4.a experiencia das disciplinas espirituais

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4.a experiencia das disciplinas espirituais

  1. 1. A experiência das disciplinas espirituais NOTASA EXPERIÊNCIA DAS DISCIPLINAS ESPIRITUAIS 104
  2. 2. A experiência das disciplinas espirituais NOTASA EXPERIÊNCIA DAS DISCIPLINAS ESPIRITUAISEsboço do Planejamento do Curso Meta Que você experimente a maravilhosa experiência de ter umtempo diário com Deus para estar desfrutando de Sua presença,meditando em Sua Palavra e descobrindo o mundo fantástico daoração que funciona. Outros Objetivos • Que você estabeleça um plano de leitura bíblica de modo a ler toda a Escritura em um ano, uma vez por ano. • Que você estabeleça um tempo diário de oração. • Que você aprenda a jejuar com intensidade e fé. Sugestões Bibliográficas 1. A CELEBRAÇÃO DA DISCIPLINA. Richard Foster 2. COMUNHÃO E PRINCÍPIOS DE FÉ – Valnice Milhomens(Palavra da Fé)Recomendações Muito Importantes Pergunte ao seu professor ou ao seu líder de célula qual omais adequado plano de leitura bíblica. Sugerimos algum queestabeleça a leitura de no mínimo três capítulos por dia a fim de quevocê leia a Bíblia toda uma vez por ano. É fácil encontrar um planode leitura que possa ser fotocopiado. Algumas bíblias já vêm comum desses planos no final. Ache o que for melhor e comece já! Busque praticar cada um dos tipos de oração no seu tempodiário com Deus e compartilhe sua experiência com os demaisirmãos da sua célula. Aprenda a jejuar e informe-se antes dos melhores métodos edos cuidados necessários para se fazer um bom jejum.Avaliação • Descreva a experiência adquirida do ler, orar, confessar e meditar na Palavra de Deus. • Conte como tem sido a sua prática em cada um dos tipos de oração ensinados a você. O que tem aprendido do Espírito Santo em cada dia? • O que é o jejum? Qual é o seu propósito? Quais as maneiras de se fazer um jejum bíblico? • Descreva a sua experiência ao jejuar. 105
  3. 3. A experiência das disciplinas espirituais NOTASA EXPERIÊNCIA DAS DISCIPLINAS ESPIRITUAIS Por todos os tempos, homens e mulheres que amaram aoSenhor se devotaram a buscá-lo de um modo intenso, diário eprofundo. Orando e adorando, meditando nas Escrituras oureservando um período de jejum. Ao praticar essas coisas essessantos de Deus se achegaram ainda mais intimamente ao Seucoração e à sua pessoa. As Disciplinas Espirituais, são portanto, fundamentais parauma vida cristã plena e para o seu progresso espiritual. Nenhumcrente crescerá em fé, por exemplo, sem conhecer as Escrituras;ninguém avançará espiritualmente sem orar, adorar e jejuar. Assim,esse é o caminho maravilhoso das torrentes espirituais e a trilhacheia de gozo para as profundezas do coração de Deus. Convidamos você a desde já começar a por em prática umplano anual de leitura bíblica, a preparar um tempo para estar àssós com Deus em oração e a jejuar pelo menos uma vez porsemana. Se encontrar qualquer dificuldade nisso você deve buscarseu líder de célula ou algum irmão(ã) mais maduro a fim de orareme jejuarem juntos. Você entrará numa nova e poderosa dimensão naunção do Espírito Santo e no poder de Deus. Há muita e variadas disciplinas espirituais, em nosso estudo,entretanto nos limitaremos às principais: A Oração, o Jejum e o usoda Palavra de Deus.DISCIPLINAS DO ESPÍRITOA ORAÇÃO A oração efetiva é a chave para o sucesso em cada área davida; é o segredo da vitória no trabalho de Deus e na vida pessoal.A oração verdadeira é a mais poderosa arma contra os poderes dastrevas; é também a chave que abre os tesouros do céu para ohomem. Fica, pois, claro que cada esforço no reino de Deus só terásucesso se for gerado e sustentado pela oração. Todo sucesso navida cristã é proporcional ao tempo de oração. 10% de oração, 10%de sucesso; 50% de oração, 50% de sucesso; 100% de oração,100% de sucesso. Lucas 18:1 fala do "Dever de orar sempre enunca esmorecer"; I Ts 5:17 declara: "Orai sem cessar". Paulorecomenda: Orando em todo tempo no espírito..." (Ef 6:18). Comoorar sempre?O Que é Oração?Oração é um modo de viver. É uma comunicação entre o nosso espírito recriado e oEspírito de Deus. É a expressão que resulta de um relacionamentoíntimo com o Senhor residente em nosso coração, pelo seu espírito.Nossa vida, pois, pode ser uma oração. 106
  4. 4. A experiência das disciplinas espirituaisOração é comunhão com Deus. NOTAS Nossa vida inteira deve ser estabelecida sobre ofuncionamento de uma comunhão pessoal, profunda e íntima comDeus. Uma ligação permanente (I Co 6:17). Oração é um encontrodo Pai celeste com Seu filho, numa comunhão de amor. No VelhoTestamento, Deus estava no meio do povo, era pelo povo, mas nãoestava no povo. No Novo Testamento, Deus não somente está emnosso meio, é por nós, mas Ele está em nós, pelo Seu Espíritoresidente em nosso espírito.Oração é comunicação com um Deus pessoal e digno deconfiança. Deus é uma pessoa! Deus é digno de confiança! Ele é umDeus pessoal que se relaciona conosco numa base pessoal.Nossos olhos de carne não vêem, mas Ele é real e se comunicacom Seus filhos. Concepções religiosas erradas O colocam comoum Deus inatingível, impessoal, distante, que pode ou não estarinteressado em nossas vidas. Daí surgem orações que são merasexpressões religiosas, destituídas de significado, sem nenhum valorprático.Oração exige tempo com Deus. O maior investimento que podemos fazer em nossa vida é otempo com Deus e Sua Palavra. A maior contribuição que podemosdar ao mundo é o tempo gasto em oração por ele. O maior bem quepodemos fazer a uma pessoa é o tempo usado em oração genuínapor ela. Os efeitos de uma vida de oração transcendem asrealizações humanas.A oração exige disciplina dos pensamentos. Tão logo alguém se consagra à oração, verá que a menteserá atacada por outros pensamentos. É aí que surge a tentação dedesistir, deixar para outra hora que não aparece. É uma lutaespiritual. Há que desenvolver o hábito de tomar os pensamentoscativos à obediência de Cristo (2 Co 10:5).Oração é o primeiro passo para o conhecimento de Jesus. "Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo"Romanos 10:13. O homem vai a Jesus pela oração e todo o seuandar com Ele é firmado na oração. É o meio de conhecê-lointeiramente e lançar mão de Suas promessas. É trazer a almasobre os joelhos, é o caminho para o homem entender o plano deDeus para sua vida.Oração é dar a Deus acesso às nossas necessidades. É a chave para o miraculoso; é a verdadeira respiraçãoespiritual. Em suma, oração é um modo de vida em íntima ligaçãocom Deus. 107
  5. 5. A experiência das disciplinas espirituaisPor Quê Orar? NOTAS Primeiro porque Deus insistentemente o ordena na Bíblia:( Lc 18:1; I Ts 5:17; Fl 4:6; Ef. 6:18-19; I Tm 2:1; Mt 26:41; Cl 4:3; ITs 5:25; II Ts 3:1; Hb 13:18). Também porque é o caminho indicadopor Deus para o cristão receber coisas de que precisa (Is 1:5-8), é ocaminho que Deus aponta para que o cristão tenha a plenitude dogozo (Jo 16:24; Pv 10:20); é a saída para os problemas, a cura paratodo o problema e ansiedade (Fp 4:6, 7; Sl 55:22). A oraçãorespondida é o único argumento irrefutável contra o ceticismo e aincredulidade (Hb 11:6; I Rs 18:36-38; Jz 6:12, 13; Ex 8:19; Dn 2:47;At 13:6-12). Finalmente, porque a oração é o caminho para o poderdo Espírito Santo no serviço cristão (Lc 11:13; 1Cr 7:14; Hc 3:2; At1:13,14; 4:31; 8:14-16; 9:9,11,17; 13:1-4; Ef 1:15-19; 3:14-19).INIMIGOS DA ORAÇÃO "Para que não se interrompam as vossas orações" I Pedro3:7b. “... Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e ovosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vóspara que não vos ouça" Isaias 59:2. O propósito de Deus é ouvir todas as orações. Jesus disse:"Graças te dou porque sempre me ouves" (Jo 11:42). Mas háobstáculos, problemas, inimigos que se infiltram na vida de oração eimpedem a manifestação do poder de Deus. Veremos alguns deles.Relacionamentos errados na família (I Pe 3:1-7). Relacionamentos rompidos, injustiça e falta de perdão paracom o cônjuge. A vida conjugal deve ser posta diante de Deus. Seas orações não estão sendo respondidas; pode haver falhas norelacionamento.Falta de perdão (Mc 11:25). Nossas orações são ouvidas na base de que nossos pecadosestão perdoados; mas Deus não pode tratar conosco sobre tal basede perdão, enquanto nós guardamos o mal, o espírito deanimosidade ou de vingança contra aqueles que nos ofenderam.Qualquer que guarda espírito de rancor ou mágoa contra alguém,fecha os ouvidos de Deus para sua própria petição.Contenda (Tg 3:16). A contenda é simplesmente agir movido pela falta de perdão.Paulo declara que por causa de contendas, Satanás pode tornarcristãos prisioneiros de sua vontade. A ausência de contendas é achave para agastar a confusão e o mal. Dê a Deus oportunidade decriar um sistema de harmonia em volta de você e sua vida deoração começará a funcionar. 108
