PROJETO JUROS, À VISTA  ADM020 – MATEMÁTICA FINANCEIRA. ANÁLISE DA TAXA DE JUROS DO SETORAUTOMOTIVO NO MUNICÍPIO DE ITAJUB...
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ    Instituto de Engenharia de Produção e Gestão                 Curso de AdministraçãoGABR...
RESUMOEste trabalho tem por objetivo tratar das taxas de juros no setor automotivo nacidade de Itajubá-MG, de forma a desc...
SUMÁRIO1.      INTRODUÇÃO....................................................................................................
ÍNDICE DE TABELASTABELA 1 - JUROS SIMPLES VS. JUROS COMPOSTOS ....................................................... 9TAB...
ÍNDICE DE FIGURASFIGURA 1- BRASIL: IMPORTAÇÃO DO SETOR AUTOMOTIVO – US$ MILHÕES............................... 13FIGURA 2 ...
1. INTRODUÇÃO      Os juros podem ser definidos como sendo a remuneração do capitalemprestado ou aplicado. Ou seja, é o va...
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA   2.1. JUROS      Juros é a remuneração cobrada pelo empréstimo de dinheiro, este pago aopropriet...
2.1.2. MODALIDADES DE JUROS TRABALHADAS NO MERCADO           FINANCEIRO         2.1.2.1. Juros Compostos – Quando os juros...
i: Taxa de juros      n: Número de períodos          2.1.3.2. JUROS COMPOSTOS       Os juros de cada período são somados a...
Real: A taxa informada reflete a rentabilidade acima da inflação ao qual otítulo será remunerado.Fórmula:                 ...
A Tabela abaixo mostra a evolução da Taxa Selic para o ano de 2012:                        Período de Vigência            ...
Outubro           0,59                            Novembro          0,60                            Dezembro          -   ...
ônibus e tornou-se um dos mais importantes fabricantes de veículos completos doplaneta.   3.2. DESEMPENHO DO SETOR AUTOMOT...
Abaixo, ainda, é apresentada uma tabela mostrando as exportaçõesbrasileiras nos últimos anos, em US$ Milhões, segundo o po...
Figura 3 - Desempenho da Indústria Automotiva Brasileira – Autoveículos                                      Fonte: Secex/...
Figura 4 - Produção de veículos por unidade da federação (2009)                                              Fonte: ALFAVE...
Como visto, apesar de possuir juros mais altos, o CDC se mostrou ser maisutilizado do que o leasing, o que mostra o perfil...
Figura 7 - Taxas de juros anuais – veículo                                                Fonte: ANEF      Como visto, as ...
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   As taxas efetivas mês resultam da capitalização das taxas efetivas-dia pelo número de dias úteis existentes no        ...
5.1.1. DADOS SOBRE OS ENTREVISTADOS         Foram entrevistados durante a pesquisa 10 homens e 2 mulheres, onde 1 é oadmin...
Figura 12 - Renda familiar dos entrevistados      Como se pode concluir, a maioria dos entrevistados possui renda familiar...
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5.1.3. DADOS SOBRE AS TAXAS DE JUROS         5.1.3.1. APRESENTAÇÃO DO PREÇO      No gráfico abaixo, é possível perceber qu...
Figura 16 - Formas recebimento das vendas a prazo         5.1.3.3. JUROS NA VENDA À PRAZO      No que se refere à cobrança...
Para as empresas que informaram cobrarem juros nas vendas à prazo, a taxavariou de 1% a 1,5% a.m.         5.1.3.4. PERCENT...
Os gerentes também possuem escolaridades variadas: enquanto doisgerentes possuem ensino superior completo, um possui ensin...
6.3. RELAÇÃO ENTRE O FATURAMENTO MENSAL E O NÚMERO DE                                            FUNCIONÁRIOS      Por mei...
Figura 22 - Relação entre classe social atendida, faturamento mensal e tempo de atuação na cidade   6.5. REPRESENTAÇÃO DAS...
Além disso, por meio do gráfico apresentado abaixo, é possível perceber queas empresas com menor faturamento, entre aquela...
Figura 25 - Relação entre o faturamento mensal, tempo de atuação na cidade e posse de filial   6.7. QUANTIDADE DE PARCELAS...
6.8. RELAÇÃO ENTRE QUANTIDADE DE PARCELAS E TAXA DE JUROS      Das empresas que responderam que há relação entre o número ...
Figura 28 - Relação entre tipo de produto e taxa de juros6.10. RELAÇÃO ENTRE TIPO DE PRODUTO E TAXAS DE JUROS      Das emp...
Figura 29 - Relação entre tipo do produto e a taxa de juros   6.11.    VENDAS A PRAZO, DESCONTO E JUROS      O gráfico aba...
7. CONCLUSÃO      O objetivo desse trabalho foi descobrir a taxa de juros efetiva praticada nomercado automotivo em Itajub...
REFERÊNCIASANEF. Associação nacional das empresas financeiras das montadoras., 2012.Disponível em: <http://www.anef.com.br...
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Projeto juros à vista - Setor Automotivo - Itajubá 2012

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Trabalho apresentado para a matéria Matemática Financeira do curso de Administração de Empresas da Universidade Federal de Itajubá.

Trabalho apresentado dia 13 de novembro de 2012.

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Projeto juros à vista - Setor Automotivo - Itajubá 2012

  1. 1. PROJETO JUROS, À VISTA ADM020 – MATEMÁTICA FINANCEIRA. ANÁLISE DA TAXA DE JUROS DO SETORAUTOMOTIVO NO MUNICÍPIO DE ITAJUBÁ-MG ITAJUBÁ – MG 2012
  2. 2. UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ Instituto de Engenharia de Produção e Gestão Curso de AdministraçãoGABRIELA GONÇALVES DE MATTOS SANT’ANNA – 21.237 GUILHERME FERREIRA ANICETO – 21.374 GUILHERME FONSECA BARBOSA – 18563 JÉSSICA DE OLIVEIRA RIBEIRO – 22.089 MARIA ÉVELIN FERNANDES DE CARVALHO – 21.240 ANÁLISE DA TAXA DE JUROS DO SETOR AUTOMOTIVO NO MUNICÍPIO DE ITAJUBÁ-MG Artigo do Projeto de Juros, à Vista, apresentado ao Professor André Luiz Medeiros, como parte das exigências da disciplina ADM020 – Matemática Financeira. Orientador: Prof. André Luiz Medeiros ITAJUBÁ – MG 2012
  3. 3. RESUMOEste trabalho tem por objetivo tratar das taxas de juros no setor automotivo nacidade de Itajubá-MG, de forma a descobrir quais as taxas praticadas. Para isso, foifeita pesquisa de campo na qual foram entrevistadas as principais revendedoras deveículos na cidade. Por meio da análise dos dados, foi possível concluir que essastaxas variam de 1 a 1,5% a.m. Para vendas a prazo, foi descoberto que 90% sãopagas conforme normas de instituições financeiras. Por fim, há de se frisar aindauma contradição nos dados obtidos, haja vista que as empresas que não cobramjuros em vendas a prazo afirmaram conceder descontos à vista.Palavras-chave: taxas de juros, setor automotivo, Itajubá.ABSTRACTThis essay aims to cope with interest rates in the automotive sector in Itajuba-MG, todiscover which rates are charged. For that, a survey was carried out, and the mainvehicles’ retailers of the city were interviewed. By data analysis, it was possible toconclude these taxes vary from 1 to 1.5% per month. For long term sales, it wasdiscovered 90% are paid conforming to financial institutions rules. In a nutshell, it isto emphasize a contradiction in the obtained data, since the companies which do notcharge taxes in long term affirmed to give discounts in cash sales.Key words: interest rates, automotive sector, Itajuba.
