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Classes de palavras:
o verbo
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classe aberta
O verbo pertence a uma de palavras e
é o núcleo do grupo verbal.
Flexiona-se em:
modo
tempo
pessoa
número
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A. Subclasses do verbo
Principal
Copulativo
Auxiliar
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A. Subclasses do verbo
Principal
Designa uma ação, um
acontecimento ou um estado. Os
verbos principais dividem-se em várias
subclasses, organizadas de acordo
com as funções sintáticas que exigem.
Um mesmo verbo pode pertencer a
diferentes subclasses, em função do
contexto em que ocorre.
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A. Subclasses do verbo
Principal
1.1. Intransitivo – verbo que exige um sujeito, mas não seleciona
complementos.
Ex.: Preste João zangou-se.
1.2. Transitivo direto – verbo que exige um sujeito e um
complemento direto.
Ex.: Rei Dario acolheu os sete mancebos.
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A. Subclasses do verbo
Principal
1.3. Transitivo indireto – verbo que exige um sujeito e um complemento
indireto ou um sujeito e um complemento oblíquo.
Ex.: Os mancebos mentiram ao rei Dario.
Preste João morava num castelo.
1.4. Transitivo direto e indireto – verbo que exige um sujeito e dois
complementos (direto e indireto ou direto e oblíquo).
Ex.: Preste João ofereceu uma oportunidade a Dario.
Os mancebos trouxeram o rei à presença de Preste João.
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A. Subclasses do verbo
Copulativo
Verbo que relaciona o sujeito da
frase com o predicativo do sujeito.
Ex.: Preste João era um bom rei.
Verbos copulativos mais usuais:
ser, estar, ficar, parecer, permanecer, andar, continuar, revelar-se, tornar-se…
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A. Subclasses do verbo
Auxiliar
Verbo que ocorre antes do verbo
principal ou de um verbo copulativo.
Numa mesma frase, pode haver mais do
que um verbo auxiliar.
Ex.: O Preste João tinha aprisionado o rei
Dario.
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A. Subclasses do verbo
o nos tempos compostos (ter/haver)
Ex.: Os mancebos tinham enganado o rei Dario.
Os verbos auxiliares são usados, por exemplo:
o nas frases passivas (ser)
Ex.: O rei Dario foi traído pelos seus homens.
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B. Tipologia quanto à flexão
1. Verbo regular – verbo que respeita o modelo de conjugação a
que pertence.
Ex.: cantar, estudar, correr, comer, partir…
2. Verbo irregular – verbo cuja flexão não respeita o modelo
de conjugação a que pertence. As irregularidades destes
verbos podem ocorrer no radical, nos sufixos ou apenas na
grafia.
Ex.: ser, ficar, querer, vir, ver...
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B. Tipologia quanto à flexão
3. Verbo defetivo – verbo que só se conjuga em algumas
pessoas e tempos, ou seja, cuja conjugação é incompleta.
Ex.: falir, colorir
3.1. Defetivo impessoal – só se flexiona na 3.ª pessoa do
singular e não exige sujeito.
Ex.: trovejar, chover, anoitecer
3.2. Defetivo unipessoal – só se flexiona na 3.ª pessoa e
exige um sujeito determinado.
Ex.: ladrar, miar, solidificar
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C. Flexão verbal
Os verbos podem flexionar em tempo, modo, pessoa e
número. Os tempos verbais são simples quando a flexão envolve
apenas um verbo principal, havendo também tempos
compostos, quando se recorre ao verbo auxiliar ter ou, mais
raramente, ao verbo haver.
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C. Flexão verbal
Os verbos podem pertencer:
à 1.ª conjugação (verbos terminados em -ar),
à 2.ª conjugação (verbos terminados em -er),
à 3.ª conjugação (verbos terminados em -ir).
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D. Conjugação pronominal
1.1. O pronome -o/-a, -os/-as não se altera se a forma verbal
terminar em vogal ou ditongo oral.
Ex.: Comprei-o para ti.
1. Geralmente, o pronome coloca-se em frases afirmativas,
depois da forma verbal, ficando ligado a esta por um hífen.
Ex.: Entrego-a quando chegares. / Eu dei-lhe uma prenda.
1. Conjugação pronominal
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D. Conjugação pronominal
1.2. Se a forma verbal terminar em -r, -s ou -z, estas
consoantes são eliminadas e o pronome adota a forma -lo/-la,
-los/-las.
Ex.: Tu vais adquiri-lo? Mas: Tu tem-la. / Ele quere-a.