  6. 6. A experiência das disciplinas espirituaisMotivação errada (Tg 4:3). NOTAS Um sério obstáculo à oração é pedir a Deus coisas querealmente não necessitamos, com o propósito de satisfazer desejosegoístas. Orar com uma motivação egoísta. "Quer comais; querbebais, fazei tudo para a glória de Deus" (I Co 10:31). Podemos orarpor coisas em linha com a vontade de Deus, mas se o motivo forerrado, não haverá resposta. O propósito primeiro da oração deveser a glória de Deus.Toda a forma de desobediência a Deus (Is 59:1, 2). Uma atitude de rebeldia ou desobediência à palavra de Deusfecha os céus para nós. Qualquer pecado inconfessado torna-seinimigo da oração. Uma vida de obediência ao céu abre o caminhoà resposta de Deus "E aquilo que pedimos, dele recebemos, porqueguardamos os seus mandamentos, e fazemos diante dele o que lheé agradável" (Jo 3:22).Ídolos no coração (Ez 14:3). Ídolo é toda e qualquer pessoa ou coisa que toma o lugar deDeus na vida de alguém. É aquilo que se torna o objeto supremo daafeição. Aquilo que mais ocupa nosso pensamento. Deus deve sersupremo em nossa vida.Falta de generosidade para com os pobres (Pv 21:13). A recusa de ajudar o que se encontra em necessidade,quando podemos fazê-lo, impede a resposta às nossas orações.Dúvida e incredulidade (Tg 1:5-7). A Dúvida é a ladra da bênção de Deus. A dúvida vem daignorância da Palavra de Deus. A incredulidade é quando alguémsabe que há um Deus que responde as orações, e ainda assim nãocrê em Sua Palavra. E não crer nas promessas é duvidar do caráterde Deus.Uma disposição de ler sobre oração e sobre a Bíblia, em vez deestudar e entrar na arena da oração. A oração é a maior e mais santa das vocações. Saber sobreoração não garante a resposta, mas o por a Palavra em operaçãopara receber de Deus aquilo que Ele prometeu.Falta de entendimento da nossa posição em Cristo. Talvez esse seja o maior inimigo. Ignorância quanto aosprivilégios e direitos de redenção. Daquilo que Cristo é em nós e doque somos nele. Um desconhecimento da extensão do que Ele fezpor nós e direitos legais, outorgados em Graça, diante do Trono.Basear-se na fé do outro. A cada crente, Deus deu uma medida de fé. Ele veio quandonos tornamos uma nova criação em Cristo e recebemos a naturezade Deus. Assim como desenvolvemos nossas capacidades físicas e 109
  7. 7. A experiência das disciplinas espirituaismentais pelo exercício, desenvolvemos nossa fé pelo alimento da NOTASPalavra de Deus (Jo 15:7).TIPOS DE ORAÇÃO Paulo adverte-nos a orar em todo tempo "com toda oração"Efésios 6:18. Vejamos outras traduções do mesmo verso bíblico: "Com orações e súplicas de toda a sorte, orai em todo otempo, no espírito, e para isso vigiai com toda perseverança esúplica por todos os santos" (Bíblia de Jerusalém). "Orai sempre com toda a espécie de orações espirituais, enão esquecendo em vossas orações todos os irmãos e irmãs" (J.B.Philips). "Use cada tipo de oração e súplica" (Goodspeed). "Pela instrumentalidade de cada oração e súplica" (Wuest). "Orai em todo o tempo (em cada ocasião, em cada época) noEspírito, com toda a (maneira de) oração e súplica" (V. Ampliada). Costumamos definir nosso relacionamento com Deus emuma palavra: Oração. Essa é uma arte da qual muito se fala epouco se conhece. Para que a oração seja respondida, deve serfeita de acordo com os princípios estabelecidos na Palavra de Deus.Oração é algo sério, específico, objetivo, e segue as regras eprincípios da Palavra de Deus. É a tentativa de orar em desarmoniacom eles que resulta em uma experiência frustrante de não ver asorações e súplicas respondidas. Paulo declara em Efésios 6:18 "Com toda oração e súplica, orando em todo tempo noespírito e para isso vigiando com toda a perseverança e súplica portodos os santos”. Há diversos tipos ou espécies de orações e cada um delessegue princípios claros. Há regras estabelecidas na Palavra deDeus para esses diferentes tipos de oração. E é aqui onde hágrande confusão. Costumamos definir nosso relacionamento comDeus em uma palavra: Oração. Tudo o que lhe dizemos ou pedimoschamamos "oração". Sim, tudo é oração. É preciso, contudo saber:Há diversos tipos de oração. Pense numa farmácia, ali encontramos medicamentos. Tudoé medicamento, mas há um grande número de diferentesmedicamentos, cada um deles destinado a tratar certo tipo deenfermidade. O mesmo acontece no mundo do esporte. Há diversasmodalidades de esporte, mas cada uma delas tem suas própriasregras. Que confusão seria alguém tentar jogar futebol usando asregras de basquete! O que aconteceria se alguém comprasse águaoxigenada para uma dor de ouvidos ou iodo para o estômago? Masno mundo da oração muitos têm agido assim. Não admira que asorações não sejam respondidas. 110
  8. 8. A experiência das disciplinas espirituais Há orações que não buscam necessariamente alguma coisa NOTASde Deus. Outras visam alterar uma circunstância em nossa vida ede outros. A todas elas Deus deseja ouvir."Ó tu que escutas as orações, a ti virão todos os homens" (Sl 65:2),pois, "A oração dos retos é o seu contentamento" (PV 15:8b). Poderíamos classificar o foco das orações em três níveisdiferentes: Deus, Nós e os Outros. Dentro de cada um desses níveishá tipos de oração.DEUS COMO CENTRO DAS NOSSAS ORAÇÕES Há orações que são dirigidas a Deus, visando Deus mesmo,o que Ele é, o que Ele faz e o que Ele nos tem feito. Outra coisa nósnão buscamos, senão apresentar-lhe nossa gratidão, louvor eadoração. Dentro deste nível temos três tipos de oração: Ações de graça - A expressão do nosso reconhecimento egratidão a Deus pelo que nos tem feito. Basicamente é a oração queexpressa gratidão a Deus pelas bênçãos que Ele tem derramadosobre nós. Louvor - A oração de louvor é um passo além das ações degraça. São expressões de louvor a Deus pelo que Ele faz. Louvar éreunir todos os feitos de Deus e expressá-los em palavras, numaatitude de gratidão. Adoração - O tipo de oração que exalta Deus pelo que Ele é.É a entrada no Santo dos Santos para responder ao amor de Deus.Ali nada fala do homem, mas de Deus. É o reconhecimento do queDeus é. É a resposta do nosso amor ao amor divino.NÓS MESMOS COMO O CENTRO DAS NOSSAS ORAÇÕES Aqui vamos a Deus para apresentar necessidades pessoais.Embora falando com Deus, o foco da atenção é a satisfação denossas necessidades. Vamos a Deus em busca de uma respostapara a alteração de alguma circunstância em nossa vida. Nessenível temos também três tipos de oração: Petição - É "um pedido formal a um poder maior". É aapresentação a Deus de um pedido, visando satisfazer umanecessidade pessoal, tendo como base uma promessa de Deus.Nesse tipo de oração já temos o conhecimento de qual é a vontadede Deus, pelo que o pedido será feito em fé, com a certeza dareposta, antes mesmo da sua manifestação, de acordo com Marcos11:24. 111
  9. 9. A experiência das disciplinas espirituais Consagração ou Dedicação - É uma atitude de submissão à NOTASvontade de Deus. Essa oração é para as ocasiões em que avontade de Deus é desconhecida. Exige espera, consagração einteira disposição de conhecer e seguir a vontade do Pai. Entrega - É a transferência de um cuidado ou inquietaçãopara Deus. É lançar o cuidado sobre o Senhor, com umconseqüente descanso. Essa oração é feita quando um cuidado, umproblema ou inquietação nos bate à porta.OS OUTROS COMO CENTRO DAS NOSSAS ORAÇÕES Intercessão - Aqui vamos a Deus como sacerdotes, comointercessores, levando a necessidade de outra pessoa. Nossomotivo primeiro é ver circunstâncias alteradas na vida de outrem.Esta é a oração de intercessão. Interceder é colocar-se no lugar deoutro e pleitear a sua causa.ORAÇÃO DE AÇÕES DE GRAÇA "Entrai por Suas portas com ações de graça" (Sl. 100:4). A gratidão é uma das virtudes que embelezam o carátercristão e expressam um coração caloroso e cheio de amor e daspalavras do seu Deus. Paulo declara: "Habite ricamente em vós a palavra de Cristo; instruí-vos eaconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus,com salmos e hinos e cânticos espirituais, com gratidão em vossoscorações" (Cl.3:16). "Sede agradecidos" (Cl.3:15) é um conselho aser abraçado com alegria, pois a gratidão tanto alegra o coração doPai, como enriquece a nossa vida. Ações de graça são basicamenteo ato de expressar gratidão a Deus por bênção que Ele temderramado sobre nós. Pode ser mental ou vocal. Ações de graçadiferem de louvor porque no louvor é focalizado o que Deus faz,suas obras e realizações, enquanto as ações de graça focalizam oque Deus nos dá ou faz por nós. Poderíamos chamar de umaconfissão de bênçãos. Essa atitude estava presente na vida de Jesus pela respostaà oração; pelo pão e pela revelação. Era também um tipo de ofertaoferecida no templo e uma das funções dos cantores no templo (1Cr 24:3). As ações de graça são um caminho para o louvor e umsacrifício espiritual a Deus (Sl 50:14, 23; 116:17). A Bíblia ensina também que todas as orações devem seracompanhadas de ações de graça (Fl 4:6). A resposta às oraçõesdeve também ser esperada com ações de graça (Cl 4:2). As açõesde graça devem ser abundantes (2 Co 4:15), devem permear nossaconversação (Ef 5:4) e devemos crescer nelas (Cl 2:6). 112
