Além da morte, uma bela amizade

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Além da morte, uma bela amizade

  1. 1. Além da morte, uma belaamizade Regis FernandesCapítulo 1 – Capuz e luvas pretas Fazia um belo dia, o sol raiava como se estivesse comemorando algumacoisa importante. Já era 07h30min e Rodrigo ainda estava deitado quandode repente... — Rodrigo, acorda filho vai se atrasar! —Disse Fátima, mãe de Rodrigo. O sol refletia nas vidraças da cozinha que era até difícil Gabriel assistirTV. — Bom dia, Gabriel! — Disse Rodrigo em um tom de desafio. — Assim espero, e para você... Não desejo bom dia nenhum — DisseGabriel em um tom de malicia.
  2. 2. Rodrigo nunca se deu bem com seu irmão mais velho, Gabriel... Nãogostava era pouco, Rodrigo odiava o seu irmão, Gabriel voltou para casadepois de terminar o casamento e ficava o dia inteiro na frente da TV. — Cadê o pai? — perguntou Rodrigo. — Hora extra! — Respondeu Fátima. O pai de Rodrigo era segurança, saia de casa as 21h00min e chegavaas 08h00min do dia seguinte. Seu nome era Pedro, um homem calmo ecarinhoso que sempre tinha tempo para os filhos. — Tchau mãe!—Falou Rodrigo quando acabará de escutar umabuzina— Fabio... Combinamos de ele passar aqui. Rodrigo saiu correndo desesperadamente. A fachada da casa era bembonita mais comparada à casa da frente, era como se ela fosse um barracodo lado de um castelo da Inglaterra. — Terminou o trabalho? —Perguntou Fabio, quando Rodrigo entravano carro e saiam lentamente pela estrada iluminada de reflexos solares. — Terminei! Fiquei quase a noite toda... Acordei muito atrasado. Fabio fazia parte da rodinha de amigos de Rodrigo, eram quatrocontando com Rodrigo. Lino, Beto e Fabio eram os melhores amigos deRodrigo na faculdade. Cursavam o mesmo curso (direito) e se um estavaem problemas todos estavam juntos. Mas Rodrigo era o mais popular dogrupo, conhecia quase todo mundo da faculdade, mas também tinhaalguns inimigos não confiantes. Havia muita gente na porta da faculdade, e no canto perto de umaárvore a esquerdo situava-se nada mais que Lino e Beto. Com certezaesperando Rodrigo e Fabio. —Eae... Fez o trabalho?—Perguntou Lino. —Fiquei... —A noite toda. — Completou Fabio. —Esqueci o meu!—Continuou Lino num tom divertido.
  3. 3. — Que desculpa mais esfarrapada. — Disse Beto. — Concordo! —Disse Fabio e Rodrigo. O tempo não era mais o mesmo, a atmosfera do céu mudouradicalmente, e agora se via nuvens escuras. — Vamos entrar ou vamos ficar aqui esperando um carro elétrico viraqui e buscar a gente?—Interrogou Lino. Juntos caminharam a porta da faculdade rindo e cumprimentado cadapessoa conhecida enquanto iam em direção a porta. Chegaram a umcorredor que em frente havia um grande pátio com bancos e bebedouro,e logo via-se em um cartaz: Semana de provas e apresentações se iniciara naprimeira quinzena de outubro .Horário ainda nãodefinido. —E a porta do inferno e aberta! —exclamou Lino — hoje já e dia 20! — Não reclama! — Disse Beto em uma cara de ‘’ já perdi a paciência ‘’ Foram caminhando, subiram uma escada em espiral e chegaram àporta de uma sala onde se lia: Etimologia — Travessia para o inferno! —Disse Lino mais uma vez. Entraram na sala e logo se acomodaram em cadeiras. Vira Felipe umcara muito tímido que não conversava com ninguém e tentava se afastar omáximo possível de todos. Vira também Bruno, um garoto ao contrario deFelipe, já tinha cabelos arrepiados e usava uma camiseta escrita: I Love rock and roll !!! Uma garota entrará na sala, era loira e usava uma calça muitochamativa. Rodrigo nem piscava e foi assim que Beto deu uma empurradaem Rodrigo e fez um coração com a mão.
  4. 4. Minutos se passaram, e a conversa não parava entre Bruno, Lino,Fabio e Beto. Rodrigo não prestava atenção e toda hora trocava olharesfuriosos a Bruno, que devolvia com um olhar de petulância. Agora não era uma estudante que entrara na sala, era uma mulher comcara de 40. Usava uma calça social, um salto e havia um relógio em seubraço. — Bom dia!—Disse a mulher— Beto recolha pra mim os trabalhos -Disse a mulher lançando um olhar de orgulho a Beto. — Sim professora Julia — Retrucou o jovem com cara de ‘’ viu aquitenho poder ‘’ Beto passou recolhendo os trabalhos e os entregou a professora emsua mesa. — Bom turma, não sei se vocês sabem...—A professora foiinterrompida por um forte estrondo —...o tempo mudou não ? A professora parará alguns segundos para olhar a janela onde umtemporal se estendia desde o gramado ao ginásio à frente. — Bom continuando... Hoje teremos uma reunião para discutirmos ohorário e por isso essa será a única aula e se estendera por uma hora...Hoje iremos falar... — A professora parou imediatamente — de quem eesse celular? —perguntou a professora - DE QUEM E ESSE CELULAR? A professora berrara. Todos ficaram calados ate no ponto em que ela foià cadeira de Rodrigo... Ele era que estará com o celular a mão com umacara de assombro. — Detenção após a aula Rodrigo! —Disse a professora voltando a suamesa e dizendo — Abram na página 87! A aula parecia não ter fim. Para Rodrigo principalmente. Só de pensarque ainda teria detenção dava arrepios em Rodrigo. O sino ecoou sobre asala todos Levantaram e saíram menos Rodrigo. — Você quer que a gente te espere? —Perguntou Fabio.
