Eloi Rufato Junior
Marcos José Rodrigues dos Santos
IMPACTO DE SISTEMAS EÓLICOS NA QUALIDADE DE ENERGIA
Estudo complementa...
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Tópicos tratados
 Evolução da capacidade de geração eólica instalada no mundo
 Algumas peculiaridades da geração eólic...
Relatório da Nona Conferência Mundial de Energia Eólica (2009)
Evolução da capacidade instalada entre 2001 e 2009
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Evoluç...
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Evolução da capacidade de geração
eólica instalada no mundo
Liderança mundial em capacidade instalada:
 EUA: 22%
 Chin...
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 Potência instalada na América Latina (2006 a 2009):
 Maior crescimento do mundo(113%)
 Alcançou 1406 Megawatt
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Evolução da capacidade de geração
eólica instalada no mundo
Figura 3 – Oferta Interna de energia Elétrica por fonte – 20...
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 Mar:
 Instalado: 1,2%
 Crescimento de 30% em 2009, com destaque para a Dinamarca,
Alemanha, Inglaterra, Suécia e Chi...
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 Em quatro anos, o setor de energia eólica mais do que duplicou o
número de empregado (diretos e indiretos) em todo o m...
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Algumas peculiaridades da
geração eólica
 Dimensões reduzidas - caso das turbinas de vento individuais -(WT)
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Algumas peculiaridades daa
geração eólica
 Tipo de gerador elétrico
 Inicialmente: geradores síncronos
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TIPOS DE GERAÇÃO EÓLICA
Utilizados desde os anos 80
Baseado no gerador de indução de gaiola, diretamente
ligado à rede
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TIPOS DE GERAÇÃO EÓLICA
Baseado no gerador de indução de rotor bobinado. O
estator é ligado diretamente à rede. O rotor é ...
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Principais indicadores da
qualidade da energia
Qualidade de energia de turbinas eólicas
O termo qualidade de energia de...
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Principais indicadores da
qualidade da energia
Parâmetros de qualidade
 Potência Reativa
 Tensão no estado estacionár...
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INTERFERÊNCIAS NA REDE CAUSADAS POR
TURBINAS EÓLICAS
OPERAÇÕES DE CHAVEAMENTOPICOS E AFUNDAMENTOS DE TENSÃO
COMPONENTES...
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Principais indicadores da
qualidade da energia
Potência Reativa
 Tipos de geradores
 Geradores de indução consomem en...
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 Perda associadas à potência reativa
 A corrente associada ao fluxo de potência reativa é perpendicular (ou
defasado ...
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Turbinas eólicas de velocidade fixa com geradores de
indução acoplado direto:
A demanda de potência reativa do gerador ...
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Consumo de Potência Reativa –
gerador velocidade fixa
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Tensão em regime permanente
Em muitos dos casos, o aumento da tensão no estado permanente ou queda é o
principal proble...
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 Para minimizar as perdas:
 instalação de capacitores próximos à carga indutiva, se for o caso
 Compensação da turbi...
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 Variação de Tensão
 Causada por flutuações de cargas e/ou de produção de energia
 É a causa mais comum de reclamaçõ...
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 Sob o ponto de vista da carga, grandes distúrbios podem ser
causados por aparelhos de fusão, máquinas de solda a arco...
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 Diante de tensão fora dos padrões convém:
 Instalação de transformadores com regulação em carga
 Instalação de banc...
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 Nível de Potência de Curto Circuito
 O nível de potência de curto circuito num dado ponto de uma rede
de energia elé...
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RSC = SSC / P é uma medida da força. A rede é forte em relação à
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 Cintilação ou “Flickers”
 São pequenas e rápidas variações de tensão, normalmente
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Coeficiente de flicker “C”
A distorção de cintilação para a operação contínua das turbinas eólicas podem
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 Há equações específicas para os casos de:
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Flicker
Variações rápidas de tensão na faixa de freqüência até 35 Hz são chamados de
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Medições de flicker
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Baseados na ICE 61000-4 - 15
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Medições de flicker para turbina de velocidade fixa de
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Principais indicadores da
qualidade da energia
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Coeficiente de flicker “C”
O coeficiente c flicker dá uma medida adimensional normalizado da cintilação,
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Limites de valores de flicker conforme normas IEC
Plt < 0.25 (IEC 61000-3-7)
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Pst – Cálculo d...
