Ocupação nos Altos do Paranapiacaba

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Pesquisa do Barão do Pirapora sobre os antecedentes da fundação de Piedade-SP

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Ocupação nos Altos do Paranapiacaba

  1. 1. Ensaio "A Ocupação dos Altos do Paranapiacaba” UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO o Antecedentes da Fundação de Piedade Professor Rodrigo Ayres de Araujo
  2. 2. “A Ocupação dos Altos do Paranapiacaba” Rodrigo Araújo “Ninguém foi mais andejo do que o paulista. Ele esteve presente nos quatro cantos cardiais do Brasil. Ele não fo¡ apenas o conquistador, o alargador de fronteiras, foi antes de tudo o povoador. E quem povoa transmite seus usos e costumes e um acervo dc lendas. ” Alceu ; Maynard A raú jo
  3. 3. HistóricodaFundaçãodePiedade “A Ocupação dos Altos do Paranapiacaba” A presentaçâo: .. ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. . .3 Geologia de Piedade: - Estudos geológicos da região dos Altos do Paranapiacaba. . -Aquestão do mitovulcânico. ... ... ... ... ,.. ... ... .,. ,.. .. O meio ambiente piedadense -ReservaJurupará . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . .6 -Influência do meio ambiente com a história de Piedade . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . .7 Antecedentes - A ocupação no rio das Lavras . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . .i . ... ... ... ... ... .. . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ü' i9 - No cantinho das matas virgens- Agricultura Paulista no - a questão das sesmarias nas terras próximas do Litoral i1 - Do Rio Grande do Sul de São Pedro ao Campo largo de Sorocaba. ... ... ... ... ... ... . li OTYopeirismo - O tropeiro: hábitos e costumes . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . 14 - A feira de Muares de - A questão do registro . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . 17 - 0 Cantinho altemativo ao longo do Rio Sarapui. ... ... ... ... ... ... ... . 19 Fundação de Piedade -Doação da terra por Vicente Pacheco - Formação da comunidade Piedadense: Clube Literário e Igreja Bibliografia . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . . .. ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. _.30 Biograiia . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. , .31
  4. 4. Apresentação Ao realizar este ensaio, procuro ter como base a questão de Piedade, antes da fundação em 1840, no entanto este material é como um guia de estudo, onde poderei me aprofimdar com apoios acadêmicos e orientação de professores do Mestrado em História Social, na Universidade de São Paulo. Existe uma dificuldade inicial, em relação as fontes, pois, possui muito pouco material de São Paulo no séculoXVHI, ainda mais se tratando de Elistória Local. É necessário um trabalho de pesquisa de campo e entrevistas com pessoas mais velhas, porem, sabe~se que existe o perigo da relatividade cultural, onde buscamos relacionar o passado em co- mum, mas nunca estarmos la para ver o que realmente aconteceu, por isso o que devemos fazer, nào é uma descrição do passado, mas sim uma compreensão. Uma das fontes principais desse trabalho, posso destacar a pesquisa de António Leite Netto, pesquisador e autor do livro "l-listória de Piedade", que traz o enfoque direto da questão do Muni- cipio. Também aprecie¡ muito o trabalho de um geógrafo. autor do livro “Caminho das Tropas", Rnñtel Stratbrírti, que defendeu sua tese em cima da História de Sorocaba. sua visão do tropeirismo e bastante inovadora no assunto, e das orientações do Centro de estudos do 'lropeitisnto em Sorocaba, com minha criativa professora Vera Ravagnani Job e do sábio Adolfo Frioli, ambos tiveram sua iniciação ao estudo do tropeirismo. buscando em Aluisio de Almeida, a compreensão detc ciclo econômico, analisando a historiografia, procurei fazer um paralelo dessas fontes. alem do resgatado pela história oral. Sempre trabalhando com arte, procurei scr atencioso no ponto de vista social, como hábitos. costumes, atitudes, vida cotidiana dessas personalidades, nesse aspecto, senti um pouco de dificul- dade por espelhar-me num periodo obscuro da História de São Paulo, que são do inicio da Capitania no final do SéculoXVIII até aos meados do seculoXDf, ai é que peguei referências de Taunay e J . Washt Rodrigues, este último, artista como eu, procurei me identiiicar, mas fo¡ um pouco mais dificil, pois ele faz parte da fase dos historiadores “autoritáriofda era Vargas. Consiste num mate- rial voltado à milícia paulista, ainda vou me aprofundar mais nesse assunto. Na questão Piedade como palco, tive uma série de entrevistas com o geólogo Renato Jordan Leite que defende tese sobre as pedras em Piedade e dos materiais pesquisados pela minha mãe na questão do meio ambiente, a Bióloga Ruth Rodrigues Ayres de Araújo, deixando clara e evidente minha caracteristica ambientalista nos textos. A elaboração da obra deixa uma importante documentação para pesquisadores, pois neste ensaio, trouxe assuntos inéditos para essa região, que e a questão do caminho nltemativo dos tropeiros, correspondendo a ocupação de pelo menos quatro Municípios da região, e também abre uma fase de concepção e de uma nova compreensão das cidades situadas próximas de Sorocaba, que chamo gentilmente de “Altos do Paranapiacaba". Rodrigo Ayres de Araújo
  5. 5. Geologia Piedadense Estudos da geologia da região dos Altos do Paranapiacaba Quando se deve pesquisar a questão da pré história do Muiticipio, é importante estudar o trabalho e tese do Geólogo Renato Jordan Leite, o maior pesquisador no assumo. Sua tese de mestrado na Universidade de São Paulo, baseia- se exatamente na questão da formação do tareno acidentado de Piedade, uma simples obsuvagâo de seu trabalho pode ser desa-ito dessa forma' 0 municipio de Piedade situa- se nas encostas da serra do Paranapiacaba, fazendo limites com Votorantim, Salto de Pirapora, Ibiúna, Pilar do Sul e Tapiraí”. A topografia do municipio ' predominam terrenos ondulados e acidentados, Devido sua localização geogníñca, ocorrem muitas variações climáticas, isso é comum para um nrunicípio que está entre duas serras( Paranapiacaba e São Francisco). Essa variação climática é uma das qualidades de nossa cidade, podemos dizer que e' o melhor clima da região. Piedade esta assentada no planalto cristalino, atlântico, unidade geomorfológica que constitui um relevo momanhoso. As rochas formam grandes lentes de quartizitos intercalados, dos ñlitos, anñbolitos e micaxistos (espécies de rochas que encontra-se em nossa região). É grande a variedade de rochas encontradas na topografia piedadense. Piedade faz parte do dominio morfoclimátioo dos “mares de morros", área cristalina e cñstaloñliana do Brasil de sudeste, que se caracteriza pela profunda decomposição de rochas. Como podemos observar os núcleos de pedras do “Cmzeirãd”, da "Casinha da Pedra", localizada no bairro dos Cotianos, e nossa “Pedra do Elefante". Precisamos aprender a respeitar o nosso meio ambiente, pois rochas como essas são necessarios milhões de anos de desenvolvimento geológico, passando por diversas mudanças climáticas, como desértioos, giaciais e até mesmo invasões do mar. A Bacia do Paraná ( conhecida depressão rochosa na porção sudeste da Améácadosunqueerainvadidapelomar e ocupava os espaços de Mato Grosso do Sul, Oeste Paulista até Minas Gerais. Sorocabatàáapartedabordalesteda Bacia do Paraná. Que consiste em 7 " . imaginamos que o atual municipio era mar em 570 milhões a. C. Sorocaba ePilardo Sul eram mares giaciaís, Piedade por sua vez já se encontravam geleiras, onde destacavaru imensos icebergues pelas águas da Bacia do V . ruínas Gerais
  6. 6. 5 Parana. Esse periodo o continente da América do sul era "grudado" com o da África, e vida na face da terra, somente alguns invertebrados (animais sem vértebras) que viviam no mar. A importância da Bacia do Paraná, reside no fato de manter registrado atraves das camadas de rochas e tõsseis sedimentares, as sucessivas mudanças nas condições que atuaram du- rante a era Paleozóica (570 a 180 milhões aC. ) e Mesczóica (180 a 65 milhões aC. ) Após o decorrimento desse tempo, a Bacia do Paraná já se encontrava totalmente assoreada, não podendo mais acumular @internos São conhecidos então, registros de ambientes em que houve uma invasão do mar, assim como a existência pretérita de climas glaciais e até mesmo desérticos. Os registros presentes na região de Sorocaba, são exclusivamente pertencentes à um ambiente glacial. Talvez se viajássemos no tempo à era glacial, poderíamos observar que o local onde se encontra a Matriz de Nossa Senhora de Piedade seria talvez uma enorme geleira, e os bares perto da ponte, montanhas de gelo. A questão do mito vulcânico Qual é o papel representado pelas rochas na ltistória evolutiva da Terra e qual a contribuição das rochas existentes em Piedade para o seu entendimento? Sendo este o âmago do conhecimento geológico a ser obtido em qualquer lugar de interesse pelo cientista da Terra, seres 1 - - inanimados como a rocha são como palavras - I de um antigo manuscrito timbrado pelo -› ' desgaste do tempo e pela perda da maior parte de seu registro, muitas vezes reduzido a meias- palavras de pouco nexo, embora de proñmdo significado quando coerentemente organizadas. Urna rocha por si só é um indivíduo de características próprias, mas que a sua análise revela constituir-se parte integrante de um ambiente gerador, como um produto de processos especificos que atiraram num determinado momento do tempo geológico. A cidade de Piedade contém rochas de contexto comum a muitas outras da pane leste do Estado de São Paulo e estão caracterizadas ' dentro de eventos de formação que não se limitam a uma escala local, mas que ultrapassam limites regionais, interestaduais e ate' mesmo continentais, com relativa intimidade a certas rochas que se encontram até mesmo na costa oeste da África, sendo isto uma parte dos argumentos que sustentam uma união entre Álhca e America do Sul no passado geológico. O estudo da evolução das rochas na região de Piedade permite uma separação em dois principais eventos que ocorreram ao longo do tempo geológico. O primeiro, mais antigo, remete-nos ao Proterozóico Médio (1,8 - 0,9 bilhões de anos atrás) quando as rochas geradas a partir de sedimentos, principalmente argilosos, representavam partes proiimdas de um antigo oceano que teve seu tim com a geração de uma cadeia de montanhas, processo conhecido como orogênese, que tem sua causa relacionada à colisão entre continentes a deriva Ccnsequentemente, as rochas sedimentares que um dia existiram sofreram metamorñsmo ao longo deste processo, resultado do aumento das condições de pressão e temperatura reinantes, e foram parcialmente liquidiñcadas através de fusão e posteriormente solidiñcadas novamente. Hoje nós nos deparamos com este tipo de rocha, conhecida como ñnigmatito", que é muito comum ao longo de toda cidade de Piedade, mas que já se encontra muito alterada na constituição de solo. É. uma rocha caracterizada por bandas vermelho-acastanhadas (parte sólida) e brancas (parte “liquefeita")
