SUMÁRIORESUMO ...............................................................................................................
2                                         RESUMOAs úlceras por pressão são definidas como lesões de pele ou partes moles o...
3I – INTRODUÇÃO1.1 Objeto de Estudo        A importância da equipe de enfermagem nos cuidados com o paciente com úlcerapor...
41.5 Objetivos Específicos         Quais são os principais fatores de risco para o surgimento da UP;         Reconhecer qu...
5destruição do tecido próximo ao osso. Cria-se uma úlcera em forma de cone, com parte maislarga do cone próximo ao osso e ...
6        Alguns processos patológicos para NETTINA (2004) são tidos como fatores de riscopara o surgimento da UP que no ca...
7         A duração da pressão é um fator de significância, pois quanto maior o tempo deexposição à pressão, maior será o ...
8subcutânea de gordura, as margens da lesão tornam-se mais espessas e elevadas, envolvidaspor pigmentação sanguinolenta fo...
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10         A úlcera trocantérica que recebe esta intitulação por ser uma tuberosidadeapresentada no fêmur que segundo Filh...
11Fonte: Bryant, 2001.
12III - METODOLOGIA        A metodologia consistiu em revisão bibliográfica, pesquisa em bibliotecas virtuais,nos bancos d...
13Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.HUDAK, C.; GALLO, B. Cuidados intensivos de enfermagem. 5°ed.Rio de Janeiro:Guana...
14                                         GLOSSÁRIOEXTRÍNSECO -que se origina fora da parte onde se encontra ou atua,que ...
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  1. 1. SUMÁRIORESUMO ..................................................................................................................................... 02I INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 031.1 Objeto de Estudo .................................................................................................................... 031.2 Conceito ................................................................................................................................. 031.3 Justificativa ............................................................................................................................. 031.4 Objetivo geral ......................................................................................................................... 031.5 Objetivos específicos .............................................................................................................. 04II REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................................... 04III METODOLOGIA .................................................................................................................... 12CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................................................................... 12REFERÊNCIAS ........................................................................................................................... 12GLOSSÁRIO ................................................................................................................................ 14
  2. 2. 2 RESUMOAs úlceras por pressão são definidas como lesões de pele ou partes moles originadasbasicamente de isquemia tecidual prolongada. São causadas por fatores intrínsecos eextrínsecos ao paciente, e dependendo da profundidade da lesão, podem levar a complicaçõescomo a osteomielite e a septicemia podendo levar o paciente a óbito. Sua incidência eprevalência são altas, mobilizando paciente, familiares e instituições de saúde. Os principaisfatores para o seu desenvolvimento são a pressão e a fricção, sendo sua prevenção mais eficaze economicamente viável que seu tratamento.O objetivo deste estudo foi enfocar aimportância dos cuidados da equipe de enfermagem diante de um paciente com ulceras depressão, saber identificar os fatores de risco para desenvolvimento das ulceras de pressão empacientes hospitalizados, as condições profilática e terapêutica que pode ser adotada pelaequipe de enfermagem. A metodologia consistiu em uma revisão bibliográfica, com pesquisaem bibliotecas virtuais e nos bancos de dados LILACS e MEDLINE.O profissional deenfermagem é um dos principais cuidadores do paciente acamado com úlcera por pressão, jáque este profissional está presente ao lado do paciente durante grande parte do tempo dehospitalização. Porém, sabe-se que a atuação deve ser multiprofissional, pois a predisposiçãopara o desenvolvimento das úlceras por pressão é multifatorial. O presente trabalho buscareunir informações sobre o desenvolvimento e prevenção das úlceras por pressão, oferecendosubsídios para uma melhor assistência aos pacientes.Palavras-chave: Úlcera por pressão; prevenção;cuidados de enfermagem.
