O slideshow foi denunciado.
Seu SlideShare está sendo baixado. ×

Jornal O Dia - CENTENAS DE PRESOS SÃO SOLTOS POR ORDEM DO STJ

Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Alagoas l 3 a 9 de maio I ano 08 I nº 375 l 2020 redação 82 3023.2092 I e-mail redacao@odia-al.com.br
MAIS BARATO
Preço do...
2 O DIA ALAGOAS l 3 a 9 de maio I 2020
EXPRESSÃO redação 82 3023.2092
e-mail redacao@odia-al.com.br
CNPJ 07.847.607/0001-5...
Ariel Cipola
Repórter
O
l í d e r d o
G o v e r n o ,
d e p u t a d o
Sílvio Camelo (PV), reba-
teu as denúncias feitas pe...
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Próximos SlideShares
Grupo aprendizes da arte real
Grupo aprendizes da arte real
Carregando em…3
×

Confira estes a seguir

1 de 16 Anúncio

Mais Conteúdo rRelacionado

Diapositivos para si (18)

Semelhante a Jornal O Dia - CENTENAS DE PRESOS SÃO SOLTOS POR ORDEM DO STJ (20)

Anúncio

Mais de ODiaMais (20)

Mais recentes (20)

Anúncio

Jornal O Dia - CENTENAS DE PRESOS SÃO SOLTOS POR ORDEM DO STJ

  1. 1. Alagoas l 3 a 9 de maio I ano 08 I nº 375 l 2020 redação 82 3023.2092 I e-mail redacao@odia-al.com.br MAIS BARATO Preço do GNV cai quase 10% em Alagoas EDITORIAL: PRESIDENTE PRECISA SE ENCONTRAR COM OS PARENTES DEVÍTIMAS DA COVID-19 PARA REPETIR O“E DAÍ?” CAMISA 10 Craque do Galo, Rafael Longuine, é submetido à cirurgia no joelho Centenas de presos que tiveramdireitoapagamentode fiança ou foram beneficiados por estarem no grupo de risco de contrair a covid-19 foram soltos em Alagoas. A orienta- ção foi do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e as Defenso- riasPúblicaspegaramcaronae acionaram o Superior Tribnal de Justiça (STJ), que autori- zou as benesses. Com isso, os crimes de porte ilegal de arma e tráfico de drogas aumentram emAlagoas. ADMINISTRAÇÃO DAS PENITENCIÁRIAS cumpriu ordem judicial e colocou nas ruas o equivalente à lotação de um presídio CENTENAS DE PRESOS SÃO SOLTOS POR ORDEM DO STJ E A PANDEMIA?EM MANAUS ATÉ DOMINGO Cemitério é símbolo do horror AL deve chegar a 1.500 casos O principal cemitério público de Manaus virou um símbolo de horror para o restante do País. Os sepul- tamentos em valas comuns e às vezes até com caixão sobre caixão, assustam. A cidade é uma das mais castigadas pela covid-19 e passou a fazer mais de 130 sepultamentos por dia. Manaus está agonizando. Até o final da tarde de domingo, quando será anunciado o novo Bole- tim Epidemilógico sobre o avanço da covid-19 em Alagoas, o Estado pode chegar aos 1.500 casos. Os números preocupam, porque já anunciam uma possibilidade de colapso no sistema de saúde. As provi- dências foram tomadas antes e muitos leitos foram abertos no Estado. Não se sabe se eles serão suficien- tes. Essa semana, termina o prazo do decreto do gover- nador Renan Filho sobre as última medidas para conter o avanço da doença. Até domingo, o número de óbitos deve passar de 60. No Brasil, deve chegar a 7 mil mortos e 100 mil infectados. Covas rasas,coletivas e em valas e dezenas de cruzes e caixões“desenham”um quadro de horror proporcionado pela novo coronavírus,noAmazonas 2 10 6 4 3 Sílvio Camelo desmente Davi Maia O deputado Davi Maia foi “engolido” por informações técnicas e convincentes dadas pelo deputado Sílvio Camelo, emsessãonaAssembleiasobreo funcionamentodoLacen. Sílvio Camelo acaba com “denúncia” de Davi Maia
  2. 2. 2 O DIA ALAGOAS l 3 a 9 de maio I 2020 EXPRESSÃO redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br CNPJ 07.847.607/0001-50 l Rua Pedro Oliveira Rocha, 189, 2º andar, sala 215 - Farol - Maceió - AL - CEP 57057-560 - E-mail: redacao@odia-al.com.br - Fone: 3023.2092 Para anunciar, ligue 3023.2092 EXPEDIENTE ElianePereira Diretora-Executiva DeraldoFrancisco Editor-Geral Conselho Editorial Jackson de Lima Neto JoséAlberto Costa JorgeVieiraODiaAlagoas Floriano Julião de Oliveira Filho Presidente da Comissão de Estudos Constitucionais da 3ª Subseção da OAB D entreosmaisdiver- sos pedidos em meio as manifes- tações de apoio ao Presidente Jair Bolsonaro, seja nas ruas, seja nas redes sociais, tem um pedido que me chamou muito a atenção que é o de “intervenção militar consti- tucional” com base no art. 142 da Constituição Federal e ainda com base nesse mesmo artigo a institui- ção de um “novo AI-5”. Mas o que será que diz tanto nesse artigo de nossa Constituição Federal? Oart.142daConstituiçãoFede- ral está disposto no Capítulo II que trata sobre as Forças Armadas, por sua vez este capítulo está inserindo no Título V que trata da defesa do Estado e das Instituições Demo- cráticas e diz em seu caput que as Forças Armadas (Exército, Mari- nha e Aeronáutica) são institui- ções nacionais permanentes, que estão sob a autoridade suprema do Presidente da República e se desti- nam à defesa da Pátria, à garantia dospoderesconstitucionaisedalei e da ordem. Nomaisesseartigoeosseguin- tes trazem questões sobre a organi- zação dessas instituições militares, mas em nenhum artigo ou trecho da Constituição encontrei algo que fale sobre uma “intervenção militar constitucional” que vise o “fechamento do Congresso Nacio- nal”, o “fechamento do STF” ou a “prisão” de Ministros da Corte, como vi falarem por aí. Segundo quem defende essa teoria sem pé nem cabeça, o Presi- dente da República, como autori- dadesupremadasForçasArmadas poderia decretar isso, inclusive com a instituição de um novoAI-5. Antes de entrar na explicação do que diz o art. 142 da Constitui- ção Federal, é importante dizer o que foi o AI-5 tão pedido pelos manifestantes pró-Bolsonaro. O Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, baixado pelo então presidente Costa e Silva foi o maisduroatodoperíododitatorial militar no Brasil. O AI-5 perdurou até dezem- bro de 1978 e, entre outras coisas, permitiaqueoPresidentedaRepú- blica fechasse o Congresso Nacio- nal e Assembleias Legislativas, cassasse mandatos parlamentares, intervir em estados e municípios, estabeleceu a censura à música, cinema, teatro, decretar a ilegali- dade de reuniões e toque de reco- lher, suspendeu o habeas corpus. Os próprios ministros que se reuniramparatratarsobreasmedi- das da instauração do ato no país reconheceramque,comaqueleato, o que antes para eles não parecia ainda que era uma ditadura, agora sim o era, mas nas palavras do então ministro Jarbas Passarinho “às favas, senhor presidente, neste momento todos os escrúpulos de consciência”. Então, trocando em miúdos, pedirainstituiçãodeumnovoAI-5 é pedir que o Presidente da Repú- blica, com seu desejo tão revelado em diversas entrevistas ao longo de 30 anos como político, se torne o ditador no Brasil e faça com que voltemos a tempos que deveriam nos envergonhar. Mas o art. 142 da Constituição permite isso? Pois bem, basta uma leitura rápida do artigo para entender que não é possível que o Presidente da República, mesmo sendo a autori- dade suprema das Forças Arma- das, possa se utilizar das mesmas através de um comando para que as instituições democráticas como o STF e o Congresso Nacional sejam fechadas. Oart.142daConstituiçãoFede- ralreconhecequeoExército,aMari- nha e aAeronáutica são instituições permanentes pertencentes à Repú- blica Federativa do Brasil e estão sob a tutela da autoridade suprema do Presidente da República. As funções das Forças Arma- dasbrasileirassedestinamàdefesa da Pátria, ou seja, são as forças armadas que defendem a nação brasileira frente à ameaças exter- nas como no caso de decretação de uma guerra. É importante ressaltar que a ameaça deve ser de natureza externa, com a defesa de nossas fronteiras ou, no caso de decreta- ção de guerra pelo Presidente, que deve inclusive ser aprovada pelo Congresso Nacional, as Forças Armadas atuam em nossa defesa. Outra função das Forças Armadas trazidas pela Constitui- ção Federal é a de garantia da lei e da ordem. Cumpre dizer que as Forças Armadas poderão atuar, desde que autorizadas pelo poder executivo, legislativo ou judiciá- rio, em locais onde estejam sendo descumpridas de forma extrema a lei e a ordem na sociedade. Agora é bom ressaltar que as Forças Armadas tem a obrigação de garantir os poderes constitu- cionais da República Federativa do Brasil, quais sejam, o poder executivo, o legislativo e o judici- ário e qualquer ato, de qualquer pessoa ou grupo que vá de encon- troessespoderesconstituídosdeve serrechaçadoimediatamentepelas Forças Armadas. Assim sendo, é terminante- mente impossível que o Presidente acate os pedidos de seus apoia- dores para que, se utilizando do art. 142 da Constituição Federal, tome atos similares aos que um dia foram determinados no fami- gerado AI-5 e feche o Congresso Nacional e o STF e determine a prisão de Ministros. O art. 142 não dá ao Presidente essa competência ou esse poder, diferente do que pensam e, caso o Presidente pretendesse tomar essa atitude, as Forças Armadas, por dever constitucional devem salva- guardar as instituições democráti- cas de qualquer ataque, mesmo que seja do Presidente da República. É importante dizer ainda que vivemos em uma democracia e Jair Bolsonaro está no cargo através de um mandato transitória, qualquer coisa diferente disso é autocracia. Por que pedem tanto a aplicação do art. 142 da CF? Q uando o Brasil atingiu a marcar d e m a i s d e cinco mil mortes confirmadas, superando o número de mortes da China (país onde iniciou a pandemia), o Presidente foi ques- tionado sobre o número, que inclusive naquele dia tinha sido recorde com 474 mortes em 24 horas e simplesmente ele falou: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?”