Irá a alemanha apagar.

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Irá a alemanha apagar.

  1. 1. Irá a Alemanha “apagar” por causadas “energias renováveis”?16, janeiro, 2013 Sem comentários Morbach: experiência válida para pequenas aldeias. Mas, e as grandes cidades? Luis DufaurNa pequena e simpática cidadinha de Morbach, na região de Hunsrück, 14 turbinas eólicas,quatro mil metros quadrados de painéis solares e uma estação de biogás – tudo instaladonuma antiga base militar – produz o triplo da eletricidade de que a comunidade precisa.Morbach é apresentada como o modelo de uma Alemanha sem usinas nucleares, as quaisserão desativadas na sua totalidade em alguns anos, comentou a revista “Der Spiegel”,ecoadapela agência Presseurop.O plano de energias alternativas renováveis ajudaria a combater o “aquecimento global”,tornaria o país independente do petróleo árabe e das chantagens da Rússia, além de exorcizaros medos de acidentes nucleares.
  2. 2. Morbach: do pequeno sucesso local ao sucesso nacional há muito percurso a fazerO plano marcaria quase o fim dos combustíveis fósseis – carvão, petróleo e gás – usados nosúltimos dois séculos.O plano é muito atraente e “politicamente correto”.Porém, a realidade está chiando e o governo tampa os ouvidos.Os custos serão formidáveis e aAlemanha pode ficar aleijada energeticamente, com suapoderosa indústria condenada a fechar ou migrar.Apesar dos conhecimentos e tecnologia atuais, a energia solar ainda é caríssima.Onde está o sol no outono e no inverno alemão?Os alegres ambientalistas não pensaram nisso? As eólicas suscitam a antipatia crescente dapopulação porque poluem intensamente a paisagem e são muito barulhentas para osmoradores locais.Além do mais, é preciso procurar muito longe ventos com a quantidade e força necessáriaspara torná-las viáveis.A necessidade obriga a ir até os países nórdicos e o próprio Mar do Norte.Eolo é um deus caprichoso que sopra quando quer, deixando por vezes em apuros os mais
  3. 3. sisudos climatólogos.O que fazer quando o deus dos ventos dormita?Tudo se passa como se jamais tivesse ocorrido aos militantes do ambientalismo a existênciadessa evidência primeira. Para eles, o clima funciona como o ar condicionado: basta apertarum botão. Ou dar um clique no mouse.O plano prevê a produção e acumulação de energia extra para as horas ou épocas emque Eolo ou Hélios não trabalhem.Prevê-se bombear grandes quantidades de água em depósitos elevados nos momentos que háexcesso de energia. Quando as forças naturais decidirem parar, então se faz descer a águapara por em movimento geradores hidráulicos.Mas eis um “pequeno detalhe” assaz importante: a Alemanha não tem superfície para essesdepósitos de água. Os teóricos de gabinete mostraram nem conhecer a natureza e a geografiade seu país. Der Spiegel: “O sonho caro de energia limpa”Para que funcione o belo e imenso plano, será preciso construir auto-estradas de energia –as linhas, as estações de comutação e transformação –, que custarão entre 40 a 53 bilhões deeuros apenas nos próximos dez anos. Como se a Europa não estivesse em crise!Em consequência, os estrategistas da RWE, a maior empresa alemã de energia, prevêemque o preço da energia vai subir 400% nos próximos 25 anos.Acresce-se que é impossível calcular os custos exatos darevolução da energia verde nospróximos 40 anos.E os militantes verdes parecem dispostos a dificultar os trâmites de aprovação dos projetos,promover disputas judiciais e protestos públicos, além de sabotagens ilegais por parte dos maisextremistas.Os operadores de painéis solares recebem um subsídio muito acima do preço demercado da eletricidade.Quer dizer, entre 60 e 80 bilhões de euros nos últimos dez anos para cobrir apenas1,1%das necessidades de energia elétrica da Alemanha.E isso malgrado a Alemanha dispor por si só das instalações de células fotovoltaicas com umacapacidade equivalente à de todas as demais instalações repartidas pelo mundo.A realidade e a geografia obstaculizam o utópico sonho.Outro problema é que sendo a Alemanha muito povoada, e seu último metro quadrado
  4. 4. aproveitado a fundo, ela não dispõe mais dos territórios onde instalar os caríssimos e até hojepouco produtivos painéis solares.Também quase não lhe resta mais espaço terrestre para as turbinas produtoras de energiaeólica. Bonito parque de energia solar em Erlasee. Mas, a Alemanha não tem o sol que o plano exigeSó fica o alto mar, onde os ventos são mais constantes, mas onde os custos de construção sãomuito mais caros.O governo estima que a expansão ao alto mar custará entre 75 e 100 bilhões de euros até2030, e confessa que os riscos de investimento são “difíceis de calcular”.Ou seja, serão muito maiores.E a conta não pára de aumentar.As auto-estradas de eletricidade para trazer a energia eólica do Mar do Norte custarão,segundo a Comissão Europeia, mais outros 500 bilhões de euros.E será preciso investir ainda mais 50 bilhões para trazer energia solar do sul docontinente.
  5. 5. Parque de energia eólica da Siemens no Mar do Norte. E se o vento não soprar?Até 2050, o governo planeja um gigantesco crescimento do uso de biomassa: entre 13 a 17vezes mais do que hoje.Para isso, seria preciso converter muitos milhões de hectares de terra para a produção deenergia.O resultado seriam monoculturas de milho ou colza, que ameaçariam a “sustentabilidadeecológica”.E o quebra-cabeça – ou talvez o “quebra-Alemanha” – não faz senão começar.A indústria é a maior consumidora de energia: um quarto da eletricidade e do gás daAlemanha. A indústria pesada emprega cerca de 875 mil trabalhadores.No horizonte das “novas energias alternativas”, o presidente do conselho de administração daBASF, Jürgen Hambrecht, teme uma “lenta desindustrialização da Alemanha”.As empresas se deslocam para onde é mais barata a energia e menor a hostilidadeambientalista.Leia-se: fugirão para o exterior, deixando exércitos de desempregados em territórioalemão.As energias renováveis demonstraram até agora ser viáveis só em pequenas localidades.
  6. 6. Verdes contra energia nuclearPara os ambientalistas radicais, o futuro será só o de pequenos grupos vivendo apenas do queproduz a terra de sua comunidade e algum artesanato de tipo mais bem hippie. E mais nada.Ou seja, é a sentença de morte contra a indústria alemã atual.O custo da revolução verde será astronômico e talvez incontrolável para a indústria.O investimento indispensável pode ser muito maior do que se imagina.Entrementes, a grande indústria é diabolizada pelo ambientalismo radical: se ela vai para afalência, que se dane!Se isso acontecer, a Alemanha não será mais a potência que é hoje.Diminuída, empobrecida, com grandes contingentes populacionais desempregados,desvalorizados e substituídos por islâmicos, talvez ela não seja mais reconhecível no futuro.Uma grande nação cristã poderá se apagar assim da história, para regozijo da “religião”ambientalista anticristã. Seria um crime inaceitável.

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