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Galãs vivem ‘par romântico’sem estereótiposSaíram os travestis, transexuais e gays trafi-cados de Glória Perez e entraram ...
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Quando se fala em “sair do armário”, geralmente imaginamos uma drag queen senta-da em uma poltrona em forma de salto alto,...
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A ‘Parada’, ‘Paim’ e ‘PLC 122’Mesmo durante a proximidade da ParadaGay de São Paulo, uma das maiores domundo em tamanho e ...
A “Parada Gay”?por Dan BarretoEhoje tem a Parada Gay, ou seria uma MicaretaemplenaAvenidaPaulista?Fuiduasvezesapenas(2007e...
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  1. 1. geraldopostmaGazineOpiniãoParada GaySeu armário em 10x sem jurosa ‘Parada’, ‘Paim’ e ‘PLC 122’eu sou!salve JorgeLGBTs não souberamamar a novela deGlória PerezmaTeUSSOLanOa BiCHa mÁ!COnHeÇa OS “FÉLiX”Da ViDa ReaL!“O fato de eu gostarde homens e mulheresme faz um cara maiscompleto e feliz, curtoprazeres que a vida meoferece, sem limitações, ecom segurança.”adoro! O maravilhoso mundo da barbaJUNHO|JULHO 2013R$ 6,90
  2. 2. Existe uma tremenda diferença entre Para-da Gay e Parada do Orgulho LGBT. Apesarda primeira ser a mais popular, ela é menosimportante, apenas parte popularesca do movi-mento pelas causas LGBTs na sociedade. Mesmohomossexuais acabam vulgarizando o assunto,com a desculpa de que a Parada foi transformadaem “micareta”. Cabe então a pergunta: de quem é aculpa? E nos vem a resposta: Do próprio gay.Não há problema algum ir à Parada para beijarna boca, ver os corpos nus e beber, mas é preci-so ser gay antes, durante e depois da Parada, nãoapenas no domingo seguinte ao feriado de CorpusChrist. É preciso ser mais atuante. A população,de modo geral, reclama demais do evento e usa determos cada vez mais pejorativos, denegrindo omovimento, exatamentepor conta de compor-tamentos que em nadalembram a luta peladignidade e pelo respei-to aos homossexuais,independentemente degênero.Quem precisa mudarnão é a Parada, massim os gays brasileiros.Ficar em casa diante do computador, reclamandoe criticando a postura da organização, é a mes-ma coisa que tapar os olhos e os ouvidos, agindopelo simples prazer de criticar. Tal atitude asse-melhasse ao voto nulo, que cabe como “protesto”,mas no fim das contas não serve para nada.Questionar, discutir e buscar informações arespeito é mais prudente do que a crítica, mesmopara aqueles que ainda se perguntam: será queeles estão abertos a receber o cidadão na sededa APOGLBT? Sim estão. Qualquer pessoa podeprocurá-los. Basta querer, ser menos “cri-cri” epartir para uma postura apaziguadora.O gay brasileiro precisa primeiro mudar suamente, antes de querer mudar a Parada Gay.Tudo depende da visão do receptor, do pré-con-ceito e da definição antes da compreensão. É pre-ciso agir. Não adianta ficar “Parad@”!O que tem pra hoje?Marco Feliciano no“Festival Mix Brasil” pág. 14“Parada Gay” ou“Parada LGBT”?Quem precisamudar não é aParada, massim os gaysbrasileiroseditorialExpedienteJornalista ResponsávelGeraldo Ramos Junioremail@geraldopost.com | geraldopost.com | +55 11 9 8312.5008Projeto Gráfico e RevisãoTiguaré mediapartner®Publicação BimestralCopyright © 2013. Todos os direitos reservados.O MARAVILHOSOMUNDODA BARBA PÁG. 11CapaMateus Solano é a ‘Bicha Má’da Novela das nove PÁGs. 8 e 9Geraldopostmagazine
  3. 3. A Notícia é Agora!Geraldopost|Magazine chega para dar ao leitor uma nova alternativa quando se trata de pu-blicaçõesdogêneroVariedades.Nestaediçãodeestreia,umespecialsobreocircuitoLGBT,reunindo opinião e reportagens sobre o assunto, com destaque para a “Parada do OrgulhoLGBT.”O evento, conhecido popularmente como “Parada Gay”, é analisado por Dan Barreto, em umtextoexplícitode“umnãoconhecedor”.Quandofoiconvidadoparafalarsobreoassunto,dissequenão se interessava pelo “evento” (assim mesmo entre aspas) e escreveu um texto que levanta umadiscussão: “o gay não se interessa pelo assunto, ou o assunto virou tão popularesco a ponto de nãodespertar interesse?”.O técnico em eventos, Rodrigo Nascimento, reflete sobre o tema de forma bem humorada com“Seu armário em até em 10x sem juros”. A “PLC 122” ganha destaque com o texto franco de MarcoMorcef, sobre o projeto de lei que visa criminalizar a homofobia no Brasil. Ele critica a postura delideranças políticas e questiona a idoneidade da ação.Fábio Justino, em “O maravilhoso mundo da barba”, defende, com descontração, o charme e avirilidade que os barbudos possuem. “Com barba, meu caro, a pegada é outra”.Surge na televisão brasileira o personagem Félix Khoury, interpretado por Mateus Solano, emAmor à Vida, novela de Walcyr Carrasco, que estreou no dia 20 de maio, conquistando o públicoque, anteriormente, pareceu “não entender” Salve Jorge, trama de Glória Perez.Nada mais do que justo colocar o lindo Mateus na capa com o título “Bicha Má!”, agora que oator virou o mais novo queridinho da dramaturgia nacional. É a legítima representação gay domomento, em uma sociedade repleta de línguas afiadas. Geraldopost|Magazine entrevistou dois“Félix” da vida real e eles contam como é levar uma vida dupla por conta da sua orientação sexual.“O fato de eu gostar de homens e mulheres me faz um cara mais completo e feliz”, diz um deles.Nada mais do que justo colocar o lindo Mateus na capacom o título “Bicha Má!”, já que ele virou o mais novoqueridinho da dramaturgia nacional...estreiaGeraldopostmagazine