  4. 4. SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO............................................................................................................................ 72. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .................................................................................................. 7 2.1. JUROS ................................................................................................................................ 7 2.1.1. HISTÓRIA DOS JUROS................................................................................................ 7 2.1.2. MODALIDADES DE JUROS TRABALHADAS NO MERCADO FINANCEIRO ................ 8 2.1.2.1. Juros Compostos ....................................................................................................... 8 2.1.2.2. Juros de Mora............................................................................................................ 8 2.1.2.3. Juros Nominais .......................................................................................................... 8 2.1.2.4. Juros Reais ............................................................................................................... 8 2.1.2.5. Juros Rotativos .......................................................................................................... 8 2.1.3. CALCULO DOS PRINCIPAIS TIPOS DE JUROS: ......................................................... 8 2.1.3.1. JUROS SIMPLES ...................................................................................................... 8 2.1.3.2. JUROS COMPOSTOS .............................................................................................. 9 2.1.3.3. JUROS SIMPLES VS. COMPOSTOS ........................................................................ 9 2.1.4. TAXA NOMINAL VS. TAXA REAL................................................................................. 9 2.2. TAXAS DE JUROS NO BRASIL...........................................................................................10 2.2.1. TAXA SELIC ................................................................................................................10 2.2.2. TAXA IPCA ..................................................................................................................113. O SETOR AUTOMOTIVO NO BRASIL ......................................................................................12 3.1. SETOR AUTOMOTIVO .......................................................................................................12 3.2. DESEMPENHO DO SETOR AUTOMOTIVO NACIONAL (IMPORTAÇÕES E EXPORTAÇÕES) ..........................................................................................................................13 3.3. O SETOR AUTOMOTIVO E AS VENDAS A PRAZO ............................................................164. METODOLOGIA ........................................................................................................................205. RESULTADOS E DISCUSSÃO .................................................................................................20 5.1. APRESENTAÇÃO DOS DADOS .........................................................................................20 5.1.1. DADOS SOBRE OS ENTREVISTADOS ......................................................................21 5.1.2. DADOS SOBRE A EMPRESA......................................................................................22 5.1.3. DADOS SOBRE AS TAXAS DE JUROS ......................................................................24 5.1.3.1. APRESENTAÇÃO DO PREÇO .................................................................................24 5.1.3.2. FORMAS DE RECEBIMENTO DAS VENDAS A PRAZO ..........................................24 5.1.3.3. JUROS NA VENDA À PRAZO ..................................................................................25 5.1.3.4. PERCENTUAL DE DESCONTO CONCEDIDO NAS VENDAS A PRAZO .................266. ANÁLISE GRÁFICA DOS DADOS INTER-RELACIONADOS ...................................................26 6.1. RELAÇÃO ENTRE A ESCOLARIDADE E O CARGO EXERCIDO ........................................26 6.2. RELAÇÃO ENTRE ESCOLARIDADE, RENDA FAMILIAR E SEXO ......................................27 6.4. RELAÇÃO ENTRE PUBLICO ATENDIDO, FATURAMENTO MENSAL E TEMPO DE ATUAÇÃO NA CIDADE .................................................................................................................28 6.5. REPRESENTAÇÃO DAS VENDAS À PRAZO NO FATURAMENTO MENSAL .....................29 6.6. RELAÇÃO ENTRE FATURAMENTO MENSAL, TEMPO DE ATUAÇÃO E FILIAL ................30 6.7. RELAÇÃO ENTRE QUANTIDADE DE PARCELAS X TAXA DE JUROS...............................31 6.8. RELAÇÃO ENTRE QUANTIDADE DE PARCELAS E TAXA DE JUROS...............................32 6.9. RELAÇÃO ENTRE TIPO DE PRODUTO X TAXA DE JUROS ..............................................32 6.10. RELAÇÃO ENTRE TIPO DE PRODUTO E TAXAS DE JUROS ............................................33 6.11. RELAÇÃO ENTRE VENDAS A PRAZO, DESCONTO E JUROS..........................................347. CONCLUSÃO ............................................................................................................................35REFERÊNCIAS ................................................................................................................................36
  5. 5. ÍNDICE DE TABELASTABELA 1 - JUROS SIMPLES VS. JUROS COMPOSTOS ....................................................... 9TABELA 2 - TAXA SELIC 2012 ....................................................................................... 11TABELA 3 - IPCA MENSAL DE 2012 ............................................................................... 12TABELA 4 - TAXAS DE JUROS DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO (11/2012) ............................... 19
