Pronomes
Professora Eliane Rodrigues
O que são?
Pronomes são uma classe gramatical variável, isto é, sofrem flexões de gênero
(masculino/feminino), número (singular/plural) e, em alguns casos, pessoa
(primeira, segunda, terceira).
Sua função principal é substituir um substantivo ou acompanhá-lo para
determinar seu referente, evitando repetições no texto e promovendo coesão.
Quando substituem o substantivo, atuam como pronomes substantivos;
quando o acompanham, funcionam como pronomes adjetivos,
desempenhando papel semelhante ao de adjunto adnominal.
Exemplo de pronome substantivo: “Ele passou no vestibular.”
Aqui, “ele” substitui “João”
Exemplo de pronome adjetivo: “Meus livros sumiram” Nesse caso, “meus”
acompanha e determina o substantivo “livros”.
A diferença entre pronome substantivo e pronome adjetivo é essencial para
compreender sua função na frase, seja como núcleo de função sintática ou
como modificador do substantivo.
Aplicação
Tipos
Os pronomes são classificados em seis categorias
principais que representam as funções mais
comuns no discurso: pessoais, possessivos,
demonstrativos, indefinidos, relativos e
interrogativos.
Cada tipo possui características específicas
quanto à suas formas, variações e uso na frase.
Esta classificação permite o estudo detalhado e o
correto emprego dos pronomes na língua
portuguesa, fomentando uma comunicação mais
clara e precisa.
As variações principais envolvem flexões de
gênero, número e pessoa, além da distinção entre
pronomes variáveis e invariáveis.
Exemplos de pronomes pessoais no caso reto: eu,
tu, ele; no oblíquo átono: me, te, se; no tônico:
mim, ti, si; e de tratamento: você, senhor, etc.
Um entendimento claro dessas categorias e
exemplos facilita o reconhecimento e uso
adequados em diferentes contextos discursivos.
pronomes pessoais
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do
discurso: quem fala (1ª pessoa), com quem se fala
(2ª pessoa) e de quem se fala (3ª pessoa).
São subdivididos em:
a) Pronomes do Caso Reto – funcionam como
sujeito da oração.
b) Pronomes do Caso Oblíquo – atuam como
complementos verbais (objetos), podendo ser
átonos (sem preposição) ou tônicos (com
preposição).
c) Pronomes de Tratamento – formas respeitosas
de se dirigir a alguém, com concordância na 3ª
pessoa.
Exemplo: “Eu gosto de estudar.” Aqui, “eu” é
sujeito da oração na 1ª pessoa do singular.
Eles indicam quem realiza a ação e são
indispensáveis para o núcleo do sujeito nas
sentenças.
A lista inclui: eu, tu, ele, nós, vós, eles, e suas
formas femininas (ela, elas).
Pronomes Pessoais do caso Reto
pronomes pessoais
Os átonos não são precedidos por preposição, como
me, te, o, a, nos, vos.
Os tônicos são usados com preposição: mim, ti, ele/ela,
conosco, convosco.
Exemplo átono: “Ela me chamou.” (“me” é objeto
direto).
Exemplo tônico: “Ela falou comigo.” (“comigo” é
preposicionado e enfático).
Conhecer essa distinção é fundamental para correta
colocação e uso dos pronomes.
Exemplo: “Eu gosto de estudar.” Aqui, “eu” é
sujeito da oração na 1ª pessoa do singular.
Eles indicam quem realiza a ação e são
indispensáveis para o núcleo do sujeito nas
sentenças.
A lista inclui: eu, tu, ele, nós, vós, eles, e suas
formas femininas (ela, elas).
Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo
São usados para demonstrar respeito e formalidade,
com concordância verbal sempre na terceira pessoa,
mesmo quando dirigidos à segunda pessoa do
discurso.
Variam conforme o grau de formalidade: “você” para
informalidade, “senhor(a)” para formalidade, “vossa
excelência” para autoridades.
Exemplo: “Vossa Excelência será recebida amanhã.”
Seu uso adequado é crucial para situações formais,
jurídicas e diplomáticas.
Pronomes de Tratamento
Indicam posse e relacionam pessoas do discurso
com o que lhes pertence. Acompanhando
substantivos, concordam em gênero e número com
o nome possuído e em pessoa com o possuidor.
Exemplo: “Meu livro está na mesa.” Aqui, “meu”
concorda com “livro” (masculino singular).
A correta utilização evita ambiguidades comuns,
sobretudo em terceira pessoa, onde “seu” pode gerar
dúvidas sobre o possuidor real.
pronomes possessivos
Pessoa
Masculino
Singular/Plural
Feminino
Singular/Plural
1ª (Eu) meu / meus minha / minhas
2ª (Tu) teu / teus tua / tuas
3ª (Ele/Ela) seu / seus sua / suas
1ª (Nós) nosso / nossos nossa / nossas
2ª (Vós) vosso / vossos vossa / vossas
3ª (Eles/Elas) seu / seus sua / suas
Localizam seres ou objetos em relação às pessoas do
discurso e também indicam tempo ou status
discursivo.
