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Tabela 2 - Consumo de materiais e custo relativo das argamassas com entulho, em relação à             argamassa mista 1 : ...
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Avaliação de argamassas com entulho reciclados, por procedimentos racionais de dosagem

  1. 1. $9$/,$d­2 ( $5*$0$66$6 &20 (178/+26 5(&,&/$26 325 352(,0(1726 5$,21$,6 ( 26$*(00,5$1$ /HRQDUGR ) 5
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  3. 3. (1) Eng. Civil. Mestrando do Departamento de Engenharia de Construção Civil, da Escola Politécnica, da Universidade de São Paulo, PCC-USP. Av. Prof. Almeida Prado, Trav. 2, nº 83, Cid. Universitária. S. Paulo-SP. CEP 05508-900 . E-mail miranda@pcc.usp.br(2) Enga Civil. Prof ª Doutora do PCC-USP. E-mail smsselmo@pcc.usp.br5(6802A reciclagem do entulho de construção em argamassas é uma das alternativas paraamenizar o problema ambiental, nos centros urbanos. Mas, pode haver um largo espectro dedesempenho dos revestimentos de paredes, com ocorrências de pulverulência ou fissuração,pelas variações na composição e no teor do entulho, entre outras causas. Este artigoapresenta a primeira fase de uma pesquisa que analisará a influência da composição e doteor do entulho, em revestimentos de argamassa, por procedimentos racionais de dosagem,adaptáveis a usinas de reciclagem. Foram usadas sete composições de entulho reciclado, emargamassas de traços 1:6, 1:7, 1:9 e 1:10 (cimento, agregado total, em massa seca), sendo oentulho e a areia prefixados pelo critério de “finos total plastificantes 75 µm”. Vinte eoito argamassas foram avaliadas quanto à trabalhabilidade, por dois pedreiros do SENAI, edepois as de traços 1:7 e 1:10 foram caracterizadas quanto a consumo de materiais e custo,consistência, densidade de massa, teor de ar e retenção de água. Nos traços estudados, foipossível adotar teores fixos para a relação água/materiais secos e a porcentagem de finostotal, sem prejuízos expressivos de trabalhabilidade, ainda que a composição e o teor deentulho influenciem as propriedades analisadas. ,),8/$(6 ( 3(563(7,9$6 12 862 2 (178/+2 5(,/$2No Brasil, o entulho de construção representa de 60% a 68% da massa total dos resíduossólidos urbanos (PINTO, 1997). Em vista disto, o entulho reciclado apresenta-se como umaalternativa para reduzir, tanto os custos da administração municipal como da degradaçãoambiental, nas cidades de médio e grande porte.Todavia, a principal ênfase comercial, na reciclagem desse entulho, até agora, foi ainstalação de máquinas argamasseiras, em canteiros de obras e que possam já triturar osseus próprios resíduos, sendo esta aplicação um contraponto com as metas, hojegeneralizadas, de redução de desperdícios e melhoria da qualidade, pela construção civil.Considera-se, pois, que as grandes perspectivas para a reciclagem de entulho de construçãoestejam na instalação de centrais de reciclagem, que possam produzir argamassas,concretos e pré-fabricados, em volumes compatíveis à velocidade de geração de entulhopelas grandes cidades, e com um nível mínimo de controle tecnológico, para garantir odesempenho dos materiais e componentes ali produzidos.No tocante ao uso de entulho reciclado em argamassas, do que trata este trabalho, verifica-se que os estudos nacionais são restritos a PINTO (1986), HAMASSAKI HW DO (1996),
  4. 4. SILVA HW DO (1997), LEVY (1997) e artigos relacionados. Em todos, as pesquisas limitam-se a argamassas com entulho, em traços empíricos ditados pela prática ou pelo fabricantedo equipamento de moagem envolvido, sem fundamento tecnológico de dosagem.Nas obras de edificações, entretanto, é possível constatar um largo espectro de desempenhodessas argamassas, principalmente, quando aplicadas como revestimento, sendo bastantevariada a sua performance quanto à fissuração e pulverulência superficial, o quepossivelmente decorre, entre outras causas, da impossibilidade de um melhor controle dedosagem e da variabilidade da composição do entulho. Também as variações do entulhoreciclado quanto à composição mineralógica, composição granulométrica, forma daspartículas e teor de proporcionamento, podem causar reflexos em propriedades importantesdas argamassas e no desempenho de revestimentos.Assim, este trabalho refere-se à primeira fase de uma pesquisa que tem por fim analisar odesempenho de revestimentos de argamassas com entulho reciclado, variando-se acomposição do entulho e os traços, por procedimentos racionais de dosagem. 