SlideShare uma empresa Scribd logo
Era uma vez uma Princesa muito bonita mas que sofria imenso por ser baixinha. Era tão pequena que
aos quatro anos parecia ter só dois e quando fez oito ninguém lhe dava mais de seis. Sempre que ia
passear no seu lindo pónei as outras crianças troçavam: “É pequenina como um cogumelo e baixinha
como a relva!”.
Os jardineiros, esses, diziam que ela mais parecia um bonsai, que é uma daquelas árvores em
miniatura.
E ainda havia outros, mais maliciosos, que sussurravam: “É baixinha demais para ser uma verdadeira
Princesa. As princesas a sério têm que ser altas e elegantes”.
Claro diziam tudo em voz baixa para ninguém
ouvir. Mas ela ouviu-os na mesma e ficava triste.
Um dia a Princesa Catarina – pois era este o seu nome – foi visitar a rainha Avó, que
além de ser rainha e avó, era também uma grande amiga.
Enroscou-se no seu colo e perguntou-lhe: ”Por que é que eu sou tão baixinha? Por que
é que todos fazem troça de mim?”. E a rainha Avó respondeu: “É porque eles não
percebem nada de nada. O teu avô também era baixinho e fez coisas muito
importantes”.
“Que coisas?”. Perguntou ela. “Combateu contra os inimigos e por isso é que hoje
vivemos em paz”.
“Então também quero fazer coisas importantes”,
decidiu a Princesa. A Rainha Avó achou muito bem
e preparou-lhe logo uma trouxa com coisas de que
ela ia precisar para fazer uma viajem: um arco e
uma flecha para o caso de encontrar um inimigo,
uma moeda de ouro porque dá sempre jeito, um
pente e um espelho para estar sempre bonita e
três caramelos para o caso de se sentir triste.
Ajeitou a coroa na cabeça da Princesinha, deu-lhe
um beijo…
Depois atravessou três bosques, duas montanhas e um deserto, chegou a
uma aldeia que vivia atormentada pelos ataques constantes de um
dragão.
Os habitantes passavam a vida trancados em casa, cheiinhos de medo. Mas a
Princesa não tinha medo dele, nem um só bocadinho!
“Tenho uma arma para derrotar o dragão. Vejam”, disse orgulhosa ao chefe da
aldeia mostrando-lhe o arco e a flecha.
Só que aquilo pareciam armas de brincar…
“São tão pequenos!”, respondeu o chefe, desconsolado.
“Isto é o que vocês pensam”, disse a Princesa convencida.
Pegou no arco e com as suas mãos pequeninas
esticou-o como via fazer os arqueiros da
rainha Avó.
Sentia que as pessoas a observavam e
murmuravam: “Ela é tão pequenina, não vai
conseguir”.
Mas a Princesa não se deixou desencorajar. Subiu à montanha onde vivia o
dragão e disparou a flecha que acertou em cheio na sua enorme barriga.
“Ai Ai! Isso dói!”, berrou o dragão. Então a princesa aproximou-se dele e ameaçou: “Esta flecha é pequena e
por isso a tua dor é pequenina, mas se continuares a maltratar os meus amigos eu volto com uma muito
maior!” o dragão fugiu a sete pés, decidido a nunca mais aparecer por ali. E os habitantes da aldeia gritaram
em coro!” “Ah! Grande Princesa!”.
Toda satisfeita com a sua proeza, Catarina retomou viajem. Andou, andou e
depois de atravessar mais três bosques, duas montanhas e um deserto, chegou a
outra aldeia. Como tinha fome decidiu comprar um biscoito com a moeda de ouro
mas ninguém tinha nada para comer. Até havia um padeiro mas ele não tinha
farinha para fazer o pão.
“Bom, na verdade, até há muita farinha”, confessou o padeiro com voz triste,
enquanto apontava para um monte de sacas muito bem atadas com fitas de
seda.
“Ninguém consegue abri-las. Um bruxo lançou-lhes um feitiço e agora é
impossível desatar os nós”.
“Talvez estejam muito apertados para as vossas mãos, mas para as minhas não”,
respondeu a Princesa triunfante.
Trouxeram as sacas de farinha e, com os seus dedos pequeninos, Catarina
desatou todos os nós. Agora o padeiro já podia fazer pão para toda a aldeia e
claro, um grande biscoito para a Princesa que logo retribuiu com a moeda de
ouro. Já de barriga cheia, os aldeões gritaram em peso: “Oh, Grande Princesa,
deste de comer à aldeia inteira!”.
Toda inchada com a sua nova proeza, Catarina meteu pés ao caminho. Andou, andou e depois
de atravessar três bosques, duas montanhas e um deserto, chegou a outra aldeia ameaçada
por um bando de Condores.
“Todos os dias, às três da tarde, voavam até á aldeia e devoravam tudo o que encontravam.
Ninguém se atreve a ir expulsá-los lá da montanha”, contaram-lhes os habitantes. “Vou eu!”,
decidiu a Princesa. “Mas com esse teu tamanhinho, como é que julgas que enfrentas os
condores?”, duvidaram eles.
Ao chegar ao topo da montanha e ao encarar os condores, achou-os tão feios, mas tão feios
mesmo, que teve logo uma ideia. Tirou do saco o espelho que tinha trazido e aproximou-se do
chefe dos condores, o mais feio de todos. Curioso, o condor esticou o pescoço para ver o que
a Princesa tinha na mão. Então olhou para a sua imagem reflectida no espelho e, ao ver como
era feioso, ficou tão assustado que desatou a voar. E os outros aceleraram atrás dele,
jurando nunca mais voltar. A princesa ainda gozou: “Até metes medo a ti próprio, não é?”.
Mas, sozinha no topo da montanha, tão pequenina e com aquele mundo tão grande a seus pés,
a Princesa sentiu-se um pouco perdida.
Foi então que se lembrou dos caramelos que a Rainha Avó lhe tinha dado. Abriu o seu saco,
tirou de lá um e comeu-o. era bom mas um só não chegava. Então tirou o segundo. Também
era muito bom e muito doce mas ainda não era o suficiente. Então tirou o terceiro e
enquanto chupava o caramelo, com o mundo tão vasto a seus pés, começou a sentir-se melhor.
Ajeitou a coroa na cabeça e voltou a partir. Desta vez… para casa.
“Ah, grande Princesa, que viva a nossa Princesa”.
De novo atravessou desertos, montanhas e bosques. Ao todo, três desertos, seis
montanhas e nove bosques. E enquanto passava pelas aldeias que ajudara na sua
viagem, não parava de ouvir:
“Ah, Grande Princesa! Que viva a nossa Princesa!”.
As felicitações viajavam no vento e depressa chegaram à corte da Rainha Avó.
Quando a Princesa entrou no castelo, foi recebida com gritos de alegria:
“Viva a Grande Princesinha!”.
“É mais valente do que 100 cavaleiros!”.
A uma das janelas do seu castelo, a Rainha Avó acenou-lhe, comovida.
“É ainda mais corajosa do que o avô”, pensou para si própria. “Porque ir
à guerra há muitos que têm de ir, mas ser grande e pequenina ao mesmo
tempo, é coisa mais complicada de conseguir.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Um bocadinho inverno
Um bocadinho invernoUm bocadinho inverno
Um bocadinho inverno
Li Tagarelinhas
 
