Solução abril

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Solução abril

  1. 1. ABRIL Nº 13 2010 1#13 2010GL O B A L S OLU TI ON S FOR L OC AL C U S T O M ERS – EVERY W H ERE Crescimento do mercado de Óleo e Gás gera perspectivas positivas para o setor de soldagem
  2. 2. ABRIL Nº 13 2010 3
  3. 3. 4 ABRIL Nº 13 2010 índice ESAB colabora com a formação de soldadores de um dos principais clientes do Sul do Brasil página 8 Parceria ESAB/Tomé Engenharia na construção de tanques da RNEST página 12 Atendimento de alto nível página 15 Novas embalagens asseguram qualidade do produto e adequação 28ª Feira Internacional da Mecânica à sustentabilidade página 17 página 18 Troca de conhecimentos teóricos e práticos no Consolda 2009 página 19 Etapa paulista da Olimpíada do Conhecimento página 20 GMH – Sistema seguimento de junta automático página 28 Novos alimentadores AristoFeed página 29 Novos produtos para o mercado Pipeline página 30 Linha de produtos para o segmento Naval & Offshore página 32 OK Aristorod 12.50: evolução e qualidade no segmento automotivo página 33 Soluções completas para soldagem de peças cilíndricas página 36 Oportunidades no horizonte do mercado de Óleo e Gás Produtividade e qualidade para o página 24 revestimento (cladding) página 41 Aplicações práticas da tecnologia ESAB para revestimento em fita página 42 Revestimento em fita Inconel por ESW página 50 Revestimento de válvulas para a indústria petroquímica página 53 Soldagem de Aços CrMo página 56 Seleção de Equipamentos de Proteção Individual – Parte 2 página 64 Caracterização de juntas de tubos inoxidáveis supermartensíticos soldados com consumíveis Superduplex 2509 página 69 ESAB Esporte Clube página 76 COMBIREX Crônica página 78 página 38
  4. 4. ABRIL Nº 13 2010 5Editorial ABRIL Nº 13 2010 1 #13 2010 #13 2010 G L O B A L S O L U T I O N S F O R L O C A L C U S T O M E R S – E V E RY W H ERE A crise no final de 2008, a recuperação gradual daeconomia a partir do segundo semestre de 2009 e aretomada mais consistente e sólida em 2010 marcamtrês momentos extremos e que causaram um grande Crescimento do mercado de Óleo e Gás gera perspectivas positivasimpacto no mercado mundial. para o setor de soldagem Durante esses dois últimos anos, o mercado viu-se obrigado a rever investimentos, adequar salários ebenefícios, ajustar estruturas à nova realidade, refazerplanejamentos – estratégicos, tributários, de marketing–, entre outros projetos essenciais para a superaçãode metas e objetivos. Nesse ambiente, planejamento e Expedienterevisão de despesas foram palavras de ordem. Publicação institucional da ESAB Brasil Durante esse período difícil e conturbado, nosso Rua Zezé Camargos, 117desafio de transformar produtos e serviços em solução Cidade Industrialcontinuou. Para atingir tais metas, continuamos a rea- CEP. 32210-080 – Contagem – MGlizar diversos treinamentos em parceria com clientes, marketing@esab.com.brassociações e instituições de ensino. Participamos de www.esab.com.brcongressos, eventos de aprimoramento de profissio- • Diretor-Presidentenais, além de investir na formação de novos profis- Ernesto Eduardo Aciarsionais do segmento de soldagem e corte, como, por • Diretor de Vendas e Marketingexemplo, em parceria com o Senai. Newton de Andrade e Silva Conhecemos nosso negócio, sabemos qual é nosso • Diretor Financeiro Luís Fernando Velascocore business e quais são os nossos objetivos. Todavia, • Gerente de Marketingacreditamos que, por sermos uma empresa centenária, Antonio Plaisglobal e líder no segmento, somos uma fonte ilimitada • Gerente Nacional de Vendasde conhecimento, o qual temos a obrigação de disse- Pedro Rossetti Netominar de maneira ordenada e estruturada. • Coordenação da Revista Solução ESAB Cristiano Borges Esta edição revela de forma harmoniosa o quanto esta-mos comprometidos em divulgar nossos conhecimentos, • Produçãoaprender com nossos clientes e nos envolver com a forma- Prefácio Comunicaçãoção das novas gerações. Veremos, também, a crônica Os (31) 3292-8660 – prefacio.com.brMestres do Metal, que nos leva a uma viagem no tempo, • Jornalista responsável Cristina Mota – MG 08071 JPe a matéria da editoria Preto e Amarelo, que nos mostra o • Redaçãoenvolvimento entre soldagem e futebol! Alexandre Asquini e Pamella Berzoini A ESAB, por ser uma empresa comprometida com • Revisãoseus clientes, se esforça permanentemente para conhe- Cibele Silvacer cada vez mais seus clientes, usuários e suas respec- • Editoraçãotivas necessidades. Para que isso aconteça, entre em Tércio Lemos e Angelo Campos • Fotografiascontato conosco, pelo endereço marketing@esab.com. Arquivo da ESAB / outrosbr. Por meio dele, você poderá nos contar histórias e • Revisão técnicaexperiências vividas com nossos produtos. Sua participa- Antonio Plais – ESABção é essencial para nosso crescimento e sucesso! Cristiano Borges – ESAB Flávio Santos – ESAB José Roberto Domingues – ESAB Pedro Rosetti Neto Pedro Muniz – ESAB Gerente Nacional de Vendas
  5. 5. 6 ABRIL Nº 13 2010 A ESAB está presente no setor termonuclear. Somos fornecedores dos consumíveis utilizados na Eletrobras Termonuclear – Eletronuclear, responsável por construir e operar as primeiras usinas termonucleares do país, Angra 1 e Angra 2, parte da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), localizada na praia de Itaorna, em Angra dos Reis (RJ). Um terceiro empreendimento, Angra 3, está em construção: em 2015, quando entrar em operação, a nova unidade terá uma potência elétrica de 1.405 MW (térmica de 3.782 MW) e poderá gerar mais de 10 milhões de MWh por ano – carga equivalente a um terço do consumo total do Estado do Rio de Janeiro, segundo dados de 2008.
