06 poluicao visual

181 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
181
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

06 poluicao visual

  1. 1. Página | 50 ISSN 1983-4209 – Numero 2- Volume 2 – 2008.2 POLUIÇÃO VISUAL: QUE MAU ISSO FAZ?José Ednaldo Feitoza da Silva1; Ivan Coelho Dantas2RESUMOA publicidade visual, sempre de forma inocente, é uma atividade que vem sendo considerada a maisnova ação humana que causa impactos ambientais no centro urbano. Essa atividade produz achamada poluição visual, ou seja, é potencialmente poluente, pois causa danos à saúde dapopulação e provoca vicissitudes ao ambiente das cidades. Tem-se como objetivo aqui, analisar essetipo de poluição, como e por quem é causada, quais são seus efeitos sobre o ambiente urbano e emsuas extensões. Ainda analisou-se a opinião de pessoas de diversos bairros da cidade de CampinaGrande – PB, com intuito de saber como os cidadãos encaram o excesso de publicidade e o que elespensam sobre a prática de publicidade política partidária que suja a cidade e qual o papel que poderpúblico municipal deve exercer no controle da poluição visual na cidade. Para efetivação dessatarefa, visitou-se diversos áreas do município e foram feitos registros do constatado por meio deanotações e fotografias do material publicitário que era exibido em ruas, avenidas, logradourospúblicos, casas comerciais, bares, restaurantes, lojas, padarias, shopping center, etc. Para ouvir aopinião das pessoas da cidade foi feita uma pesquisa em forma de enquête, na qual as pessoasrespondiam sim ou a cada pergunta marcando um x na resposta escolhida. As perguntas eramdirigidas especialmente a questões relativas a problemática da publicidade excessiva através deoutdoors, banners, cartazes, letreiros, pichações, luminosos etc. De acordo com o apurado in lococonstatou-se que há uma degeneração da paisagem urbana em Campina Grande, ocupação dosespaços públicos e terrenos diversos pelos outdoors, escondendo a paisagem natural da cidade,recobrimento das fachadas das residências, de prédios públicos e históricos, modificando aarquitetura original e disfigurando-a de forma a perder a identidade de patrimônio. O excesso deplacas cartazes polui a cidade e interfere na qualidade de vida desse município, como ocorre nasgrandes metrópoles, causando problemas de saúde a diversas pessoas que residem ou que visitam asáreas afetadas pela poluição visual. Nos relatos da pesquisa aplicada, muitos entrevistados dizem játer sofrido algum mal em sua saúde ao ter contato visual com o excesso de publicidade encontradona cidade.UNITERMOS: Publicidade Visual; Saúde.ABSTRATVISUAL POLLUTION: WHAT IS THIS BAD?The advertising visual, always so innocent, is an activity which is considered the youngest humanaction that causes environmental impacts in the urban center. This activity produces the visualpollution, is potentially polluting because damage peoples health and the environment causesvicissitudes of cities. It is the goal here, considers this type of pollution, how and by whom iscaused, what are its effects on the urban environment and its extensions. Also examined are theviews of people from various districts of the city of Campina Grande - PB, with a view of howcitizens perceive the over-advertising and what they think about the practice of party politicaladvertising that dirty the city and what role that municipal authorities should exercise control ofvisual pollution in the city. To accomplish this task, was visited several areas of the municipalityand the records were found using notes and photographs of the material that was displayed in1 Biologo, Prefeitura Municipal de Campina Grande-PB;2 Farmacêutico, MSc, Departamento de Biologia, /CCBS/UEPB, ivancd@gmail.com
  2. 2. Página | 51 ISSN 1983-4209 – Numero 2- Volume 2 – 2008.2streets, avenues, public designations, commercial houses, bars, restaurants, shops, bakeries,shopping center, etc.. To hear peoples views of the city was made a search in the form of a surveyin which people answered yes to each question mark or an x in the answer chosen. The questionswere directed specifically to issues concerning the problem of excessive advertising throughbillboards, banners, posters, signs, graffiti, lights etc. According to the spot it found that there is adegeneration of the urban landscape in Campina Grande, occupation of public spaces and land forvarious outdoors, hiding the natural landscape of the city, covering the facades of houses, of publicbuildings and historical, modifying the original architecture and disfigured it in order to lose theidentity of assets. Excess cards posters pollutes the city and interferes with quality of life of thiscity, as happens in large cities, causing health problems to several people who live or who visit theareas affected by the visual pollution. In reports of applied research, interviewed many say hassuffered some harm in their health to have visual contact with the excess of advertising found in thecity.UNITERMS: impacts, urban landscape,INTRODUÇÃO Viver no espaço urbano requer uma luta diária contra os mais diversos problemas que sãocriados pelo o homem civilizado. Entre os muitos problemas destaca-se a poluição ambiental quepode ser considerado um empecilho ao desenvolvimento e para melhoria da qualidade vida nacidade. Criar novos rumos para se tentar reverter a atual situação enfrentada pelo cidadão, nasurbes, tem sido e continuará a ser um grande desafio para os especialistas que trabalham comprojetos de urbanização. De acordo com Oliveira (2003) questões como: uso do solo, invasões,conformação urbana, sinalizações, mobiliário urbano e infra-estrutura urbana são tambémresponsáveis pela ação poluidora. O espaço urbano tem sido usado de forma impensada, sem planejamento, distribuída demodo irregular, onde os mais diversos empreendimentos