Capa


                                   2010
       REGULAMENTO INTERNO




UCC Arouce – Regulamento Interno      Página 1
2010
         Contracapa



       REGULAMENTO INTERNO




         Morada: Avenida do Brasil, n.º 3 Piso 2

         Centro de Saúde da Lousã – 3200-210 Lousã

         Telefone: 239990610

         Correio eletrónico: ucc.arouce@srscoimbra.min-saude.pt

         Coordenador: Amélia Carvalho Lopes

         Telefone: 239990610/910191624




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SIGLAS E ABREVIATURAS

         ACES – Agrupamento de Centros de Saúde

         ACES PIN 1 – Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte 1

         ARS CENTRO, IP – Administração Regional de Saúde do Centro, Instituição Pública

         CI – Conselho de Intervenção

         CPCJ – Comissão Proteção Crianças e Jovens

         CPO – Cariados Perdidos Obturados

         CPOD – Cariados Perdidos Obturados Definitivos

         DIM – Delegados de Informação Médica

         EB – Ensino Básico

         ECCI – Equipa de Cuidados Continuados Integrados

         ECL – Equipa Coordenadora Local

         EIC – Equipa de Intervenção Comunitária

         ELI – Equipa Local de Intervenção

         ERA – Equipa Regional de Apoio

         ESE – Equipa de Saúde Escolar

         IP – Intervenção Precoce

         IPSS – Instituições Privadas de Solidariedade Social

         OIT – Organização Internacional do Trabalho

         RI – Regulamento Interno




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RNCCI – Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados

         RSI – Rendimento Social de Inserção

         UAG – Unidade de Apoio à Gestão

         UCC – Unidade de Cuidados na Comunidade

         UCC Arouce – Unidade de Cuidados na Comunidade Arouce

         UCSP – Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados

         UCSPTS – Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados Lousã Serpins

         UF – Unidades Funcionais

         URAP – Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados

         USF – Unidades de Saúde Familiar

         USFSL – Unidade de Saúde Familiar Serra da Lousã

         USP – Unidade de Saúde Pública

         VD – Visita Domiciliária




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ÍNDICE DE ILUSTRAÇÕES

         Ilustração 1 – Área Geográfica do Concelho da Lousã .............................................................. 12




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ÍNDICE                                                                                                                             Página

           PREÂMBULO .......................................................................................................................... 8

           CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS .................................................................................. 10

           Artigo1º IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE DE CUIDADOS NA COMUNIDADE AROUCE .... 10
           Artigo2º IDENTIFICAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA UCC AROUCE ................................. 11
           Artigo3º ÁREA GEOGRÁFICA DE INFLUÊNCIA ................................................................... 12

           CAPÍTULO II MISSÃO, VISÃO, VALORES E VETORES .................................................... 13

           Artigo4º MISSÃO .................................................................................................................... 13
           Artigo5º VISÃO ....................................................................................................................... 13
           Artigo6º VALORES ................................................................................................................. 13
           Artigo7º VETORES ................................................................................................................. 14

           CAPÍTULO III ESTRUTURA ORGÂNICA E FUNCIONAMENTO ........................................ 16

           Artigo8º ESTRUTURA INTERNA GERAL .............................................................................. 16
           Artigo9º CONSELHO GERAL ................................................................................................. 17
           Artigo10º CONSELHO DE INTERVENÇÃO ........................................................................... 18
           Artigo11º REUNIÕES ............................................................................................................. 19
           Artigo12º NORMAS PARA ELABORAÇÃO DE HORÁRIOS ................................................. 19
           Artigo13º FÉRIAS ................................................................................................................... 20
           Artigo14º MÉTODOS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO INTERNA ............................. 21
           Artigo15º ORGANIZAÇÃO INTERNA E COOPERAÇÃO INTERDISCIPLINAR .................... 21
           Artigo16º ÁREAS DE ATUAÇÃO DOS DIFERENTES GRUPOS PROFISSIONAIS ............. 26

           CAPÍTULO IV COMPROMISSO ASSISTENCIAL ................................................................ 30

           Artigo17º HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DA UCC E COBERTURA ASSISTENCIAL ... 30
           Artigo18º DEFINIÇÃO DA OFERTA DE SERVIÇOS ............................................................. 31
           Artigo19º ORIENTAÇÃO AOS CIDADÃOS ............................................................................ 32
           Artigo20º CONTINUIDADE E INTEGRAÇÃO DOS CUIDADOS NA UCC AROUCE ............ 33
           Artigo21º COMUNICAÇÃO COM OS CIDADÃOS, INSTITUIÇÕES E COMUNIDADE EM
           GERAL .................................................................................................................................... 43
           Artigo22º PRESTAÇÃO DE CONTAS .................................................................................... 43




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CAPÍTULO V FORMAÇÃO E COMPROMISSO PARA A QUALIDADE ............................. 45

           Artigo23º DESENVOVIMENTO PROFISSIONAL CONTÍNUO .............................................. 45
           Artigo24º LEVANTAMENTO DAS NECESSIDADES ............................................................. 45
           Artigo25º PARTICIPAÇÃO EM AÇÕES DE FORMAÇÃO EXTERNAS ................................. 46
           Artigo26º FORMAÇÃO EM SERVIÇO INTERNA ................................................................... 46
           Artigo27º FORMAÇÃO PRÉ E PÓS GRADUADA ................................................................. 46
           Artigo28º INVESTIGAÇÃO EM CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS .................................. 47
           Artigo29º COMPROMISSO PARA A QUALIDADE ................................................................ 48

           CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS .................................................. 49

           Artigo30º        INIBIÇÕES             DECORRENTES                   DO       CUMPRIMENTO                   DO       COMPROMISSO
           ASSISTENCIAL DA UCC AROUCE ....................................................................................... 49
           Artigo31º ARTICULAÇÃO COM ACES PIN 1 E SUAS RESTANTES UNIDADES
           FUNCIONAIS .......................................................................................................................... 49
           Artigo32º REGRAS PARA A VISITAÇÃO DE DELEGADOS DE INFORMAÇÃO MÉDICA
           (DIM) ....................................................................................................................................... 50
           Artigo33º DÚVIDAS E OMISSÕES ........................................................................................ 50
           Artigo34º          SUBSCRIÇÃO                  DO        REGULAMENTO                    INTERNO              POR         TODOS             OS
           PROFISSIONAIS .................................................................................................................... 50
           Artigo35º PRODUÇÃO DE EFEITOS E ATUALIZAÇÃO ....................................................... 51

           ANEXOS

           ANEXO 1 – LISTAGEM DOS PROFISSIONAIS ................................................................... 53

           ANEXO 2 – PLANO DE AÇÃO 2009-2011 ............................................................................ 55

           ANEXO 3 – ADENDA AO REGULAMENTO INTERNO ...................................................... 120

           ANEXO 4 – ADENDA 2 AO REGULAMENTO INTERNO ................................................... 121




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PREÂMBULO

         A entrada em vigor do Decreto-Lei 28/2008, de 22 de Fevereiro, que regulamenta a
         Estrutura Orgânica dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), estabelecendo o
         seu regime de organização e funcionamento, cria as Unidades Funcionais entre as
         quais a Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC).

         Ainda segundo o mesmo Decreto-Lei, tem como missão:

              “ (...) contribuir para a melhoria do estado de saúde da população da sua área geográfica
              de intervenção, visando a obtenção de ganhos em saúde (...) ” e “ (...) como unidade que
              assegura respostas integradas, articuladas, diferenciadas e de grande proximidade às
              necessidades em cuidados de saúde e sociais da população onde está inserida, rege-se
              pelos seguintes princípios:


                       Cooperação;
                       Solidariedade e trabalho de equipa;
                       Autonomia assente na auto-organização funcional e técnica;
                       Articulação efectiva com outras unidades funcionais do ACES;
                       Parceria com estruturas da comunidade local (Autarquias, Segurança Social,
                       IPSS, Associações e outras);
                       Gestão participativa assente num sistema de comunicação e de relações entre
                       todos os profissionais, promotores de ganhos de motivação e satisfação
                       profissional”.


         De acordo com as orientações do Decreto-Lei 28/2008, de 27 de Fevereiro, foi criada
         a Unidade de Cuidados na Comunidade Arouce (adiante designada de UCC Arouce),
         e o Parecer Técnico da ERA emitido e enviado a 28/12/2009 para a ARS Centro, IP
         que o homologou a 29/12/2009. Em Outubro de 2010 foi assinada Carta de
         Compromisso para 2010 com o ACES PIN 1, tendo a UCC Arouce iniciado
         oficialmente a sua atividade em 1 de outubro de 2010.

         À UCC compete, à luz do disposto no Artigo 11º do já referido Decreto-Lei, prestar
         cuidados de saúde e apoio social, de âmbito domiciliário e comunitário, às pessoas,
         famílias e grupos mais vulneráveis em situação de maior risco ou dependência física e
         funcional, atuando na educação para a saúde, na integração em redes de apoio à
         família e na implementação de unidades móveis de intervenção, segundo o Despacho


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n.º 10143/2009 de 16 de Abril.

         De acordo com as orientações para elaboração do Regulamento Interno (RI) que
         referem que o mesmo deve ter a participação de todos os elementos da equipa na sua
         constituição, a Coordenadora da UCC Arouce apresentou-o aos profissionais para o
         lerem e proporem as alterações que considerassem necessárias.

         O presente regulamento estabelece os princípios enformadores da organização e
         funcionamento da UCC Arouce e é aplicável aos profissionais que integram a UCC
         Arouce, independentemente do vínculo laboral estabelecido com o ACES PIN 1.

         Pretende-se um documento dinâmico que reflita a missão, visão, valores e vetores no
         âmbito do compromisso assumido pelos seus profissionais.




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CAPÍTULO I

                                  DISPOSIÇÕES GERAIS


                                               Artigo1º


            IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE DE CUIDADOS NA COMUNIDADE AROUCE

         A UCC Arouce está integrada no Centro de Saúde da Lousã, no Agrupamento de
         Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte 1 (ACES PIN 1), dependente da
         Administração Regional de Saúde do Centro, IP.

         Morada: Avenida do Brasil, n.º 3 Piso 2 do Centro de Saúde da Lousã – 3200-210
         Lousã.

                                              Contatos:

         1. Coordenadora da UCC Arouce: Telefone: 239990610; Telemóvel: 910191624;
         Correio eletrónico: ameliacarvalholopes@gmail.com;
         2. Secretariado:   Telefone:   239990610;     Fax:   239993508;    Correio    eletrónico:
         ucc.arouce@srscoimbra.min-saude.pt;
         3. Equipa de Cuidados Continuados Integrados: Telefone: 239990610; Fax:
         239993508; Correio eletrónico: ucc.arouce@srscoimbra.min-saude.pt;
         4. Elemento da UCC Arouce na Equipa Local de Intervenção Precoce: Telefone:
         239990610; Fax: 239993508; Correio eletrónico: eli.vnpoiareslousa@gmail.com;
         5. Elemento da UCC Arouce na Comissão de Proteção de Crianças e Jovens da
         Lousã:    Telefone:     239990610;     Fax:      239993508;       Correio     eletrónico:
         ucc.arouce@srscoimbra.min-saude.pt




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Logótipo:




         Movimento boomerang: Lançar algo para colher no futuro.

         Cor laranja: Simboliza a Criatividade.

         Arouce: Escolhemos este nome devido ao rio que nasce na Serra da Lousã, passa
         pela Lousã e vai desaguar na margem esquerda do rio Ceira, em Foz de Arouce.
         Assim como um rio, a nossa equipa propõe-se iniciar o seu percurso junto da
         população do Concelho, oferecendo-lhe uma relação de proximidade com qualidade,
         segurança e constante busca da excelência.

                                                   Lema:

         No lema: “Pela inovação, em busca da excelência...”, pretendemos assumir-nos
         como uma equipa dinâmica e inovadora, na abordagem à nossa população,
         procurando ativamente a excelência.


                                                  Artigo2º
                       IDENTIFICAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA UCC AROUCE

         A UCC Arouce assenta numa equipa técnica multidisciplinar constituída por
         enfermeiros, assistente social e assistente operacional.

         A equipa nuclear é constituída por profissionais em permanência na UCC Arouce, que
         têm horário semanal superior a 15 horas, na mesma. Os restantes profissionais fazem
         parte da equipa multidisciplinar que colabora com a UCC Arouce a tempo parcial e são
         provenientes das diversas unidades funcionais do ACES PIN 1.


UCC Arouce – Regulamento Interno                                                 Página 11
1.       Equipa Nuclear

         Da Equipa Nuclear (constituída por 2 enfermeiros e um enfermeiro partilhado com a
         USF Serra da Lousã1, todos efetivos do ACES PIN 1) fazem parte os elementos
         descriminados no anexo 1.

         2.       Equipa Multidisciplinar – Profissionais com menos de 15 horas na UCC Arouce

         Da Equipa Multidisciplinar (constituída por 1 assistente social efetiva do ACES PIN 1)
         conforme descriminado no anexo 1.


                                                               Artigo3º
                                            ÁREA GEOGRÁFICA DE INFLUÊNCIA

         A UCC Arouce encontra-se inserida no Concelho da Lousã, na Região Centro de
         Portugal, integrando-se no ACES PIN 1 da ARS Centro, IP.

         Faz parte do distrito de Coimbra, sendo limitado a Norte pelo concelho de Vila Nova de
         Poiares, a Sul pelo distrito de Leiria, a Este pelo concelho de Góis, e a Oeste pelos
         concelhos de Coimbra e Miranda do Corvo.

         A área de influência da UCC Arouce coincide com as seis freguesias do concelho da
         Lousã, nomeadamente Lousã, Vilarinho, Foz de Arouce, Casal de Ermio, Serpins e
         Gândaras (Ilustração 1).




                                       Ilustração 1 – Área Geográfica do Concelho da Lousã




         1
             Profissional a efetuar a sua atividade na UCSP Lousã Serpins. Aguarda mobilidade.
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CAPÍTULO II

                      MISSÃO, VISÃO, VALORES E VETORES


                                                     Artigo4º
                                                     MISSÃO

         A equipa de profissionais da UCC Arouce tem como missão:

              ― (...) prestar cuidados de saúde e apoio psicológico e social de âmbito domiciliário e
              comunitário, especialmente às pessoas, famílias e grupos vulneráveis, em situação de
              maior risco ou dependência física e funcional ou doença que requeira acompanhamento
              próximo, e atuar ainda na educação para a saúde, na integração em redes de apoio à
              família e na implementação de unidades móveis de intervenção.” (Artigo 11º do Decreto-lei
              n.º 28/2008, de 22 de fevereiro);


         Responder com qualidade e eficiência, envolvendo de uma forma contínua e global os
         utentes do concelho da Lousã, garantindo a satisfação de todos os intervenientes
         neste processo.


                                                     Artigo5º
                                                      VISÃO

         Queremos ser uma UCC de referência, disponível para novos projetos, confiantes e
         solidários, caminhando na mesma direção, assumindo a saúde da população da sua
         área geográfica como o seu principal compromisso.


                                                     Artigo6º
                                                    VALORES

         Desempenhar de forma coesa e educada, partilhar com transparência procurando
         alcançar a excelência dos serviços através do trabalho em equipa e da satisfação dos
         profissionais e dos cidadãos.

         Como valores fundamentais a preservar e a promover na nossa prestação de



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cuidados, elegemos de entre outros:

             1. O Respeito pela individualidade do utente (crenças, etnia, idade sexo, etc.);
             2. A Salvaguarda dos Direitos da Pessoa e a promoção da sua Autonomia
             através do reconhecimento de que a saúde individual é da responsabilidade do
             utente e que este é responsável pelo seu projeto de saúde;
             3. A Organização dos Serviços em função das necessidades dos utentes,
             Assegurando a Continuidade dos Cuidados e Orientando os Utentes para
             Outros Profissionais de Saúde, sempre que o pedido de atuação ultrapasse as
             competências dos profissionais da UCC Arouce;
             4. Cooperar e Articular com as outras unidades funcionais do ACES PIN 1;
             5. Incentivar parcerias com estruturas da comunidade local;
             6. Promover a Solidariedade e Trabalho de Equipa.

         Assim, os técnicos da UCC Arouce assumem-se essencialmente como negociadores
         pró-ativos de comportamentos de saúde, estabelecendo parcerias com os utentes,
         individualmente e/ou em grupo, com o intuito de se aproximarem o mais possível das
         metas estabelecidas para o seu projeto de saúde, dadas as circunstâncias pessoais e
         sociais.


                                                Artigo7º
                                               VETORES

         Na prossecução da sua atividade, a UCC Arouce norteia-se por um conjunto de
         princípios e vetores fundamentais, assente numa auto-organização funcional e técnica,
         onde o cidadão utente seja protagonista, na medida em que é ele que confere razão
         de ser, vida e dimensão da UCC Arouce. São eles:

            a) Na vertente assistencial a sua atividade caracteriza-se pela prevenção e
                satisfação das necessidades identificadas junto da população residente. Assim:

                       Procura ter um conhecimento real da população e das necessidades da
                       mesma;
                       Atua na promoção da saúde, prevenção da doença, tratamento e
                       reabilitação;
                       Presta cuidados acessíveis de apoio domiciliário através da Equipa de
                       Cuidados Continuados Integrados (ECCI – Novos Horizontes... Novos
                       Rumos);


UCC Arouce – Regulamento Interno                                                    Página 14
Presta cuidados numa perspetiva multiprofissional de trabalho em
                      equipa, de forma compreensiva e global;
                      Tem autonomia de gestão e pauta-se pelos princípios e modelo de
                      qualidade total e da melhoria continuada da qualidade;
                      A coordenação dos cuidados de saúde é baseada num sistema de
                      informação adequado;
                      Coopera no desenvolvimento das prioridades nacionais em Saúde, em
                      sintonia com os objetivos estratégicos definidos pelo Ministério da
                      Saúde, nomeadamente pelo Plano Nacional de Saúde;
                      Articula com as várias entidades existentes no concelho (Câmara
                      Municipal, Juntas de Freguesia, IPSS, Agrupamentos de Escolas, etc.),
                      bem     como   fora    do   concelho   (Instituto   da   Droga    e     da
                      Toxicodependência, IP., Hospitais, Maternidades, etc.)

            b) Na vertente formativa visa colaborar com as Instituições de Ensino
               (Enfermagem, Médico ou outra) e com as Instituições de Apoio Social (Apoio
               Domiciliário), dando formação e colaborando na mesma, conforme será
               descrito adiante.

            c) Quanto à vertente investigação, dinamizar, executar, coordenar, fazer
               publicar trabalhos de investigação de serviços e de base populacional.




UCC Arouce – Regulamento Interno                                                  Página 15
CAPÍTULO III

                ESTRUTURA ORGÂNICA E FUNCIONAMENTO


                                                Artigo8º
                                    ESTRUTURA INTERNA GERAL

         A estrutura orgânica da UCC Arouce inclui o Coordenador da Equipa, o Conselho
         Geral e o Conselho de Intervenção.

         É internamente definido que o coordenador da equipa trabalha em relação estreita
         com os elementos dos concelhos geral e de intervenção.

         A Coordenadora da UCC Arouce é a Sr.ª Enf. Amélia Carvalho Lopes – Especialista
         em Saúde Pública.

         Ao Coordenador da UCC Arouce, de acordo com o disposto no n.º 2 do art.º 14º do
         Decreto-lei n.º 28/2008, de 22 de fevereiro e no Artigo 7º do Despacho n.º 10143/2009,
         de 16 de abril, compete:

            a) Programar as atividades da unidade, elaborando um Plano Anual de Acão com
                a respetiva dotação orçamental previsional;
            b) Assegurar o funcionamento eficiente da Unidade e o cumprimento dos
                objetivos programados, promovendo e incentivando a participação dos
                profissionais na gestão da unidade e a intercooperação com as restantes
                unidades funcionais existentes no centro de saúde e no ACES PIN 1;
            c) Assegurar a qualidade dos serviços prestados e a sua melhoria contínua,
                controlando e avaliando sistematicamente o desempenho da unidade;
            d) Promover, ouvindo os profissionais da unidade a consolidação das boas
                práticas e a observância das mesmas;
            e) Elaborar o regulamento interno da unidade com audição da equipa
                multidisciplinar em reunião geral;
            f) Elaborar o relatório anual de atividades;



UCC Arouce – Regulamento Interno                                                   Página 16
g) Representar a unidade perante o Diretor Executivo do ACES PIN 1.

         Compete em especial ao Coordenador da UCC Arouce:

            a) Coordenar as atividades da equipa multiprofissional de modo a garantir o
               cumprimento do plano de ação e dos princípios orientadores da atividade da
               UCC;
            b) Coordenar a gestão dos processos e determinar os atos necessários ao seu
               desenvolvimento.

         O coordenador da equipa exerce as suas competências nos termos previstos no
         Decreto-Lei 28/2008, de 22 de Fevereiro, e no Regulamento Interno da UCC.

         O coordenador da equipa detém ainda as competências para confirmar e validar os
         documentos que por força da lei ou regulamento, sejam exigidos no âmbito da UCC.

         O coordenador da equipa pode delegar com faculdade de subdelegação, as suas
         competências noutro elemento da equipa, que será o Enfermeiro Cristiano José
         Simões Gonçalves (Elemento do Conselho de Intervenção).


                                               Artigo9º
                                        CONSELHO GERAL

         É constituído por todos os elementos da Equipa Nuclear da UCC Arouce.

         São competências do Conselho Geral:

            a) Aprovar o Regulamento Interno, a carta de qualidade e o plano de ação;
            b) Aprovar a proposta da carta de compromisso;
            c) Definir metas e objetivos anuais e proceder à sua avaliação;
            d) Incentivar o espírito de equipa e entre ajuda entre os elementos da equipa
               multidisciplinar;
            e) Designar os elementos do Conselho de Intervenção da UCC Arouce, mediante
               propostas previamente efetuadas pelos profissionais da UCC Arouce;
            f) Pronunciar-se sobre a demissão e substituição do Coordenador ou de qualquer
               outro elemento da equipa multiprofissional e propor os respetivos substitutos;
            g) Pronunciar-se sobre os instrumentos de articulação, gestão e controlo de
               recursos afetos e disponibilizados à UCC Arouce;
            h) O Conselho Geral pronuncia-se sempre que:


UCC Arouce – Regulamento Interno                                                   Página 17
1. É necessário substituir algum elemento da equipa tendo em conta a
                       área técnica de cada elemento, através do recurso a trabalho
                       extraordinário;
                       2. Quando está em causa o alargamento da cobertura assistencial ou
                       outra questão relevante para o normal funcionamento da UCC Arouce;

              i) O Conselho Geral reúne no mínimo três vezes por ano, mediante convocatória
                   do coordenador da equipa ou a pedido de pelo menos metade dos seus
                   elementos. As convocatórias das reuniões devem mencionar a respetiva ordem
                   de trabalhos e devem ser emitidas com uma antecedência mínima de 48 horas.
              j)   As deliberações do Conselho Geral são aprovadas por maioria de 2/3 dos
                   elementos que o constituem.
              k) O Coordenador da UCC Arouce tem voto de qualidade em caso de empate nas
                   decisões a deliberar.


                                                 Artigo10º
                                         CONSELHO DE INTERVENÇÃO

         1. Os elementos do Conselho de Intervenção no triénio 2010-2012 são:
                   Enfermeira: Anabela Girão
                   Enfermeiro: Cristiano Gonçalves
                   Assistente Social: Mónica Bicó

         Estes elementos foram designados pelo Coordenador, após auscultação do mesmo ao
         Conselho Geral, e durante um período de 3 anos (renováveis ou não).

         2.    O Conselho de Intervenção deverá reunir-se mensalmente e possui as seguintes
         competências:

              a) Divulgação junto da equipa das normas emitidas pelas entidades competentes;
              b) Promover as boas práticas e a excelência do exercício profissional;
              c) Colaborar com o Coordenador na avaliação periódica e anual da UCC Arouce
              d) Discutir estratégias de intervenção comunitária, metas e objetivos;
              e) Avaliar o grau de satisfação dos utentes da UCC e dos profissionais da equipa;
              f) Elaborar e manter atualizado o Manual de Boas Práticas (Manual de
                 Procedimentos);
              g) Organizar e supervisionar as atividades de formação contínua e investigação;
              h) Elaborar os horários da UCC
              i) Reorganizar os horários de intersubstituição dos elementos da UCC Arouce,
                 em função das ausências programadas;
              j) Efetuar estudos relacionados com as diferentes áreas de intervenção na

UCC Arouce – Regulamento Interno                                                   Página 18
comunidade, de acordo com o Plano de Ação, para apresentar em reunião de
                Conselho Geral.

                                               Artigo11º
                                              REUNIÕES

         As reuniões de equipa e a existência de um sistema de informação comum
         desempenham um papel fundamental na consolidação do mesmo.

         Assim, a UCC Arouce efetua:

                    Reunião de carácter ordinária semanal;
                    Reuniões extraordinárias se necessário, por iniciativa do Coordenador ou
                    solicitação a este de outro qualquer elemento da equipa num prazo de 48
                    horas;
                    Agenda de reuniões/assuntos com distribuição prévia (a apreciar na
                    reunião);

         No final das reuniões serão elaboradas atas, constando o resumo dos assuntos,
         transcrição integral das deliberações exaradas sobre os documentos base,
         deliberações verbais, etc., para além de: data, local, hora de início e fim da reunião,
         elementos presentes e menção justificativa dos ausentes. As atas devem ser lidas na
         reunião seguinte para aprovação – devem ser rubricadas por todos e em todas as
         folhas. Os documentos sobre os quais sejam exarados serão fotocopiados para
         arquivo e registo informático.


                                               Artigo12º
                             NORMAS PARA ELABORAÇÃO DE HORÁRIOS

         Os horários deverão ser elaborados de forma a garantir o compromisso assistencial,
         maximizando a acessibilidade dos utentes, tendo em conta as preferências e
         interesses pessoais de cada elemento da equipa.

         A elaboração dos Horários de Trabalho de cada grupo profissional é uma competência
         do Conselho de Intervenção (CI).

         O processo de escolha ou atribuição de horários de trabalho dos elementos de
         determinado grupo profissional, deverá garantir que a proporção de horários de
         trabalho que satisfaz determinado elemento desse grupo, não difere significativamente


UCC Arouce – Regulamento Interno                                                   Página 19
da proporção que satisfaz os outros.

         Sempre que um elemento de um grupo profissional considere que houve uma
         distribuição desigual dos horários de trabalho, deve, no prazo de uma semana, após
         atribuição de horários, comunicá-lo ao CI.

         O Coordenador da UCC Arouce aprovará os horários de trabalho propostos pelo CI,
         caso os mesmos respeitem a totalidade das normas aqui estabelecidas.

         Após aprovação, os horários de trabalho deverão manter-se inalterados, com exceção
         do necessário para a Intersubstituição durante período de férias, formação, licença
         parental e doença.


                                                Artigo13º

                                                 FÉRIAS
         Ficam estabelecidas as seguintes regras para cada grupo profissional:

            Assistentes Técnicos – Em período de férias, o administrativo será substituído
            por um elemento da mesma categoria profissional cedido pela UAG do ACES PIN
            1;
            Assistente Social – Em período de férias poder-se-á recorrer, em caso de
            extrema necessidade, à colaboração de outro elemento da mesma classe
            profissional, dentro do ACES PIN 1, conforme acordo a celebrar entre o Diretor
            Executivo e a UCC Arouce;
            Enfermeiros – 1 elemento em gozo de férias;
            Assistente Operacional – Um elemento em gozo de férias.

         Cada elemento da equipa deverá apresentar uma proposta individual do plano de
         férias até ao dia 31 de Março do ano n, devendo os planos de cada grupo estar
         concluídos até 30 de Abril do ano n.

         Cada proposta individual de plano de férias deverá conter um período com 50% do
         total dos dias de férias, conforme legislação em vigor.

         Os profissionais em regime de tempo parcial têm de apresentar a proposta de mapa
         na UCC Arouce.

         Essas propostas deverão ser entregues ao CI para análise até ao dia 31 de Março do



UCC Arouce – Regulamento Interno                                                 Página 20
ano a que se refere o plano.




         O CI, até ao dia 24 de Abril, deverá:

            Identificar sobreposição de planos de férias que colidam com a regra;
            Tentar obter consenso entre os elementos do grupo com planos de férias
         sobrepostos.

         Caso obtenha consenso, deverá elaborar uma proposta de plano de férias referente a
         todos os elementos e submetê-lo à aprovação do Coordenador da UCC Arouce.

         A alteração ao Plano de Férias deverá ser solicitada ao CI com uma antecedência
         mínima de 15 dias úteis, que se pronunciará em 48 horas após a receção do pedido e
         fará chegar a decisão ao Coordenador da UCC Arouce, que validará o deferimento ou
         indeferimento do mesmo, para autorização superior (Diretor Executivo do ACES PIN
         1). Este processo deverá ser efetuado por via eletrónica.


                                                 Artigo14º


                     MÉTODOS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO INTERNA

         A comunicação será feita entre os elementos da equipa para tentarem solucionar as
         situações que surjam, sem deixarem de ter a possibilidade de comunicarem com o
         Coordenador.

         O Coordenador reunirá, pelo menos, quinzenalmente com cada grupo profissional.

         Por sua vez, a UCC Arouce vai comunicar internamente através de correio eletrónico,
         abolindo ao máximo a utilização do papel, criando um arquivo interno comum.


                                                 Artigo15º


                  ORGANIZAÇÃO INTERNA E COOPERAÇÃO INTERDISCIPLINAR

         O trabalho em equipa multidisciplinar exige cooperação e comunicação entre todos os
         seus membros para que seja eficiente.

         A autonomia assenta na auto-organização funcional e técnica, visando o cumprimento
         do plano de ação. Sendo todos autónomos no seu trabalho, o trabalho em equipa

UCC Arouce – Regulamento Interno                                                    Página 21
obriga a uma maior autorresponsabilização, caminhando para o princípio da
         solidariedade e da cooperação.



         Assim, conforme explícito no Despacho 101413/2009, de 16 de Abril, no seu Artigo
         11º:
               ―                                               (...)
               1 – Os profissionais que integram a equipa multiprofissional da UCC são responsáveis,
               solidariamente, por garantir os serviços mínimos durante os períodos de férias e durante
               qualquer ausência, desde que esta seja igual ou inferior a duas semanas.
               2 – Em caso de ausência superior a duas semanas, os serviços mínimos são garantidos
               pelos restantes elementos da equipa, tendo em conta a área técnica de cada elemento,
               através do recurso a trabalho extraordinário.
               3 – A situação prevista no número anterior não pode exceder o período de 120 dias, a partir
               do qual, sob proposta da UCC, o ACES procede à substituição temporária do elemento
               ausente, até ao seu regresso ao exercício profissional.
               4 – Qualquer elemento da equipa multiprofissional da UCC que pretenda cessar o exercício
               da sua atividade profissional na unidade deverá comunicá-lo ao coordenador com
               antecedência mínima de 60 dias.‖


         1. UCC Arouce está organizada por equipas de intervenção multidisciplinar
         constituídas por elementos com mais de 15 horas.
         2. As equipas da UCC Arouce comprometem-se a responder aos objetivos propostos
         desde que tenham os recursos materiais e humanos necessários e solicitados no
         Plano de Ação.
         3. As equipas que constituem a UCC Arouce articulam de forma informal e autónoma
         entre si.

         I. EQUIPA DE CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS

             a) Considera-se a família (utente, vizinhos, familiares, cuidadores informais) como
                   contexto e como unidade de intervenção.

             b) A integração do utente na tipologia ECCI é feita pela Equipa Coordenadora
                   Local (ECL) através da aplicação informática da Rede Nacional de Cuidados
                   Continuados Integrados (RNCCI).
             c) As visitas domiciliárias podem ser programadas ou desencadeadas por
                   intercorrências relacionadas diretamente com o problema de base ou outros.
             d) De acordo com a tipologia de cuidados necessários e a área geográfica a que
                   pertence o utente, e sem prejuízo do papel de outros profissionais, será
                   designado um gestor de caso.


UCC Arouce – Regulamento Interno                                                                  Página 22
e) A periodicidade das visitas aos utentes em Cuidados Continuados Integrados
                 será determinada pelo gestor de caso em função das necessidades de
                 cuidados do utente e deverá ser discutida com o utente/família, de acordo com
                 os objetivos definidos.
            f) O Plano Individual de Intervenção será aplicado a todos os utentes em ECCI
                 pelo respetivo gestor de caso.
            g) Aos utentes integrados na ECCI deve ser feita pelo menos uma avaliação
                 mensal por um profissional da equipa multidisciplinar.
            h) A equipa e a família podem recorrer sempre que necessário à comunicação
                 direta através de telefone, de modo a facilitar o acompanhamento das
                 situações crónicas em domicílio, proporcionando uma rápida e confortável
                 situação de apoio, orientação e tranquilização dos doentes e familiares.
            i)   Os elementos de outras Unidades Funcionais de Saúde que integram ou
                 venham a integrar a equipa multidisciplinar da UCC Arouce e, que prestam ou
                 venham a prestar cuidados na ECCI, devem respeitar os horários programados
                 para a realização das suas atividades.
            j)   As ECCI são responsáveis pela valorização e monitorização de sintomas para
                 despiste precoce de complicações e atuação atempada sobre os mesmos.
            k) A ECCI realiza todas as sextas-feiras, entre as 17 e as 19 horas, uma
                 reunião de trabalho para discussão de casos, organização do trabalho de fim-
                 de-semana, articulação interprofissional, aferir métodos de trabalho, discussão
                 e resolução de problemas e outros, que a equipa considere relevantes.
            l)   Nestas reuniões deverão estar sempre presentes os elementos a tempo inteiro
                 na   equipa,   podendo    ser    convocados     os   profissionais    que    integram
                 parcialmente a mesma, considerados pertinentes para a resolução de
                 problemas identificados nessa semana pela equipa interdisciplinar.

            m) A ECCI participa na avaliação das suas atividades, registando as mesmas nos
                 informaticamente (MedicineOne®).

         II. EQUIPA DE SAÚDE ESCOLAR

             a) A gestão do Programa de Saúde Escolar é da Responsabilidade da Unidade de
                 Saúde Publica (USP). A UCC Arouce propõe no seu plano de ação anual as
                 atividades a realizar pelos profissionais que a compõem, comprometendo-se a
                 cumprir o mesmo de acordo com o proposto.
             b) Considera-se a unidade de intervenção da Equipa de Saúde Escolar (ESE) da
             UCC      Arouce    a   população     escolar   do   Concelho    da       Lousã   (Alunos,

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professores/educadores, assistentes operacionais).
            c) A referenciação de problemas detetados nas escolas relacionados com
            pessoas ou espaços físicos pode ser feita a partir de qualquer elemento da
            comunidade escolar ou outros à ESE.
            d) A equipa interdisciplinar, as escolas e os parceiros comunitários, devem ter
            acesso à rede de comunicação (telefone fixo – 239990610, Fax - 239993508,
            Correio Eletrónico – ucc.arouce@srscoimbra.min-saude.pt) de modo a facilitar a
            acessibilidade e rapidez na resolução de situações.
            e) No início do ano letivo, a equipa faz o levantamento do parque escolar através
            de suporte próprio.
            f) A sinalização de alunos para encaminhamento especializado é feita ao longo
            do ano letivo pelas escolas para a UCC Arouce através de correio eletrónico. A
            resposta/proposta de intervenção da UCC Arouce-ESE é feita através da mesma
            forma de contacto.
            g) Na necessidade de reencaminhar/articular com outros profissionais a ESE
            utiliza o correio eletrónico, com pedido de informação de retorno à Equipa de
            Saúde Escolar.
            h) As visitas/reuniões às escolas devem ser preferencialmente programadas.
            i) Para solicitar a realização de sessões de educação para a saúde pela ESE da
            UCC Arouce as escolas devem efetuar contacto através de correio eletrónico, com
            15 dias de antecedência para a Coordenadora da UCC Arouce.
            j) A equipa de Saúde Escolar participa nas reuniões programadas da UCC
            Arouce.
            k) A Equipa de Saúde Escolar da UCC Arouce pode participar em reuniões com a
            Unidade de Saúde Publica no âmbito do Programa Nacional de Saúde Escolar,
            devendo as mesmas ser comunicadas ao coordenador da UCC Arouce e
            autorizadas pelo mesmo.
            l) A ESE participa nas reuniões mensais da UCC Arouce programadas ou
            extraordinárias.

            m) A ESE participa na avaliação anual do Programa Nacional de Saúde Escolar
            através do preenchimento do suporte informático oficial da DGS e suportes da
            UCC Arouce.

         III. EQUIPA DE INTERVENÇÃO COMUNITÁRIA

         1. A Equipa designada de Intervenção Comunitária abrange todos os projetos
         comunitários que não se enquadram no âmbito dos programas de Cuidados

UCC Arouce – Regulamento Interno                                                 Página 24
Continuados e Saúde Escolar.

           a) Considera-se a unidade de intervenção da Equipa de Intervenção Comunitária
           (EIC) as famílias, os grupos e as comunidades do Concelho da Lousã.

           b) A referenciação das famílias e grupos da comunidade pode ser feita a partir de
           qualquer elemento da comunidade (Individuo ou instituição) à UCC Arouce.

           c) A equipa interdisciplinar, parceiros comunitários, e utente/família devem ter
           acesso à rede de comunicação (telefone fixo – 239990610, Fax - 239993508,
           Correio Eletrónico – ucc.arouce@srscoimbra.min-saude.pt) de modo a facilitar a
           acessibilidade e rapidez na resolução de situações.

           d) As visitas domiciliárias realizadas no âmbito dos vários projetos da UCC Arouce
           devem ser programadas.

           e) A sinalização de recém-nascidos de risco à UCC Arouce é feita, sempre que
           possível, através correio eletrónico ou outro meio que esteja em utilização.

           f) As inscrições de mulheres grávidas nos cursos de preparação para o parto são
           feitas individualmente pelas mesmas, na UCC Arouce através dos contactos
           referidos ou através das Unidades Funcionais do ACES PIN 1.

           g) Os elementos de outras Unidades Funcionais de Saúde que integram ou
           venham a integrar a equipa multidisciplinar da UCC Arouce, e que prestam ou
           venham a prestar cuidados nos diversos projetos da mesma, devem respeitar os
           horários programados para a realização das suas atividades.

           h) A EIC participa nas reuniões mensais da UCC Arouce programadas ou
           extraordinárias.

           i) A EIC participa na avaliação da UCC Arouce através dos registos realizados nos
           instrumentos e suportes elaborados para o efeito.




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Artigo16º


                ÁREAS DE ATUAÇÃO DOS DIFERENTES GRUPOS PROFISSIONAIS

         1. ÁREA DE ATUAÇÃO DE ENFERMAGEM

                INTERVENÇÃO ASSISTENCIAL                        COOPERAÇÃO/ARTICULAÇÃO


                                                           Indivíduo e Famílias
         Visitas Domiciliárias para prevenção da doença,
                                                           RNCCI
         promoção da saúde, tratamento, reabilitação e
                                                           Unidades Funcionais de Saúde do ACES
         ações paliativas no âmbito dos programas de
                                                           PIN 1
         CCI, Saúde Infantil e Saúde Materna.
                                                           Hospitais, Maternidades

                                                           Indivíduo e Famílias
         Curso de Preparação para a Parentalidade
                                                           Unidades Funcionais de Saúde do ACES
         Visitas e reuniões no âmbito da Saúde Escolar     Escolas do Concelho da Lousã
         Participação nos Projetos de Promoção para a
         Saúde cuja solicitação é feita pelas Escolas do   Escolas do Concelho da Lousã
         Parque Escolar do Concelho da Lousã
         Consultas de enfermagem em gabinetes de
                                                           Escolas do Concelho da Lousã
         Atendimento a Jovens.
         Sessões de Educação para a Saúde a grupos,        Escolas do Concelho da Lousã
         no âmbito dos programas de: Saúde Escolar,        Indivíduos isolados
         Saúde do Adulto e do Idoso, Cuidados              IPSS
         Continuados Integrados, Saúde Infanto-Juvenil.    Famílias
         Prevenção da Doença e Promoção da Saúde de
         Grupos de Risco:
         Diabéticos, Hipertensos, no âmbito dos            Centros de Dia
         Programas de Saúde do Adulto e do Idoso           Escolas do Concelho
         Campanhas de Rastreios de Hipertensão e
         diabetes.
                                                           Comissão Protecção de Crianças e Jovens
         Integração em Comissões e Equipas
                                                           de Palmela e Equipa de intervenção
         Comunitárias
                                                           Precoce
         Formação de alunos de enfermagem                  Escolas Superiores de Enfermagem
         Desenvolvimento Profissional e Formação
                                                           Instituições oficiais e particulares
         Contínua
                                      INTERVENÇÃO NÃO      ASSISTENCIAL
         Introdução de dados clínicos em suporte
                                                           MedicineOne e Aplicativo da RNCCI
         informático
         Registos e Tratamento de dados estatísticos       Programas e Projetos da UCC Arouce
         Planos de Ação e Relatórios de Atividades
         Anuais
         Formação de outros profissionais
         Formação de alunos de enfermagem
         Organização de sessões de educação para a
         Saúde
         Organização de ações de Formação em serviço
         Articulação e encaminhamento de situações
                                                           Rendimento Social de Inserção RNCCI.
         para parceiros e Instituições comunitárias
         Reuniões de serviço intra e extra equipa da UCC
         Arouce


UCC Arouce – Regulamento Interno                                                            Página 26
2. ÁREA DE ATUAÇÃO MÉDICA2

                INTERVENÇÃO ASSISTENCIAL                                COOPERAÇÃO/ARTICULAÇÃO
         Visitas Domiciliárias tratamento e ações
                                                               Equipa de Cuidados Continuados Integrados e
         paliativas, no âmbito do programa de
                                                               Equipa Comunitária de Cuidados de Saúde
         Cuidados Continuados Integrados e
                                                               Paliativos
         Paliativos

                                          INTERVENÇÃO NÃO ASSISTENCIAL

         Introdução de dados clínicos em suporte
                                                               Aplicativo da RNCCI
         informático

         Registos nos processos dos utentes em
         domicílio

                                                               Não se aplica
         Consultas não assistenciais

         Reuniões com a UCC Arouce




         3. ÁREA DE ATUAÇÃO DE FISIOTERAPIA3

                  INTERVENÇÃO ASSISTENCIAL                               COOPERAÇÃO/ARTICULAÇÃO

             Visitas Domiciliárias para reabilitação após
                                                                  Equipa de Cuidados Continuados Integrados
             avaliação da Equipa de Enfermagem

             Educação para a saúde: Prevenção de                  Centros de Dia, Equipa de Cuidados
             quedas                                               Continuados Integrados

                                          INTERVENÇÃO NÃO ASSISTENCIAL

             Registos nos processos dos utentes em
                                                                  MedicineOne e Aplicativo da RNCCI
             domicílio

             Formação de alunos fisioterapia

             Registo de dados estatísticos mensais                Não se aplica

             Reuniões com a UCC Arouce




         2
           Articulação com os médicos das equipas de saúde familiar às quais pertençam os utentes em ECCI. Os utentes sem
         médico serão observados pelos médicos da UCSP Lousã Serpins.
         3
           Profissional a afetar futuramente
UCC Arouce – Regulamento Interno                                                                          Página 27
4. ÁREA DE ATUAÇÃO DE SERVIÇO SOCIAL

                      INTERVENÇÃO ASSISTENCIAL                        COOPERAÇÃO/ARTICULAÇÃO

                                                                  Equipa de Cuidados Continuados
             VD do âmbito da assistência social                   Integrados
                                                                  Equipa de Intervenção Comunitária

                                             INTERVENÇÃO NÃO ASSISTENCIAL

             Introdução de dados clínicos em suporte
                                                                  MedicineOne e Aplicativo da RNCCI
             informático

             Articulação com outros técnicos e parceiros e
                                                                  Segurança Social, RNCCI, USF e UCSP;
             encaminhamento de pessoas

                                                                  Segurança Social, RNCCI, USF, UCSP,
             Reuniões intra e extra UCC Arouce
                                                                  RSI




         5. ÁREA DE ATUAÇÃO ADMINISTRATIVA4

                        INTERVENÇÃO ASSISTENCIAL                         COOPERAÇÃO/ARTICULAÇÃO
                                                                    Utentes, famílias, instituições da
             Atendimento personalizado ao público/telefone
                                                                    comunidade
             Atendimento personalizado aos profissionais da
                                                                    Equipa Multidisciplinar
             UCC Arouce
             Contacto com médicos de família para pedidos de
                                                                    USFSL e UCSP Lousã Serpins
             medicação e exames dos utentes em ECCI
             Articulação e encaminhamento com serviços
                                                                    UAG
             centrais

                                             INTERVENÇÃO NÃO ASSISTENCIAL
             Expediente – Correio, pedidos de transporte, fax, ofícios
             Assiduidade – folhas de ponto, dispensas serviço, ferias
             Registos informáticos – Km, dinheiro, combustíveis, utentes entrados em ECCI
             Introdução dados no aplicativo da RNCCI sempre que solicitada
             Elaboração das atas de reuniões
             Organização de pastas administrativas




         4
             Profissional a afetar à UCC Arouce pelo ACES PIN 1
UCC Arouce – Regulamento Interno                                                                 Página 28
6. ÁREA DE ATUAÇÃO DE PSICOLOGIA5, NUTRICIONISTA6, ENFERMEIRO
         REABILITAÇÃO/FISIOTERAPÊUTA6 E HIGIENISTA ORAL6

                     INTERVENÇÃO ASSISTENCIAL                               COOPERAÇÃO/ARTICULAÇÃO

             VD no âmbito técnico de cada profissional                  ECCI

                                          INTERVENÇÃO NÃO ASSISTENCIAL

             Articulação com outros técnicos e parceiros;
             Encaminhamento de pessoas

             Registos nos processos dos utentes em domicílio            MedicineOne e Aplicativo da RNCCI

             Formação de alunos

             Registo de dados estatísticos mensais

             Reuniões com UCC Arouce




         5
           Profissional com previsão de horas a afetar à UCC Arouce no Plano de Ação homologado pela ARS Centro, a serem
         negociadas com a URAP.
         6
           Profissionais futuramente a serem afetos à UCC Arouce pelo ACES PIN 1.
UCC Arouce – Regulamento Interno                                                                         Página 29
CAPÍTULO IV

                                 COMPROMISSO ASSISTENCIAL


                                                             Artigo17º

              HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DA UCC E COBERTURA ASSISTENCIAL

         1. Horário de funcionamento da UCC Arouce: Dias úteis das 8 às 20 horas.

         2. Serviço Administrativo: Dias úteis das 9 às 13 e das 14 as 17 horas

         3. Equipa de Cuidados Continuados Integrados:
             a) Dias úteis das 8 às 20 horas;
             b) Sábados, Domingos, Feriados e Tolerâncias: das 9 às 13 e das 14 as 17 horas.
                  Horário efetuado e remunerado em horário extraordinário. As atividades neste
                  horário terão de ser programadas com pelo menos 24 horas de antecedência.
             c) Horário de prevenção para cuidados de enfermagem urgentes: das 9 às 11
                  horas.
         4. Restantes equipas: 9 às 17 horas7

         A cada situação será dada resposta de acordo com a particularidade da mesma tendo
         em conta as vertentes:

                a) Acessibilidade: Para melhorar a acessibilidade dos utentes à UCC Arouce,
                     procurar-se-á que os Serviços estejam disponíveis em horário que contemple
                     todo o período de funcionamento da UCC Arouce, incluindo atendimento à
                     hora de almoço (13 – 14 h) e em horário pós-laboral (17 – 20 h);
                b) Personalização: Ficheiro personalizado com implementação de sistema de
                     intersubstituição nas diferentes atividades;
                c) Continuidade: Atividades programadas e não programadas para seguimento
                     das situações em ECCI ou outras contempladas na Carteira de Serviços;



         7
          Sempre que for necessário participar em reuniões ou realizar VD com carácter urgente e inadiável fora do horário do
         profissional poderá haver alteração do horário, com carácter pontual e casuístico, desde que de comum acordo com o
         profissional e com o coordenador da Unidade.
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d) Atendimento telefónico: Personalizado em pelo menos dois períodos
                  diários;
              e) Coordenação com cuidados secundários: Criação de uma rede de
                  referenciação e ligação telefónica direta com protocolos de cooperação.