Historia ouriço mal_ penteado
Historia ouriço mal_ penteadoHistoria ouriço mal_ penteado
Historia ouriço mal_ penteado
Natalia Pina
 
Um bocadinho de inverno
Um bocadinho de invernoUm bocadinho de inverno
Um bocadinho de inverno
Virgínia Ferreira
 
História de outono
História de outonoHistória de outono
História de outono
Biblioteca Caliços
 
O palhaco-tristoleto
O palhaco-tristoletoO palhaco-tristoleto
O palhaco-tristoleto
Silvares
 
A Sopa Verde
A Sopa VerdeA Sopa Verde
A Sopa Verde
Be Antonio Macheira
 
Papá, diz me porquê...
Papá, diz me porquê...Papá, diz me porquê...
Papá, diz me porquê...
Sílvia Bastos
 
A lenda de arlequim
A lenda de arlequimA lenda de arlequim
A lenda de arlequim
casmaria
 
Kiko o dentinho de leite
Kiko o dentinho de leiteKiko o dentinho de leite
Kiko o dentinho de leite
Paula Sousa
 
Natal conto melhor-natal-de-sempre
Natal conto melhor-natal-de-sempreNatal conto melhor-natal-de-sempre
Natal conto melhor-natal-de-sempre
Marisol Santos
 
Apresentação o som das cores
Apresentação o som das cores Apresentação o som das cores
Apresentação o som das cores
Maria Correia
 
A história dos três reis magos
A história dos três reis magosA história dos três reis magos
A história dos três reis magos
Fi Nobre
 
Os ovos misteriosos
Os ovos misteriosos Os ovos misteriosos
Os ovos misteriosos
Tânia Alves
 
