Aplicar os usos das estruturas linguísticas estudadas.
Relacionar as estruturas sintáticas aos diversos sentidos
dos textos.
Distinguir termos integrantes de termos acessórios.
Aplicar as regras da vírgula nos períodos simples.
Principais conceitos que você vai aprender:
Termos integrantes;
Termos acessórios;
Uso da vírgula.
4
5
6
Policarpo Quaresma era um grande patriota. Foi um
cidadão que sempre valorizou e lutou pela cultura brasileira,
chegando, inclusive, a defender que o tupi-guarani se tornasse o
idioma oficial do país.
Após a Guerra da Armada, Policarpo foi designado como
carcereiro da prisão dos marinheiros insurgentes (rebelde).
Seu patriotismo exagerado acaba se tornando uma obsessão
para Quaresma, que tinha como ideia firme, fixa, a de salvar o
país por meio de reformas culturais, econômicas e políticas.
7
Foi acusado de traição, pois enquanto carcereiro da
prisão dos marinheiros insurgentes, presenciou o fato de
alguns prisioneiros terem sido escolhidos aleatoriamente para
serem fuzilados. Policarpo decidiu denunciar o ocorrido ao
presidente Floriano Peixoto. Foi então acusado de traição e
condenado à morte.
8
Revolta da Armada foi um levante liderado
pela Marinha, entre os anos de 1891 e 1894, que
exigia maior participação dos marinheiros na
república brasileira.
A Revolta da Armada foi a luta dos marinheiros
contra as medidas de Deodoro da Fonseca e Floriano
Peixoto e por maior participação no governo.
9
10
Atente aos três primeiros períodos. O primeiro verbos, bateu, está
conjugado no pretérito perfeito, e os demais, no pretérito imperfeito.
Como o tempo dos verbos, com seus respectivos sentidos, ajuda a
compor o cenário da narrativa?
O tempo verbal cria um dinamismo na narrativa e situa o leitor
no tempo e no espaço:
O pretérito perfeito indica um tempo específico, em relação
àquele que fala ou escreve.
O pretérito imperfeito, indica fatos frequentes ou repetidos no
passado.
11
 Em sua opinião, a escolha dos tempos verbais com a respectiva
combinação de outras estruturas sintáticas (em casa, mais de vinte
anos, pelas confeitarias, às vezes e sempre) dá ao leitor pistas a
respeito da personalidade do personagem? Comente sua resposta.
Os verbos e os termos destacados revelam aspectos da
personalidade do personagem. O tempo verbal empregado e os adjuntos
adverbiais empregados ajudam o leitor a perceber o personagem em
movimento, revelando uma pessoa metódica, cautelosa, cujas ações
eram calculadas antes mesmo de acontecerem.
12
Exercício 01, pág. 34
Lembra-me que, em certo dia
Na rua, ao sol de verão
Um pobre cão morria envenenado. (ordem direta)
O Cão é o sujeito do verbo morrer.
Alternativa B: Sujeito (Um pobre cão)
Lembra-me que, em certo dia
Na rua, ao sol de verão,
Envenenado morria
Um pobre cão.
Machado de Assis
13
14
15
• Termos integrantes
Objeto direto
Objeto direto é o termo da oração, geralmente não preposicionado, que
completa a mensagem expressa por um verbo, que se comporta como
transitivo direto. constituição das palavras.
16
Se testarmos a transitividade dos verbos, notaremos que os verbos
transitivos diretos pedem objeto sem preposição.
 Verbo querer, no sentido de desejar: quem quer, quer algo.
Mariana quer boas notas. / José quis uma viagem.
verbo ver: quem vê, vê algo ou alguém.
Maria Luísa via as vitrines. / Saulo viu alguns professores no pátio.
Todos os termos destacados nesses exemplos são objetos diretos,
completando a transitividade do verbo sem preposição.
17
Exercício 03 +Enem, pág. 34
H21 - Reconhecer em textos de diferentes gêneros, recursos verbais e não-verbais utilizados
com a finalidade de criar e mudar comportamentos e hábitos.
BANQUETE LÍRIC0
Ontem faminto
almocei um livro do Neruda
com molho lírico à Cecília,
bebi toda poesia do Quintana
e, de sobremesa, Drummond - delícia!
Ainda belisquei uns sonetos do Vinícius
enquanto esperava o jantar, Clarice.
De nada adiantou:
a fome só fez aumentar.
Sergio Vaz
Alternativa B
São empregados de
forma figurada, criando
a expressividade do
poema.
18
a) (F) O uso dos complementos, contribuindo para os sentidos que se
pretendem, é adequado. (Verbo transitivo direto – objeto direto)
c) (F) Não tem sentido, pois a linguagem é figurada (o escritor faz uma
brincadeira com o sentido dos verbos).
d) (F) Na realidade, a preocupação do escritor foi selecionar grandes
nomes da literatura que toma como fonte, e não simplesmente fazer
rimas, embora haja um jogo de sons.
e) (F) Embora o texto acabe incentivando a leitura desses escritores, não
tem essa finalidade principal.
19
20
Por uma questão semântica ou de estilo, pode ocorrer o uso de
preposição antes do objeto direto. Nesse caso, temos objeto direto
preposicionado.
O verbo tomar é transitivo direto. Assim, no exemplo,
poderíamos, dizer “tomaram as armas”. Quando empregamos das armas,
o verbo tomar continua sendo transitivo direto e o termo das armas é
classificado como objeto direto preposicionado.
Os rebeldes tomaram das armas e lançaram-se contra os inimigos.
Verbo transitivo direto Objeto direto
preposicionad
o
21
Uma importante razão para se usar objeto preposicionado é
evitar que o sujeito e o objeto, quando não colocados na ordem direta,
se confundam.
Ao sovina ninguém iludirá. / Ninguém iludirá ao/o sovina.
 ao sovina – objeto direto preposicionado;
 ninguém – sujeito;
 Iludirá – verbo transitivo direto;
22
23
O objeto direto pode ser repetido dentro da mesma oração.
Nesse caso, temos objeto direto pleonástico.
Minhas lembranças, deixei-as no passado.
Analisando-se essa frase, percebe-se que o pronome a retoma
“toda a reconstrução histórica”, que é o objeto direto da oração;
portanto, o termo a é classificado como objeto direto pleonástico.
