Alunas: Caroline Vitória Souza,
Nathane Daniele Lopes Soares Ferreira
CONSCIENTIZAÇÃO:
TEORIA E PRÁTICA DA
LIBERTAÇÃO
UMA INTRODUÇÃO AO
PENSAMENTO DE PAULO FREIRE
ALFABETIZAÇÃO E
CONSCIENTIZAÇÃO
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
• Conscientização na Educação:
Explorar como o conceito de conscientização influencia as
práticas educacionais, enfatizando a importância da reflexão
crítica e da ação transformadora na aprendizagem.
TER CONSCIÊNCIA
É TER PODER!
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
• Práxis Humana:
Analisar a interconexão entre a ação e a reflexão como
elementos essenciais da práxis humana, destacando como essa
abordagem pode levar a uma compreensão mais profunda da
realidade.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
• Consciência Crítica vs. Ingênua:
Contrastar a abordagem crítica com a ingênua na apreensão da
realidade, enfatizando a importância do desenvolvimento da
consciência crítica para uma compreensão mais profunda do
mundo.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
• Consciência Crítica vs. Ingênua:
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
• Compromisso Histórico da Conscientização:
Investigar como a conscientização é um compromisso histórico,
destacando seu papel na transformação social e na criação de
uma consciência histórica entre os indivíduos.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
• Relação Consciência-Mundo:
Explorar a relação dinâmica entre consciência e mundo,
enfatizando como essa relação é fundamental para a
conscientização e para a compreensão da realidade.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
• Natureza da Conscientização:
- Definição da conscientização como um processo contínuo de
reflexão crítica e transformação da realidade.
- A conscientização como um afastamento da realidade
existente para compreendê-la de forma mais profunda.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
• Relação entre Conscientização e Utopia:
- Exploração da conexão entre conscientização e utopia,
enfatizando o compromisso histórico em transformar estruturas
desumanizantes em humanizantes.
- Argumento de que a utopia é alcançável através da ação
consciente e do conhecimento crítico da realidade.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
• Processo de Transformação Social:
- Discussão sobre a importância da permanência do
compromisso histórico na luta por uma sociedade mais justa e
igualitária.
- Análise da necessidade de renovação cultural como uma
tarefa contínua de transformação social.
GRANDE FAVELA AO LADO DE PRÉDIOS
DE LUXO EM MORUMBI - SP
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
• Desmitificação e Desmistificação:
- Descrição do papel da conscientização na desmitificação da
realidade, destacando a importância de um olhar crítico para
revelar os mitos que perpetuam as estruturas de opressão.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
• Vocação Ontológica do Homem:
- Explorar a ideia de que o homem é sujeito e não objeto,
destacando a importância de considerar sua condição concreta e
sua inserção espaço-temporal na educação.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
• Reflexão sobre a Situação Concreta:
- Discutir como a reflexão sobre a realidade e o ambiente
concreto leva o homem a tornar-se sujeito, plenamente
consciente e pronto para intervir na realidade para mudá-la.
TER CONSCIÊNCIA DE SUA REALIDADE É
ALGO PODEROSO – QUE GERA MUDANÇAS
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
• Educação Libertadora vs. Educação Domesticação:
- Contrastar uma educação que promove a tomada de
consciência e a atitude crítica, libertando o homem, com uma
educação que o submete, domestica e adapta à sociedade.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
• Promoção da Autonomia Individual:
- Abordar a importância de uma educação que promova a
autonomia do indivíduo em sua própria linha, em vez de apenas
ajustá-lo à sociedade.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
• Reflexão sobre o Contexto e Compromisso:
- Exploração do processo pelo qual o homem, ao refletir sobre
seu contexto e se comprometer com ele, constrói sua própria
identidade e se torna sujeito.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
• Capacidade de Discernimento Humano:
- Discussão sobre a capacidade única do homem de discernir
realidades externas e temporais, bem como de estabelecer
relações com outros seres, incluindo Deus.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
• Relações Desafiadoras:
- Análise das relações do homem com a realidade e com outros
seres como desafios que o provocam e exigem respostas
originais.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
• Respostas às Relações Desafiadoras:
- Exploração da variedade de respostas que o homem pode
oferecer aos desafios enfrentados em suas interações com a
realidade e com outros seres, e como essas respostas moldam sua
própria transformação.
