REDES DIGITAIS E
SUSTENTABILIDADE
PROF. DR. Massimo Di Felice USP
AULA 1
Proposta da Disciplina
Detalhamento
Teoria das redes
• Da mídia para as redes
• História e evolução da conectividade
• Arquiteturas de Redes: Softwares, Sensores, Algoritmos e Big data
• Net-ativismo: as interações em redes e a teoria da ação conectada
Datificação: a teoria de Gaia e o fim de uma ideia de mundo
• Do mundo para Gaia
• Ideias para acelerar a superação do antropoceno
• Data ecology: epistemologias da conectividade
• Plataformas e ecologias conectadas
PROF. DR. MASSIMO DI FELICE
• Professor Titular da Universidade de São Paulo, USP
• Bolsista produtividade CNPQ
• Fundador e director do Centro internacional de pesquisa
sobre redes digitais - ATOPOS
• Diretor cientifico do Istituto di Alti Studi Toposofia de
Roma
• Fundador do Observatorio Latinoameicano de Cidadania
Digital
• Sociólogo pela Universitá La Sapienza di Roma
• Doutor em Ciências da Comunicação pela ECA-USP
• Pós-Doutor pela Un. Descartes. Paris V Sorbonne
• Professor e orientador do Programa em Ciências
ambientais (PROCAM) do Instituto de Energia e Ambiente
da USP
Teoria das redes
PROF. DR. Massimo Di Felice USP
AULA 1 - Da mídia para as redes
Pensar a técnica
“O que é verdadeiramente
inquietante não é que o mundo vem se
transformando num lugar dominado
por completa pela técnica. Muito mais
inquietante é que o homem não é por
nada preparado a esta radical
transformação do mundo.
Muito mais inquietante é que
não somos ainda capazes de alcançar
através de um pensamento uma
confrontação adequada com o que está
realmente acontecendo na nossa
época”
M.Heidegger (1889-1976)
Técnica ?
Humanidade - Tecnologia - Natureza
Fonte: Luciano Floridi, The Fourth Revolution, 2010.
Tecnologias de primeira ordem:
Tecnologias de segunda ordem:
Humanidade - Tecnologia - Tecnologia
Fonte: Luciano Floridi, The Fourth Revolution, 2010.
Tecnologias de terceira ordem:
Tecnologia - Tecnologia – Tecnologia
Fonte: Luciano Floridi, The Fourth Revolution, 2010.
Tekné Aristotélica
• Técnica instrumental
• Valor de meio, instrumento
Técnica moderna
• Técnica como possibilidade
• Surgimento de um pensamento
novo
• Que une a empiria ao
experimento
“Galileu, descobridor de partes do céu
nunca mais reencontradas”
(1564-1642)
A ideia de técnica em M.
Heidegger
• A essência da técnica não está na técnica
• O significado da técnica não é instrumental
• Ποίεσις (Poiesis)
• Técnica como desvelamento
• A essência do homem é a técnica
A técnica no pensamento do M. Heidegger
não é apenas um “fazer instrumental”, mas
está relacionada também a um fazer
estético e artístico. Analisando a etimologia
grega do conceito o filósofo alemão
observa como eles tinha o mesmo verbo
para indicar tanto o produzir artístico
estético quanto o produzir técnico: ποϊεσίς
(poiesis) revelar, trazer à luz o que estava
oculto...
E´ neste sentido que em Heidegger a
técnica e o produzir ganham o
significado estético do desvelamento
Técnica eletrônica
Surge no contexto industrial e está ligada a máquina a vapor e ao
descobrimento da energia elétrica
M. McLuhan pensava as transformações provocadas pela invenção da energia
elétrica, como o resultado do advento de um novo tipo de técnica, não mais
material nem instrumental, cujos efeitos aconteciam não na esfera motora, mas
no sistema nervoso central, isto é, no nível da percepção.
“Os efeitos da tecnologia não ocorrem aos níveis
das opiniões e dos conceitos: eles se manifestam
nas relações entre os sentidos e nas estruturas da
percepção, num passo firme e sem qualquer
resistência.” (McLuhan)
“O meio é a mensagem. Isto apenas significa que
as consequências sociais e pessoais de qualquer
meio – ou seja, de qualquer uma das extensões
de nós mesmos – constituem o resultado do novo
estalão introduzido em nossas vidas por uma
nova tecnologia ou extensão
de nós mesmos.” (McLuhan)
Ao longo de amplos períodos
históricos junto com os modos
complessivos de existências das
coletividades humana, modificam-
se também os modos e os gêneros
de suas percepções sensoriais. A
maneira segundo a qual se
organiza a percepção sensorial
humana – o médium no qual está
se desenvolve – não é
condicionada somente em senso
natural, mas também histórico.
W. Benjamin
Surge assim um tipo de tecnologia e de técnica imaterial performativa
que produz efeito não somente no território, mas na nossa forma de
perceber
Técnica cibernética ou digital
Para Norbert Wiener
a linguagem não era uma atividade
exclusivamente humana.
A extensão da linguagem às maquinas
e ao território (eco sistema)
cria uma técnica não antropocêntrica
e a passagem da técnica para as
técnicas
Não existe um único significado e uma
única ideia de técnica
Yuk Hui
Cada cultura e cada época produz o seu
significado, a sua ideia e a sua própria
forma de técnica.
Coevolução
Devemos pensar a história do humano como a um
diálogo contínuo com a técnica, numa perspectiva de
co-evolução.
Michel Puech
Da técnica para as redes
bio-miméticas
A mídia como extensão dos sentidos
M. McLuhan
A técnica é a essência do homem
M. Heidegger
Onde termina o nosso cérebro ?
G. Bateson
Bio-tecnologia
• '"Biotecnologia significa qualquer aplicação tecnológica que utilize sistemas
biológicos, organismos vivos, ou seus derivados, para fabricar ou modificar
produtos ou processos para utilização específica.“
A Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU
• A definição ampla de biotecnologia é o uso de organismos vivos ou parte deles,
para a produção de bens e serviços. Nesta definição se enquadram um conjunto
de atividades que o homem vem desenvolvendo há milhares de anos, como a
produção de alimentos fermentados (pão, vinho, iogurte, cerveja, e outros). Por
outro lado a biotecnologia moderna se considera aquela que faz uso da
informação genética, incorporando técnicas de DNA recombinante.
• A biotecnologia combina disciplinas tais como genética, biologia
molecular, bioquímica, embriologia e biologia celular, com a engenharia
química, tecnologia da informação, robótica, bioética e o biodireito, entre outras
Nano-tecnologia
• A nanotecnologia é o estudo de manipulação da matéria numa escala
atômica e molecular. Geralmente lida com estruturas com medidas entre 1
a 100 nanômetros em ao menos uma dimensão, e incluí o
desenvolvimento de materiais ou componentes e está associada a diversas
áreas (como a medicina, eletrônica, ciência da
computação, física, química, biologia e engenharia dos materiais) de
pesquisa e produção na escala nano (escala atômica). O princípio básico da
nanotecnologia é a construção de estruturas e novos materiais a partir dos
átomos. É uma área promissora, mas que dá apenas seus primeiros passos,
mostrando, contudo, resultados surpreendentes (na produção
de semicondutores, Nanocompósitos, Biomateriais, Chips, entre outros).
Criada no Japão, a nanotecnologia busca inovar invenções, aprimorando-as
e proporcionando uma melhor vida ao homem.
