Alunas: Caroline VitóriaSouza,
Nathane Daniele Lopes Soares Ferreira
CONSCIENTIZAÇÃO:
TEORIA E PRÁTICA DA
LIBERTAÇÃO
UMA INTRODUÇÃO AO
PENSAMENTO DE PAULO FREIRE
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
•Conscientização na Educação:
Explorar como o conceito de conscientização influencia as
práticas educacionais, enfatizando a importância da reflexão
crítica e da ação transformadora na aprendizagem.
TER CONSCIÊNCIA
É TER PODER!
4.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
•Práxis Humana:
Analisar a interconexão entre a ação e a reflexão como
elementos essenciais da práxis humana, destacando como essa
abordagem pode levar a uma compreensão mais profunda da
realidade.
5.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
•Consciência Crítica vs. Ingênua:
Contrastar a abordagem crítica com a ingênua na apreensão da
realidade, enfatizando a importância do desenvolvimento da
consciência crítica para uma compreensão mais profunda do
mundo.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
•Compromisso Histórico da Conscientização:
Investigar como a conscientização é um compromisso histórico,
destacando seu papel na transformação social e na criação de
uma consciência histórica entre os indivíduos.
8.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
•Relação Consciência-Mundo:
Explorar a relação dinâmica entre consciência e mundo,
enfatizando como essa relação é fundamental para a
conscientização e para a compreensão da realidade.
9.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
•Natureza da Conscientização:
- Definição da conscientização como um processo contínuo de
reflexão crítica e transformação da realidade.
- A conscientização como um afastamento da realidade
existente para compreendê-la de forma mais profunda.
11.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
•Relação entre Conscientização e Utopia:
- Exploração da conexão entre conscientização e utopia,
enfatizando o compromisso histórico em transformar estruturas
desumanizantes em humanizantes.
- Argumento de que a utopia é alcançável através da ação
consciente e do conhecimento crítico da realidade.
13.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
•Processo de Transformação Social:
- Discussão sobre a importância da permanência do
compromisso histórico na luta por uma sociedade mais justa e
igualitária.
- Análise da necessidade de renovação cultural como uma
tarefa contínua de transformação social.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
•Desmitificação e Desmistificação:
- Descrição do papel da conscientização na desmitificação da
realidade, destacando a importância de um olhar crítico para
revelar os mitos que perpetuam as estruturas de opressão.
16.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
•Vocação Ontológica do Homem:
- Explorar a ideia de que o homem é sujeito e não objeto,
destacando a importância de considerar sua condição concreta e
sua inserção espaço-temporal na educação.
17.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
•Reflexão sobre a Situação Concreta:
- Discutir como a reflexão sobre a realidade e o ambiente
concreto leva o homem a tornar-se sujeito, plenamente
consciente e pronto para intervir na realidade para mudá-la.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
•Educação Libertadora vs. Educação Domesticação:
- Contrastar uma educação que promove a tomada de
consciência e a atitude crítica, libertando o homem, com uma
educação que o submete, domestica e adapta à sociedade.
20.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
•Promoção da Autonomia Individual:
- Abordar a importância de uma educação que promova a
autonomia do indivíduo em sua própria linha, em vez de apenas
ajustá-lo à sociedade.
21.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
•Reflexão sobre o Contexto e Compromisso:
- Exploração do processo pelo qual o homem, ao refletir sobre
seu contexto e se comprometer com ele, constrói sua própria
identidade e se torna sujeito.
22.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
•Capacidade de Discernimento Humano:
- Discussão sobre a capacidade única do homem de discernir
realidades externas e temporais, bem como de estabelecer
relações com outros seres, incluindo Deus.
23.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
•Relações Desafiadoras:
- Análise das relações do homem com a realidade e com outros
seres como desafios que o provocam e exigem respostas
originais.
24.
ALFABETIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
•Respostas às Relações Desafiadoras:
- Exploração da variedade de respostas que o homem pode
oferecer aos desafios enfrentados em suas interações com a
realidade e com outros seres, e como essas respostas moldam sua
própria transformação.