. Uma frase como essa é, além de cruel, desumana, pois é chaco- tear do luto da família dessas mais de cinco mil pessoas que perderam seus entes queridos e, sequer, puderam realizar velório e se despedir devido àss medidas sanitáriasdedistanciamentopara evitar contaminação. Essa frase, repetida diversas vezes pelo Presidente quando não consegue ter uma justifi- cativa sensata para a ações ou omissões irresponsáveis de sua parte, demostram o quanto despreparado e incompetente ele o é na direção de um país com as dimensões do Brasil. Na verdade, a incompetência que não lhe permitira gerir nem o menor município do país. Mas,respondendoàapergunta retórica do Presidente em relação ao que ele pode fazer, podemos aqui levantar diversas atitudes que ele poderia tomar para que o númerodecontágiosemortesnão crescerem exponencialmente no Brasil,quandodadosindicamque essesnúmerosdobram,emmédia, a cada cinco dias. Podemos começar com a defesa irrestrita do isolamento e distanciamentosocial,coisaqueo próprio Presidente já se declarou contrário por diversas vezes em discursos e também em gestos, como quando ele “desfila” por Brasília causando aglomerações ou quando dá posse à Ministro e enche o espaço de pessoas. Outra medida que poderia ser tomada pelo Presidente é de alinhar e coordenar, através do Ministério da Saúde, as políticas públicas dos estados e dos muni- cípios para combater a doença, com decisões baseadas em dados técnicos de saúde e assim, cada um dentro de sua competência, poder administrar o serviço de saúde de forma que ele não entre em colapso. Aliado a essas duas medi- das, tem-se a necessidade de criar mecanismos de distribui- ção de renda para as pessoas e auxílio principalmente aos pequenos empresários que, necessariamente, têm que manter seus comércios fechados. Esses mecanismosvisamqueaspessoas possam cumprir esse distancia- mento e isolamento social de maneira o mínimo confortável. Esses são alguns exemplos do que o Presidente pode e deve- ria fazer para que os números de casos e mortes no Brasil não cres- çam e não lamentar as mortes das pessoas com um “E daí?”, pois a pessoa que perdeu sua mãe, seu pai, seu filho, seus avós para essa doença terá a dor da perda aumentada pela crueldade dessas palavras. Ficaapergunta,paravocêque é pai, filho, avó, neto, quem da sua família, se infelizmente vier a falecer devido essa doença ou ao colapso da saúde, se reconfortará com o “E daí?” do Presidente? “E DAÍ? QUER QUE EU FAÇA O QUÊ” E A DESUMANIDADE
  3. 3. Ariel Cipola Repórter O l í d e r d o G o v e r n o , d e p u t a d o Sílvio Camelo (PV), reba- teu as denúncias feitas pelo deputado Davi Maia (DEM, contra o Laboratório Central de Alagoas (Lacen) durante sessão ordinária realizada no plenário da Assembléia Legislativa (ALE) e virtual, na manhã desta quinta-feira (30). Maia, na sessão de quarta- -feira, 29, afirmou que o Lacen era incapaz e estaria politi- zando seus exames, e também que o Estado estaria pagando duas vezes por cada teste. Camelo iniciou seu discurso destacando que o Lacen é um órgão que presta grande serviço à sociedade alagoana e que a insufici- ência nos testes de RT-PCR é um problema mundial. Em seguida explicou que os critérios de prioridade são baseados exclusivamente na gravidade dos pacientes - e não em apadrinhados polí- ticos como acusou Maia - e lembrou que um dos pilares do Sistema Único de Saúde (SUS) é a equidade. “A equidade é uma das doutrinas fundamentais que constituem o SUS. Isto signi- fica dizer que todos os cida- dãos têm o direito de usufruir do sistema de saúde e apesar de todos terem acesso aos cuidados prestados, a equi- dade contempla que pessoas que possuem necessidades diferentes, ou seja os casos graves de Covid-19, neces- sitam de esforços diferentes, quedevemserfeitosdeacordo com o contexto em questão”, ressaltou Camelo. A taxa de mortalidade em Alagoas é de 4,3%, onde ainda está abaixo da média nacional e do Nordeste que está em 7%. Camelo afirmou ainda que não há no estado qualquer amostra no Lacen que atenda aos critérios para análise da presença de mate- rial genético do novo coro- navírus, com mais de 30 dias de atraso – como disse Maia. “É com muita satisfação que o Lacen-AL informa que está conseguindo liberar com até 48 horas do recebimento da amostra, todos os exames que são classificados como tendo ´prioridade clínica´. Exames de pacientes considerados não prioritários são liberados em média com quatro dias após recebimento” afirmou Camelo. Com relação ao suposto pagamento em dobro expla- nado pelo deputado Davi Maia, Silvio Camelo afirma que todos os kits para o diag- nóstico de Covid-19 utilizados pelo Lacen-AL até o momento foram fornecidos pela BIOMANGUINHOS/CGLAB/ Ministério da Saúde, portanto não há que se falar em paga- mento de amostras analisadas. O e-mail da funcionária do Lacen-AL – divulgado por Maia - que relata que “estamos semkits”foinodia 31demarço passado, data “esquecida” por Maia, refere-se à solicitação da previsão de chegada de novos kits para o Lacen-AL, a fim de que pudesse serem organi- zados os serviços do referido laboratório. 3O DIA ALAGOAS l 3 a 9 de maio I 2020 PODER redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br Silvio Camelo “desmancha” denúncia feita por Davi Maia DEPUTADO DA OPOSIÇÃO é acusado de fazer denúncia vazia contra o Lacen, baseado em fofoca de ex-funcionária Camelopededesconsideraçãode“denúncia” Silvio Camelo prosseguiu dizendo que devido à baixa disponibilidade de testes de RT-PCRoGovernodeAlagoas procurou ampliar o número de testes, onde foi contratado 2.200testesdeRT-PCRe20.000 testes rápidos de imunocro- matografia, onde, estes últi- mos são capazes de detectar anticorpos IgM (fase aguda da doença) e IgG (fase crônica da doença). Também disse como funciona o passo a passo crite- riosoetodooprotocolodecada exame realizado pelo Lacen. “Os testes realizados no Lacen-AL seguem um padrão criteriosoeprotocolosrígidos, conforme o fabricante preco- niza (BIOMANGUINHOS). Os exames são executados em cinco etapas: 1- recebimento, triagemepreparaçãodaamos- tra (tempo variável, a depen- der da quantidade recebida); 2- extração do material gené- tico, do RNA viral (em torno de 2h30); 3- Montagem da placa de análise, etapa crítica, precisa ser realizada com a maior atenção do técnico (em torno de (1h00); 4. Amplifi- cação do material genético do vírus (em torno de 2h30); 5- interpretação dos exames, alimentação do sistema GAL (Gerenciador de Ambiente Laboratorial) e liberação do resultado (1h00)”, explicou Camelo. Segundo Camelo, o Minis- tério Público tem acompa- nhado algumas reuniões da MesadeSituaçãodaSecretaria de Saúde, e tem observado o processo relativo às testagens da população, conhecendo, inclusive, os critérios estabe- lecidos como prioritários para realização dos exames labora- toriais que visam o diagnós- tico do COVID-19 no Estado deAlagoas. Por fim o deputado Silvio Camelo pediu em nome dos técnicos do Lacen-AL, que informações inverídicas como estas – do deputado Davi Maia - não sejam levadas em consideração. “Tais afirma- ções fazem desacreditar um laboratório de excelência que sempre supriu as necessida- des do Estado, seja em sua rotina de trabalho voltado ao diagnóstico das doenças de notificação ou no combate as epidemias que atingem nossa região”, finalizou Camelo. ChicoTenório eleva o tom e fala denúncia fake Os anos de experiência do deputado Francisco Tenório na política possibilitaram que, em poucos minutos, o depu- tado “fake-denúncia” fosse questionado, mais uma vez, sobre a suposta compra ilegal de quentinhas para funcioná- rios do Lacen por meio da mãe de uma funcionária do órgão. Tenórioclassificouorepertório de Maia como vazio e infundo. “Eu estou dizendo que há fake-denúncia, deputado Davi, porque você diz que as quentinhas servidas ao Lacen são fornecidas pela mãe de uma funcionária, mas eu quero acrescentar para a vossa excelência que isso não existe. Então essa é uma denúncia vazia e infundada. E sim, é umafake-denúncia.Mascomo vossa excelência vai ouvir hoje as duas funcionárias, peça que leveasnotasfiscaisqueprovem esse fornecimento, que leve alguma coisa que prove esse fornecimento, senão fica vossa excelência como o deputado das fake-denúncia mesmo.” E completa, “Eu fiz ques- tão de hoje falar para levar essa informação para que vossa excelência chegue à reunião hoje à tarde [quinta-feira] com algum documento que comproveisso,sobpena,depu- tado,deque,senãoforcompro- vado, sejam processados a funcionária que lhe passou essa informação e também vossa excelência por torná-la pública”,concluiuTenório. Fonte:ANotícia Apresentandodadostécnicoseargumentoconvincente,SilvioCamelodesmanchouodesserviçoprestadoporDaviMaia
  4. 4. Iracema Ferro Subeditora Com assessoria A crise econô- mica que o Brasil vem enfrentando e as flexibili- zações das leis trabalhis- tas criaram uma legião de desempregados. É o caso dos motoristas por aplicativo. Eles não têm direitos garan- tidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) como 13° salário, férias, descanso semanal,seguro-desemprego entre outras conquistas histó- ricas dos trabalhadores. Se a situação para eles não era boa, com a pandemia do coronavírus e as recomen- dações de isolamento social, ficou ainda pior. José Antônio Ferreira estava desempregado há três anos, vivendo de ‘bicos’ com consertos de computadores. Por sugestão do cunhado, há dois anos resolveu usar o carro da família para fazer transporte de passageiros. “Como tem muitos ubers, o lucro não é tão bom como era no começo, mas tinha como arcar com as despesas decasa,docarroesobravaum pouquinho. Na semana com poucas corridas, aprovei- tava para trabalhar no fim de semana, levando e trazendo passageiros das praias, bares e shows. Completava o orça- mento e tinha como investir em pequenas coisas, como a instalação de um kit de gás natural, viagens curtas com a família e pequenas reformas em casa”, conta. MENOS CLIENTES Mas com a chegada da Covid-19, muita coisa mudou. “As corridas redu- ziram demais e nos finais de semana não tem mais aquele fluxo. Resultado: está difícil pagar as contas básicas. Fico muito mais tempo nas ruas para ganhar menos”, assi- nala. Já o taxista Firmino Cardoso diz que para sua categoria é bem pior. “Desde a chegada dos aplicati- vos nossas corridas caíram demais. Agora com o coro- navírus, menos passageiros ainda.Usogásnaturalporque é inviável usar gasolina, mas o lucro está muito pequeno”, desabafa. Mas para motoristas de aplicativos e taxistas como Ferreira e Cardoso uma boa notícia: a Agência de Regu- lação de Serviços Públicos de Alagoas (Arsal) anunciou a redução do preço do gás natural veicular. Apesar do valor cair apenas R$0,13 por metro cúbico, a mudança, que começou a valer na sexta- -feira, é um alento e pode, de economia em economia, ajudar as categorias que usam este tipo de combustí- vel, evitando mais prejuízos e débitos. A redução também vale paraquemtemgáscanalizado em sua casa, apartamento ou estabelecimento comercial. A queda é de 9,2% para ambas asmodalidades.Onovovalor a ser praticado pela Gás de Alagoas S.A (Algás) foi apro- vado pela Arsal em Reunião Extraordinária de Colegiado, realizada na semana passada, na sede da Agência, por vide- oconferência. 