Da técnica para as inteligência ecologicas
• Não externalidade da técnica
• Não instrumentalidade
• Dimensão ecológica (nem
externa nem interna)
• Dimensão conectiva nem sujeito
nem tecno centrica
“Cada vez que se fala de medium
ou comunicação, necessitaria se
distanciar o máximo possível da
opinião dos jornalistas ou dos
intelectuais na moda. Deve-se,
ao contrário, reconhecer que,
quando se menciona a palavra
comunicação, não se faz
simplesmente referência à
informação e à mensagem, mas
se define o modo que uma época
ou uma determinada sociedade
se relaciona com os mortos, os
vivos e a natureza”
(S. Kierkegaard)
Teses sobre a historia
¨Articular historicamente o passado não
significa conhecê-lo "como ele de fato
foi". Significa apropriar-se de uma
reminiscência, tal como ela relampeja
no momento de um perigo. Cabe ao
materialismo histórico fixar uma
imagem do passado, como ela se
apresenta, no momento do perigo, ao
sujeito histórico, sem que ele tenha
consciência disso¨
W. Benjamin
“A arqueologia da mídia de acordo
com minha compreensão significa
ao menos duas coisas: não
aceitamos a ideia de que a mídia
tenha sido inventada no século XIX
com o advento da fotografia,
telefonia e cinematografia, ou seja
que a mídia seja resultado da
industrialização. Os meios de
comunicação tem uma historia
muito mais longa que remonta as
chamadas altas culturas dos
períodos bizantino, chinês indiano,
sul americano ou helenístico.”
Historicamente foram quatro as revoluções
comunicativas:
I. A Revolução Quirográfica ou da Escrita – a partir do
IV milênio a.C.
II. A Revolução Gutemberguiana – após a invenção da
impressão – metade do século XV
III. A Revolução Elétrica ou Eletrônica – após a invenção
do telégrafo do rádio e da TV – séculos XIX e XX
IV. A Revolução Digital – após a difusão das tecnologias
comunicativas eletrônicas digitais em rede – séculos
XX e XXI
Paul Baran – concepções de rede
Fonte: BARAN, Paul. On distributed communications
(www.rand.org/publications/RM/RM3420/RM3420.chapter1.html - 11/04/07 - 16h00)
2. Redes Conectivas
A comunicação em rede
Transfiguração e não repasse das
informações
Fim da comunicação unidirecional
(teatro, livro, jornais, TV)
Teoria das redes
PROF. DR. Massimo Di Felice USP
bloco 2 Historia e evolução da
conectividade
I - Internet 1.0
II - Internet fotonica - Web 2.0
A web 2.0, baseada na fibra otica e
na cloud computing é expressao de
um novo tipo de conexao que altera
a arquitetrua da propria internet e
nos abre para uma dimensao inedita
das relaçoes que expressam-se no
ambito de uma ecologia habitavel
conectivamente.
Internet 2.0
III - Internet of things
̈Um novo paradigma que está rapidamente a
ganhar terreno no cenário das telecomunicações
sem fios modernas. A ideia básica desse conceito
é a presença generalizada ao nosso redor de uma
variedade de coisas ou objetos – como tags de
identificação por radiofrequência (RFID),
sensores, atuadores, telefones celulares, etc. –
que, através de esquemas de endereçamento
únicos, são capazes de interagir uns com os
outros e cooperar com seus vizinhos para
alcançar objetivos comuns ̈
Atzori I., Iera A. Morabito G Internet of things: a surve, in
Computer Networks: The International Journal of
Computer and Telecommunications Networking (2010)
Uma infraestrutura global para a Sociedade
da Informação, permitindo serviços
avançados através da interligação (física e
virtual) de coisas baseadas em tecnologias
de informação e comunicação
interoperáveis existentes e em evolução. –
Através da exploração das capacidades de
identificação, captura de dados,
processamento e comunicação, fazer pleno
uso das "Coisas" para oferecer serviços a
todos os tipos de aplicações, garantindo ao
mesmo tempo que os requisitos de
segurança e privacidade são cumpridos.
Atzori I., Iera A. Morabito G Internet of
things: a surve, in Computer Networks: The
International Journal of Computer and
Telecommunications Networking (2010)
̈A Internet das Coisas (IoT) refere-se ao
substantivo coletivo para a ideia geral de
conectar o físico ao digital via tecnologia.
Receber dados de todo o tipo de objetos
inteligentes do passado, do presente e do
futuro para comunicar e sentir ou interagir com
o seu estado interno ou com o ambiente
externo para simplificar e facilitar a vida
humana, melhorar os processos de negócio,
reduzir custos e riscos e aumentar a eficiência ̈
Bouter R. Internet of things for business and beyond in
IV - Internet dos dados
Big Data
A quantidade de dados subida e
compartilhadas na internet é hoje
incontável
Tais grandezas tornaram necessária a
reformulação da própria ideia de dados
Tornando necessária a distinção entre
dados calculáveis e a quantidades
infinitas de dados, isto é, os Big Data
O motor de uma aeronave durante seu
funcionamento normal pode gerar uma
quantidade de dados de cerca de 10
terabytes a cada 30 minutos de voo. Da
meteorologia, aos social network e à
rede RDIF (Radio Frequency ID tags), a
quantidade de dados disponíveis e em
circulação hoje nas redes tem assumido
proporções quase incalculáveis.
“Para entrar no mundo dos big data,
devemos mudar a abordagem mental sobre
os méritos da exatidão. Aplicar a
mentalidade convencional da mensuração ao
mundo digital e interconectado do século XXI
significa perder de vista um ponto
nevrálgico. (...) A obsessão pela exatidão é
uma construção da era analógica. (...) Hoje
não temos mais esse problema, tendo à
disposição dataset mais complexos que não
capturam somente uma pequena parte do
fenômeno estudado, mas a totalidade do
fenômeno ou grande parte dele…”
V.M.Schonberger and K.Cukier, Big Data, 2013,New York Hartcourt
Publishing Company.
“Os big data transformam nosso
modo de entender e explorar o
mundo. Na era dos small data,
éramos guiados por hipóteses
sobre como funcionava o mundo,
as quais depois tentávamos
validar recolhendo e analisando
dados. No futuro, nossa
compreensão será guiada mais
pela abundância dos dados do
que pelas hipóteses”
V.M.Schonberger and K.Cukier, Big Data, 2013,New
York Hartcourt Publishing Company. G.D.Cerrini Apollo e la Sibilla cumana
“O dilúvio de dados torna o método
científico obsoleto (...) Há um
mundo em que enormes
quantidades de dados e matemática
aplicada substituem todos os outros
instrumentos que poderiam ser
empregados ​​(...) Na presença de um
número suficiente de dados, os
números falam por si. Os petabytes
nos permitem dizer: a correlação é
mais do que o suficiente”
Anderson Cris ¨the end of theory¨in Wired ,16. 2008 n.7.
V - Internet semântica
Partindo de uma análise da relação
entre tecnologia midiática e atividade
cognitiva, tal estudo propõe a
construção de uma nova escrita IEML
(Information Economy Meta Language)
que permita organizar, decifrar e ler o
movimento das informações online
P. Lévy define o IEML como um sistema de
organização e “endereçamento de uma
esfera semântica comum por meio da qual a
cognição humana poderá a) organizar sua
memória e seu conhecimento segundo uma
multiplicidade aberta de perspectivas
comensuráveis b) representar e observar
seus próprios processos organizadores (....) A
IEML estabelece a existência irreversível de
um autômato semântico – uma máquina
abstrata para calcular o significado – que
abre novas possibilidades para a cognição
humana
“Ao fim, a inteligência coletiva –
propriamente como essa se apresenta
objetivamente nos dados da web – tornar-
se-á capaz de uma auto-reflexão no âmbito
de uma mídia digital coordenada por uma
esfera semântica, que defino como
Hipercortex”
VI - Internet everythings
VII - Internet Ecológica
Redes Conectivas
Nova ideia de comunicação
Não mais linear nem frontal,
mas ecológica e reticular
Arquiteturas Digitais
de Interação
Da Mídia para as Redes de Arquiteturas
Digitais de Interação
O que são Arquiteturas Digitais de
Interação ?