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Harmônicos
 É um fenômeno associado à distorção da onda senoidal
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qualidade da energia
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Fonte: Energie - Wind T...
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 Emitidas por vários equipamentos
 Dependendo de sua ordem: diferentes tipos de danos a di...
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 Cargas mais antigas são mais propensas a gerar harmônicos, pois se
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Considerações finais
 Interfaces eletrônicas para a geração distribuída de energia estão
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Considerações finais
 A questão da variação de tensão apresentou-se de forma
polêmica, mas podemos admitir que se bem ...
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Impacto de Sistemas Eólicos na Qualidade de Energia_Apresentação

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Discute os principais aspectos da qualidade das redes de energia elétrica que são impactados devido à conexão de sistemas eólicos de energia à mesma.

Elaborado em: 23/05/2011
Pode ser baixado mediante solicitação via blog: marcosmajor.blogspot.com

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Impacto de Sistemas Eólicos na Qualidade de Energia_Apresentação

  1. 1. Eloi Rufato Junior Marcos José Rodrigues dos Santos IMPACTO DE SISTEMAS EÓLICOS NA QUALIDADE DE ENERGIA Estudo complementar realizado no âmbito da disciplina de pós graduação Desempenho de Linhas Aéreas Frente a Descargas Atmosféricas – USP/IEE Coordenador: Prof. Dr. Alexandre Piantini maio/2011
  2. 2. 2 Tópicos tratados  Evolução da capacidade de geração eólica instalada no mundo  Algumas peculiaridades da geração eólica  Qualidade da Energia – principais indicadores  Potência reativa  Variação de tensão  Nível de potência de curto circuito  Cintilação ou “flikers”  Harmônicas  Operações de chaveamento  Considerações finais
  3. 3. Relatório da Nona Conferência Mundial de Energia Eólica (2009) Evolução da capacidade instalada entre 2001 e 2009 3 Evolução da capacidade de geração eólica instalada no mundo 24 31 39 47 59 74 93 120 159 203 1900 (2020)
  4. 4. 4 Evolução da capacidade de geração eólica instalada no mundo Liderança mundial em capacidade instalada:  EUA: 22%  China: 16,3%.  EUA, China, Alemanha, Espanha e Índia: 72,9%.  Energia eólica:  Resp. por apenas 2% da demanda mundial de Eletricidade.  Países com Indicadores de demanda mais relevantes:  Dinamarca: 20%  Portugal: 15%  Espanha: 14%  Alemanha: 9%
  5. 5. 5  Potência instalada na América Latina (2006 a 2009):  Maior crescimento do mundo(113%)  Alcançou 1406 Megawatt  Desenvolvimento se deve principalmente ao Brasil (aumento de 78,5%, total de 600 Megawatts) e México (372,9%, 402 Megawatt)  Potencial eólico brasileiro: ordem de 272 TWh/ano de energia elétrica = 64% do consumo nacional de energia elétrica = 424 TWh/ano (fonte: Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 30, n. 1, 1304 (2008). Evolução da capacidade de geração eólica instalada no mundo
  6. 6. 6 Evolução da capacidade de geração eólica instalada no mundo Figura 3 – Oferta Interna de energia Elétrica por fonte – 2009 Fonte: Balanço Energético Nacional 2010 (ano base 2009)
  7. 7. 7  Mar:  Instalado: 1,2%  Crescimento de 30% em 2009, com destaque para a Dinamarca, Alemanha, Inglaterra, Suécia e China. Evolução da capacidade de geração eólica instalada no mundo
