PROGRAMA ELEITORAL
               do
PARTIDO POPULAR MONÁRQUICO




     A CRISE É DE VALORES
     vamos ajudar a República

           2009 - 2013



                         Partido Popular Monárquico
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                A C R IIS E É D E V A L OR E S
                A C R S E É D E VALORES
                Vamos ajjudar a República
                Vamos a udar a República
   Índice
     Introdução
        4    Um Programa para o Futuro
        9    A Atitude que se espera para Governar Portugal


     Economia e Meios de Produção
        14   Linhas Gerais da Política Económica
        16   Política Económica
        19   A Má Despesa do Estado
        22   Crise Actual e Oportunidades
        24   Organização da Produção e Internacionalização


     Empresas e Particulares
        29   Envolvente PME
        32   Impostos e Carga Fiscal
        33   IRC
        36   IRS
        38   IVA


     Sociedade
        40 Políticas Sociais
        43 Corrupção


     Agricultura e Pescas
        44 Política Agrícola
        47   Comercialização e Crédito Agrícola
        49   Florestas
        51   Água
        52   Pescas
2                                      Partido Popular Monárquico
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O Estado-Providência
      55    Dimensão
      56    Lógica da organização Espacial


    Saúde
      58    Princípios Fundamentais


    Justiça
      60    Valores e Medidas de Sucesso


    Educação
      64    Política de Educação


    Grandes Obras Públicas
      69    Posição Política e Económica


    Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira
      71    Natureza Federal e Políticas de Curto Prazo


    Referendo à República
      78    As razões




3                                     Partido Popular Monárquico
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   U m P r o g r a m a p a r a o F ut u r o



        O programa que o Partido Popular Monárquico apresenta

    a sufrágio aos portugueses para a legislatura de 2009-

    2013, é um Programa pensado para PROJECTAR PORTUGAL

    e COMBATER A CRISE DE VALORES.

        Votar no Partido Popular Monárquico (PPM) representa

    votar   numa   solução       política,   económica      e   social   para

    Portugal, dentro de um sistema político Republicano, com

    total respeito pelas Instituições Republicanas e os mais

    altos cargos da nação.

        Votar no PPM significa reconhecer que o Programa que

    agora se apresenta aos portugueses é o que melhor serve os

    interesses nacionais.

        Não basta votar em partidos Políticos nestas legislativas.

    O período que irá começar no dia 27 de Setembro de 2009 e

    que se prolongará até 2013, implica que o que está em jogo

    é   muito   mais   que   a    escolha    de   uma     cor   política;      é,

    claramente, um voto que exige uma reflexão cuidada e uma

    escolha adequada às necessidades do país, de PORTUGAL.




4                                                 Partido Popular Monárquico
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É necessário, mesmo fundamental reconhecer a bondade

    das propostas políticas. A questão não está em radicalizar a

    esquerda por um lado e ostracizar a direita por outro.

    TODOS são válidos e têm propostas válidas. Todos, excepto

    os   programas   que    nascem      com   morte   anunciada:     a      do

    caciquismo nacional a que nos sujeitam e habituaram há mais

    de 35 anos os partidos da “frente” política.

         A saber, há que congregar esforços para:

                o Preparar o País, os cidadãos, para os enormes

                   esforços que lhe vão ser exigidos, exigindo-se

                   políticas claras e, acima de tudo, explicadas.

                   Não basta pedir sacrifícios; é necessário dar o

                   exemplo e mostrar resultados;

                o Não     hipotecar    e   onerar   mais   as   gerações

                   futuras, com a construção de obras faraónicas,

                   supostamente infraestruturais, que não têm

                   cabimento económico e custam financeiramente

                   o que o País não pode suportar;

                o Apostar deliberada e fortemente em políticas

                   sociais, que conduzam a acção governativa pela

                   preocupação com o Estado, que somos todos

                   nós;




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o A economia ao serviço da população, do Estado

      e não a constante preocupação monetarista,

      com a consequente manipulação do Estado pela

      economia;

    o Um Estado verdadeiramente Regulador, mas

      igualmente       Interventor,        que     salvaguarde       a

      Nação, todos nós, da arrogância, prepotência,

      maniqueísmo       e    interesses          económicos      das

      grandes potencias internacionais e do capital

      canibal, que não tendo Pátria, não tem valores;

    o Ganhos      de        competitividade,         contribuindo

      decisivamente         para    a    fixação    dos     capitais

      nacionais e externos, bem como a criação de

      postos de trabalho, nos sectores primário e

      secundário.

    o Forte    aposta       nas    políticas     sociais,   com      o

      objectivo de erradicar a exclusão social;

    o Redefinição da política fiscal, com revisão dos

      códigos do IRC, IRS e IVA;

    o Apoio à classe média, motor do país e da

      economia,     através        de    medidas      fiscais    ede

      suporte das famílias;




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o Fomento da educação. Educação de facto e não

      meros      números      apontados        às    estatísticas,

      através de um ensino exigente, perenidade das

      matérias e dos manuais escolares, formação e

      dignificação dos professores;

    o Aposta clara na Agricultura, contribuindo para

      o     aumento     da    sua   produtividade         e    valor

      acrescentado;

    o Aposta económica nas Pescas, dignificando a

      actividade,      acabando     com     a       intermediação,

      aumentando o valor acrescentado e devolvendo

      o mar a Portugal, através do aproveitamento

      dos seus recursos;

    o Revitalização das Forças Armadas, devolvendo-

      lhe    a   sua    capacidade        de     intervenção      e

      importância estratégica;

    o Combate sério e prioritário à criminalidade,

      através de forças de segurança dotadas dos

      meios necessários e eficazes;

    o Espaços         regionais     pensados            para     as

      populações       como   motor    do       impedimento      da

      desertificação e para a concorrência económica

      e geográfica.



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O    Programa     do   PPM   aponta     para    soluções      que    façam

Portugal sair do limbo económico e social em que se encontra,

através de políticas económicas, de educação, cultura, saúde,

justiça e de igualdade social, focando a inevitável redução dos

custos     do   Estado,    através   de    uma     correcta      e   coerente

aplicação dos fundos públicos e dizendo não aos projectos

megalómanos. Mil milhões de euros não chegam para construir

um novo aeroporto, mas dez milhões de euros chegam para

preparar toda uma nova geração de matemáticos.

    Exige-se ao País e à sua população paciência e sacrifícios,

que só serão validados se este esforço, que é constantemente

requerido sem compensações, tiver repercussões reais num

futuro razoavelmente próximo.

    Por último, mas não menos importante, o Partido Popular

Monárquico não defende o federalismo europeu. Somos contra o

Directório, a centralização do poder económico, da inevitável

colonização de uns países por             outros,      poucos mas muito

poderosos.

    A pretensão de combinar uma multitude de interesses e

dimensões, aprisiona a própria concepção espacial do poder,

por     força   do   próprio   espaço     deixar    de    ser   um      critério

fundamental de avaliação. Portugal deve ser avaliado por si.

    Defendemos a Europa, mas em moldes que defendam em

primeiro lugar Portugal.

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   A Atitude que se espera para Governar Portugal



    É fundamental que a governação se debruce sobre matérias

fundamentais como:

          A educação – que está mal e continuará mal – até

           que se faça uma reforma de fundo pensada para

           responder       aos    desafios    da   carreira       docente,      do

           estatuto dos alunos e da organização do ensino nos

           1º, 2º e 3º ciclo, quer secundário, quer universitário.

           O país necessita com carácter de urgência ia de uma

           política séria de educação ao nível matemático e

           económico;

          A Agricultura e a Agro industria, essenciais para o

           País,    como    base     de   sustentação        de    um   sector

           económico,       historicamente         importante,         têm      de

           passar     obrigatoriamente         por       uma      política      de

           armazenamento           público     dos       bens      produzidos,

           financiamento         à produção,       bem    como     inspecções

           técnicas     periódicas.       É    igualmente            necessário

           estabelecer       políticas    activas      de    promoção        dos

           mercados     de       comercialização,        para   os    produtos


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nacionais,      devendo          esta   responsabilidade      recair

      sobre o Estado;

      A saúde que ainda não é para todos e continuará

      sem ser, enquanto se mantiver uma política de

      proteccionismo         à     classe      médica,       baseada        na

      dificuldade de acesso à carreira e doentia na forma

      como interage com a sociedade;

      A política fiscal que não leva em conta os golpes

      fortíssimos      que       vai     desferindo    na,    já   de       si,

      fraquíssima liquidez do país, ao nível das empresas e

      dos cidadãos. É fundamental que exista justiça na

      carga fiscal;

      A evolução tecnológica do País, abrindo a Portugal

      uma nova fronteira de produção e exportação: os

      bens de equipamento;

      A   justiça,     que       é     matéria      fundamental        para

      arregimentar               "boas-vontades"              exteriores,

      clarificando     as     leis,      reduzindo    as     burocracias,

      aumentando        os       tribunais     e   concedendo        maior

      capacidade de julgar              aos Magistrados.        Uma boa

      justiça não tem de ser célere, mas não pode padecer

      de vícios sistémicos;

      Combate à Corrupção;

      Redução da dependência energética;

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 Urgente diminuição do peso das contas do estado,

              como factor de redução do endividamento externo;



              Dizer claramente SIM a um deficit que surja de

              políticas    de   investimento        do     Estado     e    dizer

              rotundamente NÃO ao deficit gerado por políticas

              despesistas;

              Redução das desigualdades sociais.



     Estas     são   causas,       entre    muitas       outras,     que       são

sistematicamente esquecidas ou mal conduzidas e discutidas.

E, no entanto, são estes os problemas que os portugueses

mais sentem, os mais prementes – a par da deterioração do

nível de vida.

     A   preocupação      deverá    ser    no    sentido   na     retenção       de

capitais em Portugal e na angariação de maior liquidez, através

de medidas atractivas.

     A política externa deverá ser agressiva e o Ministério dos

Negócios      Estrangeiros      dotado     dos   meios     financeiros     e     da

preparação económica suficientes, para que o corpo diplomático

português possa agir de forma célere e eficaz e, também, em

várias frentes.

     Portugal    deverá    investir   na    educação       para    garantir       a

formação de uma geração de ouro daqui a vinte anos.

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Deverá existir uma política agressiva face à União Europeia e

não subserviente, mostrando-se distanciamento em relação à

política monetária e, em muitos casos, oposição às políticas

social e fiscal.

     Deverá     igualmente       assumir-se        posições      de   inovação        no

combate       às    dificuldades       do    sistema     financeiro,    mostrando

capacidade         de     engenharia        financeira    e    ultrapassagem          de

paradigmas.

     De igual forma o discurso projectado externamente deverá

vender a imagem de um Portugal político e politizado, mas

igualmente económico e financeiro, fraco momentaneamente

nestas premissas, mas capaz de responder melhor que países

que    já     foram        fortes      e    que   hoje        mostram     fraquezas

preocupantes – caso da Suiça.

     Aproveitar o estar na União Europeia para dar maiores

garantias       externas        e,   em      simultâneo,       distanciar-se      das

políticas extremistas, quer económicas quer fiscais que servem

os interesses de alguns poucos países, sempre tendo como

base um discurso político duro e convincente.



     Fazer-se           falar    nos        areópagos          internacionais         e,

principalmente, junto daqueles que tendo imensas fortunas têm

hoje enormes preocupações.

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Demonstrar as valências das infra-estruturas existentes no

país e adicionar a vontade histórica do povo em fazer coisas,

principalmente grandes cometimentos, em alturas difíceis –

jogar com a História.

     Vivemos     numa    era    em      que      são     necessários         grandes

cometimentos e enorme coragem, principalmente política.

     A economia está num ponto de viragem e a política não pode

convergir com a economia. A solução passa pela clivagem e por

dar a conhecer essa vontade de clivagem.

     Os tempos têm de ser entendidos como de guerra e agir

politicamente      como       nas     guerras;         esforço     unificador        de

políticas,     internamente;        políticas    de    alianças     agressivas        e

egoísticas, externamente.

     São     estas       as     nossas          necessidades         actuais         e,

sinceramente,        o    PPM        não     vislumbra        quem      as     tenha

percepcionado ou sequer percebido no seu alcance e na sua

premência.

     Por isso é tão importante virar uma página na classe política

portuguesa.




     Por isso é tão importante votar no PPM.




13                                                      Partido Popular Monárquico
                                           A C R IIS E É D E V A L OR E S
                                           A C R S E É D E VALORES
                                        Vamos ajjudar a República
                                        Vamos a udar a República
     Linhas Gerais



     O Programa Eleitoral do PPM para as legislativas que se

aproximam, pretende combater a letargia e a dolorosa crise

que se instalou no nosso País.

     Para esse efeito o PPM pretende arregimentar um número

significativo de medidas que se propõe defender no Plenário da

Assembleia da República, com a intenção clara de contrariar o

estado amorfo em que se encontram a economia, as finanças, a

solidariedade, a justiça, a segurança e a educação.

     É   pretensão   do   Partido   Popular   Monárquico      contribuir,

decisivamente, para transformar Portugal num País onde os

cidadãos se possam rever e onde os nossos filhos se orgulhem

de viver e tenham direito às oportunidades que lhes são

devidas.

     Não é possível continuar a considerar o País como destino

para uma imigração que, com características acentuadas e

galopantes,     se   apresenta      com   fraca    formação       e,   em

simultâneo, não proteger os seus próprios cidadãos, permitindo

que os melhores saiam do País à procura das oportunidades

que cá dentro lhes são negadas.




14                                            Partido Popular Monárquico
                                    A C R IIS E É D E V A L OR E S
                                    A C R S E É D E VALORES
                                    Vamos ajjudar a República
                                    Vamos a udar a República
Para atingir estas metas, ultrapassando e resolvendo as

questões acima enunciadas, torna-se necessário tornar o País

economicamente    competitivo,    de   grande   ambição,     onde      a

vontade de fazer terá de se confundir com a capacidade de

gerar meios financeiros, liquidez para injectar numa economia

que se pretende muito dinâmica. Em simultâneo, a política

fiscal terá de ser revista e privilegiar o investimento e o

consumo.

     As linhas orientadoras da política económica do PPM são

apresentadas seguidamente.




15                                        Partido Popular Monárquico
                                 A C R IIS E É D E V A L OR E S
                                 A C R S E É D E VALORES
                             Vamos ajjudar a República
                             Vamos a udar a República
    Política Económica



      A crise económica que se arrasta há dois anos veio

acentuar   as   fraquezas   da   condução   político-económica           de

Portugal. O cenário era já de desolação, com a falência do

sector primário e a morte anunciada do sector secundário e

piorou, com a falta de liquidez nos mercados financeiros.

      Num país essencialmente de serviços, a crise fez-se

sentir de uma forma brutal, aumentando a clivagem para as

economias desenvolvidas do mundo e, em particular, para os

parceiros europeus.

      Torna-se imperativo recuperar o crescimento económico,

para que a aproximação à taxa média de crescimento do

Produto Interno Bruto da União Europeia se verifique.

      Os   diversos   governos   em   Portugal   não    trouxeram         a

solução para o problema, que já existia, independentemente da

conjuntura internacional se ter deteriorado.

      É necessário renovar e relançar a economia, combater o

desemprego, poupar nas despesas do Estado mas levar as

famílias a consumir, sem os excessos de outrora, mas a

consumir para que o ciclo económico recupere e regresse a

normalidade aos mercados.


16                                          Partido Popular Monárquico
                                 A C R IIS E É D E V A L OR E S
                                 A C R S E É D E VALORES
                                 Vamos ajjudar a República
                                 Vamos a udar a República
A sustentação da procura interna tem de acontecer, a

par do fortalecimento do tecido empresarial, pela canalização

de novos investimentos quer nacionais quer externos.

       Portugal está bem servido de infra-estruturas básicas,

pelo    menos    por    ora,    devendo      o    esforço       ser       induzido    na

modernização      do    Estado,    na    formação            contínua,      nas    boas

práticas de gestão, num mercado de trabalho e legislação

modernas, tudo características que garantem capacidade de

resposta aos novos desafios.

       Portugal necessita também de apostar fortemente no

incremento      da     economia       doméstica,         no     crescimento           do

comércio internacional, na captação de investimentos e nas

finanças públicas.

       A   política    fiscal   tem     de   ser    totalmente             revista.   A

produtividade e a eficiência económica têm de ser muitíssimo

incrementadas.

       A corrupção tem de ser fortemente combatida, obrigando

à implementação de boas práticas de atitudes e valores.

       Um bom desempenho científico é prioritário, obrigando a

um     estreitamento      de    relações     entre       o    Estado       e   o   meio

científico    nacional,    representado          pelas       suas   universidades,

professores e investigadores. Por último, a educação básica

escolar      deverá    sofrer    alterações,        deixando          o    ensino     de

trabalhar para as estatísticas. Retirar o que de melhor se pode

17                                                   Partido Popular Monárquico
                                        A C R IIS E É D E V A L OR E S
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                                       Vamos a udar a República
dos alunos, professores e matérias leccionadas é um projecto

que tarda.

     Só com a coragem de mexer em muitas matérias, que

dependem todas da capacidade económica do país, presente e

futura,     e    que   determinam         essa    mesma       capacidade,        será

possível retirar Portugal da lassidão a que se entregou.

     Uma enorme vontade política, com enorme sentido de

cidadania e de serviço público desinteressado é a base de

trabalho        necessária,     a   que    se    juntarão     as   competências

indispensáveis para levar a bom porto esta tarefa. Os vícios

políticos       actuais   são   desinteressantes.         O    que       se   pede   é

capacidade de mudança, que o povo português já mostrou ser

capaz       de      encarar,        perceber,      fomentar          e        adoptar.




18                                                   Partido Popular Monárquico
                                          A C R IIS E É D E V A L OR E S
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 A Má Despesa do Estado


     A despesa pública não produtiva é perniciosa porque acarreta,

forçosamente, uma consequente diminuição do consumo privado através

de    três   mecanismos       essenciais:    (1)   necessidade      de    aumento         de

receitas     públicas   só    possível,    nas   condições    actuais,     através        do

aumento da carga fiscal; (2) endividamento das gerações futuras pela

obrigação     de   liquidar   o   endividamento     público    e;   (3)   os   próprios

encargos inerentes à dívida pública.

     No final de 2009 estima-se que o deficit do sector Estado possa

atingir um valor entre os 8,7% e os 9,2% do produto nacional.

     O   crescimento assustador           deste número,       muito longe      dos 3%

fixados no PEC, torna-se dramático por nascer e passar quase na sua

totalidade por despesa não produtiva. O Produto Interno Bruto é

utilizado em cerca de metade, para fazer face aos gastos do Estado.

     “Emagrecer” o Estado é assim um alvo prioritário de qualquer

política económica. O emagrecimento deverá recair unicamente sobre

as despesas enquanto custos , e não sobre o investimento público,

igualmente uma despesa mas com carácter reprodutivo.




                                                             Partido Popular Monárquico
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                                                 A C R IIS E É D E V A L OR E S
                                                 A C R S E É D E VALORES
                                                 Vamos ajjudar a República
                                                 Vamos a udar a República
Esta tem de ser equacionada à luz da oportunidade e da capacidade

de geração de rendimentos futuros.

     Fale-se, então, menos em défice e muito mais em despesa pública.

     O défice é resultante da diferença (que por definição é negativa)

entre o rendimento e a despesa.

     Se há uma dificuldade notória em controlar o défice, mesmo com

manobras que envolvam aumento da carga fiscal (já pesada), alienação

de património público, venda de participações do Estado em empresas e

recuperação de passivo fiscal, é porque o Estado não consegue reduzir

a despesa, a sua despesa não produtiva. A solução passa, então, pela

sua efectiva redução.

     Porque despesa num País há só uma: a resultante do somatório da

despesa do Estado com a das famílias.

     Quanto mais consome o Estado menos consomem as famílias.

     Se em conjunto, ou isoladamente, consumirem demais, de duas uma:

ou há um aumento do investimento ou um aumento do endividamento.

Como     o   investimento   não   entra,   só   sai,   a     solução     passa     pelo

endividamento.

     Então, a necessidade de endividamento conduz à conclusão, fácil, de

que cada vez se consome mais e, acima de tudo, mal.

     É o Estado que continua a funcionar muito mal, o Governo que não

tem soluções (politicamente aceitáveis) para diminuir a sua despesa e a



                                                           Partido Popular Monárquico
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                                            A C R IIS E É D E V A L OR E S
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                                           Vamos a udar a República
oposição que é frouxa ou má. Tarda a aparecer um Estado moderno nos

processos e célere na execução.

     Fala-se sempre do défice, como se de uma causa se tratasse.

     Não é causa, é efeito.

     As causas são outras: despesa do parque automóvel, esbanjamentos

por    má   gestão      e   derrapagens   orçamentais,    estudos,      pareceres,

consultorias, projectos e projectistas. A lista é infindável. É esta

despesa que precisa de ser controlada. Também a (falta de) eficiência

do Estado tem uma quota-parte muito importante nos custos anuais.

     Acabe-se com estas, que se reduzirá substancialmente o défice não

produtivo    e,   aí,   começará   uma    nova   esperança    de    vida   para       os

portugueses.




                                                         Partido Popular Monárquico
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                                             A C R IIS E É D E V A L OR E S
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 Crise Actual e Oportunidades



       A crise interna é causa maior da crise que vivemos, mais do que a

quebra das exportações. Por outras palavras, são essencialmente as

empresas nacionais a sofrer por falta do mercado interno do que as

outras que dependem do mercado externo.



     A diferença já não é pequena e tenderá a acentuar-se, mostrando

claramente uma faceta pouco lisonjeira do nosso futuro; o problema é

maior internamente, mostra que estamos pior que os outros países

nossos parceiros comerciais.

     Desta constatação ressalta uma outra: as fragilidades da economia

portuguesa são enormes e, mesmo após a passagem da recessão

económica, iremos ter uma enorme dificuldade em levantar cabeça.

     O Estado tem de intervir no sentido de ajudar as pequenas e médias

empresas nacionais a ultrapassarem a crise actual, percebendo os

seus problemas, libertando-as de compromissos fiscais inaceitáveis e

criando mecanismos de acesso ao crédito. A regulação dos mercados

seria bem-vinda.




                                                 Partido Popular Monárquico
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                                        A C R IIS E É D E V A L OR E S
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                                       Vamos a udar a República
A capacidade de entendimento do mundo actual, por parte dos

políticos,     obriga    a   reconhecer     que      não    existem    maravilhas         na

liberalização dos mercados e das economias.

     Não existe espaço para defender o liberalismo económico, e a

necessidade de intervenção do Estado na economia é uma imposição de

facto.

     Não assumir este dado é perder a visão da coesão social, do

equilíbrio entre economia e bem-estar, no seu todo é perder a visão da

própria execução de políticas eficazes.

     A política económica e a forma de encarar a economia tem de ser

conceptualizada nos seus princípios básicos, com adopção de critérios

que    não    importam       catalogar   por   quadrantes        políticos,   mas     que

garantam que a economia é um veículo de construção de bem-estar

social. A economia é um instrumento que deve ser utilizado para servir

a população e não o seu contrário.

     A economia tem de ser encarada como não liberal e fortemente

social.

     Não     existem    mecanismos       automáticos        de   auto-regulação       dos

mercados,      nem      qualquer   mão   invisível    que   garanta    a   estabilidade

económica.




                                                             Partido Popular Monárquico
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   Organização da Produção e Internacionalização




     É   hoje   defendido           que   a   organização       da     produção      deve     ser

equacionada numa base regional, pois os ganhos da produção à escala

global são pouco significativos.

     As economias de escala são igualmente importantes e os sistemas

mundialmente integrados de produção são mais difíceis de gerir do que

os sistemas à escala regional.



     A   extensão       da    globalização      da    produção       depende       também         da

natureza da indústria.

     A produção de certos bens (como os automóveis) é mais global que

outros (têxteis, comida). Estes últimos estão mais sujeitos ao gosto

dos consumidores locais, o que torna a estandardização difícil.

     As indústrias ligadas às tecnologias de informação, certos serviços

(banca, seguros) são mais globalizáveis do que outras indústrias.

     As indústrias globais vendem os seus produtos no mundo inteiro e

integram as suas actividades ao longo de vários mercados nacionais. A

natureza,       características           e   estratégias       destas      indústrias      varia

consoante a natureza e estrutura dos seus mercados.