• Transformação Constante do Homem:
Destaque para como as respostas do homem aos desafios não
apenas mudam a realidade, mas também o transformam
continuamente, moldando sua identidade de maneiras diversas.
PROCESSO METODOLÓGICO
FASES DE ELABORAÇÃO
DO MÉTODO
PROCESSO METODOLÓGICO - O MÉTODO:
 Contradiz os métodos de alfabetização puramente mecânicos:
• Projeta-se levar a termo alfabetização direta,
• Ligada à democratização da cultura,
• Que servisse de experiência para tornar compatíveis sua
existência de trabalhador,
• Ao material que lhe era oferecido para aprendizagem.
PROCESSO METODOLÓGICO - O MÉTODO:
Paulo Freire relata uma verdadeiramente indignação, em relação
aos métodos de aprendizagem da época,
Só uma paciência muito grande é capaz de suportar, lições que
citam:
 “ASA”
 “PEDRO VIU AASA”;
 “AASA É DO PÁSSARO”;
 “EVA E AS UVAS”
• A homens que, sabem pouquíssimo sobre Eva e jamais
comeram uvas.
PROCESSO METODOLÓGICO - O MÉTODO:
 Pensávamos numa alfabetização que fosse:
 Um ato de criação, capaz de gerar outros atos criadores,
 Uma alfabetização na qual o homem, que não é passivo nem
objeto,
 Desenvolvesse a atividade e a vivacidade da invenção e da
reinvenção,
 Criatividade, reflexão, resolução de problemas.
Procurávamos uma metodologia que fosse um instrumento do
educando, e não somente do educador, e que se identificasse
com ele.
PROCESSO METODOLÓGICO - O MÉTODO:
 Descrença em relação aos abecedários que pretendem
oferecer a montagem dos signos gráficos,
Reduzindo o analfabeto ao estado de objeto e não de sujeito
de sua própria alfabetização.
PROCESSO METODOLÓGICO - O MÉTODO:
“Reduzindo o analfabeto ao estado de objeto”
As pessoas que são analfabetas são tratadas apenas como objetos
de programas de alfabetização ou de estatísticas.
• Em vez de serem vistas como indivíduos, que possuem:
• Necessidades,
• Desejos,
• Capacidades únicas,
• São tratadas de forma genérica, sem considerar suas
particularidades.
SÃO APENAS PESSOAS DE UM MERO PROGRAMAS DE
ALFABETIZAÇÃO, QUE FAZEM PARTE DE UMA
ESTATÍSTICA Programa de alfabetização -
FAESP/SENAR-SP/CAESP
FASES DE ELABORAÇÃO
E APLICAÇÃO DO
MÉTODO
PRIMEIRA FASE: "descoberta do universo vocabular”
O QUE ESTE POVO ESTÁ FALANDO?
 Expressões típicas do povo,
 Formas de falar particulares,
 Palavras ligadas à experiência do grupo,
 Especialmente ligada à experiência profissional
PRIMEIRA FASE: "descoberta do universo vocabular”
Esta fase dá resultados enriquecedores para a equipe de
educadores, pelas relações que se estabelecem e pelo conteúdo,
da linguagem popular – VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS
PRIMEIRA FASE: “Descoberta do universo vocabular”
Nos vocabulários que figuram os setores rurais e urbanos do
nordeste e do sul do país, não são raros os exemplos:
 “Janeiro em Angicos – disse um homem do sertão do Rio
Grande do Norte – é muito duro de se viver, porque janeiro é
cabra danado parti judiar de nós.”
 “Quero aprender a ler e a escrever – disse um analfabeto do
Recife – para deixar de ser a sombra dos outros.”
 E um homem, em Florianópolis, ao descobrir o processo de
emergência do povo, característico da transição brasileira,
concluiu: “O povo tem uma resposta.”
 Outro, com um tom tristonho: “Não sofro por ser pobre, mas
por não saber ler.”
 “Minha escola é o mundo”, disse um analfabeto de um
Estado do sul do país;
Conhecer é atuar sobre a realidade conhecida.
