Guia Prático para o dimensionamento de uma bomba hidráulica Página 1 de 2 
Guia Prático para o dimensionamento de uma bomba hidráulica 
Ter, 13 de Janeiro de 2004 08:52 
GUIA PRÁTICO PARA DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO DE CANALIZAÇÃOE REDE 
PREVENTIVA CONTRA INCÊNDIO: 
Durante a elaboração do Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico para qualquer 
edificação ou estabelecimento, o projetista deve considerar uma série de fatores, dentre os quais 
podemos ressaltar: a área total construída da edificação (ATC); seu número de pavimentos; sua altura 
total; sua finalidade e/ou natureza ocupacional; o tipo, o volume e a forma de estocagem dos materiais 
nela existentes; além de quaisquer outros fatores de risco inerentes a edificação. 
Toda essa análise tem a finalidade de definir os dispositivos preventivos fixos e móveis 
contra incêndio e pânico à serem exigidos para a edificação em referência, conforme prevê o COSCIP 
(Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Decreto nº 897/76) e sua Legislação complementar 
para o Estado do Rio de Janeiro. A partir disso, o projetista deve realizar um estudo prévio da 
arquitetura da edificação, com o intuito de definir a localização exata dos dispositivos, essencialmente, 
dos dispositivos preventivos fixos contra incêndio. 
No caso específico da Canalização Preventiva e Rede Preventiva Contra Incêndio, o 
projetista deverá definir: o percurso da tubulação, os pontos de localização dos hidrantes (inclusive do 
hidrante de recalque), a locação da Casa de Máquinas de Incêndio (CMI) e, conseqüentemente, das 
bombas de incêndio. Finalmente, de posse de todos os dados supracitados e definido o esquema 
isométrico da tubulação de incêndio, o projetista deverá efetuar o dimensionamento hidráulico do 
sistema preventivo fixo, ordenadamente, na forma em que se segue: 
A) DEFINIÇÃO DOS PARÂMETROS TÉCNICOS: 
1- Dados preliminares: Risco da edificação - de acordo com a Resolução SEDEC nº 109/93 - 
(pequeno, médio canalização preventiva, médio rede preventiva e grande); material que compõe a 
tubulação (definição da constante de rugosidade “C”) e número de lances de mangueira por hidrante. 
2- Resolução SEDEC nº 124/93 e Anexo II da Resolução SEDEC nº 109/93: Diâmetro mínimo 
da tubulação (63mm ou 75mm), diâmetro da sucção e do recalque, vazão do sistema (L/min, L/seg, 
M³/h), vazão no hidrante, pressão útil (mca), número de hidrantes (simples ou duplo), número e tipo 
de bombas de incêndio, tipo e diâmetro das mangueiras. 
B) PERDAS NA SUCÇÃO – DEFINIR A ALTURA MANOMÉTRICA DE SUCÇÃO (Hms): 
O conceito de sucção positiva/ negativa depende da diferença de cota entre o eixo da 
bomba de incêndio e o nível mínimo do reservatório, seja ele superior ou inferior, considerando a 
completa utilização da RTI (reserva técnica de incêndio). 
1- Sucção Positiva: Hms = 0 
O 
bs: Quando o ganho estático na sucção for relevante, como em instalações do tipo castelo d’água - 
vide Capítulo IX e Figuras 14 e 15 do Anexo ao COSCIP (Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico 
- Decreto nº 897/76), este valor deve ser considerado no dimensionamento hidráulico. 
2- Sucção Negativa: 
I) Definir a perda estática na sucção - Pes (mca) 
II) Calcular o “J” para sucção - Js - (considerando o diâmetro definido para sucção) 
· Pelo Ábaco correspondente (de acordo com o material que compõe a tubulação). 
· Pela Fórmula (utilizaremos a Fórmula de Hazen-Williams, recomendada para tubulações com 
diâmetros superiores a 2” ou 50mm). 
fig 
Onde:J = Fator de perda de carga (mca/m) 
Q = Vazão total do sistema (L/min) 
C = Constante de rugosidade do material (adimensional) 
D = Diâmetro do trecho considerado da tubulação (mm) 
III) Definir o comprimento virtual da sucção - CVs, lembrando: 
CVs (m) = comprimento total da tubulação até a entrada das bombas + somatório do comprimento 
equivalente das peças (curvas, válvulas, registros, etc) 
IV) Definir a perda localizada na sucção - Pls (mca) = Js x Cvs V) Definir Hms (mca) = Pes + Pls 
C) PERDAS NO RECALQUE –DEFINIR A ALTURA MANOMÉTRICA DE RECALQUE (Hmr): 
I) Definir o hidrante mais desfavorável hidraulicamente em relação a(s) bomba(s) de incêndio. 