1.3. Quando a forma verbal termina em sílaba nasal (-am, -em,
-im) ou ditongo nasal (-ão, -õe), o pronome toma a forma de
-no/-na, -nos/-nas.
Ex.: Eles fizeram-nos e venderam-nos facilmente. / O João
propõe-na sempre para chefe da equipa.
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D. Conjugação pronominal
2. O pronome pessoal surge antes da forma verbal
nas seguintes situações (entre outras):
2.1. integrado em frases com palavras com valor negativo:
Ex.: Eu não quero ver o João. ➞ Eu não o quero ver.
2.2. integrado em frases interrogativas iniciadas por
pronomes ou advérbios:
Ex.: Quem é que comeu as maçãs? ➞ Quem é que as
comeu?
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D. Conjugação pronominal
2.3. integrado em frases com alguns advérbios (bem, mal,
ainda, já, sempre, só, talvez…):
Ex.: Só poderei telefonar à Ana amanhã. ➞ Só lhe poderei
telefonar amanhã.
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D. Conjugação pronominal
2. Conjugação pronominal reflexa
Ocorre quando a forma verbal é acompanhada de um
pronome pessoal reflexo (me, te, se, nos, vos, se), o que faz
com que a ação recaia sobre o próprio sujeito.
Ex.: A criança veste-se.
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D. Conjugação pronominal
3. Conjugação pronominal recíproca
Neste caso, exprime-se uma ação recíproca, ou seja, dois ou
mais sujeitos praticam a ação, mas também beneficiam dessa
ação.
Ex.: Pai e filho abraçaram-se emotivamente.
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D. Conjugação pronominal
Nota:
As regras de colocação do pronome (antes ou depois do
verbo) também se aplicam à conjugação pronominal reflexa e à
conjugação pronominal recíproca.
Ex.: A criança veste-se. A criança não se veste.
Pai e filho abraçaram-se emotivamente.
Pai e filho sempre se abraçaram emotivamente.
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Subclasses de verbos
Principal
Intransitivo
Transitivo direto
Transitivo indireto
Transitivo direto e indireto
Copulativo
Auxiliar
Em síntese:

pt7_ppt_09_verbo.pptx

  • 1.
    Porto Editora Classes depalavras: o verbo
  • 2.
    Porto Editora classe aberta Overbo pertence a uma de palavras e é o núcleo do grupo verbal. Flexiona-se em: modo tempo pessoa número
  • 3.
    Porto Editora A. Subclassesdo verbo Principal Copulativo Auxiliar
  • 4.
    Porto Editora A. Subclassesdo verbo Principal Designa uma ação, um acontecimento ou um estado. Os verbos principais dividem-se em várias subclasses, organizadas de acordo com as funções sintáticas que exigem. Um mesmo verbo pode pertencer a diferentes subclasses, em função do contexto em que ocorre.
  • 5.
    Porto Editora A. Subclassesdo verbo Principal 1.1. Intransitivo – verbo que exige um sujeito, mas não seleciona complementos. Ex.: Preste João zangou-se. 1.2. Transitivo direto – verbo que exige um sujeito e um complemento direto. Ex.: Rei Dario acolheu os sete mancebos.
  • 6.
    Porto Editora A. Subclassesdo verbo Principal 1.3. Transitivo indireto – verbo que exige um sujeito e um complemento indireto ou um sujeito e um complemento oblíquo. Ex.: Os mancebos mentiram ao rei Dario. Preste João morava num castelo. 1.4. Transitivo direto e indireto – verbo que exige um sujeito e dois complementos (direto e indireto ou direto e oblíquo). Ex.: Preste João ofereceu uma oportunidade a Dario. Os mancebos trouxeram o rei à presença de Preste João.
  • 7.
    Porto Editora A. Subclassesdo verbo Copulativo Verbo que relaciona o sujeito da frase com o predicativo do sujeito. Ex.: Preste João era um bom rei. Verbos copulativos mais usuais: ser, estar, ficar, parecer, permanecer, andar, continuar, revelar-se, tornar-se…
  • 8.
    Porto Editora A. Subclassesdo verbo Auxiliar Verbo que ocorre antes do verbo principal ou de um verbo copulativo. Numa mesma frase, pode haver mais do que um verbo auxiliar. Ex.: O Preste João tinha aprisionado o rei Dario.
  • 9.
    Porto Editora A. Subclassesdo verbo o nos tempos compostos (ter/haver) Ex.: Os mancebos tinham enganado o rei Dario. Os verbos auxiliares são usados, por exemplo: o nas frases passivas (ser) Ex.: O rei Dario foi traído pelos seus homens.
  • 10.
