PRINCÍPIOS DE
BIOSSEGURANÇA
Dr. Helder Francis
Conceituando
 Biossegurança é um conjunto de
procedimentos, ações, técnicas, metodologias,
equipamentos e dispositivos capazes de
eliminar ou minimizar riscos inerentes as
atividades profissionais... que podem
comprometer a saúde do homem, dos animais,
do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos
desenvolvidos.
(Manual de Biossegurança, 2008)
Indústrias
•Hemocentro
UBS
Universidades
Laboratório
Hospitais
Biossegurança
 A Biossegurança, é considerada, na Saúde do
Trabalhador, parte integrante da Segurança e
da Higiene do Trabalho, que se preocupa com
os trabalhadores da área de saúde e afins, em
cujos ambientes de trabalho estão presentes
não somente os fatores de riscos biológicos,
mas outros que podem diretamente agravar a
saúde ou podem ser desencadeadores de
acidentes biológicos (VIEIRA; LAPA, 2006).
Finalidade
Biossegurança:
 Existe com a finalidade de prevenção dos
riscos gerados pelos agentes químicos e
físicos envolvidos em processos de saúde,
onde o risco biológico se faz presente ou não.
Têm-se como principais medidas de
biossegurança, as seguintes: a lavagem das
mãos, a qual é considerada atitude básica
das precauções-padrão; uso de Equipamento
de Proteção Individual (EPI’S), como:
capotes, gorro, máscara, sapato fechado,
entre outros; uso de técnicas assépticas e as
barreiras físicas, designadas também como
isolamentos de contato e respiratório
(SOUZA, 2010).
Riscos Biológicos :
São os seguintes agentes: Bactérias,
Fungos, Parasitas, Vírus, Clamídias,Prions.
Sendo divididos em CLASSES, por ordem
crescente de risco
(conforme critérios pré-estabelecidos).
Ríscos Biológicos
VÍRUS BACTÉRIAS FUNGOS PROTOZOÁRIOS PARASITAS
AGENTES BIOLÓGICOS
Agentes Biológicos
FERIMENTOS OU
LESÕES NA PELE
CUTÂNEA
INGESTÃO DE MATERIAL
OU ALIMENTAÇÃO
CONTAMINADA
DIGESTIVA
ASPIRAÇÃO DE AR
CONTAMINADO
RESPIRATÓRIA
VIAS DE CONTAMINAÇÃO
 Classe I:
Dificilmente são patogênicos para o
homem, animais ou plantas
Exemplos:
• Lactobacillus, Bacillus cereus...
 Classe II:
 Moderado risco individual e limitado para a
comunidade
 São patogênicos para o homem mas,
• Medidas terapêuticas e profiláticas eficazes
 A maioria dos microorganismos isolados em
laboratórios clínicos de rotina
 Exemplos:
• E. coli, Pseudomonas spp, Acinetobacter spp,
Enterococcus spp, Micobactérias de cresc. Rápido
(MNTCR)
• Vírus da dengue, adenovirus, coronavirus
 Classe III:
 Muito patogênicos para o homem
• Potencialmente letais
 Disseminação via respiratória ou desconhecida
 Usualmente existe tratamento/prevenção
 Risco para comunidade e meio ambiente
 Exemplos:
• Vírus: Hantavirus (alguns), Flavivírus (febre amarela
não vacinal), Influenza Aviária,
• Bactérias: Mycobacterium tuberculosis, Bacillus
anthracis, Burkholderia mallei, Clostridium botulinum...
 Classe IV:
 São extremamente patogênicos para o homem
e/ou para animas
 Grande poder de transmissão por via respiratória
(ou forma desconhecida);
 Alta capacidade de disseminação na comunidade e
meio ambiente
 Não há tratamento/profilaxia conhecida
 Exemplos:
• Vírus:
• Filovirus (Marburg, Ebola)
• Febres hemorrágicas: Congo, Lassa, Sabia
• Vírus da Aftosa
ASSEPSIA E
ANTISSEPSIA
 73% das pessoas saem do banheiro com as
mãos contaminadas
 Após duas horas 77% exibem o mesmo
germe na boca
 50% das pessoas saem do banheiro sem
lavar as mãos
Moriya T. et al. ASSEPSIA E ANTISSEPSIA: TÉCNICAS DE ESTERILIZAÇÃO. Medicina (Ribeirão Preto) 2008; 41 (3): 265-73.
Técnica asséptica
 Limpeza: manter estado de asseio.
 Sanificação: destruição de microorganismos de uma
superfície inanimada.
 Desinfecção: agente físico ou químico destruindo
microorganismos patogênicos.
 Esterelização: remove todas as formas de vida
microbiana de um objeto ou espécie.
 Os termos antissépticos, desinfetantes e
germicidas são empregados como
sinônimos. Entretanto, caracterizamos como
antisséptico quando empregamos em tecidos
vivos e desinfetante quando utilizamos em
objetos inanimados.
