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VIDAS SECAS
GRACILIANO RAMOS

ESTUDOS E ANÁLISES
PROF.FERNANDA PANTOJA
 VIDAS SECAS -ESTUDOS E ANÁLISES

 O Livro reúne paisagem, folclore, desníveis sociais,
  catástrofe da seca sem descuidar da dissecação das almas.
 Uma constante na obra é a exaltação do tempo áureo. Uma
  atitude de glorificar o sertão onde a vida ocorre simples e
  ingênua.
 O romance é impregnado de sentimento de solidariedade.
 Não há seqüência de enredo caracterizando um romance
  desmontável. Narrativa feita em terceira pessoa.
 Primeiras considerações

 É impossível não se emocionar com o sofrimento desta
  família de retirantes. O grupo mal se comunica e se
  assemelha a bichos. Seu líder é o pai Fabiano que para
  manter a família unida humilha-se diante de figuras com as
  do soldado amarelo e do dono da fazenda onde trabalha. O
  sofrido grupo é composto ainda por Sinhá Vitoria mãe dos
  meninos, cujo maior desejo é possuir uma cara de couro, e
  os meninos mais novo e mais velho que por não possuírem
  nomes próprios refletem a condição de anonimato em que
  o grupo vive; a cachorra Baleia que é humanizada faz
  contraponto a animalização da família e o papagaio que só
  sabia latir fora sacrificado num momento de desespero e
  fome. O Romance é marcado pela fuga constante, pelo
  caminhar sem fim
 O instinto animal

 No romance o sertanejo é reduzido à condição de animal. Isso é
    percebido pala ausência de fala do grupo. A pouca comunicação
    existente é principalmente compostas de gestos e sons. O fato
    do papagaio só saber latir é sinal claro de falta de comunicação
    humana.
   A animalização também é percebida em atitudes praticas das
    personagens. Um episódio que deixa isto bem claro é quando
    Baleia mata um preá e Sinhá vitoria a beija sujando a boca de
    sangue. Ela aproveita e lambe aquele sangue para não
    desperdiçar nada.
   Fabiano também é comparado a animais. Primeiro ele próprio se
    intitula um bicho. Depois é comparado a um macaco e logo em
    seqüência funde-se ao seu cavalo deixando clara esta questão.
   Em contraponto existe Baleia humanizada e tratada como
    membro da família. Outro aspecto que caracteriza sua
    humanização é o fato de possuir consciência.
   Quando Fabiano é forçado a atirar em Baleia por causa de sua
    suposta hidrofobia, o processo de humanização se completa. O
    clímax é atingido quando ela imagina a existência de uma
    continuação após a morte.
 Personagens


 Fabiano
 Homem da terra Ligado de maneira visceral ao meio em que vive
  tornando-se uma extinção do seu animal, totalmente adaptado
  ao cavalo e a roupa de couro. Ora se orgulha de sobreviver às
  adversidades que só admite os resistentes, ora se reconhece
  como animal, uma coisa facilmente substituível. Só possui
  conhecimento daquele ambiente em que vive por isto só com
  este é capaz de lidar. Sofre pelas mazelas que o atingem e
  acompanham, mas ainda se mantém forte pela família.
 Homem rude, sem instrução e com pouco discernimento. Não
  têm planos, vive o hoje. Esta sempre em busca de trabalho. Tenta
  se comunicar, mas não consegue. Apesar das brutalidades que já
  sofreu ainda percebe as injustiças que vive recebendo e
  questiona-se por isto. A fragilidade de sua linguagem o impede
  de divulgar as injustiças que sofre. Por mais que tenha impulsos
  para mudar a situação em que vive , não encontra meios e tem de
  se conformar comas terríveis limitações. Lamenta viver como um
  bicho sem ter conseguido freqüentar uma escola.
 Sinhá Vitoria
 Esperta, sabe fazer contas prevenindo o
  marido de trapaceiros e enganadores. Tem
  consciência de sua situação, mas ainda assim
  faz planos e sonha. O maior dos seus sonhos
  é ter uma cama de couro com a de sue Tomas
  da bolandeira. Cuida dos filhos e ajuda o
  marido nas tarefas diárias. Às vezes fica com
  raiva dele e reclama da vida embrutecida.
 Os meninos
 O pai acha que eles devem assumir a forma de tatu,
  animal integrado a terra, com seu casco duro e
  protetor. A mãe sonha com uma vida melhor para os
  filhos, quer para estes um novo lugar e novos
  costumes. O menino mais novo admira o pai quando
  este cavalga totalmente adaptado a terra. Tenta
  imitá-lo imaginando-se grande por isto. O menino
  mais velho, ao contrario, deseja descobrir o sentido
  das palavras e freqüentemente recorre à mãe,
  porção mais “intelectual” da família que o repele por
  não ter condições de lhe explicar as coisas. Os dois
  meninos vivem, a brincar com baleia.
 Baleia
 É a cachorra que se torna mais um membro
  da família. Pensa, sonha e age como gente.
  Participa de tudo desde as aventuras as
  dificuldades. Apesar de viver com seres que
  parecem bichos, ela em contrapartida é
  bastante humanizada.
 Ao ser sacrificada pela suspeita de cólera,
  Baleia vislumbra o céu dos cachorros repleto
  de suculentas preás.
 A relação entre Fabiano e Sinhá Vitoria