  4. 4. Galãs vivem ‘par romântico’sem estereótiposSaíram os travestis, transexuais e gays trafi-cados de Glória Perez e entraram três gran-des e complexos personagens em Amor àVida, de Walcyr Carrasco, que estreou no dia 20de maio, na TV Globo.Até o momento apenas Félix Khoury, interpre-tado por Mateus Solano, deu o ar da graça. E botagraça nisso. Em minutos da estreia ele virou oassunto mais comentado das redes sociais e estádando um show de interpretação.Fio condutor de toda a trama principal, Félix éo filho de César (Antônio Fagundes) e Pilar (Susa-na Vieira) e morre de inveja da irmã adotiva Paola(Paola Oliveira), além de desejar a presidência dohospital da família. Casado com Edith (BárbaraPaz) logo foi descoberto pela esposa, após marcarum encontro com seu “Anjinho”. Na sequênciaem que é desmascarado pela esposa, o vilão re-citou as falas que a comunidade LGBT esperavaouvir: “Opção é a palavra errada”, em uma cenajá considerada antológica.Na contramão do vilão da novela, logo entra-rão os personagens Niko e Eron, interpretadospor Thiago Fragoso e Marcello Antony, respec-tivamente, (um casal que vai usar a empregadacomo barriga de aluguel para ter um filho). Alémtv | novela“Ele não dá a mínima bandeira de que é homossexual. Isso me deixou tranquilo, porque percebi que vou poder fazer um serhumano e não uma caricatura” [Thiago Fragoso]disso, eles interpretarão personagens completa-mente fora do estereótipo afeminado.“É a primeira vez que o assunto está sendoabordado dessa maneira, bem direta, sem nenhumsubterfúgio, até porque o meu personagem não dáa menor pinta de que é bissexual. Ele, inclusive,já namorou mulheres antes”, disse o ator MarcelloAntony, que viverá um personagem cheio de ques-tionamentos, enquanto o companheiro é gay assu-mido e também sem estereótipo.“Ele não dá a mínima bandeira de que é homos-sexual. Isso também é normal e me deixou maistranquilo, porque percebi que vou poder fazer, aci-ma de tudo, um ser humano, uma pessoa, e nãouma caricatura que possa ser julgada ou classifica-da de qualquer forma diferente”, disse o ator Thia-go Fragoso, em entrevista ao site da novela.BEIJO GAY Questionado se terá beijo gay, Antonybrinca que já havia sido perguntando pelos amigos:“Não sei se vai rolar, mas acho que esse assunto já épassado”, e diz que existe “uma grande possibilida-de das pessoas torcerem pelo casal”. Para Fragoso, ocasal é um divisor de águas porque “quero que a gen-te consiga mostrar uma família feliz e que o públicotorça pelo casal e que isso vire um marco na TV”.divulgação4
  5. 5. aquenda!Casamento Igualitário“Essa lei será a dissolução da família brasi-leira; as pessoas não terão mais interesseem ficar casadas; filhos de “lares desfeitos”crescerão como marginais; a sociedade irá sucumbirpor este motivo.”O ano, 1977. A gritaria, promovida pela Igreja Católica(pois as pentecostais na época praticamente não tinhamvoz), era dirigida contra a lei do divórcio. E o tão propa-lado apocalipse familiar brasileiro teve de esperar quase40 anos para acontecer, mas provocado pelo neolibera-lismo, que transformou grande parte da humanidadeem um bando de idiotas consumistas e eternamente en-dividados, seja pelas drogas (especialmente pelo crack),pela erotização precoce e exagerada de crianças e ado-lescentes e, principalmente, pela proibição, por parte doEstado, de que os pais possam educar seus filhos. Umambiente familiar no qual os animais de estimação e ascrianças é que mandam não pode redundar em coisaboa, sob hipótese alguma.Mas nada a ver com o divórcio, que foi uma resposta(tardia) do governo militar a algo que, na prática, a so-ciedade já vivenciava. Passados 40 anos, eis que a gri-taria volta, mas por motivo diferente: o que vai causarum apocalipe familiar no Brasil e no mundo, agora, é ocasamento gay. Qual o problema com essa gente, afinalde contas?Se você é agnóstico, ateu, budista, judeu ou muçul-mano, talvez não se importe com o que Cristo tenha ounão dito. Para um cristão, porém, deveria ser parâmetropara a vida toda. Sobre os mandamentos, por exemplo,Cristo resumiu os dez de Moisés a apenas dois, sendo:1. Amar a Deus sobre todas as coisas (autoexplicativo, pois não?)2. Amar as pessoas como a nós mesmo.Aqui, o bicho pega, e por dois bons motivos.Primeiro bom motivo: se você não se ama, não amaráninguém; Segundo bom motivo: Jesus disse para “amaras pessoas”. Ele especificou, por acaso, que tipo de pes-soa deveria ser amada? NÃO! Disse apenas para amar-mos as pessoas, em geral. Ponto final.Como não é de bom tom uma pessoa supostamenteinteligente admitir que é preconceituosa e homofóbica,usa-se a “palavra de Deus”. Não sei se já perceberam,mas as igrejas, em especial as evangélicas, adoram fazeruma baguncinha com essa história de moral religiosa.Usam o Velho Testamento para domar o rebanho, maso Velho Testamento, para um