                                                     Artigo18º

                                 DEFINIÇÃO DA OFERTA DE SERVIÇOS

         De acordo com o Artigo 9º do Despacho 101413/2009, de 16 de Abril:

              “                                  (...)


                  1 – À UCC compete assegurar as suas funções através da sua carteira de serviços,
                  observando os princípios integrantes dos números seguintes.
                  2 – Os cuidados de saúde por ela prestados devem ser definidos considerando o
                  diagnóstico de saúde da comunidade e as estratégias de intervenção definidas pelo
                  Plano Nacional de Saúde (PNS) e centrando a sua organização numa coordenação
                  efetiva entre os programas em desenvolvimento.
                  3 – Os programas e projetos da carteira de serviços integram-se no plano de ação do
                  ACES, em estreita articulação com as Unidades de Saúde Familiar (USF), as Unidades
                  de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP), a Unidade de Saúde Pública (USP) e
                  com a Equipa Coordenadora Local (ECL), no âmbito da Rede Nacional de Cuidados
                  Continuados Integrados (RNCCI).”


         A oferta de serviços são as que constam do Plano de Ação (Anexo 2) apresentado à
         ERA em Dezembro de 2009 e homologado pela ARS Centro, IP em 29 de Dezembro
         de 2009. Esta oferta está sujeita às alterações decorrentes das reestruturações que
         forem efetuadas ao referido Plano, sendo o Anexo substituído pelo que vier a ser
         homologado pela ARS Centro, IP.

         Pertencem à UCC Arouce todos os profissionais que afetam um número de horas
         semanais que excedem metade do seu horário e que constam no Anexo 1.

         Fazem ainda parte da equipa multidisciplinar da UCC Arouce os profissionais da
         URAP que integram os programas e projetos da UCC Arouce a tempo parcial de
         acordo com o Anexo 1.




UCC Arouce – Regulamento Interno                                                             Página 31
Artigo19º

                                    ORIENTAÇÃO AOS CIDADÃOS

         1. AGENDAMENTO DE VISITAS DOMICILIÁRIAS

         A) Programa de Cuidados Continuados e Cuidados Continuados Integrados

            a) O acesso dos utentes ao Programa de Cuidados Continuados é feito após a
                 sinalização à equipa de Cuidados Continuados Integrados.
            b) Podem sinalizar utentes à ECCI, os familiares, os vizinhos, os enfermeiros, os
                 médicos, a assistente social, o Hospital, as IPSS e todos os que tenham
                 conhecimento de casos de utentes em situação de dependência e necessidade
                 de cuidados de saúde, através das equipas de saúde familiar, para a Equipa
                 Coordenadora Local (ECL);
            c) A integração do doente na ECCI é sempre feita após contacto da ECL;
            d) As primeiras visitas domiciliárias Médicas, Psicologia, Assistente Social,
                 Fisioterapia, Nutrição, Higiene Oral são sempre solicitadas pelo enfermeiro
                 gestor de caso.
            e) As visitas seguintes dos referidos profissionais serão agendadas entre a
                 família/utente e os profissionais e de acordo com as necessidades do doente.
            f) As VD de enfermagem no âmbito da ECCI são extensíveis aos fins-de-semana
                 e feriados, no período das 9-13 horas e 14-17 horas e devem, sempre que
                 possível, ser efetuadas nas primeiras 24 horas após referenciação pela ECL.
            g) O planeamento das VD de enfermagem aos fins-de-semana e feriados é feito
                 nas reuniões da ECCI que se realizam todas as sextas-feiras entre as 17 e as
                 19 horas.
            h) Em caso de necessidade urgente e inadiável os utentes em ECCI podem
                 solicitar visita de enfermagem durante o fim-de-semana ou feriados através de
                 telefonema ao enfermeiro de serviço e entre o período das 9 às 13 horas.

         B) Visitas Domiciliárias no âmbito do Projeto Felizes em Casa

         As Visitas Domiciliárias às puérperas e recém-nascidos são feitas pela enfermeira
         após:
             a) Sinalização pelas Maternidades e/ou Unidades Saúde Familiares do ACES PIN
             1 através dos documentos vigentes.
             b) Combinação prévia com a família.


UCC Arouce – Regulamento Interno                                                   Página 32
c) Serão feitas em média quatro VD programadas.
             d) A primeira VD deve ser realizada preferencialmente durante a primeira semana
             de vida da criança.

                                               Artigo20º

               CONTINUIDADE E INTEGRAÇÃO DOS CUIDADOS NA UCC AROUCE

         1. INTER-SUBSTITUIÇÕES          E   SERVIÇOS        MÍNIMOS    DOS     DIFERENTES
            PROJETOS E PROGRAMAS DA UCC AROUCE

            a) Projeto Bem Crescer – Bem Aprender (Inclusão Escolar)

         O projeto tem que ser supervisionado por um Enfermeiro Especialista em Saúde
         Pública ou por um Enfermeiro Especialista em Saúde Infantil.
         As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os
         enfermeiros envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas.

         Inter-substituição:

         Em caso de ausência programada e não programada e períodos de férias do
         Enfermeiro Especialista em Saúde Comunitária, é adiada a sua execução.
         Em caso de ausências superiores a 2 semanas e períodos de férias não haverá
         substituição no projeto interrompendo-se o mesmo.

         Serviços mínimos:

         Não existem serviços mínimos.

            b) Projeto Gota a Gota (Necessidades Educativas Especiais)

         O projeto tem que ser supervisionado por um Enfermeiro Especialista em Saúde
         Pública ou por um Enfermeiro Especialista em Saúde Infantil.
         As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os
         enfermeiros envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas.

         O papel do Enf. Especialista em Saúde Comunitária será o de promover sinergias com
         outros parceiros comunitários no âmbito do problema detetado (ARCIL e Equipas de
         Saúde Familiar).




UCC Arouce – Regulamento Interno                                                  Página 33
Inter-substituição:

         Na ausência do Enfermeiro de Saúde Comunitária, o Enfermeiro Generalista efectuará
         a recepção e registo em suporte próprio dos casos sinalizados, para posterior
         encaminhamento.

         Na    ausência   do   Assistente Técnico   os Enfermeiros     apenas efectuarão      o
         acompanhamento e encaminhamento das crianças previamente sinalizadas.

         Em caso de ausências superiores a 2 semanas e períodos de férias não haverá
         substituição no projeto interrompendo-se o mesmo.

         Serviços mínimos:

         Não existem serviços mínimos

              c) Projeto Cabeças Limpinhas (Prevenção da Pediculose Infantil)

         Inter-substituição:

         As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os
         enfermeiros envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas.

         Na ausência não prolongada do assistente técnico, a equipa de enfermagem assume
         as funções mínimas para o desenvolvimento das atividades.

         Nas ausências superiores a duas semanas de um dos enfermeiros, o outro dá
         resposta ao Projeto com recurso, caso seja necessário, a horas extraordinárias, mas
         excluem-se as instituições de ensino privado.

         Serviços mínimos:

         Na ausência de um dos enfermeiros, consideram-se atividades mínimas a confirmação
         dos casos de Pediculose Ativa Confirmada, sinalizadas pelas instituições escolares,
         e a articulação com as Unidades Funcionais do Centro de Saúde da Lousã para
         agilização do processo de tratamento.

              d) Projeto Proteger é Viver (Promoção da Vacinação em meio Escolar)

         Inter-substituição:

         As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os


UCC Arouce – Regulamento Interno                                                  Página 34
enfermeiros envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas.

         Em caso de ausências superiores a 2 semanas o elemento em falta será substituído
         pelo outro com recurso, caso seja necessário, a horas extraordinárias.

         Serviços mínimos:

         Consideram-se serviços mínimos, no caso da ausência não programada de um dos
         Enfermeiros, a avaliação do estado de atualização vacinal da coorte dos matriculados
         com 13 anos, uma vez que é nesta que os resultados obtidos são geralmente menos
         satisfatórios. Quando se verificar esta situação, o outro enfermeiro assume a
         interligação com as outras UF e, eventualmente, outros ACES para a agilização dos
         processos de atualização vacinal.

         Ainda, na ausência não programada de um dos enfermeiros, o outro assume as suas
         funções, adiando-se a avaliação do grupo de profissionais de educação.

         Na ausência do Assistente Técnico, os Enfermeiros partilham as funções.

            e) Projeto Mundo dos Afetos (Sexualidade em meio Escolar)

         Inter-substituição:

         As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os
         enfermeiros envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas.

         Em caso de ausências superiores a 2 semanas o elemento em falta será substituído
         pelo outro com recurso, caso seja necessário, a horas extraordinárias.

         Serviços mínimos:

         Na ausência de um dos enfermeiros, consideram-se atividades mínimas as
         programadas para a escola EB 2/3 da Lousã e serão desenvolvidas pelo outro
         enfermeiro responsável pelo projeto.

         Na ausência dos dois enfermeiros, o projeto será suspenso.

            f) Projeto Olá Dentinho (Promoção da Saúde Oral)

         Inter-substituição:

         As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os
         enfermeiros envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas.

UCC Arouce – Regulamento Interno                                                   Página 35
Em caso de ausências superiores a 2 semanas o elemento em falta será substituído
         pelo outro com recurso, caso seja necessário, a horas extraordinárias.

         Serviços mínimos:

         Na ausência de um dos enfermeiros, consideram-se atividades mínimas as
         programadas para a escola EB 2/3 da Lousã e serão desenvolvidas pelo outro
         enfermeiro responsável pelo projeto.

         Na ausência não programada de um dos enfermeiros, apenas se promove a avaliação
         dos índices de CPO/CPOD e o encaminhamento para consulta de medicina dentária,
         de acordo com orientações normativas em vigor.

            g) Projeto Respirar Saudável (Prevenção do Tabagismo na Adolescência)

         Inter-substituição:

         As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os
         enfermeiros envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas.

         Em caso de ausências superiores a 2 semanas o elemento em falta será substituído
         pelo outro com recurso, caso seja necessário, a horas extraordinárias.

         Serviços mínimos:

         Não se consideram serviços mínimos.

            h) Projeto Combate ao Excesso de Peso e Obesidade (Prevenção do
                Excesso de Peso e Obesidade nas Crianças em Idade Escolar)

         Este projeto será efetivado por dois enfermeiros e dois assistentes operacionais.

         Inter-substituição:

         As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os
         profissionais envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas.
         Em caso de ausências superiores a 2 semanas o elemento em falta será substituído
         pelo outro com recurso, caso seja necessário, a horas extraordinárias.

         Na ausência não programada superior a 2 semanas de um dos Assistente
         Operacionais, a Coordenadora da UCC Arouce solicitará à Coordenadora da UAG a
         sua substituição imediata.


UCC Arouce – Regulamento Interno                                                    Página 36
Serviços mínimos:

         Não se consideram serviços mínimos.

            i)   Projeto Tá-se bem!... (Supervisão do Exame Global de Saúde dos 6 e 13
                 anos)

         Este projeto será efetivado por um Assistente Técnico e de um Enfermeiro
         Generalista.

         Inter-substituição:

         As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os
         profissionais envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas.

         Na ausência não programada do Enfermeiro responsável pela execução do programa,
         a Coordenadora da UCC Arouce designará qual o enfermeiro que o substitui,
         recorrendo, se necessário, a horas extraordinárias.

         Na ausência não programada do assistente técnico o enfermeiro apenas efetuará a
         verificação dos exames efetuados às crianças e adolescentes que estão inscritas nas
         USF do Centro de Saúde da Lousã.

         Na ausência não programada superior a 2 semanas do Assistente Técnico, a
         Coordenadora da UCC Arouce solicitará à Coordenadora da UAG a sua substituição
         imediata.

         Serviços mínimos:

         Não se consideram serviços mínimos.

            j)   Projeto Tou Seguro! (Prevenção de acidentes em meio escolar)

         Este projeto será efetivado por um Assistente Técnico e de um Enfermeiro Generalista
         com formação em Suporte Básico e Avançado de Vida.

         Inter-substituição:

         As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os
         profissionais envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas.

         Na ausência não programada do Enfermeiro responsável pela execução do programa,


UCC Arouce – Regulamento Interno                                                    Página 37
a Coordenadora da UCC Arouce designará qual o enfermeiro que o substitui,
         recorrendo, se necessário, a horas extraordinárias.

         Na ausência não programada superior a 2 semanas do Assistente Técnico, a
         Coordenadora da UCC Arouce solicitará à Coordenadora da UAG a sua substituição
         imediata.

         Serviços mínimos:

         Não se consideram serviços mínimos.

            k) Projeto Comer Bem, Crescer Saudável (Alimentação Saudável em Saúde
                 Escolar)

         Inter-substituição:

         As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os
         enfermeiros envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas.

         Em caso de ausências superiores a 2 semanas o elemento em falta será substituído
         pelo outro, com recurso, caso seja necessário, a horas extraordinárias.

         Serviços mínimos:

         Não se consideram serviços mínimos.

            l)   Projeto Um Abraço, Um Sorriso (Combate à Solidão)

         Inter-substituição:

         As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os
         profissionais envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas.

         Em caso de ausências superiores a 2 semanas o elemento em falta será substituído
         por outro, com recurso, caso seja necessário, a horas extraordinárias.

         Serviços mínimos:

         Não se consideram serviços mínimos.




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m) Projeto Amor-Perfeito (Cuidados Primários em Saúde Reprodutiva e
                Curso de Preparação para a Parentalidade)

         O Curso de Preparação para a Parentalidade tem que ser ministrado por uma
         Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica.

         Inter-substituição:

         Em caso de ausências programadas e não programadas e períodos de férias da
         Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstetrícia, os cursos serão
         programados de forma a avançarem ou recuarem, o inicio e o fim dos mesmos.

         Em caso de ausências superiores a 2 semanas e períodos de férias não haverá
         substituição no curso interrompendo-se os mesmos.

         Os profissionais intervenientes no Curso de Preparação para a Parentalidade podem
         alterar a programação das aulas de forma a facilitar quer os profissionais quer as
         utentes.

         Serviços mínimos:

         Não existem serviços mínimos

            n) Projeto Felizes em casa (Cuidados Primários em Saúde Reprodutiva e
                Visita Domiciliária de Enfermagem à Puérpera e Recém-Nascido)

         Este projeto será efetivado por uma Enfermeira Especialista em Saúde Materna e
         Obstétrica.

         Inter-substituição:

         Os intervenientes do projecto inter-substituem-se em caso de ausências programadas
         e não programadas, por período inferior a 2 semanas ou períodos de férias.

         Em caso de ausências superiores a 2 semanas recorre-se caso seja necessário a
         trabalho extraordinário, para assegurar o serviço mínimo.




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Serviços mínimos:

         Consideram-se serviços mínimos a 1ª Visita Domiciliária

            o) Projeto GAJ (Gabinete de Atendimento Jovens)

         Inter-substituição:

         Os enfermeiros envolvidos articular-se-ão, de forma a garantir semanalmente e ao
         longo do ano letivo o funcionamento dos gabinetes de atendimento a jovens podendo,
         desta forma, ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas.

         Em caso de falta de um enfermeiro, por períodos superiores a 2 semanas não há
         substituição do elemento, sendo as escolas informadas que os alunos podem recorrer
         a outro local de atendimento.

         Em caso de falta dos 2 elementos integrados na equipa de Saúde Escolar não há
         substituição dos mesmos nos gabinetes de atendimento.

         Serviços mínimos:

         Funcionamento de um gabinete de atendimento em caso de falta de um elemento.

            p) ELI (Intervenção Precoce)

         Inter-substituição:

         Os membros da equipa de IP inter-substituem-se na VD em caso de ausência
         prolongada de qualquer membro.

         Serviços mínimos:

         Não se consideram serviços mínimos para a UCC Arouce.

            q) CPCJ (Proteção de Crianças e Jovens)

         Inter-substituição:

         Na ausência do membro da UCC Arouce, é a CPCJ Lousã que substitui o elemento da
         Saúde.




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Serviços mínimos:

         Não se consideram serviços mínimos para a UCC Arouce.

            r) Projeto Toca a Andar (Promoção de estilos de vida saudáveis e
                prevenção das doenças cerebrovasculares e metabólicas)

         Inter-substituição:

         A efetivação deste projeto será feita por dois enfermeiros que definirão as suas
         ausências programadas sem comprometer a concretização das atividades.

         Os intervenientes do projecto inter-substituem-se em caso de ausências programadas
         e não programadas, por período inferior a 2 semanas ou períodos de férias.

         Perante a ausência não programada do enfermeiro responsável por assegurar a
         execução das atividades, a Coordenadora da UCC determinará o elemento que dará
         resposta à atividade planeada, recorrendo, caso seja necessário, a horas
         extraordinárias.

         As atividades propostas serão canceladas no mês de Agosto.

         Serviços mínimos:

         De acordo com as caraterísticas das atividades a desenvolver neste projeto, não serão
         previstos serviços mínimos para a sua concretização.

            s) Projeto Integrar… (Rendimento Social de Inserção)

         Inter-substituição:

         Todos os elementos da UCC Arouce respondem perante os pedidos dirigidos à equipa
         através do RSI.

         Serviços mínimos:

         Todas as situações encaminhadas para a UCC Arouce terão resposta.




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t) Projeto Conseguir Viver Melhor com a Ostomia (Programa de Saúde do
                Adulto e do Idoso)

         Inter-substituição:

         Os intervenientes do projecto inter-substituem-se em caso de ausências programadas
         e não programadas, por período inferior a 2 semanas ou períodos de férias.
         Em caso de ausências superiores a 2 semanas recorre-se caso seja necessário a
         trabalho extraordinário, para assegurar o serviço mínimo.

         Serviços mínimos:

         Não se consideram serviços mínimos

            u) Projeto Mão Amiga (Programa de Saúde do Adulto e do Idoso)

         Inter-substituição:

         Os intervenientes do projecto inter-substituem-se em caso de ausências programadas
         e não programadas, por período inferior a 2 semanas ou períodos de férias.
         Em caso de ausências superiores a 2 semanas recorre-se caso seja necessário a
         trabalho extraordinário, para assegurar o serviço mínimo.

         Serviços mínimos:

         Não se consideram serviços mínimos

            v) Programa de Cuidados Continuados Integrados

         Inter-substituição:

         Em caso de ausências programadas e não programadas por um período inferior a 2
         semanas e períodos de férias, asseguram-se os serviços mínimos em CCI e
         Paliativos.

         Em caso de ausências superiores a duas semanas, e de acordo com as necessidades,
         recorre-se a trabalho extraordinário para execução dos serviços mínimos dos utentes
         do profissional em falta.

         A programação das férias será efetuada de forma a dar continuidade aos cuidados. As
         demais situações requerem a substituição do profissional.



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Em período de férias será reduzido o número de admissões de novos doentes,
         excepto as situações emergentes, o que poderá significar uma diminuição do número
         máximo de doentes acompanhados pela equipa.

         Serviços mínimos:

         Consideram-se serviços mínimos os cuidados considerados impreteríveis de acordo
         com legislação em vigor e acções paliativas das 9:00 às 17:00 horas todos os dias da
         semana.

                                                 Artigo21º

              COMUNICAÇÃO COM OS CIDADÃOS, INSTITUIÇÕES E COMUNIDADE EM
                                                    GERAL

         1.   Os Cidadãos, as Instituições e Comunidade em geral serão informados sobre a
         existência, funcionamento, carteira de serviços da UCC Arouce e das formas de
         acesso a esta através de:

              a) Informação dos jornais locais
              b) Afixação de horários de funcionamento em painel informativo
              c) Informação telefónica
              d) Informação dos profissionais
              e) Correio eletrónico
              f)   Afixação de posters
              g) Folhetos informativos a elaborar

                                                 Artigo22º

                                         PRESTAÇÃO DE CONTAS

              1. O Plano de Ação da UCC Arouce é válido por três anos.
              2. Em cada três anos é reformulado actualizando os programas e projectos
              3. A divulgação do Plano de Ação é feita através da apresentação do mesmo aos
                   parceiros comunitários em reunião.
              4. A divulgação à população em geral é feita através de jornais locais.
              5. A UCC Arouce elabora anualmente o Relatório de Atividades até 30 de Janeiro
                   da cada ano.
              6. A UCC Arouce compromete-se a divulgar junto da população, através de
                   Boletim Informativo e com periodicidade anual, dados relativos à produção


UCC Arouce – Regulamento Interno                                                        Página 43
(indicadores e metas alcançadas), custos, resultados em programas de
              qualidade programados e inquéritos de satisfação efetuados aos utentes e
              profissionais.




UCC Arouce – Regulamento Interno                                           Página 44
CAPÍTULO V

           FORMAÇÃO E COMPROMISSO PARA A QUALIDADE


                                                Artigo23º

                           DESENVOVIMENTO PROFISSIONAL CONTÍNUO

         A qualificação tem vindo a sofrer uma evolução na forma como é concebida, passando
         de uma perspetiva de acumulação de saberes e habilidades, para passar a ser
         entendida como o conjunto de conhecimentos e capacidades.

         A nível da Organização Internacional do Trabalho (OIT), têm sido colocados três
         grandes grupos de competências: “Aprender a pensar, aprender a fazer e aprender a
         ser.”

         1. É um direito dos profissionais a formação em serviço, a formação contínua e a
             participação na formação de novos profissionais.
         2. Através deste princípio pretendemos contribuir para o desenvolvimento pessoal e
             institucional com consequência na qualidade e humanização nos cuidados
             prestados pelos diferentes profissionais.


                                                Artigo24º

                               LEVANTAMENTO DAS NECESSIDADES

          a) Os profissionais (individualmente ou em grupo) identificam as necessidades de
             formação através dos mecanismos vigentes na UCC Arouce
          b) Todas as formações devem ser propostas e autorizadas pelo Coordenador da
             UCC Arouce.
          c) As formações internas propostas entram no plano da ação anual, do ano seguinte.
          d) O plano de formação anual deve ser elaborado até Março de cada ano.
          e) O plano de ação pode ser atualizado caso surjam temas que a equipa considere
             pertinentes para trabalhar rapidamente.




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Artigo25º

                      PARTICIPAÇÃO EM AÇÕES DE FORMAÇÃO EXTERNAS

          1. Cada profissional tem direito a utilizar as horas consignadas por lei para a
              frequência de acções formativas.
          2. Não deve estar mais de um profissional ausente do serviço por motivos de
              formação.
          3. As formações externas são autorizadas pelo Coordenador da UCC Arouce, após
              parecer favorável do Conselho de Intervenção.
          4. Em caso de vários profissionais querem ir à mesma formação serão autorizados
              os que tiverem menos horas de formação no ano.
          5. Sempre que um profissional for a uma formação externa deve fazer um resumo da
              mesma na reunião de equipa a seguir à frequência da acção, às sextas-feiras das
              17 às 19 horas.

                                                 Artigo26º

                                 FORMAÇÃO EM SERVIÇO INTERNA

         1. A discussão de casos clínicos e outras formações devem ser realizadas nas horas
         destinadas a reuniões da equipa (sextas-feiras à tarde das 17-19 horas).
         2. Todos os profissionais da equipa nuclear da UCC Arouce devem participar como
         prelectores nas acções de formação em serviço.

                                                 Artigo27º

                                 FORMAÇÃO PRÉ E PÓS GRADUADA

         A constante busca do saber e a sua transmissão deverão ser parte integrante do
         desenvolvimento de cada profissional. Temos a forte convicção que os princípios
         defendidos pela UCC Arouce se constituem como modelos de boas práticas que
         gostaríamos de incutir nos futuros e/ou recentes profissionais.

         1.   A frequência de formação pré e pós graduada é uma mais-valia para os
         profissionais da UCC Arouce e para a instituição que representam.
         2.   Não deve estar em formação pré e pós-graduada mais de 1 profissional da equipa
         nuclear.
         3.   Toda a formação pré e pós-graduada da equipa nuclear deve ser discutida em
         Conselho Geral, após parecer do Conselho de Intervenção.
         4.   A equipa nuclear da UCC Arouce deve assumir em conjunto o compromisso de
         substituição do profissional que se propõe a fazer uma formação a longo prazo.


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5.   O compromisso assumido deve ficar em acta.
         6.   O Coordenador terá a última palavra na autorização, ou não, da formação.
         7.   A UCC Arouce participa na orientação de estágios de alunos de pré e pós-
         graduação desde que as instituições solicitem atempadamente os campos de estágio
         e de acordo com os recursos humanos existentes na UCC Arouce, de acordo com
         legislação em vigor.
         8.   Os estágios na UCC Arouce devem ser sempre autorizados pelo coordenador.
         9.   Será da competência do CI a nomeação dos tutores responsáveis pela formação
         de cada elemento, após auscultação das partes, nos casos em que esta determinação
         não tenha sido dada superiormente. Será também da competência do CI efetuar a
         divulgação aos outros elementos da UCC Arouce, das atividades de ensino em
         ambiente de trabalho.
         10. Os elementos da UCC Arouce comprometem-se, dentro das suas funções, a
         prestar todo o apoio à formação dos vários formandos através da transmissão do seu
         saber e das suas aptidões individuais, assim como na colaboração de eventuais
         trabalhos de investigação que estes pretendam efetuar.
         11. A UCC Arouce deverá divulgar junto dos utentes e comunidade, a atividade de
         formação a efetuar, solicitando a sua colaboração e informando do direito à recusa.

                                               Artigo28º

                       INVESTIGAÇÃO EM CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS

         A Investigação é parte fundamental no processo de mudança e atualização de
         qualquer estrutura ou sistema. Nos Cuidados de Saúde Primários podemos verificar
         que não tem havido o desenvolvimento sistematizado desta cultura, o que por si só
         não permite o avanço e desenvolvimento do próprio sistema ou estrutura.

         A UCC Arouce disponibiliza o seu local de trabalho e a sua colaboração em trabalhos
         de investigação sempre que para tal seja solicitado e não se verifiquem quaisquer
         impedimentos éticos e legais.

         Os elementos da Equipa comprometem-se a colaborar na recolha e tratamento de
         dados, assim como a sua partilha e disponibilização, para futuros trabalhos de
         investigação realizados no âmbito da formação pré e pós-graduada e desenvolvimento
         profissional contínuo.




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Artigo29º

                                COMPROMISSO PARA A QUALIDADE

         A equipa da UCC Arouce assume o compromisso de:

         1. Avaliar a satisfação dos utentes e profissionais através de aplicação de
            questionário a elaborar anualmente pelos membros do concelho de intervenção.

         2. Trimestralmente fazer a análise dos desvios da UCC Arouce face às metas pré-
            estabelecidas, pondo em prática medidas para a sua correção;
         3. Realizar inquéritos junto dos utentes e comunidade em geral, para avaliação do
            seu grau de satisfação;
         4. Efetuar inquéritos para avaliação da satisfação dos profissionais;
         5. Analisar as reclamações e sugestões, com resposta às mesmas no prazo de 15
            dias, procedendo à sua avaliação trimestral com implementação de eventuais
            medidas corretivas;
         6. As reclamações serão analisadas pelo CI e da sua análise resultará uma resposta
            que será comunicada aos seus reclamantes no prazo legal, sendo também
            enviada ao Gabinete do Utente com quem se articulará em manual próprio;
         7. Procurar-se-á que todo o equipamento e instalações estejam em conformidade
            com as normas de higiene e segurança em vigor, incluído o armazenamento de
            material diverso (medicação, consumíveis, ajudas técnicas) e produtos tóxicos;
         8. Será necessária a implementação (ARS Centro, IP) de um sistema anti-roubo;
         9. Para a monitorização das actividades da UCC Arouce serão usados:

                Aplicativo informático da RNCCI
                Suportes informáticos criados para os diversos programas/projectos.
                MedicineOne® (após disponibilidade do sistema a todos os profissionais)

         10. A avaliação de desempenho dos profissionais da UCC Arouce é feita de acordo
            com o regime jurídico de cada carreira.




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CAPÍTULO VI

                     DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS


                                              Artigo30º

                INIBIÇÕES DECORRENTES DO CUMPRIMENTO DO COMPROMISSO
                                  ASSISTENCIAL DA UCC AROUCE

         1.   Os objectivos definidos no Plano de Ação só podem ser cumpridos na íntegra se
         os recursos humanos e materiais necessários à execução dos mesmos forem
         atribuídos à UCC Arouce.

         2.   Os Assistentes Técnicos e Operacionais necessários ao cumprimento do Plano de
         Ação são da responsabilidade do ACES PIN 1.

         3.   Além das incompatibilidades previstas na lei, os profissionais da UCC Arouce só
         poderão efetuar horas extraordinárias noutras instituições e/ou Unidades Funcionais
         do ACES PIN 1, desde que não ponham em causa o compromisso assistencial da
         UCC Arouce, devendo para isso dar conhecimento dessa atividade ao Coordenador.

                                              Artigo31º

          ARTICULAÇÃO COM ACES PIN 1 E SUAS RESTANTES UNIDADES FUNCIONAIS

         O modo de articulação da UCC Arouce com as restantes Unidades Funcionais (UF) do
         ACES PIN 1 (em particular com as presentes no Centro de Saúde da Lousã), bem
         como as áreas de atuação entre os profissionais do Centro de Saúde e da UCC
         Arouce, deverão ser definidos e expressos em Manual de Articulação com as
         Unidades Funcionais [USF Serra da Lousã (USFSL), UCSP Lousã Serpins (UCSPLS),
         Unidade de Apoio à Gestão (UAG), Unidade de Saúde Pública (USP), Unidade de
         Recursos Assistenciais Partilhados (URAP) e o ACES PIN 1].




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Artigo32º

         REGRAS PARA A VISITAÇÃO DE DELEGADOS DE INFORMAÇÃO MÉDICA (DIM)

         As visitas à UCC Arouce dos DIM, ocorrerão no máximo às 2as, 4as e 6 as das 14h00 às
         14h30.

         Os DIM deverão esperar na sala de espera, sendo permitidos 3 delegados (inscritos e
         com cartão de identificação da própria UCC Arouce) por dia de visita.

         Por sua vez, existirá uma escala dos profissionais que recebem os DIM, num máximo
         de dois por dia de visita.

         Havendo informação relevante, os profissionais que receberam essa informação,
         devem comunicá-la aos restantes elementos da UCC Arouce, na reunião ordinária de
         sexta-feira.

                                                 Artigo33º

                                       DÚVIDAS E OMISSÕES

         As dúvidas e omissões deste Regulamento serão resolvidas por maioria de 2/3 dos
         elementos da UCC Arouce, incluindo o Coordenador.

                                                 Artigo34º

          SUBSCRIÇÃO DO REGULAMENTO INTERNO POR TODOS OS PROFISSIONAIS

         O presente Regulamento Interno foi aprovado em Conselho Geral por unanimidade, no
         dia 12 de Outubro de 2010 e ratificado, também por unanimidade no dia 12 de Outubro
         de 2010 e assinado por todos os elementos da equipa.


                         Amélia Carvalho Lopes         Anabela dos Reis Santos Girão

                        _____________________            _____________________


                   Cristiano José Simões Gonçalves           Mónica Palha Bicó Seco

                        _____________________            ______________________




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Artigo35º

                            PRODUÇÃO DE EFEITOS E ATUALIZAÇÃO

         O presente Regulamento Interno produz efeito a partir do dia 13 de Outubro de 2010.

         Depois da entrada em vigor, este documento só poderá ser objeto de atualização e/ou
         de alterações em reunião de Conselho Geral, expressamente convocada para o efeito,
         por maioria de 2/3 dos seus elementos.

         Lousã, 12 de Outubro de 2010.

         Relatora, Amélia Carvalho Lopes.




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ANEXOS




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ANEXO 1 – LISTAGEM DOS PROFISSIONAIS


          Os profissionais que fazem parte da UCCA são os seguintes:

          A)         ENFERMEIROS

       Nome                               Amélia Carvalho Lopes

       Bilhete de Identidade              7 149 665

       Cédula Profissional                2-E-25475

       Categoria                          Enfermeira Especialista

       Regime de Trabalho                 35 Horas

       Local de Trabalho                  Centro de Saúde da Lousã

       Regime Contratual                  Nomeação Definitiva

       Tempo de afectação à UCC           Tempo Completo (35 horas semanais)




       Nome                               Anabela Reis Simões Girão *

       Bilhete de Identidade              10 043 122

       Cédula Profissional                2-E-08797

       Categoria                          Enfermeira Graduada

       Regime de Trabalho                 35 Horas

       Local de Trabalho                  Centro de Saúde da Lousã

       Regime Contratual                  Nomeação Definitiva

       Tempo de afectação à UCC           Tempo Parcial (17 horas semanais, em horário normal)




          *
              A tempo parcial na USF Serra da Lousã.


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Nome                              Cristiano José Simões Gonçalves

       Bilhete de Identidade             10 141 369

       Cédula Profissional               2-E-13836

       Categoria                         Enfermeiro Graduado

       Regime de Trabalho                35 Horas

       Local de Trabalho                 Centro de Saúde da Lousã

       Regime Contratual                 Nomeação Definitiva

       Tempo de afectação à UCC          Tempo Completo (35 horas semanais)




          B) TÉCNICA SUPERIOR DE SERVIÇO SOCIAL

                                                                   8
       Nome                              Mónica Palha Bicó Seco

       Bilhete de Identidade             7 790 939

       Cédula Profissional               Sem Cédula

       Categoria                         Técnica Superior de Serviço Social

       Regime de Trabalho                35 Horas

       Local de Trabalho                 Centro de Saúde da Lousã

       Regime Contratual                 Nomeação Definitiva

       Tempo de afectação à UCC          Tempo Parcial (12 horas semanais, em horário normal)




          8
              Profissional pertencente à URAP, partilhada com Gabinete do Cidadão do ACES PIN 1 e ECL



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ANEXO 2 – Plano de Ação 2009-2011




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                                                                55
SIGLAS E ABREVIATURAS




               CHC – Centro Hospitalar de Coimbra

               HPC – Hospital Pediátrico de Coimbra

               HUC – Hospital da Universidade de Coimbra

               IPO – Instituto Português de Oncologia

               UCC – Unidade de Cuidados na Comunidade




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A mais bela construção não teria sido
                               feita se não fosse o primeiro tijolo...
                               ... O processo de mudança não é fácil nem
                               rápido, mas vale a pena tentar!



                                                   ÍNDICE


                                                                              Página
 I.    INTRODUÇÃO                                                                  3


 II.   ÁREA GEOGRÁFICA DE ACTUAÇÃO                                                 5


 III. SITUAÇÃO SOCIO-DEMOGRÁFICA                                                   7


 IV. PROGRAMA DA CARTEIRA DE SERVIÇOS                                            16

  1. Programa de Saúde Escolar                                                   16

  2. Programa de Prevenção do Excesso de Peso nas Crianças em Idade Escolar      23

  3. Programa de Preparação Para o Parto e Massagem do Bebé                      29

  4. Equipa de Cuidados Continuados Integrados (ECCI)                            33

  5. Programa de Cessação Tabágica                                               38

  6. Programa Integrado de Intervenção Precoce (PIIP)                            43

  7. Comissão Protecção Crianças Jovens (CPCJ)                                   50


 V.    PROGRAMA DE MONITORIZAÇÃO DA QUALIDADE                                    55


 VI. MANUAL DE ARTICULAÇÃO                                                       56


 VII. PALNO DE DESNVOLVIMENTO PROFISSIONAL E FORMAÇÃO                            57


 VIII. INSTALAÇÃO E EQUIPAMENTOS                                                 59


 IX. IDENTIFICAÇÃO DOS PROFISSIONAIS                                             62



       ANEXOS
       Anexo 1. Questionário do Programa de Cessação Tabágica                    67




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I . I N T R O D U Ç Ã O



         Durante a nossa actividade nos Cuidados de Saúde Primários, verificamos que a
         modernização dos Centros de Saúde é fundamental como pedra basilar de todo o
         Sistema de Saúde.

         Há determinados princípios que são importantes:

                          –    Orientação para a Comunidade

                          –    Flexibilidade Organizativa e de Gestão

                          –    Desburocratização

                          –    Trabalho em Equipa

                          –    Autonomia e Responsabilização

                          –    Melhoria Contínua da Qualidade

                          –    Contratualização e Avaliação

         A insatisfação de um grupo de profissionais da saúde, devido à estrutura
         organizacional existente, leva a uma tomada de decisão, tendo como objectivo
         primário aumentar a autonomia e consequente responsabilização, abraçar este
         projecto e como objectivos finais a satisfação dos profissionais envolvidos, da
         população em geral e a obtenção de ganhos em saúde.

         Esta será uma oportunidade, certamente única, para os que prestam cuidados à
         comunidade delinearem estratégias e construírem caminhos que os conduzam à
         concretização dos objectivos propostos.

         Neste sentido, um grupo de profissionais do Centro de Saúde da Lousã, apresenta a
         sua candidatura, procurando envolver outros profissionais e estruturas da comunidade
         do nosso Concelho — Unidade de Cuidados na Comunidade Arouce (UCCA).

         Após contactos efectuados, formámos um grupo de trabalho que se mostrou
         interessado nesta nova forma de organização dos serviços. Iniciámos com uma
         reunião entre os vários elementos da equipa que se revelou fundamental para a
         decisão de avançar.

         Pretendemos assim, constituir uma UCC prestadora de cuidados de saúde de
         qualidade, sendo igualmente uma unidade de formação de referência e de
         investigação.


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Sabendo das dificuldades e conhecendo as limitações com as quais temos que lidar
         para vencer os mais diversos obstáculos (administrativos, burocráticos, orçamentais
         ou outros), abraçamos este projecto e esta filosofia de cuidados e de equipa com
         inovação, ética e rigor, empenhados no bom serviço aos cidadãos a quem prestamos
         cuidados.




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I I .   Á R E A      G E O G R Á F I C A             D E     A C T U A Ç Ã O



         O concelho da Lousã fica situado na Região Centro de Portugal, distando 28 km de
         Coimbra, integrando-se no ACES PIN 1 da ARS Centro, IP.

         Actualmente constituído por seis Freguesias: Casal de Ermio, Foz de Arouce,
         Gândaras, Lousã, Serpins e Vilarinho.




                         Ilustração 1 – Área Geográfica do Concelho da Lousã


         Faz parte do distrito de Coimbra, sendo limitado a Norte pelo concelho de Vila Nova de
         Poiares, a Sul pelo distrito de Leiria, a Este pelo concelho de Góis, e a Oeste pelos
         concelhos de Coimbra e Miranda do Corvo.

         De acordo com os dados censitários de 2001, o concelho da Lousã ocupa uma área
         geográfica de 139,16 km2.

         Segundo dados do INE de 22 de Janeiro de 2009, tem uma densidade populacional de
         135,70 hab/km2 contemplando um aglomerado populacional de 18.786 habitantes.

         Ocupando quase 1/3 do município, surge a Serra da Lousã que marca a extremidade
         Sudoeste do mais importante bloco montanhoso do País, a Cordilheira Central.
         Rigidamente orientada a Sudoeste, destaca-se pela forma brusca como se eleva,
         apresentando fortes declives, que vão desde os 200 m aos 1204 m, o Alto do Trevim.