fazem uso do solo urbano e transformamesse espaço numa confusão entre arranha-céus, edificações diversas bem como a utilização depublicidade indiscriminada. Desde a formação da sociedade de consumo, urgido no seio do sistema capitalista, com aexpansão econômica e a valorização da oferta de produtos e serviços, pelos mercados, apareceu,assim, a necessidade de oferecer esses produtos e serviços cada vez mais a um número maior deusuários, por meio da publicidade, no intuito de “seduzir” a população. Criou-se, assim, oconsumidor, principal destinatário das mensagens “sedutoras” das dádivas da modernização dosbens duráveis, não-duráveis e de serviços que complementam a vida social da estimada e emergentesociedade de consumo Bastos (2002), citado por Oliveira (2003), coloca-nos bem essa questão emsua citação: “Nos pequenos vilarejos,...., as igrejas eram identificadas pela sua arquitetura, osacessos aos prédios públicos eram conhecidos por todos. Os poucos elementos de sinalização doscomerciantes comunicavam simples mensagens. À medida que as sociedades foram se tornandocomplexas, as cidades foram crescendo e as necessidades de comunicação foram também seampliando...” A publicidade tem um papel muito forte na venda de informações, porém, se adeqüa,também, de forma eficaz, na oferta de melhor qualidade vida, por meio de produtos e serviços queprometem proteção, segurança, eficácia e ajudam resolver problemas do dia a dia. As formas depublicidade variam de acordo com o poder aquisitivo do anunciante e do consumidor e, ainda, coma qualidade e tipo de produto e serviços oferecidos, entre outros fatores. Com aumento dapopulação, crescem as formas de comercialização e surge concorrência no mercado, para isso, háuma maior investidura das empresas em propagandas para chegar ao maior número possível declientes. Dessa forma, a propaganda indiscriminada pode criar diversos problemas à população,esses problemas podem ser, entre outros, de cunho social, devido o consumismo desvairado, e
  3. 3. Página | 52 ISSN 1983-4209 – Numero 2- Volume 2 – 2008.2ambiental, relativo à produção excessiva de poluentes, seja por meio de resíduos sólidos eresultantes da atividade publicitária e ainda por liberação excessiva de energia. Entre as formas deenergias liberadas em excesso estão: a energia sonora, que causa a poluição sonora, a energialuminosa, além produção indiscriminada de publicidade que provoca um outro tipo de poluição,conhecida como poluição visual. Portanto, essas atividades humanas geram prejuízos à natureza e,por conseqüência, ao próprio ser humano. As mais variadas formas de agressões ambientais afetam diretamente ou indiretamente o serhumano, de forma que o prejuízo provocado pode a curto ou alongo prazo, na maioria das vezes asagressões podem ser irreversíveis, como é o caso dos problemas da poluição sonora que pode causarsurdez temporária ou definitiva e até levar a problemas mentais. Já a poluição visual, ao contráriodo que muitos pensam, pode causar danos como perda visual temporária ou definitiva, pois aexposição da visão por muito tempo a reflexos de fontes luminosos (luzes, aparelhos de TV,monitores de vídeo, etc.) tem motivos para muitos diagnósticos de perda e/ou problemas de visão. Oexcesso de letreiros, fotografias, banners que são colocados em outdoors, faixas, cartazes, placas,avisos, murais, panfletos entre outros, são responsáveis pelo cansaço visual, chegam provocarcefaléia, irritação, estresse, sonolência, inquietação, cansaço e até distração nas ruas e avenidas,sendo muitas vezes, essa distração, responsável por acidentes graves envolvendo veículosautomotores, pedestres, motoristas e passageiros. A legislação que disciplina a publicidade com anúncios visuais é muito restrita, emcomparação com legislação que regula a poluição sonora, dessa forma, as técnicas empregadaspelas empresas de marketing publicitário não levam em conta a saúde do cidadão, desprezando oator principal para o sucesso da sua produção, o consumidor. Esse trabalho teve como objetivo avaliar os impactos causados pela poluição visualproduzida pelo excesso de publicidade na Cidade Campina Grande – PB, visando despertar umavisão crítica sobre esse tipo de poluição que afeta, de forma sutil, a população.CONCEITO GERAL DE POLUIÇÃO A poluição visual, como todo tipo de poluição, é uma forma de agressão a o ambiente,provocando danos e aos seres vivos que resida ou freqüente esse ambiente. A Legislação vigente fazreferência ao termo poluição e descreve as causas que classifica determinada ação como efeitopoluidor. Como parte essencial da faculdade da União de legislar sobre o tema em pauta está adefinição do que é poluição, definição esta expressa pelo inciso III do art. 3º da Lei nº. 6.938, de 31de agosto de 1981:“Art. 3º Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por:“III - poluição, a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ouindiretamente:a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população;b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;c) afetem desfavoravelmente a biota;d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente;e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos;” (LEI Nº.6.938/81, que “dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente) (CONAMA – 1981). Como a poluição visual não emite matérias apenas energia, quando se trata de publicidadeque se utilizam efeitos luminosos. Parodiando a definição de poluição ambiental, podemos dizer que Poluição Visual é o limitea partir do qual, o meio não consegue mais digerir os elementos causadores das transformações emcurso, e acaba por perder as características naturais que lhe deram origem. No caso, o meio é avisão, os elementos causadores são as imagens, e as características iniciais, seria a capacidade domeio de transmitir mensagens (Vargas & Mendes, 2006).
