Graviola
Annona muricala L
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Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY-NC-ND
Espécie Frutífera
Graviola a cultura da graviola é de grande importância para o
Brasil e para o Cerrado. A graviola é uma planta originária das
Antilhas, onde se encontra em estado silvestre. Nos Andes do
Peru, a folha é tradicionalmente usada como chá no tratamento
de catarro excessivo. É uma planta herbácea, perene, de porte
pequeno que pode atingir entre cerca de 4 metros de altura.
Ademais, apresentam flores hermafroditas, com cheiro muito
forte.
A gravioleira é conhecida por diversos nomes, a depender do seu
local de origem no Brasil, tais como: coração de rainha,
condessa, graviola, jaca do Pará, entre outros. No Haiti e Antilhas
Francesas, a Annona muricata é conhecida popularmente como
corossol, enquanto que no Panamá, El Salvador, Costa Rica,
Colômbia, Venezuela e Guatemala ela recebe o nome de
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Classificação Botânica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Magnoliales
Família: Annonaceae
Género: Annona
Espécie: A. muricata
Nome científico: Annona Muricata
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Clima e solo
▸ Clima: A gravioleira é a mais tropical dasanonáceas,
vegeta muito bem em climas com temperaturas
variando de 21°C a 30°C. Altitudes de até 1.200m.
▸ Solo: Em relação ao solo, a gravioleira é pouco exigente
quanto ao fator fertilidade, uma vez que mesmo nas
areias quartzosas nordestinas - solos pobres e ácidos -
seu desenvolvimento é notável. Graças a seu sistema
radicular abundante, a gravioleira adapta-se muito bem
a diferentes tipos desolo, embora requeira solos ricos
em matéria orgânica, bem drenados e com pH
ligeiramente ácido de 6.0 a 6.5.
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Plantio
▸ Plantio: A propagação da gravioleira pode ser feita por
sementes (sexuada) ou via material vegetativo
(assexuada) como, por exemplo, borbulhas ou garfos.
Destes, a enxertia é o método mais utilizado, seja via
borbulha (borbulhia) ou via garfo (garfagem).
Propagação por garfagem é o mais eficiente por
apresentar melhor pegamento e desenvolvimento
mais rápido do enxerto.
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Controle de ervas espontâneas
▸ Ervas daninhas e seu controle - As ervas daninhas competem
por água e nutrientes com a gravioleira, reduzindo o
crescimento e diminuindo a produção da o cultura. Daí a
importância de seu controle. São escassas as informações da
literatura acerca do controle de ervas daninhas em pomares
de gravioleira. É possível, entretanto, aproveitar a maioria
das recomendações sobre a matéria dirigidas a outras
fiuteiras perenes e aplicá-las no cultivo da gravioleira com
bastante sucesso. O controle de ervas daninhas é feito
utilizando-se sistemas de manejo que empregam capina
manual com enxada, capina mecânica com roçagem ou
gradagem 76 e aplicação de herbicidas. O uso de apenas
uma dessas práticas ou de duas ou mais pode
eventualmente ser recomendado.
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Cultivares
▸ Morada, Lisa e Blanca
9
Doenças e controle
▸ • Podridão-das-raízes Espécie (Cylindrocladium
clavatum) Essa doença pode aparecer em mudas de
qualquer idade provocando a podridão total ou parcial
das raizes. Sua incidência ocorre e severidade são
favorecidas pelo excesso de umidade no solo.
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11
Disponível em: https://www.agrolink.com.br/problemas/podridao-
das-raizes_3284.html
▸ Controle: Evitar o excesso de água durante a
▸ irrigação; tratar o solo ou substrato usado nas
sementeiras ou para enchimento dos
▸ sacos de plástico. Durante o período chuvoso, manter
as plantas mais distantes
▸ umas das outras e descobrir os viveiros de forma a
evitar excesso de sombra; fazer
▸ mais perfurações no saco de plástico para prevenir e
evitar o acúmulo de água.
12
▸ Outra doença que acomete os pomares de gravioleiras
é a podridão-parda dos frutos da gravioleira, ou
podridão aquosa (Rhizopus stolonifer), uma doença de
grande relevância econômica para a cultura da
graviola, pois afeta estruturas produtivas da planta,
como flores e frutos em qualquer idade.Observa-se
com frequência nas fases de colheita e pós-colheita,
ocasionando prejuízos significativos, causando a
queda e apodrecimento dos frutos no campo e na pós-
colheita.