2%-(7,926 2 75$%$/+2Os objetivos deste trabalho foram avaliar a trabalhabilidade e propriedades relacionadas,tais como consistência, retenção de água, densidade de massa e teor de ar aprisionado, eainda o custo por metro cúbico, de argamassas preparadas com cimento, areia de rio e setediferentes composições de entulhos reciclados, sendo os entulhos preparados e os traçosprefixados por procedimentos racionais de dosagem, a seguir explicados. (6782 (;3(5,0(17$/ 0DWHULDLV XWLOL]DGRVOs materiais básicos utilizados na pesquisa foram cimento CP II E-32 e areia fina de rio,como agregado miúdo principal. As suas características constam no Anexo. A escolha deareia fina decorre das exigências da pesquisa, de prosseguimento deste trabalho.As sete composições de entulho estudadas, utilizadas como parte do total de agregadomiúdo e com a função principal de DGLomR SODVWLILFDQWH, constam na Tabela 1. Os materiaisconstituintes originaram-se da moagem a seco de blocos cerâmicos, de blocos de concreto ede argamassa de cimento, cal e areia (traço 1 : 2 : 9 em volume, agregado úmido), emmoinho ANVI 500, durante 20min e com corte em peneira ABNT 4,8 mm, resultando comas características físicas que constam no Anexo. Tabela 1 Composições de entulho utilizadas na pesquisa. Tipo e nº Materiais constituintes, % em massa seca de identificação Bloco cerâmico Argamassa Bloco de concreto T1 75 25 0 T2 55 45 0 T3 35 65 0 T4 0 100 0
  5. 5. T5 0 65 35 T6 0 45 55 T7 0 25 75 0HWRGRORJLD ULWpULR GH GRVDJHP GRV HQWXOKRV QDV DUJDPDVVDVNeste trabalho, o critério de dosagem dos entulhos nas argamassas adotou a proposta deLAHUERTA MONTERDE (1984), pela qual o WHRU GH ILQRV WRWDO LQIHULRU D µP, emargamassas anidras, pode ser considerado como parâmetro de controle da sua plasticidadeno estado fresco, através dos seguintes limites1, em massa seca: abaixo de 15%, asargamassas são consideradas magras; na faixa de 15 % a 25 %, médias e acima de 25 %,gordas.A fração de ILQRV WRWDO, também chamada de ILQRV WRWDO SODVWLILFDQWHV, inclui a contribuiçãode todos os materiais da argamassa, isto é, do cimento, do agregado miúdo principal (emgeral, areia de rio) e das DGLo}HV SODVWLILFDQWHV (materiais DJORPHUDQWHV ou LQHUWHV quetenham a função principal de contribuir para a coesão e plasticidade das argamassas, nocaso, os entulhos reciclados). Isto eqüivale a afirmar que todos os materiais com dimensãode partícula inferior a 75 µm podem contribuir para a plasticidade das argamassas,independente de serem aglomerante, adição plastificante ou agregado miúdo.SELMO (1989) comprovou a adequação desta variável para controle da trabalhabilidade deargamassas, tanto as mistas de cimento e cal, quanto as de cimento e saibro e indicou anecessidade da sua avaliação como parâmetro de controle da retração potencial dasargamassas. Isto foi feito por SELMO BÜCHER (1990), que mostraram que tal variávelpode ser adequada para controle da retração potencial de argamassas, principalmentequando se visa investigar o efeito de acréscimos de um mesmo tipo de adição plastificante.Estudos e propostas de dosagem de argamassas, que se seguiram, p. ex. de ARAÚJO(1995) e de LARA HW DO (1995), evidenciaram a possibilidade de utilização desteparâmetro, inclusive, com a determinação prática do teor mínimo de adição plastificante,necessário à obtenção de trabalhabilidade, que é possível avaliar com boa repetibilidade,para um mesmo oficial pedreiro, e cujas diretrizes constam em SELMO (1997).No presente trabalho, visando-se melhor comparar a influência das diferentes composiçõesde entulho, aplicou-se o princípio de dosagem explicado, mas preestabelecendo um teor definos total constante e igual a 19 %, para todas as argamassas anidras, e na seqüência dapesquisa, outros valores maiores serão testados. Admite-se que possa haver variações emtorno de 19 + 2 %, conforme o método de caracterização da granulometria do entulho eainda porque o cimento foi considerado como 100 % passante na peneira ABNT 75 µm. (VWXGR SUiWLFR LQLFLDO GH WUDEDOKDELOLGDGH H DSOLFDomRO estudo prático inicial de trabalhabilidade foi similar à metodologia de SELMO (1997) erealizado para os traços 1:6, 1:7, 1:9 e 1:10 (cimento, agregado total, em massa de materiais1 LAHUERTA MONTERDE (1984) propõem a redução de 5 % nos limites, para argamassas com aditivos reguladores de trabalhabilidade.