  10. 10. A experiência das disciplinas espirituais Todas estas observações dão amplas bases para afirmarmos NOTASa importância da oração de Ações de graças. Além disso, queromencionar ainda alguns princípios. Podemos ver o primeiro princípio em I Coríntios 10:10. Asações de graças nos protegem do destruidor. A Bíblia menciona onome de muitos demônios como Legião, Apoliom, devorador, etc.Mas aqui se menciona um demônio chamado destruidor que estárelacionado com a ingratidão e a murmuração. Muitos temem odemônio devorador e por isso dão os seus dízimos, mas ainda seesquecem que um coração descontente é porta para o destruidor. Em segundo lugar podemos ver o poder das ações deGraças para nos proteger de influências malignas. Paulo Diz que acomida é santificada se comemos com ações de graças. Veja, nãohá necessidade de repreendermos demônio algum basta termos umcoração grato e seremos protegidos. Já pensou quanta doençapoderíamos evitar se apenas déssemos ações de graças pelacomida apropriadamente? Em terceiro lugar as ações de graças têm o poder demultiplicar as bênçãos. Quando Jesus foi multiplicar os pães emJoão 6:11 ele não fez uma oração de petição ou de fé, ele apenasdeu graças ao Pai. Muitos não prosperam porque não aprenderam aagradecer a Deus pelos míseros cinco pães e dois peixinhos. Seestivermos contentes com o pouco, o Senhor multiplicará e veremosa abundância de Deus.ORAÇÃO DE LOUVOR "Louvarei ao Senhor em todo o tempo; o Seu louvor estarácontinuamente na minha boca" (Sl 34:1). Louvar é reunir todos os feitos que conhecemos de Deus eexpressá-los em palavras, numa atitude de exaltação e glorificaçãoao Seu nome, que é digno de ser louvado. E isso deve ser feitocomo um modo de vida (Sl 145:1-7). A Igreja primitiva estavasempre louvando (Lc 24:53), pois sabia que Deus habita noslouvores do Seu povo (Sl 22:3). O louvor é a atitude adequada de quem vai buscar a Deusnuma reunião da Igreja (Sl 100:4). O louvor é a porta de entrada para a adoração (II Cr 5:13:14). O louvor é a arma contra os inimigos (II Cr 20:21, 22). O louvor é a fonte de alegria (Sl 9:1, 2; Sl 33:1; 35:27). O louvor está muitas vezes associado aos cânticos (Sl 40:3;Sl 92:1-4). O louvor está associado à manifestação física, danças (Sl150:4), o erguer das mãos (Sl 63:3, 4; 134:2). O louvor deve ser crescente (Sl 71:14). 113
  11. 11. A experiência das disciplinas espirituais NOTASORAÇÃO DE ADORAÇÃO Há uma fome dentro de nós que nem sempre sabemosdiscernir do quê. Buscamos a satisfação em muitas fontes, mas elapermanece. É a necessidade de Deus mesmo, que Ele colocou emnosso coração. O espírito em nós busca ser liberto do cativeiro ealçar vôo rumo à presença de Deus, assim como pássaros parecemser compelidos a responder um chamado para migrarem. É Deusnos atraindo. Há um desejo inerente em nós de adorar Deus, mas ahabilidade de fazê-lo foi perdida na queda de Adão. O Espírito deDeus, contudo nos capacita a entrar no Santo dos Santos,habitação de Deus, onde, finalmente encontramos nossa razão deviver: Adorar a Deus. A adoração é um dos principais temas da Bíblia. Há 270referências à adoração. A adoração fala do nosso amorrespondendo ao amor de Deus. Não é um imperativo, pois o amornão se pode impor, mas uma resposta voluntária a um estímuloespiritual. E Jesus nos garante que esse amor que sentimos, e ofluir do Espírito que experimentamos encontrarão sua expressão esatisfação quando os liberamos de volta para Deus em adoração(Jo 4:23). Não há uma definição de adoração na Bíblia, pois amor nãose define. A palavra mais comum no hebraico é "shachah" (172),traduzida por "adoração", "curvar-se", "prostrar-se". No grego a maiscomum é "prokeneo" (59 vezes). É composição de duas palavras:"pros", que significa "para", "em direção a", e "heneo", que significabeijar. Alguns eruditos dão o significado de "beijar a mão comadmiração", outros "beijar os pés em homenagem".Etimologicamente adoração é curvar-se, prostrar-se, beijar asmãos, pés ou lábios, com um sentimento de temor e devoção,enquanto serve ao Senhor com todo o coração. É uma atitudeexpressa em ação. Tem a ver com um sentimento de proximidadeentre parceiros e um relacionamento de aliança. Envolve moção eemoção, mas a verdadeira adoração é mais profunda que tudo issoe usa simplesmente esses canais para liberar o amor profundo edevoção que impele o crente para a presença de um Deus de amor.A Expressão de Adoração Podemos entender melhor a adoração na Bíblia, pelaobservação de como os adoradores se comportavam diante deDeus. I Cr 29:20-22 dá um exemplo: Louvaram ao Senhor. Inclinaram as cabeças. Adoraram (shachah). Sacrificaram ao Senhor. Ofereceram holocausto. Comeram e beberam perante o Senhor. Fizeram isso com grande regozijo. 114
  12. 12. A experiência das disciplinas espirituais A definição mais próxima de adoração está em Marcos 12:30, NOTAS31. Aí está um amor que libera toda a adoração do coração,expressa todas as atitudes da alma, expressa toda a determinaçãoda mente e utiliza toda a força do corpo do adorador. Isso éadoração. Adoração é uma resposta a um relacionamento. É o amorrespondendo ao amor. Ela ocorre quando nosso espírito contata oEspírito de Deus.Atitudes de adoração Lc 7:37, 38 revela a atitude de uma adoradora, atitude de umespectador e a de Jesus. Vejamos a da adoradora. Quebrantamento - O contraste entre a presença santa eperfeita de Deus e a nossa pequenez quebranta o coração.Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado ("shabor");coração compungido e contrito ("dakah") não desprezarás, ó Deus.(Sl 51:17). "Shabot" - significa "temer, quebrar, em pedaços, oureduzir". "Dakah" - quer dizer "esmagar", quebrar, machucar, ferir,esmagar e humilhar. "Contrito" - Usado para descrever o processode fazer pó (talco). A adoração requer quebrantamento. Muitosconstroem em volta de si paredes de proteção e não deixam quesejam liberados o amor, a ternura e a adoração. Humildade - Ela soltou os cabelos em lugar indevido,segundo o costume (I Co 11:15). Deixou sua reputação de lado paraadorar do modo que ela sentia que Jesus devia ser adorado. Usouos cabelos para enxugar seus pés empoeirados. Tomou sua glória(o cabelo) para lavar a lama (Ler Is 57:15; I Pe 5:5). Adoração semhumildade é como o amor sem compromisso. Amor - Sua atitude estava repassada de amor. "Ela muitoamou". Dádiva - Ela não se limitou à expressão de suas emoções;ela também deu uma evidência tangível do seu amor, devoção eadoração. A dádiva está associada à adoração (Ex 23:14; 34:20; Dt16:16; Sl 96:1-9). A atitude de Jesus em resposta a essa adoração é: "A tua féte salvou; vai-te em paz" (Lc 7:49) - fé, libertação e paz. O objeto da adoração - Deus mesmo (Jo 4:20,21) Só pelo Espírito Santo se pode adorar (Rm 8:16). O lugar da adoração - No espírito do homem, onde o Espíritode Deus habita. A verdadeira adoração - "Em espírito e em verdade”. A verdadeira adoração deve fluir de um relacionamentogenuíno com Deus. Um bom relacionamento com uma igreja poderáproduzir um bom trabalhador, mas somente um relacionamentocaloroso com Deus produz o verdadeiro adorador. Espíritoscalorosos produzem corações adoradores. As motivações tambémdevem ser corretas na adoração verdadeira. O objetivo é dar aoSenhor e não adquirir dEle. A motivação pura para a adoração é o 115
  13. 13. A experiência das disciplinas espirituaisamor que transborda do espírito do homem como correntes de água NOTASviva.Diferença Entre Louvor e Adoração O louvor nos prepara para a adoração. É o prelúdio, a portade entrada para a adoração. Sl 95:1, 2,6; Sl 96:4, 7, 8,9. Mas aindaque a adoração possa depender do louvor, o louvor não é substitutoda oração, mas um precioso suplemento. Há diferença entre oLouvor e a Adoração.Na motivação Geralmente louvamos com a motivação de sermosabençoados por Deus. Há um desejo de despertar as agradáveisemoções que o louvor produz. No louvor, aproximamo-nos de Deuscom um coração entusiasta e feliz, para gozar do prazer de Suapresença. Mas na adoração apresentamos algo a Deus, como umreconhecimento de amor e expressão da nossa profundaapreciação do que Deus é. A chave da adoração é dar, e não receber. A adoração dáglória a Deus e não busca conseguir a glória de Deus. Um adoradorvai a Ele não para ser abençoado, mas para abençoar; não comoum pedinte, mas como um admirador. Os que louvam e querem ser adoradores devem aplicar oteste: Estou indo a Deus para dar ou para receber? Estouministrando ao Senhor, ou buscando ser ministrado por Deus?No impulso O impulso primeiro do louvor é uma resposta positiva voltadapara Deus, baseado muito mais nos Seus Feitos do que em SuaPESSOA. O salmista convida a louvar a Deus pelos feitos. Moiséslouva pela libertação (Ex 15); Ana louva por Samuel (I Sm 2:1-10);Sl 107; 8, 21,31. Esse impulso de louvor é proveitoso e é um passo além dasações de graça. Mas o louvor se concentra mais no presente(dádiva) de Deus do que na Sua presença. Como o louvor é centrado em atos, freqüentemente setransforma em petição numa forma positiva, ou mesmo numatentativa de conseguir que Deus satisfaça os presentes desejos,louvando-o grandemente por Suas dádivas passadas. É possível ir-se à presença de Deus e apresentar um louvorpróprio, buscando mais receber do que dar, nunca passando dolouvor para a adoração. Muitas vezes voltamos do louvor para apetição, em vez de prosseguirmos do louvor para a adoração. No louvor, a ordem é "louvor por". A adoração se volta para apessoa de Deus "Adora a Deus". O louvor começa aplaudindo opoder de Deus, mas freqüentemente nos aproxima tanto de Deusque a adoração pode responder a essa presença. 116