1º Critério: Maior perda estática ou menor ganho estático. 
http://www.cbmerj.rj.gov.br/index.php?view=article&catid=7%3AInformacoes-Tecni... 27/09/2014
Guia Prático para o dimensionamento de uma bomba hidráulica Página 2 de 2 
2º Critério: Para hidrantes nivelados ou com pequeno desnível, verificar qual deles apresenta maior 
perda localizada no recalque. 
Obs: Quando houver dúvida, verificar qual deles apresenta maior valor para Hmr. 
II) Definir a perda estática no recalque - Per (mca) 
III) Calcular o “J” para o recalque - Jr (mca/m) - (considerando o diâmetro do recalque) 
· Pelo Ábaco correspondente (de acordo com o material que compõe a tubulação). 
Pela Fórmula (utilizaremos a Fórmula de Hazen-Williams, recomendada para tubulações com diâmetros 
superiores a 2” ou 50mm). 
IV) Definir o comprimento virtual do recalque - CVr, lembrando: 
CVr (m) = comprimento total da tubulação da saída das bombas ao hidrante mais desfavorável + 
somatório do comprimento equivalente das peças (curvas, válvulas, registros, etc.). 
V) Definir a perda localizada no recalque - Plr (mca) = Jr x Cvr 
VI) Definir Hmr (mca) = Per + Plr 
D) CÁLCULO DA ALTURA MANOMÉTRICA TOTAL (Hmt): 
I) Definir a perda localizada nas mangueiras - Pmang. (mca) - de acordo com: fabricante*, tipo de 
mangueira exigido, diâmetro, vazão no hidrante e o número de mangueiras. 
* O CBMERJ exige a instalação de mangueiras que possuam a marca de conformidade da ABNT. 
Hmt (mca) = Hms + Hmr + Pmang. + Pútil. 
E) CÁLCULO DA POTÊNCIA DA BOMBA INCÊNDIO: 
P = 1000 x Hmt x Q 
75 x η x 3600. 
Onde: P = Potência da bomba (CV) 
Hmt = Altura manométrica total (mca) 
h = Rendimento da bomba (%) – valor definido pelo fabricante. 
F) DEFINIÇÃO DA BOMBA: 
A bomba adotada deverá, necessariamente, atender a vazão do sistema e a altura manométrica total 
calculada. 
Observação: No intuito de simplificar os cálculos, o presente guia desconsidera o valor da Altura 
Manométrica Piezométrica. Caso o projetista perceba que o valor da referida grandeza é relevante, 
deverá fazê-lo constar do memorial de dimensionamento hidráulico do sistema preventivo fixo contra 
incêndio adotado. 
http://www.cbmerj.rj.gov.br/index.php?view=article&catid=7%3AInformacoes-Tecni... 27/09/2014

Www.cbmerj.rj.gov.br_index.php_view=article&catid=7%3_a_in

  • 1.
    Guia Prático parao dimensionamento de uma bomba hidráulica Página 1 de 2 Guia Prático para o dimensionamento de uma bomba hidráulica Ter, 13 de Janeiro de 2004 08:52 GUIA PRÁTICO PARA DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO DE CANALIZAÇÃOE REDE PREVENTIVA CONTRA INCÊNDIO: Durante a elaboração do Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico para qualquer edificação ou estabelecimento, o projetista deve considerar uma série de fatores, dentre os quais podemos ressaltar: a área total construída da edificação (ATC); seu número de pavimentos; sua altura total; sua finalidade e/ou natureza ocupacional; o tipo, o volume e a forma de estocagem dos materiais nela existentes; além de quaisquer outros fatores de risco inerentes a edificação. Toda essa análise tem a finalidade de definir os dispositivos preventivos fixos e móveis contra incêndio e pânico à serem exigidos para a edificação em referência, conforme prevê o COSCIP (Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Decreto nº 897/76) e sua Legislação complementar para o Estado do Rio de Janeiro. A partir disso, o projetista deve realizar um estudo prévio da arquitetura da edificação, com o intuito de definir a localização exata dos dispositivos, essencialmente, dos dispositivos preventivos fixos contra incêndio. No caso específico da Canalização Preventiva e Rede Preventiva Contra Incêndio, o projetista deverá definir: o percurso da tubulação, os pontos de localização dos hidrantes (inclusive do hidrante de recalque), a locação da Casa de Máquinas de Incêndio (CMI) e, conseqüentemente, das bombas de incêndio. Finalmente, de posse de todos os dados supracitados e definido o esquema isométrico da tubulação de incêndio, o projetista deverá efetuar o dimensionamento hidráulico do sistema preventivo fixo, ordenadamente, na forma em que se segue: A) DEFINIÇÃO DOS PARÂMETROS TÉCNICOS: 1- Dados preliminares: Risco da edificação - de acordo com a Resolução SEDEC nº 109/93 - (pequeno, médio canalização preventiva, médio rede preventiva e grande); material que compõe a tubulação (definição da constante de rugosidade “C”) e número de lances de mangueira por hidrante. 