Anais III Simpie

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Anais III Simpie

  1. 1. Anais
  2. 2. Relação de Trabalhos – Sumário ISSN 2177-6016A IMPORTÂNCIA DA HIGIENE ORAL EM INDIVÌ• DUOS INTUBADOSAutores: ARIUDE SILVA ARCANJO ROSEMEIRE MARIA DA SILVA CIBELE ANDRES SOLAIA IMPORTÂNCIA DO AMBIENTE TERAPÊUTICO NO CUIDADO AO ADOLESCENTE DEPENDENTE QUÍMICO EM UNIDADEDE INTERNAÇÃOAutores: GRASIELLA BUENO MANCILHA THAIS CORREIA PEREIRA LIVIA DA SILVA CORREIA REINALDO ANTONIODE CARVALHO PEDRO DANIEL KATZACOLHIMENDO A MULHER VITIMADA SEXUALMENTE: DISCURSOS DE PROFISSIONAIS DE UMA EQUIPE MULTIDISCIPLINARAutores: CECÍLIA DANIELLE BEZERRA OLIVEIRA INÁCIA SÁTIRO XAVIER DE FRANÇA MONICA FERREIRA DEVASCONCELOS ESTELA RODRIGUES PAIVA ALVES CYNTHIA ANGÉLICA RAMOS DE OLIVEIRA MARIA ELIANEMOREIRA FREIREACOLHIMENTO DE ENFERMAGEM A GESTANTES COM DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL DE ANOMALIA CRANIOFACIAL NOHRAC/USPAutores: CLEIDE CAROLINA DA S. D. MONDINI CASSIANA MENDES B. FONTES ISABEL AURELIA LISBOA MÁRCIAT. SHINOMIA MARIA IRENE BACHEGAAPLICABILIDADE DOS INSTRUMENTOS COM OS SINAIS DE ALERTA COMO ESTRATÉGIA PARA O ACIONAMENTO DOTIME DE RESPOSTA RÁPIDA: ADULTO E PEDIÁTRICOAutores: JOEL ALVES MOREIRA EUCLYDES DOMINGOS GARCIA FLORENTINO SERGIO MARTINS SANTOSSIMONE ISIDORO PRADO DANIELE PIRES SOARES OLIVEIRAASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PRÉ-OPERATÓRIA AOS PACIENTES SUBMETIDOS ÀS CIRURGIAS COLORRETAISAutores: HELENA MEGUMI SONOBE VANICE SOARES LOPES MARCO GIMENES DOS SANTOS LUCIANASCATRALHE BUETTO NARIMAN DE FELÍCIO BORTUCAN LENZA MARIZA SILVA DE LIMAATENDIMENTO DE ENFERMAGEM À FAMÍLIA DO PACIENTE ONCOLÓGICO ADULTO: EVIDÊNCIAS PARA CONSTRUÇÃODE PROTOCOLOSAutores: KEILA DE OLIVEIRA LISBOA SANCHEZ MARGARETH ANGELO CAROLINA CAVALCANTE DOS SANTOSCHRISTIANE OMOSAKO SILVIA VIEIRA LIMA MARIA RITA DA SILVAAUDITORIA EM ENFERMAGEM EM TESES E DISSERTAÇÕESAutores: RICARDO QUINTÃO VIEIRA MARIA CRISTINA SANNAAVALIAÇÃO DA EQUIVALÊNCIA SEMÂNTICA DO “SHIELDS & TANNER QUESTIONNAIRES”Autores: TAMMY OHARA NEVES SILVA MARIA MAGDA FERREIRA GOMES BALIEIRO MYRIAM APARECIDAMANDETTA PETTENGILLAVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM E BASES DE TRATAMENTO DE ÚLCERA POR PRESSÃO EM PACIENTES COM LESÃORAQUIMEDULARAutores: ROSEANE NOGUEIRA RIBEIRO DE SOUZA JOSINEIDE MARIA DA SILVA MARCIANO CAVALCANTE DEOLIVEIRA WILLIAN VIEIRA JERONIMO ROBERTO CASTROCATETER CENTRAL DE INSERÇÃO PERIFÉRICA EM PACIENTES GRAVESAutores: PERCIVAL VITORINO GUIMARAES NAYARA MIZUNO TIRONI ELEINE APARECIDA PENHA MARTINSCIRURGIA SEGURA EM PEDIATRA: PROPOSTA DE CHECKLIST DE INTERVENÇÕES PRÉ-OPERATÓRIASAutores: MARIA PAULA DE OLIVEIRA PIRES MARIA ANGÉLICA SORGINI PETERLINI MAVILDE DA LUZ GONÇALVESPEDREIRACONSTRUÇÃO DE UM GUIA DE MELHORES PRÁTICAS PARA O ACOLHIMENTO DA FAMÍLIA NA UTINAutores: FLÁVIA SIMPHRONIO BALBINO MARIA MAGDA FERREIRA GOMES BALIEIRO MYRIAM APARECIDAMANDETTA PETTENGILL
  3. 3. Relação de Trabalhos – Sumário ISSN 2177-6016CUIDADO HUMANIZADO: TRANSPONDO AS BARREIRAS DA LINGUAGEMAutores: FERNANDA VIEIRA DE CAMPOS NANCI CRISTIANO SANTOS TARCISIA DE LIMA BROGNACUSTO-EFETIVIDADE DO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR EM UM PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE PACIENTESCRÔNICOSAutores: ELISENE DOS SANTOS SOMERA IMACULADA GOMES ZAMPOLO JULIANA APARECIDA DE CASTROMAURO J. SILVA JR RONALDO PERREIRADEPRESSÃO EM IDOSOS DE UM CENTRO DE REFERÊNCIA À SAÚDEAutores: RENATA FERREIRA GANEM MARIA DE FÁTIMA CORREA PAULA MARIA DE LOURDES RABELO PEQUENODESENVOLVENDO ESTRATÉGIAS PARA O ACOLHIMENTO DOS FAMILIRES DE PACIENTES INTERNADOS EM UMA UTINEUROLÓGICAAutores: ELIZANDRA DE OLIVEIRA MICHELE NAVARRO FLORES MARA SUZANA DALFRÉ ZAMPOLIDIABETES MELLITUS: PREPARO PARA O AUTO CUIDADO DO PACIENTE PEDIÁTRICO NO DOMICÍLIOAutores: CAROLINA MARQUES MARCONDES PINTO KARIN EMILIA ROGENSKI NANCI CRISTIANO SANTOSFERNANDA VIEIRA DE CAMPOS MARILZA KEIKO HIGASHI REGIANE HENRIQUE FERREIRA SUANODIMENSÃO ÉTICA DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM EMERGÊNCIAAutores: DENILA BUENO SILVA VERA LUCIA MIRADOBUTAMINA E FLEBITEAutores: KELLY REGINA NOVAES VIEIRA MARCELO EIDI OCHIAI JULIANO NOVAES CARDOSO ZÉLIA GONÇALO B.DA COSTA MARIA COSSERMELI CANA DIAS BRASIL ANTONIO CARLOS PEREIRA BARRETTOEDUCAÇÃO CONTINUADA EM ENFERMAGEM COMO FATOR DE MUDANÇA NA ATITUDE PROFISSIONALAutores: ALINE TAVARES DOMINGOS DÉBORA VIEIRA DE ALMEIDAELABORAÇÃO DE PROTOCOLO ASSISTENCIAL PARA INDICAÇÃO PICC EM GESTANTES DE ALTO RISCOAutores: MARCIA LÚCIA VERPA SOUZA SASAKI ANDRENIZIA DUQUE AMARAL SILVIA ALINE ANDRADE SIMONEISIDORO PRADO DIRCILÉIA RODRIGUES FERREIRA CAMPOSENCONTRO FAMILIAR DE PACIENTE HOSPITALIZADOAutores: SIMONE TEIXEIRA DE SOUSA WANDA PAREDES ROSA PATRICIA REGINA DE OLIVEIRA LIMA PATRICIANOTIKO IDINHA NAGATO CIBELE QUARANTA GENY NAKANISHE HARAGUSHIKU SILVANA P. CRISCIENFERMAGEM E A HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIAAutores: JACQUELINE FERREIRA ANGELO COSTA RODRIGUES ERIKA VANESSA NEVES TERESA CELIA DEMATTOS MORAES DOS SANTOS ANA LUCIA DE FARIA MILVA MARIA FIGUEIREDO DE MARTINOENFERMAGEM E CUIDADOS PALIATIVOS: A TEORIA HUMANÍSTICA COMO FONTE DO CUIDADO.Autores: NORMA SUELI SANTANA PEREIRA ALINE MOURA DE LEMOSENFERMAGEM NEONATAL PARA UM CUIDADO SEM DOR: INTERVENÇÃO CLINICA NO EXAME DE FUNDO DE OLHOAutores: LAIANE MEDEIROS RIBEIRO THAÍLA CORREA CASTRAL MARIANA FIRMINO DARÉ LICIANE L.MONTANHOLI SONIR R. R. ANTONINI CARMEN GRACINDA SILVAN SCOCHIESTRATÉGIAS DE IMPLANTAÇÃO DO TIME DE RESPOSTA RÁPIDA E SUA ATUAÇÃO NA SEGURANÇA DO PACIENTEAutores: ANDREIA LINHARES ALVES EUCLYDES DOMINGOS GARCIA FLORENTINO SÉRGIO MARTINS SANTOSSIMONE ISIDORO PRADO DANIELE PIRES OLIVEIRA JOEL ALVES MOREIRAEVENTO ADVERSO NA UTI COMO INDICADOR NA QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEMAutores: KELLY CRISTINE LOPES E SOUZA MÔNICA FÉLIX DE ALVARENGA VICTOR ALMEIDA BORGES CEZARLADEIRA MACEDO JÚNIOR
  4. 4. Relação de Trabalhos – Sumário ISSN 2177-6016EVIDÊNCIAS QUALITATIVAS PARA O CUIDADO À FAMÍLIA EM ONCOLOGIA PEDIÁTRICAAutores: FERNANDA RIBEIRO BAPTISTA MARQUES LARISSA GUANAES DOS SANTOS MYRIAM APARECIDAMANDETTA PETTENGILL ADRIANA MARIA DUARTEEXPERIÊNCIA DA PARALISIA CEREBRAL NO CONTEXTO FAMILIARAutores: NAIARA BARROS POLITA MAUREN TERESA GRUBISICH MENDES TACLAHUMANIZAÇÃO NA REALIZAÇÃO DO BANHO NO LEITO: PERCEPÇÃO E ATITUDES DOS PROFISSIONAIS DEENFERMAGEMAutores: TEREZINHA NUNES DA SILVA MONICA FERREIRA DE VASCONCELOS CECÍLIA DANIELLE BEZERRAOLIVEIRA MARIA ELIANE MOREIRA FREIRE SOLANGE FATIMA GERALDO DA COSTA INACIA SÁTIRO XAVIER DEFRANÇAIMPLEMENTAÇÃO DA INFORMATIZAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM EM HOSPITAL FILANTRÓPICO NA CIDADEDE SÃO PAULO.Autores: MARIANA CANDIDA LAURINDO EDSON PRADO DE LARA GISLAINE CARDOSO KMIECZIK MARCELA VIANASILVA MÁRCIA GIANCOLIINSTRUMENTO DE MEDIDA DO ACESSO A INFORMAÇÃO COMPARTILHADA ENTRE EQUIPE DE ENFERMAGEM EFAMÍLIAAutores: DANIELA FELIX DAMACENO MYRIAM APARECIDA MANDETTA PETTENGILL MARIA MAGDA FERREIRAGOMES BALIEIROMANUAL PARA AVALIAÇÃO DE PACIENTES EM VENTILAÇÃO MECÂNICA EM AMBIENTES EXTERNOS A UTIAutores: PERCIVAL VITORINO GUIMARAES ELEINE APARECIDA PENHA MARTINSNECESSIDADES DOS PAIS DE RECÉM-NASCIDOS HOSPITALIZADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL:REVISÃO INTEGRATIVAAutores: BRUNA ZEMELLA COLLAÇO FLÁVIA SIMPHRONIO BALBINO MARIA MAGDA FERREIRA GOMES BALIEIROMYRIAM APARECIDA MANDETTA PETTENGILLNÍVEIS DE EVIDÊNCIAS NA PREVENÇÃO DE ÚLCERAS POR PRESSÃO EM IDOSOS COM SÍNDROME DO IMOBILISMO.Autores: ALEXANDRE DE PAULA AURISTELA LEHOCZKI BONETO SUELY CARVALHO ARAÚJO JUCÁ TATIANAMARIA TENÓRIO CAVALCANTI RENATA ELOAH DE LUCENA FERRETIO BRINQUEDO TERAPÊUTICO NO PREPARO DA CRIANÇA E SUA FAMÍLIA PARA A CIRURGIA PULMONARAutores: PRISCILA DOS SANTOS NETTO ALVES ANA PAULA XAVIER DA SILVEIRA FABIANE DE AMORIM ALMEIDACAROLINA MARQUES MARCONDES PINTO NANCI CRISTIANO SANTOSO CUIDADO À FAMÍLIA DE UM NEONATO COM CARDIOPATIA: PERSPECTIVA DA ENFERMEIRA RESIDENTEAutores: MARIA TERESA DE MELO MENDES AMANDA KARINA DE LIMA JACINTO FLAVIA SIMPHRONIO BALBINOMYRIAM APARECIDA MANDETTA PETTENGILL CRISTIANA ARAÚJO GUILLER FERREIRAO FORTALECIMENTO DO PROCESSO EDUCATIVO DE PACIENTES E FAMILIARES EM UMA INSTITUIÇÃO PRIVADAAutores: RENATA CAMARGO ALVES FERNANDA DE FREITAS CAMARGO ROSANA PELLICIA PIRES AMÉLIAANDRADEO PLANO DE METAS COLETIVO COMO FERRAMENTA DE ABORDAGEM COMPORTAMENTAL PARA ADOLESCENTESDEPENDENTES QUÍMICOSAutores: THAIS CORREIA PEREIRA LÍVIA DA SILVA CORREIA GRASIELLA BUENO MANCILHA REINALDOCARVALHO PEDRO DANIEL KATZO USO DE MEDIDAS ALIVIADORAS DA DOR EM LACTENTES DE UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICAAutores: ÉRICA SHINOHARA ADRIANA GUEDES SANTANA VANESSA FERRAZ MAFRA ANA PAULA DOS SANTOSREIS
