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Resumo exame – Português
10º ano
Cantigas de amor
 Elogia a dona
 Queixume pela desgraça de amor (indiferença, desamor da dama)
 Sujeito poético é o homem, que se dirige a uma dona de estatura social superior
 O trovador vê a “dona” como algo muito grandioso, a quem “servia” como subtido
 Destaca as qualidades da mulher, colocando-se numa posição inferior
 O tema mais comum é o amor não correspondido
 Feudalismo
 O trovador espera receber benefícios em troca dos seus “serviços”
 Sentimento não se realiza fisicamente
Cantigas de amigo
 Mulher no ambiente rural (fonte, romaria, rio, etc…)
 O sujeito poético fala á sua mãe, as irmãs ou as flores
 O sujeito poético é uma mulher solteira, donzela, mas é escrita por um homem
 Exprime as suas pequenos dramas e situações da vida amorosa
 Entende-se por amigo o amado
 Saudade física do amigo ausente
Cantigas de
amigo
Cantigas de amor
Sujeito
poético
Donzela, mas
escrita por um
homem
Homem
Mulher Real, mais
concreta
Idealizada, superior
Ambiente Rural Palaciano
Mulher sofre
pelo namorado
assunte
Homem presta
vassalagem amorosa,
pelo amor não
correspondido
Objeto
desejado
O amigo A dama, a “senhor”
Cantigas de escarnio ou maldizer
Cantigas de escarnio – Nome da pessoa satirizada não aparecia, as sátiras eram feitas de
forma indireta, utilizando-se duplo sentido, trocadilhos e ironia
Cantigas de maldizer – sátiras diretas, chegando a agressões verbais (chegando a usar
palavrões). O nome da pessoa satirizada pode ou não aparecer nas cantigas
Cantigas
de
escarnio
Cantigas
de
maldizer
Nomes Nunca
aparece
Pode ou
não
aparecer
Sátiras Forma
indireta
Forma
direta
(agressões
verbais)
Farsa de Inês Pereira
 É uma peça de teatro escrita por Gil Vicente, retrata a ambição de uma criada da
classe media portuguesa do seculo XVI. Desafiada por aqueles que duvidavam do seu
talento.
 Personagem principal: Inês Pereira, nunca sai de cena
 Não há mudança de cenário
 Todas as personagens desta farsa visam na critica social, logo são personagens tipo
As farsas baseiam-se em temas da via quotidiana, tendo um enredo cómico e profano. A
farsa de Inês Pereira parte de um proverbio “mais quero asno que me leve, que cavalo que
me derrube”. Esta farsa censura os “homens de bom saber”.
Resumo
Inês Pereira, moça simples, casadoira, ambiciosa que procura um marido que seja astuto e
sedutor. Mãe de Inês preocupada com a educação e o casamento da filha incitava-a a
casar com Pero Marques, pretendente arranjada pela alcoviteira Lianor Vaz, no entanto o
lavrador não agrada a Inês, por ser ignorante e inculto (Pero Marques nem uma cadeira
tinha visto).
Inês recusa-o, pois, quer alguém que demonstre mais cortesia (saiba combate, dançar,
cantar, fazer versos), alguém como Brás de Mata, o segundo pretendente arranjado pelos
judeus, um pouco menos sinceros que Lianor Vaz. Mas Brás da Mata representa apenas
um triunfo das aparências, um simulacro de elegância, boa educação e bem-estar social,
que acredita no casamento como solução para as suas dificuldades financeiras.
Este casamento rápido se revela desastroso para a Inês, Brás da Mata antes de sair em
missão para Africa da ordem ao seu moço que fique a vigiar Inês e que a tranque me casa
cada vez que sair à rua. Brás da Mata era um escudeiro falido que casou para poder se
aproveitar.
Três meses apos a sua partida, é morto por um mouro. Inês não tarde em casar de novo
com Pero Marques, já no fim da história aparece um Ermitão que se torna amante da
protagonista.
O ditado “mais vale asno que me leve, que cavalo que me derrube”, não podia ser melhor
representado do que na última cena da obra quando marido carrega em ombros ate ao
amante, e ainda canta com ela “assim são as coisas”.
Trata-se e uma sátira aos costumes da vida doméstica, jogando com o tema medieval da
mulher como personificação da ignorância e da malicia.