  14. 14. A experiência das disciplinas espirituais Enquanto a energia do louvor é voltada para o que Deus faz, NOTASa energia da adoração é voltada para o que Deus é. O louvor seconcentra na realização; a adoração na Pessoa. O impulso daadoração, portanto, é mais elevado do que o do louvor.Na sua fonte de inspiração Fundamentalmente o louvor é uma exuberância da alma e doespírito do homem, que é expressa a Deus. A adoração flui doEspírito de Deus que é residente no espírito do homem. O louvor éo homem redimido invocando a Deus, enquanto adoração é Deusinvocando a Deus de dentro do homem redimido. O louvor temfreqüentemente sua origem na alma, mas a verdadeira adoraçãosempre se originará no espírito (Jo 4:24). O louvor é mais um ato de emoção, enquanto a adoração éum ato de devoção. O louvor brota da fonte dos sentimentos,enquanto a adoração diz: "Eu amo". O louvor olha para a mão deDeus; adoração olha para o coração. Embora o louvor e adoração sejam manifestos pelo mesmocorpo, eles brotam de diferentes fontes em nosso ser. Mas amanifestação nem sempre revela a fonte, pois pode ser expressopelas mesmas posturas físicas ou pelas ações.Na profundidade da dedicação Enquanto o louvor é uma expressão de nossa vida, aadoração é um estilo de vida. O louvor é muitas vezes um ato danossa vontade, e pode ser despertado pelo estímulo das emoções.A adoração, porém, envolve a vida inteira. Um verdadeiro adoradoro é o tempo todo, mesmo que no momento não esteja envolvido noato da adoração. Adoração é um modo de vida que afeta ocomportamento do adorador fora da presença de Deus, como o fazem Sua presença. No louvor nós expressamos uma profunda apreciação a Deuspelo que Ele nos tem feito, mas na adoração nós "vivemos para oSenhor".Na proximidade de Deus O louvor nem sempre é a respeito das obras de Deus;algumas vezes olha para além do que é feito e louva Aquele que fezas obras. Mas normalmente é uma resposta de uma certa distância,mas adoração, antes que possa fluir, requer que a pessoa esteja napresença real de Deus. A adoração no templo acontecia no lugarSanto. O louvor ficava nos átrios. Há uma intimidade na adoração,que não é exigida para o louvor.Na forma de expressão O louvor e a adoração devem ser expressos pelo corpo e hámuita semelhança entre eles, mas há também diferenças. O louvoré mais vocal enquanto a adoração é freqüentemente destituída demuitas palavras. Dois amantes numa caminhada têm muito do quefalar, mas quando se envolvem em um abraço, as palavras setornam supérfluas. Assim é freqüentemente com a adoração. 117
  15. 15. A experiência das disciplinas espirituais O louvor é usualmente demonstrativo, com muita ação física, NOTASenquanto a profunda adoração tende mais a manifestar umasubmissão física, em vez de uma atividade física. Como o louvortende mais a ser emocional, é mais barulhento e exuberante; aadoração é devocional e mais quieta e contemplativa. Poderíamos dizer que o louvor põe o amor em palavras eação, enquanto a adoração põe-no em toque e relacionamento.Ambos são importantes, mas a adoração é mais íntima.ORAÇÃO DE PETIÇÃO E SÚPLICA "Por isso vos digo que tudo quanto em oração pedirdes,crede que recebestes, e será assim convosco."(Mt 21:22; Mc11:24). "Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porémsejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração epela súplica, com ações de graça”. (Fl 4:6). Deus é a fonte de toda a bênção e Ele tem a solução paratodos os nossos problemas. Ele tem recursos inesgotáveis parasatisfazer cada uma das nossas necessidades. "O meu Deus,segundo a Sua riqueza em glória, há de suprir em Cristo Jesus,cada uma de vossas necessidades" (Fl. 4:19). A Palavra de Deusnos encoraja a apresentar nossas petições ao Senhor, sabendo queEle está pronto a nos atender. Seguem-se alguns princípios quedevem governar nossa oração, especialmente a de petição, paraque alcancemos uma resposta favorável. Forme uma imagem clara do seu desejo e expresse-o empalavras objetivas. Defina o que você quer de Deus em termosclaros. A Bíblia ensina que a oração deve ser específica, objetiva (Lc 11:1-12; Tg 1:5). Exemplos de orações objetivas: Eliezer - Gn 24:12-14; Elias - I Rs 17:1; Eliseu - II Rs 2:9. Uma resposta definida exige um pedido definido (Lc 18:38,41-43). O que está errado com a oração indefinida: Freqüentemente é uma mera formalidade. As pessoas orampor coisas que realmente não desejam. Muitas orações são feitas sópara serem ouvidas pela congregação. São indefinidas e insinceras. 118
  16. 16. A experiência das disciplinas espirituaisNada esperam realmente de Deus e por essa razão nada têm em NOTASespecial de Deus. A oração indefinida revela que não há um clamorna alma, nem urgência no coração, nenhum peso na oração oudesejo real. A oração formal, indefinida, geral, vaga, é resultado dafalta de direção do Espírito Santo. Revela um desconhecimento damente de Deus. Quem é guiado pelo Espírito Santo, sabe o quequer, porque sabe o que Deus quer e sabe que Ele está disposto adar as coisas pedidas em oração. Como ser definido: Analise suas orações. Coloque de lado aquelas que sãoinsinceras ou feitas por mera obrigação. Separe as coisas que vocêrealmente deseja e tem um peso de oração; aquilo que estáverdadeiramente em seu coração e para o que espera respostaespecífica. Espere na presença de Deus até ter na mente, de um modoclaro, aquilo porque deve orar. Deixe que o Espírito lhe fale ecoloque o desejo em seu coração, você poderá ser ousado no pedir.Oração específica não é uma tentativa de você fazer Deusconcordar com o seu desejo, mas é antes descobrir o desejo deDeus para você e orar de acordo com o que o Espírito coloca emseu coração. Escreva seu desejo. Isso lhe ajudará a ser específico epreparar-se convenientemente para apresentar sua petição,assistido pelo Espírito Santo, de tal modo que alcance a respostaespecífica. Isso poderá também ser feito em concordância comoutras ou outras pessoas. O registro das petições específicas aDeus e das respostas, ajuda a desenvolver a fé e crescer na vida deoração bem sucedida. Busque na Bíblia textos que se referem ao que você deseja,quer em promessas ou em princípios. Uma vez identificada anecessidade, pesquise a Palavra e selecione textos que se referemao assunto. Toda a oração deve ser feita de acordo com a vontade deDeus revelada na Palavra. A Fé começa onde a vontade de Deus é conhecida. Suavontade é revelada na Palavra escrita. Deus está preso à SuaPalavra. A Palavra expressa o que Deus é. Ele é absolutamente fielao que prometeu. Você não tem interesse em desejar o que Deus não querpara a sua vida. Pesquisando a Palavra, sob a direção do EspíritoSanto, você descobrirá se seu desejo deve ser abandonado ou se édigno de ser transformado em objeto de oração. Sem o fundamento da Palavra de Deus é impossível fazeruma oração de fé. O conhecimento da vontade de Deus reveladaem Sua Palavra dará a você a certeza de que sua petição seráatendida (I Jo 5:14). Além disso, o conhecimento das promessas deDeus relativas ao seu desejo despertará e alimentará sua fé (Rm10:11). 119
  17. 17. A experiência das disciplinas espirituaisAs promessas serão, para você, arma segura contra os ataques de NOTASSatanás, enquanto espera a manifestação da resposta de Deus aoseu pedido (Lc 4:3-12).Orações Baseadas na Palavra de Deus. A Bíblia está cheia de pedidos a Deus firmados nas Suaspromessas feitas nas escrituras. Vejamos alguns exemplos. Davi ora por sua casa, de acordo com a Palavra do Senhor,de que lhe edificará casa estável. Natã lhe transmite as promessasdo Pai e ele ora de acordo. "Agora, ó Senhor, seja confirmada parasempre a Palavra que falaste acerca do teu servo, e acerca de suacasa, e faze como falaste... Agora, pois, ó Senhor, tu és Deus efalaste este bem acerca do teu servo, para que permaneça parasempre diante de ti; porque Tu, Senhor, a abençoaste, ficaráabençoada para sempre" (I Cr 17:23, 26,27). Na dedicação do templo, Salomão apresenta suas petiçõesde acordo com as promessas de Deus (2 Cr 6:14-17). Josafá se vêameaçado por tropas inimigas e vai à casa do Senhor e clama, deacordo com a promessa (2 Cr 20:6-12).Exemplo de necessidades e as respectivas promessas de suasatisfação Necessidades de emprego - Fl 4:19. Prosperidade - Dt 28. Saúde - Is. 53:4; I Pe 2:24. Para cada pedido que fazemos a Deus devemos ter umapassagem na Bíblia para sustentá-lo. Ninguém apresenta umapetição ou um caso em algum tribunal, sem invocar o respaldo daLei. Do mesmo modo, nossas petições diante do trono devem ter orespaldo da Palavra de Deus escrita, a Bíblia, que é a constituiçãodo Reino. Faça seu pedido a Deus de modo simples e claro, invocandoo que Ele prometeu na Sua Palavra. Se você já sabe o que quer doPai e se certificou de que Ele lhe fez uma promessa em SuaPalavra, agora é só apresentar o caso diante dEle, por meio de umpedido. A palavra nos encoraja a não andar ansiosos, mas tornarconhecidas diante de Deus as nossas petições. "Não andeisansiosos por coisa alguma, em tudo, porém sejam conhecidasdiante de Deus as vossas petições..." (Fl 4:6). A petição é o meiodado por Deus para a satisfação das necessidades de Seus filhos. "Pedi, e dar-se-vos-á" (Mt 7:7). "Pois todo o que pede recebe..." (Mt 7:8). "Pedi e recebereis..." (Jo 16:24). "Nada tendes porque não pedis" (Tg 4:2). "Quanto mais o vosso Pai celestial, dará boas coisas aos quelhe pedirem" (Mt 7:11). 120
