Sexta Parte
História Geológica ou A Organização do Ge                              História Geológica                             ...
Petróleo e Ecologia: Uma Contestação à	Ciência	Ortodoxa	A descrição feita a seguir representa o estágio inicial do globo a...
História Geológica ou A Organização do Ge	Os gases da atmosfera tem movimentos dependentes do movimento do globo e da ...
Petróleo e Ecologia: Uma Contestação à	Ciência	Ortodoxano interior do globo forçando o embaciamento lento ao centro de Alp...
História Geológica ou A Organização do Gedão nome ao quarto período de tempo geológico: Período Deltaiano.	        Per...
Petróleo e Ecologia: Uma Contestação à	Ciência	Ortodoxacomo habitante da parte afetada do supercontinente. Um ambiente pac...
História Geológica ou A Organização do Geo mesmo comportamento do rift Atlântico: a placa a oeste do rift movimenta-se...
Petróleo e Ecologia: Uma Contestação à	Ciência	Ortodoxappa naquela mesma direção. Começa a sedimentação de Lambda na marge...
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Historia geologicaoua organizacaodogenese

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Historia geologicaoua organizacaodogenese

  1. 1. Sexta Parte
  2. 2. História Geológica ou A Organização do Ge História Geológica ou A Organização do Gênese A História da Terra é a história da sua própria energia e da energia do Sol (insolação) movi-das pelo mesmo motor: a gravidade, uma propriedade dos corpos dependente das suas massas. A História da Terra, ou a sua evolução através do tempo, será dividida ao longo de onze pe-ríodos geológicos distribuídos em três eras, segundo o novo conceito de Tempo Geológico constantedeste rabalho. Ficaremos restritos ao sistema planetário e particularmente ao planeta que habitamos desdeque, só aqui existem os fatos que comprovam a teoria. Os fatos referidos seguindo-se o raciocínio lógico/geológico são: • Existência de uma falha possante com quilômetros de deslocamento vertical em uma área assísmica do globo, uma situação contraditória; • Existência de fósseis misturados, abrasados e quebrados dentro dos sedimentos da Bacia do Recôncavo, gerando contradições estratigráficas; • A existência de bacias homólogas com as mesmas características do Recôncavo, no con- tinente africano; • A justaposição geográfica entre as costas continentais, africana e americana do sul, leva o pesquisador para a fase anterior quando: • Os continentes, no passado geológico, formavam uma massa continental única. • A massa única dos continentes ficava situada sobre o atual “rift” atlântico onde se deu o falhamento e a formação da Bacia do Recôncavo. Houve então uma paleogeografia e uma transição para a atual geografia. Como conseqüência, a estrutura da Cadeia dos Andes e o Oceano Atlântico são estruturasnovas na atual geografia. O raciocínio de que não existe um fenômeno ou efeito sem uma causa anterior, remete opesquisador, degrau por degrau, para o ponto mais recuado do tempo onde tudo começa no planeta eindica a sua causa primeira e final. Recupera-se o tempo geológico e todo o drama passado no globoterrestre. Vejamos cada Era do passado, seus Períodos, com os seus detalhes. Era Pré-pangaeiânica Nesta Era a Terra formava um corpo celeste totalmente incandescente e por isso naturalmen-te fluido. 195
  3. 3. Petróleo e Ecologia: Uma Contestação à Ciência Ortodoxa A descrição feita a seguir representa o estágio inicial do globo ao qual vão se seguir asmodificações lentas que caracterizam os movimentos da Terra como planeta. Essas modificaçõesconstituem a evolução do próprio planeta. A Era Prepangaeiânica é uma Era sem registros rochosos, isto é, não existiram rochas ou for-mações geológicas naquele tempo. Os registros resultaram do resfriamento ou da perda da energia daTerra. Paulatinamente tomaram forma os átomos, depois os compostos, que deram origem às rochase aos gases da atmosfera que envolviam o globo. O nome da Era deriva do fato de ser precedente à existência de Pangaea, o primeiro registrogeológico, ou seja, antes da solidificação das duas rochas primárias, também chamadas rochas fun-damentais. A fase consiste na passagem