4 O DIA ALAGOAS l 3 a 9 de maio I 2020 MERCADO redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br Na pandemia, o preço do gás natural cai 9,2% ALÍVIO: redução no valor do combustível vai ajudar a quem utiliza seu veículo para complementar renda para a família Cardoso diz que taxistas já sofriam com os aplicativos e agora com a Covid ParaArsal,retração será benéfica aos usuários De acordo com o diretor- -presidente da Arsal, Ronaldo Medeiros,areduçãoirábenefi- ciar milhares de proprietários deveículosqueutilizamoGás Natural Veicular (GNV) e as mais de 9.833 unidades, entre residenciais, postos automo- tivos, comerciais, industriais e cogeração (gás usado para gerar energia elétrica), em Maceió, Arapiraca, Atalaia, Marechal Deodoro, Penedo, Pilar, Santa Luzia do Norte, São Sebastião e Rio Largo, cidades onde há rede de distribuição de gás natural no Estado. “Esta redução de mais de 9% trará um fôlego para os usuários, ainda mais agora neste momento de pande- mia em que a economia foi comprometida com a dimi- nuiçãodopoderdecomprada população”, contou Ronaldo. ParaWagnerMelo,gerente de tarifas da Arsal, a redução está trazendo benefício direto para a população. Principal- mente para as pessoas estão precisando economizar neste período de crise. Ferreira conta que as corridas rarearam neste período de pandemia; apurado mal dá para arcar com as despesas
  5. 5. PUBLICIDADE 5O DIA ALAGOAS l 3 a 9 de maio I 2020 redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br
  6. 6. “ Deraldo Francisco Repórter M ais de 500 presos do s i s t e m a prisional foram colocados em liberdade, após os juízes da respectivas varas responsáveis por cada processo atenderem à recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em Alagoas, isso repre- sentaapopulaçãodeumpresí- dio de médio porte. E o mais grave: o sistema prisional não tem condições de monitorar esses presos porque eles não são do regime semiaberto, aqueles que usam tornozelei- ras eletrônicas e, pelo disposi- tivo, podem ser monitorados quando o equipamento não é violado. A intenção do CNJ era colocar em liberdade apenas aqueles presos que haviam requerido, através de seus advogados, liberdade provi- sória. Neste caso, mediante o pagamento de fiança, iam pagando e saindo pela porta de frente, como se tivesse cumprindo a pena. A Defensoria Pública da União, que fez o mesmo pedido, argumentou que, nos presídios de todo o país, a superlotação e a falta de condições estruturais mínimas para prevenção e atendimento de eventuais casos do novo coronavírus impõem seguir a Recomendação 62/2020 do Conselho Nacional de Justiça. O motivo seria a pandemia no novo coronavírus e, como a aglomeração é inevitável nas unidades prisionais, os membros do CNJ decidiram pela abertura dos portões dos presídios para estas pessoas. No sentido de evitar aglome- rações e, assim, o contágio. Com esse presídio do lado de fora do sistema, no meio do mundão, Alagoas “ganhou” mais de 500 pessoas que não pensarão duas vezes quando estiverem diante da possibi- lidade do cometimento de um crime. Neste casos, as autoridades monitoram o crescimento da violência base- adasnaobviedadedasituação. Maiscriminososnasruas,mais crimes ocorrendo no Estado. Eles foram colocados em liber- dade na primeira semana de abrile,partirdisso,osnúmeros deramumsaltonasestatísticas de crimes, principalmente os casos de apreensão de armas. Qualéoentendimentodapolí- cianestesentido?Queasarmas apreendidasseriamusadasem outros crimes como assalto e assassinatos. Não deu outra, após a colocação desses presos em liberdade, duas modalida- des de crimes deram saltos consideráveis. Só na questão de armas apreendidas – que revela que a policia está nas ruas para evitar crimes, houve um crescimento da ordem de R$ 12,9%. Um dos princi- pais fatores entendidos pela cúpula da Secretaria de Segu- rança Pública (SSP) converge paraaliberdadedessespresos. Quando assunto é tráfico de drogas, houve uma alta na casa dos 22,4%. Essa alta foi evidenciada no número de apreesnsões. Entre os prsos em liberdade, há uma grande quantidade de traficantes que retonaram aos seus locais de origem para retomar a boca. Para o secretário de Segu- rança Pública, coronel Lima Júnior, esses dados são alar- mantes porque não se pode dissociar do episódio da liber- dade em massa de presos. O ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça, estendeu para todo o país os efeitos da liminar que determina a soltura de presos cujaliberdadeprovisóriatenha sido condicionada ao paga- mento de fiança e que ainda estejam na prisão. A liminar foi inicialmente concedida na última sexta-feira (27/3) para detentos do Espírito Santo. Defensoriareivindicouextensãodadecisão A medida é motivada pela pandemia do novo coronaví- rus.Deacordocomoministro, o quadro de precariedade do sistema carcerário no Espírito Santo é semelhante em todo o país e apresenta riscos graves dedisseminaçãodadoençano interior dos presídios. Após a concessão da limi- nar para os presos capixabas, DefensoriasPúblicasdediver- sos estados — incluindo São Paulo,queatualmenteconcen- tra o maior número de casos de Covid-19 — apresentaram ao STJ pedidos de extensão dos efeitos da decisão. OUTRAS MEDIDAS Ao determinar a soltura de todos os presos a quem foi concedida a liberdade provisória condicionada ao pagamento de fiança, o ministro Sebastião Reis Júnior ressalvou que, nos casos em que foram impostas outras medidas cautelares, apenas a exigência de fiança deve ser afastada, mantendo-se as demais medidas. Além disso, quando não tiver sido determinada nenhuma outra medida além da fiança, Sebastião Reis Júnior apontou a necessidade de que os Tribunais de Justiça eosTribunaisRegionaisFede- rais determinem aos juízes de primeira instância que verifi- quem, com urgência, a conve- niência da adoção de outras cautelares em substituição. *Com informações da asses- soria de imprensa do Superior Tribunal de Justiça. Medida causou um efeito cascata nas defensorias de todos os estados brasileiros 6 O DIA ALAGOAS l 3 a 9 de maio I 2020 ESPECIAL redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br CNJ decide, sistema solta e presos vão às ruas reincidir DADOS DA SSP MOSTRAM que tráfico de drogas e prisões por porte ilegal de armas aumentaram depois da liberdade Em meio ao isolamento social de combate à pande- mia do covid-19, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas – Faeal – disponibiliza canais de comunicação para orientar os produtores que precisam fazerdeclaraçõesdoImpostosobreaPropriedadeTerrito- rial Rural – ITR – dos últimos cinco anos. Os atendimentos acontecem pelo e-mail carla@faeal.org.br ou no What- sApp (82) 98878-3618 (segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17 horas). O foco é auxiliar os produtores rurais para quem resol- vam as pendências junto à Receita Federal. “Se, por exem- plo,oprodutorprecisadeumacertidãonegativadeITReela não é emitida pela ausência de declaração, nós podemos ajudar.Elefazasdeclarações,efetuaopagamentoeacerti- dãoédisponibilizada”,explicaCarlaChristine,coordenadora daUnidadeGestoradaArrecadaçãodaFaeal. A Federação também auxilia os produtores rurais no processodevinculaçãodoimóvel. “Neste caso, o produtor precisa ter o NIRF (Número do ImóvelnaReceitaFederal)eoCCIR(CertificadodeCadastro deImóvelRuralemitidopeloIncra)”,comentaCarlaChristine. Serviçosquenecessitamdeatendimentopresencialna ReceitaFederal,aexemplodaativaçãooualteraçãodetitu- laridade,sóserãorealizadoscomareaberturadasunidades do órgão, que permanecem fechadas por conta do estado emergencialdesaúdepúblicadecorrentedocoronavírus. A TABELA DE PREÇOS ENCONTRA-SE NO SITE WWW.FAEAL.ORG.BR FAEAL ORIENTA PRODUTORES RURAIS ALAGOANOS SOBRE DECLARAÇÃO DE ITR CarlaChristine,coordenadoradeArrecadaçãodaFaeal
  7. 7. Luiz Rios AscomSemtel A P r e f e i t u r a de Maceió r e a l i z o u , na semana que passou, uma reunião por videoconferência com entidades do trade turís- ticolocalparadiscutiraforma- ção de um planejamento em comum, tendo em vista a reto- mada das atividades turísticas na capital alagoana no período pós pandemia. Com media- ção da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel), o primeiro encontro de alinhamento contou ainda com a participação de gestores de outras pastas e órgãos da administração municipal. Com previsões otimis- tas para o segundo semestre, os participantes buscaram avançar em resoluções que fortaleçam a retorno do fluxo turístico e ajudem o destino a estar preparado para rece- ber os visitantes no próximo verão. Entraram na pauta questõescomooordenamento da orla a partir da manuten- çãodoespaço,organizaçãodo trânsito, fiscalização e orienta- ção aos prestadores de servi- ços da região, além do avanço de obras estruturantes. Ações que ajudam a potencializar o interesse dos turistas pelas praias urbanas da capital alagoana. “É fundamental que a gente mantenha esse contato permanente e uma agenda de ações conjuntas entre a Prefei- tura de Maceió e os nossos parceirosdotradeturístico.No momento estamos buscando encaminhar um planejamento de projetos que podem ser desenvolvidos ao longo desse período e gerem medidas assertivas para a retomada da atividade turística no período pós pandemia”, apontou o titular da Semtel, Jair Galvão. A reunião serviu ainda para discutir demandas como criação de um calendário de reuniões periódicas e um grupo operacional a fim de programar ações focadas em medidas de planejamento comercial, garantia de boas práticas de saúde, limpeza urbana e de atenção os novos costumes dos turistas. Entre as propostas discutidas está a criação de um selo de certifi- cação fornecido aos estabele- cimentos e comerciantes que ampliem seus protocolos de saúde garantindo segurança aos visitantes e maceioenses. Participaram do encontro virtualrepresentantesdaAsso- ciação Brasileira da Indústria de Hotéis de Alagoas (ABIH- -AL), Maceio Convention & Visitors Bureau (MC&VB), Associação Brasileira de Bares eRestaurantes(Abrasel),Sindi- cato Empresarial de Hospeda- gemeAlimentaçãodeAlagoas (SINDHAL), além de gestores das secretarias municipais de infraestrutura (Seminfra), Segurança Comunitária e Convívio Social (Semscs) e Superintendência Municipal deDesenvolvimentoSustentá- vel (Sudes). 7O DIA ALAGOAS l 3 a 9 de maio I 2020 COTIDIANO redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br Prefeitura discute ações com o “trade turístico” EM PAUTA,atividades que ajudarão a potencializar o interesse dos visitantes; gestores do município participaram de reunião