  4. 4. Página | 53 ISSN 1983-4209 – Numero 2- Volume 2 – 2008.2A PUBLICIDADE E A POLUIÇÃO VISUAL A poluição visual é produzida por excessivas fontes de publicidades que podem modificar apaisagem nas cidades, causando transtornos à saúde mental das pessoas que vivem ou trafegam navia urbana. Por outro lado, os prédios e monumentos históricos perdem sua importância, pois ficamescondidos devido a exposição em excesso de materiais publicitários. Para Moreira (2000) a poluição visual, por sua vez, está ligada à exploração do espaçourbano pela publicidade. Outdoors, placas, cartazes, banners, painéis eletrônicos, faixas, tabuletas eluzes ocupam o horizonte visual, causando cansaço e irritabilidade entre as pessoas que circulamdiariamente na cidade.POLUIÇÃO E CONSCIÊNCIA POLÍTICA Além da publicidade cotidiana, produzida pelo comércio, existe a publicidade temporária,feita para um determinado tempo, a exemplo da propaganda eleitoral. Os cartazes com fotos, nomese números de candidatos sempre surgem colados em paredes ou muros residenciais, em postes deiluminação pública, ao lado de placas de utilidade pública, como é caso dos sinais de trânsito,causado grandes confusões a motoristas e pedestres. Apesar de a Justiça Eleitoral exercer um fortecontrole sobre esse tipo publicidade, vivencia-se, ainda, a violação das normas que regem a Lei quedisciplina a publicidade eleitoral.MATERIAIS UTILIZADOSABORDAGEM METODOLÓGICA A metodologia aplicada foi um levantamento in loco, com coleta de dados em doismomentos: no primeiro momento, foram visitadas diversas áreas da cidade de Campina Grande –PB, principalmente as avenidas, ruas e logradouros públicos para levantamento de tipos decomerciais visuais e como são instalados nos locais. A escolha dos locais foi devido a dois fatorespreponderantes como maior confluência populacional e onde ocorre a maior aposição de materiaispublicitários. Para identificação desse material publicitário, que ocupa os espaços públicos utilizou-se a observação e o registro por meio de fotografias. Concomitantemente, durante o período delevantamento de dados, várias incursões à web foram feitas no intuito de atualização com novasinformações sobre novos fatos e trabalhos acerca do tema poluição visual no mundo. No segundo momento, aplicou-se um questionário, em forma de enquête, junto a moradoresde diversos bairros da cidade de Campina Grande, tendo como objetivo conhecer a opinião e o queessas pessoas entendem sobre a poluição visual. O questionário consta de 08 (oito) perguntasobjetivas com resposta de sim ou não. Em seguida, o entrevistado responde qual é sua profissão, obairro onde mora e o grau de instrução (conforme modelo no anexo I). No tratamento dos resultadosdos questionários deverá aparecer a porcentagem de entrevistados, dos bairros onde moram. Outrofator importante no levantamento é o conhecimento que a população já dispõe sobre o problema quea poluição visual venha a causar e como se deve tratar o problema.RESULTADOS E DISCUSSÃODO DIAGNÓSTICO Campina Grande é uma cidade localizada na região do Planalto da Borborema, a 128 km dacapital, João Pessoa, com uma população de 365 mil habitantes, tendo a principal fonte de rendaadvindas principalmente da indústria e do comércio. A indústria, por sua vez, utiliza-se de formaacanhada na publicidade visual, sendo essa prática mais utilizada pelo comércio existente na cidade.As lojas, shoppings, bancos, farmácias, padarias, restaurantes, bares, casas de festas, entre outros,são os principais utilizadores da propaganda visual. Constatou-se que os principais meios utilizadospara divulgação visual de produtos e serviços são: outdoors, banners, cartazes, faixas, tabuletas,letreiros e placas luminosas e placas comuns, letreiros em muros de residências, terrenos, indústriase casas comerciais. Nas avenidas, constatou-se um grande número de outdoors localizados nas
  5. 5. Página | 54 ISSN 1983-4209 – Numero 2- Volume 2 – 2008.2margens dessas avenidas, fechando totalmente a visão em relação a cidade, não sendo possívelobservar os demais locais do município. Essas estruturas são colocadas em logradouros ou terrenosbaldios. A ocupação dessa área se dá de forma irregular, indiscriminada, sem atentar para o ladoestético e paisagístico, deixando a cidade feia, desconfigurando o patrimônio público da cidade. Emalgumas avenidas notou-se haver poucos outdoors, entretanto o número de faixa, placas, cartazes,luminosos aumentam substancialmente, conforme evidenciado na tabela 1.TABELA 01: SÍNTESE DOS PRINCIPAIS TIPOS DE MATERIAL PARA PUBLICIDADE NAS AVENIDAS VISITADASNome da avenida Tipos e quantidade de agentes publicitários1 Manoel Tavares 34 outdoors; 06 placas; 12 painéis luminosos; 06 faixas; 04 pichações; 06 letreiros; 04 Banners2. Avenida Canal 07 outdoors; 55 painéis luminosos; 33 banners, 25 pichações e letreiros; 11 faixas; 05 placas publicitárias.3 Avenida Brasília 36 outdoors; 25 painéis luminosos; 12 banners; 10 faixas; 16 pichações e