  6. 6. secos), com o critério de dosagem dos entulhos explicado no item 3.2.1, e visou confirmar aadequação do valor de finos total preestabelecido e avaliar a dosagem de água, nasargamassas, em função da trabalhabilidade ótima para aplicação como revestimento.Todas as argamassas estudadas foram compostas de cimento : entulho : areia fina de rio. Oentulho entrou como parte do agregado total no traço e com isso há um aumento na relaçãoentulho/areia à medida que aumenta o teor de agregado total no traço, já que isto causadiminuição da contribuição do cimento, na parcela de ILQRV WRWDO SODVWLILFDQWHV.O estudo de trabalhabilidade foi realizado com dois pedreiros experientes, funcionários doSENAI, em diferentes dias, e que seguiram o seguinte procedimento padronizado, paratodas as argamassas: adição de água às misturas anidras (previamente dosadas) ehomogeneização mecânica simultânea, até atingirem a consistência adequada; análisevisual da retenção de água e plasticidade, seguida de aplicação sobre alvenaria de blocos deconcreto, em áreas de 30 cm x 30 cm e espessura de 1 a 3 cm, para avaliação da facilidadede lançamento, adesão ao substrato e de desempenamento dos revestimentos, em tempoótimo definido pela experiência de cada pedreiro. Os resultados estão discutidos no item 4. DUDFWHUL]DomR FRPSOHPHQWDU GDV DUJDPDVVDV IUHVFDVNuma segunda etapa foram analisadas em laboratório apenas os traços 1:7 e 1:10, com asmesmas composições de entulho definidas na Tabela 1 e com critério de dosagem de água,definido pelo estudo prático (item 3.2.2) e a ser adiante explicado. As propriedades dasargamassas determinadas foram o índice de consistência (NBR 7215/81), a retenção deágua (NBR 13277/95), a densidade de massa aparente e o teor de ar (NBR 13278/95). $35(6(17$d­2 ( $1È/,6( 26 5(68/7$26As Figuras 1 e 2 ilustram os resultados do estudo de trabalhabilidade, descrito no item3.2.2. Pela Figura 1, observa-se a variação da relação água/materiais secos (H), média dosvalores individuais de cada pedreiro. Pela Figura 2, verifica-se a excelente correlação darelação água/cimento média (DF) com a proporção de agregado total (P), nos traços emmassa seca, já tendo isto sido observado por SELMO (1989) e em pesquisas anteriores doPCC-USP. Através da reta de regressão, da Figura 2, obteve-se um valor teórico calculadode DF, para cada traço em massa. Pela fórmula clássica de “H = DF / (1+P)”, calculou-sevalores muito próximos a 24%, para todas as composições de entulho estudadas. Este valorfoi adotado para a caracterização dos traços 1:7 e 1:10, feita na seqüência do trabalho.Através do estudo prático de trabalhabilidade, pôde-se observar que, em geral, todas asargamassas com entulho consumiram uma quantidade de água superior à normalmenteconsumida por argamassas mistas, principalmente aquelas com elevado teor de blococerâmico. Todas foram aprovadas pelos pedreiros a nível de retenção de água, plasticidadee facilidade de aplicação. As argamassas com a composição do Tipo 1 foram consideradasmais ásperas do que as demais, e aquelas com a composição Tipo 4, as mais plástica. Todasaderiram bem ao substrato até a espessura de 2,5 cm. Com relação ao tempo dedesempenamento, este variou entre 25 e 30 min, para as argamassas dos tipos T3 a T7, e,para as demais, entre 15 e 20 min. Nenhuma argamassa aplicada apresentou problema dedescolamento, pulverulência ou fissuração até o sétimo dia de idade e isto deverá serconfirmado em estudos subseqüentes para idades mais avançadas.