do estado de energia máxima do planeta (cujo modelo é o Sol)para um outro mais estável, ou seja, de uma fase completamente fluida, emitente de energia paraoutra, onde surge uma fase sólida sobre a qual flutua a atmosfera primitiva. É a passagem de umaesfera de energia pura, de cor amarela fulgurante e volume pouco maior que o atual, para um estadode menor energia, girando supersonicamente garantindo a forma esférica do planeta. A figura 6.1 dáidéia do fenômeno. Nela podemos ver o planeta em fase de energia máxima. A altíssima temperaturado globo mantém a atmosfera de gases à distância. Em seguida, à medida que a energia é irradiadaem forma de luz, o globo se torna menor, a órbita da eclíptica se torna maior, a cor do planeta perdeo fulgor, e de amarelo brilhante passa para o vermelho. Depois da estruturação dos átomos, as rea-ções químicas regem a cristalização dos minerais e seus compostos, e completa-se a solidificação dalitosfera. A Terra passa a ser iluminada pelo Sol, Aproxima-se a atmosfera da superfície do planeta. Inicia-se a separação em três partes dasmatérias primas constitutivas do globo provocadas pela sua composição físico-químicas. O primeiroé um magma mais claro e de menor densidade e por isso flutua sobre o segundo, muito mais vo-lumoso, negro e muito denso. A terceira parte é formada de gases flutuantes sobre a superfície doglobo com a composição inicial de uma mistura dos dois principais gases que formam a atmosferaprimordial, nitrogênio e gás carbônico. O magma mais claro toma posição na região equatorial da Terra, devido à velocidade derotação do globo. Sua atmosfera cola-se à superfície. Devido ao menor grau de energia do globo sesolidificaram os magmas da superfície, dando origem a duas espécies de rochas iniciais: • Rochas simáticas ou basálticas ou ainda chamadas de oceânicas e • Rochas siálicas ou continentais. A partir dos fluidos exteriores forma-se a água do planeta que preenche as partes baixas datopografia formando Pantalassa - o mar único de água doce, de onde sobressai imensa ilha - Pangaea- o continente único. A parte fluida que recobre o globo é formada de variadas espécies de gases ondese destacam: • Pela quantidade o nitrogênio, um gás inerte. • E o gás carbônico, extremamente reativo sob a insolação. Surgem os ventos e as correntes marinhas. A litosfera, superfície estática, separa as duas partes fluidas dos elementos constitutivos dovolume do globo: • No exterior, a atmosfera, camada fria, transparente, de baixa densidade, que passa a sofrer a influência da insolação (gravidade do Sol); • No interior, o núcleo e o manto, de alta densidade, vermelhos ao rubro, em alta tempera- tura, que sofrem a influência da gravidade da própria Terra. 196
  4. 4. História Geológica ou A Organização do Ge Os gases da atmosfera tem movimentos dependentes do movimento do globo e da insolação.O magma tem movimentos dependentes da gravidade do planeta. Os ventos e as águas de Pantalassa têm seus movimentos regidos pelo movimento supersôni-co do globo que gira de oeste para leste condicionando o movimento dos fluidos de leste para oeste. No interior do globo, os movimentos convectivos do magma são ativados pela gravidade doplaneta. O motor da energia interior da Terra é o núcleo, a parte mais quente do globo, e que aqueceo manto da Terra de baixo para cima. Formam-se as calotas polares, região gelada do planeta como efeito da menor insolação ealternadamente gelam e descongelam devido à inclinação do eixo de rotação do planeta, relativo àeclíptica, 23º 27’, e do movimento de translação. Termina a Era Pré-pangaeiânica. Era Pangaeiânica É a segunda Era do tempo geológico depois que surgiram as duas rochas matrizes, e nela sãocontados cinco períodos, correspondentes às cinco primeiras formações geológicas que se formaramsobre a superfície terrestre. É a Era da litosfera estática e dos movimentos verticais, com a FormaçãoAlpha estática entre os basaltos do fundo oceânico primitivo. Não existem montanhas tanto no mar,como nos continentes. Período Alphaiano A paisagem geológica do globo deixa à vista uma grande ilha, Pangaea, cobrindo 30% daárea do globo, cercada