SENTIDO
SOMESTESICO
Profa Silvia Mitiko Nishida
Depto de Fisiologia
Plano de Aula
1 Introdução aos sentidos somestésicos
2 Receptores cutâneos
3 Sensibilidade térmica
4 Sensibilidade proprioceptiva
5 Dor
Ao nascimento, o ambiente
líquido, termoneutro, mais
denso do que o ar,
relativamente silencioso e
escuro é trocado
subitamente.
Com nascimento, novos
desafios ambientais: maior
efeito da gravidade sobre o
corpo, variações frequentes
de temperatura, pressão e
vibração, estímulos
dolorosos (somáticos e
viscerais) etc.
INTRODUÇÃO
O contato cutâneo entre
a mãe e o filho é um dos
vínculos materno-filiais
mais significativos:
- Segurança e bem-estar
- termorregulação
- amamentação
MODALIDADES
1)TATO (percepção sobre as características
dos objetos que tocam a pele de leve);
PRESSÃO (estímulos mecânicos mais
intensos) e VIBRAÇÃO (estímulos repetitivos e
rápidos )
2) TERMORRECEPÇÃO (percepção da
temperatura dos objetos e do ar)
3) DOR (percepção de estímulos intensos que
real ou potencialmente causam lesão tecidual)
4) PROPRIOCEPCÃO (percepção da posição
estática e dinâmica do corpo e das suas partes)
SOMESTESIA: sentido somático oriundo da superfície
cutânea e do interior do corpo (músculo, tendões,
articulações).
• Succionar, deglutir o leite materno
• Respirar, cumprir as funções digestivas e renais
• Sentir dor, pressão, vibração, calor e frio...fome, frio
• Ouvir sons (familiares e não familiares)
• Ver imagens embaçadas (ainda desprovidas de significado)
Que estruturas do SNC já estariam “prontas” funcionalmente?
Mas do que um bebê recem-nascido é capaz?
Que reações posturais apresenta em relação à gravidade?
• É capaz de ficar em pé?
• É capaz de pegar objetos?
Termorre-
Ceptores
(calor/frio)
Receptores
de Meisssner
(toque)
Nociceptores
(dor)
Corpusculos
de Pacini
(Pressão)
MECANORRECEPTORES CUTÂNEOS
Os receptores cutâneos medeiam
sensações extereoceptivas:
- Dor superficial (lenta e rápida)
- Temperatura (frio e calor)
- Tato-pressão
- Tato-vibração
- Coceira ou prurido (ocorre na pele e
na mucosa)
As sensações de tato-pressão e tato-
vibração são evocados pelos mesmos
grupos de mecanorreceptores.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK11162/
Tipo morfológico Transdução Tipo de
Fibra
Localização Função
Terminações livres Mecanoelétrica,
Termoeletrica,
Quimioeletrica
C (2m/s),
A
(2-20m/s)
Toda a pele, órgãos
internos, vasos
sanguíneas,
articulações
Dor, temperatura (calor), tato
grosseiro e propriocepcão
Corpúsculos de
Meissner
Mecanoelétrica A
(30 a
70m/s)
Epiderme glabra Tato, pressão-vibratória
(textura)
Corpúsculos de
Paccini
Mecanoelétrica A
(30 a
70m/s)
Subcutaneo,
periósteo, parede
das vísceras
Pressão- profunda, vibração
Corpúsculos de
Ruffini
Mecanoelétrica A
(30 a
70m/s)
Toda a derme Estiramento da pele
Discos de Merkel Mecanoelétrica A
(30 a
70m/s)
Toda a epiderme
glabra e pilosa
Tato, pressão-estática
(textura)
Bulbos de Krause Mecanoelétrica A
(30 a
70m/s)
Bordas da pele com
as mucosas
Tato?? temperatura (frio)??
Folículos pilosos Mecanoelétrica A
(30 a
70m/s)
Pele pilosa Tato; contato inicial e
movimento do objeto sobre a
pele
Órgãos tendinosos
de Golgi
Mecanoelétrica Ib Tendões Propriocepcão (variação na
tensao muscular)
Fusos musculares Mecanoelétrica Ia e II Músculos
esqueléticos
Propriocepcão (variação do
comprimento das fibras)
Capsulas
articulares
Mecanoelétrica Propriocepcão (posicao
articular)
RECEPTORES SOMÁTICOS
CAMPO RECEPTIVO
SNC
Dermátomo: território de inervação de uma única raiz sensitiva
Nervo trigêmeo
(V1) Ramo oftálmico
(V2) Ramo maxilar
(V3) Ramo mandibular
N. mediano N. radial N.ulnar
(Trigêmeo)
Dermátomo
Dermátomos
Correspondentes
Herpes zoster
Agente etiológico: Herpesvirus varicellae, o mesmo causador
da varicela (catapora). Algumas pessoas não desenvolvem
imunidade total contra o vírus que fica hospedado nos gânglios
sensitivos. O herpes manifesta-se cutaneamente com
erupções dolorosas nos respectivos dermátomos.
http://users.wfu.edu/butlrs4/cell/index.html
Experiência: Em um voluntário de olhos vendados aplique simultaneamente
as duas pontas do compasso e pergunte se sente 1 ou dois pontos. Anote a
resposta (1 ou 2) conforme a abertura.