  7. 7. 26,0 5HODomR iJXDPDWHULDLV VHFRV 25,5 Tipo 1 25,0 Tipo 2 24,5 Tipo 3 +
  8. 8. 24,0 Tipo 4 23,5 Tipo 5 23,0 Tipo 6 22,5 Tipo 7 22,0 6 7 9 10 3URSRUomR DJUHJDGR WRWDOFLPHQWR HP PDVVD
  9. 9. Figura 1:Resultados médios de “H”, obtidos no estudo prático de trabalhabilidade, conduzido conforme item 3.2.2, com dois pedreiros experientes, funcionários do SENAI. 2,80 5HODomR iJXDFLPHQWR HP PDVVD
  10. 10. 2,60 y = 0,2267x + 0,3456 Tipo 1 2 2,40 R = 0,9645 Tipo 2 Tipo 3 2,20 Tipo 4 2,00 Tipo 5 Reta de de Linha tendência regressão Tipo 6 1,80 Tipo 7 1,60 6 7 8 9 10 3URSRUomR DJUHJDGR WRWDOFLPHQWR HP PDVVD
  11. 11. Figura 2 – Variações da relação água/cimento (DF), pelo estudo prático de trabalhabilidade, conduzido com dois pedreiros do SENAI, com valores de “H” ilustrados na Figura 1.
  12. 12. Tabela 2 - Consumo de materiais e custo relativo das argamassas com entulho, em relação à argamassa mista 1 : 2 : 9, ao valor de R$ 82,70 por metro cúbico. 7LSR GH LPHQWR ÈJXD $UHLD (QWXOKR XVWR XVWR 7UDoR FRPSRVLomR NJP
  13. 13. NJP
  14. 14. P P
  15. 15. NJP
  16. 16. 5 P
  17. 17. UHODWLYR
  18. 18. 7 192 368 1,2 102 62,97 76 7 192 368 1,2 102 62,90 76 7 191 367 1,2 101 62,76 76 7 190 364 1,2 99 62,35 75 7 192 369 1,2 105 63,10 76 7 192 369 1,2 107 62,99 76 7 193 371 1,2 110 63,22 76 7 135 357 1,1 250 51,02 62 7 135 356 1,1 248 50,92 62 7 135 356 1,1 247 50,97 62 7 135 355 1,1 244 50,88 61 7 136 359 1,1 257 51,12 62 7 137 361 1,1 265 51,24 62 7 137 362 1,1 272 51,16 62Os consumos de materiais e o custo relativo do m3 das argamassas constam na Tabela 2, apartir dos dados relacionados na Tabela 3. Para o mesmo traço em massa e com as setecomposições de entulho estudadas, as diferenças de custo e de consumo de cimento por m3das argamassas podem ser consideradas insignificantes. Mas, há economia de 25 a 40% nocusto total de materiais, se comparado o custo destas argamassas em relação ao daargamassa mista 1:2:9. Obviamente, os dados da Tabela 2 e da Tabela 3 são apenasilustrativos, pois não incluem os custos operacionais efetivos, para a reciclagem do entulho.A diferença no consumo de entulho nas argamassas, ocorreu para as composições a base debloco de concreto moído (9 a 25 kg a mais, por m3, do que com os entulhos a base deblocos cerâmicos). Isto explica-se, pois foi fixado o teor de ILQRV WRWDO 75 µm, em 19%, eo entulho com menor quantidade desses finos resultou adicionado em maior quantidade. Tabela 3 - Valores utilizados para cálculo do m3 das argamassas Material Cimento Cal Areia Bl. Cerâmico Argamassa Bl. ConcretoPreço (R$/kg) 0,14 0,11 - 0 0 0Preço (R$/m3) - - 30,00 0 0 0 M. unitária 1100 700 1340 - - - (kg/m3) Inchamento - - 1,30 - - -Como consta na Figura 3, por haver pouco entulho no traço 1:7, foi baixa a sua influênciano índice de consistência das argamassas, que resultou praticamente constante, no intervalode 277 ± 10 mm. Já no traço 1:10, observou-se uma nítida influência dos entulhos nesta