pelas águas de Pantalassa, o oceano primitivo, cobrindo os restantes 70%.Alpha (Fig. 6.2) flutua isostaticamente sobre o manto da Terra. A cor do globo agora é azul devido àatmosfera e a água do mar, que absorvem a radiação azul da luz do Sol, e branca devido a cor domi-nante da massa continental e das calotas polares. A rocha continental constitui a primeira formaçãogeológica. A segunda formação é constituída pelos basaltos do fundo do mar, também chamada derocha oceânica (que não será considerada, posto que desaparecerá completamente da superfície doglobo, como será visto posteriormente). A água do mar é doce. A cor da Terra é branca e azul. Este éo panorama inicial do globo terrestre registrado. Inicia-se a sedimentação da atmosfera e povoa-se o continente com o verde dos vegetais,iniciando a oxigenação da atmosfera. Este processo depois de iniciado é contínuo até os dias de hoje,o qual gerou o comburente e o combustível da natureza: o oxigênio e o petróleo, respectivamente. Inicia-se a oxidação das rochas do planeta e a desagregação das mesmas. Formam-se os pri-meiros solos oriundos das rochas siálicas e aparecem as primeiras rochas clásticas. Com o aumento da população verde na superfície, inicia-se a compartimentação da atmosfe-ra com a formação e crescimento da ozonosfera e da formação de petróleo na subsuperfície. Prossegue acelerada a sedimentação da atmosfera. Prossegue o ciclo da água e formam-seas redes de drenagem na superfície de Alpha; A cor verde, devido aos vegetais, os primeiros seresorgânicos da Terra, domina a superfície de Alpha e as bordas submarinas de Pantalassa. A cor do planeta muda para branco, azul e verde quando os vegetais dominam a superfíciede Alpha. Iniciados que foram esses processos, eles se tornaram contínuos e jamais terminarão, so-frendo apenas modificações ao longo do tempo (evolução). Nas bacias de sedimentação formam-seos petróleos resultantes das “mortes” dos primeiros vegetais aqui formados. Período Betaiano Inicia-se a primeira deformação negativa da crosta, conseqüência de movimento convectivo 197
  5. 5. Petróleo e Ecologia: Uma Contestação à Ciência Ortodoxano interior do globo forçando o embaciamento lento ao centro de Alpha, iniciando a formação deum lago central sobre o continente. Os processos de sedimentação, que se dão em ambiente tecto-nicamente calmo, guiam o material da superfície vindo das áreas-fonte, para dentro do lago (baciade sedimentação) criando um novo corpo rochoso formado por camadas delgadas, varicoloridas, àmedida que o lago aumenta em extensão e profundidade gerando as características observadas nosafloramentos que ocorrem no território brasileiro. É a segunda formação geológica (Fig. 6.3) quesurge na superfície do globo. O material formador desta nova rocha são os clásticos resultantes do intemperismo de Alpha.É incessante a transformação do gás carbônico da atmosfera em seres animados, uma função da fo-tossíntese. Diminui a porcentagem do gás carbônico na atmosfera sendo substituído pelo oxigênio,resultante do crescimento do reino orgânico na superfície do globo. Disso se depreende que o índicedo oxigênio na atmosfera é crescente enquanto é decrescente o do gás carbônico. O processo de oxi-dação das rochas e seres animados (vegetais) é cada vez mais intenso. À determinada porcentagem do gás oxigênio na atmosfera surge uma nova categoria de seresde origem orgânica: os animais ou seres pulmonados. A diferença entre as duas categorias é a formade alimentação. Os vegetais dependem da cor verde da clorofila para sintetizar o gás carbônico daatmosfera, incorporando diretamente a energia solar com o que se alimentam e crescem. Os animaisse alimentam dos vegetais e de outros animais. Veja-se um quadro sintético: • Só os vegetais são de cor verde. • Os vegetais alimentam-se diretamente da energia solar através da fotossíntese (transfor- mando energia fluida, luminosa, em energia química e tridimensional), exalando oxigênio retirado da água. • Os animais também se alimentam da energia solar, mas indiretamente, alimentando-se de vegetais e outros animais, exalando gás carbônico para alimentação dos vegetais. Fecha-se