  5. 5. — Não! Podem ir já vi que a coisa aqui vai demorar. Fabio saiu em direção à porta, começou andar lentamente quandoFelipe passou rapidamente parecendo que estava fugindo de algumacoisa. — Bom agora você aprendera a não deixar celular ligado durante aminha aula. —Disse a professora em sua mesa procurando alguma coisa.Estava tão voada que não percebera que Rodrigo olhava não para ela maissim para o seu celular. — Como você sabe irei para a reunião e você ficara aqui meesperando até eu voltar! —Exclamou a professora agora que Rodrigoprestava toda a atenção nela. —Quero que você faça um relatório sobre ocaso que estudamos nas aulas anteriores... Mais escute quero os mínimosdetalhes sobre o que poderia ser feito e o que interferiu para a paralisaçãodo processo. —Voltarei assim que puder... Se terminar aguarde aquidentro... Mais se lembre, sem CELULAR! Julia saiu apressadamente da sala, sinal que estaria atrasada. Rodrigonem vira o tempo passar, a chuva era tão intensa que ele errara uma vez,e em vez de escrever ‘’processo’’ escrevera ‘’chuva’’. Se passado uma hora e seu relatório dera três folhas, finalmente Juliaentrou a sala e disse: — Pode ir e lembre-se... Sem CELULAR! Pegou sua mochila e saiu da sala mais em vez de descer a escada,Rodrigo foi em direção ao banheiro. Demorou quase um minuto parachegar, pois era no final do segundo corredor. Entrou, mais estava vaziosaiu lentamente, pois do mesmo jeito teria que esperar a chuva passar,pois despachara sua carona. Rodrigo caminhou lentamente, toda horaolhava para trás com a certeza de estar sendo seguido. Caminhou ate aescada onde colocou sua mochila e sentou-se. Ficou admirado de vercomo a escada era longa e de como era estreita. Rodrigo teve a certeza desentir alguém caminhado por trás, mas quando olhou não viu nada, entãoperguntou:
  6. 6. — Quem está ai? Mais ninguém respondera, sendo assim Rodrigo voltou a olhar, maisagora para a janela. Rodrigo parecia uma pedra parada com frio. E poresse motivo não viu uma pessoa de capuz e com luvas pretas que estavapor trás dele. Só sentiu uma dor muito grande quando caia rolando pelaescada. — Rodrigo? Rodrigo? —gritava Bruno com a mão suja de sanguevendo Rodrigo de olhos fechados e sem respirar. —O que foi que aconteceu? —Perguntou um homem que vinhacorrendo com muitos professores. — Ele caiu! —Disse Bruno. —Como foi que aconteceu? — Não sei... Eu tinha voltado aqui para conversar com a Julia e quandoestava subindo vi Rodrigo caído aqui. — Julia Por favor, chame uma ambulância, rápido! —Disse o diretor aJulia que estava a sua esquerda desesperada. Julia saiu correndo enquanto de longe observava o diretor (Ricardo)berrar com Bruno: — Como você pode? — Não fui eu! —Retrucou Bruno. O tempo parecia passar rapidamente, já que agora Chovia muito maise acabara a energia. Só que agora havia muitos policiais e havia unshomens vestindo um uniforme que pegaram Rodrigo. Ele estava morto, aqueda foi tão grande que Rodrigo morrerá na hora. Logo sua família ficousabendo por uma ligação. — Não!—berrava Fátima - Não pode ser! Beto, Lino e Fabio logo ficaram sabendo. — Não pode ser!
  7. 7. Essa foi à reação dos amigos já que saberiam que nunca mais iriam verRodrigo e a última vez seria no seu funeral.Capítulo 2 – O último adeus Na manhã seguinte o tempo não mudou, parecia que alguma coisaestava faltando, principalmente na casa de Rodrigo onde seus pais sepreparavam para ir ao enterro. O clima era o mesmo, Fátima chorava deconsolo ao marido e Gabriel que nunca fora muito chegado em Rodrigoagora se sentia deprimido, estava tão desfocado que ficou o dia inteirodeitado no sofá chorando sem ao menos ligar a TV. Já seus melhores amigos estavam na mesma, sofrendo, pois não efácil perder quem si gosta. Fabio na manhã acordara com os olhosinchados e não tomara café da manhã, já era 7:40 e precisava ir parafaculdade onde todos que quisessem ir dizer o último adeus a Rodrigopoderia ir, pois haveria apenas uma única aula. A única aula para Lino,Beto e Fabio fora de Etimologia onde Julia parecia estar mais triste do queno dia anterior. A aula se passara e os garotos nada que prestava atençãoà aula que estava tão chata que quase todo mundo parecia querer dormir,nem a professora se animara. Estavam em silêncio depois da explicação,até que Fabio quebrará o silêncio: — Professora, e o Bruno? Ele não está e depois de tudo queaconteceu... — Bruno? Foi preso... Vai seguir julgamento preso, mais tudo indicaque ele e o próprio assassino. —Disse Julia. —Mais como eles têm a certeza de que foi o Bruno que mataráRodrigo, ou se foi Rodrigo que sofrerá um acidente?—Perguntou Fabionum tom de petulância. —Tudo indica que Bruno e o assassino mais ele ira esperarjulgamento... Mais preso, pois fora encontrado na cena do crime! —Retrucou a professora com um gesto de arrogância na voz.
  8. 8. A aula passara rapidamente, pois todos estavam tristes, todos iriamesperar o ônibus que levariam-nos ao enterro, menos Felipe, e Bruno quefaltaram à aula. A aula acabará rapidamente, e o tempo continuava domesmo jeito, CHOVENDO. Quase toda a faculdade esperava para ir aoônibus, pelo menos os amigos. Lino e Beto sentaram no fundo enquantoFábio sentara um pouco a frente. —Você acha realmente que o Bruno empurrou Rodrigo da escada? —Pergunto Lino quase sussurrando para Beto. —Eu acho que não, mais mesmo com a inimizade... —Beto forainterrompido por Julia que dizia quase berrando. — O ônibus retornara ao meio dia, então fiquem avisados, não iremosesperar e lembrem-se fiquem sempre perto de conhecidos, pois se você seperdeu... Você ira ficar lá. A viagem não fora agradável, principalmente para Fabio que estavasozinho ate uma garota loira se sentar ao seu lado. — Oi eu sou Luciana você deve se lembrar de mim... Estudamos namesma turma de etimologia! — Ah! Eu me lembro de você... Rodrigo tinha uma queda por você! —Disse Fabio. Luciana ficara calada, Fabio quase dera acessos de risadas quando viu asbochechas da garota ficar vermelha. —Sinto muito!—falou Lu quebrando o silêncio. —Você acha mesmo que foi o Bruno que matara Rodrigo?—PerguntouLuciana. — Não... — Retrucou Fabio. — Eu também não. —Disse Luciana sem jeito. A viagem não foi agradável, o ônibus passava em cada buraco que emcerta hora Fabio (que estava pensativo) bateu a cabeça no banco da frente.Não demorou muito para o ônibus se abrir e a professora Julia dizer: —Lembrem-se do que eu disse!