25.
• Transformação Constantedo Homem:
Destaque para como as respostas do homem aos desafios não
apenas mudam a realidade, mas também o transformam
continuamente, moldando sua identidade de maneiras diversas.
PROCESSO METODOLÓGICO -O MÉTODO:
Contradiz os métodos de alfabetização puramente mecânicos:
• Projeta-se levar a termo alfabetização direta,
• Ligada à democratização da cultura,
• Que servisse de experiência para tornar compatíveis sua
existência de trabalhador,
• Ao material que lhe era oferecido para aprendizagem.
28.
PROCESSO METODOLÓGICO -O MÉTODO:
Paulo Freire relata uma verdadeiramente indignação, em relação
aos métodos de aprendizagem da época,
Só uma paciência muito grande é capaz de suportar, lições que
citam:
“ASA”
“PEDRO VIU AASA”;
“AASA É DO PÁSSARO”;
“EVA E AS UVAS”
• A homens que, sabem pouquíssimo sobre Eva e jamais
comeram uvas.
30.
PROCESSO METODOLÓGICO -O MÉTODO:
Pensávamos numa alfabetização que fosse:
Um ato de criação, capaz de gerar outros atos criadores,
Uma alfabetização na qual o homem, que não é passivo nem
objeto,
Desenvolvesse a atividade e a vivacidade da invenção e da
reinvenção,
31.
Criatividade, reflexão,resolução de problemas.
Procurávamos uma metodologia que fosse um instrumento do
educando, e não somente do educador, e que se identificasse
com ele.
32.
PROCESSO METODOLÓGICO -O MÉTODO:
Descrença em relação aos abecedários que pretendem
oferecer a montagem dos signos gráficos,
Reduzindo o analfabeto ao estado de objeto e não de sujeito
de sua própria alfabetização.
33.
PROCESSO METODOLÓGICO -O MÉTODO:
“Reduzindo o analfabeto ao estado de objeto”
As pessoas que são analfabetas são tratadas apenas como objetos
de programas de alfabetização ou de estatísticas.
• Em vez de serem vistas como indivíduos, que possuem:
• Necessidades,
• Desejos,
• Capacidades únicas,
• São tratadas de forma genérica, sem considerar suas
particularidades.
34.
SÃO APENAS PESSOASDE UM MERO PROGRAMAS DE
ALFABETIZAÇÃO, QUE FAZEM PARTE DE UMA
ESTATÍSTICA Programa de alfabetização -
FAESP/SENAR-SP/CAESP
PRIMEIRA FASE: "descobertado universo vocabular”
O QUE ESTE POVO ESTÁ FALANDO?
Expressões típicas do povo,
Formas de falar particulares,
Palavras ligadas à experiência do grupo,
Especialmente ligada à experiência profissional
37.
PRIMEIRA FASE: "descobertado universo vocabular”
Esta fase dá resultados enriquecedores para a equipe de
educadores, pelas relações que se estabelecem e pelo conteúdo,
da linguagem popular – VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS
38.
PRIMEIRA FASE: “Descobertado universo vocabular”
Nos vocabulários que figuram os setores rurais e urbanos do
nordeste e do sul do país, não são raros os exemplos:
39.
“Janeiro emAngicos – disse um homem do sertão do Rio
Grande do Norte – é muito duro de se viver, porque janeiro é
cabra danado parti judiar de nós.”
“Quero aprender a ler e a escrever – disse um analfabeto do
Recife – para deixar de ser a sombra dos outros.”
E um homem, em Florianópolis, ao descobrir o processo de
emergência do povo, característico da transição brasileira,
concluiu: “O povo tem uma resposta.”
Outro, com um tom tristonho: “Não sofro por ser pobre, mas
por não saber ler.”
“Minha escola é o mundo”, disse um analfabeto de um
Estado do sul do país;
40.
Conhecer é atuarsobre a realidade conhecida.
