SEMINÁRIO 
Tema: História da liberdade no Brasil, ou quando tudo 
acaba em samba.
HISTÓRIA DA LIBERDADE NO BRASIL, OU QUANDO UMA HISTÓRIA ACABA EM 
SAMBA. 
AS AUTORAS: 
ANGELA DE CASTRO GOMES: 
Possui graduação em História pela Universidade Federal Fluminense (1969), 
mestrado em Ciência Política (Ciência Política e Sociologia) pela Sociedade Brasileira 
de Instrução - SBI/IUPERJ (1978) e doutorado em Ciência Política (Ciência Política e 
Sociologia) pela Sociedade Brasileira de Instrução - SBI/IUPERJ (1987). É professora 
titular aposentada de História do Brasil da Universidade Federal Fluminense e foi 
Professora e pesquisadora senior do Centro de Pesquisa e Documentação de História 
Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas (1976-2013). É Pesquisadora 
Visitante Senior Nacional na Unirio, com Bolsa da Capes. Coordenou o Programa de 
Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais do CPDOC (2007-2010) e por duas 
vezes foi editora da revista Estudos Históricos (1988-1994 e 200702010). Também foi 
editora da Revista da Associação Brasileira de História Oral (ABHO) e da revista Tempo, 
do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense, integrando o 
Conselho Editorial de vários periódicos científicos de História. Participou da diretoria 
de associações como a ANPUH, a ANPOCS, a ANPUH-Rio e a ABHO.Tem experiência de 
pesquisa na área de História Política, História Cultural e Historiografia, atuando 
principalmente nos seguintes temas: história política do Brasil República, pensamento 
social brasileiro, cidadania e direitos do trabalho, historiografia, memória e ensino de 
história. É pesquisadora 1A do CNPq.
VANESSA MATHEUS CAVALCANTE: 
Possui graduação em História pela 
Universidade Federal Fluminense (2008) e 
mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em 
História, Política e Bens Culturais do Centro de 
Pesquisa e Documentação de História 
Contemporânea do Brasil (CPDOC/FGV) 
E atualmente é Analista de Documentação e 
Informação (Programa de História Oral) da FGV
“Quem por acaso folhear a História do Brasil 
verá um povo cheio de esperança. Desde 
criança,lutando para ser livre varonil. ” 
Aurinho da Ilha, 1967 
“O brasileiro sempre teve a vocação da 
liberdade. Não quis nunca ter dono. Não quis 
nunca ser escravo.” 
Viriato Corrêa, 1962
MANUEL VIRIATO CORRÊA BAIMA DO 
LAGO FILHO 
Lançamento do livro 
CAZUZA 
Imortal da Academia 
Brasileira de Letras
BREVE BIOGRAFIA 
Advogado, político, escritor e jornalista brasileiro nascido em Pirapemas, 
MA, um dos mais lidos de seu tempo graças às crônicas históricas e obras 
de literatura infantil e que chegou ao grande público com diversos volumes 
de crônicas históricas. Após estudos em São Luís e Recife, radicou-se no Rio 
de Janeiro, onde advogou e atuou como jornalista. Trabalhou na Gazeta de 
Notícias, Correio da Manhã e Jornal do Brasil, foi crítico teatral de A Manhã e 
professor de história do teatro. Entrou para a política e elegeu-se deputado 
estadual (1911) e depois deputado federal pelo Maranhão (1927). 
Afastou-se da prática política depois de ter sido preso (1930) pela 
revolução getulista e partiu para a literatura, onde escreveu romances, peças 
teatrais, livros para crianças e crônicas históricas. Iniciou-se escrevendo 
temas históricos (1921), com a publicação de dois livros, Terra de Santa Cruz 
e Histórias de nossa história, e uma longa série de suas crônicas históricas. 
Foi membro da Academia Brasileira de Letras e morreu no Rio de Janeiro. 