    Porto Editora B. Tipologiaquanto à flexão 1. Verbo regular – verbo que respeita o modelo de conjugação a que pertence. Ex.: cantar, estudar, correr, comer, partir… 2. Verbo irregular – verbo cuja flexão não respeita o modelo de conjugação a que pertence. As irregularidades destes verbos podem ocorrer no radical, nos sufixos ou apenas na grafia. Ex.: ser, ficar, querer, vir, ver...
  • 11.
    Porto Editora B. Tipologiaquanto à flexão 3. Verbo defetivo – verbo que só se conjuga em algumas pessoas e tempos, ou seja, cuja conjugação é incompleta. Ex.: falir, colorir 3.1. Defetivo impessoal – só se flexiona na 3.ª pessoa do singular e não exige sujeito. Ex.: trovejar, chover, anoitecer 3.2. Defetivo unipessoal – só se flexiona na 3.ª pessoa e exige um sujeito determinado. Ex.: ladrar, miar, solidificar
  • 12.
    Porto Editora C. Flexãoverbal Os verbos podem flexionar em tempo, modo, pessoa e número. Os tempos verbais são simples quando a flexão envolve apenas um verbo principal, havendo também tempos compostos, quando se recorre ao verbo auxiliar ter ou, mais raramente, ao verbo haver.
  • 13.
    Porto Editora C. Flexãoverbal Os verbos podem pertencer: à 1.ª conjugação (verbos terminados em -ar), à 2.ª conjugação (verbos terminados em -er), à 3.ª conjugação (verbos terminados em -ir).
  • 14.
  • 15.
  • 16.
    Porto Editora D. Conjugaçãopronominal 1.1. O pronome -o/-a, -os/-as não se altera se a forma verbal terminar em vogal ou ditongo oral. Ex.: Comprei-o para ti. 1. Geralmente, o pronome coloca-se em frases afirmativas, depois da forma verbal, ficando ligado a esta por um hífen. Ex.: Entrego-a quando chegares. / Eu dei-lhe uma prenda. 1. Conjugação pronominal
  • 17.
    Porto Editora D. Conjugaçãopronominal 1.2. Se a forma verbal terminar em -r, -s ou -z, estas consoantes são eliminadas e o pronome adota a forma -lo/-la, -los/-las. Ex.: Tu vais adquiri-lo? Mas: Tu tem-la. / Ele quere-a. 1.3. Quando a forma verbal termina em sílaba nasal (-am, -em, -im) ou ditongo nasal (-ão, -õe), o pronome toma a forma de -no/-na, -nos/-nas. Ex.: Eles fizeram-nos e venderam-nos facilmente. / O João propõe-na sempre para chefe da equipa.
  • 18.
    Porto Editora D. Conjugaçãopronominal 2. O pronome pessoal surge antes da forma verbal nas seguintes situações (entre outras): 2.1. integrado em frases com palavras com valor negativo: Ex.: Eu não quero ver o João. ➞ Eu não o quero ver. 2.2. integrado em frases interrogativas iniciadas por pronomes ou advérbios: Ex.: Quem é que comeu as maçãs? ➞ Quem é que as comeu?
  • 19.
    Porto Editora D. Conjugaçãopronominal 2.3. integrado em frases com alguns advérbios (bem, mal, ainda, já, sempre, só, talvez…): Ex.: Só poderei telefonar à Ana amanhã. ➞ Só lhe poderei telefonar amanhã.
  • 20.
    Porto Editora D. Conjugaçãopronominal 2. Conjugação pronominal reflexa Ocorre quando a forma verbal é acompanhada de um pronome pessoal reflexo (me, te, se, nos, vos, se), o que faz com que a ação recaia sobre o próprio sujeito. Ex.: A criança veste-se.
  • 21.
    Porto Editora D. Conjugaçãopronominal 3. Conjugação pronominal recíproca Neste caso, exprime-se uma ação recíproca, ou seja, dois ou mais sujeitos praticam a ação, mas também beneficiam dessa ação. Ex.: Pai e filho abraçaram-se emotivamente.
  • 22.
    Porto Editora D. Conjugaçãopronominal Nota: As regras de colocação do pronome (antes ou depois do verbo) também se aplicam à conjugação pronominal reflexa e à conjugação pronominal recíproca. Ex.: A criança veste-se. A criança não se veste. Pai e filho abraçaram-se emotivamente. Pai e filho sempre se abraçaram emotivamente.
  • 23.
    Porto Editora Subclasses deverbos Principal Intransitivo Transitivo direto Transitivo indireto Transitivo direto e indireto Copulativo Auxiliar Em síntese: