O CONSUMO DE BEBIDAS ENERGÉTICAS ASSOCIADO AO
ÁLCOOL E SEUS EFEITOS À SAÚDE.
Acadêmicos: Débora Sundermann, Hellen Teixeira, Karine
Purper, Leonardo Ferraz, Luiza Cabral, Marlua Pontel e
Thaís Petry.
▪ O risco potencial do consumo das bebidas energéticas pode ser aumentado pelo
uso concomitante com outras substâncias, como o álcool.
As bebidas energéticas tiveram origem na
década de 1960 na Ásia e Europa, e
atualmente é uma bebida muito popular,
contando com ampla variedade de marcas e
produtos.
Pesquisadores e organizações de saúde apontam preocupações
em relação aos potenciais riscos das misturas de bebidas
energéticas com o álcool.
(FERREIRA, 2004; RESSIG et al., 2009; HECKMAN, et al., 2010.
▪ A ingestão da cafeína pode elevar de forma aguda a pressão arterial que ainda com o aumento consequente da glicose circulante, causa aceleração
da frequência cardíaca.
▪ A combinação de cafeína, açúcar e taurina, disfarçam o sabor das bebidas alcoólicas tornando-as mais palatável, aumentando o consumo de
álcool.
(GRASSER, et al., 2014 ; SANCTIS,et al., 2017; VERSTER, et al., 2018).
A ingestão de uma lata de RedBull (RB), popular bebida
energética disponível no mercado, resulta em uma carga de
trabalho aumentada para o coração, como evidenciado pela
elevação da pressão arterial, da frequência cardíaca e do
débito cardíaco, uma hora após o consumo dessa bebida.
A quantidade de açúcar presente nas
bebidas energéticas é geralmente similar
à dos demais refrigerantes, e pode
contribuir para condições de obesidade e
resultar em alterações do esmalte
dentário.
▪ A cafeína funciona por ter ação cognitiva, de relaxamento
e de disposição, melhorando também a cognição mental,
o desempenho físico e a percepção do esforço, além de
diminuir a letargia. Já a taurina é um aminoácido que tem
a função de aumentar a resistência física.
▪ A glucoronolactona, por sua vez, é uma substância à
base de glicose que ajuda na eliminação de toxinas
exógenas e endógenas e que, em uma atividade física,
atua como um desintoxicante, aumentando o desempenho
físico e diminuindo a fadiga.
Dr. Drauzio Varella - Médico oncologista, cientista e escritor
brasileiro.
▪ Pessoas com pressão alta e arritmia devem evitar o consumo de energético.
(SOUZA et al., 2009).
O consumo do álcool associado a bebidas
energéticas, aumentam o risco do
desenvolvimento de várias doenças, como
hipertensão, câncer e doenças hepáticas, além
de casos de descontrole mental que levam há
agressões físicas com graves consequências.
As bebidas energéticas em combinação com um evento
estressante elevam a pressão arterial e frequência
cardíaca, possivelmente, em conjunto com a liberação de
catecolaminas a partir das glândulas suprarrenais.
A cafeína é a principal
substância ativa presente
nas bebidas energéticas.
O risco do consumo das bebidas energéticas associadas com
álcool pode causar intoxicação e, possivelmente, provocar
convulsões, taquicardia, arritmias, parada cardíaca ou morte
súbita.
(FERREIRA, 2004; TEMPLE, et al., 2017).
▪ Em um contexto diferente, a cafeína tem as suas vantagens. Por
exemplo, amantes do café se beneficiam do efeito cardioprotetor
que a bebida oferece; logo, beber de duas a três xícaras ao dia
ajudará na disposição e na saúde do coração. O mesmo se aplica
ao álcool: não há problema em consumir uma tacinha de vinho por
dia, ou eventualmente beber uma cerveja ou outra em um happy
hour. Pelo contrário: essas bebidas contêm flavonoides, que são
antioxidantes que atuam na saúde do coração.
O problema está em determinadas combinações: neste caso, álcool e
energético são uma “bomba” para o sistema simpático, que recebe uma
carga estimulante muito alta. Como consequência, o coração pode ficar
muito acelerado, causando arritmias e males súbitos, como desmaios.