Partes do corpo 3mm 5mm 10mm 30mm 50mm
Dedo indicador
Dedo médio
Dedo polegar
Palma da mão
Antebraço
Braço
Costas
Explique os resultados obtidos.
Meissner Merkel
Ruffini
Pacini
Adaptação Rápida Adaptação Lenta
Detecção de intensidade
Detecção de vibração;
Presença ausência de S
Objeto SEM
MANIPULAÇÃO
COM
MANIPULAÇÃO
1 Objeto 1
2 Objeto 2
3 Objeto 3
4 Objeto 4
5 Objeto 5
6 Objeto 6
O que você tem na mão?
Descubra o sentido 3D (estereognosia da sua mão)
Você saber ler com mão?
Como explicar a grafestesia e a leitura braile?
Luís Braille (1809-1852)
Cego aos três anos e com 20
anos publicou método de
leitura tátil
Sistema Braille: alfabeto em que os
caracteres são pontos em relevo
(0,4mm de largura x 0,6mm de altura)
Combinando-se seis pontos salientes, é
possível fazer 63 combinações que
podem representar letras simples e
acentuadas, pontuações, algarismos,
sinais algébricos e notas musicais.
Velocidade de leitura: 200 palavras/
minuto
Discriminação de dois pontos
Região das costas
Muita convergência
Campos receptores grandes
MENOR RESOLUÇAO ESPACIAL
Região dos dedos
Pouca convergência
Campos receptores pequenos
MAIOR RESOLUÇAO ESPACIAL
COLUNA DORSAL
Neurônios de 2a ordem
O menor limiar para a resolução espacial encontra-se nas
pontas dos dedos, língua e da face.
Além de maior densidade de receptores seus campos
receptivos são pequenos.
Sentido de posição e movimento do corpo e de suas partes. Sentido de peso dos objetos.
1) Cinestesia: sensação de velocidade de movimento
2) Sensação de posição estática: sentido de posição das diferentes partes do
corpo
Receptores:
Fusos musculares
Órgãos tendinosos de Golgi
Receptores articulares
PROPRIOCEPÇÂO
A sensação de movimento depende não só de receptores
articulares como de receptores cutâneos, especialmente
em se tratando das articulações dos dedos.
ERGONOMIA: conhecimento multidisciplinar de
antropometria, biomecânica, engenharia, fisiologia e psicologia
aplicado a saúde do trabalhador. “Ciência que procura adaptar
o trabalho ao trabalhador e o produto ao usuário.”
Detalhes na aula sobre controle da
motricidade somática
Calor (30-45oC) e Frio (10-25oC)
Receptores termolábeis sensíveis a
variações de 0,01oC.
Adaptação rápida
Receptores periféricos
Receptores centrais (Hipotálamo)
TERMORRECEPÇÃO
Dor
Dor
Introdução
Transdução sensorial
Vias da Dor
Hiperalgesia
Analgesia
Dor Fantasma
FISIOLOGIA DA
DOR
HANSENÍASE (lepra)
Mycobacterium leprae
Brasil: 1,48/ 10 mil habitantes (2º no mundo)
Programa Nacional de Eliminação da Hanseniase
Doença contagiosa (incubação longa) e crônica.
Sinais e Sintomas
Lesões na pele com a destruição das células de Schwann
que são parasitadas. Não afeta o SNC.
Hiperestesia (sensação em queimação, formigamento e
coceira)
Perda de sensibilidade
Fraqueza muscular/Paralisia
Então sentir há vantagem em sentirmos
dor?
http://www.fiocruz.br/ccs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=338&sid=12
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=27445
Sensação desagradável cuja experiência emocional está associada com
estímulos de lesão tecidual real ou potencial. Associação Internacional para o
Estudo da Dor
Anuncia um estado de emergência e urgência para o organismo.
Apesar de causar desconforto é uma modalidade sensorial de grande valor adaptativo.
Clinicamente é parte integrante dos sintomas de muitas doenças e auxilia no diagnóstico.
DOR
DOR
Somática
Visceral
Rápida e bem localizada
Lenta e difusa
Lenta e difusa
Cutânea
Lenta e difusa
Tecidos
profundos
CLASSIFICAÇÃO DA DOR
Dor aguda = dor pontual = dor em agulhada = dor elétrica
Dor crônica = dor em queimação = dor pulsátil = dor nauseante
NOCICEPÇÂO: conjunto de eventos neurais através do qual os
estímulos nocivos são detectados, convertidos em impulsos
nervosos e transmitidos da periferia para o SNC. No encéfalo,
particularmente no cérebro, os estímulos associados à lesão real ou
potencial são interpretados como dor.
Dor rápida
Estímulos cutâneos nociceptivos causam reações motoras inatas denominadas
reflexos de retirada que afastam rapidamente o membro afetado do estimulo
nocivo.