  6. 6. ÍNDICE DE FIGURASFIGURA 1- BRASIL: IMPORTAÇÃO DO SETOR AUTOMOTIVO – US$ MILHÕES............................... 13FIGURA 2 -BRASIL: EXPORTAÇÃO DO SETOR AUTOMOTIVO – US$ MILHÕES.............................. 14FIGURA 3 - DESEMPENHO DA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA BRASILEIRA – AUTOVEÍCULOS ................ 15FIGURA 4 - PRODUÇÃO DE VEÍCULOS POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO (2009) ............................... 16FIGURA 5 - SALDO DAS CARTEIRAS – FINANCIAMENTO (CDC) + LEASING.................................. 16FIGURA 6 - TAXAS MÉDIAS DE JUROS ANUAIS .......................................................................... 17FIGURA 7 - TAXAS DE JUROS ANUAIS – VEÍCULO ...................................................................... 18FIGURA 8 - GÊNERO DOS ENTREVISTADOS .............................................................................. 21FIGURA 9 - FUNÇÃO DOS ENTREVISTADOS............................................................................... 21FIGURA 10 - ESCOLARIDADE DOS ENTREVISTADOS .................................................................. 21FIGURA 11 - FAIXA ETÁRIA DOS ENTREVISTADOS..................................................................... 21FIGURA 12 - RENDA FAMILIAR DOS ENTREVISTADOS................................................................. 22FIGURA 13 - FATURAMENTO MÉDIA DA EMPRESA EM ITAJUBÁ.................................................... 23FIGURA 14 - QUAL O SISTEMA DE APURAÇÃO DE LUCROS? ....................................................... 23FIGURA 15 - PREÇO APRESENTADO À VISTA OU A PRAZO? ........................................................ 24FIGURA 16 - FORMAS RECEBIMENTO DAS VENDAS A PRAZO ...................................................... 25FIGURA 17 - A EMPRESA COBRA JUROS NAS VENDAS A PRAZO? ................................................ 25FIGURA 18 - PERCENTUAL DE DESCONTO NAS VENDAS À VISTA................................................. 26FIGURA 19 - RELAÇÃO ENTRE ESCOLARIDADE E O CARGO EXERCIDO ....................................... 27FIGURA 20 - RELAÇÃO ENTRE RENDA MENSAL FAMILIAR X ESCOLARIDADE X SEXO ................... 27FIGURA 21- RELAÇÃO ENTRE O FATURAMENTO MENSAL E O NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS ............ 28FIGURA 22 - RELAÇÃO ENTRE CLASSE SOCIAL ATENDIDA, FATURAMENTO MENSAL E TEMPO DE ATUAÇÃO NA CIDADE ....................................................................................................... 29FIGURA 23 - RELAÇÃO ENTRE VENDAS A PRAZO E FATURAMENTO MENSAL ................................ 29FIGURA 24 - RELAÇÃO ENTRE O FATURAMENTO MENSAL E AS VENDAS A PRAZO ......................... 30FIGURA 25 - RELAÇÃO ENTRE O FATURAMENTO MENSAL, TEMPO DE ATUAÇÃO NA CIDADE E POSSE DE FILIAL......................................................................................................................... 31FIGURA 26 - RELAÇÃO ENTRE NÚMERO DE PARCELAS E TAXAS DE JUROS.................................. 31FIGURA 27 - RELAÇÃO ENTRE O NÚMERO DE PARCELAS E TAXAS DE JUROS............................... 32FIGURA 28 - RELAÇÃO ENTRE TIPO DE PRODUTO E TAXA DE JUROS........................................... 33FIGURA 29 - RELAÇÃO ENTRE TIPO DO PRODUTO E A TAXA DE JUROS........................................ 34FIGURA 30 - RELAÇÃO ENTRE VENDAS A PRAZO, DESCONTOS E JUROS ..................................... 34
  7. 7. 1. INTRODUÇÃO Os juros podem ser definidos como sendo a remuneração do capitalemprestado ou aplicado. Ou seja, é o valor que será cobrado pelo benefício dedispor de determinado capital durante certo tempo. As taxas de juros podem variarde acordo com o contrato, por exemplo. No entanto, há uma taxa no Brasil que servecomo base para todas as outras, a taxa Selic. Em relação ao setor automotivo, além da influência da Selic, as taxas de jurosvariam de acordo com a instituição de financiamento, indo de 0,49% a.m à 5,17%a.m (taxas efetivas). Além disto, podem variar a critério das instituições de acordocom, por exemplo, o tempo de financiamento, o valor, dentre outros fatores. Atualmente, o setor automotivo é o maior dos setores da indústria demobilidade do Brasil no que tange a importância econômica. Estatísticas indicamque este setor está em amplo crescimento nos últimos anos crescendo em umamédia de 12% ao ano no período entre 2005 e 2011 devido à política de redução doIPI- Imposto sobre Produtos Industrializados. Este Projeto tem como objetivo descobrir as taxas de juros efetivas praticadaspelo setor automotivo na cidade de Itajubá- MG. Para tanto, fez-se pesquisa decampo na qual foram entrevistadas as principais revendedoras de veículo na cidade. O trabalho divide-se em Fundamentação Teórica, na qual será feita umabreve introdução sobre os juros e a taxa Selic, além de uma contextualização dosetor automotivo no Brasil destacando as taxas de juros praticadas por este. Emseguida descreve-se o método de trabalho utilizado e por fim, serão discutidos osresultados.
  8. 8. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1. JUROS Juros é a remuneração cobrada pelo empréstimo de dinheiro, este pago aoproprietário do capital emprestado. Uma espécie de taxa cobrada ao cliente comocompensação pelo direito de usar o dinheiro até o dia do pagamento. O credor, poroutro lado, recebe uma compensação por não poder usar esse dinheiro até o dia dopagamento e por correr o risco de inadimplência. Uma taxa de juro deve remunerar baseada em:  O risco agregado no investimento (quanto mais houver risco, maior será a taxa de juros);  As expectativas inflacionárias;  A compensação pela não aplicação do dinheiro em outro investimento;  Os custos administrativos envolvidos na operação. 2.1.1. HISTÓRIA DOS JUROS Segundo historiadores, documentos redigidos em 3000 a.C., pela civilizaçãosuméria, revelam o desenvolvimento de um sistema formalizado de crédito baseadoem dois principais produtos, o grão e a prata. Antes de existirem as moedas, oempréstimo de metal era feito baseado em seu peso. Isso só pode ser comprovado,após a descoberta de pedaços metálicos utilizados no comércio de civilizações comoTróia, Babilônia, Egito e Pérsia. Não se sabe ao certo a razão da existência da taxa de juros no mercado,embora existam diversas teorias que tentam explicar porque os juros existem. Umadelas é a teoria da Escola Austríaca, abordada por Eugen von Boehm-Bawerk, ondeafirma que os juros existem por causa da manifestação das preferências temporaisonde as pessoas preferem consumir no presente ao inves do futuro. 7
