SBOT Magazine 1. Edição

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A SBOT MAGAZINE, revista publicada de sociedade pernambucana de Ortopedia e Traumatologia, foi um trabalho em parceria com a KOMMU e Comunicativa.

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SBOT Magazine 1. Edição

  1. 1. 1 Ortopedistas que se dedicam a cuidar dos seus times do coração Eles vencem dentro e fora do campo: Uma década do 35° Congresso Brasileiro de Ortopedia pág. 07 Sucesso na prova da Teot 2013 pág. 14 Entrevista com Hermes Wagner pág. 15 Avanços na radiologia para detecção de doenças musculoesqueléticas pág. 14 Magazine
  2. 2. Revista SBOT | Edição 01 | Set/2013
  3. 3. 3 Editorial O fato aconteceu e não foi comunicado, simplesmente não aconteceu. Esta é a síntese da atual revolução tecnológica na comunicação e na informação, irmãs siamesas na alteração radical das noções clássicas de tempo e espaço. Estes avanços espetaculares estimulam uma viagem à ancestralidade. Bem distante, as inscrições rupestres eram formas primitivas de comunicação. Os saltos demoraram a acontecer: a escrita cuneiforme, a demótica, os hieróglifos, o alfabeto, os registros em pergaminho, a introdução de letras maiúsculas e minúsculas, e a revolução genial de Guttenberg que, com a imprensa, serviram para disseminar a leitura e revolucionar o conhecimento. Esta breve introdução é um modesto exercício para realçar o significado da escrita no mundo da multimídia. Parece simples. Diariamente, milhares de periódicos, revistas; a explosão do mercado editorial multiplica editores, escritores, repórteres de boa ou má qualidade. Não importa. Escrever é um ofício complexo, difícil, mas é, sobretudo, um ato de coragem, de revelação do mundo interior, da defesa de ideias e valores, com uma singularidade: as palavras voam; a escrita permanece. Assim quando fui convidado a escrever este editorial todas estas questões me vieram à cabeça. Aceito o convite, veio a pergunta: sobre o que escrever? Assuntos vários e atuais não são poucos: crise política, plebiscito, contratação de médicos estrangeiros, aumento de seis para oito anos do curso médico, a não aprovação do ato médico, etc. Especialistasnosváriosassuntosassumiramaresponsabilidade de analisar, comentar e fazer propostas à procura de encontrarem os fatos determinantes dos problemas e suas soluções. E qual a minha decisão? Vou escrever sobre a província, especificamente, sobre a ortopedia da nossa província. A Sociedade Brasileira de Ortopedia foi fundada em 19 de Setembro de 1935, quando o professor Rezende Puech associou-se aos professores Achilles Amorim e Luís Inácio de Barros Lima, com mais quarenta ortopedistas . Consigna-se, portanto, justa a afirmação do professor Bruno Maia quando diz: “a SBOT resultou da conjugação do grande idealismo de Barros Lima, da liderança de Rezende Puech e do valioso trabalho de Achilles Amorim.” A regional Pernambuco sempre foi um marco na importância da ortopedia brasileira e figura entre as mais antigas do país, sendo fundada em 1943 graças ao pioneirismo de Barros Lima. Já no ano de sua fundação, nos dias 6 e 7 de dezembro, no Hospital Santo Amaro, houve uma sessão operatória em conjunto com sessões científicas e apresentação de casos clínicos. A partir da sua fundação, vários foram os presidentes seguidores da filosofia original de professor Barros Lima e o que conseguimos encontrar nos conteúdos das atas da SBOT/ PE foi a grande preocupação com o aperfeiçoamento científico dos ortopedistas. Em 1971, era presidente da SBOT /PE Dr. Assis Bezerra, quando foi realizado o 18º Congresso Brasileiro de Ortopedia, presidido pelo professor Bruno Maia. Passados 32 anos, portanto, em 2003, o Congresso Brasileiro ocorreu em Pernambuco, quando nossa regional tinha como presidente o Dr. Otávio Borba. Quando da realização 35º Congresso Brasileiro de Ortopedia, na cidade do Rio de Janeiro, cabia-me a responsabilidade de presidir a SBOT. Ao longo de 78 anos, três pernambucanos chegaram a presidir a SBOT. É, a meu ver e sem ranços regionalistas, uma presença modesta, levando-se em consideração a qualidade e a expressão da ortopedia pernambucana. Há em Pernambuco uma nova e brilhante geração de ortopedistas. Não é produto do acaso. É a continuidade do legado de uma respeitável escola. A nossa história me leva a estimular estas vocações para manter e ampliar a nossa participação no processo político da categoria profissional, embasada no mérito profissional e na produção de