  6. 6. ABRIL Nº 13 2010 7 UI TEMAQES AB
  7. 7. 8 ABRIL Nº 13 2010 Mascarello ESAB colabora com a formação de soldadores de um dos principais clientes do Sul do Brasil Arquivo Grupo Mascarello Vista aérea do parque fabril do Grupo Mascarello A ESAB está presente em impor- preocupação com a formação e o aprimo- tante iniciativa desencadea- ramento de soldadores e também de outros da por um dos seus principais profissionais envolvidos no processo pro- clientes no Sul do país: o Grupo dutivo faz parte da história das empresas Mascarello, da cidade de Cascavel, no que compõem o Grupo Mascarello. Com Estado do Paraná. Trata-se da re-estrutura- a constituição da Mascarello Carrocerias e ção e ampliação do Centro de Treinamento Ônibus, houve, naturalmente, uma deman- Operacional (CTO), que promove a pre- da maior por soldadores, já que os proce- paração e a especialização de soldadores dimentos de soldagem são um fator crucial e também de outros profissionais para as no processo de produção da montadora. duas empresas industriais do Grupo, a “Atualmente, temos mais de 120 máqui- Comil Silos e Secadores e a Mascarello nas de soldagem operando na Mascarello, Carrocerias e Ônibus, ambas localizadas na com cerca de 240 soldadores, e outras 40 BR-277, km 598, no Distrito Industrial Luiz máquinas de soldagem na Comil, com apro- Benjamim Crespi, em Cascavel. A ESAB ximadamente 80 soldadores”, diz o gerente, cedeu em comodato três máquinas de assinalando que 90% desse parque de soldagem, que já estão sendo utilizadas em máquinas, nas duas empresas, correspon- treinamentos, e também atuou na prepara- dem a equipamentos da ESAB, que também ção dos instrutores de soldagem. fornece consumíveis e outros insumos. Ele O gerente de Engenharia de Operações, aponta um outro elemento que evidencia a Thiago Gomes de Oliveira, explica que a importância da soldagem para as empresas
  8. 8. ABRIL Nº 13 2010 9 Mascarelloindustriais do Grupo: “Trabalhamos com – trabalham indistintamente para as duaslinhas de montagem que reúnem vários sol- empresas. Quando os instrutores terminaramdadores, responsáveis pelos diferentes pon- sua preparação na ESAB e estavam prontostos do processo. Para que se possa ter uma para sua nova tarefa, passou-se a melhorar aideia, uma linha voltada para a produção de qualificação do pessoal das empresas, comônibus urbanos tem nada menos do que 40 um sistema de treinamento ponto a ponto.soldadores”. Ou seja, quando um soldador apresentava alguma deficiência ou encontrava certa difi- Início da parceria culdade, os instrutores iam até ele e tratavam Quando a Mascarello Carrocerias e Ôni- a questão, ministrando os ensinamentosbus estava perto de entrar em operação, em adequados para sanar o problema.2003, ficou claro que haveria dificuldades A partir dessa sistemática, foi possívelpara conseguir o número de profissionais perceber que seria fundamental o estabele-qualificados na área de soldagem, como cimento de uma rotina: todo funcionário queexigem as operações da empresa. “Consta- entrasse nos setores de soldagem deveriatamos que, realmente, não havia soldadores passar por um treinamento. “A preparaçãono mercado local e que nossa região não especializada aprimora a qualidade do ser-estava qualificando esse tipo de profissional. viço, diminui o retrabalho e, portanto, reduzA alternativa encontrada foi de formar os pro- o número de horas empregadas na fabrica-fissionais contratados ainda sem experiência ção de cada produto, minimiza a perda dealguma. Para isto, selecionamos uma equipe material, ajuda a combater o desperdício ede instrutores operacionais, que foram qua- garante mais qualidade a todo o processo”,lificados para atuarem nesse processo de assegura o gerente, acrescentando: “Essaformação”, disse Thiago, destacando que, primeira estrutura de treinamento melhorounesse ponto, foi fundamental a parceria com bastante o processo de soldagem nas duasa ESAB, que treinou os profissionais selecio- empresas. E começamos a perceber quenados, possibilitando que se transformassem a rotina poderia e deveria crescer, espe-em instrutores do Grupo Mascarello. cialmente porque nossos procedimentos Em razão da diversidade dos produtos de soldagem se referem especialmente aofabricados pela Comil e pela Mascarello aço galvanizado, um material que apresen-Carrocerias e Ônibus, cada uma dessas ta complexidades que o soldador precisaempresas tem as suas próprias linhas e o conhecer para fazer um bom trabalho”.seu respectivo gerente de produção. Porém,dentro de um critério de racionalidade, áreas Qualificação ainda melhorde apoio – como Recursos Humanos, o Por enquanto, a Comil e a MascarelloCentro de Treinamento Operacional (CTO) e a Carrocerias e Ônibus desenvolvem as ativi-área de Infraestrutura e Meios de Fabricação dades de treinamento junto à área da produ- Mais de cinco décadas de história A trajetória do Grupo Mascarello segmento, gera soluções customizadas A empresa oferece 1.300 empregos remonta à segunda metade da década para a agricultura e tem exportado tec- diretos – a Comil conta com 650 funcio- de 1950, quando foi fundada a Comil, nologia em armazenamento, secagem nários – e já superou a marca das 7 mil que, desde o início, atua na área de e transporte de grãos. No ano 2000, unidades produzidas. Atualmente, seu mecanização e modernização de ativi- foi constituída a segunda empresa do portfólio exibe 12 modelos de produtos dades da agricultura, com uma linha de Grupo Mascarello, a Mascor Imóveis, destinados ao transporte de passagei- produtos que atualmente inclui, além de que atua no mercado imobiliário, com ros em meio urbano, viagens rodoviárias silos e secadores, elevadores e maqui- destaque para loteamentos e empreen- e outras necessidades. A proposta da nário agrícola. Detentora de uma marca dimentos residenciais e comerciais. empresa é desenvolver e oferecer pro- de alta respeitabilidade no mercado, a Mais jovem organização do Grupo, a dutos com alto nível de aproveitamento empresa investe em pesquisa e desen- Mascarello Carrocerias e Ônibus, criada de espaço, agregando conforto, sofisti- volvimento de novas tecnologias para o em 2003, é pioneira do setor no Paraná. cação, segurança e tecnologia.
  9. 9. 10 ABRIL Nº 13 2010 Mascarello Fotos: Arquivo Grupo Mascarello ção. Há uma sala específica em cada uma treinamento”, informou o gerente. das duas fábricas, nas quais são desenvolvi- As instalações do CTO funcionarão em das as partes teóricas dos treinamentos. Em um prédio já existente no interior da planta cada uma das empresas, há também locais da Comil e que está sendo preparado para apropriados para os treinamentos práticos essa sua nova finalidade. As duas plantas de soldagem. “Existe essa estrutura, que são vizinhas, de modo que não haverá funciona bem, mas queremos aprimorar qualquer dificuldade para o deslocamento todo o processo. A ideia é distanciar o trei- dos treinandos. As três máquinas cedidas namento da produção e organizar o Centro pela ESAB já estão sendo utilizadas. Junto de Treinamento Operacional (CTO) como a mais uma máquina pertencente ao Grupo uma unidade separada. Será uma estrutura Mascarello, elas irão equipar o novo CTO, Equipe da Mascarello de caráter didático, que permitirá acomodar que deverá entrar em operação no segundo mais facilmente o pessoal em atividade de semestre de 2010. Novo Centro vai aprimorar a formação de profissionais O instrutor Emanuel Biasi Anzorena expli- em uma região marcadamente vocacionada ca que as atuais atividades do Centro de para a agricultura e a avicultura, praticamen- Treinamento Operacional (CTO) são desen- te não há mesmo mão de obra especializada volvidas por dois instrutores: ele próprio no setor industrial. De acordo com o instrutor e seu colega, Edson Telles de Camargo, Edson Telles de Camargo, para formar pro- havendo ainda um terceiro profissional em fissionais qualificados em soldagem, há dois preparação e que em breve também atuará caminhos: um deles é convidar os auxiliares como instrutor. “Ministramos treinamento de de produção já empregados no Grupo, e o soldagem, com aulas teóricas e práticas, e outro, abrir recrutamentos externos. Neste treinamentos voltados para a área de proje- caso, os