  7. 7. 6 epodeserobservadaatrasdoestaciortamentodonovoo doPereiraatrásdobardoAmaraLnobarranco àfrerttedasama Casa de hrlisericórdia e outros. O ser produto alterado pela ação ; . , climática é conhecido regjonalmente como “piçami” 0 segundo evento geológico de importância não menor que o acima exposto ocorreu por volta de 600 milhões de anos atrás, no Proterozóico Superior, e relaciona-se a um momento de aquecimento generalizado da crosta que culminou com a geração de grande quantidade de magma (rocha no estado liquido). A cristaliznção (solidiñcação) da rocha, então, originou o já fantil- iar granito. Esta rocha é muito comum em Piedade, representada pela pedra do “cruzeirãd”, “elefante” e também encontrada em _ _. , ___ ___-. ,__. .. praticamente toda zona rural da cidade, onde é genericamente Cam da PCM 150144730 M050” conhecida como “olho de sapo". Granitos são sempre gerados °“"““”15”°“ de Hedm' pela cristalização de magma em proñindidade, geralmente entre 10 e 20 km, e por isso chamados de rochas plutônicas, mas o magma também pode ter a sua cristalização em superficie, gerando rochas vulcânicas. Normalmente vulcanismo e plutonismo sempre ocorrem associados e, assim sendo, porque não existem em Piedade rochas expelidas por um vulcão e apenas granitos? A resposta, obviamente, seria mais fãcil responder a 600 milhões de anos atrás, pois o vulcão realmente havia e deveria estar em uma superñcie ao redor de 20 km acima da atual! Após tanto tempo extinto, este vulcão e toda superficie ao seu redor foram totalmente erodidos e agora nos resta apenas a sua raiz, ou seja, os granitos! Pequenos trechos de nossa história geológica narrados acima representar¡ apenas um sumário diante um enorme mundo de informações que podem ser extraídas através da análise de rochas. O estudo sistemático da geologia de uma determinada região procura justificar com dados e observações do presente os acontecimentos passados, assim como ordena-los. Como escreveu o geólogo escocês Charles Lyell (1797-1875) em seu Pñncipfos de Geologia. livro de cabeceira de Charles Darwin (1809-1882): “O presente e' a chave do passado". Renato . Jordan Leite . geólogo do Insünzto de geodândes da USP and desonvdwndo um projeto de pesquisa sobre as tocha: pm- sonres na regiao de Piedade, em colaboração com pedaços da Umvsrsoade de Album, Canadá. Pam m! pro/ aro, Renato rol ao Canadá, onde est¡ concluindo o Doutorado. e levou uma axpisesivo quantidade de antes-tras de mais: »restantes em nossa região. m Em 1780. leram distribuídas várias seamartaa, que eram terrenos doados a pessoas que se destacaram na época da Gemma e Império. algums dessas : cantadas ioasltzavam ao bocado: iioeTurvo e Sampul, na clreçãoooseitâo. Naquela época, esa-s red-Anata considerada como “terras perto pomar'. Nesse eenteieocastaeamoa -a figura da Joao Boiadeiro, queem rem rtcsbeu uma sesmartraa margens do Rio Turvo. oo tado do mar. Essas terras estavam situada¡ cata hoje é o Municipio do Tapinl. Nessa época. estavam maoeitdoawausnaPiedadeeaViladoSontnAmónlcdoJuquiá. umlanlodimmeaumadaotrtmsopamduporumvaatomrtàoea Semoohmmpiaeabacomopassudolempqirtoraoormtoram estabelecerá: emmasduasnlaseiormmdowncaminitomtuzlim 1%. o Governo Provincial, amu uma armada que farta parte da iigaçáo entre Ipanema (Sorocaba) e Juqula. e depois até o nur. onde fuuramentesepretendhcerstrukumpono. Foiencarmçadopamo aveiro Pisdadedumñmptvsiduuràcàrmadsvhuaâa Piedade. odietxnnúacomtodeeoaeslotvespamotxúiraabra. mnpaiaandevubamoúmhbeomnqkvamrwnadálsnrearmndeàtammun mxmtisrmquelncatziamobraçomum. Nbtotetmooepois. am19m, ceiesnnoAméihnéoesignadopaiasirpervasmraoamuçso da estada ateJuquiáquc ñcoupromaem 1923, Em ! Qzgjáera poulvellrde automóvalatbowadotxfo, asomertteümetrosdnñlo Juquiamiio. com a estrada surgiram os primeiros #amassados em eoloncar a regiao. Eormnoo de Ouvi-wa. Gx-UDBHD da cidade de cammamasainwmmratocomCeiestimAmértcopam meoirsvender terras noJuouiznnhe_ coruiassRIoVorda Aínlcàtivabeaasou . Umanodepoia, osriganhaâre calam/ alia : saum a responsabilidade do contrato. No dia t5 de Julnode acao. ntaieeu menosastrés horas dahruzaeatavamoeooisenlre osdoisbraçosdoflloeirãodasonçaa, qinndoceiwinottrmdebainhaoseu irtseptarável Iacâmarou umoshcaeflrtmumchñqondemaümrdaseriauçúdaapñmeimcapelaepfufefizoufmmaeràaatdedafumm poiecçáoiataatmo Ani-Mooito Di. cem Vale : an: tundaooreadeTaplmLAr revoluções da @D53 mlüdâcamm muito a venda no tam: : da povoação, :pe recebeu prtmelmm-L-ma o rtome de 'Patnmonio do Paranapiacaba', depois 'S. Gamma', 'Princesa Isabel' e flmimente Tapiraí, que sigam: : Ribeirsodas Antas em tupiguarsni. No dis (ndo omubro dede ima. um acontecimento, a manga-ação pelo nene/ mr de São Pauta. Dr. Annando Salles do Oliveira, m estada Tepiralaluquía, com a futilidade doe transportes, !em lnlcb a inumação do satãopam aiaraçáode atacam aa limitação da carvàoqm trouxeram riquezas para aregize a a expansãoda povoação. En 1%. Tapira¡ emociona-sede Piedade, como! lindaerpiora$odosertñmeMuniolplopreeumnevosrumoeapessaasedediearmisaauriarttun. cornos Fazendamchâmndeproamaosmcháparatodaarvgtaoaora axponsooparaohpàolanüénthemoumvmdógeoun : :namespace-samurai óacauieeramcmhaneeasmrmwiwptoàm da Fnañathdñ. Abhávusàchdedetzpwannuumpuçào depemaqxmdzmmmumdepaiaaedomumkmmmpedamwmnuuamxweeeseàmén. hespeemidacunproduzideeam Tàpirai. variam entre meme, gengibre a o eogumeio oo sai. o cogumelo ao¡ 6 medicinal. ajudando as pessoas com a em: de diversas domaeiapâmubfeâunumlcípbmieastácraecendomcuwaeêdmaçao Oaarthnndaeitasaslopoatatxpnnmu aenrstuum gi-upoeateztro. O Turismo Eeoiógiaoem Tapiraí. está em ascenção, possui uma ONG que traiu da secretos srtblevtlzia, ÍSnNO-Fbltsfa' hvoreoertdo a divulgação em que diversas pessoas : do atraidas por sua beim neutral. O Municip¡ está ss tomando estância nirlsttea. tendendo intnwswturaeeonasooitstruçdesdepouasdas. (Antonia leite NettoeRodrigoArsújo)
  8. 8. Meio Ambiente Piedadense A Reserva Jurupará Para obter uma idéia sobre a Piedade do passado remoto, deve-se estudar sua exuberante biodiversidade, observando as riquezas existentes nessa mata atlântica, busca-se a pesquisa da bióloga Profa Ruth Rodrigues Ayres de Araújo, importante representante do meio ambiente de Piedade, pesquisadora do ecossistema e pioneira nas questões ecológicas, datando suas primeiras atuações nas décadas de 80, também da criação do COMDEMA ( Conselho Municipal de desfesa do meio ambiente) e da AESFA (Associação Ecológica São Francisco de Assis) que foi representada na ECO 92, no Rio de Janeiro. A Reserva Jumpará está Localizada a 44 Km do centro de Ibiúna, no 2°. Perímetro de São Roque, a Reserva e Represa Jurupará. ( popularmente conhecida como Cachoeira da Fumaça ), foi instituída pelo decreto no. l2.l85 de 30/ 08 / l.978 nos Municípios de Ibiuna e PiedadeSua área é de 239.004.750.00 m2. e faz divisas: Rio . luquiá, Rio dos Bagres, Rio do Peixe, Vargedo e Capela Azul. A Mata Atlântica Esta mata recobre a Serra do mar, aquela grande cadeia de montanhas, quase paralela ao litoral e é um tipo especial de vegetação, por isso é uma floresta úmida e que se auto sustenta Possui uma enomte variedade de plantas e de árvores, que abrigam milhões de insetos e pequenos animais que produzem um grande número de sementes . frutos e “frutinhas" silvestres. As árvores são literalmente coberta por outras plantas, como vegetais superiores. orquídeas, Cactos, vários cipós ou vegetais inferiores; liquens, algas, musgos, fungos. Há grande números de epiñtas . Ex: bromélias. Variedades imensas de samambaias. Na reserva, tem samambaias gigantescas, as samambaiaçús. Confundem-se com as palmeiras . Tem árvores chamadas de “lei”. Ex: canela . peroba , cedros. árvores floríferas , com um colorido intenso como as paineiras, manacás da Serra e os ipês. Esta floresta desde o inicio da colonização foi a primeira a sofrer a devastação do homem. É também chamada a zona da mata por sua vegetação e alguns animais parecidos com o da floresta Amazônica . Na mata atlântica por sua abundância de alimentos muitas espécies criam seu espaço e alí se multiplicam dando um encanto especial à floresta. As palmeiras de diversas especies , __ produzem o palmito e também tintas que fazem as " ' delícias das diversas aves. V A Construção da Usina trouxe uma ocupação diversificada de moradores, que ao mesmo tempo que se civilizavam no meio da floresta, formariam uma comunidade isolada, criando seus próprios Cachoeira da Fumaça BAlBUÍtQI Lua. r amp (magia
  9. 9. 8 hábitos e costumes. Histórias como a dos “cabeça vennelhasmlou os “vermelhos” “instiga a criação de uma ocupação na serra do Paranapiacaba, antes mesmo a dos bandeirantes”. comentam os moradores da CBA Inlluência do meio ambiente com a história de Piedade Antônio Leite Netto, autor do livro História de Piedade, faz uma referência ao "Arvão”do bairro dos Leites, é assim que o povo chama o enorme pé de “tinta de cavalo", diz ser tão antiga que segundo a história oral, já fazia sombra aos tropeiros vindos do sul, e até mesmo foi usada como pelourinho para açoitar os escravos da Fazenda das Lavras. Na Primavera, cobria-se de orquídeas, remoçava-se com o colorido das ñores e o verde de suas folhas, essa árvore centenária enfrentou muitas tempestades, mas o tomado de 1987, arrancou-lhe os galhos mais fortes e mas folhas, mesmo assim, o “arvão"continuou de pé, mas eniientando problemas com os cupins. Antônio Leite refere a árvore centenária como um símbolo do Bairro dos Leites. A Paineira é o símbolo ambiental de Piedade. Existindo há aproximadamente 250 anos, esta árvore também serviu de referência aos tropeiros, que paravam para descansar sob sua sombra, as margens do rio Pirapora, onde paravam tomar os seus chimarrões e fazer a queima do alho. A Paineira, foi palco de muitas atividades românticas do inicio do século, por que era ponto de destaque. As árvores naquela época eram mais comum do que as de hoje, mas as árvores que ficavam perto de rios eram as que mais chamavam atenção. Com o passar dos tempos, o desenvolvimento foi chegando e a paineira destacava-se ainda mais no cenário piedadense por que outras árvores foram sendo cortadas. Em 1992 a marginal teve que ser duplicada, e ao invés de desviarem o curso da pavimentação, resolveram cortar a árvore alegando atrapalhar o progresso no município. A população juntou o maior número de assinaturas para impedir tal ato, com todos os esforços da AESFA-Associação Ecológica São Francisco de Assis, impediram que a secular árvore fora cortada. Em 1993 construíram uma estrutura sob a árvore tão velha e que hoje representa a força da questão ambiental_ promovendo a melhor qualidade de vida para o povo. m Conta a lenda que na Vila da CBA. aparecia de mas em mea um caboclo, com cabelo lodo vermelho, surgia e campmva sa! dos vendedora. alguns «oradores comentam que a aldeia deles ! leave cerca de ao Km por mam a dentro, e que 1:¡ eidstla famílias. todas Iguais ao caboclo. segurada a historia oral_ esse ocupação nessas matas ocorreram por Juquitiba_ quando navios pinus atacaram o litoral sul, m1 lcapam e mando Norte do Paraná, vieram alguns aventureiros e lnstalamm moradias por all. também existe relatos da oeupsçâode pessoas rum: : ocuparem a ração. onde : má loallzedoo bairro Miguel Russo. entre Piedade e Taplml. Li é um desvenda do RloVermdho que estando-se ao coraçao da reserva JuruparálRodnoo Araújo- Arquuvo Pessoal contos e Causos) B nvixsixtil~ . no.