  5. 5. Relação de Trabalhos – Sumário ISSN 2177-6016PERCEPÇÕES E PRÁTICAS DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO PROCESSO DE ALTA DO BEBÊ PRÉ-TERMOAutores: KAYNA TROMBINI SCHMIDT MARIELLI TESSARI IEDA HARUMI HIGARASHIPESQUISA QUALITATIVA NA ENFERMAGEM ONCOLÓGICA: ANÁLISE DA PRODUÇÃO NACIONAL.Autores: LUCIANA SCATRALHE BUETTO MÁRCIA MARIA FONTÃO ZAGO HELENA MEGUMI SONOBEPRESENÇA DA FAMÍLIA EM SALA DE EMERGÊNCIA PEDIÁTRICA: REVISÃO DA LITERATURAAutores: FRANCINE FERNANDES PIRES MEKITARIAN MARGARETH ANGELOPROCESSO DE DESOSPITALIZAÇÃO CENTRADO NO PACIENTE/FAMÍLIA: DESCRIÇÃO DE PROTOCOLO DEATENDIMENTO REALIZADO POR EQUIPE INTERDISCIPLINAR EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICAAutores: ROSANA PEREIRA CANUTO CAROLINA ANDREZA FERREIRA LUANA VISCARDI NUNES DÉBORAGENEZINI COSTA KATIA JARANDILHA DOS SANTOS EUNICE YOSHIE TERUYAPROGRAMA DE OSTOMIZADOS: OS SIGNIFICADOS PARA ESTOMIZADOS INTESTINAIS E FAMILIARESAutores: NARIMAN DE FELÍCIO BORTUCAN LENZA HELENA MEGUM SONOBE MARCIA MARIA FONTÃO ZAGOELIZA MARIA REZENDE DÁ¡ZIO LUCIANA SCATRALLE BUETTO MARCO GIMENES DOS SANTOSRELATO DE EXPERIÊNCIA: INTERVENÇÃO DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR EM PACIENTES PORTADORES DE CÂNCERDE PRÓSTATA SUBMETIDOS À RADIOTERAPIA.Autores: ALEXANDRE DE SOUZA BARROS VALERIA MIKA MASSUNAGA ANA PULA NORONHA BARRERE MARCIATANAKA ADRIANA SANTOS ANA FERNANDA YAMAZAKI CENTRONERESSUCITAÇÃO CARDIOPULMONAR E ENFERMAGEM: A QUALIDADE DE SERVIÇOS DE RESGATE DA REGIÃO DACAMPANHAAutores: LETICIA SILVEIRA CARDOSO MAIARA GONÇALVES BRAGA MARTA REGINA CEZAR-VAZ MARLISE CAPAVERDE DE ALMEIDA CARMEN HELENA JARDIM VAZ SÍLVIA HELENA SOARES OLIVIERARISCO DE DESENVOLVIMENTO DE ÚLCERAS POR PRESSÃO EM IDOSOS RESIDENTES EM UMA INSTITUIÇÃO DELONGA PERMANÊNCIAAutores: MARCELE PESCUMA CAPELETTI PADULA CAMILLA GROSSO DE OLIVEIRASATISFAÇÃO DA FAMILÍA DE CRIANÇAS HOSPITALIZADAS EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICAAutores: EUNICE YOCHIE TERUYASENTIMENTOS DA FAMILIA DIANTE DA INTERAÇÃO COM A EQUIPE DE ENFERMAGEMAutores: MARLUCY LIMA DE ARRUDA TERESA CRISTINA PROCHETUSO DA ANÁLISE DE CASOS COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO DO CUIDADO À FAMILIA DO RECEM-NASCIDOAutores: MYRIAM APARECIDA MANDETTA PETTENGILL MARIA MAGDA FERREIRA GOMES BALIEIRO FLÁVIASIMPHRONIO BALBINOVISITA PUERPERAL: UMA PROPOSTA DE HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM MATERNO INFANTILAutores: DAYSA PERARO RAMALHO GRANDE MÁRCIA LÚCIA VERPA SASAKI
  6. 6. Relação de Trabalhos Resumos
  7. 7. A IMPORTÂNCIA DA HIGIENE ORAL EM INDIVÍDUOS INTUBADOS. Ariude Silva Arcanjo, Rosemeire Maria da Silva, Cibele Andres SolaiIntrodução: Este estudo surgiu da prática vivenciada ao longo dos anos na assistência de enfermagem a indivíduos intubadosque tiveram seu período de permanência aumentado na Unidade de Terapia Intensiva (U.T.I.) devido a uma higiene oralinadequada ou até negligenciada. O cuidado com a mucosa oral em pacientes intubados, visa um tratamento global, prevençãode doenças e humanização do cuidado (Morais, 2006). Os pacientes com Tubo orotraqueal (TOT) permanecem frequentementecom a boca aberta, ocasionando a desidratação da mucosa oral e diminuição do fluxo salivar favorecendo o aumento da saburraou do biofilme lingual (matriz orgânica estagnada) levando a formação de componentes voláteis de enxofre, tais comomercaptanas e sulfidretos que têm odor desagradável e propiciam a colonização bacteriana por micro-organismos patogênicos,especialmente respiratórios (Tenovuo, 2002 apud Mello, 2008). Segundo Freire e Cols., na América Latina e no Brasil, osestudos mostram que sua incidência, para cada 100 dias de ventilação mecânica, varia de 13 a 80% ou de 2,6 a 6,2, commortalidade de 20 a 75%. De acordo com Amaral e Cols., nos pacientes internados em U.T.I., a higiene oral já é normalmenteprecária, além do fato de que esses indivíduos estão expostos a diversos outros fatores adicionais, como a dimi-nuição dalimpeza natural da boca promovida pela mastigação de alimentos duros e fibrosos e a movimentação da língua e das bochechasdurante a fala. Objetivo: Sensibilizar os profissionais de enfermagem quanto à importância da adequada higiene oral comocoadjuvante na prevenção de agravos à saúde em indivíduos intubados. Metodologia: Tratou-se de revisão bibliográfica,utilizando a Biblioteca Virtual em Saúde (LILACS), com publicações datadas entre 2004 e 2011, os descritores foram: higiene,saúde bucal, pneumonia associada à ventilação mecânica. Resultados: Foram analisados 5 artigos que respondiam aosobjetivos propostos e foi comprovado que a higiene oral é fator preponderante na manutenção da saúde bucal e na prevençãode complicações pulmonares e cardíacas em pacientes intubados. Considerações Finais: Constatou-se que todos os indivíduosem uso de TOT têm a mucosa oral prejudicada, relacionados ao uso de dispositivos orais de longa permanência, higiene oralineficaz, infecção, jejum oral por mais de 24 horas, déficit do autocuidado para higiene (NANDA, 2008), uso de antibióticos ecorticosteróides, tendo esses fatores minimizados por uma higiene oral sistematizada e adequada. O atendimento dasNecessidades Humanas Básicas, deve fazer parte do cotidiano do profissional de enfermagem cumprindo a determinação donosso Código de Ética, que preconiza a prestação de serviços de saúde livre de riscos, decorrentes de negligência, imperícia eimprudência. Torna-se papel preponderante da equipe de enfermagem a mudança deste panorama, pois cabem a estesprofissionais a adequada e sistemática higiene oral, que não é apenas uma forma de prevenção de pneumonias associadas àventilação mecânica, mas uma necessidade humana básica de higiene e conforto.Referências:Morais TMN, Avi ALRO, Camargo LFA, Knobel E, Silva A, Souza PHR. A Importância da Atuação Odontológica em PacienteInternados em Unidade de Terapia Intensiva. Revista Brasileira de Terapia Intensiva. Vol. 18, n 4, 2006.Mello WR, Santos PSS, Wakim RCS, Paschoal MAG. Uso de Solução Bucal com Sistema Enzimático em Pacientes TotalmenteDependentes de Cuidados em Unidade de Terapia Intensiva. Revista Brasileira de Terapia Intensiva. Vol. 20, n 2, 2008.Freire ILS, Faria GM, Ramos CS. Prevenindo pneumonia nosocomial: cuidados da equipe de saúde ao paciente em ventilaçãomecânica invasiva. Revista Eletrônica de Enfermagem [Internet]. 2006;8(3):377-97. Disponível em:http://www.fen.ufg.br/revista/revista8_3/v8n3a09.htmAmaral SM, Cortêz AQ, Pires FR. (2009) Pneumonia Nosocomial: importância do microambiente oral. Jornal BrasileiroPneumologia. 2009;35(11):1116-1124. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/jbpneu/v35n11/v35n11a10.pdf.> acesso em: 09/04/2011.Garcez RM, tradutora. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2007-2008/ North American NursingAssociation. Porto Alegre (RS): Artmed; 2008.Discente do 7º semestre da Graduação em Enfermagem da Faculdade Santa Marcelina,Email: ariudearcanjo@hotmail.comDiscente do 7º semestre da Graduação em Enfermagem da Faculdade Santa Marcelina,Email:; rosearcanjo@hotmail.com;Docente da Disciplina de Semiologia/Semiotécnica e Cuidados Intensivos do Curso de Graduação em Enfermagem daFaculdade Santa Marcelina (Esp. Orientadora). Instrutora do Curso ATCN (Advanced Trauma Care for Nurses).Email: cibele.solai@fasm.edu.br.