trabalhos científicos. Com efeito, estes são desafios que, enfrentados com determinação e competência, engrandecem a ortopedia pernambucana e mantêm aceso o idealismo que imortalizou nossos antepassados. Expediente Presidente: Marcelo Carvalho Krause Gonçalves 1º Vice-Presidente: Pablo de Andrade Lima 2º Vice-Presidente: Jader Wanderley Filho 1º Tesoureiro: Marcos André Costa Ferreira 2º Tesoureiro: Orcélio Fernandes Sampaio 1º Secretário: Leonardo de Lima Silveira Jornalistas responsáveis: Keila Vasconcelos - DRT 3089 Juliana Melo - DRT 3002 Coordenação editorial: Luciano Conde Diagramação e design: KOMMU - Comunicação Inteligente Impressão: Brascolor Gráfica & Editora
  4. 4. Revista SBOT | Edição 01 | Set/2013 Sumário Uma década do 35º Congresso Brasileiro de Ortopedia pág. 07 Programação SBOT-PE 2013 pág. 09 Entrevista com Hermes Wagner pág. 15 Sucesso na prova TEOT 2013 pág. 14 Médico do Clube do Coração pág. 11 Palavra do Presidente - Marcelo Krause pág. 05 Programação SBOT Nacional - segundo semestre 2013 pág. 08 Aconteceu pág. 06
  5. 5. 5 Palavra do Presidente É com muito prazer que venho até vocês para apresentar este novo projeto: “SBOT-PE Magazine”, com o intuito de reativar e aprimorar o jornal da SBOT-PE, cuja última edição foi em 2010. Esta Revista vem para fortalecer nossa voz e união; atualizar os ortopedistas em assuntos médicos e gerais, de interesse comum; divulgar acontecimentos e eventos futuros da regional e da nacional; fornecer um espaço democrático, aberto para ortopedistas enviarem seus comentários, ideias e e-mails. Estamos passando por uma fase delicada da regional, o esforço em conter custos tem sido enorme, e só tenho a parabenizar as ações dos últimos ex-presidentes e suas diretorias, principalmente Dr. Giovani Serrano (2011) e Dr. Fábio Couto (2012). A venda da sede era mais do que necessária, os gastos fixos não eram condizentes com o nosso faturamento e o espaço era utilizado muito aquém do desejado. A briga sequenciada por mais recursos, sejam provenientes da nacional ou de parceiros, hoje nos faz enxergar uma luz no fim do túnel. A SBOT regional é um espaço aberto a todos os ortopedistas e aos médicos residentes ou especializandos na traumato-ortopedia, por isso a importância de se homenagear os recém-aprovados no Título de Especialista, como feito no início do ano, e de formular um programa anual que contemple a maioria. O que é bom e bem feito deve ser mantido e valorizado. O projeto de aulas para R1 na quinta à noite, da diretoria de Dr. Fabio Couto, foi mantida, haja vista a grande aceitação em seu mandato, e colocamos a programação dos R2 na terça à noite, nos mesmos moldes. Para o R3, contamos com os OrtoCursos na última quarta de cada mês (revisão dos principais temas sobre subespecialidades distintas), com o apoio da Merck, e os sábados de revisão (dois eventos, com apoio da Sanofi, também mantidos), além dos workshops e simulados agendados ao longo do ano. Para o ortopedista geral o ano também está cheio de surpresas. Já houve a Jornada de Quadril, no fim de abril; a Jornada de Ombro, nos dias 24 e 25 de maio, e teremos a Jornada de Joelho, em setembro. Em junho deveremos ter um curso básico com workshop de artroscopia de ombro, joelho e quadril, com o apoio da Opera, e, em julho/agosto, um curso básico com workshop de artroplastias (joelho e quadril), incentivado pela Boehringer e patrocinadores interessados. No período de 16 a 21 de setembro, deverá acontecer a semana do ortopedista, a qual sediará curso internacional de técnicas e novidades ortopédicas, em que cada parceiro interessado terá seu espaço para trazer um consultor nacional ou internacional e divulgar suas novidades aos ortopedistas (após o conteúdo teórico e a programação serem aprovados pela diretoria), além da festa/jantar do ortopedista. Aproveito para solicitar sugestões, temas e notícias pertinentes para o e-mail: sbotpe@gmail.com a fim de que o editorial possa avaliar e implementar as futuras edições. Quero agradecer a todos que nos apoiam: Boehringer, Merck, Sanofi, Art Cirúrgica, ADN, Dudder, Ortoplan, Opera, Ortoserv, Laboratório Aché e PE Implantes; à minha Diretoria e à equipe de edição da Revista e ao ITORK, que cedeu o espaço e a infraestrutura sem custos, para o ano de 2013. SBOT – Regional Pernambuco