  3. 3. 3I – INTRODUÇÃO1.1 Objeto de Estudo A importância da equipe de enfermagem nos cuidados com o paciente com úlcerapor pressão (UP).1.2 Conceito A UP é definida pelo National Pressure Ulcer Advisory Panel (NPUAP) como áreaslocalizadas de tecido necrótico que tendem a se desenvolver quando um tecido é comprimidoentre uma proeminência óssea e uma superfície dura por um período de tempo prolongado(NETTO & BRITO, 2001). Smeltzer e Bare (2004) definem UP como lesões de pele ou partes moles,superficiais ou profundas de etiologia isquêmica, originadas pelo colapso local damicrocirculação e do sistema linfático, secundário a um aumento da pressão externa,usualmente presente sobre uma proeminência óssea. A denominação úlcera por pressão foi recomendada como a mais adequada, porBereck (1975), por ser a pressão o fator etiológico mais importante na formação dessas lesões.No entanto, os termos ‘escara’, ‘úlcera de decúbito’ e ‘ferida de pressão’ também sãoutilizados como sinônimos para o termo Úlcera por Pressão (UP).1.3 Justificativa Este tema foi escolhido com o intuito de mostrar ao profissional de enfermagem queele é um dos principais responsáveis pelo cuidado direto e pelo gerenciamento da assistênciaao paciente com ulceras de pressão.1.4 Objetivo Geral Identificar os fatores de risco para desenvolvimento de úlcera por pressão empacientes hospitalizados.
  4. 4. 41.5 Objetivos Específicos Quais são os principais fatores de risco para o surgimento da UP; Reconhecer quais são as condições profiláticas e terapêuticas que pode ser adotada pela equipe de enfermagem.II – REFERENCIAL TEÓRICO Potter e Perry (2004) relatam que úlceras de pressão são complicações em pacientescom curto ou longo tempo de internação na unidade hospitalar com maior incidência emclientes submetidos procedimentos cirúrgicos, pois a imobilidade e o surgimento da umidadepelo uso de drenos, secreção de feridas e transpiração, são fatores de risco para o surgimentoda UP atingindo o índice de 17% até o quinto dia de pós-operatório em clínica cirúrgica. O paciente hospitalizado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) a incidência de UP emaior entre todas as outras unidades, pois segundo Campedelly & Gaidzinski (1987, 33% dosdoentes internados na UTI desenvolvem úlcera por pressão, em outros setores do hospitalonde o paciente permanece por período inferior a 48 horas como na emergência, centroobstétrico e cirúrgico a incidência de UP é considerada baixa. As úlceras por pressão são provocadas por fatores extrínsecos e intrínsecos aopaciente. Como fatores extrínsecos que atuam na formação das UP podem citar: pressão,cisalhamento, fricção e umidade, tornando-se necessário à investigação da influência deoutros fatores além desses, para melhor compreensão do problema (HUDAK & GALLO,1997). A pressão é o fator mais importante no desenvolvimento das úlceras. Quando otecido mole do corpo e comprimido entre uma saliência óssea e uma superfície duraprovocando uma pressão maior que a do interior dos capilares, ocorre isquemia localizada, aresposta normal do organismo a esse tipo de pressão é mudar a posição do corpo de forma quea pressão seja distribuída. Quando a pressão é aliviada surge uma região avermelhada sobre asaliência óssea, que é uma hiperemia reativa consequente de um aumento temporário dofornecimento de sangue para a região, que remove detritos e traz oxigênio e nutrientes, sendouma resposta fisiológica do organismo. Se a pressão não for aliviada persistir por um longo período de tempo haverá necrosetecidual. Pois a pressão prolongada provoca alterações dos tecidos moles e resulta na