  8. 8. 8  Em quatro anos, o setor de energia eólica mais do que duplicou o número de empregado (diretos e indiretos) em todo o mundo. Passou de 235.000 no ano de 2005 a 550.000 em 2009. Espera-se 1minhão de empregados e 2012  Futuro: está sendo prevista a fabricação de turbinas de 10 MW, bem maiores do que as turbinas de 2,5 – 3 MW fabricadas atualmente. Essas turbinas, têm hélices com até 245 metros de diâmetro e devem ser colocadas em mar aberto pelos EUA, Noruega e Inglaterra Evolução da capacidade de geração eólica instalada no mundo
  9. 9. 9 Algumas peculiaridades da geração eólica  Dimensões reduzidas - caso das turbinas de vento individuais -(WT)  São ligadas a redes de distribuição de baixa ou média tensão ao invés de redes de transmissão de alta tensão - implica especial atenção: fluxos de energia e com a proteção do sistema  Natureza variável do vento  Adequados cuidados no projeto, associados à tecnologia atualmente utilizada permitem que sejam enfrentados poucos problemas
  10. 10. 10 Algumas peculiaridades daa geração eólica  Tipo de gerador elétrico  Inicialmente: geradores síncronos  Atualmente: geradores de indução* (*) Considerando-se a evolução da eletrônica de potência (ex: PWM - Pulse Width Modulation)
  11. 11. 11 TIPOS DE GERAÇÃO EÓLICA Utilizados desde os anos 80 Baseado no gerador de indução de gaiola, diretamente ligado à rede Sua velocidade só pode variar 1% ou 2% Fabricante: Suzion, Nordex, Siemens, Ecotecnia Mercado Europeu: 30% Introduzido e utilizado pela Vestas nos anos 80 e 90 Baseado no gerador de indução com rotor bobinado, estator conectado diretamente à rede e resistência do rotor controlada por conversor de energia Sua velocidade só pode variar 10% durante rajadas de vento para maior qualidade de energia e redução do estresse da caixa de engrenagens Controle Pich das pás Fabricante: Vestas (V27, V34, V47) Mercado Europeu: 10%
  12. 12. TIPOS DE GERAÇÃO EÓLICA Baseado no gerador de indução de rotor bobinado. O estator é ligado diretamente à rede. O rotor é ligado à rede atráves de um conversor de tensão back-to-back para controlar o sistema de excitação. Controle de potência ativa e reativa, controle ativo de tensão. A alimentação através de conversor é de aprox. 40% do total. Velocidade pode variar: ± 40% da velocidade síncrona Fabricante: GE, Repower, Vestas, Nordex, Gamesa, Ecotecnia, Suzion. Mercado Europeu: 30% Geradores síncronos com base no rotor bobinado e um gerador de indução tipo gaiola. Completamente dissociado da rede, com amplo controle de potência reativa e tensão. Tecnologia de conversores variáveis de pontes duplas SCR (conversores de fonte de corrente) para os tipos mais antigos - anos 90. Para modernos: conversores de fonte de tensão de alta potência (> 2MW). Fabricante: ABB, Enercon, MG, GE, Winwind, Siemens, Made, Leitner, Areva, outros. Mercado Europeu: 15% 12
  13. 13. TIPOS DE GERAÇÃO EÓLICA Turbinas tipo D 13
  14. 14. TIPOS DE GERAÇÃO EÓLICA Turbinas tipo D 14
  15. 15. TIPOS DE GERAÇÃO EÓLICA Turbinas tipo D 15
  16. 16. 16 Principais indicadores da qualidade da energia Qualidade de energia de turbinas eólicas O termo qualidade de energia de uma turbina eólica (WT) descreve o desempenho elétrico da turbina no sistema de geração de eletricidade. É o reflexo das interferências da geração na rede e, assim, a influência de um gerador eólico sobre a qualidade da tensão da rede
  17. 17. 17 Principais indicadores da qualidade da energia Parâmetros de qualidade  Potência Reativa  Tensão no estado estacionário  Flicker ( até 35 Hz)  Harmônicos  Operações de Chaveamentos
  18. 18. 18 INTERFERÊNCIAS NA REDE CAUSADAS POR TURBINAS EÓLICAS OPERAÇÕES DE CHAVEAMENTOPICOS E AFUNDAMENTOS DE TENSÃO COMPONENTES INDUTIVAS OU GERADORES SINCRONOS CONSUMO DE POTÊNCIA REATIVA CONTROLES TIRISTORIZADOS INVERSOR DE FREQUÊNCIA HARMÔNICOS FLUTUAÇÕES NA VELOCIDADE DO VENTO FLUTUAÇÕES NA VELOCIDADE DO VENTO CISALHAMENTO DO VENTO ERRO DE GUINADA ERRO DE PASSO DE PÁ EFEITOS DE SOMBRA DE TORRES OPERAÇÕES DE CHAVEAMENTO FLUTUAÇÃO DE TENSÃO E FLICKER PRODUÇÃO DE ENERGIAAUMENTO DE TENSÃO CAUSASPARÂMETROS