trabalhadores são recrutados como tos de produção, especificamente, desenho auxiliares de produção e encaminhados para técnico e metrologia – básica e avançada, o treinamento de soldagem. Se obtiverem estes em sala de aula”, disse. Outros profis- boas notas de aprendizagem, serão promo- sionais também dividem seu conhecimento, vidos a soldadores. Caso contrário, conti- atuando como instrutores convidados. nuarão como auxiliares de produção. “Para Anzorena realça a importância do novo os auxiliares treinados, é uma oportunidade Centro. Ele concorda que as atividades de de crescimento, de obter uma profissão”, treinamento estão vivendo um período de assinala o instrutor. transição e que vão para o que se pode Edson sublinha que, entre os recruta- chamar de uma ‘casa própria’. “O Centro dos no processo de seleção, raramente terá instalações físicas específicas. Estamos se encontra um trabalhador com alguma desenvolvendo um planejamento para ter experiência em soldagem. “Alguns detêm um local com mais capacidade, de modo a algum conhecimento, adquirido em oficinas atender à demanda das fábricas”. As condi- mecânicas ou em metalúrgicas de pequeno ções e o conteúdo dos treinamentos con- porte. Mas são treinados da mesma forma, tinuarão a responder às necessidades das pois, para nós, a solda deve ser de muita duas empresas industriais do Grupo. Além qualidade. Só depois da qualificação é que disso, os treinandos estarão fora do ambien- eles estarão prontos para atuar na linha de te de produção, com mais tranquilidade para produção”. aprender. “Didaticamente, será importante, O foco dos treinamentos na área de porque teremos um ambiente separado da soldagem está nos processos MIG e MAG, produção. Os treinandos estarão 100% vol- os mais utilizados nas empresas industriais tados para as atividades do treinamento”. do Grupo Mascarello. “As áreas de pro- Em razão de o Grupo Mascarello atuar dução das empresas do Grupo usam em
  10. 10. ABRIL Nº 13 2010 11 Mascarellomenor escala o processo TIG. Para preparar condições de planejamento das atividadealguém para atuar com soldagem nesse de treinamento vão melhorar. Ao todo,processo, selecionamos um soldador já o Centro disporá inicialmente de quatroqualificado que, então, recebe o treinamen- máquinas. “Com isso, poderemos treinarto específico”, diz Edson. quatro soldadores na parte da manhã e Com relação ao conteúdo, o instrutor quatro à tarde, e assim, preparar até 16explica que há informações e conhecimen- soldadores por mês”, avalia Edson.tos que são ministrados em aulas teóricas,na sala de treinamento, e depois exemplifi- Manutençãocados nas aulas práticas. Em linhas gerais, O instrutor Anzorena informa que oos ensinamentos abrangem, primeiramente, CTO dispõe de um diagnóstico das neces-conhecimentos mais básicos e, gradativa- sidades de treinamento nas empresasmente, chegam aos tópicos e procedimen- industriais do Grupo e adianta que há umtos mais complexos. trabalho em andamento visando à prepara- Como há um grande número de trei- ção de pessoal para a manutenção preven-nandos sem formação profissional anterior, tiva e corretiva de máquinas.são oferecidos uma visão geral do que é a Célio Valmorbida, supervisor desoldagem, informações sobre a existência Manutenção, trabalha na Mascarellode diferentes processos e um detalhamento Carrocerias e Ônibus desde o início. “Comeceimaior das técnicas, equipamentos e pro- na empresa 20 dias depois da inauguração”,cedimentos nos processos MIG e MAG. conta com orgulho, assinalando que viu a“Explicamos o que é solda MIG, o que é chegada das primeiras máquinas da ESAB.solda MAG e falamos a respeito dos tipos de “Houve a compra de um lote inicial e, depois,gases empregados nos dois casos. Falamos à medida que a produção foi crescendo,também sobre os tipos de arcos elétricos e foram sendo adquiridos novos lotes, até quesuas funcionalidades. E mostramos o sig- se completasse o número de máquinas hojenificado da continuidade da solda, os mais à disposição”.comuns defeitos de soldagem e por que é As primeiras máquinas ainda estão empreciso haver qualidade no resultado do tra- operação regular e isso se deve ao trabalhobalho de soldagem”, diz o instrutor. da manutenção. “Há um profissional na Além disso, os instrutores enfatizam a empresa responsável pelo cuidado com asquestão da segurança, com o uso dos máquinas de soldagem. Ele fez o primeiroEquipamentos de Proteção Individual (EPIs), módulo de treinamento de manutençãoindispensáveis em qualquer procedimento de máquinas e alimentadores na filial dade soldagem. “O profissional que faz o curso ESAB em Porto Alegre”, diz Valmorbida,tem que sair bem consciente da importância informando que o Grupo Mascarello temda utilização dos EPIs. E nós avaliamos esse planos de preparar um outro profissional dequesito no decorrer do treinamento”. As manutenção para atuar no segundo turnoatividades têm a duração necessária para a de produção.absorção dos conhecimentos e da prática O gerente Thiago Oliveira assinala que aem situação real de soldagem. O treinamento relação do Grupo Mascarello com a ESAB éem solda MAG, por exemplo, tem carga de bem antiga, e Célio Valmorbida sublinha que80 horas, com atividades teóricas e práticas a longevidade na parceria tem efeitos práti-focadas somente nesse processo. O núme- cos significativos para as ações de manuten-ro de dias pelos quais será distribuída essa ção. “Temos todos os manuais e códigos dacarga horária é diferente em cada programa ESAB. Com o tempo, a gente vai conhecen-de treinamento, dependendo, sobretudo, do o comportamento dos equipamentos nasda disponibilidade dos treinandos, já que condições em que são utilizados e, assim,certas turmas, em razão das necessidades formamos uma boa noção do consumo, oda produção, passam meio período atuando que permite manter um pequeno estoquecomo auxiliares de produção e meio período das peças de manutenção mais usadas eem treinamento. de consumíveis”, diz, fazendo questão de O Grupo Mascarello já formou mais de frisar que o atendimento da ESAB é sempre Soldagem na produção da200 soldadores. Com o novo Centro, as rápido e sem burocracia. Mascarello Carrocerias e Ônibus
  11. 11. 12 ABRIL Nº 13 2010 Ao lado do cliente Parceria ESAB/Tomé Engenharia na construção de tanques da RNEST Halinson Faustino Dias Campos Consultor ESAB Brasil Francklin Machado Tomé Engenharia C ada vez mais, a ESAB Bra- almente, está presente em diversos seg- sil vem se destacando como mentos, entre eles Engenharia de Óleo e parceiro preferencial de seus Gás. É uma das empresas responsáveis clientes. A empresa procura, pela edificação da Refinaria do Nordeste constantemente, oferecer soluções dife- – Abreu e Lima – RNEST –, da Petrobras, renciadas e promover todo o suporte para construindo e montando tanques que irão o melhor desempenho das companhias suprir metade da necessidade de armaze- que utilizam seus produtos. namento do empreendimento. Um exemplo é o trabalho desenvolvi- Serão 61 tanques, cujos diâmetros do junto à Tomé Engenharia. A empresa nominais variam entre 3 e 63 metros e altu- iniciou suas atividades em 1973 e, atu- ras nominais, entre 5 e 15 metros. As insta-