  6. 6. Revista SBOT | Edição 01 | Set/2013 Jornada de Quadril Jornada de Ombro e Cotovelo Nos dias 26 e 27 de abril aconteceu, no Hotel Atlante Plaza, no Recife, a Jornada de Quadril e Ombro, reunindo 36 ortopedistas do Norte e Nordeste. No evento foram debatidos temas como: Astroplastia Primária do Quadril e Trauma e Cirurgias Preservatórias do Quadril. Um espaço positivo para a troca de ideias, conhecimento e informação. Parabéns a todos que integraram a jornada! Outras dezenas de participantes movimentaram a Jornada de Ombro e Cotovelo, nos dias 24 e 25 de maio, no edifício garagem do Hospital Memorial São José. No encontro, alguns temas foram centro das atenções: Instabilidade, Fratura do Ombro, do Cotovelo e Manguito Rotador. Mais um momento proveitoso de estudo e reflexões! Aconteceu
  7. 7. 7 Parabéns! Uma década do 35° Congresso Brasileiro de Ortopedia O tempo passou rápido mas o benefício ainda rende frutos. Há dez anos, acontecia, no Recife, o 35º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia, coordenado pela SBOT- PE, que foi considerado um marco para a Ortopedia brasileira. Na época, em 2003, o evento deixou duas lições: que o congresso brasileiro deve ser anual e também levado para cidades do interior, disseminando o conhecimento e evitando exclusões. O sucesso foi absoluto, com um público de quase quatro mil pessoas - tratou-se do maior encontro fora do eixo Rio-São Paulo, em termos de participações. Alguns outros números revelam sua importância: foram seis mil pessoas envolvidas, 340 palestras nacionais, 15 conferências internacionais, cerca de mil postos de trabalhos temporários e 15 reuniões de trabalho da SBOT. O Congresso se destacou também pelo seu lado de cidadania, com a participação ativa de profissionais e as campanhas, como Viver Melhor a Melhor Idade da Vida e a ação pelo Uso do Cinto de Segurança no Banco de Trás. Houve engajamento das regionais para que essas atividades fossem bem- sucedidas e chegassem à população em geral. Quem presidiu brilhantemente o Congresso foi o médico pernambucano Romeu Krause. A presidência da SBOT, há dez anos, era do especialista José Sérgio Franco. Hoje, Pernambuco, como polo médico, é estado merecedor de outro evento deste porte. Certamente, o sucesso será maior ainda! Que seja um novo momento enriquecedor, de troca de conhecimentos! Evento, bastante prestigiado no Estado, também foi um marco para a SBOT-PE.
  8. 8. Revista SBOT | Edição 01 | Set/2013 Programação SBOT Nacional - segundo semestre 2013 VII COTCOB - Congresso De Ortopedia e Traumatologia do Centro-Oeste Brasileiro Data: 26/09/2013 a 28/09/2013 Bonito - MS XCBOOM – Congresso Brasileiro Ortopédico de Osteoporose e Metabolismo Data: 29/08/2013 a 31/08/2013 Rio de Janeiro - RJ XXVI Encontro do Centro de Estudos do Prof. José Henrique Machado Data: 27/09/2013 a 29/09/2013 Caeté - MG Congresso Brasileiro do Comitê Asami de Reconstrução e Alongamento Ósseo Data: 04/09/2013 a 07/09/2013 Tiradentes - MG CLAHOC - Congresso Latinoamericano de Cirurgia de Ombro e Cotovelo Data: 24/10/2013 a 26/10/2013 Natal - RN 45º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia Data: 14/11/2013 a 16/11/2013 Curitiba - PR 15º Encontro Paulista dos Residentes em Ortopedia Data: 06/12/2013 a 07/12/2013 São Paulo - SP XLIX Congreso Chileno de Ortopedia y Traumatologia Data: 21/11/2013 a 23/11/2013 Chile//Viña Del Mar
  9. 9. 9 03.09.13 Estenose do canal medular (cervical e lombar) e mielopatias 10.09.13 Pé torto equinovaro congênito 17.09.13 Pé plano flexível e coalizão tarsal 24.09.13 Pé talo vertical, pé talus oblíquo e calcâneo valgo 01.10.13 Talagias e metataresalgias 08.10.13 Hallux valgus, hallux rigidus e pé metatarso varo 15.10.13 Pé cavo e deformidades dos dedos 22.10.13 Pé neuropático e pé diabético 29.10.13 Patologia femoro-patelar 05.11.13 Menisco discóide, meniscorrafia e cisto poplíteo 12.11.13 Osteoartrose, osteotomias e osteonecrose do joelho 19.11.13 Atroplastia primária do joelho 26.11.13 Artroplastia de revisão do joelho 03.12.13 Síndrome do impacto e lesões do manguito rotador 10.12.13 Ombro congelado 17.12.13 Tendinite calcárea e do bíceps 24.12.13 Natal 31.12.13 Ano novo 05.09.13 Fraturas transtrocantérica e subtrocantérica 12.09.13 Traumatismoraquimedular 19.09.13 Fraturas-luxações da coluna cervical alta 26.09.13 Coluna cervical baixa 03.10.13 Fraturas da coluna toraco-lombar e sacro 10.10.13 Fraturas da clavícula e escápula 17.10.13 Luxação acrômio-clavicular 24.10.13 Luxação gleno-umeral 31.10.13 Fraturas da extremidade proximal do úmero 07.11.13 Fratura diafisária do úmero 14.11.13 Fraturas distais do úmero e luxação do cotovelo 21.11.13 Fraturas da cabeça do rádio e olécrano 28.11.13 Fraturas dos ossos do antebraço 05.12.13 Fraturas distais do rádio 12.12.13 Instabilidade cárpica 19.12.13 Fraturas da mão 26.12.13 Luxações da mão Aulas R1 Terças-feiras, 19h30 Aulas R2 Quintas-feiras, 19h30 Programação SBOT – PE 2013
