Livro custos e contabilidade

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Livro custos e contabilidade

  1. 1. Análise contábilMódulo 3.11a ediçãoAndréia Marques MacielCarlos Alberto Grespan BonacimPaula Regina VicariRibeirão PretoCentro Universitário UniSEB Interativo2011
  2. 2. EditorialPresidenteChaim ZaherVice-PresidenteAdriana Baptiston Cefali ZaherDiretoria ExecutivaFernando Henrique Costa Roxoda FonsecaRafael Gomes PerriPró-reitor de Educação a DistânciaJeferson Ferreira FagundesDiretora AcadêmicaClaudia Regina de BritoCoordenação PedagógicaKatia Cristina FigueiraGladis S. Linhares ToniazzoMarina CaprioCoordenação do Curso deCiências ContábeisAndréia Marques MacielProdução EditorialKaren Fernanda BortolotiMarcelo dos Santos Calderaro
  3. 3. SumárioApresentação da Faculdade Interativa COC........ 11Apresentação do Módulo....................................... 12Contabilidade e análise de custos ............................14Unidade 1: Introdução à contabilidade de custos.................. 15Objetivos de sua aprendizagem........................................................ 15Você se lembra?.................................................................................... 15Introdução................................................................................................. 161.1  Histórico da contabilidade de custos..................................................... 161.2  Características da Contabilidade de Custos............................................. 221.3  Contabilidade de Custos versus Contabilidade Financeira......................... 24Atividades.............................................................................................................. 24Reflexão................................................................................................................... 26Leituras recomendadas.............................................................................................. 26Referências.................................................................................................................. 27Na próxima unidade..................................................................................................... 28Unidade 2: Terminologia contábil.............................................................................. 29Objetivos de sua aprendizagem...................................................................................... 29Você se lembra?.............................................................................................................. 29Introdução....................................................................................................................... 302.1  Terminologia contábil.............................................................................................. 30Atividades...................................................................................................................... 35Reflexão........................................................................................................................ 37Leituras recomendadas............................................................................................... 37Referências............................................................................................................... 38Na próxima unidade............................................................................................. 38Unidade 3: Custos para avaliação de estoques: custeio por absorção....... 41Objetivos de sua aprendizagem..................................................................... 41Você se lembra?......................................................................................... 41Introdução.............................................................................................. 433.1  Custos diretos e custos indiretos................................................. 433.2  Aplicação de custos aos produtos........................................... 433.3  Custeio por Absorção........................................................ 473.4  Análise dos critérios de rateio...................................... 49
  4. 4. 3.5  Aplicação o Custeio por Absorção............................................................................ 52Atividades........................................................................................................................ 55Reflexão........................................................................................................................... 60Leituras recomendadas..................................................................................................... 61Referências....................................................................................................................... 61Na próxima unidade......................................................................................................... 62Unidade 4: Custeio por absorção com departamentalizaçãoe o cuidado com os custos indiretos de fabricação...................................................... 63Objetivos de sua aprendizagem....................................................................................... 63Você se lembra?............................................................................................................... 63Introdução........................................................................................................................ 644.1  Aplicação dos custos indiretos de fabricação............................................................ 644.2  Conceitos de Departamento e sua classificação........................................................ 654.3  Centros de Custos..................................................................................................... 674.4  Custeio por Absorção com Departamentalização..................................................... 674.5  Outros aspectos da Contabilidade de Custos............................................................ 74Atividades........................................................................................................................ 79Reflexão........................................................................................................................... 82Leituras recomendadas..................................................................................................... 83Referências....................................................................................................................... 84Na próxima unidade......................................................................................................... 84Unidade 5: Custeio baseado em atividades.................................................................. 85Objetivos de sua aprendizagem....................................................................................... 85Você se lembra?............................................................................................................... 85Introdução........................................................................................................................ 865.1  Apuração dos custos das atividades.......................................................................... 875.2  Alocação dos custos das atividades aos produtos..................................................... 905.3  Exemplo de aplicação do ABC................................................................................. 915.4  Utilização do ABC para avaliação de desempenho.................................................. 955.5  ABC e o custeio variável........................................................................................... 975.6  Vantagens e desvantagens do Custeio Baseado em Atividades................................ 975.7  Exercício resolvido com aplicação do ABC em uma empresa de serviços.............. 98Atividades...................................................................................................................... 102Reflexão......................................................................................................................... 104Leituras recomendadas................................................................................................... 105Referências..................................................................................................................... 105
  5. 5. Na próxima unidade....................................................................................................... 105Unidade 6: Custeio variável........................................................................................ 107Objetivos de sua aprendizagem..................................................................................... 107Você se lembra?............................................................................................................. 107Introdução...................................................................................................................... 1086.1  Conceito de margem de contribuição..................................................................... 1086.2  Custeio variável...................................................................................................... 1106.3  Exemplo de aplicação do Custeio Variável com uso da Margem de Contribuição...... 1136.4  Distinção entre custeio por absorção e custeio variável......................................... 1156.5  Exercício Resolvido: Aplicação da Margem de Contribuição................................ 1196.6  Exercício Resolvido: Aplicação do Custeio Variável com uso daMargem de Contribuição............................................................................................... 122Atividades...................................................................................................................... 124Reflexão......................................................................................................................... 125Leituras recomendadas................................................................................................... 126Referências..................................................................................................................... 126Na próxima unidade....................................................................................................... 127Unidade 7: Análise custo – volume – lucro................................................................ 129Objetivos de sua aprendizagem..................................................................................... 129Você se lembra?............................................................................................................. 129Introdução...................................................................................................................... 1307.1  Comportamento dos Custos Fixos, Variáveis e Receita de Venda ......................... 1307.2  Conceito de Ponto de Equilíbrio............................................................................. 1337.3  Ponto de Equilíbrio Contábil, Econômico e Financeiro......................................... 1367.4  Aplicações dos conceitos de ponto de equilíbrio.................................................... 1417.5  Margem de Contribuição e aplicação do Ponto de EquilíbrioContábil para N produtos............................................................................................... 142Atividades...................................................................................................................... 146Reflexão......................................................................................................................... 148Leituras recomendadas................................................................................................... 149Referências..................................................................................................................... 149Na próxima unidade....................................................................................................... 150Unidade 8: Custos para controle................................................................................ 151Objetivos de sua aprendizagem..................................................................................... 151Você se lembra?............................................................................................................. 151Introdução...................................................................................................................... 152
  6. 6. 8.1  Custo-padrão........................................................................................................... 1538.2  Análise das variações de materiais diretos e mão de obra...................................... 1568.3  Análise das variações dos Custos Indiretos............................................................ 1598.4  Aplicação dos Custos para Controle....................................................................... 160Atividades...................................................................................................................... 161Reflexão......................................................................................................................... 163Leituras recomendadas................................................................................................... 164Referências..................................................................................................................... 164Na próxima unidade....................................................................................................... 165Unidade 9: Decisões em custos.................................................................................... 167Objetivos de sua aprendizagem..................................................................................... 167Você se lembra?............................................................................................................. 167Introdução...................................................................................................................... 1689.1  Custo de Oportunidade........................................................................................... 1689.2  Aplicações do conceito de Custo de Oportunidade................................................. 1709.3  Outras decisões envolvendo Custos de Oportunidade............................................ 175Atividades...................................................................................................................... 177Reflexão......................................................................................................................... 178Leituras recomendadas................................................................................................... 179Referências..................................................................................................................... 180Contabilidade Intermediária............................................................................181Unidade 1: Contabilidade........................................................................................... 183Objetivos de sua Aprendizagem..................................................................................... 183Você se lembra?............................................................................................................. 1831.1  O papel da Contabilidade e os seus usuários.......................................................... 1841.2  Uma comparação entre o Processo de Comunicação e o Papel da Contabilidade.. 1871.3  Contabilidade como ciência.................................................................................... 1911.4  Características da informação contábil................................................................... 1961.5  Breve histórico da normatização............................................................................. 197Atividades...................................................................................................................... 200Reflexão......................................................................................................................... 201Leituras recomendadas................................................................................................... 201Referências..................................................................................................................... 201Na próxima unidade....................................................................................................... 202Unidade 2: Conceitos básicos de Contabilidade........................................................ 203Objetivos de sua aprendizagem..................................................................................... 203
