17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR,...
17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR,...
17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR,...
17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR,...
17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR,...
17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR,...
17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR,...
17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR,...
17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR,...
17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR,...
17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR,...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Análise da absorção de água por imersão em argamassa com reciclado da indústria cerâmica

1.885 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.885
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
30
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Análise da absorção de água por imersão em argamassa com reciclado da indústria cerâmica

  1. 1. 17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR, Brasil. ANÁLISE DA ABSORÇÃO DE ÁGUA POR IMERSÃO EM ARGAMASSA COM RECICLADO DA INDÚSTRIA CERÂMICA J. S. da COSTA (1); C. A. MARTINS (2); J. B. BALDO (3). (1) Engenheiro Civil, CEFET-MT; doutoranda: PPG-CEM-DEMa-UFSCar.end: Mirabel, nº 538, Pedregal, São Carlos-S.P. CEP- 13560-060; (1) e-mail-juzelia@iris.ufscar.br; (2,3) Professor Adjunto DEMa – UFSCar. End: Rod..Washington Luís, km 235 – Monjolinho – São Carlos –SP - C.P. 676. CEP – 13565-905. (2) cmartins@power.ufscar.br; (3)baldo@power.ufscar.br RESUMO O objetivo dessa pesquisa é analisar a absorção de água por imersão de argamassa utilizando como agregado miúdo o material reciclado da industria cerâmica tendo como referência á argamassa convencional. Para analise confeccionou-se argamassa com as seguintes denominações: CV (cimento: cal: rejeito de cerâmica vermelha); PCV (cimento: cal: rejeito de piso cerâmico vidrado); LSV (cimento: cal: rejeito de louça sanitária vidrada) e argamassa de referência P1 (cimento: cal: areia de rio). As argamassas foram desenvolvidas para fins de assentamento e revestimento. Nessa pesquisa se constatou que as argamassas com reciclado apresentaram maior nível de absorção bem como o índice de vazios, superiores as argamassas tradicionais. Este fator poderia indicar uma deficiência, porém, quando a resistência á compressão e a aderência são comparadas, podemos ver que em algumas idades e dependendo do substrato a superioridade evidente das argamassas contendo o agregado reciclado, comparativamente a argamassa de referência de mesmo traço. Palavras Chaves: Absorção, reciclado, argamassa, indústria cerâmica. 1 INTRODUÇÃO De uma maneira geral a reciclagem de resíduos cerâmicos como agregados em construção civil, enfoca mais diretamente o rejeito de construção civil. Aparentemente não existem relatos específicos tratando da reutilização como material construtivo, do rejeito virgem, o qual por uma razão ou outra foi considerado 3661
  2. 2. 17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR, Brasil. impróprio para venda ao sair do forno na indústria. Esse foi o objeto do presente trabalho. A reciclagem dos rejeitos virgens é mais fácil e econômica em ser implementada, pois não envolve a separação qualitativa e nem é acompanhada de contaminações difíceis de serem eliminadas. Assim o agregado gerado é uniforme química e mineralógicamente, sendo praticamente isento de materiais estranhos. Neste trabalho são apresentados os efeitos nas propriedades relevantes de argamassas de revestimento, ao se utilizar rejeitos (virgens) de pisos cerâmicos vidrado (PCV) pertencente ao pólo cerâmico de Santa Gertrudes, louça sanitária vidrada (LSV) pertencente á região de Minas Gerais - MG e cerâmica vermelha (CV) pertencente á região de São Carlos - SP como agregado, em substituição à areia de rio. Tal material foi devidamente transformado por britagem e moagem num agregado cujas dimensões simularam as de uma areia de rio