  9. 9. Todos desceram, Fabio foi um dos primeiros. Esperou Lino e Betoolhando para uma bela fachada onde se lia: Cemitério Rosa dos ventos Enquanto olhava nem via que Lino e Beto estavam descendoenquanto diziam: — Vamos... Lino e Beto saíram, enquanto Fabio estava parado. Ao se passar algumsegundo viu Lino e Beto, e foi correndo para seguir os passos de Lino queparecia estar fugindo da policia. — Estávamos pensando em ir ver Bruno e procurar saber mais sobre oque aconteceu... Amanhã — Disse Lino enquanto via Fabio limpar a calçasuja de lama. — Ainda bem que parou de chover!— Disse Fabio pensativo. —Eu disse que iremos ver Bruno amanhã! —Disse Lino parecendoirritado. —Que tal amanhã depois da aula? Fabio confirmou com a cabeça. Já estavam entrando no portão docemitério quando viram uma sala cheia de gente, e pela janela Lino viu umcaixão estendido com muitas rosas. Os garotos seguiram ate a entrada onde de longe viram Fátima chorardesesperadamente. Beto foi conversar com Fátima enquanto Lino e Fabioforam ao encontro do caixão. Viram o corpo de Rodrigo estendidoparecendo que estava dormindo. Sua face não era mais a mesma, agoraestava enxada. Fabio parecia não acreditar no que estava vendo. Osilêncio foi se vagando sobre o salão ate que Lino cutucara Fabiomostrando a ele Fátima que conversava com Beto. Fabio percebeu queGabriel não estava, pois já sabia que ele se encontrava num estado dechoque. Lino e Fabio caminharam ate Fátima onde ela estava entrelaçada nosbraços do marido. O silêncio ainda vagava. —Meus pêsames!—Disse Fábio quebrando o silêncio.
  10. 10. —Obrigado!—Disse Fátima e Pedro ao mesmo tempo. —Como foi que tudo aconteceu?—Perguntou Fátima com os olhoscheios de lagrimas. Fabio contará tudo o que aconteceu... A detenção... A carona perdida...E a chuva. O ciclo de perguntas se quebrou quando a policia entrou e foi acaminho de Pedro e Fátima. —Vocês poderiam-me falar como posso entrar em contato com Lino,Fabio e Beto?—Perguntou um policial baixo e careca. —Somos nós... Mais qual e o problema?—Disse Fabio com uma cara depavor. —Queremos ter uma conversa com vocês... Pode ser agora? Os três confirmaram com a cabeça. Acompanharam a policial baixota ate o lado de fora onde um silêncioreinava ate que o policial perguntou: —Como foi que tudo aconteceu?Porque Rodrigo ficará na faculdade atemais tarde? Fabio contou toda a historia... Desde a detenção... E a perda da carona. —Mais vocês sabiam disso?—O policia entregou a Beto um celular quereconheceu como o de Rodrigo. — Fabio vem aqui ver!—Disse Beto chamando Fabio que se afastará. Fabio não podia acreditar Felipe, estava ali entrando na sala com carade pena. O ciclo observador se quebrou quando Fabio caminhou ate Beto queestava com o celular e viu na tela. Não se intrometa no que não e da sua conta. Se não... — Mais... Como?—Disse Fabio. Os garotos agora se entreolhavam com um olhar aterrorizante.
  11. 11. —A policia tem a hipótese de que o assassino seja o remetente dessamensagem... Você tem alguma hipótese de quem seja?—Perguntou opolicial. —Não... —Disseram todos ao mesmo tempo. —Bom... Qualquer pista nos comuniquem—Disse o policial. O policial estava saindo quando de repente: —E o celular?—Perguntou Fabio. —Não Serve mais... O número era desconhecido... Mais conseguimosencontrar o celular. —E onde estava?—Perguntou Fabio. —Estava destruído numa lixeira da faculdade onde vocês e Rodrigoestudavam. O silêncio se prolongou ainda mais. O policial sairá, e os garotosestavam parados ainda observando o celular. —Mais como?—Disse Beto – Quem poderia ter inimizade... O bruno! —Não tem como ser o Bruno... —Disse Fabio. —Claro que pode ter sido ele, Pense... Foi pego no local do crime enão gostava muito do Rodrigo. —Mas não sabemos o porquê dessa inimizade... —Retrucou Fabio. —Isso vamos descobrir amanhã... Vamos conversar com o Bruno. Os garotos voltaram para dentro. Beto guardará o celular com ele.Mais pensou... Será que Fátima sabia? —Fátima você viu a mensagem que enviaram a Rodrigo?—PerguntouBeto quando Lino, Fabio e Pedro conversavam logo atrás. —Vi... Mais quem poderia? —Não sei...
  12. 12. Fátima derramou-se em lagrimas, pois agora olhava para o caixão...Estava sendo fechado... Fabio, Lino e Beto se reuniram outra vez mais agora saindo paraacompanhar dois homens carregando o caixão. Fabio contará aos amigosque virá Felipe. Os amigos se entreolharam mais logo se virarão... Estavamenterrando. Sabiam que seria a última vez. Fátima chorava como se fosse morrer ali mesmo. Só escutaram umavoz conhecida berrar: —Todos os estudantes, por favor, voltem para o ônibus! Os amigos caminharam, todos, não acreditavam esse foi o últimoadeus. Capítulo 3 – Surpresa de aniversario — Onde está seu carro?—Perguntou Beto a Fabio que agora estavasentado junto aos amigos. —Pneu furado... A viagem de volta a faculdade fora pior do que a de ida. Chegaram à faculdade, os amigos se despediram. Fabio andava emdireção a um carro onde Beto reconheceu... Era a madrasta de Fabio. — E não esquece amanhã depois da aula!—Berrou Beto enquantocaminhava com Lino, pois não tinham carona. Preferiram ir a pé a ir com amadrasta de Fabio, Agatha. —O que é que tem amanhã?—Perguntou Agatha. Uma mulher decabelos escuros e que olhava para o enteado com uma cara de nojo. —Não te interessa!—Retrucou Fabio. Ele não gostava muito damadrasta agora mais do que nunca... Ela estava esperando um filho do seupai. Já tinha uma irmã que juntos faziam de tudo para pirraçar Agatha. Eagora como ia viver com um filho da Agatha. — E da minha conta sim!Espera ate chegarmos em casa.
  13. 13. O silencio vagou sobre o carro, que para Fabio parecia mais ser umacapsula com aranhas venenosas. Passaram por Lino e Beto que acenaramum para os outros. —Você precisa arranjar novas amizades!—Disse Agatha. —E é da sua conta quem ou não são meus amigos?—Retrucou Fabio. Rosana fez uma cara pior ainda. Pois na verdade não gostava muitode Lino e Beto e principalmente de Rodrigo. E isso explica o motivo deFabio ter um carro e os outros amigos não.Fabio tinha mais condições doque os outros. —Quem morreu mesmo... Foi o Rodrigo?—Perguntou Agatha. —Foi... —Foi tarde isso sim! —CALA-A-BOCA!—Berrou Fabio. —Lava a boca para falar dele. Agatha deu uma boa gargalhada. Fabio estava em tempo de descerdo carro e ir a pé. Logo chegaram a casa. Uma casa bonita,com um jardim da frente ecom toda a proteção possível.Fabio desceu, foi logo entrando em casaquando Agatha passara e começava a berrar: —Di... Di... Desse aqui... Di era o apelido que Agatha dava a seu marido, pai de Fabio. Naverdade era Diego. —O que foi?—Gritava Diego descendo as escadas. —O Fabio me mandou calar a boca quando estávamos vindo. —Fabio?...Pode me explicar isso rapazinho. —Ela falou que o Rodrigo foi tarde pai... —Falou Fabio. —Isso e verdade Agatha?—Perguntou Diego a ela.