Ainda são lembradas em sua produção literária Brasil dos meus avós 
(1927), Alcovas da história (1934) e O país do pau de tinta (1939). Para o 
público infantil escreveu, entre outros, História do Brasil para crianças 
(1934), Cazuza (1938) e História da liberdade no Brasil (1962). Como 
romancista escreveu Balaiada (1927) e as peças teatrais como A marquesa 
de Santos (1938) e O grande amor de Gonçalves Dias (1959). Em suas 
obras de literatura infantil, incluía por norma alguma lição sobre o passado. 
Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/
Capa da 1ª edição em 1962 
Publicada pela Editora 
Civilização Brasileira no 
governo de João Goulart. 
 Parlamentarismo; 
 Retorno ao 
presidencialismo; 
Capa da 2ª edição em 1974 
Coedição feita em parceria 
com o INL no governo de 
Ernesto Geisel. 
 Destaque para o 
conteúdo patriótico; 
 Processo de abertura 
“lenta e gradual”
QUANDO AS ACADEMIAS SE ENCONTRAM, DA SAMBA. 
 O encontro do imortal da ABL com os acadêmicos do 
Salgueiro se deu por causa do livro “A História da liberdade 
no Brasil”, onde o livro virou tema do samba enredo do 
Salgueiro no carnaval de 1967; 
 A palavra “LIBERDADE” já vinha sendo preenchida de 
sentidos específicos do momento histórico que pairava no 
década de 60, sendo que a “LIBERDADE” defendida no 
teatro, MPB, Cinema e no samba, simbolizava a ideia de 
resistência a opressão do regime militar; 
 Diante do tema tão sugestivo e pertinente ao cenário 
nacional, os sambistas do salgueiro temiam a censura e a 
retaliação do governo militar, assim a incerteza da 
concretização do desfile era uma constante nos ensaios que 
eram sempre supervisionados pelo Dops, mas felizmente o 
desfile ocorreu e a mensagem foi passada e o salgueiro 
logrou o 3º lugar na competição.
LETRA DO SAMBA ENREDO 
HISTÓRIA DA LIBERDADE NO BRASIL 
Quem por acaso folhear a História do 
Brasil 
Verá um povo cheio de esperança 
Desde criança, 
Lutando para ser livre varonil. 
O nobre Amadeu Ribeiro, 
O homem que não quis ser rei, 
O Manoel, o Bequimão, 
Que no Maranhão 
Fez aquilo tudo que ele fez. 
Nos Palmares, 
Zumbi, o grande herói, 
Chefia o povo a lutar 
Só para um dia alcançar 
Liberdade. 
Quem não se lembra 
Do combate aos Emboabas 
E da chacina dos Mascates, 
Do amor que identifica 
O herói de Vila Rica. 
Na Bahia são os alfaiates, 
Escrevem com destemor, 
Com sangue, suor e dor 
A mensagem que encerra o destino 
De um bom menino. 
Tiradentes, Tiradentes, 
O herói inconfidente, inconfidente, 
Domingos José Martins 
Abraçam o mesmo ideal. 
E veio o "Fico" triunfal 
Contrariando toda a força em Portugal. 
Era a liberdade que surgia, 
Engatinhando a cada dia, 
Até que o nosso Imperador 
A Independência proclamou. 
Ô-ô, oba, lá-rá-iá, lá-rá-iá-iá 
Oba, lá-rá-iá, lá-rá-iá! 
Frei Caneca, mas um bravo que partiu, 
Em seguida veio o 7 de abril, 
No dia 13 de maio 
Negro deixou de ter senhor, 
Graças à Princesa Isabel, 
Que aboliu com a Lei Áurea 
O cativeiro tão cruel. 
Liberdade, Liberdade afinal, 
Deodoro acenou, 
Está chegando a hora, 
E assim quando a aurora raiou, 
Proclamando a República, 
O povo aclamou 
Link: http://www.vagalume.com.br/salgueiro/samba-enredo- 
1967.html#ixzz3CbTRxJZm
VIRIATO CORRÊA: UM AUTOR EM DESFILE. 