     Estas e outras razões, explicam porque razão algumas empresas

nacionais       estão        mais     expostas       do   que    outras.       É    necessário
                                                                     Partido Popular Monárquico
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                                                      Vamos a udar a República
salvaguardar o poder económico na indústria e serviços básicos, em

mãos nacionais. O objectivo não é, contudo, fácil.

     Na realidade, a enorme diferença na capacidade de capitalização das

empresas portuguesas, face a congéneres estrangeiras, coloca-as

numa situação de perigo iminente consubstanciada na fragilidade dos

recursos financeiros e na decorrente fraca capacidade de alavancagem

dos seus negócios.

     Aliar com Espanha (leia-se empresas espanholas) é correr para o

abismo,    sendo     excepções   as    cimenteiras      e   a   indústria    de   papel

(cartelizadas), bem como, de alguma forma, os aglomerados de madeira

(embora neste caso exista dificuldade idêntica no resto do mundo, onde

a dimensão portuguesa é insignificante, quer ao nível dos recursos

financeiros, quer da dimensão dos meios de produção.



     Para os petróleos, o caminho passa pela capacidade de arregimentar

pactos    estratégicos,    única      solução    para     aumentar     a    capacidade

exploratória    de    actuais    e    novos     blocos,     usando     como       factor

determinante, o dote constituído pela facilidade de penetração na

África portuguesa, pelo razão de ser membro da UE e pelo reconhecido

know-how técnico e de gestão que a empresa nacional possui.

     A EDP terá de sustentar as suas políticas numa manutenção férrea

da sua independência, até ao dia em que, impelida pela política geral

económica da União Europeia, se constituam as futuras 4 ou 5 grandes
                                                            Partido Popular Monárquico
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                                                Vamos a udar a República
famílias energéticas europeias, situação na qual muito dificilmente

deixará    de   pertencer     ao   grande      grupo     Ibérico    que   virá   a    ser

constituído.

     Para todos os restantes sectores económicos relevantes, o futuro

poderá ser a strategie du poisson , os grandes comem os pequenos.

Será necessário criar massa crítica para intentar acções de aquisição

de outras empresas no exterior ou esperar que suceda o contrário.

     E as soluções para estes sectores de actividade, para estas

empresas?



     Uma solução exacta não existe, mas pode-se falar de aproximações

à solução, capazes de melhorar e diminuir, fortemente, a tendência

actual. O problema é a crescente falta de tempo.

     Os   parceiros    indicados   para   as    empresas     portuguesas         na   sua

estratégia      de    internacionalização      deverão    ser,     preferencialmente,

parceiros financeiros, quaisquer que sejam, tenham a origem que

tiverem.

     Estes parceiros não têm know-how, não pretendem implementar ou

lutar por modelos de gestão, preocupando-se essencialmente com os

resultados.

     A dimensão é um óbice, neste caso, porque o parceiro financeiro só

estará disponível até um certo ponto de envolvimento, recuando depois

no investimento.
                                                            Partido Popular Monárquico
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                                                A C R IIS E É D E V A L OR E S
                                                A C R S E É D E VALORES
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                                                Vamos a udar a República
Compete ao Estado montar operações baseadas nas embaixadas,

como representantes primeiros dos interesses estratégicos nacionais,

sendo que o interesse é claro; crescer!, preparadas para encarar os

parceiros         económicos       e    financeiros          e    franquear         as    portas    aos

empresários nacionais, num esforço que se quer conjunto.

     Desta capacidade de montagem de operações com vários agentes,

em simultâneo ou temporalmente desfasado, dependerá o sucesso das

empresas nacionais no seu processo de internacionalização.

     Desta        política   faz   parte,      igualmente,          a    capacidade         de   alienar

activos      para     enfrentar        novos      desafios,        com     maior     capacidade         de

alavancagem financeira e tecnológica, garantindo parcerias financeiras

preferencialmente acompanhadas de parceiros locais nos processos de

internacionalização.

     Para        lá   do     mercado        europeu,             possível      no        processo       de

internacionalização           mas       difícil        na    recuperação            do    esforço       de

investimento,         por    necessitar           de    um       período     alargado       de   tempo

atendendo às características dos mercados e a uma concorrência

muito madura, existem outros possíveis.



     Assim, há que olhar o Atlântico como um possível e interessante

ponto       de    partida    para      a   escolha          dos    mercados          a    operar,   não

significando este olhar, um prender da retina exclusivamente em África

e no Brasil, mercados apetecíveis mas perigosos, cada um à sua
                                                                           Partido Popular Monárquico
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                                                            A C R IIS E É D E V A L OR E S
                                                            A C R S E É D E VALORES
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maneira. Compete ao Estado, uma vez mais, minorar os riscos de

internacionalização nos mercados emergentes e em desenvolvimento.

     Vale a pena o esforço.




                                              Partido Popular Monárquico
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                                     A C R IIS E É D E V A L OR E S
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       Empresas e Particulares




               Envolvente PME

     Não é possível implementar a curto prazo em Portugal, qualquer

processo de internacionalização das Pequenas e Médias Empresas

(PME).

     O   pacto    proposto   pelo   Governo    do   partido   Socialista    para      a

internacionalização das Pequenas e Médias Empresas é impraticável.

     Ao Estado cabe o papel de direcção e intervenção nesse objectivo,

não bastando medidas avulsas.

     Portugal não tem condições de endividamento, actualmente, para

desenvolver qualquer processo de internacionalização das Pequenas e

Médias Empresas, porque estas exigem um esforço financeiro muito

elevado e não têm capacidade de alavancar sozinhas processos de

internacionalização.

     A fraqueza do mercado nacional, aliada à retracção dos mercados

internacionais, a que se soma uma carga e exigências fiscais impróprias

para     um      regular   funcionamento      das   empresas      e    respectivas

tesourarias, impedem qualquer movimento nesse sentido.




                                                         Partido Popular Monárquico
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Para vir a ser possível seria necessário reduzir imediatamente a

carga    fiscal   sobre   as    empresas     e    abrir   linhas    de    crédito      à

internacionalização.

     Seria necessária uma redução imediata do IRC, do IVA quer a nível

de taxas quer a nível da exigência da sua entrega temporal ao Estado, o

fim do pagamento por conta e do pagamento especial por conta.

     Baixar impostos mostra-se impossível no presente, atendendo à

política despesista do Estado e à necessidade das receitas fiscais para

fazer face ao endividamento público, pelo que se fica, aparentemente,

sem saída.

     Acresce um gravíssimo problema de competitividade em Portugal,

com uma face bem visível: o decepcionante crescimento real do PIB

(Produto Interno Bruto).

     Nos últimos dez anos, apenas podemos contar com um crescimento

anual médio de 0,4% e neste ano de 2009 o crescimento do Produto

Interno Bruto será mesmo negativo.

     Em simultâneo, a queda do investimento privado e a queda das

quotas    de   mercado    nos   mercados     de   destino    para    as    empresas

exportadoras      nacionais,    enfraquece   fatalmente       a    sua    capacidade

financeira, ao mesmo tempo que tem repercussões negativas, em

muitos casos, pelo esmagamento das margens de venda praticadas.




                                                          Partido Popular Monárquico
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                                             A C R IIS E É D E V A L OR E S
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O endividamento público em Portugal é galopante, cerca de 50

milhões de euros por dia, e a única solução passa pela descida drástica

da despesa pública.

     Igualmente       as    linhas   de    crédito     para   as     pequenas      e   médias

empresas são falaciosas, porque as empresas que necessitam de

recorrer ao crédito têm balanços deteriorados, bem como em muitos

casos dívidas à segurança social e ao fisco, impossibilitando o acesso a

esse mesmo crédito.

     A afirmação de que existe crédito para as empresas é avulsa e

carece de uma intervenção e aval do estado.

     É necessário dotar as pequenas e médias empresas dos mecanismos

que lhes permitam ultrapassar                  a crise em que se encontram, a

destacar entre muitos os seguintes;



     (1) Redução obrigatória da carga fiscal;

     (2)    Criação    de     linhas      de   apoio    de    facto,      não    sujeitas       a

           constrangimentos de qualquer ordem;

     (3) Investimento nas boas práticas de gestão;

     (4) Ter em conta que o universo das Pequenas e Médias Empresas

           abarca     uma    enorme       diversidade    de   realidades,       obrigando       a

           medidas diferentes para os resultantes diferentes problemas;

     (5) Política de internacionalização secundada pelo estado, em moldes

           que garantam o sucesso desse objectivo empresarial e nacional.
                                                                   Partido Popular Monárquico
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                                                     A C R IIS E É D E V A L OR E S
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 Impostos e CargaeFiscal Fiscal
               Impostos Carga




     A coerção política do Estado justifica-se pelo objectivo redistribuição,

atendendo     à   impossibilidade    de       confiar   na    redistribuição      voluntária.

Em     períodos    recessivos,      se    o     Estado       optar     por   uma     política

contraccionista, aumenta o número de empresas que fecham, o número

de desempregados cresce, o montante das transferências para as

famílias aumenta, – i.e., fundo de desemprego – aumentando a despesa

pública    não    produtiva   e     diminuindo          a    receita    fiscal.    Aumenta,

concomitantemente o défice, pelas piores razões.

     Mas serão todos os défices maus?

Não, até os há bastante saudáveis e virtuosos, desde que correspondam

a geração de riqueza e capacidade de reembolso. O problema é, então,

qualitativo – como se gasta!

Mas esta capacidade exige competências reforçadas de gestão da coisa

pública, exigindo crescente responsabilização pelos resultados obtidos na

gestão pública, pela receita e despesa.

     Sem estes atributos não existe capacidade de fundamentar a coerção

política fiscal sobre os contribuintes, pois estarão estes a dispor de

valores que são utilizados erradamente.


                                                                 Partido Popular Monárquico
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                                                   A C R IIS E É D E V A L OR E S
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                                                  Vamos a udar a República
Há que saber utilizar criteriosamente os fundos obtidos por via da receita

fiscal, caso contrário a fiscalidade só servirá para sacrificar gerações

sucessivas de portugueses.




        Imposto Sobre o Rendimento das Empresas (IRC)



     Alterar os impostos sobre as empresas é absolutamente necessário

e traz benefícios reais à economia.

     O abaixamento do IRC só deveria ser considerado para as empresas

que facturem abaixo dos 30 milhões de euros anuais.

     Para   todas   as   restantes    existem    outros     mecanismos           e

instrumentos que conduzem ao investimento e à capitalização das

empresas, sem se tornar necessário mexer na taxa de IRC cobrado.

Aumentar os lucros através da redução da carga fiscal em sede de IRC

(formulação virtual da função lucro), não garante eficiência e pode

promover a lassidão empresarial, significando perca de mercado.

     Defender a solução da diminuição da carga fiscal para as grandes

empresas, pode ser sofisticado do ponto de vista político e mostrar

ineficiências e incapacidades para lidar com os mercados, do ponto de

vista empresarial, mas não resolve o problema e coloca uma dificuldade

acrescida nas receitas do Estado.


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                                         A C R IIS E É D E V A L OR E S
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                                         Vamos a udar a República
Assim, o PPM propõe que se criem dois estratos de empresas,

consoante a sua facturação anual, para que a afectação fiscal e a

responsabilidade social das empresas não recaia totalmente sobre o

Estado



     EMPRESAS com facturação anual superior a 30 milhões de euros:

         (1) Aumento das taxas de Amortização de activos, corpóreos e

               incorpóreos, através da redução do período para amortização

               consagrado no código – esta medida permite aumentar os

               custos, diminuir a carga fiscal pelo aumento dos custos e,

               ao   mesmo     tempo,   capitalizar   as   empresas,      porque        as

               amortizações são custos na conta de Ganhos e Percas, mas

               são fundos que subsistem em tesouraria;

         (2) Acabar com o pagamento por conta e com o pagamento

               especial por conta, do imposto sobre os rendimentos;

         (4)        Receber o IVA efectivamente cobrado e não o IVA

                    "facturado".

         (5)        Reduzir a taxa geral de IVA;

         (6)        Eliminar a obrigação de liquidação da taxa liberatória para

                    investidores,   geradores        de   valor      acrescentado,

                    estrangeiros não residentes;




                                                          Partido Popular Monárquico
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                                              Vamos a udar a República
Não   se     propõe   a   redução     da    Taxa   Social     Única      por   serem

reconhecidos os problemas que existem na manutenção do sistema de

providência.      Qualquer     estremeção       implicaria   danos     na     confiança     e

segurança que tem de merecer o regular funcionamento do Estado-

Providência.

     Com   estas     alterações,     criavam-se      condições       de     aumentar       as

vantagens competitivas do país na captação de investimento, nacional e

estrangeiro, ao mesmo tempo que se conduzia a política económica no

sentido da criação de riqueza nas empresas.



     Empresas com facturação anual igual ou inferior a 30 milhões de

euros:



            (1) Abaixamento do imposto em sede de IRC para 16% nas

                   empresas a laborar no litoral e Grande Lisboa e Porto;

            (2) Fixação da taxa de IRC em 12% para as empresas que se

                   fixem ou desloquem para o interior do país;

            (3) Acabar com o pagamento por conta e com o pagamento

                   especial por conta, do imposto sobre os rendimentos;

                (4) Receber    o   IVA   efectivamente       cobrado      e   não   o   IVA

                   "facturado".

                (5) Reduzir a taxa geral de IVA;



                                                              Partido Popular Monárquico
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      Imposto Sobre o Rendimento dos Particulares (IRS)




     Quando     as     famílias   percepcionam    um   aumento       constante        nos
impostos       (através    de     um   agravamento   das    taxas   fiscais    e/ou      da
redução das transferências para as famílias), a economia tende a
ajustar-se instantaneamente, através de um abaixamento do consumo,
sem contudo significar que existam, por essa via, efeitos dinâmicos no
capital não havendo, portanto, quaisquer efeitos no PIB ( o consumo é
substituído pela carga fiscal - o rendimento das famílias não se altera).
     .
     Sem capital não há investimento; sem investimento não há aumento
do       rendimento;    sem     aumento   do   rendimento    não    há   aumento         do
consumo e da poupança; sem aumento da poupança não há aumento do
capital, que baixa, sistematicamente, de período para período devido ao
factor depreciação.
     A economia fica cada vez pior e a qualidade de vida ressente-se.
     .

                      Medidas a tomar em sede de IRS

         É recomendável que a actual tabela do Imposto Sobre o Rendimento

das Famílias não sofra qualquer alteração nos escalões previstos. A

diminuição de escalões fomentaria uma desigualdade de tratamento

difícil de defender e suportar. Seria mesmo desejável um aumento dos

escalões.




                                                            Partido Popular Monárquico
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                                                 A C R IIS E É D E V A L OR E S
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                                                Vamos a udar a República
Mas a manutenção do número de escalões não implica, por si só,

que o sistema de cobrança em sede de IRS não seja iníquo.

     O sistema ideal de IRS terá de assentar na capacidade de medir os

resultados económicos trimestralmente e aplicar subidas ou descidas

de    taxas,   consoante    os   indicadores      económicos     apontem       para

crescimento ou retracção económica. Porque o estado não tem direito

a consumir sempre o mesmo, sendo forçados os cidadãos a consumir

menos em períodos de retracção. O estado terá de sentir esses

mesmos     efeitos   e   consumir   de   acordo   com    as   possibilidades         do

momento.

       Ademais, acresce a este propósito a necessidade do estado

orçamentar com muito maior cuidado as suas despesas e dispor de

instrumentos de ajuste orçamentais céleres.

     Enquanto o sistema não contemplar o desempenho económico, o

estado será o consumidor privilegiado e despreocupado e o cidadão

consumidor penalizado e preocupado.

     Assim, o PPM propõe que o IRS seja revisto trimestralmente, de

acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística, sendo um

imposto pró-activo nas subidas e descidas trimestrais, ou por outras

palavras, ajustável ás flutuações trimestrais da economia.




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      Imposto Sobre o valor Acrescentado (IVA)



     Perante a necessidade extrema de aumentar a receita pública,

manteve-se a taxa geral do Imposto Sobre o Valor Acrescentado (IVA)

em 20%.

      Esta taxa continua alta e a má tendência de fazer face à despesa

pública pela manutenção de impostos indirectos elevados, também.

      Estas medidas, são, contudo, falaciosas. O aumento dos impostos

indirectos conduz, sempre, a uma redução no montante de imposto

arrecadado. Traduz-se igualmente num aumento certo da economia

paralela.

     A   questão   da   existência   da   factura   depende,   inteiramente,         do

adquirente do serviço. Este, pretende a máquina fiscal, deverá ser um

pré-fiscalizador da atitude do prestador de serviço, assumindo o papel

corrector de anomalias, através do acto de exigência da factura.

     O pressuposto assenta no princípio de assumir que o servido, ao

pagar ele próprio impostos (IRS), irá exigir do servidor que pague

igualmente os seus impostos.

     A questão está contudo mais além. Se o serviço prestado é

acrescido de uma verba equivalente a 1/5 do valor total, por efeito do

IVA, e a cerca de 1/4, por efeito do IRC, significa na prática que uma

reparação de €100,00 custará €151,00.
                                                        Partido Popular Monárquico
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Quando o IVA aumentou de 17 para 19% – o mesmo sucedendo no

aumento para os 21% – diminuí-o em receita absoluta.




                  Medida a tomar em sede de IVA



     A questão da receita pública, acabadas que estão algumas fontes de

rendimento do Estado, como eram as receitas aduaneiras, terá de

passar por um aumento da criação de riqueza, que crie as condições

para um aumento do PIB e nunca através do poder de compra dos

cidadãos.

Os    aumentos    dos   impostos   indirectos   fazem   baixar   o   consumo,

diminuem a receita fiscal, aumentam a actividade paralela e criam

desigualdade de oportunidades no mercado.


     O PPM propõe uma redução da taxa geral do IVA para 16%.




                                                    Partido Popular Monárquico
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 Políticas Sociais


            Segurança e Modelo de Desenvolvimento



     A questão segurança ultrapassa o número de polícias, de qualidade

dos equipamentos disponíveis e de esquadras existentes.

     Não que lhe seja alheio, porque está igualmente dependente da

existência destes a solução do problema que aquela acarreta.

     Mas, acima de tudo, o que está em equação é o modelo de

desenvolvimento das cidades e dos erros cometidos.

     Não fomos capazes, por um lado, de avaliar os erros de países

terceiros e governar de forma a evitá-los.

     Sempre afirmámos que estar atrás, atrasados no crescimento

económico, tem desvantagens que todos conhecemos mas tem a

vantagem de permitir evitar os erros cometidos por outros.

     Por outro lado, não é menos verdade que a segunda e, por vezes,

ainda a terceira geração de emigrantes se mostra perfeitamente

desenraizada.

     Esta ausência de valores nacionais conduz, forçosamente, a uma

inadaptação social que, ela própria, força a comportamentos anti-

sociais e mesmo criminosos.
                                                 Partido Popular Monárquico
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Todo o comportamento criminoso é um comportamento anti-social.

Todo o indivíduo que não se revê sob um Hino e não se sente corpo de

uma Nação tenderá a desvios comportamentais.

     Esta premência é tanto mais verdadeira quanto, ao contrário do

que se afirma comummente, tal como o faz a Declaração Universal dos

Direitos do Homem, quando pela primeira vez na história um sistema

de valores passa do princípio para o facto, afirma nas suas primeiras

palavras que os homens seriam sempre livres e iguais por natureza.

     Temos de validar, para encarar o problema de frente e de forma

justa, que os homens nascendo livres e iguais, perdem essa liberdade

por culpa da própria sociedade onde estão inseridos.

     A liberdade e igualdade não são nem um facto nem um ideal da

sociedade, caso contrário seriam difíceis de explicar muitas das

medidas políticas adoptadas e assumidas.

     Não existem, mas sim valem pela ideia; não se assumem mas

relevam para um possível assumir.

     As   belas   ideias   da   igualdade   não   se   encontram     temporal        e

espacialmente circunscritas, dirigindo-se acima de tudo ao legislador

e à sua forma futura de pensar. São uma espécie de lembrete do que

deverá ser, quando for possível ser.




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E é na falta de liberdade que todo o problema reside:

             (1) Falta na ausência de condições de vida e de trabalho;

             (2) Promessas por cumprir;

             (3) Sonhos por realizar;

             (4) Incapacidade de inserção social (com culpas claras da

          política governamental, quer central quer local), entre outras

          questões pertinentes.



     Sendo o direito de igualdade um direito natural, a única defesa

possível do homem contra a sua violação pelo estado é um direito

igualmente natural, o direito de resistência.

     Não é, então, de estranhar que essa resistência se faça sentir.

     Compete    ao   estado   assumir   esta    premissa     e   combate-la

convenientemente.

     Quem, de entre os residentes num determinado país, estiver

decidido a participar civicamente na sociedade, na sua construção,

com todo o peso e custo que esta postura possa representar, deverá

ser apoiado. Mas só se for este o caso.

     Não há meio-termo, quando falamos de segurança numa sociedade

que se quer livre.




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 Combate à Corrupção



     As    necessidades    humanas   relativas   têm    um      valor    de    mercado,

conduzindo      a   comportamentos     desviantes      no     caso      do    seu    valor

ultrapassar o rendimento do indivíduo.

     As outras, as que são condição única para um fim têm um valor

intrínseco, a que se chama integridade.

     Na corrupção há um exercício causal (valor de mercado) e ausência de

moralidade, que é também de liberdade face ao relativismo económico e

aos interesses nacionais.

     Há uma clara ausência de integridade neste procedimento societário.

     A corrupção é um mal que dilacera a sociedade, é uma prática

transversal na própria sociedade, sobretudo porque a corrupção nos

países desenvolvidos é, ela própria, entendida como complemento de

remuneração.

     O PPM lutará no Parlamento e no Governo, com todas as suas forças,

contra um flagelo tão antigo mas que se apresenta, infelizmente tão

actual.



     Fim   à   corrupção   é   um   tema   que   nos   é     querido     e    pelo   qual

pugnaremos.
                                                            Partido Popular Monárquico
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    Política Agrícola




     Para uma correcta definição de Política Agrícola é fundamental a

fixação de:



              (1)   Objectivos;



              (2)   Meios;



              (3)   Condicionantes dos Agentes económicos;



              (4)   Relação causa/efeito das medidas a adoptar.



     A fixação das políticas macroeconómicas, influenciam as receitas e os

custos do sector agrícola.

     As políticas sectoriais não agrícolas – moderna distribuição, política

de financiamento, taxas de juro, etc. – influenciam igualmente o sector

agrícola.

     Os objectivos que se pretendem alcançar, com a fixação de políticas

agrícolas passam por:


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(1) Eficiência/Crescimento Económico. Pretende-se a criação

        de riqueza no sector agrícola através de políticas de

        intervenção estatal;



     (2) Equidade Social. As políticas agrícolas visam contribuir

        para o crescimento do nível de rendimentos do grupo

        social que vive da agricultura. Uma distribuição mais

        equitativa, do rendimento entre estratos sociais e entre

        regiões promovida pelo Estado, reduz substancialmente as

        assimetrias de repartição dos rendimentos;



     (3) Segurança Alimentar. A estabilidade dos preços só pode

        ser garantida através de medidas quantitativas, política

        que pretende assegurar o abastecimento dos mercados

        pelas   quantidades    necessárias,      como       fixador        da

        estabilidade dos preços. Daqui deriva a necessidade do

        estado garantir o armazenamento dos bens agrícolas;



     (4) Food-Safety . A responsabilidade qualitativa dos bens, se

        reúnem ou não as condições sanitárias obrigatórias e os

        requisitos de qualidade, é uma questão fulcral, porque

        falamos de Saúde Pública;
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(5) Sustentabilidade        Ecológica.    Medidas      que    garantam       a

                  promoção     da      sustentabilidade     do     ambiente       rural,

                  paisagista e dos recursos naturais;



            (6) Desenvolvimento         Rural.   Contribuição      decisiva    para      a

                  promoção socioeconómica das zonas rurais, libertando os

                  centros    urbanos    da   enorme    pressão      dos   movimentos

                  migratórios e, em simultâneo, combater a desertificação.



