AMAMENTAÇÃO torna os lactentes bem nutridos, inteligentes e ricos!

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A Revista VOX de maio de 2015 publicou essa entrevista sobre uma polêmica questionando os resultados do estudo da Universidade Federal de Pelotas:

BEBÊS AMAMENTADOS GANHAM MAIS DINHEIRO QUANDO ADULTOS, DIZ ESTUDO

A PESQUISA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS MOSTROU QUE A RENDA PODE SER 33% MAIOR DO QUE A DE CRIANÇAS QUE NÃO RECEBERAM LEITE MATERNO

Uma pesquisa da Universidade Federal de Pelotas, com 3,5 mil recém-nascidos, mostra que crianças amamentadas por mais de um ano têm escolaridade 10% superior àquelas que não completaram um mês de alimentação com leite materno. O efeito sobre a renda foi o mesmo. Crianças com maior período de amamentação tornaram-se adultos com renda 33% superior a dos que não receberam leite materno por mais de 30 dias.

Uma retificação sobre a composição lipídica do LEITE MATERNO:
Os ácidos graxos monoinsaturados de cadeia longa participam do processo de mielinização, enquanto os poli-insaturados de cadeia longa têm papel fundamental na formação dos neurônios, com evidências comprovadas do ácido docosahexaenoico até na adolescência.

Fonte: Amamentação – bases científicas, 3ª. edição.

Boa leitura!

Prof. Marcus Renato de Carvalho
www.aleitamento.com

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AMAMENTAÇÃO torna os lactentes bem nutridos, inteligentes e ricos!

