O Sistema Gastrointestinal:
Oaparelho digestivo é constituído pelo tubo digestivo, que se estende da boca ao ânus, e pelas
glândulas anexas, segregadoras de secreções essenciais à digestão.
O termo tubo digestivo, tecnicamente apenas se refere ao estômago e intestinos, sendo muitas
vezes utilizado em linguagem comum para se referir ao tubo digestivo na sua totalidade.
O Aparelho digestivo divide-se em sete regiões:
• Boca ou cavidade oral, contendo as glândulas salivares e as amígdalas;
• Faringe, com glândulas tubulares mucosas;
• Esófago, com glândulas tubulares mucosas;
• Estômago, com muitas glândulas tubulares;
• Intestino delgado, constituído pelo duodeno, jejuno e íleo, tendo como principais glândulas
anexas, o fígado, a vesícula biliar e o pâncreas;
• Intestino grosso, composto pelo cego, colon, reto e canal anal, também com glândulas
mucosas;
• Ânus.
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4.
Fisiologia da Digestão:
Adigestão consiste no desdobramento de moléculas dos alimentos ingeridos noutras
suficientemente pequenas para poderem ser absorvidas para a circulação.
Através da:
Digestão Mecânica:
Envolve o fracionamento das partículas alimentares;
Digestão Química:
É realizada pelas enzimas digestivas que quebram as ligações covalentes das moléculas
orgânicas.
Boca: Tem na sua constituição: Lábios, bochechas, língua, palato mole e duro, dentes e
glândulas salivares.
É responsável pela produção de saliva e pelo começo do processo de digestão através da
trituração dos alimentos.
A língua empurra os alimentos para a faringe. A estes alimentos é dado o nome de bolo
alimentar. Para que os alimentos passem da faringe para o esófago, a epiglote fecha ( para
impedir que os alimentos passem para a traqueia). A este mecanismo é dado o nome de
deglutinação.
Esófago:
constituído por músculo estriado (terço superior) e músculo liso (restante).
Este empurra o bolo alimentar(alimentos) para o estômago através dos chamados
movimentos peristálticos.
Para evitar o refluxo de alimentos, apresenta esfíncteres, que se abrem apenas na
deglutinação para deixar passar a comida. Existem dois esfíncteres: Um no início do
esófago (entre a faringe e o início do esófago9 e outro entre o esófago e o início do
estômago.
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5.
O estômago permitea continuação da digestão, usando
para isso muco, enzimas digestivas e ácido clorídrico.
Com a ajuda destas substâncias, a digestão transforma
o bolo alimentar em QUIMO (uma mistura de
consistência semilíquida).
O esfíncter pilórico encontra-se na ligação entre o
estômago e o intestino delgado. Este esfíncter vai
abrindo e fechando e através dele, muito lentamente, o
estômago vai enviando o Quimo para o intestino
delgado ou duodeno.
O intestino delgado é um tubo delgado constituído por
3 porções:
Duodeno; Jejuno ; Íleon .
No duodeno juntam-se ao Quimo, enviado pelo
estômago, outras substâncias responsáveis pela
continuação da digestão . Uma vez no duodeno , ao
QUIMO vão juntar-se os sucos digestivos e bílis
(fabricada pelo fígado e armazenada na vesícula biliar)
Estas secreções irão atuar sobre as proteínas, açucares,
gorduras, etc, preparando-os para serem absorvidos no
organismo.
A absorção dos nutrientes para o sangue dá-se através
das microvilosidades8 que estão no intestino
delgado).As outras substâncias que não nos interessam
absorver são enviadas para o intestino grosso, onde
serão expulsas.
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6.
O intestino grossoestá dividido em : Cego, colón ascendente, colón transverso, colón descendente, colón sigmoide, reto e
ânus.
São funções : Absorção de agua e nutrientes que não são absorvidos no intestino delgado; Produção de vitamina K;
formação de fezes; Eliminação de produtos não absorvidos.
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7.
As paredes dosistema gastrointestinal: Impedem a entrada de micro-organismos causadores de
infeção, através da saliva, do meio ácido do estômago, etc.
impedem a saída de líquidos e materiais essenciais ao organismo.
As paredes são constituídas por músculo liso, exceto aa boca esófago superior, reto e ânus que
são constituídas por músculo estriado.
O aparelho digestivo fornece água, eletrólitos e outros nutrientes ao corpo humano, através da
ingestão, digestão e propulsão de alimentos ao longo do tubo digestivo, absorvendo água,
eletrólitos e nutrientes a partir do lúmen do aparelho gastrointestinal.
Depois de absorvidas , estas substâncias essenciais a vida, são transportadas pelo aparelho
circulatório até às células, onde são utilizadas. A parcela não digerida é conduzida através do
tubo digestivo até ao ânus, por onde é eliminada.
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8.
Sucus Digestivos esuas
Funções:
À medida que os alimentos vão progredindo pelo tubo
digestivo, vão sendo envolvidos em secreções que os
lubrificam, de modo a facilitar a sua progressão e vão
sendo liquefeitos através da adição de água, que os
torna mais fáceis de digerir e absorver . Estas
secreções ou sucos são produzidos pelas glândulas
anexas a este sistema e mesmo por órgãos que fazem
parte da sua constituição .
Saliva- torna os alimentos e a mucosa oral mais
húmidos, destrói bactérias, digere o amido e protege o
tubo gastrointestinal das enzimas digestivas.
Secreções Gástricas- Ácido Clorídrico, Pepsinogénio
– Digere as proteínas e Muco – que protege a mucosa
gástrica da digestão.
Bílis – ajuda na solubilidade do produto final da
digestão, de modo a este conseguir ser absorvido pelo
intestino.
Suco Pancreático – Digestão
Secreções do Intestino Delgado – Protegem a parede
intestinal da acidez gástrica, das enzimas e das
bactérias. Digestão.
A Importância daDigestão: Uma boa alimentação é essencial para a saúde .A nutrição é um
somatório de processos através dos quais um ser vivo ingere, absorve, transporta e utiliza os nutrientes.
As células necessitam da energia que os alimentos nos dão, para desempenharem as suas funções no organismo, como por ex:
participar na respiração, na circulação de sangue , etc.