São divididos em variáveis, que flexionam em gênero
e número (este, esta, esses, essas, aquele…), e
invariáveis, que não se flexionam (isto, isso, aquilo).
A escolha correta deles estabelece proximidade ou
distância no espaço, tempo ou na estrutura textual.
Pronomes Demonstrativos
Posição Variáveis Invariáveis
Perto do falante (1ª p.) este, esta, estes, estas isto
Perto do ouvinte (2ª p.) esse, essa, esses, essas isso
Longe de ambos (3ª
p.)
aquele, aquela, aqueles,
aquelas
aquilo
Exemplos no espaço:
Este livro que estou segurando é meu.
Essa caneta que está com você é azul?
Aquele prédio é o mais alto da cidade.
Exemplos no tempo:
Esta semana está sendo muito produtiva. (presente)
Esse ano que passou foi de grandes desafios. (passado
recente)
Naquele tempo, as coisas eram diferentes. (passado distante)
Exemplos no discurso:
Meu desejo é este: que todos sejam felizes. (ainda vai ser dito)
Que todos sejam felizes, esse é meu desejo. (já foi dito)
Pronomes Indefinidos
Usados para referir-se a seres, objetos ou
quantidades de forma vaga, imprecisa ou
genérica, sem especificar exatamente o referente.
Podem ser variáveis (com flexão de gênero e
número) ou invariáveis.
Possibilitam abordar situações de generalização,
indeterminação ou ausência, importantes para a
expressão da subjetividade ou universalidade.
Variáveis: algum, nenhum, todo, outro, muito.
Invariáveis: alguém, ninguém, tudo, nada,
outrem.
Exemplos:
a) Alguém bateu na porta. (Não se sabe quem)
b) Ninguém apareceu para a reunião.
c) não comprei nenhum doces para a festa.
d) Todos os alunos foram aprovados.
Exemplos
Utilizados para formular perguntas diretas ou
indiretas sobre identidade, quantidade,
qualidade, entre outros aspectos.
Interrogativos podem ser variáveis (concordando
em gênero e número) ou invariáveis.
Permitem a obtenção de informações essenciais
na comunicação oral e escrita.
pronomes Interrogativos
Perguntas diretas: “Quem veio?” “Qual livro você
quer?” “Quanto custa a passagem?”
Perguntas indiretas: “Gostaria de saber quem veio.”
“Perguntei qual caminho seguir.”
O correto emprego destes pronomes facilita a
clareza nas perguntas, evitando ambiguidades e
reforçando o foco interrogativo.
Muito
Obrigada
Professora Eliane Rodrigues

Pronomes aula sobre gramática e língua pt.

  • 1.
  • 2.
    O que são? Pronomessão uma classe gramatical variável, isto é, sofrem flexões de gênero (masculino/feminino), número (singular/plural) e, em alguns casos, pessoa (primeira, segunda, terceira). Sua função principal é substituir um substantivo ou acompanhá-lo para determinar seu referente, evitando repetições no texto e promovendo coesão. Quando substituem o substantivo, atuam como pronomes substantivos; quando o acompanham, funcionam como pronomes adjetivos, desempenhando papel semelhante ao de adjunto adnominal.
  • 3.
    Exemplo de pronomesubstantivo: “Ele passou no vestibular.” Aqui, “ele” substitui “João” Exemplo de pronome adjetivo: “Meus livros sumiram” Nesse caso, “meus” acompanha e determina o substantivo “livros”. A diferença entre pronome substantivo e pronome adjetivo é essencial para compreender sua função na frase, seja como núcleo de função sintática ou como modificador do substantivo. Aplicação
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    Tipos Os pronomes sãoclassificados em seis categorias principais que representam as funções mais comuns no discurso: pessoais, possessivos, demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. Cada tipo possui características específicas quanto à suas formas, variações e uso na frase. Esta classificação permite o estudo detalhado e o correto emprego dos pronomes na língua portuguesa, fomentando uma comunicação mais clara e precisa. As variações principais envolvem flexões de gênero, número e pessoa, além da distinção entre pronomes variáveis e invariáveis. Exemplos de pronomes pessoais no caso reto: eu, tu, ele; no oblíquo átono: me, te, se; no tônico: mim, ti, si; e de tratamento: você, senhor, etc. Um entendimento claro dessas categorias e exemplos facilita o reconhecimento e uso adequados em diferentes contextos discursivos.