  9. 9. 2.1.2. MODALIDADES DE JUROS TRABALHADAS NO MERCADO FINANCEIRO 2.1.2.1. Juros Compostos – Quando os juros são pagos não apenas sobre o valor do principal, mas também sobre os juros obtidos em relação ao principal nos períodos anteriores. 2.1.2.2. Juros de Mora – Também conhecido como juros de atraso, o termo define as taxas de juros cobradas pelas administradoras de cartão de crédito no caso de atraso de pagamento. O Código de Defesa do Consumidor estabelece como sendo de no máximo 2%. 2.1.2.3. Juros Nominais – Inclui a correção monetária do valor emprestado. Em geral as taxas oferecidas nas principais modalidades de financiamento são expressas em termos nominais, ou seja, sem descontar a inflação no período. 2.1.2.4. Juros Reais – A taxa real de juros é determinada como sendo a taxa que incide sobre um empréstimo (ou financiamento) sem incluir a correção monetária do montante emprestado. Em condições de inflação zero os juros reais e nominais são iguais. 2.1.2.5. Juros Rotativos – Os juros rotativos são os juros cobrados pelo atraso no pagamento da sua fatura de cartão de crédito, ou sobre a diferença financiada. 2.1.3. CALCULO DOS PRINCIPAIS TIPOS DE JUROS: 2.1.3.1. JUROS SIMPLES A taxa de juros é aplicada apenas sobre o principal, não considera que osaldo da dívida aumenta ou diminui conforme o passar do tempo. A fórmula de jurossimples pode ser escrita da seguinte maneira: Fórmula: FV=PV(1+ i.n ) Em que: FV: Valor Futuro PV: Valor Presente 8
  10. 10. i: Taxa de juros n: Número de períodos 2.1.3.2. JUROS COMPOSTOS Os juros de cada período são somados ao capital para o cálculo de novosjuros nos períodos seguintes. o valor da dívida é sempre corrigida e a taxa de juros écalculada sobre esse valor. A fórmula de juros compostos pode ser escrita daseguinte maneira: Fórmula: FV= PV ( 1+i )nFV: Valor FuturoPV: Valor Presentei: Taxa de jurosn: Número de períodos 2.1.3.3. JUROS SIMPLES VS. COMPOSTOS A tabela abaixo mostra a comparação de um empréstimo de $ 100 com taxa dejuros de 10% ao período sob o regime de juros simples e juros compostos. n Juros Juros Simples Compostos 0,00 100,00 100,00 0,25 102,50 102,41 0,50 105,00 104,88 0,75 107,50 107,41 1,00 110,00 110,00 1,25 112,50 112,65 1,50 115,00 115,37 1,75 117,50 118,15 2,00 120,00 121,00 2,25 122,50 123,92 Tabela 1 - Juros Simples Vs. Juros Compostos 2.1.4. TAXA NOMINAL VS. TAXA REAL Nominal: A taxa de juros informada para estes papéis não considera o efeitoda inflação sobre o valor do título. 9
  11. 11. Real: A taxa informada reflete a rentabilidade acima da inflação ao qual otítulo será remunerado.Fórmula: 1+ir = 1+ in / 1+πEm que:ir: Taxa de juros realin: Taxa de juros nominalπ: Taxa de inflação 2.2. TAXAS DE JUROS NO BRASIL 2.2.1. TAXA SELIC Há no Brasil uma taxa de juros específica, chamada Taxa Selic (SistemaEspecial de Liquidação e Custódia) que serve de base para as demais taxas dejuros da economia. De acordo com o PORTAL BRASIL, esta taxa é considerada ataxa básica de juros no país porque é usada em operações e empréstimos de curtoprazo entre os bancos, balizando todas as demais. Ainda de acordo com este portal, o Banco Central criou a Taxa Selic em 1979para facilitar a negociação de títulos públicos federais negociados com os bancos. Adefinição da Selic passou a ser um dos principais instrumentos de controle dainflação, na década de 1990, com a estabilização da economia. Além disso, aoalterar a taxa, o Banco Central é capaz de aquecer (queda da taxa) ou desaquecer(alta) a economia e influenciar os principais indicadores de crescimento econômicodo país. Ou seja, esta taxa é utilizada pelo Banco Central para manter a inflação sobcontrole. Segundo o Banco Central do Brasil, a Taxa Selic é obtida através do cálculoda taxa média ponderada e ajustada das operações de financiamento por um dia,lastreadas em títulos públicos federais e cursadas no referido sistema ou emcâmaras de compensação e liquidação de ativos, na forma de operaçõescompromissadas. Ou seja, a taxa Selic se origina de taxas de juros efetivamenteobservadas no mercado. Este cálculo é feito diretamente pelo sistema Selic após oencerramento das operações, em processo noturno. 10
  12. 12. A Tabela abaixo mostra a evolução da Taxa Selic para o ano de 2012: Período de Vigência Taxa Selic % 01/12/2011 - 18/01/2012 1,45 19/01/2012 - 07/03/2012 1,3 08/03/2012 - 18/04/2012 1,07 19/04/2012 - 30/05/2012 0,99 31/05/2012 - 11/07/2012 0,93 12/07/2012 - 29/08/2012 1,06 30/08/2012 - 10/10/2012 0,82 11/10/2012 - 28/11/2012 0,88 Tabela 2 - Taxa Selic 2012 Fonte - Banco Central do Brasil Pode-se perceber que esta taxa apresentou uma pequena queda de janeiro àoutubro de 2012. Caso a Taxa Selic fosse bastante reduzida, isto poderia provocarum aumento na inflação visto que os investimentos públicos tornariam-se menosatrativos. Isso faria com que a população tivesse maiores sobras de dinheiro, ouseja, maior poder de compra e acesso ao crédito. Com o maior consumo e aumentoda demanda, os preços tenderiam a subir, encadeando o processo inflacionário damoeda. 2.2.2. TAXA IPCA IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). É o índice oficial do Governo Federal para medição das metas inflacionarias.“Mede a variação dos custos dos gastos no período do primeiro ao último dia decada mês de referência e no período compreendido entre o dia oito e doze do mêsseguinte ao IBGE divulgar as variações”. (PORTAL BRASIL). Abaixo, tabela contendo o IPCA mensal para o ano de 2012, até o mês denovembro: IPCA 2012 (%) Janeiro 0,56 Fevereiro 0,45 Março 0,21 Abril 0,64 Maio 0,36 Junho 0,08 Julho 0,43 Agosto 0,41 Setembro 0,57 11
  13. 13. Outubro 0,59 Novembro 0,60 Dezembro - Tabela 3 - IPCA mensal de 2012 Fonte: IBGE3. O SETOR AUTOMOTIVO NO BRASIL 3.1. SETOR AUTOMOTIVO O Setor Automotivo é um dos setores que compõe a indústria da mobilidade.Tal indústria abrange todo o setor envolvido de alguma forma na fabricação deveículos, o que significa um enorme espectro de produtos que vão desde cadeirasde rodas até embarcações. Atualmente, o setor automotivo é o maior dos setores daindústria da mobilidade no que tange importância econômica, compreendendocaminhões, automóveis de passeio, ônibus, tratores, fabricantes de autopeças, entreoutros. De acordo com estatísticas presentes no portal Automotivo Business, o setorautomotivo nacional está em amplo desenvolvimento nos últimos anos crescendo auma média de 12% ao ano no período entre 2005 e 2011, apresentando uma levequeda na produção no primeiro semestre de 2012. A ANFAVEA – Associação Nacional dos Fabricantes de VeículosAutomotores é o órgão que representa o setor, que corresponde a 23% do PIBindustrial brasileiro e 5% do PIB total. Existem ainda 24 diferentes montadoras comcapacidade produtiva na ordem de 3,5 milhões de veículos e 98 mil máquinasagrícolas por ano, o que torna o Brasil o quarto maior mercado global. O setoremprega ainda, direta ou indiretamente, 1,3 milhões de pessoas, segundo dados daprópria ANFAVEA. Interessante também é que a produção de autoveículos de 1990 para 2009cresceu 250%, porém, o número de funcionários caiu 7,1%. Tal dado evidencia oaumento da produtividade e da automação industrial, aliadas ao desenvolvimentoeconômico nacional. Outro ponto que merece destaque dentro do setor automotivo é a produçãode ônibus em território nacional. De acordo com dados da FABUS – AssociaçãoNacional dos Fabricantes de Ônibus, entidade que congrega os fabricantes decarroçarias para ônibus no Brasil, o país é um dos maiores mercados mundiais de 12