     O Partido Popular Monárquico está preparado para defender as

políticas   que    enuncia,   porque     tem     soluções   para    apresentar       que

salvaguardam os interesses dos agricultores, do sector económico, das

regiões e do País.




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     Comercialização e Crédito Agrícola




     Comercialização e Credito

     É a agricultura sem dúvida a base de equilíbrio reorganizativo do

homem moderno perante a natureza e todo o ecossistema, onde hoje

cada     dia   que   passa,   ganha    novas    expectativas    perante     os    novos

desafios que o aquecimento global exige perante o “pão-nosso “ em

cada dia, sempre necessário. É sem dúvida cada vez mais exigido pelas

sociedades desenvolvidas a qualidade e apresentação da nossa base

energética de alimentação.

     Urge como tal dignificar esta actividade abandonada e desprezada

pelas últimas décadas de abandono coercivo, proposto por um modelo

de    política   económica     comum       no   espaço   europeu,     que    se    veio

paulatinamente provar ser errónea, injusta e anti -social.

     Constituem      o   Credito   e   a   Comercialização,    os   pólos   únicos     a

montante e jusante da indústria agrícola que a limitam e promovem no

êxito, a sua actividade económica.

     Sem eles, jamais será capaz o cumprimento da função social que só

a terra em si promove.

     Será por isso mesmo promovido e incentivado o associativismo,

como pólo predominante na reorganização do mundo rural, no que

concerne à comercialização e promoção de todos os produtos agrícolas,
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única forma de dignificar e qualificar toda a economia do sector

primário, entendo-se como base de toda a estrutura socioeconómica do

país.

     Impõe se para tal a reformulação de todo o credito agrícola,

voltando as Caixas de Credito Agrícola á sua função social de apoio

mútuo e, pela qual há muito foram criadas, tornando se o apoio

creditício numa forma solidária e responsável por parte de todos os

agentes económicos envolvidos, nomeadamente o Estado.

     Caberá ao Estado a iniciativa de intervenção na organização das

Cooperativas a todos os níveis, de forma a tutelar e a fiscalizar a

aplicação de boas e criteriosas práticas de gestão, sob pena, pela

incúria ou excesso de interesses particulares ou privados, se vir a

perder os sãos princípios que se anunciam contra a cartelização por um

lado ou abandono da actividade pelo outro.

     Não é admissível um país não industrializado e de velhas tradições

agrícolas importar 60% dos seus bens de primeira necessidade.




                                                 Partido Popular Monárquico
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    Floresta




     Floresta

     60 % do território português tem aptidão florestal ,no entanto

esta ocupa somente 30% do         seu espaço .

     É imprescindível a necessidade de estrategicamente se garantir o

abrandamento      do   aquecimento    global,    nomeadamente         através        do

sequestro do carbono.

     Torna-se   fundamental   inverter,   desde   já,   o   ciclo    negativo        de

desintegração do homem do seu meio ambiente, como forma de garantir

a si mesmo e de forma integrada, a necessária dimensão ecológica,

social, económica e tecnológica.

     Qualquer sociedade que persista no uso insustentável de recursos

críticos colapsará.

     Os ecossistemas ambientais inerentes à nossa floresta encontram-

se em risco, tendo em conta que o uso dos recursos naturais vem

ocorrendo a uma taxa maior no seu esgotamento do que da sua

reposição.

     Portugal   tem    espécies   florestais     endémicas,       próprias,      que

devidamente organizadas e integradas no ciclo económico poderão

contribuir para o equilíbrio da balança de pagamentos.



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                                          Vamos a udar a República
A política económica que se vem desde há décadas seguindo segue

uma linha condutora onde a burocracia impera, obstruindo o apoio e

acompanhamento técnico bem como a fiscalização qualificada e oficial.

Aliados à falta de incentivo ao associativismo, o acesso a mercados

livres, bem como a verdadeira liberdade de produzir com garantia,

implicam um mercado caótico onde os monopólios e grandes grupos

económicos        internacionais     imperam.   Esta      política       conduzirá

inevitavelmente ao esmagamento dos preços da matéria-prima, à falta

de concorrência e degradação da qualidade dos produtos finais e, a

médio prazo à sustentabilidade das florestas, levando à desertificação

de grande parte do país, abandono agrícola e proliferação da flora

arbustiva, principal combustível dos incêndios florestais.

     Por outro lado o Fundo Florestal Permanente, constituído por todos

os contribuintes através dos combustíveis, tem sido ministrado de

forma arbitrária com critérios duvidosos e sem qualquer conhecimento

ou respeito das organizações associativas, sem que os produtores per

si, se sintam devidamente compensados no estímulo à sustentabilidade

económica das suas explorações.

     Os Planos de Gestão florestais terão de ser aprovados em tempo

útil, sob pena do acesso aos benefícios do programa PRODER poderem

inviabilizar todos os projectos nele envolvidos.

     Impõe   -   se   desenvolver,   sustentadamente,    um     sólido    apoio     à

reflorestação do país, como normativo de uma maior harmonia ética e
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económica, base da estrutura social e moral de uma sociedade mais

justa e mais equilibrada.




         Água




     A água, como bem essencial à vida de todos, como bem essencial à

gestão da cidade e do espaço rural, comete para o Estado a obrigação

de chamar a si toda a responsabilidade da sua gestão, no que concerne

à sua captação e utilização. Através desta consciência e atitude

responsabilizante, o Estado assume-se como agente com capacidade

bastante para garantir este bem único e exclusivo, no equilíbrio quer da

natureza em si, quer dos recursos agro-alimentares e industriais que

poderão    limitar   ou   contaminar   irremediavelmente       o    futuro     das

populações e de toda a economia alimentar e de saúde publica.

     De   facto   não     poderemos    admitir   os    regadios       intensivos

indiscriminadamente sem planeamento ou estúdio prévio do seu impacto

ambiental, tendo em conta que o subsolo e os seus recursos naturais,

sendo um bem publico e a agua um bem escasso, poderão comprometer

as gerações futuras em todas as vertentes da industria agro-alimentar

e do bem-estar das populações.
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 Pescas



        Sistema de Totais Admissíveis de Captura (TAC´s) e

          Quotas instituído pela União Europeia


     É um sistema obsoleto, desadequado à actual realidade da pesca.

     É necessário pensar sistemas reguladores alternativos, semelhantes

aos     de    outras    grandes    potências    mundiais      da      pesca.

O actual sistema acaba por não regular as capturas, mas sim os

desembarques. Fomenta a venda clandestina de pescado fora de lota e

em muitos casos obriga à devolução ao mar de peixe morto, que por

exceder a quota permitida para venda em lota tem que ser deitado fora.


     É igualmente necessário defender a pesca artesanal e limitar a

utilização da pesca industrial, que destrói a fauna e flora no mar e, em

simultâneo, mata a indústria piscatória de uma faixa importante da

população, dedicada a uma actividade digna e nobre, desde sempre

praticada pelo homem.


     É fundamental proteger as espécies e incentivar a pesca artesanal

como forma de proteger o equilíbrio biológico e a respectiva cadeia

alimentar.

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Igualmente fundamental se torna a criação e protecção de extensas

e múltiplas zonas de reserva marítima, através da fixação de quotas

razoáveis, bem como incrementar a piscicultura como garante do

repovoamento do mar e do seu equilíbrio.


        Funcionamento actual das lotas em Portugal


     Existem   demasiadas    lotas    em   Portugal,   algumas     delas    a   dar

prejuízo. É necessário centralizar as lotas (diminuir o seu número),

alargar o espectro de compradores instituindo por exemplo um sistema

de vendas baseado nas novas tecnologias, que permita aumentar a

procura e      desta forma   elevar   o preço    do pescado       de 1ª     venda,

aproveitando aos pescadores e deixando de beneficiar o intermediário,

que actualmente é quem mais beneficia do preço do pescado. Este, em

alguns casos, chega a decuplicar até chegar ao consumidor final.

É necessário dar sequência ao estudo que o Governo encomendou para

reestruturar a DOCAPESCA. Gastaram-se milhares de euros neste

estudo e nada mais foi feito.




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 Falta de apoio do Governo aos produtos nacionais e aos

            pescadores e armadores


     Falta de apoios e incentivos para a conquista de novos mercados por

parte dos produtos de pescado transformado. Os produtos nacionais,

de    reconhecida     qualidade,   têm   dificuldade   em    entrar   no   mercado

internacional.


     Os    produtos   nacionais    não   são   acarinhados    pelo    Governo,       ao

contrário do que sucede com outros produtos do mercado comunitário

e extra comunitário.


     Os incentivos que existem são de acesso complicado e são regulados

por processos lentos e burocráticos que desmotivam o promotor.


     Os pescadores, armadores e industriais da pesca sentem falta de

apoio por parte do Governo português, nomeadamente a nível da

regulação comunitária e na forma como o sector tem sido gerido a nível

nacional.     É   necessário,      igualmente,    encontrar     o     caminho        da

modernização da frota pesqueira.




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      O Estado Providência




        Dimensão

         Dimensão do Estado-Providência a considerar:


            Reexperimentação     –   processo    de      reforma   baseado         na

       aprendizagem;

            Recalibragem    –   conteúdo      substantivo     da   forma      com

       dimensões funcionais (riscos socais);

            Distributivas (grupos sociais);

            Normativas (valores e discursos);

            Politica institucional (níveis e actores).


     Qualquer futura reforma deverá passar de forma simultânea e ser

transversal a todas as dimensões nomeadas, de modo a assegurar uma

adaptação dos sistemas sociais às novas necessidades sociais.




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 Lógica da Organização Espacial



     É fundamental a preocupação com a sociedade, a preocupação

SOCIAL. Os cidadãos revêem-se na política, como arte de governar uma

sociedade     organizada,    composta       de    homens,    definidos     pela    sua

identificação geográfica, patrimonial, cultural.

     Não   sendo   a   solidariedade   um   dado     mensurável    e   encontrando

justificação na limitação espacial, ao substituir-se por interesses

económicos a solidariedade sucumbe, colocando em causa a função

essencial da política,      bem como o seu            lugar no ordenamento da

sociedade.

     Num mundo onde a riqueza nasce da desmultiplicação das ligações

de capital e alianças internacionais, há que evitar as perturbações, o

imprevisto e o incontrolável.

     É necessária uma ordem que não sobrevenha, exclusivamente, do

poder económico – este não conhece cor, credo, nacionalidade – mas

igualmente do reconhecimento das similitudes e do espaço geográfico,

uma politica que leve em conta os interesses comuns da população.



     A pretensão de combinar uma multitude de interesses e dimensões –

política, cultural, económica e social – aprisiona a própria concepção




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espacial do poder, em virtude do próprio espaço deixar de ser um

critério fundamental de avaliação.

     A lógica de solidariedade tem de se basear numa lógica geográfica: a

junta de freguesia pertence ao município; o município pertence à região;

a região pertence ao Estado, o Estado representa a Nação.

     É esta pirâmide geográfica que permite organizar, a diferentes

níveis, a vida política: os espaços de solidariedade autárquicos de nível

local, regional, nacional, fixando os cidadãos em cada um dos diversos

níveis as suas prioridades, os seus anseios, em suma a vontade comum

que consubstancia a definição de política em si mesma.

     Tem   faltado   perspicuidade   à   governação      para    perceber          as

necessidades das populações. Estas não passam pela divisão do espaço

político/geográfico; passam pela sua unicidade, acima de tudo em

Portugal, cujas fronteiras políticas se confundem com as geográficas

há quase 800 anos.




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       Saúde



            Princípios Fundamentais

     É fundamental garantir a prestação dos cuidados de saúde, através

da liberdade de escolha do doente, bem como através do aumento da

oferta local e regional com origem na economia social.

     Igualmente reforçaremos a oferta através dos mecanismos da oferta

privada. Porque a saúde é um direito inalienável.

     Embora reconheçamos que o financiamento e a regulação dos

sectores de saúde são interdependentes, baseados no sector público e

privado, tudo faremos para diminuir a dependência da prestação de

cuidados de saúde, de planos de saúde e seguros, regulados pela

actividade privada, que estão longe de responder às necessidades

sociais e financeiras das populações.

     Igualmente caminharemos no sentido de proceder ao levantamento

das regalias absurdas da classe médica, através de uma abertura da

universidade a todos, terminando com o proteccionismo insuportável de

que a classe médica tem gozado.


     Defendemos o fim do pagamento das taxas moderadoras actuais nos

internamentos e cirurgias., como estaremos contra a tentativa de

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introdução do seu aumento, alteração de forma e conteúdo ou a sua

substituição por outros mecanismos em tudo semelhantes. Não

aceitamos semelhantes ferramentas como instrumentos de

financiamento do sistema de saúde.


     Reabriremos centros de saúde entretanto encerrados e avaliaremos,

cuidadosamente, se a actual de rede de saúde exigirá a abertura de

novos centros de saúde.


     Defenderemos o alargamento dos medicamentos genéricos, bem

como o aumento da comparticipação do Estado no custo do

medicamento e o seu alargamento.




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        Justiça




                 Valores e Medidas de Sucesso

     A justiça é hoje um foco de discórdia na sociedade portuguesa.

Sucessivas medidas legislativas, a par de comentários políticos e

arregimentação          de    nomeações         políticas       para   cargos     da    maior

importância dentro do sistema jurídico nacional, têm contribuído para a

confusão no sector, bem como para uma constante desconfiança no

funcionamento          da    justiça   em   Portugal        e    na    independência        dos

magistrados e Ministério Público.

     Os    atrasos     que se     verificam no       funcionamento da           Justiça     em

Portugal contribuem para o clima de suspeição criado.

     A Justiça constitui-se assim, num dos principais problemas ao

desenvolvimento económico do País.

     É então fundamental recuperar a imagem da Justiça, atribuindo ao

sistema judiciário no seu todo uma imagem de confiança, eficiência,

eficácia e respeito.

     A    população,    as    empresas,     a    sociedade        no   todo,   tem     de   ver

garantida a reposição da imagem de um sistema de Justiça que

funcione, efectivamente, em todas as suas vertentes, sendo esta

percepção de segurança generalizada que deve passar na sociedade,
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unicamente possível por um sistema judiciário que funcione acima de

suspeitas e turbulências e que se mostre, efectivamente, capaz de

executar o que dele se espera: a aplicação da lei com justiça e dentro

da celeridade possível à sua correcta aplicação, mas nunca acima da

expectável e percepcionada como plausível.

     São objectivos para a política de Justiça que esta sirva os cidadãos

e actividade económica e empresarial. O sistema de Justiça deve

combater     e        reduzir   eficazmente     a        criminalidade,        contribuindo

decisivamente para um clima de confiança e segurança na sociedade,

protegendo       os    cidadãos   por   todos       os     meios.    Não       pode    haver

contemplações nesta matéria.

     Igualmente a Justiça deve ser a salvaguarda das famílias. Deve ser

também entendida como um instrumento de pacificação da sociedade e

não um instrumento prossecutório.

     A aposta deverá ser centrada na eficácia do funcionamento dos

tribunais, contrariando os mecanismos de dilação e manipulação que

implicam o arrastar dos processos. Melhores e crescentes condições

de    trabalho    e     meios   disponíveis   aos        magistrados       e     à    polícia.

Simplificação processual, exigindo se para tanto for necessário, uma

revisão ao Código do processo civil.

     Propomos uma melhoria substancial no funcionamento dos tribunais

de comércio, através de um aumento das capacidades de actuação e

meios disponíveis.
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Alteração do estatuto e funcionamento dos Administradores de

Insolvência    e    Liquidatários,         responsabilizando          estes     pela    gestão

efectiva das empresas intervencionadas em sede de insolvência, bem

como pugnaremos por uma remuneração mais consentânea com as

responsabilidades de que estão imbuídos.


     Promoveremos a continuação da liberalização do notariado, medida

que tem acelerado, com a esperada eficácia, o funcionamento de uma

das peças fundamentais da eficiência económica.


     Pugnaremos por uma maior e mais fácil transparência económica e

financeira, através da simplificação dos processos de declarações

contabilísticas a que estão obrigadas as empresas e os cidadãos.


     A redução dos prazos dos registos, o seu custo e a respectiva

publicação     terão       de   ser    aligeirados.        É    impossível        pretender

internacionalizar a economia e manter, em média, prazos de seis

meses entre a efectivação dos actos notariais e o seu registo em

certidão. Esta prática levanta dúvidas quanto à situação em cada

momento       dos    activos,        bem    como    cria       um     clima     de     enorme

desconfiança        para        os     agentes      económicos              nacionais       e,

fundamentalmente, internacionais.


     Combateremos a corrupção por todos os meios, intensificando a

investigação       sobre    o   enriquecimento        sem       causa       aparente      dos


                                                                    Partido Popular Monárquico
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detentores de cargos públicos. A corrupção tem de ser reduzida até

ser totalmente banida da sociedade. É uma doença perniciosa que

mina a confiança dos agentes e mais grave se torna, se é conduzida

pelos agentes fronteira.




     Apostaremos na reinserção social dos que pagaram a sua dívida para

com a sociedade, mas seremos inclementes para com todos os outros




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   Educação



          Política de Educação


     Portugal necessita de orientar as políticas de educação para uma

maior qualidade do ensino, mas a política do laxismo e facilitismo na

avaliação, tem sido a escolhida pelos vários governos que se têm

sucedido em Portugal. Na expectativa de melhorar estatísticas e exibir

resultados de curto prazo, o que se criou foi um clima de desconfiança

na qualidade do ensino ministrado e um crescente desprestígio dos

professores, que tem como resultante um enorme prejuízo para a

credibilidade do conhecimento no País.


     Para simular a correcção nas suas políticas, o governo empreendeu

acções várias que intentaram desprestigiar os professores; toda uma

classe   foi   vilipendiada   publicamente    por   afirmações    gratuitas         de

responsáveis políticos da esfera do poder.


     No ensino superior, por sua vez, assistiu-se ao estrangulamento

financeiro das mais importantes instituições e à escolha discricionária,



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                                             Vamos a udar a República
e sem qualquer fundamento lógico, daquelas que receberiam apoios

financeiros do Estado.

     Assim, necessário se torna reequacionar toda a política de ensino,

de forma a criar condições de sustentabilidade no rigor, na exigência e

no reconhecimento nacional e internacional do ensino ministrado e do

respeito devido aos agentes do sistema educativo.


     Não pactuaremos com o laxismo referido, nem com qualquer tipo de

facilitismo. Somos pela adopção de políticas de rigor e exigência que

nos coloquem num patamar muito acima do actual, ao nível da exigência

e conhecimento científico e matemático.


     Privilegiaremos, em relação ao (in)sucesso estatístico, a definição e

verificação, preferencialmente por entidades exteriores à escola mas

totalmente    inseridas   no   sistema educativo,    de objectivos       para o

respectivo ano ou ciclo de estudos.


     Devolveremos a dignidade às avaliações por exame.

     Alteraremos   o   Estatuto   do   Aluno,   valorizando   a   assiduidade,

disciplina e civismo, revogando as normas que possibilitam faltas quase

permanentemente justificadas e os comportamentos anti-sociais.




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                                                      Partido Popular Monárquico
                                           A C R IIS E É D E V A L OR E S
                                           A C R S E É D E VALORES
                                          Vamos ajjudar a República
                                          Vamos a udar a República
Introduziremos         processos         simples   de    punição      das    infracções

disciplinares dos alunos, para sancionamento da indisciplina e da

violência nas escolas.


     Devolveremos a dignidade aos conselhos directivos das escolas.


     Defenderemos       formas           de   participação     dos      encarregados        de

educação,     fomentando        a    sua      participação    no    processo      educativo,

segundo o princípio de que a escola não se substitui à família,

condicionando se acaso se mostrar necessário, os apoios sociais do

Estado.



     Devolveremos       o    prestígio        dos   professores,        reforçando     a   sua

autoridade e condições de trabalho de modo a chamar os melhores para

o ensino, centrando a sua acção no trabalho pedagógico e aliviando a

sua carga burocrática.


     Afirmaremos    a       necessidade        da   existência     de    um   processo      de

avaliação dos professores e da sua diferenciação segundo critérios de

mérito.


     Reveremos o Estatuto da Carreira Docente, nomeadamente no

respeitante    ao   regime          de    progressão     na   carreira,       corrigindo    as




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                                                                   Partido Popular Monárquico
                                                     A C R IIS E É D E V A L OR E S
                                                     A C R S E É D E VALORES
                                                     Vamos ajjudar a República
                                                     Vamos a udar a República
injustiças actuais e abolindo as divisões que se verificam na carreira

docente.


     Recuperaremos a diversificação da oferta educativa a partir do 7. º

ano, através de vias profissionalizantes, que preparem os alunos para

uma vida profissional ligada à Agricultura e à indústria, reforçando o

seu reconhecimento social.


     Redefiniremos os moldes em que se processa o financiamento do

ensino superior.


     Racionalizaremos a rede pública de ofertas de ensino superior,

suprimindo todos os cursos e designações que não se ajustem às reais

necessidades do mercado. Criaremos condições para que a inovação, o

conhecimento e o empreendedorismo sejam assumidas pelo ensino

superior.


     Respeitaremos e reforçaremos a autonomia das instituições de

ensino superior, dentro de lógicas de parceria, diálogo e estreita

colaboração, mas também da responsabilidade social inerente.

     Promoveremos a concretização do modelo de aprendizagem delineado

no âmbito do Processo de Bolonha, mas teremos enorme atenção aos

conteúdos programáticos e não permitiremos a sua diminuição, ao nível




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                                                  Partido Popular Monárquico
                                        A C R IIS E É D E V A L OR E S
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do conhecimento científico. Promover o Processo de Bolonha sim;

diminuir a qualidade e extensão do conhecimento nunca.

     Aprofundaremos a internacionalização das instituições de ensino

superior, sempre dentro de lógicas de parceria internacional abertas,

transparentes e verdadeiramente orientadas pela qualidade intrínseca

dos projectos e pela competência dos centros de ensino.


     Garantiremos que os Estatutos das Carreiras Docentes no ensino

superior contribuem para a melhoria do ensino e da investigação, nas

suas múltiplas vertentes, sem prejuízo das expectativas legitimamente

formadas      pelos   actuais   docentes.    Promoveremos         o   intercâmbio

científico, quer envolva docentes, quer discentes.

     Criaremos condições favoráveis à participação dos estudantes no

financiamento dos seus estudos, através do futuro desempenho de

actividades na sua área profissional. Apoiaremos a formação superior

mas exigiremos algo em troca.

     Fomentaremos a formação contínua dos adultos e profissionais de

todas as áreas, como forma de incrementar a formação específica e o

conhecimento científico na economia em geral e nas empresas em

particular.    Portugal   não    pode   continuar   a      ser    deficitário        no

conhecimento económico e matemático.



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                                                        Partido Popular Monárquico
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          Grandes Obras Públicas



                 Posição Política e Económica

     Somos totalmente contra as grandes obras públicas que oneram o

Estado      e    as     gerações     vindouras,   sem    repercussões        económicas

visíveis.

     Assim, pugnaremos pela não efectivação do investimento do novo

aeroporto em Alcochete, defendendo a solução Portela + 1. A base

militar do Figo Maduro será uma óptima extensão ao actual aeroporto e

suficiente       para    garantir,    por   muitos   anos,    a   operacionalidade          da

Portela. Não favorecemos o negócio imobiliário, não queremos que a

Portela     se     transforme        num    aglomerado       imenso    de    habitações,

endividando o País num montante de 3 mil milhões de euros, num novo

aeroporto em Alcochete., para que lobies de pressão privados façam

fortunas com especulação imobiliária.

     Igualmente somos totalmente contra o investimento no TGV. A

dimensão do País não justifica um investimento de quase dois mil

milhões de euros e a transportadora aérea nacional não necessita de

ver crescer um seu concorrente, com capitais nacionais. O projecto




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                                                               Partido Popular Monárquico
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                                                  Vamos a udar a República
nunca    será   viável   economicamente      e,    assim,    de    uma     penada

acumularíamos dois prejuízos: TGV e TAP, nas ligações para Espanha.

     O País não tem condições de endividamento para acumular estes

dois projectos, de enormíssima dimensão e desnecessários, quer ao

nível das infra-estruturas, quer ao serviço da população.

     Não nos podemos dar a este luxo.