  19. 19. 19 Principais indicadores da qualidade da energia Potência Reativa  Tipos de geradores  Geradores de indução consomem energia reativa (60% em plena carga)  Geradores síncronos consomem energia reativa (sub excitados)  Geradores síncronos produzem energia reativa (super excitados)
  20. 20. 20  Perda associadas à potência reativa  A corrente associada ao fluxo de potência reativa é perpendicular (ou defasado de 90 graus) à corrente associada à potência ativa  Devido a esta perpendicularidade, a corrente total resultante é a raiz da soma ao quadrado das duas correntes  As perdas no sistema são proporcionais ao quadrado da corrente total.  Corrente reativa deve ser minimizada, pois contribui tanto para as perdas do sistema como a corrente ativa.  Corrente reativa também provoca queda de tensão no sistema Principais indicadores da qualidade da energia
  21. 21. 21 Turbinas eólicas de velocidade fixa com geradores de indução acoplado direto: A demanda de potência reativa do gerador assíncrono é parcialmente compensada pelos bancos de capacitores. Assim, o fator de potência da turbina eólica, que é a relação entre potência ativa e aparente, é, em geral na faixa acima de 0,96. Turbinas eólicas de velocidade variável com inversor com largura de pulso modulada (PWM): Para turbinas eólicas com inversor com largura de pulso modulada a potência reativa pode ser controlado pelo inversor. Assim, as turbinas eólicas podem ter fator de potência de 1,00. Mas esses sistemas inversor também tem a possibilidade de controle de tensão, controlando a potência reativa (geração ou consumo de potência reativa) Principais indicadores da qualidade da energia
  22. 22. 22 Consumo de Potência Reativa – gerador velocidade fixa
  23. 23. 23 Tensão em regime permanente Em muitos dos casos, o aumento da tensão no estado permanente ou queda é o principal problema para a ligação à rede • Em redes fracas uma grande queda de tensão em Regime Permanente é causada por: Linhas aéreas longas - demanda de potência reativa dos consumidores - demanda de potência reativa de turbinas eólicas • Método de cálculo - cálculo do fluxo de complexos de carga (melhor solução) - De uma forma simplificada: Principais indicadores da qualidade da energia
  24. 24. 24  Para minimizar as perdas:  instalação de capacitores próximos à carga indutiva, se for o caso  Compensação da turbinas de modo que trabalhe dentro dos limites de fator de potência entre as condições de marcha lenta e plena carga.  Controle da energia produzida por meio de inversores de largura de pulso modulada (PWM) Principais indicadores da qualidade da energia
  25. 25. 25  Variação de Tensão  Causada por flutuações de cargas e/ou de produção de energia  É a causa mais comum de reclamações sobre a qualidade da tensão.  Sob o ponto de vista da produção – “vilão”: são as variações cíclicas diárias do vento  OBS: A caracterização do potencial eólico permite conhecer as variações lentas da tensão e averiguar a eventual necessidade ações corretivas. Principais indicadores da qualidade da energia
  26. 26. 26  Sob o ponto de vista da carga, grandes distúrbios podem ser causados por aparelhos de fusão, máquinas de solda a arco e partida de grandes motores.  Em sistemas bem projetados, lentas variações de tensão entre - 10% e +6% do valor nominal (em degraus de 3%) são freqüentes (ocorrem algumas vezes por dia) e não são preocupantes, apesar de visíveis a olho nu. Principais indicadores da qualidade da energia