As palavras geradoras devem nascer desta procura e não de uma
seleção que efetuamos no nosso gabinete de trabalho.
SEGUNDA FASE: “Seleção de palavras, dentro do universo
vocabular”.
AS PALAVRAS PRECISAM SER SELECIONADAS
CONFORME OS SEGUINTES CRITÉRIOS:
(escolha das palavras geradoras)
• Riqueza silábica,
• Dificuldades fonéticas - devem ser colocadas na ordem de
dificuldade crescente,
• Conteúdo prático da palavra, - Relacionar a palavra a
realidade social, cultural, política...
 A melhor palavra geradora é aquela que reúne em si a
porcentagem mais alta de critérios:
 SINTÁTICOS (possibilidade ou riqueza fonética, grau de
dificuldade fonética complexa, possibilidade de manipulação
de conjuntos de signos, de sílabas etc.),
 SEMÂNTICOS (maior ou menor intensidade de relação
entre a palavra e o ser que designa),
 PODER DE CONSCIENTIZAÇÃO da palavra ou conjunto
de reações sócio-culturais que a palavra gera na pessoa.
TERCEIRA FASE: “Criação de situações existenciais”
 A terceira fase é a criação de situações existenciais do grupo
com o qual se trabalha.
• Estas situações desempenham o papel de “desafios”
apresentados aos grupos. Trata-se de situações problemáticas,
codificadas, que levam em si elementos para que sejam
descodificados pelos grupos com a colaboração do
coordenador.
TERCEIRA FASE: “Criação de situações existenciais”
O debate – conduzirá os grupos a “conscientizar-se” para
alfabetizar-se.
 Discussão das situações locais que abrem perspectivas para a
análise de problemas nacionais e regionais.
Entre estas perspectivas se situam as palavras geradoras,
ordenadas conforme o grau de suas dificuldades fonéticas.
• DEBATES – RODA DE CONVERSA
TERCEIRA FASE: “Criação de situações existenciais”
QUARTA FASE: “Criação das Fichas Roteiro”
 A quarta fase é de elaboração de Fichas Roteiro que
funcionam como roteiro para os debates.
 Tais fichas deverão simplesmente ajudar os coordenadores,
não serão uma prescrição rígida e imperativa.
FICHA DE
ROTEIRO
Guia para debates
QUINTA FASE: “Fichas das famílias fonéticas ”
 Consiste na elaboração de fichas que aparecem as famílias
fonéticas correspondentes às palavras geradoras.
• Uma vez elaborado o material, em forma de diapositivos ou
cartazes,
• Devidamente treinados nos debates relativos às situações já
elaboradas,
• E de posse de suas fichas indicadoras,
• Começa o trabalho efetivo de alfabetização.
QUINTA FASE: “Fichas das famílias fonéticas ”
FICHA DA PALAVRA GERADORA
(QUE FOI RETIRADA DO DEBATE)
CRIAÇÃO DE FICHAS
DE PALAVRAS GERADORAS
PARAA DECOMPOSIÇÃO
DAS FAMÍLIAS FONÉTICAS
EXEMPLOS DE PALAVRAS GERADORAS
PARA OS POSSÍVEIS TEMAS DE DISCUSÃO E DEBATE:
• Conscientização
• Diálogo
• Educação Libertadora
• Empoderamento
• Cultura Popular
• Transformação Social
• Humanização
• Participação Cidadã
• Autonomia
• Crítica Social
FASES DE ELABORAÇÃO E
APLICAÇÃO DO MÉTODO
1º FASE: DESCOBERTA DO UNIVERSO VOCABULAR
2º FASE: SELEÇÃO DE PALAVRAS, DENTRO DO
UNIVERSO VOCABULAR.
3º FASE: CRIAÇÃO DE SITUAÇÕES EXISTENCIAIS –
DESAFIOS
4º FASE: FICHAS ROTEIRO – GUIA PARA DEBATES
5º FASE: FICHAS DAS FAMÍLIAS FONÉTICAS –
PALAVRAS GERADORAS
O MÉTODO
1 - O método ensina primeiro a associar palavras a
objetos visuais.
