Projeto de Fábrica e
Processos de Fabricação
Aula 10 – Processos de União e Montagem
PROF. ME. GABRIEL INÁCIO PONTIN
Processos de União e Montagem
O QUE É SOLDAGEM ?
PROCESSO METALÚRGICO
DE FABRICAÇÃO
( U N I Ã O )
PROCESSOS DE
FABRICAÇÃO
MECÂNICOS METALÚRGICOS
DEFORMAÇÃO
PLÁSTICA
CAVACO
• LAMINAÇÃO
• FORJAMENTO
• TREFILAÇÃO
• EXTRUSÃO
• ESTAMPAGEM
• USINAGEM
•SOLDAGEM
(UNIÃO)
• FUNDIÇÃO
• METALURGIA DO PÓ
UNIÃO DOS
MATERIAIS
 FIXAÇÃO MECÂNICA
 COLAGEM
 SOLDAGEM
FIXAÇÃO MECÂNICA
REBITE
PARAFUSO
PINO
COLAGEM
ADESIVO
SOLDAGEM
CALOR
CORDÃO DE SOLDA
CLASSIFICAÇÃO
ESTADO SÓLIDO FUSÃO
SOLDA BRANDA
E BRASAGEM
• ATRITO
• ULTRA-SOM
• EXPLOSÃO
• TIG
• MIG / MAG
• ELETRODO
• ARCOSUBMERSO
• OXIGAS
• LASER
• PLASMA
EVOLUÇÃO
DOS
PROCESSOS
DE
SOLDAGEM
Fontes de energia utilizadas em soldagem
• Fonte mecânica: O calor é gerado por atrito, ondas de choque ou deformação plástica do
material.
• Fonte elétrica: o calor é gerado através de um arco elétrico ou pelo efeito Joule.
• Fonte química: o calor é gerado por reações químicas exotérmicas (queima de combustível
- chama)
• Fonte radiante: o calor é gerado por radiação eletromagnética (laser) ou por um feixe de
elétrons acelerados através de um potencial
Fonte de Energia Tipo de Proteção Processo de Soldagem
MECÂNICA - atrito
ultra-som
explosão
QUÍMICA gás oxiacetilênica
gás inerte plasma
gás ativo eletrodo revestido
arco gás inerte MIG
ELÉTRICA elétrico gás ativo MAG
Fluxo arco submerso
resistência
elétrica
- solda ponto
ENERGIA RADIANTE gás inerte laser
vácuo feixe de elétrons
Relação Processo / Espessura
APLICAÇÕES
Soldagem a Arco Elétrico
Operação Diâmetro do
Eletrodo
[mm]
Corrente de
Soldagem
[A]
Filtro para
Proteção
Filtro
sugerido
para Conforto
Eletrodo
Revestido
< 2,5
2,5 – 4,0
4,0 – 6,4
> 6,4
< 60
60 – 160
160 – 250
250 - 550
7
8
10
11
-
10
12
14
MIG / MAG
Arame
Tubular
< 60
60 – 160
160 – 250
250 - 550
7
10
10
10
-
11
12
14
TIG < 50
50 – 150
150 - 500
8
8
10
10
12
14
Goivagem < 500
500 - 1000
10
11
12
14
Soldagem e Corte Acetilênico
Operação Espessura da
Chapa
Filtro Sugerido
para Conforto
Soldagem
Leve
Média
Pesada
< 3,2
3,2 – 12,7
> 12,7
4 ou 5
5 ou 6
6 ou 8
Corte
Leve
Média
Pesada
< 25,4
25 – 150
> 150
3 ou 4
4 ou 5
5 ou 6
** NÃO UTILIZAR LENTE DE CONTATO **
Eletrodo Revestido
• É um processo de soldagem ao arco elétrico com
eletrodo revestido que consiste na abertura e na
manutenção de um arco elétrico entre o eletrodo
revestido e a peça a ser soldada, de modo a fundir
simultaneamente o eletrodo e a peça.
• O metal fundido do eletrodo é transferido para a
peça, formando uma poça de metal fundido que é
protegida da atmosfera pelos gases de combustão
do eletrodo e elementos geradores de escória
presentes no revestimento e que são
incorporados ao metal fundido no ato da
combustão do revestimento.
• Existem várias entidades que classificam os
eletrodos para soldagem a arco. No Brasil, as
classificações mais adotadas são da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e da
American Welding Society (AWS) – Associação
Americana de Soldagem.
