich) (Rebellato 07)
  19. 24. Cerâmicas Guarita, foto Maurício de Paiva
  20. 25. Sítio Açutuba - Vala defensiva na extermidade Sul (Neves 07)
  21. 26. Sítio Lago Grande - Vala defensiva (Neves 07)
  22. 27. Comparação das áreas de dispersão de cerâmicas da fase Guarita (vermelho) com ocupações precedentes (bege e preto)
  23. 28. SÍNTESE DA HISTÓRIA AMAZÔNIA CENTRAL (500 BC – 1500 DC) <ul><li>1) Ocupação inicial por grupos ceramistas nômades com origem provável no norte da América do Sul (fase Açutuba), </li></ul><ul><li>2) Estabelecimento de ocupações sedentárias, de longa duração, associadas a construção de montículos, terras pretas, sistemas regionais e aldeias circulares (fases Manacapuru e Paredão), </li></ul><ul><li>3) Ruptura desse padrão com ocupações associadas à fase Guarita: aumento da mobilidade, redução do tamanho dos assentamentos, guerra, </li></ul><ul><li>4) Na Amazônia central, portanto, as fases são bons indicadores da variabilidade cultural e social no passado. </li></ul>
  24. 29. EXPANSÃO POLÍCROMA
  25. 30. A EXPANSÃO POLÍCROMA AO LONGO DO RIO SOLIMÕES <ul><li>1) Rapidez e ritmo semelhantes ao da expansão Tupinambá no litoral Atlântico (processos ribeirinho e costeiro), </li></ul><ul><li>2) Sub-tradição Tupinambá tem origem na bacia do alto rio Madeira, </li></ul><ul><li>3) Fase Guarita também tem origem no alto rio Madeira (fase Jatuarana), </li></ul><ul><li>4) Presença de grupos (Omágua) no alto Amazonas no séc. XVI produzindo cerâmica semelhante à Guarita (fase Napo) falando uma língua da família Tupi-Guarani. </li></ul>
  26. 33. CONCLUSÕES: <ul><li>1) Fases, tradições, horizontes etc. são conceitos heurísticos que, se bem empregados, podem apreender a variabilidade cultural no passado, </li></ul><ul><li>2) O uso, no Brasil, do método Ford de seriações cerâmicas criou uma falsa associação entre esse recurso classificatório e a construção de categorias mais inclusivas como fases, </li></ul><ul><li>3) Fases, no entanto, podem ser estabelecidos a partir de outros atributos que funcionem como indicadores da variabilidade cultural e social no passado. Abordagem contextual e não apenas em objetos, </li></ul>
  27. 34. CONCLUSÕES <ul><li>4) Sem tais categorias, a arqueologia, pelo menos a dos grupos ceramistas, corre o risco de se tornar um exercício meramente descritivo, </li></ul><ul><li>5) Classificações são sempre um meio e nunca um fim, </li></ul><ul><li>6) O fim, nesse caso, é construir narrativas de histórias de longa duração a partir do estudo do registro arqueológico. </li></ul>

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