2 - Depois, a palavra é mostrada sem o objeto, seguida
pela separação em sílabas para que o aluno identifique
suas partes.
3 - Na análise seguinte, são mostradas as famílias
silábicas da palavra, ajudando na identificação das
vogais.
O MÉTODO
4 - A ficha usada para isso é chamada de "ficha de
descoberta“
5 - O objetivo é que o aluno entenda o mecanismo de
formação das palavras em português de forma crítica,
não apenas memorizando.
6 - Isso permite que o analfabeto crie suas próprias
palavras com as combinações fonéticas aprendidas
desde o primeiro dia.
• Chamou-se “PALAVRAS DE PENSAMENTO”
aquelas que tinham significado,
• “PALAVRAS MORTAS” as que não o tinham.
EXPERIÊNCIA – RIO GRANDE DO NORTE
• Num dos Círculos de Cultura da experiência de Angicos (Rio
Grande do Norte),
• Coordenado por minha filha Magdalena, no quinto dia do
debate, um dos participantes foi ao quadro-negro para
escrever:
EXPERIÊNCIA – RIO GRANDE DO NORTE
“O povo vai resouver (por resolver) os poblemas (por
problemas) do Brasil votando conciente (por consciente).”
• Como explicar que um homem, uns dias antes
analfabeto, escreva palavras partindo de
fonemas complexos que ainda não estudou?
• Deve-se a que, havendo dominado o mecanismo
das combinações fonéticas, intenta e consegue
expressar-se graficamente da maneira como fala.
EXPERIÊNCIA – RIO GRANDE DO NORTE
 Havíamos começado a preparar um material:
“A arte de dissociar ideias”, arte que é o antídoto (cura) da
força de domesticação da propaganda.
 Os alunos deviam discutir as situações – desafios –, desde a
simples propaganda comercial à propaganda ideológica, e isto
desde a fase de alfabetização.
EXPERIÊNCIA – RIO GRANDE DO NORTE
• À medida que os grupos percebem na discussão o que há de
enganoso na propaganda – por exemplo,
• Uma marca de cigarros, fumados por uma bela moça de
biquíni, sorridente e feliz, e que com seu sorriso,
• Sua beleza e seu biquíni nada tem a ver com os cigarros.
EXPERIÊNCIA – RIO GRANDE DO NORTE
• Preparam-se para perceber os mesmos enganos na propaganda
ideológica ou política, no uso de “slogans”.
• Capacitados para a crítica, estarão armados para a
“dissociação de ideias” = desconexão de conceitos.
PENSAR FORA DA CAIXA
FUGIR DAS IDEOLOGIAS
QUE NOS SÃO IMPOSTAS!
 CONSCIÊNCIA CULTURAL
 O processo de conscientização cultural é explorado através de
situações existenciais – REAL,
 Por exemplo, um homem constrói um poço para atender à
necessidade de água, transformando o mundo ao seu redor
através do trabalho.
 Conforme as situações avançam, discute-se como o homem
transforma o mundo para criar casa, roupas e instrumentos,
além de explorar as relações humanas.
 CONSCIÊNCIA CULTURAL
 A fase de alfabetização envolve reunir o grupo em torno de
uma palavra e um desenho,
 Para aprender a simbolizar experiências vividas,
 Em vez de focar em casas luxuosas, discute-se a necessidade
de abrigo e os problemas de habitação.
 CONSCIÊNCIA CULTURAL
• Os debates nos Círculos de Cultura são poderosos meios de
conscientização, transformando a atitude das pessoas em
relação à vida.
• Muitos participantes sentem que suas memórias são
refrescadas e descobrem o valor e a dignidade de seu trabalho,
• Muitos dos que participaram deles afirmaram, durante os
debates e as situações, que "não lhes era mostrado nada de
novo, mas que se lhes refrescava a memória”, e isto os
fazia felizes.
A ALFABETIZAÇÃO E A CONSCIENTIZAÇÃO
SÃO INSEPARÁVEIS!
OBRIGADA!

Trabalhooooooooooooooooooooooooooooooooo

  • 1.