13
14
Disponível em:
https://www.agrolink.com.br/problemas/podridao-
parda_1514.html
▸ Controle: Ainda não há um fungicida capaz de
controlar eficientemente o fungo causador dessa
doença. Dessa forma, as seguintes medidas de
controle preventivo são sugeridas:
▸ • Plantio de variedades/clones ou tipos mais
resistentes ou tolerantes a essa doença e às brocas da
semente e do fruto. Algumas plantas de gravioleira do
tipo Morada vêm apresentando maior tolerância à
doença e às brocas-do-fruto e da semente, nas
condições do Distrito Federal;
▸ • Controlar adequadamente as brocas-da-semente;
▸ • Evitar a permanência no pomar, de frutos doentes,
secos e mumificados que
▸ servem como fonte de inóculo primário da doença.
15
Colheita e Transporte
▸ A graviola não só tem colheita esparsa como
apresenta grande diversidade na forma dos frutos, em
conseqüência da polinização irregular associada à
heterostilia. Por isso, a seleção dos frutos por
tamanho, durante a colheita, toma-se muito dificil.
▸ Tampouco é fácil determinar o ponto de colheita da
graviola. A prática sugere que os frutos sejam colhidos
quando a coloração verde-escura da casca passa a
verde-clara e os acúleos (espécie de espinhos da casca)
16
▸ O transporte dos frutos geralmente é feito em caixas
em que se colocam mais de uma camada. Para evitar o
esmagamento, os frutos são separados por camadas
de palha, capim seco ou esponja. As graviolas devem
ser colhidas "de vez" e colocadas em prateleiras em
ambiente controlado a 22°C de temperatura e 45-50%
de umidade relativa do ar.
▸ Nessas condições 90 "v ~ de armazenamento, atingem
o pico c1imatérico por volta do sexto dia, quando se
tornam comestíveis. Após o amadurecimento, a
graviola permanece comestível por apenas dois dias
mais. Nessas condições, a perda de peso é da ordem
de 8% durante os 6-7 dias de armazenamento.
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    2 Esta Foto deAutor Desconhecido está licenciado em CC BY-NC-ND
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    Espécie Frutífera Graviola acultura da graviola é de grande importância para o Brasil e para o Cerrado. A graviola é uma planta originária das Antilhas, onde se encontra em estado silvestre. Nos Andes do Peru, a folha é tradicionalmente usada como chá no tratamento de catarro excessivo. É uma planta herbácea, perene, de porte pequeno que pode atingir entre cerca de 4 metros de altura. Ademais, apresentam flores hermafroditas, com cheiro muito forte. A gravioleira é conhecida por diversos nomes, a depender do seu local de origem no Brasil, tais como: coração de rainha, condessa, graviola, jaca do Pará, entre outros. No Haiti e Antilhas Francesas, a Annona muricata é conhecida popularmente como corossol, enquanto que no Panamá, El Salvador, Costa Rica, Colômbia, Venezuela e Guatemala ela recebe o nome de 3
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    Classificação Botânica Reino: Plantae Divisão:Magnoliophyta Classe: Magnoliopsida Ordem: Magnoliales Família: Annonaceae Género: Annona Espécie: A. muricata Nome científico: Annona Muricata 4
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    Clima e solo ▸Clima: A gravioleira é a mais tropical dasanonáceas, vegeta muito bem em climas com temperaturas variando de 21°C a 30°C. Altitudes de até 1.200m. ▸ Solo: Em relação ao solo, a gravioleira é pouco exigente quanto ao fator fertilidade, uma vez que mesmo nas areias quartzosas nordestinas - solos pobres e ácidos - seu desenvolvimento é notável. Graças a seu sistema radicular abundante, a gravioleira adapta-se muito bem a diferentes tipos desolo, embora requeira solos ricos em matéria orgânica, bem drenados e com pH ligeiramente ácido de 6.0 a 6.5. 5
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    Plantio ▸ Plantio: Apropagação da gravioleira pode ser feita por sementes (sexuada) ou via material vegetativo (assexuada) como, por exemplo, borbulhas ou garfos. Destes, a enxertia é o método mais utilizado, seja via borbulha (borbulhia) ou via garfo (garfagem). Propagação por garfagem é o mais eficiente por apresentar melhor pegamento e desenvolvimento mais rápido do enxerto. 6