  7. 7. Você se lembra?............................................................................................................. 203Introdução...................................................................................................................... 2042.1  Patrimônio............................................................................................................... 2042.2  Ativo........................................................................................................................ 2092.3  Passivo.................................................................................................................... 2112.4  Patrimônio líquido.................................................................................................. 2122.5  Um exemplo de formação do patrimônio............................................................... 2132.6  Conceito de receita e despesa................................................................................. 218Atividades...................................................................................................................... 219Reflexão......................................................................................................................... 220Leituras recomendadas................................................................................................... 220Referências..................................................................................................................... 220Na próxima unidade....................................................................................................... 220Unidade 3: Demonstrações contábeis ........................................................................ 221Objetivos de sua aprendizagem..................................................................................... 221Você se lembra?............................................................................................................. 221Introdução...................................................................................................................... 2223.1  A Qualidade das demonstrações contábeis............................................................. 2253.2  O papel do contador na elaboração das Demonstrações Contábeis........................ 2263.3  Escrituração............................................................................................................. 2273.4  Livros...................................................................................................................... 2293.5  Escrituração contábil – Formalidades..................................................................... 2323.6  Diário, razão e outros registros............................................................................... 2343.7  Balanço Patrimonial................................................................................................ 2363.8  Demonstração do resultado do exercício................................................................ 2583.9  Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados................................................. 2603.10  Demonstração das mutações do Patrimônio Líquido............................................ 263Atividades...................................................................................................................... 266Reflexão......................................................................................................................... 267Leituras Recomendadas................................................................................................. 267Referências..................................................................................................................... 267Na Próxima Unidade...................................................................................................... 268Unidade 4: Operações com mercadorias................................................................... 269Objetivos de sua aprendizagem..................................................................................... 269Você se lembra?............................................................................................................. 269Introdução...................................................................................................................... 2704.1  Descontos................................................................................................................ 272
  8. 8. 4.2  Resultado da Conta de Mercadorias....................................................................... 2724.3  Critérios de avaliação de estoques.......................................................................... 2774.4  Conceito de custo integrado e coordenado com a escrituração.............................. 2774.5  Empresa que não mantém controle de estoques..................................................... 279Atividades...................................................................................................................... 286Reflexão......................................................................................................................... 287Leituras recomendadas................................................................................................... 287Na Próxima Unidade...................................................................................................... 287Unidade 5: Lançamentos contábeis específicos......................................................... 289Objetivos de sua Aprendizagem..................................................................................... 289Você se lembra?............................................................................................................. 289Introdução...................................................................................................................... 2905.1  Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD)...................................... 2905.2  Por que criar a Provisão?........................................................................................ 2905.3  Operações com duplicatas...................................................................................... 2925.4  NBC T 19 – Aspectos contábeis específicos........................................................... 2985.5  Despesa................................................................................................................... 312Atividades...................................................................................................................... 327Reflexão......................................................................................................................... 328Leituras Recomendadas................................................................................................. 329Referências..................................................................................................................... 329Na Próxima Unidade...................................................................................................... 329Unidade 6: Ativo imobilizado...................................................................................... 331Objetivos de sua Aprendizagem..................................................................................... 331Você se lembra?............................................................................................................. 331Introdução...................................................................................................................... 3326.1  Caracterísiticas e valor contábil.............................................................................. 3326.2  Imobilizado em operação........................................................................................ 3346.3  Imobilizado em andamento..................................................................................... 3366.4  Consórcios.............................................................................................................. 3376.5  Importações em Andamento................................................................................... 3376.6  Critérios de avaliação do ativo imobilizado............................................................ 3376.7  Depreciação, amortização e exaustão..................................................................... 3426.8  Exercício Resolvido................................................................................................ 3466.9  Amortização............................................................................................................ 3476.10  Exaustão................................................................................................................ 348
  9. 9. 6.11  NBC T 19 – Aspectos contábeis específicos...............................................................353Atividades............................................................................................................................357Reflexão...............................................................................................................................358Leituras Recomendadas.......................................................................................................359Referências...........................................................................................................................359Na Próxima Unidade............................................................................................................359Unidade 7: Provisões, passivos, contingências passivas e contingências ativas............361Objetivos de sua Aprendizagem...........................................................................................361Você se lembra?...................................................................................................................361Introdução ...........................................................................................................................3627.1  Provisões.......................................................................................................................3657.2  Provisões de Férias e 13º Salário..................................................................................3657.3  Provisões para Contingências Fiscais...........................................................................3667.4  Provisões Para Contingências Trabalhistas...................................................................3667.5  Provisão para Perdas Prováveis em Investimentos.......................................................3667.6  Provisão para a Redução de Ativos ao Valor de Mercado............................................3677.7  NBC T 19.7 – Provisões, Passivos, Contigências passivas e contigências ativas........367Atividades............................................................................................................................392Reflexão...............................................................................................................................393Leituras Recomendadas.......................................................................................................394Referências...........................................................................................................................394Na Próxima Unidade............................................................................................................394Unidade 8: Demonstração do valor adicionado...............................................................395Objetivos de sua Aprendizagem...........................................................................................395Você se lembra?...................................................................................................................395Introdução............................................................................................................................3968.1  Conceito........................................................................................................................3978.2  Objetivo.........................................................................................................................3998.3  Outras informações acerca da Demonstração do Valor Adicionado.............................4008.4  Norma brasileira de contabilidade................................................................................4028.5  Demonstração do valor adicionado dos exercícios findos em 31 dedezembro, em milhares de reais...........................................................................................4068.6  Exercício Resolvido......................................................................................................4088.7  Artigo sobre Distribuição de Riqueza no Brasil ..........................................................411Atividades............................................................................................................................413Reflexão...............................................................................................................................414