     Somos a favor da terceira travessia do Tejo, Chelas-Barreiro, por

necessidades     imperiosas   de   pressão        urbanística,    com     reflexos

tremendos na eficiência e produtividade. A Ponte sobre o Tejo está

esgotada e a Ponte Vasco da Gama não resolve o problema de tráfego

da margem sul; Almada, Costa da Caparica e Barreiro. Para além desta

pressão, existe a vantagem da ligação rodo ferroviária, importante para

os resultados económicos da região e do País.

     Faça-se bom uso e tire-se proveito das infra-estruturas existentes

e, só depois, pensemos se são necessárias novas e quais e, acima de

tudo, se o País tem condições de suportar estes investimentos.




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                                                       Partido Popular Monárquico
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   Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira




              Natureza Federal e Políticas de Curto Prazo


     O   Partido    Popular    Monárquico         obteve,   nas       eleições    para       a

Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, realizadas em

Outubro de 2008, a eleição de um deputado regional.

     Este facto significou, sobretudo, o reconhecimento por parte do

povo     açoriano    da   acção    do   partido    em   prol     da   autonomia      e      do

desenvolvimento económico e social dos Açores e da Madeira.

     O Partido Popular Monárquico é hoje a força parlamentar açoriana

que conceptualiza o modelo mais avançado de auto-governo para as

actuais regiões autónomas.

     Para   que     não   fiquem   dúvidas!   Somos     a   favor      do   aumento         da

autonomia política dos Açores e da Madeira, mas manter-nos-emos

sempre fiéis à soberania portuguesa.

     Nesse sentido, defendemos o aprofundamento das competências dos

órgãos de governo próprio dos Açores e da Madeira, de forma a dar-

lhes, no âmbito do Estado Português, uma natureza federal.




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                                                               Partido Popular Monárquico
                                                  A C R IIS E É D E V A L OR E S
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                                                  Vamos a udar a República
Para além dessa evolução constitucional, no que diz respeito à

relação política entre as actuais autonomias insulares e o resto do

Estado Português, defendemos, a curto prazo, a implementação das

seguintes políticas:



     1 – A consagração constitucional dos princípios e garantias que

devem     nortear   as   transferências   do   Estado    para    os   orçamentos

regionais. O Estado deve fazer este esforço de convergência e de

solidariedade em relação às Regiões Autónomas.

     Neste âmbito, importa evitar a chantagem política dos Governos da

República – qualquer que seja a sua origem partidária – sobre os

eleitores insulares. O PS/Açores usa, como principal arma política

nestas eleições, o fantasma da revisão da Lei das Finanças Regionais,

em caso de vitória do PSD. Neste caso, prognosticando a revisão deste

diploma no sentido do favorecimento da Madeira, em detrimento dos

Açores.

     As populações insulares não podem ficar reféns das conjunturas

político-partidárias da República;




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                                                        Partido Popular Monárquico
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2   –   A    criação      de   uma   Euro-região    Atlântica     que    integre      os

Arquipélagos        dos     Açores,   Madeira,   Canárias     e   Cabo       Verde   (como

observador).

     Esta    entidade        europeia     possuirá      uma   formidável        projecção

estratégica, integrando todo o triângulo marítimo que liga a Europa aos

continentes americano e africano. Tudo isto valorizará, ainda mais, o

que os Açores representam, por si só, enquanto centro nevrálgico

desta área estratégica.

     Uma Euro-região com estas características possuirá, para além do

extraordinário potencial estratégico já descrito, a capacidade de gerar

extraordinárias sinergias e complementaridades.

     Tudo isto se desenvolverá num quadro político-territorial que somará

uns respeitáveis 3 milhões de habitantes (dois de língua espanhola e um

de língua portuguesa), uma área territorial de 14 614 Km2 e uma Zona

Económica Exclusiva que somará uns extraordinários 2.650.141 Km2

(uma das dez primeiras do mundo).

     Desta       forma,   as    Regiões    Autónomas      adquirirão     massa       crítica

suficiente para se envolver em projectos europeus de grande dimensão.

     A Euro-região da Macaronésia, dotada deste vasto conjunto de

recursos, terá, obviamente, uma grande capacidade de atracção dos




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                                                              Partido Popular Monárquico
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                                                 Vamos a udar a República
investimento e de obter consideráveis recursos financeiros numa União

Europeia que, certamente, a valorizará imenso.

     A este respeito, é importante referir que os agrupamentos europeus

de cooperação territorial possuem, como atribuições específicas, a

execução    de     projectos   ou   acções   de   cooperação     territorial     co-

financiadas pela União Europeia através do Fundo Social Europeu, do

Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional ou do Fundo de Coesão.

     Com   estes   mecanismos de financiamento          comunitário      e   muitos

outros de origem pública e nacional – projectados para a cooperação

transfronteiriça, transnacional e inter-regional pelos Estados e Regiões

integrantes – a Euro-região poderá realizar um vasto conjunto de

planos,    estudos,    programas     e   projectos,    bem   como    gerir    infra-

estruturas e prestar serviços de interesse público;

     3 – A criação de polícias regionais – nos Açores e na Madeira – de

forma a ajudar manter os baixos níveis de criminalidade que sempre

caracterizaram estas duas regiões insulares.

     Nos últimos anos, a criminalidade violenta tem vindo a crescer nas

regiões    autónomas     sem   que   o   Estado   se    tenha   preocupado       em

aumentar os efectivos policiais. A total falta de competências próprias

das Regiões na área da segurança, impede os respectivos órgãos de

governo próprio – o Parlamento e o Governo Regional – de responderem,



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de forma prática e eficaz, aos desejos de segurança manifestados pelas

populações;

     4 – A exigência de fiscalização das ZEE dos Açores e da Madeira,

que constituem o essencial da ZEE nacional. Actualmente, a marinha e

a    força   aérea   nacional   são   incapazes   de   fiscalizar,     de    forma

minimamente eficaz, o imenso espaço de soberania de que o país

desfruta no Atlântico. O resultado é a delapidação dos nossos recursos

pesqueiros e uma imensa vulnerabilidade aos tráficos ilícitos, algo que

coloca em causa a eficácia da nossa soberania no imenso espaço

marítimo que detemos;

     5 – Os serviços que o Estado assegura, de forma directa ou

indirecta nas Regiões – justiça, finanças, segurança, defesa, ensino

superior, etc. – estão estrangulados financeiramente e, em regra,

funcionam de forma muito deficiente, apesar dos esforços, muitas

vezes titânicos, dos seus respectivos funcionários. Esta situação

contribui para o descrédito do Estado nas Regiões. Defende-se, por

isso, a necessidade de requalificar e de atribuir dotações orçamentais

adequadas aos serviços do Estado sedeados nas Regiões;

     6 – Uma parte importante dos imóveis do Estado nas Regiões

encontram-se abandonados e decadentes. Nestes casos, defendemos a

sua recuperação por parte do Estado ou – se este não tiver interesse



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ou capacidade para prover a sua recuperação – a transferência da

propriedade ou da tutela para as Regiões, uma vez que, em muitos

casos, os mesmos representam um importante património histórico do

país;

     7 – Na política externa, as Regiões podem e devem partilhar com o

Estado algumas responsabilidades nas áreas geográficas em que temos

especiais interesses e potencialidades. Por exemplo, na relação com os

Estados Unidos ou com a Venezuela, países que possuem grandes

comunidades de açorianos e madeirenses (mas também no Canadá, nas

Bermudas, ou em Estados brasileiros como Santa Catarina).



     No caso dos Açores, defendemos a urgente renegociação do Acordo

da Base das Lajes com os Estados Unidos. As transferências para a

Região, resultantes deste acordo, já representaram cerca de 35% das

receitas    do   orçamento   regional.   Actualmente,   as   contrapartidas

resultantes      deste   acordo   reduzem-se,   quase   exclusivamente,         à

manutenção de uma mão-de-obra local, afecta ao funcionamento da

Base, cada vez mais reduzida;

     8 – No que diz respeito ao serviço público de rádio e televisão nas

Regiões Autónomas (que é financiada pelo Estado), defendemos a

criação de uma dupla tutela – do Estado e da Região – e a sua completa



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                                          Vamos a udar a República
autonomia administrativa e logística, embora sejam de preservar os

laços de cooperação com a estrutura nacional;

     9 – Defenderemos, em sede de revisão constitucional, a eliminação

do Representante da República nas Regiões Autónomas, uma vez que

consideramos que o Estado não precisa de se fazer representar, no seu

próprio território, por outros que não os titulares dos órgãos de

soberania e dos órgãos de governo próprio da Região;

     10   –   Por   fim,   defenderemos,   também   em   sede     de    revisão

constitucional, a limitação dos mandatos consecutivos dos Presidentes

dos Governos Regionais, de forma a evitar a eternização destes no

poder regional. Os casos de Carlos César e de João Jardim ilustram

bem como essa excessiva duração no poder pode afectar a qualidade da

democracia nas Regiões Autónomas.



     Estes são as propostas políticas que suportaremos, em nome e para

as regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.




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                                                    Partido Popular Monárquico
                                           A C R IIS E É D E V A L OR E S
                                           A C R S E É D E VALORES
                                           Vamos ajjudar a República
                                           Vamos a udar a República
      Referendo à República




     O eixo sobre o qual gira o esquema de funcionamento do país é o

governo.     Como    sempre   o   governo    é,   tão   simplesmente,       toda       a

população, porque o governo representa e acima de tudo serve o estado

e o Estado somos todos nós.

     Segundo o autor e investigador Sahid Maluf, as características

essenciais do parlamentarismo são as seguintes:



           (1)      Organização dualística do poder executivo;



           (2)      Colégio governamental;



           (3)      Responsabilidade política do Primeiro-Ministro perante

       o Parlamento;



           (4)      Responsabilidade   política   do    Parlamento     perante        os

       eleitores;



           (5)      Interdependência dos poderes legislativos e executivos.
                                                         Partido Popular Monárquico
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                                             A C R IIS E É D E V A L OR E S
                                             A C R S E É D E VALORES
                                             Vamos ajjudar a República
                                             Vamos a udar a República
Nada de novo portanto, em relação aos nossos dias.

  Igualmente certo é o facto da coisa política, a Real Politik ser

conduzida por homens e estes, por natureza, errarem.



  A República defende que subjaz à monarquia o poder da aristocracia.

  A Monarquia pretende que as dificuldades económicas e os custos

associados do estado são razões suficientes para justificarem um

regime monárquico.



  Acaso    se    faça   um    exercício   sério,   comparando     as    situações

republicana e monárquica em cada um dos seus tempos e, com maior

acuidade   nos   tempos      actuais,   verificamos   que   uns   e    outros,      os

regimes, passam por dificuldades semelhantes, não sendo assim de

esperar que sejam aquelas razões, quer de um lado quer do outro, que

suportem as respectivas defesas.



  Igualmente não cola o argumento de que um regime possa ser mais

moderno e o outro mais apegado ao passado. Ambos os regimes

existem desde tempos imemoriais, apresentando forças e fraquezas

que coincidem, na sua maior parte, com as do homem.




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                                                       Partido Popular Monárquico
                                             A C R IIS E É D E V A L OR E S
                                             A C R S E É D E VALORES
                                            Vamos ajjudar a República
                                            Vamos a udar a República
Não será igualmente por acaso que falamos em governos e a forma

de governação.

   Esta forma, o regime, seja ela qual for, necessita de um conteúdo

que a valorize e viabilize.

   Este conteúdo é indiferente à própria forma de governação.

   Não nos podemos iludir quando pretendemos trilhar o caminho da

dissecação dos valores republicano e monárquico. Se quer um regime

quer outro não se encontrarem orientados no sentido de servir o

Estado, ou seja, todos nós, qualquer um deles terá omitido a parte

fundamental      da    sua      consolidação:   a    essência    do   conteúdo      estar

orientado para o bem-estar social .



   De    igual     forma     perigosamente      derivativa,     a     discussão     entre

monarquia, república e, o terceiro elemento, democracia, assume por

vezes, contornos risíveis.

   Esta discussão é infundada, porquanto a democracia é um sistema

político em si mesmo, que convive com qualquer um dos regimes.

Exemplos     são      vários,    de   excelentes     democracias      a   funcionar    em

monarquias, como também de péssimas democracias a viver e respirar

em repúblicas.




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                                                              Partido Popular Monárquico
                                                    A C R IIS E É D E V A L OR E S
                                                    A C R S E É D E VALORES
                                                Vamos ajjudar a República
                                                Vamos a udar a República
A figura do Presidente é substituível e, até em casos extremos,

destituível, por comparação com o Rei que o é por direito ancestral por

conseguinte, só por algum golpe ou atentado pode ser apeado das suas

funções.



   Derrubar um presidente não significa derrubar um regime. O inverso

não é verdadeiro.



   A monarquia representa, em si mesma, o próprio regime. Caído o Rei

acaba a monarquia. Substituído um Presidente não acaba a República.

   Contudo, as regras de funcionamento das democracias modernas

não impõem que esta separação de conceito seja suficientemente forte,

para fazer a diferença e justificar posições.



   Verificamos que uma das democracias mais fortes do mundo, para

não dizer a mais forte, no conteúdo e na interiorização pelo cidadão, a

democracia inglesa, construiu-se, consolidou-se e afirmou-se sempre

num regime Monárquico.



   Que importância representa para os ingleses a existência de uma

monarquia? A unidade territorial.




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                                                 Partido Popular Monárquico
                                        A C R IIS E É D E V A L OR E S
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                                        Vamos ajjudar a República
                                        Vamos a udar a República
Tal como em Espanha o tem representado.



  Mas serão as Repúblicas tão diferentes assim das Monarquias?

  Acaso será o conceito de democracia, assente na partidocracia, uma

repulsa para a monarquia, ou mesmo algo de intangível?



  Também aqui a história nos mostra que não.

  A convivência entre um monarca e os políticos é tão salutar e

natural quanto a de um Presidente da República.



  O Presidente deve ser encarado como um cidadão comum, como um

monarca.

  À medida que aumentam as capacidades culturais das populações

aumentará, em princípio, a acuidade na escolha do presidente.

  Igualmente qualquer cidadão poderá aspirar a ser presidente da

república, o que não sucede no monarca.

  Mas      será   mesmo   assim?   Será    que   qualquer    cidadão      pode

efectivamente aspirar a ser, um dia, presidente da república?



  A história mostra-nos que não.

  À presidência concorre quem, sujeitando-se é certo a sufrágio, está

ligado a partidos políticos e tem meios financeiros ao seu dispor. Para

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                                                   Partido Popular Monárquico
                                          A C R IIS E É D E V A L OR E S
                                          A C R S E É D E VALORES
                                          Vamos ajjudar a República
                                          Vamos a udar a República
ascender à presidência, necessita de estar ligado a um grande partido

ou apoiado por uma forte coligação partidária e a grupos económicos

fortes.

   Só assim pode sair para eleições com uma base sustentada de

provável sucesso.

   Não basta ser-se conhecido (mesmo sendo-o), gozar de maior ou

menor estima, congregar simpatias, é necessário estar apoiado numa

força ou conjunto de forças políticas e no capital, para que se garanta

a eleição; Alegre não estava, não foi eleito.



   Por outras palavras, a vontade do povo está, na partidocracia,

subjugada à vontade dos partidos em que as massas se revêem, ou

seja, não se vota, na generalidade, na pessoa A ou B – podem existir

pontualmente situações de antipatia que empurram o voto noutra

direcção – mas nos partidos que as apoiam.



   Não dependendo de um nascimento ancestral, o futuro presidente

depende dos apoios políticos e económicos que congrega.

   Não conseguindo congregar todos, por impossibilidade filosófica e de

doutrina, o presidente já não representa, ab initio , todos os cidadãos.

Não representa a vontade do povo no seu todo, mas a vontade de uma

elite, mesmo que de base alargada.

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                                                  Partido Popular Monárquico
                                         A C R IIS E É D E V A L OR E S
                                         A C R S E É D E VALORES
                                        Vamos ajjudar a República
                                        Vamos a udar a República
O términus do mandato é igualmente um facto.

   É então possível substituir os presidentes conforme a sua actuação

se mostre mais ou menos capaz.



   Em Portugal nenhum presidente pode exercer mais de dois mandatos

consecutivos. Curiosamente, todos os presidentes foram reeleitos.



   Esta é uma demonstração da necessidade da manutenção do status

quo , pelo menos ao nível do primeiro representante da Nação.

   Esta necessidade de estabilidade, no mais alto cargo público, implica

uma leitura que nos parece clara: espera-se que o presidente esteja

em sintonia com a população, com a vida real e, admite-se, que um

mandato mesmo que menos bom possa gerar um segundo mandato com

maior nível de positividade.



   Há ainda uma segunda hipótese, mais maldosa, mas igualmente

possível: o primeiro mandato é exercido pensando e executando uma

função presidencial mais cautelosa e consensual com a sociedade em

geral, abdicando aqui e ali dos apoios políticos obtidos para a eleição e,

num segundo mandato, sem nada a perder, o presidente consagra maior




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                                                  Partido Popular Monárquico
                                        A C R IIS E É D E V A L OR E S
                                        A C R S E É D E VALORES
                                        Vamos ajjudar a República
                                        Vamos a udar a República
atenção aos que o apoiaram, podendo ler-se como uma colagem à linha

política e ideológica que professa.

   Abundam exemplos na democracia portuguesa de ataques e contra-

ataques de forças políticas a presidentes, principalmente nos seus

segundos mandatos.



   De    qualquer    forma,      a   noção   de   cidadão    comum,      atribuível       ao

Presidente, parece perder-se quando nos confrontamos com a, até

agora, inevitabilidade da sua eleição em Portugal:



               (1) Tem de estar fortemente apoiado em partidos políticos

             e grupos económicos, o que não está conforme a noção de

             cidadão comum e;

               (2) Tem    sido       sistematicamente       reeleito   para    segundo

             mandato, o que parece indiciar algo mais do que uma eleição e

             uma cidadania igual a todas as outras.




   Assim, sem a pretensão de ter todas as respostas, verificamos que

nem é válido o argumento de que qualquer cidadão consegue ser

presidente, como igualmente não é líquida a sua independência em

relação aos interesses da nação, de toda a população.

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                                                             Partido Popular Monárquico
                                                  A C R IIS E É D E V A L OR E S
                                                  A C R S E É D E VALORES
                                                  Vamos ajjudar a República
                                                  Vamos a udar a República
Também o senso político que se poderia almejar, pelo facto de ser

possível     eleger   “um   entre   iguais”,    perde-se     no    crescimento          da

abstenção, na dificuldade em debater seriamente a obrigatoriedade do

voto.

   Mesmo que assim não fosse, perder-se-ia no desinteresse político

crescente, fruto da dissonância entre a vontade de ver uma população

crescer cultural e socialmente e, a dura realidade, de a ver perder os

objectivos     –   gerações   futuras    hipotecadas       por    dívidas     públicas

crescentes.

   Vê-se na perca de credibilidade do sistema de segurança social e da

qualidade de vida, na ausência continuada de cuidados primários de

acesso à saúde e na dificuldade de acesso à educação.



   E quanto à Monarquia?

   O Rei nasce na sua função, implicando uma primeira leitura: não

depende das forças políticas nem económicas para o ser; não está

comprometido.



   Numa segunda leitura teremos de conceder: nascendo sabendo que

irá ser Rei, toda a sua educação é canalizada para o exercício da

função.

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                                                           Partido Popular Monárquico
                                               A C R IIS E É D E V A L OR E S
                                               A C R S E É D E VALORES
                                               Vamos ajjudar a República
                                               Vamos a udar a República
O monarca passa a ser um indivíduo altamente treinado para a

função, sendo certo que a experiência e conhecimento da mesma são

armas        mais   importantes      que   qualquer   inteligência    brilhante        ou

brilhantismo inteligente, conforme os tempos actuais nos mostram á

saciedade.



  E será problemático que um incompetente seja o sucessor a um

trono?



  Tão pouco nos parece: bastas vezes, políticos foram eleitos e

acabaram        por   se   revelar    estrondosos     fracassos,      por    inépcia,

desconhecimento e inadaptação ao cargo.

  São por eleições antecipadas.



  É expectável que tal suceda quando falamos de um Presidente da

República? Não o cremos.



  O lugar é, claramente, intocável.


  Mas não devemos esquecer                 que, na Idade Média,       era possível

substituir um sucessor ao trono quando este se mostrasse inadequado

para a função.



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                                                          Partido Popular Monárquico
                                               A C R IIS E É D E V A L OR E S
                                               A C R S E É D E VALORES
                                               Vamos ajjudar a República
                                               Vamos a udar a República
Esta prática só caíu com o despotismo de Versailles, na fase de

decadência    da    monarquia   francesa    quando    o   procedimento            foi

abandonado.


  Aqui confrontamo-nos com uma outra questão: esta prática poderia

ser corrigida com a instituição de um conselho de estado que pudesse,

caso se mostrasse necessário, intervir no sentido de alterar a ordem

de sucessão ao trono. Era possível e desejável e ultrapassava uma

questão de fundo.


  O monarca, para todos os efeitos, ao não estar ligado de forma

alguma a qualquer força de pressão, quer polítca quer económica,

representa perante a população a imagem da independência total.


  O seu objectivo é servir todos por igual. Em tempos de crise esta

faceta sobressai e é, bastas vezes, sinónimo de união nas nações,

impedindo fracturas sociais graves, pela capacidade de se dirigir a

todos como se de um único se tratassem.


  Por outro lado, na monarquia não existe a necessidade do resultado

político imediato, elemento eleitoral constrangedor.




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                                           A C R S E É D E VALORES
                                           Vamos ajjudar a República
                                           Vamos a udar a República
O monarca pode dirigir a sua acção num pressuposto de perenidade,

porque     a   sua    autoridade,       quer    factual   quer     funcional,     não       é

questionável.



   O monarca é igualmente um ponto de suporte, de alavancagem da

identidade nacional.



   Esta identidade nacional estava patente na necessidade que o rei

sentia de comunicar de perto com as populações, de lhes chegar em

pessoa.    O   monarca      utilizava    um     instrumento      para    este    fim:      as

deambulações reais.



   Verificamos       na   república,    na     nossa,   que   este    instrumento          foi

superiormente utilizado pelo presidente Mário Soares quando inaugurou

as “presidências abertas”. Profundo conhecedor da história, homem

culto, o Dr. Mário Soares viu aqui a porta para se aproximar do povo,

de comunicar e sentir directamente as suas alegrias e frustrações.

   Estas presidências abertas foram seguidas também pelo presidente

Jorge Sampaio.




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                                                              Partido Popular Monárquico
                                                  A C R IIS E É D E V A L OR E S
                                                  A C R S E É D E VALORES
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                                                 Vamos a udar a República
Há, quer queiramos quer não, uma correspondência clara entre as

deambulações reais e as “presidências abertas”, com várias leituras

possíveis.

   Uma das leituras enraíza na monarquização da figura do presidente,

do ente tutelar, primeiro magistrado da nação, considerado como

último guardião da república, o seu início e o seu fim.



   Como vimos, regressando um pouco atrás, a democracia nasce no

parlamento   ocupado   pelos   representantes   do    povo,    tendo    ou    não

câmaras altas e baixas.



   A figura do presidente é uma figura da república, representa a

república, é eleito pelo povo mas não garante a democracia mas tão-

somente o regime republicano.



   A monarquia convive tão bem com a democracia como a república. Os

exemplos abundam.

   O presidente é o tutelar, o guardião da república como o rei o é da

monarquia.



   Não há, na verdade, razões de animosidade suficientemente fortes

para atacar o regime monárquico em favor do republicano.

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                                                     Partido Popular Monárquico
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                                         A C R S E É D E VALORES
                                        Vamos ajjudar a República
                                        Vamos a udar a República
São regimes possíveis que deveriam radicar na história. Contudo, há

situações potenciadoras de ódios.



  A confusão gerada pela enorme permissividade entre as monarquias

absolutas e a Igreja levou aos actos de ataque, por palavras e actos,

aos regimes monárquicos. Foi a razão da revolução francesa – as

enormes regalias de clero e nobreza, a relação promíscua e o poder que

a religião impunha e emanava, contrapunham-se à miséria da população:

o povo não tinha pão nem indulgência.

  Foi igualmente a razão da perseguição aos jesuítas em Portugal,

após 1910.