cristão, não deveria tervalor algum. Uma igreja evangélica, como diz o próprionome, prega o Evangelho, ou seja, a boa-nova, a pala-vra de Jesus, o Deus Vivo entre os homens. Vamos falarsério? Jesus, um tremendo de um revolucionário, fatal-mente acabaria expulso de qualquer uma dessas igre-jas pretensamente cristãs. De cristãos, esses pastoreshomofóbicos não tem nada. Lembram-se da passagemna qual o povo quer (cumprindo as leis da época, as leisde Moisés) apedrejar uma mulher adúltera? Qual foi areação de Jesus? Morra, sua pecadora?Ora, me poupem! Ele salvou a vida daquela mulher,completamente despojado de preconceitos e de julga-mentos. Por que vocês, religiosos, não conseguem fazer omesmo? Porque vocês não acreditam em Deus! Apenasusam o nome Dele para ganhar dinheiro, muito dinhei-ro! Esse é o estelionato mais bem engendrado de que játive notícia em toda a minha existência!Vamos ao que importa: A comunidade gay deve dei-xar de ser alienada e deve se unir. Deve votar em candi-datos que os representem nos poderes legislativos (Câ-maras Municipais, Assembleias Legislativas, Câmarados Deputados e Senado Federal). Os evangélicos fazemexatamente isso e estão com grande vantagem sobre vo-cêsnesseaspecto.Asituaçãoésériaenãocomportamaisespaço para brincadeiras. Esta não é apenas uma ques-tão de “poder ou não se casar”, de “poder ou não adotarcrianças”. Isso tem a ver com Direitos Humanos. Tema ver com cidadãos serem discriminados, mortos emcrimes de ódio derivados unicamente de sua condiçãosexual, não poderem viver plenamente sua cidadania esuas vidas por um detalhe, um único detalhe: nasceramatraídos sexualmente por pessoas do mesmo sexo.Isso para ficarmos no campo das simplificações, semtratarmos da bissexualidade, por exemplo. Fiquemosapenas com os gays.O que importa se João ama Maria ouAntônio, sinceramente? Em que isso muda a minha vida,ou a sua, que me lê até aqui? Me responda: muda o quê?Se as religiões não quiserem celebrar cerimôniasentre homens ou entre mulheres, tudo bem, problemadelas. Mas o Estado não pode se omitir em hipótesealguma. Devem ser celebrados casamentos e divórcioscivis sim, observadas estritamente as mesmas regrasdos casamentos entre os heterossexuais. Todos os de-mais direitos civis, constitucionais e humanos de todosos cidadãos devem ser observados e respeitados, inde-pendente de qualquer irrelevância. O que fica de maisimportante para mim, nesses meus 40 anos de vida, éque somos, no fundo, todos absolutamente iguais emnossas profundas diferenças. No final das contas, araça é humana.5por Giovanni Moscato Junior
  6. 6. Quando se fala em “sair do armário”, geralmente imaginamos uma drag queen senta-da em uma poltrona em forma de salto alto, em cima de um ônibus em movimentoe com uma echarpe balançando ao vento. É difícil imaginar seu médico ou seu den-tista, pessoas aparentemente comuns, sendo gays e ainda mais difícil imaginá-los “assumi-dos”, não é mesmo? Temos aquela impressão de que “assumir-se” significa erguer a mão emum churrasco de família para pedir a palavra e dizer a todos: “Querida família, eu sou gay!”,ou travestir-se assumindo a identidade de uma “diva” (travestis merecem respeito comoqualquer outra pessoa, apenas uma coisa não tem nada a ver com a outra).Falar em assumir-se traz também a sensação de que jamais seremos aceitos ou entendi-dos, de que as pessoas que gostamos e convivemos irão nos rejeitar. Algumas de fato poderãofazer isso, mas falar de aceitação é algo complexo e um grande abismo na cabeça e na vida dealgumas pessoas. Do meu ponto de vista, vejo que a raça humana possui dois sentimentosconflitantes: aceitação e egoísmo. Ambas perfazem as necessidades que movem o mundo edeterminam tudo o que as pessoas fazem, como agem e como pensam. Parece que a socie-dade é norteada por esses dois pontos: “Faço qualquer coisa para ser aceito e, ao ser aceito,quero ser o melhor desse grupo que me aceitou”. São os caminhos e atalhos que as pessoaspegam para satisfazer essas duas necessidades que determinam o que me diferencia de você,você do seu amigo e seu amigo do vizinho dele. Para um homossexual, a sina da aceitação éalgo como um fardo, uma carga pesadíssima formada de preconceitos, perseguição e igno-rância, essas que são fabricadas graças a um daquele “norte” já citado: o egoísmo.Por conta do monstro da aceitação, o tema “assumir-se” torna-se um tabu no mundo gay.Alguns se casam como héteros e morrem reprimindo o que sentem, outros traem parceiros(alguns inclusive com travestis, iludindo-se de que não estão saindo com um “homem”) ealguns chegam ao extremo de tirarem a própria vida, pois o medo de não serem aceitos fazcom que eles mesmos não se aceitem, acreditando que o suicídio seja uma tarefa mais fácildo que a de tentar convencer um mundo que não quer ser convencido. O mundo realmentenão quer, mas no contexto de nossa própria vida, e de nossa felicidade, o que o mundo quertem que ser o que menos importa. Para isso, precisamos entender o que é “assumir-se” eentender o que é “aceitação”. Tudo fica mais claro e fácil assim, pois o dilema não está em“ser”, mas em decidir o que “fazer”. Parece complicado? Parece, mas não é.A primeira coisa a entender é que você é especial, que você, seja hétero ou homo, é umapessoa única. Se você é cristã, saiba que você é filho de Deus, independente do que digamigrejas ou pastores, e Ele te ama acima de qualquer coisa. Se você for ateu, ou sua crença sejaem alguma força especial ou similar, vale a mesma regra, você é especial e nada vai mudarisso. Nada, nem ninguém. Portanto comece riscando da sua vida termos como: “sou doen-eu sou!SeU aRmÁRiOem aTÉ 10XSem JUROS Por roDriGo nasciMentoRodrigo é paulista, tem 31 anose é Tecnólogo em Eventos6