O dia em que a barriga rebentou josé fanha
O dia em que a barriga rebentou  josé fanhaO dia em que a barriga rebentou  josé fanha
O dia em que a barriga rebentou josé fanha
Ismael Bonifácio Pinto Magalhães
 
A história da bruxinha
A história da bruxinhaA história da bruxinha
A história da bruxinha
Katia Martinez
 
Corre, corre, cabacinha de alice vieira texto integral
Corre, corre, cabacinha de alice vieira   texto integralCorre, corre, cabacinha de alice vieira   texto integral
Corre, corre, cabacinha de alice vieira texto integral
BibliotecadaEscoladaPonte
 
O Gato e o Escuro (Mia Couto)
O Gato e o Escuro (Mia Couto)O Gato e o Escuro (Mia Couto)
O Gato e o Escuro (Mia Couto)
Jf Lm
 
A bruxa castanha de antónio mota
A bruxa castanha de antónio motaA bruxa castanha de antónio mota
A bruxa castanha de antónio mota
Ministério da Educação
 
A Horta Do Sr Lobo
A Horta Do Sr LoboA Horta Do Sr Lobo
A Horta Do Sr Lobo
Luzia Couto
 

Mais procurados (20)

Um bocadinho inverno
Um bocadinho invernoUm bocadinho inverno
Um bocadinho inverno
 
Historia ouriço mal_ penteado
Historia ouriço mal_ penteadoHistoria ouriço mal_ penteado
Historia ouriço mal_ penteado
 
Um bocadinho de inverno
Um bocadinho de invernoUm bocadinho de inverno
Um bocadinho de inverno
 
História de outono
História de outonoHistória de outono
História de outono
 
O palhaco-tristoleto
O palhaco-tristoletoO palhaco-tristoleto
O palhaco-tristoleto
 
A Sopa Verde
A Sopa VerdeA Sopa Verde
A Sopa Verde
 
O coelho branco
O coelho brancoO coelho branco
O coelho branco
 
Papá, diz me porquê...
Papá, diz me porquê...Papá, diz me porquê...
Papá, diz me porquê...
 
A lenda de arlequim
A lenda de arlequimA lenda de arlequim
A lenda de arlequim
 
Kiko o dentinho de leite
Kiko o dentinho de leiteKiko o dentinho de leite
Kiko o dentinho de leite
 
Natal conto melhor-natal-de-sempre
Natal conto melhor-natal-de-sempreNatal conto melhor-natal-de-sempre
Natal conto melhor-natal-de-sempre
 
Apresentação o som das cores
Apresentação o som das cores Apresentação o som das cores
Apresentação o som das cores
 
A história dos três reis magos
A história dos três reis magosA história dos três reis magos
A história dos três reis magos
 
Os ovos misteriosos
Os ovos misteriosos Os ovos misteriosos
Os ovos misteriosos
 
O dia em que a barriga rebentou josé fanha
O dia em que a barriga rebentou  josé fanhaO dia em que a barriga rebentou  josé fanha
O dia em que a barriga rebentou josé fanha
 
A história da bruxinha
A história da bruxinhaA história da bruxinha
A história da bruxinha
 
Corre, corre, cabacinha de alice vieira texto integral
Corre, corre, cabacinha de alice vieira   texto integralCorre, corre, cabacinha de alice vieira   texto integral
Corre, corre, cabacinha de alice vieira texto integral
 
O Gato e o Escuro (Mia Couto)
O Gato e o Escuro (Mia Couto)O Gato e o Escuro (Mia Couto)
O Gato e o Escuro (Mia Couto)
 
A bruxa castanha de antónio mota
A bruxa castanha de antónio motaA bruxa castanha de antónio mota
A bruxa castanha de antónio mota
 
A Horta Do Sr Lobo
A Horta Do Sr LoboA Horta Do Sr Lobo
A Horta Do Sr Lobo
 

Destaque

Histórias infantis e contos power point
Histórias infantis e contos power pointHistórias infantis e contos power point
Histórias infantis e contos power point
dione mompean fernandes
 
Quando me sinto... zangado
Quando me sinto... zangadoQuando me sinto... zangado
Quando me sinto... zangado
LurdesRFernandes
 
O sapo tem medo
O sapo tem medoO sapo tem medo
O sapo tem medo
cordeiroana
 
Livros infantis
Livros infantisLivros infantis
Livros infantis
alguresraquel
 
O dia em que um monstro veio à escola
O dia em que um monstro veio à escolaO dia em que um monstro veio à escola
O dia em que um monstro veio à escola
Mafalda Souto
 