Eletrodo Revestido
• O eletrodo revestido é utilizado na soldagem
de estruturas metálicas e montagem de vários
equipamentos, tanto na oficina quanto no
campo e até de baixo d’água para materiais de
espessuras entre 1,5 mm a 50 mm e em
qualquer posição. É um processo
predominantemente manual, porém pode
admitir alguma variação mecanizada. Os
materiais soldados por esse processo são
variados, como aço ao carbono, aço de baixa
liga, média e alta ligas, aços inoxidáveis, ferros
fundidos, alumínio, cobre, níquel e liga destes
materiais.
Equipamento para soldagem por Eletrodo Revestido
Eletrodo
Revestido
MIG/MAG
• MIG/MAG é um processo de soldagem a arco
voltaico que utiliza um arco elétrico entre um
arame alimentado continuamente e a poça de
fusão. Esse processo utiliza uma fonte externa
de gás como proteção para a poça de
soldagem contra contaminação do ar externo.
• Não é possível executar soldagens autógenas
com o MIG/MAG em razão de a alimentação
do metal de adição ser feita automática e
continuamente. A corrente de soldagem, o
comprimento do arco e a velocidade de
alimentação do eletrodo são controlados pela
fonte de potência, de modo que, uma vez
ajustados para um dado procedimento de
soldagem, um novo ajuste não é mais
necessário, dando um caráter semiautomático
ao processo no chamado MIG/MAG “manual”.
O processo MIG/MAG, utilizando gás inerte,
também é muito aplicável à soldagem
automatizada, tanto nesta como na soldagem
semiautomática, é possível soldar chapas de
aço inoxidável desde espessuras muito finas,
isto é, cerca de 1,0 mm, até espessuras sem
limite.
• Na soldagem ao arco elétrico com gás
de proteção (GMAW – Gas Metal Arc
Welding), também conhecida como
soldagem MIG/MAG (MIG – Metal
Inert Gas e MAG – Metal Active Gas),
um arco elétrico é estabelecido entre
a peça e um consumível na forma de
arame. O arco funde continuamente o
arame à medida que este é
alimentado à poça de fusão. O metal
de solda é protegido da atmosfera
pelo fluxo de um gás (ou mistura de
gases) inerte ou ativo.
MIG/MAG
BOCAL
VARETA
POÇA
ATMOSFERA
METAL DE
SOLDA
METAL BASE
• Processo a Arco Elétrico
• Processo por Fusão
• Eletrodo (W) não consumível
• Utiliza Gás Inerte de Proteção
TIG
FONTE DE SOLDAGEM
TOCHA TIG
P E N E T R A Ç Ã O
Estreita e Profunda Rasa e Superficial Intermediária
B A L A N Ç O D E C A L O R
70 % na Peça
30% no Eletrodo
30 % na Peça
70% no Eletrodo
50 % na Peça
50% no Eletrodo
L I M P E Z A D E Ó X I D O S
N Ã O S I M S I M
A P L I C A Ç Õ E S
Aço carbono
Aço inoxidável
Al , Mg
(chapa fina)
Al , Mg
(chapa grossa)
-
Corrente ALTERNADA
CA
Corrente CONTÍNUA
CC+
Corrente CONTÍNUA
CC-
+ + +
+ +
+ -
-
-
-
-
-
-
+
+
TIG
SOLDAGEM AO
ARCO SUBMERSO
( PROCESSO SAW -
SUBMERGED ARC
WELDING ) • Processo, em que a união das peças é
conseguida pela sua fusão localizada, onde a
energia é fornecida através de um arco
elétrico estabelecido entre um eletrodo
metálico nu(geralmente um arame), e a peça
de trabalho.
SOLDAGEM AO
ARCO
SUBMERSO
( PROCESSO
SAW -
SUBMERGED
ARC WELDING )
Soldagem ao Arco
Submerso é um
processo empregado
em larga escala em:
Caldeirarias,
Indústria naval
(estaleiros),
Mineradoras,
Siderúrgicas,
Indústria de Perfis e
Estruturas Metálicas,
Soldagem a arco submerso
Processos de
União e
Montagem
• Elementos fixadores
✓ Parafusos e porcas
✓ Rebites
✓ Grampos
✓ Contrapinos
Projeto Orientado a Montagem (DFA)
• DFA – Design for Assembly,
principais pontos:
➢Projetar o produto com o
mínimo possível de peças
➢Projetar as peças
restantes para que sejam
fáceis de montar
Projeto
Orientado a
Montagem
(DFA)
• Princípios gerais:
- Utilize o menor número de peças para
reduzir a quantidade de montagem
necessárias;
- Reduza o número de elementos de fixação
roscados necessários;
- Padronize os elementos de fixação;
- Reduza as dificuldades associadas ao
posicionamento das peças;
- Evite peças que fiquem travadas.