aí o ciclo bioenergético. Vegetais e animais convivem na mesma atmosfera tantosobre os continentes como sob as águas do mar, que continua doce. Período Gammaiano O movimento convectivo do manto terrestre sob Alpha, passa de negativo a positivo. Cessa asedimentação de Beta, que sofre sua primeira deformação. De bacia de sedimentação, a área passa aser uma fonte de sedimentos pela transformação da mesma, em área sismicamente ativa. Inverte-se osentido da drenagem continental, que passa de centrípeta para centrífuga. Formam-se vulcões; inicia-se o salgamento do mar; derramam-se lavas à superfície do continente e sob as águas de Pantalassa;surgem as primeiras montanhas; aparecem os tremores de terra; desfaz-se o lago onde sedimentouBeta, e toda a flora e fauna existente até então morreu por inadequação ao ambiente de sobrevivên-cia. A lava solidificada constitui a Formação Gamma (Fig. 6.4), que dá nome ao período de tempogeológico. Ela recobre os afloramentos das duas formações anteriormente depositadas. A energia domovimento não é suficiente para fragmentar Alpha. Período Deltaiano O levantamento de montanhas e vulcões no centro da Formação Alpha, esvaziou o lagocentral indo derramar as águas, resto de animais, vegetais e parte dos clásticos de Beta, na costaoeste do supercontinente, formando na periferia uma camada de clásticos, agora de origem marinha,acamados sobre a base basáltica que rodeava Alpha. O local da deposição é sismicamente calmo. Ascamadas depositam-se em ambiente sismicamente quieto, resultando camadas delgadas e coloridas.Os clásticos ajuntados na periferia de Alpha tomam a denominação de Formação Delta (Fig.6.5) e 198
  6. 6. História Geológica ou A Organização do Gedão nome ao quarto período de tempo geológico: Período Deltaiano. Período Epsiloniano Repete-se o primeiro movimento havido no magma do interior do globo depois de solidi-ficada a litosfera. Como conseqüência, ao centro de Alpha inverte-se o movimento tectônico que,de radial positivo, passa a radial negativo, provocando o aparecimento de novo lago no interior dePangaea, no período de tempo mais longo da história da Terra. É o segundo embaciamento sobre asuperfície de Alpha que dará origem a quinta formação geológica sobre a superfície do planeta. Omovimento é de lento abaixamento e, de novo, toda a drenagem passa a ser centrípeta. Os rios quedeságuam no lago são meandrantes sobre a planície e carregados de sedimentos finos e varicoloridos.As três formações anteriores (Alpha, Beta e Gamma) fornecem o material clástico para a estruturaçãoda nova formação. Esta, a Formação Epsilon (Fig. 6.6), estrutura-se sobre os restos erodidos das for-mações anteriores. O ambiente é sismicamente calmo. O lento abaixamento provoca o aparecimentode um grande lago onde a vida é exuberante. As espécies vegetais e animais proliferam e atinge-seum ambiente biológico dos mais prolíficos. As espécies crescem tanto em número, como em ta-manho. Surgem seres gigantescos, cujos representantes máximos são as sequóias e os dinossaurospermitidos pela vida pacífica e alimentação abundante. A sucessão de espécies animais e vegetais emgrande quantidade na face do globo tem como resultado o armazenamento de grandes quantidades deenergia solar, na forma de petróleo. As formas viventes enterradas geram fósseis em perfeita ordembio-estratigráfica: os mais novos nas camadas mais novas. Repentinamente, a Terra explode, interrompe a sedimentação de Epsilon e marca o fim daEra Pangaeiânica. Era Atlantiânica Esta é a Era dos movimentos tangenciais ou laterais e do aparecimento da segunda faseorogênica. A explosão que fez cessar a sedimentação da Formação Epsilon marca o início da frag-mentação do supercontinente, e os fragmentos decorrentes da explosão irão ocupar nova posiçãogeográfica na superfície do globo. Os subcontinentes deslocam-se tangencialmente ao globo e sime-tricamente aos “rifts valleys” abertos na explosão, que ficam marcados na superfície do globo. Desfaz-se a geografia inicial e os continentes começam o reposicionamento e vão ser redis-tribuídos na superfície do planeta, levados pelos movimentos convectivos do magma do