  19. 19. propriedade, sendo que as argamassas perderam consistência à medida que substituiu-se oentulho de bloco cerâmico por entulho de argamassa e este, pelo entulho de bloco deconcreto. Mas, considerou-se que todas as argamassas resultaram de dentro de limitesaceitáveis de trabalhabilidade, e, em princípio, pode ser factível adotar um valor fixo darelação água/materiais secos, precisando-se ainda pesquisar a manutenção da consistência. ËQGLFH GH FRQVLVWrQFLD PP
  20. 20. 310 300 Bl. cerâmico 1:7 290 Bl. concreto 280 1:7 Bl. cerâmico 270 1:10 Bl. concreto 260 1:10 250 25 45 65 100 7HRU GH DUJDPDVVD PRtGD QD FRPSRVLomR GR HQWXOKR
  21. 21. Figura 3 - Índice de consistência das argamassas pela NBR 7215/81 e com relação água/materiais secos constante e igual a 24%, em massa.A retenção de água, ilustrada na Figura 4, não sofreu variação significativa para o traço 1:7,devido ao baixo consumo de entulho. Já no traço 1:10 observa-se nitidamente a redução daretenção de água à medida que o bloco cerâmico foi substituído pela argamassa e umaumento à medida que esta foi substituída pelo bloco de concreto. O bloco cerâmico moídomostrou-se um excelente retentor de água, capaz de fazer com que o traço 1:10 apresenteresultados maiores que os do traço 1:7, nas composições onde seu teor é elevado (T1 e T2). 91 5HWHQomR GH iJXD
  22. 22. 90 Bl. cerâmico 1:7 89 Bl. concreto 88 1:7 Bl. cerâmico 87 1:10 Bl. concreto 86 1:10 85 25 45 65 100 7HRU GH DUJDPDVVD PRtGD QD FRPSRVLomR GR HQWXOKR
  23. 23. Figura 4 - Retenção de água das argamassas pela NBR 13277/95.
  24. 24. Como ilustra a Figura 5, em ambos os traços 1:7 e 1:10, a densidade de massa dasargamassas decresceu conforme substituiu-se o entulho de bloco cerâmico ou de bloco deconcreto pelo de argamassa moída. A maior densidade foi encontrada para a composição demaior teor de entulho de bloco de concreto, mas, ainda assim, aquém dos valoresnormalmente obtidos para argamassas mistas comuns. Como esperado, as densidadescaíram do traço 1:7 para 1:10. Os teores de ar (Figura 6) calculados para o traço 1:10 sãoelevados quando comparados aos valores usuais medidos em argamassas mistas. 1920 HQVLGDGH GH PDVVD NJP
  25. 25. 1900 Bl. cerâmico 1:7 1880 Bl. concreto 1:7 Bl. cerâmico 1860 1:10 Bl. concreto 1840 1:10 1820 25 45 65 100 7HRU GH DUJDPDVVD PRtGD QD FRPSRVLomR GR HQWXOKR
  26. 26. Figura 5 - Densidade de massa das argamassas pela NBR 13278/95. 9,0 7HRU GH DU LQFRUSRUDGR
  27. 27. Bl. cerâmico 8,0 1:7 Bl. concreto 7,0 1:7 Bl. cerâmico 6,0 1:10 5,0 Bl. concreto 1:10 4,0 25 45 65 100 7HRU GH DUJDPDVVD PRtGD QD FRPSRVLomR GR HQWXOKR
  28. 28. Figura 6 – Teor de ar calculado para as argamassas pela NBR 13278/95.