O sabor da mistura incentiva o consumo excessivo, fazendo com que a pessoa perca o
controle das doses. Para quem possui predisposição a doenças cardíacas ou é portador de
alguma, o risco de morte é maior; para pessoas saudáveis, é pouco provável morrer devido
ao consumo. No entanto, há outras consequências que devem ser levadas em consideração:
Aceleração dos batimentos cardíacos;
Desidratação;
Tontura;
Gatilho para transtornos de ansiedade;
Coma alcoólico.
Fonte: Claudio Catharina, cardiologista e gestor da área de cardiologia da
Unidade Coronariana do Hospital Icaraí.
KAHOOT:
https://create.kahoot.it/details/dafd3e38-e7b8-4692-82f3-7b51640301d6
REFERÊNCIAS
▪ Ferreira SE, Mello MJ, Olivera ML. O efeito das bebidas alcoólicas pode ser afetado pela combinação com
bebidas energéticas: um estudo com usuários. Rev Assoc Med Bras 2004; 50(1):48-5.
▪ Grasser KE, Yepuri G, Dulloo AG, Montari AP. Cardio- and cerebrovascular responses to the energy drinkRed
Bull in young adults: a randomized cross-over study. Eur J Nutr. Fribourg Switzerland. 2014; 56:1561–71.
▪ Sousa AF, Abreu RND, Costa FLP, Brito LM, Vasconcelos FFM, Escudeiro SS. et al. Pessoas em recuperação
do alcoolismo: avaliação dos fatores de risco cardiovasculares. SMAD, Rev. Eletrônica Saúde Mental Álcool
Drog. 2009; 5(2):1-18.
▪ Temple JL, Bernard C, Lipshultz SE, Czachor JD, Westphal JA, Mestre MA. The Safety of ingested Caffeine:
A Comprehensive Review. Front Psychiatry, 8: 1-19. 2017.
▪ Thorlton J, Colby DA. Energy Drink Adverse Effects: What Is Being Done to Protect Public Health? Western
Journ
▪ http://www.hvc.com.br/noticias/energetico-e-alcool-uma-mistura-doce-porem-
perigosa#:~:text=Um%20dos%20problemas%20da%20combina%C3%A7%C3%A3o,Nunca%20devem%20be
ber%20em%20jejum.

trabalho de toxicologia (2) (1).pptx

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    O CONSUMO DEBEBIDAS ENERGÉTICAS ASSOCIADO AO ÁLCOOL E SEUS EFEITOS À SAÚDE. Acadêmicos: Débora Sundermann, Hellen Teixeira, Karine Purper, Leonardo Ferraz, Luiza Cabral, Marlua Pontel e Thaís Petry.
  • 2.
    ▪ O riscopotencial do consumo das bebidas energéticas pode ser aumentado pelo uso concomitante com outras substâncias, como o álcool. As bebidas energéticas tiveram origem na década de 1960 na Ásia e Europa, e atualmente é uma bebida muito popular, contando com ampla variedade de marcas e produtos. Pesquisadores e organizações de saúde apontam preocupações em relação aos potenciais riscos das misturas de bebidas energéticas com o álcool. (FERREIRA, 2004; RESSIG et al., 2009; HECKMAN, et al., 2010.
  • 3.
    ▪ A ingestãoda cafeína pode elevar de forma aguda a pressão arterial que ainda com o aumento consequente da glicose circulante, causa aceleração da frequência cardíaca. ▪ A combinação de cafeína, açúcar e taurina, disfarçam o sabor das bebidas alcoólicas tornando-as mais palatável, aumentando o consumo de álcool. (GRASSER, et al., 2014 ; SANCTIS,et al., 2017; VERSTER, et al., 2018). A ingestão de uma lata de RedBull (RB), popular bebida energética disponível no mercado, resulta em uma carga de trabalho aumentada para o coração, como evidenciado pela elevação da pressão arterial, da frequência cardíaca e do débito cardíaco, uma hora após o consumo dessa bebida. A quantidade de açúcar presente nas bebidas energéticas é geralmente similar à dos demais refrigerantes, e pode contribuir para condições de obesidade e resultar em alterações do esmalte dentário.
  • 4.