Não é uma estrutura
Uma arquitetura de interação digital é:
1. Uma forma formante
2. Uma condição habitativa comunicativa
3. Uma alteração do estatuto de
natureza
As Arquiteturas Digitais de Interação
não são apenas um sistema
informativo, nem uma arquitetura
externa, mas uma inteligência que
conecta e transforma, constituindo-se
como um novo tipo de ecologia que
instaura uma nova condição
habitativa
Ecossistemas
digitais
Novas formas de interações em
rede que geram uma cultura
da conectividade entre
homem, ambiente e técnica
Que criam uma ecologia
reticular e simbiótica
“A-topos”
do Greco ατοπος
“lugar estranho”
“algo fora do lugar”
¨lugar indefinível”
Teoria das redes
PROF. DR. Massimo Di Felice USP
bloco 3 Arquiteturas de redes: Softwares,
Sensores, algoritmos e big data
• Software código
• Sensores
• Algoritmos
• Big data
Sumario
I O código: o software que
devora o mundo
II O Sensor: sentido sensorium e
novo senso
III O Algoritmo: construir
inteligência alienígena
IV O Dado: A experiencia além
da experiencia
V O Mundo: uma mega estrutura
acidental
Prefacio
de Alex Pentland
diretor MidiaLab MIT
“E´ a primeira vez na historia humana que somos capazes
(...) de construir realmente sistemas sociais qu funcionam
qualitativamente melhor de que os sistemas que sempre
tivemos. Sensores corporais, ambientais e sociais nos
oferece a possibilidades de passar da compreensão da
realidade à construção de novas realidades.”
“Imaginamos por um momento que podemos potencializar
nosso cérebro social, oferecendo as pessoas ferramentas
baseadas em dados e informações antecipatórias que lhe
permitam saber realmente o que esta acontecendo nas
organizações, nas cidades e nos governos”.
Lição I O código: O software que devora o
mundo
“ Se a eletricidade e o motor de
combustão tornaram possível a
sociedade industrial, de maneira
semelhante o software esta
desenhando e construindo a nova
forma de ser do nosso mundo, de
nossa sociedade e de nosso
futuro”.
“O software é invisível e
inalcançável para os nossos
sentidos”
O que é um software ?
O software se configura, ao mesmo tempo,
como um forma de escrita e como uma forma de
leitura mas tambem como um codigo de
execuçao Mas ler e escrever para o computador
nao é a mesma coisa que para nos humanos.
Para computador leer e uma inscriçao e
portanto algo material.
A sua finalidade principal é fazer as coisas
acontecerem no mundo O codigo é ação e um
outro tipo de escrita
O software se torna o horizonte da experiencia
Mas o que é o mundo depois do software ?
Il software transforma em profundidade o nosso
conceito do que é possível (...) o código software
redefine, ontogeneticamente as condições de
possibilidade do mundo
O futuro esta escrito no código. O mundo se torna
programável.
Três fases da historia do software:
1 a conferencia de Garmisch 1969
2 surgimento da engenharia de software (anos
setenta) waterfall (desenvolvimento a partir das
exigências e dos ´problemas do usuario
3 modelo ágil baseado na atualização
Para funcionar se tornar operacional e atuar no
mundo o programa escrito numa linguagem de
programação de alto nível (source language) deve ser
reinscrito novamente para uma linguagem em
código binário que pode ser lida por uma maquina
(target language). Este processo automatizado de
tradução é chamado de compilação e o compilador é
um programa que, de fato, lê e traduz com um
processo de reinscriçao a linguagem fonte (source
language) na linguagem do destino (target language).
Mas um código software deve dialogar com o mundo
não pode ser apenas um conjunto automatizado de
operações. Passagem da programação para a
interaçao
O código software não é uma ferramenta nem uma
tecnologia de representação do mundo (escrita,
imagem, video) mas um motor de transformação da
realidade que torna o mundo algo probramavel
Lição II: O Sensor.
Sentidos, sensorium e
novo senso
O novo aparato sensorial composto por código
software, dispositivos e acessórios moveis, sensores
ambientais, dados e inteligências artificiais, que
estamos desenvolvendo e incorporando na vida
cotidiana e profissional, dentro e perto do nosso
corpo ou transportados em nosso movimentos, tanto
dentro da nossa casa quanto no meio ambiente , é a
nossa tentativa final de acessar ao mundo de
maneira, escalas e formas sem precedentes na
historia da humanidade. Não estamos percebendo
mas um novo sensorium – uma nova capacidade de
sentir o mundo por meio de dados – esta surgindo
“A natureza que fala à camara é
differente daquela que fala aos
olhos ”
W.Benjamin
O que é um sensor ?
É um dispositivo que intercepta, registra,
traduz e converte um estimulo/input - que
pretendemos medir- em um sinal elétrico
que se torna saída/output medida
interpretável (de um observador ou de um
instrumento). Um sensor é portanto usado
para interceptar e emdir um amplo
espectro de fenômenos e quantidades
físico-químicos ou de outras naturezas
presentes no mundo…. pag.65
Os sensores são instrumentos de
construção de mundo e não apenas
instrumentos de medição
Sao responsaveis pelo advento de um
novo tipo de natureza, interativa e
comunicante digitalmente.
A natureza que fala aos sensores nao é a
mesma que fala aos olhos
Lição III: Os algoritmos
• O algoritmo tem a ver com um conjunto de
regras.
• Um algoritmo é um procedimento de cálculo:
um número finito de regras que leva ao
resultado após um número finito de operações.
As operações nada mais são do que aplicações
das regras dadas, que em termos de TI também
são chamadas de “instruções” ou comandos.
• O algoritmo de computador é, portanto, um
conjunto de instruções aplicadas para executar
um processamento ou resolver um problema.
• Os algoritmos automático de aprendizagem
(machine learning) são algoritmo que de fato
criam outros algoritmos e, portanto,diferente
do procedimento clássico, deixam para as
maquinas a tarefa de criar-los
Cada ação que realizamos no mundo
digital se desenvolve em dois níveis:
primeiro a interação com os algoritmos
nos permite obter o que buscamos e,
segundo, essa mesma interação ensina
a maquina a aprimorar o
conhecimento que ela tem do mundo
e de nos
(C. Accoto)
Lição IV: Big Data
• Os Data não são Dados !
• Os dados são produzidos por humanos
• Os dados são fixos nascem velhos
• Os dados sâo construídos
estatisticamente
• Os Data são produzidos pelas
assemblamentos e processamentos
automatizados de dados diversos
• Volume
• Velocidade
• Variedade
Plataformas
• As plataformas não são mídia!
• Nem um tipo de artefato que está
na nossa frente, mas se mostram como
um circuito que nós habitamos e que
nos atravessam e que determinam a
alteração da qualidade de nossas
relações.
• As plataformas são ecossistemas
informatizados e apresentam-se como
um particular tipo de social.
«Embora os organismos reivendiquem nossa atençao principal quando
analisamos em profundidade nao podemos separa-los de seu ambiente
espacial com o qual eles formam um ambiente fisico (...) Nosso
preconceito humano nos leva a considerar os organismos como a parte
mais importante desses sistemas, mas certamente os fatores
inorganicos fazem parte dele – nao haveria sistema sem esses ultimos,
e existe uma troca imensa e constante entre os diferentes elementos e
entre cada sistema, nao apenas entre os organismos, mas entre o
organico e o inorganico. Esses ecosistemas, como podemos chama-los,
sao de diferentes tipos e tamanhos»
A.
Tansley
«É por este motivo que
preferimos utilizar o termo
Platform Society, um termo que
ressalta a indistinguível relação
entre as plataformas online e as
estruturas sociais. As plataformas
não são o reflexo do social, ao
contrário, são elas que produzem
as estruturas sociais nas quais
vivemos»
J.V Dick, T. Poell, M. Wall. The Platform Society.
Tipos de plataformas
• Ambientais: Array of things -
Chicago
• Deliberativas - Liquid feedback
• Culturais - Spotify
• Compartilhamento de serviços –
Airbnb Uber
• Compartilhamento de datos
cientificos (open science)
Blockchain
Teoria das redes
PROF. DR. Massimo Di Felice USP
bloco 4 Net-ativismo: as interações
em rede e a teoria da ação conectada
O imperador Carlos Magno, já em avançada
idade, apaixonou-se por uma donzela alemã.