Objeto direto Objeto direto pleonástico
Com efeito! Toda a reconstrução histórica a realizar, e solidamente, com um
saber destro, o tio Duarte. (Eça de Queirós. A ilustre casa de Ramires)
Com efeito! O tio Duarte realizara, com um saber destro e solidamente, toda a
reconstrução histórica.
24
25
• Termos integrantes
Objeto indireto
Objeto indireto é o termo da oração, sempre preposicionado, que
completa a mensagem expressa por um verbo, que se comporta como
transitivo indireto.
26
• Termos integrantes
Objeto indireto
Objeto indireto é o termo da oração, sempre preposicionado, que
completa a mensagem expressa por um verbo, que se comporta como
transitivo indireto.
“Pensando no Brasil, nos tornamos o 7º think tank (tanque de
reflexão) do mundo”.
O Estado de S. Paulo. 3 fev. 2018. Política, p. A5.
27
28
O objeto indireto também pode repetir-se na oração. Teremos,
nesse caso, o objeto indireto pleonástico.
Observe que o verbo oferecer é transitivo direto e indireto ao mesmo
tempo, pois exige os dois complementos para transmitir a mensagem
com clareza.
Aos meus amigos é objeto indireto do verbo oferecer, uma grande
festa é objeto direto desse verbo.
Aos meus amigos, nunca lhes ofereci, realmente, uma grande festa.
Nunca ofereci aos meus amigos uma grande festa realmente
Nunca ofereci uma grande festa aos meus amigos realmente.
29
Entretanto, o pronome átono lhes, que acompanha o verbo
oferecer, também é objeto indireto desse verbo, uma vez que
complementa o seu sentido e tem preposição (lhes = a eles).
Tendo já ocorrido objeto indireto na oração, dizemos que aquele
que se repete é o objeto indireto pleonástico.
Assim como ocorre com o objeto direto pleonástico, o emprego
do objeto indireto pleonástico é uma questão estilística.
30
31
Exercício 10 – pág. 39
“Usando do direto que lhe confere a Constituição”
Alternativa E
Objeto direto e objeto indireto
“Usando do direto o qual lhe confere a Constituição.
A constituição confere-lhe o direto.
Quem confere, confere algo (o direto) a alguém (lhe – pronome pessoal
do caso oblíquo átono – função sintática de objeto indireto)
32
33
• Termos integrantes
Complemento nominal
É o termo da oração que está diretamente relacionado a um nome,
completando a mensagem que se deseja expressar. Chamamos “nome”,
genericamente, a todo substantivo, adjetivo ou advérbio.
34
• Termos integrantes
Complemento nominal
É o termo da oração que está diretamente relacionado a um nome,
completando a mensagem que se deseja expressar. Chamamos “nome”,
genericamente, a todo substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio.
“A linguagem é inseparável do homem”.
Nessa oração, o termo destacado completa o sentido da palavra
inseparável, que é um adjetivo. O termo, portanto, funciona como
complemento nominal.
35
As pessoas têm necessidade de interagir com as outras.
• as pessoas = sujeito
• pessoas – núcleo do sujeito simples
• têm = verbo transitivo direto (3º pessoa do plural / presente do
indicativo)
• necessidade = objeto direto - sintaxe (substantivo abstrato –
morfologia)
• de interagir = complemento nominal
• com as outras = adjunto adverbial de companhia.
36
Tanto o objeto indireto quanto o complemento são sempre
precedidos de preposição. Entretanto, o objeto indireto se relaciona ao
verbo e o complemento nominal se relaciona ao substantivo abstrato,
adjetivo ou advérbio.
Objeto Indireto
Complemento nominal
Pedro gosta de chocolate. Completa o verbo gostar, assim de
chocolate é objeto indireto
Cecília tem orgulho da filha. Orgulho = substantivo abstrato
Ricardo estava consciente de tudo. Consciente = adjetivo
A professora agiu favoravelmente aos alunos. Favoravelmente = advérbio de
modo
37
38
39
• Termos integrantes
Agente da passiva
É o termo da oração que indica quem pratica a ação, quando a oração está
na voz passiva. Normalmente é antecedido pela preposição por, per
acompanhada dos artigos definidos e, às vezes, pela preposição de.
40
• Termos integrantes
Agente da passiva
É o termo da oração que indica quem pratica a ação, quando a oração está
na voz passiva. Normalmente é antecedido pela preposição por, per
acompanhada dos artigos definidos e, às vezes, pela preposição de.
41
A moeda de gelo foi inventada por um pobre homem gelado.
Observe que a moeda de gelo sofre a ação de ser inventada;
portanto, é sujeito paciente. Quem a inventa é o agente da ação
verbal; dessa forma, por um pobre homem gelado classifica-se como
agente da passiva.
O agente da passiva não deve ser confundido com o sujeito, o
qual, na voz passiva, é apenas paciente, ou seja, não é responsável pelo
processo ou ação verbal.
O verbo concorda com o sujeito paciente, nunca com o agente da
passiva, cujo núcleo é sempre preposicionado.
42
Voz ativa:
Voz passiva analítica:
A vítima / registrou / uma queixa.
Uma queixa / foi registrada / pela vítima.
sujeito Verbo transitivo direto Objeto direto
Sujeito paciente Locução verbal passiva Agente da passiva
43
44
Observe que, na transposição da voz ativa para voz passiva
analítica, o que era objeto direto da ativa se transformou em sujeito da
passiva ou sujeito paciente e o que era sujeito da ativa se transformou
em agente da passiva.
Podemos ter voz passiva sem que o agente da passiva aparece.
Observe que registrou-se é a forma sintética (reduzida) da
locução verbal foi registrada. A forma sintética é constituída de verbo na
terceira pessoa do singular ou do plural (dependendo do sujeito) + o
pronome se, que é chamado de pronome apassivador ou partícula
apassivadora.
Um queixa foi registrada. (voz passiva analítica)
Registrou-se uma queixa. . (voz passiva sintética)
45
Tanto na voz passiva analítica quanto na sintética, há sujeito, e o
verbo concorda com ele. Não se constroem frases na voz passiva com
verbos intransitivos, transitivos indiretos ou de ligação
Vende-se uma casa Uma casa foi vendida.
Voz passiva sintética Voz passiva analítica
Vendem-se casas Casas são vendidas.