 É uma relação típica de pessoas que não tiveram
  condições de estudo e contato social. Falam
  pouco, comunicam-se de uma forma geral
  através de monossílabos e gestos. Mesmo com
  todas as limitações verbais compreendem-se.
  Compartilham suas dores, receios e suas
  esperanças num futuro melhor. Fazem planos e
  participam em conjunto da parca educação de
  seus filhos. É nítida a relação de amor e
  consideração apesar do endurecimento dos dois
  causados pelas adversidades da vida.
 A distância existente entre o Governo e o
  sertanejo

 No Romance é percebida a imensa distancia
  entre Fabiano e as instituições sociais. Essa
  situação fica clara no episódio em que Fabiano
  tanta vender um porco e um fiscal lhe cobra
  imposto. Essa distância é acentuada e
  transformam-se em total falta de comunicação
  quando Fabiano vai preso injustamente.
 O distanciamento atinge seu clímax no capitulo
  “O mundo de penas”. Nele fica explicito que o
  soldado representa algo maior que se impõe e
  intimida Fabiano abusando do poder.
 O amanhã


 O romance termina com a família
  caminhando para o sul com a perspectiva de
  encontrar um lugar onde o “amanhã” fosse
  melhor. La os meninos teriam estudo e iriam
  aprender as coisas difíceis e necessárias. O
  autor também alerta sobre a questão da
  conseqüência das secas que enviam cada vez
  mais pessoas para as cidades considerando
  estes lugares como melhores para se viver.
 Relação do titulo com a obra narrada

 São três relações existentes:

 1° Relação – do titulo com o espaço físico: o espaço onde
  vivem é árido, isolado e seco. Falta água, a vegetação é
  pouca e característica da região. São poucos os animais
  existentes no lugar, tudo é escasso. Falta a vida.

 “A folhagem dos juazeiros apareceu longe através dos
  galhos pelados da caatinga rala.” (cap. Mudança)

 “A caatinga estendia-se de um vermelho indeciso, salpicado
  de manchas brancas que eram ossadas. O vôo negro dos
  urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.”
  (cap. Mudança)
 2° Relação - do titulo com a própria vida das personagens:
  vivem em condições subumanas, são pouquíssimos os
  alimentos, não há água potável disponível. Vivem como
  nômades procurando lugares onde possam subsistir de
  acordo com os acontecimentos e situações que se
  apresentam. São extremamente miseráveis. Brutalizados e
  animalizados pela vida.