  8. 8. Maturidadegeron Em tempo em que o pico da incidên- cia da Covid-19 está na sua etapa mais devastadora, e com quaren- tena numa face mais fatigante, ser capaz de encarar os problemas com mais segurança ou conseguir ter mais clareza diante das situações vividas, para o idoso se torna mais ainda espantoso.Ter mais paciência e mais certezas, estar permissível e disponível para as novas ordens sociais,estabelece uma leveza que proporcionará para homens e mulheres senis uma maturidade e consciência gerontológica satisfató- ria. Advindo que o amadurecimento idoso já foi tema de algumas notas desta coluna, inclusive apontando por diversas vezes a diferença entre velhice e maturidade. Resumida- mente,vamosnosaterqueavelhiceé uma resultante do processo de enve- lhecimento.Assimsendo,maturidade idosa é caracterizada por constantes experiências relacionais e vivências culturais, emocionais e sociais, que a pessoa de idade avançada cultivou. Rotina Fora De Série Confinadoshámaisde40diasrespei- tando a uma nova ordem social para se blindar contra o novo coronavirús,a pessoaidosarespeitanteeoucompro- metida fica passível a adquiriuma possível exaustão emocional e ou física. Ocasionadapor ociosidade, por eventos repetidos,por choque nazona deconfortoepordepreciaçãodoestilo devidavivenciado.Adotandoaondade solidariedade que tem se espalhado em todo território nacional, vamos relacionar três dicas fora de série de como suavizar e tornar mais tolerável a sua quarentena: a) nunca interprete o momento como castigo (lembre ou pelo menos respeite o significado do égregoro); b) neste tempo de confina- mento execute muito mais as ativida- des entretendedoras e relajantes do que as produtivas (entreter-se neste tempo também traz resultados produ- tivos); c) desvincule seus horários das responsabilidades desessenciais (ter uma agenda menos estressante e menos rígida ajuda a potencializar o processo de imunização). Pequeno Empresário www.ajudeopequeno.com.br é uma iniciativa sem fins lucrativos onde um grupo de pessoas estão engajadas em ajudar os negócios que se tornaram pequenos diante da Pandemia da Covid-19. Uma Plataforma com Conteúdo e Marketplace, com o objetivo de preparar o empreendedor e conectá-lo com clientes. No site diz que uma vez cadastrado na plataforma, o empresário terá acesso a videoaulas com conteúdos multidisciplinares, ministradas especia- listas que ensinarão sobre delivery, vendas online, finanças, marketing digital, comunicação e muito mais. O Marketplace permite o cadastro dos comércios, dos produtos e liga os Pequenos a opções de entrega e delivery e a consumidores. Vaga de trabalho O Almais Atacadista está ofer- tando 10 vagas de trabalho para representante comercial autônomo. Os selecionados vão atuar em Arapiraca e na região do Sertão alagoano. Quem for contratado vai receber comissão, premiações,seguro de vida e outros benefícios.Pré-requisitos:possuir moto- cicleta, ter facilidade para operações que envolvem cálculos matemáticos e perfil para pequeno e médio varejo. Os currículos devem ser enviados para o email:sergiano.brito@almaisatacado.com.br .Mais informações:(75) 99896-5719. Auxílio emergencial No mês de março,antes do programa do Governo Federal de auxílio emergen- cial em meio à pandemia,Alagoas recebeu pouco mais de R$ 75 milhões em repasses referentes ao pagamento de bolsa família para 386 mil alagoanos. Em abril, com o aporte do auxílio emergencial os repasses somaram mais de R$ 438 milhões destinados a 552 mil beneficiários em Alagoas. Em resumo: o novo auxílio injetou 363 milhões de reais extras de repasses do Governo Federal na economia do Estado, segundo dados do Ministério da Cidadania. “É um valor significativo que representa uma soma muito maior do que o aporte de qualquer outra empresa no Estado” Cicero Péricles, economista. Sobre o aporte do auxílio emergencial na economia alagoana. 8 O DIA ALAGOAS l 3 a 9 de maio I 2020 Levante o braço quem em algum instantedestesdiasdequarentena não sentiu uma sensação de estar enfadado. Acredito que pouquís- simas pessoas não levantaram o braço. Segundo as ciências, o estado de estar enfadado é um sintoma de fadiga ou cansaço. Também é normal que quando se fala em fadiga, projetamos uma relação com cansaço. Isso é devido a confusão que temos em não saber, entre o que é a fadiga e o que é o cansaço. O cansaço está relacio- nado ao nosso estilo de vida e ocorre proporcionalmente ao esforço físico e mental diários que foi estabelecido pela monotonia e pela rotina preservada. Já a fadiga é um sintoma de intensidade despropor- cional ao esforço diário, ou seja, nela, a sensação de cansaço é muito maior do que seria esperado para o esforço monótono ou rotina preservada, reali- zado ou não realizado (um pequeno esforço causa muito cansaço).Além do esgotamento físico,o sintoma também se manifesta na forma mental. Uma vez que está relacionada à sensação de extremo cansaço e esgotamento, a fadiga mental significa condições mentais de estresse, que se traduz em dificuldade para se concentrar, realizar atividade mental,ou seja,pensar.Uma pessoa com fadiga mental extrema,além de ficar desatenciosa,dissipa o seu senso crítico frente às situações de riscos. Atualmente, uma das atividades que mais se destaca para um novo estilo de vida em tempo de quarentena é o espaço virtual. Mesmo tendo questões adversas que contrariam uma confortável e prazerosa sociabilização. No entanto, a crise viral também nos proporcionou criações oportunas e salutares. É o caso de uma proposta ousada e inédita de criar um clube virtual que a Ideias Ideais Cursos e Eventos Gerontológicos estará lançando nestas próximas semanas. Pré-titulado como clube virtual 60+, o projeto pretende ter sua efetuação através da plataforma ou site para videocon- ferências Zoom Meetings. Inicialmente em fase de teste, para o modelo de evento proposto, nessa etapa a disponi- bilidade será para um número limitado de participantes.A princípio todos participantes serão convidados através de uma seleção predeterminada. O conteúdo programático será formalizado com rodadas de talk show gerontológi- cos, entretenimentos socioculturais e terapias alternativas. Saiba mais sobre o projeto pelo whatssap:99693-1541. A fadiga quarentena Clube virtual 60+ CAFÉ&NEGÓCIOS redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br THÁCIA SIMONE - thaciasimone@gmail.com Mãe de Pet De olho no Dia das Mães, a empresa alagoana Thácia Joia produziu a Coleção Mãe de Pet para agregar aindamaispúblico consumidor a esta data tão esperada pelo mercado. Como este ano muitos abraços serão virtuais, a empresa foca no sistema delivery para escoar o estoque. Asvendassãofeitasnoatacadoenovarejo.Adatacomemorativaétambémuma boa oportunidade para quem quer complementar sua renda.Thácia Joias criou um modelo de negócio onde é possível trabalhar de casa. Confira mais fotos da Coleção no Instagram:@thaciajoias .Outras informações:82 9 9980-5026. Edital Máscaras A Federação do Com ércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Feco- mércio AL) retifi- cou o edital para credenciamento de pessoas físicas e microempreen- dedores individu- ais (MEI) para a confecção de cerca de 4.500 máscaras de tecido.Com a alteração,é possível a participação de pessoas sem inscrição no PIS/PASEP. A entidade também flexibilizou o item que pedia a declaração de prestação dos serviçosdecostureiro,queapartirdeagorapodeserfeitadeprópriopunho,sendo preenchida e assinada no ato da entrega do kit fornecido pelo SenacAlagoas. PODERGrisalho Francisco Silvestre silvestreanjos@bol.com.br Coroavívus Diante dos vários textos publicados, das citações cientificas e de outros tipos de frases literárias que ficaram vulgarizadas, nos quais as pessoas idosas foram o centro das intenções para prevenção e cuidados, como também na disseminação do coro- navírus,criamosdeformajocosaessetítuloparaobloco,afimde mitigar os efeitos subliminar que venham a afetar essas pessoas maisvividas.Nasediçõespassadasofocosemprefoiamotivação e a instigação através de dicas e conselhos gerontológicos para que nosso leitor camarada pudesse se blindar na travessia dessa pandemia viral. Passada a primeira etapa de enfrentamento da Covid-19, que ficou identificada como contaminação de baixa taxa de incidência pelos órgãos responsáveis da saúde pública, agora estamos vivenciando a fase do pico da prevalência e inci- dência mais acentuada para contágio.Segundo os especialistas, o pico começou no último dia 27 de março e se estenderá até o 10 de abril, devido o número manifestante e aumentativo diário de óbitos e de contaminados. Se, na primeira etapa o alerta era para obediência total e lacrada a nova ordem social,agora nessa fase mais aguda, nós coroavívus, não podemos baixar a guarda de maneira e de jeito nenhum.Pois,“ficar em casa”agora é mais do necessário é Sagrado.