letreiros; 03 placas publicitárias.4. Argemiro Figueiredo 15 outdoors; 09 painéis luminosos; 05 faixas; 06 placas publicitárias; n cartazes, 09 pichações políticas.5. Assis Chateaubriand 06 outdoors; 20 painéis luminosos; 08 faixas; 16 placas publicitárias; 15 banners; 11 pichações políticas e letreiros; n cartazes.6. Almirante Barroso 05 outdoors; 13 painéis luminosos; 05 faixas; 09 letreiros; 04 banners; 04 pichações políticas.7. Floriano Peixoto 16 outdoors; 33 faixas; 78 painéis luminosos; 12 tabuletas; n cartazes; 26 letreiros luminosos; 23 letreiros comuns; 60 banners; 12 pichações políticas; 27 placas publicitárias, 20 banners.8. Rio Branco 01 outdoor; 02 faixas; 07 painéis luminosos; 02 letreiros luminosos; 03 banners; 03 letreiros comuns.9. Avenida Dinamérica 06 0utdoors; 04 pichações políticas; 04 placas publicitárias; 03 faixas.10. Raimundo Asfóra Não pesquisado11. Juscelino Kubstcheck 01 outdoor; 16 pichações políticas; 06 letreiros comuns; 3 faixas; n cartazes. A tabela acima faz uma ligeira radiografia dos meios pelos quais é feita a publicidade nasavenidas e ruas da cidade. Das dez avenidas pesquisadas a mais ocupada pela publicidade, como sepode perceber, é a Floriano Peixoto que, apesar de ter poucos outdoors, mantém um maior númerode outros equipamentos publicitários, podendo ser considerada a avenida mais poluída visualmentena cidade. Já as avenidas Manoel Tavares e Brasília disputam o ranking de quem tem o maiornúmero de outdoors. Esses resultados são alterados, visto que as empresas de publicidade ampliamou diminuem o número de artefatos publicitários, de acordo com a necessidade ou eventos. Portantoesses valores podem ser alterados para mais ou para menos, sendo que as quantidades mencionadasna tabela 1 é o resultado do momento da pesquisa. Outro fator importante a considerar é que olevantamento acima ocorreu durante a realização da publicidade eleitoral e as pichações políticasforam levadas em conta, como se trata de uma publicidade temporária e regulada pela JustiçaEleitoral, possivelmente já não seja mais encontrado as pichações que constam na citada tabela. ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE AS TRÊS AVENIDAS QUE APRESENTAM O MAIOR NÚMERO DE PUBLICIDADE NO MUNICÍPIO DE CAMPINA GRANDE AVENIDA BRASÍLIA (SEVERINO CABRAL) outdoors painés banners placas faixas
  6. 6. Página | 55 ISSN 1983-4209 – Numero 2- Volume 2 – 2008.2 Gráfico 01: comparação entre o número de material utilizado na publicidade visual na Avenida Brasília.. AV FLORIANO PEIXOTO outdoors painés banners placas faixas Gráfico 02: comparação entre o número de material utilizado na publicidade visual na Avenida Floriano Peixoto.. AV MANOEL TAVARES outdoors painés banners placas faixas Gráfico 03: comparação entre o número de material utilizado na publicidade visual na Avenida Manoel Tavares.. Excetuando-se outros tipos de material publicitário, os que têm maior presença napublicidade visual na cidade. O outdoor parece ocupar o primeiro lugar, mas eles aparecem commaior freqüência nas avenidas mais afastadas do Centro Comercial do município, onde os anúnciosdas fachadas das lojas assumem o primeiro plano. Considerando-se esse fato, a Avenida FlorianoPeixoto apresenta menor número de outdoors, entretanto possui um número maior de outros tiposde material publicitário e há uma maior incidência de propaganda nas fachadas das cas comerciais.O topo de maior incidência de outdoors fica entre as Avenidas Manoel Tavares, que liderava, nomomento do levantamento, e a Brasília (Severino Bezerra Cabral). O demais acessórios vem menorproporção nas duas artérias, mas aumentam, em relação aos outdoors, na Avenida Floriano Peixoto. Figura 09 fonte: Ed fotos
  7. 7. Página | 56 ISSN 1983-4209 – Numero 2- Volume 2 – 2008.2 A margem direita da Avenida Manoel Tavares é tomada totalmente pelos outdoors. Observa-se que a paisagem fica quase que escondida.. A sucessão de outdoors ocupa de forma indiscriminada o espaço urbano de Campina Grandesem haver um controle sobre o parcelamento do solo urbano, além de ferir a legislação ambiental,traz transtorno ao patrimônio público e ao bem estar da população, portanto há necessidade de umamaior discussão entre o Poder Público Municipal e os segmentos da sociedade. Essa ocupação deterrenos baldios, além de ferir a estética da cidade, esconde a paisagem da cidade e ocupa umespaço que poderia servir de área de lazer para a população. A poluição visual é notada de formaexplicita. No Centro Comercial de Campina Grande, a situação em relação a exploração publicitáriaocorre de forma caótica, sem organização, pois os adornos publicitários são exibidos do toda forma,sem atender às mínimas exigências estéticas. As ruas que compõe o Centro Comercial do município apresentam-se formada por lojascomerciais das mais diversas categorias, como malharias, sapatarias, óticas, farmácias, bancos,papelarias, lojas esportivas, de materiais elétricos-eletônicos, lanchonetes, bares, loja