  7. 7. te” – porque doença a gente cura com remédio; “souimpuro, sujo” – porque sentimentos são incontrolá-veis, ações a gente pode controlar, sentimento não,então o que você sente não o torna impuro e sujo. Su-jos são aqueles que não tomam banho. Respire fundoe sinta-se leve em saber que você é um ser pensante eespecial e que as terminologias inventadas pelas pes-soas são apenas isso: invenções, invenções de pessoasimperfeitas como você. E falando em invencionices,é bom saber que a sociedade inventou uma alcunhapara os gays que é uma visão totalmente deturpadae ignorante que diz: gay é quem faz sexo com outrapessoa do mesmo sexo que ela.Parece simples e verdadeiro, mas tal definição nãopoderia ser mais imprópria para definir um homosse-xual e aqui entra o que citei no começo do nosso papoquando disse que “ser” e “fazer” são coisas completa-mente distintas. Todo mundo sabe o que é o “ato” defazer sexo e com imaginação você pode fazer sexo atécom uma cadeira. Não no sentido literal, claro, master prazer por meio de estímulos sexuais qualquerpessoa pode ter com qualquer coisa ou pessoa, basta,como eu disse, ser criativo e ter imaginação. Portanto,mesmo quem é virgem, e nunca fez sexo com quemquer que seja, pode ser homossexual, porque ser gaynão é fazer sexo com alguém do mesmo sexo, mas simter sentimentos, atração emocional e atração sexual– não o ato especificamente, mas a vontade de fazê-lo– por alguém do mesmo sexo. Lembra quando disseque sentimento é algo que você não controla? Vocêpode escolher sentir ou não saudade de alguém? Vocêpode escolher amar ou não alguém? Pois é exatamen-te isso. Quando os grupos GLBTTs tentam convenceras pessoas de que não é “opção sexual” ser gay, massim “atração sexual” ou até “orientação sexual” é issoque eles querem dizer, que a gente não escolhe gostarde alguém do mesmo sexo, que isso é involuntário,faz parte da nossa essência, independente de ficar ounão com homens (ou mulheres, para as mulheres),transar com um ou não, é o que sentimos, esse dese-jo, essa atração emocional e física que define se umapessoa é hétero, homo ou bissexual. Por isso você nãoé doente, não é impuro, não é sujo. Por isso não se“escolhe” ser gay, ou não, e por este motivo não existe“ex-gay”. Entender isso é o ponto chave, é a premis-sa de tudo, porque existe uma pessoa específica queprecisa ser convencida a aceitar isso e te aceitar. Ela ébem complicada, teimosa e, por vezes, marrenta. Essapessoa não aceita nada facilmente. Se você conseguirconvencer essa pessoa, talvez você não conseguiráfazer todo mundo te aceitar, mas, no mínimo, pode-rá defender a sua verdade com respeito e orgulho.Sabe quem é essa pessoa? Veio alguém específicona sua mente? Será que você acertou? É..., é elamesma: essa pessoa é exatamente você! Você é aúnica pessoa no mundo que precisa se aceitar, por-que se nem você mesmo se aceita, como as pessoaste aceitarão? Como terão respeito por você se nemvocê se respeita? Portanto “aceitação” é isso, é en-tender seus sentimentos, entender que o que te fazser homossexual e se aceitar assim, e sentir-se bempor saber que isso é só mais uma das muitas coisasque te fazem diferente da maioria, como a cor doseu cabelo, por exemplo, e falando novamente de“ser” e “fazer”, independente de qualquer atitudeque você venha a tomar daqui para frente, essa éa diferença. Então, finalizemos essa parte. Se vocêtem sentimentos e atração emocional e sexual porpessoas do mesmo sexo que você, você é homos-sexual. Ponto. Você não é doente, louco, sujo ouinferior a qualquer pessoa. Você não precisa usarbatom ou vestir saia, nem precisa sair com homensse não quiser simplesmente por causa disso. Isso é“aceitação”, se aceite como você é e fique bem comvocê mesmo! Simples assim.Muito bem, agora, ao se aceitar, você precisaavaliar consigo mesmo quais atitudes vai tomardaqui pra frente. É como definir uma profissão.Você pode gostar da matemática, é um sentimen-to, involuntário, você gosta e ponto. O que vai fa-zer daqui pra frente, vai estudar matemática? Serprofessor? Buscar alternativas na mesma área? Ounão, vai buscar outras coisas e guardar isso só pravocê? Com a homossexualidade é a mesma coisa,e é muito pessoal dizer como alguém tem que vi-ver a sua vida. “Sair do seu próprio armário”, aomeu ver, é isso, é aceitar-se e ser feliz sendo quemvocê é! E o melhor é que não precisa nem parcelar,dá pra fazer à vista! Há há há! É tirar um espinhoque a sociedade fincou no seu peito e que está ma-chucando. Agora contar isso aos seus pais, aos seusamigos, é outra história, e isso é você mesmo quevai avaliar, que vai decidir. Vai ficar com pessoas domesmo sexo? Transar com elas? Fazer amor? Vaiseguir sua cabeça ou os preceitos e ensinamentosde determinada religião ou pessoa? Você decide,pois é muito pessoal, envolve crenças, sentimentos,decisões grandes e pequenas, mas, independentedo que escolha para sua vida, ao sair do seu próprioarmário, você será mais feliz! O que você vai fazerdaqui para frente, é um problema seu e só seu, e eulhe desejo sorte e muitas, muitas alegrias!7