  Mas atentemos, os acontecimentos do dia 5 de Outubro tiveram, na

sua génese, uma outra vontade.

  A alteração política foi o leit motiv .

  A ditadura criada por João Franco levou a um aumento da base

conspiradora contra o regime.

  A revolta de 31 de Janeiro de 1891 foi a primeira com raízes na

honra nacional.

  O “mapa cor-de-rosa” foi a razão, em 1890, prefigurando cedências

consideradas inaceitáveis à época, por parte do governo e da coroa,

aos nossos aliados de sempre, os ingleses, que com o seu famoso




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                                                     Partido Popular Monárquico
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                                            Vamos a udar a República
ultimatum    foram     a   espiral   do   vértice   que    entornou     um    regime

monárquico democrático e o transfigurou num regime autocrático.



   De acordo com Malheiro Dias “o que garantia e salvava os reis era

serem o resumo das aspirações colectivas” .



   D. Carlos era um liberal nas ideias, mas igualmente um homem que

embora muito culto era em igual medida “distraído”.



   D. Carlos, tendo iniciado o seu reinado em 1889, viu-se, assim,

confrontado com uma crise política tremenda que foi, claramente,

inibidora da forma como encarou a democracia, a que se juntou o seu

próprio feitio.

   Facilmente “manejável”, deixou-se influenciar decisivamente por João

Franco, que conduziu a política monárquica não no sentido da sua

promoção, mas na desvalorização da questão do regime ser monárquico

ou republicano.

   João    Franco    foi   chamado   ao   governo    e    os   primeiros     anos      de

franquismo ficam marcados pelo arregimentar de elementos ligados ao

princípio republicano.

   Para ele, os portugueses eram “ em face da Europa Central e

Ocidental, o povo mais atrasado, mais pobre e mais infeliz” .

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                                                          Partido Popular Monárquico
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                                             Vamos a udar a República
A causa maior de tanto desalento residia na corrupção que se tinha

instalado entre os partidos políticos “rotativos”, tal como hoje sucede

em    Portugal,    na   III   República,    com    as   notícias   de    escândalos      a

sucederem-se a todo o instante.

     Com ou sem razão as notícias provocam abalos e os julgamentos

populares são-no de imediato, tão lenta é a justiça nacional a mover-se.

     A solução passava, então, pela democratização, pelo interesse da

população     na    vida      pública,     pelo   funcionamento         da   justiça     e

criminalização da corrupção. Sumariamente, sujeitando o Poder aos

tribunais.

     Mas João Franco confiou por demais no verbo, no apoio da ruralidade

e do próprio Rei.

     A conspiração aumentou e cresceu até ao dia 28 de Janeiro de

1908, aproveitando a ausência, reiterada, do Rei em Vila Viçosa.

     Os conspiradores foram detidos a 31 de Janeiro, por decreto real e

o rei foi morto no dia seguinte, ao desembarcar em Lisboa.

     O que se atacou naquele dia em Portugal não foi o rei de Portugal,

foi o regime monárquico e o rei era o elo mais fraco.

     Podiam ter abatido João Franco que seguia no cortejo, mas não o

fizeram. Era o regime que se abatia naquele dia no Terreiro do Paço, em

Lisboa.

     Mas que regime era este que se aniquilava num dia?

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                                                            Partido Popular Monárquico
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                                                  Vamos a udar a República
Por comparação, nada o separa da I ou da III repúblicas.



  Partidocracia, corrupção, falta de confiança no sistema judiciário,

ausência     de    participação     cívica,   honrarias    desmedidas,        ganhos

excessivos, abusos de poder, ausência de políticas sérias ao nível da

educação, da saúde e da cultura, má gestão da coisa pública, entre

tantas outras que poderiam ser mencionadas.

  O derrube da monarquia em 1910 não era então justificável à luz dos

males de que padecia a sociedade. A intenção clara era o derrube do

regime político e não a correcção dos males que assolavam a sociedade

portuguesa. A prová-lo, a instauração da ditadura em 1926, porque os

males    eram     ainda   maiores    e   mais    profundos,    16    anos    após      a

instauração da I República.



  Igualmente certo é que a situação económica nacional em Portugal

não melhorou com a implantação da República. O PIB caiu, caindo o

poder de compra.




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                                                          Partido Popular Monárquico
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                                                Vamos a udar a República
O   que    aconteceu      então     entre   1890   e   1910,       economicamente

falando?


    A economia quase estagnou, mesmo apesar de em 1910 ter atingido

o   maior     valor    para   o   Rendimento     Interno   até     então      conseguido

(1.007.000 contos a preços constantes de 1914). Mesmo apesar da

enorme dívida que todos os anos crescia 11.000 contos, o país

crescia.


    Não havia uma tendência no sentido da descida, como se veio a

verificar     depois,    no   período    compreendido      entre       1910    e   1921.

Num estudo de 1915, “O Ágio”, da autoria do académico Oliveira

Salazar, ficou provado o que já era sugerido por alguns. Foi o câmbio da

moeda brasileira que determinou o câmbio da moeda nacional até 1907,

justificando o crescimento da dívida pública no valor                      mencionado.

Contudo, o PIB per capita de 1909 só seria igualado em 1928,

dezanove anos depois.


    A   enorme        liberdade   de   movimento    financeiro     e    executivo    dos

sucessivos governos, veio provar que a independência orçamental tinha

sido subestimada e que esta era de facto mais forte do que os poderes

consignados na Constituição. Mas não era minimamente eficiente.

As diferenças sociais aumentaram, e se em 1910 não se vivia muito



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                                                            Partido Popular Monárquico
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                                                Vamos a udar a República
bem, em 1921 nem pão havia para comer, o que diz muito da igualdade

entre os cidadãos.


  A única alteração visível foi a substituição do Rei por um Presidente,

o resto estava lá tudo, há muitos anos.


  Atestando este arrazoado de males, de matérias funestas, será

lógico que se arrogue, imaterialmente falando como se lhe estivesse

destinado, estarem todos os males agarrados ao regime monárquico?



  Não, de todo!!!

  Conhecemos igualmente esta realidade, para o bem e o mal e

conhecendo, verificamos que estes males são transversais aos dois

regimes, monarquia e república.

  Mesmo       ao   nível    dos     títulos,   verificamos   que   à   nobiliarquia

monárquica sucedeu-se, claramente, a nobiliarquia académica.

  Não      existindo   qualquer     diferença    fundamental   e   arrasadora         do

regime     monárquico      quando    comparado     com   o   regime    republicano,

sabendo-se que a monarquia caiu em Portugal por uma revolução

política encabeçada por poucos, o Partido Popular Monárquico, como

lhe compete, estimulará o debate que permita a realização de um

referendo à República.




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                                                         Partido Popular Monárquico
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                                                Vamos a udar a República
Há a necessidade do povo português se pronunciar entre oitocentos

anos de Monarquia e cem anos de República.

   Através de um referendo à República estimar-se-á a verdadeira

vontade e o sentir intrínseco da população com relação aos dois

regimes políticos.

   A filosofia política, o gene político é a democracia; o regime político

será a Monarquia ou a República.



   Referende-se então a República, sem medos.




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                                                  Partido Popular Monárquico
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A CRI SE É DE VA L ORE S
Vamos ajudar a República




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Programa Eleitoral PPM legislativas 2009