  12. 12. ABRIL Nº 13 2010 13 Ao lado do clientelações serão destinadas ao armazenamento trodo revestido, a menor produtividadede derivados, resíduos, produtos químicos, deve-se ao fato de este ser um processodreneiros, óleos e diversos tipos de água. manual, com relativa baixa taxa de deposi-Para sua construção e montagem, do ponto ção e ciclo de trabalho. Já o processo Arcode vista de soldagem, estima-se que serão Submerso, apesar de sua mecanização enecessários cerca de 50,5 quilômetros de alta taxa de deposição, mostrou-se inferiorsolda, com uma quantidade total aproxima- ao processo arame tubular mecanizado.da de 81 toneladas de metal depositado. Isso se deve ao longo tempo necessário para montagem e preparação do equipa- Cálculos e testes mento de arco submerso, reduzindo sig- A parceria da ESAB compreendeu nificativamente o ciclo de trabalho deste.desde o cálculo estimativo de consumo de Em se tratando do processo arame tubularconsumíveis de soldagem de cada junta da mecanizado, o menor tempo de montagemobra até a sugestão de Especificações de e preparação, aliado à possibilidade do usoProcedimento de Soldagem (EPS) e trei- de mais de um equipamento por junta si-namento prático das soluções em termos multaneamente, permite um ciclo de traba-de consumíveis, equipamentos e sistemas lho significativamente maior em relação aosmecanizados de soldagem. No Centro demais processos avaliados, resultandode Desenvolvimento de Processos ESAB em uma maior produtividade.(Process Centre), em conjunto com a equi- Em meio às várias possibilidades de jun-pe da Tomé Engenharia, todas as possibi- tas e geometria de chanfros levantadas nolidades de juntas, geometria de chanfros e trabalho em parceria entre Tomé Engenhariaparâmetros de soldagem foram compara- e ESAB, as configurações aprovadas via si-das via testes práticos de solda. mulação e testes práticos e seus detalhes Com base nos resultados obtidos e em constam na Figura 1.simulações, realizou-se uma análise entreos processos eletrodo revestido, arco sub-merso – utilizando-se o Tankwelder, equi-pamento ESAB específico para a soldagem Tabela I: Comparativo de processos em custo e produtividadede tanques – e arame tubular mecanizado. Retificadores Tank welder Rail Track Comparativo dos processos Unidade (SMAW) (SAW) (FCAW)A Tabela I apresenta os resultados obtidospara produtividade e custos totais por me- Número de máquinas un 100% 13% 33%tro de solda, estimados tendo como refe- Produtividade dos processos m/h 100% 176% 422%rência o processo por eletrodo revestido Tempo estimado para soldagem h 100% 57% 24% de cada metro(100%) para as soldas horizontais e verti- Número de horas trabalhadas por ano h/ano 100% 100% 100%cais dos costados dos tanques. Custos totais por metro $/m 100% 261% 91% No que se refere ao processo por ele- Chanfro K simétrico Chanfro X Chanfro meio V Chanfro em V OK Backing Pipe 9 OK Backing Concave 12H OK Backing Concave 13Figura 1: Juntas e backings testados e aprovados para soldagem vertical e horizontal de tanques
  13. 13. 14 ABRIL Nº 13 2010 Ao lado do cliente Tabela II: Metais de base do projeto e respectivos consumíveis aplicados Metal de Base Metal de Adição Classificação ASTM A 240 Tp 439 Shield Bright 309L ASME SFA/AWS A5.22 E309LT1-1 ASTM A 283 Gr. C Dual Shield 7100 LH ASME SFA/AWS A5.20 ASTM A 36 Dual Shield 7100 LH E71T-1C(M)/ E71T-9C(M) A solução completa oferecida ao clien- equipamento Railtrac FW1000 (Trator com- te pela ESAB corresponde a arames tubu- pacto e motorizado), associados ao uso de lares selecionados de acordo com o metal backings cerâmicos OK. de base (conforme mostrado na Tabela II) e O alto ciclo de trabalho aliado ao bom aspecto dos cordões fez do Railtrac FW1000 a solução perfeita para a aplica- ção, minimizando a demanda por solda- dores com grande habilidade e reduzindo prazos e custos com formação e capacita- ção de pessoal. A aplicação de backings cerâmicos OK foi um fator que contribuiu significativa- mente para uma maior produtividade. Eles proporcionaram raízes com ótima aparên- cia, sem necessidade de remoção de con- trassolda, fazendo com que a soldagem ficasse ainda mais produtiva. É importante salientar que, para a seleção das juntas, buscou-se também minimizar o “embica- mento” e empeno das chapas. Aprovação Frente a estes resultados, a Tomé En- genharia optou pela solução proposta pela ESAB e, além dos consumíveis e equipa- mentos já citados, houve a aquisição tam- bém de equipamentos e periféricos como a LAI 550 (fonte de energia MIG/MAG), Miggytrac 1500 (trator compacto utilizado para soldagem MIG/MAG e arame tubular), Origofeed 304 P4 (Alimentadores de arame para soldagem semiautomática em servi- ços de produção média e pesada), além de outros periféricos e acessórios. Outro fator determinante para o sucesso deste projeto refere-se ao suporte técnico da ESAB no processo de início da obra. Técni- cos da ESAB treinaram a equipe da Tomé Engenharia, capacitando-a para a aplicação do processo de soldagem selecionado. Sempre com o foco no cliente, a ESAB seguirá com essa parceria até o fim das obras, previsto para 2012, e também em futuros projetos.
  14. 14. ABRIL Nº 13 2010 15 Foco no cliente Atendimento de alto nívelC ada vez mais preocupada com Abrangência a excelência no atendimento de A atuação do Customer Care abrange seus clientes, a ESAB vem bus- interfaces com todas as equipes da América cando ampliar seus canais de do Sul, presentes no Brasil, Argentina, Chile,comunicação e disponibilizar uma equipe Panamá e Colômbia. Objetivando respostasde profissionais altamente qualificados para rápidas e precisas, a estrutura do Customerdar suporte aos clientes antes, durante e Care América do Sul também conta comapós a compra de seus produtos. interfaces existentes no grupo ESAB, pre- Esta equipe é o Customer Care, um depar- sente nos cinco continentes, onde a trocatamento criado para atender aos clientes, de informações é chave para soluçõesserviços autorizados e equipes internas, forne- eficazes.cendo soluções de alto nível e suporte rápidoe eficaz para torná-los cada vez mais compe- Equipetitivos em seus negócios. O foco do Customer A equipe é formada por engenheirosCare ESAB é estreitar o relacionamento e, e técnicos para fornecer soluções quecomo consequência, fidelizar clientes através efetivamente agreguem valor ao negócioda satisfação com serviços e produtos. do cliente e funcionar como um canal de
  15. 15. 16 ABRIL Nº 13 2010 Foco no cliente Garantia – Caso necessite realizar algum serviço em seu equipamento dentro do período de garantia, o cliente deve pro- curar um dos Serviços Autorizados ESAB (SAEs), onde ele encontrará uma equipe técnica capacitada e sempre disponível para a realização do atendimento. Ao soli- citar peças para este tipo de serviço, os SAEs enviam ao PA um Relatório de Serviço Técnico, cujos dados são compila- dos e minuciosamente analisados, gerando ações de melhoria nos produtos, os quais são acompanhados até um ano depois da implantação da melhoria. Treinamento e Educação – O PA Treinamento e Educação programa, orga- niza e realiza treinamentos para que cada profissional ESAB seja capacitado, cons- tantemente atualizado e esteja sempre apto a oferecer um atendimento de qualidade e comunicação cliente-ESAB sempre dispo- soluções eficazes aos clientes. nível e com grande facilidade de acesso. Standard & Automation – Este ponto Estrutura de atendimento é responsável pelo suporte O Customer Care é estruturado em técnico ao cliente em campo, e também cinco Pontos de Atendimento (PAs): Help pela solução de dúvidas técnicas via telefo- Desk, Peças de Reposição, Garantia, ne e e-mail. Sempre que necessário, o PA Treinamento e Educação e Standard & Standard & Automation realiza testes e Automation. simulações em laboratório, fornece suporte e treinamento em entregas técnicas de Help Desk – Neste ponto de aten- equipamentos no cliente e revisa os manu- dimento acontece o primeiro contato do ais de instrução dos equipamentos. cliente com a ESAB. Os clientes têm suas demandas ouvidas, registradas e, a partir Desafios daí, são geradas ações para tratar cada Durante 2010, o Customer Care irá solicitação. Quando necessário, é feito o ampliar ainda mais a estrutura dos serviços, redirecionamento da solicitação para outro através de sistemas informatizados para departamento ou PA, sempre com acom- atendimento e também da gestão de aten- panhamento até a conclusão do atendi- dimentos dos SAEs. mento, garantindo o envio rápido e eficaz Também é meta realizar os vários trei- da solução ao cliente. namentos técnicos e comerciais já progra- mados, objetivando tornar a equipe ESAB Peças de Reposição – Para garantir cada vez mais capacitada para suportar que os clientes tenham todo o suporte soluções e esclarecer dúvidas dos clientes. necessário na compra de peças de repo- sição para seus equipamentos ESAB, este PA os auxilia na identificação de compo- nentes e códigos das peças. Além disso, lá também são realizados, em conjunto com Entre em contato com o a Logística, estudos para definição de esto- ques e melhoria contínua no atendimento Customer Care pelo e-mail de peças de reposição, objetivando agilizar faleconosco@esab.com.br a entrega das peças aos clientes.