  5. 5. 5destruição do tecido próximo ao osso. Cria-se uma úlcera em forma de cone, com parte maislarga do cone próximo ao osso e a mais estreita na superfície do corpo, portanto, a úlceravisível não revela a extensão real da lesão do tecido (BRYANT, 2001). A força de cisalhamento pode deformar e destruir tecidos e consequentemente, lesaros vasos sanguíneos. O cisalhamento pode ocorre se o paciente escorregar da cama, quando acabeceira elevada em um ângulo acima de 30 graus, o tronco e os tecidos mais próximos semovimentam, mas a pele da região sacral e do cóccix permanece imóvel. Cadeiras que nãomantenham uma boa postura também podem intensificar a ação da força de cisalhamento quesempre ocorre simultaneamente com força de fricção no caso do paciente mal posicionadodesliza sobre o leito. A umidade é um fator que contribui para o agravamento da fricção, jáque a pele fica macerada e propensa à ruptura tecidual frente ao atrito. Outros fatores quetambém contribuem para exposição do paciente à umidade são as secreções dos drenos,drenagens de feridas e restos alimentares (POTTER & PERRY, 2004). Dentre os fatores intrínsecos ao surgimento da UP, o estado nutricional do paciente ereflexo do seu padrão alimentar habitual, principalmente na deficiência de proteínas,vitaminas e sais minerais que comprometem a qualidade e integridade dos componentes dostecidos moles, particularmente do colágeno. A vitamina C tem um papel muito importante naformação e manutenção do colágeno, uma estrutura presente dos vasos sanguíneos de tecidosfibrosos duros, como osso e cartilagens, o déficit de vitamina C é um fator que dificulta acicatrização das feridas, assim como a ingestão reduzida de vitamina A e E, que participa darevitalização, síntese de colágeno e adesão celular, Vale ressaltar que a deficiência de ferropor anemia pode levar ao desenvolvimento de úlceras por pressão como também a úlcera porpressão podem ser um fator de risco para o desenvolvimento da anemia. Já que a anemiaocasiona a diminuição do oxigênio levado pelas hemoglobinas, levando a lesão tissular quequando provocada leva ao extravasamento sanguíneo (IRON, 2005). Robbins (2006) relata que medida em que as pessoas vão envelhecendo, a pele ficamais fina e menos elástica devido ao colágeno da derme diminui em quantidade e qualidade, ocolágeno atua como amortecedor que ajuda a impedir a interrupção da microcirculação ocorrediminuição da massa corporal, o que leva a exposição das proeminências ósseas e reduzindo acapacidade dos tecidos em resistir à pressão, também aumenta de condições de morbidade edo tempo do processo de cicatrização, o que contribui significativamente para o aumento dotrauma tissular; propiciando o desenvolvimento de úlceras por pressão em pacientes idosos(FILHO & NETTO, 2006).
  6. 6. 6 Alguns processos patológicos para NETTINA (2004) são tidos como fatores de riscopara o surgimento da UP que no caso da hipotensão arterial sistêmica, onde a diminuição dapressão arterial diastólica (menor ou igual a 60 mmHg) reduz a tolerância da pele a pressõesexternas, favorecendo o risco de isquemia tecidual, a diminuição do fluxo sanguíneo aosórgãos vitais, promovendo o fechamento dos capilares. A incontinência urinária é outro agravo que contribui para maceração da pele e,consequentemente, aumenta o risco de fricção, a lavagem constante removem óleos naturaisdo corpo, ressecando a pele. Entre os fatores associados à incontinência está o uso dediuréticos ou sedativos. Sendo que a imobilidade do paciente no leito em situações de comapatológico ou induzido potencializa ainda mais o desenvolvimento da UP. A condição de tabagista é outro fator que expõe o paciente ao risco de