Ou causam reações reflexas para
remover o agente irritante (inseto
picado a pele)
RESPOSTA MOTORA
Somáticas
reflexo de retirada
vocalização
expressão facial
posição anti-algica
choro
Viscerais
sudorese
vasoconstriçâo periférica
náuseas
vômitos, etc
EXPERIÊNCIA SENSORIAL
Dor rápida (percepção objetiva)
Dor lenta (percepção subjetiva)
EXPERIENCIA PSICOLOGICA
Ansiedade, Depressão (dor crônica)
Sofrimento
Alterações de comportamento
A dor evoca experiências e reações múltiplas
Dor muscular tardia: microlesões causadas por esforço físico
intenso provocando inflamação e como conseqüência, manifesta um
dos sintomas característicos: a dor.
MECANISMOS PERIFÉRICOS
DA DOR
Como os estímulos nocivos de naturezas diferentes (química,
mecânica, térmica) são convertidos em impulsos nervosos?
RECEPTORES SENSORIAIS
Receptores da dor = nociceptores
Amplamente espalhados em todos os tecidos (periósteo, parede das
artérias, superfícies articulares, foice e tentório e paredes das vísceras)
com a exceção do tecido nervoso!!
Terminações livres, polimodais
Térmicos
Mecânicos
Químicos
Dor rápida (fibras Ad)
Dor lenta (fibras C)
calor t1
t1
Sentida 0,1s após a aplicação do estimulo
Sentida 1 segundo após o estímulo;
Projeção no sistema límbico (sofrimento) e
hipotálamo (reações viscerais).
Calor + capsaicina
Frio + menta
“Calor”
“Frescor”
Vias nociceptivas
mediadas por subtipos de fibras C
Ativação de mastócitos e
secreção de Histamina
“Coceira
Prurido”
Reflexo de lacrimejamento, sudorese, coriza
evocando sensação de queimação.
Receptores TRV1 (receptores vaniloides)
Reflexo de coçar: picada na região afetada.
(ocorre só na pele).
Reflexo de espirro: irritação da mucosa nasal
Ebaa!!
Nenhuma
Lesão
Portão fechado
AAAiii
Portão aberto
Inibição do
neuronio II
Analgesia Periférica;
alivio temporário
Aliviou...
Pressionar/esfregar a
região próxima do
local lesado
Portão regulado
(semi-aberto)
Vias centrais da Dor
Projeção contralateral no cérebro
Estímulos nociceptivos
do local injuriado
Condução rápida
(12-30 m/s)
Condução lenta
(0.5 - 2 m/s)
Via Paleoespinotalamica
Percepção: em queimação
mal localizada e difusa
Via Neopaleoespinotalamica
Percepção: pontada
e bem localizada
Como o cérebro discrimina as diferentes formas de submodalidades
somestésicas? Como percebemos de que região do corpo se originam os
respectivos estímulos?
a) ESPECIFICIDADE DOS RECEPTORES SENSORIAIS
b) VIA ROTULADA para cada (sub)modalidade sensorial
c) ORGANIZÇÃO SOMATOTOPICA DA VIA SENSORIAL
Esquema Corporal
Mapas precisos: tato epicrítico, pressão, vibração, dor rápida
Mapas imprecisos: dor lenta, temperatura
As fibras aferentes nociceptivas (Ad e C) correm
dentro da zona de Lissauer (bifurcam-se em ramos
ascendente e descendente). Fazem sinapses com
neurônio II da via nociceptiva na substância gelatinosa
(Lamina II).
Receptores nociceptivos somáticos
Receptores nociceptivos viscerais
II
I
I
II
SISTEMA DA COLUNA ANTERO-LATERAL
A via espinotalamica é complexa; possui várias projeções
supra-espinahais. As mais relevantes são:
a) Via espino-talâmica: projeção direta para o
tálamo e medeia a Dor rápida. (=neoespinotalamica)
b) Via espino-(reticulo) talâmica : projeção
indireta para o tálamo e medeia a Dor lenta
(=paleoespinotalamica)
A via da dor lenta ao passar pela formação
reticular (FOR) realiza varias sinapses, inclusive
com o sistema límbico. Por isso, a dor evoca
reações emocionais (sofrimento) assim como
manifestações somáticas e viscerais associadas.
A dor lenta é de interesse clinico: indica
urgência e precisa ser tratada (5º sinal vital.)
O PORTÂO DA DOR
Mecanismos endógenos de analgesia
A dor pode ser controlada, regulando-se a atividade do
neurônio de 2ª ordem da via nociceptiva a medula.
Para saber mais: dor crônica
Não posso
morrer!!
Não quero
morrer!
ANALGESIA CENTRAL
Há vias descendentes do tronco encefálico
que controlam o portão:
Da substancia cinzenta periaquedutal (PAG)
originam-se tratos que inibem os neurônios
nociceptivos do corno posterior, via
neurônios serotonergicos dos núcleos magnos
da rafe. Além dessa, há vias descendentes
noradrenérgicas do locus ceruleus.