  8. 8. A IMPORTÂNCIA DO AMBIENTE TERAPÊUTICO NO CUIDADO AO ADOLESCENTE DEPENDENTE QUÍMICO EM UNIDADE DE INTERNAÇÃO Grasiella Bueno Mancilha*, Thais Correia Pereira**, Lívia da Silva Correia***, Reinaldo Antonio de Carvalho****, Pedro Daniel Katz*****.IntroduçãoUm dos recursos terapêuticos característicos da enfermagem psiquiátrica é a composição e manutenção do ambiente terapêutico, o qualabrange e reconhece que pessoas, local, estrutura física e clima emocional são relevantes para o tratamento.É importante ressaltar que este ambiente terapêutico é composto também como uma das principais estratégias além do oferecimento de apoioe implementação de limites como importantes ferramentas para a prática no fazer da enfermagem psiquiátrica. (1) Em ambiente hospitalar, ondeos pacientes permanecem por meses é fundamental que o ambiente habitado seja para ele local de bem estar, segurança e tranqüilidade.Características de uma estrutura física adequada contemplam um ambiente limpo, arejado e que garanta segurança e privacidade. Para tantopensamos na composição e manutenção deste ambiente terapêutico e suas principais características – estrutura física e sociointeracionais.(1)Para a pessoa portadora da dependência química o contorno que o ambiente lhe oferece é fundamental, visto que a doença traz à mesma umdistanciamento de atividades cotidianas, como atividades escolares, irregularidade dos hábitos de higiene pessoal e cuidados com aorganização do local em que vivem. Além disso, muitos trocam a noite pelo dia, tem hábito de dormirem durante o dia e usarem substânciaspsicoativas à noite. O estreitamento de repertório da pessoa com dependência química o afasta desta convivência com o outro e com seuespaço de convivência grupal. (2) Diante desta percepção da importância da construção do ambiente terapêutico, a equipe das unidadesadolescentes do Serviço de Atenção Integral ao Dependente - SAID desenvolveu um projeto denominado “Pintando a Sala de Convivência”.A sala de convivência é um espaço onde os pacientes permanecem a maior parte de seus horários livres, sendo este, um espaço de constanteinteração, assim sendo esta ação objetivou estimular e encorajar os sentimentos de pertencimento, autonomia, auto-percepção e sentimento decoletividade. ObjetivosA estrutura física, como um dos elementos do ambiente terapêutico, em dezembro de 2011 foi elaborado um projeto de pintura das salas deconvivência das unidades de internação dos adolescentes feminino e masculino do SAID. Tal projeto contou com a participação de profissionaisda equipe interdisciplinar com o envolvimento efetivo dos adolescentes internados.Os principais objetivos foramTornar um espaço mais agradável de convivência entre pacientes e profissionais;Estimular e encorajar o cuidado com o espaço vivido, ampliando o senso de pertencimento e coletividade;Integrar equipe e adolescentes no processo de (re) construção e (re) significações do espaço de convivência;Estimular e encorajar a percepção do ambiente e a capacidade de intervenção no mesmo;Delimitar espaços para os murais para a exposição de produções grupais nesta sala de convivência.Trabalhar questões relacionadas ao respeito mútuo, habilidades de comunicação, para que a pessoa saiba expressar seus desejos einsatisfações com a convivência grupal de forma mais positiva, buscando auto-percepção e além de oferecer ajuda para a resolução dosproblemas encontrados. (3)MétodoParticipação dos adolescentes em um primeiro grupo onde a equipe apresentou a proposta de “reforma” da sala de convivência, solicitando asidéias e percepções deles deste espaço e seus significados;Preparação do ambiente para o inicio da pintura, com a retirada dos trabalhos expostos em parede, preparando as paredes para seremrestauradas e pintadas.Após as paredes pintadas (de branco). Uma das paredes foi escolhida para receber uma cor diferente.Os terapeutas e adolescentes implementaram as idéias construídas no primeiro grupo, fazendo uma parede personalizada com desenho,palavras e frases escolhidas por eles;ResultadosCom estas ações e implementação concreta do fazer, promovemos e encorajamos os adolescentes a perceberem-se como agentes demudança além de incrementar as possibilidades de percepção de si e do outro, auto-estima, autonomia, pertencimento, participação efetiva,interação entre os próprios pacientes e equipe, envolvendo escuta e expressão de suas idéias, senso de capacidade e produção de vida comampliação de repertório e experimentação de atividades saudáveis e divertidas.ConclusãoA participação de construção coletiva no projeto pintando a sala de convivência contribuiu positivamente para a manutenção do ambienteterapêutico em sua característica física e sociointeracional.Esta estratégia de cuidado especial possibilitou a construção de um espaço que transformado, permitiu o desenvolvimento do sentimento depertencimento aos adolescentes além de ressoar individualmente aos sentimentos de auto-estima e capacidade de mudança externa, queampliada pode transformar também internamente.Aos profissionais possibilitou que identificassem as potencialidades e dificuldades de cada um dos pacientes ao observar sua interação eatravés destes subsídios ampliarem as abordagens aos atendimentos individuais, potencializando a qualidade da assistência, possibilitando umtratamento mais individualizado e integral.Referências Bibliográficas:Stefanelli MC, Fukuda IMK, Arantes SC. Enfermagem Psiquiátrica em suas dimensões assistenciais. Série Enfermagem. Barueri, 2008. 1ªedição. Capitulo 22; p. 395-410.Feijó RB, Oliveira de EA. Comportamento de risco na Adolescência. Jornal de Pediatria 2001; 77 (supl.): s125-s34.Godley SH, Kenney M. 2010. Implementing outpatient evidence-based treatment in a residential program. Counselor. June 11 (3). 10-6Descritores: ambiente terapêutico, adolescente, cuidado integral.
  9. 9. ACOLHIMENDO A MULHER VITIMADA SEXUALMENTE: DISCURSOS DE PROFISSIONAIS DE UMA EQUIPE MULTI DISCIPLINAR Cecília Danielle Bezerra Oliveira1, Inácia Sátiro Xavier de França2, Monica Ferreira de Vasconcelos3, Estela Rodrigues Paiva Alves1, Cynthia Angélia Ramos de Oliveira1, Maria Eliane de Araújo Moreira Freire4A violência sexual contra a mulher é uma forma de controle e subordinação da sexualidade feminina e tem recebido crescente atenção dasociedade, exigindo a implantação de ações de prevenção e tratamento de agravos mulher. Vem sendo referida de maneiras diferentes aopassar dos tempos, era denominada intra-familiar passando depois a denominação de violência contra a mulher, violência doméstica e por fimviolência do gênero1. Na perspectiva do acolhimento a mulheres vitimas de violência sexual em unidades de referência para este atendimento, econsiderando que as ações implementadas por profissionais partem de sua percepção e entendimento acerca do fenômeno em foco, esteestudo buscou respostas para o seguinte questionamento: qual a percepção da equipe multiprofissional acerca do acolhimento frente à mulhervítima de violência sexual? Nesse contexto, os resultados deste estudo subsidiarão informações sobre a atuação dos profissionais de saúde emuma unidade especializada, para melhoria da assistência da saúde à mulher vítima deste tipo de agressão e direcionar os acadêmicos eprofissionais interessados nesta temática. OBJETIVO: investigar a percepção de uma equipe multiprofissional frente ao acolhimento à mulhervítima de violência sexual. MÉTODO: Trata-se de um estudo de caráter descritivo com abordagem qualitativa. A pesquisa foi realizada em umhospital público de referência em atendimento às mulheres vítimas de violência sexual do município de João Pessoa. A opção por esse localrelaciona-se às atividades laborais de profissionais que atuam frente a mulheres vítimas de violência sexual. A população foi constituída portodos os profissionais que atuam no atendimento as mulheres vítima de violência sexual. A amostra foi composta por 01 (um) médico(a), 01(um) enfermeiro(a), 01(um) psicólogo(a) e 01 (um) assistente social que atuem na equipe multiprofissional do Programa de Apoio as MulheresVítimas de Violência Sexual (PAMVVS), tendo como critério de inclusão da amostra apresentarem disponibilidade e interesse em participar doestudo. Na coleta de dados optou-se pelo questionário como instrumento, contendo questões pertinentes aos objetivos do estudo, composto deforma mista, as pesquisadoras obedeceram às recomendações contidas na Resolução nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (CNS), osdados foram analisados através da Técnica do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC). RESULTADOS: Para caracterização dos participantes doestudo foram consideradas as seguintes variáveis: profissão, sexo, e estado civil. A amostra constou de 04 (quatro) participantes, sendo 01médico, 01 enfermeiro, 01 psicólogo e 01 assistente social. Destes participantes evidencio-se que 03 são do sexo feminino e 01 do sexomasculino. Em relação ao estado civil, 01 é viúvo, 02 são divorciados e 01 vive em união estável. Conforme os dados obtidos na investigação,dispomos os discursos dos sujeitos participantes do estudo em forma de discurso coletivo, donde extraiu-se as idéias centrais (IC), seguidos deanálise e discussões. Quanto ao questionamento “Para você, o que é acolhimento?” O discurso dos participantes do estudo, possibilitou aextração de duas idéias centrais, a saber: IC 1) Atendimento em ambiente adequado . DSC - ... inicialmente deve-se ter um espaço físicobastante adequado... ambiente estritamente sigiloso... sala adequada para exames e procedimentos... sala sem interferências... espaço deescuta. IC 2) Atendimento humanizado. DSC - ... acolhimento médico humanizado... ato ou efeito de acolher... atenção, consideração...recepção carinhosa... é ver a pessoa como todo... é ouvir.... recebimento do paciente com respeito e dignidade. Considerando as idéias centrais1 e 2 ressalta-se que a adequação do ambiente para garantir conforto, espaço para diálogos, encontros e trocas é uma sugestão para aimplantação do acolhimento nos serviços de saúde, mas, se faz necessário entender que o acolhimento não envolve só espaço físico e sim umposicionamento ético do profissional, onde o individuo compartilha as angústias e se responsabiliza em abrigar outrem, destacando-se aindaque a humanização das ações receptoras dos usuários é uma possibilidade de entendimento do acolhimento, e que contribui positivamentepara a implantação do mesmo na dinâmica das unidades. Em resposta ao questionamento “Como você entende a relação equipe – mulherviolentada?” Identificamos uma idéia central, IC 1) Relação acolhedora. DSC - ... pautada no respeito para evitar uma segunda violência ... naescuta ... no acolhimento ... estabelecendo vinculo de confiança e segurança... sem fazer juízo de valores. Estabelecer relações acolhedorasentre usuário e profissionais de saúde onde existe o compromisso e responsabilidade pela saúde do usuário, valorizando o doente e não adoença é um desafio para mudança do modelo de atenção a saúde fundamentada na visão biomédica. Com base no exposto, manter umarelação acolhedora com as usuárias do programa torna o atendimento humanizado, vale ressaltar que tal atitude estabelece um vinculo deconfiança e respeito fortalecendo um elo que é alicerce importante para a continuidade da assistência. CONCLUSÃO: Entende-se que aviolência sexual é uma violação dos direitos humanos, reprodutivos e sexuais da mulher; causando agravos imediatos e tardios. Diante dessesagravos à saúde da mulher, se faz necessário que os serviços de saúde estejam preparados para receber de forma acolhedora pessoas emsituação de violência. Baseando-se nos resultados obtidos, pode-se observar que a percepção acerca do acolhimento é intrínseca de cadaindividuo e os seus discursos apresentam uma visão relacionada a postura do profissional e a estrutura física do serviços, contudo valeressaltar que para promover um atendimento acolhedor também se faz necessário que a equipe promova suas ações voltadas pararesolutividade das necessidades das usuárias, fortalecendo a busca pela integralidade e da equidade, afim de garantir a satisfação econtinuidade do tratamento por parte destas mulheres.Descritores: Acolhimento, Violência sexual, Compreensão1. Rezende Edson José Carpintero, Araújo Tânia Maria, Moraes Maria Antonieta Siqueira, Santana Judith Sena da Silva, Radicchi Ronaldo.Lesões buco-dentais em mulheres em situação de violência: um estudo piloto de casos periciados no IML de Belo Horizonte, MG. Rev. bras.epidemiol. [periódico on line]. 2007 [capturado em 01 mar 2012] ; 10(2): 202-214. Disponível em:http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2007000200008&lng=pt.2. Garcia Marilúcia Vieira, Ribeiro Lindioneza Adriano, Jorge Miguel Tanús, Pereira Gustavo Resende, Resende Alexandra Pires.Caracterização dos casos de violência contra a mulher atendidos em três serviços na cidade de Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. Cad. SaúdePública [periodic on line]. 2008 [capturado em 01 mar 2012]; 24(11): 2551-2563. Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2008001100010&lng=en3. Oliveira Eleonora Menicucci de, Barbosa Rosana Machin, Moura Alexandre Aníbal Valverde M de, von Kossel Karen, Morelli Karina, BotelhoLuciane Francisca Fernandes et al . Atendimento às mulheres vítimas de violência sexual: um estudo qualitativo. Rev. Saúde Pública [periodicoon line]. 2005 [capturado em 01 mar 2012] ; 39(3): 376-382. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102005000300007&lng=en.1. Enfermeira Mestranda - Programa Associado de Pós-graduação em Enfermagem UPE/UEPB – cecilia.dani@hotmail.com.2. Enfermeira Doutora – Universidade Estadual da Paraíba3. Enfermeira Mestranda em Enfermagem – Universidade Federal da Paraíba4. Enfermeira Mestra – Universidade Federal da Paraíba