  10. 10. Revista SBOT | Edição 01 | Set/2013 Jornada Internacional de Tecnologia, com novidades em Ortopedia, acontece no Recife em setembro Inovações para a área médica poderão ser conferidas. Uma oportunidade e tanto para atualizar-se. A SBOT-PE, pensando em cada ortopedista de Pernambuco e do Nordeste, está lançando a I Jornada Internacional de Tecnologia e Novidades em Ortopedia (Tecnov), que acontece de 16 a 19 de setembro, das 18h às 22h30, no Onda Mar Hotel, em Boa Viagem. O encontro é um experimento para tentar, nos próximos anos, reativar o Congresso Pernambucano de Ortopedia. A iniciativa irá reunir as principais empresas de materiais ortopédicos bem como os laboratórios que estão sempre junto aos ortopedistas. Cada um deles irá trazer um palestrante com as novidades de cada área. Estão confirmadas várias presenças internacionais para apresentar seus avanços. “Este é um sonho antigo meu”, diz Marcelo Krause,atualpresidentedaSBOTPE.“Esperoqueos próximos presidentes da SBOT deem continuidade ao projeto nos próximos anos e, quem sabe, poderemos incluir produção científica pernambucana da nossa área. Aí sim teremos novamente o Congresso Pernambucano”, diz. A Tecnov também irá integrar os ortopedistas recém-formados à comunidade ‘médica, bem como integrar a próxima geração (residentes). Reunir a maioria dos fornecedores de materiais de ortopedia e laboratórios nos ajuda a realizar esse sonho”, garante Krause. Outra novidade que vem junto com a Tecnov é promover a festa do ortopedista, que não acontece há alguns anos. “Será uma festa moderna e diferente das outras que tiveram. Faremos uma grande tarde de integração em um bar local. Será realmente algo novo”, informa Marcelo Krause. O evento promete ainda estimular a troca de informações entre os membros da SBOT local. Estão confirmadas várias presenças nacionais. Inscrições abertas! Tel: 81 - 8461.2821
  11. 11. 11 Médico do Clube do CoraçãoQuem é fã de futebol já deve ter visto o médico do time do coração em jornais, rádios e TVs. O ortopedista é o profissional da medicina especializado no diagnóstico e tratamento de lesões e disfunções no sistema locomotor. No clube, é de responsabilidade desse profissional promover o tratamento e a posterior reabilitação do sistema lesionado, além de zelar pelo bem-estar e prevenção de possíveis lesões. Para os times de futebol, cada partida sem um dos jogadores pode ser prejudicial. Assim, o tratamento das fraturas e problemas de saúde que eles apresentam é diferenciado. Isso torna a rotina para o profissional da medicina esportiva mais intensa. “O atleta sempre está trabalhando no limite, então você tem que ser o mais eficiente possível: ter rapidez de diagnóstico e de tratamento”, afirma o médico Stemberg Vasconcelos, do Sport Clube do Recife. Em Pernambuco, os médicos dos três principais times são: Stemberg Vasconcelos, do Sport, Múcio Vaz, do Náutico, e Ivo Melo, do Santa Cruz. Cada um deles relata um pouco da rotina envolvida com a Medicina Esportiva. Tricolor desde criança, Ivo Melo, que adora o futebol, assim que concluiu a Faculdade de Medicina, foi convidado a trabalhar no time. Iniciou no Santa Cruz em 79 por amor ao clube do coração e desde então lida com jogadores, técnicos, torcedores e imprensa. “A pressão é enorme por parte da imprensa e dos torcedores. Você nem examinou um jogador e já te colocam em frente às câmeras por um diagnóstico”, desabafa Melo. Ele explica que a exigência com os resultados é muito grande: “se o atleta se lesiona, você tem que saber se ele vai ter condições de competir daqui a dois, três dias”. Mas o especialista garante que é possível se acostumar com exigência, cobrança e outras dificuldades da rotina da Medicina Esportiva. “Isso é só um pequeno detalhe e superável”, diz. Para Múcio Vaz, do Clube Náutico Capibaribe, o importante é gostar de pessoas, de relações humanas. EletambémlembraqueocursodeMedicina não é fácil, geralmente em período integral, e, por isso, o estudante deve gostar do que faz e se dedicar muito. “Acho que isso vale para qualquer profissão: aquilo que você escolher fazer, você deve fazer com dedicação e amor. Esta é a receita para quem quer ter sucesso”, relata. Um time de médicos, por trás de grandes times!