 Desde os anos 1930-1940 se dedicava a 
literatura infanto-juvenil, por torná-la um 
instrumento de ensino da história pátria; 
 Escreveu 11 livros de crônicas históricas para 
adultos e 20 livros de literatura infanto-juvenil, 
sendo 9 deles caracterizados como narrativas 
cívico-patrióticas; 
 Em 1938, publicou Cazuza e devido ao 
imenso sucesso de crítica e público Viriato 
passaria a ocupar no mesmo ano a tão 
sonhada cadeira de nº 32 da ABL.
 Viriato nunca se tornou membro da Casa dos 
historiadores, fazendo reflexões sobre a literatura e a 
história ( Escrita da história como saber / ciência); 
 Sua obra era nitidamente comprometida com as “coisas 
brasileiras”, com a pátria brasileira; 
 Toda a sua ação intelectual se voltava com a intenção de 
construir uma “arte brasileira”, com o claros objetivos de 
educar e divertir, e priorizando a dimensão do ensino da 
historia pátria; 
 Seus livros eram ilustrados e versavam sobre a história 
do Brasil (Narrativas cívico-patrióticas); 
 O grande volume de venda dos seus livros se dava pelo 
fato dos mesmos serem uma espécie de encomendas de 
professores ou escolas que eram utilizados em sala de 
aula.
HISTÓRIA DA LIBERDADE NO BRASIL: REVOLUÇÕES NO 
CONTEÚDO E NA FORMA DE UM LIVRO. 
 INTENÇÃO CENTRAL DO LIVRO: “MOSTRAR A ÍNDOLE DA GENTE 
BRASILEIRA” 
 ÍNDOLE = LIVRE 
 HISTÓRIA DO BRASIL = HISTÓRIA DE SUA GENTE QUE TEM UM ÚNICO 
SENTIDO NA VIDA: A LIBERDADE. 
 NARRATIVA: HISTÓRIA MEMÓRIA DA NAÇÃO 
 HISTÓRIA PÁTRIA – “MESTRA DA VIDA” PARA AS PRÓXIMAS GERAÇÕES 
 HISTÓRIA ENSINÁVEL 
 GRANDES HOMENS E GRANDE S FATOS AO LADO DE EPISÓDIOS 
“PEQUENOS” QUE EVIDENCIAM A PRESENÇA E O VALOR DO POVO (UM 
COLETIVO DE HOMENS “COMUNS”) 
 OBSTACULOS NA HISTÓRIA (EMOÇÃO) “PERCURSO ZIGUIZAGUIANTE” E 
PROGRESSIVO. 
 COM FRACASSOS E RECUOS – A LUTA PELA LIBERDADE 
 CONCEPÇÃO DE HISTÓRIA DISTANTE DA PRÁTICADA NOS ANOS 60 
 NO ENTANTO, INTERESSOU AO INL EM 1974. 
 LIVRO DESAFIADOR EM 1967 = HISTÓRIA MEMÓRIA/NAÇÃO E HISTORIA 
ENSINÁVEL (JUNTAS) 
 UM TEXTO: “MUITOS TEXTOS”: RELATIVO DIANTE DOS LEITORES NO 
TEMPO E ESPAÇO
1ª EDIÇÃO OBEJTO/LIVRO 
 EUGÊNIO HIRSCH: CAPISTA, DIAGRAMADOR E ILUSTRADOR 
(CONTRIBUIÇÃO PARA O SUCESSO DO LIVRO). 
 “O MAIS BELO LIVRO FEITO PARA CRIANÇAS NO BRASIL” 
(IMPRENSA) 
 CAPA: A FIGURA DE TIRADENTES ACORRENTADO COM A MÃO 
DIREITA NO CORAÇÃO 
 LINGUAGEM PARA LEITOR MIRIM – MAS TRAZ NOTAS 
NUMERADAS NO FINAL DE CADA CAPITULO (TEXTOS 
ACADEMICOS) 
 TEMA/TÍTULO – CONTROVÉRSIAS (PARADIGMAS DE LIBERDADE), 
RECORRE A EXEMPLOS INTERNACIONAIS (E.UA, FRANÇA) 
 GRANDE QUESTÃO DO LIVRO: A LUTA PELA INDEPENDÊNCIA DOS 
PORTUGUESES (“E SEJA LÁ DE QUEM FOR”) 
 DIVIDIDO EM 15 CAPITULOS 
 CADA UM NARRANDO EPISÓDIOS DA HISTÓRIA DO BRASIL 
DEMONSTRANDO O AMOR PELA LIBERDADE E A SUA BUSCA 
PELO POVO NO DECORRER DO TEMPO.