  27. 27. 27  Diante de tensão fora dos padrões convém:  Instalação de transformadores com regulação em carga  Instalação de bancos de capacitores variáveis e controláveis  Reajuste dos TAPs dos transformadores instalados  Ajuste da potência reativa fornecida localmente  Reforço da rede elétrica  Desligamento da central eólica (último caso) Principais indicadores da qualidade da energia
  28. 28. 28  Nível de Potência de Curto Circuito  O nível de potência de curto circuito num dado ponto de uma rede de energia elétrica é um indicador da sua capacidade de absorver distúrbios sem se desequilibrar Principais indicadores da qualidade da energia
  29. 29. 29 RSC = SSC / P é uma medida da força. A rede é forte em relação à instalação se RSC é acima de 20 a 25 vezes e fraca para RSC abaixo de 8 a 10 vezes. Principais indicadores da qualidade da energia Figura 2 – circuito equivalente Ssc = Usc2 / Zsc
  30. 30. 30  Cintilação ou “Flickers”  São pequenas e rápidas variações de tensão, normalmente provocadas por variações da velocidade do vento em escalas de tempo de milisegundos a minutos, aliadas a aspectos dinâmicos estruturais das turbinas eólicas. Principais indicadores da qualidade da energia
  31. 31. 31 Coeficiente de flicker “C” A distorção de cintilação para a operação contínua das turbinas eólicas podem ser calculadas por: Sk = Potência de curto-circuito da rede no ponto de acoplamento comum (PCC). ψk: ângulo de impedância da rede no PCC Va: velocidade do vento média anual Sn: potência aparente do Gerador a potência Nominal c (Ψk, va): coeficiente de cintilação Plt: distorção cintilação Principais indicadores da qualidade da energia
  32. 32. 32  Há equações específicas para os casos de:  Emissão de “flicker” de uma única turbina eólica durante operação de mudança de gerador e partida da mesma  emissão “flicker” contínua de várias turbinas eólicas  Emissão de “flicker” de várias turbinas durante as operações de mudança de gerador e partida das mesmas Principais indicadores da qualidade da energia
  33. 33. 33 Flicker Variações rápidas de tensão na faixa de freqüência até 35 Hz são chamados de Flicker. A Pst = 1 dá a curva de nível, onde a cintilação visível é um fator preocupante para as pessoas. A freqüência mais sensível é de 8,8 Hz. Principais indicadores da qualidade da energia
  34. 34. 34 Medições de flicker Flickers avaliados e flutuação de tensão Baseados na ICE 61000-4 - 15 • Medição da corrente no Gerador Eólico • Para converter a variação de tensão na rede com o parâmetro padrão • Avaliação de cintilação da flutuação de tensão calculada Principais indicadores da qualidade da energia
  35. 35. 35 Medições de flicker para turbina de velocidade fixa de 500 kw Principais indicadores da qualidade da energia
  36. 36. 36 Coeficiente de flicker “C” O coeficiente c flicker dá uma medida adimensional normalizado da cintilação, independente da situação da rede e, portanto, adequados para comparar geradores eólicos de diferentes tamanhos e tipos. O coeficiente c flicker determina a relação entre a potência de curto-circuito e a potência aparente do gerador para um nível de cintilação a longo prazo de Plt = 1. Com a potência de curto circuito conhecida, potência nominal, o ângulo de impedância da rede e do ângulo de fase do gerador o nível de cintilação pode ser calculado a partir de c para um determinado ponto de acoplamento comum: Principais indicadores da qualidade da energia
  37. 37. 37 Limites de valores de flicker conforme normas IEC Plt < 0.25 (IEC 61000-3-7) Pst < 0.35 (IEC 61000-3-7) Pst – Cálculo de Flicker para Tempo Curto até 10 minutos Plt – Cálculo de Flicker para Tempo Longo = 2 horas Principais indicadores da qualidade da energia