Hiperalgesia
Por que o organismo apresentaria mecanismos que exacerbam a
sensibilidade dolorosa quando o local já está machucado?
Dor lenta
Decorrente de lesões teciduais reais evoca sensação de desconforto emocional, reações posturais e
ajustes viscerais. Mesmo que o estimulo causal não esteja presente, a lesão tecidual gera uma série
de substâncias (inflamatórias) que são fontes de estimulo nociceptivo prolongado.
Queimaduras de sol
Processo inflamatório (tentativa de cura)
Cascata de reações bioquímicas gerando várias mediadores químic
Mobilização de células do sistema imunológico
As substancias inflamatórias causam tipicamente:
Calor
Dor
Rubor
Tumor
Perda de função
Alodini
a
Hiperalgesia: aumento da sensibilidade dolorosa (sensibilização).
Estímulos antes inócuos passam a causar dor devido a facilidade de despolarização
dos neurônios aferentes nociceptivos polimodais.
inocuo nocivo
100
80
20
0
60
40
SENSAÇÃO
DOLOROSA
Intensidade do estímulo
Dor
Normal
Alodinia: sensação dolorosa causada por estímulos sensoriais inócuos.
Que vantagem haveria em tornar a região da lesão dolorido?.
Hiperalgesia
Lesão tecidual
Lesão Rubor , calor Tumor (edema) Dor Perda funcional
Vermelhidão
Calor
Edema
Dor (hiperalgesia)
A lesão ESTIMULA os mastócitos liberarem histamina
SEM LESÃO
Local da Lesão
Bactérias
His: vasodilatação
Diapedese
Edema
Hiperalgesia
Bradicinina: causa
despolarização, tornando os
receptores mais sensíveis;
PG: subprodutos da lise
enzimática da membrana lipidica.
Não causa dor diretamente, mas
torna o nociceptor mais sensível
(diminuindo o seu limiar de
resposta);
Histamina: liberada pelos
mastócitos como primeiro
sistema de alarme e
desecadeante do processo
inflamatorio
Substância P: neuropeptidideo
sintetizado pelo próprio
nociceptor quando há lesão.
Causa vasodilatação e estimula
a liberação de histamina pelos
mastócitos e ativa os
nociceptores vizinhos.
Além disso, causa vasodilatação;
responsável pela inflamação
neurogênica.
K+: torna a membrana mais fácil
de despolarizar
ATP
Ativam nociceptores ou reduzem seu limiar de
excitabilidade, tornando-os muito sensíveis a estímulos
antes inócuos.
Isquemia cardíaca: falta de
O2 no miocárdio e
conseqüente lesão tecidual
causando angina (dor).
Dor referida no dermátomo
correspondente: braço .
DOR REFERIDA
O membro não está lá
mas.... ... a via remanescente e o
mapa do corpo ainda está
preservada.
DOR DO MEMBRO FANTASMA
Para saber mais...
Na aula de Neuroanatomia vocês já estudaram as vias que
ascendem pela medula, conduzindo impulsos sensitivos:
• Via da dor, temperatura, pressão e tato não-discriminativo (sistema ântero-lateral)
- Receptores: nociceptor (lesão – dor); termoceptor (temperatura); mecanoceptor (tato e pressão)
- Neurônio I: gânglio espinal
- Neurônio II: coluna posterior (substância cinzenta); axônio cruza na comissura branca anterior e
ascende como trato espinotalâmico (sistema ântero-lateral)
• Via do tato epicrítico (discriminativo), sensibilidade vibratória, propriocepção consciente (Sistema
do funículo posterior)
- Receptores: mecanoceptor (tato e vibração) e proprioceptor (fusos neuromusculares e órgãos
neurotendíneos
- Neurônio I: gânglio espinal, o prolongamento central do axônio ascende ipsilateralmente pelo
fascículo grácil (metade inferior do tronco e membros inferiores) ou fascículo cuneiforme (metade
superior do tronco, membros superiores e pescoço) até o bulbo.
• Via da propriocepção inconsciente
- Receptor: mesmos que da propriocepção consciente
- Neurônio I: gânglio espinal
- Neurônio II: coluna intermédia (núcleo torácico posterior), o axônio segue ipsilateralmente para
formar o trato espinocerebelar posterior ou cruza para formar o trato espinocerebelar
anterior.
Viram que a metade do corpo está representado no lado oposto do cérebro
Lemnisco trigemial
Hellen Keller
Surda e cega (devido à escarlatina)
Filosofa, escritora e jornalista
Falava o inglês, francês, latim e alemão
Anne Sullivan (deficiência visual incompleta por
conta de tracoma)
“ Evitar o perigo não é, a longo prazo, mais seguro do que se expor a ele. A
vida é uma aventura ousada ou não é nada’ Helen Keller.