 “Miudinhos, perdidos no deserto queimado, os fugitivos
  agarraram-se e somaram as suas desgraças e seus
  pavores.” (cap. Mudança)

 “Aquilo era caça bem mesquinha, mas adiaria a morte do
  grupo” (cap. Mudança)
 “Pobre do louro. Na beira do rio matara-o por necessidade
  apara sustento da família.” (cap. Sinhá Vitoria)
 3° Relação - do titulo com a condição intelectual das
  personagens: vivem na ignorância, de certa forma
  alienados do mundo. Falta à comunicação verbal, o
  senso crítico, a instrução. Vivem oprimidos porque
  não conseguem e nem sabem como se expressar.
  Não possuir consciência total de seus direitos apesar
  de perceberem as injustiças. Falta o acesso ao
  conhecimento.

 “Ordinariamente a família falava pouco.” (cap.
  Mudança)

 “Vivia tão agarrado aos bichos... Nunca vira uma
  escola. Por isso não conseguia defender-se, botar as
  coisas nos seus lugares.” (cap. Cadeia)
 Construção do Tempo áureo e do Paraíso para Fabiano.

 Tempo áureo

 O tempo áureo é a lembrança ou imaginação de um sertão
  mais feliz, de uma vida mais tranqüila e sem tantas
  vicissitudes. É um tipo de lembrança de passado comum ao
  povo nordestino principalmente. A vida no passado é
  sempre descrita como melhor que no presente. Na
  verdade, esta é uma forma ingênua de se iludir, de acreditar
  que nem sempre a vida fora tão difícil e desesperançosa.
  São lembranças, por exemplo, de festas, comemorações,
  colheitas fartas. Situações felizes e despretensiosas, uma
  verdadeira exaltação a um lugar que por mais que seja
  sofrido é amado pelo homem que vive tão agarrado aquela
  terra.
 Paraíso

 O Paraíso para Fabiano é a esperanças de uma
  vida melhor. É olhar para o céu e imaginar a
  chuva que ressuscitaria a caatinga devolvendo o
  verde e a vida aos animais. É imaginar a mulher e
  os filhos gordos, corados e felizes. É poder dar a
  Sinhá Vitoria uma saia de ramagens que faria
  inveja as outras mulheres. É se imaginar como
  vaqueiro daquele lugar, dono daquele mundo. A
  esperança do sertão que renasce que dá sustento
  e condições para os seus. Uma vida mais digna e
  independente. Ter a sua terra, seu chão, um lugar
  apara assentar-se em definitivo. São pequenas
  coisas mais que para os sertanejos constituem
  verdadeiros sonhos.
 Binômio ação/reação de Fabiano nos capítulos SOLDADO
   AMARELO, CONTAS E O MUNDO COBERTO DE PENAS

 Num primeiro momento diante das situações de injustiça o
  impulso de Fabiano é o da não aceitação, de revolta e ate de
  vingança. Ele tenta fazer valer algum direito seus, protesta. Tem
  vontade de gritar ao mundo as injustiças que sofre, mas não sabe
  como fazê-lo. Sente que nunca será ouvido e mesmo que fosse
  não saberia como se expressar. Teme por sua vida e condição,
  teme por sua família.
 Falta à força maior, a segurança, algum poder nem que seja o
  verbal. Como tudo isto lhe falta, acaba tendo que render-se.
  Engole muitas vezes a seco e pede desculpas a quem considera
  superior. Tem receio do Governo, do poder, de quem sabe se
  expressar. Se sente impotente q fraco.
 No fundo Fabiano é um inconformado, porem pelas fragilidades
  que a vida lhe impõe, simula a submissão e obediência e com o
  passar do tempo acaba incorporando estes sentimentos por não
  ter como lutar contra aqueles que se apresentam mais fortes no
  momento.
 Valor da obra para a literatura brasileira

 A obra apresenta um valor inquestionável para nossa
  literatura. Apesar de ter sido escrita e elaborada nos anãos
  30, continua atual e mostra claramente as situações vividas
  pelas pessoas vítimas das secas, desamparadas nos
  interiores do país. Ao problemas sociais, os sofrimentos, a
  falta de instrução, tudo ainda é uma constante e ler um
  livro como este nos leva a questionar estas situações. Nos
  revolta e nos faz querer mudanças e revoluções neste
  processo doloroso e arrastado pro anos. O livro nos envolve
  nos faz torcer e sofrer pelos seus personagens porque no
  fundo sabemos que existem Fabianos, Sinha Vitorias e
  meninos sofrendo, chorando e morrendo todos os dias. A
  obra é apaixonante, valiosa e um retrato fiel da realidade
  brasileira. Um verdadeiro alerta e pedido de socorro e
  compaixão para com aqueles que nos interiores e distantes
  lugares de nosso país encontram-se esquecidos por nós.