CONJUNTO DE MOVIMENTOS DE “LIBERTAÇÃO” COM ÊXITO OU NÃO. 
 AMADOR BUENO “AQUELE QUE NÃO QUERIA SER REI” (1641. 
“BOTADA DOS PADRES FORA”) 
 BEQUIMÃO (Revolta de Beckman 1684) 
 ZUMBI DOS PALMARES 
 OS HEROIS DAS GUERRAS DOS EMBOABAS E DOS MASCATES 
 FELIPE DOS SANTOS 
 REVOLTA DOS ALFAIATES 
 INCONFIDENCIA MINEIRA 
 REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA DE 1817 
 A INDEPENDENCIA DO BRASIL 
 A CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR 
 A ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO 
 PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
CARACTERIZAÇÃO DO LIVRO 
 CAPITULOS COM TAMANHOS DESIGUAIS COM CERTA 
HIERARQUIA EM ORDEM DE IMPORTANCIA. 
 A CHEGADA DOS PORTUGUESES E A VINDA DA FAMILIA REAL 
NÃO CONSTAM (“ANTILIBERDADE”) 
 UMA ESTRUTURA TEXTUAL E VISUAL ENVOLTA DE UM FORTE 
SENTIMENTO PATRIÓTICO 
 UMA HISTÓRIA DA HISTÓRIA DO BRASIL FEITA PARA 
INTERESSAR E INSTRUIR O LEITOR 
 CONVENCIMENTO DO VALOR DA LIBERDADE 
 30 ILUSTRAÇÕES “GRANDES E MUITO BONITAS” 
 ILUSTRAÇÕES E LETRAS DAS FRASES DOS CAPITULOS, NA 
ABERTURA DE CADA UM, GANHAM MOVIMENTOS ALUDINDO 
A LEITURA NOS CONTEXTOS.
Seminario História do Ensino de História no Brasil. Analise do texto: A história da liberdade no Brasil.
Seminario História do Ensino de História no Brasil. Analise do texto: A história da liberdade no Brasil.

Seminario História do Ensino de História no Brasil. Analise do texto: A história da liberdade no Brasil.

  • 1.
    SEMINÁRIO Tema: Históriada liberdade no Brasil, ou quando tudo acaba em samba.
  • 2.
    HISTÓRIA DA LIBERDADENO BRASIL, OU QUANDO UMA HISTÓRIA ACABA EM SAMBA. AS AUTORAS: ANGELA DE CASTRO GOMES: Possui graduação em História pela Universidade Federal Fluminense (1969), mestrado em Ciência Política (Ciência Política e Sociologia) pela Sociedade Brasileira de Instrução - SBI/IUPERJ (1978) e doutorado em Ciência Política (Ciência Política e Sociologia) pela Sociedade Brasileira de Instrução - SBI/IUPERJ (1987). É professora titular aposentada de História do Brasil da Universidade Federal Fluminense e foi Professora e pesquisadora senior do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas (1976-2013). É Pesquisadora Visitante Senior Nacional na Unirio, com Bolsa da Capes. Coordenou o Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais do CPDOC (2007-2010) e por duas vezes foi editora da revista Estudos Históricos (1988-1994 e 200702010). Também foi editora da Revista da Associação Brasileira de História Oral (ABHO) e da revista Tempo, do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense, integrando o Conselho Editorial de vários periódicos científicos de História. Participou da diretoria de associações como a ANPUH, a ANPOCS, a ANPUH-Rio e a ABHO.Tem experiência de pesquisa na área de História Política, História Cultural e Historiografia, atuando principalmente nos seguintes temas: história política do Brasil República, pensamento social brasileiro, cidadania e direitos do trabalho, historiografia, memória e ensino de história. É pesquisadora 1A do CNPq.