  16. 16. ABRIL Nº 13 2010 17 Foco no cliente Novas embalagens asseguram qualidade do produto e adequação à sustentabilidadeA tenção às necessidades dos clientes e, ainda, adoção de processos e produtos ambien- talmente adequados são pre-missas da ESAB, empresa certificadaglobalmente pelas normas ISO 9001 e14001, relativas à Qualidade e ao MeioAmbiente, respectivamente. Neste senti-do, alterações recentes em embalagensforam realizadas, com bons resultados. Para muitos clientes, tamboresMarathon Pac™ para MIG/MAG e FCAWsão fundamentais para maximizar a efi-ciência e qualidade de produção. Issoporque o Marathon Pac™ pode reduziro tempo gasto nas trocas de bobinas emanutenções em quase 95%. A técnica especial de enrolamentoutilizada durante a embalagem assegu-ra que o arame nunca estará torcidoou empenado, propiciando soldas bemposicionadas e perfeitamente alinhadas.Também em função da técnica especial,o processo de desenrolamento do tamboré automático, não sendo necessário equi-pamento de desbobinamento e nenhumaforça adicional, como no caso de umtradicional carretel rotativo. Isso se traduzem uma menor taxa de desgaste para oalimentador de arame. Ainda seguindo a diretriz ambiental da ESAB, as embalagens dos equipamentos Reciclável foram alteradas. Antes, elas eram com- O Marathon Pac™ segue também, postas de polionda, plástico alveolar for-a tendência de adequação à respon- mado por duas lâminas planas unidas porsabilidade ambiental: sua embalagem, nervuras longitudinais. Os materiais foramcomposta de tambores de papelão octo- progressivamente substituídos por emba-gonais classificados como Resíduos Não lagens em papelão, recicláveis, e classi-Perigosos Classe II, é totalmente reci- ficadas como Resíduos Não Perigososclável. Ela pode também ser redobrada Classe II. Atualmente, 100% das emba-após o uso, economizando espaço de lagens dos novos equipamentos de soldaarmazenamento. são feitas em papelão.
  17. 17. 18 ABRIL Nº 13 2010 Evento 28ª Feira Internacional da Mecânica Cristiano Borges Departamento de Marketing ESAB Brasil Como principal destaque para o evento teremos o pré-lançamento de um inversor multi-processo e multi-tensão de 400A. O equipamento, que terá o nome revelado somente durante o evento, pro- mete revolucionar o mercado de solda- gem. Dividindo as luzes com este novo inversor teremos a fonte MIG/MAG, tam- bém inversora e multi-tensão, AristoMig 5001i MultiVoltage. O equipamento, apre- sentado como pré-lançamento na Feimafe 2009, estará presente e disponível para demonstrações, mostrando suas inúme- ras funcionalidades, utilizado em conjunto com o painel de controle U82. Apresentaremos também novidades em automatização de soldagem e o novo equipamento para corte automatizado CNC, a Combirex, um sistema extrema- Estande na 27ª Feira Internacional da Mecânica, em 2008 mente eficiente e focado em cortes de alta performance e baixo custo. R ealizada desde 1959, aconte- Presente também como pré-lança- ce em São Paulo, de 11 a 15 mento na Feimafe 2009, a linha ESAB de de maio, a Feira Internacional acessórios e EPIs para soldagem e corte da Mecânica. Em sua 28ª edi- será apresentada aos clientes. Oficialmen- ção, a Mecânica apresentará máquinas te lançada no segundo semestre de 2009, para trabalhar metal, plástico, borracha e a ampla linha de produtos será apresenta- outros, além de ferramentas e uma série da ao público. Proteção visual, respirató- de outros equipamentos direcionados ria, vestimentas de segurança, acessórios tanto para as áreas de produção quanto e muito mais. para manutenção da indústria. Para a Sempre atenta às necessidades do edição 2010, são esperados cerca de mercado, a ESAB contará em seu estan- 1.960 expositores de mais de 35 países de com uma área exclusivamente dedica- e público de 116 mil pessoas vindo de 40 da aos clientes do segmento Oil & Gás. países diferentes. Os técnicos ESAB apresentarão soluções Como principal fornecedor de produ- para as mais diversas necessidades em tos para soldagem e corte para o merca- soldagem para este segmento. do sulamericano, a ESAB conta com uma longa história de participações no evento e estará presente na edição 2010 num amplo estande de 176 m². Durante os cin- Visite o estande da ESAB: co dias da feira, serão apresentados ao esquina das ruas A e P. público os principais lançamentos e pré- Nossa equipe está pronta lançamentos de produtos previstos para o para recebê-lo. ano de 2010.
  18. 18. ABRIL Nº 13 2010 19 Evento Troca de conhecimentos teóricos e práticos no Consolda 2009N o período de 26 a 29 de outu- dos diversos temas relativos a processos bro de 2009, foi realizado o de soldagem, metalurgia e comportamen- XXXV Congresso Nacional de to dos materiais, projetos e fabricação de Soldagem. O evento, orga- estrutura soldadas, física da soldagem,nizado pela Associação Brasileira de automação e robótica, dentre outros.Soldagem, contou com a ESAB como A ESAB, preocupada com pesquisa epatrocinador. desenvolvimento, participou de diversos No primeiro dia de evento, a ESAB, trabalhos técnico-científicos, fornecendomostrando a sua força e conhecimento insumos para sua realização e tambémno segmento de Óleo e Gás, realizou desenvolvendo e publicando trabalhos,uma palestra sobre Soldagem de Aços como “Caracterização de Juntas de TubosResistentes a Fluência que veio ao encon- Inoxidáveis Supermartensíticos Soldadostro das necessidades do mercado brasi- com Consumíveis Superduplex 2509” eleiro e despertou interesse do público. “Soldagem de Estruturas Pesadas de Aço No decorrer do evento, foram discuti- Inoxidável Ferrítico”. Ronaldo Cardoso Junior, da ESAB Brasil, durante apresentação no Consolda
  19. 19. 20 ABRIL Nº 13 2010 Evento Etapa paulista da Olimpíada do Conhecimento Régis Filho E m novembro de 2009, a ESAB A etapa de São Paulo teve concorrentes apoiou em São Paulo um dos em 45 áreas de formação profissional, algu- mais vibrantes e significativos mas das quais específicas para portadores eventos voltados ao estímulo da de deficiências físicas. As provas foram formação profissional no Brasil, organizado realizadas no Pavilhão de Exposições do pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Anhembi, um dos maiores e mais impor- Industrial (Senai): a etapa paulista da tantes da capital paulista, entre 9 e 12 de Olimpíada do Conhecimento, que classifi- novembro. Durante os quatro dias, os con- cou concorrentes para a sexta edição dessa correntes, somados a milhares de outros competição em nível nacional, realizada no estudantes de escolas públicas e privadas, período de 9 a 14 de março de 2010, no Rio emprestaram àquele recinto, normalmente de Janeiro. A fase nacional da Olimpíada do dedicado a feiras de negócios, uma aura Conhecimento aconteceu juntamente com marcadamente juvenil. Havia muito entu- a competição continental America Skills, siasmo e curiosidade sobre as tecnologias que reuniu jovens de outros países das três empregadas na indústria, mas, principal- Américas e teve caráter classificatório para mente, interesse pelos caminhos profissio- o torneio mundial WorldSkills, marcado para nais que elas podem abrir. Um estande da 2011, em Londres, na Inglaterra. ESAB, localizado junto à área em que foram