  10. 10. Leituras Recomendadas................................................................................................. 414Referências..................................................................................................................... 415Na Próxima Unidade...................................................................................................... 416Unidade 9: Demonstração do fluxo de caixa............................................................. 417Objetivos de sua Aprendizagem..................................................................................... 417Você se lembra?............................................................................................................. 417Introdução...................................................................................................................... 4189.1  Conceito.................................................................................................................. 4189.2  Objetivo e comparação com a DRE........................................................................ 4199.3  Histórico do fluxo de caixa..................................................................................... 4249.4  Classificação das atividades.................................................................................... 4259.5  Fluxo das operações................................................................................................ 4269.6  Método Direto......................................................................................................... 4269.7  Método Indireto...................................................................................................... 4279.8  Método Direto x Método Indireto........................................................................... 4279.9  Fluxo dos financiamentos....................................................................................... 4289.10  Fluxo dos investimentos....................................................................................... 4299.11  Transação de Investimento e Financiamento sem efeito no Caixa....................... 4309.12  Vantagens do Fluxo de Caixa................................................................................ 4309.13  Desvantagens do Fluxo de Caixa.......................................................................... 431Exercício Resolvido....................................................................................................... 4319.14  Modelo de fluxo de caixa para facilitar a análise.................................................. 4379.15  Notas explicativas................................................................................................. 4389.16  Quadros Analíticos Sulementares......................................................................... 4399.17  Comentários do autor ........................................................................................... 4399.18  Relatório da diretoria............................................................................................ 439Atividades...................................................................................................................... 440Reflexão......................................................................................................................... 441Leituras recomendadas................................................................................................... 441Referências..................................................................................................................... 441
  11. 11. Apresentação A Faculdade Interativa COCPrezado acadêmico(a)Bem-vindo(a) à Faculdade Interativa COC. Temoso prazer de recebê-lo(a) no novo segmento desta insti-tuição de ensino que já possui mais de 40 anos de experi-ência em educação.A Faculdade Interativa COC tem se destacado pelo usode alta tecnologia nos cursos oferecidos, além de possuir corpodocente formado por professores experientes e titulados.O curso, ora oferecido, foi elaborado dentro das DiretrizesCurriculares do MEC, de acordo com padrões de ensino superior damais alta qualidade e com pesquisa de mercado.Assim, apresentamos neste material o trabalho desenvolvido pe-los professores do COC que, junto à tecnologia da informação e comu-nicação, proporciona ensino inovador e sempre atualizado.Este livro juntamente com o AVA – Ambiente Virtual de Apren-dizagem – e a teleaula integram a base que viabiliza os estudos. Estematerial tem como objetivo ser a base dos conhecimentos necessários àsua formação, além de auxiliá-lo(a) nos estudos e incentivá-lo(a), com asindicações bibliográficas de cada capítulo, a aprofundar cada vez maisseus conhecimentos.Procure ler os textos antes de cada aula para poder acompanhá-lamelhor e, assim, interagir com o professor nas aulas ao vivo. Não deixepara estudar no final de cada módulo somente com o objetivo de pas-sar pelas avaliações; procure ler este material, realizar outras leiturase pesquisas sobre os temas abordados e estar sempre atualizado,afinal, num mundo globalizado e em constante transformação, épreciso estar sempre “ligado”, atualizado e informado.Procure dedicar-se ao curso que você escolheu, aprovei-tando-se do momento que é fundamental para sua formaçãopessoal e profissional. Leia, pesquise, acompanhe as aulas,realize as atividades on-line, você estará se formandode maneira responsável, autônoma e, certamente, farádiferença no mundo contemporâneo.Sucesso!Apresentação
  12. 12. ApresentaçãoApresentaçãoO Módulo 3.1Caros alunos(as)A contabilidade é, atualmente, uminstrumento fundamental para auxiliar naadministração das organizações, pois tem comoprincipal objetivo a geração de informações paraembasar as decisões a serem tomadas, bem como, re-duzir o seu grau de incerteza. Para isso, identifica, regis-tra, mensura, e possibilita a análise e a predição dos even-tos econômicos que alteram o patrimônio de uma empresa.Uma organização que não dispõe de um sistema contábil ágil eeficaz para evidenciar as oscilações e as mutações relevantes emseu patrimônio e no resultado de suas operações e transações, emresposta às ameaças e às oportunidades impostas pelo atual ambien-te dos negócios, não estará apta a garantir a continuidade do empre-endimento no tempo.Assim, as informações geradas pela contabilidade e relatadas pormeio das demonstrações contábeis e demais relatórios financeiros são ferra-mentas imprescindíveis para o entendimento da posição passada, da situaçãoatual e, principalmente, das expectativas futuras garantindo, dessa forma, aosusuários e gestores responsáveis pelos destinos da organização, informaçõespara instruir o processo decisório com um grau de confiabilidade compatívelcom o atual ambiente econômico e mercadológico.Serão tratados aspectos da contabilidade de custos para um emba-samento no planejamento e no controle empresarial permitindo, assim,um ferramental completo para a análise na tomada de decisão. Paraisso, conheceremos o histórico da contabilidade de custos, comosurgiu, porque evoluiu; apresentaremos as expressões: contabilida-de de custos, contabilidade financeira e contabilidade gerencial;conheceremos as principais terminologias utilizadas nessa con-tabilidade e os princípios contábeis que aqui cabem; conhe-ceremos os métodos de custeio como: custeio por absorção,custeio por absorção com departamentalização, custeiovariável e custeio baseado em atividades, suas vanta-gens e desvantagens.Por fim, entraremos na partegerencial do curso com aplicação da contabilidadede custos nos cenários envolvendo tomada de
  13. 13. decisão e analisando variações de mão de obra e matéria-prima, ponto deequilíbrio contábil, ponto de equilíbrio econômico e ponto de equilíbriofinanceiro, bem como a importância e como considerar o custo de oportu-nidade no processo decisório.A disciplina de contabilidade intermediária constitui-se em umadas matérias básicas do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Inte-rativa COC (FIC). Por meio dela, o aluno tomará conhecimento de novosconceitos que consideramos fundamentais para a continuidade do cursoe para a formação profissional do contabilista. Esses conceitos surgem apartir de algumas reflexões, como o papel da contabilidade diante da so-ciedade, isto é, qual a função da contabilidade? Quem pode se beneficiarcom as informações geradas por ela ? Vamos buscar essas respostas espe-cificamente na unidade 1 da apostila. Além disso, vamos aprender novoslançamentos contábeis relacionados às operações financeiras, entre asquais, aplicações financeiras e empréstimos. O aluno também vai conhe-cer as demonstrações contábeis, tais como demonstração das mutaçõesdo patrimônio líquido, demonstração de lucros e prejuízos acumulados,demonstração de fluxo de caix e, demonstração do valor adicionado. Alémde aprender a elaborar essas demonstrações, o aluno vai observar que elasatendem a propósitos diferentes na contabilidade, mas que juntas repre-sentam uma fonte considerável de riqueza informacional para os usuáriosdos conhecimentos contábeis.Mas, devemos ressaltar que o estudo de nosso aluno não deve selimitar a essa apostila. É necessário buscar informações em material com-plementar como livros, sites da Internet, revistas da área etc. É importanteacompanhar os pronunciamentos técnicos que já foram publicados e osque estão sendo publicados pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis,os quais trazem muitas mudanças que, gradualmente, estão sendo incor-poradas à contabilidade.Paula Carolina Ciampaglia NardiRicardo Luiz Menezes da Silva
  14. 14. ApresentaçãoApresentaçãoContabilidade e análi-se de custosA disciplina de contabilidade de custos é bas-tante importante e envolve qualquer tipo de em-presa, seja ela industrial, seja de revenda, de serviços,entre outras; inclusive é de grande utilidade para nossocontrole pessoal, afinal todos nós temos custos. Por exemplo,temos contas a pagar para manter nossa casa (como contas deágua, supermercado, vestuário, remédios), mensalidade de esco-las, clubes, presentes aos familiares etc. e temos também nossa ren-da, nosso salário. Dessa forma, devemos equilibrar nossa renda comnossos gastos, caso contrário, ficaríamos devendo no supermercado, naescola etc.A mesma coisa ocorre com empresas. Elas precisam controlar o quegastam para definir seus preços de venda e, assim, suas receitas, as quais de-vem ser suficientes para arcar com suas responsabilidades (pagar suas contas)e gerar resultados positivos para que a empresa consiga manter sua continuida-de e alcançar o custo de oportunidade dos investidores.O auxílio vem da contabilidade de custos! E, nesse contexto, ela é útilpara fornecer informações:1. para a empresa planejar novos produtos;2. para a empresa estimar preço de venda;3. para a empresa identificar quais produtos são mais lucrativos ou que mais contribuem para o resultado da empresa;4. para a empresa identificar se compensa produzir determinado produto ou terceirizar.A ideia de estudar contabilidade de custos é permitir compreender sua im-portância e, principalmente, saber aplicar a técnica de custos tanto no mundo cor-porativo (empresas) quanto em sua própria gestão como pessoa física. A aplicaçãoprática desta disciplina é de fácil entendimento ao contabilista, sendo ele capaz deresponder questões do tipo:• Qual dos produtos é mais rentável?• Existem produtos que não geram lucro? Vale a pena continuar com eles?• Quantas unidades é preciso vender para não ter prejuízo?• Quanto custa para abrir as portas da minha empresa todos os dias e mantê-la funcionando?Justamente buscando respostas para perguntas como es-sas é que devemos estudar contabilidade de custos.Paula Carolina Ciampaglia Nardi
  15. 15. Unidade1Introdução à contabili-dade de custosProcesso de ensino-aprendizagemNesta primeira unidade, vamos conhecero histórico da contabilidade de custos, comosurgiu, por que evoluiu, bem como apresentar asprincipais diferenças entre as expressões: Contabilida-de de Custos, Contabilidade Financeira e ContabilidadeGerencial.Objetivos de sua aprendizagemApós este capítulo, você será capaz de:descrever como surgiu a Contabilidade de Custos, entendendo seunascimento e evolução;compreender a diferença entre custos industriais e custos comerciais;Diferenciar Contabilidade de Custos, Contabilidade Gerencial e Con-tabilidade Financeira.Você se lembra?Você alguma vez já se confundiu com as expressões “Contabilidade Fi-nanceira”, “Contabilidade de Custos” e “Contabilidade Gerencial”? Seráque existe diferença entre estas três expressões? Será que são conceitosque se assemelham? Completam-se ou são antagônicos? Essas dúvidasserão sanadas mediante a explanação acerca da cronologia do apareci-mento de cada expressão.
  16. 16. 16Contabilidade e análise de custosIntroduçãoEste capítulo tem como objetivo levar o aluno ao conhecimento decomo surgiu e evoluiu a Contabilidade de Custos, apresentando o momentodo surgimento de expressões como: Contabilidade Financeira, Contabilidadede Custos e Contabilidade Gerencial. Tem-se ainda a preocupação de de-monstrar o papel da Contabilidade de Custos no fornecimento de informaçõespara planejamento de novos produtos e também na avaliação deles. Assim, aContabilidade de Custos fornece aos administradores as informações necessá-rias para tomarem decisões, permitindo melhor entendimento das atividadesdos administradores e contadores dentro da organização. Deste modo, a preo-cupação deste capítulo é guiar os alunos a conhecerem os desafios que os ad-ministradores enfrentam e como a contabilidade gerencial poderá auxiliar nasinformações sobre quais os melhores e mais adequados meios para enfrentaros desafios no seu cotidiano.Histórico da contabilidade de custos1.1 Se você imagina contabilidade como um universo de números aserem somados, selecionados e acompanhados, você ficará surpreso, poisa moderna Contabilidade de Custos é mais do que números. Mas, antesdisso, veremos que o advento da Contabilidade de Custos deu-se após aRevolução Industrial no século XVIII, pois até esse momento quase sóexistia a Contabilidade Financeira (ou Geral), que se desenvolveu na EraMercantilista, a qual estava bem estruturada para servir as empresas co-merciais (MARTINS, 2003).Acontabilidadesedesenvolveuhámuitotempo,quandofazendeirospré--históricos usavam pedras para contar seus bens. ���������������������Historiadores demons-traram que informes contábeis têm sido pre­parados há milhares de anos.Registros contábeis, remontando às antigas civilizações, foram encontra-dos gravados em blocos de pedra.�������������������������������������Os sumérios, por exemplo, usavam ci-Os sumérios foram provavelmente os primeiros povos a habitar o sul daMesopotâmia por volta de 5000 a.C. Os sumérios ficaram conhecidos pelo desenvol-vimento da escrita cuneiforme (assim chamada porque o registro era feito em placas deargila com auxílio de estilete que imprimia traços com forma de cunha) e, desde o quartomilênio a.C., possuíam um complexo e completo sistema de controle da água dos rios.Realizavam obras de irrigação, barragens e diques e utilizavam técnicas de metalurgia dobronze. Sua organização social influenciou muitos povos que os sucederam na região.
  17. 17. 17Introdução à contabilidade de custos – Unidade 1EAD-10-CC3.1lindros ou esferas ou outra forma para contar e especificar o bem, o donoe o número de bens, guardando esses cilindros/esferas em bolas ocas deargila e rotulando do lado de fora com símbolos quem eram os donos, onúmero e o tipo de produto em questão.11060600360036000pequeno conebilhagrande conegrande cone perfuradoesferaesfera perfuradaFonte: www.portalsaofrancisco.com.br e www.mlahanas.de/Greeks/ArchimedesSolids.htmFigura 1 – Sistema de controle dos Sumérios e Luca PacioliNo século XV, Luca Pacioli escreveu o primeiro livro, publicadoem Veneza em 1494. Summa de Arithmetica, Geometria, Propostioni etProportionalita é um didático sobre contabilidade que desenvolve as par-tidas dobradas, ou seja, tudo que for registrado de um lado deve ter suarepresentatividade em outro (são os débitos e os créditos). Pacioli �������descre-veu os fundamentos de um sistema contábil de partidas dobradas bastantefuncional –para cada débito(s), um crédito(s) correspondente. A necessi-dade de registrar informações sobre transações comerciais tem existidoFoi um monge franciscano e célebre matemático taliano. Em 1475, tornou-seo primeiro professor de matemática da Universidade de Perugia. No ano de 1494, foipublicada em Veneza sua famosa obra Summa de Arithmetica, Geometria proportioni etpropornaliti (“Coleção de conhecimentos de Aritmética, Geometria, proporção e propor-cionalidade”). Pacioli tornou-se famoso devido a um capítulo deste livro que tratava so-bre contabilidade: “Particulario de computies et Scripturis”. Nesta secção do livro, Paciolifoi o primeiro a descrever a contabilidade de dupla entrada, conhecido como métodoveneziano (“el modo de Vinegia”) ou ainda “método das partidas dobradas”.