  38. 38. 38 Harmônicos  É um fenômeno associado à distorção da onda senoidal fundamental da rede tensões, que por sua vez, é puramente senoidal na situação ideal.  Josef Fourier: qualquer função periódica pode ser expressa como uma soma de curvas senoidais com diferentes freqüências que vão desde a freqüência fundamental - a primeira harmônica – até os seus múltiplos inteiros, onde o inteiro designa a ordem da harmônica. Principais indicadores da qualidade da energia
  39. 39. 39 Principais indicadores da qualidade da energia Figura 3 - Distorção harmônica de terceira ordem Fonte: Energie - Wind Turbine Grid Connection and Interaction
  40. 40. 40  Perturbações Harmônicas:  Emitidas por vários equipamentos  Dependendo de sua ordem: diferentes tipos de danos a diferentes tipos de equipamentos  Causam aumento da corrente circulante, implicando possível superaquecimento em capacitores  Como harmônicos com ordem três e múltiplos ímpares mais elevados do que três estão em fase em uma rede trifásica equilibrada, não podem se cancelar entre as fases, o que causa correntes circulantes nos enrolamentos de transformadores conectados em delta, novamente implicando um possível superaquecimento de componentes do sistema.  Harmônicos mais altos podem ainda dar origem a um aumento do ruído nos circuitos de telefones analógicos. Principais indicadores da qualidade da energia
  41. 41. 41  Cargas mais antigas são mais propensas a gerar harmônicos, pois se utilizam conversores de freqüência com base na tecnologia de tiristores (chaveamento do sinal uma vez em cada meio período = gera grandes quantidades de harmônicas de ordens menores...até N = 40)  Atualmente: “Pulse Width Modulation” (PWM) – INVERSOR COM MODULAÇÃO DE PULSO - executa o chaveamento do sinal muitas vezes por ciclo - passa a produzir harmônicas a partir do ponto onde a tecnologia antiga para (2kHz). A amplitude do sinal produzido é pequena - facilmente suprimida por filtragem  IEC 61000-03-06 estabelece diretrizes para níveis de compatibilização e planejamento no que se refere a redes de média e alta tensão. Também apresenta métodos para avaliação da contribuição de individual em relação ao nível de distúrbio total. Principais indicadores da qualidade da energia
  42. 42. 42  Os inversores PWM geram Harmônicos de Corrente na ordem de KHz ( múltiplos de 3) Principais indicadores da qualidade da energia
  43. 43. 43 Principais indicadores da qualidade da energia Onde, Un são as harmônicas individuais e U1 a amplitude fundamental (ou valor RMS).  A distorção é expressa como Distorção Harmônica Total (THD) e o nível de compatibilidade recomendada em um sistema de média tensão é de 8%, enquanto os níveis indicativos de planejamento para um sistema de média tensão é de 6,5% e 3% em um sistema de alta tensão.  Com base nas amplitudes (ou valores RMS) dos harmônicos presentes na tensão, a THD pode ser calculada por:
  44. 44. 44  Limites de harmônicos de corrente  Alemanha Principais indicadores da qualidade da energia
  45. 45. 45  Limites de harmônicos de corrente  Dinamarca Principais indicadores da qualidade da energia
  46. 46. 46  Limites de harmônicos De tensão COPEL 0,5> 12 0,512 0,510 0,58 0,56 14 22Pares 0,5> 21 0,521 0,515 1,59 53Impares múltiplas de 3 1> 25 1,525 1,523 1,519 217 313 3,511 57 65Impares não múltiplas de 3 1 kV < Vn ≤ 13,8 kV Harmônica Distorção Harmônica Individual de Tensão [%] Ordem Harmônica 613,8 kV < Vn ≤ 69 kV 81 kV ≤ Vn ≤ 13,8 kV DISTORÇÃO HARMONICA TOTAL DE TENSÃO (DTT) [%] TENSÃO NOMINAL DO BARRAMENTO
  47. 47. 47 Operações de Chaveamento  Conexão e desconexão de equipamentos elétricos e máquinas de indução geram:  Perturbações na rede  Elevados picos de torque no acionamento de uma turbina de vento ligada diretamente a um gerador de indução.  Neste contexto, as turbinas Eólicas classificam-se em:  Primeiro grupo:  utilizam-se de eletrônica de potência, para conduzir toda a potência nominal do gerador num circuito principal.  Controlam a corrente de entrada continuamente de zero ao valor nominal. Geram perturbações mínimas durante a comutação Principais indicadores da qualidade da energia