manto doglobo. Lentamente surge a atual geografia. Durante a movimentação dos subcontinentes, criam-semais seis formações geológicas, que veremos a seguir. Epsilon sedimentou em uma superfície assísmica, tectonicamente calma onde ficava o super-continente o qual foi fragmentado pela violência da explosão do globo. Período Zetaiano A passagem da segunda para a terceira Era dá-se ex-abrupto. Ao longo do tempo da sedimen-tação de Epsilon, a gravidade concentrou tal energia no núcleo da Terra que ela explodiu de repente.Foi o maior abalo sísmico havido no planeta desde o seu resfriamento. A intensidade da explosão épossível de avaliar sabendo-se que a litosfera granítica é uma camada de rocha compacta com, pelomenos, 40/50 km de espessura e foi levantada e quebrada em toda a esfera do globo em áreas irregu-lares. Rochas continentais e oceânicas sofreram o mesmo abalo. Desenha-se na superfície do globoo “rift atlântico”, entre outros. O abalo sísmico levanta a parte central do supercontinente e esvazia de uma vez o lago deÉpsilon, formando um tsunami gigante matando todos os seus habitantes: vegetais e animais, gran-des e pequenos, aquáticos, aéreos e anfíbios, inclusive os dinossauros e o que mais tenha havido 199
  7. 7. Petróleo e Ecologia: Uma Contestação à Ciência Ortodoxacomo habitante da parte afetada do supercontinente. Um ambiente pacífico e calmo em um momentotransformou-se em um inferno de fogo e lava em toda a superfície do globo. Desenha-se uma linhade vulcões a expelir lava em quantidade crescente, a qual se derrama inicialmente sobre o continente,formando grandes lençóis de basaltos: Formação Zeta (Fig. 6.7), de onde deriva o nome do períodogeológico. Agora, os continentes “batizados” de África e América do Sul iniciam o movimento tangen-cial ao globo afastando-se vagarosamente e simetricamente ao “rift atlântico”, e se afastam cada vezmais entre si. Depois de derramar-se sobre os continentes, a Formação Zeta começa a preencher o espa-ço entre os fragmentos continentais, e o nome inicial de Pangaea perde o significado, e passa a serapenas histórico. Zeta tornar-se-á a formação mais extensa do planeta ao substituir todo o assoalhooceânico da Era Pangaeânica. Observar o detalhe: as montanhas que formarão o leito do Atlântico,ainda se mantêm muito acima do nível de base. Durante o afastamento dos continentes, o OceanoAtlântico ainda não existia devido às montanhas de basalto que separavam os dois continentes, agoraafastados. Zeta cobrirá mais de 70% da área do globo, e constitui os atuais basaltos montanhosos queformam o assoalho submarino e que substituíram os basaltos não montanhosos do oceano primitivo.Acentua-se o salgamento dos mares. Muda-se o ecossistema do mar. Adaptam-se os seres marinhosà nova água, que lentamente se torna mais salgada. A drenagem sobre o subcontinente americano dosul toma a direção oeste. Deste ponto em diante concentraremos atenção apenas no fragmento americano do sul. Período Etaiano O levantamento da parte central de Alpha determina os falhamentos reversos na periferiados subcontinentes: gênese da Falha de Salvador. Inverte-se a topografia, e a drenagem agora se fazde leste para oeste no subcontinente americano do sul condicionado pelo levantamento da borda lestedo mesmo. Estilhaça-se Alpha e blocos inteiros são empurrados ou arremessados para cima forman-do montanhas de altitude considerável. O material clástico que formavam essas montanhas, com oafastamento dos subcontinentes, foi basculado e redepositado ao pé dos falhamentos, nivelando-os:gênese da Formação Eta (Fig. 6.7). Misturam-se os clásticos das duas bacias precedentes, misturandotambém os seus fósseis: problema paleontológico do Recôncavo. O petróleo de Epsilon é redeposi-tado em Eta. A Formação Eta é formada em grande parte de clásticos grosseiros, especialmente nasproximidades da falha. A bacia adquire a forma grosseiramente prismática. A borda leste do subcontinente americano do sul afasta-se da linha do “rift” Atlântico e daregião sismicamente ativa (Fig. 6.8A). A parte superior da Bacia é preenchida em uma área sismica-mente calma, isto é, a parte superior de Eta é depositada