  18. 18. 18Contabilidade e análise de custosdesde que as pessoas têm comercializado entre si nos mercados de troca.Isso demonstra que a Contabilidade Financeira surgiu de organizações co-merciais com o principal intuito de avaliar permutas e, na realidade, tevegrande avanço na chamada Era Mercantilista (LEONE, 2000).De acordo com Martins (2009), até a Revolução Industrial (séculoXVII), praticamente só havia a Contabilidade Financeira, também co-nhecida como Contabilidade Geral, como já dito. O consumo de bense serviços é inerente à condição humana e ocorre desde os primórdiosda civilização. Antes da Revolução Industrial, o tipo inicial de empresaque se desenvolveu foram as empresas comerciais ou de manufatura.Tais empresas tinham como principal negócio a comercialização de produtosproduzidos de forma manufatureira por outras famílias – por exemplo: compra erevenda de tapetes, artesanatos, vasos de cerâmicas etc. Estas mercadorias eramcompradas de tais famílias e revendidas em feiras ou em viagens marítimas.Naquela época, de empresas artesanais, a apuração do resultado decada período tinha como foco o controle de inventário ou estoque físico eelaboração e fechamento do Balanço Patrimonial. �����������������������O resultado de cada pe-ríodo para a elaboração do balanço em seu final era dado pelo levantamentodos estoques em termos físicos; quanto aos valores monetários, eram obti-dos pelo montante pago por item estocado. Assim, pela diferença de quantopossuía de estoques iniciais, adicionando as compras do período e com oestoque existente, apurava o valor da aquisição das mercadorias vendidas,ou Custo da Mercadoria Vendida (CMV), da seguinte maneira:CMV = E + C – EEm que:CMV = Custo das Mercadorias VendidasEI = Estoques iniciaisC = ComprasEF = Estoques FinaisDesse modo, era possível elaborar a Demonstração de Resultados daempresa comercial pela confrontação do resultado com as receitas obtidaspelas vendas, chegando ao lucro bruto, do qual se deduziam as despesasnecessárias para manutenção da entidade.
  19. 19. 19Introdução à contabilidade de custos – Unidade 1EAD-10-CC3.1Vendas líquidas XXX(–) Custo das Mercadorias Vendidas (XXX)Estoques iniciais XXX(+) Compras XXX(–) Estoques Finais (XXX)(=) Lucro Bruto XXX(–) Despesas (XXX)Comerciais (Vendas) (XXX)Administrativas (XXX)Financeiras (XXX)(=) Resultado Antes do Imposto de Renda XXXTabela 1 – Cálculo da Demonstração de Resultados em empresas de ManufaturaSegundo Martins (2009), os bens ou os serviços eram produzidospor pessoas ou grupos de pessoas, poucos dos quais se constituíam comoentidades jurídicas. As empresas da época sobreviviam do comércio, enão da fabricação, por isso a facilidade em verificar e acompanhar o valorde compra dos bens existentes. Era uma verificação objetiva e comprová-vel, bastava verificar os documentos da aquisição.Vamos resolver um exemplo de cálculo do Custo da MercadoriaVendida (CMV). A empresa EcoMad tinha 10 mesas que custaram R$50cada uma. Comprou mais 4 mesas a R$50 cada uma e ficou com estoquefinal de 3 mesas. Qual o custo da mercadoria vendida? Qual a Demonstra-ção de Resultados da EcoMad se cada mesa é vendida a R$70?O Custo da Mercadoria Vendida seria:Qtd Valor TotalEstoque Inicial 10 $ 50 $ 500(+) Comprar 4 $ 50 $ 200(–) Estoques Finais –3 $ 50 $ –150(=) Custo da Mercadoria Vendida 11 $ 50 $ 550
  20. 20. 20Contabilidade e análise de custosA Demonstração de Resultados seria:Qtd Valor TotalVendas Líquidas 11 $ 70 $ 770(=) Custo da Mercadoria Vendida 11 $ 50 $ (550)Estoque Inicial 10 $50 $ 500(+) Comprar 4 $ 50 $ 200(–) Estoques Finais 3 $ 50 $ (150)(=) Lucro Bruto $ 220(–) Despesas $ (170)Vendas $ 70Administrativas $ 60Financeiras $ 40(=) Resultado Líquido $ 50CompraVendeEmpresa Comercial Empresa IndustrialVendeCompraMDTransformaMOD + CIFCrepaldi(2009,p.4)Figura 2 – Exemplo de empresa comercial e industrialPara os autores Horngren, Datar e Foster (2004), a ContabilidadeGerencial e a Financeira têm diferentes objetivos. A Contabilidade Geren-cial mede e relata informações financeiras e não financeiras que ajudam osadministradores a tomar decisões para alcançar objetivos de uma organi-zação para fins estratégicos, baseando-se em demonstrativos internos.A Contabilidade Financeira concentra-se em demonstrativos paragrupos externos, baseando-se em princípios contábeis geralmente acei-tos, que iremos conhecer neste mesmo capítulo. Os administradores sãoresponsáveis pelos demonstrativos financeiros emitidos para investidores,órgãos reguladores do governo e outros interessados externos a organiza-ção.
  21. 21. 21Introdução à contabilidade de custos – Unidade 1EAD-10-CC3.1A contabilidade de custos fornece informações tanto para a Contabi-lidade Gerencial quanto para a Financeira.Segundo Padoveze (2003), foi com o surgimento das empresas in-dustriais que surgiu a diferença fundamental entre o custo dos produtosdas empresas comerciais e o custo dos produtos nas empresas industriais.As empresas comerciais têm só um insumo para custo das mercadoriasadquiridas para revenda, enquanto as empresas industriais têm de utilizarvários insumos para o processo de obtenção (produção) dos produtos.Assim, foi necessária uma adaptação seguindo o mesmo entendimentocom a formação dos critérios de avaliação de estoques no caso industrial.Com principal enfoque da Contabilidade de Custos na mensuraçãomonetária dos estoques e do resultado e não a de um instrumento de ad-ministração, ela passou a ser vista como uma eficiente forma de auxílio nodesempenho gerencial.Martins(2009,p.22)ContabilidadeFinanceiraContabilidadede CustosContabilidadeGerencialSistemaOrçamentárioSistema de Informações GerenciaisFigura 3 – Sistema de Informações GerenciaisPodemos dizer que a Contabilidade de Custos tem duas funções re-levantes: o auxílio ao Controle – fornecendo dados para o estabelecimentode padrões, orçamentos e demais previsões e acompanhamento efetivopara comparabilidade – e a ajuda às tomadas de decisões sobre medidasde introdução ou corte de produtos, administração de preços de venda,opção de compra ou produção etc.O sistema de informações gerenciais, aquele que contém as informa-ções necessárias para que o gestor ou o administrador da empresa possa tomardecisão, é formado por informações provenientes da Contabilidade Financei-ra, da Contabilidade de Custos, pela Contabilidade Gerencial e pelo controleorçamentário. Esses quatro tipos de fonte de informação interagem entre si,um fornece informações ou bases para o outro, eles se complementam.
  22. 22. 22Contabilidade e análise de custosPrincípioscontábeis aplicadosà Contabilidade de CustosindustrialComo visto e exposto por Martins (2009),o valor dos estoques dos produtos fabrica-dos pelas empresas deveria representar, defato, o montante equivalente ao valor de com-pras. Dessa forma, passaram a fazer parte docusto dos produtos os valores dos fatoresde produção que eram necessários parasua obtenção.Podemos, assim, concluir que administrar custos constitui parte dasestratégias de administração e sua implementação colocada em ação.As instituições vivem atualmente uma fase emque a concorrência é cada vez mais acirrada.Existem demasiadas pressões quanto a res-ponsabilidades sociais, uma necessidadecontínua de aperfeiçoamento tecnológi-co e de processos, um número cada vezmaior de consumidores exigindo pro-dutos de alta qualidade, funcionais e debaixo custo e uma pressão oriunda dosefeitos da globalização a partir da possi-bilidade de novos entrantes no mercado.Embasada neste contexto, qualquer em-presa passa a ter uma principal preocupação:sobreviver na nova conjuntura sócio-econômica mundial.Características da Contabilidade de Custos1.2 A Contabilidade de Custos pode ser definida como o segmento ou áreada Contabilidade que trata especificamente deelaborar técnicas, métodos, procedi-mentos e fundamentos teóricos vi-sando à mensuração, à classifica-ção e à avaliação das mutaçõespatrimoniais relacionadas àsoperações internas da empre-sa, objetivando a obtenção docusto de determinados bensou serviços (IUDÍCIBUS,2000). Tais custos irão comporo valor do estoque e o custo doproduto ou serviço vendido.Inicialmente, a Contabilidade deCustos tinha o objetivo principal de avaliar os estoques e os custos parademonstração de resultado em nível de divulgação das demonstraçõescontábeis aos usuários externos. Contudo, atualmente, a Contabilidade deCustos tornou-se um importante instrumento gerador de informações paraplanejamento, controle e tomada de decisões internas à empresa.Conexão:Para conhecer mais a respei-to da Contabilidade Financeira e daGerencial, leia o artigo Diferenciaçõesentre a contabilidade financeira e a contabili-dade gerencial: uma pesquisa empírica a partirde pesquisadores de vários países, escrito porFrezzati, Aguiar e Guerreiro, publicado na Re-vista de Contabilidade e Finanças, número 44de 2007. Para obter artigo, basta acessar osite da revista: www.fea.usp.br/revista.