Quando eu me sinto triste
Quando eu me sinto tristeQuando eu me sinto triste
Quando eu me sinto triste
Alzira Tavares
 
Menino Recompensado
Menino RecompensadoMenino Recompensado
Menino Recompensado
Paula Carvalho
 
Luisa ducla soares
Luisa ducla soaresLuisa ducla soares
Luisa ducla soares
Maria Ribeiro
 
Luisa ducla soares
Luisa ducla soaresLuisa ducla soares
Luisa ducla soares
elsamariana
 
O dragão
O dragãoO dragão
Apresentação história das cinco vogais
Apresentação   história das cinco vogaisApresentação   história das cinco vogais
Apresentação história das cinco vogaisgracindacasais
 
Adivinha Quanto Eu Te Amo
Adivinha Quanto Eu Te AmoAdivinha Quanto Eu Te Amo
Adivinha Quanto Eu Te Amo
miriam catao
 
Adivinha o quanto te amo livro
Adivinha o quanto te amo livroAdivinha o quanto te amo livro
Adivinha o quanto te amo livro
ANA PAULA LOPES
 
Baixe o Livro 'Zumbi o pequeno guerreiro' em PDF
Baixe o Livro 'Zumbi o pequeno guerreiro' em PDFBaixe o Livro 'Zumbi o pequeno guerreiro' em PDF
Baixe o Livro 'Zumbi o pequeno guerreiro' em PDF
Augusto Bertotto
 
Zumbi: O Pequeno Guerreiro
Zumbi: O Pequeno GuerreiroZumbi: O Pequeno Guerreiro
Zumbi: O Pequeno Guerreiro
Ridelc Ahcor Arierep
 

Destaque (15)

Histórias infantis e contos power point
Histórias infantis e contos power pointHistórias infantis e contos power point
Histórias infantis e contos power point
 
Quando me sinto... zangado
Quando me sinto... zangadoQuando me sinto... zangado
Quando me sinto... zangado
 
O sapo tem medo
O sapo tem medoO sapo tem medo
O sapo tem medo
 
Livros infantis
Livros infantisLivros infantis
Livros infantis
 
O dia em que um monstro veio à escola
O dia em que um monstro veio à escolaO dia em que um monstro veio à escola
O dia em que um monstro veio à escola
 
Quando eu me sinto triste
Quando eu me sinto tristeQuando eu me sinto triste
Quando eu me sinto triste
 
Menino Recompensado
Menino RecompensadoMenino Recompensado
Menino Recompensado
 
Luisa ducla soares
Luisa ducla soaresLuisa ducla soares
Luisa ducla soares
 
Luisa ducla soares
Luisa ducla soaresLuisa ducla soares
Luisa ducla soares
 
O dragão
O dragãoO dragão
O dragão
 
Apresentação história das cinco vogais
Apresentação   história das cinco vogaisApresentação   história das cinco vogais
Apresentação história das cinco vogais
 
Adivinha Quanto Eu Te Amo
Adivinha Quanto Eu Te AmoAdivinha Quanto Eu Te Amo
Adivinha Quanto Eu Te Amo
 
Adivinha o quanto te amo livro
Adivinha o quanto te amo livroAdivinha o quanto te amo livro
Adivinha o quanto te amo livro
 
Baixe o Livro 'Zumbi o pequeno guerreiro' em PDF
Baixe o Livro 'Zumbi o pequeno guerreiro' em PDFBaixe o Livro 'Zumbi o pequeno guerreiro' em PDF
Baixe o Livro 'Zumbi o pequeno guerreiro' em PDF
 
Zumbi: O Pequeno Guerreiro
Zumbi: O Pequeno GuerreiroZumbi: O Pequeno Guerreiro
Zumbi: O Pequeno Guerreiro
 

Semelhante a A princesa baixinha power point

Princesa baixinha
Princesa baixinhaPrincesa baixinha
Princesa baixinha
genarui
 
Princesa baixinha
Princesa baixinhaPrincesa baixinha
Princesa baixinha
boazonas
 
a princesa-baixinha_conto.pptx
a princesa-baixinha_conto.pptxa princesa-baixinha_conto.pptx
a princesa-baixinha_conto.pptx
AnabelaPassos
 
Branca de neve e os sete anões
Branca de neve e os sete anõesBranca de neve e os sete anões
Branca de neve e os sete anões
Filipa Cunha
 