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Vidas secas- Graciliano Ramos

  • 1. VIDAS SECAS GRACILIANO RAMOS ESTUDOS E ANÁLISES PROF.FERNANDA PANTOJA
  • 2.  VIDAS SECAS -ESTUDOS E ANÁLISES  O Livro reúne paisagem, folclore, desníveis sociais, catástrofe da seca sem descuidar da dissecação das almas.  Uma constante na obra é a exaltação do tempo áureo. Uma atitude de glorificar o sertão onde a vida ocorre simples e ingênua.  O romance é impregnado de sentimento de solidariedade.  Não há seqüência de enredo caracterizando um romance desmontável. Narrativa feita em terceira pessoa.
  • 3.  Primeiras considerações  É impossível não se emocionar com o sofrimento desta família de retirantes. O grupo mal se comunica e se assemelha a bichos. Seu líder é o pai Fabiano que para manter a família unida humilha-se diante de figuras com as do soldado amarelo e do dono da fazenda onde trabalha. O sofrido grupo é composto ainda por Sinhá Vitoria mãe dos meninos, cujo maior desejo é possuir uma cara de couro, e os meninos mais novo e mais velho que por não possuírem nomes próprios refletem a condição de anonimato em que o grupo vive; a cachorra Baleia que é humanizada faz contraponto a animalização da família e o papagaio que só sabia latir fora sacrificado num momento de desespero e fome. O Romance é marcado pela fuga constante, pelo caminhar sem fim
  • 4.  O instinto animal  No romance o sertanejo é reduzido à condição de animal. Isso é percebido pala ausência de fala do grupo. A pouca comunicação existente é principalmente compostas de gestos e sons. O fato do papagaio só saber latir é sinal claro de falta de comunicação humana.  A animalização também é percebida em atitudes praticas das personagens. Um episódio que deixa isto bem claro é quando Baleia mata um preá e Sinhá vitoria a beija sujando a boca de sangue. Ela aproveita e lambe aquele sangue para não desperdiçar nada.  Fabiano também é comparado a animais. Primeiro ele próprio se intitula um bicho. Depois é comparado a um macaco e logo em seqüência funde-se ao seu cavalo deixando clara esta questão.  Em contraponto existe Baleia humanizada e tratada como membro da família. Outro aspecto que caracteriza sua humanização é o fato de possuir consciência.  Quando Fabiano é forçado a atirar em Baleia por causa de sua suposta hidrofobia, o processo de humanização se completa. O clímax é atingido quando ela imagina a existência de uma continuação após a morte.
  • 5.  Personagens   Fabiano  Homem da terra Ligado de maneira visceral ao meio em que vive tornando-se uma extinção do seu animal, totalmente adaptado ao cavalo e a roupa de couro. Ora se orgulha de sobreviver às adversidades que só admite os resistentes, ora se reconhece como animal, uma coisa facilmente substituível. Só possui conhecimento daquele ambiente em que vive por isto só com este é capaz de lidar. Sofre pelas mazelas que o atingem e acompanham, mas ainda se mantém forte pela família.  Homem rude, sem instrução e com pouco discernimento. Não têm planos, vive o hoje. Esta sempre em busca de trabalho. Tenta se comunicar, mas não consegue. Apesar das brutalidades que já sofreu ainda percebe as injustiças que vive recebendo e questiona-se por isto. A fragilidade de sua linguagem o impede de divulgar as injustiças que sofre. Por mais que tenha impulsos para mudar a situação em que vive , não encontra meios e tem de se conformar comas terríveis limitações. Lamenta viver como um bicho sem ter conseguido freqüentar uma escola.
  • 6.  Sinhá Vitoria  Esperta, sabe fazer contas prevenindo o marido de trapaceiros e enganadores. Tem consciência de sua situação, mas ainda assim faz planos e sonha. O maior dos seus sonhos é ter uma cama de couro com a de sue Tomas da bolandeira. Cuida dos filhos e ajuda o marido nas tarefas diárias. Às vezes fica com raiva dele e reclama da vida embrutecida.
