Escola, EducaçãO E Qualidade

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O discurso sobre a qualidade na educação sempre faz referência à tecnologia, descurando que a verdadeira qualidade consiste no tipo de relação humana que se estabelece em qualquer ambiente, sobretudo o escolar.

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Escola, EducaçãO E Qualidade

  1. 1. ESCOLA, EDUCAÇÃO E QUALIDADE
  2. 2. OBJETIVOS <ul><li>Os objetivos da pesquisa foram: </li></ul><ul><li>levantar as concepções de qualidade da e na educação, conforme percebidas pelos profissionais que atuam em instituições de ensino da cidade; </li></ul><ul><li>verificar quais as atividades e procedimentos das instituições onde trabalham justificam a “qualidade” das mesmas; </li></ul><ul><li>destacar quais os pontos que melhor caracterizam a qualidade nas instituições onde realizam seu trabalho educativo; </li></ul><ul><li>perceber quais os pontos que devem ser superados para que a “qualidade” seja uma realidade mais concreta. </li></ul>
  3. 3. SUJEITOS <ul><li>Foram entrevistadas 51 (cinqüenta e uma) pessoas, todas ligadas, enquanto profissionais, a uma ou mais instituições de ensino. No total foram 43 docentes, 5 coordenadores, 1 diretor, 1 inspetor e 1 auxiliar de coordenação, sendo 44 do sexo feminino e 7 do sexo masculino, com idades variando entre 21 e 56 anos (média de 37 anos). Desse universo, 11 têm somente o ensino médio, 27 possuem curso superior, 12 cursaram especialização e apenas 1 tem mestrado. </li></ul>
  4. 4. AMBIENTES <ul><li>Os profissionais foram entrevistados em seu próprio local de trabalho. Assim, 14 estavam ambientados em instituições de ensino privadas/particulares, 6 em instituições cooperadas, 3 em instituições públicas municipais e 1 em instituição conveniada. A maioria – 27 das pessoas entrevistadas – estava ligada a instituições públicas estaduais. </li></ul>
  5. 5. METODOLOGIA <ul><li>A pesquisa baseou-se em um questionário composto de 19 questões, sendo 02 fechadas e dicotômicas, 11 de múltipla escolha (fechadas ou encadeadas) e 07 abertas. A diretividade ficou por conta da própria estrutura do questionário, com os aplicadores limitando-se, no máximo, a esclarecer as questões encadeadas. Não houve uma preocupação com a segmentação dos profissionais, quanto ao cargo ocupado, nem quanto ao nível do ensino a que estivesse ligado (se educação infantil, ensino fundamental ou ensino médio). Buscou-se uma segmentação mais definida em relação ao sistema de ensino (se privado/particular ou público). </li></ul>
  6. 6. RESULTADOS
  7. 20. <ul><li>A breve pesquisa revelou que aquelas pessoas que trabalham na educação escolar acentuam, em um percentual bastante elevado, as relações humanas estabelecidas no processo educativo: sejam entre corpo docente e discente, sejam entre equipe educativo-pedagógica e família, sejam entre a própria equipe técnica-pedagógica e administrativa. </li></ul>
  8. 21. <ul><li>Isso nos levou à hipótese de que, mesmo reconhecendo a importância da qualidade formal no processo educativo, as profissionais e os profissionais da educação escolar advogam a necessidade de um passo além, o que poderíamos reconhecer, com DEMO, como sendo a qualidade política. </li></ul>
  9. 22. <ul><li>A qualidade “diferenciada”, plena, que forja a educação integral, que instaura a verdadeira formação de qualidade envereda pela qualidade política – caracterizada pelo agir comprometido com a ética, que leva ao reconhecimento do “outro como um si mesmo”, diria Ricoeur. O agir qualitativamente, no sentido pleno (formal e político do termo), visa a educação plena para a plenitude da sociedade... </li></ul>

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