    ▪ A cafeínafunciona por ter ação cognitiva, de relaxamento e de disposição, melhorando também a cognição mental, o desempenho físico e a percepção do esforço, além de diminuir a letargia. Já a taurina é um aminoácido que tem a função de aumentar a resistência física. ▪ A glucoronolactona, por sua vez, é uma substância à base de glicose que ajuda na eliminação de toxinas exógenas e endógenas e que, em uma atividade física, atua como um desintoxicante, aumentando o desempenho físico e diminuindo a fadiga. Dr. Drauzio Varella - Médico oncologista, cientista e escritor brasileiro.
  • 5.
    ▪ Pessoas compressão alta e arritmia devem evitar o consumo de energético. (SOUZA et al., 2009). O consumo do álcool associado a bebidas energéticas, aumentam o risco do desenvolvimento de várias doenças, como hipertensão, câncer e doenças hepáticas, além de casos de descontrole mental que levam há agressões físicas com graves consequências.
  • 6.
    As bebidas energéticasem combinação com um evento estressante elevam a pressão arterial e frequência cardíaca, possivelmente, em conjunto com a liberação de catecolaminas a partir das glândulas suprarrenais. A cafeína é a principal substância ativa presente nas bebidas energéticas. O risco do consumo das bebidas energéticas associadas com álcool pode causar intoxicação e, possivelmente, provocar convulsões, taquicardia, arritmias, parada cardíaca ou morte súbita. (FERREIRA, 2004; TEMPLE, et al., 2017).
  • 8.
    ▪ Em umcontexto diferente, a cafeína tem as suas vantagens. Por exemplo, amantes do café se beneficiam do efeito cardioprotetor que a bebida oferece; logo, beber de duas a três xícaras ao dia ajudará na disposição e na saúde do coração. O mesmo se aplica ao álcool: não há problema em consumir uma tacinha de vinho por dia, ou eventualmente beber uma cerveja ou outra em um happy hour. Pelo contrário: essas bebidas contêm flavonoides, que são antioxidantes que atuam na saúde do coração.
  • 9.
    O problema estáem determinadas combinações: neste caso, álcool e energético são uma “bomba” para o sistema simpático, que recebe uma carga estimulante muito alta. Como consequência, o coração pode ficar muito acelerado, causando arritmias e males súbitos, como desmaios. O sabor da mistura incentiva o consumo excessivo, fazendo com que a pessoa perca o controle das doses. Para quem possui predisposição a doenças cardíacas ou é portador de alguma, o risco de morte é maior; para pessoas saudáveis, é pouco provável morrer devido ao consumo. No entanto, há outras consequências que devem ser levadas em consideração: Aceleração dos batimentos cardíacos; Desidratação; Tontura; Gatilho para transtornos de ansiedade; Coma alcoólico. Fonte: Claudio Catharina, cardiologista e gestor da área de cardiologia da Unidade Coronariana do Hospital Icaraí.
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    REFERÊNCIAS ▪ Ferreira SE,Mello MJ, Olivera ML. O efeito das bebidas alcoólicas pode ser afetado pela combinação com bebidas energéticas: um estudo com usuários. Rev Assoc Med Bras 2004; 50(1):48-5. ▪ Grasser KE, Yepuri G, Dulloo AG, Montari AP. Cardio- and cerebrovascular responses to the energy drinkRed Bull in young adults: a randomized cross-over study. Eur J Nutr. Fribourg Switzerland. 2014; 56:1561–71. ▪ Sousa AF, Abreu RND, Costa FLP, Brito LM, Vasconcelos FFM, Escudeiro SS. et al. Pessoas em recuperação do alcoolismo: avaliação dos fatores de risco cardiovasculares. SMAD, Rev. Eletrônica Saúde Mental Álcool Drog. 2009; 5(2):1-18. ▪ Temple JL, Bernard C, Lipshultz SE, Czachor JD, Westphal JA, Mestre MA. The Safety of ingested Caffeine: A Comprehensive Review. Front Psychiatry, 8: 1-19. 2017. ▪ Thorlton J, Colby DA. Energy Drink Adverse Effects: What Is Being Done to Protect Public Health? Western Journ ▪ http://www.hvc.com.br/noticias/energetico-e-alcool-uma-mistura-doce-porem- perigosa#:~:text=Um%20dos%20problemas%20da%20combina%C3%A7%C3%A3o,Nunca%20devem%20be ber%20em%20jejum.