  23. 23. 23Introdução à contabilidade de custos – Unidade 1EAD-10-CC3.1Martins (2009) lista três grupos dentro dos quais a Contabilidade deCustos pode cumprir seu papel. São eles:Inventariar e ativar os produtos fabricados e vendidos1. Conhecer o valor final dos produtos acabados e em processamento;confeccionar demonstrativos do custo de produção de cada produto fabri-cado; elaborar demonstrativos do CPV (Custo dos Produtos Vendidos),CMV (Custo da Mercadoria Vendida) e ainda o custo dos Serviços Presta-dos; elaborar demonstrativos de resultados.Planejar e controlar as atividades2. econômicas:Analisar o comportamento dos custos,tanto por meio de análise vertical quanto deanálise horizontal; promover orçamentosempresariais com base no custo de fabrica-ção; estabelecer o custo-padrão de fabrica-ção; definir as responsabilidades no processo deprodução; decidir sobre o preço de venda de cadaitem de produção; determinar o volume da produção (além do ponto deequilíbrio, porém dentro da capacidade física da empresa).Servir como instrumento para tomada de decisão:3. Eliminar, criar, aumentar ou diminuir a linha de produção de certosprodutos; produzir ou adquirir já pronto no mercado; formar preço de ven-da ou princing; aceitar ou não encomendas; alugar ou comprar, terceirizarou produzir.O objetivo de mensurar estoques eresultado da empresa não deixou deser um dos focos da Contabilidadede Custos. Porém, a função decontrole e auxílio à tomada dedecisão passou a ser determi-nante para a eficácia de umsistema de custos no que tangeà satisfação das necessidadesdos usuários da ContabilidadeCom relação ao processode contabilidade de custos, apesarSegundoLeone (2000), custearnão significa apenas determinarou calcular custos, mas sim apurar oscustos. Assim, o processo da Contabilidadede Custos pode ser resumido nas seguintesfases:1. Coleta dos dados;2. Acumulação dos dados;3. Organização dos dados;4. Processamento dos dados;5. Análise dos dados;6. Interpretação das informações geradas;7. Apresentação das informações edo resultado.Conexão:Mais aspectos sobre osconceitos e as diferenças entre aContabilidade Financeira e Gerencialpodem ser obtidos pela deliberaçãonúmero 29 de 1986 – Estrutura conceitualbásica da contabilidade da Comissãode Valores Mobiliários – CVM, no site:www.cvm.gov.br
  24. 24. 24Contabilidade e análise de custosde todo o avanço encontrado na Contabilidade de Custos, pode ser obser-vado que o processo básico para chegar aos objetivos almejados por estacontabilidade não foi modificados, mas sim otimizado.Contabilidade de Custos versus Contabilidade1.3 FinanceiraPara finalizar os aspectos da Contabilidade de Custos e da Contabi-lidade financeira, segue um quadro resumo:Contabilidade Financeira Contabilidade GerencialObjetivoReportar desempenho pas-sadoBase para tomada de decisõesinternasFeedback e controle de desem-penhoUsuárioExternos: investidores, cre-dores, sociedade, governoInternos: administradores, exe-cutivosMomentoHistórica, com base em da-dos passadosPresente, com foco no futuroInformaçãoDe cunho financeiro, sendoauditável e verificávelMensuração física e operacionaldos processos, sendo subjetiva esujeita a juízo de valorLimitaçõesDeve seguir as normas con-tábeisDesregulamentadaAtividadesAs funções gerenciais mais relevantes da Contabilidade de Custos são:01. auxílio ao controle e apuração de imposto de renda.a) ajuda à tomada de decisão e levantamento de balanço.b) auxílio ao controle e ao processo de tomada de decisão.c) valoração dos estoques físicos e tomada de decisões.d) auxílio ao controle e à valoração dos estoques físicos.e)
  25. 25. 25Introdução à contabilidade de custos – Unidade 1EAD-10-CC3.1A contabilidade de custos surgiu da Contabilidade Financeira a par-02. tir:do século xx.a) da era mercantilista.b) do aparecimento da escrita.c) da globalização do mercado e a crescente necessidade de informaçõesd) sobre custos.da revolução industrial.e) Como eram avaliados os custos das mercadorias vendidas até o século03. XVIII (era mercantilista)?Pelo método do custo de reposição.a) Por meio da contabilidade de custos.b) Com o serviço de especialistas em avaliação de bens.c) CMV = Estoque inicial + Compras – Estoque final.d) Nenhuma das alternativas anteriores está correta.e) A papelaria Stuart compra e revende livros das editoras. Em fevereiro04. do ano passado, ela apresentou um estoque inicial de $20.000 em livros ecomprou mais $30.000,00 em mercadorias. Os livros são vendidos para es-colas do ensino fundamental, sendo que, após as vendas de fevereiro desteano, a Stuart apurou um estoque final de $15.000. Qual o CMV da empresano final de fevereiro deste ano?
  26. 26. 26Contabilidade e análise de custosReflexãoCom o nascimento das indústrias e a criação da contabilidade so-cietária, a contabilidade de custos nasceu para dar um apoio por meiode informações sobre os produtos produzidos, vendidos e em estoque.Contudo, a evolução das empresas foi tamanha que a Contabilidade deCustos também evoluiu e, na sua vertente gerencial, passou a ser peçafundamental para apoio no controle e na tomada de decisão. Sem demora,havia a necessidade de integração da Contabilidade de Custos, Financeira/Societário, Gerencial e Orçamentária, completando o sistema de informa-ção das empresas.Para maior eficácia no processo de informação, desenvolveram-sealgumas terminologias para a Contabilidade de Custos, necessárias para acompreensão da disciplina como um todo.Ainda no processo de evolução da Contabilidade, os princípioscontábeis observados para a elaboração de Balanços e Demonstrações deResultados foram auditados pelo Fisco e pela Auditoria Externa (Indepen-dente) e têm aplicação na Contabilidade de Custos.Tem-se ainda a preocupação de demonstrar o papel da Contabilida-de de Custos no fornecimento de informações para planejamento de novosprodutos e na avaliação deles. Assim, a Contabilidade de Custos forneceaos administradores as informações necessárias para tomarem decisões,permitindo melhor entendimento das atividades dos administradores e doscontadores dentro da organização.Leituras recomendadasIUDÍCIBUS, S. Teoria da Contabilidade. São Paulo: Atlas, 2000HANSEN, Don R. ; MOWEN, Maryanne M. Gestão de Custos: con-tabilidade e controle. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2001.RIBEIRO, O. M. Contabilidade de Custos. São Paulo: Saraiva, 2009.
  27. 27. 27Introdução à contabilidade de custos – Unidade 1EAD-10-CC3.1ReferênciasCREPALDI; S.A. Curso básico de Contabilidade de Custos. 4. ed.São Paulo: Atlas, 2009.GARRISON, R.H. ; NOREEN, E.W. Contabilidade Gerencial. 9. ed.Rio de Janeiro: LTC, 2001.HORNGREN, Charles T.; DATAR, Srikant M.; FOSTER, George.Contabilidade de Custos: uma abordagem gerencial. Tradução: Ro-bert Brian Taylor. 11. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2004.LEONE, G. S. G. Custos-Planejamento: implementação e controle.3. ed. São Paulo: Atlas, 2000.MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. 9. ed. São Paulo: Atlas,2009.PADOVEZE, C. L. Curso básico gerencial de custos. São Paulo: Pio-neira Thomson Learnig, 2003.
  28. 28. 28Contabilidade e análise de custosNa próxima unidadeNa próxima unidade, serão apresentados ao aluno os princípioscontábeis geralmente aplicados à Contabilidade de Custos. Veremos quea Demonstração de Resultados (DRE) de uma empresa, bem como seuBalanço Patrimonial, é baseada em tais princípios. Fazendo uma relaçãocom o conteúdo da unidade 1, veremos que a Contabilidade de Custosdeve atender a uma gama de usuários, como fonte de informação, sendoque cada um deles possui necessidades diversas e muitas vezes distintas.Portanto, as informações aos usuários externos têm que ser adequadaspara atender às necessidades dos mais diversos usuários, como fornecedo-res, clientes, governo, investidores, analistas, instituições financeiras entreoutras. Assim, devem-se estabelecer padrões, os quais devem ser seguidospelas empresas para permitir a comparabilidade das informações quandoo usuário analisa mais de uma empresa ou a mesma empresa em mais deum período. Isso não é necessário para os usuários internos da empresa, osquais usarão a Contabilidade Gerencial.Conheceremos, ainda, algumas terminologias aplicadas à Contabi-lidade de Custos como forma de manter boa comunicação entre os usuá-rios.