2 meses de idade
Deitado em decúbito dorsal, levanta e virar a cabeça
Mãos cerradas e braços são fletidos
A musculatura cervical não é capaz de sustentar o peso da
cabeça
Sinal de Babinski + (que deve sssumir até os 12 meses)
Fixar o olhar para os objetos situados dentro
do campo visual
Orientar a cabeça para as fontes sonoras e
reagir a sons familiares com sorriso
Analisando e
compreendendo as
experiências sensoriais

Somestesia e a relação da mãe com o Bebê.pdf

  • 1.
    SENTIDO SOMESTESICO Profa Silvia MitikoNishida Depto de Fisiologia
  • 2.
    Plano de Aula 1Introdução aos sentidos somestésicos 2 Receptores cutâneos 3 Sensibilidade térmica 4 Sensibilidade proprioceptiva 5 Dor
  • 3.
    Ao nascimento, oambiente líquido, termoneutro, mais denso do que o ar, relativamente silencioso e escuro é trocado subitamente. Com nascimento, novos desafios ambientais: maior efeito da gravidade sobre o corpo, variações frequentes de temperatura, pressão e vibração, estímulos dolorosos (somáticos e viscerais) etc. INTRODUÇÃO
  • 4.
    O contato cutâneoentre a mãe e o filho é um dos vínculos materno-filiais mais significativos: - Segurança e bem-estar - termorregulação - amamentação
  • 5.
    MODALIDADES 1)TATO (percepção sobreas características dos objetos que tocam a pele de leve); PRESSÃO (estímulos mecânicos mais intensos) e VIBRAÇÃO (estímulos repetitivos e rápidos ) 2) TERMORRECEPÇÃO (percepção da temperatura dos objetos e do ar) 3) DOR (percepção de estímulos intensos que real ou potencialmente causam lesão tecidual) 4) PROPRIOCEPCÃO (percepção da posição estática e dinâmica do corpo e das suas partes) SOMESTESIA: sentido somático oriundo da superfície cutânea e do interior do corpo (músculo, tendões, articulações).
  • 6.
    • Succionar, deglutiro leite materno • Respirar, cumprir as funções digestivas e renais • Sentir dor, pressão, vibração, calor e frio...fome, frio • Ouvir sons (familiares e não familiares) • Ver imagens embaçadas (ainda desprovidas de significado) Que estruturas do SNC já estariam “prontas” funcionalmente? Mas do que um bebê recem-nascido é capaz? Que reações posturais apresenta em relação à gravidade? • É capaz de ficar em pé? • É capaz de pegar objetos?
  • 7.
  • 8.
    MECANORRECEPTORES CUTÂNEOS Os receptorescutâneos medeiam sensações extereoceptivas: - Dor superficial (lenta e rápida) - Temperatura (frio e calor) - Tato-pressão - Tato-vibração - Coceira ou prurido (ocorre na pele e na mucosa) As sensações de tato-pressão e tato- vibração são evocados pelos mesmos grupos de mecanorreceptores. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK11162/
  • 9.
    Tipo morfológico TransduçãoTipo de Fibra Localização Função Terminações livres Mecanoelétrica, Termoeletrica, Quimioeletrica C (2m/s), A (2-20m/s) Toda a pele, órgãos internos, vasos sanguíneas, articulações Dor, temperatura (calor), tato grosseiro e propriocepcão Corpúsculos de Meissner Mecanoelétrica A (30 a 70m/s) Epiderme glabra Tato, pressão-vibratória (textura) Corpúsculos de Paccini Mecanoelétrica A (30 a 70m/s) Subcutaneo, periósteo, parede das vísceras Pressão- profunda, vibração Corpúsculos de Ruffini Mecanoelétrica A (30 a 70m/s) Toda a derme Estiramento da pele Discos de Merkel Mecanoelétrica A (30 a 70m/s) Toda a epiderme glabra e pilosa Tato, pressão-estática (textura) Bulbos de Krause Mecanoelétrica A (30 a 70m/s) Bordas da pele com as mucosas Tato?? temperatura (frio)?? Folículos pilosos Mecanoelétrica A (30 a 70m/s) Pele pilosa Tato; contato inicial e movimento do objeto sobre a pele Órgãos tendinosos de Golgi Mecanoelétrica Ib Tendões Propriocepcão (variação na tensao muscular) Fusos musculares Mecanoelétrica Ia e II Músculos esqueléticos Propriocepcão (variação do comprimento das fibras) Capsulas articulares Mecanoelétrica Propriocepcão (posicao articular) RECEPTORES SOMÁTICOS
  • 10.
  • 11.
    Dermátomo: território deinervação de uma única raiz sensitiva Nervo trigêmeo (V1) Ramo oftálmico (V2) Ramo maxilar (V3) Ramo mandibular N. mediano N. radial N.ulnar
  • 12.
    (Trigêmeo) Dermátomo Dermátomos Correspondentes Herpes zoster Agente etiológico:Herpesvirus varicellae, o mesmo causador da varicela (catapora). Algumas pessoas não desenvolvem imunidade total contra o vírus que fica hospedado nos gânglios sensitivos. O herpes manifesta-se cutaneamente com erupções dolorosas nos respectivos dermátomos. http://users.wfu.edu/butlrs4/cell/index.html
  • 13.