         A Serra da Lousã é constituída predominantemente por xistos – argilosos,
         mosquetados e grauvaques ante-ordovícicos.




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Economicamente o concelho tem como principal actividade a terciária com uma taxa
         de 62% (INE 2001). No sector secundário apresenta uma taxa de 36% da população
         activa e somente 2% no sector primário.

         Neste aspecto, têm primordial importância as características físicas do concelho, onde
         a actividade florestal tem grande importância como fonte de matéria-prima para as
         diferentes actividades industriais.

         O sector terciário teve um aumento bastante significativo, resultante do número de
         dependências bancárias criadas, hotelaria, escritórios e comércio (hipermercados).

         Mercê da sua proximidade, muitos dos residentes exerce a sua actividade laboral em
         Coimbra.

         As características gerais do clima são as verificadas por todo o centro litoral, com
         temperaturas médias anuais semelhantes às dos climas mediterrâneos, com Verões
         quentes e Invernos suaves.

         O concelho da Lousã tem na sua rede hidrográfica os rios Ceira e Arouce, seu
         afluente, que respondem muito rapidamente às chuvadas mais fortes e os seus
         caudais são relativamente importantes durante os meses de Inverno e Primavera,
         épocas de maior pluviosidade. Também as pequenas ribeiras que descem da Serra e
         confluem no Ceira (Soutelo, Casais e Fiscal) e no Arouce (Fórnea) respondem
         rapidamente às chuvadas, aumentando assim o caudal do respectivo rio e afluente.

         A UCCA terá como área de actuação todo o concelho da Lousã, assumindo o
         compromisso de prestar à comunidade residente as actividades da carteira de serviços
         apresentada.




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I I I . S I T U A Ç Ã O            S O C I O - D E M O G R Á F I C A

         De acordo com os Censos da última década (1991-2001), o concelho da Lousã tem
         sofrido um aumento gradual da sua população residente.

         Mediante os dados recolhidos no INE (2007) na sua página electrónica, com data de
         actualização de 29 de Maio de 2008, o concelho da Lousã acolhe um total de 18.786
         habitantes, apresentando uma densidade populacional de 135,70 hab/km2.

         Relativamente ao último Censos de 2001 verificou-se um aumento de 3.033 indivíduos
         correspondendo a um acréscimo populacional de 16,14%, e relativamente aos censos
         1991 a um aumento de 28,67% (Gráfico 1).

         O crescimento económico do concelho, nomeadamente no sector industrial, bancário e
         comércio (hipermercados), a localização próxima a Coimbra, o preço convidativo da
         habitação em relação a outras zonas mais próximas, o melhoramento da rede viária e
         a existência de rede ferroviária (o que acaba por fazer da Lousã um dormitório de
         Coimbra), tem contribuído para este aumento populacional.



                             Evolução da População Residente no Concelho da Lousã

                                                                                    Masculino

                                                                                    Feminino


                                6442           7005                  Censos 1991



                                 7609                 8144           Censos 2001




                                   9188                      9598
                                                                          INE 2007




                         0         5000       10000          15000   20000


            Gráfico 1 – Fonte: INE (Censos 1991- 2001 e endereço electrónico do
            INE)


         Nos últimos anos, fixaram-se no concelho da Lousã famílias de várias etnias (ciganos,
         muçulmanos, europeus de leste, entre outros), uns vivendo na zona urbana e
         freguesias limítrofes, outros instalando-se na aprazível Serra, nomeadamente nas


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aldeias do Candal, Casal Novo, Catarredor, Cerdeira, Chiqueiro, Talasnal, Vaqueirinho
         e mais recentemente no Coentral. A UCC Arouce tem como prioridade a médio prazo
         colocar à disposição desta população uma unidade móvel constituída por um médico,
         um enfermeiro, uma técnica superior de serviço social e um técnico de saúde
         ambiental, uma vez por semana (4 horas), para um acompanhamento diferenciado,
         multidisciplinar e em proximidade.

         As aldeias estão distantes da vila, com má acessibilidade, o que leva estes indivíduos
         a isolarem-se sem recorrerem às unidades de saúde, tornando-se assim uma
         população mais vulnerável.

         O número de indivíduos de outras nacionalidades a residir no concelho da Lousã é
         variável (Gráficos 2 e 3).

         Segundo dados recolhidos em http://www.cm-lousa.pt/desn_social/imigrante.htm,
         citando dados do SEF, no período entre 2001 e 2007, a população imigrante tem uma
         forte presença no concelho da Lousã representando 11,64% da população total
         residente (Gráfico 4).

         Sofreu um acréscimo de 2224 indivíduos residentes, entre 2001 e 2007.


                             População Imigrante Legal Residente na Lousã em 2001

              250                                                                           249



              200



              150



              100


                                                                     59       51
               50
                         33                                                           29
                                      23   18    20                       1
                                  5                       10
                0
                                                 Fonte: SEF - 2001


                    Alemanha                    Espanha                            França
                    Reino Unido                 Outros EU                          Outros Países de Leste
                    África - PALOP              África - OUTROS                    Brasil
                    Outros                      Total

         Gráfico 2 – Fonte: http://www.cm-lousa.pt/desn_social/imigrante.htm, citando dados do
         SEF (2001).




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O Gráfico 2 permite-nos verificar o número de imigrantes estrangeiros legais
                         residentes no concelho da Lousã em 2001, assim como a heterogeneidade das
                         nacionalidades, sendo que a mais presente era a Africana.

                         A população residente no concelho da Lousã por faixa etária e sexo é apresentada na
                         Pirâmide 1.




                                     Pirâmide Etária por Sexo dos Residentes no Concelho da Lousã



                        Homens 9430
                        Mulheres 9815




                     ≥ 75                                   674                          1115
                     Anos



                     65-74                              883                       1015
  Escalões Etários




                     Anos



                     25-64   5233                                                                            5251
                     Anos



                     15-24                            964                       931
                     Anos



                     0-14                1676                                                   1503
                     Anos




                                         Homens                                             Mulheres


                       Pirâmide 1 - Pirâmide Etária por Sexo dos Residentes no Concelho da Lousã – Fonte: INE 2009




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Gráfico 3 – Fonte: http://www.cm-lousa.pt/desn_social/imigrante.htm, citando dados do
         SEF (2007)



         O Gráfico 3 permite-nos verificar que, à semelhança do gráfico anterior, se mantém a
         heterogeneidade das nacionalidades, sendo neste caso a população com maior
         número de indivíduos estrangeiros residentes legais proveniente de outros países de
         Leste.

                         Relação percentual entre a população de nacionalidade
                         portuguesa residente e os imigrantes legais residentes
                                         no concelho da Lousã



                                                 11,64%             Imigrantes
                                                                    Legais
                                                                    Residentes


                                                                    População
                                                                    Residente


                            88,36%

          Gráfico 4 – Fonte: http://www.cm-lousa.pt/desn_social/imigrante.htm, citando
          dados do SEF (2001-2007), INE (2007)


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Através da análise ao gráfico 4 podemos verificar que em termos percentuais os
         indivíduos imigrantes residentes ocupam uma parte significativa da população total do
         concelho da Lousã.

         Este facto mostra que a imigração no concelho da Lousã tem vindo a desempenhar
         um papel mais significativo ao longo dos anos.

         É de salientar que estes valores têm apenas em consideração os imigrantes em
         situação legal, pelo que a percentagem de indivíduos estrangeiros residentes pode
         eventualmente ser superior.

         É nossa preocupação identificar esta população junto das entidades locais durante o
         primeiro trimestre de 2010.

         Posteriormente iremos efectuar o diagnóstico de situação da população emigrante
         residente no concelho da Lousã, através da aplicação de questionário baseado num
         estudo efectuado pelo IX Curso de Especialização em Enfermagem de Saúde Pública
         – Estágio na Comunidade, da Escola Superior de Enfermagem Dr. Ângelo da
         Fonseca.

         Trata-se de um instrumento importante, porque a percepção individual da existência
         de uma boa saúde ou de uma má saúde, geralmente associado à presença de
         doença, tem impacto na procura e utilização dos cuidados de saúde e
         subsequentemente nos seus níveis de saúde.

         Este questionário será aplicado a uma amostra de 30 % da totalidade desta população
         no ano de 2010. Nos anos de 2011/2012 serão efectuados respectivamente os
         restantes 70% (35% em 2011; 35% em 2012).

         Consoante os resultados obtidos iremos criar um programa de intervenção, de acordo
         com as necessidades apresentadas.

         A distribuição espacial da população pelas várias freguesias é bastante heterogénea
         (Gráfico 5), sendo a concentração maior na freguesia da Lousã com 65% dos
         indivíduos, seguindo-se Vilarinho com 14%, Serpins com 11%, Foz de Arouce com 7%
         e por fim Casal de Ermio com apenas 2%. Gândaras só foi denominada freguesia em
         2002 pelo que não há dados dos censos (último 2001) disponíveis, estando esta
         população, por este motivo, englobada no total da freguesia da Lousã.




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População Residente no Concelho da
                               Lousã por Freguesia

                                                      376      1315
                                       2630
                       2066

                                                            12211




                                     Casal de Ermio     Foz de Arouce

              Gráfico 5 – Fonte: INE (Censos 2001)


         O facto de a sede do concelho (freguesia da Lousã) concentrar a maior parte dos
         recursos e infra-estruturas, poderá ser a causa desta distribuição.

         Na distribuição da população residente no concelho da Lousã por faixa etária e sexo
         observa-se uma maior concentração entre os 25-64 anos (dados INE 29-05-2008) o
         que nos permite considerar que é uma população activa (Gráfico 6).

         O índice de envelhecimento na Lousã (INE 29-05-2008) é de 1,14 idoso (População
         com idade superior ou igual a 65 anos) para 1 criança (idade inferior ou igual a 14
         anos), comparativamente ao Censos 2001 houve um decréscimo deste indicador em
         cerca de 0,2 idoso para cada criança.

         De acordo com os Censos 2001, Foz de Arouce é a freguesia mais envelhecida com
         um índice de envelhecimento de 1,34, seguindo-se Serpins com 1,33, Vilarinho com
         1,16 e Casal de Ermio com 1,08.

         Relativamente a outros indicadores demográficos, segundo dados recolhidos no INE a
         taxa de natalidade no concelho da Lousã é de 12‰ habitantes, a taxa de mortalidade
         geral é de 8,6‰ habitantes.

         O índice de dependência de idosos é de 29,30% (INE – 14-10-2008), o índice de
         dependência de jovens é de 25,60%, o índice de dependência total é de 53%, o índice
         de vitalidade situa-se nos 114,626 %, o índice vital de Pearl 2007 (nados vivos numa
         localidade durante o ano/ número de óbitos ocorridos numa localidade no ano) é 1,37
         e o índice de longevidade é de 47,90%.




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Distribuição da População Residente no Concelho da Lousã por
                                          Faixa Etária e sexo



           12000

           10000

             8000                                                 5097

             6000

             4000
                             1486                                 5112          2065
             2000                            950
                             1618            965                                1493
                0
                        0 – 14 Anos        15 – 24 Anos       25 – 64 Anos         65 Anos
                                             Masculino     Feminino

            Gráfico 6 – Fonte: INE (Censos 2001)


         No concelho da Lousã residem 5682 famílias nucleares (Censos 2001).

         Quanto a dados socioeconómicos, o concelho apresenta uma taxa de população
         activa de 64,54%, tem uma taxa de desemprego de 8,44% (INE Março de 2009), a
         taxa de analfabetismo é de 7,1% (INE 2007).

         A população inscrita no Centro de Saúde da Lousã (Sede, USF Serra da Lousã e
         Extensão de Saúde de Serpins) não corresponde à população residente no concelho.

         Segundo dados do programa SINUS (Março 2009) estão inscritos 18.434 indivíduos e
         no concelho residem 18.876 indivíduos. (Gráfico 7).



                        Relação entre população residente inscrita e não inscrita no
                                       Centro de Saúde da Lousã

                 População
                 Residente
                 Inscrita               20000
                                                                  18786
                                        18000
                                                          18434
                                        16000

                 População               14000
                 Residente Não
                                         12000
                 Inscrita
                                         10000
                                          8000
                                                                          352
                                          6000
                 Diferença entre
                 Residentes Não           4000
                 Inscritos e
                 Residentes               2000
                 Inscritos                    0



              Gráfico 7 – Fonte SINUS 2009 e INE 2007


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O Gráfico 7 permite-nos verificar que a diferença entre indivíduos residentes inscritos e
         não inscritos é relativamente significativa (352 indivíduos), correspondendo a 1,87%
         da população total residente no concelho da Lousã.

         O Gráfico 8 permite verificar que a população residente é maioritariamente do sexo
         feminino.




                                     População Residente por Sexo




                     9600
                     9500
                                                               9550
                     9400
                     9300
                     9200
                     9100
                     9000
                     8900
                     8800                    8884
                     8700
                     8600
                     8500
                                             Masculino      Feminino


              Gráfico 8 – Distribuição da População Residente no Concelho da Lousã por Sexo
              Fonte: INE 29-05-2008




         O número de indivíduos de outras nacionalidades a residir no concelho da Lousã é
         variável.

         Segundo dados recolhidos em http://www.cm-lousa.pt/desn_social/imigrante.htm,
         citando dados do SEF, no período entre 2001 e 2007, a população imigrante sofreu
         um acréscimo de 2224 indivíduos residentes, correspondente a 88,6%, representando
         13,11% da população total residente.

         A população residente no concelho da Lousã por faixa etária e sexo (Pirâmide Etária)
         inscrita no centro de saúde é a apresentada na Pirâmide 2.




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Pirâmide Etária por Sexo dos Utentes Inscritos no Centro de Saúde



                        Homens 8884
                        Mulheres 9550




                     ≥ 76                                  556                                    956

                   71 - 75
                                                                  371                     490


                   61 - 70                          882                                            981


                   51 - 60                  1048                                                       1081
Escalões Etários




                   41 - 50          1351                                                                      1248


                   31 - 40   1582                                                                                     1679


                   21 - 30                  1065                                                              1218


                                                   919                                           911
                   11 - 20


                    6 - 10                                  527                       443


                     2-5                                          398               369


                       ≤1                                               185   174



                                     Homens                                                        Mulheres


                   Pirâmide 2 – Pirâmide Etária por sexo dos Utentes Inscritos no Centro de Saúde da Lousã. Fonte: SINUS 2009




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I V .   P R O G R A M A       D A       C A R T E I R A   D E   S E R V I Ç O S



         A equipa propõe-se executar os seguintes programas estabelecidos na Carteira de
         Serviços:

         1. Programa de Saúde Escolar

         2. Programa de Prevenção do Excesso de Peso nas crianças em idade escolar (6 –
            10 anos);

         3. Programa de Preparação para o parto e massagem do bebé;

         4. Equipa de Cuidados Continuados Integrados;

         5. Programa de Cessação Tabágica;

         6. Programa Integrado de Intervenção Precoce (PIIP);

         7. Comissão Protecção Crianças Jovens (CPCJ)



         1. P R O G R A M A                  D   E      S A Ú D E        E S C O L A R



         Os Programas de Saúde Escolar desenvolvidos nas instituições de ensino podem
         ajudar os alunos a responder a um conjunto de riscos que possam comprometer um
         desenvolvimento saudável. A educação, para além do papel formal de ―ensinar‖, terá
         que ir de encontro a estilos de vida saudáveis, promover acções para o cuidado e
         protecção das crianças e jovens e criar mecanismos para a construção de uma cultura
         de saúde.

         As crianças são um grupo vulnerável e devem ser protegidas, ajudadas e educadas
         num ambiente de respeito, transmitindo-lhes valores, virtudes e tolerância. É nossa
         preocupação, num futuro próximo (Ano Lectivo 2011/2012), promover a saúde mental
         na escola, através de projectos específicos.

         Para a execução destes projectos será necessário um alargamento da equipa da UCC
         Arouce.

         Num programa de saúde escolar, a promoção e a prevenção devem considerar-se
         como uma estratégia fundamental.

         A UCC Arouce tem como objectivo desenvolver algumas das actividades previstas no
         Plano Nacional de Saúde Escolar.

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No nosso concelho existem 11 Jardins de Infância, 12 EB 1, uma EB 2/3, uma EB 3 e
         uma Escola Profissional.

         Tem sido preocupação da Equipa de Saúde Escolar do Centro de Saúde da Lousã, ao
         longo dos anos, entre outras acções, a avaliação do cumprimento do Plano Nacional
         de Vacinação (PNV) e a verificação da realização do Exame Global de Saúde (EGS)
         entre os 5-6 anos e aos 13 anos, sempre em articulação com as diferentes unidades
         funcionais.

         Uma das lacunas encontradas foi na faixa etária dos 13 anos, em que os profissionais
         da UCC Arouce, responsáveis pelo Programa de Saúde Escolar, irão promover o seu
         cumprimento.



         POPULAÇÃO ALVO

         Consideramos a população alvo para este programa toda a comunidade escolar do
         concelho da Lousã (2707 crianças, 247 educadores/professores e 118 Auxiliares de
         Acção Educativa – dados da Avaliação em Saúde Escolar da ARS Centro, IP Ano
         Lectivo 2008/2009).

         Para o ano Lectivo 2009/2010 não nos foram facultados dados pela Equipa de Saúde
         Escolar actual.



         OBJECTIVO GERAL

         Promover, proteger e prevenir a doença na comunidade educativa, assim como
         promover um ambiente seguro e saudável, e reforçar os factores de protecção
         relacionados com estilos de vida saudáveis.




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OBJECTIVOS ESPECÍFICOS/ESTRATÉGIAS




              Objectivos Específicos                                        Estratégias
                                                       Realização de acções de saúde oral, alimentação
         Debater      problemas    pertinentes    da   saudável, promoção da segurança em casa, na escola e
         promoção da saúde na escola                   na   rua;     Prevenção         de     acidentes      (domésticos,
                                                       rodoviários e escolares).


                                                       Realização     de    acções      em     colaboração      com    as
         Promover        a        adequação       de
                                                       entidades competentes (GNR, Bombeiros e Protecção
         comportamentos         responsáveis     do
                                                       Civil) contemplando a vigilância das condições de
         exercício da cidadania, quer na escola,
                                                       segurança, levantamento dos riscos e a adopção de
         quer na comunidade
                                                       medidas à sua resolução.


                                                       Verificação da realização do Exame Global de Saúde
                                                       aos 5/6 anos e 13 anos;

         Reconhecer a prevenção como forma             Avaliação das condições de segurança, higiene e
         de luta contra a doença                       saúde;

                                                       Verificação do cumprimento do PNV a crianças e
                                                       profissionais da comunidade escolar.


                                                       Realização de acções, afixação de cartazes nas escolas
         Desenvolver trabalhos/campanhas de
                                                       e distribuição de folhetos alusivos aos temas abordados;
         divulgação da prevenção de doenças e
                                                       Execução de projectos em parceria com a comunidade
         promoção da saúde
                                                       educativa.


                                                       Realização     de    reuniões         com   os   docentes      para
         Contribuir      para      formação      dos
                                                       desenvolvimento      de    competências          na    orientação,
         professores     numa      perspectiva    de
                                                       encaminhamento             e          acompanhamento            de
         educação para a saúde
                                                       crianças/jovens na escola.


                                                       Colaboração num espaço na Escola Básica 2/3,
                                                       Secundária e Profissional para atendimento a jovens;
         Promover activamente a saúde e o
                                                       Articulação    com     a       rede    social    e    CPCJ     para
         bem-estar da comunidade escolar e
                                                       encaminhamento dos problemas identificados;
         identificar problemas
                                                       Referenciação de crianças e jovens para outros serviços
                                                       e unidades.




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INDICADORES DE EXECUÇÃO/MONITORIZAÇÃO E METAS PARA 2010/2012

                                                                                                      M      e    t     a        s
                 Indicadores                              Fórmulas de cálculo
                                                                                                      2010       2011   2012


         Percentagem de crianças
         com 6 e 13 anos completos              N.º de crianças detectadas com EGS realizados

         com exames globais de
                                            Nº Total de crianças com 6 e 13 anos completos vigiadas
                                                                                                      50%        60%    70%
         saúde    (EGS)        detectados
                                                        em Programa de Saúde Escolar
         pela UCC


         Percentagem                   de      N.º Total de profissionais com registo de Vacina Td
         profissionais                 da                         actualizada
                                                                                                      90%        95%    100%
         comunidade escolar com
         vacina Td actualizada               Número total de profissionais da comunidade educativa


         Taxa     de        execução   de      Nº acções planeadas e realizadas nos projectos na
         projectos de promoção da                            comunidade educativa
         saúde    e     prevenção      da                                                             100%       100%   100%
         doença        na     comunidade      Nº de acções planeadas no projecto na comunidade

         educativa                                                 educativa


         Percentagem          de   casos    Nº de casos referenciados para outros recursos de saúde
         referenciados para outros                                                                    35%        30%        25%
         recursos da saúde                    Número total de casos alvo da intervenção da UCC




         ACTIVIDADES
             1. Apresentação do projecto à comunidade educativa;
             2. Verificação da realização do EGS (pelas equipas de saúde da UCSP e da USF)
                às crianças com 6 e 13 anos completos através dos registos nos livros de
                saúde infantil e posterior confirmação no sistema informático em todas as
                escolas do concelho da Lousã, na primeira visita efectuada pela Equipa de
                Saúde Escolar da UCC Arouce;
             3. Avaliação e promoção para o cumprimento da vacina Td a todos os
                profissionais da comunidade escolar, através da observação dos registos nos
                Boletins Individuais de Saúde (BIS) e posterior confirmação no sistema
                informático SINUS, no início do ano lectivo e sempre que justifique;
             4. Realização de acções nas escolas do concelho para promoção da saúde e
                prevenção da doença na comunidade educativa ao longo do ano lectivo e de
                acordo com os projectos;
             5. Distribuição de pastas de dentes, escovas e flúor para os bochechos;
             6. Referenciação de casos para resolução de problemas identificados pela Equipa
                de Saúde Escolar da UCC Arouce para outros recursos de saúde a realizar ao
                longo de todo o ano lectivo;
             7. Avaliação do Programa.


UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010                                                                                 Página 74
                                                                                                                            74
CRONOGRAMA DE ACTIVIDADES

                   ANOS LECTIVOS                      2009/2010                             2010/2011                     2011/2012


                Trimestres Lectivos             1º    2º     3º        F          1º        2º     3º      F     1º       2º     3º    F


       A1   –    Apresentação      Projecto
                                                      X
       Comunidade Educativa


       A2 – Verificação da realização do
                                                      X                           X                              X
       EGS aos 6 e 13 anos


       A3 – Av. E promoção da Vacina Td
       aos profissionais da comunidade                X                           X                              X
       educativa


       A4 – Realização Acções                         X      X                    X          X     X             X        X      X


       A5 – Distribuição de pastas de
                                                X                                 X                              X
       dentes, escovas e flúor


       A6 – Referenciação de casos                    X      X                    X          X     X             X        X      X


       A7 – Avaliação do Programa                                      X                                   X                           X




            TEMPO PARA EXECUÇÃO

                                        Número de horas para o ano lectivo 2009/2010

                                                                                       Carga horária


                                                                           Médico                       Enfermeiro
                                      ACTIVIDADE
                                                                           Min/        Total              Min/   Total
                                                              Cont                               Cont
                                                                           Cont        Horas             Cont    Horas


                                               A1                 2         30          1          2      30          1


                                               A2                                                 12      60         12


                                               A3                                                 12      60         12


                                               A4                 24        60          24        24      60         24


                                               A5                 24        30          12        24      30         12


                                               A6                 2         30          1          2      30          1


                                   Preparação Actividades                               6                            24


                                              TOTAL                                     43                           86



UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010                                                                                               Página 75
                                                                                                                                       75
Número de horas para o ano lectivo 2010/2011

                                                              Carga horária


                                                     Médico                  Enfermeiro
                       ACTIVIDADE
                                                     Min/     Total            Min/   Total
                                              Cont                    Cont
                                                     Cont     Horas            Cont   Horas


                             A2                                       12        60        12


                             A3                                       12        60        12


                             A4               36      60       36     36        60        36


                             A5               36      30       18     36        30        18


                             A6                2      30       1       2        30        1


                   Preparação Actividades e
                                                               10                         40
                          Registos


                            TOTAL                              65                         119


                       Número de horas para o ano lectivo 2011/2012

                                                              Carga horária


                                                     Médico                  Enfermeiro
                        ACTIVIDADE
                                                     Min/     Total            Min/   Total
                                              Cont                    Cont
                                                     Cont     Horas            Cont   Horas


                              A2                                      12        60        12


                              A3                                      12        60        12


                              A4              36      60       36     36        60        36


                              A5              36      30       18     36        30        18


                              A6               2      30       1       2        30        1


                    Preparação Actividades                     10                         40


                             TOTAL                             65                         119




UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010                                                         Página 76
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O Programa terá ainda a colaboração de outros técnicos (Assistente Social, Psicóloga,
         Técnico de Saúde Ambiental e Nutricionista – do ACES PIN 1) com carga horária a
         determinar.

         SERVIÇOS MÍNIMOS

         As actividades 2; 3; 4 e 5 são sempre asseguradas pelo médico e enfermeiro.



         RESPONSÁVEL PELO PROGRAMA

         O profissional responsável pelo Programa será a Sr.ª Enfermeira Amélia Carvalho
         Lopes – Especialista em Saúde Pública e Comunitária e Coordenadora da UCC
         Arouce.

         O médico que colabora neste Programa será a Dr.ª Maria da Graça Correia –
         Delegada de Saúde na USP do ACES PIN 1 destacada no Centro de Saúde da Lousã.



         PARCERIAS

         O sucesso de um programa de saúde escolar passa pela complementaridade dos
         intervenientes da equipa multidisciplinar, em parceria com as escolas, o poder local
         (autarquia e juntas de freguesia), associações de pais e segurança social.

         2. PROGRAMA DE PREVENÇÃO      DO   EXCESSO   DE   PESO NAS CRIANÇAS   EM IDADE   ESCOLAR



         A Obesidade é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma doença
         em que o excesso de gordura acumulada pode atingir graus capazes de afectar a
         saúde.

         Portugal encontra-se numa das posições mais desfavoráveis do cenário europeu,
         apresentando mais de metade da população com excesso de peso e sendo um dos
         países do espaço da Europa em que é maior a prevalência de obesidade infantil, já
         que 30% das crianças apresentam excesso de peso e mais de 10% são obesas.
         (estudo referido em www.plataformacontraobesidade.pt).

         O excesso de peso e a obesidade estão directamente relacionados com um balanço
         energético positivo (a quantidade de energia ingerida é superior à quantidade de
         energia dispensada), que resulta de um excesso de ingestão em relação aos gastos
         do corpo.



UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010                                                      Página 77
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A obesidade tem origem em diversos factores complexos, tais como de ordem
         genética, metabólica, ambiental e comportamentais. É considerada uma doença
         crónica e como tal requer esforços persistentes e continuados para ser controlada.

         Tendo em conta que nas crianças e adolescentes, não existe um critério consensual
         para o diagnóstico da obesidade, devido às características dinâmicas dos seus
         processos de crescimento e maturação, como também às diferentes velocidades de
         crescimento entre rapazes e raparigas, visto haver uma grande variabilidade entre os
         dois grupos como entre os elementos de cada grupo.

         A obesidade está associada ao aparecimento de várias patologias, entre as quais, a
         Diabetes Tipo 2 (Diabetes Mellitus insulino-dependente), um aumento da Pressão
         Arterial, um aumento dos níveis de Triglicéridos e Colesterol (LDL). Está também
         associada ao desenvolvimento de outro tipo de sintomas e patologias como a apneia
         do sono, as dificuldades respiratórias, distúrbios do aparelho locomotor, distúrbios
         hormonais, problemas dermatológicos, doenças cardiovasculares. O cansaço fácil, a
         sudação excessiva e o aparecimento de dores musculares vão diminuir o conforto e a
         qualidade   de   vida.   Surgem   também    distúrbios   psicossociais   e   emocionais
         acompanhadas de depressão, ansiedade e diminuição da auto-estima, dando origem
         muitas das vezes a uma rejeição social.

         A UCC Arouce, no âmbito do Programa de Saúde Escolar, de acordo com as
         orientações emanadas pela Equipa de Gestão deste Projecto, vai actuar no concelho
         da Lousã.

         Aquando da nossa candidatura, propusemo-nos dar continuidade ao estudo de
         avaliação de comportamentos alimentares, iniciado por alunos do curso de licenciatura
         de enfermagem, realizado na Escola Básica 2/3 da Lousã em Janeiro de 2009.

         O estudo foi dirigido a todas as turmas do 5º ano de escolaridade, num total de 181
         alunos com idades entre os 10 e os 11 anos.

         Após análise do projecto apresentado pelo Conselho Clínico do ACES PIN 1,
         pensamos ser mais oportuno e gratificante iniciar um estudo aos 6 anos de idade,
         envolvendo todas as crianças do primeiro ano de escolaridade do Concelho da Lousã.



         POPULAÇÃO ALVO

         Consideramos a população alvo a abranger com este programa, as crianças em idade
         escolar dos 6-10 anos, num total de 187.


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OBJECTIVO GERAL

         Contribuir para a aquisição de hábitos alimentares saudáveis, de forma a prevenir o
         excesso de peso e a obesidade e obter ganhos em saúde.



         OBJECTIVOS ESPECÍFICOS/ESTRATÉGIAS

         Objectivos Específicos                                          Estratégias

         Avaliar a prevalência de excesso    Determinação do índice de massa corporal aos alunos com 6 anos
         ponderal e obesidade em alunos      de idade no ano lectivo 2009/2010 e aos que façam 9 anos no ano
         do 1º ao 4º ano de escolaridade     lectivo 2011/2012

         Identificar    conhecimentos    e
                                             Aplicação de questionário inicial dirigido aos alunos com 6 anos de
         atitudes    face  à   alimentação
                                             idade no ano lectivo 2009/2010, nas vertentes de conhecimentos e
         saudável dos alunos do 1º ao 4º
                                             atitudes face à alimentação saudável
         ano de escolaridade

         Identificar      atitudes       e
                                             Aplicação de questionário inicial dirigido aos alunos com 6 anos de
         comportamentos face à actividade
                                             idade no ano lectivo 2009/2010, na vertente de conhecimentos e
         física dos alunos do 1º ao 4º ano
                                             atitudes face à actividade física
         de escolaridade




         INDICADORES DE EXECUÇÃO/MONITORIZAÇÃO E METAS PARA 2010

                                                                                       M   e  t       a  s
                       Indicadores                      Fórmulas de cálculo            2010 2011      2012
                                                      Número de crianças detectadas
         Percentagem de crianças com Percentil             com PIMC 85 e 95
         Índice de Massa Corporal (PIMC) 85 e 95,                                      20% 15%         10%
         para idade e sexo detectadas pela UCC         Nº Total de crianças com 6-10
                                                                    anos

                                                      Número de crianças detectadas
         Percentagem de crianças com Percentil            com PIMC ≥95X100
         Índice de Massa Corporal (PIMC) ≥95, para                                     15% 10%         5%
         idade e sexo detectadas pela UCC              Número total de crianças com
                                                                6-10 anos

                                                          Nº acções planeadas e
                                                         realizadas no projecto na
         Taxa de execução de acções promotoras            comunidade educativa
         de estilos de vida saudáveis                                                  90% 95% 100%
                                                        Nº de acções planeadas no
                                                         projecto na comunidade
                                                                educativa

                                                          Número de alunos com
         Percentagem      de     alunos       com       conhecimentos adequados
                                                        sobre alimentação saudável
         conhecimentos      adequados        sobre                                     75% 80%         85%
         alimentação saudável                         Número total de alunos com 6-
                                                                10 anos

                                                        Número alunos com prática
         Percentagem de alunos com prática regular      regular de actividade física
         de actividade física                                                          85% 90%         95%
                                                      Número total de alunos com 6-
                                                                10 anos

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ACTIVIDADES

            1. Apresentação do projecto à comunidade educativa;

            2. Aplicação de questionário inicial dirigido aos alunos com 6 anos de idade no
               ano lectivo 2009/2010,      nas vertentes de conhecimentos, atitudes e
               comportamentos no âmbito da alimentação saudável e actividade física;

            3. Determinação do IMC aos alunos com 6 anos de idade no ano lectivo
               2009/2010 e aos que façam 9 ano lectivo 2011/2012;

            4. Tratamento de dados e gestão de informação;

            5. Aplicação de questionário final dirigido aos alunos que façam 9 anos de idade
               no ano lectivo 2011/2012, nas vertentes de conhecimentos, atitudes e
               comportamentos no âmbito da alimentação saudável e actividade física;

            6. Desenvolvimento de acções de educação para a saúde sobre alimentação
               saudável e actividade física dos 6-10 anos de idade;

            7. Promoção de acções de sensibilização dirigidas aos pais e encarregados de
               educação, pessoal docente e não docente;

            8. Acompanhamento do serviço de refeições e buffet das escolas no que
               concerne à qualidade das ementas e densidade nutricional dos produtos
               alimentares;

            9. Avaliação do projecto.




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CRONOGRAMA DE ACTIVIDADES

              ANOS LECTIVOS                            2009/2010                       2010/2011                           2011/2012


           Trimestres Lectivos                 1º       2º     3º       F       1º      2º      3º       F       1º        2º     3º      F


      A1 – Apresentação Projecto à
                                                        X
      Comunidade Educativa


      A2 – Questionário inicial                         X       X


      A3 – Determinação IMC                             X       X                                                           X     X


      A4 – Tratamento informático                                       X                                X                                X


      A5 – Questionário final                                                            X       X                          X     X


      A6 – Educação para Saúde                                  X               X        X       X               X          X     X


      A7 – Avaliação de ementas                                 X               X        X       X               X          X     X


      A8 – Promoção actividade física                           X               X        X       X               X          X     X


      A9 – Avaliação do projecto                                        X                                X                                X



            TEMPO PARA EXECUÇÃO

                                        Número de horas para o ano lectivo 2009/2010

                                                                                       Carga horária

                                                                             Médico                    Enfermeiro
                                         ACTIVIDADE
                                                                              Min/     Total             Min/      Total
                                                                     Cont                       Cont
                                                                              Cont    Horas              Cont     Horas

                                                 A1                    2       30        1        2       30          2

                                              A 2+A 3                                            187      30          93

                                                 A4                                              187      15      46,30

                                           A 6+ A 7+ A8               36       30       54        36      30          54

                                                 A9                    2       30        1        2       30          1

                                     Preparação Actividades
                                                                                         4                            12
                                            Registos

                                               TOTAL                                    58                        208,30




            *As horas de enfermagem são distribuídas por dois elementos (Total semanal de 4:30 horas para Enfermeira Amélia Lopes e 4:30 horas
            para o Enfermeiro Cristiano Gonçalves correspondentes a 6 meses que restam do ano lectivo 2009/2010)
UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010                                                                                                 Página 81
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Número de horas para o ano lectivo 2010/2011

                                                                                Carga horária


                                                                       Médico                      Enfermeiro
                                   ACTIVIDADE
                                                                        Min/     Total               Min/       Total
                                                             Cont                         Cont
                                                                        Cont    Horas                Cont     Horas


                                          A4                                              187         15      46,30


                                          A5                                              187         20         63


                                     A6 + A7 + A 8            324        30      162      324         30        162


                                          A9                   2         30       1        2          30         1


                              Preparação Actividades
                                                                                  10                             40
                                       Registos


                                        TOTAL                                    173                          312,30




                                   Número de horas para o ano lectivo 2011/2012

                                                                                  Carga horária


                                                                        Médico                      Enfermeiro
                                     ACTIVIDADE
                                                                         Min/     Total                Min/      Total
                                                                Cont                       Cont
                                                                         Cont    Horas                Cont      Horas


                                          A3 + A5                                          187         30         93


                                             A4                                            187         15        46,30


                                           A6,7 e 8             324       30       162     324         30         162


                                             A9                    2      30          1        2       30            1


                                Preparação Actividades
                                                                                   10                             40
                                         Registos


                                          TOTAL                                    173                          342,30




         **
           As horas de enfermagem são distribuídas por dois elementos (Total semanal de 4:30 horas para Enfermeira Amélia Lopes e 4:30
         horas para o Enfermeiro Cristiano Gonçalves correspondentes aos 10 meses do ano lectivo 2010/2011)
           As horas de enfermagem são distribuídas por dois elementos (Total semanal de 4:30 horas para Enfermeira Amélia Lopes e 4:30
         horas para o Enfermeiro Cristiano Gonçalves correspondentes aos 10 meses do ano lectivo)
UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010                                                                                        Página 82
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SERVIÇOS MÍNIMOS

         As actividades 2; 3; 6; 7 e 8 são asseguradas por um enfermeiro e um médico,
         conforme actividades descritas nos quadros anteriores.



         RESPONSÁVEL PELO PROGRAMA

         O profissional responsável pelo Programa será a Sr.ª Enfermeira Amélia Carvalho
         Lopes – Especialista em Saúde Pública e Comunitária e Coordenadora da UCC
         Arouce.

         O médico que colabora neste Programa será a Dr.ª Maria da Graça Correia –
         Delegada de Saúde na UCSP do Centro de Saúde da Lousã.



         PARCERIAS:

         Agrupamentos de Escolas, Câmara Municipal da Lousã, Juntas de Freguesia.



         3. P R O G R A M A D E P R E P A R A Ç Ã O P A R A O P A R T O E M A S S A G E M D O B E B É



         INTRODUÇÃO



         Este Projecto integra-se na prestação de cuidados primários em saúde reprodutiva,
         constituindo uma das grandes áreas de intervenção dos serviços públicos de saúde
         em Portugal, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no ano de 2008 no Centro
         de Saúde da Lousã, tendo participado no Programa 30 grávidas/casais. De momento
         não está a ser realizado porque o espaço físico utilizado foi atribuído ao ACES PIN 1.

         Pretendemos trabalhar os casais do concelho da Lousã a partir do segundo trimestre
         de gravidez até aos 2/3 meses do bebé.

         Durante o período gravídico, oferecemos nove sessões de preparação para o parto e
         mais seis sessões adicionais já durante o puerpério onde será promovida a
         recuperação aos casais, da puérpera e a massagem ao bebé.



         OBJECTIVO GERAL


UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010                                                         Página 83
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Modificar atitudes e comportamentos desadaptativos relativamente à gravidez, parto e
         puerpério no sentido de um maior ajustamento.



         POPULAÇÃO ALVO

         Consideramos a população alvo do programa a abranger com este programa, 60%
         das grávidas/casais do concelho da Lousã, a partir das 18 semanas de gestação. Para
         o ano de 2010 pensamos ter 30 grávidas inscritas no programa.

         OBJECTIVOS ESPECÍFICOS/ESTRATÉGIAS



         O b j e c t i v o s       E s p e c í f i c o s                        Estratégias

                                                               Solicitação dos dados às equipas de saúde das
         Identificar casais em situação de transição para a
                                                               unidades funcionais, relativos às grávidas
         parentalidade
                                                               acompanhadas em consulta de Saúde Materna

                                                               Realização de sessões de informação e
         Promover uma gravidez saudável                        divulgação sobre planeamento alimentar e
                                                               promoção de hábitos de vida saudáveis

                                                               Realização de sessões de informação e
         Informar sobre alterações físicas e desconfortos
                                                               divulgação sobre desconfortos frequentes e
         durante a gravidez
                                                               incentivo à prática de hábitos de higiene

                                                               Realização de sessões de informação e
         Sensibilizar para alterações psicológicas durante a
                                                               divulgação sobre a vida sexual durante a
         gravidez, puerpério e sexualidade
                                                               gestação e puerpério

                                                               Realização de sessões de informação           e
         Esclarecer o sobre desenvolvimento intra-uterino e
                                                               divulgação sobre desenvolvimento fetal        e
         vinculação precoce
                                                               investimento afectivo no bebé

                                                                Realização de sessões de informação e
         Preparar para o trabalho de parto                     divulgação sobre o trabalho de parto;
                                                               Realização de sessões práticas

                                                               Realização de sessões de informação           e
         Informar sobre alimentação do bebé
                                                               divulgação sobre aleitamento materno

         Esclarecer sobre o bem-estar físico e psicológico     Realização de sessões de         informação   e
         no pós-parto                                          divulgação sobre o puerpério

         Realizar sessões de ginástica de recuperação às       Realização de    sessões    de   ginástica    de
         puérperas                                             recuperação

                                                               Realização de sessões       de    práticas    de
         Promover a massagem ao bebé
                                                               massagem ao bebé

         Identificar o nº de lactentes com aleitamento
         materno exclusivo até aos 4 meses de idade            Efectuar entrevista às puérperas com lactentes
         completos, que frequentaram o “Cantinho da            até aos 4 meses de idade completos
         amamentação”



UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010                                                                 Página 84
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ACTIVIDADES



             1. Apresentação do projecto às grávidas/casais;

             2. Realização de uma primeira sessão para diagnóstico dos conhecimentos
                 adquiridos antes do início do programa;

             3. Realização de sessões de educação para a saúde de acordo com as etapas da
                 gravidez;

             4. Realização e sessões práticas sobre trabalho de parto (respiração e
                 posicionamentos;

             5. Aplicação de questionário final dirigido às grávidas /casais que frequentaram o
                 programa;

             6. Avaliação do programa.



         INDICADORES DE EXECUÇÃO/MONITORIZAÇÃO E METAS PARA 2010/2012



                                                                                                              M      e    t     a    s
         I n d i c a d o r e s        F ó r m u l a s                   d e        C á l c u l o
                                                                                                              2010       2011   2012


         % De lactentes com
         aleitamento materno
                                      N.º de lactentes com aleitamento materno exclusivo até aos 4 meses de
         exclusivo até aos 4 meses                                    idade
                                                                                                              80%        85%     90%
         de idade completos que        N.º de lactentes com aleitamento materno exclusivo até aos 4 meses
         frequentaram o cantinho                   que frequentaram o cantinho da amamentação

         da amamentação


         Taxa de resolução do
         fenómeno do papel                   N.º fenómenos resolvidos do papel parental inadequado
                                                                                                              35% 40% 45%
         parental inadequado                  N.º Total de fenómenos do papel parental inadequado




         Taxa de comportamentos
                                      N.º de mulheres que demonstram habilidades para utilizar estratégias
         de procura de saúde na       não farmacológicas para o alívio da dor (respiração e posicionamento)
                                                              no trabalho de parto                            50% 55% 60%
         gravidez/parto – Curso de
         preparação para o parto       N.º total de mulheres que frequentaram o curso de preparação para o
                                                                       parto


         %   Grávidas/Casais    que             N.º grávidas/casais que frequentaram o programa
                                                                                                              60% 65% 70%
         frequentaram o Programa
                                                N.º Total de grávidas/casais do concelho da Lousã


UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010                                                                                       Página 85
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TEMPO PARA EXECUÇÃO DO PROGRAMA

         O tempo necessário para a execução deste programa estará sujeito ao número de
         grávidas/casais incluídos no programa, bem como ao tempo de gestação.



         TEMPO PARA EXECUÇÃO

         N ú m e r o               d e        h o r a s            p a r a          u m   a n o




                                                     Carga horária

                                       E n f e r m e i r o   P s i c ó l o g o
               ACTIVIDADES
                                              Min/   Total           Min/   Total
                                       Cons                  Cons
                                              Cons   Horas           Cons   Horas

               Sessões teóricas         30     60     30      30      60     30

               Sessões Práticas         30     60     30      30      60     30

               Tratamento         de
                                        30     15    7.30     30      15    7.30
               dados e registos

                     TOTAL                            68                     68


         SERVIÇOS MÍNIMOS

         O Programa é assegurado no mínimo por um enfermeiro ou por uma psicóloga,
         conforme o plano de actividades descrito nos quadros anteriores.