normalmente utilizada em argamassas. Uma vez que as areias naturais são reconhecidas como agregados inertes, não desenvolvendo reação química com os constituintes da argamassa, dúvidas foram levantadas sobre a possível baixa aderência de interface ou mesmo a reação entre o agregado reciclado contendo esmalte com o cimento e a cal, similar à reação álcali/agregado nos concretos. As faces vidradas, que se incorporam ao (1) resíduo após a preparação, têm sido consideradas como um aspecto negativo . (2) Por outro lado, existem relatos de que este efeito não é significativo em concretos contendo agregados reciclados de rejeitos virgens de sanitários. Em argamassas, aparentemente esse efeito não foi estudado. O que se pode dizer com certeza é que uma vez que a porcentagem em massa do vidrado cerâmico num piso e louça sanitária é da ordem de 5%, vai gerar um volume muito pequeno de faces vidradas em relação às faces não vidradas. Assim, não é de se esperar nenhum efeito deletério significativo desse material nas propriedades globais da argamassa (3,4,5,6) . 3662
  3. 3. 17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR, Brasil. 2 MATERIAIS E MÉTODOS 2.1 Caracterização dos Materiais O cimento e a cal utilizadas neste estudo apresentaram as características mostradas na Tabela 1. TABELA 1 – CARACTERÍSTICAS DO CIMENTO E CAL. Característica Cimento Cal NBR 11578(7) NBR 7175(8) Tipo CP II-F-32 CH III Finura (%) 3 13 Massa unitária (g/cm3) 1,15 0,70 2.2 Os Agregados O rejeito industrial utilizado neste estudo, consistiu de Pisos Cerâmicos Vidrado de corpo vermelho (PCV), Louça Sanitária Vidrada (LSV) e Cerâmica Vermelha (CV) com absorção de água menor do que 6%. Tais materiais, por uma ou outra razão, foram considerados impróprios para venda após terem passado pelo ciclo completo de produção. As peças foram inicialmente fragmentadas com o uso de um britador de mandíbulas, e posteriormente moídas por moinho de martelos. Para a preparação da argamassa o material obtido foi separado em frações granulométricas, sendo constituído de material passante pela peneira ABNT nº 4 (4,8mm) e 98% retido na peneira ABNT nº 200 (0,075mm) (NBR 7211)(9). O agregado para a argamassa convencional de referência produzida de mesmo traço, produzida em laboratório, foi a areia natural quartzosa (areia de rio), denominada P1 proveniente da região da cidade de São Carlos-SP. Os ensaios de granulometria em ambos os casos foi feito segundo a NBR 7217 (10), e encontram-se apresentados nas Figuras 1, 2, 3 e 4. 3663
  4. 4. 17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR, Brasil. Limites Granulométricos para Areia Fina - PCV 100% 90% 80% % Retida Acumulada 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 0.15 0.3 0.6 1.2 2.4 4.8 6.3 9.5 Abertura das Peneiras (m m ) Amostra Limites FIGURA 1 – Curva Granulométrica de Agregado Miúdo de Piso Cerâmico Vidrado (PCV) Reciclado PCV - Diâmetro Máximo Característico = 2,4mm; PCV - Módulo de Finura = 1,89 Limites Granulométricos para Areia Fina - LSV 100% 90% 80% % Retida Acumulada 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 0.15 0.3 0.6 1.2 2.4 4.8 6.3 9.5 Abertura das Peneiras (m m ) Amostra Limites FIGURA 2 – Curva Granulométrica de Agregado Miúdo de Louça Sanitária Vidrada (LSV) Reciclado LSV - Diâmetro Máximo Característico = 1,2 mm; LSV - Módulo de Finura = 1,74 Limites Granulométricos para Areia Fina - CV 100% 90% 80% % Retida Acumulada 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 0.15 0.3 0.6 1.2 2.4 4.8 6.3 9.5 Abertura das Peneiras (m m ) Amostra Limites FIGURA 3 – Curva Granulométrica de Agregado Miúdo de Cerâmica Vermelha (CV) Reciclado CV - Diâmetro Máximo Característico = 2,4 mm; CV - Módulo de Finura = 1,94 3664