Branca De Nev
Branca De NevBranca De Nev
Branca De Nev
Li Tagarelinhas
 
Branca de Neve
Branca de NeveBranca de Neve
Branca de Neve
ValderiVini
 
96207856 branca-de-neve
96207856 branca-de-neve96207856 branca-de-neve
96207856 branca-de-neve
Bruna Luiz Rabello
 
os seis cisnes.pdf
os seis cisnes.pdfos seis cisnes.pdf
os seis cisnes.pdf
MarciaJulianaDiasdeA
 
BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES
BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕESBRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES
BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES
FranciscoBernardo33
 
A história da branca de neve (legendas)
A história da branca de neve (legendas)A história da branca de neve (legendas)
A história da branca de neve (legendas)
anarrcunha
 
Monteiro lobato -_Sitio_do_Picapau_Amarelo_-_vol_1-_Reinacoes_de_Narizinho
Monteiro lobato -_Sitio_do_Picapau_Amarelo_-_vol_1-_Reinacoes_de_NarizinhoMonteiro lobato -_Sitio_do_Picapau_Amarelo_-_vol_1-_Reinacoes_de_Narizinho
Monteiro lobato -_Sitio_do_Picapau_Amarelo_-_vol_1-_Reinacoes_de_Narizinho
Tânia Sampaio
 
Prin Serp
Prin SerpPrin Serp
Prin Serp
jotapimentel
 
A história da Branca de Neve - adaptação
A história da Branca de Neve - adaptaçãoA história da Branca de Neve - adaptação
A história da Branca de Neve - adaptação
Luís Filipe Pato
 
Branca de fome e os sete anões
Branca de fome e os sete anõesBranca de fome e os sete anões
Branca de fome e os sete anões
Marcia Oliveira
 
Branca de fome e os sete anões
Branca de fome e os sete anõesBranca de fome e os sete anões
Branca de fome e os sete anões
Marcia Oliveira
 
A rainha muda, a bruxa feiona e a irmã dela ji pernes+ eb1 arneiro 1 e 4+ 8...
A rainha muda, a bruxa feiona e a irmã dela   ji pernes+ eb1 arneiro 1 e 4+ 8...A rainha muda, a bruxa feiona e a irmã dela   ji pernes+ eb1 arneiro 1 e 4+ 8...
A rainha muda, a bruxa feiona e a irmã dela ji pernes+ eb1 arneiro 1 e 4+ 8...
PLindaura
 
Minha webquest
Minha webquestMinha webquest
Minha webquest
VPS1
 
05. Rapunzel Autor Hermanos Grimm.pdf
05. Rapunzel  Autor Hermanos Grimm.pdf05. Rapunzel  Autor Hermanos Grimm.pdf
05. Rapunzel Autor Hermanos Grimm.pdf
PauloPereira34163
 
A dama pé de-cabra
A dama pé de-cabraA dama pé de-cabra
A dama pé de-cabra
AuroraMonteiro5
 
Branca de neve
Branca de neveBranca de neve
Branca de neve
Veriaraujo
 

Semelhante a A princesa baixinha power point (20)

Princesa baixinha
Princesa baixinhaPrincesa baixinha
Princesa baixinha
 
Princesa baixinha
Princesa baixinhaPrincesa baixinha
Princesa baixinha
 
a princesa-baixinha_conto.pptx
a princesa-baixinha_conto.pptxa princesa-baixinha_conto.pptx
a princesa-baixinha_conto.pptx
 
Branca de neve e os sete anões
Branca de neve e os sete anõesBranca de neve e os sete anões
Branca de neve e os sete anões
 
Branca De Nev
Branca De NevBranca De Nev
Branca De Nev
 
Branca de Neve
Branca de NeveBranca de Neve
Branca de Neve
 
96207856 branca-de-neve
96207856 branca-de-neve96207856 branca-de-neve
96207856 branca-de-neve
 
os seis cisnes.pdf
os seis cisnes.pdfos seis cisnes.pdf
os seis cisnes.pdf
 
BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES
BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕESBRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES
BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES
 
A história da branca de neve (legendas)
A história da branca de neve (legendas)A história da branca de neve (legendas)
A história da branca de neve (legendas)
 
Monteiro lobato -_Sitio_do_Picapau_Amarelo_-_vol_1-_Reinacoes_de_Narizinho
Monteiro lobato -_Sitio_do_Picapau_Amarelo_-_vol_1-_Reinacoes_de_NarizinhoMonteiro lobato -_Sitio_do_Picapau_Amarelo_-_vol_1-_Reinacoes_de_Narizinho
Monteiro lobato -_Sitio_do_Picapau_Amarelo_-_vol_1-_Reinacoes_de_Narizinho
 