Projeto Orientado a Montagem (DFA)
• Princípios para montagem automatizada:
- Utilize modularidade no projeto do produto;
- Reduza a necessidade de componentes
múltiplos a serem manipulado de uma só vez;
- Limite o número de direções de acesso;
- Componentes de alta qualidade;
- Utilização de montagens com encaixe rápido.

Projeto de Fábrica e Processos de Fabricação - Aula 10 – Processos de União e Montagem.pdf

  • 1.
    Projeto de Fábricae Processos de Fabricação Aula 10 – Processos de União e Montagem PROF. ME. GABRIEL INÁCIO PONTIN
  • 2.
  • 3.
    O QUE ÉSOLDAGEM ? PROCESSO METALÚRGICO DE FABRICAÇÃO ( U N I Ã O )
  • 4.
    PROCESSOS DE FABRICAÇÃO MECÂNICOS METALÚRGICOS DEFORMAÇÃO PLÁSTICA CAVACO •LAMINAÇÃO • FORJAMENTO • TREFILAÇÃO • EXTRUSÃO • ESTAMPAGEM • USINAGEM •SOLDAGEM (UNIÃO) • FUNDIÇÃO • METALURGIA DO PÓ
  • 5.
    UNIÃO DOS MATERIAIS  FIXAÇÃOMECÂNICA  COLAGEM  SOLDAGEM
  • 6.
  • 7.
  • 8.
  • 9.
    CLASSIFICAÇÃO ESTADO SÓLIDO FUSÃO SOLDABRANDA E BRASAGEM • ATRITO • ULTRA-SOM • EXPLOSÃO • TIG • MIG / MAG • ELETRODO • ARCOSUBMERSO • OXIGAS • LASER • PLASMA
  • 10.
  • 11.
    Fontes de energiautilizadas em soldagem • Fonte mecânica: O calor é gerado por atrito, ondas de choque ou deformação plástica do material. • Fonte elétrica: o calor é gerado através de um arco elétrico ou pelo efeito Joule. • Fonte química: o calor é gerado por reações químicas exotérmicas (queima de combustível - chama) • Fonte radiante: o calor é gerado por radiação eletromagnética (laser) ou por um feixe de elétrons acelerados através de um potencial
  • 12.
    Fonte de EnergiaTipo de Proteção Processo de Soldagem MECÂNICA - atrito ultra-som explosão QUÍMICA gás oxiacetilênica gás inerte plasma gás ativo eletrodo revestido arco gás inerte MIG ELÉTRICA elétrico gás ativo MAG Fluxo arco submerso resistência elétrica - solda ponto ENERGIA RADIANTE gás inerte laser vácuo feixe de elétrons
  • 13.
  • 15.
  • 16.
    Soldagem a ArcoElétrico Operação Diâmetro do Eletrodo [mm] Corrente de Soldagem [A] Filtro para Proteção Filtro sugerido para Conforto Eletrodo Revestido < 2,5 2,5 – 4,0 4,0 – 6,4 > 6,4 < 60 60 – 160 160 – 250 250 - 550 7 8 10 11 - 10 12 14 MIG / MAG Arame Tubular < 60 60 – 160 160 – 250 250 - 550 7 10 10 10 - 11 12 14 TIG < 50 50 – 150 150 - 500 8 8 10 10 12 14 Goivagem < 500 500 - 1000 10 11 12 14 Soldagem e Corte Acetilênico Operação Espessura da Chapa Filtro Sugerido para Conforto Soldagem Leve Média Pesada < 3,2 3,2 – 12,7 > 12,7 4 ou 5 5 ou 6 6 ou 8 Corte Leve Média Pesada < 25,4 25 – 150 > 150 3 ou 4 4 ou 5 5 ou 6 ** NÃO UTILIZAR LENTE DE CONTATO **
  • 17.
    Eletrodo Revestido • Éum processo de soldagem ao arco elétrico com eletrodo revestido que consiste na abertura e na manutenção de um arco elétrico entre o eletrodo revestido e a peça a ser soldada, de modo a fundir simultaneamente o eletrodo e a peça. • O metal fundido do eletrodo é transferido para a peça, formando uma poça de metal fundido que é protegida da atmosfera pelos gases de combustão do eletrodo e elementos geradores de escória presentes no revestimento e que são incorporados ao metal fundido no ato da combustão do revestimento. • Existem várias entidades que classificam os eletrodos para soldagem a arco. No Brasil, as classificações mais adotadas são da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e da American Welding Society (AWS) – Associação Americana de Soldagem.
  • 18.