As necessidades de energia ou calorias são diferentes para cada pessoa. Os nutrientes que produzem a energia básica necessária ao
funcionamento das células são as proteínas, os glícidos e lípidos que libertam calorias.
Uma alimentação deficiente pode provocar problemas de deficiências ósseas, de peso insuficiente, assim como uma alimentação
em excesso provoca problemas como a obesidade.
A alimentação é essencial à vida humana. Faz parte do grupo das necessidades humanos básicas, e para que este gesto seja
produtivo, é essencial uma boa digestão dos alimentos digeridos, de forma a tirar todo o seu proveito energético e nutritivo. A
sobrevivência de todas as células do corpo humano depende da sua nutrição. Mas estas não se podem deslocar para procurarem
alimento, logo os alimentos têm de chegar até elas e de uma forma que elas o consigam consumir. É o aparelho digestivo, atuando
em colaboração com o circulatório que vão proporcionar esses alimentos e a sua distribuição a todas as células do nosso organismo.
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11.
A Mecânica eEliminação Intestinal: No
contexto hospitalar as pessoas ficam ansiosas frequentemente em relação á necessidade de
defecar.
A necessidade de uma defecação regular tem sido levada ao extremo por muitos. A
maioria das pessoas leigas tem a ideia errada que evacuar diariamente é essencial para a
saúde.
O conceito de obstipação é correto apenas quando se refere a ocorrência de emissão de
fezes igual ou inferior a duas vezes por semana. Os doentes internados na sua maioria
limitados ao leito, alimentando-se de menor quantidade de comida e com uma grande
limitação na mobilidade, terão um menor ritmo de defecação. Devido á falta de
movimentação, diminuindo os reflexos associados aos movimentos do intestino grosso ,
essenciais á ocorrência de dejeção.
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12.
Alterações Gastrointestinais:
• OSistema Digestivo, quando perante um fator de desequilíbrio do seu funcionamento, pode
manifestar-se de diversas formas.
• A náusea é uma sensação desagradável de ânsia de vômito. As pessoas podem sentir tontura,
desconforto abdominal indefinido e falta de apetite
• .O vômito trata-se da contração forçada do estômago que empurra o seu conteúdo pelo esôfago e
para fora da boca (consulte também Vômito em bebês e crianças). O vômito esvazia o estômago,
contribuindo para que a pessoa com náuseas se sinta melhor, pelo menos temporariamente. O
vômito é muito desconfortável e pode ser violento. O vômito intenso pode projetar o conteúdo a
muitos metros (vômito projétil). O vômito não deve ser confundido com a regurgitação, que é a
expulsão de conteúdo do estômago sem contrações abdominais forçadas ou náusea. Por exemplo, a
pessoa com acalasia ou divertículo de Zenker pode regurgitar alimentos não digeridos sem náusea.
O vômito — o material que é vomitado — geralmente reflete o que se comeu recentemente. Às
vezes, ele contém fragmentos de alimentos. Quando se vomita sangue, o vômito geralmente é
vermelho (hematémese), porém, se o sangue tiver sido parcialmente digerido, o vômito se parece
com borra de café. Quando há bile, o vômito é verde-amarelado e amargo.
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13.
É uma dificuldadeem regular a progressão das fezes ou a incapacidade total em evacuar. Na
presença deste quadro, as fezes ficam mais duras e secas. O seu grau varia de pessoa para
pessoa, podendo durar pouco tempo ou ser crónica, causando dor, desconforto e afetando a
qualidade de vida.
Habitualmente, considera-se obstipação se há dificuldade persistente em evacuar, se a
evacuação obriga a grande esforço, se é necessário recorrer a manobras digitais para ajudar a
saída das fezes, ou se há duas ou menos evacuações por semana (ou se houve uma redução
recente do número de evacuações habitual).
A obstipação é um problema comum que afeta pessoas de todas as idades, sendo um sintoma e
não uma doença. Quase todas as pessoas experimentam períodos de obstipação, sendo uma dieta
pouco equilibrada a causa principal. A maioria dos casos é temporária e sem gravidade. Pode
afetar bebés, crianças e adultos, sendo as mulheres mais atingidas do que os homens. Há
também uma maior incidência nas pessoas mais idosas do que nas mais jovens, provavelmente
pela sua dieta, falta de exercício físico, uso de medicamentos e maus hábitos intestinais. Cerca
de 40% das mulheres grávidas referem obstipação durante a gravidez.
Obstipação “ É definida como a existência de um menor movimento de fezes no intestino do
que seria normal. A saída de fezes é difícil e são fezes duras e secas.
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14.
Incontinência Fecal:
A incontinênciafecal consiste na incapacidade de controlar quer os gazes quer as fezes. Ela provoca stress psicológico, complica situações
clínicas e tem importantes consequências económicas, constituindo um grave problema de saúde pública.
A incontinência fecal afeta cerca de 2% da população mundial. A prevalência aumenta com a idade e afeta cerca de 11% dos homens e 26%
das mulheres com mais de cinquenta anos. Mais de 1 em 10 mulheres adultas sofre de incontinência fecal, aproximadamente 1 em 15 sofre
de incontinência fecal moderada a grave. A incontinência fecal tem impacto significativo na qualidade de vida e obriga à utilização de
cuidados de saúde, predominantemente quando é moderada ou grave.
Incapacidade da pessoa para controlar voluntariamente a expulsão das fezes. O tratamento da incontinência fecal depende da gravidade da
doença, mas também da sua causa. Quando esta se deve a lesões dos músculos do ânus, principalmente aquelas que surgem após o parto, o
tratamento deve sempre passar pela reconstrução do defeito desse músculo.
Noutras situações, o tratamento começa sempre por alterações no estilo de vida, como a alteração da dieta, introduzindo alimentos que
causem obstipação, até ao uso de um tampão do ânus. Existem muito poucos medicamentos que possam ser usados no tratamento da
incontinência fecal, o mais comum é a loperamida (comummente usado no tratamento da diarreia). Quando este tratamento inicial falha, a
opção a seguir é a realização de biofeedback, que é um tratamento de fisiatria dirigido à reabilitação do pavimento pélvico.
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15.