  20. 20. ABRIL Nº 13 2010 21 Eventorealizadas as provas de Soldagem, foi bas- valorizar as ocupações industriais. “Numtante procurado pelos jovens visitantes. país que tem a tradição de considerar que A ESAB forneceu todos os principais equi- as ocupações da manufatura, as atividadespamentos utilizados nas provas que envolve- de ordem manual, são para ‘os filhos dosram atividades de soldagem. Ao todo, foram outros’, esta competição tem o papel extra-cedidas 48 máquinas, a maior parte utilizada ordinário de valorizar o trabalho. E mostrapelos competidores da área de Soldagem: que a riqueza por meio do trabalho trazcinco nas provas de Caldeiraria, e as demais, dignidade para aquele que trabalha”.nas atividades de Manufatura Integrada. “A Ele destacou também o significado daempresa disponibilizou também todos os participação de empresas detentoras deconsumíveis empregados pelos alunos na tecnologias utilizadas na vanguarda da pro-competição, e quantidades adequadas de dução industrial, como a ESAB, no apoio aospray antirrespingo. Além disso, ofereceu processo de formação profissional do país,140 cortinas, usadas na proteção dos boxes o que, a seu ver, qualifica e amplia a com-de solda, as mangueiras para os gases, petitividade industrial brasileira. “Em todascabos, cabos porta eletrodo e tochas TIG as áreas, observamos a participação dase MIG-MAG”, informou Valdemir de Oliveira indústrias dentro das oficinas e dos labo-Primo, coordenador da Área de Soldagem, ratórios do Senai, apoiando o trabalho dedo Senai-SP, ele próprio um ex-aluno que, formação profissional. A grande vantagemno final da década de 1980 e início dos anos do Senai em relação a outras instituições é1990, participou de forma vitoriosa dos tor- exatamente essa relação estreita entre osneios nacionais e internacionais de formação meios de produção e os meios de formaçãoprofissional que precederam a Olimpíada do profissional”.Conhecimento. Segundo o educador, as empresas com- preendem muito bem o seu papel na dinâ- O significado mica da formação profissional para o país. Qual é exatamente a importância de “A indústria sabe que não precisa ir à nossaum evento em que estudantes de cursos ‘cozinha’ fazer o molho, mas ela é exigente, Consumíveis ESAB foram utilizadosprofissionalizantes competem para mostrar tem que continuar a exigir que nós – do Senai nas provasconhecimentos e habilidades? O presidente e do Sesi – façamos aquilo que precisa serda Federação das Indústrias do Estado de feito, de modo bem feito: a formação de mãoSão Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse acreditar de obra capacitada, de profissionais com asque a educação seja, em última análise, um habilidades e as competências necessárias.caminho para o crescimento. Sem poder E os trabalhadores têm se revelado umcomparecer à sessão de encerramento, Skaf fator decisivo nesse processo de aberturaenviou mensagem aos concorrentes, subli- do mercado brasileiro e da competição quenhando que, durante toda a competição, nossas empresas enfrentam com organiza-os estudantes deram provas de dedicação, ções internacionais”.garra e talento, e acabaram por demons-trar “que a educação é um instrumento de Empenhotransformação social e de mudança”. Como “Trata-se de uma ideia espetacular,entidade que congrega as indústrias paulis- levada a cabo aqui no Brasil pelo Senai, e,tas, a Fiesp responde pela administração do no mundo, pela World Skills International”,Senai e do Sesi no Estado de São Paulo, afirma Marcos Cezar Pontes, o primeiroassim como outras entidades regionais astronauta brasileiro a executar uma missãoindustriais cuidam dessas organizações em espacial e ‘embaixador mundial’ da Worldseus respectivos Estados, e a Confederação Skills. Ele prossegue: “Vejo a Olimpíada doNacional da Indústria (CNI) responde pela Conhecimento como uma iniciativa muitocoordenação das atividades do Senai e do interessante porque incentiva os jovens aSesi no plano federal. se aperfeiçoar, a fazer cada vez melhor e No entender de Walter Vicioni Gonçalves, a aprimorar as suas capacidades. E, alémdiretor regional do Senai e superintendente de tudo, o ambiente é bastante acolhedor;do Sesi de São Paulo, a Olimpíada do sabemos que há competição, mas perce-Conhecimento é muito importante para bemos que há cooperação também”.
  21. 21. 22 ABRIL Nº 13 2010 Evento O astronauta concorda que sua profis- na formação dos jovens profissionais, pois Fotos: Régis Filho são seja altamente especializada e requer os estudantes são levados a trabalhar em muito empenho pessoal e determinação, equipe, aprendem a liderar e a ter con- mas vê uma correlação entre o seu tra- fiança neles mesmos. E mais: adquirem balho e aqueles feitos pelos profissionais autoestima e desenvolvem outros atributos qualificados da indústria. “Digo sempre que complementam o ensino profissional aos jovens: o negócio não é desenvolver a propriamente dito. competência profissional, mas, também, ter Pontes ressalta ainda o papel de empre- a capacidade, como ser humano, de sus- sas como a ESAB para o êxito da Olimpíada tentar a competência profissional desen- do Conhecimento. “Os jovens ficam numa volvida. E a atitude é fundamental no que espécie de vitrine para as empresas. Eu fui diz respeito ao aperfeiçoamento. Devemos aluno do Sesi e do Senai e, do meu ponto buscar sempre um pouquinho a mais e ser de vista, a possibilidade de participar de otimistas, acreditando que será possível. uma competição desse tipo – com toda essa É preciso cultivar a postura de vencedor e qualificação em termos de ambiente e dos pensar: ‘se eu treinar um pouco mais, vou equipamentos – é uma grande oportunidade conseguir me superar’. É disso que estou para esses jovens. Veja quantas empresas falando: não se trata de superar os outros, estão por aqui. Elas estão observando os mas de superar a si próprio”. Ele entende seus futuros colaboradores. Creio que, em também que competições como a Olimpí- todos os sentidos, isso é muito bom para os ada do Conhecimento são muito positivas jovens, para as empresas e para o Brasil”. Provas complexas testam a capacidade dos alunos A Olimpíada do Conhecimento é um ma e mais complexa etapa. Há pesos dife- evento planejado com meses de antece- renciados para cada tipo de prova, sendo a dência e envolve um grande conjunto de prática a que tem maior peso. detalhes. No caso da etapa paulista, o Senai- SP preparou toda a montagem do evento, Exigência com uma equipe de apoio constituída por A prova prática na área de soldagem docentes das próprias escolas do Senai de demonstra bem o grau de exigência da todo o Estado de São Paulo. A participação competição. Pediu-se aos competidores das empresas é considerada fundamental, que soldassem corpos de prova, chapas e em especial, porque muitas delas – como fez tubos, em todas as posições e em vários a ESAB na área da soldagem – colocaram processos: eletrodo revestido, MAG, arame equipamentos, ferramentas e instrumentos tubular e TIG. “Essas peças são ensaiadas de primeira linha à disposição dos alunos visualmente e dimensionalmente. São tam- para que realizassem as provas. bém realizados ensaios de dobramento e de Foram quatro dias de provas práti- radiografia”, explica o coordenador Valdemir cas. Mas, antes de colocarem “a mão na de Oliveira Primo. massa”, os alunos concorrentes fizeram No passo seguinte, foi determinado aos uma prova de qualidades pessoais, em que alunos que executassem um vaso de pres- foram avaliadas as suas habilidades inte- são – uma peça de dimensões maiores, lectuais, tais como capacidade de pesqui- totalmente vedada –, em que foram obriga- sa, aplicação de conhecimentos anteriores, dos a empregar vários processos de solda- raciocínio lógico e precisão. Depois, foram gem, de acordo com o estudo da simbologia submetidos a uma prova teórica, em que de solda. Na terceira fase, cada concorrente foram colocados diante de 20 situações- executou uma peça em alumínio, com sol- problema para as quais deveriam selecionar dagem no processo TIG. No quarto e último a alternativa correta. A prova prática é a últi- estágio, foi determinado que executassem