         RESPONSÁVEL PELO PROGRAMA

         O profissional responsável pelo Programa será a Sr.ª Dr.ª Ana Sousa – Psicóloga
         Clínica com formação específica na área da preparação para o parto.

         A enfermeira que faz parte da equipa responsável pelo programa é a Sr.ª Enf. Amélia
         Lopes – Especialista em Saúde Pública e Comunitária.

         PARCERIAS:

         USF Serra da Lousã, UCSP do Centro de Saúde da Lousã, Maternidades do distrito
         de Coimbra, Câmara Municipal da Lousã (cedência de espaço físico para a realização
         das sessões teóricas e práticas).

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4. E Q U I P A D E C U I D A D O S C O N T I N U A D O S I N T E G R A D O S – E C C I




         INTRODUÇÃO

         A equipa de Cuidados Continuados Integrados (ECCI) é uma equipa multidisciplinar da
         responsabilidade dos Cuidados de Saúde Primários e das entidades de apoio social
         para a prestação de serviços domiciliários, decorrentes da avaliação integral, de
         cuidados médicos, de enfermagem, de reabilitação e de apoio social ou outros...
         (Artigo n.º 27 do DL 101/2006, de 6 de Junho).

         Os cuidados são prestados a utentes com diversas e complexas necessidades, no que
         diz respeito a cuidados de saúde.

         O leque de patologias e cuidados de saúde revela-se tão vasto que a responsabilidade
         dos cuidados, consoante as necessidades, tem que ser partilhada por uma equipa
         multidisciplinar, com vista à conquista de resultados frutíferos.

         Com efeito pretendemos com este projecto dar a conhecer os objectivos que movem
         as ECCI, os desafios com que se confrontam, as ferramentas que utilizam para dar
         resposta às múltiplas situações envolventes, a sua estrutura funcional e o seu plano
         de trabalho.

         Acima de tudo, com este projecto procura deixar transparecer o empenho, a
         sensibilidade e o envolvimento que pretendemos imprimir no nosso quotidiano, onde
         esperamos com o nosso contributo, apresentar com alegria, disponibilidade, uma
         escuta activa e uma voz amiga e orientadora cada um dos nossos utentes.

         Missão

                Responder às necessidades globais do doente com dependência (transitória ou
                crónica) e sua família, através da prestação de cuidados no domicílio de forma
                personalizada;

                Favorecer a autonomia do doente/família promovendo a dignidade e qualidade
                de vida e a reinserção na comunidade;

                Apoiar a família na morte e no luto;

                Trabalhar em equipa multidisciplinar, respeitando os conhecimentos e
                contributos de todos os elementos;

                Promover o bem-estar dos profissionais;


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Promover o trabalho em parceria e a articulação com os recursos da
               comunidade;

               Como equipa de suporte e gestora de caso, deverá articular com as equipas de
               saúde (Enfermeiro e Médico de Família), hospitais de referência e Unidades de
               Cuidados Continuados.



         POPULAÇÃO ALVO



         A população que se encontra na área de influência do Centro de Saúde em situação
         de dependência funcional, doença terminal ou em processo de convalescença cuja
         situação não requeira internamento – que não possam deslocar-se de forma
         autónoma.

         A UCC Arouce pretende apoiar 16 utentes referenciados pela Equipa
         Coordenadora Local (ECL).




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OBJECTIVOS ESPECÍFICOS/ESTRATÉGIAS



         Objectivos        Específicos                                     Estratégias


                                                Informação dos serviços prestados;
         Realizar Visitação Domiciliária
         (VD) nas 24 horas após admissão        Execução do plano de cuidados;
         na ECCI
                                                Prestação de cuidados.


                                                Divulgação dos contactos dos profissionais da ECCI;
         Informar/aconselhar sem a
                                                Informação/aconselhamento sobre procedimentos adequados a
         presença do utente
                                                cada situação.


         Avaliar o risco de úlcera de
                                                Aplicação da Escala de Braden a todos os utentes dependentes
         pressão, no âmbito da VD da ECCI
                                                admitidos na ECCI
         aos utentes dependentes


         Identificar o n.º de utentes com       Realização de procedimentos de acordo com a tipologia de úlceras
         úlceras de pressão cicatrizadas        identificadas.


                                                Contabilização do n.º de utentes que tiveram alta da ECCI por
         Avaliar o n.º de altas de utentes da
                                                melhoria ou agravamento do seu estado com transferência para
         ECCI
                                                outras unidades


         Avaliar o n.º de óbitos no domicílio   Contabilização do n.º de óbitos ocorridos no domicílio dos utentes
         de utentes da ECCI                     admitidos na ECCI.


         Identificar o n.º de pessoas com
                                                Aplicação da escala da dor aos doentes dependentes admitidos na
         dor crónica que melhoraram a
                                                ECCI com dor crónica;
         escala de dor


         Identificar o n.º de pessoas com
                                                Aplicação das escalas de avaliação de dependência (Índice de Katz
         papel de cuidador informal
                                                e Escala de Lawton e Brody) aos utentes admitidos na ECCI
         inadequado




         ACTIVIDADES


             1. Realização de VD em 24 horas após referenciação à ECCI pela ECL;

             2. Formação aos prestadores informais sobre o seu papel;

             3. Informação/aconselhamento sem presença do utente;



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4. Cumprimento do plano de intervenção;

             5. Aplicação das Escalas de Avaliação (Risco de úlcera, dependência e dor);

             6. Tratamento de dados e registos;

             7. Avaliação do programa.


         INDICADORES DE EXECUÇÃO/MONITORIZAÇÃO E METAS PARA 2010/2012

         I   n   d    i   c     a   d    o   r     e   s   Fórmulas de Cálculo                   2010   2011   2012


                                                                N.º VD ≤24 horas após

         % De pessoas com VD em 24 horas após                          admissão
                                                                                                 90%    95%    100%
         referenciação à ECCI
                                                           N.º Total de admissões na ECCI

                                                              N.º Total de contactos não
                                                           presenciais com profissionais da
         % De respostas tipo informar/aconselhar                         UCC                     90%    95%    100%
         efectuadas sem a presença do utente
                                                           N.º Total de visitas domiciliárias
                                                                      realizadas
                                                           N.º de primeiras VD no período
                                                                     em análise                  90%    95%    100%
         Taxa de primeiras VD                              Nº Total de VD no período em
                                                                       análise
                                                           N.º de utentes dependentes com
         % De pessoas dependentes avaliadas com             avaliação do risco de úlcera de
                                                                       pressão                   90%    95%    100%
         escala de risco de úlcera depressão no âmbito
         da VD da UCC                                            N.º Total de utentes
                                                                     dependentes
                                                             N.º de utentes dependentes com
                                                           úlcera de pressão curada no período
         % De utentes com termo do fenómeno de                           em análise              85%    90%    95%
         úlcera de pressão                                   N.º Total de utentes dependentes
                                                            com úlcera de pressão no período
                                                                         em análise
                                                                 N.º de altas da ECCI
         % De altas de utentes da ECCI                                                           75%    80%    85%
                                                                 N.º Total de utentes
                                                             referenciados para a ECCI
                                                              N.º de óbitos da ECCI no
                                                                       domicílio                 80%    85%    90%
         % De óbitos no domicílio de utentes da ECCI             N.º Total de utentes
                                                             referenciados para a ECCI
                                                           N.º de utentes em programa da
                                                                ECCI com melhoria da
         % De Pessoas na ECCI que melhoraram a sua                    autonomia                  85%    90%    95%
         autonomia                                             N.º Total de utentes em
                                                           programa com dificuldades de
                                                                      autonomia

                                                           N.º de utentes com dor crónica em
                                                           programa da ECCI com redução da
         % De pessoas seguidas na ECCI com dor                       escala da dor               80%    85%    90%
         crónica que melhoraram a escala da dor
                                                           N.º Total de utentes em programa da
                                                                  ECCI com dor crónica
                                                             N.º de fenómenos resolvidos do
                                                                papel de cuidador informal
         Taxa de resolução do papel de cuidador                        inadequado                80%    85%    90%
         informal inadequado                               N.º Total de fenómenos do papel de
                                                              cuidador informal inadequado



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CRONOGRAMA ANUAL DE ACTIVIDADES

                                         ANOS                                 2010                        2011                       2012


                                       Trimestres                 1º            2º         3º       1º      2º        3º      1º      2º         3º


                           A1 – Realizar VD em 24 horas               X         X          X         X       X         X      X       X          X


                           A2 – Informação/aconselhamento
                                                                      X         X          X         X       X         X      X       X          X
                           sem presença do utente


                           A3 – Executar tratamentos                  X         X          X         X       X         X      X       X          X


                           A4 – Aplicação das escalas de
                                                                      X         X          X         X       X         X      X       X          X
                           avaliação


                           A5 – Tratamento de dados e
                                                                      X         X          X         X       X         X      X       X          X
                           Registos


                           A6 – Avaliação do Programa                 X         X          X         X       X         X      X       X          X



              TEMPO PARA EXECUÇÃO

                                                        Número de horas para um ano

                                                                                          Carga horária


                                              Médico                      Enfermeiro 9                    A. Social                  Psicólogo
                   ACTIVIDADE

                                                Min/    Total                Min/        Total             Min/       Total            Min/       Total
                                       Cont                     Cont                               Cont                       Cont
                                              Cons     Horas                 Cont        Horas             Cont       Horas           Cons       Horas


              Visitas domiciliárias     48      60        48     96           60          96       240      90        360     48        60           48


              Cumprimento do
                                                                2016          90         3024
              plano de Intervenção


              Tratamento de dados
                                        48      60        48    2112          15          96       240      15         60     48        60           48
              e registos


              Formação aos
                                                                 48           30          24
              prestadores informais


              Reuniões                  48      60        48     48           60          48        48      60         48     48        60           48


                      TOTAL                             144                              3288                         468                         144




              9
            As horas de enfermagem são divididas por dois elementos. Para além da equipa de
                                                                                    s    s    s
         enfermeiros base, haverá colaboração de um enfermeiro de reabilitação às 2ª ; 4ª e 6ª , num
         total de 16 horas semanais
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SERVIÇOS MÍNIMOS

         O Programa é assegurado no mínimo por dois enfermeiros e uma Técnica Operacional
         a ceder pela Unidade de Apoio à Gestão (UAG) do ACES PIN 1, conforme o plano de
         actividades descrito nos quadros anteriores.



         PARCERIAS:

         UAG do ACES PIN 1, Instituições Hospitalares (HUC, CHC, IPO, HPC, Maternidades),
         Instituições Privadas de Solidariedade Social – Centros de Dia e Lares de 3ª Idade.



         5. P R O G R A M A            D E     C E S S A Ç Ã O            T A B Á G I C A



         INTRODUÇÃO

         Este Projecto tem vindo a ser desenvolvido pela Equipa da Consulta de Cessação
         Tabágica do Centro de Saúde da Lousã, tendo sido feita a apresentação do mesmo,
         no I Colóquio sobre Tabagismo da Região Centro – 2007/06/19, ano em que se iniciou
         a sua implementação.

         Sendo um Projecto de âmbito comunitário, os elementos da UCC Arouce decidiram
         inclui-lo na sua carteira de serviços, por constituir uma mais-valia na promoção da
         saúde e prevenção da doença.

         Este programa visa essencialmente a criação de grupos de pares, na Intervenção
         Breve em Cessação Tabágica.

         Pretende-se que os grupos a quem se dirige, possam ser importantes elementos
         promotores da Cessação Tabágica, promovendo abordagens adequadas dirigidas aos
         fumadores, já que todos devemos ser responsáveis e todos somos importantes nesta
         missão.

         O impacto da cessação tabágica na saúde pública depende, não só do sucesso
         individual da intervenção, mas também da sua aplicação a uma larga escala. Daí a
         importância de envolver o maior número de pessoas, com o envolvimento de grupos
         comunitários, para que todos se possam sentir responsáveis nesta luta contra o
         Tabagismo.

         As intervenções breves para a Cessação Tabágica são úteis e eficazes e deveriam ser
         realizadas por todos os profissionais de Saúde na promoção de comportamentos e

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estilos de vida saudáveis.

         A Intervenção Breve visa identificar, ajudar e apoiar os fumadores, muitas vezes em
         fase precoce de dependência, prevenindo o aparecimento ou a progressão de doença.
         Esta intervenção breve requer apenas 3-5 minutos e tem 5 passos (Mnemónica dos 5
         “Ás”: Abordar (identificação dos fumadores), Aconselhar (a parar de fumar) Avaliar
         (motivação – se há ou não interesse, por parte do fumador, em deixar de fumar no
         próximo mês), Ajudar (na tentativa – Dia D) e Acompanhar (programar seguimento,
         após dia D – marcação de Consulta de Cessação Tabágica).

         Algumas das acções de sensibilização desenvolvidas no âmbito deste Projecto,
         decorrem no âmbito das datas comemorativas neste contexto (Dia Mundial do Sem
         Tabaco – 31 de Maio e Dia Mundial do Não Fumador – 17 de Novembro), com o intuito
         de ao mesmo tempo, alertar para esta problemática a nível Mundial; no entanto, serão
         também desenvolvidas, sempre que solicitado por outras Instituições (como já tem
         vindo a acontecer).



         POPULAÇÃO ALVO



         Depende do grupo a quem se dirige a acção de sensibilização, pelo que será variável
         de ano para ano; no geral, será envolvida toda a população residente no concelho da
         Lousã, por grupos específicos ou a toda a população:

                Crianças e jovens

                Pais

                Professores

                Ex-fumadores da Consulta de Cessação Tabágica

                Profissionais de Saúde (Médicos, Enfermeiros)

                Bombeiros (Bombeiros Voluntários de Serpins e Bombeiros Municipais da
                Lousã)

                Futuros profissionais de saúde (alunos enfermagem, internos medicina)




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OBJECTIVOS ESPECÍFICOS /ESTRATÉGIAS




     Objectivo específico                                                    Estratégias

                                               -Impressão de cartazes de divulgação da CCT da Unidade de Cuidados de
                                               Saúde Personalizados da Lousã
     Continuar a promover uma eficaz
                                               -Afixação desses cartazes em locais estratégicos (Unidade de Cuidados de
     divulgação da Consulta de Cessação
                                               Saúde Personalizados do Centro de Saúde da Lousã, USF Serra da Lousã,
     Tabágica (CCT) do Centro de Saúde da
                                               escolas, cafés, etc.)
     Lousã
                                               -Divulgação da CCT, nos jornais locais e rádio local
                                               -Elaboração de folheto informativo, com horário e contactos

     Objectivo específico                                                    Estratégias
                                               -Organização e realização de um jantar-convívio anual, com grupo de ex-
                                               fumadores das unidades funcionais
     Organizar/criar    um     grupo de
                                               -Eleição de um grupo responsável por organizar outro convívio, no ano
     promotores de saúde, na Comunidade
                                               seguinte
     – Grupo de ex-fumadores da CCT
                                               -Realização de acções de formação/informação, dirigidas aos ex-fumadores,
     (actualmente, 50 utentes)
                                               para que possam eles próprios, ser agentes promotores da CT (informar e
                                               explicar a colaboração pretendida)

     Objectivo específico                                                    Estratégias
                                               -Realização de acções de informação, dirigidas a crianças do 1º ciclo do
     Promover acções de sensibilização nas     Ensino Básico
     escolas e na comunidade, sobre            -Realização de acções de informação, dirigidas a alunos do 2º e 3º ciclo do
     promoção     de   estilos   de   vida     Ensino Básico
     saudáveis/prevenção do tabagismo,         -Realização de acções de informação, dirigidas a alunos do Ensino
     dirigidas a crianças, jovens, pais e      Secundário
     professores                               - Realização de acções de informação, dirigidas a pais e professores
                                               - Aplicação de questionário (Anexo 1)

     Objectivo específico                                                    Estratégias

                                               - Realização de acções formação em serviço, sobre Intervenção Breve,
                                               dirigida a todas as equipas multidisciplinar das unidades funcionais.
     Capacitar os profissionais de saúde e     -Realização de acção de formação sobre Intervenção Breve, dirigida a alunos
     futuros profissionais de saúde para a     de Enfermagem e professores, da Escola Superior de Enfermagem de
     Intervenção Breve, na sua prática         Coimbra, no âmbito do Dia Mundial sem Tabaco
     profissional                              - Realização de acções de formação, dirigidas a grupos de Bombeiros
                                               (Bombeiros Voluntários Serpins e Bombeiro Municipais Lousã)
                                               - Aplicação de Questionário (Anexo 1)


     Objectivo específico                                                    Estratégias
                                               - Aplicação de Questionário, afim de proceder ao levantamento, do nº de
                                               fumadores existentes em cada grupo de intervenção, averiguando acerca do
     Reduzir o número de fumadores, dentro     seu interesse em iniciar Cessação Tabágica (CT)
     dos grupos de intervenção/destinatários   - Permitir aos interessados em iniciar CT, a sua inscrição na CCT do nosso
     do Projecto                               CS, de acordo com vagas disponíveis
                                               - Teste de doseamento de monóxido de carbono, aos fumadores interessados
                                               em fazê-lo




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ACTIVIDADES



               1. 2ª Caminhada Saudável (continuidade da acção desenvolvida em 2009 – 1ª
                     Caminhada Saudável a 31/05/2009 – Dia Mundial Sem Tabaco);

               2. Acções de formação/sensibilização dirigidas à população alvo;

               3. Identificação do nº de fumadores existentes em cada um dos grupos-alvo das
                     actividades anteriores, com encaminhamento dos fumadores que pretendem
                     deixar de fumar, para a CCT (através de aplicação do questionário);

               4. Tratamento de dados e registos;

               5. Avaliação do Programa



           Além destas actividades programadas, poderão vir a ser desenvolvidas outras não
           programadas, solicitadas por outras Instituições, dentro das possibilidades da UCC
           Arouce.

           De salientar que os outros grupos referidos na População Alvo, irão sendo abrangidos
           ao longo dos anos.



           INDICADORES DE EXECUÇÃO/MONITORIZAÇÃO E METAS PARA 2010




                                                                                      M      e     t    a     s
      I n d i c a d o r e s F ó r m ul a de Cá l c u l o
                                                                                      2010       2011   2012


      Percentagem de acções de sensibilização           Nº de Acções realizadas
      realizadas,     no   âmbito   das      datas                                    100%       100%   100%
      comemorativas                                     Nº Acções Programadas


      Encaminhamento       dos   fumadores    que    Nº de fumadores que pretendem
      pretendem deixar de fumar para a CCT do                  iniciar CT             80%        85%        90%
      C.S. da Lousã (identificados através do
      Questionário)                                  Nº total de fumadores no grupo


      Realização      de   outras   acções     de       Nº de acções realizadas
      sensibilização, por solicitação de outras                                       80%        85%        90%
      Instituições                                      Nº de acções solicitadas



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CRONOGRAMA                         DE    ACTIVIDADES                             PARA           2010/2012




                         ANOS                                2010                      2011                   2012


                      Trimestres                      1º       2º      3º      1º        2º       3º     1º    2º    3º


         A1 – Caminhada Saudável                                 X                       X                     X


         A2 – Acção de Sensibilização                 X          X        X     X        X         X     X     X     X


         A3 – Identificação dos Fumadores             X                         X                        X


         A4 – Tratamento de dados/Registos            X          X        X     X        X         X     X     X     X


         A5 – Avaliação do Programa                                       X                        X                 X




         TEMPO PARA EXECUÇÃO

                                            Número de horas para um ano

                                                                     Carga horária


                                                           Médico                    Enfermeiro
                                ACTIVIDADE

                                                            Min/     Total             Min/   Total
                                                 Cont                         Cont
                                                           Cont      Horas             Cont   Horas


                                      A1          1         240       4        1        240        4


                                      A2          8         60        8        8        60         8


                                      A3          1         60        1        1        60         1


                                      A4          6         30        3        6        30         3


                                      A5          1         30        0.5      1        30        0.5


                                   TOTAL                             16.5                         16.5




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RESPONSÁVEIS PELO PROGRAMA



         Equipa da Consulta de Cessação Tabágica (CCT) do Centro de Saúde da Lousã

            Marília Pereira (Médica) – Consultora de Medicina Geral e Familiar

            Maria José Martins (Enfermeira) – Enfermeira



         A partir de 2010, o Projecto irá ter continuidade, sempre que possível, com o apoio dos
         restantes elementos da UCC Arouce.



         SERVIÇOS MÍNIMOS

         As actividades 1 e 2 são asseguradas no mínimo por um enfermeiro e uma médica.



         6. P R O J E C T O    INTEGRADO           D E   INTERVENÇÃO             PRECOCE



         INTRODUÇÃO

         O Projecto Integrado de Intervenção Precoce (PIIP) surgiu em Coimbra em Outubro
         de 1989, fruto de uma articulação entre serviços regionais, nomeadamente a Saúde,
         Educação, Segurança Social e Instituições Particulares de Solidariedade Social. O
         principal objectivo prende-se com o apoio a crianças dos 0 aos 3 anos
         (excepcionalmente até aos 6) com atraso de desenvolvimento, associado ou não a
         deficiência, ou em risco de atraso grave de desenvolvimento e suas famílias.

         Em termos de estrutura organizacional, o PIIP dispõe de uma Equipa de
         Coordenação Distrital, constituída por um representante dos seguintes serviços: a
         Direcção Regional de Educação, a Administração Regional de Saúde, o Centro
         Distrital de Solidariedade e Segurança Social e as Instituições Privadas de
         Solidariedade Social. Esta equipa tem como tarefa desenvolver acções para a
         implementação da intervenção precoce ao nível dos 17 concelhos do distrito de
         Coimbra.




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A nível local, funcionam as Equipas de Intervenção Directa (EID)10 que são equipas
         transdisciplinares constituídas por técnicos de várias áreas, tais como: educadores/as
         de infância, médico/as, enfermeiro/as, psicólogo/as, técnico/as de serviço social. As
         EID reúnem-se semanalmente e realizam o apoio junto das crianças e das suas
         famílias.

         O PIIP conta ainda com o funcionamento de uma Equipa de Supervisão que reúne
         periodicamente com as EID. Assim, há um acompanhamento continuado aos técnicos,
         de forma a garantir a qualidade dos serviços prestados às famílias e a implementação
         dos objectivos definidos pelo PIIP.


         CONTEXTO

         O desenvolvimento da criança faz-se a vários níveis:

              Motor: aprendizagem da coordenação dos movimentos dos músculos que
         permitem capacidades como o sentar, gatinhar, andar, correr ou ainda movimentos
         mais específicos como agarrar coisas e desenhar;

              Linguagem: aprender a reconhecer, identificar e produzir sons até emitir palavras,
         chegando depois à construção de frases;

              Socialização: capacidade para se relacionar com os outros. É, primeiramente, no
         seio da família que vai adquirindo esta competência;

              Autonomia: a criança vai conseguir realizar determinadas tarefas que lhe
         permitem ser cada vez mais independente dos outros e ter mais liberdade;

              Pensamento: capacidade para assimilar, recordar, reconhecer semelhanças e
         diferenças naquilo que vê e ouve e ir descobrindo relações entre estas.

         Qualquer atraso ou alteração numa destas áreas, pode originar problemas
         secundários, se não se fizer um apoio o mais precocemente possível (Citação em
         Santos, 2006).

         O trabalho do PIIP assenta na filosofia actual de Intervenção Precoce, preconizando
         uma intervenção centrada na família e uma abordagem transaccional. Ao longo de
         todo o processo de intervenção procura-se envolver activamente a família.



         10
           As Equipas de Intervenção Directa encontram-se em funcionamento nos 17 concelhos do distrito de
         Coimbra, elas são: EID de Coimbra, EID de Penela, EID de Mira, EID de Condeixa-a-Nova, EID de Soure,
         EID da Figueira da Foz, EID de Poiares, EID de Penacova, EID de Góis, EID de Miranda do Corvo, EID
         da Lousã, EID de Tábua, EID de Arganil, EID de Cantanhede, EID da Pampilhosa da Serra, EID de
         Montemor-o-Velho e EID de Oliveira do Hospital.
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Um dos principais objectivos de PIIP é ―desenvolver e dinamizar um programa de
         Intervenção Precoce coordenado, inter-serviços e transdisciplinar, usando os recursos
         existentes na comunidade” (Cruz, 2003). Assim sendo, pretende-se sensibilizar a
         comunidade em geral e os serviços de saúde em particular para que a intervenção
         seja o mais precoce possível (Santos, 2006).

         EQUIPA DE INTERVENÇÃO DIRECTA (EID) DA LOUSÃ

         O serviço de Intervenção Precoce surgiu no concelho da Lousã, no ano lectivo de
         1991/1992.

         Desde aí a EID tem procurado implementar os princípios e a filosofia pelos quais se
         rege o Projecto Integrado de Intervenção Precoce de Coimbra.

         Ao longo dos anos, a estrutura da EID tem sofrido alterações, devido à frequente
         mobilidade dos profissionais que anualmente integram a EID.

         Actualmente11 a EID Lousã é constituída por:

         1 Educadora de Infância – Sílvia Leal

         1 Enfermeira – Maria José Martins

         1 Médica – Marília Pereira

         1 Psicóloga – Cláudia Moreira

         1 Técnica de Serviço Social – Emília Santos



          Além destes elementos, tem também uma Supervisora da EID que desempenha
         igualmente funções de Psicóloga.

         A equipa reúne-se semanalmente num espaço cedido pela ARCIL (sede da EID
         Lousã), onde se planeiam as actividades semanais e se procede à análise e discussão
         de casos em acompanhamento, em Equipa. Quinzenalmente, há reuniões de
         Supervisão, com a presença da supervisora desta EID.



         Funções da EID Lousã


               Planificar a actuação para a Área geográfica de abrangência

               Elaborar o Plano Anual de Actividades

         11
              Ano lectivo 2009//2010.
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Seleccionar as Situações para apoio em função da referência, avaliação e critérios
         definidos pelo PIIP

            Fazer os contactos com as famílias sinalizadas

            Designar o responsável de caso

            Dar parecer sobre a calendarização, duração e periodicidade dos apoios

            Fazer a Intervenção centrada na família (Elaboração do PIAF – Plano
         Individualizado de Apoio à Família)

            Organizar um dossier técnico por cada criança/família

            Identificar e articular a intervenção com os serviços locais e outros

            Elaborar no final de cada ano lectivo a síntese do trabalho desenvolvido com a
         criança/família

            Elaborar o relatório final de actividades desenvolvidas pela EID

            Reunir semanalmente para análise discussão e planificação do trabalho a
         desenvolver

            Reunir quinzenalmente com a Supervisão



         OBJECTIVOS

         A EID Lousã procura responder às necessidades das famílias com crianças que
         apresentem atraso de desenvolvimento, associado ou não a deficiência, ou que se
         encontram em risco de atraso grave de desenvolvimento.



         TIPO DE APOIO

         A EID presta apoio directo à criança/família, maioritariamente em contexto familiar, no
         domicílio, mas também em contexto de creche/jardim, para que possa fazer uma
         abordagem centrada na família e não apenas na criança, sempre aproveitando e
         reforçando as forças positivas de cada família, para a promoção de um
         desenvolvimento adequado da criança.

         Além deste apoio, é feito um acompanhamento de retaguarda, com a discussão de
         casos, nas reuniões semanais da EID, onde todas as decisões são tomadas e
         discutidas em Equipa.


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PLANO ANUAL DE ACTIVIDADES

         No início de cada ano lectivo, a EID elabora um Plano de actividades, que é enviado à
         Equipa de Coordenação – o Plano relativo ao ano lectivo 2009/2010, será elaborado a
         partir de Setembro/2009.



         RELATÓRIO FINAL DE ACTIVIDADES

         O Relatório final consiste na descrição/avaliação das actividades desenvolvidas pela
         EID, durante o ano lectivo, pelo que será entregue à Equipa Coordenadora em Julho
         de 2010.



         AC T I V I DADE S       A   DE S E NV OL V E R       P E L A   UCC      AROUCE



         As actividades a desenvolver pela UCC no âmbito deste projecto, serão em parceria
         com as restantes Unidades Funcionais (UF) e Instituições da Comunidade, de acordo
         com o número de casos referenciados e acompanhados/sinalizados.



         Contributo relevante da UCC Arouce, para este Programa:

         Uma vez que os profissionais de saúde (médica e enfermeira) afectos à EID Lousã
         são também elementos integrantes da UCC Arouce, o contributo desta Unidade,
         baseia-se essencialmente, na articulação destes elementos com as restantes UF,
         relativamente à identificação e acompanhamento e intervenção directa com as
         famílias, assim como relativamente à divulgação das actividades desenvolvidas pela
         EID Lousã.

         POPULAÇÃO ALVO

         A população alvo será a das crianças residentes no concelho da Lousã, com idades
         compreendidas entre os 0 e 3 anos, sinalizadas, com problemas de desenvolvimento
         e/ou risco ambiental.

         No ano lectivo 2009/2010, estão a ser apoiadas 10 crianças pela EID da Lousã.

         Actualmente, não existe lista de espera para o acompanhamento das crianças
         sinalizadas para a EID da Lousã.


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OBJECTIVOS ESPECÍFICOS/ESTRATÉGIAS



       Objectivos Específicos                                               Estratégias

       Identificar crianças com atraso no      Identificação sistemática das crianças com atraso no seu
       desenvolvimento                         desenvolvimento, em articulação com as restantes UF.

       Identificar   as   famílias   com
       problemas         de        ordem       Identificação das crianças/famílias com problemas de ordem
       socioeconómica e cultural e que         socioeconómica e cultural
       por circunstâncias várias estão         Sinalização/referenciação para a EID da Lousã as situações
       expostas a um ambiente pouco            identificadas
       afectivo e pouco estimulante;

       Colaborar na vigilância das
                                               Articulação com as equipas de saúde da UCSP do CS Lousã
       crianças/famílias em articulação
                                               e da USF Serra da Lousã na vigilância das crianças/famílias
       com as equipas de saúde das
                                               identificadas
       restantes UF

                                               Colaboração nas actividades programadas e desenvolvidas
                                               pela EID da Lousã
       Colaborar com EID da Lousã
                                               Colaborar na elaboração do Relatório Anual de Actividades
                                               da EID




          INDICADORES DE EXECUÇÃO/MONITORIZAÇÃO E METAS PARA 2010/2012




                                                                                          M      e     t     a       s
       I n d i c a d o r e s   F ó r m u l a s             d e       C á l c u l o
                                                                                          2010       2011        2012

       Percentagem        de
                                Nº de crianças com intervenção precoce antes dos 3 anos
       crianças         com
       intervenção precoce                                                                100%       100%     100%
       iniciada antes dos 3
                                 Nº total de crianças referenciadas e seguidas pela UCC
       anos




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                                                                                                               102
ACTIVIDADES



              1. Identificar crianças com atraso no seu desenvolvimento;

              2. Identificar crianças/famílias com problemas de ordem socioeconómica e
                   cultural;

              3. Divulgação das actividades a promover pela EID da Lousã

              4. Registos e tratamento de dados;

              5. Avaliação do programa.



                                     CRONOGRAMA ANUAL DE ACTIVIDADES

                           ANOS                             2010             2011             2012


                        Trimestres                     1º    2º    3º   1º    2º    3º   1º    2º    3º


         A1 – Identificar crianças com atraso no
         desenvolvimento
                                                       X     X     X    X     X     X    X     X      X


         A2 – Identificar crianças com problemas
         de ordem socioeconómica e cultural
                                                       X     X     X    X     X     X    X     X      X


         A3   –   Divulgação   das   actividades   a
         promover pela EID da Lousã
                                                       X     X     X    X     X     X    X     X      X


         A4 – Registos e tratamentos de dados          X     X     X    X     X     X    X     X      X

         A5 – Avaliação do programa                                X                X                 X




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                                                                                                          103
TEMPO PARA EXECUÇÃO

                                           Número de horas para um ano



                                                                                     12
                                                                      Carga horária


                                                             Médico                       Enfermeiro
                          ACTIVIDADE
                                                               Min/     Total               Min/       Total
                                                    Cons                           Cons
                                                              Cons      Horas               Cons       Horas


                   Actividades 1 a 5                 138        60       138       138       60        138


                              TOTAL                                      288                           288




         RESPONSÁVEIS PELO PROGRAMA

         Os profissionais responsáveis pelo programa são a Dr.ª Marília Pereira – Consultora
         de Medicina Geral e Familiar e Enf. Maria José Martins.



         SERVIÇOS MÍNIMOS

         As actividades 1 e 2 são asseguradas no mínimo por um enfermeiro e uma médica.



         7. C O M I S S Ã O D E P R O T E C Ç Ã O D E C R I A N Ç A S E J O V E N S ( C P C J )



         A CPCJ é uma entidade oficial não judiciária, baseada numa lógica de parceria local,
         com autonomia funcional, que visa promover os direitos da criança e do jovem, e
         prevenir ou por termo a situações susceptíveis de afectarem a sua segurança, saúde,
         formação, educação ou desenvolvimento integral, deliberando com imparcialidade e
         independência.

         A intervenção do Sector da Saúde enquadra-se num contexto de responsabilidades
         partilhadas pelas diferentes entidades com competência em matéria de infância e
         juventude.




         12
              Horas acordadas entre a ARS Centro, IP e o PIIP (Distrito Coimbra)
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É da responsabilidade da Saúde actuar a nível da prevenção na ocorrência de maus
          tratos, detecção precoce das situações de risco e de perigo, acompanhamento e
          prestação de cuidados e da sinalização e/ou encaminhamento de casos para outros
          serviços.

          No nosso concelho, nos últimos 2 anos, verificamos um aumento processual
          significativo, como se pode observar no Quadro 1.



                                      Processos de Promoção e Protecção
                  SÃ




                          Transitados Instaurados     Reabertos     Global              Ano
                OU
                L




                              27           43             6           76                2007
             CJ
           CP




                              22           40            12           74                2008

          Quadro 1 – Processos de Promoção e Protecção na CPCJ do Concelho da Lousã
          (Fonte: CPCJ Lousã – 2009)


          Verificamos que nos últimos anos o número de casos sinalizados à CPCJ teve um
          crescimento acentuado, que pensamos poder atribuir-se ao facto de se trabalhar mais
          directamente com as escolas e professores.

          POPULAÇÃO ALVO

          A população alvo a abranger com este programa são todas as crianças e jovens do
          concelho da Lousã com menos de 18 anos, ou a pessoa com menos de 21 anos que
          solicite a continuação da intervenção iniciada antes de atingir os 18 anos.



          OBJECTIVOS ESPECÍFICOS/ESTRATÉGIAS



       Objectivos Específicos                                      Estratégias

       Articular com CPCJ da Lousã para     Participação activa nas reuniões da CPCJ;
       resolução de problemas
       identificados                        Encaminhamento dos problemas identificados.

       Participar em    actividades    no
                                            Colaboração activa em actividades no âmbito da CPCJ
       âmbito da CPCJ

       Participar em reuniões com as        Informação sobre os casos sinalizados;
       equipas de saúde da UCSP e da
       USF Serra da Lousã                   Recolha de informações sobre possíveis casos a sinalizar.

       Identificar necessidades das         Execução de entrevistas para avaliação das necessidades;
       crianças/jovens/familiares           Elaboração de plano para cada caso.

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INDICADORES DE EXECUÇÃO/MONITORIZAÇÃO E METAS PARA 2010/2012




                                                                                M      e     t     a         s
     I n d i c a d o r e s      F ó r m u l a s       d e     C á l c u l o
                                                                                2010       2011        2012

     % De reuniões                   Nº de reuniões efectuadas com CPCJ         90%        95%      100%
     efectuadas com CPCJ          Nº Total de reuniões agendadas com CPCJ

     % De intervenções na       Nº de intervenções efectuadas na Comunidade
     comunidade no âmbito           Nº Total de intervenções agendadas na       90%        95%      100%
     da CPCJ                                      Comunidade
                                 Nº de reuniões efectuadas com as equipas de
     % De reuniões                   saúde (UCSP e USF Serra da Lousã)
     efectuadas com as                                                          90%        95%      100%
     Equipas de Saúde           Nº Total de reuniões agendadas com as equipas
                                    de saúde (UCSP e USF Serra da Lousã)
     % De                        Nº de crianças/jovens/famílias com plano de
     crianças/jovens/famílias                     intervenção                   50%        55%         60%
     com plano de
     intervenção                 Nº Total de crianças/jovens/famílias na CPCJ




           ACTIVIDADES



               1. Efectuar reuniões com CPCJ

               2. Participar em actividades na comunidade no âmbito da CPCJ;

               3. Promover reuniões com as equipas de saúde das unidades funcionais;

               4. Identificar as necessidades das crianças/jovens/famílias da CPCJ na área da
                  saúde;

               5. Registos e tratamento de dados;

               6. Avaliação do programa.




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CRONOGRAMA ANUAL DE ACTIVIDADES

                    ANOS               2010                 2011                      2012


                  Trimestres     1º      2º   3º      1º       2º     3º    1º         2º    3º


                      A1         X       X    X       X        X       X    X          X     X

                      A2         X       X    X       X        X       X    X          X     X

                      A3         X       X    X       X        X       X    X          X     X

                      A4         X       X    X       X        X       X    X          X     X

                      A5         X       X    X       X        X       X    X          X     X

                      A6                      X                        X                     X




         É nossa pretensão num futuro próximo criar uma consulta de acompanhamento clínico
         no âmbito deste programa. Para tal necessitamos de mais horas disponibilizadas para
         a médica e/ou psicóloga clínica afectas à UCSP/URAP respectivamente.

         TEMPO PARA EXECUÇÃO

                                      Número de horas para um ano

                                                            Carga horária

                                                               Enfermeiro
                               ACTIVIDADE
                                                                    Min/      Total
                                                     Cont
                                                                    Cont     Horas

                                  A1                  24            270          540

                                  A2                  1             60           12

                                  A3                  12            60           12

                                                    Variável                 Variável
                                  A4               consoante        60      consoante
                                                    os casos                 os casos

                                  A5                  12            120          24

                                  A6                  1             60            1

                                 TOTAL                                           589




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As horas afectas às actividades descritas para a CPCJ, estão de acordo com as
         informações facultadas pela CPCJ da Lousã.



         NOTA FINAL

         Para que os Programas que fazem parte deste Plano de Acção possam ser iniciados,
         são necessários no mínimo 2 enfermeiros a 35 horas semanais e dois enfermeiros a
         17,30 horas cada um.

         Os restantes elementos terão as horas que estão designadas na identificação dos
         mesmos.

         Para a execução plena, teremos de alargar a equipa de enfermagem a mais um
         elemento a 35 horas, mantendo os restantes enfermeiros a tempo parcial.

         Necessitamos ainda de duas Técnicas Operacionais para a ECCI e efectuar pequenas
         limpezas e pelo menos um administrativo.




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V.   PROGR AM A DE MONI TORIZ AÇ ÃO D A Q U AL I D ADE



         Este programa será implementado após o início de actividade da UCC Arouce, e serão
         feitas avaliações periódicas das metas propostas, análise de desvios e implementação
         de acções correctivas.

         A monitorização da qualidade será feita através de inquéritos de satisfação dos
         utentes, dos profissionais, sistema de avaliação das reclamações e sugestões,
         avaliação interna e externa.




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VI. M ANU AL DE ARTICUL AÇ ÃO



         A Equipa da UCC Arouce, assume o compromisso de elaborar um manual de
         articulação com as outras Unidades do Centro de Saúde e o ACES PIN 1, que será
         discutido e negociado com todos os envolvidos.

         Assume também o compromisso de, no prazo máximo de 3 meses após o início de
         funções, apresentar o Regulamento Interno ao Director Executivo do ACES PIN 1 e à
         ERA, que fará a sua apreciação e o remeterá à ARS Centro, IP.




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VII. PL ANO DE DESENVOLVIMENTO PROFI SSION AL E FORM AÇ ÃO



         Os profissionais que integram UCC Arouce fizerem um auto diagnóstico individual e
         colectivo das necessidades formativas a implementar, propondo a discussão semanal
         de relatos clínicos problema, discussão da referenciação em situações mais
         prevalentes,   discussão    da   monitorização   dos   resultados   dos   indicadores
         contratualizados.

         Com a nova organização dos serviços e os novos suportes de informação, a
         possibilidade de se desenvolverem trabalhos de investigação, estará facilitada e
         permitirá uma análise metódica susceptível de tirar conclusões cientificamente válidas
         e com aplicabilidade.

         As necessidades de formação detectadas são:

                Formação de preparação para o parto;

                Formação em Cuidados Paliativos;

                Formação em Infância e adolescência;

                Curso de reeducação funcional respiratória;

         Para além destas, pensamos haver necessidade de formação noutras áreas, conforme
         as vertentes existentes ao longo do ano.



         POPULAÇÃO ALVO

         A população-alvo do Plano de Formação é toda a equipa da UCC, ou seja, 4
         enfermeiros, 1 médico, 1 assistente social, 1 psicólogo. Posteriormente irá abranger 1
         administrativo quando nos for atribuído pela UAG do ACES PIN1.



         OBJECTIVOS

             1. Conseguir que, durante o ano de 2010, 50% das sessões semanais resultem
                em acções de formação interna;
             2. Conseguir que 75% dos profissionais (6 profissionais) estejam envolvidos no
                plano de formação;
             3. Conseguir que durante o ano de 2010 pelo menos 75% das acções de
                formação externa sejam partilhadas.


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INDICADORES DE EXECUÇÃO E METAS

         Não foram definidas pela MCSP indicadores para este programa, pelo que propomos
         os seguintes, de forma a permitir monitorizar o desenvolvimento do programa:



                    Percentagem de sessões de formação interna (N.º de sessões formativas/total
                    de formações semanais realizadasX100)

                    Percentagem de profissionais envolvidos em acções de formação interna (N.º
                    de profissionais com temas apresentados/N.º total de profissionais X 100)

                    Percentagem de acções de formação externa partilhadas (N.º de acções de
                    formação       externa               partilhadas/Total       de     acções     de    formação      externa
                    frequentadas X 100)

         ACTIVIDADES

                1. Apresentar relatos de caso;

                2. Efectuar formação interna (revisão temática, formação técnica, etc.);

                3. Partilhar formação obtida em acções externas;



         TEMPO PARA EXECUÇÃO

         N ú m e r o                         d e                h o r a s              p a r a            u m          a n o

                                                                         Carga horária


                         M    é   d      i   c       o    E n f e r m e i r o    A .     S o c i a l     P s i c ó l o g o
         A CTIVIDADE

                                  Min/       Total                Min/   Total           Min/    Total          Min/   Total
                         Cont                             Cont                   Cont                    Cont
                                  Cons       Horas                Cons   Horas           Cons    Horas          Cons   Horas


         Relato     de
                         10        30            5         10      30      5      10      30      5      10      30     5
         caso


         Acções     de
                         10        30            5         10      30      5      10      30      5      10      30     5
         formação


         Partilha   de
         formação         5        30        2,30           5      30    2,30     5       30     2,30     5      30    2,30
         externa


            TOTAL                            12,30                       12,30                   12,30                 12,30




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V I I I .      I N S T A L A Ç Õ E S         E    E Q U I P A M E N T O S



         A UCC irá ocupar o 2º piso do Centro de Saúde da Lousã, nas antigas instalações do
         SAP, a designar:

                        Sala de Urgência – Armazém (ajudas técnicas, material diverso)

                        Sala de Observação – Gabinete da Equipa Multiprofissional e ECL

                        Hall do SAP – Criação de pequena sala para pausas dos profissionais e
                        WC para os profissionais (já existente)

                        Hall de entrada – Criação de zona de atendimento administrativo, sala
                        de espera e WC para os utentes (já existente), com fax, telefone directo
                        e computador com internet.