Os barões da corte andavam muito
preocupados vendo que o soberano, entregue
a uma paixão amorosa que o fazia esquecer-se
de sua dignidade real, negligenciava os deveres
do Império. Quando a jovem morreu
subitamente, os dignitários respiraram
aliviados, mas por pouco tempo, pois o amor
de Carlos Magno não morreu com ela. O
imperador mandou embalsamar o cadáver e
transportá-lo para sua câmara recusando
separar-se dele. O arcebispo Turpino,
apavorado com essa paixão macabra, suspeitou
que havia ali um sortilégio e quis examinar o
cadáver. Oculto sob a língua da morta
encontrou um anel com uma pedra preciosa. A
partir do momento em que o anel passou às
mãos de Turpino, Carlos Magno apressou-se
em mandar sepultar o cadáver e transferiu seu
amor para a pessoa do arcebispo. Turpino, para
fugir daquela embaraçosa situação, atirou o
anel no lago de Costança. Carlos Magno
apaixonou-se então pelo lago e nunca mais
quis se afastar de suas margens.
(CALVINO, 1996, p. 78)
O que significa que a nossa sociedade
é uma sociedade em rede?
1. Significa que não é composta apenas por humanos; (para além da
civitas)
2. Se apresenta como complexa: sistema aberto auto-eco-organizado
interativo;
3. Nela não existe distinção entre sujeito e objeto; entre humano,
técnica e natureza
4. Apresenta-se como em contínua transformação, na qual suas
especificidades se constroem a partir das interações
5. Não existe nela centralidade nem totalidade
6. A sociedade em rede não é.
A Nova ecologia do social
• Nível mineral- energético
• Nível biológico
• Nível superficial
• Nível imaginário
•.Nível eletrônico
•.Nível aéreo
• Nível satelititario
• Nível digital
Possíveis significados da ação nas redes digitais
• 1. Açao em direçao ao
externo
• 2. Acao exotopica
• 3. A Açao dialogia
• 4. A açao socio-tecnica
• 5. A açao em rede
• A ação empatica
• M. Weber, teoria da ação racional
• A ação empatica é realizada pelo
sujeito em direção ao externo
2) A ação exotopica
• Bakhtin
• Platao
• E. Durkheim
• T. Parsons
• J.Baudrillard
• M. Perniola
(crise da ação e deslocação da ação fora do sujeito )
3. Açao dialogica
• A poética da obra aberta tende, como disse Pouseur, a promover no intérprete
atos de liberdade consciente, a colocá-lo como centro ativo de uma rede de
relações inexauríveis, entre as quais ele instaura a própria forma, sem ser
determinado por uma necessidade que lhe prescreve os modos definitivos de
organização da obra fruída (...). Obra aberta como proposta de um campo de
possibilidades interpretativas, como configuração de estímulos dotados de uma
substancial indeterminação, assim que o fruidor seja induzido a uma série de
leituras sempre variáveis; estrutura, enfim, como constelação de elementos que
se presta, a diversas relações recíprocas (...).
• As formas plásticas de um Gabo ou de um Lippold convidam o fruidor a uma
intervenção ativa, a uma decisão motora, em favor de uma poliedricidade do
dado de partida. A forma em si definida é construída de modo a resultar
ambígua e visível de perspectivas diversas e de modo diverso. Como o fruidor
circunavega as formas, essas lhe parecem várias formas. É quanto já tinha
parcialmente acontecido com o edifício barroco e com o abandono de uma
perspectiva frontal privilegiada (ECO, 1962, p. 74).
•
4. A açao socio-tecnica
O corpo obsoleto Sterlac
Performance trans organica Orlan
¨Mas no fato de que tanto a voz humana
quanto os sons dos instrumentos só são
desfrutáveis por meio de uma distorção, de
um filtro, de uma montagem, que os torna
artificiais, mas não mecânicos: eles são de
algum modo uniformizados numa
sensibilidade neutra que, justamente
porque escapa do prazer e da dor, não
conhece repouso nem catarse¨. (PERNIOLA,
2005, p. 83)
• Assim a manifestação eletrônica da voz
humana evoca penetrações infinitas que
se enterram além da boca e da garganta
em profundidades que não são mais de
carne: é como se justamente dessas
invasões em canais que se parecem mais
a tubos de órgão do que a condutos
biológicos proviesse um canto inerente
às coisas.
(PERNIOLA, 2005, p. 83)
5. A açao
em rede
• Os artefatos da biotecnologia, revelam que a
genética é hoje inseparável dos instrumentos
eletrônicos, dos computador e dos instrumentos
de alta tecnologia (...). (...) Tecnologia e biologia
não são, portanto, opostas, elas se fundem umas
nas outras, assim como gestos e artefatos
humanos. (...) Especialmente porque a linha
divisória entre corpo e técnica não é clara."
(PUECH, 2008, pp. 24-25.).
A incerteza da ação em rede
• O campo da ação é muito aleatório e muito incerto. Ele nos impõe uma
consciência bastante agida dos acasos, derivas, bifurcações, e nos impõe a
reflexão sobre sua própria complexidade. Aqui intervém a noção de ecologia da
ação. Desde o momento em que um indivíduo empreende uma ação, qualquer
que seja ela, esta começa a escapar de suas intenções. Ela entra num universo de
interações e finalmente o meio-ambiente apossa-se dela num sentido que pode
se tornar contrário ao da intenção inicial. (...) A ação supõe a complexidade, isto
é, acaso, imprevisto, iniciativa, decisão, consciência das derivas e transformações.
(MORIN, 2011, pp. 80-81)
•
A teoria do ator- rede
• A sociedade como um todo não existe,
existem as agregações
• Os atores sociais não existem. Nas redes
ninguém age solzinho mas todos são levado a
agir pelos outros
• Cada ator é um ator-rede.
• Os atores redes são de varias naturezas...
• Do ator para os actantes
• Um ator é definido pelos efeitos de suas ações, de modo
que o que não deixa traço não pode ser considerados ator.
Ou seja, somente podem ser considerados atores aqueles
elementos que produzem efeitos na rede, que a modificam
e são modificados por ela e são estes elementos que
devem fazer parte de sua descrição. Porem não há como
anteciparmos que atores produzirão efeitos na rede, que
atores farão diferença, senão acompanhando seus
movimentos. (LATOUR, 2012, p. 35)
• Nem em casa, nem fora, nem ida, nem volta, nem pátria,
nem exílio, nem tradição, nem inovação, nem passado,
nem futuro, mas transição, translação, tradução,
transmissão, trânsito, no espaço, no tempo, na psique, na
linguagem, na sexualidade, na sociedade (...). Em cada
lugar está tudo o que deveria estar, porque existe a coisa
mais importante: o presente. Assim não alcançamos a
imobilidade, mas, às vezes, a temporalidade do espaço, a
sua dimensão efetiva, histórica. (PERNIOLA, 1985, p. 86).
• A atopia não é um novo tipo de espaço ou um território de
simulacro. É mais do que isso: na verdade, poderia ser definido
como uma pós-territorialidade no sentido de que vai além das
formas físicas do espaço, substituindo-as por uma forma digital e
informativa transorgânica (...) O habitar atópico é alcançado
através da hibridização – tanto transitória quanto fluida – de
corpos, tecnologias e paisagens; como o advento de uma nova
tipologia de ecossistema que não é nem orgânica, nem inorgânica,
nem extática, nem delimitável, mas informativa e imaterial.
(DI FELICE, 2010, p. 34)
O Ato conectivo
O Ato conetivo
1. As formas de conflitualidade difundidas nos últimos anos em cada
região do planeta não são apenas a expressão de um novo tipo de
conflitualidade social, mas a consequência de uma profunda
alteração da condição habitativa que se caracteriza pela agregação,
por meio de diversos tipos de conectividade, de indivíduos,
dispositivos de conexão, fluxos de informações, bancos de dados e
territorialidades.