  29. 29. 21/86®(6Para os materiais e composições de entulho utilizados, e com o teor de finos totalplastificantes prefixado em 19%, foi possível obter trabalhabilidade das argamassas com ostraços, em massa, variando entre 1:6 e 1:10. Todos resultaram com boa aceitação pelospedreiros, quanto à plasticidade, adesão ao substrato e desempenamento.Também pôde-se adotar um teor fixo de 24% para a relação água/materiais secos, para ostraços 1:7 e 1:10, sem prejuízo significativo da trabalhabilidade. Embora, tenha sidopossível apontar diferenças de consistência, de retenção de água e de densidade de massa,causadas pela natureza do entulho e pelo seu teor nas misturas.O aumento do teor de bloco cerâmico na composição do entulho resultou na necessidade demaior consumo de água para que se mantivesse a mesma trabalhabilidade. Ao contrário, oaumento do teor de bloco de concreto ou argamassa moída resultou em menor consumo deágua. Este fato pode ser explicado pelo bloco cerâmico possuir um maior teor de partículasfinas (Figura A.1). Outra justificativa pode estar relacionada à maior absorção de águadeste tipo de entulho, que será caracterizada na seqüência do trabalho.As argamassas que continham maiores teores de bloco de concreto destacaram-se por umligeiro aumento no consumo de entulho, mas para um custo praticamente constante e igualao das argamassas com as outras quatro composições de entulho estudadas.Sem a inclusão de custos operacionais da reciclagem do entulho, as argamassas, de traço 1:7 a 1:10 e com as composições estudadas, apresentaram custo em torno de 60 a 75 % docusto da argamassa mista 1:2:9 (volume, areia úmida). Assim, acredita-se que os principaisbenefícios possam mesmo advir dos reflexos ambientais e sociais, pela redução do volumede lixo urbano, caso as usinas de reciclagem possam evoluir do ponto de vista técnico eeconômico. 5()(5Ç1,$6 %,%/,2*5È),$6ARAÚJO, G.A. Contribuição ao estudo das propriedades de argamassas com saibro da região de Maceió (AL) para revestimentos. Porto Alegre, 1995. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal do Rio Grande do Sul.HAMASSAKI, L.T.; SBRIGHI NETO, C.; FLORINDO, M. C. Uso do entulho como agregado para argamassas de alvenaria. In: RECICLAGEM E REUTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS COMO MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL, São Paulo, 1996. Anais. São Paulo, ANTAC, 1996. p. 107-115.LARA, D., NASCIMENTO, O.; MACEDO, A., GALLO, G., PEREIRA, L., POTY, E. Dosagem das argamassas. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE TECNOLOGIA DAS ARGAMASSAS, 1., Goiânia, 1995. Anais. Goiânia, ANTAC, 1995. p. 63-72.LAHUERTA, J.V., MONTERDE, G.J.C. Estudio teórico y experimental sobre los morteros para muros resistentes de fábrica de ladrilho para la actualización de la Norma Básica MV 201-1972; 1.parte: Memoria del estudio. Materiales de Construccion, Madrid, 34 (196) : 3-41, 1984.