Voz passiva sintética Voz passiva analítica
Vive-se bem em cidades interioranas. (VI)
Precisa-se de vendedores com prática. (VTI)
Era-se feliz naqueles tempos. VL
46
47
48
O se apresenta várias funções na língua portuguesa, entre elas:
Pronome apassivador;
 Índice de indeterminação do sujeito
 Pronome reflexivo
Tais funções interessam, nesse momento, aos estudos, pois,
assim, compreenderemos melhor as vozes verbais bem como
distinguiremos com clareza alguns tipo de sujeito.
49
 Pronome apassivador ou partícula apassivadora só aparece na voz
passiva sintética.
Se quisermos enfatizar o que foi lançado:
Se, em vez de explicitarmos todos esses termos, quisermos dar
ainda mais ênfase ao sujeito paciente, podemos adotar a voz passiva
sintética, que será construída por meio de um pronome apassivador.
Um deles lançou um grito selvagem. (voz ativa)
Um grito selvagem foi lançado por um deles. (voz passiva analítica)
Lançou-se um grito selvagem
Por um deles: agente da voz passiva analítica, expresso na oração
50
O índice de indeterminação do sujeito só ocorre na voz ativa.
Observe que o nome funcionárias está no plural e o verbo, no
singular. Esse termo não é sujeito da oração e, por isso, o verbo não tem
de concordar com ele, ficando na terceira pessoa do singular.
A palavra se, nesse caso, indicará que alguém, não se sabe quem,
precisa de funcionárias. A função do se, nessa construção, é de índice de
indeterminação do sujeito.
Precisa-se de funcionárias.
51
O pronome reflexivo só ocorre na voz reflexiva.
É pronome reflexivo o se que indica, ao mesmo tempo, o ser
agente e o paciente da ação verbal.
Nesse caso, as crianças desempenham a ação de olhar (são
agentes) e olham a si mesmas (são pacientes da ação).
Com suas fantasias de princesa, as crianças olhavam-se no espelho encantadas.
52
53
Exercício 01
Primeiro parágrafo: A escrita relaciona-se ao pensamento, isto é,
escreve bem quem aprendeu a encontrar ideias e a concatená-las no
texto.
Segundo parágrafo: O simples conhecimento das regras gramaticais não
garante uma boa escrita, é preciso ter o que dizer.
Exercício 03
Segundo o autor, de nada adianta conhecer as regras gramaticais, como
normas e exceções, se a pessoa nada tem a dizer, isto é, se ela não se
muniu de ideias para organizar e dar um sentido ao que tem a dizer.
54
Exercício 04
Refletir no sentido de perceber que o conhecimento das
regras gramaticais precisa estar relacionado ao domínio de
algum conteúdo, pois as palavras se organizam em torno de
ideias, isto é, de raciocínio lógico, e não unicamente em
torno das normas da língua.
55
56
• Termos acessórios
Adjunto adnominal
Termos de valor adjetivo que se relacionam aos substantivos da oração,
especificando, modificando ou delimitando o seu significado. Em um
período simples, eles podem ser expressos por adjetivos, locuções
adjetivas, artigos (definidos ou indefinidos), pronomes adjetivos e
numerais, em um período simples.
57
• Termos acessórios
Adjunto adnominal
Termos de valor adjetivo que se relacionam aos substantivos concretos ou
abstratos da oração, especificando, modificando ou delimitando o seu
significado. Em um período simples, eles podem ser expressos por
adjetivos, locuções adjetivas, artigos (definidos ou indefinidos), pronomes
adjetivos e numerais, em um período simples.
58
Observe que, nesse caso, o adjunto adnominal de ferro é uma locução
adjetiva (= férrea) que específica o substantivo casinha, sendo, porém,
totalmente dispensável para a compreensão da mensagem. O artigo uma
também é adjunto adnominal do substantivo concreto casinha.
(...) faça uma casinha de ferro para mim.
59
60
61
• Termos acessórios
Adjunto adnominal
62
Se o substantivo seguido do termo preposicionado for abstrato?
 O adjunto adnominal preposicionado é agente.
 O complemento nominal preposicionado é paciente.
Se os termos abaixo sublinhados são agentes, automaticamente
serão os adjuntos adnominais. Se pacientes, serão complementos
nominais. Veja:
63
Adjuntos adnominais:
O amor de mãe é especial.
(agente: a mãe ama)
A invenção do cientista mudou o mundo.
(agente: o cientista inventou)
A leitura do aluno foi boa.
(agente: o aluno leu)
https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/como-distinguir-adjunto-adnominal-de-complemento-nominal/
64
Complementos nominais:
O amor à mãe também é especial.
(paciente: a mãe é amada)
A invenção do rádio mudou o mundo.
(paciente: o rádio foi inventado)
A leitura do livro é instigante.
(paciente: o livro é lido)
https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/como-distinguir-adjunto-adnominal-de-complemento-nominal/
65
Coloque:
A para adjunto adnominal (completa substantivo abstrato e concretos –
função agente)
C para complemento nominal (completa substantivos abstratos, adjetivo
e advérbio – função paciente)
a) Aquela cadeira de ferro é muito resistente.
A (cadeira - substantivo concreto)
b) Foi solicitada ao gerente a devolução do dinheiro.
C (devolução - substantivo abstrato)
Função paciente: A devolução do dinheiro foi solicitada.
66
c) Aquela imagem de cera é esquisita.
A (imagem – substantivo concreto)
d) O caderno de anotações estava desorganizado.
A (caderno – substantivo concreto)
e) A construção do metrô se prolonga há muitos anos.
C (construção – substantivo abstrato)
Função paciente (O metrô foi construído)
f) O juiz determinou a prisão do bandido.
C (prisão – substantivo abstrato)
Função paciente: A prisão do bandido foi determinada.
67
Exercício 05, pág. 35
Entrevista
Antes de mais nada, é preciso lembrar que o sono faz parte do
ciclo de 24 horas do ser humano. Ao dormir, uma pessoa está
armazenando e recuperando energia para o resto do tempo do ciclo
vital.
Alternativa B
adjunto adnominal – sujeito – objeto direto – adjunto adnominal
68
69
Os professores consideraram a prova difícil.
No intuito de descobrir se o termo em questão (difícil) se
refere a um adjunto adnominal ou a um predicativo do objeto, basta
substituí-lo por um pronome substantivo, o qual resultaria no
seguinte enunciado:
Os professores consideraram-na difícil.