Ostomias:
• é umprocedimento cirúrgico que consiste na abertura de um órgão oco
como, por exemplo, algum trecho do tubo digestivo, do aparelho
respiratório, urinário, ou outro qualquer, podendo ou manter uma
comunicação com o meio externo, através de uma fístula, por onde pode-se
conectar um tubo de inspeção ou manutenção.
O que é estomia?
• É o nome da cirurgia que cria o estoma, um orifício, no abdômen ou na traqueia, permitindo comunicação com o exterior.
São elas:
• Estomias Intestinais (colostomia e ileostomia) – São intervenções cirúrgicas realizadas, tanto no cólon (intestino grosso)
como no intestino delgado e consistem na exteriorização de um segmento intestinal através da parede abdominal, criando
assim uma abertura artificial para a saída do conteúdo fecal.
• Estomias urinárias (urostomia) – Abertura abdominal para a criação de um trajeto de drenagem da urina. São realizadas
por diversos métodos cirúrgicos, com objetivo de preservar a função renal.
• Gastrostomia – É um procedimento cirúrgico que consiste na realização de uma comunicação do estômago com o meio
exterior. Tem indicação para pessoas que a necessitam como via suplementar de alimentação.
• Traqueostomia – Procedimento cirúrgico realizada para criar uma comunicação da luz traqueal com o exterior, com o
objetivo de melhorar o fluxo respiratório.
• A bolsa é um saco coletor que recebe as fezes ou a urina. Há vários tipos e são indicados de acordo com a localização do
estoma, idade da pessoa e tipo de material a receber. Essas bolsas coletoras podem ser drenáveis ou não, opacas ou
transparentes e em uma ou duas peças
16.
Sistema Urinário:
O tratourinário é constituído por : Os rins são dois órgãos com um tamanho aproximado à uma
mão fechada em formato de feijão. Em quantidade de 2 (dois), eles estão localizados
imediatamente abaixo da caixa torácica, um em cada lado da coluna vertebral. Todos os dias, os
dois rins filtram cerca de 120 a 150 litros de sangue para produzir cerca de 1 a 2 litros de urina.
Aparelho Urinário Superior : Rins
Série 1 Série 2 Série 3
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17.
Os Rins esua Função:
• Cerca de 70% do peso de um indivíduo adulto são representados por água. Essa enorme quantidade, por outro lado, apresenta grandes oscilações: como a água constitui de 70% a 90% do volume total de
alimentos ingeridos pelo homem, nada entra e sai do organismo em volume tão elevado quanto a água, exceto o ar. Aparentemente, tal quantidade de água absorvida criaria para os rins a finalidade principal de
drená-la continuamente do corpo, como um mero resíduo inócuo. Mas, na verdade, toda essa água que entra é necessária às funções orgânicas. Além da água ingerida com alimentos sólidos e líquidos, o
homem precisa completar suas necessidades com a ingestão de água pura, embora o próprio corpo produza água subproduto acidental de atividades bioquímicas .No organismo, a oxidação de gorduras,
proteínas e açúcares resulta na produção diária de quase meio litro de água. O processo é semelhante ao da combustão, na qual os átomos de oxigênio se combinam com os de hidrogênio para formarem água
na forma de vapor. Por existir como elemento integrante, de quase tudo, a água é um solvente universal. De certo modo, no decorrer do tempo, quase tudo se dissolve em água, inclusive a pedra. A água é,
portanto, um veículo ideal para transporte e intercâmbio de substâncias essenciais ao corpo. Em solução ou em mistura, os sais inorgânicos, proteínas, vitaminas, hormônios, gorduras e açúcares são
transportados em veiculo aquoso. Por isso mesmo, a água desempenha um papel fundamental no processo da osmose, que é a passagem do solvente ou de outras substâncias através de membranas
semipermeáveis que separam duas soluções de desigual concentração. A solução mais concentrada (que exerce maior pressão) atrai as moléculas do solvente, provocando assim a migração deste último, até que
as concentrações se equilibrem. Como as células do organismo são envolvidas por paredes semipermeáveis, as escórias resultantes do funcionamento celular passam para o líquido intersticial que banha as
células. Da mesma maneira, substâncias nutritivas passam do liquido intersticial para o interior da célula. Quase toda a água do corpo está no interior das células. O sangue contém apenas cerca de 10% e o
restante se distribui por outros líquidos, sobretudo o intersticial . Além dessa função de veicular as substâncias essenciais ao organismo, a água funciona, também, como elemento regulador da temperatura: a
perspiração(Excreção de líquido das glândulas sudoríparas através da pele) humedece a pele, de onde a evaporação rouba calor e baixa a temperatura circundante. Mesmo insensível, a perspiração sempre
ocorre . Por essas razões, os níveis de água no corpo são fundamentais para o equilíbrio fisiológico. Mas o trabalho dos rins não tem por finalidade única nem principal a eliminação do excesso de água. Na
urina, a água entra mais uma vez como veículo que permite a excreção de resíduos resultantes da atividade orgânica. E o caso da ureia “bagaço” final das proteínas aproveitadas e reaproveitadas pelo
organismo. Uma terceira função dos rins consiste no controle da composição do sangue, no que diz respeito aos diferentes sais inorgânicos, tão importantes devido a sua função osmótica. Esse controle dos
níveis salmos é feito médiante a eliminação dos excessos, pela urina . A cada minuto, cerca de 1/5 do sangue passa pelos rins, para filtragem. O produto filtrado, porém, é ainda muito menos concentrado que a
urina. O próprio rim fará passar esse filtrado por túbulos contorcidos, a fim de que a água e outros compostos sejam reabsorvidos. Por meio dessa reabsorção, os rins contribuem para manter no corpo a água e
outras substâncias necessárias Os rins localizam-se nas fossas lombares, um de cada lado da coluna vertebral. Envolvidos por abundante camada de tecido adiposo, abrigam-se nas chamadas lojas renais, que
são delimitadas por uma membrana de tecido conjuntivo. O rim esquerdo limita-se com o pâncreas, o baço, o estomago e o intestino delgado. O rim direito, com o ligado, o duodeno e o cólon ascendente
(porção do intestino grosso). Em suas extremidades superiores, os dois órgãos são recobertos pelas glândulas supra - renais. Estas, embora situadas no interior das lojas renais, são completamente
independentes dos rins. Com formato semelhante ao de um feijão, cada rim mede, em geral, 10 cm de comprimento. 5 de largura e 3 de espessura, pesando cerca de 150 g, no homem, e 130, na mulher . No rim
distinguem-se três regiões anatômicas. Comparado a uma laranja sem considerar a forma e as proporções -, o órgão apresentaria uma casca (cápsula fibrosa que constitui o invólucro renal), o “branco da casca”
(córtex renal) e a polpa (medula renal). O córtex, porém, não é uma camada lisa, mas sim irregular, com projeções que se encaixam na medula . A unidade funcional do rim é o néfron. Cada néfron é
constituído por um glomérulo e um túbulo renal. Toda a urina resulta da filtragem do sangue por mais de 1 milhão de néfrons existentes em cada um dos rins humanos. O sangue penetra nos rins pela artéria
renal, que se ramifica sucessivamente. Em determinado nível, parte uma arteríola que penetra num grãozinho chamado cápsula de Bowman. Dentro dessa cápsula microscópica, a arteríola assume calibre de
vaso capilar e, como um fio que se enrola repetidamente sobre si mesmo, forma um novelo compacto. Esse novelo é o glomérulo. Cada glomérulo constitui, com sua respetiva cápsula, um corpúsculo renal
(também chamado corpúsculo de Malpighi. O mesmo capilar que se enovelou para formar o glomérulo assume novamente o calibre de arteríola e sai da cápsula de Bowman para retornar à artéria de onde
proveio. A arteríola que penetra a cápsula chama-se aferente; a que sai, eferente. Rins Ao atravessar o glomérulo, o sangue deixa passar água e sais pelas paredes permeáveis dos capilares. Esse filtrado é
absorvido pelas paredes da cápsula de Sowman, também permeável; esta, por sua vez, nada mais é que o fundo falso de um tubo, dentro do qual o glomérulo está inserido.