  12. 12. Revista SBOT | Edição 01 | Set/2013 de trabalho para o ortopedista esportivo ainda é resumido no Nordeste do país, mas que a tendência é melhorar. “A área esportiva é muito promissora atualmente, pela grande quantidade de investimento que há, principalmente no futebol e pela necessidade de intenso tratamento para recuperação rápida do atleta”. As lesões mais frequentes na prática do futebol são as contusões, decorrentes de traumas diretos; as torções articulares, sobretudootornozeloeojoelhoeaslesões musculares. São indivíduos treinados no limite e que ficam predispostos a lesões, sobretudo em esportes como o futebol, que existe contato físico direto. Devido à necessidade de retorno rápido do atleta às atividades após lesões, os três médicos são unânimes em afirmar que a estrutura do Clube é fundamental para o restabelecimento do profissional. “O desenvolvimento da capacidade máxima do atleta está diretamente ligado à infraestrutura que o cerca. A possibilidade de um centro de treinamento com tecnologia adequada facilita na obtenção de parâmetros fisiológicos e individuais de cada atleta, fazendo com que possamos atuar nas carências apresentadas, corrigindo-as e melhorando o desempenho. Vale salientar que isto só é conseguido com uma equipe multidisciplinar composta, além Múcio Vaz ressalta ainda que a Medicina Esportiva é uma área promissora, por ser uma fase de grandes competições esportivas mundiais acontecendo no Brasil. “O médico é uma peça importante e indispensável na prática esportiva. As lesões e os óbitos decorrentes de morte súbita e traumas cranianos têm sido noticiados no mundo inteiro. A obrigatoriedade de médicos em competições esportivas e recreativas e também no controle antidopagem tem aberto várias áreas de atuação do médico do esporte. Já existem algumas residências médicas e cursos de pós- graduação em medicina do esporte em nosso país. No futebol, por exemplo, a classe médica está ganhando força e se organizando através da Comissão de Médicos do Futebol, uma entidade reconhecida pela CBF e que atualmente é presidida pelo colega José Luiz Runco, ortopedista da seleção brasileira de futebol. A classe está se fortalecendo e ganhando mais espaço e voz ativa em suas reivindicações.” finaliza. “Trabalhar com atleta é difícil e requer muita disciplina. Por serem pessoas saudáveis, demandam um trabalho mais de prevenção do que de tratamento de patologias, o que não é fácil lidar no dia a dia. Convencê-los de que o corpo tem limites e de que tudo que for feito durante o dia poderá provocar desgaste maior e levar ao aumento de lesões é trabalhoso”, complementa Stemberg Vasconcelos. “A rotina do médico ortopedista esportivo é corrida”, resume Ivo Melo. Participamos de treinos, realizamos exames de admissão, cuidamos do atleta durante a semana para o jogo do final de semana, diagnosticamos, e, se o jogador estiver em condições, liberamos para o jogo. Melo avalia que o mercado Dr. Múcio Vaz Dr. Ivo Melo
  13. 13. 13 do médico, por nutricionista, fisiologista, fisioterapeutas e preparadores físicos”, afirma Stemberg Vasconcelos, que está no Sport desde 1999. Ivo Melo acrescenta que o Clube que não tem uma boa estrutura não consegue acompanhar o ritmo da competição. É preciso ter uma boa academia, sala de fisiologia adequada, máquina para testes de sangue e comprovação de lesões”. “Já não existe mais espaço para um Clube sem estrutura, que não proporcione ao atleta uma preparação e um condicionamento físico eficientes. O atleta necessita de boa alimentação, acompanhamento médico-odontológico e psicológico e não apenas o treinamento técnico em si. É essencial possuir uma aparelhagem moderna para a preparação física e também para o tratamento das lesões. O Náutico evoluiu muito nos últimos anos, com melhoria substancial no Centro de Treinamento, que está na fase final de construção de novas instalações. Existe também uma preocupação na formação abrangente de atletas da base e melhor suporte ao futebol profissional”, ressalta Múcio Vaz, que atua no Náutico desde 2011 e atualmente está realizando um Curso de Pós–Graduação em Medicina do Esporte com o objetivo de melhorar e qualificar cada vez mais o Departamento Médico, e, consequentemente, proporcionar uma assistência médica diferenciada. Com relação à tecnologia, o avanço foi de suma importância para o diagnóstico precoce das lesões. Para Stemberg Vasconcelos, a capacidade de avaliação do condicionamento físico e do equilíbrio articular e muscular com o uso da ergoespirometria, analisador bioquímico e do isocinético foram os grandes avanços para diagnósticos e tratamentos individualizados dos atletas. Ivo Melo diz que a tecnologia aplicada na área melhorou 100%. “Antigamente, muito da preparação de atletas era feito de forma empírica, hoje mudou, tudo é realizado com base em comprovação científica. A busca por uma melhor preparação e condicionamento de atletas pode ser o diferencial para o êxito do Clube. Tanto o Departamento de Preparação Física e Fisiologia quanto o Setor Médico, de diagnóstico e tratamento de lesões, são munidos de métodos e equipamentos modernos, que ajudam a prevenir, diagnosticar e tratar as lesões de modo mais eficiente”, finaliza Múcio Vaz. Dr. Stemberg Vasconcelos