  • 7.  Os meninos  O pai acha que eles devem assumir a forma de tatu, animal integrado a terra, com seu casco duro e protetor. A mãe sonha com uma vida melhor para os filhos, quer para estes um novo lugar e novos costumes. O menino mais novo admira o pai quando este cavalga totalmente adaptado a terra. Tenta imitá-lo imaginando-se grande por isto. O menino mais velho, ao contrario, deseja descobrir o sentido das palavras e freqüentemente recorre à mãe, porção mais “intelectual” da família que o repele por não ter condições de lhe explicar as coisas. Os dois meninos vivem, a brincar com baleia.
  • 8.  Baleia  É a cachorra que se torna mais um membro da família. Pensa, sonha e age como gente. Participa de tudo desde as aventuras as dificuldades. Apesar de viver com seres que parecem bichos, ela em contrapartida é bastante humanizada.  Ao ser sacrificada pela suspeita de cólera, Baleia vislumbra o céu dos cachorros repleto de suculentas preás.
  • 9.  A relação entre Fabiano e Sinhá Vitoria  É uma relação típica de pessoas que não tiveram condições de estudo e contato social. Falam pouco, comunicam-se de uma forma geral através de monossílabos e gestos. Mesmo com todas as limitações verbais compreendem-se. Compartilham suas dores, receios e suas esperanças num futuro melhor. Fazem planos e participam em conjunto da parca educação de seus filhos. É nítida a relação de amor e consideração apesar do endurecimento dos dois causados pelas adversidades da vida.
  • 10.  A distância existente entre o Governo e o sertanejo  No Romance é percebida a imensa distancia entre Fabiano e as instituições sociais. Essa situação fica clara no episódio em que Fabiano tanta vender um porco e um fiscal lhe cobra imposto. Essa distância é acentuada e transformam-se em total falta de comunicação quando Fabiano vai preso injustamente.  O distanciamento atinge seu clímax no capitulo “O mundo de penas”. Nele fica explicito que o soldado representa algo maior que se impõe e intimida Fabiano abusando do poder.
  • 11.  O amanhã  O romance termina com a família caminhando para o sul com a perspectiva de encontrar um lugar onde o “amanhã” fosse melhor. La os meninos teriam estudo e iriam aprender as coisas difíceis e necessárias. O autor também alerta sobre a questão da conseqüência das secas que enviam cada vez mais pessoas para as cidades considerando estes lugares como melhores para se viver.
  • 12.  Relação do titulo com a obra narrada  São três relações existentes:  1° Relação – do titulo com o espaço físico: o espaço onde vivem é árido, isolado e seco. Falta água, a vegetação é pouca e característica da região. São poucos os animais existentes no lugar, tudo é escasso. Falta a vida.  “A folhagem dos juazeiros apareceu longe através dos galhos pelados da caatinga rala.” (cap. Mudança)  “A caatinga estendia-se de um vermelho indeciso, salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O vôo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.” (cap. Mudança)
  • 13.  2° Relação - do titulo com a própria vida das personagens: vivem em condições subumanas, são pouquíssimos os alimentos, não há água potável disponível. Vivem como nômades procurando lugares onde possam subsistir de acordo com os acontecimentos e situações que se apresentam. São extremamente miseráveis. Brutalizados e animalizados pela vida.  “Miudinhos, perdidos no deserto queimado, os fugitivos agarraram-se e somaram as suas desgraças e seus pavores.” (cap. Mudança)  “Aquilo era caça bem mesquinha, mas adiaria a morte do grupo” (cap. Mudança)  “Pobre do louro. Na beira do rio matara-o por necessidade apara sustento da família.” (cap. Sinhá Vitoria)