Personagens
Inês: fútil, preguiçosa, interesseira, que se casa duas vezes apenas para se livrar do tédio
da vida de solteira. Apesar do seu comportamento improprio, consegue a simpatia do
publico pela sua inteligência.
Lianor Vaz: alcoviteira, ou seja, arrumava casamentos
Mãe: dá conselhos a filha, acha importante que ela não fique solteira e torna-se cúmplice
das suas atitudes
Pero Marques: marido bobo, lavrador abastado. É ridicularizado por Inês, deixa que ela o
maltrate e o traia
Escudeiro: finge e engana criando uma imagem de “bom moço” que depois se revela um
tirano, deixa Inês presa em casa. É morto por um mouro
Moço: amigo do primeiro marido, que o ajuda a mentir
Ermitão: amante de Inês
Latão e Vidal: judeus
Tempo
Dilatado, tendo o espectador dificuldade de se aperceber a sua passagem
Cómico
Objetivo a critica vicentina
Gil Vicente critica:
 A mentalidade das jovens raparigas;
 Os escudeiros fanfarrões, galantes e pelintras;
 A selvageira e ingenuidade de Pero Marquez;
 As alcoviteiras e judeus casamenteiros;
 Os casamentos por conveniência;
 Ps clérigos e Ermitões;
Estrutura da peça
Não existem divisões cénicas, mas é possível dividir em 3 atos. É através de paralelismos e
contrastes que Gil Vicente expressa a mudança ocorrida com Inês.
A unidade da ação é dada pela personagem principal.
Gil Vicente demonstrou aos contemporâneos, ser de facto, o grande criador das obras que
o faziam representar
Nota:
Inês queria e conseguiu a sua liberdade, encontrada junto de Pero Marquez.
Caracterização das personagens
Inês Pereira:
É a personagem-tipo mais complexa de toda a história. Sofre uma evolução (degradante),
vai representar vários tipos sociais.
Inês solteira: é uma rapariga leviana e preguiçosa. Vê no casamento uma forma de se
libertar da mãe. Desde o início mostra ser astuta a planear as suas ações.
Julga os pretendentes pela aparência e não pelo caracter.
Apos o casamento: Torna-se uma mulher oprimida, quando esta no seu primeiro
casamento, passando a ser uma mulher adutra no segundo casamento, onde mostra
também ser rude

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  • 1. Resumo exame – Português 10º ano Cantigas de amor  Elogia a dona  Queixume pela desgraça de amor (indiferença, desamor da dama)  Sujeito poético é o homem, que se dirige a uma dona de estatura social superior  O trovador vê a “dona” como algo muito grandioso, a quem “servia” como subtido  Destaca as qualidades da mulher, colocando-se numa posição inferior  O tema mais comum é o amor não correspondido  Feudalismo  O trovador espera receber benefícios em troca dos seus “serviços”  Sentimento não se realiza fisicamente Cantigas de amigo  Mulher no ambiente rural (fonte, romaria, rio, etc…)  O sujeito poético fala á sua mãe, as irmãs ou as flores  O sujeito poético é uma mulher solteira, donzela, mas é escrita por um homem  Exprime as suas pequenos dramas e situações da vida amorosa  Entende-se por amigo o amado  Saudade física do amigo ausente Cantigas de amigo Cantigas de amor Sujeito poético Donzela, mas escrita por um homem Homem Mulher Real, mais concreta Idealizada, superior Ambiente Rural Palaciano Mulher sofre pelo namorado assunte Homem presta vassalagem amorosa, pelo amor não correspondido Objeto desejado O amigo A dama, a “senhor”
  • 2. Cantigas de escarnio ou maldizer Cantigas de escarnio – Nome da pessoa satirizada não aparecia, as sátiras eram feitas de forma indireta, utilizando-se duplo sentido, trocadilhos e ironia Cantigas de maldizer – sátiras diretas, chegando a agressões verbais (chegando a usar palavrões). O nome da pessoa satirizada pode ou não aparecer nas cantigas Cantigas de escarnio Cantigas de maldizer Nomes Nunca aparece Pode ou não aparecer Sátiras Forma indireta Forma direta (agressões verbais) Farsa de Inês Pereira  É uma peça de teatro escrita por Gil Vicente, retrata a ambição de uma criada da classe media portuguesa do seculo XVI. Desafiada por aqueles que duvidavam do seu talento.  Personagem principal: Inês Pereira, nunca sai de cena  Não há mudança de cenário  Todas as personagens desta farsa visam na critica social, logo são personagens tipo As farsas baseiam-se em temas da via quotidiana, tendo um enredo cómico e profano. A farsa de Inês Pereira parte de um proverbio “mais quero asno que me leve, que cavalo que me derrube”. Esta farsa censura os “homens de bom saber”.