  10. 10. ACOLHIMENTO DE ENFERMAGEM A GESTANTES COM DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL DE ANOMALIA CRANIOFACIAL NO HRAC/USP Cleide Carolina da S. D. Mondini1, Cassiana Mendes B. Fontes2, Isabel Aurelia Lisboa3, Márcia T. Shinomia4, Maria Irene Bachega5.Introdução: O Hospital de Reabilitações de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC/USP), conhecidocarinhosamente como “Centrinho”, é considerado um centro de referência e excelência pela Organização Mundial da Saúde, Ministérioda Saúde e Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. A fissura labiopalatina é uma anomalia congênita considerada mais comum,caracterizados por aberturas anatômicas anormais de lábio e de palato. Desenvolvem-se na 8ª semana do período embrionário paralábio e rebordo alveolar e 12ª para palato. No período pré-natal é possível diagnosticar a malformação através da ultrassonografia,exame de diagnóstico por imagem, sendo possível intervir nas fissuras somente a partir do nascimento da criança. A gestação é umperíodo em que a mulher passa por diversas mudanças que envolvem tanto aspectos fisiológicos, quanto emocionais. A gravidez é umperíodo ideativo em que a mulher constrói a imagem de um bebê ideal, perfeito e sadio, sendo dessa forma inevitável os sentimentos,as reações dos pais, principalmente da gestante, ao receber o diagnóstico de um filho com malformação craniofacial. O que deveria serentão um momento de alegria e satisfação torna-se doloroso, dando lugar ao luto, aflição e a desorganização emocional. Objetivos:Identificar e caracterizar as principais reações emocionais, as freqüências absolutas e relativas e os domínios dos diagnósticos deenfermagem de gestantes e familiares, mediante o impacto do nascimento de um filho com fissura labiopalatina,1. Doutora em Fissuras Orofaciais e Anomalias Relacionadas pelo HRAC/USP, Bauru/SP – Brasil, Chefe técnica do Serviço deEnfermagem do HRAC/USP – Bauru cmondini@usp.br ; 2.Doutora em Saúde do Adulto pela Escola de Enfermagem da Universidadede São Paulo (EEUSP), docente da Escola de enfermagem da UNESP/ Botucatu; 3. Enfermeira Chefe do serviço de enfermagem doHRAC/USP- Bauru; 4. Enfermeira Chefe do serviço de enfermagem do Ambulatório do HRAC/USP- Bauru e5. Doutora em Pediatria pela Fac. de medicina de Botucatu-UNESP e chefe de departamento hospitalar do HRAC/USP- BauruPesquisa desenvolvida com o apoio financeiro do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (PIBIC) e Conselho Nacionalde Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – 2009/2010.defeito congênito comum caracterizado por aberturas anatômicas anormais de lábio e de palato, e proporcionar um acolhimento deforma que ajudasse a mãe e sua família a superar esta fase inicial e prepara-los para o nascimento do bebê. Método: A partir deabordagem qualiquantitativa e pesquisa descritiva, realizaram-se entrevistas semi-estruturadas com 18 gestantes atendidas no Hospitalde Reabilitações e Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo no período de outubro de 2008 a abril de 2009. Resultados:Mediante a análise de conteúdo dos dados, constatou-se que as principais reações emocionais apresentadas pelas gestantes foram:choro; susto; culpa; preocupação; tristeza; apreensão; medo; nervosismo; surpresa; angústia; choque; depressão; equilíbrio;insegurança; lamentação; luto; e “sem ação”. A partir dos dados coletados foram elaborados 10 (100%) diagnósticos de enfermagemagrupados em 4 (100%) domínios. Os diagnósticos de enfermagem em seus respectivos domínios foram: ansiedade, disposição paraenfrentamento aumentado, medo, pesar, disposição para enfrentamento familiar aumentado e enfrentamento familiar comprometido nodomínio enfrentamento/tolerância ao estresse; controle familiar ineficaz do regime terapêutico e disposição para controle aumentado doregime terapêutico no domínio promoção da saúde; disposição para paternidade/maternidade melhorada no domínio auto percepção edisposição para autoconceito melhorado no domínio papéis e relacionamentos. Conclusão: Os resultados deste estudo provêmsubsídios para a atuação do enfermeiro na sistematização da assistência de enfermagem e o acolhimento a gestante, além de nosremeter a reflexões sobre a importância do preparo da equipe multi e interdisciplinar em ações que visem a humanização doatendimento nos serviços de saúde, bem como capacitar os pais para receberem seu bebê, reforçando o vínculo materno-infantil, epromovendo qualidade de vida para a gestante, seus familiares e futuro bebê.Palavras-chave: Acolhimento; Anormalidades Craniofaciais; Diagnóstico de Enfermagem.Referências1.Barros ALBL. Classificação de diagnóstico e intervenção de enfermagem: NANDA-NIC. Acta Paul Enferm 2009;22:864-7.2.Carvalho QCM, Cardoso MVLML, Oliveira MMC, Lúcio IML. Malformação congênita: significado da experiência para os pais. Ciênccuid saúde 2006;5(3):389-97.3.Conde A, Figueiredo B. Ansiedade na gravidez: implicações para a saúde e desenvolvimento do bebê e mecanismos neurofisiológicosenvolvidos. Acta Pediátr Portuguesa 2005;1(36):41-9.4.Conde A, Figueiredo B. Preocupações de mães e pais, na gravidez, parto e pós-parto. Anál Psicol 2007;25(3):381-98.5.Fontes CMB. Fissuras lábio-palatais: diagnósticos de enfermagem no pré e pós-operatório [dissertação]. São Paulo (SP): Escola deEnfermagem da Universidade de São Paulo; 2001.6.Klaus M, Klaus P. Seu surpreendente recém-nascido. Porto Alegre (RS): Artes Médicas; 2001.7.Johnson N, Sandy JR. Prenatal diagnosis of cleft lip and palate. Cleft Palate-Craniofac J 2003;40(2):186-9, 2003.8.Lago CP, Nunes MLT. Reações, sentimentos, atitudes de mães de portadores de fissuras lábio-palatais e causas atribuídas àmalformação. Rev Odonto Ciênc 2002;17(37):223-30.9.Lago CP, Nunes MLT. Mães de crianças portadoras de fisuras lábio-palatais: luto ou pesar crônico. Barbarói 2003;(19):65-73.10.Pereira SVM, Bachion MM. Diagnósticos de enfermagem identificados em gestantes durante o pré-natal. Rev Bras Enferm2005;58(6):659-64.11.Trindade IEK, Silva Filho OG. Fissuras labiopalatinas: uma abordagem interdisciplinar. São Paulo (SP): Editora Santos; 2007.
  11. 11. APLICABILIDADE DOS INSTRUMENTOS COM OS SINAIS DE ALERTA COMO ESTRATÉGIA PARA O ACIONAMENTO DO TIME DE RESPOSTA RÁPIDA: ADULTO E PEDIÁTRICO INSTITUIÇÃO: HOSPITAL SANTA CATARINA/ SP Santos MS, Moreira AJ, Florentino EDG, Prado SP, Oliveira DPSIntrodução:O Time de Resposta Rápida trata-se de uma equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros e fisioterapeutas querealiza atendimento a pacientes com deteriorações orgânica, por meio do Código Amarelo implantado na instituição em maio2011. O Código Amarelo é um plano de emergência em que o enfermeiro das unidades de internação solicita a avaliação doTime de Resposta Rápida para otimizar o atendimento às urgências/emergências, caso ocorram na ausência do médico titulardo paciente. Para isso, foi elaborado dois instrumentos -Acionamento Time de Resposta Rápida - Código Amarelo Adulto ePediátrico,que contemplam as variáveis relacionadas ao tempo de atendimento, sinais de deterioração clínica conforme descritono Bundle do Time de Resposta Rápida, os sinais de alerta dos protocolos clínicos de gravidade gerenciados.Objetivo:Analisar a aplicabilidade do instrumento estruturado de acionamento do Time de Resposta Rápida, utilizados nos pacientescríticos nas unidades de internações, no qual irá possibilitar a tomada de decisão baseado nas melhores práticas assistenciais.Metodologia:Trata-se de um estudo de natureza descritiva e exploratória em caráter qualiquanti, sobre a aplicabilidade dos atendimentosrealizados pelo Time de Resposta Rápida. Para a elaboração do instrumento de coleta de dados utilizou-se de revisãobibliográfica no período de 5 anos em bases de dados internacionais e nacionais. Com base nestas considerações, oinstrumento foi implementado para viabilizar o atendimento dos pacientes em situações de urgência/emergência.Resultados:Analise dos dados período de maio a agosto 2011. Adulto total 225, 96,8%(218) permaneceram na Unidade de internação,3,2%(38) foram transferidos para UTI, Pediátrico total 31, 61,2%(19) permaneceram na Pediatria e 38,8(12) foram transferidospara UTI.A principal queixa de ambas as populações estão relacionadas ao comprometimento respiratório. Desfecho dos 38pacientes adulto transferidos para UTI 2,6%(1) óbito <24h após atendimento, 21%(8) óbito >24h após atendimento 55,2%(21)alta hospitalar, 21%(8) permanece internados até a presente data, os pacientes pediátricos transferidos para UTI, 100%(12)foram de alta hospitalar.Conclusão:O instrumento para acionamento do Time de Resposta Rápida apresentado mostrou-se pertinente e exeqüível nos atendimentosaos pacientes sob situação de urgência/emergência nas unidades de internações, além de facilitar o raciocínio do processodiagnóstico, permitindo a sua identificação com maior segurança e menor tempo.
  12. 12. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PRÉ-OPERATÓRIA AOS PACIENTES SUBMETIDOS ÀS CIRURGIAS COLORRETAIS Helena Megumi Sonobe1; Vanice Soares Lopes2; Marco Gimenes dos Santos3;Luciana Scatralhe Buetto4; Nariman de Bortucan Lenza5; Mariza Silva de Lima6Resumo: Introdução:No período pré-operatório o paciente necessita de um espaço para esclarecer dúvidas e muitas vezes as situações de preparopodem deixá-los constrangidos e aumentar a ansiedade. Sendo assim, a equipe de enfermagem, que tem a oportunidade decontato permanente nas 24 horas da internação hospitalar, pode assegurar maior conforto e segurança.Método: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e transversal que teve por objetivos caracterizar o perfil sociodemográfico,clínico e de tratamentos prévios de pacientes com patologias colorretais submetidos às cirurgias eletivas, em um hospitalterciário; e identificar os cuidados de enfermagem no período pré-operatório recebidos por essa clientela. A coleta de dados foirealizada por meio de um instrumento que contemplou informações de identificação, dados sociodemográficos, sobre otratamento cirúrgico e uma listagem de cuidados pré-operatórios, no período de agosto a novembro de 2011, analisada comestatística descritiva (CEP/EERP-USP No. 1293/2011).Resultados: A amostra do estudo foi constituída de 25 pacientes, submetidos às cirurgias coloproctológicas de médio e grandeportes, com predomínio de pacientes com idade acima de 60 anos 11 (44%), do sexo feminino 16 (64%,) casados 18 (68%) ecom 1° grau completo 12 (48%); 7 (28%) procedentes de Ribeirão Preto, 17 (68%) de cidades da Divisão Regional de Saúdede Ribeirão Preto, 1 (4%) da grande São Paulo e 1(4%) de Minas Gerais; 15 (60%) não permaneceram com acompanhantes;com média de internação foi entre 7 a 10 dias; tratamentos prévios à cirurgia, 4(16%) pacientes haviam realizado seguimentoclínico; 6 (24%) quimioterapia antineoplásica; 5 (20%) radioterapia; 2 (8%) já haviam sido submetidos às cirurgias colorretais; asinternações estavam relacionados às situações clínicas que envolviam trauma colônica e presença de massa abdominal epélvica, pólipos intestinais e complicações de doença inflamatória intestinal, complicações pós-operatórias de cirurgias edoenças oncológicas coloproctológicas; e apenas 3 (12%) pacientes apresentaram complicações pós-operatórias (hemorragia,dor e constipação). Em relação aos cuidados pré-operatórios relatados houve predomínio com 25 (100%) indicações:identificação do leito, orientação sobre jejum e cirurgia e verificação de sinais vitais; com 24 (96%) referências positivas: retiradaroupa íntima, verificação de alergias e acesso venoso periférico; com 23 (92%) citações a identificação de paciente e instalaçãode soroterapia; o encaminhamento de documentação ao centro cirúrgico obteve 22 (88%) citações; preparo colônico de três diasfoi relatado 21 (84%) vezes; antropometria foi lembrada por 20 (80%) pacientes; orientações sobre rotinas da unidade 19 (76%);15 (60%) citações para orientação da família sobre a cirurgia, retirada de joias, relógio e prótese dentária, e fornecimento deroupa privativa do centro cirúrgico; 14 (56%) relatos sobre banho corporal com clorexidina e glicosimetria.Conclusão: Considerando o perfil sociodemográfico dos participantes deste estudo acreditamos que alguns aspectos necessitamser repensados para aprimorar o planejamento da assistência de enfermagem. Por outro lado, ressalta-se a dificuldade deidentificação dos profissionais que prestaram os cuidados relatados pelos pacientes. No entanto, o que ficou evidenciado foi adificuldade dos pacientes determinarem o profissional que realizou estes cuidados. Há necessidade de outros estudos paraaprofundar sobre os motivos que levam a falta de conhecimento do paciente sobre a categoria do profissional, que prestacuidado na unidade de internação cirúrgica.Descritores: Enfermagem Perioperatória, Procedimentos pré-operatórios, Cirurgia colorretal, Assistência ao paciente.REFERÊNCIASCHRISTOFORO, B.E.B.; CARVALHO, D.S. Cuidados de enfermagem realizados ao paciente cirúrgico no período pré-operatório.Rev. esc. enferm. USP, São Paulo, v. 43, n. 1, Mar. 2009.JORGETTO, G.V.; NORONHA, R. ; ARAÚJO, I. E. Assistência de enfermagem aos pacientes cirúrgicos: avaliação comparativa.Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 7, n.3, p.273-77, 2005. Disponível em http:// www.fwn.ufg.br/Revista/revista7 3/original 03htm.ROCHA, J.J.R. Coloproctologia: Princípios e Práticas. 2a. ed. São Paulo, Ed. Atheneu, 2011.ROTHROCK J.C., McEWEN, D. R. Alexander: Cuidados de enfermagem ao paciente cirúrgico. 13ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier,2007.