    Experiência: Em umvoluntário de olhos vendados aplique simultaneamente as duas pontas do compasso e pergunte se sente 1 ou dois pontos. Anote a resposta (1 ou 2) conforme a abertura. Partes do corpo 3mm 5mm 10mm 30mm 50mm Dedo indicador Dedo médio Dedo polegar Palma da mão Antebraço Braço Costas Explique os resultados obtidos.
  • 14.
    Meissner Merkel Ruffini Pacini Adaptação RápidaAdaptação Lenta Detecção de intensidade Detecção de vibração; Presença ausência de S
  • 15.
    Objeto SEM MANIPULAÇÃO COM MANIPULAÇÃO 1 Objeto1 2 Objeto 2 3 Objeto 3 4 Objeto 4 5 Objeto 5 6 Objeto 6 O que você tem na mão? Descubra o sentido 3D (estereognosia da sua mão) Você saber ler com mão? Como explicar a grafestesia e a leitura braile?
  • 16.
    Luís Braille (1809-1852) Cegoaos três anos e com 20 anos publicou método de leitura tátil Sistema Braille: alfabeto em que os caracteres são pontos em relevo (0,4mm de largura x 0,6mm de altura) Combinando-se seis pontos salientes, é possível fazer 63 combinações que podem representar letras simples e acentuadas, pontuações, algarismos, sinais algébricos e notas musicais. Velocidade de leitura: 200 palavras/ minuto
  • 17.
  • 18.
    Região das costas Muitaconvergência Campos receptores grandes MENOR RESOLUÇAO ESPACIAL Região dos dedos Pouca convergência Campos receptores pequenos MAIOR RESOLUÇAO ESPACIAL COLUNA DORSAL Neurônios de 2a ordem
  • 19.
    O menor limiarpara a resolução espacial encontra-se nas pontas dos dedos, língua e da face. Além de maior densidade de receptores seus campos receptivos são pequenos.
  • 20.
    Sentido de posiçãoe movimento do corpo e de suas partes. Sentido de peso dos objetos. 1) Cinestesia: sensação de velocidade de movimento 2) Sensação de posição estática: sentido de posição das diferentes partes do corpo Receptores: Fusos musculares Órgãos tendinosos de Golgi Receptores articulares PROPRIOCEPÇÂO A sensação de movimento depende não só de receptores articulares como de receptores cutâneos, especialmente em se tratando das articulações dos dedos. ERGONOMIA: conhecimento multidisciplinar de antropometria, biomecânica, engenharia, fisiologia e psicologia aplicado a saúde do trabalhador. “Ciência que procura adaptar o trabalho ao trabalhador e o produto ao usuário.” Detalhes na aula sobre controle da motricidade somática
  • 21.
    Calor (30-45oC) eFrio (10-25oC) Receptores termolábeis sensíveis a variações de 0,01oC. Adaptação rápida Receptores periféricos Receptores centrais (Hipotálamo) TERMORRECEPÇÃO
  • 22.
  • 23.
    Introdução Transdução sensorial Vias daDor Hiperalgesia Analgesia Dor Fantasma FISIOLOGIA DA DOR
  • 24.
    HANSENÍASE (lepra) Mycobacterium leprae Brasil:1,48/ 10 mil habitantes (2º no mundo) Programa Nacional de Eliminação da Hanseniase Doença contagiosa (incubação longa) e crônica. Sinais e Sintomas Lesões na pele com a destruição das células de Schwann que são parasitadas. Não afeta o SNC. Hiperestesia (sensação em queimação, formigamento e coceira) Perda de sensibilidade Fraqueza muscular/Paralisia Então sentir há vantagem em sentirmos dor? http://www.fiocruz.br/ccs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=338&sid=12 http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=27445
  • 25.
    Sensação desagradável cujaexperiência emocional está associada com estímulos de lesão tecidual real ou potencial. Associação Internacional para o Estudo da Dor Anuncia um estado de emergência e urgência para o organismo. Apesar de causar desconforto é uma modalidade sensorial de grande valor adaptativo. Clinicamente é parte integrante dos sintomas de muitas doenças e auxilia no diagnóstico. DOR
  • 26.
    DOR Somática Visceral Rápida e bemlocalizada Lenta e difusa Lenta e difusa Cutânea Lenta e difusa Tecidos profundos CLASSIFICAÇÃO DA DOR Dor aguda = dor pontual = dor em agulhada = dor elétrica Dor crônica = dor em queimação = dor pulsátil = dor nauseante
  • 27.
    NOCICEPÇÂO: conjunto deeventos neurais através do qual os estímulos nocivos são detectados, convertidos em impulsos nervosos e transmitidos da periferia para o SNC. No encéfalo, particularmente no cérebro, os estímulos associados à lesão real ou potencial são interpretados como dor.
  • 28.
    Dor rápida Estímulos cutâneosnociceptivos causam reações motoras inatas denominadas reflexos de retirada que afastam rapidamente o membro afetado do estimulo nocivo. Ou causam reações reflexas para remover o agente irritante (inseto picado a pele)
  • 29.