         1. Sinalização Interna

         Haverá necessidade de colocação de sinalética em toda a área da UCC, bem como no
         Centro de Saúde para melhor orientação dos utentes.



         2. Comunicações/Formação

         Colocação de telefones com linhas directas. Disponibilizar dois telemóveis para a
         comunicação entre a UCC e os profissionais no exterior.

         Poder-se-á ainda utilizar a marcação de actividades através de SMS e correio
         electrónico.

         Aquisição de projector data vídeo para formação e acções de educação para a saúde.

         Aquisição de máquina fotográfica digital e Doppler (úlceras venosas e arteriais).



         3. Climatização

         O piso onde funcionará a UCC é demasiadamente quente, sem protecção externa nas
         janelas para diminuição do calor, tornando-se assim necessário proceder à
         climatização dos gabinetes e sala de espera.

         4. Sistema Informático

         A UCC irá utilizar o programa informático já existente no Centro de Saúde

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(MedicineOne®).

         Necessitamos também de computador portátil com acesso à banda larga para a ECCI.

         Serão necessários 3 computadores (2 já existentes – 1 na ECL, outro na sala de
         coordenação da vacinação) com acesso à internet, 3 impressoras (2 já existentes – 1
         na ECL e 1 na sala de coordenação da vacinação).



         5. Transportes



         O Centro de Saúde dispõe apenas de uma viatura para efectuar todo o serviço de
         transportes, correio, cuidados domiciliários, etc., pelo que não é viável a sua alocação
         à UCC.

         Temos necessidade de duas viaturas para dar resposta às actividades propostas e já
         descritas.



         6. Listagem de Equipamentos



         Sala de Espera:

                      Cadeiras almofadadas

                      Mesa

                      Máquina de água/café/alimentos

                      Televisão

                      DVD/Vídeo

                      Baldes do lixo

                      Cadeira de rodas




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2 Gabinetes (Equipa Multidisciplinar e ECCI)



                    2 Secretárias

                    2 Cadeiras

                    2 Mesas de Computador

                    2 Armários com porta de vidro

                    4 Estantes

                    2 Placares de parede

                    Esfignomanómetro adulto

                    Fita métrica

                    Régua para medição de altura

                    Balança

                    2 Caixotes do Lixo



         Estas necessidades de espaço são as possíveis de solicitar, tendo em consideração o
         espaço disponível nas actuais instalações do Centro de Saúde da Lousã.

         Posteriormente, com a execução do novo edifício, pretendemos aumentar o número
         de   gabinetes,   nomeadamente    a   criação   de   um   gabinete   de   atendimento
         personalizado, um gabinete para higiene oral/estomatologia (de acordo com as
         actividades a desenvolver futuramente), um gabinete para a Coordenação e uma sala
         de reuniões (com multimédia).




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IX.           IDENTIFICAÇÃO                      DOS PROFISSIONAIS



         Os profissionais que fazem parte da UCCA são os seguintes:

         B)         ENFERMEIROS

         1.

                            Nome                           Amélia Carvalho Lopes

                            Bilhete de Identidade          7 149 665


                            Cédula Profissional            2-E-25475

                            Categoria                      Enfermeira Especialista


                            Regime de Trabalho             35 Horas

                            Local de Trabalho              Centro de Saúde da Lousã

                            Regime Contratual              Nomeação Definitiva

                            Tempo de afectação à UCC       Tempo Completo (35 horas semanais)


         2.
                                                                            *
                Nome                            Anabela Reis Simões Girão


                Bilhete de Identidade           10 043 122

                Cédula Profissional             2-E-08797

                Categoria                       Enfermeira Graduada

                Regime de Trabalho              35 Horas

                Local de Trabalho               Centro de Saúde da Lousã


                Regime Contratual               Nomeação Definitiva

                Tempo de afectação à UCC        Tempo Parcial (17,30 horas semanais, em horário normal)




         *
             A tempo parcial na USF Serra da Lousã.
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3.

          Nome                            Cristiano José Simões Gonçalves

          Bilhete de Identidade           10 141 369

          Cédula Profissional             2-E-13836

          Categoria                       Enfermeiro Graduado

          Regime de Trabalho              35 Horas

          Local de Trabalho               Centro de Saúde da Lousã

          Regime Contratual               Nomeação Definitiva

          Tempo de afectação à
                                          Tempo Completo (35 horas semanais)
          UCC


          4.

       Nome                            Maria José Pereira Fernandes Martins

       Bilhete de Identidade           8 179 798

       Cédula Profissional             2-E-01450

       Categoria                       Enfermeira Graduada

       Regime de Trabalho              35 Horas

       Local de Trabalho               Centro de Saúde da Lousã *

       Regime Contratual               Nomeação Definitiva

       Tempo de afectação à UCC        Tempo Parcial (17,30 horas semanais, em horário normal)




          *
              A prestar serviço na Extensão de Saúde de Serpins
UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010                                                    Página 117
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B) TÉCNICA SUPERIOR DE SERVIÇO SOCIAL

          1.

       Nome                       Mónica Palha Bicó Seco

       Bilhete de Identidade      7 790 939

       Cédula Profissional        Sem Cédula

       Categoria                  Técnica Superior de Serviço Social

       Regime de Trabalho         35 Horas

       Local de Trabalho          Centro de Saúde da Lousã

       Regime Contratual          Nomeação Definitiva

       Tempo de afectação à UCC   Tempo Parcial (12 horas semanais, em horário normal)




          C) PSICÓLOGA

          1.

       Nome                       Ana Isabel Gomes Sousa e Silva

       Bilhete de Identidade      12 002 879

       Cédula Profissional        Sem Cédula

       Categoria                  Psicóloga

       Regime de Trabalho         35 Horas

       Local de Trabalho          Centro de Saúde da Lousã

       Regime Contratual          Temporário – CTC

       Tempo de afectação à UCC   Tempo Parcial (6 horas semanais, em horário normal)




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D) TÉCNICO DE SAÚDE AMBIENTAL13

             1.

          Nome                        Jorge Manuel Correia da Cruz

          Bilhete de Identidade        4 134 635

          Cédula Profissional          C-010308172

          Categoria                    Técnico de Saúde Ambiental Especialista

          Regime de Trabalho           35 Horas

          Local de Trabalho            Centro de Saúde da Lousã

          Regime Contratual            Nomeação Definitiva

          Tempo de afectação à UCC     Tempo Parcial (Dependente das necessidades pontuais)


             E) MÉDICO14

                  1.

              Nome                         Marília Dias Pereira

              Bilhete de Identidade        2862699

              Cédula Profissional          24029

              Categoria                    Consultora de Medicina Geral e Familiar

              Regime de Trabalho           42 Horas

              Local de Trabalho            Centro de Saúde da Lousã *

              Regime Contratual            Nomeação Definitiva

              Tempo de afectação à UCC     Tempo parcial (10 horas semanais, em horário normal)



             13
             Técnico de Saúde Ambiental será solicitado à USP do ACES PIN 1, conforme as
         necessidades
         14
            O elemento médico colabora como assessor para a área médica
         *
           A prestar serviço na Extensão de Saúde de Serpins
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ANEXO 3 – Adenda ao Regulamento Interno

         Surge esta adenda ao Regulamento devido ao alargamento da Equipa da UCC Arouce
         com mais um elemento de enfermagem.

         A profissional que foi afeta à UCC Arouce está descrita no quadro abaixo.

                                                                        15
         Nome                            Clara Maria Lopes Rodrigues

         Bilhete de Identidade           09913754

         Cédula Profissional

         Categoria                       Enfermeira

         Regime de Trabalho              35 Horas

         Local de Trabalho               Centro de Saúde da Lousã

         Regime Contratual               Nomeação Definitiva

         Tempo de afetação à UCC         Tempo Completo




         A profissional declara, sob compromisso de honra, que leu e aceitou as condições
         constantes neste Regulamento, que passa a subscrever no dia 18 de Agosto de 2011.




                                      Clara Maria Lopes Rodrigues

                                 ______________________________




         15
              Proveniente da Maternidade Daniel de Matos – Cedência por Interesse Público
UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010                                                     Página 120
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ANEXO 4 – Adenda 2 ao Regulamento Interno

         Surge esta adenda ao Regulamento devido ao alargamento da Equipa da UCC Arouce
         a mais dois elementos (1 Assistente Técnico e 1 Assistente Operacional).

         Os profissionais que foram afetos à UCC Arouce estão descritos nos quadros abaixo.


         Nome                        António Fernandes Antunes

         Bilhete de Identidade       4194106

         Cédula Profissional         Sem Cédula

         Categoria                   Assistente Técnico

         Regime de Trabalho          35 Horas

         Local de Trabalho           Centro de Saúde da Lousã

         Regime Contratual           Nomeação Definitiva

         Tempo de afetação à UCC     Tempo Completo




         Nome                        Sandra Cristina Correia Barreto Martins

         Bilhete de Identidade       10819458

         Cédula Profissional         Sem Cédula

         Categoria                   Assistente Operacional

         Regime de Trabalho          35 Horas

         Local de Trabalho           Centro de Saúde da Lousã

         Regime Contratual           Nomeação Definitiva
                                                      16
         Tempo de afetação à UCC     Tempo Completo




         Os profissionais declaram, sob compromisso de honra, que leram e aceitaram as
         condições constantes neste Regulamento, que passam a subscrever no dia 18 de
         dezembro de 2011.



         16
              A desempenhar funções de Assistente Técnico na Equipa Coordenadora Local de Cuidados
         Continuados

UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010                                                     Página 121
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António Fernandes Antunes


                      ______________________________




                      Sandra Cristina Correia Barreto Martins


                      ______________________________




UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010                         Página 122
                                                                   122