  • 1.
    PROGRAMA ELEITORAL do PARTIDO POPULAR MONÁRQUICO A CRISE É DE VALORES vamos ajudar a República 2009 - 2013 Partido Popular Monárquico 1 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 2.
    Índice Introdução 4 Um Programa para o Futuro 9 A Atitude que se espera para Governar Portugal Economia e Meios de Produção 14 Linhas Gerais da Política Económica 16 Política Económica 19 A Má Despesa do Estado 22 Crise Actual e Oportunidades 24 Organização da Produção e Internacionalização Empresas e Particulares 29 Envolvente PME 32 Impostos e Carga Fiscal 33 IRC 36 IRS 38 IVA Sociedade 40 Políticas Sociais 43 Corrupção Agricultura e Pescas 44 Política Agrícola 47 Comercialização e Crédito Agrícola 49 Florestas 51 Água 52 Pescas 2 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 3.
    O Estado-Providência 55 Dimensão 56 Lógica da organização Espacial Saúde 58 Princípios Fundamentais Justiça 60 Valores e Medidas de Sucesso Educação 64 Política de Educação Grandes Obras Públicas 69 Posição Política e Económica Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira 71 Natureza Federal e Políticas de Curto Prazo Referendo à República 78 As razões 3 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 4.
    U m P r o g r a m a p a r a o F ut u r o O programa que o Partido Popular Monárquico apresenta a sufrágio aos portugueses para a legislatura de 2009- 2013, é um Programa pensado para PROJECTAR PORTUGAL e COMBATER A CRISE DE VALORES. Votar no Partido Popular Monárquico (PPM) representa votar numa solução política, económica e social para Portugal, dentro de um sistema político Republicano, com total respeito pelas Instituições Republicanas e os mais altos cargos da nação. Votar no PPM significa reconhecer que o Programa que agora se apresenta aos portugueses é o que melhor serve os interesses nacionais. Não basta votar em partidos Políticos nestas legislativas. O período que irá começar no dia 27 de Setembro de 2009 e que se prolongará até 2013, implica que o que está em jogo é muito mais que a escolha de uma cor política; é, claramente, um voto que exige uma reflexão cuidada e uma escolha adequada às necessidades do país, de PORTUGAL. 4 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 5.
    É necessário, mesmofundamental reconhecer a bondade das propostas políticas. A questão não está em radicalizar a esquerda por um lado e ostracizar a direita por outro. TODOS são válidos e têm propostas válidas. Todos, excepto os programas que nascem com morte anunciada: a do caciquismo nacional a que nos sujeitam e habituaram há mais de 35 anos os partidos da “frente” política. A saber, há que congregar esforços para: o Preparar o País, os cidadãos, para os enormes esforços que lhe vão ser exigidos, exigindo-se políticas claras e, acima de tudo, explicadas. Não basta pedir sacrifícios; é necessário dar o exemplo e mostrar resultados; o Não hipotecar e onerar mais as gerações futuras, com a construção de obras faraónicas, supostamente infraestruturais, que não têm cabimento económico e custam financeiramente o que o País não pode suportar; o Apostar deliberada e fortemente em políticas sociais, que conduzam a acção governativa pela preocupação com o Estado, que somos todos nós; 5 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 6.
    o A economiaao serviço da população, do Estado e não a constante preocupação monetarista, com a consequente manipulação do Estado pela economia; o Um Estado verdadeiramente Regulador, mas igualmente Interventor, que salvaguarde a Nação, todos nós, da arrogância, prepotência, maniqueísmo e interesses económicos das grandes potencias internacionais e do capital canibal, que não tendo Pátria, não tem valores; o Ganhos de competitividade, contribuindo decisivamente para a fixação dos capitais nacionais e externos, bem como a criação de postos de trabalho, nos sectores primário e secundário. o Forte aposta nas políticas sociais, com o objectivo de erradicar a exclusão social; o Redefinição da política fiscal, com revisão dos códigos do IRC, IRS e IVA; o Apoio à classe média, motor do país e da economia, através de medidas fiscais ede suporte das famílias; 6 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 7.
    o Fomento daeducação. Educação de facto e não meros números apontados às estatísticas, através de um ensino exigente, perenidade das matérias e dos manuais escolares, formação e dignificação dos professores; o Aposta clara na Agricultura, contribuindo para o aumento da sua produtividade e valor acrescentado; o Aposta económica nas Pescas, dignificando a actividade, acabando com a intermediação, aumentando o valor acrescentado e devolvendo o mar a Portugal, através do aproveitamento dos seus recursos; o Revitalização das Forças Armadas, devolvendo- lhe a sua capacidade de intervenção e importância estratégica; o Combate sério e prioritário à criminalidade, através de forças de segurança dotadas dos meios necessários e eficazes; o Espaços regionais pensados para as populações como motor do impedimento da desertificação e para a concorrência económica e geográfica. 7 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 8.
    O Programa do PPM aponta para soluções que façam Portugal sair do limbo económico e social em que se encontra, através de políticas económicas, de educação, cultura, saúde, justiça e de igualdade social, focando a inevitável redução dos custos do Estado, através de uma correcta e coerente aplicação dos fundos públicos e dizendo não aos projectos megalómanos. Mil milhões de euros não chegam para construir um novo aeroporto, mas dez milhões de euros chegam para preparar toda uma nova geração de matemáticos. Exige-se ao País e à sua população paciência e sacrifícios, que só serão validados se este esforço, que é constantemente requerido sem compensações, tiver repercussões reais num futuro razoavelmente próximo. Por último, mas não menos importante, o Partido Popular Monárquico não defende o federalismo europeu. Somos contra o Directório, a centralização do poder económico, da inevitável colonização de uns países por outros, poucos mas muito poderosos. A pretensão de combinar uma multitude de interesses e dimensões, aprisiona a própria concepção espacial do poder, por força do próprio espaço deixar de ser um critério fundamental de avaliação. Portugal deve ser avaliado por si. Defendemos a Europa, mas em moldes que defendam em primeiro lugar Portugal. 8 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 9.
    A Atitude que se espera para Governar Portugal É fundamental que a governação se debruce sobre matérias fundamentais como:  A educação – que está mal e continuará mal – até que se faça uma reforma de fundo pensada para responder aos desafios da carreira docente, do estatuto dos alunos e da organização do ensino nos 1º, 2º e 3º ciclo, quer secundário, quer universitário. O país necessita com carácter de urgência ia de uma política séria de educação ao nível matemático e económico;  A Agricultura e a Agro industria, essenciais para o País, como base de sustentação de um sector económico, historicamente importante, têm de passar obrigatoriamente por uma política de armazenamento público dos bens produzidos, financiamento à produção, bem como inspecções técnicas periódicas. É igualmente necessário estabelecer políticas activas de promoção dos mercados de comercialização, para os produtos 9 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 10.
    nacionais, devendo esta responsabilidade recair sobre o Estado;  A saúde que ainda não é para todos e continuará sem ser, enquanto se mantiver uma política de proteccionismo à classe médica, baseada na dificuldade de acesso à carreira e doentia na forma como interage com a sociedade;  A política fiscal que não leva em conta os golpes fortíssimos que vai desferindo na, já de si, fraquíssima liquidez do país, ao nível das empresas e dos cidadãos. É fundamental que exista justiça na carga fiscal;  A evolução tecnológica do País, abrindo a Portugal uma nova fronteira de produção e exportação: os bens de equipamento;  A justiça, que é matéria fundamental para arregimentar "boas-vontades" exteriores, clarificando as leis, reduzindo as burocracias, aumentando os tribunais e concedendo maior capacidade de julgar aos Magistrados. Uma boa justiça não tem de ser célere, mas não pode padecer de vícios sistémicos;  Combate à Corrupção;  Redução da dependência energética; 10 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 11.
     Urgente diminuiçãodo peso das contas do estado, como factor de redução do endividamento externo;  Dizer claramente SIM a um deficit que surja de políticas de investimento do Estado e dizer rotundamente NÃO ao deficit gerado por políticas despesistas;  Redução das desigualdades sociais. Estas são causas, entre muitas outras, que são sistematicamente esquecidas ou mal conduzidas e discutidas. E, no entanto, são estes os problemas que os portugueses mais sentem, os mais prementes – a par da deterioração do nível de vida. A preocupação deverá ser no sentido na retenção de capitais em Portugal e na angariação de maior liquidez, através de medidas atractivas. A política externa deverá ser agressiva e o Ministério dos Negócios Estrangeiros dotado dos meios financeiros e da preparação económica suficientes, para que o corpo diplomático português possa agir de forma célere e eficaz e, também, em várias frentes. Portugal deverá investir na educação para garantir a formação de uma geração de ouro daqui a vinte anos. 11 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 12.
    Deverá existir umapolítica agressiva face à União Europeia e não subserviente, mostrando-se distanciamento em relação à política monetária e, em muitos casos, oposição às políticas social e fiscal. Deverá igualmente assumir-se posições de inovação no combate às dificuldades do sistema financeiro, mostrando capacidade de engenharia financeira e ultrapassagem de paradigmas. De igual forma o discurso projectado externamente deverá vender a imagem de um Portugal político e politizado, mas igualmente económico e financeiro, fraco momentaneamente nestas premissas, mas capaz de responder melhor que países que já foram fortes e que hoje mostram fraquezas preocupantes – caso da Suiça. Aproveitar o estar na União Europeia para dar maiores garantias externas e, em simultâneo, distanciar-se das políticas extremistas, quer económicas quer fiscais que servem os interesses de alguns poucos países, sempre tendo como base um discurso político duro e convincente. Fazer-se falar nos areópagos internacionais e, principalmente, junto daqueles que tendo imensas fortunas têm hoje enormes preocupações. 12 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 13.
    Demonstrar as valênciasdas infra-estruturas existentes no país e adicionar a vontade histórica do povo em fazer coisas, principalmente grandes cometimentos, em alturas difíceis – jogar com a História. Vivemos numa era em que são necessários grandes cometimentos e enorme coragem, principalmente política. A economia está num ponto de viragem e a política não pode convergir com a economia. A solução passa pela clivagem e por dar a conhecer essa vontade de clivagem. Os tempos têm de ser entendidos como de guerra e agir politicamente como nas guerras; esforço unificador de políticas, internamente; políticas de alianças agressivas e egoísticas, externamente. São estas as nossas necessidades actuais e, sinceramente, o PPM não vislumbra quem as tenha percepcionado ou sequer percebido no seu alcance e na sua premência. Por isso é tão importante virar uma página na classe política portuguesa. Por isso é tão importante votar no PPM. 13 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 14.
    Linhas Gerais O Programa Eleitoral do PPM para as legislativas que se aproximam, pretende combater a letargia e a dolorosa crise que se instalou no nosso País. Para esse efeito o PPM pretende arregimentar um número significativo de medidas que se propõe defender no Plenário da Assembleia da República, com a intenção clara de contrariar o estado amorfo em que se encontram a economia, as finanças, a solidariedade, a justiça, a segurança e a educação. É pretensão do Partido Popular Monárquico contribuir, decisivamente, para transformar Portugal num País onde os cidadãos se possam rever e onde os nossos filhos se orgulhem de viver e tenham direito às oportunidades que lhes são devidas. Não é possível continuar a considerar o País como destino para uma imigração que, com características acentuadas e galopantes, se apresenta com fraca formação e, em simultâneo, não proteger os seus próprios cidadãos, permitindo que os melhores saiam do País à procura das oportunidades que cá dentro lhes são negadas. 14 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 15.
    Para atingir estasmetas, ultrapassando e resolvendo as questões acima enunciadas, torna-se necessário tornar o País economicamente competitivo, de grande ambição, onde a vontade de fazer terá de se confundir com a capacidade de gerar meios financeiros, liquidez para injectar numa economia que se pretende muito dinâmica. Em simultâneo, a política fiscal terá de ser revista e privilegiar o investimento e o consumo. As linhas orientadoras da política económica do PPM são apresentadas seguidamente. 15 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 16.
    Política Económica A crise económica que se arrasta há dois anos veio acentuar as fraquezas da condução político-económica de Portugal. O cenário era já de desolação, com a falência do sector primário e a morte anunciada do sector secundário e piorou, com a falta de liquidez nos mercados financeiros. Num país essencialmente de serviços, a crise fez-se sentir de uma forma brutal, aumentando a clivagem para as economias desenvolvidas do mundo e, em particular, para os parceiros europeus. Torna-se imperativo recuperar o crescimento económico, para que a aproximação à taxa média de crescimento do Produto Interno Bruto da União Europeia se verifique. Os diversos governos em Portugal não trouxeram a solução para o problema, que já existia, independentemente da conjuntura internacional se ter deteriorado. É necessário renovar e relançar a economia, combater o desemprego, poupar nas despesas do Estado mas levar as famílias a consumir, sem os excessos de outrora, mas a consumir para que o ciclo económico recupere e regresse a normalidade aos mercados. 16 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 17.
    A sustentação daprocura interna tem de acontecer, a par do fortalecimento do tecido empresarial, pela canalização de novos investimentos quer nacionais quer externos. Portugal está bem servido de infra-estruturas básicas, pelo menos por ora, devendo o esforço ser induzido na modernização do Estado, na formação contínua, nas boas práticas de gestão, num mercado de trabalho e legislação modernas, tudo características que garantem capacidade de resposta aos novos desafios. Portugal necessita também de apostar fortemente no incremento da economia doméstica, no crescimento do comércio internacional, na captação de investimentos e nas finanças públicas. A política fiscal tem de ser totalmente revista. A produtividade e a eficiência económica têm de ser muitíssimo incrementadas. A corrupção tem de ser fortemente combatida, obrigando à implementação de boas práticas de atitudes e valores. Um bom desempenho científico é prioritário, obrigando a um estreitamento de relações entre o Estado e o meio científico nacional, representado pelas suas universidades, professores e investigadores. Por último, a educação básica escolar deverá sofrer alterações, deixando o ensino de trabalhar para as estatísticas. Retirar o que de melhor se pode 17 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 18.
    dos alunos, professorese matérias leccionadas é um projecto que tarda. Só com a coragem de mexer em muitas matérias, que dependem todas da capacidade económica do país, presente e futura, e que determinam essa mesma capacidade, será possível retirar Portugal da lassidão a que se entregou. Uma enorme vontade política, com enorme sentido de cidadania e de serviço público desinteressado é a base de trabalho necessária, a que se juntarão as competências indispensáveis para levar a bom porto esta tarefa. Os vícios políticos actuais são desinteressantes. O que se pede é capacidade de mudança, que o povo português já mostrou ser capaz de encarar, perceber, fomentar e adoptar. 18 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 19.
     A MáDespesa do Estado A despesa pública não produtiva é perniciosa porque acarreta, forçosamente, uma consequente diminuição do consumo privado através de três mecanismos essenciais: (1) necessidade de aumento de receitas públicas só possível, nas condições actuais, através do aumento da carga fiscal; (2) endividamento das gerações futuras pela obrigação de liquidar o endividamento público e; (3) os próprios encargos inerentes à dívida pública. No final de 2009 estima-se que o deficit do sector Estado possa atingir um valor entre os 8,7% e os 9,2% do produto nacional. O crescimento assustador deste número, muito longe dos 3% fixados no PEC, torna-se dramático por nascer e passar quase na sua totalidade por despesa não produtiva. O Produto Interno Bruto é utilizado em cerca de metade, para fazer face aos gastos do Estado. “Emagrecer” o Estado é assim um alvo prioritário de qualquer política económica. O emagrecimento deverá recair unicamente sobre as despesas enquanto custos , e não sobre o investimento público, igualmente uma despesa mas com carácter reprodutivo. Partido Popular Monárquico 19 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 20.
    Esta tem deser equacionada à luz da oportunidade e da capacidade de geração de rendimentos futuros. Fale-se, então, menos em défice e muito mais em despesa pública. O défice é resultante da diferença (que por definição é negativa) entre o rendimento e a despesa. Se há uma dificuldade notória em controlar o défice, mesmo com manobras que envolvam aumento da carga fiscal (já pesada), alienação de património público, venda de participações do Estado em empresas e recuperação de passivo fiscal, é porque o Estado não consegue reduzir a despesa, a sua despesa não produtiva. A solução passa, então, pela sua efectiva redução. Porque despesa num País há só uma: a resultante do somatório da despesa do Estado com a das famílias. Quanto mais consome o Estado menos consomem as famílias. Se em conjunto, ou isoladamente, consumirem demais, de duas uma: ou há um aumento do investimento ou um aumento do endividamento. Como o investimento não entra, só sai, a solução passa pelo endividamento. Então, a necessidade de endividamento conduz à conclusão, fácil, de que cada vez se consome mais e, acima de tudo, mal. É o Estado que continua a funcionar muito mal, o Governo que não tem soluções (politicamente aceitáveis) para diminuir a sua despesa e a Partido Popular Monárquico 20 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 21.
    oposição que éfrouxa ou má. Tarda a aparecer um Estado moderno nos processos e célere na execução. Fala-se sempre do défice, como se de uma causa se tratasse. Não é causa, é efeito. As causas são outras: despesa do parque automóvel, esbanjamentos por má gestão e derrapagens orçamentais, estudos, pareceres, consultorias, projectos e projectistas. A lista é infindável. É esta despesa que precisa de ser controlada. Também a (falta de) eficiência do Estado tem uma quota-parte muito importante nos custos anuais. Acabe-se com estas, que se reduzirá substancialmente o défice não produtivo e, aí, começará uma nova esperança de vida para os portugueses. Partido Popular Monárquico 21 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 22.
     Crise Actuale Oportunidades A crise interna é causa maior da crise que vivemos, mais do que a quebra das exportações. Por outras palavras, são essencialmente as empresas nacionais a sofrer por falta do mercado interno do que as outras que dependem do mercado externo. A diferença já não é pequena e tenderá a acentuar-se, mostrando claramente uma faceta pouco lisonjeira do nosso futuro; o problema é maior internamente, mostra que estamos pior que os outros países nossos parceiros comerciais. Desta constatação ressalta uma outra: as fragilidades da economia portuguesa são enormes e, mesmo após a passagem da recessão económica, iremos ter uma enorme dificuldade em levantar cabeça. O Estado tem de intervir no sentido de ajudar as pequenas e médias empresas nacionais a ultrapassarem a crise actual, percebendo os seus problemas, libertando-as de compromissos fiscais inaceitáveis e criando mecanismos de acesso ao crédito. A regulação dos mercados seria bem-vinda. Partido Popular Monárquico 22 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 23.
    A capacidade deentendimento do mundo actual, por parte dos políticos, obriga a reconhecer que não existem maravilhas na liberalização dos mercados e das economias. Não existe espaço para defender o liberalismo económico, e a necessidade de intervenção do Estado na economia é uma imposição de facto. Não assumir este dado é perder a visão da coesão social, do equilíbrio entre economia e bem-estar, no seu todo é perder a visão da própria execução de políticas eficazes. A política económica e a forma de encarar a economia tem de ser conceptualizada nos seus princípios básicos, com adopção de critérios que não importam catalogar por quadrantes políticos, mas que garantam que a economia é um veículo de construção de bem-estar social. A economia é um instrumento que deve ser utilizado para servir a população e não o seu contrário. A economia tem de ser encarada como não liberal e fortemente social. Não existem mecanismos automáticos de auto-regulação dos mercados, nem qualquer mão invisível que garanta a estabilidade económica. Partido Popular Monárquico 23 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 24.
    Organização da Produção e Internacionalização É hoje defendido que a organização da produção deve ser equacionada numa base regional, pois os ganhos da produção à escala global são pouco significativos. As economias de escala são igualmente importantes e os sistemas mundialmente integrados de produção são mais difíceis de gerir do que os sistemas à escala regional. A extensão da globalização da produção depende também da natureza da indústria. A produção de certos bens (como os automóveis) é mais global que outros (têxteis, comida). Estes últimos estão mais sujeitos ao gosto dos consumidores locais, o que torna a estandardização difícil. As indústrias ligadas às tecnologias de informação, certos serviços (banca, seguros) são mais globalizáveis do que outras indústrias. As indústrias globais vendem os seus produtos no mundo inteiro e integram as suas actividades ao longo de vários mercados nacionais. A natureza, características e estratégias destas indústrias varia consoante a natureza e estrutura dos seus mercados. Estas e outras razões, explicam porque razão algumas empresas nacionais estão mais expostas do que outras. É necessário Partido Popular Monárquico 24 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 25.
    salvaguardar o podereconómico na indústria e serviços básicos, em mãos nacionais. O objectivo não é, contudo, fácil. Na realidade, a enorme diferença na capacidade de capitalização das empresas portuguesas, face a congéneres estrangeiras, coloca-as numa situação de perigo iminente consubstanciada na fragilidade dos recursos financeiros e na decorrente fraca capacidade de alavancagem dos seus negócios. Aliar com Espanha (leia-se empresas espanholas) é correr para o abismo, sendo excepções as cimenteiras e a indústria de papel (cartelizadas), bem como, de alguma forma, os aglomerados de madeira (embora neste caso exista dificuldade idêntica no resto do mundo, onde a dimensão portuguesa é insignificante, quer ao nível dos recursos financeiros, quer da dimensão dos meios de produção. Para os petróleos, o caminho passa pela capacidade de arregimentar pactos estratégicos, única solução para aumentar a capacidade exploratória de actuais e novos blocos, usando como factor determinante, o dote constituído pela facilidade de penetração na África portuguesa, pelo razão de ser membro da UE e pelo reconhecido know-how técnico e de gestão que a empresa nacional possui. A EDP terá de sustentar as suas políticas numa manutenção férrea da sua independência, até ao dia em que, impelida pela política geral económica da União Europeia, se constituam as futuras 4 ou 5 grandes Partido Popular Monárquico 25 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    famílias energéticas europeias,situação na qual muito dificilmente deixará de pertencer ao grande grupo Ibérico que virá a ser constituído. Para todos os restantes sectores económicos relevantes, o futuro poderá ser a strategie du poisson , os grandes comem os pequenos. Será necessário criar massa crítica para intentar acções de aquisição de outras empresas no exterior ou esperar que suceda o contrário. E as soluções para estes sectores de actividade, para estas empresas? Uma solução exacta não existe, mas pode-se falar de aproximações à solução, capazes de melhorar e diminuir, fortemente, a tendência actual. O problema é a crescente falta de tempo. Os parceiros indicados para as empresas portuguesas na sua estratégia de internacionalização deverão ser, preferencialmente, parceiros financeiros, quaisquer que sejam, tenham a origem que tiverem. Estes parceiros não têm know-how, não pretendem implementar ou lutar por modelos de gestão, preocupando-se essencialmente com os resultados. A dimensão é um óbice, neste caso, porque o parceiro financeiro só estará disponível até um certo ponto de envolvimento, recuando depois no investimento. Partido Popular Monárquico 26 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 27.
    Compete ao Estadomontar operações baseadas nas embaixadas, como representantes primeiros dos interesses estratégicos nacionais, sendo que o interesse é claro; crescer!, preparadas para encarar os parceiros económicos e financeiros e franquear as portas aos empresários nacionais, num esforço que se quer conjunto. Desta capacidade de montagem de operações com vários agentes, em simultâneo ou temporalmente desfasado, dependerá o sucesso das empresas nacionais no seu processo de internacionalização. Desta política faz parte, igualmente, a capacidade de alienar activos para enfrentar novos desafios, com maior capacidade de alavancagem financeira e tecnológica, garantindo parcerias financeiras preferencialmente acompanhadas de parceiros locais nos processos de internacionalização. Para lá do mercado europeu, possível no processo de internacionalização mas difícil na recuperação do esforço de investimento, por necessitar de um período alargado de tempo atendendo às características dos mercados e a uma concorrência muito madura, existem outros possíveis. Assim, há que olhar o Atlântico como um possível e interessante ponto de partida para a escolha dos mercados a operar, não significando este olhar, um prender da retina exclusivamente em África e no Brasil, mercados apetecíveis mas perigosos, cada um à sua Partido Popular Monárquico 27 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 28.
    maneira. Compete aoEstado, uma vez mais, minorar os riscos de internacionalização nos mercados emergentes e em desenvolvimento. Vale a pena o esforço. Partido Popular Monárquico 28 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 29.
    Empresas e Particulares  Envolvente PME Não é possível implementar a curto prazo em Portugal, qualquer processo de internacionalização das Pequenas e Médias Empresas (PME). O pacto proposto pelo Governo do partido Socialista para a internacionalização das Pequenas e Médias Empresas é impraticável. Ao Estado cabe o papel de direcção e intervenção nesse objectivo, não bastando medidas avulsas. Portugal não tem condições de endividamento, actualmente, para desenvolver qualquer processo de internacionalização das Pequenas e Médias Empresas, porque estas exigem um esforço financeiro muito elevado e não têm capacidade de alavancar sozinhas processos de internacionalização. A fraqueza do mercado nacional, aliada à retracção dos mercados internacionais, a que se soma uma carga e exigências fiscais impróprias para um regular funcionamento das empresas e respectivas tesourarias, impedem qualquer movimento nesse sentido. Partido Popular Monárquico 29 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 30.
    Para vir aser possível seria necessário reduzir imediatamente a carga fiscal sobre as empresas e abrir linhas de crédito à internacionalização. Seria necessária uma redução imediata do IRC, do IVA quer a nível de taxas quer a nível da exigência da sua entrega temporal ao Estado, o fim do pagamento por conta e do pagamento especial por conta. Baixar impostos mostra-se impossível no presente, atendendo à política despesista do Estado e à necessidade das receitas fiscais para fazer face ao endividamento público, pelo que se fica, aparentemente, sem saída. Acresce um gravíssimo problema de competitividade em Portugal, com uma face bem visível: o decepcionante crescimento real do PIB (Produto Interno Bruto). Nos últimos dez anos, apenas podemos contar com um crescimento anual médio de 0,4% e neste ano de 2009 o crescimento do Produto Interno Bruto será mesmo negativo. Em simultâneo, a queda do investimento privado e a queda das quotas de mercado nos mercados de destino para as empresas exportadoras nacionais, enfraquece fatalmente a sua capacidade financeira, ao mesmo tempo que tem repercussões negativas, em muitos casos, pelo esmagamento das margens de venda praticadas. Partido Popular Monárquico 30 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 31.
    O endividamento públicoem Portugal é galopante, cerca de 50 milhões de euros por dia, e a única solução passa pela descida drástica da despesa pública. Igualmente as linhas de crédito para as pequenas e médias empresas são falaciosas, porque as empresas que necessitam de recorrer ao crédito têm balanços deteriorados, bem como em muitos casos dívidas à segurança social e ao fisco, impossibilitando o acesso a esse mesmo crédito. A afirmação de que existe crédito para as empresas é avulsa e carece de uma intervenção e aval do estado. É necessário dotar as pequenas e médias empresas dos mecanismos que lhes permitam ultrapassar a crise em que se encontram, a destacar entre muitos os seguintes; (1) Redução obrigatória da carga fiscal; (2) Criação de linhas de apoio de facto, não sujeitas a constrangimentos de qualquer ordem; (3) Investimento nas boas práticas de gestão; (4) Ter em conta que o universo das Pequenas e Médias Empresas abarca uma enorme diversidade de realidades, obrigando a medidas diferentes para os resultantes diferentes problemas; (5) Política de internacionalização secundada pelo estado, em moldes que garantam o sucesso desse objectivo empresarial e nacional. Partido Popular Monárquico 31 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 32.
     Impostos eCargaeFiscal Fiscal Impostos Carga A coerção política do Estado justifica-se pelo objectivo redistribuição, atendendo à impossibilidade de confiar na redistribuição voluntária. Em períodos recessivos, se o Estado optar por uma política contraccionista, aumenta o número de empresas que fecham, o número de desempregados cresce, o montante das transferências para as famílias aumenta, – i.e., fundo de desemprego – aumentando a despesa pública não produtiva e diminuindo a receita fiscal. Aumenta, concomitantemente o défice, pelas piores razões. Mas serão todos os défices maus? Não, até os há bastante saudáveis e virtuosos, desde que correspondam a geração de riqueza e capacidade de reembolso. O problema é, então, qualitativo – como se gasta! Mas esta capacidade exige competências reforçadas de gestão da coisa pública, exigindo crescente responsabilização pelos resultados obtidos na gestão pública, pela receita e despesa. Sem estes atributos não existe capacidade de fundamentar a coerção política fiscal sobre os contribuintes, pois estarão estes a dispor de valores que são utilizados erradamente. Partido Popular Monárquico 32 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 33.
    Há que saberutilizar criteriosamente os fundos obtidos por via da receita fiscal, caso contrário a fiscalidade só servirá para sacrificar gerações sucessivas de portugueses.  Imposto Sobre o Rendimento das Empresas (IRC) Alterar os impostos sobre as empresas é absolutamente necessário e traz benefícios reais à economia. O abaixamento do IRC só deveria ser considerado para as empresas que facturem abaixo dos 30 milhões de euros anuais. Para todas as restantes existem outros mecanismos e instrumentos que conduzem ao investimento e à capitalização das empresas, sem se tornar necessário mexer na taxa de IRC cobrado. Aumentar os lucros através da redução da carga fiscal em sede de IRC (formulação virtual da função lucro), não garante eficiência e pode promover a lassidão empresarial, significando perca de mercado. Defender a solução da diminuição da carga fiscal para as grandes empresas, pode ser sofisticado do ponto de vista político e mostrar ineficiências e incapacidades para lidar com os mercados, do ponto de vista empresarial, mas não resolve o problema e coloca uma dificuldade acrescida nas receitas do Estado. Partido Popular Monárquico 33 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    Assim, o PPMpropõe que se criem dois estratos de empresas, consoante a sua facturação anual, para que a afectação fiscal e a responsabilidade social das empresas não recaia totalmente sobre o Estado EMPRESAS com facturação anual superior a 30 milhões de euros: (1) Aumento das taxas de Amortização de activos, corpóreos e incorpóreos, através da redução do período para amortização consagrado no código – esta medida permite aumentar os custos, diminuir a carga fiscal pelo aumento dos custos e, ao mesmo tempo, capitalizar as empresas, porque as amortizações são custos na conta de Ganhos e Percas, mas são fundos que subsistem em tesouraria; (2) Acabar com o pagamento por conta e com o pagamento especial por conta, do imposto sobre os rendimentos; (4) Receber o IVA efectivamente cobrado e não o IVA "facturado". (5) Reduzir a taxa geral de IVA; (6) Eliminar a obrigação de liquidação da taxa liberatória para investidores, geradores de valor acrescentado, estrangeiros não residentes; Partido Popular Monárquico 34 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 35.