  29. 29. Unidade2Terminologia contábilProcesso de ensino-aprendizagemNesta unidade, vamos conhecer asprincipais terminologias utilizadas na Con-tabilidade de Custos, bem como os princípioscontábeis geralmente aceitos que são aplicados naContabilidade de Custo.Objetivos de sua aprendizagemApós este capítulo, você será capaz de:identificar os principais conceitos relacionados a custos;1. descrever os princípios contábeis aplicados à Contabilidade de2. Custos;compreender que, na Contabilidade de Custos, termos tratados3. no cotidiano como sinônimos possuem significados particula-res;diferenciar o gasto do desembolso para questões de gerencia-4. mento de empresas; econceituar de formas distintas custos, despesas, perdas, inves-5. timentos, desperdícios.Você se lembra?No dia a dia, utilizamos expressões como: “Quanto custou sua blusanova?”, “Vamos investir em novas máquinas ou nos funcionários?”, “Osgastos com treinamento de funcionários foram um bom investimento?”,“As despesas aumentaram muito este mês!”. É muito comum citarmostermos como: “custo”, “despesa”, “gasto”, “investimento” quandonos referirmos a sacrifícios que fazemos para obter certos bens ouserviços.Tais expressões estão presentes na vida das pessoas o tempotodo, afinal consumimos coisas desde que nascemos. Contu-do, é importante ressaltar que o significado destas expres-sões adquire aspectos particulares na Contabilidade deCustos, ao serem essas expressões utilizadas na análisee na gestão de custos das empresas. Aprenderemos adiferenciar esses aspectos nesta unidade.
  30. 30. 30Contabilidade e análise de custosIntroduçãoEste capítulo tem como objetivo levar o aluno ao conhecimento dosprincipais conceitos relacionados a custos que são necessários para a com-preensão da disciplina como um todo.A contabilidade de custos é uma fonte de informação importante quedeve atender a diversos usuários, por exemplo: investidores, acionistas, ins-tituições financeiras, fisco, entre outros. Tais usuários possuem objetivos in-formacionais distintos, com necessidades diversas. Assim, a informação ge-rada pela empresa tem que ser a mais adequada possível, para poder atenderàs necessidades dos mais diversos usuários, como fornecedores, clientes,governo, investidores, analistas, instituições financeiras, entre outras. Paraisso, existe a necessidade de estabelecermos padrões de linguagem, para fa-cilitar a comunicação e seguir alguns princípios, para garantir comparabili-dade, entre outros aspectos, nas demonstrações fornecidas pelas empresas.Terminologia contábil2.1 De acordo com os autores Garrisson e Noreen (2000), temos aquia pretensão de explicar como se classificam os custos particularmente naempresas industriais.Segundo os autores, os custos estão associados a todos os tipos deorganizações: comerciais, não comerciais, indústria, varejo e de serviços.As categorias dos custos em que se incorre e o modo como eles são classi-ficados dependem do tipo de organização em análise.Para Martins (2003), infelizmente, encontramos em todas as áreas,principalmente nas sociais (e econômicas, em particular), uma abundân-cia de nomes para um único conceito e também conceitos diferentes parauma única palavra. De acordo com o autor, adotaremos a nomenclatura ea conceituação a seguir.Gasto: compra de um produto ou serviço qualquer, que gerasacrifício financeiro para a entidade (desembolso), sacrifício esserepresentado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normal-mente dinheiro).Exemplos de gastos: compra de matéria-prima; aquisição de máqui-nas; energia elétrica consumida entre outros.Vale ressaltar que esse é um conceito extremamente amploque se aplica a todos os bens e serviços adquiridos. Assim, temos:
  31. 31. 31EAD-10-CC3.1Terminologia contábil – Unidade 2gasto com a compra de matéria-prima, gasto com mão de obra, gas-to com honorários da diretoria, gasto na compra de imobilizado etc.Portanto, efetiva-se esse gasto no ato da passagem para a propriedade da em-presa do bem ou serviço, isto é, no momento em que existe o reconhecimentocontábil da dívida assumida ou da redução do ativo dado em pagamento.Desembolso: pagamento resultante da aquisição do bem ouserviço.Exemplos de desembolso: pagamento de materiais a um fornecedor;pagamento de salário aos funcionários; pagamento de impostos, entre outros.O desembolso pode ocorrer antes, durante ou após a entrada da uti-lidade comprada.Investimento: gasto ativado em função de sua vida útil ou debenefícios atribuíveis a futuro(s) período(s).Exemplos de investimento: aquisição de matéria-prima; aquisiçãode máquinas; aquisição de ações de outras empresas etc.Todos os sacrifícios tidos pela aquisição de bens ou serviços (gas-tos) que são “estocados” nos ativos da empresa são especificadamentechamados de investimentos. Como exemplo, tem-se a matéria-prima, queé um gasto contabilizado temporariamente como investimento circulante,e a máquina é um gasto que se transforma em investimento permanente.Custo: gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produçãode outros bens ou serviços (gasto relativo a consumo na produção).Exemplo de custos: matéria-prima consumida; mão de obra direta eindireta aplicada à área produtiva; aluguel e depreciação aplicados na áreaprodutiva.Custo é um gasto, reconhecido como custo quando é relacionado aoconsumo na produção de bens e serviços, para a elaboração de produtosou para a realização de um serviço. Assim, a matéria-prima foi um gastoem sua aquisição que se tornou investimento, e durante um tempo ficouem estoque; no momento da elaboração de um bem, surge o custo damatéria-prima como parte do bem elaborado, que será um novo investi-mento, ficando ativado (estoque) até sua venda.
  32. 32. 32Contabilidade e análise de custosDespesa: bem ou serviço consumido direta ou indiretamentepara a obtenção de receitas (gastos que se destinam às fases de admi-nistração, esforço de vendas e financiamento).Conexão:Para se aprofundar maissobre os assuntos abordadosneste capítulo, vale a pena daruma olhada nos capítulos 1 e 2do livro Contabilidade de Custos,escrito por Osni Moura Ribeiro,publicado pela editora Sarai-va no ano de 2009.Exemplos de despesas: comissões de vendedores; impostos sobrevendas; salários administrativos etc.É a parcela do gasto que ocorre separada das atividades de produçãodos bens e serviços, isto é, são os gastos incorridos durante as operaçõesde comercialização, sendo representada pelo consumo de bens e serviçosna obtenção de receitas.As despesas são itens que reduzem o Patrimônio Líquido (lucro) eque têm a característica de representar sacrifícios no processo de obtençãode receitas.Todo produto vendido e todo serviço ou utilidade transferido pro-vocam despesa, isto é, toda parcela ou totalidade do custo que integra aprodução vendida é despesa, sendo chamada de Custo do Produto Vendi-do (CPV) ou Custo do Serviço Prestado (CSP). A mercadoria adquiridapor uma loja comercial, de maneira geral, é um gasto e, especificamente,um investimento, que se transforma em uma despesa no momento do re-conhecimento da receita ocasionada pela venda, sem passar pela fase decusto, sendo assim denominado Custo da Mercadoria Vendida (CMV).Perda: bem ou serviço consumido de forma anormal ou involuntária.É um gasto que tem como característica a anormalidade e a invo-luntariedade que ocorre sem intenção de obtenção de receita. Podemos ci-tar, como exemplos, perdas com incêndio, obsoletismo de estoques, gastocom mão de obra durante o período de greve etc.Perdas de valores irrelevantes são consideradas como custo ou despesa.Assim como as despesas, as perdas são itens quereduzem o Patrimônio Líquido (lucro).Princípios contábeis aplicados à Conta-bilidade de CustosA partir de agora, conheceremos osprincípios da contabilidade geralmente acei-tos em razão da vinculação da Contabilidadede Custos com a Contabilidade Financeira soba visão de MARTINS (2003):
  33. 33. 33EAD-10-CC3.1Terminologia contábil – Unidade 2Princípio da realização da receita: determina o reconhecimento con-tábil do resultado (lucro ou prejuízo) apenas quando da realização da receita, aqual ocorre no momento da transferência do bem ou serviço para terceiros.A Contabilidade de Custos, quando aplicada no contexto da Conta-bilidade Financeira, também não pode apurar resultado antes da realiza-ção da receita, podendo servir meramente como ferramenta de previsão decrédito. Do ponto de vista econômico, o lucro já existe durante a elabora-ção do produto. Assim, contabilmente, se a receita só será reconhecida fu-turamente, os valores agregados de gastos, relativos a fatores utilizados noprocesso de produção, vão sendo acumulados na forma de estoques e sóserão considerados despesas futuramente. Este princípio propicia grandesdiferenças entre os conceitos de lucro na Economia e na Contabilidade.Como exemplos, têm-se: construção, produção de bens e serviços,projetos realizados sob a encomenda (os quais exigem longo prazo e quereconhecem sua receita antes da entrega para terceiros e seus custos serãotransformados em despesas antes desse momento).Princípio da Competência ou da Confrontação entre Despesas eReceitas: após o reconhecimento da receita, deduzem-se dela todos os valoresrepresentativos das despesas para sua consecução. Existem dois grandes gruposde despesas: a) despesas especificadamente incorridas para a consecução dasreceitas que estão sendo reconhecidas (por exemplo, a própria despesa relativa aquanto foi o custo de produção do bem vendido); b) despesas incorridas para aobtenção de receitas genéricas, e não necessariamente daquelas que agora estãosendo contabilizadas, (por exemplo, os gastos com finalidade de obtenção dereceitas –despesa de comissão, administrativas e de propaganda).Como encontrar a receita de um produto ou serviço? Paraisso, você irá multiplicar a quantidade de produto vendida ou deserviço prestado pelo preço unitário de venda.Relembrando...Qual a diferença entre regime de caixa e competência?No Regime de Caixa, as receitas e as despesas são reconhecidas daseguinte maneira: no momento do recebimento há a receita e, no mo-mento do pagamento, têm-se as despesas.No Regime de Competência, as receitas e as despesas são reconhecidasno período, independentemente dos recebimentos e dos pagamentos,respectivamente. Seu registro ocorre em função do fato gerador.