  • 14.  3° Relação - do titulo com a condição intelectual das personagens: vivem na ignorância, de certa forma alienados do mundo. Falta à comunicação verbal, o senso crítico, a instrução. Vivem oprimidos porque não conseguem e nem sabem como se expressar. Não possuir consciência total de seus direitos apesar de perceberem as injustiças. Falta o acesso ao conhecimento.  “Ordinariamente a família falava pouco.” (cap. Mudança)  “Vivia tão agarrado aos bichos... Nunca vira uma escola. Por isso não conseguia defender-se, botar as coisas nos seus lugares.” (cap. Cadeia)
  • 15.  Construção do Tempo áureo e do Paraíso para Fabiano.  Tempo áureo  O tempo áureo é a lembrança ou imaginação de um sertão mais feliz, de uma vida mais tranqüila e sem tantas vicissitudes. É um tipo de lembrança de passado comum ao povo nordestino principalmente. A vida no passado é sempre descrita como melhor que no presente. Na verdade, esta é uma forma ingênua de se iludir, de acreditar que nem sempre a vida fora tão difícil e desesperançosa. São lembranças, por exemplo, de festas, comemorações, colheitas fartas. Situações felizes e despretensiosas, uma verdadeira exaltação a um lugar que por mais que seja sofrido é amado pelo homem que vive tão agarrado aquela terra.
  • 16.  Paraíso  O Paraíso para Fabiano é a esperanças de uma vida melhor. É olhar para o céu e imaginar a chuva que ressuscitaria a caatinga devolvendo o verde e a vida aos animais. É imaginar a mulher e os filhos gordos, corados e felizes. É poder dar a Sinhá Vitoria uma saia de ramagens que faria inveja as outras mulheres. É se imaginar como vaqueiro daquele lugar, dono daquele mundo. A esperança do sertão que renasce que dá sustento e condições para os seus. Uma vida mais digna e independente. Ter a sua terra, seu chão, um lugar apara assentar-se em definitivo. São pequenas coisas mais que para os sertanejos constituem verdadeiros sonhos.
  • 17.  Binômio ação/reação de Fabiano nos capítulos SOLDADO AMARELO, CONTAS E O MUNDO COBERTO DE PENAS  Num primeiro momento diante das situações de injustiça o impulso de Fabiano é o da não aceitação, de revolta e ate de vingança. Ele tenta fazer valer algum direito seus, protesta. Tem vontade de gritar ao mundo as injustiças que sofre, mas não sabe como fazê-lo. Sente que nunca será ouvido e mesmo que fosse não saberia como se expressar. Teme por sua vida e condição, teme por sua família.  Falta à força maior, a segurança, algum poder nem que seja o verbal. Como tudo isto lhe falta, acaba tendo que render-se. Engole muitas vezes a seco e pede desculpas a quem considera superior. Tem receio do Governo, do poder, de quem sabe se expressar. Se sente impotente q fraco.  No fundo Fabiano é um inconformado, porem pelas fragilidades que a vida lhe impõe, simula a submissão e obediência e com o passar do tempo acaba incorporando estes sentimentos por não ter como lutar contra aqueles que se apresentam mais fortes no momento.
  • 18.  Valor da obra para a literatura brasileira  A obra apresenta um valor inquestionável para nossa literatura. Apesar de ter sido escrita e elaborada nos anãos 30, continua atual e mostra claramente as situações vividas pelas pessoas vítimas das secas, desamparadas nos interiores do país. Ao problemas sociais, os sofrimentos, a falta de instrução, tudo ainda é uma constante e ler um livro como este nos leva a questionar estas situações. Nos revolta e nos faz querer mudanças e revoluções neste processo doloroso e arrastado pro anos. O livro nos envolve nos faz torcer e sofrer pelos seus personagens porque no fundo sabemos que existem Fabianos, Sinha Vitorias e meninos sofrendo, chorando e morrendo todos os dias. A obra é apaixonante, valiosa e um retrato fiel da realidade brasileira. Um verdadeiro alerta e pedido de socorro e compaixão para com aqueles que nos interiores e distantes lugares de nosso país encontram-se esquecidos por nós.