deeletrodomésticos, automóveis, armazéns de ferragens e materiais de construção, shopping centers,etc. Essas casas comerciais fazem suas publicidades suas fachadas, cada uma a vontade. Não háuma estética coletiva. Como não há um Plano Diretor aprovado pelo poder público da cidade, essepoder público fica impossibilitado de intervir para ordenar a publicidade e evitar que tanto estéticacomo o patrimônio histórico da cidade seja prejudicada com pichações e colagem de cartazes emsuas fachadas. Figura 10 fonte: ed fotos Arte Décor, um dos poucos edifícios que, apesar de está deteriorado, não foi ainda pichado nem recebeu publicidade. Na tabela 2 encontra-se os principais tipos de material usado pelas empresas bem como asempresas que se utilizam desse material: TABELA 02: RESUMO DOS PRINCIPAIS ARTEFATOS USADOS NA PUBLICIDADE VISUAL E AS PRINCIPAIS EMPRESAS QUE OS UTILIZAM Material publicitário Empresa que faz uso do material publicitário1. OUTDOORS Shoppings, concessionárias de veículos, lojas de confecções e calçados, hotéis, indústrias, casas de shows e festas, óticas, Prefeitura, Governo do Estado.2. LETREIROS E PLACAS LUMINOSAS Óticas, bancos, hospitais, farmácias, algumas lojas, shoppings,DE NEON bares, restaurantes, mercadinhos, escolas, concessionárias de veículos, casas de peças e material de construção, postos de gasolina.4. BANNERS Lojas confecções, óticas, hotéis, postos de gasolina, Prefeitura, hospitais, Governo do Estado, escolas, eventos religiosos e musicais, casas de shows e festas, partidos políticos.3. FAIXAS Shows, festas, eventos religiosos e culturais, lojas de confecções, postos de gasolina, hotéis, hospitais, eventos em geral.
  8. 8. Página | 57 ISSN 1983-4209 – Numero 2- Volume 2 – 2008.24. PLACAS COMUNS Prefeitura, Governo do Estado, casa de ferragens e de material de construção, bares e lanchonetes, serviços de construção.5. LETREIROS E PICHAÇÕES Partidos políticos, casas de ferragens e de material de construção, peças de automóveis, oficinas de funelaria, bares, mercadinhos, restaurantes, casas de shows e eventos diversos, igrejas evangélicas.6. CARTAZES Eventos diversos, shows, religiosos, festas, empresas de cosméticos, farmácias, óticas, bancos e financeiras, cursos e cursinhos, escolas, trabalhos domésticos, prestadoras serviços. Nas avenidas campinenses, os materiais publicitários mais utilizados constamlistados na tabela anterior ao lado das principais publicidades. Todos os dados, aqui contidos, fazemparte de um conjunto de informações resultante do momento da pesquisa e todos os equipamentoscitados, bem como os tipos de produtos, evento ou serviços divulgados nesses equipamentosrepresentam o momento. Uma análise posterior poderá haver uma nova gama de informações queaumentem em alguns casos ou diminuam em outros, modificando, assim, o teor das informaçõesaqui registradas.A PUBLICIDADE VISUAL SOB A OPINIÃO POPULAR De acordo com o questionário feito em forma de enquête, foram entrevistadas cinqüentapessoas, levando consideração à escolaridade, profissão exercida no momento e bairro onde mora.As perguntas que constam no questionário estão diretamente ligadas aos problemas causados peloexcesso de publicidade visual na cidade de Campina Grande. Na primeira questão, pergunta-se se oentrevistado já ouviu falar sobre poluição visual. Das cinqüenta pessoas pesquisadas apenas duasdizem que nunca ouviu falar sobre o assunto. A partir da questão primeira, o entrevistado dizendoque já conhece algo sobre o tema, responde com facilidade as demais questões. A tabela 3 a seguir faz uma análise dos entrevistados, anotando-se três característicassolicitadas no fim da entrevista, são elas escolaridade, profissão e o bairro onde moram, porém aanálise é feita sobre a opinião dos participantes da entrevista sobre a publicidade visual e a poluiçãovisual.TABELA 03: Freqüência da distribuição dos entrevistados por profissão e localizaçãoEscolaridade Profissão Bairro onde moraEnsino fundamental incompleto 1. dona de casa 1 Cruzeiro10 pessoas 1. assessor parlamentar 1 Jardim Paulistano 2 funcionários públicos 1 Centenário 2 comerciantes 1 Bairro das Cidades 1 aposentado 1 Malvinas 2 comerciários 1 Jeremias 1 músico 1 Bodocongó 1 Centro 1 Tambor 1 CatingueiraEnsino fundamental completo 2 donas de casa 1 Centro04 pessoas 2 comerciários 1 Alto Branco 1 Dinamérica 1 Santa CruzEnsino médio incompleto 1 empresário 1 Santa Rosa06 pessoas 1 comerciário 1 José Pinheiro 1 mecânico 1 Quarenta 1 carpinteiro 1 São José 2 funcionários público 1 Santo Antônio 1 CatingueiraEnsino médio completo 1 publicitário 1 Palmeira10 pessoas 1 comerciário 1 Conceição 1. mototaxista 1 Liberdade