  8. 8. SOBRe a SeXUaLiDaDe:“OS ‘FÉLiX’ Da ViDa ReaL”“O fato de eu gostar de homens e mulheres me faz um cara mais completo efeliz, curto prazeres que a vida me oferece, sem limitações, mas com segurança.”Apresença de Félix, de Amor à Vida, na casa de milhões de teles-pectadores Brasil a fora está deixando muitas pulgas atrás daorelha de muita gente por aí. A bissexualidade do vilão da no-vela de Walcyr Carrasco é muito mais comum do que se imaginava.Na novela, Félix foi flagrado pela esposa logo no segundo capítulo,no terceiro confessou o deslize e ela acabou aceitando-o de volta, de-vido às circunstâncias financeiras. Além dos homens que saem comoutros homens, existem também aqueles que procuram exclusiva-mente travestis.Quando tive a ideia de abordar esse assunto, logo fui barrado pe-las “barreiras” do anonimato. Convencer homens casados que saemcom homens a falar sobre o assunto foi um problemão. Eles morremde medo de aparecer, mas consegui convencer dois a falarem sobreo assunto e até levei uma cantada. “Lindo assim pode me entrevis-tar até na cama”. Dei risada e respondi educadamente: “Obrigado,mas já tenho compromisso.” Ele logo retrucou: “Este é o problema, ocompromisso! Eu também tenho, mas não me prendo a isso”. Hugotem quarenta e poucos anos, disse que “adora amigos virtuais”, queprocura amizade na internet para falar sobre mulher, e que seu tesãopor homens se limita a vê-los ao abrir a webcam, se masturbar e gozarjunto.“Antes eu entrava nas salas de bate-papo ‘normais’, mas sempreera taxado de gay por querer teclar com homem”, disse. Ele é casadohá 10 anos com uma mulher, sem filhos e atua como metalúrgico.“Como não era muito aceito nas salas ‘normais’, entrei nas de ‘sexogay’. Lá foi mais chocante, porque 99% são mesmo gays, sendo queexiste muita gente boa”. Neste instante, Hugo resolveu desabafar: “(ocorpo) deixa uma ilusão de ótica. Peso 60kg, tenho e 1,70m de altura,fiz academia em 2005 e, como sou magro, fiquei um pouco definido.Pesava 57kg e cheguei a 63kg, mas hoje estou com 60kg” isso atraimais os homossexuais. “Comi (fez sexo com homem) quando era sol-teiro, mas foi ‘aquilo...’ seco, sem carícias, sem beijos”.Hugo disse ainda que a “novela (Amor à Vida) vai dar Ibope” e que“era uma coisa que a gente sabia que existia, mas é ‘foda’ o olhar delecom o novo médico. Entrega! É um tema bem atual”.Paulo, de 44 anos, é empresário, casado e sem filhos, “por não po-der” e nunca querer adotar. Disse que quem “sai com homem, não écapa8por GeraLDo raMos Junior
  9. 9. heterossexual” e que a aceitação foi difícil: “Todostêm (crise existencial), já tive a minha, mas supereie toco a minha vida de boa hoje. O fato de eu gostardos dois me faz um cara mais completo e feliz, curtoprazeres que a vida me oferece, sem limitações, mascom segurança” e que está assistindo esporadica-mente a novela Amor à Vida.“Acho o cara meio frustrado, se optou por ter fi-lho, que não o maltrate. Ele não tem culpa de suaopção (sic), ele realmente é um gay enrustido”, diz.A “opção” acima dita é em “não se assumir” e que“Não tem essa de se assumir, se gosto dos dois, paraque entregar e estragar uma relação legal e perdertoda uma sociedade em que vivemos e é hipócritaem não aceitar?” e completa: “todas as formasdeprazerdentrodequatroparedessãoválidas”.Paulo diz também que nunca passou por umanalista: “acho que analista é mais pra questãode aceitação. Como me aceito, continuo bem.Mesmo que isso (sair com homens) seja espo-rádico, eu tenho uma vida sexual ativa sim, hi-pócrita é quem diz que não. E ‘não pago’ (parasair com homens), quero prazer pelo prazer enão pagando”. Paulo conclui dizendo que nun-ca encontrou ninguém (homem) que “sentissevontade de repetir mais do que duas vezes. Souflex. Se não tem gasolina vai com álcool. E nãocurto ‘afeminados’, curto ‘macho’”.O personagem Félix, interpretado pelo ator Mateus Solano, encontra o seu “anjinho” em um shopping.reProdução9