  10. 10. Antecedentes A Ocupação no Rio das Lavras Estudos dos antecedentes da ocupação do bairro do Pirapora Acima devemos enfocar a entrada dos bandeirantes no Arraial do Ipanema, e destacamos um pouco da obra de Aluísio de Almeida, que destaca um “peabíru” que existia nas ruas da atual Sorocaba, da qual teria início no litoral sul de São Paulo, em Cananéia ou em Iguape, por onde passavam os silvícolas e, bem mais tarde, transitariam os Bandeirantes e Missionários, em demanda do sul e oeste, com ramos que também se dirigiarn ao litoral. Aluisio de Almeida escreve que uma das origens da formação de Sorocaba, tem ligação com o morro do Araçoiaba, ou seja, o antigo Arraial do Ipanema. “Cerca de 1589, Afonso Sardinha, "O Velho”, seu filho homônimo conhecido como “O Moço”, e o técnico em minas, Clemente Álvares, estiveram no morro Araçoiaba, à procura de ouro. Encontrando minério de ferro, imediatamente comunicaram ao Governador Geral o achado. Em 1599, aqui esteve o Governador D. Francisco de Souza, levan- tando um pelourinho na nova Vila de Nos- sa Senhora de Monte Serrat e mandando mineiros eacplorarem os córregos, rios, mon- tanhas da redondas, em busca de ouro. Não o encontrando, após seis meses, retirou-se D. Francisco. tendo inicio à decadência da Vila, que acabou por se mudar. por ordem do mesmo Governador, em 1611, para ltapeboçu ou Itavuvu, ficando sob a invo- cação de São Felipe, em homenagem ao Re¡ da Espanha. Também esta povoação teve vida efêmera". Muitos sairam do Arraial do Ipanema à procura de ribeirões, seguindo o cerrado de Sorocaba, ao sul, provavelmen- . . te encontrariam veias do Rio Pirapora que Rio dia tmn ' _ - A ligava ao Rio das Lavras. Conta-se pelas ? É tradições orais a existência de uma ocupa- isvg: c; ção longínqua, datando 1640, uma comin- &nm P va, com índios e um padre, que instalaram no Rio das Lavras (atual bairro dos Leites em Piedade). Estende-se uma pesquisa do Historiador Antônio Leite Netto, que bus- cando fontes do Arquivo do Estado e Refe- rências na Arquidiocese de Sorocaba, des- tacamos a segunte observação; “ Conta-se que pelos anos de 1640, um certo padre Siqueira, com 400 homens entre indios e escravos acamparam-se nas margens de um ribeirão, onde nas proximida- des de uma cachoeira perceberam vestígios de ouro. Represaram as águas, desvíaram o leito do rio e durante cinco anos batearam os cascalhos até extrair todo o ouro possível. Depois partiram em direção ao Vale do Ribeira à procura de outras minas”. No Rio das Lavras, hoje é possivel observar a alteração do homem na cachoeira, diversas pedras estão lascadas . Diz ainda Antônio Leite Netto que naquela localização, ñcou somente um morador, José Paulino, que era casado com uma india. Foi a primeira ocupação descrita em terras que hoje é o Municipio de Piedade, e além dessa história, associamos a ocupação dessas terras, após a ñrndação de Sorocaba pelo bandeirante Baltazar Fernandes, a procura de mtas virgens para agricultura no século XVIII, as sesmarias, que eram as terras doadas, e por último e mais importante, o tropeirismo, onde destacamos o povoamento das terras, formando o bairro do Pirapora Acima, que mais tarde mudou para o Municipio de Piedade.
  11. 11. 10 No caminho das matas virgens - A Agricultura paulista no Século XVIII Na história de São Paulo, no entender do estudo da agricultura do século XVHI, descrevemos a necessidade de exportar técnicas agrárias de Portugal, pelo que se diz de uma carta de Marques de Pombal ao então governador de São Paulo, Morgado de Mateus, recomendando-lhe “toda aplica- ção e cuidado com a aumenro da lavoura e o eswbelecimento do conrémio", referindo-se à capita- nia, que recentemente havia sido dividida de Minas e Rio de Janeiro. O Governador, pôs-se a criar estratégias agrícolas, afim de aumentar a produção, incentivan- do os agricultores a plantaram mandioca e algodão em larga escala, esperava o governador que "com a maior : mação dos frutos. fazer aos lavradores maior desejo de aumentar suas plantas à vista de experiência dos lucros que dai se lhes seguiam". Por outro lado Morgado de lvlatetrs observou a “inércia irredutivel destes agricultores remissos “, é o que afirma o Visconde de Taunay, observando a precariedade descrita e a mente limitada dos fazendeiros e outros paulistas livres. No que sc pode perceber é que a utilização dos recursos agrários para obter as produções, na mentalidade paulista. consiste em desmatamento de mata virgem, dessa forma procuram terras com maiores condições férteis. Ainda assim baseado nas observações de Antônio Piza, Taunay descre- ve: “As anomalias vigentes na agronomia paulista motivaram como de esperar. com a dendroclastia intensa o desflorestamento de áreas cada vez mais consideráveis”. 0 que se observa nas documen- tações datadas a 30 de janeiro de 1768, descrevia de forma singela a inevitável preocupação ao meio ambiente, do próprio Morgado de Mateus. “O uso das roças em mata virgem extingue as madeiras. Há de vir acabar com os paus de lei e os de canoas que já com dificuldade se acham(. ..) Muitas léguas ao pé desta cidade tudo é campo porque há muitos anos se lhes acabou o mato virgem e não cresceu outro" Logo, se via a necessidade de procura a outras terras virgens, e o problema da conduta e o resultado social que isso traria, preocupava o Governo. “Isto não tem propósito algum Senhor! os homens atrás da mata virgem cada vez mais se alongando da Sociedade Civil. Os mesmosjá foram civilizados pouco a pouco hão de perder a doutrina que aprenderam e se Hão de vir assemelhando outra vez ao gentílismo que deixaram". Ao que se pode entender. é que formaram pequenas povoações, em algumas delas capelas rústicas como a dos moradores (pau a pique e teto de palha), centralizados em alguns pontos, os que assistiam missas eram poucos fiéis, os demais não compareciam, por causa da distância que tinham de vencer: afastavam da desobriga pascoal e os rapazes se batizavam adultos exatamente por causa da distância. Dessa forma, ocorreu o seguinte: os fregueses de Cotia, localizada a sete léguas de São Paulo haviam, sempre em busca de terras virgens, passando a ser munícipes de Sorocaba, a vinte léguas da sede de sua antiga paróquia. Alerta-nos "fantasy, sobre essa tendência que levava os roceiros a viverem dispersos pelas roças e embrenhados criava a mais deplorável mentalidade. Só faziam gosto da solidão e para ela. , fugiam. Se algum viajante por acaso encontrasse algum desses solitários, ñcava esse tão assustado e preocupado que nem o chapéu lhe tirava e se esse viajante lhe “dizia a minima palavra, desconfiava e logo o assassinava! ” Foram esses tipos de homens, os primeiros a povoarem os arredores sorocabanos, paralela- mente ao mesmo tempo dos tropeiros que ali se instalavam Logo, em 1766, foi decretada a lei que mandava criar novas vilas e povoações, desde que houvesse cinqüenta vizinhos agremiáveis, proibindo os “sítios volantes". Essa lei deveria ser aplica- da a todo o Brasil contemporâneamente, para se evitarem migrações de uma capitania para outra W No bairro do Funil. s famoso até mp pela 'Fonte sao José', fontes naturais de água mineral pura, dos altos da serra do Puranapmcaba. segundo a lenda_ diz que o dono daquelas terras, havia sonhado que mma gruta unha uma , imagem do santo São José. uma aáaodemuoe uma das pedras. undlamantemumvalüoao, quandoodono da ten: acordou. fo¡ ver agruua, oobsorveu que a Imagem eetavnlâoamacutamaanaopoueviaebrtrapedra pamversehavradrarrtantaJalhistórln mndeuaodomdatenaacommtcáoue pousadas e vendas, pola atraiu uma porção de fiéis e devotos de São José. Segundo a História oral. alguns «moura locais. comentam que asse dono da fan-rua inventou a história do carmo, só para atraor pessoas para aquela regiao. 'o com da fazenda acabou tando dificuldades financeiras no final da vida. tecido que vendermuilos terrenoüRodngo Araújo-Arquivo pessoa¡ Contos e causos) B lllBíÂtíílY* rolo
  12. 12. ll A Questão das sesmarias das terras próximas do Litoral Além da procura de matas virgens, a suposta vinda dos cotianos às terras de Sorocaba, lem- brando que Vicente Garcia era um cotiano que residia emn Sorocaba). Em 1780, foram distribuidas várias sesmarias, que eram terrenos doados a pessoas que se destacavam na época da colônia e Império. Alguma dessas Sesmarias localizavarn ao longo dos rios Turvo e Saraptrí, na direção do Sertão. Naquela época, essa região era considerada como “terras perto do ma? ” Mas poucas pessoas vieram morar em terras tão distantes, geralmente vinham atttigos Tropeiros, aventureiros e pessoas de idade para passar os últimos dias. Relata em pesquisa do Historiador Antônio Leite Netto, de um dos primeiros registrados a lixarem residência nessas terras, era um carioca, o que supõe, sua aquisição da terra, de um nrílitar, ou nobre do império. Tal associação devemos levar em consideração, a criação de uma sociedade di- ferenciada de outros vilarejos, desses que no en- tanto formaram uma elite cultural em Piedade, lim- dando um Clube Literário, em 1877. E também ao observar bairros nomeados por sobrenomes de familias, exemplo de aquisição de terras por sesmaria. Até a segunda década do século XIX, havia cerca de 300 famílias por essa região de sertão, rms nenhuma estava perto. Cada casa ñcava cerca de dez quilômetros da outra, não existindo ainda uma Vila. Com o passar dos anos, o cotiano, residente em Sorocaba, Vicente Pacheco Garcia foi morar no Bairro do Pirapora acima, onde já existia um grande povoado. Do Rio Grande do Sul de São Pedro ao Campo largo de Sorocaba O que se refere a Aluisio de Almeida, um dos mais importantes pesquisadores do tropeirismo comema que o tropeirismo é um complexo de fatos geogníñcos, históricos, sociais, económicos e, ste psicológicos, relacionados às tropas de transporte em todo o pais. O geógrafo Rafael Straforini apresenta o tropeirismo de uma forma interessante. “Uma complexa divisão social e territorial do trabalho se formou, comandada pelos interesses de criar, vender, negociar e tanger esses artimais, proporcionando assim, o surgimento de inúmeras vilas que, mais tarde tomariam cidades. ” o que devemos compreender e' que o ciclo do tropeirismo está ligada a uma grande influência no interior paulista, nos seus hábitos, costumes, atirudes. ..criando uma suposta identidade de São Paulo. É importante saber que o tropeirismo, sucedeu ao Bandeírantismo, é peculiar ao centro-sul do pais, tendo coexistido paralela e dependentemente dos ciclos de mineração, do açúcar e do café nessas regiões, atingindo a região do açúcar no leste e até a Amazônia. , isso levou ao auge do comércio das tropas, enriquecendo mais o pais, e acaba exatamente por causa do desenvolvimento econômico, quando os transportes a vapor e motorizado começou a substitui-lo. Tropeirismo tem início como consequência do descobrimento das minas, no ñnal do século XVII e inicio do século XVIII em Minas, o que atraiu um deslocamento de numerosa população para aquela região, atraída pela esperança de enriquecimento rápido. Esse povoamento desordenado da região, gerou grandes dificuldades em se estabelecer um sistema de transporte cñciente e econô- mico, que ligasse as áreas de mineração, ou seja, sair de estradas com relevos acidentados, precários e abandonados, até o litoral, o transporte nessa época, em conduzido por escravos, ou às vezes, o carro de boi. A falta de animais para transporte, nas regiões de São Paulo e Minas Gerais, fez com que I-_i Ívutmcuenwmaawmog "i f' um uma» Nouveau¡