  • 3.
    VANESSA MATHEUS CAVALCANTE: Possui graduação em História pela Universidade Federal Fluminense (2008) e mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC/FGV) E atualmente é Analista de Documentação e Informação (Programa de História Oral) da FGV
  • 4.
    “Quem por acasofolhear a História do Brasil verá um povo cheio de esperança. Desde criança,lutando para ser livre varonil. ” Aurinho da Ilha, 1967 “O brasileiro sempre teve a vocação da liberdade. Não quis nunca ter dono. Não quis nunca ser escravo.” Viriato Corrêa, 1962
  • 5.
    MANUEL VIRIATO CORRÊABAIMA DO LAGO FILHO Lançamento do livro CAZUZA Imortal da Academia Brasileira de Letras
  • 6.
    BREVE BIOGRAFIA Advogado,político, escritor e jornalista brasileiro nascido em Pirapemas, MA, um dos mais lidos de seu tempo graças às crônicas históricas e obras de literatura infantil e que chegou ao grande público com diversos volumes de crônicas históricas. Após estudos em São Luís e Recife, radicou-se no Rio de Janeiro, onde advogou e atuou como jornalista. Trabalhou na Gazeta de Notícias, Correio da Manhã e Jornal do Brasil, foi crítico teatral de A Manhã e professor de história do teatro. Entrou para a política e elegeu-se deputado estadual (1911) e depois deputado federal pelo Maranhão (1927). Afastou-se da prática política depois de ter sido preso (1930) pela revolução getulista e partiu para a literatura, onde escreveu romances, peças teatrais, livros para crianças e crônicas históricas. Iniciou-se escrevendo temas históricos (1921), com a publicação de dois livros, Terra de Santa Cruz e Histórias de nossa história, e uma longa série de suas crônicas históricas. Foi membro da Academia Brasileira de Letras e morreu no Rio de Janeiro. Ainda são lembradas em sua produção literária Brasil dos meus avós (1927), Alcovas da história (1934) e O país do pau de tinta (1939). Para o público infantil escreveu, entre outros, História do Brasil para crianças (1934), Cazuza (1938) e História da liberdade no Brasil (1962). Como romancista escreveu Balaiada (1927) e as peças teatrais como A marquesa de Santos (1938) e O grande amor de Gonçalves Dias (1959). Em suas obras de literatura infantil, incluía por norma alguma lição sobre o passado. Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/
  • 7.
    Capa da 1ªedição em 1962 Publicada pela Editora Civilização Brasileira no governo de João Goulart.  Parlamentarismo;  Retorno ao presidencialismo; Capa da 2ª edição em 1974 Coedição feita em parceria com o INL no governo de Ernesto Geisel.  Destaque para o conteúdo patriótico;  Processo de abertura “lenta e gradual”
  • 8.
    QUANDO AS ACADEMIASSE ENCONTRAM, DA SAMBA.  O encontro do imortal da ABL com os acadêmicos do Salgueiro se deu por causa do livro “A História da liberdade no Brasil”, onde o livro virou tema do samba enredo do Salgueiro no carnaval de 1967;  A palavra “LIBERDADE” já vinha sendo preenchida de sentidos específicos do momento histórico que pairava no década de 60, sendo que a “LIBERDADE” defendida no teatro, MPB, Cinema e no samba, simbolizava a ideia de resistência a opressão do regime militar;  Diante do tema tão sugestivo e pertinente ao cenário nacional, os sambistas do salgueiro temiam a censura e a retaliação do governo militar, assim a incerteza da concretização do desfile era uma constante nos ensaios que eram sempre supervisionados pelo Dops, mas felizmente o desfile ocorreu e a mensagem foi passada e o salgueiro logrou o 3º lugar na competição.