  22. 22. ABRIL Nº 13 2010 23 Evento OS VENCEDORES Área de Soldagem 3° lugar – Vantony Luís dos Santos Melo, da Escola Senai 1° lugar – Wellington dos Santos, da Escola Senai Mário Hessel Horácio Cherkassky, de Cubatão. Henrique Simonsen/Piracicaba. 2° lugar – Matheus Breis, da Escola Senai Professor João Área de Manufatura Integrada (equipes) Baptista Salles da Silva/Americana. 1° lugar – Eliana Rodrigues Martins, Jofre Bezerra Félis e 3° lugar – Diogo Yoshiaki Sunamoto, da Escola Senai Luiz Takashi Onishi, da Escola Senai Roberto Simonsen/São Eulálio de Bueno Vidigal Filho/Suzano. Paulo. 2° lugar – Matheus Artioli Leandrin, Eduardo da Silva Área de Caldeiraria Pinto e Ícaro Alves Fasseira, da Escola Senai João Martins 1° lugar – Alisson Gomes, da Escola Senai Mariano Ferraz, Coube/Bauru. da capital. 3° lugar – Luan Cardoso dos Santos, André Pìcon 2° lugar – Flávio Ferreira dos Santos, da Escola Senai Félix Maranho e Everton Tavares Amorim de Lima, da Escola Guizard, de Taubaté. Senai Shunji Nishimura/Pompéia.uma peça em aço inoxidável, também sol- à limpeza final do material. Nos quatro diasdada no processo TIG. de provas práticas, cada aluno trabalha seis O que exatamente será pedido na prova horas por dia.é uma surpresa para o aluno. “Cada con- Há uma sequência para a realização decorrente recebe o desenho, juntamente às todas as atividades programadas, porquepeças cortadas e preparadas. Ele tem uma as primeiras peças executadas passam porhora e meia, aproximadamente, para fazer ensaios radiográfico, visual e de dobramen-o estudo do projeto de modo a entender to. “A radiografia, por exemplo, não é feitao que a prova pede. A partir daí, é com no Senai, e, sim, em uma indústria externa.ele”, informa o coordenador. Cada aluno O laudo é emitido por uma empresa quedeve fazer a interpretação do desenho e da não tem qualquer participação ou interessesimbologia de solda, a montagem de todos na competição. E a empresa tem um diaos conjuntos solicitados e a soldagem pro- para fazer todos os ensaios e nos devolver”,priamente dita, sem esquecer de proceder conclui Valdemir.
  23. 23. 24 ABRIL Nº 13 2010 Entrevista Oportunidades no horizonte do mercado de Óleo e Gás Henídio Queiroz Jorge, gerente de Implementação de Empreendimentos para Exploração e Produção e Transporte Marítimo da Petrobras, fala sobre a exploração a camada pré-sal e as perspectivas para todos os segmentos envolvidos Geraldo Falcão/Banco de Imagens Petrobras Navio-plataforma FPSO Cidade de São Vicente operando no campo de Tupi na Bacia de Santos M uitos desafios, com expec- do mercado para as empresas e profissio- tativas promissoras: esse é nais de soldagem. O momento, assim, é de o cenário do mercado de avaliação das novas exigências e, principal- óleo e gás do Brasil, com o mente, de desenvolvimento de produtos e início das atividades na chamada camada processos, bem como de qualificação de pré-sal, localizada no litoral do país, entre os mão de obra especializada. Estados do Espírito Santo e Bahia. Testes A Revista Solução conversou sobre o estão sendo realizados na área de Tupi, cenário e suas consequências com o geren- na bacia de Santos, e o petróleo do local te de Implementação de Empreendimentos já está sendo refinado. A Petrobras estima para Exploração e Produção e Transporte que, no fim de 2010, o projeto piloto da Marítimo, da Área de Engenharia da área entre em produção, gerando 100 mil Petrobras, Henídio Qureiroz Jorge. Confira. barris diários. Marco para o país, a exploração da A camada pré-sal é considerada um camada pré-sal exige novas tecnologias, marco para a exploração de petróleo estruturas industriais e uma série de outras e gás natural no país. Explique sobre demandas. Como resultado do investimen- essa camada e o histórico de sua des- to em infraestrutura, haverá um crescimento coberta.
  24. 24. ABRIL Nº 13 2010 25 Entrevista Tabaruna/BIP A descoberta de petróleo e gás em pré-sal são de dobrar esta produção emgrandes volumes abaixo de uma camada apenas 10 anos, chegando a um total, emde sal que chega a 2 mil metros de profun- 2020, considerando os volumes do pós-saldidade, pela primeira vez no mundo, é um e do pré-sal, de cerca de 4 milhões de bar-feito marcante não apenas para o Brasil, mas ris por dia, o que representa cerca de 5% dapara a indústria global de petróleo. A história produção mundial de hoje.da formação do pré-sal está relacionada àseparação dos continentes sul-americano e A exploração é economicamente viá-africano, ocorrida há mais de 100 milhões vel? Quais são os principais desafios?de anos, que formou uma imensa rachadura, Tanto é viável que a Petrobras já estáparalela ao atual litoral brasileiro. A rachadura produzindo petróleo em dois poços no pré-foi aumentando e a deposição de matéria sal e já está em processo de contrataçãoorgânica sob rocha e sal deu origem ao petró- de plataformas para os projetos definitivosleo que agora foi encontrado a mais de 5 mil de produção no pré-sal. Pioneira no mundometros de profundidade de água e solo. Os na tecnologia de produção de petróleo emprimeiros indícios de petróleo e gás na área água profundas, a Petrobras dispõe deforam encontrados em 2005, a primeira des- tecnologias capazes de produzir econo-coberta foi em 2006, e iniciamos a produção micamente o petróleo e o gás natural jáno pré-sal em 2008 no mar do Espírito Santo, encontrados e que forem descobertos nasno Campo de Jubarte. Em maio de 2009, área do pré-sal, que se estendem por, prati-começamos a produção em teste de longa camente, todas as bacias submersas. Entreduração na área de Tupi, na Bacia de Santos, o Espírito Santo e Santa Catarina, porém, a Camadas geológicas: oceano,e já estamos refinando petróleo destas áreas. camada, com cerca de 800 km de exten- pós-sal, camada de sal e pré-sal são, é mais larga, chegando a 200 km. Qual o volume estimado de óleo atéo momento? E qual a expectativa em O que as descobertas significamrelação à produção de gás natural? para a Petrobras? As descobertas já realizadas ainda Somente com as áreas que já tem sobestão em fase de avaliação. Entretanto, os contrato no pré-sal, a Petrobras vai dobrartestes preliminares, realizados em quatro de tamanho, e o país vai se colocar emáreas do pré-sal (três na Bacia de Santos e um novo patamar na economia e na geo-uma na Bacia de Campos) permitiram pre- política mundial. Estamos numa posiçãover volumes recuperáveis entre 10,6 bilhões privilegiada. O Brasil tem grandes reservas,e 16 bilhões de barris equivalentes – BOE alta tecnologia em petróleo, base industrial(petróleo e gás), o que dobraria as reservas diversificada, grande mercado consumidorbrasileiras de petróleo e gás, que são de 15 e estabilidade institucional e jurídica. Issobilhões de barris de petróleo e gás. Até o não ocorre com os países com muitasfinal do ano, entrará em produção o projeto reservas que, em geral, têm pouca tec-piloto da área de Tupi, na Bacia de Santos, nologia, reduzida base industrial, conflitoscom 100 mil barris diários. O Plano de regionais e instabilidade institucional. Já osNegócios da Companhia estabelece como países com grandes mercados consumido-metas diárias de produção nas áreas do res têm, de forma geral, poucas reservas,pré-sal os seguintes volumes de petróleo e alta tecnologia, grande base industrial egás em barris de óleo equivalente: 219 mil estabilidade institucional.barris em 2013, cerca de 582 mil barris em2015, passando para 1.336.000 barris em E para o Brasil, quais são as pers-2017 e atingindo 1.815.000 em 2020. pectivas de desenvolvimento advindas da exploração do pré-sal? Quanto representa esse potencial As descobertas no pré-sal fortalecerãoem nível mundial? nossa economia, vão melhorar a percepção A Petrobras produz hoje cerca de 2 de risco do país, possibilitarão a criação emilhões de barris de petróleo por dia, resul- o desenvolvimento de tecnologia de ponta,tado dos seus 56 anos de existência. As consolidando a liderança off-shore do país.expectativas de volumes recuperáveis do Contaremos com mais recursos para saúde,