Regulamento UCC Arouce

  • 1.
    Capa 2010 REGULAMENTO INTERNO UCC Arouce – Regulamento Interno Página 1
  • 2.
    2010 Contracapa REGULAMENTO INTERNO Morada: Avenida do Brasil, n.º 3 Piso 2 Centro de Saúde da Lousã – 3200-210 Lousã Telefone: 239990610 Correio eletrónico: ucc.arouce@srscoimbra.min-saude.pt Coordenador: Amélia Carvalho Lopes Telefone: 239990610/910191624 UCC Arouce – Regulamento Interno Página 2
  • 3.
    SIGLAS E ABREVIATURAS ACES – Agrupamento de Centros de Saúde ACES PIN 1 – Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte 1 ARS CENTRO, IP – Administração Regional de Saúde do Centro, Instituição Pública CI – Conselho de Intervenção CPCJ – Comissão Proteção Crianças e Jovens CPO – Cariados Perdidos Obturados CPOD – Cariados Perdidos Obturados Definitivos DIM – Delegados de Informação Médica EB – Ensino Básico ECCI – Equipa de Cuidados Continuados Integrados ECL – Equipa Coordenadora Local EIC – Equipa de Intervenção Comunitária ELI – Equipa Local de Intervenção ERA – Equipa Regional de Apoio ESE – Equipa de Saúde Escolar IP – Intervenção Precoce IPSS – Instituições Privadas de Solidariedade Social OIT – Organização Internacional do Trabalho RI – Regulamento Interno UCC Arouce – Regulamento Interno Página 3
  • 4.
    RNCCI – RedeNacional de Cuidados Continuados Integrados RSI – Rendimento Social de Inserção UAG – Unidade de Apoio à Gestão UCC – Unidade de Cuidados na Comunidade UCC Arouce – Unidade de Cuidados na Comunidade Arouce UCSP – Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados UCSPTS – Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados Lousã Serpins UF – Unidades Funcionais URAP – Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados USF – Unidades de Saúde Familiar USFSL – Unidade de Saúde Familiar Serra da Lousã USP – Unidade de Saúde Pública VD – Visita Domiciliária UCC Arouce – Regulamento Interno Página 4
  • 5.
    ÍNDICE DE ILUSTRAÇÕES Ilustração 1 – Área Geográfica do Concelho da Lousã .............................................................. 12 UCC Arouce – Regulamento Interno Página 5
  • 6.
    ÍNDICE Página PREÂMBULO .......................................................................................................................... 8 CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS .................................................................................. 10 Artigo1º IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE DE CUIDADOS NA COMUNIDADE AROUCE .... 10 Artigo2º IDENTIFICAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA UCC AROUCE ................................. 11 Artigo3º ÁREA GEOGRÁFICA DE INFLUÊNCIA ................................................................... 12 CAPÍTULO II MISSÃO, VISÃO, VALORES E VETORES .................................................... 13 Artigo4º MISSÃO .................................................................................................................... 13 Artigo5º VISÃO ....................................................................................................................... 13 Artigo6º VALORES ................................................................................................................. 13 Artigo7º VETORES ................................................................................................................. 14 CAPÍTULO III ESTRUTURA ORGÂNICA E FUNCIONAMENTO ........................................ 16 Artigo8º ESTRUTURA INTERNA GERAL .............................................................................. 16 Artigo9º CONSELHO GERAL ................................................................................................. 17 Artigo10º CONSELHO DE INTERVENÇÃO ........................................................................... 18 Artigo11º REUNIÕES ............................................................................................................. 19 Artigo12º NORMAS PARA ELABORAÇÃO DE HORÁRIOS ................................................. 19 Artigo13º FÉRIAS ................................................................................................................... 20 Artigo14º MÉTODOS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO INTERNA ............................. 21 Artigo15º ORGANIZAÇÃO INTERNA E COOPERAÇÃO INTERDISCIPLINAR .................... 21 Artigo16º ÁREAS DE ATUAÇÃO DOS DIFERENTES GRUPOS PROFISSIONAIS ............. 26 CAPÍTULO IV COMPROMISSO ASSISTENCIAL ................................................................ 30 Artigo17º HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DA UCC E COBERTURA ASSISTENCIAL ... 30 Artigo18º DEFINIÇÃO DA OFERTA DE SERVIÇOS ............................................................. 31 Artigo19º ORIENTAÇÃO AOS CIDADÃOS ............................................................................ 32 Artigo20º CONTINUIDADE E INTEGRAÇÃO DOS CUIDADOS NA UCC AROUCE ............ 33 Artigo21º COMUNICAÇÃO COM OS CIDADÃOS, INSTITUIÇÕES E COMUNIDADE EM GERAL .................................................................................................................................... 43 Artigo22º PRESTAÇÃO DE CONTAS .................................................................................... 43 UCC Arouce – Regulamento Interno Página 6
  • 7.
    CAPÍTULO V FORMAÇÃOE COMPROMISSO PARA A QUALIDADE ............................. 45 Artigo23º DESENVOVIMENTO PROFISSIONAL CONTÍNUO .............................................. 45 Artigo24º LEVANTAMENTO DAS NECESSIDADES ............................................................. 45 Artigo25º PARTICIPAÇÃO EM AÇÕES DE FORMAÇÃO EXTERNAS ................................. 46 Artigo26º FORMAÇÃO EM SERVIÇO INTERNA ................................................................... 46 Artigo27º FORMAÇÃO PRÉ E PÓS GRADUADA ................................................................. 46 Artigo28º INVESTIGAÇÃO EM CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS .................................. 47 Artigo29º COMPROMISSO PARA A QUALIDADE ................................................................ 48 CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS .................................................. 49 Artigo30º INIBIÇÕES DECORRENTES DO CUMPRIMENTO DO COMPROMISSO ASSISTENCIAL DA UCC AROUCE ....................................................................................... 49 Artigo31º ARTICULAÇÃO COM ACES PIN 1 E SUAS RESTANTES UNIDADES FUNCIONAIS .......................................................................................................................... 49 Artigo32º REGRAS PARA A VISITAÇÃO DE DELEGADOS DE INFORMAÇÃO MÉDICA (DIM) ....................................................................................................................................... 50 Artigo33º DÚVIDAS E OMISSÕES ........................................................................................ 50 Artigo34º SUBSCRIÇÃO DO REGULAMENTO INTERNO POR TODOS OS PROFISSIONAIS .................................................................................................................... 50 Artigo35º PRODUÇÃO DE EFEITOS E ATUALIZAÇÃO ....................................................... 51 ANEXOS ANEXO 1 – LISTAGEM DOS PROFISSIONAIS ................................................................... 53 ANEXO 2 – PLANO DE AÇÃO 2009-2011 ............................................................................ 55 ANEXO 3 – ADENDA AO REGULAMENTO INTERNO ...................................................... 120 ANEXO 4 – ADENDA 2 AO REGULAMENTO INTERNO ................................................... 121 UCC Arouce – Regulamento Interno Página 7
  • 8.
    PREÂMBULO A entrada em vigor do Decreto-Lei 28/2008, de 22 de Fevereiro, que regulamenta a Estrutura Orgânica dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), estabelecendo o seu regime de organização e funcionamento, cria as Unidades Funcionais entre as quais a Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC). Ainda segundo o mesmo Decreto-Lei, tem como missão: “ (...) contribuir para a melhoria do estado de saúde da população da sua área geográfica de intervenção, visando a obtenção de ganhos em saúde (...) ” e “ (...) como unidade que assegura respostas integradas, articuladas, diferenciadas e de grande proximidade às necessidades em cuidados de saúde e sociais da população onde está inserida, rege-se pelos seguintes princípios: Cooperação; Solidariedade e trabalho de equipa; Autonomia assente na auto-organização funcional e técnica; Articulação efectiva com outras unidades funcionais do ACES; Parceria com estruturas da comunidade local (Autarquias, Segurança Social, IPSS, Associações e outras); Gestão participativa assente num sistema de comunicação e de relações entre todos os profissionais, promotores de ganhos de motivação e satisfação profissional”. De acordo com as orientações do Decreto-Lei 28/2008, de 27 de Fevereiro, foi criada a Unidade de Cuidados na Comunidade Arouce (adiante designada de UCC Arouce), e o Parecer Técnico da ERA emitido e enviado a 28/12/2009 para a ARS Centro, IP que o homologou a 29/12/2009. Em Outubro de 2010 foi assinada Carta de Compromisso para 2010 com o ACES PIN 1, tendo a UCC Arouce iniciado oficialmente a sua atividade em 1 de outubro de 2010. À UCC compete, à luz do disposto no Artigo 11º do já referido Decreto-Lei, prestar cuidados de saúde e apoio social, de âmbito domiciliário e comunitário, às pessoas, famílias e grupos mais vulneráveis em situação de maior risco ou dependência física e funcional, atuando na educação para a saúde, na integração em redes de apoio à família e na implementação de unidades móveis de intervenção, segundo o Despacho UCC Arouce – Regulamento Interno Página 8
  • 9.
    n.º 10143/2009 de16 de Abril. De acordo com as orientações para elaboração do Regulamento Interno (RI) que referem que o mesmo deve ter a participação de todos os elementos da equipa na sua constituição, a Coordenadora da UCC Arouce apresentou-o aos profissionais para o lerem e proporem as alterações que considerassem necessárias. O presente regulamento estabelece os princípios enformadores da organização e funcionamento da UCC Arouce e é aplicável aos profissionais que integram a UCC Arouce, independentemente do vínculo laboral estabelecido com o ACES PIN 1. Pretende-se um documento dinâmico que reflita a missão, visão, valores e vetores no âmbito do compromisso assumido pelos seus profissionais. UCC Arouce – Regulamento Interno Página 9
  • 10.
    CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Artigo1º IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE DE CUIDADOS NA COMUNIDADE AROUCE A UCC Arouce está integrada no Centro de Saúde da Lousã, no Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte 1 (ACES PIN 1), dependente da Administração Regional de Saúde do Centro, IP. Morada: Avenida do Brasil, n.º 3 Piso 2 do Centro de Saúde da Lousã – 3200-210 Lousã. Contatos: 1. Coordenadora da UCC Arouce: Telefone: 239990610; Telemóvel: 910191624; Correio eletrónico: ameliacarvalholopes@gmail.com; 2. Secretariado: Telefone: 239990610; Fax: 239993508; Correio eletrónico: ucc.arouce@srscoimbra.min-saude.pt; 3. Equipa de Cuidados Continuados Integrados: Telefone: 239990610; Fax: 239993508; Correio eletrónico: ucc.arouce@srscoimbra.min-saude.pt; 4. Elemento da UCC Arouce na Equipa Local de Intervenção Precoce: Telefone: 239990610; Fax: 239993508; Correio eletrónico: eli.vnpoiareslousa@gmail.com; 5. Elemento da UCC Arouce na Comissão de Proteção de Crianças e Jovens da Lousã: Telefone: 239990610; Fax: 239993508; Correio eletrónico: ucc.arouce@srscoimbra.min-saude.pt UCC Arouce – Regulamento Interno Página 10
  • 11.
    Logótipo: Movimento boomerang: Lançar algo para colher no futuro. Cor laranja: Simboliza a Criatividade. Arouce: Escolhemos este nome devido ao rio que nasce na Serra da Lousã, passa pela Lousã e vai desaguar na margem esquerda do rio Ceira, em Foz de Arouce. Assim como um rio, a nossa equipa propõe-se iniciar o seu percurso junto da população do Concelho, oferecendo-lhe uma relação de proximidade com qualidade, segurança e constante busca da excelência. Lema: No lema: “Pela inovação, em busca da excelência...”, pretendemos assumir-nos como uma equipa dinâmica e inovadora, na abordagem à nossa população, procurando ativamente a excelência. Artigo2º IDENTIFICAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA UCC AROUCE A UCC Arouce assenta numa equipa técnica multidisciplinar constituída por enfermeiros, assistente social e assistente operacional. A equipa nuclear é constituída por profissionais em permanência na UCC Arouce, que têm horário semanal superior a 15 horas, na mesma. Os restantes profissionais fazem parte da equipa multidisciplinar que colabora com a UCC Arouce a tempo parcial e são provenientes das diversas unidades funcionais do ACES PIN 1. UCC Arouce – Regulamento Interno Página 11
  • 12.
    1. Equipa Nuclear Da Equipa Nuclear (constituída por 2 enfermeiros e um enfermeiro partilhado com a USF Serra da Lousã1, todos efetivos do ACES PIN 1) fazem parte os elementos descriminados no anexo 1. 2. Equipa Multidisciplinar – Profissionais com menos de 15 horas na UCC Arouce Da Equipa Multidisciplinar (constituída por 1 assistente social efetiva do ACES PIN 1) conforme descriminado no anexo 1. Artigo3º ÁREA GEOGRÁFICA DE INFLUÊNCIA A UCC Arouce encontra-se inserida no Concelho da Lousã, na Região Centro de Portugal, integrando-se no ACES PIN 1 da ARS Centro, IP. Faz parte do distrito de Coimbra, sendo limitado a Norte pelo concelho de Vila Nova de Poiares, a Sul pelo distrito de Leiria, a Este pelo concelho de Góis, e a Oeste pelos concelhos de Coimbra e Miranda do Corvo. A área de influência da UCC Arouce coincide com as seis freguesias do concelho da Lousã, nomeadamente Lousã, Vilarinho, Foz de Arouce, Casal de Ermio, Serpins e Gândaras (Ilustração 1). Ilustração 1 – Área Geográfica do Concelho da Lousã 1 Profissional a efetuar a sua atividade na UCSP Lousã Serpins. Aguarda mobilidade. UCC Arouce – Regulamento Interno Página 12
  • 13.
    CAPÍTULO II MISSÃO, VISÃO, VALORES E VETORES Artigo4º MISSÃO A equipa de profissionais da UCC Arouce tem como missão: ― (...) prestar cuidados de saúde e apoio psicológico e social de âmbito domiciliário e comunitário, especialmente às pessoas, famílias e grupos vulneráveis, em situação de maior risco ou dependência física e funcional ou doença que requeira acompanhamento próximo, e atuar ainda na educação para a saúde, na integração em redes de apoio à família e na implementação de unidades móveis de intervenção.” (Artigo 11º do Decreto-lei n.º 28/2008, de 22 de fevereiro); Responder com qualidade e eficiência, envolvendo de uma forma contínua e global os utentes do concelho da Lousã, garantindo a satisfação de todos os intervenientes neste processo. Artigo5º VISÃO Queremos ser uma UCC de referência, disponível para novos projetos, confiantes e solidários, caminhando na mesma direção, assumindo a saúde da população da sua área geográfica como o seu principal compromisso. Artigo6º VALORES Desempenhar de forma coesa e educada, partilhar com transparência procurando alcançar a excelência dos serviços através do trabalho em equipa e da satisfação dos profissionais e dos cidadãos. Como valores fundamentais a preservar e a promover na nossa prestação de UCC Arouce – Regulamento Interno Página 13
  • 14.
    cuidados, elegemos deentre outros: 1. O Respeito pela individualidade do utente (crenças, etnia, idade sexo, etc.); 2. A Salvaguarda dos Direitos da Pessoa e a promoção da sua Autonomia através do reconhecimento de que a saúde individual é da responsabilidade do utente e que este é responsável pelo seu projeto de saúde; 3. A Organização dos Serviços em função das necessidades dos utentes, Assegurando a Continuidade dos Cuidados e Orientando os Utentes para Outros Profissionais de Saúde, sempre que o pedido de atuação ultrapasse as competências dos profissionais da UCC Arouce; 4. Cooperar e Articular com as outras unidades funcionais do ACES PIN 1; 5. Incentivar parcerias com estruturas da comunidade local; 6. Promover a Solidariedade e Trabalho de Equipa. Assim, os técnicos da UCC Arouce assumem-se essencialmente como negociadores pró-ativos de comportamentos de saúde, estabelecendo parcerias com os utentes, individualmente e/ou em grupo, com o intuito de se aproximarem o mais possível das metas estabelecidas para o seu projeto de saúde, dadas as circunstâncias pessoais e sociais. Artigo7º VETORES Na prossecução da sua atividade, a UCC Arouce norteia-se por um conjunto de princípios e vetores fundamentais, assente numa auto-organização funcional e técnica, onde o cidadão utente seja protagonista, na medida em que é ele que confere razão de ser, vida e dimensão da UCC Arouce. São eles: a) Na vertente assistencial a sua atividade caracteriza-se pela prevenção e satisfação das necessidades identificadas junto da população residente. Assim: Procura ter um conhecimento real da população e das necessidades da mesma; Atua na promoção da saúde, prevenção da doença, tratamento e reabilitação; Presta cuidados acessíveis de apoio domiciliário através da Equipa de Cuidados Continuados Integrados (ECCI – Novos Horizontes... Novos Rumos); UCC Arouce – Regulamento Interno Página 14
  • 15.
    Presta cuidados numaperspetiva multiprofissional de trabalho em equipa, de forma compreensiva e global; Tem autonomia de gestão e pauta-se pelos princípios e modelo de qualidade total e da melhoria continuada da qualidade; A coordenação dos cuidados de saúde é baseada num sistema de informação adequado; Coopera no desenvolvimento das prioridades nacionais em Saúde, em sintonia com os objetivos estratégicos definidos pelo Ministério da Saúde, nomeadamente pelo Plano Nacional de Saúde; Articula com as várias entidades existentes no concelho (Câmara Municipal, Juntas de Freguesia, IPSS, Agrupamentos de Escolas, etc.), bem como fora do concelho (Instituto da Droga e da Toxicodependência, IP., Hospitais, Maternidades, etc.) b) Na vertente formativa visa colaborar com as Instituições de Ensino (Enfermagem, Médico ou outra) e com as Instituições de Apoio Social (Apoio Domiciliário), dando formação e colaborando na mesma, conforme será descrito adiante. c) Quanto à vertente investigação, dinamizar, executar, coordenar, fazer publicar trabalhos de investigação de serviços e de base populacional. UCC Arouce – Regulamento Interno Página 15
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    CAPÍTULO III ESTRUTURA ORGÂNICA E FUNCIONAMENTO Artigo8º ESTRUTURA INTERNA GERAL A estrutura orgânica da UCC Arouce inclui o Coordenador da Equipa, o Conselho Geral e o Conselho de Intervenção. É internamente definido que o coordenador da equipa trabalha em relação estreita com os elementos dos concelhos geral e de intervenção. A Coordenadora da UCC Arouce é a Sr.ª Enf. Amélia Carvalho Lopes – Especialista em Saúde Pública. Ao Coordenador da UCC Arouce, de acordo com o disposto no n.º 2 do art.º 14º do Decreto-lei n.º 28/2008, de 22 de fevereiro e no Artigo 7º do Despacho n.º 10143/2009, de 16 de abril, compete: a) Programar as atividades da unidade, elaborando um Plano Anual de Acão com a respetiva dotação orçamental previsional; b) Assegurar o funcionamento eficiente da Unidade e o cumprimento dos objetivos programados, promovendo e incentivando a participação dos profissionais na gestão da unidade e a intercooperação com as restantes unidades funcionais existentes no centro de saúde e no ACES PIN 1; c) Assegurar a qualidade dos serviços prestados e a sua melhoria contínua, controlando e avaliando sistematicamente o desempenho da unidade; d) Promover, ouvindo os profissionais da unidade a consolidação das boas práticas e a observância das mesmas; e) Elaborar o regulamento interno da unidade com audição da equipa multidisciplinar em reunião geral; f) Elaborar o relatório anual de atividades; UCC Arouce – Regulamento Interno Página 16
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    g) Representar aunidade perante o Diretor Executivo do ACES PIN 1. Compete em especial ao Coordenador da UCC Arouce: a) Coordenar as atividades da equipa multiprofissional de modo a garantir o cumprimento do plano de ação e dos princípios orientadores da atividade da UCC; b) Coordenar a gestão dos processos e determinar os atos necessários ao seu desenvolvimento. O coordenador da equipa exerce as suas competências nos termos previstos no Decreto-Lei 28/2008, de 22 de Fevereiro, e no Regulamento Interno da UCC. O coordenador da equipa detém ainda as competências para confirmar e validar os documentos que por força da lei ou regulamento, sejam exigidos no âmbito da UCC. O coordenador da equipa pode delegar com faculdade de subdelegação, as suas competências noutro elemento da equipa, que será o Enfermeiro Cristiano José Simões Gonçalves (Elemento do Conselho de Intervenção). Artigo9º CONSELHO GERAL É constituído por todos os elementos da Equipa Nuclear da UCC Arouce. São competências do Conselho Geral: a) Aprovar o Regulamento Interno, a carta de qualidade e o plano de ação; b) Aprovar a proposta da carta de compromisso; c) Definir metas e objetivos anuais e proceder à sua avaliação; d) Incentivar o espírito de equipa e entre ajuda entre os elementos da equipa multidisciplinar; e) Designar os elementos do Conselho de Intervenção da UCC Arouce, mediante propostas previamente efetuadas pelos profissionais da UCC Arouce; f) Pronunciar-se sobre a demissão e substituição do Coordenador ou de qualquer outro elemento da equipa multiprofissional e propor os respetivos substitutos; g) Pronunciar-se sobre os instrumentos de articulação, gestão e controlo de recursos afetos e disponibilizados à UCC Arouce; h) O Conselho Geral pronuncia-se sempre que: UCC Arouce – Regulamento Interno Página 17
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    1. É necessáriosubstituir algum elemento da equipa tendo em conta a área técnica de cada elemento, através do recurso a trabalho extraordinário; 2. Quando está em causa o alargamento da cobertura assistencial ou outra questão relevante para o normal funcionamento da UCC Arouce; i) O Conselho Geral reúne no mínimo três vezes por ano, mediante convocatória do coordenador da equipa ou a pedido de pelo menos metade dos seus elementos. As convocatórias das reuniões devem mencionar a respetiva ordem de trabalhos e devem ser emitidas com uma antecedência mínima de 48 horas. j) As deliberações do Conselho Geral são aprovadas por maioria de 2/3 dos elementos que o constituem. k) O Coordenador da UCC Arouce tem voto de qualidade em caso de empate nas decisões a deliberar. Artigo10º CONSELHO DE INTERVENÇÃO 1. Os elementos do Conselho de Intervenção no triénio 2010-2012 são: Enfermeira: Anabela Girão Enfermeiro: Cristiano Gonçalves Assistente Social: Mónica Bicó Estes elementos foram designados pelo Coordenador, após auscultação do mesmo ao Conselho Geral, e durante um período de 3 anos (renováveis ou não). 2. O Conselho de Intervenção deverá reunir-se mensalmente e possui as seguintes competências: a) Divulgação junto da equipa das normas emitidas pelas entidades competentes; b) Promover as boas práticas e a excelência do exercício profissional; c) Colaborar com o Coordenador na avaliação periódica e anual da UCC Arouce d) Discutir estratégias de intervenção comunitária, metas e objetivos; e) Avaliar o grau de satisfação dos utentes da UCC e dos profissionais da equipa; f) Elaborar e manter atualizado o Manual de Boas Práticas (Manual de Procedimentos); g) Organizar e supervisionar as atividades de formação contínua e investigação; h) Elaborar os horários da UCC i) Reorganizar os horários de intersubstituição dos elementos da UCC Arouce, em função das ausências programadas; j) Efetuar estudos relacionados com as diferentes áreas de intervenção na UCC Arouce – Regulamento Interno Página 18
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    comunidade, de acordocom o Plano de Ação, para apresentar em reunião de Conselho Geral. Artigo11º REUNIÕES As reuniões de equipa e a existência de um sistema de informação comum desempenham um papel fundamental na consolidação do mesmo. Assim, a UCC Arouce efetua: Reunião de carácter ordinária semanal; Reuniões extraordinárias se necessário, por iniciativa do Coordenador ou solicitação a este de outro qualquer elemento da equipa num prazo de 48 horas; Agenda de reuniões/assuntos com distribuição prévia (a apreciar na reunião); No final das reuniões serão elaboradas atas, constando o resumo dos assuntos, transcrição integral das deliberações exaradas sobre os documentos base, deliberações verbais, etc., para além de: data, local, hora de início e fim da reunião, elementos presentes e menção justificativa dos ausentes. As atas devem ser lidas na reunião seguinte para aprovação – devem ser rubricadas por todos e em todas as folhas. Os documentos sobre os quais sejam exarados serão fotocopiados para arquivo e registo informático. Artigo12º NORMAS PARA ELABORAÇÃO DE HORÁRIOS Os horários deverão ser elaborados de forma a garantir o compromisso assistencial, maximizando a acessibilidade dos utentes, tendo em conta as preferências e interesses pessoais de cada elemento da equipa. A elaboração dos Horários de Trabalho de cada grupo profissional é uma competência do Conselho de Intervenção (CI). O processo de escolha ou atribuição de horários de trabalho dos elementos de determinado grupo profissional, deverá garantir que a proporção de horários de trabalho que satisfaz determinado elemento desse grupo, não difere significativamente UCC Arouce – Regulamento Interno Página 19
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    da proporção quesatisfaz os outros. Sempre que um elemento de um grupo profissional considere que houve uma distribuição desigual dos horários de trabalho, deve, no prazo de uma semana, após atribuição de horários, comunicá-lo ao CI. O Coordenador da UCC Arouce aprovará os horários de trabalho propostos pelo CI, caso os mesmos respeitem a totalidade das normas aqui estabelecidas. Após aprovação, os horários de trabalho deverão manter-se inalterados, com exceção do necessário para a Intersubstituição durante período de férias, formação, licença parental e doença. Artigo13º FÉRIAS Ficam estabelecidas as seguintes regras para cada grupo profissional: Assistentes Técnicos – Em período de férias, o administrativo será substituído por um elemento da mesma categoria profissional cedido pela UAG do ACES PIN 1; Assistente Social – Em período de férias poder-se-á recorrer, em caso de extrema necessidade, à colaboração de outro elemento da mesma classe profissional, dentro do ACES PIN 1, conforme acordo a celebrar entre o Diretor Executivo e a UCC Arouce; Enfermeiros – 1 elemento em gozo de férias; Assistente Operacional – Um elemento em gozo de férias. Cada elemento da equipa deverá apresentar uma proposta individual do plano de férias até ao dia 31 de Março do ano n, devendo os planos de cada grupo estar concluídos até 30 de Abril do ano n. Cada proposta individual de plano de férias deverá conter um período com 50% do total dos dias de férias, conforme legislação em vigor. Os profissionais em regime de tempo parcial têm de apresentar a proposta de mapa na UCC Arouce. Essas propostas deverão ser entregues ao CI para análise até ao dia 31 de Março do UCC Arouce – Regulamento Interno Página 20
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    ano a quese refere o plano. O CI, até ao dia 24 de Abril, deverá: Identificar sobreposição de planos de férias que colidam com a regra; Tentar obter consenso entre os elementos do grupo com planos de férias sobrepostos. Caso obtenha consenso, deverá elaborar uma proposta de plano de férias referente a todos os elementos e submetê-lo à aprovação do Coordenador da UCC Arouce. A alteração ao Plano de Férias deverá ser solicitada ao CI com uma antecedência mínima de 15 dias úteis, que se pronunciará em 48 horas após a receção do pedido e fará chegar a decisão ao Coordenador da UCC Arouce, que validará o deferimento ou indeferimento do mesmo, para autorização superior (Diretor Executivo do ACES PIN 1). Este processo deverá ser efetuado por via eletrónica. Artigo14º MÉTODOS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO INTERNA A comunicação será feita entre os elementos da equipa para tentarem solucionar as situações que surjam, sem deixarem de ter a possibilidade de comunicarem com o Coordenador. O Coordenador reunirá, pelo menos, quinzenalmente com cada grupo profissional. Por sua vez, a UCC Arouce vai comunicar internamente através de correio eletrónico, abolindo ao máximo a utilização do papel, criando um arquivo interno comum. Artigo15º ORGANIZAÇÃO INTERNA E COOPERAÇÃO INTERDISCIPLINAR O trabalho em equipa multidisciplinar exige cooperação e comunicação entre todos os seus membros para que seja eficiente. A autonomia assenta na auto-organização funcional e técnica, visando o cumprimento do plano de ação. Sendo todos autónomos no seu trabalho, o trabalho em equipa UCC Arouce – Regulamento Interno Página 21
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    obriga a umamaior autorresponsabilização, caminhando para o princípio da solidariedade e da cooperação. Assim, conforme explícito no Despacho 101413/2009, de 16 de Abril, no seu Artigo 11º: ― (...) 1 – Os profissionais que integram a equipa multiprofissional da UCC são responsáveis, solidariamente, por garantir os serviços mínimos durante os períodos de férias e durante qualquer ausência, desde que esta seja igual ou inferior a duas semanas. 2 – Em caso de ausência superior a duas semanas, os serviços mínimos são garantidos pelos restantes elementos da equipa, tendo em conta a área técnica de cada elemento, através do recurso a trabalho extraordinário. 3 – A situação prevista no número anterior não pode exceder o período de 120 dias, a partir do qual, sob proposta da UCC, o ACES procede à substituição temporária do elemento ausente, até ao seu regresso ao exercício profissional. 4 – Qualquer elemento da equipa multiprofissional da UCC que pretenda cessar o exercício da sua atividade profissional na unidade deverá comunicá-lo ao coordenador com antecedência mínima de 60 dias.‖ 1. UCC Arouce está organizada por equipas de intervenção multidisciplinar constituídas por elementos com mais de 15 horas. 2. As equipas da UCC Arouce comprometem-se a responder aos objetivos propostos desde que tenham os recursos materiais e humanos necessários e solicitados no Plano de Ação. 3. As equipas que constituem a UCC Arouce articulam de forma informal e autónoma entre si. I. EQUIPA DE CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS a) Considera-se a família (utente, vizinhos, familiares, cuidadores informais) como contexto e como unidade de intervenção. b) A integração do utente na tipologia ECCI é feita pela Equipa Coordenadora Local (ECL) através da aplicação informática da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI). c) As visitas domiciliárias podem ser programadas ou desencadeadas por intercorrências relacionadas diretamente com o problema de base ou outros. d) De acordo com a tipologia de cuidados necessários e a área geográfica a que pertence o utente, e sem prejuízo do papel de outros profissionais, será designado um gestor de caso. UCC Arouce – Regulamento Interno Página 22
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    e) A periodicidadedas visitas aos utentes em Cuidados Continuados Integrados será determinada pelo gestor de caso em função das necessidades de cuidados do utente e deverá ser discutida com o utente/família, de acordo com os objetivos definidos. f) O Plano Individual de Intervenção será aplicado a todos os utentes em ECCI pelo respetivo gestor de caso. g) Aos utentes integrados na ECCI deve ser feita pelo menos uma avaliação mensal por um profissional da equipa multidisciplinar. h) A equipa e a família podem recorrer sempre que necessário à comunicação direta através de telefone, de modo a facilitar o acompanhamento das situações crónicas em domicílio, proporcionando uma rápida e confortável situação de apoio, orientação e tranquilização dos doentes e familiares. i) Os elementos de outras Unidades Funcionais de Saúde que integram ou venham a integrar a equipa multidisciplinar da UCC Arouce e, que prestam ou venham a prestar cuidados na ECCI, devem respeitar os horários programados para a realização das suas atividades. j) As ECCI são responsáveis pela valorização e monitorização de sintomas para despiste precoce de complicações e atuação atempada sobre os mesmos. k) A ECCI realiza todas as sextas-feiras, entre as 17 e as 19 horas, uma reunião de trabalho para discussão de casos, organização do trabalho de fim- de-semana, articulação interprofissional, aferir métodos de trabalho, discussão e resolução de problemas e outros, que a equipa considere relevantes. l) Nestas reuniões deverão estar sempre presentes os elementos a tempo inteiro na equipa, podendo ser convocados os profissionais que integram parcialmente a mesma, considerados pertinentes para a resolução de problemas identificados nessa semana pela equipa interdisciplinar. m) A ECCI participa na avaliação das suas atividades, registando as mesmas nos informaticamente (MedicineOne®). II. EQUIPA DE SAÚDE ESCOLAR a) A gestão do Programa de Saúde Escolar é da Responsabilidade da Unidade de Saúde Publica (USP). A UCC Arouce propõe no seu plano de ação anual as atividades a realizar pelos profissionais que a compõem, comprometendo-se a cumprir o mesmo de acordo com o proposto. b) Considera-se a unidade de intervenção da Equipa de Saúde Escolar (ESE) da UCC Arouce a população escolar do Concelho da Lousã (Alunos, UCC Arouce – Regulamento Interno Página 23
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    professores/educadores, assistentes operacionais). c) A referenciação de problemas detetados nas escolas relacionados com pessoas ou espaços físicos pode ser feita a partir de qualquer elemento da comunidade escolar ou outros à ESE. d) A equipa interdisciplinar, as escolas e os parceiros comunitários, devem ter acesso à rede de comunicação (telefone fixo – 239990610, Fax - 239993508, Correio Eletrónico – ucc.arouce@srscoimbra.min-saude.pt) de modo a facilitar a acessibilidade e rapidez na resolução de situações. e) No início do ano letivo, a equipa faz o levantamento do parque escolar através de suporte próprio. f) A sinalização de alunos para encaminhamento especializado é feita ao longo do ano letivo pelas escolas para a UCC Arouce através de correio eletrónico. A resposta/proposta de intervenção da UCC Arouce-ESE é feita através da mesma forma de contacto. g) Na necessidade de reencaminhar/articular com outros profissionais a ESE utiliza o correio eletrónico, com pedido de informação de retorno à Equipa de Saúde Escolar. h) As visitas/reuniões às escolas devem ser preferencialmente programadas. i) Para solicitar a realização de sessões de educação para a saúde pela ESE da UCC Arouce as escolas devem efetuar contacto através de correio eletrónico, com 15 dias de antecedência para a Coordenadora da UCC Arouce. j) A equipa de Saúde Escolar participa nas reuniões programadas da UCC Arouce. k) A Equipa de Saúde Escolar da UCC Arouce pode participar em reuniões com a Unidade de Saúde Publica no âmbito do Programa Nacional de Saúde Escolar, devendo as mesmas ser comunicadas ao coordenador da UCC Arouce e autorizadas pelo mesmo. l) A ESE participa nas reuniões mensais da UCC Arouce programadas ou extraordinárias. m) A ESE participa na avaliação anual do Programa Nacional de Saúde Escolar através do preenchimento do suporte informático oficial da DGS e suportes da UCC Arouce. III. EQUIPA DE INTERVENÇÃO COMUNITÁRIA 1. A Equipa designada de Intervenção Comunitária abrange todos os projetos comunitários que não se enquadram no âmbito dos programas de Cuidados UCC Arouce – Regulamento Interno Página 24
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    Continuados e SaúdeEscolar. a) Considera-se a unidade de intervenção da Equipa de Intervenção Comunitária (EIC) as famílias, os grupos e as comunidades do Concelho da Lousã. b) A referenciação das famílias e grupos da comunidade pode ser feita a partir de qualquer elemento da comunidade (Individuo ou instituição) à UCC Arouce. c) A equipa interdisciplinar, parceiros comunitários, e utente/família devem ter acesso à rede de comunicação (telefone fixo – 239990610, Fax - 239993508, Correio Eletrónico – ucc.arouce@srscoimbra.min-saude.pt) de modo a facilitar a acessibilidade e rapidez na resolução de situações. d) As visitas domiciliárias realizadas no âmbito dos vários projetos da UCC Arouce devem ser programadas. e) A sinalização de recém-nascidos de risco à UCC Arouce é feita, sempre que possível, através correio eletrónico ou outro meio que esteja em utilização. f) As inscrições de mulheres grávidas nos cursos de preparação para o parto são feitas individualmente pelas mesmas, na UCC Arouce através dos contactos referidos ou através das Unidades Funcionais do ACES PIN 1. g) Os elementos de outras Unidades Funcionais de Saúde que integram ou venham a integrar a equipa multidisciplinar da UCC Arouce, e que prestam ou venham a prestar cuidados nos diversos projetos da mesma, devem respeitar os horários programados para a realização das suas atividades. h) A EIC participa nas reuniões mensais da UCC Arouce programadas ou extraordinárias. i) A EIC participa na avaliação da UCC Arouce através dos registos realizados nos instrumentos e suportes elaborados para o efeito. UCC Arouce – Regulamento Interno Página 25
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    Artigo16º ÁREAS DE ATUAÇÃO DOS DIFERENTES GRUPOS PROFISSIONAIS 1. ÁREA DE ATUAÇÃO DE ENFERMAGEM INTERVENÇÃO ASSISTENCIAL COOPERAÇÃO/ARTICULAÇÃO Indivíduo e Famílias Visitas Domiciliárias para prevenção da doença, RNCCI promoção da saúde, tratamento, reabilitação e Unidades Funcionais de Saúde do ACES ações paliativas no âmbito dos programas de PIN 1 CCI, Saúde Infantil e Saúde Materna. Hospitais, Maternidades Indivíduo e Famílias Curso de Preparação para a Parentalidade Unidades Funcionais de Saúde do ACES Visitas e reuniões no âmbito da Saúde Escolar Escolas do Concelho da Lousã Participação nos Projetos de Promoção para a Saúde cuja solicitação é feita pelas Escolas do Escolas do Concelho da Lousã Parque Escolar do Concelho da Lousã Consultas de enfermagem em gabinetes de Escolas do Concelho da Lousã Atendimento a Jovens. Sessões de Educação para a Saúde a grupos, Escolas do Concelho da Lousã no âmbito dos programas de: Saúde Escolar, Indivíduos isolados Saúde do Adulto e do Idoso, Cuidados IPSS Continuados Integrados, Saúde Infanto-Juvenil. Famílias Prevenção da Doença e Promoção da Saúde de Grupos de Risco: Diabéticos, Hipertensos, no âmbito dos Centros de Dia Programas de Saúde do Adulto e do Idoso Escolas do Concelho Campanhas de Rastreios de Hipertensão e diabetes. Comissão Protecção de Crianças e Jovens Integração em Comissões e Equipas de Palmela e Equipa de intervenção Comunitárias Precoce Formação de alunos de enfermagem Escolas Superiores de Enfermagem Desenvolvimento Profissional e Formação Instituições oficiais e particulares Contínua INTERVENÇÃO NÃO ASSISTENCIAL Introdução de dados clínicos em suporte MedicineOne e Aplicativo da RNCCI informático Registos e Tratamento de dados estatísticos Programas e Projetos da UCC Arouce Planos de Ação e Relatórios de Atividades Anuais Formação de outros profissionais Formação de alunos de enfermagem Organização de sessões de educação para a Saúde Organização de ações de Formação em serviço Articulação e encaminhamento de situações Rendimento Social de Inserção RNCCI. para parceiros e Instituições comunitárias Reuniões de serviço intra e extra equipa da UCC Arouce UCC Arouce – Regulamento Interno Página 26
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    2. ÁREA DEATUAÇÃO MÉDICA2 INTERVENÇÃO ASSISTENCIAL COOPERAÇÃO/ARTICULAÇÃO Visitas Domiciliárias tratamento e ações Equipa de Cuidados Continuados Integrados e paliativas, no âmbito do programa de Equipa Comunitária de Cuidados de Saúde Cuidados Continuados Integrados e Paliativos Paliativos INTERVENÇÃO NÃO ASSISTENCIAL Introdução de dados clínicos em suporte Aplicativo da RNCCI informático Registos nos processos dos utentes em domicílio Não se aplica Consultas não assistenciais Reuniões com a UCC Arouce 3. ÁREA DE ATUAÇÃO DE FISIOTERAPIA3 INTERVENÇÃO ASSISTENCIAL COOPERAÇÃO/ARTICULAÇÃO Visitas Domiciliárias para reabilitação após Equipa de Cuidados Continuados Integrados avaliação da Equipa de Enfermagem Educação para a saúde: Prevenção de Centros de Dia, Equipa de Cuidados quedas Continuados Integrados INTERVENÇÃO NÃO ASSISTENCIAL Registos nos processos dos utentes em MedicineOne e Aplicativo da RNCCI domicílio Formação de alunos fisioterapia Registo de dados estatísticos mensais Não se aplica Reuniões com a UCC Arouce 2 Articulação com os médicos das equipas de saúde familiar às quais pertençam os utentes em ECCI. Os utentes sem médico serão observados pelos médicos da UCSP Lousã Serpins. 3 Profissional a afetar futuramente UCC Arouce – Regulamento Interno Página 27
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    4. ÁREA DEATUAÇÃO DE SERVIÇO SOCIAL INTERVENÇÃO ASSISTENCIAL COOPERAÇÃO/ARTICULAÇÃO Equipa de Cuidados Continuados VD do âmbito da assistência social Integrados Equipa de Intervenção Comunitária INTERVENÇÃO NÃO ASSISTENCIAL Introdução de dados clínicos em suporte MedicineOne e Aplicativo da RNCCI informático Articulação com outros técnicos e parceiros e Segurança Social, RNCCI, USF e UCSP; encaminhamento de pessoas Segurança Social, RNCCI, USF, UCSP, Reuniões intra e extra UCC Arouce RSI 5. ÁREA DE ATUAÇÃO ADMINISTRATIVA4 INTERVENÇÃO ASSISTENCIAL COOPERAÇÃO/ARTICULAÇÃO Utentes, famílias, instituições da Atendimento personalizado ao público/telefone comunidade Atendimento personalizado aos profissionais da Equipa Multidisciplinar UCC Arouce Contacto com médicos de família para pedidos de USFSL e UCSP Lousã Serpins medicação e exames dos utentes em ECCI Articulação e encaminhamento com serviços UAG centrais INTERVENÇÃO NÃO ASSISTENCIAL Expediente – Correio, pedidos de transporte, fax, ofícios Assiduidade – folhas de ponto, dispensas serviço, ferias Registos informáticos – Km, dinheiro, combustíveis, utentes entrados em ECCI Introdução dados no aplicativo da RNCCI sempre que solicitada Elaboração das atas de reuniões Organização de pastas administrativas 4 Profissional a afetar à UCC Arouce pelo ACES PIN 1 UCC Arouce – Regulamento Interno Página 28
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    6. ÁREA DEATUAÇÃO DE PSICOLOGIA5, NUTRICIONISTA6, ENFERMEIRO REABILITAÇÃO/FISIOTERAPÊUTA6 E HIGIENISTA ORAL6 INTERVENÇÃO ASSISTENCIAL COOPERAÇÃO/ARTICULAÇÃO VD no âmbito técnico de cada profissional ECCI INTERVENÇÃO NÃO ASSISTENCIAL Articulação com outros técnicos e parceiros; Encaminhamento de pessoas Registos nos processos dos utentes em domicílio MedicineOne e Aplicativo da RNCCI Formação de alunos Registo de dados estatísticos mensais Reuniões com UCC Arouce 5 Profissional com previsão de horas a afetar à UCC Arouce no Plano de Ação homologado pela ARS Centro, a serem negociadas com a URAP. 6 Profissionais futuramente a serem afetos à UCC Arouce pelo ACES PIN 1. UCC Arouce – Regulamento Interno Página 29
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    CAPÍTULO IV COMPROMISSO ASSISTENCIAL Artigo17º HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DA UCC E COBERTURA ASSISTENCIAL 1. Horário de funcionamento da UCC Arouce: Dias úteis das 8 às 20 horas. 2. Serviço Administrativo: Dias úteis das 9 às 13 e das 14 as 17 horas 3. Equipa de Cuidados Continuados Integrados: a) Dias úteis das 8 às 20 horas; b) Sábados, Domingos, Feriados e Tolerâncias: das 9 às 13 e das 14 as 17 horas. Horário efetuado e remunerado em horário extraordinário. As atividades neste horário terão de ser programadas com pelo menos 24 horas de antecedência. c) Horário de prevenção para cuidados de enfermagem urgentes: das 9 às 11 horas. 4. Restantes equipas: 9 às 17 horas7 A cada situação será dada resposta de acordo com a particularidade da mesma tendo em conta as vertentes: a) Acessibilidade: Para melhorar a acessibilidade dos utentes à UCC Arouce, procurar-se-á que os Serviços estejam disponíveis em horário que contemple todo o período de funcionamento da UCC Arouce, incluindo atendimento à hora de almoço (13 – 14 h) e em horário pós-laboral (17 – 20 h); b) Personalização: Ficheiro personalizado com implementação de sistema de intersubstituição nas diferentes atividades; c) Continuidade: Atividades programadas e não programadas para seguimento das situações em ECCI ou outras contempladas na Carteira de Serviços; 7 Sempre que for necessário participar em reuniões ou realizar VD com carácter urgente e inadiável fora do horário do profissional poderá haver alteração do horário, com carácter pontual e casuístico, desde que de comum acordo com o profissional e com o coordenador da Unidade. UCC Arouce – Regulamento Interno Página 30
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    d) Atendimento telefónico:Personalizado em pelo menos dois períodos diários; e) Coordenação com cuidados secundários: Criação de uma rede de referenciação e ligação telefónica direta com protocolos de cooperação. Artigo18º DEFINIÇÃO DA OFERTA DE SERVIÇOS De acordo com o Artigo 9º do Despacho 101413/2009, de 16 de Abril: “ (...) 1 – À UCC compete assegurar as suas funções através da sua carteira de serviços, observando os princípios integrantes dos números seguintes. 2 – Os cuidados de saúde por ela prestados devem ser definidos considerando o diagnóstico de saúde da comunidade e as estratégias de intervenção definidas pelo Plano Nacional de Saúde (PNS) e centrando a sua organização numa coordenação efetiva entre os programas em desenvolvimento. 3 – Os programas e projetos da carteira de serviços integram-se no plano de ação do ACES, em estreita articulação com as Unidades de Saúde Familiar (USF), as Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP), a Unidade de Saúde Pública (USP) e com a Equipa Coordenadora Local (ECL), no âmbito da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).” A oferta de serviços são as que constam do Plano de Ação (Anexo 2) apresentado à ERA em Dezembro de 2009 e homologado pela ARS Centro, IP em 29 de Dezembro de 2009. Esta oferta está sujeita às alterações decorrentes das reestruturações que forem efetuadas ao referido Plano, sendo o Anexo substituído pelo que vier a ser homologado pela ARS Centro, IP. Pertencem à UCC Arouce todos os profissionais que afetam um número de horas semanais que excedem metade do seu horário e que constam no Anexo 1. Fazem ainda parte da equipa multidisciplinar da UCC Arouce os profissionais da URAP que integram os programas e projetos da UCC Arouce a tempo parcial de acordo com o Anexo 1. UCC Arouce – Regulamento Interno Página 31
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    Artigo19º ORIENTAÇÃO AOS CIDADÃOS 1. AGENDAMENTO DE VISITAS DOMICILIÁRIAS A) Programa de Cuidados Continuados e Cuidados Continuados Integrados a) O acesso dos utentes ao Programa de Cuidados Continuados é feito após a sinalização à equipa de Cuidados Continuados Integrados. b) Podem sinalizar utentes à ECCI, os familiares, os vizinhos, os enfermeiros, os médicos, a assistente social, o Hospital, as IPSS e todos os que tenham conhecimento de casos de utentes em situação de dependência e necessidade de cuidados de saúde, através das equipas de saúde familiar, para a Equipa Coordenadora Local (ECL); c) A integração do doente na ECCI é sempre feita após contacto da ECL; d) As primeiras visitas domiciliárias Médicas, Psicologia, Assistente Social, Fisioterapia, Nutrição, Higiene Oral são sempre solicitadas pelo enfermeiro gestor de caso. e) As visitas seguintes dos referidos profissionais serão agendadas entre a família/utente e os profissionais e de acordo com as necessidades do doente. f) As VD de enfermagem no âmbito da ECCI são extensíveis aos fins-de-semana e feriados, no período das 9-13 horas e 14-17 horas e devem, sempre que possível, ser efetuadas nas primeiras 24 horas após referenciação pela ECL. g) O planeamento das VD de enfermagem aos fins-de-semana e feriados é feito nas reuniões da ECCI que se realizam todas as sextas-feiras entre as 17 e as 19 horas. h) Em caso de necessidade urgente e inadiável os utentes em ECCI podem solicitar visita de enfermagem durante o fim-de-semana ou feriados através de telefonema ao enfermeiro de serviço e entre o período das 9 às 13 horas. B) Visitas Domiciliárias no âmbito do Projeto Felizes em Casa As Visitas Domiciliárias às puérperas e recém-nascidos são feitas pela enfermeira após: a) Sinalização pelas Maternidades e/ou Unidades Saúde Familiares do ACES PIN 1 através dos documentos vigentes. b) Combinação prévia com a família. UCC Arouce – Regulamento Interno Página 32
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    c) Serão feitasem média quatro VD programadas. d) A primeira VD deve ser realizada preferencialmente durante a primeira semana de vida da criança. Artigo20º CONTINUIDADE E INTEGRAÇÃO DOS CUIDADOS NA UCC AROUCE 1. INTER-SUBSTITUIÇÕES E SERVIÇOS MÍNIMOS DOS DIFERENTES PROJETOS E PROGRAMAS DA UCC AROUCE a) Projeto Bem Crescer – Bem Aprender (Inclusão Escolar) O projeto tem que ser supervisionado por um Enfermeiro Especialista em Saúde Pública ou por um Enfermeiro Especialista em Saúde Infantil. As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os enfermeiros envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas. Inter-substituição: Em caso de ausência programada e não programada e períodos de férias do Enfermeiro Especialista em Saúde Comunitária, é adiada a sua execução. Em caso de ausências superiores a 2 semanas e períodos de férias não haverá substituição no projeto interrompendo-se o mesmo. Serviços mínimos: Não existem serviços mínimos. b) Projeto Gota a Gota (Necessidades Educativas Especiais) O projeto tem que ser supervisionado por um Enfermeiro Especialista em Saúde Pública ou por um Enfermeiro Especialista em Saúde Infantil. As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os enfermeiros envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas. O papel do Enf. Especialista em Saúde Comunitária será o de promover sinergias com outros parceiros comunitários no âmbito do problema detetado (ARCIL e Equipas de Saúde Familiar). UCC Arouce – Regulamento Interno Página 33
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    Inter-substituição: Na ausência do Enfermeiro de Saúde Comunitária, o Enfermeiro Generalista efectuará a recepção e registo em suporte próprio dos casos sinalizados, para posterior encaminhamento. Na ausência do Assistente Técnico os Enfermeiros apenas efectuarão o acompanhamento e encaminhamento das crianças previamente sinalizadas. Em caso de ausências superiores a 2 semanas e períodos de férias não haverá substituição no projeto interrompendo-se o mesmo. Serviços mínimos: Não existem serviços mínimos c) Projeto Cabeças Limpinhas (Prevenção da Pediculose Infantil) Inter-substituição: As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os enfermeiros envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas. Na ausência não prolongada do assistente técnico, a equipa de enfermagem assume as funções mínimas para o desenvolvimento das atividades. Nas ausências superiores a duas semanas de um dos enfermeiros, o outro dá resposta ao Projeto com recurso, caso seja necessário, a horas extraordinárias, mas excluem-se as instituições de ensino privado. Serviços mínimos: Na ausência de um dos enfermeiros, consideram-se atividades mínimas a confirmação dos casos de Pediculose Ativa Confirmada, sinalizadas pelas instituições escolares, e a articulação com as Unidades Funcionais do Centro de Saúde da Lousã para agilização do processo de tratamento. d) Projeto Proteger é Viver (Promoção da Vacinação em meio Escolar) Inter-substituição: As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os UCC Arouce – Regulamento Interno Página 34
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    enfermeiros envolvidos poderãoajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas. Em caso de ausências superiores a 2 semanas o elemento em falta será substituído pelo outro com recurso, caso seja necessário, a horas extraordinárias. Serviços mínimos: Consideram-se serviços mínimos, no caso da ausência não programada de um dos Enfermeiros, a avaliação do estado de atualização vacinal da coorte dos matriculados com 13 anos, uma vez que é nesta que os resultados obtidos são geralmente menos satisfatórios. Quando se verificar esta situação, o outro enfermeiro assume a interligação com as outras UF e, eventualmente, outros ACES para a agilização dos processos de atualização vacinal. Ainda, na ausência não programada de um dos enfermeiros, o outro assume as suas funções, adiando-se a avaliação do grupo de profissionais de educação. Na ausência do Assistente Técnico, os Enfermeiros partilham as funções. e) Projeto Mundo dos Afetos (Sexualidade em meio Escolar) Inter-substituição: As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os enfermeiros envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas. Em caso de ausências superiores a 2 semanas o elemento em falta será substituído pelo outro com recurso, caso seja necessário, a horas extraordinárias. Serviços mínimos: Na ausência de um dos enfermeiros, consideram-se atividades mínimas as programadas para a escola EB 2/3 da Lousã e serão desenvolvidas pelo outro enfermeiro responsável pelo projeto. Na ausência dos dois enfermeiros, o projeto será suspenso. f) Projeto Olá Dentinho (Promoção da Saúde Oral) Inter-substituição: As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os enfermeiros envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas. UCC Arouce – Regulamento Interno Página 35
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    Em caso deausências superiores a 2 semanas o elemento em falta será substituído pelo outro com recurso, caso seja necessário, a horas extraordinárias. Serviços mínimos: Na ausência de um dos enfermeiros, consideram-se atividades mínimas as programadas para a escola EB 2/3 da Lousã e serão desenvolvidas pelo outro enfermeiro responsável pelo projeto. Na ausência não programada de um dos enfermeiros, apenas se promove a avaliação dos índices de CPO/CPOD e o encaminhamento para consulta de medicina dentária, de acordo com orientações normativas em vigor. g) Projeto Respirar Saudável (Prevenção do Tabagismo na Adolescência) Inter-substituição: As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os enfermeiros envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas. Em caso de ausências superiores a 2 semanas o elemento em falta será substituído pelo outro com recurso, caso seja necessário, a horas extraordinárias. Serviços mínimos: Não se consideram serviços mínimos. h) Projeto Combate ao Excesso de Peso e Obesidade (Prevenção do Excesso de Peso e Obesidade nas Crianças em Idade Escolar) Este projeto será efetivado por dois enfermeiros e dois assistentes operacionais. Inter-substituição: As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os profissionais envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas. Em caso de ausências superiores a 2 semanas o elemento em falta será substituído pelo outro com recurso, caso seja necessário, a horas extraordinárias. Na ausência não programada superior a 2 semanas de um dos Assistente Operacionais, a Coordenadora da UCC Arouce solicitará à Coordenadora da UAG a sua substituição imediata. UCC Arouce – Regulamento Interno Página 36