  9. 9. Um dos maiores sonhos do brasileiro é adquirir uma casa. Mas,comprar um imóvel próprio, muitas vezes requer anos de dedi- cação, sendo necessário poupar dinheiro e abrir mão até do lazer da família. Para proteger tamanho investimento, o seguro residencial pode ser uma opção barata, que ainda garante serviços acessórios. Além de proteger o imóvel contra incêndios, queda de raios e explo- sões,enchentes e até roubo ou furto, o seguro também oferece diversos serviços como encanador,eletricista, chaveiro, conserto de eletrodomésti- cosdalinhabranca,desentupimento, substituição de telhas entre outras. Quando o isolamento social é neces- sário devido à pandemia do novo coronavírus, muitas pessoas não estão saindo de casa e querem contar com a assistência oferecida pelo seguro residencial. As segu- radoras continuam oferecendo normalmente esses serviços aos seus segurados, que não podem esperar o fim do confinamento para serem atendidos Por exemplo, imagine, que o cliente se depara com vazamentos no enca- namento do imóvel,constate o entu- pimento da tubulação de esgoto ou aconteça um curto-circuito, que vai interromper o fornecimento de ener- gia elétrica e ainda aumentar o risco de incêndio. Esses são casos emergenciais que não podem esperar para serem resolvidos. Contar com o suporte da seguradora, que vai indicar um prestador qualificado para realizar o serviço seguindo as recomendações sanitárias é muito importante. Conclusão Em suma, a verdade é que o seguro residencial é muito vantajoso nas coberturas básicas e em muitos casos nas adicionais, pois não são raros os eventos de ordem aleatória (da natureza ou não) que assolam nossas residências por aqui. Você sabe bem do que eu estou falando: sou corretor de seguros, mas não se trata de querer “empur- rar” um produto ou fazer seu custo de vida subir. Principalmente em épocas de pandemia. Nada disso. Seguros são essenciais para a continuidade,e isso também é sinô- nimo de educação financeira.Pense nisso! Espero que tenha gostado do tema dessa semana e sempre que vocês desejarem enviem suas dúvidas para meu e-mail.Não deixem de acompanhar as novidades em minhas redes sociais.Até a próxima seDeusquiser!Bomfinaldesemana para todos! Grande abraço! 9O DIA ALAGOAS l 3 a 9 de maio I 2020 MOMENTO SEGURO redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br DjaildoAlmeida Corretor de Seguros - djaildo@jaraguaseguros.com Em tempos de quarentena,Seguro Residencial é aliado na prestação de serviços
  10. 10. Thiago Luiz Estagiário N o dia 11 de m a r ç o , o CRB voltou a ter pesadelos com uma situ- ação que já virou de costume no time nas últimas tempo- radas: a perda do camisa 10, o maestro da equipe. A bola da vez foi Rafael Longuine, que era, então, o artilheiro do Galo. Longuine foi subs- tituído no final do primeiro tempo no jogo de ida contra o Cruzeiro, pela terceira fase da Copa do Brasil, em pleno Mineirão. O meia, que já tinha sofrido lesões na coxa e teve uma temporada com pouca sequência em 2019, viu a melhor fase, pelo Regatas, também ser interrompida em 2020. Autor da maioria dos golsecomparticipaçõesefeti- vas nos ataques regatianos, o experiente jogador se contor- ceu de dor e caiu em lágrimas quando sofreu a contusão. E em virtude da pandemia do novo coronavírus, o proce- dimento cirúrgico teve que ser remarcado.Somentenoúltimo dia 29, o meia Rafael Longuine foi submetido, com sucesso, à cirurgia no joelho direito. Por tudo que fez até o momento da lesão, o atleta foi um dos grandes responsáveis pelo excelente desempenho regatiano no início deste ano, nos três meses em que esteve em campo pelo Galo. Toda a torcida Regatiana vibrou com sua presença em campo, mas hoje torce muito pela recu- peração de Rafael Longuine. E mesmo com a “saída” pela contusão, o trabalho do camisa 10 agradou tanto à torcida quanto à diretoria alvirrubra. Todo esse comprometi- mento fica claro na declara- ção dada pelo mandatário do CRB: “É um grande ser humano acima de tudo. Em pouco tempo virou ídolo da torcida e nos deu muitas alegrias. Tem todo o nosso carinho e estamos orando para que se recupere plena- mente e volte logo a fazer o que Deus lhe encheu de talento, que é jogar futebol “, disse o presidente Marcos Barbosa. Por meio de suas redes sociais, Longuine se expres- sou após a cirurgia e agra- deceu: “Mais um capítulo da minha vida, da minha histó- ria! Graças a Deus estou bem e foi tudo bem com a minha cirurgia!Agora é foco total na recuperação para voltar bem e fazer o que eu amo”, disse o meia. TRATAMENTO NO SANTOS De acordo com a assesso- ria do CRB, o procedimento cirúrgico foi um sucesso e não precisou de interven- ções. Longuine está em casa, e o tratamento será feito no Santos, clube de origem do jogador, que tem seus direi- tos. Mesmo com o êxito na cirurgia, o jogador ainda não tem previsão de quando vai poder voltar aos gramados. O grande problema da lesão de Longuine, segundo o fisioterapeuta espor- tivo Rodrigo Luz, é que a ruptura do ligamento pode comprometer outras partes do joelho, como o menisco e o ligamento colateral medial. Para ele, uma recuperação breve e acertada tem que ser feita de maneira integral com nutricionista, fisiologista, ortopedista, fisioterapeuta e preparador físico. Mas, mesmo com esse “sucesso”, o especialista alerta que, apesar da tecno- logia avançada, esse tipo de lesão pode causar limitações ao jogador, principalmente por ter 29 anos e depois dos 25 o corpo de um atleta não responde da mesma forma. Mas sem um camisa 10 de origem, mesmo com Dudu e Bruno Cosendey podendo fazer essa função, a direto- ria foi ao mercado consultar as opções. Anunciou nomes como o do atacante Magno Cruz e o meia Argentino Diego Torres, que defendeu a Chapecoense na última temporada. As alternati- vas são para tentar suprir e responder à altura o desem- penho de Longuine com a camisa regatiana. 10 O DIA ALAGOAS l 3 a 9 de maio I 2020 ESPORTES redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br Cirurgia no joelho afasta Longuine dos gramados CAMISA 10 DO CRB foi destaque no início da temporada liderando a artilharia e sendo decisivo em jogos importantes para o Galo Nas redes sociais,Longuine confirmou o sucesso da cirurgia,falou da nova etapa na carreira e do foco na recuperação Reprodução/RedesSociais
  11. 11. 11O DIA ALAGOAS l 3 a 9 de maio I 2020 Estudarláfora redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br Alyshia Gomes alyshiagomes.ri@gmail.com Fonte: Frei Universität Berlin O Programa de Bolsas Rising Star do Departamento de Biologia, Química e Farmácia procura atrair pesquisadores de destaque no início da carreira (que concluíram o douto- rado nos últimos quatro anos),de preferência do exterior. Osbolsistasparticiparãodasatividadesdepesquisadeseus gruposdepesquisaanfitriões,serãoabsorvidospelasredes de pesquisa existentes (CRCs,BBIB,grupos de pesquisa de doutorado, etc.) e publicarão seus resultados juntamente com eles. A bolsa é avaliada em 2.5oo por mês durante dois anos. São fornecidos benefícios adicionais para custos de pesquisa, mobilidade, familiares e seguro de saúde (para detalhes,consulte o site). Serão aceitas inscrições de pesquisadores preferencial- mente internacionais que concluíram o doutorado nos últimos quatro anos. Os seguintes documentos devem ser enviados on-line: * CV com lista de publicações * Resumo do projeto com planos específicos quanto à cooperação com grupos de pesquisa da Freie Universität de 2 a max.4 páginas * ReferênciasdedoisgruposdepesquisadoDepartamento de Biologia,Química,Farmácia As candidaturas devem ser submetidas ao decano do BCP departamento,31 de maio de 2020 ,E-mail :dekan@bcp. fu-berlin.de As perguntas podem ser dirigidas a Dr.Alette Inverno,Email:graduate-center@bcp.fu-berlin.de. Fonte: DAAD Todos os anos, o Ministério Federal Alemão de Educa- ção e Pesquisa (BMBF) recebe o prestigiado Green Talents - Fórum Internacional de Altos Potenciais em Desenvolvimento Sustentável para promover o inter- câmbio interna- cional de ideias verdes inovadoras de vários campos de pesquisa. Oprêmio,sobopatrocíniodaministraAnjaKarliczek,home- nageia jovens pesquisadores a cada ano. Os vencedores são de vários países e áreas científicas e são reconhecidos por suas realizações notáveis em tornar nossas sociedades mais sustentáveis. Selecionados por um júri de especia- listas alemães, os premiados recebem acesso exclusivo à elite de pesquisa do país. Você é um jovem pesquisador de sustentabilidade que deseja desen- volver ainda mais suas ideias inovado- ras? Sua pesquisa tem o potencial de fazer desta terra um lugar melhor? Diga por que você deve se tornar um dos 25 talentosverdesesteanoeaproveiteparamostrarcomosua pesquisaestáconectadaaosObjetivosdeDesenvolvimento Sustentávelemseuaplicativo.Oprêmioestáabertoatodas as disciplinas! Inscrições abertas até 19 de maio de 2020, 14:00. mais informações em https://bit.ly/3f4XX9J . Certificações internacionais em tempo de pandemia Oportunidades internacionais exigem preparação e planeja- mento, e um dos itens obrigatórios para o qual o interessado teráquededicarumbomtempoestárelacionadoaostestesoficiais. Jámencionamos,emcomentáriosanteriores,queocertificadode umaescolanãoésuficienteparaacomprovaçãodeníveldeprofi- ciência em idioma estrangeiro.Aliás, alguns estudantes interna- cionaisqueestão,hoje,matriculadoseminstituiçõesestrangeiras nunca nem frequentaram uma escola de idiomas. O item profi- ciência,via de regra,será averiguado através das certificações. Primeiro passo, então, será delimitar teu interesse: ser admitido em universidade estrangeira, em escola internacional de MBA, candidatar-se a uma vaga em empresa internacional ou apenas para dar embasamento ao currículo. Passo seguinte, averiguar qual a exigência do programa para o qual você despertou inte- ressee,sóassimprovidenciarainscrição,preparaçãoerealização do teste. No caso do inglês, o mais famoso é o TOEFL – Test of English as a Foreign Language. Mas vemos um crescente interesse por outroscomo,porexemplo,TOEIC–TestofEnglishforInternational Communication, CAMBRIDGE – First Certificate in English (FCE), Certificate in Advanced English (CAE), Certificate of Proficiency in English (CPE),dentre outros. DELF – Diplôme d’Études en Langue Française e DALF – Diplôme Approfondi de Langue Française estão na lista das certificações paralínguafrancesa.Jáparaoalemão,temosoGoethe-Zertifikat, oTestDaF –Test Deutsch als Fremdsprache e o onSET. Em relação a este último, o DAAD informou a suspensão tempo- ráriaporcausadasimpossibilidadesdereunirgruposdepessoas. Os testes só serão realizados quando as autoridades vierem a decidir pelo fim do isolamento social. E esta não é uma posição isolada, organizadores de diferentes certificações tem feito o mesmo. Apesar desta informação, insisto em dizer que as instituições estão se adaptando às novas condições. Por isso, não coloque seu plano de lado! Mantenha sua preparação, acompanhe de perto as informações publicadas pelas instituições de ensino e avance.Afinal de contas, como sempre venho dizendo, estamos com a mobilidade reduzida, mas o mundo não parou.Adaptação é a palavra de ordem. German Chancellor Fellowship for tomorrow’s leaders Fonte: Fundação Alexander von Humboldt A FundaçãoAlexander von Humboldt está procurando os líderes de amanhã - do Brasil, China, Índia, Rússia e EUA.A Bolsa de Chanceler da Alemanha oferece a você a oportunidade de dar o próximo passo na carreira naAlemanha - indepen- dentemente do seu campo de trabalho. Paraseinscrever,desenvolvasuaprópriaideiadeprojetoeencontreohostdesua escolha para orientá-lo.Depois que seu anfitrião confirmar,você poderá solicitar uma bolsa de estudos. Selecionados receberão: * uma bolsa mensal de 2.170; 2.470 ou 2.770, dependendo das suas qualifi- cações * orientação individual durante a sua estada naAlemanha * suporte financeiro adicional para itens como familiares que o acompanham, despesas de viagem ou um curso de alemão * uma viagem de estudo à Alemanha e vários eventos durante os quais você pode entrar em contato com outros colegas e representantes de empresas e instituições alemãs * extensopatrocíniodeex-alunos,especialmenteparaajudá-loamantercontato com parceiros de colaboração na Alemanha durante toda a sua carreira profis- sional Condições de elegibilidade: * ser graduado com um viés internacional do Brasil,China,Índia,Rússia ou EUA e já adquiriu experiência inicial de liderança * completou seu primeiro diploma há menos de 12 anos * gostaria de passar um ano trabalhando em um projeto que você desenvolveu com uma série de sua escolha naAlemanha *podedemonstrarqueseuprojetoterásignificadosocialequevocêtemopoten- cial de construir pontes futuras entre aAlemanha e seu próprio país * trabalhar em um setor como política,economia,mídia,administração e cultura Inscrições é 15 de setembro de 2020. Mais informações em https://bit. ly/2VRm2t6 . Concurso Green Talents Bolsa de Pós-doutorado – Alemanha
  12. 12. 12 O DIA ALAGOAS l 3 a 9 de maio I 2020 redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br igor93279039@hotmail.comIGOR PEREIRA Ford Performance apresenta o Mustang Cobra Jet 1400 Ele não tem um ronco que agride os ouvidos nem usa uma gota de combustível, mas foi projetado para “destruir” nas corridas de quarto de milha, com mais de 1.400 cv de potência e mais de 152 kgfm de torque instantâneo. Pela primeira vez na história, a Ford Performance criou um dragsterMustang Cobra Jet de fábrica com propulsão totalmente elétrica.Alimentado por bateria, o protótipo Mustang Cobra Jet 1400 foi especialmente projetado para corridas de arrancada, com tempo na faixa de 8 segundos e velocidade de mais de 270 km/h, mostrando o que um trem de força elétrico é capaz de entregar em um dos ambientes mais exigentes de competição. Venda de pneus para montadoras recua quase 30% em março A venda total de pneus em março somou 4,47 milhões de unidades, anotando queda de 11,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado.A retração mensal foi puxada pelas montadoras, que compraram 29,6% a menos por causa da paralisação das fábricas em razão da pandemia de Covid-19.A queda no segmento de reposição foi bem menor, 4,8%. Os 13,3 milhões de pneus vendidos no acumulado do ano aprofundam a queda no setor, que já é de 6,8% ante o primeiro trimestre de 2019. Os números foram divulgados pela Anip, entidade que reúne fabricantes do setor.A queda mais acentuada no trimestre, de 15%, ocorreu para o segmento de menor volume, os comerciais leves (542,2 mil pneus no período). ACONTECE esta semana NISSAN LEAF: UM CARRO ELÉTRICO DE FÁCIL MANUTENÇÃO Imagine um veículo zero emissão, amigo do meio ambiente, que reduz a poluição sonora, já que é totalmente silencioso, e que além disso tem um baixo custo de manutenção. Este é o Nissan LEAF, o veículo 100% elétrico à venda em seis mercados da América Latina, incluindo o Brasil. Enquanto os veículos a gasolina ou diesel, cujo bom funcionamento exige a troca rotineira de lubrificantes, filtros, velas, correias, entre outros, o Nissan LEAF, com motor 100% elétrico, reduz estas necessidades. Moto ambulância irá ajudar no combate ao COVID-19 na Índia Com o objetivo de ajudar no combate ao novo coronavírus, a Hero Moto Corp irá doar 60 motos ambulâncias para resgatar pacientes em áreas rurais e de difícil acesso. O primeiro ministro indiano Narendra Modi anunciou o lockdown no país em 25 de março e, na semana passada, estendeu o fechamento até 3 de maio. Com uma população de 1,3 bilhão de pessoas, a Índia tem mais da metade da população vivendo em áreas rurais. A moto ambulância foi equipada com luzes, sirenes e kit de primeiros socorros, nas malas laterais.Também foi instalado um sidecar estendido em formato de leito, para carregar o paciente, que ainda conta com cilindro de oxigênio, extintor de incêndio e iluminação de LED para resgastes e atendimentos noturnos. RODASDUAS A rede Jeep® começa a receber hoje, 28 de abril, os pedidos para o Jeep Wran- glerRubicon, inédito no Brasil e veículo de produção em massa com a maior capaci- dade off-road do mundo. A versão foi mostrada anteci- padamente em 2019 no Jeep Experience Territory, eventos itinerantes gratuitos realiza- dos em oito cidades brasilei- ras.A iniciativa foi criada para que os consumidores possam experimentar e conhecer mais sobre a gama Jeep, além de se divertir com atividades para toda a família. A versão WranglerRubicon tem preço sugerido de R$ 419.990. “Mesmo com muitas das nossas 199 concessionárias com as portas fechadas por causa dos decretos em cada cidade ou estado para refor- çar o isolamento social contra a pandemia, a Jeep está com sua equipe de vendas a pleno vapor pelos canais digitais ou por telefone’’, comenta Alex- andre Aquino, gerente-sênior do Brand Jeep para aAmérica Latina. JEEP inicia vendas do novo WranglerRubicon no Brasil O aguardado SUV que a Toyota produzirá no Brasil já roda em testes na Ásia, segundo o flagra do site tailan- dês Auto Deft. O Projeto 740B é chamado pelos asiáticos de Corolla Cross, mas por aqui ele deverá ressuscitar o nome de um modelo bem conhe- cido. Segundo o site Autos Segredos, a Toyota também chama o SUV de Projeto Bandeirante, em homenagem ao rústico jipe que a marca japonesa montou em São Bernardo do Campo (SP) entre 1962 e 2001. O novo SUV será fabricado em Sorocaba (SP) a partir da plataforma TNGA, a mesma do novo Corolla. A estreia em nosso mercado está prevista para o primeiro trimestre de 2021. A moderna estrutura do novo Bandeirante será construída com aços de alta resistência para atingir bons resultados nos testes de colisão do Latin NCAP. Já a carroceria terá estilo inspirado no RAV4.Além da arquitetura do Corolla, o SUV herdará do sedã a motorização híbrida formada pelo motor 1.8 flex combinado a um propulsor elétrico e a uma transmissão automática CVT. Toyota vai lançar SUV do Corolla FLAGRA INÉDITO
  13. 13. PedroCabr al VÍRUS PANDEMIA ISOLAMENTO VÍRUS PANDEMIA ISOLAMENTO VÍRUS PANDEMIA ISOLAMENTO Alagoas l 3 a 9 de maio I ano 08 I nº 375 l 2020 redação 82 3023.2092 I e-mail redacao@odia-al.com.br Myrian Envie crítica e sugestão para ndsvcampus@gmail.com Dois dedos de prosa Oobjetivo de Campus/ O Dia, com esta série de matérias específicas, é deixar uma reflexão e textos memo- rialísticos sobre a passagem do Corona nas Alagoas. E O DIA mais uma vez revela a sua face de imprensa-cidadã, assumindo Campus em sua saga semanal. Hoje, nós temos quatro artigos de pessoas engajadas nos rumos da Igreja Católica e de um Teólogo de formação dada pelo Seminário Teológico Batista do Nordeste. Há, sem dúvida, uma expres- são de pensamento ligado ao cristianismo e ouso afirmar que há um quê de Eucaristia neste encontro, uma resposta ao pedido de estar com Cristo notempodamemóriaedavida que se desfila entre nós. Agra- deço a honra de publicá-los. Li certa feita – e não lembro mais onde – que o grande altar de Deus é o coração de seu povo. Acredito nisto e, com meu rançocatólico,digopiamente. Pessoalmente,queroofere- cer este meu esforço à pessoa quefoifundamentalnamonta- gemdeminhacabeçaeaquem sempre considerei como um pai e de quem uma boa parte de minha geração católica em Natal, Rio Grande do Norte, é extremamente devedora. Trata-se do Cardeal Eugênio de Araújo Sales, a figura mais importante em toda minha formação intelectual e com quem tenho dialogado, longa- mente, nesta fase de aflição pública nos pagos da pande- mia. Em nome dos autores, tomo a liberdade de oferecer este Suplemento à humani- dade alagoana, especialmente às pessoas modestas que estão com suas máscaras e suas vassouras, seus baldes e seus corações a limpar os hospitais, a empurrarem cadeiras, carre- garemmacas... Agradecemos a Myrian R. C. de Almeida pela autori- zação para utilizar o seu belo trabalho. Vamosler! Umabraço, SávioAlmeida CAMPUSCAMPUSCAMPUSCAMPUS VIVENTES DAS ALAGOAS E A PANDEMIA (III)