    Alunas: Caroline VitóriaSouza, Nathane Daniele Lopes Soares Ferreira CONSCIENTIZAÇÃO: TEORIA E PRÁTICA DA LIBERTAÇÃO UMA INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO DE PAULO FREIRE
  • 2.
  • 3.
    ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO •Conscientização na Educação: Explorar como o conceito de conscientização influencia as práticas educacionais, enfatizando a importância da reflexão crítica e da ação transformadora na aprendizagem. TER CONSCIÊNCIA É TER PODER!
  • 4.
    ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO •Práxis Humana: Analisar a interconexão entre a ação e a reflexão como elementos essenciais da práxis humana, destacando como essa abordagem pode levar a uma compreensão mais profunda da realidade.
  • 5.
    ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO •Consciência Crítica vs. Ingênua: Contrastar a abordagem crítica com a ingênua na apreensão da realidade, enfatizando a importância do desenvolvimento da consciência crítica para uma compreensão mais profunda do mundo.
  • 6.
    ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO •Consciência Crítica vs. Ingênua:
  • 7.
    ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO •Compromisso Histórico da Conscientização: Investigar como a conscientização é um compromisso histórico, destacando seu papel na transformação social e na criação de uma consciência histórica entre os indivíduos.
  • 8.
    ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO •Relação Consciência-Mundo: Explorar a relação dinâmica entre consciência e mundo, enfatizando como essa relação é fundamental para a conscientização e para a compreensão da realidade.
  • 9.
    ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO •Natureza da Conscientização: - Definição da conscientização como um processo contínuo de reflexão crítica e transformação da realidade. - A conscientização como um afastamento da realidade existente para compreendê-la de forma mais profunda.
  • 11.
    ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO •Relação entre Conscientização e Utopia: - Exploração da conexão entre conscientização e utopia, enfatizando o compromisso histórico em transformar estruturas desumanizantes em humanizantes. - Argumento de que a utopia é alcançável através da ação consciente e do conhecimento crítico da realidade.
  • 13.
    ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO •Processo de Transformação Social: - Discussão sobre a importância da permanência do compromisso histórico na luta por uma sociedade mais justa e igualitária. - Análise da necessidade de renovação cultural como uma tarefa contínua de transformação social.
  • 14.
    GRANDE FAVELA AOLADO DE PRÉDIOS DE LUXO EM MORUMBI - SP
  • 15.
    ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO •Desmitificação e Desmistificação: - Descrição do papel da conscientização na desmitificação da realidade, destacando a importância de um olhar crítico para revelar os mitos que perpetuam as estruturas de opressão.
  • 16.
    ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO •Vocação Ontológica do Homem: - Explorar a ideia de que o homem é sujeito e não objeto, destacando a importância de considerar sua condição concreta e sua inserção espaço-temporal na educação.
  • 17.
    ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO •Reflexão sobre a Situação Concreta: - Discutir como a reflexão sobre a realidade e o ambiente concreto leva o homem a tornar-se sujeito, plenamente consciente e pronto para intervir na realidade para mudá-la.
  • 18.
    TER CONSCIÊNCIA DESUA REALIDADE É ALGO PODEROSO – QUE GERA MUDANÇAS
  • 19.
    ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO •Educação Libertadora vs. Educação Domesticação: - Contrastar uma educação que promove a tomada de consciência e a atitude crítica, libertando o homem, com uma educação que o submete, domestica e adapta à sociedade.
  • 20.
    ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO •Promoção da Autonomia Individual: - Abordar a importância de uma educação que promova a autonomia do indivíduo em sua própria linha, em vez de apenas ajustá-lo à sociedade.
  • 21.
    ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO •Reflexão sobre o Contexto e Compromisso: - Exploração do processo pelo qual o homem, ao refletir sobre seu contexto e se comprometer com ele, constrói sua própria identidade e se torna sujeito.
  • 22.
    ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO •Capacidade de Discernimento Humano: - Discussão sobre a capacidade única do homem de discernir realidades externas e temporais, bem como de estabelecer relações com outros seres, incluindo Deus.
  • 23.
    ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO •Relações Desafiadoras: - Análise das relações do homem com a realidade e com outros seres como desafios que o provocam e exigem respostas originais.
  • 24.
    ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO •Respostas às Relações Desafiadoras: - Exploração da variedade de respostas que o homem pode oferecer aos desafios enfrentados em suas interações com a realidade e com outros seres, e como essas respostas moldam sua própria transformação.
  • 25.
    • Transformação Constantedo Homem: Destaque para como as respostas do homem aos desafios não apenas mudam a realidade, mas também o transformam continuamente, moldando sua identidade de maneiras diversas.
  • 26.
    PROCESSO METODOLÓGICO FASES DEELABORAÇÃO DO MÉTODO
  • 27.
    PROCESSO METODOLÓGICO -O MÉTODO:  Contradiz os métodos de alfabetização puramente mecânicos: • Projeta-se levar a termo alfabetização direta, • Ligada à democratização da cultura, • Que servisse de experiência para tornar compatíveis sua existência de trabalhador, • Ao material que lhe era oferecido para aprendizagem.
  • 28.
    PROCESSO METODOLÓGICO -O MÉTODO: Paulo Freire relata uma verdadeiramente indignação, em relação aos métodos de aprendizagem da época, Só uma paciência muito grande é capaz de suportar, lições que citam:  “ASA”  “PEDRO VIU AASA”;  “AASA É DO PÁSSARO”;  “EVA E AS UVAS” • A homens que, sabem pouquíssimo sobre Eva e jamais comeram uvas.
  • 30.
    PROCESSO METODOLÓGICO -O MÉTODO:  Pensávamos numa alfabetização que fosse:  Um ato de criação, capaz de gerar outros atos criadores,  Uma alfabetização na qual o homem, que não é passivo nem objeto,  Desenvolvesse a atividade e a vivacidade da invenção e da reinvenção,
  • 31.
     Criatividade, reflexão,resolução de problemas. Procurávamos uma metodologia que fosse um instrumento do educando, e não somente do educador, e que se identificasse com ele.
  • 32.
    PROCESSO METODOLÓGICO -O MÉTODO:  Descrença em relação aos abecedários que pretendem oferecer a montagem dos signos gráficos, Reduzindo o analfabeto ao estado de objeto e não de sujeito de sua própria alfabetização.
  • 33.
    PROCESSO METODOLÓGICO -O MÉTODO: “Reduzindo o analfabeto ao estado de objeto” As pessoas que são analfabetas são tratadas apenas como objetos de programas de alfabetização ou de estatísticas. • Em vez de serem vistas como indivíduos, que possuem: • Necessidades, • Desejos, • Capacidades únicas, • São tratadas de forma genérica, sem considerar suas particularidades.
  • 34.
    SÃO APENAS PESSOASDE UM MERO PROGRAMAS DE ALFABETIZAÇÃO, QUE FAZEM PARTE DE UMA ESTATÍSTICA Programa de alfabetização - FAESP/SENAR-SP/CAESP
  • 35.
    FASES DE ELABORAÇÃO EAPLICAÇÃO DO MÉTODO
  • 36.
    PRIMEIRA FASE: "descobertado universo vocabular” O QUE ESTE POVO ESTÁ FALANDO?  Expressões típicas do povo,  Formas de falar particulares,  Palavras ligadas à experiência do grupo,  Especialmente ligada à experiência profissional
  • 37.
    PRIMEIRA FASE: "descobertado universo vocabular” Esta fase dá resultados enriquecedores para a equipe de educadores, pelas relações que se estabelecem e pelo conteúdo, da linguagem popular – VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS
  • 38.
    PRIMEIRA FASE: “Descobertado universo vocabular” Nos vocabulários que figuram os setores rurais e urbanos do nordeste e do sul do país, não são raros os exemplos:
  • 39.
     “Janeiro emAngicos – disse um homem do sertão do Rio Grande do Norte – é muito duro de se viver, porque janeiro é cabra danado parti judiar de nós.”  “Quero aprender a ler e a escrever – disse um analfabeto do Recife – para deixar de ser a sombra dos outros.”  E um homem, em Florianópolis, ao descobrir o processo de emergência do povo, característico da transição brasileira, concluiu: “O povo tem uma resposta.”  Outro, com um tom tristonho: “Não sofro por ser pobre, mas por não saber ler.”  “Minha escola é o mundo”, disse um analfabeto de um Estado do sul do país;
  • 40.