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    Serviços mínimos: Não se consideram serviços mínimos. i) Projeto Tá-se bem!... (Supervisão do Exame Global de Saúde dos 6 e 13 anos) Este projeto será efetivado por um Assistente Técnico e de um Enfermeiro Generalista. Inter-substituição: As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os profissionais envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas. Na ausência não programada do Enfermeiro responsável pela execução do programa, a Coordenadora da UCC Arouce designará qual o enfermeiro que o substitui, recorrendo, se necessário, a horas extraordinárias. Na ausência não programada do assistente técnico o enfermeiro apenas efetuará a verificação dos exames efetuados às crianças e adolescentes que estão inscritas nas USF do Centro de Saúde da Lousã. Na ausência não programada superior a 2 semanas do Assistente Técnico, a Coordenadora da UCC Arouce solicitará à Coordenadora da UAG a sua substituição imediata. Serviços mínimos: Não se consideram serviços mínimos. j) Projeto Tou Seguro! (Prevenção de acidentes em meio escolar) Este projeto será efetivado por um Assistente Técnico e de um Enfermeiro Generalista com formação em Suporte Básico e Avançado de Vida. Inter-substituição: As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os profissionais envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas. Na ausência não programada do Enfermeiro responsável pela execução do programa, UCC Arouce – Regulamento Interno Página 37
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    a Coordenadora daUCC Arouce designará qual o enfermeiro que o substitui, recorrendo, se necessário, a horas extraordinárias. Na ausência não programada superior a 2 semanas do Assistente Técnico, a Coordenadora da UCC Arouce solicitará à Coordenadora da UAG a sua substituição imediata. Serviços mínimos: Não se consideram serviços mínimos. k) Projeto Comer Bem, Crescer Saudável (Alimentação Saudável em Saúde Escolar) Inter-substituição: As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os enfermeiros envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas. Em caso de ausências superiores a 2 semanas o elemento em falta será substituído pelo outro, com recurso, caso seja necessário, a horas extraordinárias. Serviços mínimos: Não se consideram serviços mínimos. l) Projeto Um Abraço, Um Sorriso (Combate à Solidão) Inter-substituição: As actividades propostas são desenvolvidas ao longo do ano lectivo, desta forma, os profissionais envolvidos poderão ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas. Em caso de ausências superiores a 2 semanas o elemento em falta será substituído por outro, com recurso, caso seja necessário, a horas extraordinárias. Serviços mínimos: Não se consideram serviços mínimos. UCC Arouce – Regulamento Interno Página 38
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    m) Projeto Amor-Perfeito(Cuidados Primários em Saúde Reprodutiva e Curso de Preparação para a Parentalidade) O Curso de Preparação para a Parentalidade tem que ser ministrado por uma Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica. Inter-substituição: Em caso de ausências programadas e não programadas e períodos de férias da Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstetrícia, os cursos serão programados de forma a avançarem ou recuarem, o inicio e o fim dos mesmos. Em caso de ausências superiores a 2 semanas e períodos de férias não haverá substituição no curso interrompendo-se os mesmos. Os profissionais intervenientes no Curso de Preparação para a Parentalidade podem alterar a programação das aulas de forma a facilitar quer os profissionais quer as utentes. Serviços mínimos: Não existem serviços mínimos n) Projeto Felizes em casa (Cuidados Primários em Saúde Reprodutiva e Visita Domiciliária de Enfermagem à Puérpera e Recém-Nascido) Este projeto será efetivado por uma Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica. Inter-substituição: Os intervenientes do projecto inter-substituem-se em caso de ausências programadas e não programadas, por período inferior a 2 semanas ou períodos de férias. Em caso de ausências superiores a 2 semanas recorre-se caso seja necessário a trabalho extraordinário, para assegurar o serviço mínimo. UCC Arouce – Regulamento Interno Página 39
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    Serviços mínimos: Consideram-se serviços mínimos a 1ª Visita Domiciliária o) Projeto GAJ (Gabinete de Atendimento Jovens) Inter-substituição: Os enfermeiros envolvidos articular-se-ão, de forma a garantir semanalmente e ao longo do ano letivo o funcionamento dos gabinetes de atendimento a jovens podendo, desta forma, ajustar os seus períodos de férias às pausas lectivas. Em caso de falta de um enfermeiro, por períodos superiores a 2 semanas não há substituição do elemento, sendo as escolas informadas que os alunos podem recorrer a outro local de atendimento. Em caso de falta dos 2 elementos integrados na equipa de Saúde Escolar não há substituição dos mesmos nos gabinetes de atendimento. Serviços mínimos: Funcionamento de um gabinete de atendimento em caso de falta de um elemento. p) ELI (Intervenção Precoce) Inter-substituição: Os membros da equipa de IP inter-substituem-se na VD em caso de ausência prolongada de qualquer membro. Serviços mínimos: Não se consideram serviços mínimos para a UCC Arouce. q) CPCJ (Proteção de Crianças e Jovens) Inter-substituição: Na ausência do membro da UCC Arouce, é a CPCJ Lousã que substitui o elemento da Saúde. UCC Arouce – Regulamento Interno Página 40
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    Serviços mínimos: Não se consideram serviços mínimos para a UCC Arouce. r) Projeto Toca a Andar (Promoção de estilos de vida saudáveis e prevenção das doenças cerebrovasculares e metabólicas) Inter-substituição: A efetivação deste projeto será feita por dois enfermeiros que definirão as suas ausências programadas sem comprometer a concretização das atividades. Os intervenientes do projecto inter-substituem-se em caso de ausências programadas e não programadas, por período inferior a 2 semanas ou períodos de férias. Perante a ausência não programada do enfermeiro responsável por assegurar a execução das atividades, a Coordenadora da UCC determinará o elemento que dará resposta à atividade planeada, recorrendo, caso seja necessário, a horas extraordinárias. As atividades propostas serão canceladas no mês de Agosto. Serviços mínimos: De acordo com as caraterísticas das atividades a desenvolver neste projeto, não serão previstos serviços mínimos para a sua concretização. s) Projeto Integrar… (Rendimento Social de Inserção) Inter-substituição: Todos os elementos da UCC Arouce respondem perante os pedidos dirigidos à equipa através do RSI. Serviços mínimos: Todas as situações encaminhadas para a UCC Arouce terão resposta. UCC Arouce – Regulamento Interno Página 41
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    t) Projeto ConseguirViver Melhor com a Ostomia (Programa de Saúde do Adulto e do Idoso) Inter-substituição: Os intervenientes do projecto inter-substituem-se em caso de ausências programadas e não programadas, por período inferior a 2 semanas ou períodos de férias. Em caso de ausências superiores a 2 semanas recorre-se caso seja necessário a trabalho extraordinário, para assegurar o serviço mínimo. Serviços mínimos: Não se consideram serviços mínimos u) Projeto Mão Amiga (Programa de Saúde do Adulto e do Idoso) Inter-substituição: Os intervenientes do projecto inter-substituem-se em caso de ausências programadas e não programadas, por período inferior a 2 semanas ou períodos de férias. Em caso de ausências superiores a 2 semanas recorre-se caso seja necessário a trabalho extraordinário, para assegurar o serviço mínimo. Serviços mínimos: Não se consideram serviços mínimos v) Programa de Cuidados Continuados Integrados Inter-substituição: Em caso de ausências programadas e não programadas por um período inferior a 2 semanas e períodos de férias, asseguram-se os serviços mínimos em CCI e Paliativos. Em caso de ausências superiores a duas semanas, e de acordo com as necessidades, recorre-se a trabalho extraordinário para execução dos serviços mínimos dos utentes do profissional em falta. A programação das férias será efetuada de forma a dar continuidade aos cuidados. As demais situações requerem a substituição do profissional. UCC Arouce – Regulamento Interno Página 42
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    Em período deférias será reduzido o número de admissões de novos doentes, excepto as situações emergentes, o que poderá significar uma diminuição do número máximo de doentes acompanhados pela equipa. Serviços mínimos: Consideram-se serviços mínimos os cuidados considerados impreteríveis de acordo com legislação em vigor e acções paliativas das 9:00 às 17:00 horas todos os dias da semana. Artigo21º COMUNICAÇÃO COM OS CIDADÃOS, INSTITUIÇÕES E COMUNIDADE EM GERAL 1. Os Cidadãos, as Instituições e Comunidade em geral serão informados sobre a existência, funcionamento, carteira de serviços da UCC Arouce e das formas de acesso a esta através de: a) Informação dos jornais locais b) Afixação de horários de funcionamento em painel informativo c) Informação telefónica d) Informação dos profissionais e) Correio eletrónico f) Afixação de posters g) Folhetos informativos a elaborar Artigo22º PRESTAÇÃO DE CONTAS 1. O Plano de Ação da UCC Arouce é válido por três anos. 2. Em cada três anos é reformulado actualizando os programas e projectos 3. A divulgação do Plano de Ação é feita através da apresentação do mesmo aos parceiros comunitários em reunião. 4. A divulgação à população em geral é feita através de jornais locais. 5. A UCC Arouce elabora anualmente o Relatório de Atividades até 30 de Janeiro da cada ano. 6. A UCC Arouce compromete-se a divulgar junto da população, através de Boletim Informativo e com periodicidade anual, dados relativos à produção UCC Arouce – Regulamento Interno Página 43
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    (indicadores e metasalcançadas), custos, resultados em programas de qualidade programados e inquéritos de satisfação efetuados aos utentes e profissionais. UCC Arouce – Regulamento Interno Página 44
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    CAPÍTULO V FORMAÇÃO E COMPROMISSO PARA A QUALIDADE Artigo23º DESENVOVIMENTO PROFISSIONAL CONTÍNUO A qualificação tem vindo a sofrer uma evolução na forma como é concebida, passando de uma perspetiva de acumulação de saberes e habilidades, para passar a ser entendida como o conjunto de conhecimentos e capacidades. A nível da Organização Internacional do Trabalho (OIT), têm sido colocados três grandes grupos de competências: “Aprender a pensar, aprender a fazer e aprender a ser.” 1. É um direito dos profissionais a formação em serviço, a formação contínua e a participação na formação de novos profissionais. 2. Através deste princípio pretendemos contribuir para o desenvolvimento pessoal e institucional com consequência na qualidade e humanização nos cuidados prestados pelos diferentes profissionais. Artigo24º LEVANTAMENTO DAS NECESSIDADES a) Os profissionais (individualmente ou em grupo) identificam as necessidades de formação através dos mecanismos vigentes na UCC Arouce b) Todas as formações devem ser propostas e autorizadas pelo Coordenador da UCC Arouce. c) As formações internas propostas entram no plano da ação anual, do ano seguinte. d) O plano de formação anual deve ser elaborado até Março de cada ano. e) O plano de ação pode ser atualizado caso surjam temas que a equipa considere pertinentes para trabalhar rapidamente. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 45 45
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    Artigo25º PARTICIPAÇÃO EM AÇÕES DE FORMAÇÃO EXTERNAS 1. Cada profissional tem direito a utilizar as horas consignadas por lei para a frequência de acções formativas. 2. Não deve estar mais de um profissional ausente do serviço por motivos de formação. 3. As formações externas são autorizadas pelo Coordenador da UCC Arouce, após parecer favorável do Conselho de Intervenção. 4. Em caso de vários profissionais querem ir à mesma formação serão autorizados os que tiverem menos horas de formação no ano. 5. Sempre que um profissional for a uma formação externa deve fazer um resumo da mesma na reunião de equipa a seguir à frequência da acção, às sextas-feiras das 17 às 19 horas. Artigo26º FORMAÇÃO EM SERVIÇO INTERNA 1. A discussão de casos clínicos e outras formações devem ser realizadas nas horas destinadas a reuniões da equipa (sextas-feiras à tarde das 17-19 horas). 2. Todos os profissionais da equipa nuclear da UCC Arouce devem participar como prelectores nas acções de formação em serviço. Artigo27º FORMAÇÃO PRÉ E PÓS GRADUADA A constante busca do saber e a sua transmissão deverão ser parte integrante do desenvolvimento de cada profissional. Temos a forte convicção que os princípios defendidos pela UCC Arouce se constituem como modelos de boas práticas que gostaríamos de incutir nos futuros e/ou recentes profissionais. 1. A frequência de formação pré e pós graduada é uma mais-valia para os profissionais da UCC Arouce e para a instituição que representam. 2. Não deve estar em formação pré e pós-graduada mais de 1 profissional da equipa nuclear. 3. Toda a formação pré e pós-graduada da equipa nuclear deve ser discutida em Conselho Geral, após parecer do Conselho de Intervenção. 4. A equipa nuclear da UCC Arouce deve assumir em conjunto o compromisso de substituição do profissional que se propõe a fazer uma formação a longo prazo. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 46 46
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    5. O compromisso assumido deve ficar em acta. 6. O Coordenador terá a última palavra na autorização, ou não, da formação. 7. A UCC Arouce participa na orientação de estágios de alunos de pré e pós- graduação desde que as instituições solicitem atempadamente os campos de estágio e de acordo com os recursos humanos existentes na UCC Arouce, de acordo com legislação em vigor. 8. Os estágios na UCC Arouce devem ser sempre autorizados pelo coordenador. 9. Será da competência do CI a nomeação dos tutores responsáveis pela formação de cada elemento, após auscultação das partes, nos casos em que esta determinação não tenha sido dada superiormente. Será também da competência do CI efetuar a divulgação aos outros elementos da UCC Arouce, das atividades de ensino em ambiente de trabalho. 10. Os elementos da UCC Arouce comprometem-se, dentro das suas funções, a prestar todo o apoio à formação dos vários formandos através da transmissão do seu saber e das suas aptidões individuais, assim como na colaboração de eventuais trabalhos de investigação que estes pretendam efetuar. 11. A UCC Arouce deverá divulgar junto dos utentes e comunidade, a atividade de formação a efetuar, solicitando a sua colaboração e informando do direito à recusa. Artigo28º INVESTIGAÇÃO EM CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS A Investigação é parte fundamental no processo de mudança e atualização de qualquer estrutura ou sistema. Nos Cuidados de Saúde Primários podemos verificar que não tem havido o desenvolvimento sistematizado desta cultura, o que por si só não permite o avanço e desenvolvimento do próprio sistema ou estrutura. A UCC Arouce disponibiliza o seu local de trabalho e a sua colaboração em trabalhos de investigação sempre que para tal seja solicitado e não se verifiquem quaisquer impedimentos éticos e legais. Os elementos da Equipa comprometem-se a colaborar na recolha e tratamento de dados, assim como a sua partilha e disponibilização, para futuros trabalhos de investigação realizados no âmbito da formação pré e pós-graduada e desenvolvimento profissional contínuo. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 47 47
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    Artigo29º COMPROMISSO PARA A QUALIDADE A equipa da UCC Arouce assume o compromisso de: 1. Avaliar a satisfação dos utentes e profissionais através de aplicação de questionário a elaborar anualmente pelos membros do concelho de intervenção. 2. Trimestralmente fazer a análise dos desvios da UCC Arouce face às metas pré- estabelecidas, pondo em prática medidas para a sua correção; 3. Realizar inquéritos junto dos utentes e comunidade em geral, para avaliação do seu grau de satisfação; 4. Efetuar inquéritos para avaliação da satisfação dos profissionais; 5. Analisar as reclamações e sugestões, com resposta às mesmas no prazo de 15 dias, procedendo à sua avaliação trimestral com implementação de eventuais medidas corretivas; 6. As reclamações serão analisadas pelo CI e da sua análise resultará uma resposta que será comunicada aos seus reclamantes no prazo legal, sendo também enviada ao Gabinete do Utente com quem se articulará em manual próprio; 7. Procurar-se-á que todo o equipamento e instalações estejam em conformidade com as normas de higiene e segurança em vigor, incluído o armazenamento de material diverso (medicação, consumíveis, ajudas técnicas) e produtos tóxicos; 8. Será necessária a implementação (ARS Centro, IP) de um sistema anti-roubo; 9. Para a monitorização das actividades da UCC Arouce serão usados: Aplicativo informático da RNCCI Suportes informáticos criados para os diversos programas/projectos. MedicineOne® (após disponibilidade do sistema a todos os profissionais) 10. A avaliação de desempenho dos profissionais da UCC Arouce é feita de acordo com o regime jurídico de cada carreira. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 48 48
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    CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Artigo30º INIBIÇÕES DECORRENTES DO CUMPRIMENTO DO COMPROMISSO ASSISTENCIAL DA UCC AROUCE 1. Os objectivos definidos no Plano de Ação só podem ser cumpridos na íntegra se os recursos humanos e materiais necessários à execução dos mesmos forem atribuídos à UCC Arouce. 2. Os Assistentes Técnicos e Operacionais necessários ao cumprimento do Plano de Ação são da responsabilidade do ACES PIN 1. 3. Além das incompatibilidades previstas na lei, os profissionais da UCC Arouce só poderão efetuar horas extraordinárias noutras instituições e/ou Unidades Funcionais do ACES PIN 1, desde que não ponham em causa o compromisso assistencial da UCC Arouce, devendo para isso dar conhecimento dessa atividade ao Coordenador. Artigo31º ARTICULAÇÃO COM ACES PIN 1 E SUAS RESTANTES UNIDADES FUNCIONAIS O modo de articulação da UCC Arouce com as restantes Unidades Funcionais (UF) do ACES PIN 1 (em particular com as presentes no Centro de Saúde da Lousã), bem como as áreas de atuação entre os profissionais do Centro de Saúde e da UCC Arouce, deverão ser definidos e expressos em Manual de Articulação com as Unidades Funcionais [USF Serra da Lousã (USFSL), UCSP Lousã Serpins (UCSPLS), Unidade de Apoio à Gestão (UAG), Unidade de Saúde Pública (USP), Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados (URAP) e o ACES PIN 1]. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 49 49
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    Artigo32º REGRAS PARA A VISITAÇÃO DE DELEGADOS DE INFORMAÇÃO MÉDICA (DIM) As visitas à UCC Arouce dos DIM, ocorrerão no máximo às 2as, 4as e 6 as das 14h00 às 14h30. Os DIM deverão esperar na sala de espera, sendo permitidos 3 delegados (inscritos e com cartão de identificação da própria UCC Arouce) por dia de visita. Por sua vez, existirá uma escala dos profissionais que recebem os DIM, num máximo de dois por dia de visita. Havendo informação relevante, os profissionais que receberam essa informação, devem comunicá-la aos restantes elementos da UCC Arouce, na reunião ordinária de sexta-feira. Artigo33º DÚVIDAS E OMISSÕES As dúvidas e omissões deste Regulamento serão resolvidas por maioria de 2/3 dos elementos da UCC Arouce, incluindo o Coordenador. Artigo34º SUBSCRIÇÃO DO REGULAMENTO INTERNO POR TODOS OS PROFISSIONAIS O presente Regulamento Interno foi aprovado em Conselho Geral por unanimidade, no dia 12 de Outubro de 2010 e ratificado, também por unanimidade no dia 12 de Outubro de 2010 e assinado por todos os elementos da equipa. Amélia Carvalho Lopes Anabela dos Reis Santos Girão _____________________ _____________________ Cristiano José Simões Gonçalves Mónica Palha Bicó Seco _____________________ ______________________ UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 50 50
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    Artigo35º PRODUÇÃO DE EFEITOS E ATUALIZAÇÃO O presente Regulamento Interno produz efeito a partir do dia 13 de Outubro de 2010. Depois da entrada em vigor, este documento só poderá ser objeto de atualização e/ou de alterações em reunião de Conselho Geral, expressamente convocada para o efeito, por maioria de 2/3 dos seus elementos. Lousã, 12 de Outubro de 2010. Relatora, Amélia Carvalho Lopes. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 51 51
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    ANEXOS UCC Arouce –Regulamento Interno – 2010 Página 52 52
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    ANEXO 1 –LISTAGEM DOS PROFISSIONAIS Os profissionais que fazem parte da UCCA são os seguintes: A) ENFERMEIROS Nome Amélia Carvalho Lopes Bilhete de Identidade 7 149 665 Cédula Profissional 2-E-25475 Categoria Enfermeira Especialista Regime de Trabalho 35 Horas Local de Trabalho Centro de Saúde da Lousã Regime Contratual Nomeação Definitiva Tempo de afectação à UCC Tempo Completo (35 horas semanais) Nome Anabela Reis Simões Girão * Bilhete de Identidade 10 043 122 Cédula Profissional 2-E-08797 Categoria Enfermeira Graduada Regime de Trabalho 35 Horas Local de Trabalho Centro de Saúde da Lousã Regime Contratual Nomeação Definitiva Tempo de afectação à UCC Tempo Parcial (17 horas semanais, em horário normal) * A tempo parcial na USF Serra da Lousã. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 53 53
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    Nome Cristiano José Simões Gonçalves Bilhete de Identidade 10 141 369 Cédula Profissional 2-E-13836 Categoria Enfermeiro Graduado Regime de Trabalho 35 Horas Local de Trabalho Centro de Saúde da Lousã Regime Contratual Nomeação Definitiva Tempo de afectação à UCC Tempo Completo (35 horas semanais) B) TÉCNICA SUPERIOR DE SERVIÇO SOCIAL 8 Nome Mónica Palha Bicó Seco Bilhete de Identidade 7 790 939 Cédula Profissional Sem Cédula Categoria Técnica Superior de Serviço Social Regime de Trabalho 35 Horas Local de Trabalho Centro de Saúde da Lousã Regime Contratual Nomeação Definitiva Tempo de afectação à UCC Tempo Parcial (12 horas semanais, em horário normal) 8 Profissional pertencente à URAP, partilhada com Gabinete do Cidadão do ACES PIN 1 e ECL UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 54 54
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    ANEXO 2 –Plano de Ação 2009-2011 UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 55 55
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    SIGLAS E ABREVIATURAS CHC – Centro Hospitalar de Coimbra HPC – Hospital Pediátrico de Coimbra HUC – Hospital da Universidade de Coimbra IPO – Instituto Português de Oncologia UCC – Unidade de Cuidados na Comunidade UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 56 56
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    A mais belaconstrução não teria sido feita se não fosse o primeiro tijolo... ... O processo de mudança não é fácil nem rápido, mas vale a pena tentar! ÍNDICE Página I. INTRODUÇÃO 3 II. ÁREA GEOGRÁFICA DE ACTUAÇÃO 5 III. SITUAÇÃO SOCIO-DEMOGRÁFICA 7 IV. PROGRAMA DA CARTEIRA DE SERVIÇOS 16 1. Programa de Saúde Escolar 16 2. Programa de Prevenção do Excesso de Peso nas Crianças em Idade Escolar 23 3. Programa de Preparação Para o Parto e Massagem do Bebé 29 4. Equipa de Cuidados Continuados Integrados (ECCI) 33 5. Programa de Cessação Tabágica 38 6. Programa Integrado de Intervenção Precoce (PIIP) 43 7. Comissão Protecção Crianças Jovens (CPCJ) 50 V. PROGRAMA DE MONITORIZAÇÃO DA QUALIDADE 55 VI. MANUAL DE ARTICULAÇÃO 56 VII. PALNO DE DESNVOLVIMENTO PROFISSIONAL E FORMAÇÃO 57 VIII. INSTALAÇÃO E EQUIPAMENTOS 59 IX. IDENTIFICAÇÃO DOS PROFISSIONAIS 62 ANEXOS Anexo 1. Questionário do Programa de Cessação Tabágica 67 UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 57 57
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    I . IN T R O D U Ç Ã O Durante a nossa actividade nos Cuidados de Saúde Primários, verificamos que a modernização dos Centros de Saúde é fundamental como pedra basilar de todo o Sistema de Saúde. Há determinados princípios que são importantes: – Orientação para a Comunidade – Flexibilidade Organizativa e de Gestão – Desburocratização – Trabalho em Equipa – Autonomia e Responsabilização – Melhoria Contínua da Qualidade – Contratualização e Avaliação A insatisfação de um grupo de profissionais da saúde, devido à estrutura organizacional existente, leva a uma tomada de decisão, tendo como objectivo primário aumentar a autonomia e consequente responsabilização, abraçar este projecto e como objectivos finais a satisfação dos profissionais envolvidos, da população em geral e a obtenção de ganhos em saúde. Esta será uma oportunidade, certamente única, para os que prestam cuidados à comunidade delinearem estratégias e construírem caminhos que os conduzam à concretização dos objectivos propostos. Neste sentido, um grupo de profissionais do Centro de Saúde da Lousã, apresenta a sua candidatura, procurando envolver outros profissionais e estruturas da comunidade do nosso Concelho — Unidade de Cuidados na Comunidade Arouce (UCCA). Após contactos efectuados, formámos um grupo de trabalho que se mostrou interessado nesta nova forma de organização dos serviços. Iniciámos com uma reunião entre os vários elementos da equipa que se revelou fundamental para a decisão de avançar. Pretendemos assim, constituir uma UCC prestadora de cuidados de saúde de qualidade, sendo igualmente uma unidade de formação de referência e de investigação. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 58 58
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    Sabendo das dificuldadese conhecendo as limitações com as quais temos que lidar para vencer os mais diversos obstáculos (administrativos, burocráticos, orçamentais ou outros), abraçamos este projecto e esta filosofia de cuidados e de equipa com inovação, ética e rigor, empenhados no bom serviço aos cidadãos a quem prestamos cuidados. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 59 59
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    I I . Á R E A G E O G R Á F I C A D E A C T U A Ç Ã O O concelho da Lousã fica situado na Região Centro de Portugal, distando 28 km de Coimbra, integrando-se no ACES PIN 1 da ARS Centro, IP. Actualmente constituído por seis Freguesias: Casal de Ermio, Foz de Arouce, Gândaras, Lousã, Serpins e Vilarinho. Ilustração 1 – Área Geográfica do Concelho da Lousã Faz parte do distrito de Coimbra, sendo limitado a Norte pelo concelho de Vila Nova de Poiares, a Sul pelo distrito de Leiria, a Este pelo concelho de Góis, e a Oeste pelos concelhos de Coimbra e Miranda do Corvo. De acordo com os dados censitários de 2001, o concelho da Lousã ocupa uma área geográfica de 139,16 km2. Segundo dados do INE de 22 de Janeiro de 2009, tem uma densidade populacional de 135,70 hab/km2 contemplando um aglomerado populacional de 18.786 habitantes. Ocupando quase 1/3 do município, surge a Serra da Lousã que marca a extremidade Sudoeste do mais importante bloco montanhoso do País, a Cordilheira Central. Rigidamente orientada a Sudoeste, destaca-se pela forma brusca como se eleva, apresentando fortes declives, que vão desde os 200 m aos 1204 m, o Alto do Trevim. A Serra da Lousã é constituída predominantemente por xistos – argilosos, mosquetados e grauvaques ante-ordovícicos. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 60 60
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    Economicamente o concelhotem como principal actividade a terciária com uma taxa de 62% (INE 2001). No sector secundário apresenta uma taxa de 36% da população activa e somente 2% no sector primário. Neste aspecto, têm primordial importância as características físicas do concelho, onde a actividade florestal tem grande importância como fonte de matéria-prima para as diferentes actividades industriais. O sector terciário teve um aumento bastante significativo, resultante do número de dependências bancárias criadas, hotelaria, escritórios e comércio (hipermercados). Mercê da sua proximidade, muitos dos residentes exerce a sua actividade laboral em Coimbra. As características gerais do clima são as verificadas por todo o centro litoral, com temperaturas médias anuais semelhantes às dos climas mediterrâneos, com Verões quentes e Invernos suaves. O concelho da Lousã tem na sua rede hidrográfica os rios Ceira e Arouce, seu afluente, que respondem muito rapidamente às chuvadas mais fortes e os seus caudais são relativamente importantes durante os meses de Inverno e Primavera, épocas de maior pluviosidade. Também as pequenas ribeiras que descem da Serra e confluem no Ceira (Soutelo, Casais e Fiscal) e no Arouce (Fórnea) respondem rapidamente às chuvadas, aumentando assim o caudal do respectivo rio e afluente. A UCCA terá como área de actuação todo o concelho da Lousã, assumindo o compromisso de prestar à comunidade residente as actividades da carteira de serviços apresentada. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 61 61
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    I I I. S I T U A Ç Ã O S O C I O - D E M O G R Á F I C A De acordo com os Censos da última década (1991-2001), o concelho da Lousã tem sofrido um aumento gradual da sua população residente. Mediante os dados recolhidos no INE (2007) na sua página electrónica, com data de actualização de 29 de Maio de 2008, o concelho da Lousã acolhe um total de 18.786 habitantes, apresentando uma densidade populacional de 135,70 hab/km2. Relativamente ao último Censos de 2001 verificou-se um aumento de 3.033 indivíduos correspondendo a um acréscimo populacional de 16,14%, e relativamente aos censos 1991 a um aumento de 28,67% (Gráfico 1). O crescimento económico do concelho, nomeadamente no sector industrial, bancário e comércio (hipermercados), a localização próxima a Coimbra, o preço convidativo da habitação em relação a outras zonas mais próximas, o melhoramento da rede viária e a existência de rede ferroviária (o que acaba por fazer da Lousã um dormitório de Coimbra), tem contribuído para este aumento populacional. Evolução da População Residente no Concelho da Lousã Masculino Feminino 6442 7005 Censos 1991 7609 8144 Censos 2001 9188 9598 INE 2007 0 5000 10000 15000 20000 Gráfico 1 – Fonte: INE (Censos 1991- 2001 e endereço electrónico do INE) Nos últimos anos, fixaram-se no concelho da Lousã famílias de várias etnias (ciganos, muçulmanos, europeus de leste, entre outros), uns vivendo na zona urbana e freguesias limítrofes, outros instalando-se na aprazível Serra, nomeadamente nas UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 62 62
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    aldeias do Candal,Casal Novo, Catarredor, Cerdeira, Chiqueiro, Talasnal, Vaqueirinho e mais recentemente no Coentral. A UCC Arouce tem como prioridade a médio prazo colocar à disposição desta população uma unidade móvel constituída por um médico, um enfermeiro, uma técnica superior de serviço social e um técnico de saúde ambiental, uma vez por semana (4 horas), para um acompanhamento diferenciado, multidisciplinar e em proximidade. As aldeias estão distantes da vila, com má acessibilidade, o que leva estes indivíduos a isolarem-se sem recorrerem às unidades de saúde, tornando-se assim uma população mais vulnerável. O número de indivíduos de outras nacionalidades a residir no concelho da Lousã é variável (Gráficos 2 e 3). Segundo dados recolhidos em http://www.cm-lousa.pt/desn_social/imigrante.htm, citando dados do SEF, no período entre 2001 e 2007, a população imigrante tem uma forte presença no concelho da Lousã representando 11,64% da população total residente (Gráfico 4). Sofreu um acréscimo de 2224 indivíduos residentes, entre 2001 e 2007. População Imigrante Legal Residente na Lousã em 2001 250 249 200 150 100 59 51 50 33 29 23 18 20 1 5 10 0 Fonte: SEF - 2001 Alemanha Espanha França Reino Unido Outros EU Outros Países de Leste África - PALOP África - OUTROS Brasil Outros Total Gráfico 2 – Fonte: http://www.cm-lousa.pt/desn_social/imigrante.htm, citando dados do SEF (2001). UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 63 63
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    O Gráfico 2permite-nos verificar o número de imigrantes estrangeiros legais residentes no concelho da Lousã em 2001, assim como a heterogeneidade das nacionalidades, sendo que a mais presente era a Africana. A população residente no concelho da Lousã por faixa etária e sexo é apresentada na Pirâmide 1. Pirâmide Etária por Sexo dos Residentes no Concelho da Lousã Homens 9430 Mulheres 9815 ≥ 75 674 1115 Anos 65-74 883 1015 Escalões Etários Anos 25-64 5233 5251 Anos 15-24 964 931 Anos 0-14 1676 1503 Anos Homens Mulheres Pirâmide 1 - Pirâmide Etária por Sexo dos Residentes no Concelho da Lousã – Fonte: INE 2009 UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 64 64
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    Gráfico 3 –Fonte: http://www.cm-lousa.pt/desn_social/imigrante.htm, citando dados do SEF (2007) O Gráfico 3 permite-nos verificar que, à semelhança do gráfico anterior, se mantém a heterogeneidade das nacionalidades, sendo neste caso a população com maior número de indivíduos estrangeiros residentes legais proveniente de outros países de Leste. Relação percentual entre a população de nacionalidade portuguesa residente e os imigrantes legais residentes no concelho da Lousã 11,64% Imigrantes Legais Residentes População Residente 88,36% Gráfico 4 – Fonte: http://www.cm-lousa.pt/desn_social/imigrante.htm, citando dados do SEF (2001-2007), INE (2007) UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 65 65
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    Através da análiseao gráfico 4 podemos verificar que em termos percentuais os indivíduos imigrantes residentes ocupam uma parte significativa da população total do concelho da Lousã. Este facto mostra que a imigração no concelho da Lousã tem vindo a desempenhar um papel mais significativo ao longo dos anos. É de salientar que estes valores têm apenas em consideração os imigrantes em situação legal, pelo que a percentagem de indivíduos estrangeiros residentes pode eventualmente ser superior. É nossa preocupação identificar esta população junto das entidades locais durante o primeiro trimestre de 2010. Posteriormente iremos efectuar o diagnóstico de situação da população emigrante residente no concelho da Lousã, através da aplicação de questionário baseado num estudo efectuado pelo IX Curso de Especialização em Enfermagem de Saúde Pública – Estágio na Comunidade, da Escola Superior de Enfermagem Dr. Ângelo da Fonseca. Trata-se de um instrumento importante, porque a percepção individual da existência de uma boa saúde ou de uma má saúde, geralmente associado à presença de doença, tem impacto na procura e utilização dos cuidados de saúde e subsequentemente nos seus níveis de saúde. Este questionário será aplicado a uma amostra de 30 % da totalidade desta população no ano de 2010. Nos anos de 2011/2012 serão efectuados respectivamente os restantes 70% (35% em 2011; 35% em 2012). Consoante os resultados obtidos iremos criar um programa de intervenção, de acordo com as necessidades apresentadas. A distribuição espacial da população pelas várias freguesias é bastante heterogénea (Gráfico 5), sendo a concentração maior na freguesia da Lousã com 65% dos indivíduos, seguindo-se Vilarinho com 14%, Serpins com 11%, Foz de Arouce com 7% e por fim Casal de Ermio com apenas 2%. Gândaras só foi denominada freguesia em 2002 pelo que não há dados dos censos (último 2001) disponíveis, estando esta população, por este motivo, englobada no total da freguesia da Lousã. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 66 66
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    População Residente noConcelho da Lousã por Freguesia 376 1315 2630 2066 12211 Casal de Ermio Foz de Arouce Gráfico 5 – Fonte: INE (Censos 2001) O facto de a sede do concelho (freguesia da Lousã) concentrar a maior parte dos recursos e infra-estruturas, poderá ser a causa desta distribuição. Na distribuição da população residente no concelho da Lousã por faixa etária e sexo observa-se uma maior concentração entre os 25-64 anos (dados INE 29-05-2008) o que nos permite considerar que é uma população activa (Gráfico 6). O índice de envelhecimento na Lousã (INE 29-05-2008) é de 1,14 idoso (População com idade superior ou igual a 65 anos) para 1 criança (idade inferior ou igual a 14 anos), comparativamente ao Censos 2001 houve um decréscimo deste indicador em cerca de 0,2 idoso para cada criança. De acordo com os Censos 2001, Foz de Arouce é a freguesia mais envelhecida com um índice de envelhecimento de 1,34, seguindo-se Serpins com 1,33, Vilarinho com 1,16 e Casal de Ermio com 1,08. Relativamente a outros indicadores demográficos, segundo dados recolhidos no INE a taxa de natalidade no concelho da Lousã é de 12‰ habitantes, a taxa de mortalidade geral é de 8,6‰ habitantes. O índice de dependência de idosos é de 29,30% (INE – 14-10-2008), o índice de dependência de jovens é de 25,60%, o índice de dependência total é de 53%, o índice de vitalidade situa-se nos 114,626 %, o índice vital de Pearl 2007 (nados vivos numa localidade durante o ano/ número de óbitos ocorridos numa localidade no ano) é 1,37 e o índice de longevidade é de 47,90%. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 67 67
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    Distribuição da PopulaçãoResidente no Concelho da Lousã por Faixa Etária e sexo 12000 10000 8000 5097 6000 4000 1486 5112 2065 2000 950 1618 965 1493 0 0 – 14 Anos 15 – 24 Anos 25 – 64 Anos 65 Anos Masculino Feminino Gráfico 6 – Fonte: INE (Censos 2001) No concelho da Lousã residem 5682 famílias nucleares (Censos 2001). Quanto a dados socioeconómicos, o concelho apresenta uma taxa de população activa de 64,54%, tem uma taxa de desemprego de 8,44% (INE Março de 2009), a taxa de analfabetismo é de 7,1% (INE 2007). A população inscrita no Centro de Saúde da Lousã (Sede, USF Serra da Lousã e Extensão de Saúde de Serpins) não corresponde à população residente no concelho. Segundo dados do programa SINUS (Março 2009) estão inscritos 18.434 indivíduos e no concelho residem 18.876 indivíduos. (Gráfico 7). Relação entre população residente inscrita e não inscrita no Centro de Saúde da Lousã População Residente Inscrita 20000 18786 18000 18434 16000 População 14000 Residente Não 12000 Inscrita 10000 8000 352 6000 Diferença entre Residentes Não 4000 Inscritos e Residentes 2000 Inscritos 0 Gráfico 7 – Fonte SINUS 2009 e INE 2007 UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 68 68
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    O Gráfico 7permite-nos verificar que a diferença entre indivíduos residentes inscritos e não inscritos é relativamente significativa (352 indivíduos), correspondendo a 1,87% da população total residente no concelho da Lousã. O Gráfico 8 permite verificar que a população residente é maioritariamente do sexo feminino. População Residente por Sexo 9600 9500 9550 9400 9300 9200 9100 9000 8900 8800 8884 8700 8600 8500 Masculino Feminino Gráfico 8 – Distribuição da População Residente no Concelho da Lousã por Sexo Fonte: INE 29-05-2008 O número de indivíduos de outras nacionalidades a residir no concelho da Lousã é variável. Segundo dados recolhidos em http://www.cm-lousa.pt/desn_social/imigrante.htm, citando dados do SEF, no período entre 2001 e 2007, a população imigrante sofreu um acréscimo de 2224 indivíduos residentes, correspondente a 88,6%, representando 13,11% da população total residente. A população residente no concelho da Lousã por faixa etária e sexo (Pirâmide Etária) inscrita no centro de saúde é a apresentada na Pirâmide 2. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 69 69
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    Pirâmide Etária porSexo dos Utentes Inscritos no Centro de Saúde Homens 8884 Mulheres 9550 ≥ 76 556 956 71 - 75 371 490 61 - 70 882 981 51 - 60 1048 1081 Escalões Etários 41 - 50 1351 1248 31 - 40 1582 1679 21 - 30 1065 1218 919 911 11 - 20 6 - 10 527 443 2-5 398 369 ≤1 185 174 Homens Mulheres Pirâmide 2 – Pirâmide Etária por sexo dos Utentes Inscritos no Centro de Saúde da Lousã. Fonte: SINUS 2009 UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 70 70
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    I V . P R O G R A M A D A C A R T E I R A D E S E R V I Ç O S A equipa propõe-se executar os seguintes programas estabelecidos na Carteira de Serviços: 1. Programa de Saúde Escolar 2. Programa de Prevenção do Excesso de Peso nas crianças em idade escolar (6 – 10 anos); 3. Programa de Preparação para o parto e massagem do bebé; 4. Equipa de Cuidados Continuados Integrados; 5. Programa de Cessação Tabágica; 6. Programa Integrado de Intervenção Precoce (PIIP); 7. Comissão Protecção Crianças Jovens (CPCJ) 1. P R O G R A M A D E S A Ú D E E S C O L A R Os Programas de Saúde Escolar desenvolvidos nas instituições de ensino podem ajudar os alunos a responder a um conjunto de riscos que possam comprometer um desenvolvimento saudável. A educação, para além do papel formal de ―ensinar‖, terá que ir de encontro a estilos de vida saudáveis, promover acções para o cuidado e protecção das crianças e jovens e criar mecanismos para a construção de uma cultura de saúde. As crianças são um grupo vulnerável e devem ser protegidas, ajudadas e educadas num ambiente de respeito, transmitindo-lhes valores, virtudes e tolerância. É nossa preocupação, num futuro próximo (Ano Lectivo 2011/2012), promover a saúde mental na escola, através de projectos específicos. Para a execução destes projectos será necessário um alargamento da equipa da UCC Arouce. Num programa de saúde escolar, a promoção e a prevenção devem considerar-se como uma estratégia fundamental. A UCC Arouce tem como objectivo desenvolver algumas das actividades previstas no Plano Nacional de Saúde Escolar. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 71 71
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    No nosso concelhoexistem 11 Jardins de Infância, 12 EB 1, uma EB 2/3, uma EB 3 e uma Escola Profissional. Tem sido preocupação da Equipa de Saúde Escolar do Centro de Saúde da Lousã, ao longo dos anos, entre outras acções, a avaliação do cumprimento do Plano Nacional de Vacinação (PNV) e a verificação da realização do Exame Global de Saúde (EGS) entre os 5-6 anos e aos 13 anos, sempre em articulação com as diferentes unidades funcionais. Uma das lacunas encontradas foi na faixa etária dos 13 anos, em que os profissionais da UCC Arouce, responsáveis pelo Programa de Saúde Escolar, irão promover o seu cumprimento. POPULAÇÃO ALVO Consideramos a população alvo para este programa toda a comunidade escolar do concelho da Lousã (2707 crianças, 247 educadores/professores e 118 Auxiliares de Acção Educativa – dados da Avaliação em Saúde Escolar da ARS Centro, IP Ano Lectivo 2008/2009). Para o ano Lectivo 2009/2010 não nos foram facultados dados pela Equipa de Saúde Escolar actual. OBJECTIVO GERAL Promover, proteger e prevenir a doença na comunidade educativa, assim como promover um ambiente seguro e saudável, e reforçar os factores de protecção relacionados com estilos de vida saudáveis. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 72 72
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    OBJECTIVOS ESPECÍFICOS/ESTRATÉGIAS Objectivos Específicos Estratégias Realização de acções de saúde oral, alimentação Debater problemas pertinentes da saudável, promoção da segurança em casa, na escola e promoção da saúde na escola na rua; Prevenção de acidentes (domésticos, rodoviários e escolares). Realização de acções em colaboração com as Promover a adequação de entidades competentes (GNR, Bombeiros e Protecção comportamentos responsáveis do Civil) contemplando a vigilância das condições de exercício da cidadania, quer na escola, segurança, levantamento dos riscos e a adopção de quer na comunidade medidas à sua resolução. Verificação da realização do Exame Global de Saúde aos 5/6 anos e 13 anos; Reconhecer a prevenção como forma Avaliação das condições de segurança, higiene e de luta contra a doença saúde; Verificação do cumprimento do PNV a crianças e profissionais da comunidade escolar. Realização de acções, afixação de cartazes nas escolas Desenvolver trabalhos/campanhas de e distribuição de folhetos alusivos aos temas abordados; divulgação da prevenção de doenças e Execução de projectos em parceria com a comunidade promoção da saúde educativa. Realização de reuniões com os docentes para Contribuir para formação dos desenvolvimento de competências na orientação, professores numa perspectiva de encaminhamento e acompanhamento de educação para a saúde crianças/jovens na escola. Colaboração num espaço na Escola Básica 2/3, Secundária e Profissional para atendimento a jovens; Promover activamente a saúde e o Articulação com a rede social e CPCJ para bem-estar da comunidade escolar e encaminhamento dos problemas identificados; identificar problemas Referenciação de crianças e jovens para outros serviços e unidades. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 73 73
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    INDICADORES DE EXECUÇÃO/MONITORIZAÇÃOE METAS PARA 2010/2012 M e t a s Indicadores Fórmulas de cálculo 2010 2011 2012 Percentagem de crianças com 6 e 13 anos completos N.º de crianças detectadas com EGS realizados com exames globais de Nº Total de crianças com 6 e 13 anos completos vigiadas 50% 60% 70% saúde (EGS) detectados em Programa de Saúde Escolar pela UCC Percentagem de N.º Total de profissionais com registo de Vacina Td profissionais da actualizada 90% 95% 100% comunidade escolar com vacina Td actualizada Número total de profissionais da comunidade educativa Taxa de execução de Nº acções planeadas e realizadas nos projectos na projectos de promoção da comunidade educativa saúde e prevenção da 100% 100% 100% doença na comunidade Nº de acções planeadas no projecto na comunidade educativa educativa Percentagem de casos Nº de casos referenciados para outros recursos de saúde referenciados para outros 35% 30% 25% recursos da saúde Número total de casos alvo da intervenção da UCC ACTIVIDADES 1. Apresentação do projecto à comunidade educativa; 2. Verificação da realização do EGS (pelas equipas de saúde da UCSP e da USF) às crianças com 6 e 13 anos completos através dos registos nos livros de saúde infantil e posterior confirmação no sistema informático em todas as escolas do concelho da Lousã, na primeira visita efectuada pela Equipa de Saúde Escolar da UCC Arouce; 3. Avaliação e promoção para o cumprimento da vacina Td a todos os profissionais da comunidade escolar, através da observação dos registos nos Boletins Individuais de Saúde (BIS) e posterior confirmação no sistema informático SINUS, no início do ano lectivo e sempre que justifique; 4. Realização de acções nas escolas do concelho para promoção da saúde e prevenção da doença na comunidade educativa ao longo do ano lectivo e de acordo com os projectos; 5. Distribuição de pastas de dentes, escovas e flúor para os bochechos; 6. Referenciação de casos para resolução de problemas identificados pela Equipa de Saúde Escolar da UCC Arouce para outros recursos de saúde a realizar ao longo de todo o ano lectivo; 7. Avaliação do Programa. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 74 74
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    CRONOGRAMA DE ACTIVIDADES ANOS LECTIVOS 2009/2010 2010/2011 2011/2012 Trimestres Lectivos 1º 2º 3º F 1º 2º 3º F 1º 2º 3º F A1 – Apresentação Projecto X Comunidade Educativa A2 – Verificação da realização do X X X EGS aos 6 e 13 anos A3 – Av. E promoção da Vacina Td aos profissionais da comunidade X X X educativa A4 – Realização Acções X X X X X X X X A5 – Distribuição de pastas de X X X dentes, escovas e flúor A6 – Referenciação de casos X X X X X X X X A7 – Avaliação do Programa X X X TEMPO PARA EXECUÇÃO Número de horas para o ano lectivo 2009/2010 Carga horária Médico Enfermeiro ACTIVIDADE Min/ Total Min/ Total Cont Cont Cont Horas Cont Horas A1 2 30 1 2 30 1 A2 12 60 12 A3 12 60 12 A4 24 60 24 24 60 24 A5 24 30 12 24 30 12 A6 2 30 1 2 30 1 Preparação Actividades 6 24 TOTAL 43 86 UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 75 75
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    Número de horaspara o ano lectivo 2010/2011 Carga horária Médico Enfermeiro ACTIVIDADE Min/ Total Min/ Total Cont Cont Cont Horas Cont Horas A2 12 60 12 A3 12 60 12 A4 36 60 36 36 60 36 A5 36 30 18 36 30 18 A6 2 30 1 2 30 1 Preparação Actividades e 10 40 Registos TOTAL 65 119 Número de horas para o ano lectivo 2011/2012 Carga horária Médico Enfermeiro ACTIVIDADE Min/ Total Min/ Total Cont Cont Cont Horas Cont Horas A2 12 60 12 A3 12 60 12 A4 36 60 36 36 60 36 A5 36 30 18 36 30 18 A6 2 30 1 2 30 1 Preparação Actividades 10 40 TOTAL 65 119 UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 76 76
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    O Programa teráainda a colaboração de outros técnicos (Assistente Social, Psicóloga, Técnico de Saúde Ambiental e Nutricionista – do ACES PIN 1) com carga horária a determinar. SERVIÇOS MÍNIMOS As actividades 2; 3; 4 e 5 são sempre asseguradas pelo médico e enfermeiro. RESPONSÁVEL PELO PROGRAMA O profissional responsável pelo Programa será a Sr.ª Enfermeira Amélia Carvalho Lopes – Especialista em Saúde Pública e Comunitária e Coordenadora da UCC Arouce. O médico que colabora neste Programa será a Dr.ª Maria da Graça Correia – Delegada de Saúde na USP do ACES PIN 1 destacada no Centro de Saúde da Lousã. PARCERIAS O sucesso de um programa de saúde escolar passa pela complementaridade dos intervenientes da equipa multidisciplinar, em parceria com as escolas, o poder local (autarquia e juntas de freguesia), associações de pais e segurança social. 2. PROGRAMA DE PREVENÇÃO DO EXCESSO DE PESO NAS CRIANÇAS EM IDADE ESCOLAR A Obesidade é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma doença em que o excesso de gordura acumulada pode atingir graus capazes de afectar a saúde. Portugal encontra-se numa das posições mais desfavoráveis do cenário europeu, apresentando mais de metade da população com excesso de peso e sendo um dos países do espaço da Europa em que é maior a prevalência de obesidade infantil, já que 30% das crianças apresentam excesso de peso e mais de 10% são obesas. (estudo referido em www.plataformacontraobesidade.pt). O excesso de peso e a obesidade estão directamente relacionados com um balanço energético positivo (a quantidade de energia ingerida é superior à quantidade de energia dispensada), que resulta de um excesso de ingestão em relação aos gastos do corpo. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 77 77
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    A obesidade temorigem em diversos factores complexos, tais como de ordem genética, metabólica, ambiental e comportamentais. É considerada uma doença crónica e como tal requer esforços persistentes e continuados para ser controlada. Tendo em conta que nas crianças e adolescentes, não existe um critério consensual para o diagnóstico da obesidade, devido às características dinâmicas dos seus processos de crescimento e maturação, como também às diferentes velocidades de crescimento entre rapazes e raparigas, visto haver uma grande variabilidade entre os dois grupos como entre os elementos de cada grupo. A obesidade está associada ao aparecimento de várias patologias, entre as quais, a Diabetes Tipo 2 (Diabetes Mellitus insulino-dependente), um aumento da Pressão Arterial, um aumento dos níveis de Triglicéridos e Colesterol (LDL). Está também associada ao desenvolvimento de outro tipo de sintomas e patologias como a apneia do sono, as dificuldades respiratórias, distúrbios do aparelho locomotor, distúrbios hormonais, problemas dermatológicos, doenças cardiovasculares. O cansaço fácil, a sudação excessiva e o aparecimento de dores musculares vão diminuir o conforto e a qualidade de vida. Surgem também distúrbios psicossociais e emocionais acompanhadas de depressão, ansiedade e diminuição da auto-estima, dando origem muitas das vezes a uma rejeição social. A UCC Arouce, no âmbito do Programa de Saúde Escolar, de acordo com as orientações emanadas pela Equipa de Gestão deste Projecto, vai actuar no concelho da Lousã. Aquando da nossa candidatura, propusemo-nos dar continuidade ao estudo de avaliação de comportamentos alimentares, iniciado por alunos do curso de licenciatura de enfermagem, realizado na Escola Básica 2/3 da Lousã em Janeiro de 2009. O estudo foi dirigido a todas as turmas do 5º ano de escolaridade, num total de 181 alunos com idades entre os 10 e os 11 anos. Após análise do projecto apresentado pelo Conselho Clínico do ACES PIN 1, pensamos ser mais oportuno e gratificante iniciar um estudo aos 6 anos de idade, envolvendo todas as crianças do primeiro ano de escolaridade do Concelho da Lousã. POPULAÇÃO ALVO Consideramos a população alvo a abranger com este programa, as crianças em idade escolar dos 6-10 anos, num total de 187. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 78 78
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    OBJECTIVO GERAL Contribuir para a aquisição de hábitos alimentares saudáveis, de forma a prevenir o excesso de peso e a obesidade e obter ganhos em saúde. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS/ESTRATÉGIAS Objectivos Específicos Estratégias Avaliar a prevalência de excesso Determinação do índice de massa corporal aos alunos com 6 anos ponderal e obesidade em alunos de idade no ano lectivo 2009/2010 e aos que façam 9 anos no ano do 1º ao 4º ano de escolaridade lectivo 2011/2012 Identificar conhecimentos e Aplicação de questionário inicial dirigido aos alunos com 6 anos de atitudes face à alimentação idade no ano lectivo 2009/2010, nas vertentes de conhecimentos e saudável dos alunos do 1º ao 4º atitudes face à alimentação saudável ano de escolaridade Identificar atitudes e Aplicação de questionário inicial dirigido aos alunos com 6 anos de comportamentos face à actividade idade no ano lectivo 2009/2010, na vertente de conhecimentos e física dos alunos do 1º ao 4º ano atitudes face à actividade física de escolaridade INDICADORES DE EXECUÇÃO/MONITORIZAÇÃO E METAS PARA 2010 M e t a s Indicadores Fórmulas de cálculo 2010 2011 2012 Número de crianças detectadas Percentagem de crianças com Percentil com PIMC 85 e 95 Índice de Massa Corporal (PIMC) 85 e 95, 20% 15% 10% para idade e sexo detectadas pela UCC Nº Total de crianças com 6-10 anos Número de crianças detectadas Percentagem de crianças com Percentil com PIMC ≥95X100 Índice de Massa Corporal (PIMC) ≥95, para 15% 10% 5% idade e sexo detectadas pela UCC Número total de crianças com 6-10 anos Nº acções planeadas e realizadas no projecto na Taxa de execução de acções promotoras comunidade educativa de estilos de vida saudáveis 90% 95% 100% Nº de acções planeadas no projecto na comunidade educativa Número de alunos com Percentagem de alunos com conhecimentos adequados sobre alimentação saudável conhecimentos adequados sobre 75% 80% 85% alimentação saudável Número total de alunos com 6- 10 anos Número alunos com prática Percentagem de alunos com prática regular regular de actividade física de actividade física 85% 90% 95% Número total de alunos com 6- 10 anos UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 79 79
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    ACTIVIDADES 1. Apresentação do projecto à comunidade educativa; 2. Aplicação de questionário inicial dirigido aos alunos com 6 anos de idade no ano lectivo 2009/2010, nas vertentes de conhecimentos, atitudes e comportamentos no âmbito da alimentação saudável e actividade física; 3. Determinação do IMC aos alunos com 6 anos de idade no ano lectivo 2009/2010 e aos que façam 9 ano lectivo 2011/2012; 4. Tratamento de dados e gestão de informação; 5. Aplicação de questionário final dirigido aos alunos que façam 9 anos de idade no ano lectivo 2011/2012, nas vertentes de conhecimentos, atitudes e comportamentos no âmbito da alimentação saudável e actividade física; 6. Desenvolvimento de acções de educação para a saúde sobre alimentação saudável e actividade física dos 6-10 anos de idade; 7. Promoção de acções de sensibilização dirigidas aos pais e encarregados de educação, pessoal docente e não docente; 8. Acompanhamento do serviço de refeições e buffet das escolas no que concerne à qualidade das ementas e densidade nutricional dos produtos alimentares; 9. Avaliação do projecto. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 80 80