  13. 13. ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM À FAMÍLIA DO PACIENTE ONCOLÓGICO ADULTO: EVIDÊNCIAS PARA CONSTRUÇÃO DE PROTOCOLOS Keila de Oliveira Lisboa Sanchez, Margareth Angelo, Carolina Cavalcante dos Santos , Christiane Omosako, Silvia Vieira Lima, Maria Rita da SilvaIntrodução: Viver um processo de perda, seja como conseqüência de sofrer uma doença grave ou pela morte de um entequerido, é uma das situações de maior impacto para a pessoa. Um dos principais fatores que influenciam o ajuste da pessoa é omanejo adequado da informação e da comunicação por parte de todos os envolvidos no processo (paciente, profissionais efamília) nos diferentes contextos. Os indicadores que facilitam a comunicação efetiva no contínuo da doença correspondem àimportância do tempo dedicado, a demonstração de cuidado, o reconhecimento emocional e a preservação da esperança (1). Otratamento bem sucedido em ambos os aspectos, físico e psicológico, depende do enorme desafio de haver habilidades decomunicação de profissionais de saúde, pacientes e suas famílias. Com o reconhecimento da complexidade e dificuldade decomunicação no cuidado oncológico, se faz necessária uma abordagem planejada para facilitar o rápido desenvolvimento eimplementação de intervenções baseadas em evidências nesta área (2).Objetivo: O estudo teve como objetivo fazer uma revisão da literatura para fundamentar a elaboração posterior de um protocolode atendimento de enfermagem à família do paciente oncológico adulto.Método: O trabalho utilizou a técnica de revisão bibliográfica seguindo o referencial metodológico de Salomon (3) que preconiza arealização sistematizada e coordenada de uma revisão dos dados empíricos sobre um tema a partir das bases de dadosdisponíveis. Uma busca abrangente da literatura foi conduzida, cobrindo a literatura científica relevante de 2001 à 2012, nosidiomas Português, Inglês e Espanhol, referente à comunicação entre pacientes oncológicos adultos, suas famílias eprofissionais de saúde. As bases de dados PubMed, CINAHL, PsycINFO, Cochrane, Scopus, Web of Science e a BibliotecaLILLACS, foram pesquisadas contendo os seguintes descritores: Família; Profissionais da saúde; Comunicação e Câncer. Foramencontrados 442 artigos e destes, selecionados 24 artigos.Resultados: Os estudos selecionados, após as buscas nas bases de dados, foram agrupados e classificados nos seguintestemas: Características da comunicação entre paciente oncológico, sua família e profissionais de saúde; Fatores relacionados àrevelação do diagnóstico e prognóstico ao paciente e sua família; Apoio recebido por familiares antes e após a morte dopaciente; Qualidade do cuidado prestado a pacientes e familiares pelos profissionais de saúde; Desenvolvimento eimplementação de programas e estruturas para melhorar o atendimento aos pacientes e suas famílias; Desenvolvimento deferramentas para avaliar as necessidades de cuidado.Conclusão: Os temas selecionados neste trabalho revelam, de forma objetiva, o que os autores têm abordado na literatura sobrecomunicação entre pacientes oncológicos adultos, seus familiares e os profissionais de saúde. As evidências resultantes darevisão da literatura constituem fundamentação significativa para a construção de protocolos de intervenção e de cursos eprogramas de capacitação de enfermeiros, que facilitarão a implementação de intervenções de enfermagem junto à família dopaciente oncológico adulto.Referência Bibliográfica:1- Cunill M., Serdà B-C. Características de la comunicación con enfermos de cáncer en el contexto sanitario y familiar.Psicooncología 2001; 8 (1): 65-79.2- Schofield PE, Butowb PN. Towards better communication in cancer care: a framework for developing evidence-basedinterventions Patient Education and Counseling 2004; 55: 32–39.3- Salomon DV. Como fazer uma monografia: elementos de metodologia do trabalho científico. Belo Horizonte: Interlivros; 1973.Descritores: Família; Profissionais da saúde; Câncer.Enfermeira, Mestre pelo Programa de Pós-Graduação do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de SãoCarlos, Membro do Grupo de Estudos de Enfermagem em Família da Universidade de São Paulo - SP, Brasil. E-mail:keilalsanchez@yahoo.com.brEnfermeira, Professora Titular do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Psiquiátrica da Escola de Enfermagem daUniversidade de São Paulo. Coordenadora do Grupo de Estudos de Enfermagem em Família da Universidade de São Paulo -SP, Brasil.Graduanda da Escola de Enfermagem da Universidade de São PauloGraduanda da Escola de Enfermagem da Universidade de São PauloEnfermeira, Gerente de enfermagem do Instituto do Cancer do Estado de São Paulo -ICESPEnfermeira, Diretora de Enfermagem do Instituto do Cancer do Estado de São Paulo -ICESP
  14. 14. AUDITORIA EM ENFERMAGEM EM TESES E DISSERTAÇÕES Ricardo Quintão Vieira, Maria Cristina SannaIntrodução: A Auditoria de Enfermagem é realizada por meio de registros em prontuários ou do exame direto das condições dos pacientes1,caracterizada principalmente pela relação entre procedimentos realizados e gastos associados, ou ainda, a relação entre qualidade e custos deassistência2,3. Na literatura científica, enfermeiros expressam a necessidade de pesquisas nesse campo administrativo, incluindo teses edissertações, produzidos em grupos de pesquisas e/ou programas de pós-graduação. Essas fontes de informação podem fornecer dados quedemonstram a interação entre a academia e necessidades mercadológicas ou econômicas requeridas do enfermeiro auditor em instituições desaúde. Objetivo: caracterizar a produção científica sobre Auditoria em Enfermagem em teses e dissertações brasileiras. Método: estudobibliométrico, cuja análise baseou-se em três fontes. A primeira foi o arquivo “Pesquisa e Pesquisadores do Centro de Estudos e Pesquisas emEnfermagem (CEPEn), criado pela Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) e mantido pela Biblioteca Virtual de Saúde (BVS). Essa basemantém registros referenciais de teses e dissertações de Enfermagem defendidas entre 1956 a 2008, uma abrangência cronológica relevantepara caracterizar o tema proposto. Foram pesquisadas todas as referências por meio de busca com a palavra-chave “Auditoria de Enfermagem”em campo de assunto. Como segunda fonte de informação, foi utilizada a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) do InstitutoBrasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Por último, foi consultada a BVS. Nas duas últimas fontes, foram utilizadas a mesmaexpressão de busca em campos de assunto ou título, excluindo-se os resultados repetidos. Após a seleção de dados, foi criada base de dadosem forma de planilha eletrônica, onde foram lançadas as seguintes informações: tipo de documento, ano de defesa, local de defesa, método depesquisa, população de pesquisa e palavras-chave. Todas as variáveis foram analisadas por meio de cálculo de frequência absoluta e relativa.Para análise temática das palavras-chave, utilizou-se o método de indexação bibliotecária por meio do Tesauro do Ministério da Saúde, uminstrumento de controle terminológico que possibilitou extrair Termos Simples, Termos Gerais e Categorias, representando níveis hierárquicostemáticos. Não houve necessidade de submissão do projeto de pesquisa a Comitê de Ética em Pesquisa por se tratar de pesquisa em registrospúblicos. Resultados: Foram recuperados 13 documentos, sendo 11 diferentes no CEPEn, dois diferentes na BVS e nenhum documentodiferente na BDTD, abrangendo o espectro temporal de 1977 a 2007 ( 30 anos). Há cerca de 5.900 registros no catálogo CEPEn, sendo queAuditoria em Enfermagem representou apenas 0,22% do total, um resultado reduzido em meio ao contexto de necessidade da participação daEnfermagem em programas de qualidade, tema constante em eventos científicos e programas de acreditação hospitalar. A maioria dosdocumentos concentrou-se em dissertações (46%), seguidas de teses de livre-docência (31%) e teses de doutorado (23%), demonstrando queo assunto foi discutido em níveis acadêmicos mais exigentes. A década de 1970 foi responsável por 15% do total de produção, 1980 por 15%,1990 por 8% e, finalmente, 2000 por 62%. Esse aumento pode estar relacionado à aprovação da Resolução COFEN n. 266 / 20014, relacionadaàs atribuições do enfermeiro auditor. A relação entre uma resolução e o aumento de pesquisas denota que as ações profissionais eacadêmicas podem se estar interligadas. As teses e dissertações foram defendidos na Bahia (15%), Paraná (8%), Rio de Janeiro (38%) e SãoPaulo (38%), sendo que a Região Sudeste assumiu a liderança na produção científica, o que pode ser conseqüência da concentração deprogramas de pós-graduação senso estrito em Enfermagem nessa região. Cerca de 54% dos documentos apresentaram, de forma clara, ométodo utilizado, de forma simultânea ou não: pesquisa bibliográfica (uma menção), documental (uma), estudo descritivo (duas), qualitativo(três) e quantitativo (três). Foram utilizadas as seguintes fontes de pesquisa: entrevistas com administradores hospitalares (uma menção),documentos não especificados (uma), planos de cuidados (uma), prescrições de enfermagem (uma), relatórios de qualidade (uma), entrevistascom pacientes (duas), entrevistas com enfermeiros (quatro) e prontuários (cinco). Em relação às palavras-chave, foram agrupados 38 TermosSimples diferentes com 63 menções, cujas maiores freqüências foram: “Auditoria de Enfermagem” com sete menções (11%), “Auditoria” e“Cuidados de Enfermagem” com cinco (8%) cada, “Qualidade de Assistência à Saúde” com quatro (6%), “Avaliação de Enfermagem” e“Hospitais Universitários” com três (5%) cada, seguidos de “Enfermeiros Administradores”, “Processos de Enfermagem”, “Qualidade dosCuidados de Saúde” e “Serviços de Enfermagem” com duas (3%) cada. O restante das palavras-chave com apenas uma menção correspondeua 44% do total. A partir dos Termos Simples, houve correspondência com vocabulário controlado de 65% de Termos Gerais, que possibilitouanálises temáticas mais abrangentes. Foram listados 33 Termos Gerais com 71 menções, distribuídos em “Serviço Hospitalar de Enfermagem”com oito (11%) menções, “Auditoria” com sete (10%), “Gestão do SUS” com cinco (7%), “Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde”,“Hospital” e “Serviços de Saúde” com quatro (6%) cada, “Cuidados de Enfermagem”, “Enfermagem”, “Equidade em Saúde e Social” e “VigilânciaSanitária” com três (4%) cada, “Agravos à Saúde”, “Gerência em Saúde”, “Prestação de Cuidados de Saúde”, “Recursos Humanos deEnfermagem no Hospital” com duas (3%) menções cada. Cerca de 60,5% dos Termos Simples corresponderam a uma ou mais categoriastemáticas presentes no tesauro, resultando em seis categorias e 49 menções, distribuídos em “Administração em Saúde” e “Atenção à Saúde”com 20 menções (41%) cada, “Economia da Saúde” com três (6%), “Agravos à Saude”, “Epidemiologia” e “Vigilância à Saúde” com duas (4%)cada. Destaca-se a harmonia entre “Administração em Saúde”, área focada na gestão (pessoas, recursos, entre outros) e “Atenção à Saúde”,focada em intervenções de promoção à saúde. Essa análise temática demonstra o potencial estratégico da Enfermagem de conciliar aassistência e a administração como pilar fundamental na qualidade. Conclusão: apesar dos poucos documentos recuperados das fontes deinformações, as teses e dissertações apresentaram como características mais frequentes: pesquisas em pós-graduação em níveis de doutoradoou livre-docência, defendidos na década de 2000 e na Região Sudeste, investigando prontuários e enfermeiros, com leve tendência temática deabordagem hospitalar e por último, enfocando os processos de trabalho administrar e assistir em interação na Auditoria em Enfermagem.Referências1- Kurcgant P. Administração em Enfermagem. São Paulo: EPU; 1991.2- Motta AL. Auditoria de Enfermagem no processo de credenciamento. São Paulo: Iatria, 2003.3- Motta AL. Auditoria de Enfermagem nos hospitais e planos de saúde. São Paulo: Iatria, 2003.4-Resolução do Conselho Federal de Enfermagem n. 266, 5 de outubro de 2001. Dispõe sobre o desenvolvimento da função do enfermeiroauditor. 2001. [acesso em 22 de fevereiro de 2012]. Disponível em: http://site.portalcofen.gov.br/node/4303Graduando do sétimo semestre de Enfermagem pela Universidade Nove de Julho – UNINOVE. Graduado em Biblioteconomia e Documentaçãopela USP. Bibliotecário do Senac-SP. Membro do Grupo e Estudos e Pesquisa em Administração em Saúde e Gerenciamento em Enfermagem(GEPAG), da UNIFESP.Doutora em Enfermagem, com Pós-Doutorado em História da Enfermagem pela Escola de Enfermagem Anna Nery da UFRJ. PesquisadoraIndependente. Orientadora Credenciada junto à Pós-graduação senso estrito da UNIFESP. Pesquisadora do GEPAG.