Professor Massimo - Redes digitais e sustentabilidade

  • 1.
    REDES DIGITAIS E SUSTENTABILIDADE PROF.DR. Massimo Di Felice USP AULA 1
  • 2.
    Proposta da Disciplina Detalhamento Teoriadas redes • Da mídia para as redes • História e evolução da conectividade • Arquiteturas de Redes: Softwares, Sensores, Algoritmos e Big data • Net-ativismo: as interações em redes e a teoria da ação conectada Datificação: a teoria de Gaia e o fim de uma ideia de mundo • Do mundo para Gaia • Ideias para acelerar a superação do antropoceno • Data ecology: epistemologias da conectividade • Plataformas e ecologias conectadas
  • 3.
    PROF. DR. MASSIMODI FELICE • Professor Titular da Universidade de São Paulo, USP • Bolsista produtividade CNPQ • Fundador e director do Centro internacional de pesquisa sobre redes digitais - ATOPOS • Diretor cientifico do Istituto di Alti Studi Toposofia de Roma • Fundador do Observatorio Latinoameicano de Cidadania Digital • Sociólogo pela Universitá La Sapienza di Roma • Doutor em Ciências da Comunicação pela ECA-USP • Pós-Doutor pela Un. Descartes. Paris V Sorbonne • Professor e orientador do Programa em Ciências ambientais (PROCAM) do Instituto de Energia e Ambiente da USP
  • 4.
    Teoria das redes PROF.DR. Massimo Di Felice USP AULA 1 - Da mídia para as redes
  • 5.
    Pensar a técnica “Oque é verdadeiramente inquietante não é que o mundo vem se transformando num lugar dominado por completa pela técnica. Muito mais inquietante é que o homem não é por nada preparado a esta radical transformação do mundo. Muito mais inquietante é que não somos ainda capazes de alcançar através de um pensamento uma confrontação adequada com o que está realmente acontecendo na nossa época” M.Heidegger (1889-1976)
  • 6.
  • 7.
    Humanidade - Tecnologia- Natureza Fonte: Luciano Floridi, The Fourth Revolution, 2010. Tecnologias de primeira ordem:
  • 8.
    Tecnologias de segundaordem: Humanidade - Tecnologia - Tecnologia Fonte: Luciano Floridi, The Fourth Revolution, 2010.
  • 9.
    Tecnologias de terceiraordem: Tecnologia - Tecnologia – Tecnologia Fonte: Luciano Floridi, The Fourth Revolution, 2010.
  • 10.
    Tekné Aristotélica • Técnicainstrumental • Valor de meio, instrumento
  • 11.
    Técnica moderna • Técnicacomo possibilidade • Surgimento de um pensamento novo • Que une a empiria ao experimento “Galileu, descobridor de partes do céu nunca mais reencontradas” (1564-1642)
  • 12.
    A ideia detécnica em M. Heidegger • A essência da técnica não está na técnica • O significado da técnica não é instrumental • Ποίεσις (Poiesis) • Técnica como desvelamento • A essência do homem é a técnica
  • 13.
    A técnica nopensamento do M. Heidegger não é apenas um “fazer instrumental”, mas está relacionada também a um fazer estético e artístico. Analisando a etimologia grega do conceito o filósofo alemão observa como eles tinha o mesmo verbo para indicar tanto o produzir artístico estético quanto o produzir técnico: ποϊεσίς (poiesis) revelar, trazer à luz o que estava oculto... E´ neste sentido que em Heidegger a técnica e o produzir ganham o significado estético do desvelamento
  • 14.
    Técnica eletrônica Surge nocontexto industrial e está ligada a máquina a vapor e ao descobrimento da energia elétrica M. McLuhan pensava as transformações provocadas pela invenção da energia elétrica, como o resultado do advento de um novo tipo de técnica, não mais material nem instrumental, cujos efeitos aconteciam não na esfera motora, mas no sistema nervoso central, isto é, no nível da percepção.
  • 15.
    “Os efeitos datecnologia não ocorrem aos níveis das opiniões e dos conceitos: eles se manifestam nas relações entre os sentidos e nas estruturas da percepção, num passo firme e sem qualquer resistência.” (McLuhan)
  • 16.
    “O meio éa mensagem. Isto apenas significa que as consequências sociais e pessoais de qualquer meio – ou seja, de qualquer uma das extensões de nós mesmos – constituem o resultado do novo estalão introduzido em nossas vidas por uma nova tecnologia ou extensão de nós mesmos.” (McLuhan)
  • 17.
    Ao longo deamplos períodos históricos junto com os modos complessivos de existências das coletividades humana, modificam- se também os modos e os gêneros de suas percepções sensoriais. A maneira segundo a qual se organiza a percepção sensorial humana – o médium no qual está se desenvolve – não é condicionada somente em senso natural, mas também histórico. W. Benjamin
  • 18.
    Surge assim umtipo de tecnologia e de técnica imaterial performativa que produz efeito não somente no território, mas na nossa forma de perceber
  • 19.
    Técnica cibernética oudigital Para Norbert Wiener a linguagem não era uma atividade exclusivamente humana. A extensão da linguagem às maquinas e ao território (eco sistema) cria uma técnica não antropocêntrica e a passagem da técnica para as técnicas
  • 20.
    Não existe umúnico significado e uma única ideia de técnica Yuk Hui Cada cultura e cada época produz o seu significado, a sua ideia e a sua própria forma de técnica.
  • 21.
    Coevolução Devemos pensar ahistória do humano como a um diálogo contínuo com a técnica, numa perspectiva de co-evolução. Michel Puech
  • 22.
    Da técnica paraas redes bio-miméticas A mídia como extensão dos sentidos M. McLuhan A técnica é a essência do homem M. Heidegger Onde termina o nosso cérebro ? G. Bateson
  • 23.
    Bio-tecnologia • '"Biotecnologia significaqualquer aplicação tecnológica que utilize sistemas biológicos, organismos vivos, ou seus derivados, para fabricar ou modificar produtos ou processos para utilização específica.“ A Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU • A definição ampla de biotecnologia é o uso de organismos vivos ou parte deles, para a produção de bens e serviços. Nesta definição se enquadram um conjunto de atividades que o homem vem desenvolvendo há milhares de anos, como a produção de alimentos fermentados (pão, vinho, iogurte, cerveja, e outros). Por outro lado a biotecnologia moderna se considera aquela que faz uso da informação genética, incorporando técnicas de DNA recombinante. • A biotecnologia combina disciplinas tais como genética, biologia molecular, bioquímica, embriologia e biologia celular, com a engenharia química, tecnologia da informação, robótica, bioética e o biodireito, entre outras
  • 24.
    Nano-tecnologia • A nanotecnologiaé o estudo de manipulação da matéria numa escala atômica e molecular. Geralmente lida com estruturas com medidas entre 1 a 100 nanômetros em ao menos uma dimensão, e incluí o desenvolvimento de materiais ou componentes e está associada a diversas áreas (como a medicina, eletrônica, ciência da computação, física, química, biologia e engenharia dos materiais) de pesquisa e produção na escala nano (escala atômica). O princípio básico da nanotecnologia é a construção de estruturas e novos materiais a partir dos átomos. É uma área promissora, mas que dá apenas seus primeiros passos, mostrando, contudo, resultados surpreendentes (na produção de semicondutores, Nanocompósitos, Biomateriais, Chips, entre outros). Criada no Japão, a nanotecnologia busca inovar invenções, aprimorando-as e proporcionando uma melhor vida ao homem.
  • 25.
    Da técnica paraas inteligência ecologicas • Não externalidade da técnica • Não instrumentalidade • Dimensão ecológica (nem externa nem interna) • Dimensão conectiva nem sujeito nem tecno centrica
  • 26.