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    CRONOGRAMA DE ACTIVIDADES ANOS LECTIVOS 2009/2010 2010/2011 2011/2012 Trimestres Lectivos 1º 2º 3º F 1º 2º 3º F 1º 2º 3º F A1 – Apresentação Projecto à X Comunidade Educativa A2 – Questionário inicial X X A3 – Determinação IMC X X X X A4 – Tratamento informático X X X A5 – Questionário final X X X X A6 – Educação para Saúde X X X X X X X A7 – Avaliação de ementas X X X X X X X A8 – Promoção actividade física X X X X X X X A9 – Avaliação do projecto X X X TEMPO PARA EXECUÇÃO Número de horas para o ano lectivo 2009/2010 Carga horária Médico Enfermeiro ACTIVIDADE Min/ Total Min/ Total Cont Cont Cont Horas Cont Horas A1 2 30 1 2 30 2 A 2+A 3 187 30 93 A4 187 15 46,30 A 6+ A 7+ A8 36 30 54 36 30 54 A9 2 30 1 2 30 1 Preparação Actividades 4 12 Registos TOTAL 58 208,30 *As horas de enfermagem são distribuídas por dois elementos (Total semanal de 4:30 horas para Enfermeira Amélia Lopes e 4:30 horas para o Enfermeiro Cristiano Gonçalves correspondentes a 6 meses que restam do ano lectivo 2009/2010) UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 81 81
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    Número de horaspara o ano lectivo 2010/2011 Carga horária Médico Enfermeiro ACTIVIDADE Min/ Total Min/ Total Cont Cont Cont Horas Cont Horas A4 187 15 46,30 A5 187 20 63 A6 + A7 + A 8 324 30 162 324 30 162 A9 2 30 1 2 30 1 Preparação Actividades 10 40 Registos TOTAL 173 312,30 Número de horas para o ano lectivo 2011/2012 Carga horária Médico Enfermeiro ACTIVIDADE Min/ Total Min/ Total Cont Cont Cont Horas Cont Horas A3 + A5 187 30 93 A4 187 15 46,30 A6,7 e 8 324 30 162 324 30 162 A9 2 30 1 2 30 1 Preparação Actividades 10 40 Registos TOTAL 173 342,30 ** As horas de enfermagem são distribuídas por dois elementos (Total semanal de 4:30 horas para Enfermeira Amélia Lopes e 4:30 horas para o Enfermeiro Cristiano Gonçalves correspondentes aos 10 meses do ano lectivo 2010/2011) As horas de enfermagem são distribuídas por dois elementos (Total semanal de 4:30 horas para Enfermeira Amélia Lopes e 4:30 horas para o Enfermeiro Cristiano Gonçalves correspondentes aos 10 meses do ano lectivo) UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 82 82
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    SERVIÇOS MÍNIMOS As actividades 2; 3; 6; 7 e 8 são asseguradas por um enfermeiro e um médico, conforme actividades descritas nos quadros anteriores. RESPONSÁVEL PELO PROGRAMA O profissional responsável pelo Programa será a Sr.ª Enfermeira Amélia Carvalho Lopes – Especialista em Saúde Pública e Comunitária e Coordenadora da UCC Arouce. O médico que colabora neste Programa será a Dr.ª Maria da Graça Correia – Delegada de Saúde na UCSP do Centro de Saúde da Lousã. PARCERIAS: Agrupamentos de Escolas, Câmara Municipal da Lousã, Juntas de Freguesia. 3. P R O G R A M A D E P R E P A R A Ç Ã O P A R A O P A R T O E M A S S A G E M D O B E B É INTRODUÇÃO Este Projecto integra-se na prestação de cuidados primários em saúde reprodutiva, constituindo uma das grandes áreas de intervenção dos serviços públicos de saúde em Portugal, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no ano de 2008 no Centro de Saúde da Lousã, tendo participado no Programa 30 grávidas/casais. De momento não está a ser realizado porque o espaço físico utilizado foi atribuído ao ACES PIN 1. Pretendemos trabalhar os casais do concelho da Lousã a partir do segundo trimestre de gravidez até aos 2/3 meses do bebé. Durante o período gravídico, oferecemos nove sessões de preparação para o parto e mais seis sessões adicionais já durante o puerpério onde será promovida a recuperação aos casais, da puérpera e a massagem ao bebé. OBJECTIVO GERAL UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 83 83
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    Modificar atitudes ecomportamentos desadaptativos relativamente à gravidez, parto e puerpério no sentido de um maior ajustamento. POPULAÇÃO ALVO Consideramos a população alvo do programa a abranger com este programa, 60% das grávidas/casais do concelho da Lousã, a partir das 18 semanas de gestação. Para o ano de 2010 pensamos ter 30 grávidas inscritas no programa. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS/ESTRATÉGIAS O b j e c t i v o s E s p e c í f i c o s Estratégias Solicitação dos dados às equipas de saúde das Identificar casais em situação de transição para a unidades funcionais, relativos às grávidas parentalidade acompanhadas em consulta de Saúde Materna Realização de sessões de informação e Promover uma gravidez saudável divulgação sobre planeamento alimentar e promoção de hábitos de vida saudáveis Realização de sessões de informação e Informar sobre alterações físicas e desconfortos divulgação sobre desconfortos frequentes e durante a gravidez incentivo à prática de hábitos de higiene Realização de sessões de informação e Sensibilizar para alterações psicológicas durante a divulgação sobre a vida sexual durante a gravidez, puerpério e sexualidade gestação e puerpério Realização de sessões de informação e Esclarecer o sobre desenvolvimento intra-uterino e divulgação sobre desenvolvimento fetal e vinculação precoce investimento afectivo no bebé Realização de sessões de informação e Preparar para o trabalho de parto divulgação sobre o trabalho de parto; Realização de sessões práticas Realização de sessões de informação e Informar sobre alimentação do bebé divulgação sobre aleitamento materno Esclarecer sobre o bem-estar físico e psicológico Realização de sessões de informação e no pós-parto divulgação sobre o puerpério Realizar sessões de ginástica de recuperação às Realização de sessões de ginástica de puérperas recuperação Realização de sessões de práticas de Promover a massagem ao bebé massagem ao bebé Identificar o nº de lactentes com aleitamento materno exclusivo até aos 4 meses de idade Efectuar entrevista às puérperas com lactentes completos, que frequentaram o “Cantinho da até aos 4 meses de idade completos amamentação” UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 84 84
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    ACTIVIDADES 1. Apresentação do projecto às grávidas/casais; 2. Realização de uma primeira sessão para diagnóstico dos conhecimentos adquiridos antes do início do programa; 3. Realização de sessões de educação para a saúde de acordo com as etapas da gravidez; 4. Realização e sessões práticas sobre trabalho de parto (respiração e posicionamentos; 5. Aplicação de questionário final dirigido às grávidas /casais que frequentaram o programa; 6. Avaliação do programa. INDICADORES DE EXECUÇÃO/MONITORIZAÇÃO E METAS PARA 2010/2012 M e t a s I n d i c a d o r e s F ó r m u l a s d e C á l c u l o 2010 2011 2012 % De lactentes com aleitamento materno N.º de lactentes com aleitamento materno exclusivo até aos 4 meses de exclusivo até aos 4 meses idade 80% 85% 90% de idade completos que N.º de lactentes com aleitamento materno exclusivo até aos 4 meses frequentaram o cantinho que frequentaram o cantinho da amamentação da amamentação Taxa de resolução do fenómeno do papel N.º fenómenos resolvidos do papel parental inadequado 35% 40% 45% parental inadequado N.º Total de fenómenos do papel parental inadequado Taxa de comportamentos N.º de mulheres que demonstram habilidades para utilizar estratégias de procura de saúde na não farmacológicas para o alívio da dor (respiração e posicionamento) no trabalho de parto 50% 55% 60% gravidez/parto – Curso de preparação para o parto N.º total de mulheres que frequentaram o curso de preparação para o parto % Grávidas/Casais que N.º grávidas/casais que frequentaram o programa 60% 65% 70% frequentaram o Programa N.º Total de grávidas/casais do concelho da Lousã UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 85 85
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    TEMPO PARA EXECUÇÃODO PROGRAMA O tempo necessário para a execução deste programa estará sujeito ao número de grávidas/casais incluídos no programa, bem como ao tempo de gestação. TEMPO PARA EXECUÇÃO N ú m e r o d e h o r a s p a r a u m a n o Carga horária E n f e r m e i r o P s i c ó l o g o ACTIVIDADES Min/ Total Min/ Total Cons Cons Cons Horas Cons Horas Sessões teóricas 30 60 30 30 60 30 Sessões Práticas 30 60 30 30 60 30 Tratamento de 30 15 7.30 30 15 7.30 dados e registos TOTAL 68 68 SERVIÇOS MÍNIMOS O Programa é assegurado no mínimo por um enfermeiro ou por uma psicóloga, conforme o plano de actividades descrito nos quadros anteriores. RESPONSÁVEL PELO PROGRAMA O profissional responsável pelo Programa será a Sr.ª Dr.ª Ana Sousa – Psicóloga Clínica com formação específica na área da preparação para o parto. A enfermeira que faz parte da equipa responsável pelo programa é a Sr.ª Enf. Amélia Lopes – Especialista em Saúde Pública e Comunitária. PARCERIAS: USF Serra da Lousã, UCSP do Centro de Saúde da Lousã, Maternidades do distrito de Coimbra, Câmara Municipal da Lousã (cedência de espaço físico para a realização das sessões teóricas e práticas). UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 86 86
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    4. E QU I P A D E C U I D A D O S C O N T I N U A D O S I N T E G R A D O S – E C C I INTRODUÇÃO A equipa de Cuidados Continuados Integrados (ECCI) é uma equipa multidisciplinar da responsabilidade dos Cuidados de Saúde Primários e das entidades de apoio social para a prestação de serviços domiciliários, decorrentes da avaliação integral, de cuidados médicos, de enfermagem, de reabilitação e de apoio social ou outros... (Artigo n.º 27 do DL 101/2006, de 6 de Junho). Os cuidados são prestados a utentes com diversas e complexas necessidades, no que diz respeito a cuidados de saúde. O leque de patologias e cuidados de saúde revela-se tão vasto que a responsabilidade dos cuidados, consoante as necessidades, tem que ser partilhada por uma equipa multidisciplinar, com vista à conquista de resultados frutíferos. Com efeito pretendemos com este projecto dar a conhecer os objectivos que movem as ECCI, os desafios com que se confrontam, as ferramentas que utilizam para dar resposta às múltiplas situações envolventes, a sua estrutura funcional e o seu plano de trabalho. Acima de tudo, com este projecto procura deixar transparecer o empenho, a sensibilidade e o envolvimento que pretendemos imprimir no nosso quotidiano, onde esperamos com o nosso contributo, apresentar com alegria, disponibilidade, uma escuta activa e uma voz amiga e orientadora cada um dos nossos utentes. Missão Responder às necessidades globais do doente com dependência (transitória ou crónica) e sua família, através da prestação de cuidados no domicílio de forma personalizada; Favorecer a autonomia do doente/família promovendo a dignidade e qualidade de vida e a reinserção na comunidade; Apoiar a família na morte e no luto; Trabalhar em equipa multidisciplinar, respeitando os conhecimentos e contributos de todos os elementos; Promover o bem-estar dos profissionais; UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 87 87
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    Promover o trabalhoem parceria e a articulação com os recursos da comunidade; Como equipa de suporte e gestora de caso, deverá articular com as equipas de saúde (Enfermeiro e Médico de Família), hospitais de referência e Unidades de Cuidados Continuados. POPULAÇÃO ALVO A população que se encontra na área de influência do Centro de Saúde em situação de dependência funcional, doença terminal ou em processo de convalescença cuja situação não requeira internamento – que não possam deslocar-se de forma autónoma. A UCC Arouce pretende apoiar 16 utentes referenciados pela Equipa Coordenadora Local (ECL). UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 88 88
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    OBJECTIVOS ESPECÍFICOS/ESTRATÉGIAS Objectivos Específicos Estratégias Informação dos serviços prestados; Realizar Visitação Domiciliária (VD) nas 24 horas após admissão Execução do plano de cuidados; na ECCI Prestação de cuidados. Divulgação dos contactos dos profissionais da ECCI; Informar/aconselhar sem a Informação/aconselhamento sobre procedimentos adequados a presença do utente cada situação. Avaliar o risco de úlcera de Aplicação da Escala de Braden a todos os utentes dependentes pressão, no âmbito da VD da ECCI admitidos na ECCI aos utentes dependentes Identificar o n.º de utentes com Realização de procedimentos de acordo com a tipologia de úlceras úlceras de pressão cicatrizadas identificadas. Contabilização do n.º de utentes que tiveram alta da ECCI por Avaliar o n.º de altas de utentes da melhoria ou agravamento do seu estado com transferência para ECCI outras unidades Avaliar o n.º de óbitos no domicílio Contabilização do n.º de óbitos ocorridos no domicílio dos utentes de utentes da ECCI admitidos na ECCI. Identificar o n.º de pessoas com Aplicação da escala da dor aos doentes dependentes admitidos na dor crónica que melhoraram a ECCI com dor crónica; escala de dor Identificar o n.º de pessoas com Aplicação das escalas de avaliação de dependência (Índice de Katz papel de cuidador informal e Escala de Lawton e Brody) aos utentes admitidos na ECCI inadequado ACTIVIDADES 1. Realização de VD em 24 horas após referenciação à ECCI pela ECL; 2. Formação aos prestadores informais sobre o seu papel; 3. Informação/aconselhamento sem presença do utente; UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 89 89
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    4. Cumprimento doplano de intervenção; 5. Aplicação das Escalas de Avaliação (Risco de úlcera, dependência e dor); 6. Tratamento de dados e registos; 7. Avaliação do programa. INDICADORES DE EXECUÇÃO/MONITORIZAÇÃO E METAS PARA 2010/2012 I n d i c a d o r e s Fórmulas de Cálculo 2010 2011 2012 N.º VD ≤24 horas após % De pessoas com VD em 24 horas após admissão 90% 95% 100% referenciação à ECCI N.º Total de admissões na ECCI N.º Total de contactos não presenciais com profissionais da % De respostas tipo informar/aconselhar UCC 90% 95% 100% efectuadas sem a presença do utente N.º Total de visitas domiciliárias realizadas N.º de primeiras VD no período em análise 90% 95% 100% Taxa de primeiras VD Nº Total de VD no período em análise N.º de utentes dependentes com % De pessoas dependentes avaliadas com avaliação do risco de úlcera de pressão 90% 95% 100% escala de risco de úlcera depressão no âmbito da VD da UCC N.º Total de utentes dependentes N.º de utentes dependentes com úlcera de pressão curada no período % De utentes com termo do fenómeno de em análise 85% 90% 95% úlcera de pressão N.º Total de utentes dependentes com úlcera de pressão no período em análise N.º de altas da ECCI % De altas de utentes da ECCI 75% 80% 85% N.º Total de utentes referenciados para a ECCI N.º de óbitos da ECCI no domicílio 80% 85% 90% % De óbitos no domicílio de utentes da ECCI N.º Total de utentes referenciados para a ECCI N.º de utentes em programa da ECCI com melhoria da % De Pessoas na ECCI que melhoraram a sua autonomia 85% 90% 95% autonomia N.º Total de utentes em programa com dificuldades de autonomia N.º de utentes com dor crónica em programa da ECCI com redução da % De pessoas seguidas na ECCI com dor escala da dor 80% 85% 90% crónica que melhoraram a escala da dor N.º Total de utentes em programa da ECCI com dor crónica N.º de fenómenos resolvidos do papel de cuidador informal Taxa de resolução do papel de cuidador inadequado 80% 85% 90% informal inadequado N.º Total de fenómenos do papel de cuidador informal inadequado UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 90 90
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    CRONOGRAMA ANUAL DEACTIVIDADES ANOS 2010 2011 2012 Trimestres 1º 2º 3º 1º 2º 3º 1º 2º 3º A1 – Realizar VD em 24 horas X X X X X X X X X A2 – Informação/aconselhamento X X X X X X X X X sem presença do utente A3 – Executar tratamentos X X X X X X X X X A4 – Aplicação das escalas de X X X X X X X X X avaliação A5 – Tratamento de dados e X X X X X X X X X Registos A6 – Avaliação do Programa X X X X X X X X X TEMPO PARA EXECUÇÃO Número de horas para um ano Carga horária Médico Enfermeiro 9 A. Social Psicólogo ACTIVIDADE Min/ Total Min/ Total Min/ Total Min/ Total Cont Cont Cont Cont Cons Horas Cont Horas Cont Horas Cons Horas Visitas domiciliárias 48 60 48 96 60 96 240 90 360 48 60 48 Cumprimento do 2016 90 3024 plano de Intervenção Tratamento de dados 48 60 48 2112 15 96 240 15 60 48 60 48 e registos Formação aos 48 30 24 prestadores informais Reuniões 48 60 48 48 60 48 48 60 48 48 60 48 TOTAL 144 3288 468 144 9 As horas de enfermagem são divididas por dois elementos. Para além da equipa de s s s enfermeiros base, haverá colaboração de um enfermeiro de reabilitação às 2ª ; 4ª e 6ª , num total de 16 horas semanais UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 91 91
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    SERVIÇOS MÍNIMOS O Programa é assegurado no mínimo por dois enfermeiros e uma Técnica Operacional a ceder pela Unidade de Apoio à Gestão (UAG) do ACES PIN 1, conforme o plano de actividades descrito nos quadros anteriores. PARCERIAS: UAG do ACES PIN 1, Instituições Hospitalares (HUC, CHC, IPO, HPC, Maternidades), Instituições Privadas de Solidariedade Social – Centros de Dia e Lares de 3ª Idade. 5. P R O G R A M A D E C E S S A Ç Ã O T A B Á G I C A INTRODUÇÃO Este Projecto tem vindo a ser desenvolvido pela Equipa da Consulta de Cessação Tabágica do Centro de Saúde da Lousã, tendo sido feita a apresentação do mesmo, no I Colóquio sobre Tabagismo da Região Centro – 2007/06/19, ano em que se iniciou a sua implementação. Sendo um Projecto de âmbito comunitário, os elementos da UCC Arouce decidiram inclui-lo na sua carteira de serviços, por constituir uma mais-valia na promoção da saúde e prevenção da doença. Este programa visa essencialmente a criação de grupos de pares, na Intervenção Breve em Cessação Tabágica. Pretende-se que os grupos a quem se dirige, possam ser importantes elementos promotores da Cessação Tabágica, promovendo abordagens adequadas dirigidas aos fumadores, já que todos devemos ser responsáveis e todos somos importantes nesta missão. O impacto da cessação tabágica na saúde pública depende, não só do sucesso individual da intervenção, mas também da sua aplicação a uma larga escala. Daí a importância de envolver o maior número de pessoas, com o envolvimento de grupos comunitários, para que todos se possam sentir responsáveis nesta luta contra o Tabagismo. As intervenções breves para a Cessação Tabágica são úteis e eficazes e deveriam ser realizadas por todos os profissionais de Saúde na promoção de comportamentos e UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 92 92
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    estilos de vidasaudáveis. A Intervenção Breve visa identificar, ajudar e apoiar os fumadores, muitas vezes em fase precoce de dependência, prevenindo o aparecimento ou a progressão de doença. Esta intervenção breve requer apenas 3-5 minutos e tem 5 passos (Mnemónica dos 5 “Ás”: Abordar (identificação dos fumadores), Aconselhar (a parar de fumar) Avaliar (motivação – se há ou não interesse, por parte do fumador, em deixar de fumar no próximo mês), Ajudar (na tentativa – Dia D) e Acompanhar (programar seguimento, após dia D – marcação de Consulta de Cessação Tabágica). Algumas das acções de sensibilização desenvolvidas no âmbito deste Projecto, decorrem no âmbito das datas comemorativas neste contexto (Dia Mundial do Sem Tabaco – 31 de Maio e Dia Mundial do Não Fumador – 17 de Novembro), com o intuito de ao mesmo tempo, alertar para esta problemática a nível Mundial; no entanto, serão também desenvolvidas, sempre que solicitado por outras Instituições (como já tem vindo a acontecer). POPULAÇÃO ALVO Depende do grupo a quem se dirige a acção de sensibilização, pelo que será variável de ano para ano; no geral, será envolvida toda a população residente no concelho da Lousã, por grupos específicos ou a toda a população: Crianças e jovens Pais Professores Ex-fumadores da Consulta de Cessação Tabágica Profissionais de Saúde (Médicos, Enfermeiros) Bombeiros (Bombeiros Voluntários de Serpins e Bombeiros Municipais da Lousã) Futuros profissionais de saúde (alunos enfermagem, internos medicina) UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 93 93
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    OBJECTIVOS ESPECÍFICOS /ESTRATÉGIAS Objectivo específico Estratégias -Impressão de cartazes de divulgação da CCT da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados da Lousã Continuar a promover uma eficaz -Afixação desses cartazes em locais estratégicos (Unidade de Cuidados de divulgação da Consulta de Cessação Saúde Personalizados do Centro de Saúde da Lousã, USF Serra da Lousã, Tabágica (CCT) do Centro de Saúde da escolas, cafés, etc.) Lousã -Divulgação da CCT, nos jornais locais e rádio local -Elaboração de folheto informativo, com horário e contactos Objectivo específico Estratégias -Organização e realização de um jantar-convívio anual, com grupo de ex- fumadores das unidades funcionais Organizar/criar um grupo de -Eleição de um grupo responsável por organizar outro convívio, no ano promotores de saúde, na Comunidade seguinte – Grupo de ex-fumadores da CCT -Realização de acções de formação/informação, dirigidas aos ex-fumadores, (actualmente, 50 utentes) para que possam eles próprios, ser agentes promotores da CT (informar e explicar a colaboração pretendida) Objectivo específico Estratégias -Realização de acções de informação, dirigidas a crianças do 1º ciclo do Promover acções de sensibilização nas Ensino Básico escolas e na comunidade, sobre -Realização de acções de informação, dirigidas a alunos do 2º e 3º ciclo do promoção de estilos de vida Ensino Básico saudáveis/prevenção do tabagismo, -Realização de acções de informação, dirigidas a alunos do Ensino dirigidas a crianças, jovens, pais e Secundário professores - Realização de acções de informação, dirigidas a pais e professores - Aplicação de questionário (Anexo 1) Objectivo específico Estratégias - Realização de acções formação em serviço, sobre Intervenção Breve, dirigida a todas as equipas multidisciplinar das unidades funcionais. Capacitar os profissionais de saúde e -Realização de acção de formação sobre Intervenção Breve, dirigida a alunos futuros profissionais de saúde para a de Enfermagem e professores, da Escola Superior de Enfermagem de Intervenção Breve, na sua prática Coimbra, no âmbito do Dia Mundial sem Tabaco profissional - Realização de acções de formação, dirigidas a grupos de Bombeiros (Bombeiros Voluntários Serpins e Bombeiro Municipais Lousã) - Aplicação de Questionário (Anexo 1) Objectivo específico Estratégias - Aplicação de Questionário, afim de proceder ao levantamento, do nº de fumadores existentes em cada grupo de intervenção, averiguando acerca do Reduzir o número de fumadores, dentro seu interesse em iniciar Cessação Tabágica (CT) dos grupos de intervenção/destinatários - Permitir aos interessados em iniciar CT, a sua inscrição na CCT do nosso do Projecto CS, de acordo com vagas disponíveis - Teste de doseamento de monóxido de carbono, aos fumadores interessados em fazê-lo UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 94 94
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    ACTIVIDADES 1. 2ª Caminhada Saudável (continuidade da acção desenvolvida em 2009 – 1ª Caminhada Saudável a 31/05/2009 – Dia Mundial Sem Tabaco); 2. Acções de formação/sensibilização dirigidas à população alvo; 3. Identificação do nº de fumadores existentes em cada um dos grupos-alvo das actividades anteriores, com encaminhamento dos fumadores que pretendem deixar de fumar, para a CCT (através de aplicação do questionário); 4. Tratamento de dados e registos; 5. Avaliação do Programa Além destas actividades programadas, poderão vir a ser desenvolvidas outras não programadas, solicitadas por outras Instituições, dentro das possibilidades da UCC Arouce. De salientar que os outros grupos referidos na População Alvo, irão sendo abrangidos ao longo dos anos. INDICADORES DE EXECUÇÃO/MONITORIZAÇÃO E METAS PARA 2010 M e t a s I n d i c a d o r e s F ó r m ul a de Cá l c u l o 2010 2011 2012 Percentagem de acções de sensibilização Nº de Acções realizadas realizadas, no âmbito das datas 100% 100% 100% comemorativas Nº Acções Programadas Encaminhamento dos fumadores que Nº de fumadores que pretendem pretendem deixar de fumar para a CCT do iniciar CT 80% 85% 90% C.S. da Lousã (identificados através do Questionário) Nº total de fumadores no grupo Realização de outras acções de Nº de acções realizadas sensibilização, por solicitação de outras 80% 85% 90% Instituições Nº de acções solicitadas UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 95 95
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    CRONOGRAMA DE ACTIVIDADES PARA 2010/2012 ANOS 2010 2011 2012 Trimestres 1º 2º 3º 1º 2º 3º 1º 2º 3º A1 – Caminhada Saudável X X X A2 – Acção de Sensibilização X X X X X X X X X A3 – Identificação dos Fumadores X X X A4 – Tratamento de dados/Registos X X X X X X X X X A5 – Avaliação do Programa X X X TEMPO PARA EXECUÇÃO Número de horas para um ano Carga horária Médico Enfermeiro ACTIVIDADE Min/ Total Min/ Total Cont Cont Cont Horas Cont Horas A1 1 240 4 1 240 4 A2 8 60 8 8 60 8 A3 1 60 1 1 60 1 A4 6 30 3 6 30 3 A5 1 30 0.5 1 30 0.5 TOTAL 16.5 16.5 UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 96 96
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    RESPONSÁVEIS PELO PROGRAMA Equipa da Consulta de Cessação Tabágica (CCT) do Centro de Saúde da Lousã Marília Pereira (Médica) – Consultora de Medicina Geral e Familiar Maria José Martins (Enfermeira) – Enfermeira A partir de 2010, o Projecto irá ter continuidade, sempre que possível, com o apoio dos restantes elementos da UCC Arouce. SERVIÇOS MÍNIMOS As actividades 1 e 2 são asseguradas no mínimo por um enfermeiro e uma médica. 6. P R O J E C T O INTEGRADO D E INTERVENÇÃO PRECOCE INTRODUÇÃO O Projecto Integrado de Intervenção Precoce (PIIP) surgiu em Coimbra em Outubro de 1989, fruto de uma articulação entre serviços regionais, nomeadamente a Saúde, Educação, Segurança Social e Instituições Particulares de Solidariedade Social. O principal objectivo prende-se com o apoio a crianças dos 0 aos 3 anos (excepcionalmente até aos 6) com atraso de desenvolvimento, associado ou não a deficiência, ou em risco de atraso grave de desenvolvimento e suas famílias. Em termos de estrutura organizacional, o PIIP dispõe de uma Equipa de Coordenação Distrital, constituída por um representante dos seguintes serviços: a Direcção Regional de Educação, a Administração Regional de Saúde, o Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social e as Instituições Privadas de Solidariedade Social. Esta equipa tem como tarefa desenvolver acções para a implementação da intervenção precoce ao nível dos 17 concelhos do distrito de Coimbra. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 97 97
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    A nível local,funcionam as Equipas de Intervenção Directa (EID)10 que são equipas transdisciplinares constituídas por técnicos de várias áreas, tais como: educadores/as de infância, médico/as, enfermeiro/as, psicólogo/as, técnico/as de serviço social. As EID reúnem-se semanalmente e realizam o apoio junto das crianças e das suas famílias. O PIIP conta ainda com o funcionamento de uma Equipa de Supervisão que reúne periodicamente com as EID. Assim, há um acompanhamento continuado aos técnicos, de forma a garantir a qualidade dos serviços prestados às famílias e a implementação dos objectivos definidos pelo PIIP. CONTEXTO O desenvolvimento da criança faz-se a vários níveis: Motor: aprendizagem da coordenação dos movimentos dos músculos que permitem capacidades como o sentar, gatinhar, andar, correr ou ainda movimentos mais específicos como agarrar coisas e desenhar; Linguagem: aprender a reconhecer, identificar e produzir sons até emitir palavras, chegando depois à construção de frases; Socialização: capacidade para se relacionar com os outros. É, primeiramente, no seio da família que vai adquirindo esta competência; Autonomia: a criança vai conseguir realizar determinadas tarefas que lhe permitem ser cada vez mais independente dos outros e ter mais liberdade; Pensamento: capacidade para assimilar, recordar, reconhecer semelhanças e diferenças naquilo que vê e ouve e ir descobrindo relações entre estas. Qualquer atraso ou alteração numa destas áreas, pode originar problemas secundários, se não se fizer um apoio o mais precocemente possível (Citação em Santos, 2006). O trabalho do PIIP assenta na filosofia actual de Intervenção Precoce, preconizando uma intervenção centrada na família e uma abordagem transaccional. Ao longo de todo o processo de intervenção procura-se envolver activamente a família. 10 As Equipas de Intervenção Directa encontram-se em funcionamento nos 17 concelhos do distrito de Coimbra, elas são: EID de Coimbra, EID de Penela, EID de Mira, EID de Condeixa-a-Nova, EID de Soure, EID da Figueira da Foz, EID de Poiares, EID de Penacova, EID de Góis, EID de Miranda do Corvo, EID da Lousã, EID de Tábua, EID de Arganil, EID de Cantanhede, EID da Pampilhosa da Serra, EID de Montemor-o-Velho e EID de Oliveira do Hospital. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 98 98
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    Um dos principaisobjectivos de PIIP é ―desenvolver e dinamizar um programa de Intervenção Precoce coordenado, inter-serviços e transdisciplinar, usando os recursos existentes na comunidade” (Cruz, 2003). Assim sendo, pretende-se sensibilizar a comunidade em geral e os serviços de saúde em particular para que a intervenção seja o mais precoce possível (Santos, 2006). EQUIPA DE INTERVENÇÃO DIRECTA (EID) DA LOUSÃ O serviço de Intervenção Precoce surgiu no concelho da Lousã, no ano lectivo de 1991/1992. Desde aí a EID tem procurado implementar os princípios e a filosofia pelos quais se rege o Projecto Integrado de Intervenção Precoce de Coimbra. Ao longo dos anos, a estrutura da EID tem sofrido alterações, devido à frequente mobilidade dos profissionais que anualmente integram a EID. Actualmente11 a EID Lousã é constituída por: 1 Educadora de Infância – Sílvia Leal 1 Enfermeira – Maria José Martins 1 Médica – Marília Pereira 1 Psicóloga – Cláudia Moreira 1 Técnica de Serviço Social – Emília Santos Além destes elementos, tem também uma Supervisora da EID que desempenha igualmente funções de Psicóloga. A equipa reúne-se semanalmente num espaço cedido pela ARCIL (sede da EID Lousã), onde se planeiam as actividades semanais e se procede à análise e discussão de casos em acompanhamento, em Equipa. Quinzenalmente, há reuniões de Supervisão, com a presença da supervisora desta EID. Funções da EID Lousã Planificar a actuação para a Área geográfica de abrangência Elaborar o Plano Anual de Actividades 11 Ano lectivo 2009//2010. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 99 99
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    Seleccionar as Situaçõespara apoio em função da referência, avaliação e critérios definidos pelo PIIP Fazer os contactos com as famílias sinalizadas Designar o responsável de caso Dar parecer sobre a calendarização, duração e periodicidade dos apoios Fazer a Intervenção centrada na família (Elaboração do PIAF – Plano Individualizado de Apoio à Família) Organizar um dossier técnico por cada criança/família Identificar e articular a intervenção com os serviços locais e outros Elaborar no final de cada ano lectivo a síntese do trabalho desenvolvido com a criança/família Elaborar o relatório final de actividades desenvolvidas pela EID Reunir semanalmente para análise discussão e planificação do trabalho a desenvolver Reunir quinzenalmente com a Supervisão OBJECTIVOS A EID Lousã procura responder às necessidades das famílias com crianças que apresentem atraso de desenvolvimento, associado ou não a deficiência, ou que se encontram em risco de atraso grave de desenvolvimento. TIPO DE APOIO A EID presta apoio directo à criança/família, maioritariamente em contexto familiar, no domicílio, mas também em contexto de creche/jardim, para que possa fazer uma abordagem centrada na família e não apenas na criança, sempre aproveitando e reforçando as forças positivas de cada família, para a promoção de um desenvolvimento adequado da criança. Além deste apoio, é feito um acompanhamento de retaguarda, com a discussão de casos, nas reuniões semanais da EID, onde todas as decisões são tomadas e discutidas em Equipa. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 100 100
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    PLANO ANUAL DEACTIVIDADES No início de cada ano lectivo, a EID elabora um Plano de actividades, que é enviado à Equipa de Coordenação – o Plano relativo ao ano lectivo 2009/2010, será elaborado a partir de Setembro/2009. RELATÓRIO FINAL DE ACTIVIDADES O Relatório final consiste na descrição/avaliação das actividades desenvolvidas pela EID, durante o ano lectivo, pelo que será entregue à Equipa Coordenadora em Julho de 2010. AC T I V I DADE S A DE S E NV OL V E R P E L A UCC AROUCE As actividades a desenvolver pela UCC no âmbito deste projecto, serão em parceria com as restantes Unidades Funcionais (UF) e Instituições da Comunidade, de acordo com o número de casos referenciados e acompanhados/sinalizados. Contributo relevante da UCC Arouce, para este Programa: Uma vez que os profissionais de saúde (médica e enfermeira) afectos à EID Lousã são também elementos integrantes da UCC Arouce, o contributo desta Unidade, baseia-se essencialmente, na articulação destes elementos com as restantes UF, relativamente à identificação e acompanhamento e intervenção directa com as famílias, assim como relativamente à divulgação das actividades desenvolvidas pela EID Lousã. POPULAÇÃO ALVO A população alvo será a das crianças residentes no concelho da Lousã, com idades compreendidas entre os 0 e 3 anos, sinalizadas, com problemas de desenvolvimento e/ou risco ambiental. No ano lectivo 2009/2010, estão a ser apoiadas 10 crianças pela EID da Lousã. Actualmente, não existe lista de espera para o acompanhamento das crianças sinalizadas para a EID da Lousã. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 101 101
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    OBJECTIVOS ESPECÍFICOS/ESTRATÉGIAS Objectivos Específicos Estratégias Identificar crianças com atraso no Identificação sistemática das crianças com atraso no seu desenvolvimento desenvolvimento, em articulação com as restantes UF. Identificar as famílias com problemas de ordem Identificação das crianças/famílias com problemas de ordem socioeconómica e cultural e que socioeconómica e cultural por circunstâncias várias estão Sinalização/referenciação para a EID da Lousã as situações expostas a um ambiente pouco identificadas afectivo e pouco estimulante; Colaborar na vigilância das Articulação com as equipas de saúde da UCSP do CS Lousã crianças/famílias em articulação e da USF Serra da Lousã na vigilância das crianças/famílias com as equipas de saúde das identificadas restantes UF Colaboração nas actividades programadas e desenvolvidas pela EID da Lousã Colaborar com EID da Lousã Colaborar na elaboração do Relatório Anual de Actividades da EID INDICADORES DE EXECUÇÃO/MONITORIZAÇÃO E METAS PARA 2010/2012 M e t a s I n d i c a d o r e s F ó r m u l a s d e C á l c u l o 2010 2011 2012 Percentagem de Nº de crianças com intervenção precoce antes dos 3 anos crianças com intervenção precoce 100% 100% 100% iniciada antes dos 3 Nº total de crianças referenciadas e seguidas pela UCC anos UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 102 102
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    ACTIVIDADES 1. Identificar crianças com atraso no seu desenvolvimento; 2. Identificar crianças/famílias com problemas de ordem socioeconómica e cultural; 3. Divulgação das actividades a promover pela EID da Lousã 4. Registos e tratamento de dados; 5. Avaliação do programa. CRONOGRAMA ANUAL DE ACTIVIDADES ANOS 2010 2011 2012 Trimestres 1º 2º 3º 1º 2º 3º 1º 2º 3º A1 – Identificar crianças com atraso no desenvolvimento X X X X X X X X X A2 – Identificar crianças com problemas de ordem socioeconómica e cultural X X X X X X X X X A3 – Divulgação das actividades a promover pela EID da Lousã X X X X X X X X X A4 – Registos e tratamentos de dados X X X X X X X X X A5 – Avaliação do programa X X X UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 103 103
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    TEMPO PARA EXECUÇÃO Número de horas para um ano 12 Carga horária Médico Enfermeiro ACTIVIDADE Min/ Total Min/ Total Cons Cons Cons Horas Cons Horas Actividades 1 a 5 138 60 138 138 60 138 TOTAL 288 288 RESPONSÁVEIS PELO PROGRAMA Os profissionais responsáveis pelo programa são a Dr.ª Marília Pereira – Consultora de Medicina Geral e Familiar e Enf. Maria José Martins. SERVIÇOS MÍNIMOS As actividades 1 e 2 são asseguradas no mínimo por um enfermeiro e uma médica. 7. C O M I S S Ã O D E P R O T E C Ç Ã O D E C R I A N Ç A S E J O V E N S ( C P C J ) A CPCJ é uma entidade oficial não judiciária, baseada numa lógica de parceria local, com autonomia funcional, que visa promover os direitos da criança e do jovem, e prevenir ou por termo a situações susceptíveis de afectarem a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral, deliberando com imparcialidade e independência. A intervenção do Sector da Saúde enquadra-se num contexto de responsabilidades partilhadas pelas diferentes entidades com competência em matéria de infância e juventude. 12 Horas acordadas entre a ARS Centro, IP e o PIIP (Distrito Coimbra) UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 104 104
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    É da responsabilidadeda Saúde actuar a nível da prevenção na ocorrência de maus tratos, detecção precoce das situações de risco e de perigo, acompanhamento e prestação de cuidados e da sinalização e/ou encaminhamento de casos para outros serviços. No nosso concelho, nos últimos 2 anos, verificamos um aumento processual significativo, como se pode observar no Quadro 1. Processos de Promoção e Protecção SÃ Transitados Instaurados Reabertos Global Ano OU L 27 43 6 76 2007 CJ CP 22 40 12 74 2008 Quadro 1 – Processos de Promoção e Protecção na CPCJ do Concelho da Lousã (Fonte: CPCJ Lousã – 2009) Verificamos que nos últimos anos o número de casos sinalizados à CPCJ teve um crescimento acentuado, que pensamos poder atribuir-se ao facto de se trabalhar mais directamente com as escolas e professores. POPULAÇÃO ALVO A população alvo a abranger com este programa são todas as crianças e jovens do concelho da Lousã com menos de 18 anos, ou a pessoa com menos de 21 anos que solicite a continuação da intervenção iniciada antes de atingir os 18 anos. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS/ESTRATÉGIAS Objectivos Específicos Estratégias Articular com CPCJ da Lousã para Participação activa nas reuniões da CPCJ; resolução de problemas identificados Encaminhamento dos problemas identificados. Participar em actividades no Colaboração activa em actividades no âmbito da CPCJ âmbito da CPCJ Participar em reuniões com as Informação sobre os casos sinalizados; equipas de saúde da UCSP e da USF Serra da Lousã Recolha de informações sobre possíveis casos a sinalizar. Identificar necessidades das Execução de entrevistas para avaliação das necessidades; crianças/jovens/familiares Elaboração de plano para cada caso. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 105 105
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    INDICADORES DE EXECUÇÃO/MONITORIZAÇÃOE METAS PARA 2010/2012 M e t a s I n d i c a d o r e s F ó r m u l a s d e C á l c u l o 2010 2011 2012 % De reuniões Nº de reuniões efectuadas com CPCJ 90% 95% 100% efectuadas com CPCJ Nº Total de reuniões agendadas com CPCJ % De intervenções na Nº de intervenções efectuadas na Comunidade comunidade no âmbito Nº Total de intervenções agendadas na 90% 95% 100% da CPCJ Comunidade Nº de reuniões efectuadas com as equipas de % De reuniões saúde (UCSP e USF Serra da Lousã) efectuadas com as 90% 95% 100% Equipas de Saúde Nº Total de reuniões agendadas com as equipas de saúde (UCSP e USF Serra da Lousã) % De Nº de crianças/jovens/famílias com plano de crianças/jovens/famílias intervenção 50% 55% 60% com plano de intervenção Nº Total de crianças/jovens/famílias na CPCJ ACTIVIDADES 1. Efectuar reuniões com CPCJ 2. Participar em actividades na comunidade no âmbito da CPCJ; 3. Promover reuniões com as equipas de saúde das unidades funcionais; 4. Identificar as necessidades das crianças/jovens/famílias da CPCJ na área da saúde; 5. Registos e tratamento de dados; 6. Avaliação do programa. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 106 106
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    CRONOGRAMA ANUAL DEACTIVIDADES ANOS 2010 2011 2012 Trimestres 1º 2º 3º 1º 2º 3º 1º 2º 3º A1 X X X X X X X X X A2 X X X X X X X X X A3 X X X X X X X X X A4 X X X X X X X X X A5 X X X X X X X X X A6 X X X É nossa pretensão num futuro próximo criar uma consulta de acompanhamento clínico no âmbito deste programa. Para tal necessitamos de mais horas disponibilizadas para a médica e/ou psicóloga clínica afectas à UCSP/URAP respectivamente. TEMPO PARA EXECUÇÃO Número de horas para um ano Carga horária Enfermeiro ACTIVIDADE Min/ Total Cont Cont Horas A1 24 270 540 A2 1 60 12 A3 12 60 12 Variável Variável A4 consoante 60 consoante os casos os casos A5 12 120 24 A6 1 60 1 TOTAL 589 UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 107 107
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    As horas afectasàs actividades descritas para a CPCJ, estão de acordo com as informações facultadas pela CPCJ da Lousã. NOTA FINAL Para que os Programas que fazem parte deste Plano de Acção possam ser iniciados, são necessários no mínimo 2 enfermeiros a 35 horas semanais e dois enfermeiros a 17,30 horas cada um. Os restantes elementos terão as horas que estão designadas na identificação dos mesmos. Para a execução plena, teremos de alargar a equipa de enfermagem a mais um elemento a 35 horas, mantendo os restantes enfermeiros a tempo parcial. Necessitamos ainda de duas Técnicas Operacionais para a ECCI e efectuar pequenas limpezas e pelo menos um administrativo. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 108 108
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    V. PROGR AM A DE MONI TORIZ AÇ ÃO D A Q U AL I D ADE Este programa será implementado após o início de actividade da UCC Arouce, e serão feitas avaliações periódicas das metas propostas, análise de desvios e implementação de acções correctivas. A monitorização da qualidade será feita através de inquéritos de satisfação dos utentes, dos profissionais, sistema de avaliação das reclamações e sugestões, avaliação interna e externa. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 109 109
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    VI. M ANUAL DE ARTICUL AÇ ÃO A Equipa da UCC Arouce, assume o compromisso de elaborar um manual de articulação com as outras Unidades do Centro de Saúde e o ACES PIN 1, que será discutido e negociado com todos os envolvidos. Assume também o compromisso de, no prazo máximo de 3 meses após o início de funções, apresentar o Regulamento Interno ao Director Executivo do ACES PIN 1 e à ERA, que fará a sua apreciação e o remeterá à ARS Centro, IP. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 110 110
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    VII. PL ANODE DESENVOLVIMENTO PROFI SSION AL E FORM AÇ ÃO Os profissionais que integram UCC Arouce fizerem um auto diagnóstico individual e colectivo das necessidades formativas a implementar, propondo a discussão semanal de relatos clínicos problema, discussão da referenciação em situações mais prevalentes, discussão da monitorização dos resultados dos indicadores contratualizados. Com a nova organização dos serviços e os novos suportes de informação, a possibilidade de se desenvolverem trabalhos de investigação, estará facilitada e permitirá uma análise metódica susceptível de tirar conclusões cientificamente válidas e com aplicabilidade. As necessidades de formação detectadas são: Formação de preparação para o parto; Formação em Cuidados Paliativos; Formação em Infância e adolescência; Curso de reeducação funcional respiratória; Para além destas, pensamos haver necessidade de formação noutras áreas, conforme as vertentes existentes ao longo do ano. POPULAÇÃO ALVO A população-alvo do Plano de Formação é toda a equipa da UCC, ou seja, 4 enfermeiros, 1 médico, 1 assistente social, 1 psicólogo. Posteriormente irá abranger 1 administrativo quando nos for atribuído pela UAG do ACES PIN1. OBJECTIVOS 1. Conseguir que, durante o ano de 2010, 50% das sessões semanais resultem em acções de formação interna; 2. Conseguir que 75% dos profissionais (6 profissionais) estejam envolvidos no plano de formação; 3. Conseguir que durante o ano de 2010 pelo menos 75% das acções de formação externa sejam partilhadas. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 111 111
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    INDICADORES DE EXECUÇÃOE METAS Não foram definidas pela MCSP indicadores para este programa, pelo que propomos os seguintes, de forma a permitir monitorizar o desenvolvimento do programa: Percentagem de sessões de formação interna (N.º de sessões formativas/total de formações semanais realizadasX100) Percentagem de profissionais envolvidos em acções de formação interna (N.º de profissionais com temas apresentados/N.º total de profissionais X 100) Percentagem de acções de formação externa partilhadas (N.º de acções de formação externa partilhadas/Total de acções de formação externa frequentadas X 100) ACTIVIDADES 1. Apresentar relatos de caso; 2. Efectuar formação interna (revisão temática, formação técnica, etc.); 3. Partilhar formação obtida em acções externas; TEMPO PARA EXECUÇÃO N ú m e r o d e h o r a s p a r a u m a n o Carga horária M é d i c o E n f e r m e i r o A . S o c i a l P s i c ó l o g o A CTIVIDADE Min/ Total Min/ Total Min/ Total Min/ Total Cont Cont Cont Cont Cons Horas Cons Horas Cons Horas Cons Horas Relato de 10 30 5 10 30 5 10 30 5 10 30 5 caso Acções de 10 30 5 10 30 5 10 30 5 10 30 5 formação Partilha de formação 5 30 2,30 5 30 2,30 5 30 2,30 5 30 2,30 externa TOTAL 12,30 12,30 12,30 12,30 UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 112 112
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    V I II . I N S T A L A Ç Õ E S E E Q U I P A M E N T O S A UCC irá ocupar o 2º piso do Centro de Saúde da Lousã, nas antigas instalações do SAP, a designar: Sala de Urgência – Armazém (ajudas técnicas, material diverso) Sala de Observação – Gabinete da Equipa Multiprofissional e ECL Hall do SAP – Criação de pequena sala para pausas dos profissionais e WC para os profissionais (já existente) Hall de entrada – Criação de zona de atendimento administrativo, sala de espera e WC para os utentes (já existente), com fax, telefone directo e computador com internet. 1. Sinalização Interna Haverá necessidade de colocação de sinalética em toda a área da UCC, bem como no Centro de Saúde para melhor orientação dos utentes. 2. Comunicações/Formação Colocação de telefones com linhas directas. Disponibilizar dois telemóveis para a comunicação entre a UCC e os profissionais no exterior. Poder-se-á ainda utilizar a marcação de actividades através de SMS e correio electrónico. Aquisição de projector data vídeo para formação e acções de educação para a saúde. Aquisição de máquina fotográfica digital e Doppler (úlceras venosas e arteriais). 3. Climatização O piso onde funcionará a UCC é demasiadamente quente, sem protecção externa nas janelas para diminuição do calor, tornando-se assim necessário proceder à climatização dos gabinetes e sala de espera. 4. Sistema Informático A UCC irá utilizar o programa informático já existente no Centro de Saúde UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 113 113
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    (MedicineOne®). Necessitamos também de computador portátil com acesso à banda larga para a ECCI. Serão necessários 3 computadores (2 já existentes – 1 na ECL, outro na sala de coordenação da vacinação) com acesso à internet, 3 impressoras (2 já existentes – 1 na ECL e 1 na sala de coordenação da vacinação). 5. Transportes O Centro de Saúde dispõe apenas de uma viatura para efectuar todo o serviço de transportes, correio, cuidados domiciliários, etc., pelo que não é viável a sua alocação à UCC. Temos necessidade de duas viaturas para dar resposta às actividades propostas e já descritas. 6. Listagem de Equipamentos Sala de Espera: Cadeiras almofadadas Mesa Máquina de água/café/alimentos Televisão DVD/Vídeo Baldes do lixo Cadeira de rodas UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 114 114
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    2 Gabinetes (EquipaMultidisciplinar e ECCI) 2 Secretárias 2 Cadeiras 2 Mesas de Computador 2 Armários com porta de vidro 4 Estantes 2 Placares de parede Esfignomanómetro adulto Fita métrica Régua para medição de altura Balança 2 Caixotes do Lixo Estas necessidades de espaço são as possíveis de solicitar, tendo em consideração o espaço disponível nas actuais instalações do Centro de Saúde da Lousã. Posteriormente, com a execução do novo edifício, pretendemos aumentar o número de gabinetes, nomeadamente a criação de um gabinete de atendimento personalizado, um gabinete para higiene oral/estomatologia (de acordo com as actividades a desenvolver futuramente), um gabinete para a Coordenação e uma sala de reuniões (com multimédia). UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 115 115
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    IX. IDENTIFICAÇÃO DOS PROFISSIONAIS Os profissionais que fazem parte da UCCA são os seguintes: B) ENFERMEIROS 1. Nome Amélia Carvalho Lopes Bilhete de Identidade 7 149 665 Cédula Profissional 2-E-25475 Categoria Enfermeira Especialista Regime de Trabalho 35 Horas Local de Trabalho Centro de Saúde da Lousã Regime Contratual Nomeação Definitiva Tempo de afectação à UCC Tempo Completo (35 horas semanais) 2. * Nome Anabela Reis Simões Girão Bilhete de Identidade 10 043 122 Cédula Profissional 2-E-08797 Categoria Enfermeira Graduada Regime de Trabalho 35 Horas Local de Trabalho Centro de Saúde da Lousã Regime Contratual Nomeação Definitiva Tempo de afectação à UCC Tempo Parcial (17,30 horas semanais, em horário normal) * A tempo parcial na USF Serra da Lousã. UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 116 116
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    3. Nome Cristiano José Simões Gonçalves Bilhete de Identidade 10 141 369 Cédula Profissional 2-E-13836 Categoria Enfermeiro Graduado Regime de Trabalho 35 Horas Local de Trabalho Centro de Saúde da Lousã Regime Contratual Nomeação Definitiva Tempo de afectação à Tempo Completo (35 horas semanais) UCC 4. Nome Maria José Pereira Fernandes Martins Bilhete de Identidade 8 179 798 Cédula Profissional 2-E-01450 Categoria Enfermeira Graduada Regime de Trabalho 35 Horas Local de Trabalho Centro de Saúde da Lousã * Regime Contratual Nomeação Definitiva Tempo de afectação à UCC Tempo Parcial (17,30 horas semanais, em horário normal) * A prestar serviço na Extensão de Saúde de Serpins UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 117 117
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    B) TÉCNICA SUPERIORDE SERVIÇO SOCIAL 1. Nome Mónica Palha Bicó Seco Bilhete de Identidade 7 790 939 Cédula Profissional Sem Cédula Categoria Técnica Superior de Serviço Social Regime de Trabalho 35 Horas Local de Trabalho Centro de Saúde da Lousã Regime Contratual Nomeação Definitiva Tempo de afectação à UCC Tempo Parcial (12 horas semanais, em horário normal) C) PSICÓLOGA 1. Nome Ana Isabel Gomes Sousa e Silva Bilhete de Identidade 12 002 879 Cédula Profissional Sem Cédula Categoria Psicóloga Regime de Trabalho 35 Horas Local de Trabalho Centro de Saúde da Lousã Regime Contratual Temporário – CTC Tempo de afectação à UCC Tempo Parcial (6 horas semanais, em horário normal) UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 118 118
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    D) TÉCNICO DESAÚDE AMBIENTAL13 1. Nome Jorge Manuel Correia da Cruz Bilhete de Identidade 4 134 635 Cédula Profissional C-010308172 Categoria Técnico de Saúde Ambiental Especialista Regime de Trabalho 35 Horas Local de Trabalho Centro de Saúde da Lousã Regime Contratual Nomeação Definitiva Tempo de afectação à UCC Tempo Parcial (Dependente das necessidades pontuais) E) MÉDICO14 1. Nome Marília Dias Pereira Bilhete de Identidade 2862699 Cédula Profissional 24029 Categoria Consultora de Medicina Geral e Familiar Regime de Trabalho 42 Horas Local de Trabalho Centro de Saúde da Lousã * Regime Contratual Nomeação Definitiva Tempo de afectação à UCC Tempo parcial (10 horas semanais, em horário normal) 13 Técnico de Saúde Ambiental será solicitado à USP do ACES PIN 1, conforme as necessidades 14 O elemento médico colabora como assessor para a área médica * A prestar serviço na Extensão de Saúde de Serpins UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 119 119
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    ANEXO 3 –Adenda ao Regulamento Interno Surge esta adenda ao Regulamento devido ao alargamento da Equipa da UCC Arouce com mais um elemento de enfermagem. A profissional que foi afeta à UCC Arouce está descrita no quadro abaixo. 15 Nome Clara Maria Lopes Rodrigues Bilhete de Identidade 09913754 Cédula Profissional Categoria Enfermeira Regime de Trabalho 35 Horas Local de Trabalho Centro de Saúde da Lousã Regime Contratual Nomeação Definitiva Tempo de afetação à UCC Tempo Completo A profissional declara, sob compromisso de honra, que leu e aceitou as condições constantes neste Regulamento, que passa a subscrever no dia 18 de Agosto de 2011. Clara Maria Lopes Rodrigues ______________________________ 15 Proveniente da Maternidade Daniel de Matos – Cedência por Interesse Público UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 120 120
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    ANEXO 4 –Adenda 2 ao Regulamento Interno Surge esta adenda ao Regulamento devido ao alargamento da Equipa da UCC Arouce a mais dois elementos (1 Assistente Técnico e 1 Assistente Operacional). Os profissionais que foram afetos à UCC Arouce estão descritos nos quadros abaixo. Nome António Fernandes Antunes Bilhete de Identidade 4194106 Cédula Profissional Sem Cédula Categoria Assistente Técnico Regime de Trabalho 35 Horas Local de Trabalho Centro de Saúde da Lousã Regime Contratual Nomeação Definitiva Tempo de afetação à UCC Tempo Completo Nome Sandra Cristina Correia Barreto Martins Bilhete de Identidade 10819458 Cédula Profissional Sem Cédula Categoria Assistente Operacional Regime de Trabalho 35 Horas Local de Trabalho Centro de Saúde da Lousã Regime Contratual Nomeação Definitiva 16 Tempo de afetação à UCC Tempo Completo Os profissionais declaram, sob compromisso de honra, que leram e aceitaram as condições constantes neste Regulamento, que passam a subscrever no dia 18 de dezembro de 2011. 16 A desempenhar funções de Assistente Técnico na Equipa Coordenadora Local de Cuidados Continuados UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 121 121
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    António Fernandes Antunes ______________________________ Sandra Cristina Correia Barreto Martins ______________________________ UCC Arouce – Regulamento Interno – 2010 Página 122 122