  14. 14. Revista SBOT | Edição 01 | Set/2013 O presidente nacional da SBOT, Flávio Faloppa, reitera que vai trabalhar fortemente junto às regionais: “temos que valorizar muito a regional, pois ela representa a nacional. O fortalecimento das regionais e a redução de custos são prioridades na minha gestão. Tenho certeza de que Marcelo irá dinamizar o trabalho da regional Pernambuco.” Durante a cerimônia, o presidente da SBOT-PE, Marcelo Krause, apresentou o Projeto 2013 da entidade, logo em seguida o presidente nacional, Flávio Faloppa, deu seu depoimento e, na sequência, foram entregues os certificados. A ortopedista Cláudia Barbosa, pernambucana que conquistou o sétimo lugar no exame, foi homenageada e recebeu buquê de flores e certificado das mãos do médico Epitácio Rolim. “Fiquei muito feliz com o sucesso de Pernambuco na prova. Ter conquistado esta porcentagem em grupo foi muito satisfatório. É um orgulho ser ortopedista e mulher numa profissão tão masculina”, finalizou Cláudia. Após o encerramento da cerimônia, todos os presentes se confraternizaram num jantar. A ressonância magnética se tornou, nas últimas duas décadas, o principal método de diagnóstico, estadiamento e follow-up das patologias do sistema musculoesquelético, devido à sua alta sensibilidade, grande capacidade de caracterização tecidual e detalhamento das estruturas anatômicas sem a utilização de radiação ionizante. Neste período, a tecnologia utilizada avançou bastante, determinando o surgimento de magnetos de alto campo, novas bobinas especializadas, novas sequências de pulsos e técnicas de pós- processamento, levando a diagnósticos mais precoces e precisos. Na área da oncologia as sequências de pulso tradicionais continuam sendo bastante utilizadas na detecção e determinação da extensão das lesões tumorais musculoesqueléticas, porém, com o surgimento de novas técnicas de chemical shift, difusão, perfusão e espectroscopia, novos dados quantitativos poderão ser adicionados, melhorando a detecção e caracterização das lesões, fornecendo parâmetros mais seguros da resposta terapêutica. Na avaliação das lesões condrais traumáticas ou degenerativas,aressonânciamagnéticacontinuasendo a modalidade de imagem mais importante, baseando- se nas sequências standard spin-echo (SSE), fast spin-echo (FSE) e gradient-recalled echo (GRE) para a avaliaçãoquantitativaesemiquantitativadacartilagem. O estudo da cartilagem articular foi umas das principais áreas de interesse de pesquisas clínicas na última década, determinando o surgimento de novas técnicas específicas como, por exemplo, a delayd gadolinium-enhanced MR (dGEMRIC), que mede o conteúdo de glicosaminoglicanos na cartilagem e o mapa T2, que reflete a interação entre moléculas de água e as macromoléculas adjacentes (colágeno). Atualmente, na radiologia musculoesquelética, temos um cenário bastante interessante devido à significativa melhoria dos magnetos de alto campo e nos avanços das bobinas dedicadas, destacando- se que as sequências básicas (SSE, FSE, GRE), associadas ao estudo radiográfico simples, ainda continuam como as principais ferramentas do radiologista. O surgimento de novas técnicas poderá adicionar novas informações aos relatórios médicos, aumentando o papel do radiologista nas afecções ortopédicas, determinando, cada vez mais, uma interação maior entre estes especialistas e os ortopedistas, numa relação em que o paciente será sempre o maior beneficiado. O Teot, exame para obtenção de Título de Especialista em Ortopedia e Traumatologia da SBOT, é a porta de entrada para o profissional iniciar sua atuação na área escolhida. Organizado e efetivado pela Comissão de Ensino e Treinamento (CET) da SBOT, o exame acontece anualmente. Este ano, o grupo de residentes de Pernambuco que realizou a prova surpreendeu e o resultado foi de 96% de aprovação, um feito inédito! Para comemorar o bom desempenho, o atual presidente da SBOT-PE, Marcelo Krause, realizou, em janeiro, pela primeira vez, uma homenagem aos aprovados e a entrega de diplomas em mãos. O evento aconteceu no restaurante Boi Preto, no Pina, e contou com a participação de Flávio Faloppa, presidente nacional da SBOT, de Romeu Krause, Epitácio Rolim, entre outros nomes. “Venho acompanhando de perto, nos últimos dois anos, contribuindo para o sucesso da formação atual em conjunto com a diretoria e os ex-presidentes Giovani Serrano e Fábio Couto”, informa Krause. Avanços na radiologia para detecção de doenças musculoesqueléticas Artigo por: Leon Berenstein Sucesso na prova do Teot 2013