úlceras depressão, já que os efeitos da nicotina no organismo interferem no fluxo sanguíneo devido seuefeito vasoconstritor, favorecendo a diminuição do aporte de oxigênio e nutrientes para ostecidos e o aumento da adesão de plaquetas (SMELTZER& BARE, 2004). Para explicar a associação de doenças crônicas e degenerativas como o diabetes e aUP, Maklebust e Magnan(2004) afirmam que o aumento dos níveis de glicose provoca umainterferência no transporte celular de acido ascórbico no interior das células. Relatam aindaque o diabetes possa facilitar a formação de úlcera por pressão por provocar alterações nofluxo sanguíneo periférico e diminuir a percepção sensorial em algumas regiões do corpo,devido à neuropatia. O câncer é também um fator de risco, o qual ocorre afecção de váriossistemas, principalmente o imunológico, deixando o organismo, mais susceptível a infecções.Quando associado a alterações neurológicas, pode ocorrer diminuição da percepção sensorial,levando o individuo à formação de UP e consequente, a manifestações infecciosas, locais esistêmicas. Filho e Netto (2006) construíram um modelo conceitual, onde afirmam que osdeterminantes críticos das UP são a intensidade e duração da pressão sobre a região do corpoe a capacidade de pele e tecidos subjacentes para tolerá-los. No esquema conceituam osfatores de risco determinantes para o desenvolvimento de UP. A intensidade da pressão em determinada área do corpo quando exagerado, faz comque pressão dos capilares aumente, causando o que chamada "oclusão capilar" acarretando nadiminuição do suprimento sanguíneo, de nutrientes e de oxigênio dos tecidos. Persistindo apressão, ocorre à isquemia que pode envolver a pele, tecido subcutâneo, a quantidade depressão externa necessária para causar o colapso capilar deve exceder a pressão do capilar(FREITAS, 2006).
  7. 7. 7 A duração da pressão é um fator de significância, pois quanto maior o tempo deexposição à pressão, maior será o dano aos tecidos, à relação tempo/duração da pressão émuito importante na determinação das úlceras dos tecidos, pois baixas pressões aplicadas emdeterminadas áreas de tecido por um longo período de tempo é mais significante na formaçãode úlceras por pressão que em altas pressões aplicadas por curto período de tempo (GRAVE& HIRNE, 2003). Smeltzer e Bare (2004) definem o déficit tolerância tissulares como sendo um fatorque descreve a condição ou integridade da pele, estruturas de suporte que influenciam acapacidade da pele para redistribuição e aplicar pressão, a tolerância tissular pode ser alteradapor fatores extrínsecos e intrínsecos ao paciente. Os fatores extrínsecos referem-se à nutrição,idade e pressão arteriolar. Fatores intrínsecos hipotéticos que são: edema, estresse, tabagismoe temperatura da pele. A obstrução de capilares, ocasionada por aplicação de pressões externas, desencadeiaa isquemia tissular. Se a pressão é removida em um curto período de tempo, o fluxosanguíneo é reativado no local, pode-se observar a formação de hiperemia que é chamada de"hiperemia reativa". Se a pressão não for aliviada, a oclusão capilar e isquemia tissular levamos tecidos à privação de oxigênio e os restos metabólicos são acumulados. Os capilareslesados tornam-se mais permeáveis, fazendo com que os líquidos sejam transferidos para oespaço intersticial causando edema que depois de instalado, dificulta a perfusão sanguíneaconsequentemente, acentua o quadro de hipóxia, e a inflamação tissular exacerbadaconsolidando o início da úlcera por pressão, podendo ser classificada no estágio I dedesenvolvimento da UP (NETTINA, 2004). Quanto à avaliação dos estágios da UP, os pacientes devem ser avaliados