  10. 10. impossível ninguémdetectar a feminilidadede Félix KhouryFoi Félix entrar em cena em Amor à Vida parase tornar o mais novo queridinho dos críticos edo público. Não precisou de dez minutos paraMateus Solano entrar nos assuntos mais comenta-dos do Twitter e assim ficar por quase todos os dezcapítulos já exibidos.Nas cenas iniciais, e repletas de licenças poéticas,o público se encantou com a vilania do personagem:a frase “Meu amor, genética não tem nada haver comcabelo tingido”, após contar à irmã que ela era ado-tada, foi apenas uma das que se seguiram-se causan-do impacto, reforçadas por trejeitos afeminados. Ecomo diria aquele antigo personagem de Jô Soares:é aí que mora o perigo.Impossível ninguém não detectar a feminilida-de do marido de Edite que, ao flagrá-lo com outrohomem, desabafou: ”Me avisaram... mas ele não égay?”, em uma discussão ao descobrir a traição domarido. A interpretação de Mateus Solano é magis-tral. Se alguém tinha alguma dúvida do seu talento,ali findou-se. Além, é claro, da direção de Wolf Mayae do texto de Walcyr Carrasco, que caprichou apósum primeiro capítulo canastrão.Quando Félix se justificou: “Não é opção, mascondição”, ele acabou ganhando a simpatia do públi-co, principalmente dos militantes e, definitivamente,consagrou-se como o melhor personagem da nove-la.Félix é lindo, rico e o grande vilão da trama. Jogoua sobrinha na caçamba após chamá-la de “Ratinha”,além de usar inúmeros comentários e gírias gayscomo: “fizeram a elza” e “é um tipão de deixar qual-quer mulher molhadinha”. O personagem é maravi-lhoso, e permite a Solano mostrar todo o seu talento.O personagem acaba discutindo um tema comum nasociedade,masforadofoco:abissexualidade.Porém,como toda novela, existe o lado negativo. A pinta queFélix dá é demais para quem está no armário. Soatão piada quantos os erros de continuidade de SalveJorge, o que faz o personagem acalentar o tipo maiscomum nas novelas brasileiras: o gay afeminado.Walcyr Carrasco promete outros dois grandespersonagens gays: Niko e Eron, ao tocar no assuntosobre nova família. É esperar para ver. Até aqui, acotação: é Ótimo.Gays não souberamamar a novela“Salve Jorge”Quando Rosângela (Paloma Bernardi)abordou o primeiro gay a ser traficadoem Salve Jorge, os militantes LGBTs pode-riam ter entrado em ação. A novela de GlóriaPerez colocou o dedo na ferida da sociedadeao abordar o tráfico de pessoas, mas muitosnão entenderam o contexto da história e re-solveram questionar os inúmeros erros deedição e continuidade da novela, deixando otema principal como coadjuvante.Um erro tremendo. Afinal, os travestissão um dos mais visados dos traficantes que,com as promessas de fazerem shows no exte-rior – alguns querem mesmo é se prostituir,também é verdade –, acabam caindo em ver-dadeiras armadilhas, como mostrou a no-velista com a transexual Anita (Maria ClaraSpinelli) e pela travesti Patrícia Araújo.Aproveitar o gancho para abordar outroassunto pertinente à sociedade, que é a cri-minalização da homofobia, deveria ter acon-tecido mas não o fizeram. Não se soube apro-veitar a repercussão de uma novela das nove,certamente por pura falta de discernimentoquanto a interpretação de texto, ou pelo sim-ples medo de dar a cara para bater. Será queaqui elas também não são vítimas de escravi-dão? Será que a escravidão só existe lá fora?É só mais uma demonstração do quantoo gay, no Brasil, mais está preocupado com afesta e o glamour, e deixa o social e a militân-cia de lado. Lamentável.opiniãoda reDação da reDaçãoreProdução10
  11. 11. adoro!Não é moda, é virilidade. É resgatar oque existe de essencialmente mascu-lino em si e no outro. É afirmar quea beleza não está na lisura asséptica de umapele de bunda de bebê. Porque, quando se as-sume que é homem, se assume também que éum ser erótico, adulto, e o erotismo num ho-mem está nos detalhes que o destacam comotal, como os pelos. Na cara, e onde for.Não se deve cortar os cabelos de Sansão, sob nenhuma hipótese. Eles traduzemo que procuramos em seu dono: a maturidade, a proteção, os culhões. Não se gostaverdadeiramente de homem se rejeitamos os seus pelos. Quanto mais a barba, queroça, arrepia, afaga e castiga. Nossa pele arranhada e eriçada, da nuca às coxas, naordem e no tempo que se quiser.Até tentam oprimí-la, pagam celebridades da TV para lucrar com a tragédiade raspá-la e passar a imagem de que ela é suja ou pode se tornar exagerada. Sóos tolos compram essa ideia. Os mais inteligentes, sejam eles ou sejam elas, sa-bem: não há nada melhor que uma barba, seja ela extravagante e farta. Se duasbarbas se encontram, então, é mais que atração, é poesia. Uma explosão de ma-cheza, a confrontar as estrelas, os livros sagrados e tudo que, de tão velho, nemmais tem vida. Duas barbas que se roçam é a própria revolução e o progresso.E a inteligência, e o charme. Com a barba se chega à vida adulta e à plenitudesexual. Pela barba se identificam os que fogem às regras, os que não se subme-tem, os que leem a boa literatura, os que ouvem a boa música e até os que votamcorreto. Pela barba, você sabe quem mete bem e mete certo.Homem que gosta de homem, gosta de barba. Mulher que gosta de homem,gosta de barba. Quem não gosta, prefere os brinquedos, de plástico e sem chei-ro. Quem não gosta, prefere os príncipes da Disney, todos castrados. Quemodeia, boa coisa não é. Não se pode separar as pessoas, por gênero ou por gosto,mas os homens que gostam de homem tem lá suas vantagens. Só eles tornam omundo mais belo quando têm barba e beijam outro de barba. As mulheres maissensíveis até apreciam. Tem coisa mais bonita? Não, não tem. Só se os peloscontinuarem corpo abaixo. A perfeição existe e pode estar do seu lado.Não se é homem suficiente sem barba e não se gosta de homem suficien-temente se nunca se experimentou uma barba grossa abrindo suas pernas ouagredindo a sua boca. Experimente uma barba. Cultive uma barba. Com umabarba o samba é mais samba, o rock é mais rock. E uma cama nunca é só umacama. Com barba, meu caro, a pegada é outra.O maravilhoso mundo da barbapor fÁBio Justino30 anos, Fábio é barbudo há sete e é autor do site d’O Caralho do Rock: www.cdorock.comtHiagO araUJOedder diasHenriQUe castanHeirOleOnardO pradOMarcelO silvarOdrigO saMpaiOtiagO castrOrenat0 gUrgelraOni liMapaUlO rUiZ