    Não se propõe a redução da Taxa Social Única por serem reconhecidos os problemas que existem na manutenção do sistema de providência. Qualquer estremeção implicaria danos na confiança e segurança que tem de merecer o regular funcionamento do Estado- Providência. Com estas alterações, criavam-se condições de aumentar as vantagens competitivas do país na captação de investimento, nacional e estrangeiro, ao mesmo tempo que se conduzia a política económica no sentido da criação de riqueza nas empresas. Empresas com facturação anual igual ou inferior a 30 milhões de euros: (1) Abaixamento do imposto em sede de IRC para 16% nas empresas a laborar no litoral e Grande Lisboa e Porto; (2) Fixação da taxa de IRC em 12% para as empresas que se fixem ou desloquem para o interior do país; (3) Acabar com o pagamento por conta e com o pagamento especial por conta, do imposto sobre os rendimentos; (4) Receber o IVA efectivamente cobrado e não o IVA "facturado". (5) Reduzir a taxa geral de IVA; Partido Popular Monárquico 35 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 36.
    Imposto Sobre o Rendimento dos Particulares (IRS) Quando as famílias percepcionam um aumento constante nos impostos (através de um agravamento das taxas fiscais e/ou da redução das transferências para as famílias), a economia tende a ajustar-se instantaneamente, através de um abaixamento do consumo, sem contudo significar que existam, por essa via, efeitos dinâmicos no capital não havendo, portanto, quaisquer efeitos no PIB ( o consumo é substituído pela carga fiscal - o rendimento das famílias não se altera). . Sem capital não há investimento; sem investimento não há aumento do rendimento; sem aumento do rendimento não há aumento do consumo e da poupança; sem aumento da poupança não há aumento do capital, que baixa, sistematicamente, de período para período devido ao factor depreciação. A economia fica cada vez pior e a qualidade de vida ressente-se. .  Medidas a tomar em sede de IRS É recomendável que a actual tabela do Imposto Sobre o Rendimento das Famílias não sofra qualquer alteração nos escalões previstos. A diminuição de escalões fomentaria uma desigualdade de tratamento difícil de defender e suportar. Seria mesmo desejável um aumento dos escalões. Partido Popular Monárquico 36 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    Mas a manutençãodo número de escalões não implica, por si só, que o sistema de cobrança em sede de IRS não seja iníquo. O sistema ideal de IRS terá de assentar na capacidade de medir os resultados económicos trimestralmente e aplicar subidas ou descidas de taxas, consoante os indicadores económicos apontem para crescimento ou retracção económica. Porque o estado não tem direito a consumir sempre o mesmo, sendo forçados os cidadãos a consumir menos em períodos de retracção. O estado terá de sentir esses mesmos efeitos e consumir de acordo com as possibilidades do momento. Ademais, acresce a este propósito a necessidade do estado orçamentar com muito maior cuidado as suas despesas e dispor de instrumentos de ajuste orçamentais céleres. Enquanto o sistema não contemplar o desempenho económico, o estado será o consumidor privilegiado e despreocupado e o cidadão consumidor penalizado e preocupado. Assim, o PPM propõe que o IRS seja revisto trimestralmente, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística, sendo um imposto pró-activo nas subidas e descidas trimestrais, ou por outras palavras, ajustável ás flutuações trimestrais da economia. Partido Popular Monárquico 37 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 38.
    Imposto Sobre o valor Acrescentado (IVA) Perante a necessidade extrema de aumentar a receita pública, manteve-se a taxa geral do Imposto Sobre o Valor Acrescentado (IVA) em 20%. Esta taxa continua alta e a má tendência de fazer face à despesa pública pela manutenção de impostos indirectos elevados, também. Estas medidas, são, contudo, falaciosas. O aumento dos impostos indirectos conduz, sempre, a uma redução no montante de imposto arrecadado. Traduz-se igualmente num aumento certo da economia paralela. A questão da existência da factura depende, inteiramente, do adquirente do serviço. Este, pretende a máquina fiscal, deverá ser um pré-fiscalizador da atitude do prestador de serviço, assumindo o papel corrector de anomalias, através do acto de exigência da factura. O pressuposto assenta no princípio de assumir que o servido, ao pagar ele próprio impostos (IRS), irá exigir do servidor que pague igualmente os seus impostos. A questão está contudo mais além. Se o serviço prestado é acrescido de uma verba equivalente a 1/5 do valor total, por efeito do IVA, e a cerca de 1/4, por efeito do IRC, significa na prática que uma reparação de €100,00 custará €151,00. Partido Popular Monárquico 38 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 39.
    Quando o IVAaumentou de 17 para 19% – o mesmo sucedendo no aumento para os 21% – diminuí-o em receita absoluta.  Medida a tomar em sede de IVA A questão da receita pública, acabadas que estão algumas fontes de rendimento do Estado, como eram as receitas aduaneiras, terá de passar por um aumento da criação de riqueza, que crie as condições para um aumento do PIB e nunca através do poder de compra dos cidadãos. Os aumentos dos impostos indirectos fazem baixar o consumo, diminuem a receita fiscal, aumentam a actividade paralela e criam desigualdade de oportunidades no mercado. O PPM propõe uma redução da taxa geral do IVA para 16%. Partido Popular Monárquico 39 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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     Políticas Sociais Segurança e Modelo de Desenvolvimento A questão segurança ultrapassa o número de polícias, de qualidade dos equipamentos disponíveis e de esquadras existentes. Não que lhe seja alheio, porque está igualmente dependente da existência destes a solução do problema que aquela acarreta. Mas, acima de tudo, o que está em equação é o modelo de desenvolvimento das cidades e dos erros cometidos. Não fomos capazes, por um lado, de avaliar os erros de países terceiros e governar de forma a evitá-los. Sempre afirmámos que estar atrás, atrasados no crescimento económico, tem desvantagens que todos conhecemos mas tem a vantagem de permitir evitar os erros cometidos por outros. Por outro lado, não é menos verdade que a segunda e, por vezes, ainda a terceira geração de emigrantes se mostra perfeitamente desenraizada. Esta ausência de valores nacionais conduz, forçosamente, a uma inadaptação social que, ela própria, força a comportamentos anti- sociais e mesmo criminosos. Partido Popular Monárquico 40 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 41.
    Todo o comportamentocriminoso é um comportamento anti-social. Todo o indivíduo que não se revê sob um Hino e não se sente corpo de uma Nação tenderá a desvios comportamentais. Esta premência é tanto mais verdadeira quanto, ao contrário do que se afirma comummente, tal como o faz a Declaração Universal dos Direitos do Homem, quando pela primeira vez na história um sistema de valores passa do princípio para o facto, afirma nas suas primeiras palavras que os homens seriam sempre livres e iguais por natureza. Temos de validar, para encarar o problema de frente e de forma justa, que os homens nascendo livres e iguais, perdem essa liberdade por culpa da própria sociedade onde estão inseridos. A liberdade e igualdade não são nem um facto nem um ideal da sociedade, caso contrário seriam difíceis de explicar muitas das medidas políticas adoptadas e assumidas. Não existem, mas sim valem pela ideia; não se assumem mas relevam para um possível assumir. As belas ideias da igualdade não se encontram temporal e espacialmente circunscritas, dirigindo-se acima de tudo ao legislador e à sua forma futura de pensar. São uma espécie de lembrete do que deverá ser, quando for possível ser. Partido Popular Monárquico 41 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 42.
    E é nafalta de liberdade que todo o problema reside: (1) Falta na ausência de condições de vida e de trabalho; (2) Promessas por cumprir; (3) Sonhos por realizar; (4) Incapacidade de inserção social (com culpas claras da política governamental, quer central quer local), entre outras questões pertinentes. Sendo o direito de igualdade um direito natural, a única defesa possível do homem contra a sua violação pelo estado é um direito igualmente natural, o direito de resistência. Não é, então, de estranhar que essa resistência se faça sentir. Compete ao estado assumir esta premissa e combate-la convenientemente. Quem, de entre os residentes num determinado país, estiver decidido a participar civicamente na sociedade, na sua construção, com todo o peso e custo que esta postura possa representar, deverá ser apoiado. Mas só se for este o caso. Não há meio-termo, quando falamos de segurança numa sociedade que se quer livre. Partido Popular Monárquico 42 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 43.
     Combate àCorrupção As necessidades humanas relativas têm um valor de mercado, conduzindo a comportamentos desviantes no caso do seu valor ultrapassar o rendimento do indivíduo. As outras, as que são condição única para um fim têm um valor intrínseco, a que se chama integridade. Na corrupção há um exercício causal (valor de mercado) e ausência de moralidade, que é também de liberdade face ao relativismo económico e aos interesses nacionais. Há uma clara ausência de integridade neste procedimento societário. A corrupção é um mal que dilacera a sociedade, é uma prática transversal na própria sociedade, sobretudo porque a corrupção nos países desenvolvidos é, ela própria, entendida como complemento de remuneração. O PPM lutará no Parlamento e no Governo, com todas as suas forças, contra um flagelo tão antigo mas que se apresenta, infelizmente tão actual. Fim à corrupção é um tema que nos é querido e pelo qual pugnaremos. Partido Popular Monárquico 43 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 44.
    Política Agrícola Para uma correcta definição de Política Agrícola é fundamental a fixação de: (1) Objectivos; (2) Meios; (3) Condicionantes dos Agentes económicos; (4) Relação causa/efeito das medidas a adoptar. A fixação das políticas macroeconómicas, influenciam as receitas e os custos do sector agrícola. As políticas sectoriais não agrícolas – moderna distribuição, política de financiamento, taxas de juro, etc. – influenciam igualmente o sector agrícola. Os objectivos que se pretendem alcançar, com a fixação de políticas agrícolas passam por: Partido Popular Monárquico 44 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 45.
    (1) Eficiência/Crescimento Económico.Pretende-se a criação de riqueza no sector agrícola através de políticas de intervenção estatal; (2) Equidade Social. As políticas agrícolas visam contribuir para o crescimento do nível de rendimentos do grupo social que vive da agricultura. Uma distribuição mais equitativa, do rendimento entre estratos sociais e entre regiões promovida pelo Estado, reduz substancialmente as assimetrias de repartição dos rendimentos; (3) Segurança Alimentar. A estabilidade dos preços só pode ser garantida através de medidas quantitativas, política que pretende assegurar o abastecimento dos mercados pelas quantidades necessárias, como fixador da estabilidade dos preços. Daqui deriva a necessidade do estado garantir o armazenamento dos bens agrícolas; (4) Food-Safety . A responsabilidade qualitativa dos bens, se reúnem ou não as condições sanitárias obrigatórias e os requisitos de qualidade, é uma questão fulcral, porque falamos de Saúde Pública; Partido Popular Monárquico 45 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 46.
    (5) Sustentabilidade Ecológica. Medidas que garantam a promoção da sustentabilidade do ambiente rural, paisagista e dos recursos naturais; (6) Desenvolvimento Rural. Contribuição decisiva para a promoção socioeconómica das zonas rurais, libertando os centros urbanos da enorme pressão dos movimentos migratórios e, em simultâneo, combater a desertificação. O Partido Popular Monárquico está preparado para defender as políticas que enuncia, porque tem soluções para apresentar que salvaguardam os interesses dos agricultores, do sector económico, das regiões e do País. Partido Popular Monárquico 46 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 47.
    Comercialização e Crédito Agrícola Comercialização e Credito É a agricultura sem dúvida a base de equilíbrio reorganizativo do homem moderno perante a natureza e todo o ecossistema, onde hoje cada dia que passa, ganha novas expectativas perante os novos desafios que o aquecimento global exige perante o “pão-nosso “ em cada dia, sempre necessário. É sem dúvida cada vez mais exigido pelas sociedades desenvolvidas a qualidade e apresentação da nossa base energética de alimentação. Urge como tal dignificar esta actividade abandonada e desprezada pelas últimas décadas de abandono coercivo, proposto por um modelo de política económica comum no espaço europeu, que se veio paulatinamente provar ser errónea, injusta e anti -social. Constituem o Credito e a Comercialização, os pólos únicos a montante e jusante da indústria agrícola que a limitam e promovem no êxito, a sua actividade económica. Sem eles, jamais será capaz o cumprimento da função social que só a terra em si promove. Será por isso mesmo promovido e incentivado o associativismo, como pólo predominante na reorganização do mundo rural, no que concerne à comercialização e promoção de todos os produtos agrícolas, Partido Popular Monárquico 47 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 48.
    única forma dedignificar e qualificar toda a economia do sector primário, entendo-se como base de toda a estrutura socioeconómica do país. Impõe se para tal a reformulação de todo o credito agrícola, voltando as Caixas de Credito Agrícola á sua função social de apoio mútuo e, pela qual há muito foram criadas, tornando se o apoio creditício numa forma solidária e responsável por parte de todos os agentes económicos envolvidos, nomeadamente o Estado. Caberá ao Estado a iniciativa de intervenção na organização das Cooperativas a todos os níveis, de forma a tutelar e a fiscalizar a aplicação de boas e criteriosas práticas de gestão, sob pena, pela incúria ou excesso de interesses particulares ou privados, se vir a perder os sãos princípios que se anunciam contra a cartelização por um lado ou abandono da actividade pelo outro. Não é admissível um país não industrializado e de velhas tradições agrícolas importar 60% dos seus bens de primeira necessidade. Partido Popular Monárquico 48 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 49.
    Floresta Floresta 60 % do território português tem aptidão florestal ,no entanto esta ocupa somente 30% do seu espaço . É imprescindível a necessidade de estrategicamente se garantir o abrandamento do aquecimento global, nomeadamente através do sequestro do carbono. Torna-se fundamental inverter, desde já, o ciclo negativo de desintegração do homem do seu meio ambiente, como forma de garantir a si mesmo e de forma integrada, a necessária dimensão ecológica, social, económica e tecnológica. Qualquer sociedade que persista no uso insustentável de recursos críticos colapsará. Os ecossistemas ambientais inerentes à nossa floresta encontram- se em risco, tendo em conta que o uso dos recursos naturais vem ocorrendo a uma taxa maior no seu esgotamento do que da sua reposição. Portugal tem espécies florestais endémicas, próprias, que devidamente organizadas e integradas no ciclo económico poderão contribuir para o equilíbrio da balança de pagamentos. Partido Popular Monárquico 49 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 50.
    A política económicaque se vem desde há décadas seguindo segue uma linha condutora onde a burocracia impera, obstruindo o apoio e acompanhamento técnico bem como a fiscalização qualificada e oficial. Aliados à falta de incentivo ao associativismo, o acesso a mercados livres, bem como a verdadeira liberdade de produzir com garantia, implicam um mercado caótico onde os monopólios e grandes grupos económicos internacionais imperam. Esta política conduzirá inevitavelmente ao esmagamento dos preços da matéria-prima, à falta de concorrência e degradação da qualidade dos produtos finais e, a médio prazo à sustentabilidade das florestas, levando à desertificação de grande parte do país, abandono agrícola e proliferação da flora arbustiva, principal combustível dos incêndios florestais. Por outro lado o Fundo Florestal Permanente, constituído por todos os contribuintes através dos combustíveis, tem sido ministrado de forma arbitrária com critérios duvidosos e sem qualquer conhecimento ou respeito das organizações associativas, sem que os produtores per si, se sintam devidamente compensados no estímulo à sustentabilidade económica das suas explorações. Os Planos de Gestão florestais terão de ser aprovados em tempo útil, sob pena do acesso aos benefícios do programa PRODER poderem inviabilizar todos os projectos nele envolvidos. Impõe - se desenvolver, sustentadamente, um sólido apoio à reflorestação do país, como normativo de uma maior harmonia ética e Partido Popular Monárquico 50 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 51.
    económica, base daestrutura social e moral de uma sociedade mais justa e mais equilibrada.  Água A água, como bem essencial à vida de todos, como bem essencial à gestão da cidade e do espaço rural, comete para o Estado a obrigação de chamar a si toda a responsabilidade da sua gestão, no que concerne à sua captação e utilização. Através desta consciência e atitude responsabilizante, o Estado assume-se como agente com capacidade bastante para garantir este bem único e exclusivo, no equilíbrio quer da natureza em si, quer dos recursos agro-alimentares e industriais que poderão limitar ou contaminar irremediavelmente o futuro das populações e de toda a economia alimentar e de saúde publica. De facto não poderemos admitir os regadios intensivos indiscriminadamente sem planeamento ou estúdio prévio do seu impacto ambiental, tendo em conta que o subsolo e os seus recursos naturais, sendo um bem publico e a agua um bem escasso, poderão comprometer as gerações futuras em todas as vertentes da industria agro-alimentar e do bem-estar das populações. Partido Popular Monárquico 51 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 52.
     Pescas  Sistema de Totais Admissíveis de Captura (TAC´s) e Quotas instituído pela União Europeia É um sistema obsoleto, desadequado à actual realidade da pesca. É necessário pensar sistemas reguladores alternativos, semelhantes aos de outras grandes potências mundiais da pesca. O actual sistema acaba por não regular as capturas, mas sim os desembarques. Fomenta a venda clandestina de pescado fora de lota e em muitos casos obriga à devolução ao mar de peixe morto, que por exceder a quota permitida para venda em lota tem que ser deitado fora. É igualmente necessário defender a pesca artesanal e limitar a utilização da pesca industrial, que destrói a fauna e flora no mar e, em simultâneo, mata a indústria piscatória de uma faixa importante da população, dedicada a uma actividade digna e nobre, desde sempre praticada pelo homem. É fundamental proteger as espécies e incentivar a pesca artesanal como forma de proteger o equilíbrio biológico e a respectiva cadeia alimentar. Partido Popular Monárquico 52 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 53.
    Igualmente fundamental setorna a criação e protecção de extensas e múltiplas zonas de reserva marítima, através da fixação de quotas razoáveis, bem como incrementar a piscicultura como garante do repovoamento do mar e do seu equilíbrio.  Funcionamento actual das lotas em Portugal Existem demasiadas lotas em Portugal, algumas delas a dar prejuízo. É necessário centralizar as lotas (diminuir o seu número), alargar o espectro de compradores instituindo por exemplo um sistema de vendas baseado nas novas tecnologias, que permita aumentar a procura e desta forma elevar o preço do pescado de 1ª venda, aproveitando aos pescadores e deixando de beneficiar o intermediário, que actualmente é quem mais beneficia do preço do pescado. Este, em alguns casos, chega a decuplicar até chegar ao consumidor final. É necessário dar sequência ao estudo que o Governo encomendou para reestruturar a DOCAPESCA. Gastaram-se milhares de euros neste estudo e nada mais foi feito. Partido Popular Monárquico 53 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 54.
     Falta deapoio do Governo aos produtos nacionais e aos pescadores e armadores Falta de apoios e incentivos para a conquista de novos mercados por parte dos produtos de pescado transformado. Os produtos nacionais, de reconhecida qualidade, têm dificuldade em entrar no mercado internacional. Os produtos nacionais não são acarinhados pelo Governo, ao contrário do que sucede com outros produtos do mercado comunitário e extra comunitário. Os incentivos que existem são de acesso complicado e são regulados por processos lentos e burocráticos que desmotivam o promotor. Os pescadores, armadores e industriais da pesca sentem falta de apoio por parte do Governo português, nomeadamente a nível da regulação comunitária e na forma como o sector tem sido gerido a nível nacional. É necessário, igualmente, encontrar o caminho da modernização da frota pesqueira. Partido Popular Monárquico 54 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 55.
    O Estado Providência  Dimensão Dimensão do Estado-Providência a considerar:  Reexperimentação – processo de reforma baseado na aprendizagem;  Recalibragem – conteúdo substantivo da forma com dimensões funcionais (riscos socais);  Distributivas (grupos sociais);  Normativas (valores e discursos);  Politica institucional (níveis e actores). Qualquer futura reforma deverá passar de forma simultânea e ser transversal a todas as dimensões nomeadas, de modo a assegurar uma adaptação dos sistemas sociais às novas necessidades sociais. Partido Popular Monárquico 55 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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     Lógica daOrganização Espacial É fundamental a preocupação com a sociedade, a preocupação SOCIAL. Os cidadãos revêem-se na política, como arte de governar uma sociedade organizada, composta de homens, definidos pela sua identificação geográfica, patrimonial, cultural. Não sendo a solidariedade um dado mensurável e encontrando justificação na limitação espacial, ao substituir-se por interesses económicos a solidariedade sucumbe, colocando em causa a função essencial da política, bem como o seu lugar no ordenamento da sociedade. Num mundo onde a riqueza nasce da desmultiplicação das ligações de capital e alianças internacionais, há que evitar as perturbações, o imprevisto e o incontrolável. É necessária uma ordem que não sobrevenha, exclusivamente, do poder económico – este não conhece cor, credo, nacionalidade – mas igualmente do reconhecimento das similitudes e do espaço geográfico, uma politica que leve em conta os interesses comuns da população. A pretensão de combinar uma multitude de interesses e dimensões – política, cultural, económica e social – aprisiona a própria concepção Partido Popular Monárquico 56 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 57.
    espacial do poder,em virtude do próprio espaço deixar de ser um critério fundamental de avaliação. A lógica de solidariedade tem de se basear numa lógica geográfica: a junta de freguesia pertence ao município; o município pertence à região; a região pertence ao Estado, o Estado representa a Nação. É esta pirâmide geográfica que permite organizar, a diferentes níveis, a vida política: os espaços de solidariedade autárquicos de nível local, regional, nacional, fixando os cidadãos em cada um dos diversos níveis as suas prioridades, os seus anseios, em suma a vontade comum que consubstancia a definição de política em si mesma. Tem faltado perspicuidade à governação para perceber as necessidades das populações. Estas não passam pela divisão do espaço político/geográfico; passam pela sua unicidade, acima de tudo em Portugal, cujas fronteiras políticas se confundem com as geográficas há quase 800 anos. Partido Popular Monárquico 57 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 58.
    Saúde  Princípios Fundamentais É fundamental garantir a prestação dos cuidados de saúde, através da liberdade de escolha do doente, bem como através do aumento da oferta local e regional com origem na economia social. Igualmente reforçaremos a oferta através dos mecanismos da oferta privada. Porque a saúde é um direito inalienável. Embora reconheçamos que o financiamento e a regulação dos sectores de saúde são interdependentes, baseados no sector público e privado, tudo faremos para diminuir a dependência da prestação de cuidados de saúde, de planos de saúde e seguros, regulados pela actividade privada, que estão longe de responder às necessidades sociais e financeiras das populações. Igualmente caminharemos no sentido de proceder ao levantamento das regalias absurdas da classe médica, através de uma abertura da universidade a todos, terminando com o proteccionismo insuportável de que a classe médica tem gozado. Defendemos o fim do pagamento das taxas moderadoras actuais nos internamentos e cirurgias., como estaremos contra a tentativa de Partido Popular Monárquico 58 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 59.
    introdução do seuaumento, alteração de forma e conteúdo ou a sua substituição por outros mecanismos em tudo semelhantes. Não aceitamos semelhantes ferramentas como instrumentos de financiamento do sistema de saúde. Reabriremos centros de saúde entretanto encerrados e avaliaremos, cuidadosamente, se a actual de rede de saúde exigirá a abertura de novos centros de saúde. Defenderemos o alargamento dos medicamentos genéricos, bem como o aumento da comparticipação do Estado no custo do medicamento e o seu alargamento. Partido Popular Monárquico 59 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 60.
    Justiça  Valores e Medidas de Sucesso A justiça é hoje um foco de discórdia na sociedade portuguesa. Sucessivas medidas legislativas, a par de comentários políticos e arregimentação de nomeações políticas para cargos da maior importância dentro do sistema jurídico nacional, têm contribuído para a confusão no sector, bem como para uma constante desconfiança no funcionamento da justiça em Portugal e na independência dos magistrados e Ministério Público. Os atrasos que se verificam no funcionamento da Justiça em Portugal contribuem para o clima de suspeição criado. A Justiça constitui-se assim, num dos principais problemas ao desenvolvimento económico do País. É então fundamental recuperar a imagem da Justiça, atribuindo ao sistema judiciário no seu todo uma imagem de confiança, eficiência, eficácia e respeito. A população, as empresas, a sociedade no todo, tem de ver garantida a reposição da imagem de um sistema de Justiça que funcione, efectivamente, em todas as suas vertentes, sendo esta percepção de segurança generalizada que deve passar na sociedade, Partido Popular Monárquico 60 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 61.
    unicamente possível porum sistema judiciário que funcione acima de suspeitas e turbulências e que se mostre, efectivamente, capaz de executar o que dele se espera: a aplicação da lei com justiça e dentro da celeridade possível à sua correcta aplicação, mas nunca acima da expectável e percepcionada como plausível. São objectivos para a política de Justiça que esta sirva os cidadãos e actividade económica e empresarial. O sistema de Justiça deve combater e reduzir eficazmente a criminalidade, contribuindo decisivamente para um clima de confiança e segurança na sociedade, protegendo os cidadãos por todos os meios. Não pode haver contemplações nesta matéria. Igualmente a Justiça deve ser a salvaguarda das famílias. Deve ser também entendida como um instrumento de pacificação da sociedade e não um instrumento prossecutório. A aposta deverá ser centrada na eficácia do funcionamento dos tribunais, contrariando os mecanismos de dilação e manipulação que implicam o arrastar dos processos. Melhores e crescentes condições de trabalho e meios disponíveis aos magistrados e à polícia. Simplificação processual, exigindo se para tanto for necessário, uma revisão ao Código do processo civil. Propomos uma melhoria substancial no funcionamento dos tribunais de comércio, através de um aumento das capacidades de actuação e meios disponíveis. Partido Popular Monárquico 61 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 62.
    Alteração do estatutoe funcionamento dos Administradores de Insolvência e Liquidatários, responsabilizando estes pela gestão efectiva das empresas intervencionadas em sede de insolvência, bem como pugnaremos por uma remuneração mais consentânea com as responsabilidades de que estão imbuídos. Promoveremos a continuação da liberalização do notariado, medida que tem acelerado, com a esperada eficácia, o funcionamento de uma das peças fundamentais da eficiência económica. Pugnaremos por uma maior e mais fácil transparência económica e financeira, através da simplificação dos processos de declarações contabilísticas a que estão obrigadas as empresas e os cidadãos. A redução dos prazos dos registos, o seu custo e a respectiva publicação terão de ser aligeirados. É impossível pretender internacionalizar a economia e manter, em média, prazos de seis meses entre a efectivação dos actos notariais e o seu registo em certidão. Esta prática levanta dúvidas quanto à situação em cada momento dos activos, bem como cria um clima de enorme desconfiança para os agentes económicos nacionais e, fundamentalmente, internacionais. Combateremos a corrupção por todos os meios, intensificando a investigação sobre o enriquecimento sem causa aparente dos Partido Popular Monárquico 62 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 63.
    detentores de cargospúblicos. A corrupção tem de ser reduzida até ser totalmente banida da sociedade. É uma doença perniciosa que mina a confiança dos agentes e mais grave se torna, se é conduzida pelos agentes fronteira. Apostaremos na reinserção social dos que pagaram a sua dívida para com a sociedade, mas seremos inclementes para com todos os outros Partido Popular Monárquico 63 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    Educação  Política de Educação Portugal necessita de orientar as políticas de educação para uma maior qualidade do ensino, mas a política do laxismo e facilitismo na avaliação, tem sido a escolhida pelos vários governos que se têm sucedido em Portugal. Na expectativa de melhorar estatísticas e exibir resultados de curto prazo, o que se criou foi um clima de desconfiança na qualidade do ensino ministrado e um crescente desprestígio dos professores, que tem como resultante um enorme prejuízo para a credibilidade do conhecimento no País. Para simular a correcção nas suas políticas, o governo empreendeu acções várias que intentaram desprestigiar os professores; toda uma classe foi vilipendiada publicamente por afirmações gratuitas de responsáveis políticos da esfera do poder. No ensino superior, por sua vez, assistiu-se ao estrangulamento financeiro das mais importantes instituições e à escolha discricionária, 64 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 65.