de acordocom as características do ferimento local e separados em grupos de tratamento conservador oucirúrgico. A classificação proposta por Shea dividiu todos os tipos de lesão em cinco grupos,e quatro deles referentes a úlceras e o último às fistulas, ou seja, úlceras por pressão fechadas,que se comunica com a superfície através de um trajeto fistuloso (MAKLEBUST &MAGNAN, 2004). A gravidade da UP é dividida em quatro estágios. No Estágio I, a UP é clinicamente, uma área mal definida de tecido endurecidoassociado a calor e eritema sobre uma proeminência óssea; a lesão atinge apenas a epiderme eaparentado um discreto abrasão, o diagnóstico precoce nesta fase é muito importante, pois alesão é totalmente reversível com cuidados de natureza clinica (POTTER & PERRY, 2004). Se o mecanismo que deu origem à úlcera de grau I persistir a lesão, até entãoepidérmica, tenderá a se tornar mais profunda, atingindo a derme até o limite da camada
  8. 8. 8subcutânea de gordura, as margens da lesão tornam-se mais espessas e elevadas, envolvidaspor pigmentação sanguinolenta formando uma área de endurecida por fibrose (SMELTZER&BARE, 2004). É o denominado Estágio II. O Estágio III caracteriza-se pelodiagnóstico tardio ou a inobservância das medidasadequadas no controle terapêutico das úlceras graus I e II leva a uma lesão mais importante,que atinge camadas mais profundas. A úlcera por pressão grau III e a perda da pele na suaespessura total, envolvendo danos ou uma necrose do tecido subcutâneo que pode seaprofundar, atingindo tecido celular subcutâneo e por esta característica, pode tornar-seinfectada é limitada pela fáscia muscular. A úlcera se apresenta clinicamente como umacratera profunda (BERGSTROM et al., 1999). A propriedade do Estágio IV é a perda da pele na sua total espessura com extensadestruição e profundidade, ocorrendo necrose dos tecidos ou danos aos músculos, ossos ouestruturas de suporte como tendões ou cápsulas das juntas, potencializando o estado deimobilidade do paciente (GRAVE & HIRNE, 2003). Depreende-se que a prevenção é claramente o modo mais fácil, mais barato e maisbem sucedido de terapia. Os elementos essenciais de um programa efetivo de prevençãoincluem uma abordagem e tratamento por uma equipe integrada, enfatizando bons cuidadosmédicos e de enfermagem, treinamento apropriado e orientação dos pacientes, incentivo dacolaboração do paciente a estas recomendações,com prescrição medicamentosa adequada comdispositivo de alívio à pressão local (NETTO & BRITO, 2001). As orientações para o tratamento da úlcera por pressão são muito diversas, váriosprodutos são utilizados no sentido de se obter uma cicatrização mais rápida e eficiente, sendoimportante citar que as causas que contribuíram para o aparecimento das úlceras por pressãosejam eliminadas, para que se tenha êxito no tratamento. Alguns tipos de curativos podem serimplantados no tratamento da UP, principalmente os de Alginado de cálcio, Carvão ativado eHidrocolóide por apresentarem bons resultados junto à terapêutica. O procedimento cirúrgicoé outra forma de tratamento, através do enxerto cutâneo, indicado em úlceras profundas deestágio quatro (ROGENSKI, 2002). Iron (2005) demonstrou que com a terapia do meio úmido, as enzimas como ascolagenases e proteínas capacitam às células para que migrem através da ferida para as áreasúmidas onde há fibrina. Como epitelização significa migração celular, o meio úmido favoreceas condições fisiológicas para a cicatrização, quando permitimos que uma ferida seque eforme uma crosta, as células epiteliais necessitam penetrar mais profundamente na lesão para