Prin Serp
Prin SerpPrin Serp
Prin Serp
 
A história da Branca de Neve - adaptação
A história da Branca de Neve - adaptaçãoA história da Branca de Neve - adaptação
A história da Branca de Neve - adaptação
 
Branca de fome e os sete anões
Branca de fome e os sete anõesBranca de fome e os sete anões
Branca de fome e os sete anões
 
Branca de fome e os sete anões
Branca de fome e os sete anõesBranca de fome e os sete anões
Branca de fome e os sete anões
 
A rainha muda, a bruxa feiona e a irmã dela ji pernes+ eb1 arneiro 1 e 4+ 8...
A rainha muda, a bruxa feiona e a irmã dela   ji pernes+ eb1 arneiro 1 e 4+ 8...A rainha muda, a bruxa feiona e a irmã dela   ji pernes+ eb1 arneiro 1 e 4+ 8...
A rainha muda, a bruxa feiona e a irmã dela ji pernes+ eb1 arneiro 1 e 4+ 8...
 
Minha webquest
Minha webquestMinha webquest
Minha webquest
 
05. Rapunzel Autor Hermanos Grimm.pdf
05. Rapunzel  Autor Hermanos Grimm.pdf05. Rapunzel  Autor Hermanos Grimm.pdf
05. Rapunzel Autor Hermanos Grimm.pdf
 
A dama pé de-cabra
A dama pé de-cabraA dama pé de-cabra
A dama pé de-cabra
 
Branca de neve
Branca de neveBranca de neve
Branca de neve
 

Mais de labeques

A multiplicação+
A multiplicação+A multiplicação+
A multiplicação+
labeques
 
Os reis magos
Os reis magosOs reis magos
Os reis magos
labeques
 
Os reis magos
Os reis magosOs reis magos
Os reis magos
labeques
 
Água potável...
Água potável...Água potável...
Água potável...
labeques
 
Água potável
Água potávelÁgua potável
Água potável
labeques
 
Mat adicao somar9.19.29
Mat adicao somar9.19.29Mat adicao somar9.19.29
Mat adicao somar9.19.29
labeques
 
Natal nas asas do arco íris
Natal nas asas do arco írisNatal nas asas do arco íris
Natal nas asas do arco íris
labeques
 
Power point
Power pointPower point
Power point
labeques
 
Meses do ano...
Meses do ano...Meses do ano...
Meses do ano...
labeques
 
As profissões
As profissões As profissões
As profissões
labeques
 
Multiplicao
MultiplicaoMultiplicao
Multiplicao
labeques
 
Multiplicao
MultiplicaoMultiplicao
Multiplicao
labeques
 
A lenda de S. Martinho...
A lenda de S. Martinho... A lenda de S. Martinho...
A lenda de S. Martinho...
labeques
 
Osmesesdoano 101108162530-phpapp01
Osmesesdoano 101108162530-phpapp01Osmesesdoano 101108162530-phpapp01
Osmesesdoano 101108162530-phpapp01
labeques
 
Abruxamimi 130806180006-phpapp02
Abruxamimi 130806180006-phpapp02Abruxamimi 130806180006-phpapp02
Abruxamimi 130806180006-phpapp02
labeques
 
óRgãos dos sentidos
óRgãos dos sentidosóRgãos dos sentidos
óRgãos dos sentidos
labeques
 
Guião de leitura...
Guião de leitura...Guião de leitura...
Guião de leitura...
labeques
 
Leónia devora os livros...
Leónia devora os livros...Leónia devora os livros...
Leónia devora os livros...
labeques
 
Lenóia devora os livros...
Lenóia devora os livros...Lenóia devora os livros...
Lenóia devora os livros...
labeques
 
Regularidadesnumatabelappt 131011143946-phpapp01
Regularidadesnumatabelappt 131011143946-phpapp01Regularidadesnumatabelappt 131011143946-phpapp01
Regularidadesnumatabelappt 131011143946-phpapp01
labeques
 

Mais de labeques (20)

A multiplicação+
A multiplicação+A multiplicação+
A multiplicação+
 
Os reis magos
Os reis magosOs reis magos
Os reis magos
 
Os reis magos
Os reis magosOs reis magos
Os reis magos
 
Água potável...
Água potável...Água potável...
Água potável...
 