    “Cada vez quese fala de medium ou comunicação, necessitaria se distanciar o máximo possível da opinião dos jornalistas ou dos intelectuais na moda. Deve-se, ao contrário, reconhecer que, quando se menciona a palavra comunicação, não se faz simplesmente referência à informação e à mensagem, mas se define o modo que uma época ou uma determinada sociedade se relaciona com os mortos, os vivos e a natureza” (S. Kierkegaard)
  • 27.
    Teses sobre ahistoria ¨Articular historicamente o passado não significa conhecê-lo "como ele de fato foi". Significa apropriar-se de uma reminiscência, tal como ela relampeja no momento de um perigo. Cabe ao materialismo histórico fixar uma imagem do passado, como ela se apresenta, no momento do perigo, ao sujeito histórico, sem que ele tenha consciência disso¨ W. Benjamin
  • 28.
    “A arqueologia damídia de acordo com minha compreensão significa ao menos duas coisas: não aceitamos a ideia de que a mídia tenha sido inventada no século XIX com o advento da fotografia, telefonia e cinematografia, ou seja que a mídia seja resultado da industrialização. Os meios de comunicação tem uma historia muito mais longa que remonta as chamadas altas culturas dos períodos bizantino, chinês indiano, sul americano ou helenístico.”
  • 29.
    Historicamente foram quatroas revoluções comunicativas: I. A Revolução Quirográfica ou da Escrita – a partir do IV milênio a.C. II. A Revolução Gutemberguiana – após a invenção da impressão – metade do século XV III. A Revolução Elétrica ou Eletrônica – após a invenção do telégrafo do rádio e da TV – séculos XIX e XX IV. A Revolução Digital – após a difusão das tecnologias comunicativas eletrônicas digitais em rede – séculos XX e XXI
  • 33.
    Paul Baran –concepções de rede Fonte: BARAN, Paul. On distributed communications (www.rand.org/publications/RM/RM3420/RM3420.chapter1.html - 11/04/07 - 16h00)
  • 34.
    2. Redes Conectivas Acomunicação em rede Transfiguração e não repasse das informações Fim da comunicação unidirecional (teatro, livro, jornais, TV)
  • 36.
    Teoria das redes PROF.DR. Massimo Di Felice USP bloco 2 Historia e evolução da conectividade
  • 37.
  • 38.
    II - Internetfotonica - Web 2.0 A web 2.0, baseada na fibra otica e na cloud computing é expressao de um novo tipo de conexao que altera a arquitetrua da propria internet e nos abre para uma dimensao inedita das relaçoes que expressam-se no ambito de uma ecologia habitavel conectivamente.
  • 39.
  • 40.
    III - Internetof things
  • 41.
    ̈Um novo paradigmaque está rapidamente a ganhar terreno no cenário das telecomunicações sem fios modernas. A ideia básica desse conceito é a presença generalizada ao nosso redor de uma variedade de coisas ou objetos – como tags de identificação por radiofrequência (RFID), sensores, atuadores, telefones celulares, etc. – que, através de esquemas de endereçamento únicos, são capazes de interagir uns com os outros e cooperar com seus vizinhos para alcançar objetivos comuns ̈ Atzori I., Iera A. Morabito G Internet of things: a surve, in Computer Networks: The International Journal of Computer and Telecommunications Networking (2010)
  • 42.
    Uma infraestrutura globalpara a Sociedade da Informação, permitindo serviços avançados através da interligação (física e virtual) de coisas baseadas em tecnologias de informação e comunicação interoperáveis existentes e em evolução. – Através da exploração das capacidades de identificação, captura de dados, processamento e comunicação, fazer pleno uso das "Coisas" para oferecer serviços a todos os tipos de aplicações, garantindo ao mesmo tempo que os requisitos de segurança e privacidade são cumpridos. Atzori I., Iera A. Morabito G Internet of things: a surve, in Computer Networks: The International Journal of Computer and Telecommunications Networking (2010)
  • 43.
    ̈A Internet dasCoisas (IoT) refere-se ao substantivo coletivo para a ideia geral de conectar o físico ao digital via tecnologia. Receber dados de todo o tipo de objetos inteligentes do passado, do presente e do futuro para comunicar e sentir ou interagir com o seu estado interno ou com o ambiente externo para simplificar e facilitar a vida humana, melhorar os processos de negócio, reduzir custos e riscos e aumentar a eficiência ̈ Bouter R. Internet of things for business and beyond in
  • 44.
    IV - Internetdos dados Big Data A quantidade de dados subida e compartilhadas na internet é hoje incontável Tais grandezas tornaram necessária a reformulação da própria ideia de dados Tornando necessária a distinção entre dados calculáveis e a quantidades infinitas de dados, isto é, os Big Data
  • 45.
    O motor deuma aeronave durante seu funcionamento normal pode gerar uma quantidade de dados de cerca de 10 terabytes a cada 30 minutos de voo. Da meteorologia, aos social network e à rede RDIF (Radio Frequency ID tags), a quantidade de dados disponíveis e em circulação hoje nas redes tem assumido proporções quase incalculáveis.
  • 47.
    “Para entrar nomundo dos big data, devemos mudar a abordagem mental sobre os méritos da exatidão. Aplicar a mentalidade convencional da mensuração ao mundo digital e interconectado do século XXI significa perder de vista um ponto nevrálgico. (...) A obsessão pela exatidão é uma construção da era analógica. (...) Hoje não temos mais esse problema, tendo à disposição dataset mais complexos que não capturam somente uma pequena parte do fenômeno estudado, mas a totalidade do fenômeno ou grande parte dele…” V.M.Schonberger and K.Cukier, Big Data, 2013,New York Hartcourt Publishing Company.
  • 48.
    “Os big datatransformam nosso modo de entender e explorar o mundo. Na era dos small data, éramos guiados por hipóteses sobre como funcionava o mundo, as quais depois tentávamos validar recolhendo e analisando dados. No futuro, nossa compreensão será guiada mais pela abundância dos dados do que pelas hipóteses” V.M.Schonberger and K.Cukier, Big Data, 2013,New York Hartcourt Publishing Company. G.D.Cerrini Apollo e la Sibilla cumana
  • 49.
    “O dilúvio dedados torna o método científico obsoleto (...) Há um mundo em que enormes quantidades de dados e matemática aplicada substituem todos os outros instrumentos que poderiam ser empregados ​​(...) Na presença de um número suficiente de dados, os números falam por si. Os petabytes nos permitem dizer: a correlação é mais do que o suficiente” Anderson Cris ¨the end of theory¨in Wired ,16. 2008 n.7.
  • 50.
    V - Internetsemântica
  • 51.
    Partindo de umaanálise da relação entre tecnologia midiática e atividade cognitiva, tal estudo propõe a construção de uma nova escrita IEML (Information Economy Meta Language) que permita organizar, decifrar e ler o movimento das informações online
  • 52.
    P. Lévy defineo IEML como um sistema de organização e “endereçamento de uma esfera semântica comum por meio da qual a cognição humana poderá a) organizar sua memória e seu conhecimento segundo uma multiplicidade aberta de perspectivas comensuráveis b) representar e observar seus próprios processos organizadores (....) A IEML estabelece a existência irreversível de um autômato semântico – uma máquina abstrata para calcular o significado – que abre novas possibilidades para a cognição humana
  • 53.
    “Ao fim, ainteligência coletiva – propriamente como essa se apresenta objetivamente nos dados da web – tornar- se-á capaz de uma auto-reflexão no âmbito de uma mídia digital coordenada por uma esfera semântica, que defino como Hipercortex”
  • 54.
    VI - Interneteverythings
  • 55.
    VII - InternetEcológica
  • 56.
    Redes Conectivas Nova ideiade comunicação Não mais linear nem frontal, mas ecológica e reticular
  • 57.
    Arquiteturas Digitais de Interação DaMídia para as Redes de Arquiteturas Digitais de Interação O que são Arquiteturas Digitais de Interação ? Não é uma estrutura Uma arquitetura de interação digital é: 1. Uma forma formante 2. Uma condição habitativa comunicativa 3. Uma alteração do estatuto de natureza
  • 58.