  12. 12. A ‘Parada’, ‘Paim’ e ‘PLC 122’Mesmo durante a proximidade da ParadaGay de São Paulo, uma das maiores domundo em tamanho e de grande impor-tância financeira e turística para a cidade, aindaimpera a covardia das direções LGTBs quanto aodestino político do evento, amordaçando a sua vo-cação natural, num momento em que se deveriaavançar na luta contra a homofobia.O Brasil não tem uma lei nacional específicaque criminalize a homofobia, o discurso de ódio,o preconceito no trabalho, em locais públicos,e nem que garanta a livre manifestação do afe-to LGTB. O PLC 122 original, que tramita desde2006 no Congresso, garante a manifestação li-vre do afeto LGBT. Por esse motivo, nosso grupodefende o projeto firmemente, além da crimina-lização da homofobia, perante o Código PenalBrasileiro, imputando penas severas e inibindo aprática machista, sexista e homofóbica.O desperdício de capital mobilizador da cau-especial parada gaypor Marco Morcefidealizador do Grupo “Ação Pró-PLC 122” no Facebooksa infelizmente tem sido a característica dos últi-mos movimentos – , como o Fora Feliciano!, porexemplo -, uma ação que apenas demonstra a faltade eixo e de programa político, impedindo que acausa em si avance.Neste contexto, Paulo Paim, senador pelo PT,cuja posição não é nada confiável quanto a manu-tenção do texto da PLC 122, retomou a questão noSenado, enquanto a própria ‘Parada’, o deputa-do Jean Wyllys, e os demais partidos de esquer-da fizeram apenas “ouvidos de mercador”. O queesperam? Que o assunto morra na praia ou umanegociação porca e a aprovação de um PLC 122medonho, colocando os LGTBs como uma segun-da categoria de “cidadãos”? Ou tomamos um “Cháde Vergonha e Coragem” e damos uma Virada naParada!, que esta totalmente no armário (comobem “insinuou” nosso bloguista Vitor Ângelo) as-sumindo-a como um grande palco pelo PLC 122,abrangendo a criminalização da homofobia e de-fendo o Estado Laico de direito, ou assistamosapenas a passagem dos trios, como se todas as ba-talhas já estivessem vencidas.“O Brasil não tem uma lei nacional específica quecriminalize a homofobia, o discurso de ódio, o preconceitono trabalho, em locais públicos, e nem que garanta alivre manifestação do afeto LGTB.”divulgação12
  13. 13. A “Parada Gay”?por Dan BarretoEhoje tem a Parada Gay, ou seria uma MicaretaemplenaAvenidaPaulista?Fuiduasvezesapenas(2007e2009)enessaépocajáeraisso.Várioshe-teros, brutamontes, querendo pegar as amiguinhas dosgays, travestis, praticamente nuas, andando pelas ruas.Milhares de pessoas fantasiadas e, o pior, várias famíliasBeijo GayEntra novela, sai novela e o tema é o mes-mo: “o beijo gay”. Em 2005, na novelaÁmerica, de Glória Perez, o beijo foi veta-do pela alta direção da Globo e acabou não indoaoar,causandograndeprotestonainternet,am-pliado para sua sucessora, a novela Passione, doautor Silvio de Abreu.Obeijogayéimportantesimparaasociedade,masficasemsentindoseaPLC122nãoforapro-vada antes. Adianta eu beijar meu companheirona boca se eu não for respaldado pela lei, casoalguém queira nos agredir? A novela deve mos-trar o beijo ‘igualitário’; porém, se a lei não vierem defesa do afeto, de nada vai adiantar. Beijarem público tem sido cada vez mais comum en-tre os homossexuais, muitos até trocam caríciasnos transportes públicos, porém, dentro de casaainda existe um grande e impertinente tabu, atéporque na rua é muito mais fácil encontrar entu-siastas que defendam o ato (do beijo).comcriançasnomeiodesse“evento”.Aliás,qualopropósito da Parada Gay mesmo? Sinceramentenão sei. Há muito tempo já perdeu o foco de lutarpelos nossos direitos (união homoafetiva, menospreconceito, entre outros), e, infelizmente, as pes-soas “vão no embalo”. Mas o que passa na cabeçadessas pessoas?Algumas delas, assim como suas atitudes, ain-da denigrem a imagem de todos os gays, que ape-nas lutam pelos seus direitos.Outra questão é sobre o tema desse ano: “Parao armário nunca mais!”. Em meio a tantos acon-tecimentos, como a eleição do deputado MarcosFeliciano para presidência da Comissão dos Di-reitos Humanos e Minorias (CDHM), me parecesurreal a escolha. Enfim...Os organizadores da Parada poderiam ter fo-cado em temas como a “Homofobia Mata!”. Seriamuito mais relevante do que a proposta aborda-da. Sei que cada um tem o seu modo de pensar eosorganizadoresfizeramassuasescolhas.Porém,esteéomeumododepensareessaéaminhaopi-niãosobreaParadaGay,seéqueaindapodemoschamá-la dessa maneira.Nas casas o problema é maior. Estudos mostram quea homofobia é maior dentro dos lares e por isso a questãodeve ser levada para todas as esferas, inclusive a TV, re-conhecidamente o maior meio de comunicação de massado país, como forma de conscientizar o público. O mote ésimples: “Beijogay.sim,énormal”.Contudo,semaapro-vação da PLC 122, será um tiro n’água ver a concretizaçãodo beijo gay na TV. É preciso uma lei civil que não deixehomossexuais sujeitos às agressões e até a morte.“Vários heteros, brutamontes, querendo pegar as amiguinhas dos gays”“Que sentido terá o beijo gay, se a PLC 122 não for aprovada?”da Redaçãoreproduçãoreprodução13