  14. 14. —Claro que não!Você acha que teria coragem de falar uma coisadessas. —Ela ta mentindo pai!— Disse Fabio ao pai. —MENTIRA!—Diego berrara. —Mas... —MAIS NADA... —Fabio foi interrompido. —Já pro seu quarto... —Disse Diego mais calmo. Fabio saiu, subiu as escadas e berrou. —QUE INFERNO DE CASA!EU TENHO E QUE MORAR SOZINHO! —VAI, QUEM IRA PAGAR AS CONTAS, VOCÊ NEM TRABALHA! —Berrou Diego. Diego abraçou Agatha que olhou para Fabio e riu. Fabio subiu as escadas e viu sua irmã menor, Amy Lee, que estavasentada no corredor comendo um sanduiche. —O que a bruaca fez de novo?—Perguntou Amy Lee quando Fabiosentará ao seu lado. Fabio contou tudo. —Ela vai ver só... —Disse Amy Lee —O que você vai fazer?—Perguntou Fabio. —Espere e verá... Amy Lee saiu andando e entrou em seu quarto. Fabio Fez o mesmofoi se deitar porque logo de manhã iria para faculdade e depois visitarBruno. A noite pareceu não ter fim para Fabio, que ficará pensando porqueFelipe Foi ao enterro. Ele nem era chegado em Rodrigo.
  15. 15. Logo amanheceu. Fabio levantou tomou café em seu quarto pegouo carro e foi para faculdade. Fabio quase errou o caminho achando queteria que buscar Rodrigo lembrou-se então que ele estava morto. Fabiochegou rapidamente na faculdade onde na porta viu Lino e Beto comcerteza a sua espera. O tempo estava nublado e triste. —Como foi à noite?—Perguntou Beto a Fabio que juntos com Linocaminhavam escola adentro. —Horrível! Fabio contou tudo aos amigos, desde no carro com Agatha, até nasua casa com o seu pai. Logo entraram e viram a escada em espiral.Entrando viram no quadro de avisos, o bilhete informando as provas forarasgado, agora se lia: Primeiro concurso de filmografia (Somente paraestudantes de cinema) conversar com a professoraElaine. Logo foram para a sala, mais não de Etimologia mais sim oauditório onde haveria uma palestra. A palestra pelo menos distraiu Fabio que estava com a cabeça asmil por hora. Depois da palestra houve uma aula de etimologia e depois osgarotos foram à biblioteca fazer uma pesquisa, mais não elementar e simsobre o que poderia ser feito no caso do Bruno. E na cabeça de Linopassava um seguinte argumento: Um recém advogado ir preso porhomicídio. —Mais Beto, já que você vem aqui direto porque não fala logo onome de um livro que possa... —Lino foi interrompido por Alana abibliotecária. —Mais baixo garoto... Lino mudou o tom de voz enquanto Alana saia em direção a suamesa. — Fabio como você veio de carro sendo que o pneu estava furado.
  16. 16. —A maravilhosa madrasta Agatha!— Respondeu Fabio. Todos riram menos Lino que ficou imóvel olhando pela janela. — Que foi?—Perguntou Beto. —Nada! —Respondeu Lino mais agora com um tom violento na voz. Os amigos passaram horas na biblioteca mais nada.Tentaram quetentaram procurar argumentos jurídicos que possam ajudar Bruno já quetodos achavam que Bruno não tinha nada haver com a morte de Rodrigo,principalmente Lino. —Onde vocês vão almoçar?—Perguntou Fabio. Todos os amigos ficaram quietos ate em que Fabio disse: —Então vocês almoçarão lá em casa. —Silencio!—Disse Alana. —Ok, mais e a madrasta querida?—Perguntou Beto. —Aquela ali não manda em mim... Só no meu pai. Os amigos riram menos Lino. Na ida para a casa de Fabio os amigos não conversaram muito, jáque agora estavam escutando um cd da banda Simple plan. —Essa e a música que ele mais gostava. —Disse Beto já que agoraestava passando uma música intitulada ‘’ JET LAG’’. Chegaram rapidamente em casa, Lino foi um dos últimos que saiu docarro. Entraram e logo a porta vira Maria à empregada da família de Fabio,ou melhor, a escrava de Agatha. Agatha desceu as escadas e quando viuos garotos, pareceu estar tendo um ataque dos nervos, mais o alvo deAgatha era exatamente Lino. —Olha quem esta aqui... — Disse Agatha. Os garotos nem responderam quando Fabio disse num tom de raiva:
  17. 17. —Vamos subir?Quando estiver pronto vamos descer... Maria vocêpode nos avisar? —Claro... Os garotos subiram deixando Agatha mais perplexa do que antes. —Viu o que eu tenho que aturar? —Disse Fabio quando Lino estavasentado em uma poltrona, e na outra poltrona estava Beto. —Vi... —Respondeu Beto. Lino mais uma vez estava olhado pela janela onde na rua havia váriosgarotos andando de skate. —Você comprou aquele cd...?—Perguntou Beto. A conversa parecia não terminar entre Fabio e Beto enquanto Linoestava igual à Agatha: perplexo. —O que você tem? —Perguntou Fabio a Lino. —Nada... Onde e o banheiro? —Segundo corredor à esquerda. Lino saiu. Maria veio avisar e os garotos desceram mesmo sem Lino.Sentaram a mesa onde se encontrava Diego e Amy Lee, Agatha nãoestava.Ninguém abria a boca para falar alguma coisa.Maria estavaarrumando talheres quando viram Agatha descer. Se passado algunssegundos Lino estava descendo. — Vocês vão algum lugar hoje?—Perguntou Agatha aos garotos. Ninguém respondeu. O almoço foi muito silencioso os garotosestavam se fartando de comida e Agatha olhava quase toda hora paraLino. Não demorou muito e Maria trouxe a sobremesa. Não demorou muito os garotos saíram rumo à delegacia. A viagemfoi à mesma coisa só que agora mudara alguma coisa: Não ouviam mais abanda Simple plan, ouviam o cd da dupla ‘’ALY & AJ’’.