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Phipps “cada rimtem uma unidade funcional que é responsável por todas as funções do rim – é o
nefrónio, cada rim tem 1milhão de nefrónios”
O néfron é a parte funcional do rim, sendo essencial no processo de formação da urina. Há cerca de um
milhão de néfrons em cada rim. Eles são constituídos por um longo túbulo, denominado de túbulo
néfrico, e pelo corpúsculo renal.O corpúsculo renal é constituído por capilares, que se ramificam da
artéria renal e são envoltos por uma cápsula renal ou glomerular (cápsula de Bowman). Nessa região,
ocorre a formação do filtrado glomerular por meio do processo de filtração do sangue, que impede a
passagem dos elementos figurados do sangue e grandes proteínas. O túbulo néfrico pode ser dividido em
três partes: Túbulo contorcido proximal: região onde ocorre a reabsorção de íons, água e nutrientes do
filtrado glomerular no processo de formação da urina; Alça néfrica (alça de Henle): região onde ocorre a
reabsorção de água do filtrado. Essa região possui inúmeros canais formados por proteínas, que tornam o
local permeável à água Túbulo contorcido distal: região que regula o pH e a concentração de K+
(potássio) e de NaCl (cloreto de sódio) no organismo. O túbulo distal desemboca em um ducto ou túbulo
coletor de maior calibre e que carrega o filtrado até a pelve renal. No ducto coletor, ocorre a formação da
urina a partir do processamento final do filtrado Na espécie humana, há dois tipos de néfrons no rim:
Néfron cortical: associado com a alça néfrica curta, adentra apenas em uma pequena porção da medula;
Néfron justamedular: associado com a alça néfrica longa, adentra profundamente na medula
19
20.
A uretra éum órgão que garante a eliminação da urina para o meio externo. No homem, a uretra apresenta um comprimento médio de 20 cm e pode ser dividida em três porções: prostática, membranosa e
cavernosa ou peniana. A prostática passa próxima à bexiga e no interior da próstata, a membranosa possui apenas um centímetro de extensão e conecta-se com a cavernosa, que se localiza no interior do corpo
cavernoso do pênis. A uretra da mulher apresenta cerca de 4 cm de comprimento.
Ureteres na Mulher:
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As vias urináriasnascem nos rins, órgãos cujas unidades funcionais, os nefrónios, se encarregam da
contínua produção de urina originada pela filtração do sangue. Do interior de cada rim, a urina é enviada
para uma série de canais, os cálices renais, que desaguam numa grande cavidade, com a forma de um
funil, denominada bacinete. Na realidade, existem dois bacinetes, localizados na parte superior e
posterior de cada lado da cavidade abdominal. Cada bacinete sai do respetivo rim através de uma fenda
existente na extremidade interna do órgão (hilo renal), que a liga diretamente a outro canal, denominado
uréter.
Os dois uréteres, um esquerdo e outro direito, são estruturas tubulares com cerca de 25 a 30 cm de
comprimento e com cerca de 5 mm de diâmetro, que atravessam a cavidade abdominal de cima para
baixo até, por fim, desaguarem na bexiga. Estes canais, revestidos no seu interior por uma camada
mucosa, têm paredes elásticas compostas por inúmeras libras musculares, umas dispostas
longitudinalmente e outras de forma circular, cuja contração sequencial e automática contribui para a
impulsão da urina em direção a bexiga.
23
24.
A bexiga éum órgão oco, dilatável e com potentes paredes musculares, situado no centro da cavidade pélvica. A sua
função consiste em recolher a urina proveniente dos uréteres e armazená-la até que, durante a micção, o seu contendo
seja eliminado para o exterior através da uretra
• A bexiga é constituída por três partes distintas: a cúpula, o corpo e a base. A cúpula vesical,
a parte superior, encontra-se exteriormente revestida pelo peritoneu, a membrana que a
separa das vísceras presentes na cavidade abdominal. O corpo vesical, que constitui a
maior parte do órgão, acolhe na sua face posterior os dois orifícios uretrais através dos
quais chega a urina proveniente dos rins. A base vesical, apoiada sobre a extremidade ou
limite inferior da pelve, forma uma espécie de funil, o colo vesical, que desagua num único
orifício uretral, que liga a bexiga a uretra.
