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1º Aula

  1. 1. Gestão de colecções Introdução
  2. 2. Introdução <ul><li>“ Serviços e materiais específicos devem ser postos à disposição dos utilizadores que, por qualquer razão, não possam usar os serviços e materiais correntes, como, por exemplo, minorias linguísticas, pessoas deficientes, hospitalizadas e reclusas. Todos os grupos etários devem encontrar documentos adequados às suas necessidades. </li></ul><ul><li>As colecções e os serviços devem incluir todos os tipos de suporte e tecnologias modernas apropriados, assim como fundos tradicionais. É essencial que sejam de elevada qualidade e adequados às necessidades e condições locais. As colecções devem reflectir as tendências actuais e a evolução da sociedade, bem como a memória da humanidade e o produto da sua imaginação. </li></ul><ul><li>As colecções e os serviços devem ser isentos de qualquer forma de censura ideológica, política ou religiosa e de pressões comerciais.” </li></ul><ul><li>Manifesto da IFLA/UNESCO sobre Bibliotecas Públicas, 1994 </li></ul>
  3. 3. Introdução <ul><li>Conduire une politique documentaire, de Bertrand Calenge: </li></ul><ul><ul><li>“ La politique documentaire s’inscrit dans le cadre plus large de la gestion des objectifs de la bibliothéque.” </li></ul></ul><ul><ul><li>“ Une politique documentaire formalisée est jugée nécessaire mais dificille.” </li></ul></ul><ul><ul><li>“ (…) le succès évident des bibliothéques, aujourd’hui (…) Mais le monde change autour des bibliothéques, et nécessite de nouvelles approches.” </li></ul></ul>
  4. 4. Introdução <ul><li>Política versus estratégia : </li></ul><ul><ul><li>Alguns autores preferem usar o termo política relativamente à tomada de decisões que têm a ver com a vida da comunidade, enquanto usam o termo estratégia quando se trata da condução de projectos ligados às bibliotecas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Outros consideram que ao usar o termo política estamos a evidenciar a relação entre a comunidade e a colecção e a insistir na dimensão prospectiva da construção de uma colecção ; </li></ul></ul>
  5. 5. Introdução <ul><li>Algumas das questões levantadas não são necessáriamente novas mas em simultâneo justificam a implantação de uma política de gestão de colecções /política documental: </li></ul><ul><ul><li>Diversificação documental impõe escolhas a diferentes níveis; </li></ul></ul><ul><ul><li>Multiplicação de sectores na biblioteca começa a tornar-se difícil de gerir; </li></ul></ul>
  6. 6. Introdução <ul><ul><li>A arrumação em livre acesso implica a saturação dos espaços a médio prazo e a tomada de consciência da necessidade de desbaste das colecções; </li></ul></ul><ul><ul><li>A circulação da informação melhorou substancialmente. A selecção de documentos deixou de ser um acto isolado; </li></ul></ul><ul><ul><li>A diversificação de públicos , além dos utilizadores habituais e da utilização tradicional da biblioteca, temos de nos interrogar sobre os serviços a prestar; </li></ul></ul>
  7. 7. Introdução <ul><ul><li>O utilizador tornou-se consumidor e a sua atitude face aos serviços públicos é actualmente crítico, exigente; </li></ul></ul><ul><ul><li>A justificação financeira é também relevante, por três ordens de razão: em períodos de restrições orçamentais, quando as tutelas pretendem verificar a boa utilização dos orçamentos, concorrência de outros serviços públicos no momento de legitimar o acesso aos fundos públicos; </li></ul></ul>
  8. 8. Introdução <ul><ul><li>Legitimidade política , em casos de censura e prescrições políticas por parte de determinados grupos políticos ou religiosos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Legitimidade profissional: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Competências estatutárias dos bibliotecários, face à legislação nacional, administração local; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Designações como director , responsável …o que significam; </li></ul></ul></ul>
  9. 9. Introdução <ul><li>Porquê este interesse tardio pelas políticas de gestão de colecções? </li></ul><ul><ul><li>Este atraso é partilhado pelos países do sul da Europa – mesmo em França com toda uma tradição na gestão de bibliotecas, só em meados dos Anos 90 começam a aparecer as primeiras obras nesta área; </li></ul></ul><ul><ul><li>Os bibliotecários norte-americanos têm uma experiência de dezenas de anos nesta matéria, assim como os países do norte da Europa. </li></ul></ul>
  10. 10. Introdução <ul><li>Objecções: </li></ul><ul><ul><li>É impossível ser objectivo ; </li></ul></ul><ul><ul><li>Falta de tempo para se atingir os objectivos propostos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Prever as aquisições implicaria conhecer antecipadamente a política editorial; </li></ul></ul><ul><ul><li>Como ter a certeza de que os utilizadores vão aceitar as nossas propostas? Como se passa na actualidade? </li></ul></ul>
  11. 12. Introdução <ul><li>Uma cultura de avaliação para uma acção biblioteconómica: </li></ul><ul><ul><li>Conceber uma política de gestão de colecções é antes de tudo uma política de aquisições. A metodologia a utilizar pode resumir-se a: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Distanciamento; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Negociação; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Objectivar/formalizar; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Acção; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Integração; </li></ul></ul></ul>
  12. 13. Programa de gestão de colecções <ul><li>Questões prévias: </li></ul><ul><ul><li>Redacção de um texto sobre política de aquisições; </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Fixar princípios e métodos que irão reger as aquisições futuras; </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Processo colectivo: colectivo pelos actores que participaram na sua realização, colectivo pelos parceiros da comunidade, colectivo pelo público a que se dirige; </li></ul></ul>
  13. 14. Programa de gestão de colecções <ul><ul><li>Torna-se necessário perder tempo, ter o seu tempo: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Perder tempo , significa ter consciência da carga de trabalho necessária à implementação de uma programa de gestão de colecções: avaliação das colecções; da comunidade, dos públicos; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ter o seu tempo , significa conhecer o tempo que se tem disponível. É certo que a difícil elaboração de uma programa de gestão de colecções não vai abolir a realidade do trabalho quotidiano, o público vai continuar a dirigir-se à biblioteca . </li></ul></ul></ul>
  14. 15. Programa de gestão de colecções <ul><ul><ul><li>Mas ter o seu tempo, não significa perder-se nestas etapas prévias, mesmo intelectualmente muito estimulantes e fontes de excelentes reflexões e debates bem animados; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Nem ceder à tentação de avaliações muito detalhadas das colecções e utilizar todos os instrumentos de avaliação </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Mesmo que esta tarefa seja confiada a um coordenador, nunca em nenhum caso, este deverá ser o único actor da sua elaboração, que deverá mobilizar toda a biblioteca. </li></ul></ul></ul>

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