  18. 18. Chegaram, Fabio mal podia esperar. Lino parecia não queria entrarna porta da delegacia. Os garotos chegaram a uma sala onde se sentavanada mais que o policial baixote que entregou aos garotos o celular no diaanterior. —Queremos visitar o residente Bruno. —Disse Fabio. O policial se levantou e saiu acompanhado dos garotos. O policialdeixou os deixou em uma sala quadrilátera mal iluminada. Não demoroucinco minutos e Bruno chegara. Estava diferente, estava sujo de sangue ecom a mesma camisa (escrita I LOVE ROCK AND ROLL). —O que aconteceu?—Perguntou Fabio. —Ainda você pergunta? Estou numa cadeia. —Bom, queremos saber o que aconteceu naquela manhã. —DisseBeto. Fez-se um momento de silencio ate que Bruno começou a falar: —Fomos dispensados mais cedo. Ai eu fui para o ginásio onde ia terum jogo. Só que ai eu me lembrei que eu tinha que conversar com aprofessora Julia a respeito de um assunto que eu estava com duvida. —Bruno parou um estante e continuou—Eu sabia que ainda ela estava nareunião, só que eu ia esperar. Mais quando eu estava sentado num bancodo pátio eu vi o Rodrigo caído já morto. —Seus olhos encheram delagrimas. —E foi isso que aconteceu. —Sabemos que você e Rodrigo não eram amigos, mais por quê?O queele te fez?—Perguntou Fabio. Bruno ficou em silêncio perante uns minutos, mais logo começou adizer: —Éramos crianças, melhores amigos, para todo lugar que ele ia eu iatambém. Amigos de verdade. Mais num dia, no aniversario de quatorzeanos dele, eu fiz uma coisa que eu não podia fazer e que eu me arrependoate hoje. —Bruno parou mais uma vez e continuou—Éramos jovens,Rodrigo tinha uma namorada, nada em especial, mais ela era traiçoeira.
  19. 19. Fez com que eu também me apaixonasse por ela. E ainda no aniversarioRodrigo viu a gente junto. Vocês devem imaginar ate a reação delené?Mais não foi só isso... A gente brigou e nessa briga eu falei coisas queeu não podia ter falado... Falei da mãe dele, do se pai e dele próprio. Faleique ele era um desnaturado que não tinha onde cair morto. Mais isso nãoacabou bem, ainda assim a minha mãe foi tirar satisfações mais com issotrouxe a inimizade minha e Rodrigo e das nossas famílias. Éramos vizinhose com esse rolo, minha família resolveu mudar e nessa historia que entramaior ainda na nossa briga. Eu e Rodrigo tínhamos uma coisa quepertencia a mim e ele. E é ai que entra maior inimizade. Éramos jovens. Eue Rodrigo... —Bruno parou e continuou — Juntos nos éramos bad boysque não seguíamos regras. Nos... Nos... Roubávamos. Os garotos pararam repentinamente Lino mais ainda. —O quê vocês realmente roubavam?—Perguntou Fabio. —Roubávamos dinheiro, coisas de valor. Mais não precisávamos,éramos bem de vida. Mais era isso que queríamos, queríamos mais, cadavez mais. Uma vez queríamos comprar um videogame. Nossas mãesdisseram que só depois, no final do ano. Mais não aceitávamos. E foi assimque conseguimos o videogame, roubando. E quando roubamos todo odinheiro necessário nos dissemos aos nossos pais que tínhamos ganhadoem um sorteio no Shopping... Mais, um dia fizemos um juramento queíamos parar de... —Bruno foi interrompido por Fabio que completou: —Roubar. Bruno se calou e se passado cinco segundos continuou: —Mais e ai que entra. Depois disso eu queria voltar a ser amigo dele,mais ficamos com medo de um revelar o segredo e a bomba vir à tona.Por isso não fomos mais amigos. Rodrigo nunca me perdoou pela minhatraição e também ficou com medo de eu revelar o nosso segredo já queele sempre fora famoso nas escolas e na rua onde nós morávamos. Um silêncio se prolongou mais ainda, ate que o policial baixotaentrara na sala e dissera:
  20. 20. —Por hoje chega! Os garotos saíram sem se despedir de Bruno. A viagem foi alem desilenciosa, constrangedora. Ainda no som da dupla ‘’ ALY & AJ’’. Eles mal podiam acreditar. Rodrigo, um de seus melhores amigos, umdia já foi um ladrão juntamente com Bruno. Mais a coisa não mudou, nãosouberam de nada que importasse realmente para saber mais sobre amorte de Rodrigo. Só descobriram uma coisa, um segredo reveladorfechado por anos, voltou à tona. Capitulo 4-Bebum covarde As semanas se passaram, a primeira quinzena de outubro chegara, ecom isso trouxe as provas. Fabio vivia trancado dentro do quartoestudando mais isso pode ser apenas uma maneira de fugir de seu pai ede sua bela madrasta. Já Lino estava muito estranho desde o almoço nacasa de Fabio. Beto como sempre vivia na biblioteca. A quinzena passara. E junto foi se as provas. Na casa de Fabio a mesma situação. Nos almoços e jantares, Agathaficava o tempo todo discutindo sobre onde irão passar as férias. —O que você tem?— Perguntou Beto a Lino. —Nada. Essa era sempre a pergunta e resposta do dialogo entre Beto e Lino. Não era a mesma coisa. Os garotos não se falaram muito. E só se viamna faculdade. A premiação do concurso de filmografia chegava e também ojulgamento, que no pensamento de Beto ‘’o julgamento do ladrão (etalvez assassino). Não era só Lino que mudara. Maria (empregada da família de Fabio)também. Parecia que tinha algo a esconder. Sempre Agatha encaravaMaria com se ela tivesse uma sujeira na cara.
  21. 21. O fim de outubro passara rapidamente e com ele mais problemas. Beto acordara com berros vindo do lado de fora. Não sabia o quefazer. Levantou-se e saiu onde na cozinha avistou seu pai, Alfredo. A cenafoi persistente, parecia que ia demorar semanas. Alfredo estava bêbado. —Bebeu de novo... —Berrou Ana, mãe de Beto. —E é da sua conta?—Retrucou Alfredo Subiu instantaneamente pelas escadas quase caindo. Ana oacompanhava sem piedade. Isso era normal para Beto, pai bebum, quebatia na mãe e todas às vezes ele tinha que apartar. Beto sempre quisdenunciar, mais Ana sempre implorava para ele não fazer isso, e comoBeto tinha apresso pela mãe sempre deixava sem valer. Também subiu as escadas. Mais não para o seu quarto, sim para oquarto de sua mãe. Aquela cena foi horripilante, mais que já eracostumada de se ver. Alfredo batia muito em Ana que tentava se soltarmais não conseguia. Beto correu rapidamente, tentou separar mais nadadava certo. Sua mãe sangrava e gritava. Beto foi mais uma vez em cima,mais foi empurrado. Correu escada abaixo e chamou a policia. Mas,descendo da escada viu Alfredo correndo em direção a porta. Correu paratentar apanhá-lo mais não conseguiu. Alfredo entrou em um carro em queum homem dirigia e saiu cantando pneu estrada a fora. Subiu para o quarto. Na cama estava a mãe toda ferida, machucada.Não demorou e a policia chegou. Mais logo fora embora, pois somentepediu uma foto e a descrição do carro (Beto contara da fuga). Foi àcozinha pegou o telefone e ligou para Fabio. Disse para ele vir ate a suacasa e levar Ana ate o hospital. A tarde fora horrível para os dois. Ficaram sentados o resto damanhã (Não foram a faculdade) esperando noticias. Voltaram com Anapara casa as 18:00. Fabio foi embora e deixara Beto com a sua mãedormindo. Fabio chegou a casa onde entrou e escutou um grito agudo,reconhecível como o de Agatha.