• As paredes da bexiga são compostas por três camadas: a interna ou camada mucosa, a média ou
camada muscular e a externa ou camada serosa. A especial disposição das fibras musculares da
túnica muscular, cujo conjunto se denomina músculo vesical, permite que a bexiga, ao longo da
micção, se contraia de cima para baixo de forma a impulsionar o seu contendo para o orifício
uretral. 0 único sector da bexiga que não se distende é o denominado trígono vesical, uma área
triangular cujos vértices correspondem aos dois orifícios ureterais e ao orifício uretral
24
25.
Nas figuras podemosver que o aparelho urinário no homem e na mulher têm as mesmas estruturas. A diferença entre homem e mulher é que no primeiro a uretra está envolvida pela próstata no homem, o seu
tamanho é superior, e além da urina, também excreta o esperma.
25
26.
Micção ou EliminaçãoUrinária :
A bexiga é um órgão muscular elástico e oco, que faz parte do aparelho urinário. Ela fica na parte
inferior do abdômen, na sínfise púbica, mas muda de posição em corpos femininos e masculinos.
Nos homens, situa-se logo à frente do reto, e nas mulheres, à frente da vagina e abaixo do útero. É o
órgão responsável por produzir, armazenar e eliminar a urina, a capacidade de armazenamento é de
aproximadamente 400 a 500 ml para os homens e para as mulheres até 450ml. Sendo assim, ela se
enche a cada três horas e deve ser esvaziada em quatro horas. A capacidade de encher, armazenar e
de esvaziar completamente a urina envolve várias etapas. Começa logo cedo, no desfraldamento
infantil. O processo de controlar a urina conscientemente e ou inconsciente pode parecer simples,
mas envolve um esforço do Sistema Nervoso. O mecanismo de continência urinária possui um
complexo de controle em vários níveis já é feito por neurotransmissores, é o processo miccional
presente no funcionamento da bexiga. Ela recebe estímulos do Sistema Nervoso Central (SN), é
dividida anatomicamente em quatro partes:
Superior (inferolaterais e posterior – base);
Ápice da bexiga (ligamento umbilical mediano);
Colo vesical (faces inferolaterais, meato interno da uretra);
Corpo vesical (ápice-base) (GOMES M.C. 2011).
O Colo Vesical é a região do canal uretralmenos móvel, três ligamentos auxiliam na fixação:
Puboprostático medial (pubovesical medial, na mulher);
Puboprostático lateral (pubovesicallateral, na mulher);
Lateral da bexiga.
26
Outros ligamentos coadjuvantes são o Umbilical
mediano e os Umbilicais mediais – que exercem
a função antagônica ao corpo vesical.
O Corpo Vesical é praticamente toda
musculatura da bexiga que chamamos de
musculatura detrusora. Dentro da bexiga há uma
um tecido que reveste-a, chamada de membrana
mucosa.
Já o trígono da bexiga fica na região infero-
posteriormente desta víscera. Neste trígono a
túnica mucosa (o tecido epitelial) é sempre lisa,
mesmo quando a bexiga está vazia, porque a
túnica mucosa sobre o trígono é firmemente
aderida à túnica muscular adjacente.
Infeções no TratoUrinário:
Sendo um sistema com uma abertura direta do organismo para o exterior, esta sujeito com frequência á exposição a
micro-organismos. Bactérias que invadem uma ou mais das suas estruturas. Devido a problemas de saúde como a
algaliação : “ são características de infeção urinária urina turva(concentrada), com cheiro forte, dores supra- públicas,
ardor ao urinar, necessidade de urinar constante, apenas conseguindo urinar “ás pinguinhas” e , em casos mais
avançados, sangue na urina (hematúria) e febre. Muitas mulheres que praticam atividade física diariamente não
sabem a importância de ter uma musculatura do assoalho pélvico (MAP) competente.
Algumas relacionam um abdômen forte a um assoalho pélvico forte também, mas na maioria das vezes o que ocorre é
o inverso, exercícios abdominais aumentam a pressão sobre a bexiga e o períneo.
A pessoa que não tem a consciência e tem uma propensão de ter uma musculatura perineal enfraquecida, quando faz
uma pressão constante sobre a bexiga pode causar uma incontinência urinária.
A perda de urina começa com gotejo e aos poucos pode evoluir, devido à sobrecarga e aumento da pressão intra-
abdominal, a fraqueza muscular do assoalho pélvico pode aumentar e provocar grandes escapes.
Para resolver a questão com sucesso, existem atendimentos especializados, como fisioterapia pélvica que propõe
tratamentos e reabilitação da bexiga com exercícios corretos para o assoalho pélvico, e para toda área que abriga os
órgãos da parte inferior do abdômen.
A região do assoalho pélvico influencia as funções urinárias, digestivas e também reprodutoras.
Saber controlar seu corpo e sua mente de forma consciente exige treinamento com conectividade já que o nosso corpo
trabalha em sinergia, quando estão equilibradas as disfunções desaparecem A retenção urinária é definida como a
incapacidade de esvaziar a bexiga completamente ou parcialmente. 1 Sofrer de retenção urinária significa que você
pode ser incapaz de iniciar a micção, ou se você é capaz de começar, você não consegue esvaziar completamente a
bexiga.
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29.
• Os Sintomasda Retenção Urinária podem incluir : Dificuldade em começar a urinar; Dificuldade em esvaziar totalmente a bexiga; Gotejamento ou
fluxo de urina fraco; Perda de pequenas quantidades de urina durante o dia; Incapacidade de sentir quando a bexiga está cheia; Aumento da pressão abdominal; Falta de vontade de urinar; Tensão e esforço para forçar a
saída da urina da bexiga Micção (acordar mais de duas vezes à noite para urinar)
• CAUSAS :Existem duas causas gerais de retenção urinária: obstrutiva e não obstrutiva. Se houver uma obstrução (por exemplo, pedras nos rins), a urina não consegue fluir livremente pelo trato urinário.