  9. 9. 9encontrar um plano de umidade que permita sua proliferação, sendo assim uma ferida secaexigirá uma maior atividade metabólica e necessitará de mais tempo para a cura. O tratamento tópico da lesão pela utilização de curativos, e preconizada pela limpezada ferida com solução salina a 0,9% (soro fisiológico) ou água destilada, cuja eficiência vaidepender da força hidráulica ou pressão do jato para que haja a possibilidade de diminuir aquantidade de colônias de bactérias do leito da ferida (SMELTZER & BARE, 2004). As substanciais mais indicadas para o curativo de lesão por pressão segundo Iron(2005), e o Alginato de Cálcio derivado das algas marinhas marrons, estes curativos sãocomercializados em embalagens individuais e estéreis e são especialmente indicados paraferidas cavitárias altamente exsudativas, devido ao seu elevado poder de absolvição, eeficiente estimulo a granulação tecidual. Para Fernandes (2000), o curativo com carvão ativado estéril e indicadoprincipalmente para lesões infectadas com odor fétido devido ao alto poder de absorção econtrole do crescimento de colônias de bactérias estimula a granulação. Segundo Stotts (1999),é importante o curativo com Hidrocolóide pois esta substânciaatua como barreira térmica e microbiana. Tem capacidade de absorver o exsudato, mantendoopH ácido e o ambiente úmido estimula a angiogênese e o debridamento autolítico, aliviando ador através da proteção das terminações nervosas e não aderência ao leito da ferida e autoaderente, dispensando a utilização de curativos secundários. Em situações de não cicatrização da lesão por presença de placas necróticas onde enecessário à realização do debridamento cirúrgico, que até pode ser realizado no leito deinternação do paciente, desde que o sangramento seja pequeno. A área a ser debridada sejaexterna ou se houver a possibilidade de um grande sangramento deve-se realizar oprocedimento no centro cirúrgico. Neste caso o paciente deve ser monitorizado, bem comodispor de uma reserva de concentrado de hemácias para uma possível transfusão (IRON,2005). A distribuição da úlcera por pressão no corpo paciente vai depender do seuposicionamentono leito e do tempo de imobilização. Nos pacientes acamados com ou semlesão medular as úlceras sacrais são as mais frequentes levando em media 48 horas para sedesenvolver trazendo desconforto extremo ao paciente pela dor e sua localização que aumentaainda mais a imobilidade no leito. Os retalhos cutâneos da região glútea podem ser utilizados em lesões sagrais degrande profundidade.
  10. 10. 10 A úlcera trocantérica que recebe esta intitulação por ser uma tuberosidadeapresentada no fêmur que segundo Filho&Netto (2006) caracteriza-se tipicamente porapresentarem o mínimo de envolvimento da pele, mas um extensocomprometimento dostecidos profundos desta região (bolsa sinovial trocantérica subcutânea, trato iliotibial emúsculo glúteo máximo), é afetado devido à mobilidade natural do tocante. Desta forma, otratamento conservador e até mesmo o enxerto de pele é de pouca aplicabilidade nas úlcerastrocantéricas. O termo isquiático e relativo ao osso ísquio que ajuda a compor a cintura pélvica,sendo o prepusor para o desenvolvimento da úlcera isquiática que ocorre principalmente noposicionamento do paciente no leito em um ângulo igual ou superior a 30°C e em cadeirantes.O tratamento indicado e a utilização de curativos com Hidrogel ou Papaína proteaseencontradana planta Papaia. O enxerto com os músculos posterior da coxa e glúteo mínimopode ser utilizado para fechamento da lesão. Outras regiões corpo podem apresentar UPcomo: occipital, escapular, calcanhar e cotovelos (NETTO & BRITO, 2001).
  11. 11. 11Fonte: Bryant, 2001.