  22. 22. —Quem fez isso... —Berrava Agatha. A mulher estava com um roupão toalha e seu cabelo estava duro eseu rosto vermelho. — Quem colocou cola no meu xampu?— QUEM? Fabio danou-se a rir. Amy Lee sentava na escada rindo da madrasta. Ele subiu, topou com seu pai descendo rapidamente e Amy Lee saiuas suas costas. — Foi você? — Perguntou Fabio. Amy Lee riu. Fabio deu um abraço e saiu em direção ao seu quarto.Deitou-se e ficou admirado. ‘’Amy Lee colocara cola no xampu deAgatha’’. Demorou um pouco para cair no sono já que teria que agüentaros gritos da mulher de cabelos colados. Capitulo 5 – O segundo da lista O fim do ano passou rapidamente. Os garotos iniciaram fevereirocom pouco entusiasmo. Lino não mudou nada, agora era mais calado enão fazia brincadeira. Bruno foi condenado e os garotos não poderiamfazer nada a não ser seguir em frente. Agatha cada vez mais chata, agoraque ela esperava um filho. Diego obedecia com toda certeza os mandos daesposa. Maria (empregada da família de Fabio) também andara meioestranha. Março se passou abril, maio, junho e chegou julho... Férias. —Semana que vem iremos... — Disse Agatha — e um lugar ótimo. Agatha sempre ficava repetindo. — Pai o Beto e o Lino podem ir? — Perguntou Fabio ao seu pai. Agatha (sentada à mesa) de um pulo e mudou o humor. — Claro... Se eles pagarem a hospedagem o resto e por minha conta— Disse Diego.
  23. 23. Agatha saiu imediatamente da mesa e subiu as escadas. E o resto dafamília ficou a mesa parecendo mais felizes. Menos Maria que limpava asala de estar com a cara de espanto. — Então vocês vão? Mais a hospedagem e por conta de vocês... —Disse Fabio a Beto e Lino sentados num banco na praça alimentar doshopping. — Eu vou... — Disse Beto. — Eu não... — Disse Lino. — Quê?— Disse Fabio e Beto ao mesmo tempo. Essa foi sempre a resposta de Lino quando Fabio e Beto sempreinsistiam em levar Lino juntos. — Você tem que ir — Disse Agatha a Lino quando ele e Betojantavam na casa de Fabio. O silencio se estendeu. — Por favor, nos insistimos que você vá — Disse Diego. — Vai ser uma coisa única. Talvez a única coisa que você faça navida. — Disse Agatha. Todos olharam para ela inclusive Lino. — Nos não sabemos quando a morte vira... O Rodrigo, por exemplo,foi tão cedo. — Eu vou — Disse Lino. — Ótimo — Disse Agatha — Vai ser um dia inesquecível. O resto da semana se passou. Chegou o dia do momento tãoesperado de Agatha. Partiram. A viagem no avião foi bem confortável,menos para Lino. — Chegamos... — Disse Agatha, quando estavam numa fachadaúnica num lugar muito bonito, depois de terem descido do aeroporto evindo de Van.
  24. 24. Acomodaram-se num hotel. Diego e Agatha ficaram num quarto,Lino em um, Beto também, Fabio e sua irmã, Amy Lee, num mesmoquarto. As semanas foram se passando. Ate Lino que não queria muito irestava curtindo. Agatha principalmente. O lugar era ótimo. Havia piscinasquadras de esporte e principalmente uma bela vista do por do sol nastardes. Num sábado todos foram jantar. O jantar foi muito agradável, todosestavam rindo de Agatha contar fatos de quando era adolescente. Todosforam dormir cedo principalmente Lino. Fabio acordou na manhã dedomingo e viu Amy Lee não estava mais ali. Andou pelo corredor e chegounum lugar onde estava um grande número de pessoas. Era no quarto deLino. Entrou viu de longe um corpo enrolado num lençol, pessoasdesesperadas e Agatha estava com os olhos cheios de lagrimas, inclusiveBeto. Era Lino, Lino estava morto. Fabio se aproximou de Beto. Betopuxou Fabio e os dois saíram do quarto aterrorizados. — O Lino morreu — Disse Beto. — Mais como? — Perguntou Fabio. — Envenenado... —Quer dizer que assassinaram ele? — Isso mesmo... — Mais que poderia fazer uma coisa dessas e por quê? —Perguntou Fabio. — Ninguém sabe... Voltaram no dia seguinte para casa. Mais com uma diferença, semLino. Por que será a morte e uma coisa perturbadora? Por que quandomais você precisa de um guia a morte sempre e a primeira da lista? Isso econexão ou e um tipo de regresso de uma vida anterior? Choramos naperda, na despedida, mais ainda assim não entendemos o motivo pelo
  25. 25. qual sempre nós deixamos guiar, na tristeza e na profunda depressão. Vaiate fazer falta mais quando se foi nunca mais poderá voltar... Rodrigo por exemplo foi-se numa hora menos inesperada. Poropressão ou por vingança? Sentimentalismo ou inferioridade? Essa e aparte que o ser humano nunca entende, a pessoa se vai mais sempre algoa mais estará por vir. Mais o que na percebemos e que às vezes a mortenem sempre aparece disfarçada. Você pode ate chamar a morte mais e elanunca estará por vir mais sempre num espaço da sua vida a morte vaicaminhar. Será obra de Deus ou a obra de uma criatura inferior a Deus?Seria sido escrito ou auto escolhido na hora. Proclamando justiça, maissempre a morte pode estar em qualquer lugar. A morte não e só e umacriatura visível de capuz preto. A morte e invisível e às vezes a gente nãorepara que convivemos com o próprio fardo da morte e da vingança. Lino por exemplo, foi o segundo da lista mortífera. Será umacriatura invisível ou uma criatura visível que pode a qualquer momentoestar do seu próprio lado? Será que a qualquer momento será selecionadoa terceira pessoa da lista?Capitulo 6 – Loucura psicodélica A morte e mais um mistério para a vida. Mas que coisa e essa queperturba a vida de Fabio e Beto que talvez nunca ira acabar? Que pesadeloe esse que os dois garotos talvez nunca irão acordar? Será destino oucastigo? Prefacio ou brincadeira? Uma coisa esta clara nunca mais irãovoltar neste mundo de violência e frieza. O ano acabou se passando rapidamente. No resto daquela férias maisum funeral estava por vir. Seria obra do destino ou uma coisa inesperada? — Isso não pode ta acontecendo comigo... Não pode. — Dizia Mariaenquanto Fabio vinha descendo as escadas com uma cara de espanto. —Ta tudo bem? — Perguntou Fabio.