  14. 14. ônibus e tornou-se um dos mais importantes fabricantes de veículos completos doplaneta. 3.2. DESEMPENHO DO SETOR AUTOMOTIVO NACIONAL (IMPORTAÇÕES E EXPORTAÇÕES) Em contraste ao grande crescimento do setor automotivo nacional, aprodução nacional perdeu muito espaço para montadores estrangeiras. Asimportações de veículos, em 2011, corresponderam a 24% do total das vendas,crescendo a uma média de 46% ao ano entre 2005 e 2011. Abaixo, uma tabelamostrando as importações do setor automotivo nacional nos últimos anos, em US$Milhões, de acordo com estatísticas do portal do Desenvolvimento do GovernoFederal. Figura 1- Brasil: Importação do Setor Automotivo – US$ Milhões Fonte: Secex/SDP Como se pode notar, as importações brasileiras no ano de 2011 se encontramna casa dos US$34,6 bilhões, o que representa cerca de 15,3% do total deimportações auferidas pelo Brasil no ano. Ainda de acordo com o Secex/SDP, aArgentina é de longe a maior fonte de importações do Brasil, seguida por Coréia doSul, União Europeia e México. Ao passo que as importações aumentam rapidamente, as exportaçõesdiminuem, mas em uma velocidade relativamente menor. Em 2005, por exemplo, asexportações chegavam a 29% daquilo que era produzido no país. No entanto, em2011, os números representam cerca de 14%. Tal fator, aliado aos crescentenúmeros de importação, mostra a perda de competitividade da produção brasileirade veículos. 13
  15. 15. Abaixo, ainda, é apresentada uma tabela mostrando as exportaçõesbrasileiras nos últimos anos, em US$ Milhões, segundo o portal Desenvolvimento doGoverno Federal. Figura 2 -Brasil: Exportação do Setor Automotivo – US$ Milhões Fonte: Secex/SDP Observando a tabela acima é possível perceber que, no ano de 2011, asimportações do setor automotivo brasileiro ficaram na casa dos US$ 24,8 bilhões, oque representa cerca de 9,7% de todas as exportações realizadas pelo Brasil noano. A expectativa é que esse número caia ainda mais no ano de 2012. Também deacordo com o Secex/SDP, a Argentina aparece novamente no topo, com grandevantagem sobre os outros países, quando o assunto é o destino das exportaçõesbrasileiras de autoveículos e autopeças, seguida por União Europeia, México e aComunidade Andina. Abaixo se encontra mais uma tabela relativa ao desempenho da indústriaautomotiva brasileira no que diz respeito somente à autoveículos, relacionandoquantidade produzida pelas montadoras no país, exportações, importações elicenciamento dos mesmos. Novamente os dados foram retirados do portal doDesenvolvimento do Governo. 14
  16. 16. Figura 3 - Desempenho da Indústria Automotiva Brasileira – Autoveículos Fonte: Secex/SDP e ANFAVEA Como se pode perceber, o número de licenciamentos em 2011 supera onúmero de veículos produzidos pelo país. Tem-se também que uma quedaconsiderável no total de exportações e principalmente de importações é esperadapara o ano de 2012. Para tentar combater essa crescente relação importação/produção nacional, ogoverno brasileiro estipulou um aumento de 30% no Imposto Sobre ProdutosIndustrializados (IPI) para os carros importados extra zona Mercosul e México, deacordo com o portal Automotive Business. Assim, espera-se uma freada brusca nonúmero de importações, o que certamente estimulará a produção nacional e osinvestimentos em pesquisa e desenvolvimento. Com o intuito de intensificar aindamais a medida, o governo planeja ainda um desconto de até 30% no IPI paraautomóveis produzidos e vendidos no país. Tal iniciativa é uma oportunidade deconduzir a indústria automotiva brasileira a uma nova era de investimento ecrescimento, ainda de acordo com o portal Automotive Business. Na década de 90, a produção no país concentrava-se q uase totalmente nos estados de São Paulo (74,8%) e Minas Gerais (24,5%),segundo dados da ANFAVEA. No entanto, com o intento da abertura comercial,houve uma desconcentração espacial e outros estados, como Paraná e Rio Grandedo Sul passaram a produzir e ocupar uma importante posição no cenário brasileiro(BARROS; PEDRO, 2011). Abaixo um gráfico apresentando a importância de cadaestado da federação no que tange a produção de veículos, segundo dados daANFAVEA. 15
  17. 17. Figura 4 - Produção de veículos por unidade da federação (2009) Fonte: ALFAVEA 3.3. O SETOR AUTOMOTIVO E AS VENDAS A PRAZO Devido ao alto valor dos veículos, a maioria das pessoas opta por fazer ascompras a prazo. Sendo assim, o cliente pode escolher fazer um financiamento emuma das opções disponíveis no mercado. O gráfico abaixo, retirado diretamente doportal ANEF – Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras,mostra qual tipo de financiamento é mais usado na aquisição de veículos, em 2011. Figura 5 - Saldo das Carteiras – Financiamento (CDC) + Leasing Fonte: ANEF 16
  18. 18. Como visto, apesar de possuir juros mais altos, o CDC se mostrou ser maisutilizado do que o leasing, o que mostra o perfil do brasileiro na hora de comprar,indicando que o mesmo, na maioria das vezes, opta por retirar o carro no momentoda compra, mesmo pagando a mais por isso. Já o gráfico a seguir mostra as taxas médias de juros anuais de acordo com aANEF, dados de 2011. Figura 6 - Taxas médias de juros anuais Fonte: ANEF Observando o gráfico acima, percebe-se uma diferença significativa entre astaxas cobradas para pessoas físicas e jurídicas. Tal fato se dá devido às políticasfiscais do governo brasileiro que visam apoiar o desenvolvimento econômico. A fim de comparar as taxas de juros do mercado, Selic e do setor automotivo,medida pela ANEF em 2011, tem-se que: 17