    Conhecer é atuarsobre a realidade conhecida. As palavras geradoras devem nascer desta procura e não de uma seleção que efetuamos no nosso gabinete de trabalho.
  • 41.
    SEGUNDA FASE: “Seleçãode palavras, dentro do universo vocabular”. AS PALAVRAS PRECISAM SER SELECIONADAS CONFORME OS SEGUINTES CRITÉRIOS: (escolha das palavras geradoras) • Riqueza silábica, • Dificuldades fonéticas - devem ser colocadas na ordem de dificuldade crescente, • Conteúdo prático da palavra, - Relacionar a palavra a realidade social, cultural, política...
  • 42.
     A melhorpalavra geradora é aquela que reúne em si a porcentagem mais alta de critérios:  SINTÁTICOS (possibilidade ou riqueza fonética, grau de dificuldade fonética complexa, possibilidade de manipulação de conjuntos de signos, de sílabas etc.),  SEMÂNTICOS (maior ou menor intensidade de relação entre a palavra e o ser que designa),  PODER DE CONSCIENTIZAÇÃO da palavra ou conjunto de reações sócio-culturais que a palavra gera na pessoa.
  • 43.
    TERCEIRA FASE: “Criaçãode situações existenciais”  A terceira fase é a criação de situações existenciais do grupo com o qual se trabalha. • Estas situações desempenham o papel de “desafios” apresentados aos grupos. Trata-se de situações problemáticas, codificadas, que levam em si elementos para que sejam descodificados pelos grupos com a colaboração do coordenador.
  • 44.
    TERCEIRA FASE: “Criaçãode situações existenciais” O debate – conduzirá os grupos a “conscientizar-se” para alfabetizar-se.  Discussão das situações locais que abrem perspectivas para a análise de problemas nacionais e regionais. Entre estas perspectivas se situam as palavras geradoras, ordenadas conforme o grau de suas dificuldades fonéticas. • DEBATES – RODA DE CONVERSA
  • 45.
    TERCEIRA FASE: “Criaçãode situações existenciais”
  • 46.
    QUARTA FASE: “Criaçãodas Fichas Roteiro”  A quarta fase é de elaboração de Fichas Roteiro que funcionam como roteiro para os debates.  Tais fichas deverão simplesmente ajudar os coordenadores, não serão uma prescrição rígida e imperativa. FICHA DE ROTEIRO Guia para debates
  • 47.
    QUINTA FASE: “Fichasdas famílias fonéticas ”  Consiste na elaboração de fichas que aparecem as famílias fonéticas correspondentes às palavras geradoras. • Uma vez elaborado o material, em forma de diapositivos ou cartazes, • Devidamente treinados nos debates relativos às situações já elaboradas, • E de posse de suas fichas indicadoras, • Começa o trabalho efetivo de alfabetização.
  • 48.
    QUINTA FASE: “Fichasdas famílias fonéticas ” FICHA DA PALAVRA GERADORA (QUE FOI RETIRADA DO DEBATE) CRIAÇÃO DE FICHAS DE PALAVRAS GERADORAS PARAA DECOMPOSIÇÃO DAS FAMÍLIAS FONÉTICAS
  • 49.
    EXEMPLOS DE PALAVRASGERADORAS PARA OS POSSÍVEIS TEMAS DE DISCUSÃO E DEBATE: • Conscientização • Diálogo • Educação Libertadora • Empoderamento • Cultura Popular • Transformação Social • Humanização • Participação Cidadã • Autonomia • Crítica Social
  • 51.
    FASES DE ELABORAÇÃOE APLICAÇÃO DO MÉTODO 1º FASE: DESCOBERTA DO UNIVERSO VOCABULAR 2º FASE: SELEÇÃO DE PALAVRAS, DENTRO DO UNIVERSO VOCABULAR. 3º FASE: CRIAÇÃO DE SITUAÇÕES EXISTENCIAIS – DESAFIOS 4º FASE: FICHAS ROTEIRO – GUIA PARA DEBATES 5º FASE: FICHAS DAS FAMÍLIAS FONÉTICAS – PALAVRAS GERADORAS
  • 52.