  13. 13. DEPQSWWWWTUWMWWWN -com tssatosowañusãmm mrmoueeocmwrecmsrovmps- IDÉCtJLDM/ ILHOINELMDEQDUMENIDCE EstRADAQUELPGAMRQQQAMI RERADÉAMEU FAR-r¡ mcomNMDE muznoeanonudqzammpansvs pomgmovmgogssopm wmgmcwwmwaw_ RANCA DE ENWOUECMBJTD. »S50 GEROU LO. FFM ou: mowcsmew oe M NHODEANlMJS, wma evoca Aco ÚÍÍJÉ$FÓ ÊF °sAMMA$_PQ$hn5L)L05Am. MHWFASSAHFQÃunQECHÊAD PROELBAÃOPARAOSGRCADORBDEWRO- RESlSTENTES, oEsrAmwos os cmo ao mopamsmo_ que mms. MuAREs. QUE coNsEGuIAM PORTDU o NOME DE SOROCABA PARA TRANsPoRrARMEnowoRnsaw ronco ams¡ Vuaabvrzâscoñamâba l 175m bwuslto P624 «MPF/ a Essas mansa: : su vsNbon_ abrisse uma estrada ligando o Rio Grande de São Pedro à Província de São Paulo, com o objetivo que uouxessem animais necessários ao transporte, pois era conhecido que o número de cabeças de gado bovino, equino e muar, era incalculável nas planíces platinas. Os quadrinhos exploram a possibilidade da primeira impressão de um dos pioneiros do tropeirismo_ aliás Cristóvão Pereira de Abreu não exitou ao ser rccompensado pela proeza de ligar Curitiba à Sorocaba, solicitou então, uma parte dos impostos cobrados em Curitiba. pela passagem dos artimais. Devemos compreender a divisão do trabalho do tropeirisrno no Sul e Sudeste do Brasil, no quadro proposto por Straforini, podemos entender bem que: Em Sorcaba e Curitiba, centralízava o / xz/ 4 / Xâ/ í, l t f Zz«7_«z. , s _ / /, ' MmasGefaB , j x , / %/ x,; ¡,f, .__, ¡,%§ uatoGmssodoSu / ”'"? _,1;27 Ç yu" ¡ . urfyz, a', f › “ll, j , z, 'p 14/ / , lx. A l z Extraído do ! WN 'No Caminho dia 'Ímpu' (lllpl l) dt Rabd Sil-dudu¡ : B IIlBÍÍÀÂQ- »no
  14. 14. comercio das copas, no Rio Grande, a criação, Santa Catarina, Parana e Sul de São Paulo era a região de pasta- gem, Minas no entanto, des- tacava-se o tão solicitado transporte. Segundo os ltistoriado- res da Academia Sorocabana de Letras, o caminho a partir do sul, destacamos: Inicia- ria em Viamão, (origem da atual cidade de Porto Alegre) Rio Grande do Sul, Cruz Alta e Passo Fundo. Os que partiam de Cniz Alta, tmn'- am animais da região de Corrientes (Argentina). Indo em direção ao norte do pais, os tropeiros passavam por, Lages. Mafra em Santa Catarina, chegando em Rio Negro, onde havia um regis- tro de animais, Lapa, São José dos Pinhais e Curitiba. No Paraná poderia haver va- riações. a partir de Lapa, al- guns estendiam-se mais a oeste, em direção a Guarapuava, Palmeira, Pon- ta Grossa e Jaguaraiva. Em Ponta Grossa encontrava-se os dois caminhos, os das Mis» . ões e o de ñamão Em São Paulo, chegavam em Itararé, Itapeva, Buri, Itapetininga, Alambari, até Campo Largo (atual Araçoiaba da Serra), onde as tropas descansavam, até chegar finalmente á Sorocaba. De Itapetininga, que os tropeiros partiarn, ao longo do Ribeirão das Almas, ao Rio Sarapui, onde chegaram a Capela da Fazendinha, lá paniam para as terras que círcundavam Sorocaba, esperando enñm. escapar do registro, assim, contrabandistas irúciaram o caminho alternativo, che- gando em terras dos atuais nninicipios dos altos do Paranapiacaba, onde destacamos; Sarapul, São tviiguel Arcanjo. Pilar do Sul e Piedade, esta última de grande importância, por ser a nascente do Rio Sarapuí. Esta é a ligação absoluta com o roteiro “hidrográfica”, pois, mesmo afastando dos canti- nhos tradicionais, enfrentando o sertão, os tropeiros tinham que ter sempre rios de referência, seja por abastecimento, seja por localização geográñca
  15. 15. 14 O Tropeirismo Tropeiro: Hábitos e costumes 0 tropeiro tornou-se responsável direto pela circulação de produtos destinados à exportação e pelo abastecimento das regiões interior-atas. Era, ainda, emissário oficial. transmissor de noticias, intermediários de negócios, protetor dos viajantes. Homem rude, acabou ñrmando uma posição sociaL uansfonnando-se em figura de destaque na sociedade colonial no século XVIII. Os portugueses e epanhóis, aventureiros que desbravaram os mares e semearam colônias por todo o mundo, uansmitiram aos descendentes a inquietação do andarilho. Esses europeus tiveram um aliado qinda mais nômade, que é o índio, no entanto essa miscigenação das raças produziu uma descendência irirquieta, que não sabe ñcar parada por muito tempo, assim é que surgem bandeiran- tes e desbaravadores do sertão. Quando o bandeirante deixou de ter mobilidade pelos sertões, para se aquietar em minas auriferas, aparece a ñgura dos tropeiros, viajando e conduzindo animais das campinas sulinas para todos os recantos brasileiros. Os índios brasileiros adaptaram-se as inñndas caminhadas tropeiristieas. Quase todos os peões e o pessoal mais humilde na escala social das tropas eram seus descendentes. Os melhores domadores de animais, sorocabanos que acompanhavam as tropas compradas até seu destino, eram seus descendentes, os cablocos paulistas, destemidos e desconñados. seguiam a São Paulo, onde haviam ¡nvernadas no atual bairro Pinheiros, nos campos da luz e no Ipiranga. de São Paulo pai-liam para o Vala do Paraiba ate' o Rio de Janeiro, domando as mulas durante a viagem ou nas paradas de engorda Vida do tropeiro e hábitos, não só foi estudado por Aluísio de Almeida, como foi aprofundado pela Professora Vera Ravagrtam , mas Chapelào do feito Job, que comenta que o vestuário do tropeiro , . *À/ de abas viradas era consequência direta das exigências na- “ ' 'A emu, ,em “ou, tumis do seu trabalho. O traje mais encon- t ' de palm Tom nado era: calça e paletó de pano grosso; , / camisa de manga comprida (sem colarinho); às vezes com lenços à guisa de gravata e botas que iam até ojoelho, já os mais humil- des, provavelmente andavam descalços ou com simples alpercatas de couro; o chapéu, de feltro grosso e cinzento, era de abas lar- gas, sendo a da frente. algumas vezes, presa a copa. Usavarn ainda o facão sorocabano . i ' 'A _ (largo e de ponta curva) Frequentemente en- 'j' o f _ -. i1r-ÂE3'9a ! IPO n ñado na bota. ; a guaiaca (cinto de couro com “ - _ ' i ' - of** &Zzbacha “e M' ' - . -- - . - _ -. '- ^ escuro x que divisões), o xtnpdgrande faixa de pano en i _ . _ _ ¡ aum me_ "moda ralada entre as pernas e que, muitas vezes, _ç a z , ma mma. ” m, mu. se reduzia a simples tira à volta da cintura). _e ' Í _ ; , n06 amados e matas. Embora fosse tipico da indumentária do tropeiroouso dahora alta, o paulista oom frequência viajava descalço, colocando a espera diretamente no tomozelo e firmando o estrího em um dos dedos do pé. Havia paradas em lugares especiñcos. os pousos que tomaram-se mais tarde em povoações e vilas, no Sul, os pousos mais importantes era Castro, Lapa e Rio Negro. Em terras paulistas, destacamos Itapeva e Itapetininga, muitas vezes no bairro Fazendinha (atual Sarapuí), Em Piedade, era um ponto geograficamente estratégico para o pouso, por esse motivo, o Centro de Piedade e o bairro Juruparà era o último lugar de descanso antes da Feira de Muares. Até 1850 os
  16. 16. 15 principais pousos em Piedade eram lugares de encosto (pouso em pasto aberto) e depois formar-iam ranchos (lugares construídos). Terminado o dia era acesso o fogo. para depois construir uma tenda com os couros que serviam para cobrir a carga das bestas, reservando alguns para colocar no chão, onde dormiam envoltos em seu manto. Geralmente iniciavam-se na profissão por volta dos 10 anos, acompanhando o pai, eram conhecidos como meninos madrinheiros, responsáveis por conduzir as tropas guiando a égua madri- nha nos caminhos. 0 tropeirisrno caracterizou-se pelo uso generalizado do lombo de animal, eqüíno ou muar, o muar era de transporte de carga, chamados de tropas arreadas, um conjunto de 8 s 10 animais equipados com cangalhas, nas quais eram penduradas as canastras e bmacas contendo mercadorias. Consistia na reunião de numerosos muares, que carregavam as mercadorias a serem trans- portadas. O "comércio de transportes”era sua principal atividade. Em suas viagens, as tropas consumiam muitos meses, percorrendo centenas e centenas de quilómetros. Eram divididas em lotes, cujo o número de animais variava conforme a região, sendo a mais comum a de sete cargueiros. Cada lote ficava a cargo do camarada ou tocado; permitindo uma divisão dc trabalho nas comitivas. Todo o conjunto (animais, cargas e auxiliares) permanecia sob a orientação direta do tropeiro. Segundo Straforini, analisando as ilustrações e figuras produzidas por artistas que acom- panharam viagens e expedições pelo Brasil, é possivel perceber a enorme diferença na vestimenta entre o dono da tropa e aqueles que trabalhavam diretamente ncla- os camaradas, aprendizes e cozinheirosEsses andavam a pé e descalços e suas roupas eram feitas de tecidos muito místico. A roupa do dono da tropa refletia muito mais a necessidade de diferencia-lo do restante do grupo, colocando-o no topo da hierarquia tropeira, do que uma adaptação as condições naturais da viagem. A alimentação dos tropeiros consistia num cardápio simples, constituido basicamente de came seca, feijão, angu de milho, farinha de mandioca, torresmo e café com açúcar. O alto preço do sal impedia sua utilização, dessa fomia, tem a origem da wlinária do feijão tropeiro, utilizavam também a prática de assar leitão em buraco, nas paradas em pousos, era a conhecida queima do alho, muito famosa nas paradas de Itapeva. Em Piedade, devido as grandes plantações de milho dos moradores alí instalados até 1830, introduziram na culinaria local. a sopa de milho, ou mingau, que constituía num prato preparado com [rango ou carne de porcoulpica alimentação de morador lixo), fervido com base de alho e abobrinha, o milho é ralado e encorpado na sopa, cozinha-se em tacho e em fogão à lenha A tropa arreada era fomtada por animais mansos, guiados pela “Madrinhzfanimal já velho, que ia à frente como líder dos demais. Quando a tropa era composta por mais de cinco lotes(e o número de animais vafrava de sete a onze), contava também, com u presença da mula da “cabeçada”, geralmente uma das mais fortes _ que portava uma peça de oouro(peitoral) amada de guizos e, entre as orelhas, uma 'bonecfou enfeite de pano, geralmente vermelho. Assim a Tabeçadfdividia com a “Madrinha” o encargo de guiar a tropa. Sem a tropa arreada, levando e trazendo mercadorias, dificilmente as “ilhas de civilizacão”(pequenas povoações espalhadas por esse imenso pais) teriam sobrevivido, Entretanto, foi a tropa xucra ou solta, que os tropeiros de Sorocaba e região sul traziam do sul do pais até Sorocaba, onde os animais eram vendidos nas feiras que aqui se realizavam, a princi- pal fomecedora do mais eñciente meio de transporte da época: o muar, A tropa solta era guiada pela mula madrinha, que era seguida docilmente pelos outros ani- mais. A caminhada era o percurso vencido a cada dia. variando de acordo com a procedência da tropa. Apaulista costumava caminhar, no máximo, até 14 horas, percorrendo de seis a sete léguas(cerca de 45km) esse ritmo só poderia ser mantido através de cuidados diários dispensados aos animais.