  14. 14. “Festival Mix Brasil” convidao dep. Marco Feliciano e ele aceitaOs organizadores do 21º Festival Mix Bra-sil 2013 fizeram um convite em forma deanúncio (em uma página do jornal Folha deS.Paulo) ao deputado Marco Feliciano para partici-par da 21ª Edição do evento, que discute a diversi-dade sexual nos cinemas.O deputado, que é presidente da Comissão deDireitos Humanos e Minorias (CDHM) aceitou oconvite e em nota disse que “um festival, que deforma ordeira e pacífica, levanta a bandeira da di-versidade, merece nosso respeito e compreensão”e completou com uma frase bíblica “Ide e pregai oevangelho a todos”, completando que “não significaque sejamos inimigos, antes de tudo, somos filhosdo mesmo Deus.”Segundo reportagem da Folha, os organizadoresdo Festival prometem ainda convidar personalida-o que tem pra hoje?des como Joelma, da Banda Calypso, Silas Mala-faia e Jair Bolsonaro.Para João Federici, “esses episódios de homo-fobia chateiam muito. Mas é só uma questão detempo, porque as reações só existem quando seavança”. O Festival Mix Brasil vai acontecer en-tre os dias 7 e 17 de novembro, na cidade de SãoPaulo, e entre os dias 21 de novembro e 1º de de-zembro no Rio de Janeiro.Para inscrever sua obra é preciso preencher oformulário no site (www.mixbrasil.org.br) e levaro DVD para os organizadores. O evento conta comquatro categorias: Longa-Metragem de Ficção ouExperimental;DocumentáriodeLonga-Metragem;Curta e Comédia-Metragem Ficção ou Experimen-tal(menosde60minutos),eDocumentáriodeCur-ta ou Média-Metragem (menos de 60 minutos).Fotos:BeijaçoemBrasília,em24/abril/2013deUesleiMarcelino/Reuters,peçapublicitáriodofestival,divulgação.14
  15. 15. Uma “droga” que podeacabar com os grisalhosUma notícia divulgada na semana passada sobreuma droga descoberta para acabar com os ca-belos grisalhos já está deixando muitas pessoas empolvorosa. Para o bem e para o mal, um tratamentopode acabar com os cabelos brancos. As mulheresficariam felizes, pois a vaidade sempre fala maisalto. Por outro lado, “a descoberta”, afinal, estáprometendo acabar com os charmosos grisalhos.A causa do embranquecimento dos cabelos é co-nhecida como “estresse oxidativo”. Durante o enve-lhecimento, os cabelos acabam acumulando o pe-róxido de hidrogênio, que é um descolorante da cornatural dos cabelos – uma versão natural da águaoxigenada usada em tinturas de cabelos.O tratamento foi descoberto por pesquisadoresda Universidade de Bradfor, na Grã-Bretanha, eda Universidade de Freifswald, na Alemanha, se-gundo reportagem do portal G1.PARTE BOA O mesmo tratamento poderá ajudarainda às pessoas com vitiligo, pois o remédio ajudaa repigmentar a pele e os cílios. “O desenvolvimen-to do tratamento efetivo para essa condição temo potencial de melhorar radicalmente as vidas demuitas pessoas”, disse o editor-chefe da Federaçãodas Sociedades Americanas para Biologia Experi-mental (Faseb), publicação especializada que di-vulgou a descoberta.Hormônios nos frangostornam crianças gays?Pelo menos foi o que disse a modelo colombiana Na-talie Paris, em entrevista à TV Caracol, em março.Para ela, os hormônios injetados nos frangos são osresponsáveis “por fazer” crianças se tornarem gays.“Os meninos que comem esses frangos estão come-çando a virar homossexuais”, disse a modelo, que tem39 anos e mora em Bogotá.Ela disse ainda que os hormônios são responsáveispor deixar as meninas com “corpo adulto” muito rá-pido. Esse pensamento é o mesmo de Evo Morales,presidente da Bolívia. Em 2010, Evo afirmou quefrangos com hormônios poderiam levar à homosse-xualidade e à perda de cabelo. É mole?De onde surgiram ostermos “Veado” e “Sapatão”?Segundo reportagem de Artur Louback Lopes,da revista Superinteressante, a origem destestermos tão comuns e pejorativos, que atormen-tam a sociedade, são advindos literalmente dosapato e do animal, segundo o etimologista Rei-naldo Pimenta. Ele explica no livro Casa da MãeJoana 2 que “sapatão” surgiu na década de 1970,quando as mulheres homossexuais, e mais mas-culinizadas, tinham predileção por usar sapatosgrandes. Complementando a ideia, Deonísio daSilva, autor do livro De Onde Vêm as Palavras,diz que “em casais de lésbicas, as mulheres quefaziam as vezes de marido assimilaram o precon-ceito, fazendo questão de usar sapatos grandes.Já as que faziam às vezes da esposinha eram emgeral menores, mais esbeltas e usavam sapatosmenores. Logo, foram caricaturadas como sapa-tão e sapatinha”.Sobre o termo “veado”, mas que na expressãopopular é dito como “viado” (destaque à altera-ção do e pelo i) um policial na década de 1920foi incumbido de prender homossexuais que cir-culavam pela Praça Tiradentes, no Rio de Janei-ro. Ao fracassar, teria dito ele que estes cidadãosteriam corrido como “veados”. A declaração dopolicial ganhou a imprensa e o termo acabou ga-nhando repercussão popularesca.15

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