durante o deslocamento do subcontinentepara oeste e é feita em área assísmica, ou seja, em área de calma tectônica (Fig. 6.8B), gerando estra-tos mais ordenados que recobrem os conglomerados. Período Thetaiano Ao levantamento da parte central de Alpha, o lago que originou Epsilon foi esvaziado centri-fugamente formando uma onda que levou consigo tudo o que encontrou pela frente: rochas, plantase animais. Todos esses clásticos foram depositados na periferia de Alpha, sobre os clásticos de Delta,depositados anteriormente. A nova camada de sedimentos (Formação Theta) estende-se mar a foracom estruturação primária em área assísmica, deslocando-se para oeste junto com a placa americanado sul. O mesmo fenômeno que gerou o rift Atlântico gerou também o rift Pacífico Sudoeste, com 200
  8. 8. História Geológica ou A Organização do Geo mesmo comportamento do rift Atlântico: a placa a oeste do rift movimenta-se para oeste e a doleste movimenta-se para leste. Disso decorre um confronto das placas na área entre os dois rifts,com movimento negativo dentro do manto (Fig.6.8C). Esse movimento gera uma linha de absorção,sismicamente ativa, onde desaparecem para dentro do globo as rochas basálticas primitivas, desdeque ambas são feitas do mesmo material, com as mesmas propriedades físico/químicas. Inicialmente,ambas (as rochas originais sem nome estratigráfico e não montanhosas) mergulham para o interiordo globo onde se diluem no manto da Terra. Em seguida, na costa oeste americana do sul é a vez dasrochas clásticas das Formação Delta e Theta, anteriormente depositadas, colidirem com os basaltosda formação Zeta, que se movimentam de oeste para leste. Por fim, chegam à zona de impacto, entreas rochas de movimentos opostos, as rochas graníticas da Formação Alpha. Esta, sendo menos densa,acavala-se sobre Zeta elevando ainda mais a nova cadeia de montanhas formadas na costa Oeste daAmérica do Sul. Forma-se o abismo subandino da América do Sul (Fig. 6.9). Os sedimentos de Deltae Theta (Fig. 6.10) transformam-se em montanhas de clásticos dobrados (origem dos Andes). Denovo perecem os seres viventes da região sismicamente ativa da borda oeste americana do sul. As novas montanhas sobre o território da placa americana do sul bloqueiam a drenagem quetinha a direção oeste. Termina o Período Thetaiano. Período Jotaiano A contínua movimentação do subcontinente sul-americano para oeste, aproxima da linha desubducção as rochas clásticas das formações Delta e Theta, anteriormente depositadas. O choqueentre os basaltos que se movimentam de oeste para leste e as camadas sedimentares depositadasanteriormente na borda oeste americana do sul provoca o dobramento das camadas sedimentares ini-ciando a orogenia andina, e Alpha acavala-se sobre a rocha basáltica da Formação Zeta do Pacífico. A rocha basáltica de Zeta, agora montanhosa e devido a sua maior densidade, desaparece nointerior da Terra passando por baixo do conjunto Alpha/Delta/Theta causando os terremotos. Como a superfície de Zeta é formada de montanhas e essas montanhas têm de passar por bai-xo de Alpha, há uma fricção entre as duas formações (Zeta e Alpha), e a provocação de novos abalossísmicos intermitentes devido ao nivelamento da superfície montanhosa de Zeta. Por sua vez, a corrente de magma tangencial que se desloca por baixo de Alpha, na direçãodo oeste transportando a placa americana do sul, escapa para o exterior através das irregularidadesexistentes na zona de fricção Alpha/Zeta, e passa de vez em quando para a superfície, causando der-rames através de vulcões, também intermitentes, sobre a superfície do conjunto dobrado Delta/Theta.São os basaltos da Formação Jota (Fig. 6.10) que aparecem à superfície das montanhas andinas. Período Kappaiano À medida que a placa litosférica de Alpha acavala-se sobre os basaltos de Zeta, na margemcontinental oeste, há um nivelamento do subcontinente criando um lago central sobre ele. Neste lagodepositam-se conglomerados, areias, argilas e sedimentos químicos em ambiente de absoluta calmatectônica: é a gênese da Formação Kappa (Fig. 6.10). Kappa é a última formação de origem continental sobre a superfície sul-americana, forman-do um lençol que cobre os afloramentos das formações mais antigas, deixando “ilhas” de rochas maisaltas principalmente nos domínios do embasamento. São sedimentos planos, leitos delgados, bemacamados e muito coloridos. Período Lambdaiano O contínuo acavalamento de Alpha sobre Zeta na margem ocidental da América do Sul acabapor desequilibrar o subcontinente, basculando-o para leste, iniciando o esvaziamento do lago de Ka- 201