  17. 17. 16 A Feira de Muares de Sorocaba Após a formação da estrada que ligava Sorocaba ao Rio Grande, Cristóvão Pereira inicia o ciclo do Tropeirismo ao chegar em Campo Largo de Sorocaba. Devido a construção do Registro de animais na ponte sobre o rio Sorocaba, é neste local que se iniciam as vendas de muares e mercado- rias, que se tomaram as feiras de Sorocaba. Segundo Straforiní, entre os meses de fevereiro e março as tropas xucras trazidas dos campos sulinos começavam a chegar nos campos localizados no sul de São Paulo. A partir de Sorocaba até Itarare' havia faixas e inclaves de campos naturais que eram alugados para os tropeiros deixarem seus animais readquirirem o peso perdido na longa viagem. Esses animais chegavam a ficar dois meses pastando. Com a chegada de várias pessoas do Brasil inteiro por volta de abril a junho, vinham compradores, ricas famílias da capital e cidades vizinhas, além de outras pessoas que vinham v. ? › f? ? ' . Ur- 5". . h¡ v l K_ BURROS carregavam os bruacas. eram menores. porém su- ~: /1 : Jg blnm bem nos osplgóes 2'- do caminho, também era WF¡ . f 1 *É . .x61. j' negociado MADRINHA cavalo ou mma Já envelhecida a bastante eo- nhecida dos outros animals para poder atraídos. Era a cabeça da tropa, e abria o percurso, com a fila de ear- guelros à sua retaguarda. MULAS e MUARES ; Lt , Wñf sraí; Além de lransportarem as economias e produtos, eram a própria mercado- tla. negociada em Sorocaba. ou era vendida diretamente aos fazendei- ros em sua: fazendas CAVALO ' ' Trazla sacola paraguamar a capa. a sela apetreehada. suspendla-se em paados › estribes eenfnitava acrina camaras. só a procura de divertimento. Aluisio de Almeida descreve com clareza e detalhes o cotidiano das feiras de Muares, explica que duran- te a realização da feira, Sorocaba se tornava uma ci- dade agitada, barulhenta, mais movimentada que muitas capitais de Província. , os poucos hotéis e pen- sões transbordavam de gente; Sorocaba enchia de artesãos, mascotes e vendedores ambulantes, muitos vindo da Corte, para aqui fazer suas vendas. O clima era festivo, com companhias de teatro, circos, cava- lhadas, corridas de cavalo, Bebidas, jogos, festas, músicas, negócios, dinheiro e muita agiotagem. a agiotagem servia tanto para o comprador como para o vendedor, esses agiotas emprestavam dinheiros para os tropeiros, muitas vezes para reali- zar a volta para o sul, muitas vezes era feito o paga- mento na feira seguinte, ou até mesmo em outras vi- las, feita através dos cobradores. Muitas vezes as vendas eram realizadas mas o dinheiro só era pago depois. A primeira venda da feira marcava o início das negociações, demorava alguns dias ate' que as primeiras tropas eram negociadas e a noticia corria a cidade inteira, quando gritava-se: Rebentou a Feira. , Rebentou a Feira! ! depois as vendas eram realizadas de três a cinco vezes por dia. As tropas eram reuni- das e se dirigiam à Vila onde eram contadas, passa- vam pelos registros de animais e, só então, cmzavam a ponte ou vadeavam o rio, rumo ao seu destino. Além dos animais negociados, também vendiam mer- cadotias como farinha, charque, feijão, etc. . O ñm da Feira de Muares e do tropeirismo de Sorocaba é marcada por dois fatores: pela constru- ção das ferrovias em 1875 pelo judeu Luis Maylasky, dando novo pulso ao transporte naquela regãão e o surto de febre amarela, an abril de 1897, quando ocorreu o primeiro surto de febre amarela. Havia começado a feira, os tropeiros fecharam às pressas os seus negócios, arrumaram suas malas e parti- ram para sempre. Tentou-se novamente, depois de 1901, mas não deu resultado. A febre amarela foi resultado de um desequilíbrio ecológico, decorrente aos enormes desmatamentos para construção
  18. 18. 17 §Í 5!. , 9'. ? » 4-- 3 . _' 4x' f J u n j, ' aUaüx 'tax ' rp-X. , . , , 'Í' H4' . a j* / ' n . ¡ t l. 11 &htêx *É* u' '-9 r ÍÍ-KÍ_ ' - . I'I- z -Q _, 'x' mp" 'Ary', v I l _Çxaç ' ' . : wir m: : __ g¡ i1/ ' › 1'/ “ É' “- ? s 'i' . l n( ' , _¡l~. ._<. '_ "J, a' , W Nu¡ . aii " _ A -« ›à _JNJJ . q _q_ ' (à J ' i 2 Í! ! bin/ Í”. “ I '. 5 - « e . ..a -i . e 3m. t - x “ . . v ^ J . - _r ' ll "xx '-1' _' 'la' a", ~:' , ;s ' , (um 'V' _' ' - ¡ l t_ u fj rfd* ' , _____, . _u_ _ u, L- .1 l _ | , ut_ __- , J x , .- w-_n q' ~. i_! ., _._~_¡'_o¡_r '- . | . ._¡¡_. _-, s'. ! --7-vt . Hünífí. -çÍWH/ _L 'yr' l ' i". 3" › : q X3¡ . _3-. '.›, ¡/r*-_ VV? ) Í _ lrãfx' _ tt "u" nem"? :: sa/ t ~ ! we ' '›_~ '(34' › - , t “ *A - “k, r i J. l'L m. - 7-7- . - ñ--. y v_ lv* - ' v r* . - lL-l7r»~°'“"u-= °ÉÍ“. .- _J_ ^ '~ ' V' Lula Mateus Maiylasky. fundador da Estrada de Forro Sorocabana. ôl-eíde Marangonl. Col; ;Iberia M. Pereira da Silva sorocabasP- Em nome do desenvolvimento acaba a fase do uopeirlsmo de Sorocaba das estradas de ferros, além da ocupação dos moradores nos arredores sorocabanos, instalando tropeiros mais velhos e antigos viajantes, desmatando áreas verdes para pecuária e agricultura, principalmente o algodão. A questão do Registro de Animais Além dos registro das ruínas, Portugal não perderia a oportunidade de arrecadar com a venda de muares, e consta em documentação a instalação de barreiras que visavam o registro de animais trazidos do sul, Portugal via a necessidade de cobrar cada vez mais impostos de sua colônia para aumentar seus lucros e recuperação de Lisboa depois do terremoto que arrasou Portugal. Alguns historiadores apontam que o objetivo desses pedágios era aumentar a arrecadação da Provincia do Rio de Janeiro, pois São Paulo sempre foi uma província muito pobre e parecia uma nova oportunidade para arrecadação. Cristovão Pereira de Abreu que recebia uma pane da arreca- dação dos impostos do Registro de Curitiba, sugere a instalação de um Registro próximo a São Paulo, no entanto os Tropeiros deveriam pagar seus impostos em Itu. Segundo os estudos de Aluisio de Almeida, o Registro de Animais foi instalado em Sorocaba por causa do rio, instalaram a fiscalização na pon- te, para evitar o contrabando. Mas Straforini comenta que a ins- talação cm Sorocaba não teve só o motivo dos elementos naturais, mas é importante compreender que na- quela região havia bastante campos naturais utilizados para a engorda. A Câmara de Sorocaba comem- plou o pedido da Cone criando o "Novo Imposto" em 1756, taxando . _ - . >r . a todos os animais oriundos do sul e Antiga Rua xv de Ncveulbmeln Soroeabas? , subindo a perth. compram¡ na Vila Por homens Vín- onde liam o Renistmde Animais dos de São Paulo, Rio de Janeiro e
  19. 19. 18 Minas Gerais, comprovando dessa forma, que o inicio das feiras deu-se nesses idos: "l ° Cada Cavalo que vier de fora desta comarca a esta cidade das partes do Rio Grande de São Peào do Sul a Curitiba, ou passar por ela a negócio pau se ir vender a qualquer das minas ou ao Rio de Jarreau. pagarão duzentos réis. "2 "E na mesmo forma todas as tropas de malas ou machos que vierem por negócio a vender a esta cidade, e seus temos, ou por ela passarem para qualquer outra parte. por cabeça de cado besta muar trezentos réis. "3" T tida a boiadamde São Pedro do Sul ou Curitiba para vender a outra parte pagarão por cada rés cem réis. "-1 ° Toda gado ou besta em que é lançado este novo imposto não poderápassw' do registro da vila de Sorocaba sem o pagar logo, ou dar _fiança ao juiz que ao tempo for nesta cidade. .. ou em quatro meses, e dada a fiança lhe declaram' na guia que apresentar que pode passar. e passando sem pagar ou ter dado a frança pagará em três dobras. . " O grande número de imposto : levava o valor do animal no ato da venda . Assim, muitos condutores procuravam outros caminhos com o objetivo de evitar taxação de animais, o que pro- porcionava altas porcentagens de lucro no ato da venda. Esse contrabando gerou oonüitos, princi- palmente entre os condutores , compradores e arrendatários dos Registros. Inúmeras barreiras sur- giram ao longo das rotas com o propósito de controlar o tráfico de animais evitando contrabando que era extremamente prejudicial para os arrendatários que tinham exatamente nesses impostos a origem de suas riquezas, bem como para os Govemos Provinciais. Os desvios alternativos eram comuns em terras paulistas, principalmente em lugares de faixas e inclaves de campos naturais onde tropeiros deixavam suas tropas inventando. A questão do contrabando de mercadorias preocupou ate' o primeiro Governador da Capita- nia de São Paulo, D. Luis Antônio de Souza e Mourão, o Morgado de Mateus em carta comunica Francisco Xavier da Rocha de Apiai da Ribeira resgatado do “Documentos Interessantes? "P Franco X' da Rocha, m. " em Apialxy Para se obviarem os inconvenientes que se seguem nas cobranças dos direitos das entradas do registro de Itapetininga tanto por se deixar passar quaesquer genems de fazenda pelo mesmo registro sem pagarem os condutores os seus devidos direitos. como em ospaSsarem pagando injus- tamente aquelas peSsoas que tem as suas habilitações ou regreSso pelas : sertões em instancia¡ das mmas . ... ... ... ... ... ... .. determinada que daqui em diante passe o Fiel. .. ... ... ... ... ... ... .. a todas aquelas peSsoas, que declararem vão. ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... m¡nas. e deverem quaesquer direitos a S. Mag' . ... ... .. ir dirigíà a se apmzentarem no tempo de quim: : alias, depois que os condutores che- garem ao Arrayal pf' onde se encarnar/ tão aquem o mesmo servir de caixa, e tenha a seu armado esta arrecadação para q havendo quem se atreva a fazer contrabando seja punida e con/ iscado na jonno (às condições deste contraem c tem advertido, q no pagamento destes direitos se hão de incluir todas as fazendas, ou outra qualquer couza, q os deva e forem para esse Arroyo! ainda que entre por diversos carrinhos por fora do Registro, por ande está em atstume . ... ... ... ... ... ... .. . .O que tudo Vm. cê cumprirá com aquela . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. Real Serviço. mv-ecadaçam . ... ... ... ... ... ... .. . . do mesmo Snr e do mais que . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. . .e aver a este respeito. dará neceSstírias: D. ” g. ' a Vm. °' . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . _ D. Luiz . íntônio de Souza. S. Paulo a 7 de . lana ° de 1769// Snr Francisco Xavier da Rocha " A cana deixa claro que o contrabando traz um grande prejuizo para a Corte e que o govemo provincial sabia das estratégias de procurar outros cantinhos para desviar de Impostos.
  20. 20. 19 O Caminho Alternativo Não só mencionado por Antônio Leite Netto. como também nas anotações do Padre Juquinha, o memorável Cônego José Rodrigues de Oliveira, a questão da ocupação dos tropeiros em terras piedadenses teve como causa o desvio do registro de Sorocaba. Antônio Leite pesquisando documentos no Arquivo do Estado e na Arquidiocese de Sorocaba, identifica um suposto caminho ao longo do Rio Sarapui. A Professora Vera Ravagnani Job explica que em Piedade, essa ocupação teve inicio por volta de 1800, e que provavelmente tornou-se bas- tante comum até os idos de 1840, ano de sua fundação. Muitos desses tropeiros às vezes iam para Sorocaba, de lá voltavam ao Campo Largo ( Araçoiaba) e Itapetininga, para dara à volta ñrgindo do Registro. O destino que esses comerciantes tomavam era o caminho que levava de Sarapuí, São Miguel Arcanjo, Pilar do Sul, Piedade, Ibiúna e Cotia, partindo dai a São Paulo, Santos, Vale do Paraiba e Rio de Janeiro. No entanto, a importância desse caminho altemativo está relacionada na fonnaçâo dos vilarejos dos altos do Paranapiacaba, favorecendo o aparecimento e o desenvolvimento em terras senanistas, perdidas na mata atlântica, quase virgem, quase intacta. No passado, o atual municipio de Sarapui pertencia à Itapetininga, seus arredores eram co- nhecidos como Capela da Fazendinha, e estudiosos da história local, comentam que sua fundação também esta' ligada ao tropeirismo. Enfrentando as diñculdades da mata atlântica, esses tropeiros conduzíam os animais tendo o Rio Sarapui como referência e abastecimento, a travessia dessesertão ligava Capela da Fazendinha até as terras pilarenses, dando inicio aquele povoado, formado por pouso de tropeiros. Seguindo a tradição oral, os mais velhos comentam que naquelas bandas teve o nome de “Pilaf” por ser uma parada de queima de alho, onde comiam farofa, feiJão tropeiro e a paçoca de came com banha, esta é necessário a utilização de um pilão, e naquela região era onde os tropeiros sulistas chamavam de pouso para “pilar" a paçoca. Mas tudo isso são lendas resgatadas pela história oral, sendo que toda essa extensão de terra ainda pertencia a Itapetininga. 0 caminho seguia-se ao longo do Rio Sarapuí, mas o povoado foi estendendo-se em fazendas pelo senão, sempre com uma tendência em ampliar os territórios ao sul. Rio Sarapuí O SOROCABA( ¡Angatuba Q ltapetininga o Araçoiaba da Serra c Votorantim O Safâpüí o Salto de Pirapora Q PIEDADE Ribeirão das Almas Mugfàzifede . . l ' e Capao Bonito . p' ar ao su¡ São Miguel Ó