    RESPOSTA MOTORA Somáticas reflexo deretirada vocalização expressão facial posição anti-algica choro Viscerais sudorese vasoconstriçâo periférica náuseas vômitos, etc EXPERIÊNCIA SENSORIAL Dor rápida (percepção objetiva) Dor lenta (percepção subjetiva) EXPERIENCIA PSICOLOGICA Ansiedade, Depressão (dor crônica) Sofrimento Alterações de comportamento A dor evoca experiências e reações múltiplas
  • 30.
    Dor muscular tardia:microlesões causadas por esforço físico intenso provocando inflamação e como conseqüência, manifesta um dos sintomas característicos: a dor.
  • 31.
    MECANISMOS PERIFÉRICOS DA DOR Comoos estímulos nocivos de naturezas diferentes (química, mecânica, térmica) são convertidos em impulsos nervosos?
  • 32.
    RECEPTORES SENSORIAIS Receptores dador = nociceptores Amplamente espalhados em todos os tecidos (periósteo, parede das artérias, superfícies articulares, foice e tentório e paredes das vísceras) com a exceção do tecido nervoso!! Terminações livres, polimodais Térmicos Mecânicos Químicos
  • 33.
    Dor rápida (fibrasAd) Dor lenta (fibras C) calor t1 t1 Sentida 0,1s após a aplicação do estimulo Sentida 1 segundo após o estímulo; Projeção no sistema límbico (sofrimento) e hipotálamo (reações viscerais).
  • 34.
    Calor + capsaicina Frio+ menta “Calor” “Frescor” Vias nociceptivas mediadas por subtipos de fibras C Ativação de mastócitos e secreção de Histamina “Coceira Prurido” Reflexo de lacrimejamento, sudorese, coriza evocando sensação de queimação. Receptores TRV1 (receptores vaniloides) Reflexo de coçar: picada na região afetada. (ocorre só na pele). Reflexo de espirro: irritação da mucosa nasal
  • 35.
  • 36.
  • 37.
    Inibição do neuronio II AnalgesiaPeriférica; alivio temporário Aliviou... Pressionar/esfregar a região próxima do local lesado Portão regulado (semi-aberto)
  • 38.
    Vias centrais daDor Projeção contralateral no cérebro Estímulos nociceptivos do local injuriado Condução rápida (12-30 m/s) Condução lenta (0.5 - 2 m/s) Via Paleoespinotalamica Percepção: em queimação mal localizada e difusa Via Neopaleoespinotalamica Percepção: pontada e bem localizada
  • 39.
    Como o cérebrodiscrimina as diferentes formas de submodalidades somestésicas? Como percebemos de que região do corpo se originam os respectivos estímulos? a) ESPECIFICIDADE DOS RECEPTORES SENSORIAIS b) VIA ROTULADA para cada (sub)modalidade sensorial c) ORGANIZÇÃO SOMATOTOPICA DA VIA SENSORIAL Esquema Corporal Mapas precisos: tato epicrítico, pressão, vibração, dor rápida Mapas imprecisos: dor lenta, temperatura
  • 40.
    As fibras aferentesnociceptivas (Ad e C) correm dentro da zona de Lissauer (bifurcam-se em ramos ascendente e descendente). Fazem sinapses com neurônio II da via nociceptiva na substância gelatinosa (Lamina II). Receptores nociceptivos somáticos Receptores nociceptivos viscerais II I I II
  • 41.
    SISTEMA DA COLUNAANTERO-LATERAL A via espinotalamica é complexa; possui várias projeções supra-espinahais. As mais relevantes são: a) Via espino-talâmica: projeção direta para o tálamo e medeia a Dor rápida. (=neoespinotalamica) b) Via espino-(reticulo) talâmica : projeção indireta para o tálamo e medeia a Dor lenta (=paleoespinotalamica) A via da dor lenta ao passar pela formação reticular (FOR) realiza varias sinapses, inclusive com o sistema límbico. Por isso, a dor evoca reações emocionais (sofrimento) assim como manifestações somáticas e viscerais associadas. A dor lenta é de interesse clinico: indica urgência e precisa ser tratada (5º sinal vital.)
  • 43.
    O PORTÂO DADOR Mecanismos endógenos de analgesia A dor pode ser controlada, regulando-se a atividade do neurônio de 2ª ordem da via nociceptiva a medula. Para saber mais: dor crônica
  • 44.
    Não posso morrer!! Não quero morrer! ANALGESIACENTRAL Há vias descendentes do tronco encefálico que controlam o portão: Da substancia cinzenta periaquedutal (PAG) originam-se tratos que inibem os neurônios nociceptivos do corno posterior, via neurônios serotonergicos dos núcleos magnos da rafe. Além dessa, há vias descendentes noradrenérgicas do locus ceruleus.
  • 45.
    Hiperalgesia Por que oorganismo apresentaria mecanismos que exacerbam a sensibilidade dolorosa quando o local já está machucado?