  34. 34. 34Contabilidade e análise de custosPrincípio do Custo Histórico como base de valor: os ativos sãoregistrados contabilmente por seu valor original de entrada, ou seja, his-tórico. Em países com inflação não é eficiente, pois o valor do bem podenão ter nada a ver com o seu valor de reposição do estoque nem com ovalor histórico inflacionado ou deflacionado, e muito menos ainda com oseu valor de venda.Consistência ou uniformidade: devido à existência de diversasalternativas para o registro contábil, e todas válidas dentro dos princípiosgeralmente aceitos, deve a empresa adotar uma delas de forma consisten-te. Essa alternativa deve ser utilizada sempre, não podendo a entidade mu-dar de critério em cada período. Se necessária a mudança de procedimen-to, deve a empresa apresentar o fato e o valor da diferença com relação aoque seria obtido se não houvesse a quebra de consistência.Conservadorismo ou prudência: obriga a adoção de um espíritode precaução por parte do contador. Mas não se pode adotar esse espíritode forma indiscriminada, para não haver sub-avaliação intencional da ri-queza da entidade, devendo prevalecer o bom-senso de forma a serem ob-servadas as aplicações do Conservadorismo. As consequências principaisdessa regra contábil serão a avaliação dos estoques e o tratamento a certoscustos de produção.Materialidade ou relevância: desobrigam de um tratamento mais ri-goroso aqueles itens cujo valor monetário é pequeno dentro dos gastos totais.Após conhecer os princípios da contabilidade geralmente aceitos, énecessário distinguir alguns conceitos básicos, tais como custo de produ-ção do período, custo da produção acabada e custo dos produtos vendidosdescritos a seguir, de acordo com (MARTINS, 2003):Custo de produção do período: é a soma dos custos incorridos noperíodo dentro da fábrica.Custo da produção acabada: é a somados custos contidos na produção acabada noperíodo. Podem incidir custos de produ-ção de períodos anteriores existentes emunidades que só foram completadas nopresente período.Custo dos produtos vendidos: éa soma dos custos incorridos na produçãodos bens e serviços que só agora estão sen-do vendidos. Podem também incidir custos deConexão:Para se aprofundar maissobre os assuntos abordadosneste capítulo, bem como para osdemais assuntos, vale a pena con-sultar os artigos publicados nos anaisdo Congresso Brasileiro de GestãoEstratégica de Custos, disponíveisem: www.abcustos.ogr.br.
  35. 35. 35EAD-10-CC3.1Terminologia contábil – Unidade 2produção de diversos períodos, caso os itens vendidos tenham sido produ-zidos em diversos períodos diferentes.Martins,2003(p.47).5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 221 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21Acabadas no MêsEstoqueAnteriorAcabadasCusto de produção Acabada no PeríodoCusto de produção no PeríodoVendidas no Mês EstoqueFinal1/21/42o Mês 4o Mês3o MêsFigura 4 – Outras classificações de custosNa prática, separar custos e despesas é tarefa fácil?Na teoria é simples, basta seguir as definições apresentadas no ca-pítulo, mas na prática a separação não é tão clara e objetiva, conformesalienta Martins (2009). Por exemplo, é comum encontrar uma admi-nistração única, dificultando a separação do que é relacionado com aprodução (custo) e o que não é (despesa). Assim, a empresa precisatomar mais cuidado e considerar a relevância dessa separação, consi-derando o custo e o benefício de tal separação.AtividadesAssinalar falso (F) ou verdadeiro (V) à luz da terminologia contábil:01. ( ) Ao comprar matéria-prima, há uma despesa.( ) Gasto é o sacrifício financeiro com que uma entidade arca para aobtenção de bens e serviços.( ) Custo é incorrido em função da vida útil ou de benefícios atribu-ídos a futuros períodos aos bens e aos serviços produzidos.
  36. 36. 36Contabilidade e análise de custos( ) O custo é incorrido no momento da utilização, do consumo ou datransformação dos fatores de produção.( ) Perdas são bens e serviços consumidos de forma anormal e invo-luntária.Classifique os eventos descritos a seguir em Investimento (I), Custo02. (C), Despesa (D) ou Perda (P).( ) Compra de matéria-prima( ) Consumo de energia elétrica( ) Utilização de mão de obra( ) Consumo de combustível( ) Gastos com pessoal do faturamento (salário)( ) Aquisição de máquinas( ) Depreciação das máquinas( ) Remuneração do pessoal da contabilidade geral (salário)( ) Pagamento de honorários da administração( ) Depreciação do prédio da empresa( ) Utilização de matéria-prima (transformação)( ) Aquisição de embalagem( ) Deterioração do estoque de matéria-prima por enchente( ) Remuneração do tempo do pessoal em greve( ) Geração de sucata no processo produtivo( ) Estrago acidental e imprevisível de lote de material( ) Gastos com desenvolvimento de novos produtos e processos( ) Comissões proporcionais às vendasClassifique os eventos descritos a seguir em Investimento (I), Custo03. (C), Despesa (D) ou Perda (P).( ) Compra de matéria-prima( ) Consumo de energia elétrica( ) Utilização de mão de obra( ) Consumo de combustível( ) Gastos com pessoal do faturamento (salário)( ) Aquisição de máquinas( ) Depreciação das máquinas( ) Remuneração do pessoal da contabilidade geral (salário)( ) Pagamento de honorários da administração( ) Depreciação do prédio da empresa
  37. 37. 37EAD-10-CC3.1Terminologia contábil – Unidade 2( ) Utilização de matéria-prima (transformação)( ) Aquisição de embalagem( ) Deterioração do estoque de matéria-prima por enchente( ) Remuneração do tempo do pessoal em greve( ) Geração de sucata no processo produtivo( ) Estrago acidental e imprevisível de lote de material( ) Gastos com desenvolvimento de novos produtos e processos( ) Comissões proporcionais às vendasSegundo o princípio da Realização, considera-se realizada a receita04. quando:a) do pagamento por terceiros pelo bem ou serviço.b) da transferência do bem ou serviço a terceiros.c) há aumento do caixa em decorrência da venda.d) da diminuição da conta do cliente comprador.e) da apuração do resultado do período da venda.A papelaria Stuart compra e revende livros das editoras. Em fevereiro05. do ano passado ela apresentou um estoque inicial de $20.000 em livros ecomprou mais $30.000,00 em mercadorias. Os livros são vendidos para es-colas do ensino fundamental, sendo que, após as vendas de fevereiro desteano, a Stuart apurou um estoque final de $15.000. Qual o CMV da empresano final de fevereiro deste ano?ReflexãoA contabilidade de custos possui terminologias próprias, fundamen-tais para homogeneizar o entendimento e a comunicação. Tais terminolo-gias, embora pareçam semelhantes às que utilizamos no dia a dia, podemapresentar algumas diferenças. Contudo, conforme salienta Martins(2009, p. 27), custo e despesa são coisas distintas, bem como perda, inves-timento, gasto e desembolso.Com relação a essas terminologias, talvez a separação de custos edespesas seja a mais importante dentre as citadas e explanadas, para usono processo de geração de informação e tomada de decisão.Leituras recomendadasIUDÍCIBUS, S. Teoria da Contabilidade. São Paulo: Atlas, 2000
  38. 38. 38Contabilidade e análise de custosHANSEN, Don R.; MOWEN, Maryanne M. Gestão de Custos: conta-bilidade e controle. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2001.RIBEIRO, O. M. Contabilidade de Custos. São Paulo: Saraiva, 2009.ReferênciasCREPALDI; S.A. Curso básico de Contabilidade de Custos. 4ºed.São Paulo: Atlas, 2009.GARRISON, R.H.; NOREEN, E.W. Contabilidade Gerencial. 9ª ed.Rio de Janeiro: LTC, 2001.HORNGREN, Charles T.; DATAR, Srikant M.; FOSTER, George.Contabilidade de Custos: uma abordagem gerencial. Tradução: Ro-bert Brian Taylor. 11ª ed. São Paulo: Prentice Hall, 2004.LEONE, G. S. G. Custos-Planejamento: implementação e controle.3ºed. São Paulo: Atlas, 2000.MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. 9ª ed. São Paulo: Atlas,2009.PADOVEZE, C. L. Curso básico Gerencial de Custos. São Paulo:Pioneira Thomson Learnig, 2003.Na próxima unidadeNa próxima unidade nós vamos conhecer mais algumas nomencla-turas, como o que são custos diretos e indiretos e o que são custos fixos ouvariáveis, além de como diferenciá-los.Na aula passada, conhecemos algumas classificações de custos. Ve-remos que custos Diretos são aqueles que podem ser diretamente alocadosaos produtos, por meio de uma medida objetiva, como, por exemplo, ocaso da matéria-prima, ao contrário dos Custos Indiretos, que não pos-suem uma medida de alocação direta, sendo necessário o uso de rateio,como, por exemplo, o caso do Aluguel, o da Energia da Fábrica, entreoutros.