  19. 19. Figura 7 - Taxas de juros anuais – veículo Fonte: ANEF Como visto, as taxas cobradas pelas instituições financeiras estão acima dataxa Selic e abaixo da taxa média de juros cobrada pelo mercado como um todo.Esse dado é importante para um melhor entendimento das taxas de juros anuaiscobradas na aquisição de veículos. Porém, a taxa de juros cobrada varia de acordo com a instituição escolhida.Abaixo se apresenta uma tabela que especifica as taxas de juros cobradas pelasinstituições, retirada diretamente do portal do Banco Central do Brasil, que por suavez captou os dados junto às instituições financeiras citadas no mesmo.  Classificadas por ordem crescente de taxa  Modalidade: Pessoa física – Aquisição de veículos automotores  Tipo: Prefixado  Período: de 21/11/2012 a 27/11/2012  Taxas efetivas Taxa de juros Posição Instituição % % a.m. a.a. 1 GOLCRED 0,49 6,04 2 BANCO GMAC 0,55 6,8 3 BMW FINANCEIRA S A CFI 0,65 8,08 4 BCO PSA FINANCE BRASIL S A 0,89 11,22 5 CIA CFI RCI BRASIL 0,97 12,28 6 BCO MERCEDES-BENZ S.A. 0,97 12,28 18
  20. 20. 7 BCO VOLVO BRASIL S A 1,27 16,35 8 BCO DO BRASIL S A 1,27 16,35 9 BANCO FIDIS 1,29 16,63 10 CAIXA ECONOMICA FEDERAL 1,34 17,32 11 BCO VOLKSWAGEN S A 1,35 17,46 12 BCO SANTANDER (BRASIL) S.A. 1,4 18,16 13 ITAÚ UNIBANCO 1,4 18,16 14 AYMORE CFI 1,42 18,44 15 FINANC ALFA S A CFI 1,43 18,58 16 BCO BRADESCO S A 1,45 18,86 17 HSBC FINANCE S.A. BM 1,5 19,56 18 BCO TOYOTA DO BRASIL S A 1,52 19,84 BCO BRADESCO 19 1,52 19,84 FINANCIAMENTOS 20 BCO FIAT S A 1,55 20,27 21 BCO DO EST DO RS S A 1,55 20,27 22 BCO GUANABARA S A 1,58 20,7 23 BCO BANESTES S A 1,59 20,84 24 BCO J SAFRA S A 1,6 20,98 25 BANCO RODOBENS 1,61 21,13 26 BCO ITAUCARD 1,76 23,29 27 BCO LUSO BRASILEIRO S A 1,84 24,46 28 BRB - CFI S/A 1,91 25,49 29 BCO HONDA S A 2,01 26,97 30 BCO MAXINVEST S A 2,02 27,12 31 BV FINANCEIRA SA CFI 2,03 27,27 32 PORTOSEG S A CFI 2,07 27,87 33 MERCANTIL BRASIL FIN S A CFIS 2,28 31,07 34 SUL FINANCEIRA S A CFI 2,47 34,02 35 BCO YAMAHA MOTOR S.A. 2,53 34,96 36 BCO PECUNIA S A 2,73 38,16 37 BCO FIBRA S A 2,74 38,32 38 FINANSINOS S A CFI 2,87 40,43 39 BCO A J RENNER S A 2,9 40,92 40 SOROCRED CFI 3 42,58 41 FINAMAX S A CFI 3,42 49,71 42 BCO DAYCOVAL S.A 3,65 53,76 43 SANTANA S.A. – CFI 4,47 69 44 BCO FICSA S A 4,48 69,2 45 OMNI SA CFI 4,54 70,37 46 PORTOCRED S A CFI 4,59 71,35 47 BANCO AZTECA DO BRASIL S.A. 5,17 83,11 Tabela 4 - Taxas de juros de operações de crédito (11/2012) Fonte: Banco Central do BrasilObservações:  Não estão consideradas as operações de leasing. 19
  21. 21.  As taxas efetivas mês resultam da capitalização das taxas efetivas-dia pelo número de dias úteis existentes no intervalo de 30 dias corridos, excluindo-se o primeiro dia útil e incluindo o último. Caso a data final seja em dia não útil, será considerado o próximo dia útil subsequente.  As taxas efetivas ano resultam da capitalização das taxas efetivas mês em doze meses.  Caso alguma instituição não apareça no ranking, ou ela não opera na modalidade ou não prestou informação para todo o período, estando, neste segundo caso, sujeita às penalidades previstas na legislação vigente. Verificar a posição individual da instituição. Tais taxas, por sua vez, podem variar de acordo com o cliente, tempo definanciamento, valor entre outros fatores, a critério das instituições. Percebe-se umagrande discrepância entre as primeiras e as últimas instituições que se devem àsdiferentes políticas das mesmas no que tange os tipos de financiamento. Mesmo com algumas taxas abusivas cobradas pelas instituições, percebe-seque ainda existe mercado para tal, já que muitas vezes essa é a única opção queum cliente tem para recorrer na hora de adquirir um carro.4. METODOLOGIA De acordo com Silva e Menezes (2001, p. 9) a metodologia tem como funçãomostrar a você como andar no “caminho das pedras” da pesquisa, ajudá-lo a refletire instigar um novo olhar sobre o mundo: um olhar curioso, indagador e criativo.Adotar uma metodologia significa escolher um caminho a ser seguido de modo queoutros consigam entender os procedimentos utilizados e possam por ventura adotaros mesmos passos. Almeida (2006) explica que o objetivo de uma pesquisa survey é compilar osdados de modo a obter resultados de um estudo realizado por meio do levantamentodados por meio de pesquisa de opinião. Primeiramente define-se o objetivo, depois,a população e a amostra para a pesquisa, por fim, elabora-se e aplica-se oquestionário. Para levantamento das taxas de juros praticadas pelo setor automotivo nacidade de Itajubá, utilizou-se o método descrito acima.5. RESULTADOS E DISCUSSÃO 5.1. APRESENTAÇÃO DOS DADOS No total, 12 empresas foram entrevistas e abaixo serão apresentados osresultados obtidos através dessa pesquisa, no setor automotivo. 20
  22. 22. 5.1.1. DADOS SOBRE OS ENTREVISTADOS Foram entrevistados durante a pesquisa 10 homens e 2 mulheres, onde 1 é oadministrador, 1 é um sócio, 4 são gerentes, 1 é supervisor e por fim 5 sãovendedores. A faixa etária dos participantes se divide em: 20-30 anos (33%); 31-40anos (33%); 41-50 anos (17%) e acima de 50 anos (17%). No que tange a escolaridade dos entrevistados, 17% não concluíram oPrimário, 25% estudaram até o Ensino Médio, 33% estão ou estavam cursandoalgum curso de Ensino Superior e 25% terminaram algum curso do Ensino Superior.Abaixo se encontram os gráficos relativos aos dados citados acima:Figura 8 - Gênero dos entrevistados Figura 9 - Função dos entrevistadosFigura 10 - Escolaridade dos entrevistados Figura 11 - Faixa etária dos entrevistados A renda familiar também foi um dos índices analisados, sendo que as opçõesiam desde até R$1.000,00 a acima de R$8.000,00. Os resultados podem ser vistosabaixo: 21
  23. 23. Figura 12 - Renda familiar dos entrevistados Como se pode concluir, a maioria dos entrevistados possui renda familiar nafaixa dos R$7.000,00. Porém, como tal dado se refere à renda familiar e não aosalário do entrevistado, não é possível se inferir muitas informações relevantes. 5.1.2. DADOS SOBRE A EMPRESA Abaixo serão apresentados os dados referentes as 12 empresasentrevistadas. A média de tempo de atuação na cidade é de 15,5 anos, porém,analisando mais a fundo percebe-se que cerca de 34% das empresas possuemmenos de 5 anos no mercado. Tal dado mostra a influência de outliers na análisedesse fator. No que se refere ao número de empregados das empresas entrevistadas,percebeu-se que a média é de 15 funcionários por empresa. No entanto, a medianade tal fator é 4,5, com desvio padrão de 17,76, o que mostra uma enormediscrepância entre as empresas. A maioria são microempresas, porém o faturamentodas mesmas é alto, como pode ser visto no gráfico abaixo: 22