    As Arquiteturas Digitaisde Interação não são apenas um sistema informativo, nem uma arquitetura externa, mas uma inteligência que conecta e transforma, constituindo-se como um novo tipo de ecologia que instaura uma nova condição habitativa
  • 59.
    Ecossistemas digitais Novas formas deinterações em rede que geram uma cultura da conectividade entre homem, ambiente e técnica Que criam uma ecologia reticular e simbiótica “A-topos” do Greco ατοπος “lugar estranho” “algo fora do lugar” ¨lugar indefinível”
  • 60.
    Teoria das redes PROF.DR. Massimo Di Felice USP bloco 3 Arquiteturas de redes: Softwares, Sensores, algoritmos e big data
  • 61.
    • Software código •Sensores • Algoritmos • Big data
  • 62.
    Sumario I O código:o software que devora o mundo II O Sensor: sentido sensorium e novo senso III O Algoritmo: construir inteligência alienígena IV O Dado: A experiencia além da experiencia V O Mundo: uma mega estrutura acidental
  • 63.
    Prefacio de Alex Pentland diretorMidiaLab MIT “E´ a primeira vez na historia humana que somos capazes (...) de construir realmente sistemas sociais qu funcionam qualitativamente melhor de que os sistemas que sempre tivemos. Sensores corporais, ambientais e sociais nos oferece a possibilidades de passar da compreensão da realidade à construção de novas realidades.” “Imaginamos por um momento que podemos potencializar nosso cérebro social, oferecendo as pessoas ferramentas baseadas em dados e informações antecipatórias que lhe permitam saber realmente o que esta acontecendo nas organizações, nas cidades e nos governos”.
  • 64.
    Lição I Ocódigo: O software que devora o mundo “ Se a eletricidade e o motor de combustão tornaram possível a sociedade industrial, de maneira semelhante o software esta desenhando e construindo a nova forma de ser do nosso mundo, de nossa sociedade e de nosso futuro”. “O software é invisível e inalcançável para os nossos sentidos”
  • 65.
    O que éum software ? O software se configura, ao mesmo tempo, como um forma de escrita e como uma forma de leitura mas tambem como um codigo de execuçao Mas ler e escrever para o computador nao é a mesma coisa que para nos humanos. Para computador leer e uma inscriçao e portanto algo material. A sua finalidade principal é fazer as coisas acontecerem no mundo O codigo é ação e um outro tipo de escrita O software se torna o horizonte da experiencia Mas o que é o mundo depois do software ? Il software transforma em profundidade o nosso conceito do que é possível (...) o código software redefine, ontogeneticamente as condições de possibilidade do mundo
  • 66.
    O futuro estaescrito no código. O mundo se torna programável. Três fases da historia do software: 1 a conferencia de Garmisch 1969 2 surgimento da engenharia de software (anos setenta) waterfall (desenvolvimento a partir das exigências e dos ´problemas do usuario 3 modelo ágil baseado na atualização Para funcionar se tornar operacional e atuar no mundo o programa escrito numa linguagem de programação de alto nível (source language) deve ser reinscrito novamente para uma linguagem em código binário que pode ser lida por uma maquina (target language). Este processo automatizado de tradução é chamado de compilação e o compilador é um programa que, de fato, lê e traduz com um processo de reinscriçao a linguagem fonte (source language) na linguagem do destino (target language). Mas um código software deve dialogar com o mundo não pode ser apenas um conjunto automatizado de operações. Passagem da programação para a interaçao
  • 67.
    O código softwarenão é uma ferramenta nem uma tecnologia de representação do mundo (escrita, imagem, video) mas um motor de transformação da realidade que torna o mundo algo probramavel
  • 68.
    Lição II: OSensor. Sentidos, sensorium e novo senso O novo aparato sensorial composto por código software, dispositivos e acessórios moveis, sensores ambientais, dados e inteligências artificiais, que estamos desenvolvendo e incorporando na vida cotidiana e profissional, dentro e perto do nosso corpo ou transportados em nosso movimentos, tanto dentro da nossa casa quanto no meio ambiente , é a nossa tentativa final de acessar ao mundo de maneira, escalas e formas sem precedentes na historia da humanidade. Não estamos percebendo mas um novo sensorium – uma nova capacidade de sentir o mundo por meio de dados – esta surgindo
  • 69.
    “A natureza quefala à camara é differente daquela que fala aos olhos ” W.Benjamin
  • 70.
    O que éum sensor ? É um dispositivo que intercepta, registra, traduz e converte um estimulo/input - que pretendemos medir- em um sinal elétrico que se torna saída/output medida interpretável (de um observador ou de um instrumento). Um sensor é portanto usado para interceptar e emdir um amplo espectro de fenômenos e quantidades físico-químicos ou de outras naturezas presentes no mundo…. pag.65
  • 71.
    Os sensores sãoinstrumentos de construção de mundo e não apenas instrumentos de medição Sao responsaveis pelo advento de um novo tipo de natureza, interativa e comunicante digitalmente. A natureza que fala aos sensores nao é a mesma que fala aos olhos
  • 72.
    Lição III: Osalgoritmos • O algoritmo tem a ver com um conjunto de regras. • Um algoritmo é um procedimento de cálculo: um número finito de regras que leva ao resultado após um número finito de operações. As operações nada mais são do que aplicações das regras dadas, que em termos de TI também são chamadas de “instruções” ou comandos. • O algoritmo de computador é, portanto, um conjunto de instruções aplicadas para executar um processamento ou resolver um problema.
  • 73.
    • Os algoritmosautomático de aprendizagem (machine learning) são algoritmo que de fato criam outros algoritmos e, portanto,diferente do procedimento clássico, deixam para as maquinas a tarefa de criar-los
  • 74.
    Cada ação querealizamos no mundo digital se desenvolve em dois níveis: primeiro a interação com os algoritmos nos permite obter o que buscamos e, segundo, essa mesma interação ensina a maquina a aprimorar o conhecimento que ela tem do mundo e de nos (C. Accoto)
  • 75.
    Lição IV: BigData • Os Data não são Dados ! • Os dados são produzidos por humanos • Os dados são fixos nascem velhos • Os dados sâo construídos estatisticamente • Os Data são produzidos pelas assemblamentos e processamentos automatizados de dados diversos • Volume • Velocidade • Variedade
  • 76.
    Plataformas • As plataformasnão são mídia! • Nem um tipo de artefato que está na nossa frente, mas se mostram como um circuito que nós habitamos e que nos atravessam e que determinam a alteração da qualidade de nossas relações. • As plataformas são ecossistemas informatizados e apresentam-se como um particular tipo de social.
  • 77.
    «Embora os organismosreivendiquem nossa atençao principal quando analisamos em profundidade nao podemos separa-los de seu ambiente espacial com o qual eles formam um ambiente fisico (...) Nosso preconceito humano nos leva a considerar os organismos como a parte mais importante desses sistemas, mas certamente os fatores inorganicos fazem parte dele – nao haveria sistema sem esses ultimos, e existe uma troca imensa e constante entre os diferentes elementos e entre cada sistema, nao apenas entre os organismos, mas entre o organico e o inorganico. Esses ecosistemas, como podemos chama-los, sao de diferentes tipos e tamanhos» A. Tansley
  • 78.
    «É por estemotivo que preferimos utilizar o termo Platform Society, um termo que ressalta a indistinguível relação entre as plataformas online e as estruturas sociais. As plataformas não são o reflexo do social, ao contrário, são elas que produzem as estruturas sociais nas quais vivemos» J.V Dick, T. Poell, M. Wall. The Platform Society.
  • 79.
    Tipos de plataformas •Ambientais: Array of things - Chicago • Deliberativas - Liquid feedback • Culturais - Spotify • Compartilhamento de serviços – Airbnb Uber • Compartilhamento de datos cientificos (open science)
  • 80.
  • 81.