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    Controle de ervasespontâneas ▸ Ervas daninhas e seu controle - As ervas daninhas competem por água e nutrientes com a gravioleira, reduzindo o crescimento e diminuindo a produção da o cultura. Daí a importância de seu controle. São escassas as informações da literatura acerca do controle de ervas daninhas em pomares de gravioleira. É possível, entretanto, aproveitar a maioria das recomendações sobre a matéria dirigidas a outras fiuteiras perenes e aplicá-las no cultivo da gravioleira com bastante sucesso. O controle de ervas daninhas é feito utilizando-se sistemas de manejo que empregam capina manual com enxada, capina mecânica com roçagem ou gradagem 76 e aplicação de herbicidas. O uso de apenas uma dessas práticas ou de duas ou mais pode eventualmente ser recomendado. 7
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    Doenças e controle ▸• Podridão-das-raízes Espécie (Cylindrocladium clavatum) Essa doença pode aparecer em mudas de qualquer idade provocando a podridão total ou parcial das raizes. Sua incidência ocorre e severidade são favorecidas pelo excesso de umidade no solo. 10
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    ▸ Controle: Evitaro excesso de água durante a ▸ irrigação; tratar o solo ou substrato usado nas sementeiras ou para enchimento dos ▸ sacos de plástico. Durante o período chuvoso, manter as plantas mais distantes ▸ umas das outras e descobrir os viveiros de forma a evitar excesso de sombra; fazer ▸ mais perfurações no saco de plástico para prevenir e evitar o acúmulo de água. 12
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    ▸ Outra doençaque acomete os pomares de gravioleiras é a podridão-parda dos frutos da gravioleira, ou podridão aquosa (Rhizopus stolonifer), uma doença de grande relevância econômica para a cultura da graviola, pois afeta estruturas produtivas da planta, como flores e frutos em qualquer idade.Observa-se com frequência nas fases de colheita e pós-colheita, ocasionando prejuízos significativos, causando a queda e apodrecimento dos frutos no campo e na pós- colheita. 13
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    ▸ Controle: Aindanão há um fungicida capaz de controlar eficientemente o fungo causador dessa doença. Dessa forma, as seguintes medidas de controle preventivo são sugeridas: ▸ • Plantio de variedades/clones ou tipos mais resistentes ou tolerantes a essa doença e às brocas da semente e do fruto. Algumas plantas de gravioleira do tipo Morada vêm apresentando maior tolerância à doença e às brocas-do-fruto e da semente, nas condições do Distrito Federal; ▸ • Controlar adequadamente as brocas-da-semente; ▸ • Evitar a permanência no pomar, de frutos doentes, secos e mumificados que ▸ servem como fonte de inóculo primário da doença. 15
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    Colheita e Transporte ▸A graviola não só tem colheita esparsa como apresenta grande diversidade na forma dos frutos, em conseqüência da polinização irregular associada à heterostilia. Por isso, a seleção dos frutos por tamanho, durante a colheita, toma-se muito dificil. ▸ Tampouco é fácil determinar o ponto de colheita da graviola. A prática sugere que os frutos sejam colhidos quando a coloração verde-escura da casca passa a verde-clara e os acúleos (espécie de espinhos da casca) 16
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    ▸ O transportedos frutos geralmente é feito em caixas em que se colocam mais de uma camada. Para evitar o esmagamento, os frutos são separados por camadas de palha, capim seco ou esponja. As graviolas devem ser colhidas "de vez" e colocadas em prateleiras em ambiente controlado a 22°C de temperatura e 45-50% de umidade relativa do ar. ▸ Nessas condições 90 "v ~ de armazenamento, atingem o pico c1imatérico por volta do sexto dia, quando se tornam comestíveis. Após o amadurecimento, a graviola permanece comestível por apenas dois dias mais. Nessas condições, a perda de peso é da ordem de 8% durante os 6-7 dias de armazenamento. 17