Grupo: Ana Bruna, Leila Verçosa, Paola Giovana
Sinopse <ul><li>Um simples período de férias em sua casa de campo à beira de um lago é transformado em pesadelo para uma f...
Michael Haneke <ul><li>Nasceu em 1942 em Munique </li></ul><ul><li>Ficou conhecido no Brasil por seus filmes &quot;A profe...
Violência Gratuita <ul><li>Metade da sala que exibia o filme ficou vazia no meio da projeção, no Festival de Cannes, em 19...
Violência Gratuita <ul><li>Referência a “Laranja Mecânica” de Kubrick </li></ul><ul><ul><li>Os seqüestradores, conveniente...
Violência Gratuita <ul><li>Quebra da quarta parede -  Bertolt Brecht </li></ul><ul><ul><li>Uso de câmera lenta para permit...
“ Funny Games” <ul><li>O filme “brinca” com o espectador da mesma forma que os psicopatas com a família </li></ul><ul><li>...
Críticas <ul><li>“ A chilly and extraordinarily controlled treatise on film violence,  Funny Games  punishes the audience ...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Violência Gratuita (Funny Games – 1997)

1.234 visualizações

Publicada em

Trabalho de Cinema - Filme: "Violência Gratuita (Funny Games – 1997)"

Publicada em: Diversão e humor, Tecnologia
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.234
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Violência Gratuita (Funny Games – 1997)

  1. 1. Grupo: Ana Bruna, Leila Verçosa, Paola Giovana
  2. 2. Sinopse <ul><li>Um simples período de férias em sua casa de campo à beira de um lago é transformado em pesadelo para uma família quando, estranhamente, recebem a visita de dois jovens psicopatas, que os submetem a um tenso jogo de tortura psicológica </li></ul>
  3. 3. Michael Haneke <ul><li>Nasceu em 1942 em Munique </li></ul><ul><li>Ficou conhecido no Brasil por seus filmes &quot;A professora de Piano&quot; (La pianiste de 2001, uma adaptação do romande de Elfriede Jeline) e por &quot;Cachê&quot; (estrelado por Juliete Binoche em 2005). </li></ul><ul><li>“ Estamos habituados a ver um cinema calmante, de entretenimento, que não nos confronta com a realidade. Mas, se quisermos ver o cinema como uma forma de arte, somos obrigados a esse confronto. E isso, muitas vezes, choca o público de hoje em dia. Eu faço um filme para me confrontar, eu mesmo, com um tema que acho importante, grave. Nunca tenho a idéia de chocar” Michael Haneke </li></ul><ul><li>Em entrevista, disse que sua intenção com “Funny Games” era provocar a audiência </li></ul><ul><li>Temas recorrentes, como violência, mídia e espectador, com argumentos em teorias de história, memória e trauma </li></ul>
  4. 4. Violência Gratuita <ul><li>Metade da sala que exibia o filme ficou vazia no meio da projeção, no Festival de Cannes, em 1997. </li></ul><ul><li>Enredo simples </li></ul><ul><li>Crítica à banalização da violência, pelos filmes hollywoodianos </li></ul><ul><li>Crítica à sociedade burguesa – os assassinos também fazem parte dessa classe </li></ul><ul><li>A música, inicialmente calmas melodias clássicas, passa à barulheira infernal do saxofonista experimental John Zorn </li></ul><ul><li>Quando os psicopatas deixam a residência, Haneke apresentar um longuíssimo take – mais de 10 minutos – com a câmera parada, sem cortes, mostrando literalmente… nada. À platéia, só é permitido ouvir. </li></ul>
  5. 5. Violência Gratuita <ul><li>Referência a “Laranja Mecânica” de Kubrick </li></ul><ul><ul><li>Os seqüestradores, convenientemente vestidos de branco (uma referência aos delinqüentes juvenis de “Laranja Mecânica) </li></ul></ul><ul><ul><li>A cor branca simboliza, no cinema, um ideal de pureza e paz que nada tem a ver com aquelas pessoas do filme, que estão encenando uma peça macabra para a qual você, espectador, comprou um ingresso. </li></ul></ul><ul><li>Estágios psicológicos dos personagens: </li></ul><ul><ul><li>1-) Fase da incompreensão que gera raiva nas vitimas; </li></ul></ul><ul><ul><li>2-) Fase do diálogo, onde as vítimas tentam negociar a própria vida com bens financeiros; </li></ul></ul><ul><ul><li>3-) Fase da luta pela sobrevivência onde as vítimas tentam sobreviver a qualquer custo e </li></ul></ul><ul><ul><li>4-) Fase do conformismo, onde as vítimas se conformam em morrer e de preferência de maneira rápida. </li></ul></ul>
  6. 6. Violência Gratuita <ul><li>Quebra da quarta parede - Bertolt Brecht </li></ul><ul><ul><li>Uso de câmera lenta para permitir à audiência uma distância </li></ul></ul><ul><li>“ Brincadeira” do diretor com o espectador, tornando-o cúmplice da violência </li></ul><ul><li>Peter fala com a câmera e pisca para o espectador, lembrando-o de vez em quando que está vendo um filme </li></ul><ul><li>As brincadeiras de Peter com a câmera fazem a platéia se identificar, inconscientemente, como uma espécie de terceiro agressor. </li></ul><ul><li>O desconforto é causado pela posição que ocupamos na narrativa: estamos mais próximos dos delinqüentes, a quem condenamos, do que das vítimas. </li></ul><ul><li>Haneke se concentra no sofrimento das vítimas, mais do que nas motivações psicológicas dos afressores </li></ul>
  7. 7. “ Funny Games” <ul><li>O filme “brinca” com o espectador da mesma forma que os psicopatas com a família </li></ul><ul><li>Os momentos mais violentos são onde os assassinatos, a tortura e o assédio sexual são apenas sugeridos (Off–Screen) </li></ul><ul><li>A violência escancarada é mais a psicológica do que a física. O que mais incomoda o espectador é a tortura mental induzida pela frieza com que os dois jovens lidam com a situação e o escárnio com que a situação de vida e morte é tratada </li></ul><ul><li>A intensidade da violência, portanto, depende da carga de imagens violentas presente na memória de cada membro da platéia. Quanto mais filmes de pancadaria e assassinatos você já viu, mais brutal parecerá o ataque contra as vítimas </li></ul><ul><li>O diretor deve ter feito o remake como forma de conseguir provocar ainda mais a audiência americana e seu cinema de terror </li></ul>
  8. 8. Críticas <ul><li>“ A chilly and extraordinarily controlled treatise on film violence, Funny Games punishes the audience for its casual bloodlust by giving it all the sickening torture and mayhem it could possibly desire. Neat trick, that.” Scott Tobias </li></ul><ul><li>“ A stylish, darkly satirical horror-thriller, raising serious questions about Hollywood’s sanitisation of violence.” Damon Wise – The Empire </li></ul><ul><li>“ Haneke is obsessed by that spectacle, and by the helpless reflex that compels us to keep watching, even as we cringe at what we see.” Anthony Lane – The New Yorker </li></ul>

×