Personagens Secundários
Soldado Amarelo
Donoda fazenda
Fiscal da Prefeitura
Tomás de bolandeira
Seu Inácio
• Corrupto, oportunista e medroso.
• Símbolo de repressão e do autoritarismo pelo qual é comandado (ditadura).
• Não é forte sozinho; sem as ordens da ditadura, é fraco e acovarda-se diante
de Fabiano.
•Contrata Fabiano para trabalhar em sua fazenda.
•Desonesto, explorava seus empregados.
• Intolerante e explorador.
• Aparece somente por meio de evocações
• É tido como referência por Fabiano e Sinhá Vitória.
• Dono do bar.
4.
ENREDO
Fabiano, o paida família, é um vaqueiro com dificuldade
de se expressar. Não tem aspirações nem esperanças de
vida.
A história começa com a fuga de uma família nordestina
fugindo da seca do sertão.
5.
Sinhá Vitória éa mãe, é mais "madura" do que
seu marido Fabiano, também não se conforma
com sua situação miserável, e sonha com uma
cama de ouro como a de Tomás da Bolandeira.
Os dois filhos e a cadela Baleia acabam por
concluir essa família.
6.
O menino maisnovo sonha ser como o pai, já
o mais velho desejava a presença de um
amigo, conformando-se assim com a presença
de sua cadela Baleia, a qual portava-se não
como um animal,
mas sim tratada
como um ente e
ajudava Fabiano
e sua família a
suportar as
péssimas condições.
7.
A família ficasem a companhia do outro
animal da família, um papagaio, que fora
sacrificado na véspera a fim de aplacar a fome
que se abatia sobre aquelas pessoas. Na
verdade, era um papagaio estranho, que
pouco falava, talvez porque convivesse com
gente que também falava pouco.
8.
Depois de muitocaminhar a família chega a uma
fazenda abandonada, onde acabam ficando.
Após de um curto período de chuva o dono da
fazenda retorna e contrata Fabiano como seu
vaqueiro.
9.
Fabiano vai avenda comprar mantimentos e lá
começa a beber. Aparece um policial que
Fabiano chama de Soldado Amarelo, que o
convida para jogar baralho com os outros.
O jogo acontece e numa desavença com o
Soldado Amarelo, Fabiano é preso maltratado e
humilhado, aumentando assim sua insatisfação
com o mundo e com sua própria condição de
homem selvagem do campo.
10.
Fabiano é soltoe continuando assim sua vida
na fazenda. Sinhá Vitória desconfia que o
patrão de Fabiano estaria roubando nas
contas do salário do marido.
A família participa da festa de Natal da cidade
onde se sentem humilhados por diversos
“patrões” e “Soldados Amarelos”.
11.
Pêlos caídos, feridasna boca e inchaço nos beiços,
fizeram Fabiano achar que ela estivesse com raiva.
Resolveu sacrificá-la. Sinhá Vitória recolheu os
meninos, desconfiados, a fim de evitar-lhes a cena.
Baleia era considerada como um membro da família, por
isso os meninos protestaram, tentando impedir a trágica
atitude do pai. Sinhá Vitória lutava com os pequenos,
porque aquilo era necessário, lamentou o fato de que
ele não tivesse esperado mais para confirmar a doença
da cachorrinha.
12.
Baleia sentia ofim próximo, tentava esconder-se e até
desejou morder Fabiano. Em meio à agonia, tinha raiva
de Fabiano, mas também o via como o companheiro de
muito tempo.
Ao primeiro tiro, que pegou o traseiro da cachorra e
inutilizou-lhe uma perna, as crianças começaram a
chorar desesperadamente.
13.
Não satisfeito esentindo-se prejudicado com o
patrão, Fabiano resolve conversar com ele, este
que ameaça despejar Fabiano da fazenda.
Fabiano tenta esquecer o assunto e acaba
ficando muito indignado.
Na volta da venda Fabiano encontra o Soldado
Amarelo perdido no mato. Fabiano pensa em
matar o Soldado Amarelo, porém sentindo-se
fraco e impossibilitado, acaba ajudando o
soldado a voltar para a cidade.
14.
A seca atingea fazenda e faz com que toda a
família fuja novamente, só que desta vez,
todos vão para o Sul, em busca da cidade
grande, sem destino e sem esperança de vida.
TIPOS DE NARRADOR
Encontramosa narração em terceira pessoa,
com narrador onisciente.
É o próprio narrador que revela o interior dos
personagens. O foco narrativo ganha destaque
ao converter em palavras os anseios e
pensamentos das personagens.
"... Aí, a cólera diminuiu e Fabiano teve pena".
(Cap. 01)
17.
TEMPO DA NARRATIVA
Otempo de narrativa é acerca de duas secas.
A primeira que traz a família para a fazenda e a
segunda que a leva para o Sul. Mesmo
possuindo algumas referências cronológicas na
obra, o tempo é psicológico e circular.
"... Sinhá Vitória é saudosista. Lembra-se de
acontecimentos antigos, até ser despertada
pelo grito da ave e ter a idéia de transformá-la
em alimento". (Cap. 01)
18.
ESPAÇO DA NARRATIVA
Oespaço é físico, refere-se ao sertão
nordestino, descrito com precisão pelo autor.
"... na lagoa seca, torrada, coberta de
caatingas e capões de mato". (Cap. 11)
19.
LINGUAGEM
Tipo de discurso:indireto livre
Foco narrativo: terceira pessoa
Adjetivos, figuras de linguagem:
Metáfora: " - você é um bicho, Fabiano".
Prosopopéia: compara Baleia como gente.
20.
ANÁLISE DAS IDÉIAS
Esselivro retrata fielmente a realidade
brasileira, tanto da época em que o livro foi
escrito, quanto dos dias de hoje, tais como
injustiça social, miséria, fome, desigualdade e
seca, o que nos reflete a idéia de que o
homem se animalizou sob condições sub-
humanas de sobrevivência.
A obra deGraciliano pode ser considerada um
marco para a literatura brasileira, em especial o
Modernismo Brasileiro, visto que há a implícita (e,
em alguns casos, até explícita) crítica social a toda
pobreza no sertão nordestino, que atinge uma boa
parcela da população, e que, de fato, acaba por
prejudicar todo o país, impedindo maiores
desenvolvimentos.
Há a tentativa, portanto, de se mostrar a
desarticulação dessa região com o resto do
país (um Brasil pobre dentro de todo o
Brasil).
23.
Além disso, denotativamente,o adjetivo "secas" se
refere a "vidas", e, dessa forma, teria o sentido de
que a família sofre com a seca. Por outro lado,
conotativamente, pode-se relacionar aquele adjetivo
a uma vida privada, miserável.
O próprio título da obra, se analisado
corretamente, nos dará pistas importantes da
mensagem que Graciliano quer passar: "Vidas" se
opõe a "Secas" pois a primeira tem sentido de
abundância, enquanto, a segunda, de vazio, de
falta, configurando um paradoxo (oposição de
ideias resultando em uma construção de sentido
ilógico).