  9. 9. Página | 58 ISSN 1983-4209 – Numero 2- Volume 2 – 2008.2 2 músicos 1 Prata 2 assessor parlamentar 2 Catingueira 1 funcionários público 1 Catolé 2 vendedores 1 Centenário 1 Cruzeiro 1 MalvinasCurso superior incompleto 1 orientadora 2 Centro07 pessoas 1 estudante de biologia 1 Bodocongó 1 estudante de farmácia 1 Nova Brasília 1 estudante de ed. Física 1 Jardim Verdejante 1 estudante história 1 Monte Santo 1 estudante de direito 1 Cruzeiro 1 funcionário públicoCurso superior completo 1 farmacêutica bioquímica 2 Mirante13 pessoas 1 médico 1 Catolé 4 professores (as) 1 Palmeira 3 assistentes social 1 São José 2 jornalistas 1 Cinza 1 pedagoga 2 Centro 1 secretária 1 Rosa Cruz 1 Liberdade 1 José Pinheiro 1 Prata 1 Rocha Cavalcante50 pessoas 22 profissões 30 bairros DISTRIBUIÇÃO DOS ENTREVISTDOS DE ACORDO COM AS D de Casa PROFISSÕES A Parlamentar F Público Aposentado 7 Comerciante Comerciários 6 ISTAD S Músico O E 5 Empresário N EROD Mecâncio 4 Carpiteiro ENTREV Publicitário 3 ÚM Mototaxista Vendedor 2 Estudantes supr 1 Orientadora Educacional Farmacéutica 0 Médico 1 Professor A Social PROFISSÕES Jornalista Pedagogo Secretaria Gráfico 04: Freqüência da distribuição dos entrevistado s de acordo com as profissões. A tabela a seguir traz as perguntas utilizadas no questionário e os valores para sim e não,representado a opinião dos entrevistados na enquête.TABELA 04: Freqüência de enquete sobre poluição visual. Perguntas Sim Não1. Você já ouviu falar em poluição visual? 48 022. Você sabia que a poluição visual é provocada pelo excesso de publicidadeutilizando-se outdoors, placas, cartazes, faixas, banners, placas luminosas, letreiros 47 03luminosos, pichações em paredes e letreiros, lixo etc.?3. Você sabia que poluição visual em excesso causa danos à saúde? 23 274. Alguma vez você, andando por alguma rua ou avenida que possui excesso depublicidade, já se sentiu com algum mal estar como dor de cabeça, cansaço mental 20 30
  10. 10. Página | 59 ISSN 1983-4209 – Numero 2- Volume 2 – 2008.2ou problemas que dificultaram sua visão?5. Você concorda que o excesso de publicidade, produzido pelos meios citados na 40 10pergunta 2 deixa a cidade feia, sem estética?6. Você concorda com decisão do TRE de proibir a divulgação política decandidatos com colagem de fotos em postes residências etc., bem como a 43 07propaganda em outdoors?7. Os candidatos, em sua opinião, devem continuar pichando muros residenciais? 06 448. A Lei Federal número 6.938 determina que a municipalidade deve aprovar leisque disciplinem a utilização do espaço urbano com publicidades visuais, além deoutras providências, como os meios citados na pergunta 2. Você concorda que aPrefeitura de sua cidade deve exercer esse controle sobre as atividades que causem 47 03poluição visual? As questões apresentadas na pesquisa por meio do questionário tende não somenteavaliar o conhecimento do entrevistado sobre a poluição visual, mas também ouvir sua opiniãosobre questões relativas à poluição visual e a política ambiental relacionada ao assunto.TABELA 05: Percentual sobre opinião da população a certa da poluição visualPerguntas Sim Não1. Você já ouviu falar em poluição visual? 96% 4%2. Você sabia que a poluição visual é provocada pelo excesso de publicidadeutilizando-se outdoors, placas, cartazes, faixas, banners, placas luminosas, letreirosluminosos, pichações em paredes e letreiros, lixo etc.? 94% 6%3. Você sabia que poluição visual em excesso causa danos à saúde? 46% 54%4. Alguma vez você, andando por alguma rua ou avenida que possui excesso depublicidade, já se sentiu com algum mal estar como dor de cabeça, cansaço mental 40% 60%ou problemas que dificultaram sua visão?5. Você concorda que o excesso de publicidade, produzido pelos meios citados napergunta 2 deixa a cidade feia, sem estética? 80% 20%6. Você concorda com decisão do TRE de proibir a divulgação política decandidatos com colagem de fotos em postes residências etc., bem como a 86% 14%propaganda em outdoors?7. Os candidatos, em sua opinião, devem continuar pichando muros residenciais? 12% 88%8. A Lei Federal número 6.938 determina que a municipalidade deve aprovar leisque disciplinem a utilização do espaço urbano com publicidades visuais, além deoutras providências, como os meios citados na pergunta 2. Você concorda que a 94% 6%Prefeitura de sua cidade deve exercer esse controle sobre as atividades que causempoluição visual?Tabela 5 Pela interpretação da tabela 4, pode-se ver que boa parte da população já tem conhecimentosobre a poluição visual. Até identifica os potenciais causadores deste tipo de impacto, entretanto,nota-se que boa parte dos entrevistados não tem conhecimento se a poluição visual cause ou nãodanos à saúde humana, apesar de que uma pequena, mas importante parcela já se sentiu prejudicadacom a exposição excessiva de publicidade visual, conforme consta no resultado da pesquisa acima,40% dos entrevistados sentiram o impacto dessa exposição em sua saúde. Outro importantequestionamento foi relacionado à estética da cidade, onde a maioria, em torno de 80%, concordaque o excesso de material publicitário compromete as características arquitetônicas da cidade,deixando-a feia. Outro fato importante foi posicionamento contra a propaganda política comaposição de cartazes e fotos, onde 86% dos entrevistados repudiam essa prática e apóiam a decisãodo TRE de coibir esse tipo de agressão aos logradouros, postes de energia elétrica e demais áreasque eram tomadas como local para se fazer mural com fotos de candidatos a cargos eleitorais. As