  26. 26. — Eu sei de mais... Vão me matar se souberem — Disse Mariaolhando para Fabio e saiu em direção a cozinha. Maria andava muito estranha ultimamente. E Fabio percebeu isso nosmeses que se prosseguiram. Agatha agora ja estava com a barriga enorme.Obvio chegando ao oitavo mês. A faculdade parecia um internato, poistodos tinham medo de Beto e Fabio. — Hoje turma temos algumas pessoas a se apresentarem ... Beto,Fabio e Felipe por favor se preparem. —Disse Lesnie (professora) Felipe se apresentou primeiramente. Depois Beto e em seguidaFabio. Aplausos. — Bem para casa desvendem a justificação do caso da página 85 . —Disse Lesnie quando o sinal batia. Beto e Fabio sairam já que era a última aula, e foram em direção aocorredor e sentaram-se em silencio ate quando um garoto chegou eentregou a eles um jornal com a seguinte noticia estampada na capa: Grupo de adolescentes se desformam um a um E rapidamente começaram a ler: Onda de assassinatos epanta faculdade no sul.Agora um garoto chamado Lino morreu nas férias eantes veio um de seus melhores amigos , Rodrigo.Entrevistamos muitos amigos das vitimas inclusive oassassino de Rodrigo, Bruno. Acompanhe toda areportagem a partir da página 10. Os garotos terminaram de ler, mais não tiveram coragem deacompanhar ainda mais. Mais um ano se passou e com isso trouxe o querido irmão deFabio.
  27. 27. — Ele e lindo não e ? — Dizia Agatha toda vez. — Parece comigo — Dizia sempre Diego. Maria melhorava e piorava (acalmava e voltava as suas crises) — Vão me matar... — Dizia Maria a noite quando so estavaFabio. Agatha, Amy,Pedro ( Filho de Agatha) e Diego haviam saido. — Agora chega — Disse Fabio. — O que ta acontecendo? — Eu sei demais, vão me matar... — Quem ? — Perguntou Fabio. — Eles. Eu sei demais. Eu não devia saber... Vão me matar. — Quem vai te matar? As vezes você sabe de mais, e o medo te faz não dizer onecessario. Percorremos um caminho longo e estreito e sempre teremosobstaculoas a encontrar mais sempre estaremos encurralados a verdade eo medo sera pior que a morte mais provocando a morte. Enftentamos avida na esperança de que tudo de certo. Não devemos ter medo dearriscar, pois assim estaremos alimentando o nosso proprio medo. Sendocriança ou adulto sempre somos prisioneiros do medo da verdade.Sabemos demais e isso nos faz transformar o medo na verdadeira morte.Ela vem assolando a cavalo sempre procurando uma vitima do medo daverdade. Mais o que não entendemos e que a verdadeira morte pode sero que sabemos e o que ira nos levar para sempre desse mundo violento etristonho. Maria por exemplo, sabe de coisas que irão fazer dela uma iscade tubarão. A única coisa que vence o medo e a força de vontade que irarfazer você se arriscar e nunca errar na travessia pela vida. Sueramos tudo,mais não a morte. A lembrança sempre fica. Mais podemos sim nosdesfazer, devemos ver que o finado foi-se para um lugar melhor. Nãoderramastes lágrimas a toa e nem para o fingimento pois sempre amentira e o medo torna a pessoa cada vez mais medrosa da vida e commedo de quando vira a propria morte.
  28. 28. — A Maria não veio hoje — Dizia Agatha— To começando a ficarpreocupada, ela não e de faltar. — Ela deve ter tido algum problema — Disse Fabio. Era inesplicavel, Fabio e Amy lee agora estavam se dando bemcom Agatha. Fazendo o possivel porque agora eram uma familia deverdade. As semanas se passaram e nada de noticias de Maria. — Alô e a casa da Maria — Disse Agatha no telefone — E que elanão esta vindo trabalhar e estamos muito preocupados.— Agatha olhoupara o resto da familia no sofa e continou: — Ela morreu... O silencio se abateu. Fabio não acreditava. — Como? — Foi atropelada — Respondeu Agatha. A loucura e produzida pelo medo eterno. A partir do momentoque a pessoa passa a estar de frente com a verdade sem ser contada, elapassar a enlouquecer e passa a estar frente a frente com a morte da almae inclusive o medo da regeição e da perfeição. Capitulo 7 – O capanga da morte Ninguem da casa acreditava no que tava acontecendo. Comopodia ter acontecido. Foi acidente ou o proprio medo? — Turma não esqueçam, hoje temos uma palestra e quero quefçam uma redação para mim sobre o principal objetivo diretico.— DisseJulia. O tempo parecia estar mais rapido do que nunca. Já era o ultimodia do mês de junho o que indicava: Férias. — Vai para algum lugar nas férias? — Perguntou Beto. — Não.