  12. 12. 12III - METODOLOGIA A metodologia consistiu em revisão bibliográfica, pesquisa em bibliotecas virtuais,nos bancos de dados LILACS e MEDLINE.CONSIDERAÇÕES FINAIS Com o fim deste artigo cientifico foi possível constatar os objetivos do estudo quedemonstraram a existência de dois grupos de risco para o desenvolvimento daUP: os fatoresintrínsecos e extrínsecos ao paciente, sendo o primeiro caracterizado pelo estadofisiopatológico do organismo humano como incontinência urinária, imobilidade, tabagismo,doenças crônico-degenerativas. Os fatores extrínsecos mais atuantes na lesão cutânea e apressão que ocorre pelo contato prolongado da pele com uma superfície dura. A importância deste estudo reside na sua reprodutibilidade, na identificaçãodosfatores risco para formação da lesão por pressão.A literatura ressalta a importância desse tipode instrumento para nortear as ações de enfermagem quanto ao uso racional das medidaspreventivas, redução do tempo de hospitalização e dos custos com o tratamento e,principalmente, a diminuição do sofrimento e da dor do paciente.REFERÊNCIASBRYANT, R.A; ROLSTAD, B.S. Utilização de sistemas de aproximação paraimplementar na predição e prevenção a úlceras de pressão. V. 47, n. 9, 2001, p. 26-36.CAMPEDELLY, M. C; GAIDZINSKI, R. R. Escara: problema na hospitalização. São Paulo:Ártico, 1987.FERNANDES,L.M. Úlcera de Pressão em pacientes críticos hospitalizados: uma revisãointerativa da literatura de Ribeirão Preto (SP): Escola de Enfermagem/USP, 2000.FILHO, E.; NETTO, M. Geriatria. Fundamentos clínico e terapêutico. 2ª ed. São Paulo:Atheneu 2006.FREITAS, E. et al. Tratado de geriatria e gerontologia. 2ª ed.Rio de Janeiro: GuanabaraKoogan,2006.GRAVE, R; HIRNE, C. Fundamentos de enfermagem -saúde e funções humanas. 4°ed.
  13. 13. 13Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.HUDAK, C.; GALLO, B. Cuidados intensivos de enfermagem. 5°ed.Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 1997.IRON, G. Feridas novas. Abordagens e manejo clinico. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,2005.MAKLEBUST, J.; MAGNAN, M.A. Fatores de risco associados a úlcera de pressão: umaanálise secundária.V. 6, n 25, P. 27-8, 31-4, 2004.NETTO, M.; BRITO F. Urgência em geriatria. São Paulo: Atheneu, 2001.NETTINA, S. Prática de enfermagem. 5°ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,2004.POTTER, P.; PERRY, A. Fundamentos de enfermagem. 5°ed. Rio de Janeiro: GuanabaraKoogan, 2004.ROBBINS, S.; KUMAR, V.; COTRAN, R. Patologia estrutural e funcional. 6°ed. RiodeJaneiro: Guanabara Koogan.2006.ROGENSKI, M.M.P. Prevenção e tratamento de úlceras de pressão em hospitaluniversitário.Dissertação (mestrado). Escola de Enfermagem da Universidade de SãoPaulo.São Paulo, 2002. 109p.SMELTZER, S.C.; BARE, B. Brunner e Suddarth: Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 10º ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004.STOTTS, N.A. Risco de desenvolvimento de úlcera de pressão em pacientes acamados:uma revisão de literatura.V. 12, n. 3, p. 127-36, 1999.
  14. 14. 14 GLOSSÁRIOEXTRÍNSECO -que se origina fora da parte onde se encontra ou atua,que estáexterno.FATOR ETIOLÓGICO– é o fator de determinação das causas e origens de um determinadofenômeno.INTRÍNSECO – inerente, que está dentro, que faz parte, ou seja, característica que lhe épeculiar.ISQUEMIA TECIDUAL-fluxo arterial insuficiente para manter as funções normaisteciduais, com consequente diminuição de nutrientes (glicose, oxigênio, proteínas, vitaminas,enzimas, etc.) para os tecidos e o retardo na retirada dos metabólitos.NECRÓTICO– refere-se a morte das células, tecidos, ou parte de um órgão por infecção ouperturbação na irrigação sanguínea.OSTEOMIELITE-infecção óssea que pode surgir a partir de fraturas expostas e pode levar àmorte de partes do osso por falta de irrigação sanguínea.PROEMINÊNCIA-que se eleva acima, saliente, alto.SEPTICEMIA- presença de bactérias no sangue.SUBSÍDIO– auxílio, socorro, benefício.UP- úlcera por pressão.VIVIANNY MUNDIM

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