  18. 18. A experiência das disciplinas espirituais "E tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis"(Mt NOTAS21:22). "Quanto mais vosso Pai Celestial, dará o Espírito Santoàqueles que lho pedirem" (Lc 11:13). "Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei" (Jo14:14). Creia firmemente, com base na promessa da Palavra, queDeus atendeu sua petição e a manifestação da resposta já estáa caminho. A fé tem como fundamento a fidelidade de Deus e da SuaPalavra (Nm 23:19). A fé é a precursora de toda oração respondida.É uma confiança ousada em Deus. É uma certeza antecipada domilagre que virá (Mc 11:23-24). A verdadeira fé é aquela que seapropria da promessa no reino do espírito, antes que ela sematerialize diante dos olhos (Hb 11:1; 11:6). A única oração queDeus ouve é aquela feita em fé. O limite do que se consegue pelaoração está na própria fé de cada pessoa. A vida de oração será tãoforte quanto a fé que a pessoa tem em Deus (Mt 17:20; Mc 9:23: Tg5:15). E como crescer numa fé mais forte? Lembre-se que cada um tem uma medida de fé (Rm 12:3).Aprenda a Palavra de Deus (Rm 10:17), porque a fé é baseada naspromessas de Deus: A medida em que nos tornamos familiares coma natureza de Deus revelada na Bíblia, a fé é desenvolvida. VejaJoão 15:7. Submeta-se completamente à liderança do EspíritoSanto e à vontade Deus. É o Espírito quem interpreta a Palavra emnosso coração. Aja de acordo com a medida da fé que você tem.Alguns "não" a considerar Não tente crer; simplesmente aja de acordo com a Palavra.Não use uma confissão dupla de modo que num momento vocêconfessa: “Sim, Ele ouviu minha oração”. “Estou curado, ou eutenho o dinheiro”, ou “recebi o emprego”, e então começa aquestionar como é que isso vai acontecer e o que você tem de fazerpara consegui-lo. Sua última confissão destrói a primeira. Umaconfissão errada destrói a oração e a fé. Não confie na fé de outras pessoas - tenha a sua própria fé.Assim como você tem sua própria roupa, tenha sua própria fé. Ajade acordo com a Palavra por si mesmo. Não converseincredulidade. Nunca admita que você é um "Tomé duvidoso", poisisso é um insulto ao Pai. Não fale sobre doenças e problemas. Nunca fale sobrefracasso. Fale sobre a Palavra, sua absoluta integridade e sobresua confiança nela. Fale de sua disposição de agir de acordo comela e ater-se à sua confissão de que ela é fiel.Alguns Princípios para Reflexão Você não pode edificar a fé sem praticar a Palavra. Você nãopode desenvolver uma vida de oração que nada é senão palavras, a 121
  19. 19. A experiência das disciplinas espirituaismenos que a Palavra de Deus tenha uma parte real em sua vida. Se NOTASvocê vive a Palavra, você pratica a Palavra. Alguém pode ser professor da Bíblia. Pode saber de Gênesisà Apocalipse, mas isso não significa que ele anda pela fé. Ele viveno reino dos sentidos. Eu vivo a Palavra na medida da minha fé.Minha vida de oração só tem valor na medida em que a Palavra emmeus lábios é algo vivo. E ela só vive se eu a pratico. "Se alguém é ouvinte da Palavra e não praticante, é comoum homem que contempla seu rosto num espelho natural, e seretira, e logo esquece de como era a sua aparência" (Tg 1:23, 24). Tome cuidado para que sua conversa sobre o que vocêpediu a Deus esteja em linha com sua fé de que Ele ouviu suapetição. Nossa fé ou incredulidade é determinada pela nossaconfissão. Poucos percebem o efeito da palavra falada sobre seupróprio coração e sobre o adversário. O inimigo ouve nossasconversas e aparentemente não as esquece, enquanto nósdescemos ao nível da nossa confissão. A Palavra só se torna real quando confessamos suarealidade. Hebreus 4:14 deve ser uma divisa para a vida: "Tendo,pois, a Jesus, o filho de Deus, como grande sumo sacerdote quepenetrou os céus conservemos firmes a nossa confissão". A fé é expressa pela confissão dos lábios (Rm 10:9-10). Oque os lábios dizem deve concordar com a fé do coração. Palavrascontrárias à promessa destroem e neutralizam a oração. Palavrassão sementes, e palavras confessadas são sementes plantadas.Confissão repetida é semente regada. Regue as sementes da fécom a confissão da promessa. Sua confiança não é nas orações de outros, mas na imutávele indestrutível Palavra de Deus. Por isso você se recusa a permitirque seus lábios destruam a eficácia da Palavra no seu caso. Vocêse conservará firme à sua confissão, ainda que pareça, aos olhoshumanos, que a sua oração não foi respondida. Rejeite toda a dúvida que assaltar sua mente quanto aofato de que Deus já respondeu a sua oração. Deixe que cada pensamento, cada imagem, e desejo afirmemque você tem o que pediu. Não olhe para as circunstâncias, para ossintomas, mas fixe-se na Palavra e isso manterá a dúvida fora doseu território. Entre sua petição e a efetiva manifestação da resposta existeum tempo que pode ser mais ou menos prolongado. Durante esseperíodo, Satanás tentará lançar dúvidas na sua mente. Torna-senecessário manter uma atitude firme para não aceitá-la, masconservar a fé. A dúvida é um ladrão que rouba a bênção de Deus.É o inimigo número um da fé. Exemplo da dúvida: Mt 14:24-31. Adúvida impede a resposta à oração. Ela é mãe da derrota (Tg 1:6-8).Quando duvidamos da Palavra de Deus é porque estamos crendoem algo contrário àquela Palavra. E duvidar da Palavra é duvidar dopróprio Deus. 122
  20. 20. A experiência das disciplinas espirituais Qualquer substituto para a fé em Deus e Suas promessas NOTASdestrói a vida de fé; destrói as orações e traz de volta o jugo. A dúvida e afé não permanecem juntas. Se uma entra pela porta, a outra saipela janela.Como Vencer a Dúvida Mantenha controle sobre a sua mente. A dúvida opera noreino da mente; a Palavra de Deus opera no reino do espírito. A fétambém opera no reino do espírito. Há, pois, que lançar mão dasarmas disponíveis para vencer os pensamentos da dúvida (2 Co.10:3-5). Esteja pronto a recusar qualquer pensamento ou imagemcontrária à sua oração. Controle seus pensamentos de acordo comFilipenses 4:6-9. Use as promessas de Deus como arma contra os ataques dedúvida. A Palavra de Deus confessada com autoridade e fé mantémo inimigo distante (Mt. 4:1-11). Concentre-se na fidelidade de Deus e de Sua Palavra. Issofortalece a fé e põe a dúvida fora do caminho. Nossa fé é firmadanaquilo que Deus é (Rm. 4:19-21). É sua segurança na Palavra deDeus que garantirá a vitória contra os ataques das dúvidas Conserve uma visão clara das promessas que serviam debase para a sua petição (Pv. 4:20-21). "Não se apartem elas de diante dos teus olhos...” Quando a promessa é guardada diante dos nossos olhos,trocamos a imagem do problema pela imagem da promessa. Isso éfundamental. Nossas vitórias ou derrotas são alcançadas primeirona mente. As circunstâncias que nos cercam tentarão impor suasimagens. Mas se a Palavra de Deus estiver diante dos nossosolhos, serão as imagens das promessas que prevalecerão. Essasimagens serão alimentadas pela meditação nas promessas queserviram de base para a nossa oração. Meditar é ruminar. É trazerde volta à mente a Palavra e absorver dela todos os seus nutrientesespirituais. É ter a promessa sempre presente e viva na memória. Éconsiderá-la atentamente, contemplá-la. Pela meditação a promessa é interiorizada e a certeza da suamanifestação é alimentada. (Josué. 1:8) A meditação favorece apermanência na Palavra, (Jo. 15:7) e isso é condição para aresposta à oração. O amor a Palavra é demonstrada no ato demeditar nela. "Quanto amo a Tua Lei! É a minha meditação tododia" (Sl. 119:97-148; Sl. 1:2). De fato, a contínua meditação naPalavra gera em nós as imagens das abundantes promessas deDeus do que somos em Cristo. Isso faz com que na hora de umadeterminada necessidade, a oração seja prontamente feita dentrodos princípios divinos. Pela meditação, o coração é aquecido e a fé 123