As palavras geradoras devem nascer desta procura e não de uma
seleção que efetuamos no nosso gabinete de trabalho.
41.
SEGUNDA FASE: “Seleçãode palavras, dentro do universo
vocabular”.
AS PALAVRAS PRECISAM SER SELECIONADAS
CONFORME OS SEGUINTES CRITÉRIOS:
(escolha das palavras geradoras)
• Riqueza silábica,
• Dificuldades fonéticas - devem ser colocadas na ordem de
dificuldade crescente,
• Conteúdo prático da palavra, - Relacionar a palavra a
realidade social, cultural, política...
42.
A melhorpalavra geradora é aquela que reúne em si a
porcentagem mais alta de critérios:
SINTÁTICOS (possibilidade ou riqueza fonética, grau de
dificuldade fonética complexa, possibilidade de manipulação
de conjuntos de signos, de sílabas etc.),
SEMÂNTICOS (maior ou menor intensidade de relação
entre a palavra e o ser que designa),
PODER DE CONSCIENTIZAÇÃO da palavra ou conjunto
de reações sócio-culturais que a palavra gera na pessoa.
43.
TERCEIRA FASE: “Criaçãode situações existenciais”
A terceira fase é a criação de situações existenciais do grupo
com o qual se trabalha.
• Estas situações desempenham o papel de “desafios”
apresentados aos grupos. Trata-se de situações problemáticas,
codificadas, que levam em si elementos para que sejam
descodificados pelos grupos com a colaboração do
coordenador.
44.
TERCEIRA FASE: “Criaçãode situações existenciais”
O debate – conduzirá os grupos a “conscientizar-se” para
alfabetizar-se.
Discussão das situações locais que abrem perspectivas para a
análise de problemas nacionais e regionais.
Entre estas perspectivas se situam as palavras geradoras,
ordenadas conforme o grau de suas dificuldades fonéticas.
• DEBATES – RODA DE CONVERSA
QUARTA FASE: “Criaçãodas Fichas Roteiro”
A quarta fase é de elaboração de Fichas Roteiro que
funcionam como roteiro para os debates.
Tais fichas deverão simplesmente ajudar os coordenadores,
não serão uma prescrição rígida e imperativa.
FICHA DE
ROTEIRO
Guia para debates
47.
QUINTA FASE: “Fichasdas famílias fonéticas ”
Consiste na elaboração de fichas que aparecem as famílias
fonéticas correspondentes às palavras geradoras.
• Uma vez elaborado o material, em forma de diapositivos ou
cartazes,
• Devidamente treinados nos debates relativos às situações já
elaboradas,
• E de posse de suas fichas indicadoras,
• Começa o trabalho efetivo de alfabetização.
48.
QUINTA FASE: “Fichasdas famílias fonéticas ”
FICHA DA PALAVRA GERADORA
(QUE FOI RETIRADA DO DEBATE)
CRIAÇÃO DE FICHAS
DE PALAVRAS GERADORAS
PARAA DECOMPOSIÇÃO
DAS FAMÍLIAS FONÉTICAS
49.
EXEMPLOS DE PALAVRASGERADORAS
PARA OS POSSÍVEIS TEMAS DE DISCUSÃO E DEBATE:
• Conscientização
• Diálogo
• Educação Libertadora
• Empoderamento
• Cultura Popular
• Transformação Social
• Humanização
• Participação Cidadã
• Autonomia
• Crítica Social
51.
FASES DE ELABORAÇÃOE
APLICAÇÃO DO MÉTODO
1º FASE: DESCOBERTA DO UNIVERSO VOCABULAR
2º FASE: SELEÇÃO DE PALAVRAS, DENTRO DO
UNIVERSO VOCABULAR.
3º FASE: CRIAÇÃO DE SITUAÇÕES EXISTENCIAIS –
DESAFIOS
4º FASE: FICHAS ROTEIRO – GUIA PARA DEBATES
5º FASE: FICHAS DAS FAMÍLIAS FONÉTICAS –
PALAVRAS GERADORAS
52.