  15. 15. 15 Entrevista com Hermes Wagner A Sbot Magazine traz para você, nosso associado, uma breve entrevista com o médico ortopedista Hermes Wagner, que hoje atua como preceptor da residência médica em Ortopedia do Hospital Otávio de Freitas, no Recife, e vai responder algumas questões sobre a saúde no Estado e no País. Confira! 1 - De que forma o senhor avalia o anúncio da presidente Dilma de que o governo trará seis mil médicos de Cuba e outros tantos de Portugal e Espanha, para atuarem em municípios carentes de profissionais da saúde? As últimas declarações da presidente Dilma infelizmente demonstram que o assessoramento da presidência vai mal. A avaliação do governo, pelo público, no que concerne à área de saúde é uma das piores e aí a preocupação de tomar medidas para mudar esse quadro. A vinda de médicos para atender áreas carentes e aos mais pobres, à primeira vista, parece uma “solução para a falta de médicos”, mas o problema é bem maior do que a falta do profissional de saúde. Falta infraestrutura básica para um atendimento digno. Na maioria das nossas cidades, inclusive na região metropolitana, os serviços de apoio diagnóstico são precários ou não existem, então, como um médico pode atender com qualidade, sem ter como pedir exames de rotina, a exemplo de hemograma, dosagens de glicose, colesterol, entre outros, sem falar num simples raio x? Se for necessária uma tomografia ou ressonância, é quase impossível a realização desses exames. Temos 400 mil médicos atuando no Brasil e na maioria das regiões metropolitanas de todo o país, pois ainda é onde se pode praticar uma medicina “razoável”. Vale a pena o governo oferecer um salário diferenciado como incentivo ao médico exercer sua profissão no interior sem proporcionar condições adequadas para um atendimento eficaz? O médico responde pelo ato por ele praticado. Exercer a medicina sem recurso disponível não é aceito como defesa diante de um processo. Fica claro então porque os médicos se recusam a trabalhar no interior do país. 2 - Como o senhor observa a revalidação automática dos diplomas de especialistas cubanos para trabalhar no país? Este é outro grande erro, pois o teste que tem o nome de Revalida foi criado pelo próprio governo para avaliar o profissional estrangeiro ou brasileiro que cursou medicina em outros países com o objetivo de saber se o profissional tem conhecimento técnico e, no caso dos estrangeiros, ter a certeza de que também se tem proficiência da língua. Em 2011, o MEC divulgou o resultado do revalida no qual dos 677 médicos inscritos, apenas 14% passaram na primeira fase da prova. Tenho amigos médicos que hoje moram fora do país e eles, para exercer a medicina, tiveram que fazer testes, primeiro de proficiência da língua e depois de qualificação técnica. Alguns demoraram, por exemplo, na Alemanha, mais de três anos para passar. O Revalida não é para barrar médicos estrangeiros, mas ele serve para proteger a nossa população da má prática da medicina. 3 - Sabemos que esta iniciativa do governo é devido à carência de médicos. E por falar nisso, qual a realidade da Ortopedia no SUS atualmente? Há um número suficiente de especialistas, inclusive no interior? Sobre a ortopedia, podemos falar que nos últimos anos, em nosso estado, houve um crescimento de vagas para cursos de especialização e residência médica com uma maior procura pelos recém-formados, mas, devido à epidemia das fraturas provocadas pelos acidentes de moto, ainda existe, no SUS, carência de ortopedistas em diversas regiões de Pernambuco e muitas do país. O ortopedista, para desempenhar bem o seu trabalho, precisa de uma grande infraestrutura, pois como cirurgiões temos que trabalhar em cidades com bloco cirúrgico que tem equipamentos caros, como arco cirúrgico, aparelhos de RX, para realizar artroscopia, etc. Se nas grandes cidades da região metropolitana “Exercer a medicina sem recurso disponível não é aceito como defesa diante de um processo.”
  16. 16. Revista SBOT | Edição 01 | Set/2013 e capitais esses recursos em hospitais vinculados ao SUS são escassos, imaginem no interior. A saída é a criação da carreira médica de estado na qual o profissional fará um concurso público e será lotado conforme a necessidade, com um salário digno, perspectiva de ascensão na carreira e que, ao mesmo tempo, haja investimento para criação e manutenção de estrutura hospitalar na qual o ortopedista possa trabalhar. 4 - Como o senhor observa a realidade dos hospitais do Estado e o que pode ser feito para a melhoria, inclusive para uma bem-sucedida atuação médica? Em Pernambuco, nos últimos anos, houve um grande investimento na área de saúde, com a reestruturação dos antigos hospitais da rede, ampliação de serviços e leitos. No Hospital Otávio de Freitas, onde eu trabalho e tive a honra de ser diretor, implantei o Pavilhão José Rodrigues, exclusivo para ortopedia, e participei também da criação da residência médica na especialidade, quando pulamos de 27 para 100 leitos. No início tínhamos dois residentes por ano e agora temos seis novos a cada ano. Além dessa ação na rede existente, houve a construção de 03 três novos hospitais e diversas UPAs. Inegavelmente, houve uma melhora no atendimento à população, porém, ainda há muito por fazer. É necessário fortalecer o atendimento básico com PSFs funcionando adequadamente e com a contratação, por concurso, de profissionais treinados nessa área de atuação; e também equipar os postos de saúde para realização de consultas nas diversas especialidades nas quais pequenos procedimentos possam ser realizados. É importante reestruturar as policlínicas para que possam atender às emergências de médio porte. Isso, somando-se ao atendimento das UPAS, desafogaria os grandes hospitais dessa área. A falta de comunicação entre as unidades e