Constatamos que o pronome oblíquo em evidência atua como
objeto direto (substituindo o termo “a prova”). Assim, mesmo havendo
tal substituição, o termo “difícil” continuou intacto, haja vista que ele
não é parte do objeto, mas sim um termo que a ele está relacionado.
Considera-se, dessa forma, tratar-se de um predicativo do objeto
direto.
70
Os alunos resolveram uma questão difícil.
Realizando o mesmo processo, o de substituir o objeto direto
(uma questão) por um pronome oblíquo, obtém-se somente:
Os alunos resolveram-na. (e difícil, onde fica?)
Gramaticalmente falando, “os alunos resolveram-na difícil”
configuraria uma inadequação.
É exatamente por essa razão que afirmamos que o termo
“difícil”, em se tratando desse caso, classifica-se como um adjunto
adnominal, haja vista que ele é parte do objeto direto, e não um termo
que a ele se relaciona, assim como ocorre com o predicativo.
71
72
• Termos acessórios
Adjunto adverbial
Os adjuntos adverbiais são termos circunstanciais ligados aos verbos ou que
intensificam o sentido de adjetivos, advérbios ou dos próprios verbos.
73
• Termos acessórios
Adjunto adverbial
Os adjuntos adverbiais são termos circunstanciais ligados aos verbos ou que
intensificam o sentido de adjetivos, advérbios ou dos próprios verbos.
“Minhas filhas, dentro em pouco estarei morta e vocês vão ficar
sozinhas no mundo”.
Observe que a expressão dentro em pouco indica a circunstância temporal em que
acontecerá a morte da mãe, portanto é um adjunto adverbial de tempo. No mundo
é uma expressão que indica uma circunstância de lugar. Por isso, no mundo é um
adjunto adverbial de lugar.
74
Exercício 2, pág. 34
Alternativa D
“Queria agora caminhar com os ladrões pela noite.”
O adjunto Adverbial atribui uma circunstância de lugar ao verbo
caminhar.
75
76
77
Exercício 4, pág. 34
Alternativa A
Meio, através do qual as crianças terão condições de transformar o futuro
para melhor.
A expressão com educação indica circunstância de meio, isto é “com
educação”, ou por meio, isto é “com educação”, ou por meio da
educação, o aluno aprende a escrever.
78
79
• Termos acessórios
Aposto
Aposto é o termo ou a expressão que identifica ou explica, desenvolve ou
resume outro termo citado na oração.
80
• Termos acessórios
Aposto
Aposto é o termo ou a expressão que identifica ou explica, desenvolve ou
resume outro termo citado na oração.
81
82
Quase sempre, o aposto, deve aparecer isolado, por vírgulas,
travessões ou dois-pontos, por exemplo.
Para ser aposto, um termo deve ter natureza essencialmente
substantiva, liga-se a outro termo também de natureza essencialmente
substantiva e funcionar como termo acessório na oração. Veja:
O rapaz, apressado, abandonou o treino de futebol.
Apesar de estar entre vírgulas, “apressado” é um adjetivo, logo predicativo do sujeito
Fui à feira e comprei frutas: banana, maçã, melão.
O termo destacado tem natureza essencialmente substantiva, liga-se a outro termo
também de natureza substantiva “frutas”, termo acessório.
Fui à feira e comprei: banana, maçã, melão.
Não temos um aposto, mas sim um objeto direto. Termo integrante
83
Há quatro tipos de aposto:
Aposto explicativo:
Aposto enumerativo:
Aposto resumido ou resumitivo:
Aposto especificativo
Rafaela, filha da professora de inglês, não foi a aula hoje.
Tenho todas as roupas necessárias para um guarda roupa completo: um pretinho
básico, uma camiseta branca e jeans.
Adoro feijão-tropeiro, angu e frango com quiabo: comida mineira
Não queria sentir todos os dias o cheirinho do rio Tietê.
84
85
86
• Vocativo
O vocativo é um termo independente do sujeito e do predicado, cuja função
é chamar, invocar ou interpelar algo ou alguém.
87
• Vocativo
O vocativo é um termo independente do sujeito e do predicado, cuja função
é chamar, invocar ou interpelar algo ou alguém.
88
Na tirinha, os termos Cascão e mãe, separados por vírgula,
são vocativos.
89
90
Exercício 09 – pág. 39
Alternativa C
II. Na frase “estaria sendo hipócrita”, há uma locução verbal.
91
Exercício 12 – pág. 39
1- O que é isso, companheiro?
2- Querida, encolhi as crianças
4- Conan, o bárbaro
8- George, o rei da selva
Em 4 e 8, o que há são apostos explicativos
Soma (01 + 02 = 3)
92
Exercício 13. +Enem
H27 - Reconhecer os usos da norma padrão da língua portuguesa nas
diferentes situações de comunicação
Alternativa A – Hamlet e Papai
Trata-se do termo vocativo, utilizado para interpelar algo ou alguém
93
94
A vírgula é um sinal de pontuação que expressa pausa
na leitura. Diferentemente do que muita gente pensa, ela
não depende da “respiração”, já que cada pessoa tem um
ritmo ao respirar. O uso ou não da vírgula depende de
algumas regras, de acordo com a disposição dos termos na
frase e as relações que as palavras estabelecem entre si.
Seguem as principais regras quanto ao período
simples.
95
96
97
98
• Pontuação – o uso da vírgula no período simples
Usa-se a vírgula para:
• Separar termos de mesma função
sintática;
• Marcar a inversão ou a
intercalação do adjunto
adverbial;
• Marcar o aposto explicativo;
• Isolar o vocativo;
• Separar adjetivos com função
predicativa;
• Isolar um termo fora da ordem
direta, como para isolar o
conteúdo semântico de um
objeto pleonástico.
Não se usa virgula:
• Entre o sujeito e o predicado;
• Entre o verbo e seus
complementos;
• Entre o nome e seus
complementos;
• Entre o nome e seus adjuntos.
99
Exercício 11 – pág. 39
“Guri que finta banco, escritório, repartição, fila, balcão, pedido de
certidão, imposto a pagar.” (Lourenço
Diaféria)
Alternativa E
Separar palavras de mesma função sintática, nesse caso, de objeto
direto.
100

Termos integrantes, acessórios e pontuação

  • 3.