Água potável
Água potávelÁgua potável
Água potável
 
Mat adicao somar9.19.29
Mat adicao somar9.19.29Mat adicao somar9.19.29
Mat adicao somar9.19.29
 
Natal nas asas do arco íris
Natal nas asas do arco írisNatal nas asas do arco íris
Natal nas asas do arco íris
 
Power point
Power pointPower point
Power point
 
Meses do ano...
Meses do ano...Meses do ano...
Meses do ano...
 
As profissões
As profissões As profissões
As profissões
 
Multiplicao
MultiplicaoMultiplicao
Multiplicao
 
Multiplicao
MultiplicaoMultiplicao
Multiplicao
 
A lenda de S. Martinho...
A lenda de S. Martinho... A lenda de S. Martinho...
A lenda de S. Martinho...
 
Osmesesdoano 101108162530-phpapp01
Osmesesdoano 101108162530-phpapp01Osmesesdoano 101108162530-phpapp01
Osmesesdoano 101108162530-phpapp01
 
Abruxamimi 130806180006-phpapp02
Abruxamimi 130806180006-phpapp02Abruxamimi 130806180006-phpapp02
Abruxamimi 130806180006-phpapp02
 
óRgãos dos sentidos
óRgãos dos sentidosóRgãos dos sentidos
óRgãos dos sentidos
 
Guião de leitura...
Guião de leitura...Guião de leitura...
Guião de leitura...
 
Leónia devora os livros...
Leónia devora os livros...Leónia devora os livros...
Leónia devora os livros...
 
Lenóia devora os livros...
Lenóia devora os livros...Lenóia devora os livros...
Lenóia devora os livros...
 
Regularidadesnumatabelappt 131011143946-phpapp01
Regularidadesnumatabelappt 131011143946-phpapp01Regularidadesnumatabelappt 131011143946-phpapp01
Regularidadesnumatabelappt 131011143946-phpapp01
 