  1. 1. SALUTARIS I I BEM-NUTRIDUS, INTELIGENTES E BICOS? Resultado de pesquisa que correlaciona longo período de amamentação a QI elevado e melhores oportunidades na vida adulta ainda não é comprovado pela comunidade científica e tão curiosa, uma pesquisa D desenvolvida na Universida- de Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, chamou atenção da comunidade acadêmica interna- cional. O estudo coordenado pe- los médicos e pesquisadores Cesar Victora e Bernardo Horta estabele- ce relação entre a amamentação, o QI e a renda. Publicado na edição de abril da revista britânica The Lancet Global Health, 0 trabalho mostra os efeitos da amamentação e impactos na vida adulta. "A ideia surgiu a partir da observação em outras pesquisas de que a amamen- tação estava associada ao melhor desempenho em testes de inteligên- cia na infância e na adolescência. Por outro lado, uma questão estava em aberto: será que essa diferença persistiria na idade adulta? E qual seria o impacto desse ganho sobre a renda e a escolaridade? , detalha Horta. O estudo acompanhou 3,5 mil re- cém-nascidos por três décadas. De acordo com a pesquisa, um bebê que foi amamentado por, pelo me- nos, um ano. chegou aos 30 anos com 4 pontos a mais de Quociente de Inteligência (QI) e um acréscimo de R$ 349 na renda em comparação com um indivíduo que mamou me- nos de um ano. A publicação des- taca que um bebê que mama por mais tempo tem maiores índices de 24 I wwwvoxobjetivacombr Haydee Sant 'Ana inteligência, escolaridade e renda ao se tornar adulto. Inicialmente o gmpo de pesquisa acompanhou todos os bebes nasci- dos em 1982, na cidade de Pelotas. c¡ A inovação dessa pesquisa está em mostrar o efeito . prático e em longo prazo. Conclui-se que os adultos que foram amamentados ganham mais 33 Marcus Renata Carvalho, ¡urofesso/ da UFRJ Naquela época, o banco de dados contava com informações sobre 6 mil recém-nascidos. Ao longo dos 30 anos de análises, os voluntários fize- ram quatro grandes avaliações. Segundo o medico pesquisador e pós-doutorando da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) Chris- tian Loret, todos os indivíduos fo- ram acompanhados aos 2 e 4 anos de idade e várias vezes até atingi- rem os 30 anos. Durante o acompa- nhamento até a fase adulta, foram coletados dados de quase 70% da amostra inicial. A metodologia em- pregada na pesquisa foi um estudo envolvendo nascimento e base po- pulacional. Na última avaliação, com indiví- duos já com 30 anos. além de testes de QI, foram apresentadas questões sobre renda e' escolaridade. Nessa etapa foram avaliados dados de 3.493 participantes. Loret expli- ca que, para facilitar a análise, os indivíduos foram classificados em grupos. "Foram criados vários gru- pos, os que amamentaram menos de um mês, de um a três meses, de três a seis meses, de seis meses a um ano e por mais de um ano. Foi feita uma comparação entre os in- divíduos e percebeu-se que aqueles que foram amamentados por mais tempo tinham índices maiores de QI, renda e escolaridade", destrin- cha o pesquisador. A análise levou em consideração dez variáveis sociais e biológicas que supostamente influenciaram no aumento do QI. Dentre elas es-
  2. 2. Taí a SALUTARIS iarârinántàñnt tão renda familiar ao nascimento, grau de escolaridade dos pais, tabagismo materno durante a gravidez, idade materna, peso ao nascer, tipo de parto. "Na análise específica foram usadas análises multivariadas. Levamos em conta as variáveis de exposição (aleita- mento) e possíveis confundidores da relação entre aleitamento e os desfechos, QI, renda e escolarida- de", explica Loret. Professor da Faculdade Federal de Medicina do Rio de Janeiro (UFRJ) e especialista em Amamen- tação pelo International Board Certified Lactation Consultant, Marcus Renato de Carvalho des- taca a importância do estudo. "Já tínhamos evidências científicas anteriores comprovando o efeito positivo da amamentação sobre o QI. A inovação dessa pesquisa está em mostrar o efeito prático e em longo prazo. Conclui-se que os adultos que foram amamenta- dos ganham mais", esclarece. A relação entre os efeitos benéfi- cos da amamentação no desenvol- vimento da inteligência se deve ã composição do leite materno, rico em ácidos graxos saturados de cadeia longa que são fundamen- tais para o desenvolvimento do cérebro. Segundo Carvalho, ou- tros fatores contribuem para uma vida de qualidade, como o contato íntimo, o olhar e a fala materna. "O bebê que é amamentado acaba sendo mais estimulado". Mesmo tendo sido publicado na renomada revista britânica The Lancet Global Health, o estudo é questionado por alguns pesqui- sadores. O especialista Erik Mor- tensen, da Universidade de Cope- nhague, na Dinamarca, ressalta que as conclusões a que chegou o grupo de pesquisadores brasi- leiros devem ser confirmadas por outras pesquisas. Para Carvalho, não há nenhum problema envolvendo o estudo. Ele observa que os pesquisadores tomaram o cuidado de isolar vari- áveis que pudessem confundir os resultados. "Na amostra avaliada, ou seja, dentre as famílias acom- panhadas, o aleitamento materno esteve presente em todas as clas- ses sociais. E, pela primeira vez, eles conseguiram separar as con- dições socioeconômicas". VERDADE INQUESTIONÁ VEL Embora o estudo suscite diver- gências de opiniões na comuni- dade acadêmica, é fato que a ama- mentação traz diversos benefícios tanto para quem amamenta quan- V021 n25
  3. 3. Íá/ l/ U l/ ltlkl/ f; to para o bebê. Para a mulher, a amamentação reduz riscos de câncer de mama e de ovário, de hemorragia pós-parto, de ane- mia, de infarto do miocárdio, de obesidade e diabetes, além de contribuir com uma perda de peso mais rápida e dar mais re- sistência ao quadril da mulher. Já para o bebê, o leite materno previne contra doenças crôni- co-degenerativas e provê uma nutrição perfeita, sem necessi- tar de vitaminas, ferro e água. A amamentação também imuni- za o recém-nascido contra al- gumas infecções. O ato de su- gar e o contato pele a pele são analgésicos. Além disso, o bebê amamentado cresce mais segu- ro, saudável e feliz. De acordo com dados do Mi- nistério da Saúde, divulgados em um estudo sobre amamenta- ção em 2009, 41% das crianças menores de seis meses recebem exclusivamente leite materno e 67,7% mamam na primeira hora de vida. A recomendação defen- dida pelo ministério é que até os seis meses de vida, o bebê seja alimentado exclusivamente com o leite materno. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a amamentação após o nasci- mento pode reduzir em 22% a mortalidade neonatal que ocor- re até 28° dia de vida nos pa- íses em desenvolvimento. No Brasil, 69,3% das mortes de crianças com menos de 1 ano ocorrem no período neonatal e 52,6% na primeira semana de vida. "Precisamos continua- mente reafirmar o valor do lei- te materno e da amamentação. Essa é a característica que nos torna mamíferos e que permi- tiu a sobrevivência da espécie humana nos últimos anos", fri- sa Carvalho. 26 | wwwvoxobjetivacombr Menos de um mês 'tais -r em rsss w em De 3 a 5,9 meses 'Lüüü 'I @QE De 6 a 11,9 meses idüü 'I HWLE 12 meses ou mais 'asse u tem Embora o grupo que foi amamentado ' por mais de 12 meses apresente uma queda no fator renda, de acordo com a margem de erro, esse grupo não é diferente estatisticamente do anterior Duração da amamentação em meses 1° mês 2° mês 3° mês 4° mês 1° mês 8° mês 9° mês 10° mês 11°mês 12° mês 1 3° mês

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