  21. 21. , 'sr-Peru 'rn ' 'I' _ 'É' ' ' ' A 'à _. a J _, .. _ , . v . , J L Nesse sentido o caminho estendeu-se um pouco por temas da Fazenda Velha, atual São Nüguel Arcanjo, esses no entanto vinham de Sarapui beirando veias de outros rios, essa ocupação surgida mais tarde o município de Gramadinho. Na história local de São Miguel, pode se observar que refere-se aos tropeiros e que a fundação está ligada a uma' exploração tardia de ouro. Tem como origem a vinda de um mineiro às terras de São MigueL entendese que seja um caso de sesmaria. “São Miguel Arcanjo era Mata Atlântica por todos os lados, passagem de heróicos tropeiros do século XVIII. Por volta de 1809, afim de extrair ouro, o intrépido minerador e sertanista Tenente Urias Emídio Nogueira de Barros, mineiro de Baependi, se instalou na região e ñindou com seus familiares Arantes Noronha, Souza Nogueira, Santos Terra, várias fazendas, dentre elas a "Fazenda Velha" do município de Itapetininga, e se tomou centro do povoado. Segundo o historiador Manoel Valente Barbas (tri-neto do Tenente Urias), Dona Maximina Ubaldina de Nogueira Terra, casada com Miguel dos Santos Terra, foi quem fez construir uma capela consagrada a São Miguel Arcanjo, embrião da cidade atual. A doação do patrimônio para a construção de nossa capela foi feita pela filha do Tenente Urias, Dona Tereza Augusta Nogueira Teixeira em 02/04/1884" - (Folha da Baixada de 30/07/ 1874 - sob o titulo São Miguel Arcanjo - sua Fundação e seu Fundador). Em Pilar do Sul, pode se observar a partir do bairro dos Cocais, o inicio de um “espigãd”. um barranco que estendia-se de um ponto estratégico, pois poderiam subir com as tropas em segurança e não perder o Rio Sarapui como referência. Partindo então para os arredores de Sorocaba, onde está hoje o Município de Piedade. Seguindo a tradição oral pode-se observar nas lendas do bairro do Douradinho, localizado entre Piedade e Pilar do Sul, conta-se de grandes duelos que ocorreram no século XIX, onde utili- zaram espadas e panos. sabendo que na tradição gaúcha, os duelos eram feitos de faeões e com o pano simulava um golpe, escondendo a intenção e o movimento da faca. Entende-se por aí um aspecto da influência gaúcha entre o povoado. As moradias antigas, hoje sobraram algumas minas, de ranchos bem rústicos, indicando a presença de moradores do século XIX, indícios são decorren- tes nos bairros que ficam ao redor do Rio Sarapui, como o bairro Roseiral, onde possui uma cacho- eíra que é atração mxística. O bairro Roseira] Fazia parte de uma grande fazenda que possuia muitos escravos, com a provável ruína do fazendeiro, os escravos formaram um quilombo para trás do espigâo, fomtando o povoado conhecido como “Quilombolas”. esse nome durou algum tempo, até o aparecimento da familia dos Corrêas. que iniciou a fazenda no século XX e dal¡ o povoado tornou- se “Corrêas”, Os negros que ali viviam foram saindo aos poucos, e povoaram os bairros da “I1ha" em Salto 1B nrçziárg mio RIRAPGJQIA vl
  22. 22. 21 de Pirapora e o Cañmdól”, que já era um bairro famoso pela comunidade negra. Nesse aspecto é que Piedade não tem quase nenhuma influência negra. Os estudos das sesmarias, identificam a ocupação de famílias em fazendas, surge no século XIX, uma porção de comunidades que formaram bairros com sobrenomes de familias, e seguindo o Rio Sarapui em Piedade, o povoado vai surgindo entre o rio e o espigão, estende-se até uma das nascentes do Rio Sarapui, a principal é no Bairro da Vila Elvioi”. O espigão estende-se do atual bairro Sarapui dos Antunes, e desce a outros bairros, conheci- dos como Sarapui dos Luz, Sarapui dos Limas, Sarapui do Cáfaro e Sarapui dos Torres. Este ultimo era uma das nascentes do rio. Nos caminhos dos “sarapuisf”, existe o bairro dos Cavalheiros, que seguindo a tra- dição oral, o bairro tem esse nome por causa dos “cavalheirosfque passavam por ali, por outro lado, existe nas famílias tradicionais de Sorocaba, os “Cavalheiros". emende-sc que pode ser outra questão de sesmaria na ocupa- ção do Município de Piedade. Ao chegarem na nascen- te do rio, no bairro do Sarapui dos Torres, os tropeiros, ainda sob o planalto do espigão, se- guiam outro rio como referên- cia, o RÍbCÍfâO dos Cotianos, esse tinha sua nascente na atual Vila Moraes em Piedade, o ca- ntinho seguia atéo Alto de Pie- dade, no atual bairro da Liber- dade, o Ribeirão dos Cotianos “l Quiiombos são formados por negros escravos, tugidos dos senhores na época da colónia a império no Brasil, o Quilombo mais famoso to¡ o de Palmares, em Pemambuoo, onde os escravos retugiararn-se dos senhores de engenho. em cem anos de resistência, formando uma das mala importante revoltas da História do Brasil, quando os bandeirantes trouxeram os escravos para servi-los. muitos deles refugiavam nos arredores do litoral, e no vale do Ribeira, no estado de São Paulo. Em nossa região, temos o exemplo do Catunda, bairro de Salto de Pirapora que . formou-ae após a abolição. mas já toi sendo ! armado antes mesmo da libertação dos escravos, e uma historia dos negros de nossa regiao, Famoso por rodo o pelo, pela tradição a minuta africana. O Cafundo, à 12 Km da cidade de Salto de Pirapora é um bairro tundado por negros após a abolição da escravatura em 13 de maio do 1888. Im: -= z porterum maleta de origem africana, Onde a maioria tala, inclusive as crianwa 0 cupóprb. lingua derivada do quimburdu Uma lngua africana Na década de BO. o antropólogo Gerard Kubik, pesquisou o Catundó para a UNESCO. Em sua pesquisa, o antropólogo mrtstatou que no dialeto falado no Cafundó, aiósña pdavrae derivadas de línguas afrbanas, como wnbundtr, Idkongo, nbengeia, Iunda o luva/ e. Podase dizer que o Catundó era como uma odeia angolana por causa de sua organiza ção economica e estrutura sodaL Essa ca indica que a comunidade do bairro Catundó de Saito de Pirapora, teve sua origem em Angola, na África Lá existo. o candomblé a o cristianismo, é o sincretismo religioso, como na Bahia. com a morte do lidar nos anos ao. O Poeta Otávio Caetano e a descoberta da imprensa no bairro, iniciou a sua descaracterrzacaoboooà da morte do Caetano, o baino tol perdendo as raizes. A procura pelo baino, por jamais, televisão, produtores. trazia influencias de urbanização no Catundó. O Catundó toi tombado em março de 1990, pelo CONDEPHAAT-Coneelho da Defesa do Patrimonio Historico Artístico. ;arquitetônico e Turistico. Mae só o tombamento não toi o suiiderms para geram a preservação dos maxima a da mmradeseaoomunidada É umaiiaonp irsñricaem quedevemoa noeorgwhar. Sàoriquezeawiluiabdopovodartosa região, que vamos resoaar essa memória na ponta da lingua ( Rodrigo Araúio -Museu Histórico Sorocabano)
  23. 23. 22 encontra-se corn as águas do Rio Pirapora”, o principal rio que corta a cidade de Piedade, assim as tropas eram conduzidas até o Em do espigão que terminava na atual Rua 2! de abril, no centro de Piedade. O ambiente natural favorecia o pouso dos tropeiros na atual praça Cel. João Rosa, no centro da atual cidade de Piedade, pois havia um Corrego saindo da rua do ñm do espigão (21 de abril) e amargo, os dois corregos encon- travam-se com o Rio Pirapora, entende-se portanto que essa formação fluvial, cercavam as tropas, não ocorrendo o proble- ma de ñrga de animais. Ainda pode ver os vestígios e nascen- tes nesses lugares, ainda são muito úmidos com brejos e ve- getação típica de ambiente ala- gado. Na atual Rua Araújo Lei- te, era are' os idos do séarloXX, conhecida como “Rua do Tan- que”, pois lá onde é a agência bancária do Banespa, e onde já foi a Escola de Comércio, no séculoxlx eraum tanque, pro- duzido para abastecimento de tropas que vinham da feira de muares de Sorocaba, e dali partiriam para outros povoados. Esse contrabando favore- ceu a formação de estradas e ocupação de familias em Pieda- molhados” e pocilgas, além do fortalecimento da economia algodoeira e milho, que era conduzida pelas tropas cargueiras para outras praças, povoados e vilas. Era o inicio da Vila do Pirapora Acima. Saindo do centro de Piedade, os tropeiros iam ao bairro do Jmupará, muitas vezes seguindo o caminho que chega a serra de São Francisco, formando os povoados dos bairros que surgiriam depois, como capela de São Roque, Fazendinha e Limal, todos fronteiriços do Piratuba. Mas um dos caminhos de tropas que também surgiram ate' o Jurupará, seguia-se do Rio Pirapora passando pelo Boa Vista e o Bairro dos Leites, a Fazenda das Lavras. Dizem na tradição oral que, saindo da curva do Rio Pirapora. os primeiros tropeiros que por WA wa Etvlo tem uma matéria singular. am rsao, Luiggl Llcto fundou uma assoccaçaomaemva pan oa lunclmárias a. fábrica CAMA-PATENTE, qua produzia ea móveis mais nnosa nivel nacional. Lulggt Ucb trwxeá Wa EM) grandeatacnobgiaa, podia-sa : em a m¡ filma no cinema_ bailes, festas; Fo¡ nessa época que foi lundado o lime da Vila Elvio, que waste até hop. O nome 'Wa Emo' provém do filho de uaiggi. ELVIO que morreu em 1948, mudando a nome da 'PATENTE' para 'Wa EMo' em sua homenagem. Porvenade 1965. Lulggl Ucbvendeuavilapam otrtrottalianrmosr. Glaucoma Beast. que raleceumuitocaondehmndoa vllapam a esposa_ Sra. Norma. Hoje a wa é nomeada prindpaimorvta pelo hospital psiquiátrico 'Vale das Hortência' devido ao praltsstonaliarm com que atandepaasoasdetodaaregiaoaoedtveraoslugaresdoarasll. W Anascantedo Rlo Pirapora baila-so nobalrrodes wemnnas. comunidade que raz fronteira com bairrosde tatiana: Vlta emo e segue caminhos para Juquitiba. segundo a vadias oral daquela mglào, comenta-ee que oia-na das pidras mas: : Insatçoea em ! aum de um padre que fugiu com Indios há muito tempo. nas crenctces nombre: comentam-se histórias de lobisomem; muto ambiente: castan- sepelaforrrtoçáoreomsaàmrzoapeçoaquedataoatta. podesaavistaraakttô; Esoterismo: EspaçosaovicenteaePaulaoo Proleasor Amado. trabaiha com cristais e o evangelho da são Tomé. m Na htstdrtaoraLeomenta-saquamsúculoxmatéoinlebdoaxx. mcentrode Pledadehsvra manchar-rue vendlao biscoito de cangatna, este em pmduddo de forma tão original_ que ara vendido até no Vale do paralba_ (Arquivo oe Rodrigo Araúio)