  21. 21. A experiência das disciplinas espirituaisalimentada - "Esbraseou-se-me no peito o coração; enquanto eu NOTASmeditava ateou-se o fogo" (Sl 39:3). O meditar na Palavra nos leva a um maior conhecimento eintimidade com Deus, pois a base da fidelidade no cumprimento dapromessa reside em Sua própria pessoa. "Em Ti medito, durante asvigílias da noite" (Sl 63:6). Se conheço Deus, sei que SuasPromessas são fiéis e verdadeiras. Meditar na Palavra requer umadecisão firme. É uma questão de escolha e disciplina (Sl 119:11; 27;48; 78; 145:5). O hábito da meditação na Palavra nos torna sábios e nosdará o conhecimento dos caminhos de Deus. "Compreendo mais doque todos os meus mestres, porque medito nos Teus testemunhos"(Sl 119:99). Conserve-se numa atitude de louvor e gratidão a Deusaté a plena materialização da resposta ao pedido. Você não deve esperar a manifestação para poderagradecer. Agradeça logo, pois a sua convicção é que Deus é fiel àSua Palavra e a materialização da resposta é apenas uma questãode tempo. O louvor é uma expressão de fé em Deus, e se baseia napromessa de Deus. Ele é fiel. O louvor deve acompanhar asorações (Fl 4:6, 7). Toda a petição deve ser marcada pelas açõesde graça. O louvor fortalece a fé (Rm 4:20). O louvor, pela respostaà oração, antes de ver sua manifestação, libera a operação dopoder de Deus. Jesus, diante do túmulo aberto de Lázaro,"Levantando os olhos para o céu, disse, Pai, graças te dou porqueme ouviste" (Jo 11:41). E logo Lázaro estava fora do túmulo, vivo. Ocoração agradecido que aguarda a manifestação física da respostade Deus com louvor e ações de graça entra no descanso da FÉ.ORAÇÃO DE CONSAGRAÇÃO Surgem ocasiões em nossa vida, quando temos de tomaralgumas decisões, e seguir por um determinado caminho sem que avontade de Deus, naquela área, esteja claramente revelada em SuaPalavra. É aí quando, em vez de começar a pedir, devemos buscarSua face e esperar em Sua presença a fim de conhecermos odesejo do Seu coração para aquela situação específica. Esse tipode oração é mais uma atitude de submissão, dedicação, entrega eobediência a Deus do que petição. Uma vez conhecida Suavontade, é só segui-la. Nesse tipo de oração há uma disposição de fazer ou aceitarqualquer que seja a vontade de Deus naquela circunstância. Este éo único tipo de oração onde se emprega o "se for da Tua vontade".Ela é feita numa situação em que se busca o conhecimento davontade de Deus ainda não revelada. Isso é feito com a maisprofunda atitude de submissão a Deus. 124
  22. 22. A experiência das disciplinas espirituais A oração de dedicação é harmonizar nossa vontade com a NOTASvontade de Deus a fim de trazer sucesso numa determinadasituação. A vontade de Deus é sempre para nosso benefício. Essetipo de oração coloca-nos e a Deus direcionados para o mesmoalvo. Jesus fez esta oração no Getsêmane (Lc 22:42): "Pai, sequeres afasta de mim este cálice; todavia não se faça a minhavontade, mas a Tua". É mais uma atitude de submissão eobediência do que palavras. Exige um tempo maior de busca,repetidas vezes, até a convicção do plano divino. Requer a renúnciada vontade própria. A mente deve ser esvaziada das preferênciaspessoais para aceitar o plano de Deus, não importando qual seja. Uma vez conhecido o plano de Deus, não se trata de receberalguma coisa, mas fazer alguma coisa de acordo com a direçãorecebida.A ORAÇÃO DE ENTREGA A oração de entrega fala também de uma atitude do coração.Quando os cuidados, inquietações e pesos nos batem à porta,transferimo-los para o Senhor, que tem condições de levá-los e,então, devemos entrar no descanso da fé. Podemos entregarnossos cuidados, preocupações e a nós mesmos a Deus e gozarSua paz divina (Sl 37:5). Deus é contra a preocupação. Ela nada produz senão stress,esgotamento e morte. Jesus pregou contra ela. Paulo pregou contraela. A Bíblia é contra a preocupação porque ela foi gerada porSatanás. Todo e qualquer fundamento de ansiedade deve sererradicado de nossas vidas (Fl 4:6, 7). O Poder de Deus começa aoperar, quando lançamos nossos cuidados sobre Ele. Aspreocupações apenas bloqueiam essa operação. A entrega dosfardos a Deus traz o descanso (Sl 37:7).ORAÇÃO DE INTERCESSÃO Deus chamou o Corpo de Cristo para o ministério daintercessão por todos os homens (I Tm 2:1-4). Ele está para trazerum grande derramamento do Seu Espírito nestes últimos dias, comgrande demonstração de poder. A oração intercessória é oinstrumento que o Espírito de Deus usará para trazer essederramamento. Somos chamados a interceder porque Deus nada faz na terrasem a cooperação do homem. Deus revela Seus propósitos e Seusservos falam na terra em linha com eles e se tornam osinstrumentos para gerar e dar à luz, pela intercessão, cada umdeles. O homem ainda tem autoridade na terra. Deus o colocounessa posição. Deus busca intercessores: Is 59:16, 17; Jó 9:32, 33;Nm 16:48; Is 64:7. Jesus, o Intercessor provido por Deus: Hb 7:25;Rm 8:34. Ele intercede no céu. O Espírito Santo como Intercessor: 125
  23. 23. A experiência das disciplinas espirituaisRm 8:26. Ele intercede, na terra, de dentro de santuários humanos, NOTASredimidos pelo sangue do cordeiro. Deus precisa hoje de servos na"brecha": Ez 22:30, 31. Intercessão e as "dores de parto": Jr 30:6; Is66:8; Cl 4:19.Elementos Indispensáveis à Intercessão Identificação: Interceder é tomar o lugar de outro e pleitearsua causa como se fosse sua (Ex 32:31, 32). Amor: Rm 5:5. Compaixão: Mt 9:36-38: 14-14; 15:32; 20:34.FORMAS DE ORAÇÃOOração Privada (Mt 6:6): Cada filho tem direito de entrar napresença de Deus com confiança (Hb 4:16) e apresentar suasorações.Oração de Concordância (Mt 18:18-20): A versão Ampliada daBíblia traduz o versículo 19 como "concordarem e harmonizaremjuntos ou fazerem uma sinfonia juntos". "Sinfonia" é quando todosos instrumentos tocam em harmonia. Concordar espiritualmenteenvolve: Concordar com a Palavra de Deus. Tenha a plena convicçãode que a Palavra de Deus é verdadeira e ela será cumprida. Concordância envolve também a mente. Pensar a mesmacoisa. Na mente se trava um campo de batalha e os pensamentosdeverão ser controlados para que estejam em harmonia com Deus ea Palavra. Algo que ajuda a ter uma mente firme é escrever o objetoda concordância. Quando a mente se inclinar para outra direção,leve-a a concordar com a Palavra de Deus. Concordar com o outro crente com quem se ora. Essaconcordância é mais que palavras. É preciso haver harmonia (Mc11:25, 26). Há um poder na concordância (Dt 32:30).Oração Coletiva (At 4:23-31): O corpo orando, em perfeitaconcordância, com o Espírito Santo e a Palavra de Deus. Esse tipode oração tem um tremendo poder (At 5:12).RECURSOS A SEREM USADOS NAS ORAÇÕESOrar a Palavra: Quando oramos a Palavra, já começamos com aresposta (Ts 55:10, 11).Oração no Espírito: (I Co 14:14; Ef 6:18; Jd 20). Em áreasconhecidas pela mente, podemos aplicar a Palavra escrita. Masaqueles que fogem ao nosso conhecimento ou quando não temosconvicção de qual a vontade de Deus, o Espírito Santo vem em 126
  24. 24. A experiência das disciplinas espirituaisnosso auxílio (Rm 8:26, 27)."Gemidos inexprimíveis" significando NOTASliteral: "gemidos que não podem ser expressos por palavrasarticuladas". A oração no Espírito, para além de ser um grandeauxílio em todos os tipos de oração, é uma arma poderosa contra asforças das trevas.ARMA CONTRA AS INTERFERÊNCIAS EM NOSSASORAÇÕES Temos autoridade, dada por Deus, de abrir e fechar (Mt16:19). A vida de oração é uma batalha (Ef 6:10-18). O tempopassado na presença de Deus é como que o "carregar da bateria".Somos supridos para o combate. O inimigo é enfrentado com arma de combate: a Palavra deDeus (Ef 6:17). O inimigo é enfrentado na autoridade e Nome de Jesus, aquem tudo se sujeita (Lc 19:10; Mc 16:17). O inimigo é enfrentado por um poder maior (Mt 12:29). Enfrente o inimigo falando diretamente a Satanás. Exerça suafé na obra do Calvário. Neutralize as forças inimigas para que aresposta às suas orações não seja retida nas "regiões celestes" (Dn10:12-21).ASPECTOS IMPORTANTES DA ORAÇÃO BEMSUCEDIDA Ore ao Pai, em nome de Jesus. Jo. 16:23-24: É o nome deJesus que garante a resposta de Deus. Creia que Deus responde a sua oração. Mc 11:24; I Jo5:14, 15: A oração sem fé não produz resultados. Perdoe a todos que lhe ofenderam. Mc 11:25; Mt 6:14-15:Toda falta de perdão impede a resposta de Deus. Dependa do Espírito Santo em sua vida de oração. Rm8:26, 27; 8:15: Sem o auxílio, não se chega ao trono. Aprenda a orar pelos outros.Ef 6:18. Há uma lei desemeadura e ceifa no reino do espírito. Quando me envolvo com ocorpo, intercedendo por ele, Deus levantará outras pessoas nocorpo para intercederem por mim. Edifique-se a si mesmo, orando no Espírito.Judas 20; I Cor14:4.ORAÇÃO E JEJUMPor que Jejuar e Orar? Por que motivo os cristãos devem algumas vezes deixar acomida, dormida, boas roupas, a vida em família ou outros confortospara dedicarem-se somente à oração? Homens e mulheres usados 127