  5. 5. 17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR, Brasil. Limites Granulométricos para Areia Muito Fina - rio 100% 90% % Retida Acumulada 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 0.15 0.3 0.6 1.2 2.4 4.8 6.3 9.5 Abertura das Peneiras (m m ) Amostra Limites FIGURA 4 – Curva Granulométrica de Agregado Miúdo Areia de Rio (P1) Areia de rio- Diâmetro Máximo Característico =0,6mm; Módulo de Finura = 1,85. 2.2 Mistura As argamassas feitas em laboratório foram misturadas em argamassadeira, com capacidade nominal de 20l a uma temperatura de 26°C ± 2°C e umidade relativa de 68%, por um período de 3 minutos, seguido de repouso de 10 minutos. Após este repouso, cada argamassa foi misturada por mais 1 minuto e em seguida descarregada da argamassadeira. 2.3 Moldagem e cura dos corpos-de-prova Os corpos de prova cilíndricos de dimensões; 50mm de diâmetro por 100mm de altura, foram moldados conforme a NBR 7215 (11) . Os corpos de provas foram curados ao ar durante as várias idades, à temperatura de 30 °C ± 3°C, umidade relativa ± 72%. 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 3.1 Resultados dos ensaios da argamassa no estado fresco Os resultados de ensaios realizados no estado fresco, nas diversas argamassas, estão mostrados na Tabela 2. 3665
  6. 6. 17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR, Brasil. 3.1.1 Índice físico das argamassas de Piso Cerâmico Vidrado (PCV); louça Sanitária Vidrada (LSV) e Cerâmica Vermelha(CV) e argamassa de referência (P1) no estado fresco, encontra-se na tabela 2. Traço-1:2:9 (cimento:cal:agregado reciclado – 100%) TABELA 2 Índice físico das argamassas em estudo no estado fresco. TIPO PCV Consistência Densidade de massa (a/c) Fator Massa Traço:1:2:X NBR 13276(12) (g/cm3)NBR 13278(13) água/cimento unitária NBR 7251(14) PCV 9 249 mm 2.03 2.20 1.40(g/m3) LSV 9 252 1.90 3.30 1.90 CV 9 244 1.99 3.57 1.35 P1 247 mm 1.87 4.90 1.40(g/m3) 3.2 Resultados do ensaios feitos nas argamassas no estado endurecido 3.2.1 Resistência á compressão axial e resistência á aderência á tração Os resultados dos ensaios realizados no estado endurecido de resistência à compressão axial e resistência de aderência à tração, das argamassas em estudo, estão mostrados na Tabelas 3 e 4 e nas Figuras 5 e 6. TABELA 3 - RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO SIMPLES (MPa) DAS ARGAMASSAS (15) EM ESTUDO AOS 7, 14, 28, 63 E 91 DIAS DE IDADE. NBR 13279 TRAÇO 7 14 28 63 91 360 PCV 9 2,76 2,78 3,26 3,58 3,60 3,71 LSV 9 2,10 2,30 2,44 2,95 3,26 3,30 CV9 3,18 3,81 3,87 3,80 4,05 4,17 P1 1,23 1,30 1,66 1,71 1,74 1,83 RESIST ÊNCIA Á COMPRESSÃO EM MPa 4,5 RESISTÊNCIA EM MPa 4 3,5 3 2,5 2 1,5 PCV 9 1 LSV 9 0,5 CV9 P1 0 0 100 200 300 400 IDADE EM DIAS FIGURA 5 – Resistência à compressão em (MPa) das argamassas, aos 7, 14, 28, 63, 91 e 360 dias de idade. 3666
  7. 7. 17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR, Brasil. TABELA 4 – Resistência de aderência à tração em (MPa) das argamassas, aos 28 , 91 e 360 dias de idade. NBR 13749 (16)TRAÇO Blocos Cerâmico Tijolo Cerâmico NBR 28 91 360 28 91 360 9778 (15) >0.3 >0.62 >0.94 >0.30 >0.41 >0.73 PCV9 6ruptura da ruptura da ruptura da ruptura da ruptura da ruptura da argamassa argamassa argamassa argamassa argamassa argamassa de de de de de de revestimento revestimento revestimento revestimento revestimento revestimento LSV9 >0.30 >0.44 >0.70 >0.35 >0.38 >0.44 ruptura da ruptura da ruptura da ruptura da ruptura da ruptura da argamassa argamassa argamassa argamassa argamassa argamassa de de de de de de revestimento revestimento revestimento revestimento revestimento revestimento >0.38 >0,58 >0.94 >0.43ruptura >0.50 >0.60 CV 9 ruptura da ocorreu na ruptura da da ocorreu na ocorreu na argamassa interface argamassa argamassa interface interface de revestimento de de revestimento revestimento revestimento /substrato revestimento revestimento /substrato /substrato >0.3 ruptura >0.4 ruptura >0.60 >0.46 >0.63 >0.94 P1 da da ruptura da ruptura da ocorreu na ocorreu na argamassa argamassa argamassa argamassa interface interface de de de de revestimento revestimento revestimento revestimento revestimento revestimento /substrato /substrato Resistência de Aderência á Tração Aderência em Bloco Cerâmico 1 aos 28 dias de idade 0,9 Aderência em Bloco Cerâmico 0,8 aos 91 dias de idade 0,7 Aderência em Bloco Cerâmico 0,6 aos 360 dias de idade Resistência de Aderência Aderência em Tijolo Cerâmico 0,5 á Tração em MPa aos 28 dias de idade 0,4 Aderência em Tijolo Cerâmico 0,3 aos 91 dias de idade 0,2 Aderência em Tijolo Cerâmico 0,1 aos 360 dias de idade 0 PCV9 LSV9 CV 9 P1 Material em Estudo FIGURA 6 – Resistência de aderência á tração em (MPa) das argamassas, aos 28, 91 e 360 dias de idade. 3667