  15. 15. AVALIAÇÃO DA EQUIVALÊNCIA SEMÂNTICA DO “ SHIELDS & TANNER QUESTIONNAIRES” Tammy O’Hara Neves Silva , Maria Magda Ferreira Gomes Balieiro, Myriam Aparecida Mandetta PettengillIntrodução: O Modelo de Cuidado Centrado na Família-CCF tem sido preconizado como ideal por pesquisadores em todo omundo, para ser aplicado por profissionais da área de saúde no cuidado aos pacientes e suas famílias, nas mais diversasinstituições de atendimento à saúde, desde a década de 1960. Nesta perspectiva, a família é considerada central e constante navida de recém-nascidos, crianças, adolescentes, adultos e idosos, pois é sua fonte primária de força e suporte. Desta forma, suaindividualidade e a diversidade são reconhecidas e suas competências reforçadas. Os pressupostos centrais do CCF são: adignidade e o respeito; a informação compartilhada; a participação e a colaboração. Nos últimos 20 anos, tem se verificado umgrande número de produções bibliográficas com esta temática na literatura internacional, revelando desde sua história,implantação em diversos contextos, como mais recentemente medidas de avaliação de resultados. A literatura aponta o CCFcomo um modelo de cuidado ideal, cuja implementação demanda melhor compreensão, visto que ainda não se constitui umaprática cotidiana nas instituições de assistência à saúde. O motivo da distância entre teoria e prática tem sido pesquisado emestudos internacionais, cujos autores vêm propondo instrumentos para medir a percepção do CCF de profissionais e família navivência do processo saúde-doença. No Brasil, ainda não existem estudos de avaliação da percepção do CCF que utilizeminstrumento de medida capaz de apreender de maneira sistemática e uniforme a perspectiva de quem cuida e de quem écuidado, para direcionar a formação de profissionais e a qualificação dos serviços para o atendimento à família. O instrumentocriado por duas pesquisadora australianas, o “Shields & Tanner Questionnaires” encontra-se em fase de aplicação em diversoscontextos de cuidado na literatura internacional. O objetivo é avaliar a percepção dos profissionais da equipe de saúde e dafamília em relação ao CCF nas unidades pediátricas. A avaliação da equivalência semântica refere-se à transferência deconceitos do instrumento original para a nova versão, envolvendo vários passos: (1) tradução do instrumento original para oidioma da cultura alvo originando duas ou mais versões; (2) retrotraduções das versões para a língua original; avaliação daequivalência entre as retrotraduções e o instrumento original por um tradutor bilíngue; (3) avaliação da equivalência dosinstrumentos sob às perspectivas denotativa e conotativa; (4) identificação de problemas de cada uma das atividadespregressas;(5) pré-teste com grupo de indivíduos da população-alvo ( 69).Objetivo: descrever a etapa de avaliação da equivalência semântica para a língua portuguesa brasileira do Shields & TannerQuestionaires.Método: trata-se de estudo quantitativo de desenvolvimento metodológico de instrumento de medida. O projeto foi aprovado peloComitê de Ética em Pesquisa da Instiuição. As fases de Tradução e Retrotradução do instrumento de foram realizadas portradutores com domínio nas línguas inglesa e portuguesa brasileira. Também foi composto um painel de especialistas com setesujeitos sendo: três pesquisadores sobre a temática de família, um profissional da área da saúde especialista em pediatria, umprofissional da área da saúde especialista em neonatologia, um representante de família de criança e um representante defamília de RN, para avaliar a equivalência semântica do instrumento após a avaliaçao da retrotraduçao por um dos autores doinstrumento. A fase de pré-teste do instrumento esta sendo realizada com famílias de crianças hospitalizadas em unidades declínica e cirurgia pediátrica, unidades de cuidados intensivos pediátricos e neonatais; e com profissionais de saúde que atuamnas referidas unidades, de um hospital universitário no Município de São Paulo, após assinatura do Termo de ConsentimentoLivre e Esclarecido. Foi construído um instrumento para avaliar a concordância entre as versões preenchidas pelos tradutores, epara a avaliação dos especialistas., com espaço para comentários. Para analise dos dados foi estabelecido nível deconcordância mínimo de 80%, em cada item.Resultados: a análise do nível de concordância das etapas de tradução foi de 100% nos itens 1,2,3,4,5, 10,11,12,13,14,15, 19,20e de 90% nos itens 6,7,8,9, 16,17, 18. e de 100%para a etapa de retrotraduçao.Conclusão: o instrumento apresentou avaliação satisfatória da equivalência conceitual pois houve nível de concordância acimade 80% . A partir disso as demais etapas da validação poderão ser cumpridas, a fim de disponibilizar o instrumento para seraplicado no contexto brasileiro, contribuindo para a implementação do CCF em unidades pediátricas.Referências: 1) Jolley J, Shields L. The evolution of family-centered care. J. Pediatr. Nurs. 2009; 24(2):164-70. 2) Shields l, PrattJ, Hunter J. Family centred care: a review of qualitative studies. J. Clin. Nurs. 2004; 15(10);1317-23. 3) Institute for Patient andFamily Centered Care. The core concepts of patient and family-centered care. Disponível em: http://www.ipfcc.org/faq.html.Acessado em 12 de julho de 2011. 4) Shields L. Questioning family-centered care. J. Clin. Nurs. 2010; 19(17-18): 2629-38. 5)Reichenheim M F, Moraes CL. Operacionalização de adaptação transcultural de instrumentos de aferição usados emepidemiologia. Rev. Saúde Pública. 2007; 41(4):665-73.Descritores: Estudos de Validação, Família, Enfermagem Pediátrica.Mestranda em ciências da saúde pela Escola Paulista de Enfermagem- Universidade Federal de São Paulo-UNIFESP- Membrodo Grupo de Pesquisa Núcleo de estudos da Criança, Adolecente e Família-NECAd. tammynhaefoa@yahoo.com.brProfa. Doutora do Departamento de Enfermagem Pediátrica da Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de SãoPaulo-UNIFESP -Universidade Federal de São Paulo. Líder do NECAd. Co-orientadora.Profa. Doutora do Departamento de Enfermagem Pediátrica da Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de SãoPaulo-UNIFESP -Universidade Federal de São Paulo. Líder do NECAd. Orientadora.
  16. 16. AVALIAÇÃO DE ENFERMAGEM E BASES DE TRATAMENTO DE ÚLCERA POR PRESSÃO EM PACIENTES COM LESÃO RAQUIMEDULAR. Roseane Nogueira Ribeiro de Souza¹ , Josineide Maria da Silva¹; Marciano Cavalcante de Oliveira¹; Willian Vieira Jeronimo¹; Roberto Castro²1. INTRODUÇÃOA incidência do traumatismo raquimedular (TRM) tem aumentado consideravelmente nos últimos anos, tornando-se umproblema de saúde publica. Observou-se em estudos que demonstraram o predomínio de jovens acometidos pelo TRM onde amédia de idade foi de 35 anos.1,2 A úlcera por pressão (UPP) constitui importante comorbidade que acomete pacientes comlesão medular. Estudos indicam o aumento significativo da UPP nos primeiros 5 anos após a lesão. Onde muitos dessespacientes desenvolvem a UPP pelo menos uma vez na vida, associa-se o prolongamento da internação hospitalar em até 5vezes, aumentando a taxa de recorrência e o risco de morte.³2. OBJETIVOAvaliação de úlceras por pressão e bases de tratamento de enfermagem em pacientes com lesão raquimedular, através dereferência bibliográfica.3. MÉTODOSEstudos realizados indicam que, aproximadamente 40% dos pacientes com lesões medulares que completam o seu tratamentodesenvolverão uma úlcera de pressão4. Os dados foram coletados por meio de consultas online e materiais bibliográficosdisponíveis em artigos publicados em revistas cientificas da área da saúde indexadas em bases de dados, Medline, Scielo,Lilacs, Bireme e livros. Publicados no período de 2001 a 2011. 4. RESULTADOS E DISCUSSÕESAs úlceras por pressão são causa direta infreqüente de morte em paraplégicos, com freqüência de 7 a 8%. O impacto econômicodo tratamento de úlceras de pressão é estarrecedor, revelaram custo médio hospitalar de US$ 21,675/ ano.4 Apesar do avançotecnológico alcançado, as UPP continuam sendo um problema no cotidiano da prática de enfermagem.5 A capacidade pararealizar avaliação acurada de uma ferida é uma aptidão importante na enfermagem.6A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é um processo que vai instrumentalizar o trabalho, possibilitando aaplicação dos conhecimentos técnicos, o estabelecimento de fundamentos para a tomada de decisão e o registro adequado deassistência prestada. Cabe ao enfermeiro desenvolver um plano de cuidados onde requer o gerenciamento da ferida. Comrespeito a eficácia do tratamento, uma proposta eficiente é a consulta de enfermagem, desde que aprovada pela instituiçãoatravés de protocolo estabelecido, onde o enfermeiro tem total respaldo legal inclusive na prescrição de medicamentos, além daparticipação direta da comissão de curativos.5,6 A prevenção da UPP é mais importante que a proposta de tratamento visto que ocusto é menor e o risco para o paciente é praticamente inexistente.65. CONSIDERAÇÕES FINAISCom base nos resultados obtidos nesta pesquisa, constata-se a efetividade do protocolo institucional de pacientes com risco dedesenvolver úlcera por pressão. O panorama atual é preocupante. Esta realidade somente poderá ser alterada se houverinvestimento nas medidas de prevenção e no tratamento precoce. É imprescindível que o enfermeiro exerça seu papel comoprofissional na prevenção para se evitar as UPP.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS1-SILVA, C.L.C; DELFINO, H.L.A. Estudo epidemiológico das fraturas da coluna cervical por mergulho na cidade de RibeirãoPreto (SP). Medicina Ribeirão Preto,jan.-mar. cap, 35, pg. 41-47, 2002.2- GASPAR, A.P et al. Avaliação epidemiológica dos pacientes com lesão medular atendidos no Lar Escola São Francisco. ActaFisiátrica, vol. 10, n. 2, pg.73-77,2003.3-ROCHA, J. A.; MIRANDA, M.J.; ANDRADE, M.J.; Abordagem Terapêutica das Ulceras de Pressão – Intervenções Baseadasna Evidência, Acta Med Port., Pg 29-38, 2006.4-COSTA, M.P.; STURTZ, G.; COSTA, F.P.P. da. et al. Epidemiologia e Tratamento das Úlceras de Pressão: experiência de 77casos. Acta Ortop Bras vol 13, n.3, pp.125-136, 2005.5-SILVA, R.C.L.; FIGUEIREDO, N.M.A. de; MEIRELES, I.B.. Feridas, fundamentos e atualizações em enfermagem. 2ª ed.SãoCaetano do Sul: Yendis, 2010.6-DEALEY, C. Cuidando de feridas: um guia para enfermeiras. 3ª ed. São Paulo: Atheneu, 2008.