  24. 24. : Figura 13 - Faturamento média da empresa em Itajubá Como é possível perceber, a maioria das empresas (34%) fatura acima deR$800.000,00 mensais, mesmo com pouco tempo de atuação e um númerorelativamente pequeno de funcionários. No entanto, tais números refletem o valoragregado do produto principal do setor, que é elevado por si só. Devido à própria natureza do produto e à atual situação econômica do país, oprincipal público atendido pelas empresas é a classe média (B e C). Como pode ser observado no gráfico abaixo, metade das empresasentrevistadas afirmou apurarem seus lucros por Lucro Real, ou seja, o lucro écontabilizado tal qual ocorre ao final do período contábil. Figura 14 - Qual o sistema de apuração de Lucros? 23
  25. 25. 5.1.3. DADOS SOBRE AS TAXAS DE JUROS 5.1.3.1. APRESENTAÇÃO DO PREÇO No gráfico abaixo, é possível perceber que as empresas, em sua maioriaapresentam seus preços aos cliente à vista, deixando os preços a prazo em segundoplano, devido ao fato de que o produto em questão (automóveis), geralmente, sedividido em prestações, se torna ainda mais caro para os clientes e o número deprestações geralmente é alto. Figura 15 - Preço apresentado à vista ou a prazo? 5.1.3.2. FORMAS DE RECEBIMENTO DAS VENDAS A PRAZO Dez entre as doze empresas vendem a prazo. Dentre estas, 10% afirmaram oferecer a opção de pagamento na forma de parcelamento no cartão de crédito. Os outros 90% afirmaram que o pagamento é feito na forma de crediário terceirizado, com normas estabelecidas por instituições financeiras. Tais conclusões podem ser observadas no gráfico abaixo: 24
  26. 26. Figura 16 - Formas recebimento das vendas a prazo 5.1.3.3. JUROS NA VENDA À PRAZO No que se refere à cobrança de juros em vendas à prazo, o gráfico abaixoevidencia que mais da metade das empresas cobram. Apenas ¼ das empresasentrevistadas afirmaram não cobrarem juros, o que é dubitável, tendo em vista que oproduto que vendem possui valor agregado muito alto e, usualmente, nas vendas àprazo, são cobrados os juros. Figura 17 - A empresa cobra juros nas vendas a prazo? 25
  27. 27. Para as empresas que informaram cobrarem juros nas vendas à prazo, a taxavariou de 1% a 1,5% a.m. 5.1.3.4. PERCENTUAL DE DESCONTO CONCEDIDO NAS VENDAS A PRAZO Dentre as empresas entrevistadas, é possível perceber que pouco mais de40% concedem descontos que variam de 0 a 5%. ¼ das empresas, no entanto,afirmaram concederem descontos em valores monetários, dependentes da situação.Outrossim, apenas 8% das empresas afirmaram não concederem descontos. O gráfico abaixo ilustra os dados acima apresentados: Figura 18 - Percentual de desconto nas vendas à vista6. ANÁLISE GRÁFICA DOS DADOS INTER-RELACIONADOS 6.1. RELAÇÃO ENTRE A ESCOLARIDADE E O CARGO EXERCIDO Percebe-se por meio da análise do gráfico abaixo que a escolaridade dosvendedores é variada: tem-se que dois profissionais possuem ensino médiocompleto, um tem primário incompleto e dois iniciaram o ensino superior e nãoconcluíram até o momento. O único profissional que afirmou ser sócio da empresa possui ensino superiorincompleto, ao passo que o profissional que afirmou ser administrador tem ensinosuperior completo. Já o supervisor afirmou ter concluído apenas o ensino médio. 26
  28. 28. Os gerentes também possuem escolaridades variadas: enquanto doisgerentes possuem ensino superior completo, um possui ensino primário incompletoe um, superior incompleto. Cargo x Escolaridade 3 2 ensino médio 1 primário incompleto superior incompleto 0 superior completo Figura 19 - Relação entre Escolaridade e o Cargo Exercido 6.2. RELAÇÃO ENTRE ESCOLARIDADE, RENDA FAMILIAR E SEXO No gráfico a seguir percebe-se que os homens que iniciaram ou concluíram oensino superior possuem uma renda familiar maior que as mulheres nesta mesmasituação. Nota-se que homens com uma menor escolaridade possuem renda familiarsimilar ou maior que as mulheres com escolaridade superior. Porém não se podeatribuir este fato ao fator sexo pois a renda analisada é composta pelos ganhosmensais da família do entrevistado e não semente a dele. Figura 20 - Relação entre Renda Mensal Familiar x Escolaridade x Sexo 27
  29. 29. 6.3. RELAÇÃO ENTRE O FATURAMENTO MENSAL E O NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS Por meio da análise dos dados percebe-se que o faturamento mensal daempresa está diretamente relacionado com o número de funcionários da mesma.Enquanto as empresas com até 20 funcionários possuem um faturamento de atéR$300 mil mensais as empresas que possuem mais de 20 pessoas em seu quadrode funcionários possuem um faturamento mensal maior que R$800 mil, conformepode ser observado no gráfico abaixo: Figura 21- Relação entre o faturamento mensal e o número de funcionários 6.4. RELAÇÃO ENTRE PUBLICO ATENDIDO, FATURAMENTO MENSAL E TEMPO DE ATUAÇÃO NA CIDADE O gráfico abaixo demonstra que as empresas que estão mais tempo nacidade e atuam principalmente com o público oriundo da classe C possuem ummaior faturamento que as demais empresas estudadas. Outra análise do mesmográfico permite a interpretação de que as empresas que atendem a classe E sãomais novas no mercado, porém seu faturamento é mais elevado se comparado comas empresas que atendem principalmente a classe B. Outra conclusão que épossível inferir do gráfico abaixo é que as empresas com faturamento acima de R$800 mil atendem todas as classes sociais, exceto a E. 28
  30. 30. Figura 22 - Relação entre classe social atendida, faturamento mensal e tempo de atuação na cidade 6.5. REPRESENTAÇÃO DAS VENDAS À PRAZO NO FATURAMENTO MENSAL Das empresas que responderam que vendem a prazo, 50% delas afirmaramque esse tipo de vendas representa de 50% a 80% do faturamento mensal, 20%afirmam que esse tipo de vendas representa mais de 80% do faturamento mensal,10% afirmaram que representa até 10% do faturamento mensal. E 20% ainda,afirmaram que a venda a prazo representa de 30% a 50% do faturamento mensal. Figura 23 - Relação entre vendas a prazo e Faturamento mensal 29