  9. 9. Petróleo e Ecologia: Uma Contestação à Ciência Ortodoxappa naquela mesma direção. Começa a sedimentação de Lambda na margem leste do subcontinentesul-americano, a primeira e única formação de origem marinha no espaço brasileiro, com uma basede clásticos grosseiros, seguido de sedimentos finos e químicos (Fig. 6.11). O contínuo basculamentodo continente americano do sul causa o abaixamento da margem leste do mesmo continente forman-do quedas d’água gigantescas, tanto em extensão como em altura, na borda continental, modelandoas rochas existentes nessa região. São as mais altas cachoeiras que já existiram, e que iniciam a ar-quitetura (gênese) dos canyons da costa brasileira. A corrida de águas causa erosão profunda nos sedimentos continentais preexistentes e car-rega consigo o petróleo neles existentes depositando-os no mar. À medida que a costa oriental daAmérica do Sul abaixa-se, afogam-se os canyons dessa costa e os basaltos do rift atlântico, afogan-do também suas montanhas, surgindo aos poucos o mar entre os subcontinentes americano do sule africano. É a gênese do Oceano Atlântico. Começam a desaparecer sob as águas, as cadeias demontanhas basálticas formadas durante a separação continental. Algumas de tão altas mantém seustopos acima da superfície do mar como Fernando de Noronha, Trindade, Açores etc. Decresce a intensidade da energia do núcleo da Terra. À medida que a costa afunda no marAtlântico, este cobre os basaltos formados no rift Atlântico e ocupa os espaços modelados pela cor-rida de água do lago de Kappa. Esse movimento (de afundamento da costa leste sul-americana) con-tinua a realizar-se agora, dando forma às conhecidas paisagens da costa brasileira: as ilhas da costaparaense; a foz do Amazonas; as formas de trombeta nos rios da costa maranhense; a Bahia de Todosos Santos e suas ilhas, inclusive Itaparica, Ilha dos Frades etc.; a paisagem da Baía da Guanabara,no Rio de Janeiro; as ilhas formadas com rochas do embasamento do litoral paulista, paranaense ecatarinense; a Lagoa dos Patos no Rio Grande do Sul e outras mais, também bastante conhecidas. Forma-se toda a fisiografia da superfície brasileira. A grande corrida das águas do interiorfica reduzida aos rios e suas bacias, hoje conhecidos (Amazonas, Tocantins, Parnaíba, S.Francisco,Paraguaçu, Doce, etc.) deixando como remanescente do grande lago, apenas a região do pantanalmato-grossense e os tabuleiros e chapadas da paisagem geológica do interior do Brasil. Define-se ageografia atual. Em suma: o livro da natureza está escrito na sequência vertical das formações geológi-cas da crosta da Terra. O Futuro do Planeta A intensidade sísmica reduz-se ao que é conhecido hoje. A sedimentação da atmosfera e oprocesso fotossintético iniciados no Período Pangaeiânico, quando eram altas as taxas do gás carbô-nico adequadas para os seres orgânicos daquelas épocas, determina taxas cada vez menores daquelegás, à medida que ele se transforma em petróleo, permitindo o aparecimento de novas espécies ani-mais, e a extinção de outras, inclusive os primeiros ancestrais da humanidade mais recentemente.O contínuo decréscimo da taxa do gás carbônico, atualmente 0,032%, permite o atual estilo de vidahumana ou a vida como a conhecemos. Se continuar o abaixamento da porcentagem do CO2 ,deter-minará também a paulatina extinção das atuais espécies e conseqüentemente o desaparecimento daparte orgânica da superfície da Terra. O planeta continuará girando ao redor do Sol e em torno do seu eixo e se tornará um corpoceleste estéril e refletor da energia solar aqui chegada. Os reservatórios da subsuperfície estarão ple-nos de petróleo. 202

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