Causas não obstrutivas incluem músculo fraco da bexiga e problemas nervosos que interferem nos sinais entre o cérebro e a bexiga. Se os nervos não estão funcionando adequadamente, o cérebro pode não conseguir
receber a mensagem de que a bexiga está cheia . Algumas das causas mais comuns da retenção urinária não obstrutiva são : Acidente Vascular Cerebral Parto vaginal Lesão ou trauma pélvico Comprometimento da função
dos músculos ou nervos devido à medicação ou anestesia Acidentes que causam lesões no cérebro ou na medula espinhal A retenção obstrutiva pode resultar de : Câncer Pedras nos rins ou na bexiga Aumento da próstata
(Hiperplasia Prostática Benigna) em homens
A Bexiga Neurogénica consiste na perda do funcionamento normal da bexiga provocada por lesões de uma parte do sistema nervoso. A bexiga neurogénica pode ter origem numa doença, num
trauma ou num defeito de nascença que afete o cérebro, a espinal medula ou os nervos que se dirigem para a bexiga, para o seu esfíncter ou para ambos. Existem diversos tipos de bexiga neurogénica: de baixa atividade,
quando é incapaz de se contrair e de esvaziar bem, ou hiperativa, quando se esvazia por reflexos incontrolados. A função normal da bexiga é armazenar a urina e eliminá-la de um modo coordenado através da uretra. Essa
coordenação é regulada através de uma interação completável do Sistema Nervoso funcionamento da bexiga é coordenado em diferentes níveis do sistema nervoso central (SNC), o simpático e o parassimpático. Quando
acionado o Sistema Nervoso Simpático (SNS) relaxamos o detrusor da bexiga (músculo liso da parede da bexiga) e enchemos a bexiga, a contração do detrusor só ocorre durante o ato de fazer xixi, pois é um músculo liso, ou
seja, sua contração é involuntária. Quando acionado a função do Sistema Nervoso Parassimpático (SNP) o músculo detrusor se contrai acionamos o ato de expelir a urina, contraindo o Trígono dando-se o início a micção. A
continência se dá pela perfeita função e coordenação da musculatura do períneo e da bexiga na fase de enchimento e esvaziamento. A musculatura do períneo tem o papel de suportar os aumentos da pressão intra-abdominal e
manter o posicionamento ideal para nossos órgãos pélvicos e manter a continência. E para ter um controle consciente do sistema urinário, o assoalho pélvico merece atenção especial. Uma das formas de tratamento é a
atividade física, o exercício físico especializado nesse processo evita disfunções e lesões.xa entre o sistema nervosa central e periférico e, se ela for perturbada, pode-se instalar um quadro de bexiga neurogénica .
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30.
Algaliação:
• A algaliaçãourinária consiste na introdução de um cateter no interior da bexiga através da uretra. Este procedimento,
tanto diagnóstico como terapêutico, costuma ser solicitado para a obtenção de amostras de urina não contaminadas, para
a eliminação de urina em caso de retenção urinária, para a recolha de urina em caso de incontinência urinária, para a
preparação do paciente para vários tipos de intervenções cirúrgicas e para o pós-operatório da cirurgia geniturinária. As
sondas utilizadas podem ser mais ou menos flexíveis, de material diverso, embora normalmente sejam de borracha ou
silicone. Quando a sua colocação é momentânea, como acontece em caso de colheita de uma amostra de urina ou
esvaziamento da bexiga, costuma se utilizar sondas rígidas. Por outro lado, quando a sua colocação é prolongada, são
utilizadas sondas flexíveis compostas por um balão insuflável na sua extremidade que, após ser insuflado a partir do
exterior, possibilita a manutenção do cateter na sua posição. A urina flui desde a bexiga pela sonda devido ao efeito da
gravidade, sendo recolhida num tubo ligado a extremidade livre da sonda e drenada para um recipiente (por exemplo,
uma bolsa de plástico). Em alguns casos, são utilizadas bolsas descartáveis, que devem ser substituídas quando se
enchem. Todavia, normalmente são recomendados os sistemas de drenagem fechados, através dos quais as bolsas
podem ser esvaziadas sem que tenham de ser desligadas, o que garante uma melhor assepsia e uma mais eficaz
prevenção das infeções. Antes de se colocar a sonda, deve-se lavar e desinfetar a zona genital e aplicar lubrificante no
exterior da sonda e no meato urinário. Após a introdução da sonda, a drenagem das gotas de urina iniciasse de imediato.
Se o objetivo for obter uma amostra de urina ou um único e rápido esvaziamento da bexiga, a sonda deve ser retirada
alguns minutos depois. Se se pretende deixar a sonda por um longo período de tempo, deve ser introduzida de modo a
penetrar no interior da bexiga e, então, insuflar o balão através da injeção de soro fisiológico, com uma seringa ligada a
um canal específico do cateter no exterior. Em seguida, deve-se ligar o sistema de drenagem e garantir que o saco
coletor de urina fica por baixo da púbis do paciente. Por fim, a sonda deve ser fixada a coxa ou ao abdómen com uma
fita adesiva.
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Os Exames àUrina mais comuns são:
O exame de urina trata-se de um teste laboratorial que faz a análise da urina do paciente para ver de forma microscópica as células,
bactérias e cristais eventualmente presentes. É indicado para saber como está o funcionamento dos rins, podendo observar possíveis
alterações que indicam a presença de doenças. A infeção urinária, por exemplo, pode ser diagnosticada através do exame simples de
urina, e caso ainda haja alguma dúvida do quadro infecioso, o médico solicita a cultura de urina.
"Além disso, também é possível suspeitar de diabetes, problema renal incipiente (através da perda da proteína ou presença de
cilindros), alteração na capacidade de concentração renal e ainda pode auxiliar no diagnóstico de doenças metabólicas pelo achado
de cristais patológicos“
Colheita de urina de 24 horas – é a colheita de urina produzida pelo doente em 24 horas. O recipiente que é usado é um frasco de +/-
2L.
A análise de urina comum (urina tipo II ou urocultura) consiste em colheitas únicas que deverão seguir para o laboratório assim que
são efetuada.
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Sistema Reprodutor:
É destesistema orgânico que depende a evolução da raça humana, mas
apesar disso, este não é essencial á vida do ser humano. O aparelho sexual
masculino é composto pelos canais epdímios, canal deferente e uretra,
glândulas acessórias, isto é pelas vesículas seminais, a próstata e as
glândulas bulbo-uretrais, pela bolsa escrotal e pelo pénis.
Os espermatozoides são produzidos nos testículos e epidímos, órgãos
localizados no exterior do corpo, visto os espermatozoides serem muitos
sensíveis á TºC e não se desenvolverem á TºC natural do corpo.
35.