  17. 17. CATETER CENTRAL DE INSERÇÃO PERIFÉRICA EM PACIENTES GRAVES Percival Vitorino Guimarães1, Nayara Mizuno Tironi2, Eleine Aparecida Pena Martins3 Maria do Carmo Lourenço Haddad4Introdução: A Organização Mundial da Saúde (1986) define paciente grave como aquele que apresenta instabilidade de qualquerum de seus sistemas orgânicos. O acesso venoso em pacientes graves é habitualmente usado e os locais de escolha parainserção dos cateteres são influenciados pela sua condição clínica1, e em função dos riscos de punção de veias centraisconsidera-se a punção de veias periféricas quando o monitoramento de dados hemodinâmicos adjuvantes a terapia sejaabsolutamente dispensável. Passos (2000) refere que o paciente em estado grave, vem extrapolando o ambiente de UTI. Ocateter venoso central de inserção periférica (CCIP) é um dispositivo intravenoso inserido através de uma veia superficial e émenos agressivo que outros cateteres centrais, minimizando iatrogenias, sendo uma alternativa para o paciente grave2. Naprática diária enfrentamos situações que o acesso venoso central é necessário à manutenção da vida do paciente.Objetivo: O objetivo deste estudo é identificar o perfil dos pacientes graves submetidos a inserção do CCIP em uma unidademédico-cirúrgica submetidos a CCIP, as causas da escolha deste método, tempo de permanência e o motivo de retirada docateter no período de março de 2008 a março de 2011.Métodos: Estudo descritivo-retrospectivo com abordagem quantitativa. O local de estudo foi uma unidade de internação médico-cirúrgica adulta masculina de um hospital universitário público, de alta complexidade. Caracterizamos os pacientes pelo grau dedependência: Grau I foram 2,6%, Grau II 25,2%, Grau III 32,7% e Grau IV 39,5%. A coleta de dados baseou-se num instrumento,elaborado pela Comissão de Cateteres Intravenosos (CCIV) da Instituição. O estudo analisou os instrumentos de março de 2008a março de 2011. Destacamos o uso do CCIP em pacientes graves. O instrumento era aplicado por pessoal treinado,armazenado na própria unidade em pasta própria e arquivados na sala da Supervisão. Os dados foram armazenados em umaplanilha no Microsoft Excel® e apresentados em tabelas. O estudo foi registrado no Sistema Nacional de Ética em Pesquisa(SISNEP) sob o CAEE nº 0059.0.268.000-11.Resultados: Foram analisados 69 instrumentos. Em 2008, 16 (23,19), 2009, 30 (43,48), 2010, 18 (26,09) e até março de 2011,05 (7,25) inserções. Indicações: antibioticoterapia 63 (46,32), acesso venoso prolongado 42 (30,88), acesso vascular prejudicado08 (5,88), terapia hiperosmolar 10 (7,35) , cirurgias de grande porte e aferição da PVC 03 (2,21) , imunodepressão, nutriçãoparenteral, jejum 02 (1,47), droga parenteral vesicante 01 (0,74) indicação. Local de escolha: cefálica esquerda, 14 (20,29),cefálica direita, 13 (18,84), jugular direita 12 (17,39) jugular esquerda e basílica direita 11 (15,94), basílica esquerda 08 (11,59)inserções. Tempo de permanência: ocorreu uma perda pois 43 (62,32) instrumentos são desprovidos desta informação. Dosdados disponíveis, permanência média de 05 dias (11,59). Motivos da retirada: ruptura do cateter 05 (7,25), tração acidental 02(2,90) remoção do curativo ou retirada inadvertida 01 (1,45), sinais flogísticos 01 (1,45).Conclusão: O CCIP é perfeitamente aplicável a pacientes graves. As maiores indicações são antibioticoterapia e acesso venosoprolongado. A utilização do CCIP em UTI’s tem se mostrado muito válida porque garante um acesso venoso seguro.Destacamos que é uma conquista do enfermeiro sendo um campo vasto de pesquisa e atuação que podemos explorar. Estudosmais aprofundados devem ser realizados para difusão da técnica. Concluimos que há uma viabilidade muito grande para suautilização em pacientes graves.Referências Bibliográficas:1 - Oliveira, ELF., et al. Principais indicações para o uso do Catéter Central de Inserção Periférica (PICC): Fatores limitantes.Disponível em http: www.incicepg.univap.br, acessado em 29/07/2011 às 22:45h2 – Lambet, LCR; et al. Cateter central de inserção periférica em terapia intensiva de adultos. RBTI v 17 n 1. Jan-mar 2005.Palavras-chave: pacientes internados, cateterismo venoso central, alta gravidade.
  18. 18. CIRURGIA SEGURA EM PEDIATRA: PROPOSTA DE CHECKLIST DE INTERVENÇÕES PRÉ-OPERATÓRIAS Maria Paula de Oliveira Pires1, Maria Angélica Sorgini Peterlini2, Mavilde da Luz Gonçalves Pedreira3Introdução A segurança do paciente é definida como a ausência de danos ou de lesões acidentais durante a prestação de assistência àsaúde.1 Nos últimos anos observa-se o aumento de estudos que revelaram elevadas taxas de erros na área da saúde, levando a reflexão eintervenção para que mudanças nesse cenário sejam alcançadas mundialmente. Eventos adversos evitáveis relacionados a procedimentoscirúrgicos constituem causa de grande proporção das lesões e mortes preveníveis.2 Uma vez que o erro é inerente ao processo de cogniçãohumana , instrumentos como checklists (listas de checagem ou de verificação) são considerados elementos chave para a redução de erros.3-4Observa-se que a Lista de Checagem para Cirurgia Segura, proposta pela Organização Mundial da Saúde - OMS, enfoca relevantes questões aserem verificadas na sala de cirurgia.2-5 Porém, existe consenso quanto à importância da fase pré-operatória para o sucesso do procedimento epara a segurança do paciente. No que diz respeito às especificidades do cuidado à criança, incluindo as intervenções cirúrgicas, estudosapontam a população pediátrica como vulnerável para a ocorrência de eventos adversos na área da saúde.6-7 É relevante permitir a participaçãoda criança e família no preparo para o procedimento cirúrgico. O paciente, quando envolvido com sua própria segurança, éing and able toparticipate in error prevention strategies capaz de participar de estratégias de prevenção de erros [ 8 ] and have the potential to improve safety[9-12]. e tem potencial para melhorar sua segurança.8Objetivo Elaborar um checklist que contenha intervenções pré-operatórias relacionadas à segurança do paciente, a ser preenchido pela criançae família. Método Para a elaboração do instrumento foram previamente realizados em uma unidade de cirurgia pediátrica de um hospitaluniversitário de São Paulo levantamentos sobre as intervenções cirúrgicas realizadas e os indicadores de cuidado seguro pré-operatóriosidentificados pela equipe de médicos e enfermeiros da unidade. Posteriormente, procedeu-se a revisão de literatura sobre a temática, em basesde dados nacionais e internacionais sobre os principais cuidados pré-operatórios pediátricos, eventos adversos, segurança da criança cirúrgicae o uso do checklist para segurança do paciente.A elaboração do instrumento ocorreu entre o período de fevereiro e novembro de 2011, pelas próprias pesquisadoras a partir dos dados decampo e literatura investigada. O Projeto de Pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFESP sob No.2114/11, sendoiniciada a segunda fase do estudo que se refere a validação de conteúdo do instrumento por profissionais de saúde especialistas na área paraposterior análise da aplicabilidade clínica. Resultado O instrumento foi estruturado e organizado baseado na literatura da área e informaçõesde campo, utilizando-se o Programa PagePlus SE, em formato folder contendo duas dobras. O layout ficou dividido em: capa e parte internacontendo intervenções específicas de período pré-operatório; parte externa contendo intervenções gerais relativas ao período de internação; e,verso da folha, contendo a autoria, realização e financiamento. O conteúdo do checklist foi exposto por meio de desenho e linguagem infantil,incluindo, em forma de caminho a ser percorrido, as principais etapas do período de internação, contemplando intervenções pré-operatóriasrelacionadas à segurança do paciente, totalizando 24 “passos” a serem preenchidos pela criança e família. As etapas selecionadas formaramgrupos de variáveis concernentes a identificação do paciente, identificação de alergia, realização de coleta de exames pré-operatórios,alterações da saúde durante a internação, orientação da cirurgia proposta, assinatura do termo de consentimento da cirurgia e anestesia, dietazero, identificação de dentes amolecidos, retirada de adornos e próteses, banho pré-operatório, confirmação do lado/local da cirurgia,antibioticoterapia profilática e higienização das mãos. Conclusão Com base na literatura da área e informações de campo foi possível elaborarum checklist com 24 “passos” a serem verificados pela criança e família no período pré-operatório. Uma vez que o enfermeiro, a família e acriança intervêm no preparo cirúrgico, a utilização de checklist contendo intervenções no período pré-operatório e que contemple a participaçãoda criança e família, pode constituir ferramenta que promova a segurança do paciente.Referências BibliográficasKohn LT, Corrigan JM, Donaldson MS (Eds.). To err is human: building a safer health system. Institute of Medicine, National Academy Press,2000. 536p.World Health Organization. WHO Guidelines for Safe Surgery 2009. Safe surgery saves lives. [online] Disponível em:<http://www.who.int/patientsafety/safesurgery/knowledge_base/SSSL_Brochure_finalJun08.pdf> Acesso em 5 de out. 2010.Hales BM, Pronovost PJ. The checklist- a tool for error management and performance improvement. J Crit Care. 2006; 21:231-35.Vats A, Nagpal K, Moorthy K. Surgery: a risky business. J Periop Pract. 2009; 19(10):330-4.Consórcio Brasileiro de Acreditação de Sistemas de Saúde. Manual Internacional de padrões de certificação hospitalar. 3ªed. Rio de Janeiro:CBA, 2008.Maxwell LG. Age associated issues in preoperative evaluation, testing, and planning: pediatrics. Anesthesiology Clin N Am 2004; 22:27-43. In:Carvalho JMP; Pinto LAM. Avaliação pré-operatória pediátrica. Revista do Hospital Universitário Pedro Ernesto. 2007; 6:82-89.Burd RS, Mellender SJ, Tobias JD. Neonatal and childhood perioperative considerations. Surg Clin N Am 2006; 227-247. In: Carvalho JMP;Pinto LAM. Avaliação pré-operatória pediátrica. Revista do Hospital Universitário Pedro Ernesto. 2007; 6:82-89.Waterman AD, Gallagher TH, Garbutt J, Waterman BM, Fraser V, Burroughs TE: Brief report: Hospitalized patients attitudes about andparticipation in error prevention. Journal of General Internal Medicine 2006, 21:367-370.Descritores: segurança, enfermagem pediátrica, cuidados pré-operatórios.1Mestranda do Programa de Pós-Graduação da Escola Paulista de Enfermagem - Universidade Federal de São Paulo (EPE – UNIFESP)2Professora Adjunto da EPE –UNIFESP3Professora Associada da EPE – UNIFESPTrata-se de um Sub-Projeto da Pesquisa – “Estratégias e intervenções de enfermagem pediátrica para a promoção da segurança do paciente efamília durante internação para tratamento cirúrgico”, financiado pelo CNPq. Processo nº. 476088/2010-0.E-mail para contato: ma_paulinha@yahoo.com.br