  • 10.
    LETRA DO SAMBAENREDO HISTÓRIA DA LIBERDADE NO BRASIL Quem por acaso folhear a História do Brasil Verá um povo cheio de esperança Desde criança, Lutando para ser livre varonil. O nobre Amadeu Ribeiro, O homem que não quis ser rei, O Manoel, o Bequimão, Que no Maranhão Fez aquilo tudo que ele fez. Nos Palmares, Zumbi, o grande herói, Chefia o povo a lutar Só para um dia alcançar Liberdade. Quem não se lembra Do combate aos Emboabas E da chacina dos Mascates, Do amor que identifica O herói de Vila Rica. Na Bahia são os alfaiates, Escrevem com destemor, Com sangue, suor e dor A mensagem que encerra o destino De um bom menino. Tiradentes, Tiradentes, O herói inconfidente, inconfidente, Domingos José Martins Abraçam o mesmo ideal. E veio o "Fico" triunfal Contrariando toda a força em Portugal. Era a liberdade que surgia, Engatinhando a cada dia, Até que o nosso Imperador A Independência proclamou. Ô-ô, oba, lá-rá-iá, lá-rá-iá-iá Oba, lá-rá-iá, lá-rá-iá! Frei Caneca, mas um bravo que partiu, Em seguida veio o 7 de abril, No dia 13 de maio Negro deixou de ter senhor, Graças à Princesa Isabel, Que aboliu com a Lei Áurea O cativeiro tão cruel. Liberdade, Liberdade afinal, Deodoro acenou, Está chegando a hora, E assim quando a aurora raiou, Proclamando a República, O povo aclamou Link: http://www.vagalume.com.br/salgueiro/samba-enredo- 1967.html#ixzz3CbTRxJZm
  • 11.
    VIRIATO CORRÊA: UMAUTOR EM DESFILE.  Desde os anos 1930-1940 se dedicava a literatura infanto-juvenil, por torná-la um instrumento de ensino da história pátria;  Escreveu 11 livros de crônicas históricas para adultos e 20 livros de literatura infanto-juvenil, sendo 9 deles caracterizados como narrativas cívico-patrióticas;  Em 1938, publicou Cazuza e devido ao imenso sucesso de crítica e público Viriato passaria a ocupar no mesmo ano a tão sonhada cadeira de nº 32 da ABL.
  • 12.
     Viriato nuncase tornou membro da Casa dos historiadores, fazendo reflexões sobre a literatura e a história ( Escrita da história como saber / ciência);  Sua obra era nitidamente comprometida com as “coisas brasileiras”, com a pátria brasileira;  Toda a sua ação intelectual se voltava com a intenção de construir uma “arte brasileira”, com o claros objetivos de educar e divertir, e priorizando a dimensão do ensino da historia pátria;  Seus livros eram ilustrados e versavam sobre a história do Brasil (Narrativas cívico-patrióticas);  O grande volume de venda dos seus livros se dava pelo fato dos mesmos serem uma espécie de encomendas de professores ou escolas que eram utilizados em sala de aula.
  • 13.