2- Resolução SEDEC nº 124/93 e Anexo II da Resolução SEDEC nº 109/93: Diâmetro mínimo da tubulação (63mm ou 75mm), diâmetro da sucção e do recalque, vazão do sistema (L/min, L/seg, M³/h), vazão no hidrante, pressão útil (mca), número de hidrantes (simples ou duplo), número e tipo de bombas de incêndio, tipo e diâmetro das mangueiras. B) PERDAS NA SUCÇÃO – DEFINIR A ALTURA MANOMÉTRICA DE SUCÇÃO (Hms): O conceito de sucção positiva/ negativa depende da diferença de cota entre o eixo da bomba de incêndio e o nível mínimo do reservatório, seja ele superior ou inferior, considerando a completa utilização da RTI (reserva técnica de incêndio). 1- Sucção Positiva: Hms = 0 O bs: Quando o ganho estático na sucção for relevante, como em instalações do tipo castelo d’água - vide Capítulo IX e Figuras 14 e 15 do Anexo ao COSCIP (Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Decreto nº 897/76), este valor deve ser considerado no dimensionamento hidráulico. 2- Sucção Negativa: I) Definir a perda estática na sucção - Pes (mca) II) Calcular o “J” para sucção - Js - (considerando o diâmetro definido para sucção) · Pelo Ábaco correspondente (de acordo com o material que compõe a tubulação). · Pela Fórmula (utilizaremos a Fórmula de Hazen-Williams, recomendada para tubulações com diâmetros superiores a 2” ou 50mm). fig Onde:J = Fator de perda de carga (mca/m) Q = Vazão total do sistema (L/min) C = Constante de rugosidade do material (adimensional) D = Diâmetro do trecho considerado da tubulação (mm) III) Definir o comprimento virtual da sucção - CVs, lembrando: CVs (m) = comprimento total da tubulação até a entrada das bombas + somatório do comprimento equivalente das peças (curvas, válvulas, registros, etc) IV) Definir a perda localizada na sucção - Pls (mca) = Js x Cvs V) Definir Hms (mca) = Pes + Pls C) PERDAS NO RECALQUE –DEFINIR A ALTURA MANOMÉTRICA DE RECALQUE (Hmr): I) Definir o hidrante mais desfavorável hidraulicamente em relação a(s) bomba(s) de incêndio. 1º Critério: Maior perda estática ou menor ganho estático. http://www.cbmerj.rj.gov.br/index.php?view=article&catid=7%3AInformacoes-Tecni... 27/09/2014
  • 2.
    Guia Prático parao dimensionamento de uma bomba hidráulica Página 2 de 2 2º Critério: Para hidrantes nivelados ou com pequeno desnível, verificar qual deles apresenta maior perda localizada no recalque. Obs: Quando houver dúvida, verificar qual deles apresenta maior valor para Hmr. II) Definir a perda estática no recalque - Per (mca) III) Calcular o “J” para o recalque - Jr (mca/m) - (considerando o diâmetro do recalque) · Pelo Ábaco correspondente (de acordo com o material que compõe a tubulação). Pela Fórmula (utilizaremos a Fórmula de Hazen-Williams, recomendada para tubulações com diâmetros superiores a 2” ou 50mm). IV) Definir o comprimento virtual do recalque - CVr, lembrando: CVr (m) = comprimento total da tubulação da saída das bombas ao hidrante mais desfavorável + somatório do comprimento equivalente das peças (curvas, válvulas, registros, etc.). V) Definir a perda localizada no recalque - Plr (mca) = Jr x Cvr VI) Definir Hmr (mca) = Per + Plr D) CÁLCULO DA ALTURA MANOMÉTRICA TOTAL (Hmt): I) Definir a perda localizada nas mangueiras - Pmang. (mca) - de acordo com: fabricante*, tipo de mangueira exigido, diâmetro, vazão no hidrante e o número de mangueiras. * O CBMERJ exige a instalação de mangueiras que possuam a marca de conformidade da ABNT. Hmt (mca) = Hms + Hmr + Pmang. + Pútil. E) CÁLCULO DA POTÊNCIA DA BOMBA INCÊNDIO: P = 1000 x Hmt x Q 75 x η x 3600. Onde: P = Potência da bomba (CV) Hmt = Altura manométrica total (mca) h = Rendimento da bomba (%) – valor definido pelo fabricante. F) DEFINIÇÃO DA BOMBA: A bomba adotada deverá, necessariamente, atender a vazão do sistema e a altura manométrica total calculada. Observação: No intuito de simplificar os cálculos, o presente guia desconsidera o valor da Altura Manométrica Piezométrica. Caso o projetista perceba que o valor da referida grandeza é relevante, deverá fazê-lo constar do memorial de dimensionamento hidráulico do sistema preventivo fixo contra incêndio adotado. http://www.cbmerj.rj.gov.br/index.php?view=article&catid=7%3AInformacoes-Tecni... 27/09/2014