Espermatozoides:
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• É acélula reprodutiva masculina de todos os animais que se
reproduzem a partir de reprodução sexuada. É uma célula com
mobilidade ativa, capaz de nadar livremente, consistindo em
uma cabeça e uma cauda ou flagelo. A cabeça, que constitui o
maior volume do espermatozoide, consiste no núcleo, onde o
material genético se encontra concentrado. Os dois terços
anteriores do núcleo estão cobertos pelo acrossoma, que,
limitado por uma membrana contendo enzimas, facilita a
penetração do espermatozoide no ovócito (célula reprodutora
feminina). A cauda é responsável pela motilidade do
espermatozoide e na área intermediária da cauda encontramos
as mitocôndrias. Vivem em média 24 horas no trato genital
feminino, porém alguns espermatozoides são capazes de
fecundar o ovócito (em algumas espécies o óvulo) após três
dias.
O sistema reprodutormasculino inclui o pênis, o
escroto, os testículos, o epidídimo, o canal
deferente, a próstata e as vesículas seminais.
O pênis e a uretra fazem parte dos sistemas urinário e reprodutor.
O escroto, os testículos, o epidídimo, o canal deferente, as vesículas seminais e a próstata completam o sistema
reprodutor.
O pênis é formado pela raiz (que está ligada à estrutura abdominal inferior e aos ossos pélvicos), a parte visível da
haste e a glande peniana (a extremidade em forma de cone). O orifício da uretra (o canal que transporta o sêmen e a
urina) localiza-se na extremidade da glande peniana. A base da glande peniana é denominada corona. Nos homens não
circuncidados, o prepúcio estende-se desde a corona e cobre a glande peniana.
O pênis é composto por três espaços cilíndricos (seios preenchidos por sangue) de tecido erétil. Os dois maiores, os
corpos cavernosos, estão situados lado a lado. O terceiro seio, o corpo esponjoso, envolve a maior parte da uretra.
Quando esses espaços se enchem de sangue, o pênis aumenta de tamanho e fica rígido (ereto).
O escroto é o saco de pele grossa que cerca e protege os testículos. O escroto também atua como um sistema de
controle da temperatura dos testículos, porque estes necessitam de uma temperatura levemente inferior à do corpo para
favorecer o desenvolvimento normal dos espermatozoides. O músculo cremáster da parede do escroto relaxa de forma a
permitir que os testículos se afastem do corpo para se resfriar ou, então, contrai para que se aproximem mais do corpo
para obter mais calor ou proteção.
Os testículos são corpos ovais que têm em média 4 a 7 cm de comprimento e 2 a 3 colheres de chá (20 a 25 ml) de
volume. Geralmente, o testículo esquerdo é mais caído que o direito. Os testículos têm duas funções primárias:
Produção de esperma (que carrega os genes masculinos)
Produção de testosterona (o principal hormônio sexual masculino)
O epidídimo é formado por um único tubo microscópico enrolado que mede quase seis metros de comprimento. O
epidídimo recolhe o esperma dos testículos, proporcionando-lhe o meio para que amadureça e adquira a capacidade de
mover-se através do sistema reprodutivo feminino e fertilize um óvulo. Um epidídimo encontra-se sobre cada testículo.
Órgãos reprodutores masculinos
O canal deferente é formado por um tubo firme (do tamanho de um fio de espaguete) que transporta o esperma a partir
do epidídimo. Esse canal estende-se a partir de cada epidídimo até a parte posterior da próstata e junta-se com uma das
duas vesículas seminais. No escroto, outras estruturas, como as fibras musculares, os vasos sanguíneos e os nervos,
acompanham os canais deferentes no seu percurso e, juntos, formam uma estrutura entrelaçada, o cordão espermático.
A uretra tem uma função dupla nos homens. Este canal constitui a parte das vias urinárias que transporta a urina desde a
bexiga e é a parte do sistema reprodutivo através da qual o sêmen é ejaculado.
A próstata se localiza imediatamente abaixo da bexiga e envolve a uretra. Do tamanho de uma noz nos homens jovens,
a próstata aumenta de tamanho com a idade. Quando a próstata cresce muito, pode obstruir o fluxo de urina através da
uretra e causar sintomas urinários incômodos.
As vesículas seminais, localizadas acima da próstata, ligam-se ao canal deferente formando os dutos ejaculatórios, que
se estendem ao longo da próstata. A próstata e as vesículas seminais produzem um líquido que nutre o esperma. Esse
líquido fornece a maior parte do volume de sêmen, o líquido em que o esperma é expelido durante a ejaculação. Outro
líquido que compõe uma pequena quantidade do sêmen é proveniente do canal deferente e das glândulas bulbouretrais
na uretra.
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38.
Sistema Reprodutor Feminino:
Oaparelho O sistema reprodutor feminino é responsável pela produção dos hormônios progesterona e
estrógeno e também pela produção dos gametas femininos. Além disso, é nesse sistema que encontramos o
útero, órgão em que ocorre o desenvolvimento do bebê durante a gestação
. Os Órgãos Externos do Sistema Reprodutor Feminino,
também chamados de vulva, são os lábios maiores, os lábios menores e o clitóris. Lábios maiores: São
dobras de pele, ricas em tecido adiposo, que protegem e circundam o restante da vulva. Lábios menores:
Essas estruturas, que são dobras da mucosa vaginal, delimitam a abertura da vagina e da uretra. Clitóris: É
uma estrutura homóloga ao pênis. Também apresenta corpos eréteis, os quais terminam em uma glande
clitoridiana e um prepúcio. Durante a excitação sexual, esse órgão se preenche de sangue. É um dos pontos
mais sensíveis do corpo da mulher, fato explicado pela grande quantidade de terminações nervosas da
criança no parto normal.
39.
. Órgãos Internosdo Sistema Reprodutor Feminino :O
sistema genital feminino apresenta como órgãos internos o ovário, as tubas uterinas, o útero e a vagina.
Ovários: Os ovários são estruturas em forma de amêndoas que apresentam como função a produção dos
gametas femininos (ovócitos secundários) e dos hormônios femininos (estrógeno e progesterona). Na
região cortical do ovário, localizam-se os folículos, os quais são o conjunto formado pelo ovócito e pelas
células que o envolvem. O folículo maduro rompe-se e libera o ovócito na ovulação, que acontece em
torno do 14º dia de um ciclo de 28 dias. Na rutura do folículo, forma-se o corpo lúteo que também
secreta progesterona e estrógeno.