  11. 11. Página | 60 ISSN 1983-4209 – Numero 2- Volume 2 – 2008.2pichações de muros e áreas particulares, que ainda são permitidas pela Justiça Eleitoral, fizeramparte de outro questionamento nessa enquête, sendo rechaçadas por uma grande maioria dosentrevistados, 88% não aceita mais que seja praticada a poluição visual por conta de candidatos acargos públicos por via eleitoral. Por fim, os participantes da pesquisa opinaram sobre quem develegislar, fiscalizar e disciplinar a publicidade visual na cidade, bem como de outros tipos açõespotencialmente poluidoras. O poder público municipal é responsável pelas ações que sãoimplementadas em sua jurisdição, para tanto, segundo os entrevistados, é de sua obrigação controlaras atividades que venham prejudicar o bem estar da população.A PERDA DO REFERENCIAL E COMPROMETIMENTO DO BEM ESTAR DAS PESSOAS. Um simples anúncio, umas faixas e alguns cartazes, que mal fazem? Essa tem sido sempreum questionamento de quem não se posicionam e de quem vive da prática de vender imagens. Maso interessante é que quando há um posicionamento, não interessando o lado, o problema passa a servista com olhares críticos. A paisagem urbana é pensada com critérios por parte dos urbanistas, portanto não éapenas um aglomerado de concreto, automóveis e pessoas e sim um lugar para se viver, se visitar,ser freqüentado e o “retorno” tem que ser garantido. Para que haja todo esse tráfego de pessoas, hánecessidade de um referencial. Quando analisa-se a poluição visual a partir deste ponto de vistaverifica-se que as a publicidades nas cidades, e Campina Grande não faz exceção a esse caso,funciona como uma sucessão de agravos ao primor da população. Seus monumentos históricos sãoagredidos, seus parques e praças são deteriorados, seus mananciais poluídos com o lixo produzido,suas ruas são inundadas com sujeiras e esquecidas. Mas o ponto principal é a paisagem obstruídapor uma imensa quantidade de painéis e outdoors, escondendo todo o espaço urbano. As lojasescondem suas fachadas com letreiros, faixas, banners, placas, causado uma desordem que escondetoda a simplicidade de um trabalho arquitetônico um dia foi criou. As pichações em praças, prédioshistóricos, muros de residências, colégios, escolas, causam não só prejuízos, mas tambémindignação pelo desrespeito ao patrimônio alheio. A referência da cidade está na estética. Oabandono dos monumentos históricos, pelo poder público, a colação de publicidades que destróitodo referencial da cidade contribui com essa perda para diminuir a presença do turismo. A saúde da população depende da qualidade ambiental. Quando ambiente está emdesequilíbrio há comprometimento na saúde das pessoas. Para se oferecer uma melhor qualidade devida é necessário que se tenha controle sobre as atividades potencialmente poluidoras. Osproblemas que a poluição visual causa a saúde humana são vários podendo ser percebido, em algunscasos, cefaléia, cansaço mental e visual, visão embaçada, nervosismo, culminado com o estresse. Oestresse contínuo pode evoluir para outros males como hipertensão, doenças do coração entreoutras. Além dos agravos à saúde, outro contratempo que pode acontecer, devido a propagandovisual, é distração do motorista, no trânsito, ao ler um cartaz ou um outdoor, guiando um veículo,pode perder o controle causar acidentes de graves proporções. Juntamente com a poluição sonora, a poluição visual causa graves males à saúde, agredindoa sensibilidade humana, influenciando a mente, afetando mais psicologicamente do que fisicamente.Este tipo de poluição é a que menos recebe atenção por parte do governo e das pessoas em geral. Oproblema preocupa, mas é relegado a segundo plano, justamente por suas conseqüências não seremtão visíveis (Júnior, 2004).E SE ESSE PROBLEMA TIVER SOLUÇÃO? A União, através da Lei 6.938/81 de 31 de agosto de 1981, repassa aos municípios o poderde legislar sobre a poluição visual. Muitas cidades ainda não têm uma legislação adequada emrelação ao meio ambiente, os Códigos de Postura, quando existem são desatualizados. Uma cidade,para controle de atividades que provoquem mal estar à população, deve regulamentar as leiscomplementares conforme preconiza a Legislação Federal. Para ordenamento de todas as atividades