  19. 19. CONSTRUÇÃO DE UM GUIA DE MELHORES PRÁTICAS PARA O ACOLHIMENTO DA FAMÍLIA NA UTIN Flávia Simphronio Balbino, Maria Magda Ferreira Gomes Balieiro , Myriam Aparecida Mandetta PettengillIntrodução: Nos últimos dez anos no Brasil, as iniciativas de humanização da assistência têm trazido ao debate a importância daarticulação entre a qualidade técnica da atenção dispensada e as tecnologias de acolhimento e suporte ao paciente e família. Nocontexto neonatal, diversos programas têm sido instituído pelo Ministério da Saúde a fim de garantir os princípios da dignidadeda mulher, seus familiares e o recém-nascido, com atitude ética e solidária por parte dos profissionais de saúde. Corroborandocom estas iniciativas nacionais, no âmbito internacional, a filosofia do Cuidado Centrado na Família (CCF) tem sido uma pedraangular da prática pediátrica e neonatal desde a década de 1960, tornando-se um ideal para o atendimento da família em UTINem todo o mundo.(1) Nesta perspectiva, a família é compreendida como fonte primária de força e apoio do RN, tendo garantido oacesso irrestrito ao filho, o respeito, a informação, a escolha e flexibilidade de atendimento, colaboração e apoio em todos osníveis de prestação de serviços (2) . Os benefícios potenciais do CCF cada vez mais favorecem o envolvimento da família natomada de decisão e na participação no cuidado. Há uma crescente lista de organizações de saúde que adotam em suaspráticas os princípios do CCF. Estudos apontam que a chave para o sucesso do CCF na Unidade neonatal está naimplementação de um programa de suporte aos pais.( 3,4,) Este programa deve ser amplo envolvendo os usuários, osprofissionais que prestam o cuidado e os gestores. (5,6) Uma das ações recomendadas para promover o CCF é a elaboração deprotocolos e guias para nortear os profissionais em sua prática clinica na unidade neonatal. Objetivo: construir um guia demelhores práticas para o acolhimento da família na unidade neonatal. Método: estudo descritivo de elaboração de guia de boaspráticas realizado em duas fases. O projeto foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa da instituição( protocolo n 0042/11).Na primeira foi realizada uma revisão da literatura em bases de dados Lilacs, Medline, Pubmed e Scielo, sendo utilizados osdescritores: acolhimento, unidade de terapia intensiva neonatal, família, pais, relações profissional-família, cuidado,humanização, com o objetivo de identificar evidencias de melhores praticas para o acolhimento da família na unidade neonatal.Na segunda fase, foi formado um comitê de profissionais de saúde e gestores de uma unidade neonatal, de um hospitaluniversitário, do município de São Paulo, composto por 14 membros da equipe multiprofissional e um representante de famíliaque vivenciou a internação de um filho recém-nascido neste contexto. Cada membro foi convidado a participar e após asexplicações, tendo aceitado, assinava o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram realizados 20 encontros quinzenaisno ano de 2011, a fim de discutir a fundamentação teórica para elaboração do guia. Os temas dos encontros foram definidos apartir da revisão da literatura e dos pressupostos do CCF. Resultado: o guia de melhores práticas para o acolhimento da famíliana unidade neonatal é composto por sete seções: 1) acesso da família na unidade neonatal, composto por subseções: entrada epermanência dos membros da família na unidade neonatal, normas de visitação, presença dos pais durante as visitas clinicas daequipe e procedimentos terapêuticos; 2) participação dos pais no cuidado do recém-nascido 3) participação da família no grupode apoio; 4) intermediação de conflitos; 5) participação da família nas tomadas de decisão relativas ao cuidado do RN; 6)preparo da família para alta do recém-nascido; 7) amparo da família em situação de perdas e luto. Conclusão: a construção deguias que norteiam o planejamento e execução de cuidados é fundamental para a prática clinica dos profissionais. O métodopara a construção do guia possibilitou a sensibilização de gestores e especialistas em relação ao CCF. A próxima etapa é acapacitação dos profissionais da equipe para utilização do guia e implementação do CCF na unidade neonatal.Referências: Jonhson BH .Family Centered Care: Four decades of progress. Fam Syst & Health 18:137-156, 2000.Institute For Family-Centered Care. Partnering with patients and families to design a patient-and family-centered health caresystem: recommendations and promising practices.[ 2010 mai] http://www.familycenteredcare.org/tools/downloads.htmGooding JS, Cooper LG, Blaine AI, Franck LHowse JL, Berns SD.SFamily support and family-centered care in the neonatalintensive care unit: origins, advances, impact. Semin Perinatol. 2011 Feb;35(1):20-8.Griffin T. Family Centered Care in the NICU. Journal of Perinatal & Neonatal Nursing. 2006 , 20:(1): 98-102.Moore KAC, Coker K, DuBuisson AB, Swett B, Edwards WH. Implementing potentially better practices for improving family-centered care in neonatal intensive care units: successes and challenges.Pediatrics.2003;111(4).Davidson JE, Powers K, Hedayat KM, Tieszen M, Kon AA, Shepard E, Spuhler V, Todres ID, Levy M, Barr J, Ghandi R, HirschG, Armstrong D. Clinical practice guidelines for support of the family in the patient-centered intensive care unit: American Collegeof Critical Care Medicine Task Force 2004-2005. Society of Critical Care Medicine. Crit Care Med 2007 . 35 (2):605-622.Descritores: unidade de terapia intensiva neonatal, família, acolhimento.Enfermeira Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Enfermagem da Escola Paulista de Enfermagem da UniversidadeFederal de São Paulo- Membro do Grupo de Pesquisa: Núcleo de Estudos da Criança, Adolescente e Família- NECAd(balbinoflavia@hotmail.com)Professora Doutora do Departamento de Enfermagem Pediátrica da Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal deSão Paulo, Lider do NECAd, Co-orientadoraProfessora Doutora do Departamento de Enfermagem Pediátrica da Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal deSão Paulo, Lider do NECAd, Orientadora.
  20. 20. CUIDADO HUMANIZADO: TRANSPONDO AS BARREIRAS DA LINGUAGEM Fernanda Vieira de Campos1 Nanci Cristiano Santos2 Tarcisia de Lima Brogna3A globalização é uma oportunidade de crescimento econômico e cultural dos povos. É passível de criticas, em razão dos que a conduzem, oude como a conduzem, ou dos rumos que toma. Mas ela é irrefreável, sobretudo por corresponder a muitas exigências dos seres humanos(Berlinguer, 1999). A internação para qualquer indivíduo é um processo traumático. Ao tomar conhecimento de sua doença, e com ela, anecessidade de hospitalização, o paciente pode sentir-se excluído do seu convívio social, dos amigos e da família. Assim, “a comunicação éessencial para uma melhor assistência ao cliente e à família que estão vivenciando o processo de hospitalização, podendo resultar em estressee sofrimento”. Para tanto, o enfermeiro é capacitado a reconhecer a interação enfermeiro–cliente–família, estabelecendo atitudes desensibilidade e empatia entre todos, contribuindo com a assistência humanizada (Siqueira, 2006) A comunicação reveste-se de um significadoessencial tanto no transcorrer do processo de enfermagem, quanto no seu produto, constituindo-se também como um componente fundamentaldo tratamento. Entretanto, no contexto hospitalar brasileiro, a comunicação do enfermeiro com o paciente tem sido limitada ao cumprimento deseu papel instrumental (Mendes, 2000). A enfermagem é o cuidar e, para tanto, necessita reconhecer as individualidades pessoais daquelescom os quais está relacionando-se por meio de cuidado. A vida nos é o bem mais valioso e neste sentido, a enfermagem tem como um de seuspilares, a visão holística do homem, “ver o ser humano como único” (Wernet, 2003). A doença traz alterações significativas, mudanças noscanais de comunicação, papéis e responsabilidades. Durante a hospitalização, toda forma de comportamento da família é uma espécie deresposta, assim a família também deve ser observada e cuidada conforme a demanda apresentada. São poucos os enfermeiros que sepreocupam em cuidar de família; que percebem a importância da mesma no bem estar individual e grupal e que a reconhecem como contextocentral para a manutenção deste bem estar (Wernet, 2003). O enfermeiro, que tem na ética, um fundamento para sua atuação, deve envolver ofamiliar no cuidado à saúde, aliviando o sofrimento e assim, promover a cura familiar. (Wright, 2009). O real caminho para que o enfermeiroinclua a família em seu plano de cuidados, é ampliar sua visão, aplicar e pensar sistematicamente. Assistir aos membros da família, para queatravés de si próprios, alcancem descobertas de soluções, levando a minimizar e aliviar o sofrimento do individuo, em sua totalidade. Objetivo:Relatar a vivencia das autoras, durante a hospitalização de uma família chinesa onde a criança e a mãe falavam o idioma Chinês (mandarim) eo pai o mandarim e inglês. Metodologia: Adotou-se como metodologia, o relato de experiência tendo como base, a pesquisa bibliográfica. Afamília em questão era proveniente da China, e o pai, engenheiro de uma grande empresa de telecomunicações que veio ao Brasil a trabalho.Esta era sua internação fora de seu país de origem, com uma língua estranha, onde nada era compreendido, porém aconteciam vária coisasameaçadoras tais como: exames, punções venosas (por vezes dolorosas e em sua cultura, o oriental deve ser forte e não poderia expressaremoções), pessoas que falavam uma linguagem estranha. O paciente com 5 anos apresentava quadro febril de difícil controle com gângliosaxilar e cervical aparentes necessitando de internação para investigação. Inicialmente a equipe de enfermagem encontrou dificuldades paraestabelecer comunicação verbal eficaz com o paciente e com os pais, pois poucos membros falavam o inglês e nenhum falava mandarim,porém era grande o esforço da equipe para compreendê-los e ser compreendidos apesar deste esforço o pai afastou-se das atividades laboraispara permanecer 24 horas ao lado de sua família. Existe na equipe uma pediatra chinesa cuja mãe leciona chinês e rapidamente se comoveucom a situação e se ofereceu para visitá-los a fim de oferecer apoio à família. Ocorreram visitas da mesma a família onde conversavam emmandarim, auxiliando na coleta de informações importantes para o histórico de enfermagem e anamnese clínica e elucidação diagnóstica.Resultados: A cada dia percebia-se que se sentiam acolhidos aumentava o vínculo com os profissionais, a segurança e a confiança na equipe,o que refletia na colaboração durante procedimentos e com o tratamento. Após alguns dias de internação surgiu a possibilidade detransferência para Instituição privada de primeira linha na qual haveria cobertura das despesas pela empresa onde o pai trabalhava, porém ospais optaram por permanecer no HU-USP. Conclusão: Concluímos que as estratégias de comunicação utilizadas, diminuiu a ansiedade dafamília, proporcionando maior segurança e confiança, aumento o vínculo com a equipe, assegurando o acolhimento ao binômio minimizando ospossíveis traumas decorrentes da hospitalização favorecendo sua recuperação. O sentimento vivenciado pela equipe após verificar a adaptaçãoda família à unidade, a transposição da barreira linguística e cultural, a recuperação do paciente e o resultado da assistência humanizaçãoprestada, foi de satisfação e de recompensa pelo empenho. Assim reafirma-se que todos são capazes de nos comunicar em qualquer situaçãoque possa acontecer. e passar mensagem adequadamente (Silva, 2009).BibliografiaBerlinguer, Giovanni. Globalização e saúde global. Estud. av., São Paulo, v. 13, n. 35, Apr. 1999 .Mendes, I.A.C.; Trevizan, M.A.; Nogueira, M.S.; Hayashida, M. Enfoque humanístico à comunicação em enfermagem: o caso de umaadolescente hospitalizada. Rev. Bras. Enferm., v.53, n.1, p.7-13, 2000.Pettengill, Myriam Aparecida Mandetta; Angelo, Margareth. O sentido do cuidar da criança e da família na comunidade: a experiência da alunade enfermagem. Rev. esc. enferm. USP, São Paulo, v. 34, n. 1, mar. 2000 .Silva, Maria Julia Paes da. O papel da comunicação na humanização da atenção a saúde. Ver. Bioetica, Vol 10, n2,2009.SIQUEIRA, Amanda BATISTA, Filipini, Rosangela, Posso, Maria Belen Salazar, Fiorano, Ana Maria Marcondes Fiorano, Gonçalves, SoniaAngélica, Relacionamento Enfermeiro, Paciente E Família: Fatores Comportamentais Associados À Qualidade De Assistência. Arq Méd ABC;31(2):73-7,2006.Wernet, Monika; Angelo, Margareth. Mobilizando-se para a família: dando um novo sentido à família e ao cuidar. Rev. esc. enferm. USP, SãoPaulo, v. 37, n. 1, mar. 2003 .Wright LM, Leahey M. Enfermeiras e famílias: um guia para a avaliação e intervenção na família. 4ª edição São Paulo: Roca; 2009.DeCSEnfermagem PediátricaRelações profissionais – famíliaInternação pediátrica

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