    Aplicar os usosdas estruturas linguísticas estudadas. Relacionar as estruturas sintáticas aos diversos sentidos dos textos. Distinguir termos integrantes de termos acessórios. Aplicar as regras da vírgula nos períodos simples. Principais conceitos que você vai aprender: Termos integrantes; Termos acessórios; Uso da vírgula.
  • 4.
  • 5.
  • 6.
    6 Policarpo Quaresma eraum grande patriota. Foi um cidadão que sempre valorizou e lutou pela cultura brasileira, chegando, inclusive, a defender que o tupi-guarani se tornasse o idioma oficial do país. Após a Guerra da Armada, Policarpo foi designado como carcereiro da prisão dos marinheiros insurgentes (rebelde). Seu patriotismo exagerado acaba se tornando uma obsessão para Quaresma, que tinha como ideia firme, fixa, a de salvar o país por meio de reformas culturais, econômicas e políticas.
  • 7.
    7 Foi acusado detraição, pois enquanto carcereiro da prisão dos marinheiros insurgentes, presenciou o fato de alguns prisioneiros terem sido escolhidos aleatoriamente para serem fuzilados. Policarpo decidiu denunciar o ocorrido ao presidente Floriano Peixoto. Foi então acusado de traição e condenado à morte.
  • 8.
    8 Revolta da Armadafoi um levante liderado pela Marinha, entre os anos de 1891 e 1894, que exigia maior participação dos marinheiros na república brasileira. A Revolta da Armada foi a luta dos marinheiros contra as medidas de Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto e por maior participação no governo.
  • 9.
  • 10.
    10 Atente aos trêsprimeiros períodos. O primeiro verbos, bateu, está conjugado no pretérito perfeito, e os demais, no pretérito imperfeito. Como o tempo dos verbos, com seus respectivos sentidos, ajuda a compor o cenário da narrativa? O tempo verbal cria um dinamismo na narrativa e situa o leitor no tempo e no espaço: O pretérito perfeito indica um tempo específico, em relação àquele que fala ou escreve. O pretérito imperfeito, indica fatos frequentes ou repetidos no passado.
  • 11.
    11  Em suaopinião, a escolha dos tempos verbais com a respectiva combinação de outras estruturas sintáticas (em casa, mais de vinte anos, pelas confeitarias, às vezes e sempre) dá ao leitor pistas a respeito da personalidade do personagem? Comente sua resposta. Os verbos e os termos destacados revelam aspectos da personalidade do personagem. O tempo verbal empregado e os adjuntos adverbiais empregados ajudam o leitor a perceber o personagem em movimento, revelando uma pessoa metódica, cautelosa, cujas ações eram calculadas antes mesmo de acontecerem.
  • 12.
    12 Exercício 01, pág.34 Lembra-me que, em certo dia Na rua, ao sol de verão Um pobre cão morria envenenado. (ordem direta) O Cão é o sujeito do verbo morrer. Alternativa B: Sujeito (Um pobre cão) Lembra-me que, em certo dia Na rua, ao sol de verão, Envenenado morria Um pobre cão. Machado de Assis
  • 13.
  • 14.
  • 15.
    15 • Termos integrantes Objetodireto Objeto direto é o termo da oração, geralmente não preposicionado, que completa a mensagem expressa por um verbo, que se comporta como transitivo direto. constituição das palavras.
  • 16.
    16 Se testarmos atransitividade dos verbos, notaremos que os verbos transitivos diretos pedem objeto sem preposição.  Verbo querer, no sentido de desejar: quem quer, quer algo. Mariana quer boas notas. / José quis uma viagem. verbo ver: quem vê, vê algo ou alguém. Maria Luísa via as vitrines. / Saulo viu alguns professores no pátio. Todos os termos destacados nesses exemplos são objetos diretos, completando a transitividade do verbo sem preposição.
  • 17.
    17 Exercício 03 +Enem,pág. 34 H21 - Reconhecer em textos de diferentes gêneros, recursos verbais e não-verbais utilizados com a finalidade de criar e mudar comportamentos e hábitos. BANQUETE LÍRIC0 Ontem faminto almocei um livro do Neruda com molho lírico à Cecília, bebi toda poesia do Quintana e, de sobremesa, Drummond - delícia! Ainda belisquei uns sonetos do Vinícius enquanto esperava o jantar, Clarice. De nada adiantou: a fome só fez aumentar. Sergio Vaz Alternativa B São empregados de forma figurada, criando a expressividade do poema.
  • 18.
    18 a) (F) Ouso dos complementos, contribuindo para os sentidos que se pretendem, é adequado. (Verbo transitivo direto – objeto direto) c) (F) Não tem sentido, pois a linguagem é figurada (o escritor faz uma brincadeira com o sentido dos verbos). d) (F) Na realidade, a preocupação do escritor foi selecionar grandes nomes da literatura que toma como fonte, e não simplesmente fazer rimas, embora haja um jogo de sons. e) (F) Embora o texto acabe incentivando a leitura desses escritores, não tem essa finalidade principal.
  • 19.
  • 20.
    20 Por uma questãosemântica ou de estilo, pode ocorrer o uso de preposição antes do objeto direto. Nesse caso, temos objeto direto preposicionado. O verbo tomar é transitivo direto. Assim, no exemplo, poderíamos, dizer “tomaram as armas”. Quando empregamos das armas, o verbo tomar continua sendo transitivo direto e o termo das armas é classificado como objeto direto preposicionado. Os rebeldes tomaram das armas e lançaram-se contra os inimigos. Verbo transitivo direto Objeto direto preposicionad o
  • 21.
    21 Uma importante razãopara se usar objeto preposicionado é evitar que o sujeito e o objeto, quando não colocados na ordem direta, se confundam. Ao sovina ninguém iludirá. / Ninguém iludirá ao/o sovina.  ao sovina – objeto direto preposicionado;  ninguém – sujeito;  Iludirá – verbo transitivo direto;
  • 22.
  • 23.
    23 O objeto diretopode ser repetido dentro da mesma oração. Nesse caso, temos objeto direto pleonástico. Minhas lembranças, deixei-as no passado. Analisando-se essa frase, percebe-se que o pronome a retoma “toda a reconstrução histórica”, que é o objeto direto da oração; portanto, o termo a é classificado como objeto direto pleonástico. Objeto direto Objeto direto pleonástico Com efeito! Toda a reconstrução histórica a realizar, e solidamente, com um saber destro, o tio Duarte. (Eça de Queirós. A ilustre casa de Ramires) Com efeito! O tio Duarte realizara, com um saber destro e solidamente, toda a reconstrução histórica.
  • 24.
  • 25.
    25 • Termos integrantes Objetoindireto Objeto indireto é o termo da oração, sempre preposicionado, que completa a mensagem expressa por um verbo, que se comporta como transitivo indireto.
  • 26.
    26 • Termos integrantes Objetoindireto Objeto indireto é o termo da oração, sempre preposicionado, que completa a mensagem expressa por um verbo, que se comporta como transitivo indireto. “Pensando no Brasil, nos tornamos o 7º think tank (tanque de reflexão) do mundo”. O Estado de S. Paulo. 3 fev. 2018. Política, p. A5.
  • 27.
  • 28.
    28 O objeto indiretotambém pode repetir-se na oração. Teremos, nesse caso, o objeto indireto pleonástico. Observe que o verbo oferecer é transitivo direto e indireto ao mesmo tempo, pois exige os dois complementos para transmitir a mensagem com clareza. Aos meus amigos é objeto indireto do verbo oferecer, uma grande festa é objeto direto desse verbo. Aos meus amigos, nunca lhes ofereci, realmente, uma grande festa. Nunca ofereci aos meus amigos uma grande festa realmente Nunca ofereci uma grande festa aos meus amigos realmente.
  • 29.
    29 Entretanto, o pronomeátono lhes, que acompanha o verbo oferecer, também é objeto indireto desse verbo, uma vez que complementa o seu sentido e tem preposição (lhes = a eles). Tendo já ocorrido objeto indireto na oração, dizemos que aquele que se repete é o objeto indireto pleonástico. Assim como ocorre com o objeto direto pleonástico, o emprego do objeto indireto pleonástico é uma questão estilística.
  • 30.
  • 31.
    31 Exercício 10 –pág. 39 “Usando do direto que lhe confere a Constituição” Alternativa E Objeto direto e objeto indireto “Usando do direto o qual lhe confere a Constituição. A constituição confere-lhe o direto. Quem confere, confere algo (o direto) a alguém (lhe – pronome pessoal do caso oblíquo átono – função sintática de objeto indireto)
  • 32.
  • 33.
    33 • Termos integrantes Complementonominal É o termo da oração que está diretamente relacionado a um nome, completando a mensagem que se deseja expressar. Chamamos “nome”, genericamente, a todo substantivo, adjetivo ou advérbio.
  • 34.
    34 • Termos integrantes Complementonominal É o termo da oração que está diretamente relacionado a um nome, completando a mensagem que se deseja expressar. Chamamos “nome”, genericamente, a todo substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio. “A linguagem é inseparável do homem”. Nessa oração, o termo destacado completa o sentido da palavra inseparável, que é um adjetivo. O termo, portanto, funciona como complemento nominal.
  • 35.
    35 As pessoas têmnecessidade de interagir com as outras. • as pessoas = sujeito • pessoas – núcleo do sujeito simples • têm = verbo transitivo direto (3º pessoa do plural / presente do indicativo) • necessidade = objeto direto - sintaxe (substantivo abstrato – morfologia) • de interagir = complemento nominal • com as outras = adjunto adverbial de companhia.
  • 36.
    36 Tanto o objetoindireto quanto o complemento são sempre precedidos de preposição. Entretanto, o objeto indireto se relaciona ao verbo e o complemento nominal se relaciona ao substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio. Objeto Indireto Complemento nominal Pedro gosta de chocolate. Completa o verbo gostar, assim de chocolate é objeto indireto Cecília tem orgulho da filha. Orgulho = substantivo abstrato Ricardo estava consciente de tudo. Consciente = adjetivo A professora agiu favoravelmente aos alunos. Favoravelmente = advérbio de modo
  • 37.
  • 38.
  • 39.
    39 • Termos integrantes Agenteda passiva É o termo da oração que indica quem pratica a ação, quando a oração está na voz passiva. Normalmente é antecedido pela preposição por, per acompanhada dos artigos definidos e, às vezes, pela preposição de.
  • 40.
    40 • Termos integrantes Agenteda passiva É o termo da oração que indica quem pratica a ação, quando a oração está na voz passiva. Normalmente é antecedido pela preposição por, per acompanhada dos artigos definidos e, às vezes, pela preposição de.
  • 41.
    41 A moeda degelo foi inventada por um pobre homem gelado. Observe que a moeda de gelo sofre a ação de ser inventada; portanto, é sujeito paciente. Quem a inventa é o agente da ação verbal; dessa forma, por um pobre homem gelado classifica-se como agente da passiva. O agente da passiva não deve ser confundido com o sujeito, o qual, na voz passiva, é apenas paciente, ou seja, não é responsável pelo processo ou ação verbal. O verbo concorda com o sujeito paciente, nunca com o agente da passiva, cujo núcleo é sempre preposicionado.
  • 42.
    42 Voz ativa: Voz passivaanalítica: A vítima / registrou / uma queixa. Uma queixa / foi registrada / pela vítima. sujeito Verbo transitivo direto Objeto direto Sujeito paciente Locução verbal passiva Agente da passiva
  • 43.
  • 44.
    44 Observe que, natransposição da voz ativa para voz passiva analítica, o que era objeto direto da ativa se transformou em sujeito da passiva ou sujeito paciente e o que era sujeito da ativa se transformou em agente da passiva. Podemos ter voz passiva sem que o agente da passiva aparece. Observe que registrou-se é a forma sintética (reduzida) da locução verbal foi registrada. A forma sintética é constituída de verbo na terceira pessoa do singular ou do plural (dependendo do sujeito) + o pronome se, que é chamado de pronome apassivador ou partícula apassivadora. Um queixa foi registrada. (voz passiva analítica) Registrou-se uma queixa. . (voz passiva sintética)
  • 45.
    45 Tanto na vozpassiva analítica quanto na sintética, há sujeito, e o verbo concorda com ele. Não se constroem frases na voz passiva com verbos intransitivos, transitivos indiretos ou de ligação Vende-se uma casa Uma casa foi vendida. Voz passiva sintética Voz passiva analítica Vendem-se casas Casas são vendidas. Voz passiva sintética Voz passiva analítica Vive-se bem em cidades interioranas. (VI) Precisa-se de vendedores com prática. (VTI) Era-se feliz naqueles tempos. VL
  • 46.
