O artigo discute a crítica de Merleau-Ponty às ciências modernas, especialmente à psicologia, inspirada nos questionamentos de Husserl sobre a noção de mundo objetivo. Merleau-Ponty argumenta que a concepção objetiva de espaço e tempo nas ciências leva à dicotomia entre causalidade mecânica e finalista, falhando em captar a experiência primordial do corpo no mundo. Ele defende ultrapassar esse dualismo com base na fenomenologia e na noção de corpo como princípio de relação com o mundo.