  14. 14. O s c r i s t ã o s b u s c a m a Deus certa- mente por suas promessas de algo sempre melhor do que o que vivemos, estamos passando ou que é imutável por nossas capacidades huma- nas. Superação da dor, tristeza, solidão, carência material, enfim qualquer situação fora do que contempla a dignidade humana,quandosecolocasoba amorosa providência divina.A doutrinacristãeaprópriaBíblia nuncanegaramaaçãosobrena- turalepoderosapostaaserviço do bem humano por parte de Deus e também sempre por sua iniciativa. O que acontece em muitos casos é a ignorân- cia, em vários sentidos, dos mandamentos como resposta ao projeto de libertação que se buscacomtantaânsia. Desde o Gênese a ação poderosa do Criador vem acompanhada de instruções, ensinamentos e mandamentos sobre como, em sua liberdade, as pessoas deveriam condu- zir suas vidas pela melhor via. Deus, gratuito e benevolente, nãodeixadeconcederomelhor de sua graça a todos, mas avisa que podemos desperdiçar esta graça em consequência de nossas atitudes contrárias ao queensina.Nãoésomenteuma leipositivadamas,defato,uma orientação de vida equilibrada e feliz. Isso mostra que Deus nosdeuconsciênciaeresponsa- bilidadesobreoquerealizamos como indivíduos, como comu- nidade de fiéis e como seres humanoslivres. Cristo, que se fez servo por amoraoPaiepelosqueeleama, revelou por completo o amor do alto, que de nada será útil às pessoas se elas também não refletirem este amor: não senti- mento, mas atitude consciente de desejar o bem de Deus e do próximo. Nesta pandemia, com certeza o poder infinito será nosso socorro, quando a ação e a capacidade humana mostram-se inferiores ao que estamos enfrentando, dado o sofrimento e as mortes teste- munhadas. Porém, a ciência, nunca inimiga da fé e sim fruto da graça divina conce- dida aos homens e mulheres, e diante da qual a fé não pode se colocar prepotentemente, mas aceitar sua colaboração e especialidade,nosensinacomo podemos preservar o máximo de vidas possível. Quem tem consciênciaehumildade,como discípulo de Cristo, deve sim continuar confiando na provi- dência do alto, com orações e preces, mas também tem atitu- des a tomar, tanto conforme as orientações científicas como por seu discipulado: suportar o isolamento social sem se deixar cair no egoísmo ou no medo; conscientizar outras pessoas com o desejo de preservar vidas; exigir das autoridades responsáveis a sua ação pelo bem da sociedade; lembrar-se daqueles que sempre foram abandonados e serão ainda mais por causa do desespero social;buscar,noEspíritoSanto, a criatividade necessária para contornaroslimitesimpostos. Nada muda naquilo que foi oferecido para formar a consci- ênciaeafédosquesefazemcris- tãos.Asexigências,sim,sempre mudam,eaparecemcomnovos desafios para a fidelidade de quem deve, como o apóstolo Paulo, saber viver na abundân- cia e na pobreza, no conforto e na tempestade. Que não seja necessário aos cristãos negar aquilo que lhes foi deixado, nem se encontre motivo para agir de forma contrária ao que ésuamissão:ser,porCristo,sal daterraeluzdomundo. P orseusobjetivos operacionais, o Ministério da Saúde não se preocupa em entender o grande complexo cultural, econômico e político queé estapandemia. Poroutro lado, ficamos todos – em diver- sos graus e formas – marca- dos pela agonia da morte e, de imediato, com a chamada taxa de letalidade, uma razão onde setemonúmerodeóbitossobre o dos infectados. Friamente, é esta razão reduzida a um inter- valo de 0 a 100 que enuncia a força da tragédia sobre uma populaçãoque,parece-nos,não chegouaverdaMissaumterço. Os dados nacionais devem serlidoscomcautela,poisestão influenciados pela posição de São Paulo, que detém 34% dos casos e 42% dos óbitos. Pratica- mente, portanto, a metade das mortes do país são do Sudeste e, desta região, São Paulo fica com 67% dos casos e 70% dos óbitos. Como se pode verificar, a epidemia está longe de ter atingido o Brasil: os dados não expressamoBrasil, mesmoque se considere a posição relativa do tamanho de São Paulo no conjunto da população brasi- leira. Lá (estes dados são de 25/04/2020), pode-se dizer que –demodogrosseiro–paracada cem infectados, cerca de oito morrem,enquantoparaoBrasil esta relação é de sete para cada cem; no Nordeste ela chega a seis e em nossaAlagoas se tem amesmaindicação. Oimportanteéqueestataxa de letalidade não é fortemente influenciada pelo tamanho da população: prende-se à rela- ção mencionada e demonstra- -se com amplo intervalo entre o maior e o menor que corres- pondem à Paraíba (10,29) e Roraima com um óbito.A leta- lidade média é de cinco mortos por cada infecção, mas tem um alto coeficiente de varia- ção: 52%. Isto demonstra que a média pouco expressa sobre o universodaletalidadenacional, emboravamostrabalharovalor dos Quartis. Consideraremos queosdadosentreosvaloresda mediana, 4,75%, e o do Quartil 3, 5,88%, estão as unidades de Alto Indicador de Letalidade e, neste grupo, se encontra Alagoascomseus5,79%. No entanto, esta mecânica morte/infecção nem sequer enuncia a magnitude do problema no quadro demo- gráfico, na medida em que atentarmos para a distância dos números da infecção sobre a população, vendo o que chamarei Coeficiente de Infec- ção. Considere-se que toda a população está exposta ao vírus – um dia este verdadeiro agouroterminarácomvacina–, mesmoosqueseencontramem isolamento – embora menos – e veremos que os casos são insig- nificantes face ao tamanho da população e entenda-se como, entre outros fatores, a saída do isolamento tende a maximizar asfacilidadesdovírus.Poisbem, jamaisconsideraríamosquetoda a população de Alagoas seria infectada,masdeveservistoque até agora temos 15 infectados para cada 100.000 habitantes. É muito o que pode vir por aí. É nisto, dentre outros fatores, que as estatísticas do Ministé- rio podem falsear o quadro da epidemia, pelo fato, inclusive, de tender a racionar por cortes e, também por estar com o do estado em evidência e não do vírusqueéocotidianodobrasi- leiro.Claroquenossaindicação é grosseira, mas é preocupante, ainda mais quando as estatísti- cas do Ministério são pesada- menteurbanasemetropolitanas. NoNordeste,oCoeficienteéde 28,43 por 100.000 habitantes. A população precisa retardar a marcha do vírus, pois como dizia a famigerada Chapeuzi- nhoVermelho,aestradaélonga eocaminhoédeserto. De fato, nós não sabe- mos qual será o caminho em Alagoas; neste sentido, ele pode assumir diversos, saindo deMaceióounão.Nãoimporta o tamanho do lugar, todos devemestardeatalaiaealogís- ticadeoperaçãodecombateem estado de alerta suficiente para estarimediatamentenospostos decombate. CAMPUS 2 O DIA ALAGOAS l 3 a 9 de maio I 2020 redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br Luiz Sávio de Almeida é Professor Emérito da Ufal e Dr. em História; José Carlos da Silva Lima é Mestre em História pela Ufal; Zelda Zorozo é religiosa (FSCJ); Pe. Nárion Alécio de Mendonça (CM) é sacerdote católico. Paulo Nascimento, Bacharel em Teologia e Doutorando em Linguística pela Ufal. Esta série de edições sobre o Corona é coordenada por José Carlos da Silva Lima e Luiz Sávio de Almeida. Quem é quem? Luiz Sávio de Almeida Coordenador do suplemento Campus/O Dia Alagoas e um Coeficiente de Infecção: tu autem domine miserere nobis! CNPJ 07.847.607/0001-50 l Rua Pedro Oliveira Rocha, 189, 2º andar, sala 215 - Farol - Maceió - AL - CEP 57057-560 - E-mail: redacao@odia-al.com.br - Fone: 3023.2092 Para anunciar, ligue 3023.2092 EXPEDIENTE ElianePereira Diretora-Executiva DeraldoFrancisco Editor-Geral Conselho Editorial JorgeVieira JoséAlberto CostaODiaAlagoas Pe. Nárion Alécio de Mendonça, CM Os cristãos e a pandemia
  15. 15. Q uando come- ç a r a m o s p r i m e i r o s sinais de paralisação devido a um novo vírus que estava se alastrando, comecei a pensar na força de algo tão pequeno, invisível a olho nu. Come- cei a desejar e pedir a Deus que, como humanidade, não desperdiçássemos este momento. Experimentando a impotência e a igualdade de todo ser humano ‒ o coro- navírus não distingue classes sociais, raças, crença, orienta- ção sexual, ideologia ou outras diferenças que nos dividem ‒, poderia ser uma ótima opor- tunidade para refletir de que vale a prepotência, o orgu- lho, a autossuficiência... Qual o sentido do egoísmo e da ganância, que levam a margi- nalizaramaioriadoshumanos e a tornar inabitável a “casa comum”? A força invisível vai se expandindo, aumentando o medo,ador,onúmerodosque partem e também a incapaci- dade da ciência e das institui- ções de saúde para cuidar do que realmente conta: a vida. Ao mesmo tempo, muitos são os anúncios e augúrios de que umanovahumanidaderessur- girá após a pandemia. A partir do que vamos ouvindo e vendo, parece ser verdadeira a sabedoria popu- lar ao dizer que fortes sofri- mentos revelam o que há de melhor ou de pior nas pessoas e em suas instituições. Louváveis os gestos de solidariedade e a coerência dos profissionais da saúde, arriscando a própria vida no cuidado dos pacientes e, até mesmo, no gesto heroico do padreitalianoque,vendoaseu lado uma pessoa mais jovem a necessitar de respirador, cede a ele o seu e acaba morrendo. Dignos de reconhecimento e gratidão são todos os trabalha- dores dos serviços considera- dos essenciais que não podem “ficar em casa”. Motivo de alegria é perceber que também a Igreja Católica manifesta neste momento a dimensão da caridade que a caracteriza ao longo da história. Inúmeros são os gestos de generosidade e criatividade, buscando minimizar e/ou enfrentar e encontrar saída às necessidades do ser humano. Sim, a força invisível do vírus estátornandovisívelaforçado bem, muitas vezes escondida, mas real em tantas pessoas e instituições! A terra, o ar e as águas já dão sinais de quanto está sendo bom o parar dos humanos. E como tudo está interligado, creio, retornarão a nós os benefícios do que esta- mos vivendo. Por outro lado, essa força invisível do vírus parece ser inexistente para muitos, ainda. As forças do poder, das ideo- logias e do mercado teimam em ser mais fortes. Também as necessidades do imediato, sem os auxílios necessários, são forças que não permitem parar.Outraspessoasparecem inconscientes da gravidade do que está acontecendo. Seja o que for, é também o que existe depiorasemanifestarquando a dor se torna forte. Ganância e ignorância têm em seu bojo alguma “ânsia”. Independentemente da formacomoreagimos,estamos “todosnomesmobarco”,disse o Papa Francisco, no sermão da praça vazia, interpretando a tempestade no lago, enfren- tadaporJesuseseusdiscípulos assustados. Constatamos, diz Fran- cisco que “estamos todos no mesmo barco, todos frágeis e desorientados, mas ao mesmo tempo importantes e necessá- rios: todos chamados a remar juntos, todos carecidos de mútuo encorajamento.” Acolhendoamensagemdo Papa, acredito que o momento que estamos vivendo necessita ser visto na sua positividade, como um chamado a olhar os vários problemas do mundo e a necessidade de reorientar prioridadesemodosdepensar e agir: “Avançamos a toda a velo- cidade, sentindo-nos em tudo fortes e capazes. Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e trans- tornar pela pressa. Não (…) despertamos ante guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, deste- midos, pensando que conti- nuaríamos sempre saudáveis nummundodoente.Agoranós, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: ‘Acorda, Senhor!’” CAMPUS 3O DIA ALAGOAS l 3 a 9 de maio I 2020 redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br A opinião dos autores pode não coincidir no todo ou em parte com a de Campus. Ir. JeldaZorzo FSCJ Religiosa A força do invisível S im,éissomesmo que o título desse pequeno texto enuncia: a iminência da presente pandemia da Covid- 19 faz brotar insidiosamente alguns tipos de Teologias, isto é, de discursividades que partem da fé e que produzem fé, além de mobilizar indiví- duos e grupos de diferentes formas. Não importa que essas Teologias não se intitu- lem assim. Continuam sendo isto: Necroteologias do Coro- navírus. Acho que dentre todas elas, aquela que produz os piores efeitos é a que está a serviçodo Deus Capital e à serviço daadoraçãoao mercado financeiro. Não é de hoje a percepção de que o Capitalismo é uma Religião. Isso já havia sido proposto por Walter Benjamim (1892-1940) algumas décadas atrás. Também não é de agora a denúncia das maldades dessa Religião. No auge da Teologia da Libertação pessoas como Jon Sobrino, Elsa Tamez e Jung MoSung, entre muitas outras, já nos chamavam a atenção para as consequências geno- cidas do culto cego ao deus Mercado. Foicomapastoramexicana Elsa Tamez, por exemplo, que eumedeicontadeque,àexem- plo dos antigos deuses astecas que exigiam sacrifícios huma- nos, o Capital assim também o exigia como uma condição de sua própria sobrevivência. A pandemia que agora enfren- tamos ocasiona, portanto, a vociferação dos teólogos do deus Mercado, para quem o sacrifício de vidas humanas é uma parte natural, necessária e imperativa de sua narrativa cósmica. De consequência menos tanatológica,masnemporisso menos grave e preocupante, está aquela Teologia que hora cheira a mofo medieval, hora cheira a manicômio. Aquela mesma que ajudou a colocar no poder o projeto político que governa o Brasil no momento. Quero me corrigir: essa Teolo- gia tem sim consequências tanatológicas graves, ainda que a médio prazo. Elas cultivam o desprezo pela Ciência, e mais do que isso, tentam fazer de suas alucinações religiosas, ações do próprio Estado brasileiro. Seu trunfo? Um chefe do Poder Executivo que entende muitobemcomousarofunda- mentalismo religioso para fins políticos. Essa Necroteologia, já representada institucio- nalmente em alguns Minis- térios em Brasília, é a mesma que agora teima em manter templos religiosos abertos e atuantes, e é a mesma que quer fazer do jejum religioso uma política pública. Triunfa- lismoarrogante,muitasmilhas distantes da simplicidade, da levezaedasobriedadedaquele a quem supostamente dizem seguir. Eu confesso que gostaria de ver brotar desse momento uma outra Teologia. Ela não precisaria ser exclusivamente cristã.Nemprecisasereconhe- cer nesse nome. Mas também admito que a memória histó- rica do Cristianismo teria muitooquelheinformar.Uma Teologia, por exemplo, que assumisse a comunidade de Atos 2 como imagem arque- típica. Mais ou menos como fizeram Frederick Engels e Rosa Luxemburgo, ao verem nas narrativas do Cristianismo primitivo os brotos de um novo mundo mais fraterno. Sim, porque é correta e autênticaaansiedadedequem teme o colapso econômico, aindaquesejaumblefedesvin- cularissodacrisesanitáriaque teremos de enfrentar. A crise sanitário-econômica, no meu entender, oportuniza o surgi- mento dessa outra Teologia, na qual “ninguém solta a mão de ninguém” (simbolicamente !!!). Nesse caso, a imagem arquetípica da comunidade de Atos 2 fundaria uma Teologia da Vida! Mas, Teologia da Vida em que sentido? Primeiro, na denúncia que essa Teologia faria ao nefasto casamento entre necropolítica e necrote- ologia em curso no Brasil, que naturaliza a morte de grupos humanos como necessária à manutençãododeusMercado. Segundo, pelo potencial de açãocontidonessanovaTeolo- gia da Vida: “e todos tinham tudo em comum...”, se dizia acerca da arquetípica comuni- dade cristã deAtos 2.Contudo, certamente não é a caridade pura e simples que nos salvará dos impactos econômicos de tudo isso. Mas não tenho dúvida de que a solidariedade deve ser parte fundamental do modo como temos que enfren- tartudoisso.Eparatanto,uma outra Teologia da Vida neces- sitaria ser gestada o quanto antes. Paulo Nascimento Bacharel em Teologia (Seminário Teológico Batista do Nordeste). Doutorando em Linguística (Universidade Federal de Alagoas) As necroteologias do coronavírus
  16. 16. CAMPUS 4 O DIA ALAGOAS l 3 a 9 de maio I 2020 redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br FICHA TÉCNICA CAMPUS COORDENADORIAS SETORIAIS L. Sávio deAlmeida Coordenador de Campus Cícero Rodrigues Ilustração Jobson Pedrosa Diagramação Iracema Ferro Edição e Revisão CíceroAlbuquerque Semiárido Eduardo Bastos Artes Plásticas Amaro Hélio da Silva Índios Lúcio Verçoza Ciências Sociais Renildo Ribeiro Letras e Literatura Visite o Blog do SávioAlmeida M uito se tem discutido, r e c e n t e - mente, acerca da quaren- tena. Algumas pessoas duvidam da necessidade de ficar em casa e distantes do convívio social. A realidade é que, de alguma forma, os planejamentos foram atingi- dos, impactando o cotidiano das famílias, das pessoas, dos bairros, das cidades. A agenda pessoal, social, fami- liar e de trabalho foi colo- cada, em parte, em stand-by. É como se tivéssemos cole- tivamente apertado a tecla- pause. O principal motivo dessa mudançaradicaléum“bichi- nho invisível e devastador”, que por onde passa deixa o registro da morte e um rastro de dor e sofrimento. As esta- tísticas, muitas vezes frias como a morte, ilustram esse triste quadro, como se pode observar nas informações disponíveis na página do Ministério da Saúde. Aqui, tomamos como referencial o dia 19 de abril, quando havia, no mundo, 2.331.099 pessoas contaminadas e 160.952 mortos; em solo brasileiro, 38.654 pessoas contamina- das e 2.462 óbitos, com uma taxa de letalidade de 6,4%. No universo alagoano, 159 pessoas estão oficialmente infectadas e 15 morreram. Apesar do altíssimo número de infectados e de mortos, da inexistência de um medicamento eficaz na contenção do vírus e da distância para se chegar a uma vacina, persiste na sociedade brasileira o dilema da quarentena. Temos, de um lado, o presidente da República, que nega a ciência e desmerece a força devasta- dora da Covid-19;do outro, um bloco de cientistas e países que orientam o uso da quarentena como um meca- nismo capaz de desacelerar a contaminação, evitando o colapso nos hospitais públi- cos e privados. Ainda que o presidente tenha externando a sua posição do retorno à “vida normal”, 80% da popu- lação brasileira, conforme pesquisa do Datafolha, é favorável a punição para quem descumprir as regras da quarentena. É evidente que essa maio- ria entende a quarentena como necessária e temporá- ria. A quarentena não pode ser vista como uma mura- lha intransponível ou uma punição; pelocontrário, deve ser compreendida como uma ponte em construção. Essa travessia poderá ser demorada, cansativa, dolo- rida. Mas, sem dúvida, ao seu término, seremos seres melhores. Essa melhora já é perceptível, já estamos experimentando. É notório o aumento da prática da soli- dariedade, da partilha, do cuidado. A VIDA tem ganho outros contornos, outras cores, outros horizontes. A minha experiência de distanciamento social teve início logo após uma bela vivência com representações das comunidades campo- nesas da região da Mata e Litoral Norte de Alagoas, acompanhadas pela Pasto- ral da Terra. Essa atividade comunitária ocorreu nos dias 16 e 17 de março, no assen- tamento Flor do Bosque, em Messias. É importante infor- mar que esta comunidade é resultado da insistência das famílias sem-terra que ocuparam aquele imóvel em novembro de 1998 e conquis- taram 360 hectares após uma década de luta. Naqueles dias falávamos de sementes. Sementes da paixão, da resistência, criou- las. Sementes camponesas, com memória e ancestrali- dade. Quando a imagem de uma semente chega à nossa mente, logo a relaciona- mos com terra, com água, com trabalho, germinação, cultivo, cuidado, colheita, com comida na mesa. Havia entre os agriculto- res e agricultoras um clima de esperança em uma boa produção. Falavam, com a alegria, das sementes que tinham e das chuvas que caíam. O contentamento se explicava pelaschuvas e pela proximidade do dia de São José, dia 19 de março, dia de plantar, como reza a tradição camponesa. Nesse período o milho é o alimento que melhor caracteriza o plantio nas terras de Alagoas. Milho para comer assado, cozido, na forma de pamonha, de canjica,emtempos juninos. É assimque o saber popular camponês compreende esse tempo: planta em São José e come em São João. N e s s e s d i a s , t e n h o conversado com campone- ses e camponesas, recebido fotos e vídeos do campo. O entusiasmo continua. O roçado verde é sinônimo de esperança. Do litoral ao sertão, tudo leva a crer numa boa colheita. Na tentativa de estabelecer uma relação pessoal com esse universo c a m p o n ê s , t e n h o m e perguntado:Como preparei a minha terra? Quais semen- tes selecionei? Como reservei a minha água? O que estou plantando? Qual e como será a minha colheita? São ques- tionamentos einquietações da minha quarentena. José Carlos da Silva Lima Mestre em história pela Universidade Federal de Alagoas, coordenador da Comissão Pastoral da Terra de Alagoas e membro do Grupo Terra COVID 19: qual será a colheita? * LulaNogueira

×