    e sem qualquerfundamento lógico, daquelas que receberiam apoios financeiros do Estado. Assim, necessário se torna reequacionar toda a política de ensino, de forma a criar condições de sustentabilidade no rigor, na exigência e no reconhecimento nacional e internacional do ensino ministrado e do respeito devido aos agentes do sistema educativo. Não pactuaremos com o laxismo referido, nem com qualquer tipo de facilitismo. Somos pela adopção de políticas de rigor e exigência que nos coloquem num patamar muito acima do actual, ao nível da exigência e conhecimento científico e matemático. Privilegiaremos, em relação ao (in)sucesso estatístico, a definição e verificação, preferencialmente por entidades exteriores à escola mas totalmente inseridas no sistema educativo, de objectivos para o respectivo ano ou ciclo de estudos. Devolveremos a dignidade às avaliações por exame. Alteraremos o Estatuto do Aluno, valorizando a assiduidade, disciplina e civismo, revogando as normas que possibilitam faltas quase permanentemente justificadas e os comportamentos anti-sociais. 65 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    Introduziremos processos simples de punição das infracções disciplinares dos alunos, para sancionamento da indisciplina e da violência nas escolas. Devolveremos a dignidade aos conselhos directivos das escolas. Defenderemos formas de participação dos encarregados de educação, fomentando a sua participação no processo educativo, segundo o princípio de que a escola não se substitui à família, condicionando se acaso se mostrar necessário, os apoios sociais do Estado. Devolveremos o prestígio dos professores, reforçando a sua autoridade e condições de trabalho de modo a chamar os melhores para o ensino, centrando a sua acção no trabalho pedagógico e aliviando a sua carga burocrática. Afirmaremos a necessidade da existência de um processo de avaliação dos professores e da sua diferenciação segundo critérios de mérito. Reveremos o Estatuto da Carreira Docente, nomeadamente no respeitante ao regime de progressão na carreira, corrigindo as 66 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    injustiças actuais eabolindo as divisões que se verificam na carreira docente. Recuperaremos a diversificação da oferta educativa a partir do 7. º ano, através de vias profissionalizantes, que preparem os alunos para uma vida profissional ligada à Agricultura e à indústria, reforçando o seu reconhecimento social. Redefiniremos os moldes em que se processa o financiamento do ensino superior. Racionalizaremos a rede pública de ofertas de ensino superior, suprimindo todos os cursos e designações que não se ajustem às reais necessidades do mercado. Criaremos condições para que a inovação, o conhecimento e o empreendedorismo sejam assumidas pelo ensino superior. Respeitaremos e reforçaremos a autonomia das instituições de ensino superior, dentro de lógicas de parceria, diálogo e estreita colaboração, mas também da responsabilidade social inerente. Promoveremos a concretização do modelo de aprendizagem delineado no âmbito do Processo de Bolonha, mas teremos enorme atenção aos conteúdos programáticos e não permitiremos a sua diminuição, ao nível 67 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    do conhecimento científico.Promover o Processo de Bolonha sim; diminuir a qualidade e extensão do conhecimento nunca. Aprofundaremos a internacionalização das instituições de ensino superior, sempre dentro de lógicas de parceria internacional abertas, transparentes e verdadeiramente orientadas pela qualidade intrínseca dos projectos e pela competência dos centros de ensino. Garantiremos que os Estatutos das Carreiras Docentes no ensino superior contribuem para a melhoria do ensino e da investigação, nas suas múltiplas vertentes, sem prejuízo das expectativas legitimamente formadas pelos actuais docentes. Promoveremos o intercâmbio científico, quer envolva docentes, quer discentes. Criaremos condições favoráveis à participação dos estudantes no financiamento dos seus estudos, através do futuro desempenho de actividades na sua área profissional. Apoiaremos a formação superior mas exigiremos algo em troca. Fomentaremos a formação contínua dos adultos e profissionais de todas as áreas, como forma de incrementar a formação específica e o conhecimento científico na economia em geral e nas empresas em particular. Portugal não pode continuar a ser deficitário no conhecimento económico e matemático. 68 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    Grandes Obras Públicas  Posição Política e Económica Somos totalmente contra as grandes obras públicas que oneram o Estado e as gerações vindouras, sem repercussões económicas visíveis. Assim, pugnaremos pela não efectivação do investimento do novo aeroporto em Alcochete, defendendo a solução Portela + 1. A base militar do Figo Maduro será uma óptima extensão ao actual aeroporto e suficiente para garantir, por muitos anos, a operacionalidade da Portela. Não favorecemos o negócio imobiliário, não queremos que a Portela se transforme num aglomerado imenso de habitações, endividando o País num montante de 3 mil milhões de euros, num novo aeroporto em Alcochete., para que lobies de pressão privados façam fortunas com especulação imobiliária. Igualmente somos totalmente contra o investimento no TGV. A dimensão do País não justifica um investimento de quase dois mil milhões de euros e a transportadora aérea nacional não necessita de ver crescer um seu concorrente, com capitais nacionais. O projecto 69 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    nunca será viável economicamente e, assim, de uma penada acumularíamos dois prejuízos: TGV e TAP, nas ligações para Espanha. O País não tem condições de endividamento para acumular estes dois projectos, de enormíssima dimensão e desnecessários, quer ao nível das infra-estruturas, quer ao serviço da população. Não nos podemos dar a este luxo. Somos a favor da terceira travessia do Tejo, Chelas-Barreiro, por necessidades imperiosas de pressão urbanística, com reflexos tremendos na eficiência e produtividade. A Ponte sobre o Tejo está esgotada e a Ponte Vasco da Gama não resolve o problema de tráfego da margem sul; Almada, Costa da Caparica e Barreiro. Para além desta pressão, existe a vantagem da ligação rodo ferroviária, importante para os resultados económicos da região e do País. Faça-se bom uso e tire-se proveito das infra-estruturas existentes e, só depois, pensemos se são necessárias novas e quais e, acima de tudo, se o País tem condições de suportar estes investimentos. 70 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira  Natureza Federal e Políticas de Curto Prazo O Partido Popular Monárquico obteve, nas eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, realizadas em Outubro de 2008, a eleição de um deputado regional. Este facto significou, sobretudo, o reconhecimento por parte do povo açoriano da acção do partido em prol da autonomia e do desenvolvimento económico e social dos Açores e da Madeira. O Partido Popular Monárquico é hoje a força parlamentar açoriana que conceptualiza o modelo mais avançado de auto-governo para as actuais regiões autónomas. Para que não fiquem dúvidas! Somos a favor do aumento da autonomia política dos Açores e da Madeira, mas manter-nos-emos sempre fiéis à soberania portuguesa. Nesse sentido, defendemos o aprofundamento das competências dos órgãos de governo próprio dos Açores e da Madeira, de forma a dar- lhes, no âmbito do Estado Português, uma natureza federal. 71 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    Para além dessaevolução constitucional, no que diz respeito à relação política entre as actuais autonomias insulares e o resto do Estado Português, defendemos, a curto prazo, a implementação das seguintes políticas: 1 – A consagração constitucional dos princípios e garantias que devem nortear as transferências do Estado para os orçamentos regionais. O Estado deve fazer este esforço de convergência e de solidariedade em relação às Regiões Autónomas. Neste âmbito, importa evitar a chantagem política dos Governos da República – qualquer que seja a sua origem partidária – sobre os eleitores insulares. O PS/Açores usa, como principal arma política nestas eleições, o fantasma da revisão da Lei das Finanças Regionais, em caso de vitória do PSD. Neste caso, prognosticando a revisão deste diploma no sentido do favorecimento da Madeira, em detrimento dos Açores. As populações insulares não podem ficar reféns das conjunturas político-partidárias da República; 72 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    2 – A criação de uma Euro-região Atlântica que integre os Arquipélagos dos Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde (como observador). Esta entidade europeia possuirá uma formidável projecção estratégica, integrando todo o triângulo marítimo que liga a Europa aos continentes americano e africano. Tudo isto valorizará, ainda mais, o que os Açores representam, por si só, enquanto centro nevrálgico desta área estratégica. Uma Euro-região com estas características possuirá, para além do extraordinário potencial estratégico já descrito, a capacidade de gerar extraordinárias sinergias e complementaridades. Tudo isto se desenvolverá num quadro político-territorial que somará uns respeitáveis 3 milhões de habitantes (dois de língua espanhola e um de língua portuguesa), uma área territorial de 14 614 Km2 e uma Zona Económica Exclusiva que somará uns extraordinários 2.650.141 Km2 (uma das dez primeiras do mundo). Desta forma, as Regiões Autónomas adquirirão massa crítica suficiente para se envolver em projectos europeus de grande dimensão. A Euro-região da Macaronésia, dotada deste vasto conjunto de recursos, terá, obviamente, uma grande capacidade de atracção dos 73 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 74.
    investimento e deobter consideráveis recursos financeiros numa União Europeia que, certamente, a valorizará imenso. A este respeito, é importante referir que os agrupamentos europeus de cooperação territorial possuem, como atribuições específicas, a execução de projectos ou acções de cooperação territorial co- financiadas pela União Europeia através do Fundo Social Europeu, do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional ou do Fundo de Coesão. Com estes mecanismos de financiamento comunitário e muitos outros de origem pública e nacional – projectados para a cooperação transfronteiriça, transnacional e inter-regional pelos Estados e Regiões integrantes – a Euro-região poderá realizar um vasto conjunto de planos, estudos, programas e projectos, bem como gerir infra- estruturas e prestar serviços de interesse público; 3 – A criação de polícias regionais – nos Açores e na Madeira – de forma a ajudar manter os baixos níveis de criminalidade que sempre caracterizaram estas duas regiões insulares. Nos últimos anos, a criminalidade violenta tem vindo a crescer nas regiões autónomas sem que o Estado se tenha preocupado em aumentar os efectivos policiais. A total falta de competências próprias das Regiões na área da segurança, impede os respectivos órgãos de governo próprio – o Parlamento e o Governo Regional – de responderem, 74 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    de forma práticae eficaz, aos desejos de segurança manifestados pelas populações; 4 – A exigência de fiscalização das ZEE dos Açores e da Madeira, que constituem o essencial da ZEE nacional. Actualmente, a marinha e a força aérea nacional são incapazes de fiscalizar, de forma minimamente eficaz, o imenso espaço de soberania de que o país desfruta no Atlântico. O resultado é a delapidação dos nossos recursos pesqueiros e uma imensa vulnerabilidade aos tráficos ilícitos, algo que coloca em causa a eficácia da nossa soberania no imenso espaço marítimo que detemos; 5 – Os serviços que o Estado assegura, de forma directa ou indirecta nas Regiões – justiça, finanças, segurança, defesa, ensino superior, etc. – estão estrangulados financeiramente e, em regra, funcionam de forma muito deficiente, apesar dos esforços, muitas vezes titânicos, dos seus respectivos funcionários. Esta situação contribui para o descrédito do Estado nas Regiões. Defende-se, por isso, a necessidade de requalificar e de atribuir dotações orçamentais adequadas aos serviços do Estado sedeados nas Regiões; 6 – Uma parte importante dos imóveis do Estado nas Regiões encontram-se abandonados e decadentes. Nestes casos, defendemos a sua recuperação por parte do Estado ou – se este não tiver interesse 75 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    ou capacidade paraprover a sua recuperação – a transferência da propriedade ou da tutela para as Regiões, uma vez que, em muitos casos, os mesmos representam um importante património histórico do país; 7 – Na política externa, as Regiões podem e devem partilhar com o Estado algumas responsabilidades nas áreas geográficas em que temos especiais interesses e potencialidades. Por exemplo, na relação com os Estados Unidos ou com a Venezuela, países que possuem grandes comunidades de açorianos e madeirenses (mas também no Canadá, nas Bermudas, ou em Estados brasileiros como Santa Catarina). No caso dos Açores, defendemos a urgente renegociação do Acordo da Base das Lajes com os Estados Unidos. As transferências para a Região, resultantes deste acordo, já representaram cerca de 35% das receitas do orçamento regional. Actualmente, as contrapartidas resultantes deste acordo reduzem-se, quase exclusivamente, à manutenção de uma mão-de-obra local, afecta ao funcionamento da Base, cada vez mais reduzida; 8 – No que diz respeito ao serviço público de rádio e televisão nas Regiões Autónomas (que é financiada pelo Estado), defendemos a criação de uma dupla tutela – do Estado e da Região – e a sua completa 76 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    autonomia administrativa elogística, embora sejam de preservar os laços de cooperação com a estrutura nacional; 9 – Defenderemos, em sede de revisão constitucional, a eliminação do Representante da República nas Regiões Autónomas, uma vez que consideramos que o Estado não precisa de se fazer representar, no seu próprio território, por outros que não os titulares dos órgãos de soberania e dos órgãos de governo próprio da Região; 10 – Por fim, defenderemos, também em sede de revisão constitucional, a limitação dos mandatos consecutivos dos Presidentes dos Governos Regionais, de forma a evitar a eternização destes no poder regional. Os casos de Carlos César e de João Jardim ilustram bem como essa excessiva duração no poder pode afectar a qualidade da democracia nas Regiões Autónomas. Estes são as propostas políticas que suportaremos, em nome e para as regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. 77 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    Referendo à República O eixo sobre o qual gira o esquema de funcionamento do país é o governo. Como sempre o governo é, tão simplesmente, toda a população, porque o governo representa e acima de tudo serve o estado e o Estado somos todos nós. Segundo o autor e investigador Sahid Maluf, as características essenciais do parlamentarismo são as seguintes: (1) Organização dualística do poder executivo; (2) Colégio governamental; (3) Responsabilidade política do Primeiro-Ministro perante o Parlamento; (4) Responsabilidade política do Parlamento perante os eleitores; (5) Interdependência dos poderes legislativos e executivos. Partido Popular Monárquico 78 A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    Nada de novoportanto, em relação aos nossos dias. Igualmente certo é o facto da coisa política, a Real Politik ser conduzida por homens e estes, por natureza, errarem. A República defende que subjaz à monarquia o poder da aristocracia. A Monarquia pretende que as dificuldades económicas e os custos associados do estado são razões suficientes para justificarem um regime monárquico. Acaso se faça um exercício sério, comparando as situações republicana e monárquica em cada um dos seus tempos e, com maior acuidade nos tempos actuais, verificamos que uns e outros, os regimes, passam por dificuldades semelhantes, não sendo assim de esperar que sejam aquelas razões, quer de um lado quer do outro, que suportem as respectivas defesas. Igualmente não cola o argumento de que um regime possa ser mais moderno e o outro mais apegado ao passado. Ambos os regimes existem desde tempos imemoriais, apresentando forças e fraquezas que coincidem, na sua maior parte, com as do homem. 79 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    Não será igualmentepor acaso que falamos em governos e a forma de governação. Esta forma, o regime, seja ela qual for, necessita de um conteúdo que a valorize e viabilize. Este conteúdo é indiferente à própria forma de governação. Não nos podemos iludir quando pretendemos trilhar o caminho da dissecação dos valores republicano e monárquico. Se quer um regime quer outro não se encontrarem orientados no sentido de servir o Estado, ou seja, todos nós, qualquer um deles terá omitido a parte fundamental da sua consolidação: a essência do conteúdo estar orientado para o bem-estar social . De igual forma perigosamente derivativa, a discussão entre monarquia, república e, o terceiro elemento, democracia, assume por vezes, contornos risíveis. Esta discussão é infundada, porquanto a democracia é um sistema político em si mesmo, que convive com qualquer um dos regimes. Exemplos são vários, de excelentes democracias a funcionar em monarquias, como também de péssimas democracias a viver e respirar em repúblicas. 80 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    A figura doPresidente é substituível e, até em casos extremos, destituível, por comparação com o Rei que o é por direito ancestral por conseguinte, só por algum golpe ou atentado pode ser apeado das suas funções. Derrubar um presidente não significa derrubar um regime. O inverso não é verdadeiro. A monarquia representa, em si mesma, o próprio regime. Caído o Rei acaba a monarquia. Substituído um Presidente não acaba a República. Contudo, as regras de funcionamento das democracias modernas não impõem que esta separação de conceito seja suficientemente forte, para fazer a diferença e justificar posições. Verificamos que uma das democracias mais fortes do mundo, para não dizer a mais forte, no conteúdo e na interiorização pelo cidadão, a democracia inglesa, construiu-se, consolidou-se e afirmou-se sempre num regime Monárquico. Que importância representa para os ingleses a existência de uma monarquia? A unidade territorial. 81 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    Tal como emEspanha o tem representado. Mas serão as Repúblicas tão diferentes assim das Monarquias? Acaso será o conceito de democracia, assente na partidocracia, uma repulsa para a monarquia, ou mesmo algo de intangível? Também aqui a história nos mostra que não. A convivência entre um monarca e os políticos é tão salutar e natural quanto a de um Presidente da República. O Presidente deve ser encarado como um cidadão comum, como um monarca. À medida que aumentam as capacidades culturais das populações aumentará, em princípio, a acuidade na escolha do presidente. Igualmente qualquer cidadão poderá aspirar a ser presidente da república, o que não sucede no monarca. Mas será mesmo assim? Será que qualquer cidadão pode efectivamente aspirar a ser, um dia, presidente da república? A história mostra-nos que não. À presidência concorre quem, sujeitando-se é certo a sufrágio, está ligado a partidos políticos e tem meios financeiros ao seu dispor. Para 82 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 83.
    ascender à presidência,necessita de estar ligado a um grande partido ou apoiado por uma forte coligação partidária e a grupos económicos fortes. Só assim pode sair para eleições com uma base sustentada de provável sucesso. Não basta ser-se conhecido (mesmo sendo-o), gozar de maior ou menor estima, congregar simpatias, é necessário estar apoiado numa força ou conjunto de forças políticas e no capital, para que se garanta a eleição; Alegre não estava, não foi eleito. Por outras palavras, a vontade do povo está, na partidocracia, subjugada à vontade dos partidos em que as massas se revêem, ou seja, não se vota, na generalidade, na pessoa A ou B – podem existir pontualmente situações de antipatia que empurram o voto noutra direcção – mas nos partidos que as apoiam. Não dependendo de um nascimento ancestral, o futuro presidente depende dos apoios políticos e económicos que congrega. Não conseguindo congregar todos, por impossibilidade filosófica e de doutrina, o presidente já não representa, ab initio , todos os cidadãos. Não representa a vontade do povo no seu todo, mas a vontade de uma elite, mesmo que de base alargada. 83 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    O términus domandato é igualmente um facto. É então possível substituir os presidentes conforme a sua actuação se mostre mais ou menos capaz. Em Portugal nenhum presidente pode exercer mais de dois mandatos consecutivos. Curiosamente, todos os presidentes foram reeleitos. Esta é uma demonstração da necessidade da manutenção do status quo , pelo menos ao nível do primeiro representante da Nação. Esta necessidade de estabilidade, no mais alto cargo público, implica uma leitura que nos parece clara: espera-se que o presidente esteja em sintonia com a população, com a vida real e, admite-se, que um mandato mesmo que menos bom possa gerar um segundo mandato com maior nível de positividade. Há ainda uma segunda hipótese, mais maldosa, mas igualmente possível: o primeiro mandato é exercido pensando e executando uma função presidencial mais cautelosa e consensual com a sociedade em geral, abdicando aqui e ali dos apoios políticos obtidos para a eleição e, num segundo mandato, sem nada a perder, o presidente consagra maior 84 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    atenção aos queo apoiaram, podendo ler-se como uma colagem à linha política e ideológica que professa. Abundam exemplos na democracia portuguesa de ataques e contra- ataques de forças políticas a presidentes, principalmente nos seus segundos mandatos. De qualquer forma, a noção de cidadão comum, atribuível ao Presidente, parece perder-se quando nos confrontamos com a, até agora, inevitabilidade da sua eleição em Portugal: (1) Tem de estar fortemente apoiado em partidos políticos e grupos económicos, o que não está conforme a noção de cidadão comum e; (2) Tem sido sistematicamente reeleito para segundo mandato, o que parece indiciar algo mais do que uma eleição e uma cidadania igual a todas as outras. Assim, sem a pretensão de ter todas as respostas, verificamos que nem é válido o argumento de que qualquer cidadão consegue ser presidente, como igualmente não é líquida a sua independência em relação aos interesses da nação, de toda a população. 85 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    Também o sensopolítico que se poderia almejar, pelo facto de ser possível eleger “um entre iguais”, perde-se no crescimento da abstenção, na dificuldade em debater seriamente a obrigatoriedade do voto. Mesmo que assim não fosse, perder-se-ia no desinteresse político crescente, fruto da dissonância entre a vontade de ver uma população crescer cultural e socialmente e, a dura realidade, de a ver perder os objectivos – gerações futuras hipotecadas por dívidas públicas crescentes. Vê-se na perca de credibilidade do sistema de segurança social e da qualidade de vida, na ausência continuada de cuidados primários de acesso à saúde e na dificuldade de acesso à educação. E quanto à Monarquia? O Rei nasce na sua função, implicando uma primeira leitura: não depende das forças políticas nem económicas para o ser; não está comprometido. Numa segunda leitura teremos de conceder: nascendo sabendo que irá ser Rei, toda a sua educação é canalizada para o exercício da função. 86 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    O monarca passaa ser um indivíduo altamente treinado para a função, sendo certo que a experiência e conhecimento da mesma são armas mais importantes que qualquer inteligência brilhante ou brilhantismo inteligente, conforme os tempos actuais nos mostram á saciedade. E será problemático que um incompetente seja o sucessor a um trono? Tão pouco nos parece: bastas vezes, políticos foram eleitos e acabaram por se revelar estrondosos fracassos, por inépcia, desconhecimento e inadaptação ao cargo. São por eleições antecipadas. É expectável que tal suceda quando falamos de um Presidente da República? Não o cremos. O lugar é, claramente, intocável. Mas não devemos esquecer que, na Idade Média, era possível substituir um sucessor ao trono quando este se mostrasse inadequado para a função. 87 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    Esta prática sócaíu com o despotismo de Versailles, na fase de decadência da monarquia francesa quando o procedimento foi abandonado. Aqui confrontamo-nos com uma outra questão: esta prática poderia ser corrigida com a instituição de um conselho de estado que pudesse, caso se mostrasse necessário, intervir no sentido de alterar a ordem de sucessão ao trono. Era possível e desejável e ultrapassava uma questão de fundo. O monarca, para todos os efeitos, ao não estar ligado de forma alguma a qualquer força de pressão, quer polítca quer económica, representa perante a população a imagem da independência total. O seu objectivo é servir todos por igual. Em tempos de crise esta faceta sobressai e é, bastas vezes, sinónimo de união nas nações, impedindo fracturas sociais graves, pela capacidade de se dirigir a todos como se de um único se tratassem. Por outro lado, na monarquia não existe a necessidade do resultado político imediato, elemento eleitoral constrangedor. 88 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    O monarca podedirigir a sua acção num pressuposto de perenidade, porque a sua autoridade, quer factual quer funcional, não é questionável. O monarca é igualmente um ponto de suporte, de alavancagem da identidade nacional. Esta identidade nacional estava patente na necessidade que o rei sentia de comunicar de perto com as populações, de lhes chegar em pessoa. O monarca utilizava um instrumento para este fim: as deambulações reais. Verificamos na república, na nossa, que este instrumento foi superiormente utilizado pelo presidente Mário Soares quando inaugurou as “presidências abertas”. Profundo conhecedor da história, homem culto, o Dr. Mário Soares viu aqui a porta para se aproximar do povo, de comunicar e sentir directamente as suas alegrias e frustrações. Estas presidências abertas foram seguidas também pelo presidente Jorge Sampaio. 89 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    Há, quer queiramosquer não, uma correspondência clara entre as deambulações reais e as “presidências abertas”, com várias leituras possíveis. Uma das leituras enraíza na monarquização da figura do presidente, do ente tutelar, primeiro magistrado da nação, considerado como último guardião da república, o seu início e o seu fim. Como vimos, regressando um pouco atrás, a democracia nasce no parlamento ocupado pelos representantes do povo, tendo ou não câmaras altas e baixas. A figura do presidente é uma figura da república, representa a república, é eleito pelo povo mas não garante a democracia mas tão- somente o regime republicano. A monarquia convive tão bem com a democracia como a república. Os exemplos abundam. O presidente é o tutelar, o guardião da república como o rei o é da monarquia. Não há, na verdade, razões de animosidade suficientemente fortes para atacar o regime monárquico em favor do republicano. 90 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    São regimes possíveisque deveriam radicar na história. Contudo, há situações potenciadoras de ódios. A confusão gerada pela enorme permissividade entre as monarquias absolutas e a Igreja levou aos actos de ataque, por palavras e actos, aos regimes monárquicos. Foi a razão da revolução francesa – as enormes regalias de clero e nobreza, a relação promíscua e o poder que a religião impunha e emanava, contrapunham-se à miséria da população: o povo não tinha pão nem indulgência. Foi igualmente a razão da perseguição aos jesuítas em Portugal, após 1910. Mas atentemos, os acontecimentos do dia 5 de Outubro tiveram, na sua génese, uma outra vontade. A alteração política foi o leit motiv . A ditadura criada por João Franco levou a um aumento da base conspiradora contra o regime. A revolta de 31 de Janeiro de 1891 foi a primeira com raízes na honra nacional. O “mapa cor-de-rosa” foi a razão, em 1890, prefigurando cedências consideradas inaceitáveis à época, por parte do governo e da coroa, aos nossos aliados de sempre, os ingleses, que com o seu famoso 91 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    ultimatum foram a espiral do vértice que entornou um regime monárquico democrático e o transfigurou num regime autocrático. De acordo com Malheiro Dias “o que garantia e salvava os reis era serem o resumo das aspirações colectivas” . D. Carlos era um liberal nas ideias, mas igualmente um homem que embora muito culto era em igual medida “distraído”. D. Carlos, tendo iniciado o seu reinado em 1889, viu-se, assim, confrontado com uma crise política tremenda que foi, claramente, inibidora da forma como encarou a democracia, a que se juntou o seu próprio feitio. Facilmente “manejável”, deixou-se influenciar decisivamente por João Franco, que conduziu a política monárquica não no sentido da sua promoção, mas na desvalorização da questão do regime ser monárquico ou republicano. João Franco foi chamado ao governo e os primeiros anos de franquismo ficam marcados pelo arregimentar de elementos ligados ao princípio republicano. Para ele, os portugueses eram “ em face da Europa Central e Ocidental, o povo mais atrasado, mais pobre e mais infeliz” . 92 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    A causa maiorde tanto desalento residia na corrupção que se tinha instalado entre os partidos políticos “rotativos”, tal como hoje sucede em Portugal, na III República, com as notícias de escândalos a sucederem-se a todo o instante. Com ou sem razão as notícias provocam abalos e os julgamentos populares são-no de imediato, tão lenta é a justiça nacional a mover-se. A solução passava, então, pela democratização, pelo interesse da população na vida pública, pelo funcionamento da justiça e criminalização da corrupção. Sumariamente, sujeitando o Poder aos tribunais. Mas João Franco confiou por demais no verbo, no apoio da ruralidade e do próprio Rei. A conspiração aumentou e cresceu até ao dia 28 de Janeiro de 1908, aproveitando a ausência, reiterada, do Rei em Vila Viçosa. Os conspiradores foram detidos a 31 de Janeiro, por decreto real e o rei foi morto no dia seguinte, ao desembarcar em Lisboa. O que se atacou naquele dia em Portugal não foi o rei de Portugal, foi o regime monárquico e o rei era o elo mais fraco. Podiam ter abatido João Franco que seguia no cortejo, mas não o fizeram. Era o regime que se abatia naquele dia no Terreiro do Paço, em Lisboa. Mas que regime era este que se aniquilava num dia? 93 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    Por comparação, nadao separa da I ou da III repúblicas. Partidocracia, corrupção, falta de confiança no sistema judiciário, ausência de participação cívica, honrarias desmedidas, ganhos excessivos, abusos de poder, ausência de políticas sérias ao nível da educação, da saúde e da cultura, má gestão da coisa pública, entre tantas outras que poderiam ser mencionadas. O derrube da monarquia em 1910 não era então justificável à luz dos males de que padecia a sociedade. A intenção clara era o derrube do regime político e não a correcção dos males que assolavam a sociedade portuguesa. A prová-lo, a instauração da ditadura em 1926, porque os males eram ainda maiores e mais profundos, 16 anos após a instauração da I República. Igualmente certo é que a situação económica nacional em Portugal não melhorou com a implantação da República. O PIB caiu, caindo o poder de compra. 94 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    O que aconteceu então entre 1890 e 1910, economicamente falando? A economia quase estagnou, mesmo apesar de em 1910 ter atingido o maior valor para o Rendimento Interno até então conseguido (1.007.000 contos a preços constantes de 1914). Mesmo apesar da enorme dívida que todos os anos crescia 11.000 contos, o país crescia. Não havia uma tendência no sentido da descida, como se veio a verificar depois, no período compreendido entre 1910 e 1921. Num estudo de 1915, “O Ágio”, da autoria do académico Oliveira Salazar, ficou provado o que já era sugerido por alguns. Foi o câmbio da moeda brasileira que determinou o câmbio da moeda nacional até 1907, justificando o crescimento da dívida pública no valor mencionado. Contudo, o PIB per capita de 1909 só seria igualado em 1928, dezanove anos depois. A enorme liberdade de movimento financeiro e executivo dos sucessivos governos, veio provar que a independência orçamental tinha sido subestimada e que esta era de facto mais forte do que os poderes consignados na Constituição. Mas não era minimamente eficiente. As diferenças sociais aumentaram, e se em 1910 não se vivia muito 95 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
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    bem, em 1921nem pão havia para comer, o que diz muito da igualdade entre os cidadãos. A única alteração visível foi a substituição do Rei por um Presidente, o resto estava lá tudo, há muitos anos. Atestando este arrazoado de males, de matérias funestas, será lógico que se arrogue, imaterialmente falando como se lhe estivesse destinado, estarem todos os males agarrados ao regime monárquico? Não, de todo!!! Conhecemos igualmente esta realidade, para o bem e o mal e conhecendo, verificamos que estes males são transversais aos dois regimes, monarquia e república. Mesmo ao nível dos títulos, verificamos que à nobiliarquia monárquica sucedeu-se, claramente, a nobiliarquia académica. Não existindo qualquer diferença fundamental e arrasadora do regime monárquico quando comparado com o regime republicano, sabendo-se que a monarquia caiu em Portugal por uma revolução política encabeçada por poucos, o Partido Popular Monárquico, como lhe compete, estimulará o debate que permita a realização de um referendo à República. 96 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 97.
    Há a necessidadedo povo português se pronunciar entre oitocentos anos de Monarquia e cem anos de República. Através de um referendo à República estimar-se-á a verdadeira vontade e o sentir intrínseco da população com relação aos dois regimes políticos. A filosofia política, o gene político é a democracia; o regime político será a Monarquia ou a República. Referende-se então a República, sem medos. 97 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República
  • 98.
    A CRI SEÉ DE VA L ORE S Vamos ajudar a República 98 Partido Popular Monárquico A C R IIS E É D E V A L OR E S A C R S E É D E VALORES Vamos ajjudar a República Vamos a udar a República