O MÉTODO
1 -O método ensina primeiro a associar palavras a
objetos visuais.
2 - Depois, a palavra é mostrada sem o objeto, seguida
pela separação em sílabas para que o aluno identifique
suas partes.
3 - Na análise seguinte, são mostradas as famílias
silábicas da palavra, ajudando na identificação das
vogais.
53.
O MÉTODO
4 -A ficha usada para isso é chamada de "ficha de
descoberta“
5 - O objetivo é que o aluno entenda o mecanismo de
formação das palavras em português de forma crítica,
não apenas memorizando.
6 - Isso permite que o analfabeto crie suas próprias
palavras com as combinações fonéticas aprendidas
desde o primeiro dia.
54.
• Chamou-se “PALAVRASDE PENSAMENTO”
aquelas que tinham significado,
• “PALAVRAS MORTAS” as que não o tinham.
55.
EXPERIÊNCIA – RIOGRANDE DO NORTE
• Num dos Círculos de Cultura da experiência de Angicos (Rio
Grande do Norte),
• Coordenado por minha filha Magdalena, no quinto dia do
debate, um dos participantes foi ao quadro-negro para
escrever:
56.
EXPERIÊNCIA – RIOGRANDE DO NORTE
“O povo vai resouver (por resolver) os poblemas (por
problemas) do Brasil votando conciente (por consciente).”
• Como explicar que um homem, uns dias antes
analfabeto, escreva palavras partindo de
fonemas complexos que ainda não estudou?
• Deve-se a que, havendo dominado o mecanismo
das combinações fonéticas, intenta e consegue
expressar-se graficamente da maneira como fala.
57.
EXPERIÊNCIA – RIOGRANDE DO NORTE
Havíamos começado a preparar um material:
“A arte de dissociar ideias”, arte que é o antídoto (cura) da
força de domesticação da propaganda.
Os alunos deviam discutir as situações – desafios –, desde a
simples propaganda comercial à propaganda ideológica, e isto
desde a fase de alfabetização.
62.
EXPERIÊNCIA – RIOGRANDE DO NORTE
• À medida que os grupos percebem na discussão o que há de
enganoso na propaganda – por exemplo,
• Uma marca de cigarros, fumados por uma bela moça de
biquíni, sorridente e feliz, e que com seu sorriso,
• Sua beleza e seu biquíni nada tem a ver com os cigarros.
63.
EXPERIÊNCIA – RIOGRANDE DO NORTE
• Preparam-se para perceber os mesmos enganos na propaganda
ideológica ou política, no uso de “slogans”.
• Capacitados para a crítica, estarão armados para a
“dissociação de ideias” = desconexão de conceitos.
PENSAR FORA DA CAIXA
FUGIR DAS IDEOLOGIAS
QUE NOS SÃO IMPOSTAS!
64.
CONSCIÊNCIA CULTURAL
O processo de conscientização cultural é explorado através de
situações existenciais – REAL,
Por exemplo, um homem constrói um poço para atender à
necessidade de água, transformando o mundo ao seu redor
através do trabalho.
Conforme as situações avançam, discute-se como o homem
transforma o mundo para criar casa, roupas e instrumentos,
além de explorar as relações humanas.
66.
CONSCIÊNCIA CULTURAL
A fase de alfabetização envolve reunir o grupo em torno de
uma palavra e um desenho,
Para aprender a simbolizar experiências vividas,
Em vez de focar em casas luxuosas, discute-se a necessidade
de abrigo e os problemas de habitação.
67.
CONSCIÊNCIA CULTURAL
•Os debates nos Círculos de Cultura são poderosos meios de
conscientização, transformando a atitude das pessoas em
relação à vida.
• Muitos participantes sentem que suas memórias são
refrescadas e descobrem o valor e a dignidade de seu trabalho,
• Muitos dos que participaram deles afirmaram, durante os
debates e as situações, que "não lhes era mostrado nada de
novo, mas que se lhes refrescava a memória”, e isto os
fazia felizes.