  30. 30. LEVY, Salomon Mony. Reciclagem do entulho de construção civil, para utilização como agregado de argamassas e concretos São Paulo, 1997. 145p. Dissertação (Mestrado) - Escola Politécnica, Universidade de São Paulo.PINTO, T.P.P. Utilização de resíduos de construção. Estudo do uso em argamassas. São Carlos, 1986, 137 p. Dissertação (Mestrado) – Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo.PINTO, T.P.P. Resultados da gestão diferenciada. Téchne, n.31, nov./dez., p.31-34, 1997.SELMO, S.M.S. Dosagem de argamassas de cimento Portland e cal para revestimentos externos de fachadas dos edifícios. São Paulo, 1989. 187p. Dissertação (Mestrado) - Escola Politécnica, Universidade de São Paulo.SELMO, S.M.S, BÜCHER, H.R.E. O saibro na formulação de argamassas de assentamento e revestimento: contribuição ao estabelecimento de critérios para dosagem. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIMENTO, 2., São Paulo, 1990. Anais. São Paulo, ABCP, 1990. v. 2, p. 477-96.SELMO, S.M.S. Metodologia para dosagem de argamassas pelo teor de finos plastificantes 75 µm. São Paulo, ABCP, 1997. (Apostila do IV Laboratório do Curso Intensivo de Argamassas de Assentamento e Revestimento – CIARE).SILVA, A.S.R., SILVA Fº, A.F., AZEVEDO, M.T., MATTOS, E.G. Argamassa inorgânica com o emprego de entulho reciclado. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE TECNOLOGIA DAS ARGAMASSAS, 2., Salvador, 1997. Anais. Salvador, ANTAC, 1997. p. 203-07. $*5$(,0(1726À FAPESP, pelo apoio financeiro principal, à ANVI, fornecedora do equipamento demoagem dos entulhos e à Escola SENAI Orlando Laviero Ferraiuolo, em S. Paulo/SP, napessoa do Eng. Luiz Henrique Piovezan e dos oficiais pedreiros participantes do trabalho.
  31. 31. $1(;2 $5$7(5,=$d­2 )Ë6,$ ( 48Ë0,$ 26 0$7(5,$,6 Tabela A.1 - Composição química do cimento CP II-E (%) 3) 6L2 $O2 )H2 D2 0J2 62 1D2 .2 6 5, D2 , 2 4,78 21,24 4,99 2,71 57,91 3,99 2,08 0,02 0,72 0,08 1,11 0,72 3,98 Tabela A.2 - Características físicas e mecânicas do cimento CP II-E. Pó Pasta Argamassa Finura (%) Consistência normal (g/g) Resistência aos 3 dias 20,5 3,6 25,42 (NBR 11579) (NBR 11580) (MPa) (NBR 7215) Área específica Expansibilidade à quente 341 0(m2/kg) (NBR 7224) (mm) (NBR 11582) Massa específica Tempo de início de pega Resistência aos 7 dias 3060 6,4 27,0(kg/m3) (NBR 6474) (h) (NBR 11581) (MPa) (NBR 7215) Tabela A.3 - Características dos entulhos básicos moídos e da areia de rio Propriedade Método Bl. cerâmico Argamassa Bl. concreto AreiaDimensão. máx. característ. NBR 7217/87 2,4 4,8 4,8 0,6Módulo de finura NBR 7217/87 1,65 1,54 1,88 1,08Materiais pulverulentos (%) NBR 7219/87 38 (1) 37 (1) 34 (1) 5 3Massa unitária (kg/m ) NBR 7251/82 1270 1320 1530 1340Massa específica (kg/m3) NBR 9776/87 2770 (1) 2780 (1) 2700 (1) 2580 (2)Sais solúveis (%) NBR 9917/87 0,7 - - -Obs.: (1) Para os entulhos, os materiais pulverulentos (finos 75 µm) foram calculados por granulometria a laser, e a massa específica foi feita pela NBR 6508/84; (2) O valor de sais solúveis deve ser confirmado na seqüência da pesquisa.
  32. 32. 100
  33. 33. 90 0DWHULDO SDVVDQWH DFXPXODGR 80 Bloco 70 cerâmico 60 Argamassa 50 40 Bloco de 30 concreto 20 Areia 10 0 0 0,1 1 10 100 1000 10000 $EH UWXUD GD SH QH LUD $%17 µP
  34. 34. Figura A.1 - Curvas granulométricas dos entulhos básicos moídos e da areia de rio.

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