    Teoria das redes PROF.DR. Massimo Di Felice USP bloco 4 Net-ativismo: as interações em rede e a teoria da ação conectada
  • 82.
    O imperador CarlosMagno, já em avançada idade, apaixonou-se por uma donzela alemã. Os barões da corte andavam muito preocupados vendo que o soberano, entregue a uma paixão amorosa que o fazia esquecer-se de sua dignidade real, negligenciava os deveres do Império. Quando a jovem morreu subitamente, os dignitários respiraram aliviados, mas por pouco tempo, pois o amor de Carlos Magno não morreu com ela. O imperador mandou embalsamar o cadáver e transportá-lo para sua câmara recusando separar-se dele. O arcebispo Turpino, apavorado com essa paixão macabra, suspeitou que havia ali um sortilégio e quis examinar o cadáver. Oculto sob a língua da morta encontrou um anel com uma pedra preciosa. A partir do momento em que o anel passou às mãos de Turpino, Carlos Magno apressou-se em mandar sepultar o cadáver e transferiu seu amor para a pessoa do arcebispo. Turpino, para fugir daquela embaraçosa situação, atirou o anel no lago de Costança. Carlos Magno apaixonou-se então pelo lago e nunca mais quis se afastar de suas margens. (CALVINO, 1996, p. 78)
  • 83.
    O que significaque a nossa sociedade é uma sociedade em rede? 1. Significa que não é composta apenas por humanos; (para além da civitas) 2. Se apresenta como complexa: sistema aberto auto-eco-organizado interativo; 3. Nela não existe distinção entre sujeito e objeto; entre humano, técnica e natureza 4. Apresenta-se como em contínua transformação, na qual suas especificidades se constroem a partir das interações 5. Não existe nela centralidade nem totalidade 6. A sociedade em rede não é.
  • 84.
    A Nova ecologiado social • Nível mineral- energético • Nível biológico • Nível superficial • Nível imaginário •.Nível eletrônico •.Nível aéreo • Nível satelititario • Nível digital
  • 85.
    Possíveis significados daação nas redes digitais • 1. Açao em direçao ao externo • 2. Acao exotopica • 3. A Açao dialogia • 4. A açao socio-tecnica • 5. A açao em rede
  • 86.
    • A açãoempatica • M. Weber, teoria da ação racional • A ação empatica é realizada pelo sujeito em direção ao externo
  • 87.
    2) A açãoexotopica • Bakhtin • Platao • E. Durkheim • T. Parsons • J.Baudrillard • M. Perniola (crise da ação e deslocação da ação fora do sujeito )
  • 88.
    3. Açao dialogica •A poética da obra aberta tende, como disse Pouseur, a promover no intérprete atos de liberdade consciente, a colocá-lo como centro ativo de uma rede de relações inexauríveis, entre as quais ele instaura a própria forma, sem ser determinado por uma necessidade que lhe prescreve os modos definitivos de organização da obra fruída (...). Obra aberta como proposta de um campo de possibilidades interpretativas, como configuração de estímulos dotados de uma substancial indeterminação, assim que o fruidor seja induzido a uma série de leituras sempre variáveis; estrutura, enfim, como constelação de elementos que se presta, a diversas relações recíprocas (...). • As formas plásticas de um Gabo ou de um Lippold convidam o fruidor a uma intervenção ativa, a uma decisão motora, em favor de uma poliedricidade do dado de partida. A forma em si definida é construída de modo a resultar ambígua e visível de perspectivas diversas e de modo diverso. Como o fruidor circunavega as formas, essas lhe parecem várias formas. É quanto já tinha parcialmente acontecido com o edifício barroco e com o abandono de uma perspectiva frontal privilegiada (ECO, 1962, p. 74). •
  • 94.
    4. A açaosocio-tecnica O corpo obsoleto Sterlac Performance trans organica Orlan ¨Mas no fato de que tanto a voz humana quanto os sons dos instrumentos só são desfrutáveis por meio de uma distorção, de um filtro, de uma montagem, que os torna artificiais, mas não mecânicos: eles são de algum modo uniformizados numa sensibilidade neutra que, justamente porque escapa do prazer e da dor, não conhece repouso nem catarse¨. (PERNIOLA, 2005, p. 83)
  • 95.
    • Assim amanifestação eletrônica da voz humana evoca penetrações infinitas que se enterram além da boca e da garganta em profundidades que não são mais de carne: é como se justamente dessas invasões em canais que se parecem mais a tubos de órgão do que a condutos biológicos proviesse um canto inerente às coisas. (PERNIOLA, 2005, p. 83)
  • 96.
    5. A açao emrede • Os artefatos da biotecnologia, revelam que a genética é hoje inseparável dos instrumentos eletrônicos, dos computador e dos instrumentos de alta tecnologia (...). (...) Tecnologia e biologia não são, portanto, opostas, elas se fundem umas nas outras, assim como gestos e artefatos humanos. (...) Especialmente porque a linha divisória entre corpo e técnica não é clara." (PUECH, 2008, pp. 24-25.).
  • 97.
    A incerteza daação em rede • O campo da ação é muito aleatório e muito incerto. Ele nos impõe uma consciência bastante agida dos acasos, derivas, bifurcações, e nos impõe a reflexão sobre sua própria complexidade. Aqui intervém a noção de ecologia da ação. Desde o momento em que um indivíduo empreende uma ação, qualquer que seja ela, esta começa a escapar de suas intenções. Ela entra num universo de interações e finalmente o meio-ambiente apossa-se dela num sentido que pode se tornar contrário ao da intenção inicial. (...) A ação supõe a complexidade, isto é, acaso, imprevisto, iniciativa, decisão, consciência das derivas e transformações. (MORIN, 2011, pp. 80-81) •
  • 98.
    A teoria doator- rede • A sociedade como um todo não existe, existem as agregações • Os atores sociais não existem. Nas redes ninguém age solzinho mas todos são levado a agir pelos outros • Cada ator é um ator-rede. • Os atores redes são de varias naturezas... • Do ator para os actantes
  • 100.
    • Um atoré definido pelos efeitos de suas ações, de modo que o que não deixa traço não pode ser considerados ator. Ou seja, somente podem ser considerados atores aqueles elementos que produzem efeitos na rede, que a modificam e são modificados por ela e são estes elementos que devem fazer parte de sua descrição. Porem não há como anteciparmos que atores produzirão efeitos na rede, que atores farão diferença, senão acompanhando seus movimentos. (LATOUR, 2012, p. 35)
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    • Nem emcasa, nem fora, nem ida, nem volta, nem pátria, nem exílio, nem tradição, nem inovação, nem passado, nem futuro, mas transição, translação, tradução, transmissão, trânsito, no espaço, no tempo, na psique, na linguagem, na sexualidade, na sociedade (...). Em cada lugar está tudo o que deveria estar, porque existe a coisa mais importante: o presente. Assim não alcançamos a imobilidade, mas, às vezes, a temporalidade do espaço, a sua dimensão efetiva, histórica. (PERNIOLA, 1985, p. 86).
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    • A atopianão é um novo tipo de espaço ou um território de simulacro. É mais do que isso: na verdade, poderia ser definido como uma pós-territorialidade no sentido de que vai além das formas físicas do espaço, substituindo-as por uma forma digital e informativa transorgânica (...) O habitar atópico é alcançado através da hibridização – tanto transitória quanto fluida – de corpos, tecnologias e paisagens; como o advento de uma nova tipologia de ecossistema que não é nem orgânica, nem inorgânica, nem extática, nem delimitável, mas informativa e imaterial. (DI FELICE, 2010, p. 34)
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    O Ato conetivo 1.As formas de conflitualidade difundidas nos últimos anos em cada região do planeta não são apenas a expressão de um novo tipo de conflitualidade social, mas a consequência de uma profunda alteração da condição habitativa que se caracteriza pela agregação, por meio de diversos tipos de conectividade, de indivíduos, dispositivos de conexão, fluxos de informações, bancos de dados e territorialidades.