a falta de ordenamento e disciplina no atendimento dificultam o trabalho da equipe de saúde e deixam o paciente insatisfeito, pois ele bate em diversas portas antes de ser recebido adequadamente. Em um sistema de saúde organizado, o paciente só deveria chegar a um grande hospital se fosse encaminhado por outra unidade de saúde, seguindo um fluxograma de complexidade e regulado por uma central de monitoramento. O problema maior é que a saúde pública é gerida por três poderes diferentes (Prefeitura, Estado e Governo Federal), com desejos diferentes e sem articulação necessária. Basta mudar a gestão de um desses poderes para que trabalhos desenvolvidos ao longo de anos e que requerem tempo conseguir resultados de melhoria sejam abandonados. “ A saída é a criação da carreira médica de estado na qual o profissional fará um concurso público e será lotado conforme a necessidade” “Em um sistema de saúde organizado, o paciente só deveria chegar a um grande hospital se fosse encaminhado por outra unidade de saúde”
  17. 17. 17 5 – O senhor considera que o médico é, atualmente, um profissional valorizado pelo Estado? Não, por tudo que já foi exposto, pois além de não oferecer condições dignas de trabalho, o estado paga pouco, fato que leva o médico a ter que trabalhar em diversos empregos para conseguir uma renda compatível com o investimento feito na profissão. São seis anos de curso, três de residência médica, além de cursos de especialização; em média, dez anos de estudo. Um profissional que trabalha de dez a doze horas por dia inevitavelmente vai ter sua capacidade de discernimento prejudicada. O ideal era ser remunerado para ficar em um único emprego com hora para entrar e para sair, como a maioria dos trabalhadores. 6 – Que mensagem o senhor gostaria de passar aos colegas médicos ortopedistas, que estão na batalha, no dia a dia da saúde brasileira? Em primeiro lugar, que continuemos juntos reivindicando melhores condições de trabalho e mantendo um bom atendimento à nossa sofrida população e saber que estamos em um momento de intensa discussão sobre nossa profissão, mas a luta maior é pela criação da carreira médica de estado, em que, após um concurso, exerceremos nossa profissão sem depender do humor do prefeito ou secretário de Saúde, com um salário digno e com perspectiva de ascensão de acordo com o desempenho. Sou um otimista e acredito que o nosso país vai mudar para melhor após todas essas manifestações populares e entre os médicos. Teremos avanços na nossa profissão e nos locais de trabalho. Precisamos continuar mobilizados. “ A saída é a criação da carreira médica de estado na qual o profissional fará um concurso público e será lotado conforme a necessidade”
  18. 18. Revista SBOT | Edição 01 | Set/2013 Eu e minha esposa, Vanessa, sempre procuramos roteiros turísticos que somem diversão e cultura. Uma de nossas viagens memoráveis foi um roteiro de carro pela região da Toscana, Itália, em 2012. Localizada na parte central deste país, a Toscana se apresenta como um instigante cenário para explorar a história medieval europeia expressa nas charmosas cidades de Luca, Siena, San Giminiano, Volterra e Pisa. Ir de uma cidade a outra de carro permite curtir extensos parreirais e áreas campestres. A cada nova cidade visitada, desfrutávamos da arquitetura dominante entre os séculos 15 e 18, ora expressa pelas imponentes catedrais católicas e seus duomos de mármore, ora em casas e ruas de pedras e tijolos aparentes. Em Firenze, berço da família Médici e cidade que albergou tantos ilustres artistas e pensadores como Leonardo Da Vinci e Nicolau Maquiavel, vivenciamos a história da arte e pudemos compreender toda a efervescência cultural que marcou o movimento Renascentista. Foi extasiante visitar locais como a ponte Veccia e os Palácios Ufizzi e Pitti, onde nos confrontamos com pinturas e esculturas que guardam em si toda revolução de conhecimento matemático, estético e filosófico que nos servem de base até hoje. Quanto à gastronomia italiana, em todos os locais onde passamos saboreamos massas e carnes com o melhor do tempero italiano em suas ervas aromáticas e azeites trufados. Como não poderia deixar de ser, visitamos ainda as cidades de Montealcino e Montepulciano e aprendemos um pouco sobre as uvas italianas e degustamos diversos vinhos maravilhosos. Fugindo da região inicial, completamos nossa viagem em Veneza, cidade ímpar, com suas pontes e ruelas entrecortadas por canais e gôndolas, marcada pelas máscaras carnavalescas e esculturas em murano. Por sorte, apreciamos, à noite, em plena Praça São Marco, um concerto para violino com as grandes obras de Vivaldi. Acredito que esta viagem nos permitiu um crescimento que extrapola os muros do conhecimento proporcionado pela medicina e favoreceu curtir não apenas o saber da ciência, mas perceber os sentidos despertados pela arte. Este é um roteiro que recomendo a todos! Roteiros da Itália Rodrigo Castro de Medeiros, Médico Ortopedista Cirurgião de Coluna Rodrigo Castro fala sobre sua viagem à Itália
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  20. 20. Revista SBOT | Edição 01 | Set/2013 Anuncio itork

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