  • 5.
    pronomes pessoais Os pronomespessoais indicam as pessoas do discurso: quem fala (1ª pessoa), com quem se fala (2ª pessoa) e de quem se fala (3ª pessoa). São subdivididos em: a) Pronomes do Caso Reto – funcionam como sujeito da oração. b) Pronomes do Caso Oblíquo – atuam como complementos verbais (objetos), podendo ser átonos (sem preposição) ou tônicos (com preposição). c) Pronomes de Tratamento – formas respeitosas de se dirigir a alguém, com concordância na 3ª pessoa. Exemplo: “Eu gosto de estudar.” Aqui, “eu” é sujeito da oração na 1ª pessoa do singular. Eles indicam quem realiza a ação e são indispensáveis para o núcleo do sujeito nas sentenças. A lista inclui: eu, tu, ele, nós, vós, eles, e suas formas femininas (ela, elas). Pronomes Pessoais do caso Reto
  • 6.
    pronomes pessoais Os átonosnão são precedidos por preposição, como me, te, o, a, nos, vos. Os tônicos são usados com preposição: mim, ti, ele/ela, conosco, convosco. Exemplo átono: “Ela me chamou.” (“me” é objeto direto). Exemplo tônico: “Ela falou comigo.” (“comigo” é preposicionado e enfático). Conhecer essa distinção é fundamental para correta colocação e uso dos pronomes. Exemplo: “Eu gosto de estudar.” Aqui, “eu” é sujeito da oração na 1ª pessoa do singular. Eles indicam quem realiza a ação e são indispensáveis para o núcleo do sujeito nas sentenças. A lista inclui: eu, tu, ele, nós, vós, eles, e suas formas femininas (ela, elas). Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo São usados para demonstrar respeito e formalidade, com concordância verbal sempre na terceira pessoa, mesmo quando dirigidos à segunda pessoa do discurso. Variam conforme o grau de formalidade: “você” para informalidade, “senhor(a)” para formalidade, “vossa excelência” para autoridades. Exemplo: “Vossa Excelência será recebida amanhã.” Seu uso adequado é crucial para situações formais, jurídicas e diplomáticas. Pronomes de Tratamento
  • 8.
    Indicam posse erelacionam pessoas do discurso com o que lhes pertence. Acompanhando substantivos, concordam em gênero e número com o nome possuído e em pessoa com o possuidor. Exemplo: “Meu livro está na mesa.” Aqui, “meu” concorda com “livro” (masculino singular). A correta utilização evita ambiguidades comuns, sobretudo em terceira pessoa, onde “seu” pode gerar dúvidas sobre o possuidor real. pronomes possessivos Pessoa Masculino Singular/Plural Feminino Singular/Plural 1ª (Eu) meu / meus minha / minhas 2ª (Tu) teu / teus tua / tuas 3ª (Ele/Ela) seu / seus sua / suas 1ª (Nós) nosso / nossos nossa / nossas 2ª (Vós) vosso / vossos vossa / vossas 3ª (Eles/Elas) seu / seus sua / suas
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    Localizam seres ouobjetos em relação às pessoas do discurso e também indicam tempo ou status discursivo. São divididos em variáveis, que flexionam em gênero e número (este, esta, esses, essas, aquele…), e invariáveis, que não se flexionam (isto, isso, aquilo). A escolha correta deles estabelece proximidade ou distância no espaço, tempo ou na estrutura textual. Pronomes Demonstrativos Posição Variáveis Invariáveis Perto do falante (1ª p.) este, esta, estes, estas isto Perto do ouvinte (2ª p.) esse, essa, esses, essas isso Longe de ambos (3ª p.) aquele, aquela, aqueles, aquelas aquilo Exemplos no espaço: Este livro que estou segurando é meu. Essa caneta que está com você é azul? Aquele prédio é o mais alto da cidade. Exemplos no tempo: Esta semana está sendo muito produtiva. (presente) Esse ano que passou foi de grandes desafios. (passado recente) Naquele tempo, as coisas eram diferentes. (passado distante) Exemplos no discurso: Meu desejo é este: que todos sejam felizes. (ainda vai ser dito) Que todos sejam felizes, esse é meu desejo. (já foi dito)
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    Pronomes Indefinidos Usados parareferir-se a seres, objetos ou quantidades de forma vaga, imprecisa ou genérica, sem especificar exatamente o referente. Podem ser variáveis (com flexão de gênero e número) ou invariáveis. Possibilitam abordar situações de generalização, indeterminação ou ausência, importantes para a expressão da subjetividade ou universalidade. Variáveis: algum, nenhum, todo, outro, muito. Invariáveis: alguém, ninguém, tudo, nada, outrem. Exemplos: a) Alguém bateu na porta. (Não se sabe quem) b) Ninguém apareceu para a reunião. c) não comprei nenhum doces para a festa. d) Todos os alunos foram aprovados. Exemplos
  • 11.
    Utilizados para formularperguntas diretas ou indiretas sobre identidade, quantidade, qualidade, entre outros aspectos. Interrogativos podem ser variáveis (concordando em gênero e número) ou invariáveis. Permitem a obtenção de informações essenciais na comunicação oral e escrita. pronomes Interrogativos Perguntas diretas: “Quem veio?” “Qual livro você quer?” “Quanto custa a passagem?” Perguntas indiretas: “Gostaria de saber quem veio.” “Perguntei qual caminho seguir.” O correto emprego destes pronomes facilita a clareza nas perguntas, evitando ambiguidades e reforçando o foco interrogativo.
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