  • 47.
  • 48.
    48 O se apresentavárias funções na língua portuguesa, entre elas: Pronome apassivador;  Índice de indeterminação do sujeito  Pronome reflexivo Tais funções interessam, nesse momento, aos estudos, pois, assim, compreenderemos melhor as vozes verbais bem como distinguiremos com clareza alguns tipo de sujeito.
  • 49.
    49  Pronome apassivadorou partícula apassivadora só aparece na voz passiva sintética. Se quisermos enfatizar o que foi lançado: Se, em vez de explicitarmos todos esses termos, quisermos dar ainda mais ênfase ao sujeito paciente, podemos adotar a voz passiva sintética, que será construída por meio de um pronome apassivador. Um deles lançou um grito selvagem. (voz ativa) Um grito selvagem foi lançado por um deles. (voz passiva analítica) Lançou-se um grito selvagem Por um deles: agente da voz passiva analítica, expresso na oração
  • 50.
    50 O índice deindeterminação do sujeito só ocorre na voz ativa. Observe que o nome funcionárias está no plural e o verbo, no singular. Esse termo não é sujeito da oração e, por isso, o verbo não tem de concordar com ele, ficando na terceira pessoa do singular. A palavra se, nesse caso, indicará que alguém, não se sabe quem, precisa de funcionárias. A função do se, nessa construção, é de índice de indeterminação do sujeito. Precisa-se de funcionárias.
  • 51.
    51 O pronome reflexivosó ocorre na voz reflexiva. É pronome reflexivo o se que indica, ao mesmo tempo, o ser agente e o paciente da ação verbal. Nesse caso, as crianças desempenham a ação de olhar (são agentes) e olham a si mesmas (são pacientes da ação). Com suas fantasias de princesa, as crianças olhavam-se no espelho encantadas.
  • 52.
  • 53.
    53 Exercício 01 Primeiro parágrafo:A escrita relaciona-se ao pensamento, isto é, escreve bem quem aprendeu a encontrar ideias e a concatená-las no texto. Segundo parágrafo: O simples conhecimento das regras gramaticais não garante uma boa escrita, é preciso ter o que dizer. Exercício 03 Segundo o autor, de nada adianta conhecer as regras gramaticais, como normas e exceções, se a pessoa nada tem a dizer, isto é, se ela não se muniu de ideias para organizar e dar um sentido ao que tem a dizer.
  • 54.
    54 Exercício 04 Refletir nosentido de perceber que o conhecimento das regras gramaticais precisa estar relacionado ao domínio de algum conteúdo, pois as palavras se organizam em torno de ideias, isto é, de raciocínio lógico, e não unicamente em torno das normas da língua.
  • 55.
  • 56.
    56 • Termos acessórios Adjuntoadnominal Termos de valor adjetivo que se relacionam aos substantivos da oração, especificando, modificando ou delimitando o seu significado. Em um período simples, eles podem ser expressos por adjetivos, locuções adjetivas, artigos (definidos ou indefinidos), pronomes adjetivos e numerais, em um período simples.
  • 57.
    57 • Termos acessórios Adjuntoadnominal Termos de valor adjetivo que se relacionam aos substantivos concretos ou abstratos da oração, especificando, modificando ou delimitando o seu significado. Em um período simples, eles podem ser expressos por adjetivos, locuções adjetivas, artigos (definidos ou indefinidos), pronomes adjetivos e numerais, em um período simples.
  • 58.
    58 Observe que, nessecaso, o adjunto adnominal de ferro é uma locução adjetiva (= férrea) que específica o substantivo casinha, sendo, porém, totalmente dispensável para a compreensão da mensagem. O artigo uma também é adjunto adnominal do substantivo concreto casinha. (...) faça uma casinha de ferro para mim.
  • 59.
  • 60.
  • 61.
  • 62.
    62 Se o substantivoseguido do termo preposicionado for abstrato?  O adjunto adnominal preposicionado é agente.  O complemento nominal preposicionado é paciente. Se os termos abaixo sublinhados são agentes, automaticamente serão os adjuntos adnominais. Se pacientes, serão complementos nominais. Veja:
  • 63.
    63 Adjuntos adnominais: O amorde mãe é especial. (agente: a mãe ama) A invenção do cientista mudou o mundo. (agente: o cientista inventou) A leitura do aluno foi boa. (agente: o aluno leu) https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/como-distinguir-adjunto-adnominal-de-complemento-nominal/
  • 64.
    64 Complementos nominais: O amorà mãe também é especial. (paciente: a mãe é amada) A invenção do rádio mudou o mundo. (paciente: o rádio foi inventado) A leitura do livro é instigante. (paciente: o livro é lido) https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/como-distinguir-adjunto-adnominal-de-complemento-nominal/
  • 65.
    65 Coloque: A para adjuntoadnominal (completa substantivo abstrato e concretos – função agente) C para complemento nominal (completa substantivos abstratos, adjetivo e advérbio – função paciente) a) Aquela cadeira de ferro é muito resistente. A (cadeira - substantivo concreto) b) Foi solicitada ao gerente a devolução do dinheiro. C (devolução - substantivo abstrato) Função paciente: A devolução do dinheiro foi solicitada.
  • 66.
    66 c) Aquela imagemde cera é esquisita. A (imagem – substantivo concreto) d) O caderno de anotações estava desorganizado. A (caderno – substantivo concreto) e) A construção do metrô se prolonga há muitos anos. C (construção – substantivo abstrato) Função paciente (O metrô foi construído) f) O juiz determinou a prisão do bandido. C (prisão – substantivo abstrato) Função paciente: A prisão do bandido foi determinada.
  • 67.
    67 Exercício 05, pág.35 Entrevista Antes de mais nada, é preciso lembrar que o sono faz parte do ciclo de 24 horas do ser humano. Ao dormir, uma pessoa está armazenando e recuperando energia para o resto do tempo do ciclo vital. Alternativa B adjunto adnominal – sujeito – objeto direto – adjunto adnominal
  • 68.
  • 69.
    69 Os professores considerarama prova difícil. No intuito de descobrir se o termo em questão (difícil) se refere a um adjunto adnominal ou a um predicativo do objeto, basta substituí-lo por um pronome substantivo, o qual resultaria no seguinte enunciado: Os professores consideraram-na difícil. Constatamos que o pronome oblíquo em evidência atua como objeto direto (substituindo o termo “a prova”). Assim, mesmo havendo tal substituição, o termo “difícil” continuou intacto, haja vista que ele não é parte do objeto, mas sim um termo que a ele está relacionado. Considera-se, dessa forma, tratar-se de um predicativo do objeto direto.