    HISTÓRIA DA LIBERDADENO BRASIL: REVOLUÇÕES NO CONTEÚDO E NA FORMA DE UM LIVRO.  INTENÇÃO CENTRAL DO LIVRO: “MOSTRAR A ÍNDOLE DA GENTE BRASILEIRA”  ÍNDOLE = LIVRE  HISTÓRIA DO BRASIL = HISTÓRIA DE SUA GENTE QUE TEM UM ÚNICO SENTIDO NA VIDA: A LIBERDADE.  NARRATIVA: HISTÓRIA MEMÓRIA DA NAÇÃO  HISTÓRIA PÁTRIA – “MESTRA DA VIDA” PARA AS PRÓXIMAS GERAÇÕES  HISTÓRIA ENSINÁVEL  GRANDES HOMENS E GRANDE S FATOS AO LADO DE EPISÓDIOS “PEQUENOS” QUE EVIDENCIAM A PRESENÇA E O VALOR DO POVO (UM COLETIVO DE HOMENS “COMUNS”)  OBSTACULOS NA HISTÓRIA (EMOÇÃO) “PERCURSO ZIGUIZAGUIANTE” E PROGRESSIVO.  COM FRACASSOS E RECUOS – A LUTA PELA LIBERDADE  CONCEPÇÃO DE HISTÓRIA DISTANTE DA PRÁTICADA NOS ANOS 60  NO ENTANTO, INTERESSOU AO INL EM 1974.  LIVRO DESAFIADOR EM 1967 = HISTÓRIA MEMÓRIA/NAÇÃO E HISTORIA ENSINÁVEL (JUNTAS)  UM TEXTO: “MUITOS TEXTOS”: RELATIVO DIANTE DOS LEITORES NO TEMPO E ESPAÇO
  • 14.
    1ª EDIÇÃO OBEJTO/LIVRO  EUGÊNIO HIRSCH: CAPISTA, DIAGRAMADOR E ILUSTRADOR (CONTRIBUIÇÃO PARA O SUCESSO DO LIVRO).  “O MAIS BELO LIVRO FEITO PARA CRIANÇAS NO BRASIL” (IMPRENSA)  CAPA: A FIGURA DE TIRADENTES ACORRENTADO COM A MÃO DIREITA NO CORAÇÃO  LINGUAGEM PARA LEITOR MIRIM – MAS TRAZ NOTAS NUMERADAS NO FINAL DE CADA CAPITULO (TEXTOS ACADEMICOS)  TEMA/TÍTULO – CONTROVÉRSIAS (PARADIGMAS DE LIBERDADE), RECORRE A EXEMPLOS INTERNACIONAIS (E.UA, FRANÇA)  GRANDE QUESTÃO DO LIVRO: A LUTA PELA INDEPENDÊNCIA DOS PORTUGUESES (“E SEJA LÁ DE QUEM FOR”)  DIVIDIDO EM 15 CAPITULOS  CADA UM NARRANDO EPISÓDIOS DA HISTÓRIA DO BRASIL DEMONSTRANDO O AMOR PELA LIBERDADE E A SUA BUSCA PELO POVO NO DECORRER DO TEMPO.
  • 15.
    CONJUNTO DE MOVIMENTOSDE “LIBERTAÇÃO” COM ÊXITO OU NÃO.  AMADOR BUENO “AQUELE QUE NÃO QUERIA SER REI” (1641. “BOTADA DOS PADRES FORA”)  BEQUIMÃO (Revolta de Beckman 1684)  ZUMBI DOS PALMARES  OS HEROIS DAS GUERRAS DOS EMBOABAS E DOS MASCATES  FELIPE DOS SANTOS  REVOLTA DOS ALFAIATES  INCONFIDENCIA MINEIRA  REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA DE 1817  A INDEPENDENCIA DO BRASIL  A CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR  A ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO  PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
  • 16.
    CARACTERIZAÇÃO DO LIVRO  CAPITULOS COM TAMANHOS DESIGUAIS COM CERTA HIERARQUIA EM ORDEM DE IMPORTANCIA.  A CHEGADA DOS PORTUGUESES E A VINDA DA FAMILIA REAL NÃO CONSTAM (“ANTILIBERDADE”)  UMA ESTRUTURA TEXTUAL E VISUAL ENVOLTA DE UM FORTE SENTIMENTO PATRIÓTICO  UMA HISTÓRIA DA HISTÓRIA DO BRASIL FEITA PARA INTERESSAR E INSTRUIR O LEITOR  CONVENCIMENTO DO VALOR DA LIBERDADE  30 ILUSTRAÇÕES “GRANDES E MUITO BONITAS”  ILUSTRAÇÕES E LETRAS DAS FRASES DOS CAPITULOS, NA ABERTURA DE CADA UM, GANHAM MOVIMENTOS ALUDINDO A LEITURA NOS CONTEXTOS.