  24. 24. 23 ali passaram ao avistar aqueles campos acidentados disse um deles ao resto da comitivaz- “Mas, que boa vista", surgiu através da expressão o bairro que antecede o Rio das lavras. A importância da Fazenda das Lavras na história de Piedade, estende-se praticamente, todo o seculo XIX, desde sua construção até sua decadência. Foi nessa fazenda que muitos tropeiros pas- saram e mais tarde negociaram diversas mercadorias. Segundo Antônio Leite Netto, a fazenda das Lavras foi construida por D. Antônia Cândida e Joaquim de Souza Freire, esse casal sorccabano teve seu matrimônio realizado no dia 29 de agosto de 1819. Supõe-se que após o casamento é que eles adquiriram as terras de uma descendentede José Paulino (aquele que teria se instalado por lá por volta de 1645), provavelmente uma viúva, pois aquelas terras ainda são chamadas de “Viúva”. Aos poucos foi nssenhorando-se das terras vizinhas repletas de pau d'alho, perobas, cabreúvas e quaresmeiras, chegando a uma extensão de 1200 alqueires. Pelos anos de 1830, no alto de uma colina que divisava o rio das Lavras, construiu a casa-grande e logo abaixo um açude para movimentar com a força das águas, os moinhos e pi- lões de despolar café. Nas terras féneis plantava-se café, milho e feijão, cevada, chá e cana de açúcar. Criava-se bois e por- _ cos. Estava formada a Fazenda das La- ' ' vras. De Sorocaba, uma estrada com 4 léguas, mais ou menos; partindo do bairro do Cer- rado e passando pelo Vossoroca, atual Municipio de Votorantim, era uma outra estrada referência! para contrabando, que saia nas Lavras, e continuou assim até al- guns anos depois da fundação de Piedade em 1840. Pois nessa estrada que conduzia amigos ilustres do casal, como a prima de Antônia Cân- dida, Domitilia de Castro, a Marquesa de Santos, esposa de Rafel Tobias de Aguiar”. No Casarão que tinha 21 cômodos, tinha um especialmente para a Marquesa. onde ñcava seu guarda-roupas” Com a morte de Joaquim dc Souza Freire em 1856, aos 74 anos, D. Antônia passou a viver mais na fazenda, agora administrada por Fernando de Souza Freire, seu único ñlho e politico influ- ente na cidade de Sorocaba. Os caminhos em que as tropas eram conduzidas eram muito precários e bastante abandona» dos, que levavam a Vila do Pirapora Acima, após a fundação de Piedade, em 1840, devido a neces- sidade de uma fiscalização da Câmara, foi necessária a adaptação de uma estrada que Iigasse as Lavras até Piedade. É datado de 1870, que às expensas da proprietária, foi construida a estrada das Lavras Velhas e aprovada por uma comissão designada pela Câmara Municipal, segundo a história oral, essa estrada teria sido aberta para Antônia Cândida ir assistir as missas nos domingos na igreja da Vila(pode-se observar a influência do catolicismo no bairro dos Leites, ainda mantém tradições de festas de São Joâow”, em junho, herdada provavelmente dos costumes de Salto de Piraporam'. O caminho veio também facilitar o escoamento da produção de café para o porto de Santos, que seguia o caminho que antes era de contrabando, fundado pelos tropeiros, partindo de Piedade, Una”, Cotia, São Paulo e Santos. l” Rafael Tobtasde Agularlol uma Importante ngura da politica somcaoana. nx um doa : names ca revolução liberal em 1542, and qincescucom a Marquesa, oaasalviveu algunsanoa. onde hoje 6 o Museu Histórico samcabam. !tn-'Püulfuhhode BMW. O Bridadcíw Tobias tinha muitasmmasem Sorocaba, e assim, n Marquesaera considerada como puma, pela: suas paredes, permita: do matrimônio, supõe-saque BngademToDtaser-aundcapnntcscemmnta Cândida, muneomoeraprirmdzrabadnxadomesteimsào Berna', que tentou da: asilo para a marques, quando Caxias veio para sorocaba atrás dos revoltos-ss liberais. o Brigadeiro Tobias a Diogo Feijó'. (Canos Maul) m0 uama- daM dasammanaerva-seatàhcjeneenccrmnacasadeunndasmtasdeRaymundoNorrato g roupa arquesa Ledo. (Amam Leite Netto) B Ataítimài* «no
  25. 25. 24 Em 1874 D. Antónia Cândida falece de derrame cerabral aos 70 anos de idade. A &rzenda tica ms mãos do tilho Fernando, Presidente da Câmara Mmicipal de Sorocaba. Estava ele tranquilamente na janela de sua casa, um sobradão na atual Rua Monsenhor João Soares, quando foi atingido porum tiro mortal desferido pelo seu escravo Generosa, revoltado peia danca na concessão da alfonia ou pela perseguição que lhe movia o sinhô. Aprofundando-se na fonte oral, conta-se que Fernando trouxe do sul. , uma ntula xucra que teria matado três piões no Rio Grande, e chegando na Emenda, proarrou logo esse escravo, o Generosa, para montar o animal agressivo, já planejando o evidente acidente, tal perseguição ao escravo era geral na fazenda, até mesmo os outros escravos não suportavam Generosa, este era ladrão de nrulher, cachaceiro e briguento. Não exitou ao tentar montar na mula mera, porém utilizou esporos para tentar domar o arúmal. Tanto foi a surra, que a mula desertñeada correu acima de um dos barrancos, com a intenaio de derrubar Generosa, este mais esperto, pulou de cima do lombo do animal. , agarmndo- senumataipadeurnacasinhmeamulacaiusozinhannribanceira, quebrandosuaspatasanoñmdo annual Generosa percebeu o plano de Fernandoc planejou seu assassinato na Rua Monsenhor João Soares, em Sorocaba A fazenda ñcou de herança para a viúva de Fernando, D. Francisca Leopoldina de Souza Freire, suas duas cunhada: que residiam fora de Sorocaba e uma neta. A Fazenda das Lavras fbi vendida para Joaquim Leite”, em 1879, por 20 contos de réis. Mudan- do-se para a Fazenda. A Fazenda das Lavras Velhas toma-se Fazenda dos Leites, meridia-se do Boa Vista até o Juncal, do Pirapora aos Buenos, e em a mais rica do Municipio. Lá se comprava o sal e a roupa porque tudo se colhia e se criava. Algodão, café, milho, chá, cevada, vacas de leite, cabras, galinhas, etc. Após a morte de Joaquim, a Fazenda passa para seus ñlhos, e fomra o Bairro dos Leites”. O Bairro dos Leites, tem uma grande importância na História de Piedade, não só como ponto referência! econômico, mas como um dos marcos iniciais da fomiação da comunidade piedadensc. Partindo dessa fazenda, os tropeiros, desviavam pela estrada antes do Rio das Lavras. , subindo uma das serras e encontrando novamente o Rio Pirapora, numa pane mais extensa e caudalosa, foi a maio do povoado que aii se formou, conhecido como “Piraporão”. O objetivo emoonsegttír chegar no Jurupará, que ñcava próximo, e também swgiria por alí até os idos do século XX, alguns ranchos de tropeiros, o primeiro era o de Maria Italiana. , depois o rancho do Modesto, um mulata ferrador, o rancho do Maneoo Areião e no bairro do Cerrado em Sorocaba, o rancho de Niro Euzébio. 0 Bairro do Juruparámi, localiza-se cerca de 10 km do centro de Piedade el9Km de Sorocaba, é um dos pontos de ocupação, tendo suas primeiras casas construídas, logo no início do séarlo XIX, O relevo geográfico do bairro representa um assoriamento de serras, formando enormes barrancos e pastngcnsingimes, que díñailtaria um pouco a passagem das tropas para sairem aoPiraruba, logo foram encontrando caminhos mais adequados sem precisarutilinr as serras encontrariam novamente as ocupa- çõesdosattraisbairrosdaFazendinhrgümaleCapelade São Roque. Masoobjetivo emalrançaroPiratuba. O Piratuba, na pane pertencente ao Municipio de Piedade, tinha uma enorme tãzenda, a de Inácio Rosa, onde provavelmente tropeiros faziam negócios, essa região ñcou até o século XX, conhecido como Inácio Rosa, depois virou Piratuba. A existência de córregos e várzms que por alí d fonnaria uma cachodra lá pros idos de Vossoroca, este terreno que parada mais plano, chamou a atenção m) As latas puma tem grama mariana agnána. Isto significa me estão ligadas a rena. o a su¡ fertilidade. Tunado pm o Brasil por lnfkànciapcrtuguesraotcstcpéresuimnterb aolnñmçhdoemnoepagâmamlmvdaturawmaoatadanactnwodosarmarwlco Joáeqiretdoprepermwrxavmadecmo. Pela máodomionimdonoooemmednieztefasàmlaãoemoupazoaasle rtanLMamertdo asrsdlqôesamwaddadesdomoestqprodnmmumasfcswdadesmdmoasawoetmoiaudejunrxmêrnrrcmareçaoemalgurs bamba rurais, são ! editada sa ! esta ms paróqmsnResgaear-do não só a culln, com também. a unitária típica e armarios. Cumu, pervmha. para». pipoca. vrnm quente e mamão. :eo amantes multa comum em tem: junmasr A: !esta juninas miuda m: Lenta_ atentam¡ unaterdáncêaóemgatawmnlsulàsn, pnsauernesraaeríedcan aluentesoas Istasnordesmaymseamonebrmoetrxbura Humana zona Md. ANoslsdeSñoJoáotemligaçsoespsetairoqmhoammpobémtamumodaamqmseeanennnoanmrsámdz salâodePimpora. murrclpiovrzhmque lazfmntrameorrrobalrrodoa Lotes. Sartode Ptraporn fo¡ fundadamrarmanomde Sãodoáo, mdb z-Idelunrto. Desdeosarmdaüzartthcaamrasafestaé realizada, amgamentedumntvatertn, fnirecabldaapnesertpoeuntropelro. um 'gaiblroñqueeommeanfuraauabatéosqoertàogomvamdamúemmesanortmhormurm htegraáodeehsunxmmesmareeimo repietodetavradnrwelroprsromreavnmesanwsesentrorea, anbuvoraSãoJoâoJRodrboAmúp-Nqulvopesacalcanmecauam)
  26. 26. 25 de proprietários da empresa Light. que adquiriram terrenos no ínicio do século XX. Segundo a fonte oral, adquirida por um dos moradores antigos do Piratuba, Naor Tones, comenta a história de João Custódio, este era dono da terra onde está construida a barragem na Represa Iurparmanym'. João Custódio th: um acordo com os proprietários da Companhia Light. , tirando uma “permita”, trocando aquelas rum-s, por outraparte, umpoucornaisaoarLaindanoPir-ambaurmterra, querinhatrrnpornomaisestratégiccgpois Em errrreosbairros dosGarcâasemPiedadqeprómno doBairrodoColégioePannu, etnlbiúm Uma passagem arríosa ocorreu com o antigo dono das terras da barragem, ele morreu vitimado pela doença varíoelaouvariolaeao _ __ 7:77 _o _o - p 77,_ . o ser sepultado. os mo- ridoresde Picdadenão qtnscram que o corpo fosse mterrado no Ce- mitério” do centro, e teve que altura: o cor- po airás da Capela do Jacueiro. Seus restos mortais foram retirados dali c levados ao Cemi- 'rio do centro, só nos anos 50. p 7 Eargándlntia; _ jícapeiañue_ " $5°R°9°° = Em 19 l 2 a “ Light constrói a Re- ADE presa de Ituparararxga, j alagando boa pane da estrada velha que bei- rava os riachos, onde passavam os primeiros tropeiros que realizavam¡ o contrabando. Logo a estrada foi reconstruída, mais acima, um pouco mais distante da represa Os tropeiros partiam do Piratuba, seguiam ao Paruru, e o bairro do Colégio já em Ibiúna, dn”i levavam as tropas. livres do registro, para revendé-las, além de ter carregado uma carga do mercadorias, adquiridas nas Vilas do Pirapora Acima, nas Lavras, no Jinupará e na Fazenda de Inácio Rosa. O contra- bando era muito lucrativo. "li usos. era rua-euzinha m. za do mu. m limiar do lmremo à rmmem esquerda do rio Pirapora (arm o peixe sara) todo¡ current-avaria da ! esta de Sao joao que sena manada naquela noiiaTrabaInadores da região que se demoram à lavoura, ou operários das ricas ponteiras. reuniram-so ao redor da Iogueica, homenageando Sao João pelo seu 613.24 daiunho. Air' estava. :duplex nadas-io. pobre. riasrandodaadàoeguideeortunzmwcbwkmiwamFneiao ! narrar-tada repaaoaragàdooniamaoprbanosdmnm irrnrmramlhcso esolntodelvderança. eleobservsvaaslahamdasdc seusrojõaonocéuall rogueieirotevouma vrsáoqueesparrantoucaioreespamrxp entre sem companheiros, foi al que falou: 'Aqui ainda va¡ ser uma cidade'. Alguns rir-am, pois não wiseguiam ver o futuro. Estava lançada a Samanta que caiu em ! em Mn¡ do ideal, que derruba barreiras. :: plana terrenos, constrói sonhos e planos. :omni: a h e valortza a vida. End naquera motmnlo. na madrugada do sia 246o ¡unno de 1336. levanta-oe um mastro e assim nascia salto de Pirapora. ( Rodrigo Araújo- A. P. Contos e Causos) m' um foi o primeiro nome do Municipio do Ibiúna. sua marcação rave Inicio desde 161a, quando aanaermmes que ponham do São Paulo, passeiam paus berros. é conhecida uma expedição de . um ! romano que drvidrrarrree em três marcos iniciais. um Coca foi encontrado um Paabíru. ligando à serra do Paranapiacaba. Essas region serviam de relúgios de Indios que caçada: para servirem como escravos, reiuolavanr-se pelo vale do Una, denominado 'Terra Escura'. ou 'Terra Proa'. devido a raeolim quo ao formava por cama dos consumos chines. a QDOQEÍB e o ambimle @N60 iriorànoo, dificultar : mito a armada do homem branco. Portanto Um permaneceu ilhado até 1710rwando Manos! do Oirvaíi-. r carvalho recebeu uma saturada de 38 md metros quadrados, nesse local io¡ construida uma fazenda. onde ici tocado por escravos lnolgenas. porvoita de 17m, o nino de Mano-ei Orly-sim carvalho, origiu a Capela Nossa Samora das Dores e iogooeoolorloooomeçaramasaagmpar_ esimdendostraspossce, piantncóeaeconstrtrçoes, apamrdai. a ooionmçáooomeçm rápida, logo. via-se tropeiros que faziam poum n conirabandeamm animals pelo Paranapiacaba. Paranhos Doritos cunerciais carregavam a surgir em tomadas nooossldados dos bolodolrva, Minima. (mutantes, conservadores do arm-ame de animais, arenas, :apoiadas o loja do armannnos a armazánsquovendíamrzchaçasvlnda dadmsa da ! errado SaoFrmcisco. Empoucotcrmoa capeiade Nossa sormoradn Dores passou a serum 'rn-rportamo ponto religioso nas chamadas terras do são Roque. Em 1%¡ a entao Una. teve demarcada suas terras. no dia 24 de março, em : D de novembro de 1644. houve o dennlçáo dc Município para Ibiúna. Com o tempo, Ibiúna tomou-ee muito desenvolviam com a chegada de ¡migranips ria/ larvas. árabes o iaponeses ampliando a agnwiun e o comércio. Em 1919 teve inicio da Romaria do São Sentado. a maior fest¡ reiigrosa da região. Nos anca an, Ibiúna foi palco do uma das repressão: : min anunciantes e uniram. no congresso da une. marcado no : mo Munic-ido. ( Rodrigo Araújo - Museu Histórico sorooabano)