  12. 12. Página | 61 ISSN 1983-4209 – Numero 2- Volume 2 – 2008.2deve ser elaborado um Plano Diretor. Dessa forma, a cidade obriga a todos munícipes a seguir umplanejamento urbano adequado. Em Campina Grande o Plano Diretor ainda não é uma realidade, as ações são planejadas emgabinetes e executadas sem discussão com os seguimentos sociais. Dessa forma, todo o patrimôniopúblico e histórico da cidade fica sem proteção e as atividades que poluem o ambiente urbano nãosão controladas nem coibidas. Logicamente, a poluição visual não tem o disciplinamento correto,pois não há lei para que se possa agir diante das agressões cometidas contra o meio ambiente econtra a população. Há possibilidades de se aprovar projetos de lei para disciplinar a sociedade em CampinaGrande, depende dos vereadores enveredarem por essa luta e fazer gestões junto ao PrefeitoMunicipal para que seja sancionada a referida lei. No Município de São Paulo foi aprovado, em dois mil e três, a Lei 13.525 de 28 de fevereirode 2003, que trata do disciplinamento e da proteção do ambiente urbano. Essa lei não surtiu o efeitoesperado, pois não havia multa compensatória, em caso de desrespeito à citada Lei. Essa Lei foirevogada há pouco e aprovada uma outra lei que endurece a ação contra as publicidades naquelametrópole e o primeiro ato do então Prefeito foi a retirado de todo material publicitário que seencontrava de forma irregular. Segundo Ramos (2004) há cerca de 10 milhões de anúncios espalhados pelas ruas de SãoPaulo, dos quais, estima-se, somente 100.000 sejam cadastrados e 55.000 licenciados. É impossívelfugir do desconforto visual que toma de assalto os que transitam na maior cidade da América doSul. De acordo com Junior (2004) Algumas razões para se controlar a publicidade de rua seriamo fato dos anúncios serem inconvenientes e, portanto contrários ao bem-estar das populações;invadirem os espaços públicos, fazendo com que os habitantes não tenham outra opção a não serreparar neles; banalizarem o ambiente, degradando o gosto popular, além de distraírem oscondutores nas vias.CONCLUSÃO A existência de uma forma de poluição ambiental, que recebe pouca atenção das pessoas, é apoluição visual que é produzida em grandes cidades e está cada vez mais crescendo em CampinaGrande esse tipo de poluição é gerada por:- Excesso de outdoors, banners, placas, faixas, cartazes, letreiros, pichações, luminosos, etc. Essematerial, quando usado em grande quantidade em lugares públicos, esconde a paisagem, enfeiam acidade e causam desconforto aos cidadãos;- Boa parte da população já tem conhecimento sobre o lado negativo que a publicidade em excessocausa. A maioria dos entrevistados concorda que o excesso de publicidade deixa a cidade feia (semestética), que os políticos não devem pichar muros e colocar cartazes em postes de eletricidade ouparede de residências e que a Prefeitura deve disciplinar a publicidade visual na cidade, por meio delegislação específica;- Um dos problemas cruciais da publicidade visual em excesso é a perda da originalidade do meiourbano, mas, também, outros males que afetam diretamente a qualidade de vida e, principalmente, asaúde da população foram relatados por pessoas que participaram da entrevista, como foi o casodaqueles que relataram já ter sofrido algum mal estar, cansaço, até dores de cabeça, quandovisualizam por muito tempo cores fortes, excessos de letreiros e outras formas de publicidades;- A legislação sobre a poluição visual, no âmbito federal, não é específica, portanto, ela transfere aomunicípio a tutela de legislar sobre o disciplinamento da publicidade e do parcelamento do solourbano. Campina Grande ainda não conta com uma legislação acerca do tema poluição visual.REFERÊNCIAS
  13. 13. Página | 62 ISSN 1983-4209 – Numero 2- Volume 2 – 2008.2Bastos, Roberto. (2000). “As conseqüências da poluição visual nas cidades”, Disponível nainternet: http://www.divisão/leia/polui1.html, Acessado em 20/08/2006.CONAMA. Conselho Nacional do Meio Ambiente (1981). Lei 6.938 de 31 de agosto de 1981 –Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente. Brasília.Dávolos, D. R. Poluição visual em Rio Claro (SP). 2004. 109 f. Dissertação (Mestrado emGeografia) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro,2004.Júnior, Roberto Hermínio França. Poluição Visual Urbana. 2004. Disponível na internet:www.ambientebrasil.com.br. Acesso em 15 de abril de 2006.Oliveira, Leonardo P. Determinação de Parâmetros Para Avaliação da Poluição Visual Urbana,2003, 126 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo –Universidade de Brasília, Brasília, 2003.Moreira, Igor. (2000). O Espaço Geográfico – Geografia Geral e do Brasil; 40ª edição: São Paulo.Editora Ática. p. 245.Rollo, Alberto; Rollo, Arthur. A propaganda eleitoral e a poluição visual. Disponível na Internet:http://www.mundojuridico.adv.br. Acesso em 21 de junho de 2006.Ramos, Ignez Conceição Ninni; Poluição Visual e São Paulo. Disponível na Internet:www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp116.asp - 40k. Acesso em 21 de outubro de 2006.SÃO PAULO (cidade) – Lei 13.525 D.O.M. de 28 de fevereiro de 2003 – Dispõe sobre ordenaçãode anúncios na paisagem de São Paulo e dá outras providências.Vargas & Mendes, Heliana Comin Camila Faccione, Poluição visual e paisagem urbana: quemlucra com o caos? Vitruvius. Disponível na Internet: www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp116.asp - 40k. Acesso em 21 de outubro de 2006.

×