O MÉDICO EO
MONSTRO
Robert Louis
Stevenson
Jussara Barbosa
Gisele Daniele
Maria Madalena
2.
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Robert Louis Stevenson
▣RobertLouis Stevenson (Edimburgo, Escócia, 13 de
novembro de 1850 – Vailima, Ilhas Samoa, 3 de dezembro
de 1894), tendo nascido Robert Lewis Balfour Stevenson,
foi um influente novelista, poeta e escritor de roteiros de
viagem britânico, nascido na Escócia. Escreveu clássicos
como A Ilha do Tesouro, O Médico e o Monstro e As
Aventuras de David Balfour.
▣Considerado um dos mais importantes escritores
britânicos do século XIX, está entre os autores mais
traduzidos em todo o mundo.[1] Foi, em vida, também um
ativista político, crítico social e humanista.
3.
Enredo
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Narra as experiênciasde um
médico que, numa "noite
maldita", tomou uma poção
fumegante de coloração
avermelhada e descobriu "a
dualidade absoluta e primordial
do homem
4.
CLÍMAX E DESFECHO
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Oclímax da obra ocorre algumas páginas antes do desfecho. É no momento em que o
advogado Utterson está prestes a desmascarar o Sr. Hyde. O desfecho se dá pela
leitura das cartas que o Dr. Jekyll havia deixado aos seus melhores amigos, revelando
toda a verdade e a natureza por trás de seu relacionamento com o Sr. Hyde.
5.
NARRADOR
Em primeira pessoana
maior parte do tempo.
Em alguns momentos,
a história se passa
através do relato de
cartaz, um artifício
utilizado de forma
muito comum na
época do autor.
Os fatos são narrados
cronologicamente (exceto
pelas cartas do dr. Jekyll, que
são lidos após muitos
eventos terem ocorrido), e se
passa na Inglaterra da era
vitoriana do século XIX,
época assim denominada
pelo reinada da Rainha
Vitória, entre 1838 e 1901
5
TEMPO E
ESPAÇO
6.
PERSONAGENS
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Dr. Jekyll: médicoe respeitado membro da sociedade. Um homem alto, de boa aparência e visto
com muito carinho por seus amigos e seus empregados. Por esse motivo, essas pessoas começam
a se preocupar quando ele apadrinha o Sr. Hyde.
Utterson: protagonista e o narrador da história. Um advogado que está entre os melhores amigos do
Dr. Jekyll. Ele é a primeira pessoa a olhar com suspeitas para a figura do Sr. Hyde e suas estranhas
ações.
7.
PERSONAGENS
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Lanyon: outro grandeamigo do Dr. Jekyll, e ao lado de Utterson, faz parte de seu ciclo de
confiança. Durante a trama, recebe uma carta de Jekyll, e nela contém informações que ele não
gosta de maneira alguma.
Sr. Hyde: um homem de aparência estranha. Ninguém sabe de suas origens e quais motivos levam
ao dr. Jekyll a proteger esse homem. Ele é um tanto quanto grosseiro em seus modos, a ponto de
passar por cima de uma menina e não se capaz de prestar socorro. As pessoas quando o olham
sentem desconforto e calafrios.
8.
O INSÓLITO PRESENTENA OBRA
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Stevenson em seu processo de escrita,
construiu uma narrativa pautada na ficção
científica, ela é um meio de se observar
situações insólitas e irreais, abordagens
feitas em outras obras e que dialogam com o
texto em análise, como por exemplo, o
romance “Frankenstein” de 1818, escrito pela
escritora britânica Mary Shelley. A criatura
descrita na novela de Stevenson apresenta
uma personalidade única, ou seja, ela
manteve o mesmo comportamento do início
ao final da obra.
9.
O INSÓLITO PRESENTENA OBRA
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Sim, é uma história feia. Pois o homem que
persegui era um tipo com o qual ninguém
desejaria se relacionar, uma pessoa
realmente condenável (...). O nome do
homem era Hyde. (...) Ele não é fácil de
descrever. Há algo de errado com sua
aparência, alguma coisa desagradável,
alguma coisa realmente detestável.
(STEVENSON, 2015, p. 67).
10.
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Além disso, épossível percebemos que essa outra personalidade adquirida pelo Dr. Jekyll ao
transformar-se em monstro, era algo desejável por ele, talvez pelo fato de o mesmo viver sob o tédio
da vida social que levava, até por conta da sua própria personalidade. Pois no início da obra, vemos a
partir da descrição do autor, o quanto o médico era um sujeito reservado “um homem sisudo que
nunca sorria; frio, comedido e envergonhado na hora de falar” (STERVENSON, 2019, p. 7).
Eu da minha parte, pela natureza da minha vida, avancei infalivelmente
numa direção e numa única direção. Foi pelo lado moral e por mim
mesmo que aprendi a reconhecer a dualidade completa e primitiva do
homem. Vi que, duas naturezas que competiam no campo da minha
consciência, mesmo que eu pudesse ser considerado corretamente uma
coisa ou outra, seria apenas porque eu era radicalmente ambas, e desde
cedo, mesmo antes do curso das minhas descobertas científicas ter
começado a sugerir a possibilidade mais evidente de tal milagre, aprendi
a considerar com prazer, como um devaneio amado, o pensamento da
separação desses elementos. STERVENSON, 2019, 76-77).
11.
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“E, no entanto,quando olhei
aquele ídolo feio refletido no
espelho, tive consciência de não
sentir nenhuma repugnância, mas,
em vez disso, fiz um sinal de boas-
vindas” (STERVENSON, 2019, p.
79).
12.
Ausência de PersonagensFemininas na Obra
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A doutora em história doutora em história Rossana Pinheiro-Jones, em sua coluna no “Livro & café”
afirma que “o romance é povoado por figuras masculinas. Somente duas mulheres aparecem na
obra: a empregada com maus modos de um homem que se esconde; e uma mulher apresentada
como histérica, que desmaia ao testemunhar a prática de um crime ocorrido sob sua janela”.
Sendo assim, evidente que as mesmas, além de esquecidas, quando aparecem, são como loucas.
13.
REFERÊNCIAS
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Silva, Nathalia MikaellyLindolfo da. Entre Frankenstein e o médico e o monstro [manuscrito] :
uma análise intertextual das relações na construção das narrativas / Nathalia Mikaelly Lindolfo
da Silva. - 2020. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Letras Inglês) - Universidade
Estadual da Paraíba, Centro de Humanidades , 2020.