  • 46.
    Dor lenta Decorrente delesões teciduais reais evoca sensação de desconforto emocional, reações posturais e ajustes viscerais. Mesmo que o estimulo causal não esteja presente, a lesão tecidual gera uma série de substâncias (inflamatórias) que são fontes de estimulo nociceptivo prolongado. Queimaduras de sol Processo inflamatório (tentativa de cura) Cascata de reações bioquímicas gerando várias mediadores químic Mobilização de células do sistema imunológico As substancias inflamatórias causam tipicamente: Calor Dor Rubor Tumor Perda de função
  • 47.
    Alodini a Hiperalgesia: aumento dasensibilidade dolorosa (sensibilização). Estímulos antes inócuos passam a causar dor devido a facilidade de despolarização dos neurônios aferentes nociceptivos polimodais. inocuo nocivo 100 80 20 0 60 40 SENSAÇÃO DOLOROSA Intensidade do estímulo Dor Normal Alodinia: sensação dolorosa causada por estímulos sensoriais inócuos. Que vantagem haveria em tornar a região da lesão dolorido?. Hiperalgesia Lesão tecidual
  • 48.
    Lesão Rubor ,calor Tumor (edema) Dor Perda funcional
  • 49.
    Vermelhidão Calor Edema Dor (hiperalgesia) A lesãoESTIMULA os mastócitos liberarem histamina SEM LESÃO
  • 50.
    Local da Lesão Bactérias His:vasodilatação Diapedese Edema Hiperalgesia
  • 51.
    Bradicinina: causa despolarização, tornandoos receptores mais sensíveis; PG: subprodutos da lise enzimática da membrana lipidica. Não causa dor diretamente, mas torna o nociceptor mais sensível (diminuindo o seu limiar de resposta); Histamina: liberada pelos mastócitos como primeiro sistema de alarme e desecadeante do processo inflamatorio Substância P: neuropeptidideo sintetizado pelo próprio nociceptor quando há lesão. Causa vasodilatação e estimula a liberação de histamina pelos mastócitos e ativa os nociceptores vizinhos. Além disso, causa vasodilatação; responsável pela inflamação neurogênica. K+: torna a membrana mais fácil de despolarizar ATP Ativam nociceptores ou reduzem seu limiar de excitabilidade, tornando-os muito sensíveis a estímulos antes inócuos.
  • 52.
    Isquemia cardíaca: faltade O2 no miocárdio e conseqüente lesão tecidual causando angina (dor). Dor referida no dermátomo correspondente: braço . DOR REFERIDA
  • 53.
    O membro nãoestá lá mas.... ... a via remanescente e o mapa do corpo ainda está preservada. DOR DO MEMBRO FANTASMA Para saber mais...
  • 54.
    Na aula deNeuroanatomia vocês já estudaram as vias que ascendem pela medula, conduzindo impulsos sensitivos: • Via da dor, temperatura, pressão e tato não-discriminativo (sistema ântero-lateral) - Receptores: nociceptor (lesão – dor); termoceptor (temperatura); mecanoceptor (tato e pressão) - Neurônio I: gânglio espinal - Neurônio II: coluna posterior (substância cinzenta); axônio cruza na comissura branca anterior e ascende como trato espinotalâmico (sistema ântero-lateral) • Via do tato epicrítico (discriminativo), sensibilidade vibratória, propriocepção consciente (Sistema do funículo posterior) - Receptores: mecanoceptor (tato e vibração) e proprioceptor (fusos neuromusculares e órgãos neurotendíneos - Neurônio I: gânglio espinal, o prolongamento central do axônio ascende ipsilateralmente pelo fascículo grácil (metade inferior do tronco e membros inferiores) ou fascículo cuneiforme (metade superior do tronco, membros superiores e pescoço) até o bulbo. • Via da propriocepção inconsciente - Receptor: mesmos que da propriocepção consciente - Neurônio I: gânglio espinal - Neurônio II: coluna intermédia (núcleo torácico posterior), o axônio segue ipsilateralmente para formar o trato espinocerebelar posterior ou cruza para formar o trato espinocerebelar anterior.
  • 55.
    Viram que ametade do corpo está representado no lado oposto do cérebro
  • 56.
  • 57.
    Hellen Keller Surda ecega (devido à escarlatina) Filosofa, escritora e jornalista Falava o inglês, francês, latim e alemão Anne Sullivan (deficiência visual incompleta por conta de tracoma) “ Evitar o perigo não é, a longo prazo, mais seguro do que se expor a ele. A vida é uma aventura ousada ou não é nada’ Helen Keller.
  • 59.
    2 meses deidade Deitado em decúbito dorsal, levanta e virar a cabeça Mãos cerradas e braços são fletidos A musculatura cervical não é capaz de sustentar o peso da cabeça Sinal de Babinski + (que deve sssumir até os 12 meses)
  • 60.
    Fixar o olharpara os objetos situados dentro do campo visual Orientar a cabeça para as fontes sonoras e reagir a sons familiares com sorriso
  • 61.