Tubas uterinas: As tubas uterinas são tubos musculares de cerca de 12 cm de comprimento. Uma das
extremidades abre-se na cavidade peritoneal próximo ao ovário e a outra porção se abre no interior do
útero. A parte que se abre próxima ao ovário possui espécies de prolongamentos denominados de
fímbrias. É geralmente nas tubas uterinas que ocorre a fecundação. Contrações peristálticas e cílios
presentes nesse órgão auxiliam no transporte do óvulo até o útero. Útero: O útero é um órgão em
formato de pera que apresenta três partes principais: o corpo, o fundo e o colo uterino. Sua parede é
formada por três camadas: a mais externa é uma camada delgada serosa, a intermediária é o miomério,
formado por músculo liso, e a mais interna é o endométrio. Essa última camada, ricamente
vascularizada, é parcialmente eliminada na menstruação. É nesse órgão que o bebê se desenvolve.
Vagina: A vagina é um órgão muscular e elástico no qual o pênis é introduzido durante a cópula. Esse
órgão conecta o sistema ao exterior e é o local de saída da criança no parto normal.
40.
Fisiologia da Reprodução:
Nodia da ovulação, a mulher libera de seu ovário um ovócito secundário, que é chamado popularmente
de óvulo. Esse ovócito inicia uma migração em direção ao útero que demora cerca de oito dias para ser
completada. O ovócito locomove-se graças às contrações da tuba uterina, uma vez que essa célula não é
dotada de estruturas locomotoras.
A fecundação, momento em que um ovócito secundário é penetrado por um espermatozoide, ocorre
geralmente nas tubas uterinas, na sua porção distal. Diferentemente do óvulo, os espermatozoides
chegam até esse local através de estruturas locomotoras, os chamados flagelos. Em média, após a
ejaculação na vagina feminina, o espermatozoide demora cerca de cinco minutos para atingir as tubas.
Para penetrar no ovócito, o espermatozoide tem que passar pela corona radiada, zona pelúcida e
membrana plasmática dessa célula. A corona radiada é formada por células que faziam parte do folículo
ovariano, enquanto a zona pelúcida é um material gelatinoso (glicoproteínas) que circunda o ovócito e
não é formada por células.
Ao encontrar um ovócito secundário, os espermatozoides liberam enzimas chamadas de acrossomiais que
ajudam na penetração desse gameta pela corona radiada. Também são lançadas enzimas proteolíticas
que atuam na perfuração da zona pelúcida. Isso ocorre porque a glicoproteína ZP3, presente no
envoltório do ovócito, liga-se ao espermatozoide e faz com que seu acrossomo libere essas enzimas. Assim
que o espermatozoide consegue entrar no interior do ovócito, sua cauda e mitocôndrias são destruídas e o
material genético desse gameta forma o pronúcleo masculino. Nesse momento, a membrana plasmática
do ovócito sofre modificações que impedem a penetração de outros espermatozoides. Esse fato ocorre
graças ao chamados grânulos corticais, que liberam seu conteúdo na membrana, formando a chamada
membrana de fecundação.
O ovócito também termina a sua divisão meiótica após a penetração do espermatozoide, e é liberado o
segundo glóbulo polar. É formado também o núcleo do ovócito, que é chamado de pronúcleo feminino.
Os pronúcleo masculino e feminino aproximam-se até que fiquem bastante unidos. Os cromossomos
paternos e maternos são liberados no citoplasma e inicia-se a separação das cromátides e a realização da
mitose. Após esse processo de divisão, as células formadas apresentam 46 cromossomos, restabelecendo,
assim, o número de cromossomos da espécie. A partir daí, inicia-se o desenvolvimento embrionário.
41.
A reprodução humanaacontece através da relação sexual, quando
ocorre a fertilização interna. O pênis ereto é inserido na vagina e o
homem ejacula o sêmen, líquido onde os espermatozoides são
transportados. As células reprodutoras masculinas percorrem a vagina
e o colo do útero até chegar à tuba uterina e acontecer a fecundação,
encontro entre o espermatozoide e o óvulo.
Quando a fertilização é satisfatória, é dado início ao processo de
gestação do feto dentro do útero da mulher. A gravidez dura cerca de
nove meses e é encerrada no parto. Quando o bebê está pronto para
nascer, os músculos do útero se contraem, o colo do útero se dilata e
a criança passa pela vagina. O chamado trabalho de parto pode durar
várias horas, ser cansativo e doloroso. Apesar disso, as mulheres que
conseguem ter o bebê por via vaginal se recuperam mais rápido em
comparação com as que se submeteram à cesariana.O
desenvolvimento pré-natal pode-se dividir em 3 períodos:
Germinativo, embrionário e fetal.
Quando uma grávida vai a uma consulta de saúde materna , é-lhe
ensinado a fazer os cálculos para determinar o tempo de gravidez.
Essa idade tem mais 14 dias que a idade real do feto.
O processo de reprodução começa com a fecundação, ou seja, a união
entre o óvulo e o espermatozoide, que originam o ovo ou zigoto.
Este ovo fecundado vai-se dividindo múltiplas vezes, até se tornar
numa massa celular, a mórula. Estas células são capazes de se
transformar em qualquer parte do organismo humano. De seguida
transforma-se numa esfera oca, o blastómero, que se implanta no
útero passados +/- 7 dias da fecundação.
É a partir desta unidade, que depois se transforma em trofoblasto, que
vai sair a placeta ..Ao 60º dia o embrião passa a chamar-se feto.
Em muitos casos este processo não é possível de ocorrer no corpo de
determinadas mulheres, em 87% dos casos, as trompas são incapazes
de transportar o ovo até ao útero, ou então não permitem que os
espermatozoides cheguem até ao óvulo. Esterilidade feminina. No
sexo masculino também podem existir problemas que resultem em
infertilidade. A principal causa é um baixo numero de
espermatozoides. S e a contagem baixar para menos de 20milhões
por mililitro, o homem é estéril. Esta diminuição do numero pode
ocorrer por lesão dos testículos, radiações ou infecções.