  27. 27. 2o Fundação de Piedade Doação da terra por Vicente Pacheco Garcia Quando a Vila do Pirapora Acima estava praticamente formada, já com atividades comerciais c o algodão em começo de expansão, vimos que as primeiras fazendas começaram a se instalar na vila, destacamos, então a questão do morador Vicente Pacheco Garcia, este veio de Cotia, corn sua esposa, morador de Sorocaba, adquiriu uma porção de terras bem no centro da vila. O que foi percebido pelos documentos é que Vicente Pacheco Garcia não era um grande latiñmdiário, nos registros da Câmara, pode observar sua pequena e modesta produção de milho, perto de outros produtores da época, se ãcente não possuía tamanha produção, não era um homem de posição social tão importante na vila, ou seja, desmente idéias, de que ele era um líder. ou um enérgico empreendedor, e com uma extensão de terra tão pequena, é errado dizer que “Piedade é terra de Vicente Garcia". Quando Vicente Garcia doou pane de suas terras para a construção da capela, já existia em Piedade, cerca de 45 familias, portanto não podemos confundir a doação de uma pane de uma tem! , com o dono de um terreno que abrangesse todo esse lvhmicipio. Naquela época, cerca de 1840, existia uma grande familia conhecida como os “l-lilários", segun- do o Historiador Antônio Leite Netto “Os Hilários e a figura do Sr. Francisco Moreira, já estavam instalados em Piedade, antes de Vicente Garcia. Terras de Francisco Moreira, hoje é o bairro dos Moreiras. Terras que pertenciam a Vicente Garcia, hoje localizamos a Igreja Matriz de Nossa Se- nhora de Piedade, a Santa Casa e o Cemitério velho. Portanto sua produção de milho era registrada muito baixarem relação a economia da época. Como mostra o documento mais antigo de Piedade, que Antônio Leite encontrou no Arquivo do Estado, em 1836 , No documento, trata-se de um licenciamento de Vicente Garcia com sua esposa Josefa Paes. Uma réplica do documento aponta, com uma caligrafia bem dificil, o nome de Vicente com “s", indicando sua idade com 56 anos e registrando sua pequena produção de milho. WcenteGarciartasoeuem l763,ernCotia, vindoacasar-se em 1775 etevesarsegundocammerrtoem 1788. ãcenteGarcia erachamado porVlccrrtcPacheco, vindoao Bairro do Pirapora Acima. trabalhando com müho, conviveu alguns anos com tropeiros e ate' chegou a trabalhar com comitivas, nas atas da 'mJoaqulm António Leite chegou no Barao do Pirapora Acima, ainda muito criança, two: com uns cinco ams morando num lugar privilegiado, ao lado do cantinho vindo dd sul a em frente ao targc onde paravam oe tropeiros, Joaquim sonhava um ola ler a sua tropa srmfrvntaras distànchsabavrssandoaqueiessedbes. Cornotodolovcmdaépoeaõrudouunvlda na lavounajudandoos palsaeuldaram do mnlno, do loção a do lume. 0 tampo Vol passando. ;á homem (site. conheceu María Ria do Carmo la do bairro do Caetana! , um pouco mais valha que ele, fvlrxa de Manoel Joequlm de Olrrelm o Izabel María de #inundação se chamou-eram e no dia 21 de janelmdo 1851 casaram-se na matriz : :a Sorocaba porque a de Piedade alude não tlnha sido Inaugurada. Ficaram chorando com cs pela de Joequlm por algum tempo, depois o casal ! ol morar nun rancho abandonado. na solda de sorocaba. quase em frente onde hop é a entrada prtmlpal do Giatambu. Para soorevlver montou uma mana acena: de sua morada. com os rendlmmlos da marta. o pnmoàm na Vlla da Piedade, achulrlram uma casa na Ros da Ponto quo am 158 venderam a Salvador Moraes deAlduquerque porIDsan Em 15o). já um rtornerndecortaoposses, mlmmoznstmde renda liquida anual cormeaogla a leleteotloral, porque nessa ano é cl-vrtosuplefrtxedevereadorpam a leqlolatirraqtnteña iniciem nnoeegulrlte. FlOOU pouooterrrpocormatrplenle. logo toma poeoasuuatlrumo um vereador que pediria demissão, à metem pan. as legislativas de nas e roca. Em 1862 a oreoponsávd P3?! conwtrcãcde Lrmaterromsalda para sorocaba, na altura dorrecrvoquedesceda atualvlta Soares. Noam wagulnte à reepoosávelpelos reparou na estrada do 8. Roque que estava em pé-selrrlo estado. Pelos encena teor com-zw a sereulwad¡ noMunlelpíowrza nova cancela de algodao, custa estava seradoeutuvada há trás anca em Sorocaba 0 algodao heruéeeo. renovado anualmente e com mala produtividade que carbon-o. uma planta mai: permanente. com a Guerra da socessdonos Estados Unidosque pamllsaa cultura doalgooáoncs estadcsdosul. as exportações detalhadas começam aumentar. Prevendo uma nova atividade agricola rendem, Joaquim Lellâ se pos a plantar algodão no bairro do Poco, onde hoje e a hidrelétrica de Vbtorantlm. Deve : remessa epoca que começou a vtaiarcom tropas para o porto de Santos. levando algodão para exportação. Fol num¡ doa-soa vlagrms, segundo a natação. que no aopé da serra do vara tropa se depara com um monge do hábito surrodo podlndo uma rrontana para supor a serra. A únlca mota dlsponivel. muito : risca e arredla. lavou o chefe da tropa a pedir ao monge que tivesse um pouco do paciencia_ «tocante cura rrtoneana_ mais manso e obedlenta seria preparada. Para eopanto de todos_ o rellglosodlaa quenãosehconndasaemoda uibrbjáestava mmtadenamula paseanrbelra. que naoesboçduunweoedrcovoecarrvnhou marsarrlerlte sem: wma. Lá chegando, Ipeou a agmdecou Nnd Quim. dlzsnoodne que a lollctdade e s sorte sempre me acompanharam na vlda a para marcaroencormoou-lrmum mlcifmú. qmdizemosmats antigos. emana! com a aspartame e o aumento doe preços do argodáo os negocios pmapevaram. Joaquim Lello investe o seu dinheiro em escravos e terras. Assim êdqulre a Fazenda da: Lavras_ apos adqulrlr una máquina de descaroçe: algodão_ man dos tempos áureo: do algodao p. (António Leito Netto) ; B Arial/ Xin» mm
  28. 28. Câmara de Sorocaba, comenta-se que uma É' imagem da Santa Nossa Senhora de Pieda- › -K de, uma réplica da obra de Michelangelo, 'l ' artista renascentista, teria sido encontrada às . ' margens do rio Pirapora na Vila, Vicente “ Garcia, que encontrou, resolveu doar parte de suas terras para a construção da igreja Seguindo a tradição oral, Vicente havia "ç. . . ganho a imagem de um mascate, que pediu í: , abrigo para passar à noite, logo pela manhã, - 7' " »r' este vendedor ambulante, presenteou ~" l Vicente, a partir dai, o fundador doou as ter- rasparaaoonstrtrção demmoapelaetnlouvora SamaNossa Senhora de Piedade A prova de que a santa não foi encontrada na água, veio de um especialista, o saudoso Artista Pietro _. - Maria Bardi, do MASP, que em meados dos nos 80, analisou a obra, não encontrado nenhuma caracteristica que apontasse uma umidade. e dizia que o material utilizado para a confecção desta lendária Santa, foi argilas encontradas na região de Itu. Vicente, cornóoanosdeidadedoousuas' tenasnodia29demaiodel84anaborade* __ . ___ _. _ : Í _ 'Ei-Ibira' a dah¡ 4303515453751¡ 0 “$049” 00m Entrega da : triagem da "Santa Nossa Senhora de "O" e a Fundagâo de Piedade passou a W 080- por um mascara à lricentz Gaiola. antes da jimdação de Píe~ hmm¡ dia 20 de ¡mia dade em I8J0 (m0 bairro dos Leites, mesmo durante a academia. oom os filhos de Jooqulm, :ainda é um grande ponto de referência para oe soroeabenos, na Revolução Federallsta de 1%. o Dr. Eraguírwha_ polltrm de Sorocaba, é obrigado a lugir da cocada a se esconder na Fazenda dos Leites, depois ponha para o ñtorai, partindo para o sul, unindo-se oom os revoltos-ros. ( Amónio Leite Netto) M) Conta-se na região do bairro Jurupará, a norma do 'chora-onenlno'. não é um fantasma ptramentn pic-decrease. cume-se histórias do 'chora mminddasde o sulco pais, unha outros nomes e estilos, pode seraté uma repraserttaçáa do naginhodopastoruado RloGranoooosul. No sertaopaulistasrraneõrorxéomóstopanmpas, portantoosseravhhoqueoorrtaoomosmrraloa pelos pempes, poderia wreprooentadopeta ltotradootrora-meninotawez para emllcarohrrtoontoratoeurahistorta. rh aiançaçro achou durnntzeavioaequc oomlouaseunurtlno, ltvrgmacoormwrtaalma portada assombnndoosorbúoo. Chora-Menino, por sua vez é uma tenda do bolrrodo Juruparà em Piedade. um dos prímelroo bairros . nando pousada tropeiros. Em: aaotntnçàooosturrtadwrarnottoadomm. dtzmorarnomebodomatot sempreaoornpanhadoporumascfrormbmnao, nndooom roupas mgaduevivedepodireamalaopelo bairrvmtemgerateqtrejuraquelá viuooorladhm. atentamente. e conteudo um animalzinho da família dos proclamou: : (quad a guaaanim). ctramndo em : roma lugares por 'JUPARÀK mmaeaoodonolmemáetennirradasámaapesardenãoternentxmn farmltarldadeoomoaslmros apnmatasojuparáporwavez coatumauivar. grttaroormumcttorode emma. atàtndedomachqtalvez para assedhrasrérneasdooartoo, temoostumesartxortcotas. grilzmdoanotnaàtvores, farzlitanooado som. NobalnoJuupará, poroeusadaveõn donopimporuaoladodomorfo. existe muto eomquerosportdeaosomoonrosdmorvsdesse anlmslvindodoaltooooartdopelobaírroõmeiro. mosundontoparalnverwtare onoramarrnr umnovoeauso par¡ uma mu» (na. A coisa ganhou consistência. aguça a Irmglrxação do homem do amoo, fazendo actor-mar até no que rtãové. (Não omlunrtlr adrrmlñnhfJuFARÁüror balrrtrJuRuPARÁñ. (Rodrigo Araújo - Amava pessoal de contos e causos) "lllAñepresa de turpararanga ternura¡ amada ecossistema muktorloo, servtndode habrtatpam vártosaoreo vlvorLArvproaa 4 chamo: : ainda por 'um', pena moradores. é bastaria profunda e ocupa parte dos Mmklrzioa da Ibiúna, Piedade. Votorantim, Mnlrinque, VarcamGramcPaulIstaeatécwaNoontarttooonástenunu ázeaaesnoatoooraneae áraaaedrvnagamdarapresaoseucanal prindpattamwtmemtomode tmlúnderrtaroern ttnpomrangaaoastzeematde Sorocaoaereglaoporlssrmhoje eia possui urna/ APA (Area ae Proteção Ambtontnl). graças aos trabalhos do Comité do aacua Hldrogràncas (cansam (Rodrigo Amújo-NEAS-UNISO) n" Derdtodocatnitàrlodooerm. trcemaéno Velho', exista a Capela da Santa Arósio, hoje 6 como um sumário. !brain-tdo um túmdn rasa! ! uma milagreira, um possua¡ da carmo puro em vida que hole é capaz os mlizar vários milagres, sabe-ae de sua antiga descansado nosertaooe lblúfll! , veiotersua morte num lnfellzacíoertto, 'Anésra' foi aalvaroe porcos da faaonoadunnm uma queimada, sairam a eoondmla dos pah. porém acabou morrendo queimada. trama anel mancada agindo do rmxlo boa fé. Seu corpo fo¡ enterrado em Piedade, e peão »eu : toda rnrolsmo, fo¡ relacionada a Santo AnàstaHoje em dia seu túmulo está coberto da lembranças. mas o terços, agrodectnontos do graça alcançada, uma milagre-tra oe Piedade. (Rodrigo Araújo - Arquivo pessoal de contos e carma)

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