  25. 25. A experiência das disciplinas espirituaispor Deus em toda a Bíblia, jejuaram: Moisés, Davi, Esdras, NOTASNeemias, Daniel, Paulo... Jesus iniciou seu ministério com 40 diasde jejum. Não há uma ordem na Bíblia para se jejuar, mas Jesusdeixa claro que jejum é parte da vida do cristão, ao dizer: "Quandojejuardes..." (Mt 6:16) “... naqueles dias jejuarão" (Lc 5:34, 35). AIgreja primitiva conhecia a prática do jejum (At 13:2, 3).O Que é o Jejum e a Oração? Não é simplesmente abstinência de alimento ou de algumacoisa. Acima de tudo é colocar Deus no lugar supremo. É colocar aoração em primeiro lugar. Há momentos em que devemos comer e beber com alegria egratidão (Sl 103:2, 5); que devemos dormir (Sl 127:2; 3:5); osprazeres da família devem ser gozados (Hb 13:4; Pv 18:22). Todabênção vem de Deus (Tg 1:7) e deve ser desfrutada, para que porelas Deus seja glorificado. Mas há momentos que devemos voltaras costas para tudo isso e buscar a face do Senhor por algumtempo. Para tanto somos levados a voltar toda a nossa atenção eenergia para o Senhor, orando e esperando em Sua presença. A abstinência pode ser só de comida (Mt 4:2). Mas háocasiões em que o jejum é completo, sem água nem comida (Ester4:16).Há jejuns parciais, em que se come só o indispensável (Dn10:2-3). Às vezes há abstinência do relacionamento sexual entremarido e mulher (Ex 19:14: 15; 1 Co 7:5). O espírito do jejum é umdesejo ardente de estar com Deus em oração, por alguma razãoespecífica, maior que qualquer desejo normal ou lícito. Jejum significa persistência em oração. Podemos orarfreqüentemente, mas não oramos muito. Separar um tempo parajejum e oração é dispor-se a um sério trabalho com umapersistência que não aceitará a negação. A oração persistente, quedeixa tudo mais e dá a Deus o devido lugar, freqüentementeenvolve o jejum. Jejum é uma deliberação de remover todoobstáculo à oração (Hb 12:1,2). Jejuar é simplesmente colocar delado todo peso e todo emprego que impede nossas orações. O jejum manifesta a intensidade de um desejo, a grandeza deuma determinação e da fé. O jejum, pois, revela o fervor e aseriedade da busca da resposta à oração.Motivos que Levaram as Pessoas a Jejuar (No VelhoTestamento) • Busca de auxílio em tempo de aflição (Sl 50:15). • Josué e os anciãos de Israel diante da derrota em Ai (Js7:6). • As tribos de Israel, quando a tribo de Benjamim foi contraelas (Jz 20:26). • Ester, Mordecai e os judeus, quando ameaçados dedestruição (Et 4:16). • Esdras, quando temeu os inimigos no deserto (Es 8:21-23). • Confissão de pecados (I Sm 7:6; Jn 3:5-8). • Oração por cura (II Sm 12:16, 21,22). 128
  26. 26. A experiência das disciplinas espirituais • Contrição e quebrantamento (I Rs 21:27). NOTAS • Intercessão (Ne 1:4; Dn 9:2, 3-19). • Por revelação (Dn 10).O jejum no Novo Testamento Não há uma única ordem no Novo Testamento para a Igrejajejuar. Também não há normas estabelecidas. No entanto, pareceque o jejum é algo que faz parte da vida normal do povo. Os judeusjá eram dados ao jejum semanal e os fariseus jejuavam duas vezespor semana. Jesus jejuou após o batismo (Mt 4:2; Lc 4:2). Ele passavanoites em oração e, ao que parece, sem comer. Mas não praticavao tipo de jejum dos fariseus ou mesmo de João Batista. Ele deixou,contudo, ensinos sobre o jejum. Lucas 5:33-35: Haveria um tempo, depois da Sua partida, emque os discípulos jejuariam. Há tempos em que o jejum não se faznecessário. Ver ainda Mateus 17:21. O jejum deve ser ao Senhor, sem a motivação deimpressionar (Mt 6:16-18). "Quando jejuardes". Está implícito quejejum era uma prática indiscutível. Talvez por essa razão não hajanenhum mandamento para que se jejue.Razões bíblicas para o crente jejuar O jejum põe a carne sob sujeição e ajuda na disciplina. Masele nada altera a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois domeu jejum. O benefício do jejum é para mim, pois me ajuda a estarmais sensível ao Espírito de Deus. Quando uma necessidade de esperar mais em Deus surge, eo Espírito Santo nos impele a jejuar, esse é o tempo para tal. ONovo Testamento não estabelece um programa de jejum. O cristãoé "guiado pelo espírito" (Rm 8:16) e é Ele quem vai mostrar por quê,como e quando jejuar. Jejuar fora da liderança do Espírito nãopassa de auto-punição. Jejuar com o propósito de ministrar aoSenhor. Um tempo de comunhão sem qualquer interrupção (At13:2).DISCIPLINAS DAS ESCRITURAS É de fundamental importância que valorizemos oconhecimento da Palavra de Deus e da autoridade que nos édispensada, através desse conhecimento, daí a necessidade detrazê-la para as nossas vidas. Precisamos nos encher da Palavra sequeremos receber a viva revelação que gera fé. Esse é umresultado totalmente espiritual que colheremos se tão somenteaprendermos a buscar ao Senhor nas Escrituras. Mas comopodemos fazer isso? Há basicamente cinco modos de adquirir umconhecimento sólido da Palavra de Deus. Ouvir Ler 129
  27. 27. A experiência das disciplinas espirituais Estudar NOTAS Memorizar MeditarDisciplina do Ouvir a Palavra Começamos a aprender a Palavra, e a saber sobre Deus,primeiro através do ouvir. Ouvir a Palavra é uma parte importante docrescimento cristão. Ouvimos aos mestres, de Deus, quando nosexplicam a Palavra. Jesus disse: “Quem tem ouvidos (para ouvir),ouça”, Mateus 11:15. Seis vezes, nos capítulos 2 e 3 do Livro doApocalipse, somos instados pelo Espírito de Deus a ouvir o queDeus está dizendo: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito dizàs igrejas. Ao vencedor dar-lhe-ei que se alimente daárvore da vida que se encontra no paraíso de Deus”,Ap.2:7. Paulo nos diz que nossa fé vem pelo ouvir aPalavra de Deus. “E Assim, a fé vem pela pregação e a pregaçãopela palavra de Cristo”, Romanos 10:17. Contudo, sóouvir não é suficiente, porque retemos somente de 5 a10 por cento do que ouvimos.Disciplina do ler a Palavra Moisés instruiu os líderes a lerem a lei de Deus todos osdias de suas vidas.“E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da suavida, para que aprenda a temer ao Senhor seu Deus, afim de guardar todas as palavras desta lei, e estesestatutos, para os cumprir”, Deuteronômio 17:19. Essapassagem dá-nos três razões pelas quais devemos lera Bíblia diariamente: Para aprender a temer ao Senhor Para guardar todas as Palavras de Sua Lei Para praticá-la Paulo ordena a Timóteo: “Até à minha chegada, aplica-te àleitura, à exortação, ao ensino”, I Timóteo 4:13. E João diz quesomos abençoados, se lemos e guardamos a Palavra de Deus. “Bem-aventurados aqueles que lêem e aquelesque ouvem as palavras da profecia e guardam ascousas nela escritas, pois o tempo está próximo”,Apocalipse 1:3. Muitos nunca leram a Bíblia de Gênesis à Apocaplise. Dealgum modo, a leitura bíblica não faz parte de suas vidas. Não é deadmirar que eles não tenham domínio melhor da Palavra de Deus. 130
  28. 28. A experiência das disciplinas espirituaisSe você ler três capítulos por dia e quatro no domingo, vai NOTAScompletar a Bíblia toda num ano. Contudo, ler também não ésuficiente, porque, após 72 horas, retemos somente 30 por cento doque lemos.Disciplina do estudo da Palavra Paulo elogiou os crentes Bereanos porque eles nãoaceitavam simplesmente o ensino de alguém, mas iam verificar porsi próprios nas Escrituras. “Ora, estes de Beréia eram mais nobres que osde Tessalônica; pois receberam a palavra com toda aavidez, examinando as Escrituras todos os dias paraver se as cousas eram de fato assim”, Atos 17:11. Há quatro ingredientes básicos para um bom programa deestudo bíblico: Investigação pessoal, regular e consistente. Isto significanão só ouvir sobre as descobertas de alguém, mas descobrir por simesmo verdades bíblicas. Esboçar os livros enumerando: Título, versículo chave, data,observações, dificuldades Fazer uso de uma chave bíblica Pesquisar em livros de conteúdo bíblico. Aqui está o pontocrítico. Devemos tomar o que estudamos e começar a colocar emprática especificamente em nossas vidas. Só quando começamos a estudar a Bíblia por nós mesmosque começamos a crescer e a amadurecer. Ao aprendermos acavar os tesouros ocultos da Palavra, teremos alimento espiritualpara alimentar a outros. “E se clamares por inteligência, e porentendimento alçares a tua voz, se buscares asabedoria como a prata, e como tesouros escondidosa procurares, então entenderás o temor do Senhor, eacharás o conhecimento de Deus. Porque o Senhor dáa sabedoria, da sua boca vem a inteligência e oentendimento”.Pv 2:3-6. Contudo até mesmo estudar não é suficiente, porquesó retemos 30 a 50 por cento do que estudamos. O propósito dasDisciplinas Espirituais é a total transformação da pessoa. Elas visama substituir os velhos e destruidores hábitos de pensamento pornovos hábitos vivificadores. Em parte alguma, este propósito é vistomais claramente do que na Disciplina do estudo. O apóstolo Paulodiz que o modo de sermos transformados é mediante a renovaçãoda nossa mente (Romanos 12:2). A mente é renovada aplicando-sea ela as coisas que a transformarão. “Finalmente, irmãos, tudo oque é verdadeiro, tudo o que é respeitado, tudo o que é justo, tudo oque é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se 131