  8. 8. 17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR, Brasil. 3.2.2 - Absorção de água por imersão Os resultados do índice físico: absorção de água por imersão; índice de vazios; massa específica seca e saturada; encontra-se na tabela 3, e na figura 7 TABELA 3 – Índice físico das argamassas em estudo no estado endurecido encontra-se na tabela 2. TRAÇO Massa específica Índice de Absorção por Imersão (%) aos NBR (kg/m3) aos 28 dias vazios 28 e 91dias 9778 (17) Seca Saturada (%) 28 91 360 PCV 9 1563 1870 30.58 19,73 19,13 18,73 LSV9 1515 1930 25.08 15.90 15,40 15.30 CV9 1440 1840 39,18 27,09 26,30 25,38 P1 1840 2080 24,63 14,97 14,18 13,39 ABSORÇÃO SE ÁGUA POR IMERSÃO 30 25 A BSO RÇÃ O E M % 20 15 PCV 9 10 LSV9 5 CV9 P1 0 0 50 100 150 200 250 300 350 400 IDADE EM DIAS FIGURA 7 ABSORÇÃO DE ÁGUA POR IMERSÃO em (MPa) das argamassas, aos 28, 91 e 360 dias de idade. Discussão Ao se fixar as argamassas de mesmo traço (PCV9, LSV9, CV9 e P1), podemos notar pelos resultados apresentados na Tabela 2, nota-se que comparativamente a argamassa de referência P1, a argamassa LSV9, dosada com o mesmo traço, apresentou maior índice de consistência para uma relação água cimento menor. Nota-se também que a LSV9 apresenta menores densidades, o que é devido à menor densidade real do agregado reciclado relativamente à areia 3668
  9. 9. 17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR, Brasil. quartzosa. O seu nível de absorção é maior bem como o índice de vazios. Aparentemente estes dois últimos parâmetros poderiam indicar uma deficiência, porém, quando a resistência à compressão e a aderência são comparadas, podemos ver a superioridade evidente o mesmo ocorrendo nas outras argamassas contendo o agregado reciclado, com mesmo traço (PCV 9 e CV 9). Uma outra observação importante é que o fato dos agregados conterem o esmalte cerâmico (PCV9 e LSV9) em uma ou outra face, não impediu a funcionalidade do agregado como formador de esqueleto na argamassa. Em adição, reações adversas do tipo álcali agregado e/ou baixa adesão de interface esmaltada/pasta, aparentemente não ocorreram. 4 CONCLUSÕES Pelos resultados obtidos nesta investigação pode-se concluir que: A utilização de agregados reciclados em substituição a areia, nas argamassas é altamente viável em vista das propriedades compatíveis para as aplicações normais das argamassas feitos com areia. Sem contar com baixo custo envolvido na reciclagem. Embora a questão da durabilidade não tenha sido especificamente investigada, o que ocorrerá numa próxima etapa, os resultados de boa resistência mecânica indicam que não houve nenhuma reação adversa provocada pelas faces vidradas do agregado reciclado, que promovesse dano durante o envelhecimento, pelo menos até a idade de 360 dias, pelos resultados obtidos na absorção de água observa-se que ocorreu um maior empacotamento das partículas com o material reciclado virgem em relação ao material natural. Estes fatos são indicativos da viabilidade da utilização do agregado reciclado em substituição total ou parcial da areia nas argamassas. Agradecimentos: Os autores agradecem ao CNPQ à FAPESP/CEPID/CMDMC, ao Laboratório de Engenharia Civil (DECiv) da UFSCar e ao LCC – Laboratório de Construção Civil da ESSC-USP São Carlos, local onde foi realizado os ensaios de Absorção por Imersão. REFERÊNCIAS 1. Ferreira, H. C. et all. Utilização dos resíduos da construção civil para uso como agregados em argamassas de assentamento e revestimento. In: Congresso Brasileiro de Cerâmica, 42., 1998, Poços de Caldas. Anais...Poços de Caldas: ABC, 1998, p. 752-755. 3669