  25. 25. 26 ABRIL Nº 13 2010 Entrevista Roberto Rosa / Banco de Imagens Petrobras educação, habitação, inovação e pesquisa Quais são o papel e importância da tecnológica e infraestrutura, além da gera- atividade de soldagem para a indústria ção de emprego e renda. Neste sentido, do petróleo? foram encaminhados projetos de lei ao A soldagem é um dos principais pro- Congresso Nacional, alguns já aprovados cessos fabris relacionados à industria do e outros em tramitação, com o objetivo de petróleo. Por ser considerado um processo adequar a nova situação do setor petróleo especial, exige o controle de seus parâme- brasileiro, visando exatamente garantir que tros, antes, durante e após a sua execução. os recursos obtidos com a produção de A indústria do petróleo está passando por petróleo das novas descobertas sejam prio- uma fase de grandes desafios, representa- ritariamente aplicados no desenvolvimento dos, entre outros aspectos, por novos tipos econômico e social do país, em melhoria de óleo, novas temperaturas de proces- das condições de vida do nosso povo, com samento, altas profundidades e elevadas oportunidades de emprego e renda. pressões. Esse novo cenário requer que equipamentos e tubulações sejam projeta- Como está a capacidade instalada dos e construídos com utilização de mate- da indústria para atender às demandas riais que resistam a essas novas condições que vão surgir a partir da operação? operacionais. Os materiais utilizados nessas Com a política industrial que está sendo soluções são geralmente de menor solda- desenhada pela Petrobras, focada no incen- bilidade, requerendo assim maior domínio tivo à nacionalização, desenvolveremos no técnico sobre três importantes aspectos país uma enorme cadeia produtiva, capaz da soldagem: metalurgia, processos de de suprir as necessidades de equipamentos soldagem e normas de projeto, construção e serviços de engenharia para atender às e montagem. necessidades do setor petróleo no Brasil e Amostra do óleo extraído pelo navio de para exportação. Qual o recado que a Petrobras podeprodução FPSO P-34, no campo de Jubarte, dar aos profissionais e empresas do na Bacia do Espírito Santo A operação envolve toda uma cadeia setor de soldagem? produtiva e obras diversas, como cons- Com o crescimento dos investimentos trução de plataformas, gasodutos e em infraestrutura que o Brasil assistiu nos outros projetos. Como estão esses pla- últimos anos, o mercado especializado em nejamentos? soldagem se ampliou consideravelmente, O objetivo é produzir no país tudo o o que nos permite afirmar que a soldagem que for possível. Para isso, a Petrobras vem constitui hoje uma excelente oportunidade de se articulando com a indústria nacional e entrada no mercado de trabalho para profis- procurando empresas internacionais produ- sionais de diferentes níveis de escolaridade toras de bens e serviços para o setor, visan- e formação acadêmica. Nos últimos anos do incentivar a instalação de fábricas no foram criados, por várias universidades, em Brasil. As atividades do pré-sal constituem diferentes regiões do país, cursos de pós- uma oportunidade para a consolidação da graduação em Engenharia de Soldagem, indústria nacional de forma competitiva e fator que poderá dar grande impulso e for- em bases sustentáveis. Esses investimen- talecer este importante segmento industrial. tos estimularão o desenvolvimento de toda O mercado de trabalho brasileiro apresenta uma cadeia produtiva de alta tecnologia uma forte deficiência na oferta de mão de para atender às sofisticadas soluções tec- obra especializada em soldagem, em todos nológicas necessárias à exploração das os níveis profissionais: soldadores, encarre- jazidas do pré-sal. Com a intensificação da gados, inspetores, técnicos e engenheiros demanda por bens e serviços, o Programa de soldagem. A fim de minimizar essa carên- de Mobilização da Indústria do Petróleo cia, mais especificamente de soldadores, a (Prominp), uma parceria entre Petrobras, indústria da construção está voltando sua Governo e centros formadores de mão de atenção ao uso de processos de soldagem obra, ampliará sua abrangência, envolvendo mecanizados, automatizados e até robotiza- também a iniciativa privada, centros de pes- dos; assim, a falta desse profissional pode quisas, universidades e fornecedores. ser amenizada.
  26. 26. ABRIL Nº 13 2010 27
  27. 27. 28 ABRIL Nº 13 2010 Lançamentos GMH – Sistema seguidor de junta automático Tradução da Svetsaren, revista da ESAB Global O seguidor de junta GMH, um Aplicações sistema robusto e fácil de usar • Construção naval (painéis, sub-compo- em soldas automáticas, é for- nentes). mado pelos cursores motori- • Geração de energia (torres eólicas, cal- zados da ESAB e pelo sensor de contato deiras e vasos de pressão). especialmente desenhado para aplicações • Componentes de infraestruturas (vigas, de soldagem. pontes). O sistema GMH minimiza os reparos • Veículos fora de estrada (escavadeiras, e ajustes após a soldagem, pois garante caminhões articulados). o posicionamento ideal do arco elétrico durante o processo. A qualidade de toda O GMH está disponível junta é mantida sem que o operador pre- em três versões: cise se concentrar no posicionamento da • Com o painel de controle frontal: adequado cabeça de soldagem. Assim, permite-se para Tratores A2 / A6 e para carro sobre viga que ele se concentre em outros dispositi- A2 / A6 da ESAB. Soluções automáticas com GMH vos do sistema de soldagem, reservatório pequenas distâncias entre a cabeça de solda- de fluxo e rolo de arame, evitando a inter- gem e a caixa de controle GMH; assim, o ope- rupção da produção. rador possui uma boa visão da junta de solda e da cabeça de soldagem sem se mover. Conteúdo do sistema • Com controle remoto (sem painel frontal): A cabeça de soldagem é montada sobre adequado para Colunas Manipuladoras e para um cursor motorizado duplo, no qual ela grandes instalações automáticas com gran- pode ser movida para cima e para baixo, des distâncias entre a cabeça de soldagem e para a esquerda e a direita. O sensor é a a caixa de controle GMH; assim, o operador parte mais importante do sistema, forne- deve se deslocar, a fim de obter uma boa cendo informações sobre como ajustar os visão da junta de solda. cursores para manter o arco na posição ideal. • Sem o painel de controle e sem o controle Existem sensores mecânicos de contato para remoto: adequado para soluções personali- variadas aplicações, e sensores indutivos zadas, em que o controle remoto do próprio também podem ser utilizados. cliente é adaptado para a caixa de controle do GMH. Operação O operador usa o controle para guiar a cabeça de soldagem e o sensor mecânico de toque na posição correta. Nenhuma Principais características programação é necessária. A unidade é • Fácil de usar, não é necessária pro- ajustada no modo de rastreio e já se pode gramação. iniciar a soldagem. • Robusto. O GMH tem capacidade de seguir juntas • Flexível, com um controle remoto. curvas para realização da soldagem auto- • Períodos curtos de montagem. mática, a partir do momento em que estas • Conveniente para o operador. estão dentro do intervalo de trabalho dos • Minimiza os erros do operador. cursores motorizados utilizados.

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