    O MÉTODO 1 -O método ensina primeiro a associar palavras a objetos visuais. 2 - Depois, a palavra é mostrada sem o objeto, seguida pela separação em sílabas para que o aluno identifique suas partes. 3 - Na análise seguinte, são mostradas as famílias silábicas da palavra, ajudando na identificação das vogais.
  • 53.
    O MÉTODO 4 -A ficha usada para isso é chamada de "ficha de descoberta“ 5 - O objetivo é que o aluno entenda o mecanismo de formação das palavras em português de forma crítica, não apenas memorizando. 6 - Isso permite que o analfabeto crie suas próprias palavras com as combinações fonéticas aprendidas desde o primeiro dia.
  • 54.
    • Chamou-se “PALAVRASDE PENSAMENTO” aquelas que tinham significado, • “PALAVRAS MORTAS” as que não o tinham.
  • 55.
    EXPERIÊNCIA – RIOGRANDE DO NORTE • Num dos Círculos de Cultura da experiência de Angicos (Rio Grande do Norte), • Coordenado por minha filha Magdalena, no quinto dia do debate, um dos participantes foi ao quadro-negro para escrever:
  • 56.
    EXPERIÊNCIA – RIOGRANDE DO NORTE “O povo vai resouver (por resolver) os poblemas (por problemas) do Brasil votando conciente (por consciente).” • Como explicar que um homem, uns dias antes analfabeto, escreva palavras partindo de fonemas complexos que ainda não estudou? • Deve-se a que, havendo dominado o mecanismo das combinações fonéticas, intenta e consegue expressar-se graficamente da maneira como fala.
  • 57.
    EXPERIÊNCIA – RIOGRANDE DO NORTE  Havíamos começado a preparar um material: “A arte de dissociar ideias”, arte que é o antídoto (cura) da força de domesticação da propaganda.  Os alunos deviam discutir as situações – desafios –, desde a simples propaganda comercial à propaganda ideológica, e isto desde a fase de alfabetização.
  • 62.
    EXPERIÊNCIA – RIOGRANDE DO NORTE • À medida que os grupos percebem na discussão o que há de enganoso na propaganda – por exemplo, • Uma marca de cigarros, fumados por uma bela moça de biquíni, sorridente e feliz, e que com seu sorriso, • Sua beleza e seu biquíni nada tem a ver com os cigarros.
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    EXPERIÊNCIA – RIOGRANDE DO NORTE • Preparam-se para perceber os mesmos enganos na propaganda ideológica ou política, no uso de “slogans”. • Capacitados para a crítica, estarão armados para a “dissociação de ideias” = desconexão de conceitos. PENSAR FORA DA CAIXA FUGIR DAS IDEOLOGIAS QUE NOS SÃO IMPOSTAS!
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     CONSCIÊNCIA CULTURAL O processo de conscientização cultural é explorado através de situações existenciais – REAL,  Por exemplo, um homem constrói um poço para atender à necessidade de água, transformando o mundo ao seu redor através do trabalho.  Conforme as situações avançam, discute-se como o homem transforma o mundo para criar casa, roupas e instrumentos, além de explorar as relações humanas.
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     CONSCIÊNCIA CULTURAL A fase de alfabetização envolve reunir o grupo em torno de uma palavra e um desenho,  Para aprender a simbolizar experiências vividas,  Em vez de focar em casas luxuosas, discute-se a necessidade de abrigo e os problemas de habitação.
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     CONSCIÊNCIA CULTURAL •Os debates nos Círculos de Cultura são poderosos meios de conscientização, transformando a atitude das pessoas em relação à vida. • Muitos participantes sentem que suas memórias são refrescadas e descobrem o valor e a dignidade de seu trabalho, • Muitos dos que participaram deles afirmaram, durante os debates e as situações, que "não lhes era mostrado nada de novo, mas que se lhes refrescava a memória”, e isto os fazia felizes.
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    A ALFABETIZAÇÃO EA CONSCIENTIZAÇÃO SÃO INSEPARÁVEIS! OBRIGADA!