  29. 29. — Hoje eu vou na casa da Fatima você quer vir? — PerguntouFabio. — Claro. Era ate estranho entrar na casa. Já que agora com quase doisanos e meio que Rodrigo morrera não houve muitas mudanças. A não sero fato de Gabriel agora ter casado e conseguido um bom emprego. — Podemos entrar no quarto dele ? — Perguntou Fabio, depoisde terem tomado café e terem conversado sobre a morte de Lino. — Claro, podem subir. Fiquem a vontade, vou arrumar umascoisas aqui na cozinha. Subiram as escadas que faziam barulho. Entraram no quarto. Ochão era de madeira pintada. E muitas estavam soltas. Para eles nadamudou. Beto e Fabio conversarão relembrando os fatos. Beto pisou numatabua que se soltou e nela foi revelado escondido um pequeno pen driveazul. — O que e isso?— Perguntou Fabio. O desespero tomou conta dos garotos. Desceram a escada sedespediram de Fativa e foram em direção ao carro. Fabio abriu suamochila pegou seu computador e encaixou o pen drive. Havia duas pastas,uma de músicas e outra com o nome de REVELAÇÃO. A pasta era de som.Fabio colocou o som para tocar e a única coisa que escutaram foi a voz deAgatha dizendo: ‘’ Como ele e burro ( deu uma gargalhada), nem sabe que foi euque mandei matar a querida mulher dele so pra mim ficar com ele, oumelhor o dinheiro ( gargalhada). Como eu sou esperta viu Alfredo.’’ Fabio não acreditava. Nem Beto, Alfredo era seu proprio pai queagora nem sabia onde estava. ‘’ Você e muita esperta mesmo ( Disse Alfredo) mais não seesqueça do meu pagamento. Claro que não vou esquecer Alfredo. Depoisde tudo que você me fez. Coitada e da queridinha Patricia ( gargalhada)
  30. 30. — FOI ELA...— Berrou Fabio. — ELA MANDOU MATAR A MINHAMÃE. O CHOQUE QUE ELA LEVOU NÃO FOI ACIDENTAL... FOI SEU PAI AMANDO DELA... Tudo parecia girar na cabeça de Fabio e Beto. Como Rodrigo havia consiguido isso? Como Agatha pode? Fabio e Beto sairam desparados rumo a casa. Fabio entrouberrando: — CADE VOCÊ SUA ASSASSINA ? — O que e isso Fabio ? Quem e assassina ? — Perguntou Agathadescendo as escadas. — Você Agatha... — Eu ? — Você mesma ... Agatha deu uma gargalhada. Foi ate a instante mais proxima eretirou de la uma arma. — Como vocês descobriram? Fabio que estava com seu computador as mãos pegou ereproduziu. Fazendo Agatha rir ainda mais. — Eu vou contar tudo pro meu pai... — Vai e ? Ele não ta aqui, o que você vai fazer? Amy lee vinha descendo as escadas assustada. Agatha agarrou peloo braço e apontou a arma para sua cabeça. — Larguem os celulares — Agatha ordenou ao mesmo tempo queos garotos largavam no chão.— Se não ela morre. — Foi so minha mãe que você matou? Agatha deu uma gargalhada.
  31. 31. — E claro que não ne criança... Rodrigo, Lino,Maria e Alfredo —Gargalhada — Que que eu conte a verdade? — Foi por causa dessamaldita gravação que eu mandei matar Rodrigo. Por isso. E foi o Lino quematou... Eu paguei muito dinheiro. E ele quis... Que bela amizade hein? —Fui eu que enviei a mensagem, porque eu descobri... Como? Ele mechantagiou... Ai eu mandei invadir a casa para procurar o pen drive maisnão acharam... Ai eu cheguei a conclusão que ele jogou fora. E foi duranteo enterro que meus capangas entraram. Estava um homem deitado maismesmo assim passamos por ele. Isso depois do querido Lino matar elejogando ele da escada. Passou tempo e o Lino começou a ser mostrarestranho, ele quis me chantagear tambem. E acabou que acobou...Morreu envenenado. A meu mando e claro. Maria por exemplo começoua enlouquecer. Me ameoçou de contar, mais não por dinheiro mais porjustiça. E foi ai que o Alfredo matou ela atropelada. E no final eu mesmamatei o Alfredo... Veio me chantagear. — Mais onde Rodrigo viu vocês conversando? — Perguntou Fabio. Agatha continuou: — Aonde na propria faculdade. Foi numa noitede reunião com os pais. Aquele encherido foi acompanhar a mãe. Depoisque todo mundo foi embora ele ficou esperando a mãe dele que estavaconversando com uma professora. E foi ai que Rodrigo escutou tudo, eufalando com o Alfredo. E pior gravou no celular. Por que sabia que eu eraa sua querida madrasta. Quer saber como eu matei sua mãe que ? — Deuuma gargalhada e continuou: — Alfredo fez uma gambiarra que se elapizasse os pes na banheira morreria eletrocutada. Todo mundo achou queera problema de afiação, mais não, fui eu mesma... — E como Maria descobriu? — Perguntou Fabio. — Na prpria noite que o Lino me chantagiou... — RespondeuAgatha.— E eu não posso deixar vocês sairem vivos daqui ne? Quem vaiprimeiro Beto, Lino ou Amy. Fabio então vamos la... Mais quando Agatha estava puxando o gatilho Diego abriu a portae pulou na frente de Fabio. Agatha deu uma gargalhada. — Que lindo, vai todo mundo pro inferno hoje...
  32. 32. Pegou Amy lee e saiu escadas a cima deixando Fabio e Beto comDiego a beira da morte. — Me perdoe por tudo... E faça ela pagar caro por isso — DisseDiego. Deu seu ultimo suspiro e foi... — Beto ligue para a policia, eu cuido dela agora. Fabio subiu as escadas e foi direto para o quarto de Amy lee, ondela estava ela amarrada e Agatha jogando gasolina no quarto com umfosforo na mão. Amy estava chorando. — Quem em Amy vai colocar cola no meu xampu? — PerguntouAgatha. Acendeu o fosforo e disse: — Entra Fabio. Vamos... Fabio entrou apressadamente e se sentou do lado de Amy lee. — E agora e o fim da nossa querida familia. Eu vou ficar com odinheiro e quanto o resto vai morrer... Enquantou Agatha falava nem percebeu que Fabio desamarrouAmy lee e que os dois estavam prontos para a fuga. Sairam correndo, fazendo com que Agatha soltasse o fosforo acesoe saisse em direção a porta. Mais não conseguio. Amy lee antes de sairfechou a porta e la com a maior força segurou com Fabio fazendo queAgatha gritasse de dor. Amy e Fabio desceram as escadas onde um grande número depoliciais estavam. Fabio entregou-lhes o pen drive e lá juntamente comAmy lee choraram a morte do pai, já que agora Agatha fez com que tudose fechasse diante da morte mais com uma diferença: Estavam livres e aúnica coisa que a morte não conseguiu retirar foi a amizade e o amordessa familia e dos amigos.
  33. 33. Epílogo Vinte anos se passaram ecom isso trouxe a feliciade de Fabio e deBeto. Agora Fabio se casou com Luciana e Beto com Lia (uma mulher docee cheia de amor que deu a Beto uma linda familia chamada Barbara). Fabio tambem ganhou uma filha, Livian que alem de ter Amy leecomo tia e Pedro como tio, vivia feliz. — Se comporta — Disse Fabio para Livian. — Pai eu já to na faculdade — Disse Livian. Estavam na frenta da faculdade onde estudarão Fabio e Beto. De um lado Fabio e Luciana abraçava a filha dando boa sorte edo outro Beto mais Lia abraçavam a linda filha Barbara. — Boa sorte ! — Gritou os pais enquanto as filhas entravam nafaculdade. Fabio e Beto riram um para o outro. Fabio entrou dentro do seucarro com Luciana. E Beto no seu carro com Lia. E junto os dois carrossairam na estrada. Cheios de vida e de esperança, nesse mundo mortal. Não a nada que uma boa amizade possa ultrapassar. Nelaconseguimos conquistar barreiras. A morte sempre estara andando por aicantando a sua propria canção, mais nunca ira se meter onde uma belaamizade e um grande amor reina na vida de todos.

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