A princesa baixinha power point

  • 1.
  • 2. Era uma vez uma Princesa muito bonita mas que sofria imenso por ser baixinha. Era tão pequena que aos quatro anos parecia ter só dois e quando fez oito ninguém lhe dava mais de seis. Sempre que ia passear no seu lindo pónei as outras crianças troçavam: “É pequenina como um cogumelo e baixinha como a relva!”. Os jardineiros, esses, diziam que ela mais parecia um bonsai, que é uma daquelas árvores em miniatura. E ainda havia outros, mais maliciosos, que sussurravam: “É baixinha demais para ser uma verdadeira Princesa. As princesas a sério têm que ser altas e elegantes”.
  • 3. Claro diziam tudo em voz baixa para ninguém ouvir. Mas ela ouviu-os na mesma e ficava triste.
  • 4. Um dia a Princesa Catarina – pois era este o seu nome – foi visitar a rainha Avó, que além de ser rainha e avó, era também uma grande amiga. Enroscou-se no seu colo e perguntou-lhe: ”Por que é que eu sou tão baixinha? Por que é que todos fazem troça de mim?”. E a rainha Avó respondeu: “É porque eles não percebem nada de nada. O teu avô também era baixinho e fez coisas muito importantes”. “Que coisas?”. Perguntou ela. “Combateu contra os inimigos e por isso é que hoje vivemos em paz”.
  • 5. “Então também quero fazer coisas importantes”, decidiu a Princesa. A Rainha Avó achou muito bem e preparou-lhe logo uma trouxa com coisas de que ela ia precisar para fazer uma viajem: um arco e uma flecha para o caso de encontrar um inimigo, uma moeda de ouro porque dá sempre jeito, um pente e um espelho para estar sempre bonita e três caramelos para o caso de se sentir triste. Ajeitou a coroa na cabeça da Princesinha, deu-lhe um beijo…
  • 6. Depois atravessou três bosques, duas montanhas e um deserto, chegou a uma aldeia que vivia atormentada pelos ataques constantes de um dragão.
  • 7. Os habitantes passavam a vida trancados em casa, cheiinhos de medo. Mas a Princesa não tinha medo dele, nem um só bocadinho!
  • 8. “Tenho uma arma para derrotar o dragão. Vejam”, disse orgulhosa ao chefe da aldeia mostrando-lhe o arco e a flecha. Só que aquilo pareciam armas de brincar… “São tão pequenos!”, respondeu o chefe, desconsolado. “Isto é o que vocês pensam”, disse a Princesa convencida.
  • 9. Pegou no arco e com as suas mãos pequeninas esticou-o como via fazer os arqueiros da rainha Avó. Sentia que as pessoas a observavam e murmuravam: “Ela é tão pequenina, não vai conseguir”.
  • 10. Mas a Princesa não se deixou desencorajar. Subiu à montanha onde vivia o dragão e disparou a flecha que acertou em cheio na sua enorme barriga.
  • 11. “Ai Ai! Isso dói!”, berrou o dragão. Então a princesa aproximou-se dele e ameaçou: “Esta flecha é pequena e por isso a tua dor é pequenina, mas se continuares a maltratar os meus amigos eu volto com uma muito maior!” o dragão fugiu a sete pés, decidido a nunca mais aparecer por ali. E os habitantes da aldeia gritaram em coro!” “Ah! Grande Princesa!”.
  • 12. Toda satisfeita com a sua proeza, Catarina retomou viajem. Andou, andou e depois de atravessar mais três bosques, duas montanhas e um deserto, chegou a outra aldeia. Como tinha fome decidiu comprar um biscoito com a moeda de ouro mas ninguém tinha nada para comer. Até havia um padeiro mas ele não tinha farinha para fazer o pão.
  • 13. “Bom, na verdade, até há muita farinha”, confessou o padeiro com voz triste, enquanto apontava para um monte de sacas muito bem atadas com fitas de seda. “Ninguém consegue abri-las. Um bruxo lançou-lhes um feitiço e agora é impossível desatar os nós”. “Talvez estejam muito apertados para as vossas mãos, mas para as minhas não”, respondeu a Princesa triunfante.
  • 14. Trouxeram as sacas de farinha e, com os seus dedos pequeninos, Catarina desatou todos os nós. Agora o padeiro já podia fazer pão para toda a aldeia e
  • 15. claro, um grande biscoito para a Princesa que logo retribuiu com a moeda de ouro. Já de barriga cheia, os aldeões gritaram em peso: “Oh, Grande Princesa, deste de comer à aldeia inteira!”.
  • 16. Toda inchada com a sua nova proeza, Catarina meteu pés ao caminho. Andou, andou e depois de atravessar três bosques, duas montanhas e um deserto, chegou a outra aldeia ameaçada por um bando de Condores. “Todos os dias, às três da tarde, voavam até á aldeia e devoravam tudo o que encontravam. Ninguém se atreve a ir expulsá-los lá da montanha”, contaram-lhes os habitantes. “Vou eu!”, decidiu a Princesa. “Mas com esse teu tamanhinho, como é que julgas que enfrentas os condores?”, duvidaram eles.
  • 17.
  • 18. Ao chegar ao topo da montanha e ao encarar os condores, achou-os tão feios, mas tão feios mesmo, que teve logo uma ideia. Tirou do saco o espelho que tinha trazido e aproximou-se do chefe dos condores, o mais feio de todos. Curioso, o condor esticou o pescoço para ver o que a Princesa tinha na mão. Então olhou para a sua imagem reflectida no espelho e, ao ver como era feioso, ficou tão assustado que desatou a voar. E os outros aceleraram atrás dele, jurando nunca mais voltar. A princesa ainda gozou: “Até metes medo a ti próprio, não é?”.
  • 19.
  • 20. Mas, sozinha no topo da montanha, tão pequenina e com aquele mundo tão grande a seus pés, a Princesa sentiu-se um pouco perdida. Foi então que se lembrou dos caramelos que a Rainha Avó lhe tinha dado. Abriu o seu saco, tirou de lá um e comeu-o. era bom mas um só não chegava. Então tirou o segundo. Também era muito bom e muito doce mas ainda não era o suficiente. Então tirou o terceiro e enquanto chupava o caramelo, com o mundo tão vasto a seus pés, começou a sentir-se melhor.
  • 21. Ajeitou a coroa na cabeça e voltou a partir. Desta vez… para casa.
  • 22. “Ah, grande Princesa, que viva a nossa Princesa”.
  • 23. De novo atravessou desertos, montanhas e bosques. Ao todo, três desertos, seis montanhas e nove bosques. E enquanto passava pelas aldeias que ajudara na sua viagem, não parava de ouvir: “Ah, Grande Princesa! Que viva a nossa Princesa!”. As felicitações viajavam no vento e depressa chegaram à corte da Rainha Avó.
  • 24. Quando a Princesa entrou no castelo, foi recebida com gritos de alegria: “Viva a Grande Princesinha!”. “É mais valente do que 100 cavaleiros!”.
  • 25. A uma das janelas do seu castelo, a Rainha Avó acenou-lhe, comovida. “É ainda mais corajosa do que o avô”, pensou para si própria. “Porque ir à guerra há muitos que têm de ir, mas ser grande e pequenina ao mesmo tempo, é coisa mais complicada de conseguir.