  31. 31. Além disso, por meio do gráfico apresentado abaixo, é possível perceber queas empresas com menor faturamento, entre aquelas que o divulgaram, são as quemais vendem a prazo. Figura 24 - Relação entre o faturamento mensal e as vendas a prazo 6.6. RELAÇÃO ENTRE FATURAMENTO MENSAL, TEMPO DE ATUAÇÃO E FILIAL O gráfico abaixo demonstra a relação entre o faturamento mensal daempresa, o fato de ela possuir filial ou não e o tempo de atuação da mesma emItajubá. Nota-se que as empresas que possuem filiais em outras cidades possuemum faturamento maior que as empresas que atuam apenas em Itajubá. É perceptíveltambém que as empresas com mais de 40 anos de atuação no mercado possuemfaturamento maior que as empresas mais jovens. Entretanto, quando se analisa asempresas com menos de 30 anos de mercado percebe-se que o faturamento temrelação inversamente proporcional com o tempo de atuação no mercado, ou seja,quanto mais nova a empresa maior o faturamento nesse caso. 30
  32. 32. Figura 25 - Relação entre o faturamento mensal, tempo de atuação na cidade e posse de filial 6.7. QUANTIDADE DE PARCELAS x TAXA DE JUROS Conforme pode ser observado no gráfico abaixo, dentre as empresasentrevistadas, 25% afirmaram que há relação entre a quantidade de parcelas e ataxa de juros cobrada. 42% afirmaram que não há relação. E para os 33% restantes,essa relação não se aplica, visto que essas empresas afirmaram não cobrarem jurosem vendas a prazo. Figura 26 - Relação entre número de parcelas e taxas de juros 31
  33. 33. 6.8. RELAÇÃO ENTRE QUANTIDADE DE PARCELAS E TAXA DE JUROS Das empresas que responderam que há relação entre o número de parcelas ea taxa de juros cobrada, 33,33% afirmaram que essa relação se dá pordeterminação da financeira responsável pelo parcelamento das dívidas. Os 66,66%restantes afirmaram que os juros cobrados são proporcionais ao prazo depagamento; isto é, quanto maior o número de parcelas, maiores as taxas de juros. Ográfico abaixo ilustra essa situação: Figura 27 - Relação entre o número de parcelas e taxas de juros 6.9. TIPO DE PRODUTO x TAXA DE JUROS O gráfico abaixo apresenta que dentre as empresas entrevistadas, 59,33%afirmaram que há relação entre o tipo de produto e a taxa de juros cobrada. 8,33%afirmaram que não há relação. E para os 33,33% restantes, essa relação não seaplica, visto que essas empresas afirmaram não cobrarem juros em vendas a prazo. 32
  34. 34. Figura 28 - Relação entre tipo de produto e taxa de juros6.10. RELAÇÃO ENTRE TIPO DE PRODUTO E TAXAS DE JUROS Das empresas que responderam haver relação entre o tipo de produto(veículo) vendido e a taxa de juros cobrada, 42,84% afirmaram que o ano do veículodetermina a taxa de juros cobrada, quanto mais novo menor a taxa de juros. 14,29%afirmaram que a relação é determinada pelo ano e pelo modelo do veículo. O valordo veículo foi apresentado como determinante da relação por 14,29% das empresastambém. Da mesma forma, 14,29% das empresas consideram a quilometragem doveículo determinante; e o modelo do veículo foi apontado como responsável pelarelação por 14,29% também. 33
  35. 35. Figura 29 - Relação entre tipo do produto e a taxa de juros 6.11. VENDAS A PRAZO, DESCONTO E JUROS O gráfico abaixo apresenta uma contradição, pois as três empresas quedisseram não cobrar juros nas vendas à prazo concedem desconto parapagamentos à vista. Figura 30 - Relação entre vendas a prazo, descontos e juros 34
  36. 36. 7. CONCLUSÃO O objetivo desse trabalho foi descobrir a taxa de juros efetiva praticada nomercado automotivo em Itajubá. Conforme apresentado, essa taxa varia de 1% a1,5% a.m. para as empresas que afirmaram cobrá-la. Percebeu-se que a maioria das empresas visitadas fatura acima de R$ 800mil ao mês e que apenas duas empresas não vendem a prazo. Das que vendem aprazo, 90% possuem forma de pagamento dos veículos vendidos administrada porinstituição financeira, e os 10% restantes, sob condições de cartão de crédito. Aindano que se refere às empresas que realizam vendas a prazo, percebe-se que parametade delas essas vendas representam de 50 a 80% do faturamento mensal. Valefrisar que as empresas com menor faturamento são as que mais vendem a prazo.Dentre as doze empresas visitadas, notou-se que, segundo os entrevistados, 58%cobram juros nas vendas a prazo e 25% não o fazem. Há de se salientar, noentanto, uma contradição nesses dados, pois as empresas que afirmaram nãocobrarem juros nas vendas a prazo asseguraram a concessão de descontos nasvendas à vista. Os referidos descontos concedidos, para cinco das empresas, variam de 0 a5%. Para três empresas, esses descontos são dados em valor monetário. E uma dasempresas afirmou que o desconto varia de 10 a 15%. Perfaz-se assim um total denove empresas que concedem descontos. 35
  37. 37. REFERÊNCIASANEF. Associação nacional das empresas financeiras das montadoras., 2012.Disponível em: <http://www.anef.com.br/>. Acesso em: 29 nov. 2012.ANFAVEA. Associação nacional dos fabricantes de veículos automotores., 2012.Disponível em: <http://www.anfavea.com.br/>. Acesso em: 26 nov. 2012.BARROS, Daniel Chiari; PEDRO, Luciana Silvestre. As mudanças estruturais dosetor automotivo, os impactos da crise e as perspectivas para o Brasil., 2011.Disponível em: <http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/conhecimento/bnset/set3405.pdf>. Acesso em: 27 nov. 2012.BANCO CENTRAL DO BRASIL. Descrição da Taxa Selic. Disponível emhttp://www.bcb.gov.br/?SELICDESCRICAO . Acesso em: 1 dez 2012.BCB. Taxas de juros de operações de crédito., 2012. Disponível em:<http://www.bcb.gov.br/fis/taxas/htms/tx012040.asp>. Acesso em: 03 dez. 2012.O MERCADO DA MOBILIDADE., 2009. Disponível em:<http://www.designbrasil.org.br/ setoresprodutivos/setor-automotivo/o-mercado-da-mobilidade>. Acesso em: 29 nov. 2012.PETRONI, Paulo. Setor automotivo no Brasil: novo caminho à frente., 2012.Disponível em: <http://www.automotivebusiness.com.br/artigo/583/setor-automotivo-no-brasil-novo-caminho-a-frente>. Acesso em: 27 nov. 2012.PORTAL BRASIL. Mercado Financeiro: Juros. Disponível emhttp://www.brasil.gov.br/sobre/economia/mercado-financeiro/juros. Acesso em: 1 dez2012.PORTAL DO DESENVOLVIMENTO. Estatísticas do setor automotivo,. 2012.Disponível em:<http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=2&menu=712&refr=327>. Acesso em: 30 nov. 2012. 36

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