  39. 39. 39EAD-10-CC3.1Terminologia contábil – Unidade 2Conhecemos também a diferença entre custos Variáveis e Fixos everemos que o que os difere é o volume de produção. Os custos Variáveissão aqueles que variam conforme a produção, ou seja, quanto mais seproduz, mais se consome e, quanto menos se produz, menos se consome.Os custos Fixos são aqueles que não variam com a produção – eles ocor-rem independentemente do volume produzido.Apesar disso, vale ressaltar que os custos variáveis são fixos porunidade, mas variam no total, enquanto que os custos fixos são fixos nototal, mas variam com a produção.Vamos verificar a aplicação de custos aos produtos e conhecer nossoprimeiro sistema de custeio do curso, o Custeio por Absorção, por meiodo qual todos os custos devem ser alocados aos produtos e apenas eles;sobre rateio, sua subjetividade e o efeito das escolhas de critérios.
  40. 40. 40Contabilidade e análise de custosMinhas anotações:
  41. 41. Unidade3Custos para avaliaçãode estoques: custeio porabsorçãoProcesso de ensino-aprendizagemNa segunda unidade, vamos conhecer maisalgumas classificações ou termos utilizados pelaContabilidade de Custos, bem como apresentar o pri-meiro sistema de Custeio, o Custeio por Absorção comrateio simples, cuja metodologia permite alocar custos aosprodutos.Objetivos de sua aprendizagemConhecer os principais aspectos de apuração de custos.1. Distinguir entre custos diretos e custos indiretos.2. Distinguir entre custos variáveis e custos fixos.3. Verificar a aplicação de custos aos produtos por meio da meto-4. dologia de Custeio por Absorção sem departamentalização.Conhecer os passos para alocar custos aos produtos com uso5. do Custeio por Absorção.Alocar custos aos produtos utilizando diferentes métodos e6. rateio.Entender as implicações do uso de critérios de rateio distintos.7. Você se lembra?Você já levantou o balanço patrimonial e a demonstração de resultadosde uma empresa brasileira de capital aberto? Ou já viu no site de algu-ma empresa SA tal demonstração?A seguir, tem-se uma parte da Demonstração de Resultados daCompanhia Vale:
  42. 42. 42Contabilidade e análise de custosReceita bruta 12.935Minerais e metais 843Serviços de transporte 1.247Vendas de produtos da área de alumínio 265Vendas de produtos siderúrgicos 231Outros produtos e serviços 15.521(436)Impostos e contribuições sobre vendas e serviços 15.085Receita operacional líquidaCustos dos produtos e serviços (6.271)Minerais e metais (538)Serviços de transporte (853)Produtos da área de alumínio (277)Produtos siderúrgicos (221)Outros produtos e serviços (8.160)Figura 5 – Demonstração de Resultados da Companhia ValeNa demonstração de resultados da Vale, há o saldo, em milhões, doCusto dos Produtos e Serviços vendidos no ano de 2008. Você sabia queeste valor é encontrado utilizando-se o Sistema de Custeio por Absorção?Para todas as empresas de capital aberto, há exigência legal de que estesvalores sejam calculados por meio deste sistema de custeio.
  43. 43. 43EAD-10-CC3.1Custos para avaliação de estoques: custeio por absorção – Unidade 3IntroduçãoO objetivo desta unidade é fazer com que o aluno conheça os prin-cipais aspectos da forma de apuração de custos, pois se entende comofunção de acumulação de custos qualquer segmento da entidade em quese deseje apurar custos. Para isso, vamos conhecer outras classificações decustos.Para retomar, na unidade anterior vimos um pouco sobre o histó-rico da contabilidade de custos e definimos alguns conceitos básicos,como: gasto (que é o sacrifício financeiro); desembolso (pagamento);investimento (que são gastos ativados em função da sua vida útil); perda(consumo de modo involuntário); custo (que são gastos par uso na pro-dução) e despesa (que é um gasto para obtenção de receita). Além disso,verificamos alguns princípios contábeis geralmente aceitos (Realização daReceita; Confrontação Despesas x Receitas; Custo Histórico; Consistên-cia; Prudência e Relevância), além de termos conhecido o que são custoda produção do período, custo da produção acabada e custo do produtovendido. Todos estes pontos foram importantes para que pudéssemos darcontinuidade ao estudo da Contabilidade de custos, para entendermos ediferenciarmos as classificações (custo direto e indireto, custo variável efixo) que serão apresentadas nesta unidade.De posse do conhecimento e da habilidade de diferenciar e classi-ficar cada item de uma empresa com base no conhecimento das termi-nologias e das classificações, o aluno terá suporte suficiente para bomentendimento do que é o custeio por absorção, bem como sua finalidade esua metodologia.Custos diretos e custos indiretos3.1 Segundo Dutra (2003), os custos diretos e indiretos são classificadosde acordo com a possibilidade de alocação de cada custo diretamente acada tipo diferente de produto ou de função de custo, bem como de acor-do com a impossibilidade de sua alocação no momento da ocorrência docusto.Aplicação de custos aos produtos3.2 Para Martins (2003), a aplicação dos custos aos produtos feitos ouaos serviços prestados – e não à produção em geral ou dos departamentosdentro da empresa – pode ser direta ou indireta. Apresentamos a seguir asdefinições de cada um desses custos.
  44. 44. 44Contabilidade e análise de custosCustos Diretos: são os custos que podem ser diretamenteapropriados aos produtos, havendo uma medida de consumo.Exemplos: quilogramas, materiais consumidos, horas de mão de obrautilizadas etc.Custos Indiretos: são os custos que não oferecem condições de umamedida objetiva e qualquer tentativa de alocação tem que ser feita demaneira estimada e muitas vezes arbitrária.Exemplos: aluguel, salário da supervisão e das chefias.Em caráter especial, o material de consumo com valor irrelevante, adepreciação que tem o seu valor estimado e arbitrado e a energia elétricapela não existência de um sistema de mensuração do quanto é consumidopor cada produto são exemplos de custos diretos, porém consideradoscomo custos indiretos.Assim, sob a ótica o autor, dentro dos custos indiretos estão os cus-tos indiretos propriamente ditos e também os custos diretos que tratamoscomo indiretos em função de sua irrelevância ou da dificuldade de men-suração.A mão de obra pode ser direta ou indireta. É direta quando se tratado pessoal que trabalha e atua diretamente sobre o produto que está sen-do elaborado ou o serviço que está sendo prestado (pessoal do chão defábrica) e é indireta quando não tem aplicação direta sobre a fabricaçãodo produto ou sobre o serviço que está sendo prestado (pessoal da chefia,supervisão, manutenção, controle, contabilidade).A classificação de direto e indireto é usada apenas para custo.Há também outra classificação dos custos que leva em consideraçãoa relação entre o valor de um custo e o volume de atividade numa unidadede tempo. Divide-se em Custos Fixos e Variáveis em relação ao volumede produção.Custos Variáveis: são aqueles que aumentam conforme oaumento de sua produção. Portanto, variam de acordo com o volu-me de produção; logo, materiais diretos são custos diretos.Exemplo: matéria-primaGraficamente, os custos variáveis se comportam da seguinte manei-ra:
  45. 45. 45EAD-10-CC3.1Custos para avaliação de estoques: custeio por absorção – Unidade 3Custo VariávelCusto ($)Volume de AtividadeFigura 6 – Comportamento dos Custos VariáveisPercebam que o aumento da atividade ou do volume produzidoacarreta maior custo. Se o volume de uma atividade fosse, por exemplo,de 50 unidades, o custo variável total seria de 100$; se a produção fossede 70 unidades, o custo variável total seria de 140$; se a produção fossede 25 unidades, ele seria de $50, e assim sucessivamente. Portanto, elevaria com a variação do volume de produção.Custo Fixo: são aqueles que, independentemente de aumen-tos ou de diminuições do volume produzido, permanecerão constan-tes.Exemplo: aluguel da fábrica.Graficamente, tem-se o comportamento dos Custos Fixos:Custo FixoCusto ($)Volume de AtividadeFigura 7 – Comportamento dos Custos Fixos no Curto ou no Médio Prazo
  46. 46. 46Contabilidade e análise de custosLogo, se o aluguel da área de produção é, por exemplo, de R$500,esse valor não varia com a unidade produzida nem tende a variar no curtoprazo, como dois meses, três ou mais. Se a empresa produzir 100 uni-dades, terá que pagar o valor integral do aluguel; se produzir 1 unidadetambém.Além disso, o custo fixo não se inicia no zero, porque, independen-temente de qualquer volume produzido, ele vai existir (como falamos,produzindo ou não terá que pagar o aluguel; vendendo ou não o doce deabóbora, teremos que pagar o aluguel no final do mês). Diferentementedo variável, que pode começar do zero – por exemplo, se não se produzirdoce, não haverá consumo de matéria-prima, ou seja, o consumo de açú-car será zero.Entretanto, num médio ou longo prazo, o dono do imóvel poderáresolver aumentar o valor do aluguel; ou então, vamos supor que, parasupervisionar uma produção de 200 itens, a empresa precise de um super-visor (que será sua mão de obra direta); mas se a produção se elevar para500 unidades, ela vai precisar de dois supervisores, então seu custo fixocom mão de obra se eleva, mas ele se mantém para mais um intervalo deprodução. Nesse caso, o comportamento do CF seria:Custo ($)Volume de AtividadeCusto FixoFigura 8 – Comportamento dos Custos Fixos no Médio ou no Longo PrazoMas e as despesas? A classificação em Direto e Indireto é usada ape-nas para custos, e não para despesas. Agora, a classificação em Fixa ou Va-riável pode ser aplicada para os custos e para as despesas. Por exemplo:Despesa Fixa: salário do gestor; aluguéis; seguros etc.Despesa Variável: comissão dos vendedores com base nas vendas;impostos sobre faturamento, fretes etc.

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