  10. 10. 17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR, Brasil. 2. Costa, J. S.; Martins, C.A.;Baldo,J. B , Reciclagem de louça sanitária no desenvolvimento de concreto não estrutural, in:46º Congresso Brasileiro de Concreto ,agosto – 2004. 3. Costa, J. S.; Martins, C.A.;Baldo,J. B , Reciclagem de louça sanitária no desenvolvimento de argamassas, in:46º Congresso Brasileiro de Concreto agosto – 2004. 4. Costa, J. S.; Martins, C.A.;Baldo,J. B. Reciclagem de rejeitos da indústria de tijolos e telhas utilizados como agregado em argamassas, In:47º Congresso Brasileiro de Cerâmica – julho – 2003. 5. Silva Jr., J. E. S.; Baldo, J. B.;. Martins, C. A.; Sordi, V. L. Reciclagem de Cerâmica Vermelha para uso na Indústria da Construção Civil. In: CIC UFSCar, IX.,2001, São Carlos, SP. Anais...São Carlos: UFSCar, 2001. Trab. 356, 1 CD. ; 6. Miranda, L. F. R. Estudos de fatores que influem na fissuração de revestimentos de argamassa com entulho reciclado. 190 p. Dissertação (Mestrado). Escola Politécnica, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2000. 7. Associação Brasileira de Normas Técnicas (1987). NBR 11578.Cimento Portland Para Argamassas. Rio de Janeiro, ABNT. 8 . Associação Brasileira de Normas Técnicas NBR- 7175 – Cal hidratada para argamassas. Rio De Janeiro, 1991. 9. Associação Brasileira de Normas Técnicas NBR 7211. Agregados para concreto – especificação. Rio de Janeiro, 1983. 10. Associação Brasileira de Normas Técnicas (1987). NBR 7217. Agregados . determinação de composição granulométrica. Rio de Janeiro ABNT. 11 Associação Brasileira de Normas Técnicas NBR -7215- 91- Cimento Portland- Determinação da resistência à compressão. Rio de Janeiro,1921, ABNT. 12 Associação Brasileira de Normas Técnicas (1995).NBR 13276. Argamassa para assentamento de paredes e revestimento de paredes e tetos – Determinação do teor e água para obtenção do índice de consistência padrão. Rio de Janeiro. ABNT. 13 Associação Brasileira de Normas Técnicas (1995).NBR 13278 Argamassa para assentamento de paredes e revestimento de paredes e tetos – Determinação da densidade de massa e do teor de ar incorporado. Rio de Janeiro. ABNT. 14 Associação Brasileira de Normas Técnicas (1995). NBR 7251. Agregado no estado solto – determinação da massa unitária. Rio de Janeiro, ABNT. 15 Associação Brasileira de Normas Técnicas (1994).NBR 13279 Argamassa para assentamento de paredes e revestimento de paredes e tetos -Determinação da resistência à compressão.Rio de Janeiro.ABNT. 16 - Associação Brasileira de Normas Técnicas (1996). NBR 13749: Revestimento de paredes e tetos de argamassas inorgânicas- especificação. Rio de Janeiro. BASTOS, E. (1982). Cálculo analítico de composições de concretos. In: IBRACON 17 Associação Brasileira de Normas Técnicas (1987). NBR 9778. Argamassa e concreto endurecidos – Determinação da absorção de água por imersão – Índice de vazios e massa específica. Rio de Janeiro, ABNT. 3670
  11. 11. 17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR, Brasil. ABSTRACT ANALYSIS OF THE WATER ABSORPTION FOR IMMERSION IN MORTAR WITH RECYCLED OF THE CERAMIC INDUSTRY The objetive of the research is to analyze the water absorption for immersion of mortar using as great aggregate the recycled one of the ceramic industry having as reference the conventional mortar. For it analyzes confectioned mortar with the following denominations:CV(cement:lime: reject of red ceramics); PCV (cement:lime:glassed ceramic floor); LSV (cement:lime:glassed sanitary ware) and P1 (cement:lime:sand). In these research if it observed that the mortar ones with recycled had presented greater absorption in the first ages, and with the increase of the resistance mechanics the absorption in the recycled mortar in relation to the conventional mortar occurred bigger wrapping up diminishing, is observed that a bigger wrapping up with recycled occurred, what can have occurred for the fact of the recycled one to be a virgin material. For the gotten results it can be concluded for the viability of the substitution, in mortars of covering the sand of river for rejects of the ceramics industry. Such substitution offers to ambient benefits and economic evident. Words Keys: absorption, recycled, mortar, ceramic industry. 3671

×