  • 70.
    70 Os alunos resolveramuma questão difícil. Realizando o mesmo processo, o de substituir o objeto direto (uma questão) por um pronome oblíquo, obtém-se somente: Os alunos resolveram-na. (e difícil, onde fica?) Gramaticalmente falando, “os alunos resolveram-na difícil” configuraria uma inadequação. É exatamente por essa razão que afirmamos que o termo “difícil”, em se tratando desse caso, classifica-se como um adjunto adnominal, haja vista que ele é parte do objeto direto, e não um termo que a ele se relaciona, assim como ocorre com o predicativo.
  • 71.
  • 72.
    72 • Termos acessórios Adjuntoadverbial Os adjuntos adverbiais são termos circunstanciais ligados aos verbos ou que intensificam o sentido de adjetivos, advérbios ou dos próprios verbos.
  • 73.
    73 • Termos acessórios Adjuntoadverbial Os adjuntos adverbiais são termos circunstanciais ligados aos verbos ou que intensificam o sentido de adjetivos, advérbios ou dos próprios verbos. “Minhas filhas, dentro em pouco estarei morta e vocês vão ficar sozinhas no mundo”. Observe que a expressão dentro em pouco indica a circunstância temporal em que acontecerá a morte da mãe, portanto é um adjunto adverbial de tempo. No mundo é uma expressão que indica uma circunstância de lugar. Por isso, no mundo é um adjunto adverbial de lugar.
  • 74.
    74 Exercício 2, pág.34 Alternativa D “Queria agora caminhar com os ladrões pela noite.” O adjunto Adverbial atribui uma circunstância de lugar ao verbo caminhar.
  • 75.
  • 76.
  • 77.
    77 Exercício 4, pág.34 Alternativa A Meio, através do qual as crianças terão condições de transformar o futuro para melhor. A expressão com educação indica circunstância de meio, isto é “com educação”, ou por meio, isto é “com educação”, ou por meio da educação, o aluno aprende a escrever.
  • 78.
  • 79.
    79 • Termos acessórios Aposto Apostoé o termo ou a expressão que identifica ou explica, desenvolve ou resume outro termo citado na oração.
  • 80.
    80 • Termos acessórios Aposto Apostoé o termo ou a expressão que identifica ou explica, desenvolve ou resume outro termo citado na oração.
  • 81.
  • 82.
    82 Quase sempre, oaposto, deve aparecer isolado, por vírgulas, travessões ou dois-pontos, por exemplo. Para ser aposto, um termo deve ter natureza essencialmente substantiva, liga-se a outro termo também de natureza essencialmente substantiva e funcionar como termo acessório na oração. Veja: O rapaz, apressado, abandonou o treino de futebol. Apesar de estar entre vírgulas, “apressado” é um adjetivo, logo predicativo do sujeito Fui à feira e comprei frutas: banana, maçã, melão. O termo destacado tem natureza essencialmente substantiva, liga-se a outro termo também de natureza substantiva “frutas”, termo acessório. Fui à feira e comprei: banana, maçã, melão. Não temos um aposto, mas sim um objeto direto. Termo integrante
  • 83.
    83 Há quatro tiposde aposto: Aposto explicativo: Aposto enumerativo: Aposto resumido ou resumitivo: Aposto especificativo Rafaela, filha da professora de inglês, não foi a aula hoje. Tenho todas as roupas necessárias para um guarda roupa completo: um pretinho básico, uma camiseta branca e jeans. Adoro feijão-tropeiro, angu e frango com quiabo: comida mineira Não queria sentir todos os dias o cheirinho do rio Tietê.
  • 84.
  • 85.
  • 86.
    86 • Vocativo O vocativoé um termo independente do sujeito e do predicado, cuja função é chamar, invocar ou interpelar algo ou alguém.
  • 87.
    87 • Vocativo O vocativoé um termo independente do sujeito e do predicado, cuja função é chamar, invocar ou interpelar algo ou alguém.
  • 88.
    88 Na tirinha, ostermos Cascão e mãe, separados por vírgula, são vocativos.
  • 89.
  • 90.
    90 Exercício 09 –pág. 39 Alternativa C II. Na frase “estaria sendo hipócrita”, há uma locução verbal.
  • 91.
    91 Exercício 12 –pág. 39 1- O que é isso, companheiro? 2- Querida, encolhi as crianças 4- Conan, o bárbaro 8- George, o rei da selva Em 4 e 8, o que há são apostos explicativos Soma (01 + 02 = 3)
  • 92.
    92 Exercício 13. +Enem H27- Reconhecer os usos da norma padrão da língua portuguesa nas diferentes situações de comunicação Alternativa A – Hamlet e Papai Trata-se do termo vocativo, utilizado para interpelar algo ou alguém
  • 93.
  • 94.
    94 A vírgula éum sinal de pontuação que expressa pausa na leitura. Diferentemente do que muita gente pensa, ela não depende da “respiração”, já que cada pessoa tem um ritmo ao respirar. O uso ou não da vírgula depende de algumas regras, de acordo com a disposição dos termos na frase e as relações que as palavras estabelecem entre si. Seguem as principais regras quanto ao período simples.
  • 95.
  • 96.
  • 97.
  • 98.
    98 • Pontuação –o uso da vírgula no período simples Usa-se a vírgula para: • Separar termos de mesma função sintática; • Marcar a inversão ou a intercalação do adjunto adverbial; • Marcar o aposto explicativo; • Isolar o vocativo; • Separar adjetivos com função predicativa; • Isolar um termo fora da ordem direta, como para isolar o conteúdo semântico de um objeto pleonástico. Não se usa virgula: • Entre o sujeito e o predicado; • Entre o verbo e seus complementos; • Entre o nome e seus complementos; • Entre o nome e seus adjuntos.
  • 99.
    99 Exercício 11 –pág. 39 “Guri que finta banco, escritório, repartição, fila, balcão, pedido de certidão, imposto a pagar.” (Lourenço Diaféria) Alternativa E Separar palavras de mesma função sintática, nesse caso, de objeto direto.
  • 100.