  29. 29. A experiência das disciplinas espirituaisalguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o NOTASvosso pensamento’’. Assim, devemos regozijarmo-nos, pois nãoestamos por conta de nossos próprios inventos, mas recebemoseste recurso da graça de Deus para a transformação de nossadisposição interior. Muitos cristãos permanecem em sujeição a temores eansiedades simplesmente porque não se beneficiam da Disciplinado estudo. Talvez sejam fiéis em sua freqüência à igreja e sejamdesejosos de cumprir seus deveres religiosos, mas ainda não estãosendo transformados. Não estou aqui falando dos que manifestammeras formas religiosas, mas dos que verdadeiramente buscamadorar e obedecer a Jesus Cristo como Senhor e Mestre. Talvezcantem com prazer, orem no Espírito, vivam tão obedientementequanto sabem, até mesmo recebam visões e revelações divinas;não obstante, o tom de suas vidas permanece inalterado. Por quê?Porque nunca se dedicaram a uma das principais formas que Deususa para nos mudar: o estudo.O Que é o Estudo? O Estudo é um tipo específico de experiência em que,mediante cuidadosa observação, levamos o pensamento a movernuma determinada direção. Por exemplo, tomemos o estudo de umlivro. Vemo-lo, sentimo-lo.À medida que o estudamos, nossospensamentos assumem uma ordem que se conforma à do livro.Quando feito com concentração, percepção e repetição, formam-sehábitos arraigados de pensamento. O Antigo Testamento instrui no sentido de as leis seremescritas nas portas e nos umbrais das casas, e atadas aos punhos,de sorte que “estejam por frontal entre os vossos olhos”,(Deuteronômio 11:18). A finalidade dessa instrução era dirigir amente de forma repetida e regular a certos modos de pensamentoreferentes a Deus e às relações humanas. Evidentemente, o NovoTestamento substitui as leis escritas nos umbrais das casas por leisescritas no coração, e nos leva a Jesus, nosso Mestre interior esempre presente. Devemos entender, uma vez mais, que os arraigadoshábitos de pensamento que se formam, conformar-se-ão à ordemda coisa que está sendo estudada. O que estudamos determina quetipos de hábitos devem ser formados. Por isso é que Paulo insistiaem que nos ocupássemos das coisas que são verdadeiras,respeitáveis, justas, amáveis e de boa fama. O processo que ocorre no estudo deve distinguir-se dameditação. Esta é devocional; o estudo é analítico. A meditaçãosaboreará a palavra; o estudo, a explicará. Embora a meditação e o estudo muitas vezes sesuperponham e funcionem concorrentemente, constituem duasexperiências distintas. O estudo proporciona determinada estrutura 132
  30. 30. A experiência das disciplinas espirituaisobjetiva dentro da qual a meditação pode funcionar com êxito; ele NOTASenvolve quatro passos.Quatro passos O primeiro é a repetição. A repetição é uma forma decanalizar a mente, de modo regular, numa direção específica,firmando assim hábitos de pensamento. A repetição desfruta, hoje,de certa má fama. Contudo, é importante reconhecer que a purarepetição, mesmo sem entender o que está sendo repetido, emrealidade, afeta a mente interior. Hábitos arraigados de pensamentopodem ser formados apenas pela repetição, mudando assim ocomportamento. Esse é o princípio lógico central dapsicocibernética, que treina o indivíduo para repetir certasafirmações regularmente (por exemplo, amo a mim mesmoincondicionalmente). Nem mesmo é importante que a pessoa creianaquilo que está repetindo; basta que seja repetido. A mente interior é assim treinada, e afinal responderámodificando o comportamento para conformar-se à afirmação.Naturalmente, este princípio tem sido conhecido durante séculos,mas só em anos recentes recebeu confirmação científica. É por isso que as programações de televisão têm tantaimportância. Com inumeráveis crimes cometidos todas as noites nohorário nobre da TV, a sua própria repetição treinará a menteinterior em padrões de pensamento destruidor. A concentração é o segundo passo no estudo. Se além deconduzir a mente repetidas vezes ao assunto em questão, a pessoaconcentrar-se no que está sendo estudado, a aprendizagemaumenta sobremaneira. A concentração centraliza a mente. Elaprende a atenção na coisa que está sendo estudada. A mentehumana tem capacidade incrível de concentrar-se. Ela está a todoinstante recebendo milhares de estímulos, cada um dos quais capazde armazenar-se em seus bancos de memória enquanto seconcentra nuns poucos apenas. Esta capacidade natural do cérebroaumenta quando, com unidade de propósito, concentramos nossaatenção num desejado objeto de estudo. Quando, não apenas de maneira repetida, canalizamos amente num determinado sentido, concentrando nossa atenção noassunto, e entendendo o que estamos estudando, atingimos umnovo nível. A compreensão é, pois, o terceiro passo na Disciplinado estudo; ela leva à introspecção e ao discernimento; tambémprovê a base para uma verdadeira percepção da realidade. Há necessidade de mais um passo: a reflexão. Embora acompreensão defina o que estamos estudando, a reflexãodetermina o seu significado. Refletir sobre os acontecimentos denosso tempo ruminá-los, são atos que nos levam à realidade interiordesses acontecimentos. A reflexão faz-nos ver as coisas daperspectiva de Deus. Na reflexão, chegamos a entender, não 133
  31. 31. A experiência das disciplinas espirituaissomente a matéria de nosso estudo, mas a nós mesmos. Jesus NOTASfalou muitas vezes dos ‘‘ouvidos que não ouvem e dos olhos quenão vêem’’. Quando ponderamos o significado do que estudamos,chegamos a ouvir e ver as coisas de maneira nova. Logo se torna óbvio que o estudo demanda humildade. Istonão acontece enquanto não estivermos dispostos a sujeitar-nos àmatéria que estudamos. Devemos submeter-nos ao sistema.Devemos vir como aluno, não como professor. O estudo não sódepende diretamente da humildade, mas é conducente a ela. Aarrogância e o espírito dócil excluem-se mutuamente. Todos nós conhecemos indivíduos que seguiram algumcurso de estudo ou alcançaram algum grau acadêmico, quealardeiam seus conhecimentos de modo ofensivo. Devemos sentirprofunda tristeza por tais pessoas. Elas não entendem a DisciplinaEspiritual do estudo. Confundem o acúmulo de informações comconhecimento. Equiparam verborragia com sabedoria. Que tragédia!O apóstolo João definiu vida eterna como o conhecimento de Deus.“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deusverdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3). Mesmoum toque deste conhecimento experimental é suficiente para dar-nos um profundo senso de humildade.Disciplina do memorizar a Palavra Em Deuteronômio, somos ordenados por Deus a memorizarSuas Palavras. ‘‘Ponde, pois, estas minhas palavras no vossocoração e na vossa alma; atai-as por sinal na vossamão, para que estejam por frontal entre os vossosolhos’’, Deuteronômio 11:18. A Palavra de Deus escondida em nossos corações prometeguardar-nos do pecado. “Guardo no coração as tuas palavras, para nãopecar contra ti”, Sl. 119:11. “No coração tem ele a lei do seu Deus; os seuspassos não vacilarão”, Sl. 37:31. Deus promete que, se escondermos Suas Palavras emnossos corações, o Espírito Santo vai ajudar-nos a usá-lasefetivamente.“Inclina o teu ouvido e ouve as palavras dos sábios, eaplica o teu coração ao meu conhecimento. Porque é cousa agradável os guardares no teucoração, e os aplicares todos aos teus lábios”,Provérbios 22:17-18. O grande valor da memorização das Escrituras é queretemos 100 por cento do que memorizamos. Ao enchermos nossamente consciente com a Palavra, ela começa a mudar de fato todoo nosso processo mental. 134
  32. 32. A experiência das disciplinas espirituais Na Tradução Phillips, Romanos diz: “Não deixe que o NOTASmundo ao seu redor comprima-o em seu molde, mas deixe queDeus remodele sua mente de dentro para fora”, Romanos 12:2. É exatamente o que acontece quando permitimos quenossas mentes sejam enchidas com a Palavra de Deus. Além deusar a Palavra em nossas vidas pessoais, Deus também diz que Elevai usar a Palavra memorizada em nós para ministrar a outros. “Assim será a palavra que sair da minha boca;não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz,e prosperará naquilo para que a designei”, Isaías55:11. Dicas práticas para memorizar: • Escolha uma hora em que sua mente esteja livre. • Leia e estude o contexto do versículo. • Inclua a referência e o tópico ao memorizar. • Memorize por frases.Disciplina da Meditação Deus ordena a Josué que medite na Palavra de Deus. “Não cesses de falar deste livro da lei; antesmedita nele dia e noite, para que tenhas cuidado defazer segundo a tudo quanto nele está escrito; entãofarás prosperar o teu caminho e serás bem sucedido”,Josué 1:8. Davi diz que alguém que medita será como árvore viçosa. “Antes o seu prazer está na lei do Senhor, e nasua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvoreplantada junto a corrente de águas que, no devidotempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; etudo quanto ele faz será bem sucedido”, Salmos 1:2-3. Meditação não é colocar a mente num ponto neutro edeslizar para um estado de semi-consciência. É pensamentoprolongado dirigido para um único objetivo. Um dicionário bíblicorelaciona-a ao ruminar de uma vaca. Meditação é como digestão.Ou é como passar uma luz através de um prisma, onde osdiferentes raios de luz são refratados e separados.BibliografiaCompilado e Adaptado de:Ministério palavra da fé. Apostila - Valnice Milhomens CoelhoEscola Internacional de Ministérios São Paulo – Apostila 135

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