  • 3. Resumo Inês Pereira, moça simples, casadoira, ambiciosa que procura um marido que seja astuto e sedutor. Mãe de Inês preocupada com a educação e o casamento da filha incitava-a a casar com Pero Marques, pretendente arranjada pela alcoviteira Lianor Vaz, no entanto o lavrador não agrada a Inês, por ser ignorante e inculto (Pero Marques nem uma cadeira tinha visto). Inês recusa-o, pois, quer alguém que demonstre mais cortesia (saiba combate, dançar, cantar, fazer versos), alguém como Brás de Mata, o segundo pretendente arranjado pelos judeus, um pouco menos sinceros que Lianor Vaz. Mas Brás da Mata representa apenas um triunfo das aparências, um simulacro de elegância, boa educação e bem-estar social, que acredita no casamento como solução para as suas dificuldades financeiras. Este casamento rápido se revela desastroso para a Inês, Brás da Mata antes de sair em missão para Africa da ordem ao seu moço que fique a vigiar Inês e que a tranque me casa cada vez que sair à rua. Brás da Mata era um escudeiro falido que casou para poder se aproveitar. Três meses apos a sua partida, é morto por um mouro. Inês não tarde em casar de novo com Pero Marques, já no fim da história aparece um Ermitão que se torna amante da protagonista. O ditado “mais vale asno que me leve, que cavalo que me derrube”, não podia ser melhor representado do que na última cena da obra quando marido carrega em ombros ate ao amante, e ainda canta com ela “assim são as coisas”. Trata-se e uma sátira aos costumes da vida doméstica, jogando com o tema medieval da mulher como personificação da ignorância e da malicia. Personagens Inês: fútil, preguiçosa, interesseira, que se casa duas vezes apenas para se livrar do tédio da vida de solteira. Apesar do seu comportamento improprio, consegue a simpatia do publico pela sua inteligência. Lianor Vaz: alcoviteira, ou seja, arrumava casamentos Mãe: dá conselhos a filha, acha importante que ela não fique solteira e torna-se cúmplice das suas atitudes Pero Marques: marido bobo, lavrador abastado. É ridicularizado por Inês, deixa que ela o maltrate e o traia Escudeiro: finge e engana criando uma imagem de “bom moço” que depois se revela um tirano, deixa Inês presa em casa. É morto por um mouro Moço: amigo do primeiro marido, que o ajuda a mentir
  • 4. Ermitão: amante de Inês Latão e Vidal: judeus Tempo Dilatado, tendo o espectador dificuldade de se aperceber a sua passagem Cómico Objetivo a critica vicentina Gil Vicente critica:  A mentalidade das jovens raparigas;  Os escudeiros fanfarrões, galantes e pelintras;  A selvageira e ingenuidade de Pero Marquez;  As alcoviteiras e judeus casamenteiros;  Os casamentos por conveniência;  Ps clérigos e Ermitões; Estrutura da peça Não existem divisões cénicas, mas é possível dividir em 3 atos. É através de paralelismos e contrastes que Gil Vicente expressa a mudança ocorrida com Inês. A unidade da ação é dada pela personagem principal. Gil Vicente demonstrou aos contemporâneos, ser de facto, o grande criador das obras que o faziam representar Nota: Inês queria e conseguiu a sua liberdade, encontrada junto de Pero Marquez. Caracterização das personagens
  • 5. Inês Pereira: É a personagem-tipo mais complexa de toda a história. Sofre uma evolução (degradante), vai representar vários tipos sociais. Inês solteira: é uma rapariga leviana e preguiçosa. Vê no casamento uma forma de se libertar da mãe. Desde o início mostra ser astuta a planear as suas ações. Julga os pretendentes pela aparência e não pelo caracter. Apos o casamento: Torna-se uma mulher oprimida, quando esta no seu primeiro casamento, passando a ser uma mulher adutra no segundo casamento, onde mostra também ser rude