  48. 48. 48  Segundo grupo:  Conduz somente uma pequena parcela da potência nominal eletronicamente por meio de um circuito secundário - geralmente correspondente ao circuito do rotor de um gerador de indução.  A tecnologia adotada pode permitir a circulação de corrente de cinco a sete vezes a corrente nominal por menos de 100ms, onde os picos são de até 18 vezes a corrente nominal. Principais indicadores da qualidade da energia
  49. 49. 49  Diminuição dos efeitos com a instalação de limitadores de corrente (ou “Soft Starter”) baseados na tecnologia de tiristores:  Limita a corrente a cerca de duas vezes a corrente nominal do gerador.  Tem uma capacidade limitada térmica e é curto circuitado por um contator que pode conduzir a corrente de plena carga quando a ligação à rede for concluída.  Atenua os picos de torque no entreferro do gerador associadas com os picos de corrente e, conseqüentemente, reduz a cargas sobre a caixa de velocidades. Principais indicadores da qualidade da energia
  50. 50. 50 Proteção com chaveamentos rápidos Os geradores eólicos são desconectados do sistema, quando do afundamento de tensão, provocados por curto circuitos ao longo da rede.  Algumas aplicações podem exigir que as falhas na rede, não afetem os sistemas de geração distribuída (por exemplo, onde a qualidade da energia é essencial) Neste caso, a comutação rápida, de estado sólido 3 fases podem ser usados para desconexão rápida da rede. Estes dispositivos incluem: - Interruptores AC • baseado em SCRs back-to-back abrindo em um ciclo da Rede – 16,67 ms  - Chaves do tipo Estado Sólido tipo GTO ou IGCT – abertura em 2 a 3 ms. Principais indicadores da qualidade da energia
  51. 51. 51 Gerador eólico durante um curto na carga sem svc (recuperador estático de tensão) Principais indicadores da qualidade da energia
  52. 52. 52 Interruptor de estado sólido Principais indicadores da qualidade da energia
  53. 53. 53  Os acessantes de geração devem adotar medidas necessárias para que a flutuação de tensão decorrente da operação de seus equipamentos, bem como outros efeitos dentro de suas instalações não provoque no respectivo ponto de conexão a superação dos limites de PST (Probability Short Time) e PLT (Probability Long Time) apresentados na Tabela XI: FLUTUAÇÃO DE TENSÃO
  54. 54. 54  TERMINOLOGIA - PST (Probability Short Time) e PLT (Probability Long Time): FLUTUAÇÃO DE TENSÃO
  55. 55. 55 Considerações finais  Interfaces eletrônicas para a geração distribuída de energia estão se aproximando de uma estrutura comum.  Geradores de velocidade variável (turbinas eólicas e gás) estão evoluindo para alternadores conectados diretamente, especialmente na faixa de MW, e utilizando retificadores ativos ou passivos (diodos).  Fontes de energia renováveis (painéis fotovoltaicos, aerogeradores) são mais freqüentemente utilizadas em paralelo para atingir o nível de potência desejado.  A integração destas fontes podem ser realizadas num link DC como alternativa ao paralelo normal ( AC) a nível de rede. Neste caso inversores centralizados de alta potência são utilizados como interface com a rede.
  56. 56. 56 Considerações finais  A questão da variação de tensão apresentou-se de forma polêmica, mas podemos admitir que se bem projetadas, as turbinas eólicas não oferecem, de fato, variações de tensão em níveis descontrolados  A julgar pelo potencial eólico brasileiro e pelo atual nível de domínio da tecnologia empregada em sistema eólicos, é razoável entender que a energia eólica tem um futuro promissor no Brasil e no mundo
  57. 57. FIM Obrigado!!!

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