    Eletrodo Revestido • Oeletrodo revestido é utilizado na soldagem de estruturas metálicas e montagem de vários equipamentos, tanto na oficina quanto no campo e até de baixo d’água para materiais de espessuras entre 1,5 mm a 50 mm e em qualquer posição. É um processo predominantemente manual, porém pode admitir alguma variação mecanizada. Os materiais soldados por esse processo são variados, como aço ao carbono, aço de baixa liga, média e alta ligas, aços inoxidáveis, ferros fundidos, alumínio, cobre, níquel e liga destes materiais.
  • 19.
    Equipamento para soldagempor Eletrodo Revestido
  • 20.
  • 21.
    MIG/MAG • MIG/MAG éum processo de soldagem a arco voltaico que utiliza um arco elétrico entre um arame alimentado continuamente e a poça de fusão. Esse processo utiliza uma fonte externa de gás como proteção para a poça de soldagem contra contaminação do ar externo. • Não é possível executar soldagens autógenas com o MIG/MAG em razão de a alimentação do metal de adição ser feita automática e continuamente. A corrente de soldagem, o comprimento do arco e a velocidade de alimentação do eletrodo são controlados pela fonte de potência, de modo que, uma vez ajustados para um dado procedimento de soldagem, um novo ajuste não é mais necessário, dando um caráter semiautomático ao processo no chamado MIG/MAG “manual”. O processo MIG/MAG, utilizando gás inerte, também é muito aplicável à soldagem automatizada, tanto nesta como na soldagem semiautomática, é possível soldar chapas de aço inoxidável desde espessuras muito finas, isto é, cerca de 1,0 mm, até espessuras sem limite.
  • 22.
    • Na soldagemao arco elétrico com gás de proteção (GMAW – Gas Metal Arc Welding), também conhecida como soldagem MIG/MAG (MIG – Metal Inert Gas e MAG – Metal Active Gas), um arco elétrico é estabelecido entre a peça e um consumível na forma de arame. O arco funde continuamente o arame à medida que este é alimentado à poça de fusão. O metal de solda é protegido da atmosfera pelo fluxo de um gás (ou mistura de gases) inerte ou ativo.
  • 23.
  • 24.
    BOCAL VARETA POÇA ATMOSFERA METAL DE SOLDA METAL BASE •Processo a Arco Elétrico • Processo por Fusão • Eletrodo (W) não consumível • Utiliza Gás Inerte de Proteção TIG
  • 25.
  • 26.
    P E NE T R A Ç Ã O Estreita e Profunda Rasa e Superficial Intermediária B A L A N Ç O D E C A L O R 70 % na Peça 30% no Eletrodo 30 % na Peça 70% no Eletrodo 50 % na Peça 50% no Eletrodo L I M P E Z A D E Ó X I D O S N Ã O S I M S I M A P L I C A Ç Õ E S Aço carbono Aço inoxidável Al , Mg (chapa fina) Al , Mg (chapa grossa) - Corrente ALTERNADA CA Corrente CONTÍNUA CC+ Corrente CONTÍNUA CC- + + + + + + - - - - - - - + +
  • 27.
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    SOLDAGEM AO ARCO SUBMERSO (PROCESSO SAW - SUBMERGED ARC WELDING ) • Processo, em que a união das peças é conseguida pela sua fusão localizada, onde a energia é fornecida através de um arco elétrico estabelecido entre um eletrodo metálico nu(geralmente um arame), e a peça de trabalho.
  • 29.
    SOLDAGEM AO ARCO SUBMERSO ( PROCESSO SAW- SUBMERGED ARC WELDING ) Soldagem ao Arco Submerso é um processo empregado em larga escala em: Caldeirarias, Indústria naval (estaleiros), Mineradoras, Siderúrgicas, Indústria de Perfis e Estruturas Metálicas,
  • 31.
  • 32.
    Processos de União e Montagem •Elementos fixadores ✓ Parafusos e porcas ✓ Rebites ✓ Grampos ✓ Contrapinos
  • 33.
    Projeto Orientado aMontagem (DFA) • DFA – Design for Assembly, principais pontos: ➢Projetar o produto com o mínimo possível de peças ➢Projetar as peças restantes para que sejam fáceis de montar
  • 34.
    Projeto Orientado a Montagem (DFA) • Princípiosgerais: - Utilize o menor número de peças para reduzir a quantidade de montagem necessárias; - Reduza o número de elementos de fixação roscados necessários; - Padronize os elementos de fixação; - Reduza as dificuldades associadas ao posicionamento das peças; - Evite peças que fiquem travadas.
  • 35.
    Projeto Orientado aMontagem (DFA) • Princípios para montagem automatizada: - Utilize modularidade no projeto do produto; - Reduza a necessidade de componentes múltiplos a serem manipulado de uma só vez; - Limite o número de direções de acesso; - Componentes de alta qualidade; - Utilização de montagens com encaixe rápido.