DEFINIÇÕES
 Assepsia: é o conjunto de medidas que utilizamos
para impedir a penetração de microorganismos num
ambiente que logicamente não os tem, logo um
ambiente asséptico é aquele que está livre de
infecção.
 Antissepsia: é o conjunto de medidas propostas para
inibir o crescimento de microorganismos ou removê-
los de um determinado ambiente, podendo ou não
destruí-los e para tal fim utilizamos antissépticos ou
desinfetantes.
Moriya T. et al. ASSEPSIA E ANTISSEPSIA: TÉCNICAS DE ESTERILIZAÇÃO. Medicina (Ribeirão Preto) 2008; 41 (3): 265-73.
Degermação: “Refere-se à erradicação total ou
parcial da microbiota da pele e/ou mucosas por
processos físicos e/ou químicos.”
Margarido, Aspectos Técnicos em Cirurgia
Esterilização: “Processo que garante a completa
ausência de vida sob qualquer forma.”
Goffi, Técnica cirúrgica
Conceitos:
ANTISSEPSIA
 A descontaminação de tecidos vivos depende da
coordenação de dois processos: degermação e
antissepsia.
 A primeira, é a remoção de detritos e impurezas
na pele. Os sabões e detergentes removem
mecanicamente parte da flora microbiana
transitória mas não conseguem remover a flora
residente.
ANTISSEPSIA
 A segunda, é a destruição de
microorganismos transitórios ou residentes
da pele através da aplicação de um agente
germicida com ação contra microorganismos
muito frágeis como o Pneumococo, porém,
são inativos para Stafilococcus aureus,
Pseudomonas aeruginosa e outras bactérias
Gram- negativas.
ANTISSÉPTICO IDEAL:
 Estável por longo período de tempo.
 Amplo espectro de ação.
 Solúvel em água.
 Ativo em baixa concentração.
 Ação bactericida imediata.
 Não manchar a pele e vestuário.
 Eficaz à temperatura ambiente.
 Ação bacteriostática.
 Ausência de toxicidade e baixo custo
Filho, M.A.S.R, et.al PREVENCÃO DA INFECÇÃO DE FERIDA CIRÚRGICA EM CIRURGIA VASCULAR. Liga Acadêmica Vascular do Vale do São Francisco
OS ANTISSÉPSTICOS
 Um antisséptico adequado deve exercer a
atividade germicida sobre a flora cutâneo-
mucosa em presença de sangue, soro, muco
ou pus, sem irritar a pele ou as mucosas.
 Os agentes que melhor satisfazem as
exigências para aplicação em tecidos vivos
são os iodos, a clorhexidina, o álcool e o
hexaclorofeno.
Para a desinfecção das mãos:
Usa-se soluções antissépticas com detergentes e se destinam à
degermação da pele, realizando anti-sepsia parcial.
Como exemplos citam:
 Solução detergente de PVPI a 10% (1% de iodo ativo)
 Solução detergente de clorexidina a 4 %, com 4% de álcool
etílico.
Solução alcoólica para anti-sepsia das mãos:
 Solução de álcool iodado a 0,5 ou 1 % (álcool etílico a 70%,
com ou sem 2 % de glicerina)
 Álcool etílico a 70%, com ou sem 2% de glicerina.
Moriya T. et al. ASSEPSIA E ANTISSEPSIA: TÉCNICAS DE ESTERILIZAÇÃO. Medicina (Ribeirão Preto) 2008; 41 (3): 265-73.
Compostos de iodo
 O mais eficaz dos antissépticos.
 Germicida de amplo espectro atuando
contra esporos, germes anaeróbios, vírus e
fungos.
 Um dos antissépticos mais utilizados em
cirurgia por seu efeito imediato, ação
residual e amplo espectro.
Iodóforos
 O iodo pode ser dissolvido em polivinilpirrolidona (PVP)
 O mais usado é a solução de PVPI que é
bactericida,tuberculicida, fungicida, virucida e tricomonicida. Além
disso não é irritante, é facilmente removível pela água e reage
com metais
 Para as feridas abertas ou mucosas, (sondagem vesical), usamos
o complexo dissolvido em solução aquosa.
 Para a anti-sepsia da pele integra antes do ato cirúrgico, usamos
o complexo dissolvido em solução alcóolica.
Clorhexedina ou Cloro-hexidina
 Germicida que apresenta mais
efetividade contra bactérias Gram-
positivas do que Gram-negativas e
fungos.
Álcool
 Alcoóis etílico e isopropílico exercem ação
germicida quase imediata, porém sem
nenhuma ação residual, além disso ressecam
a pele em repetidas aplicações.
 É bactericida, fungicida e virucida para alguns
vírus, razão pela qual é usado na composição
de outros antissépticos.
Meios de esterilização
Físico
Calor seco
Estufa
Flambagem(chama)
Fulguração(eletricidade)
Calor úmido
Fervura
Autoclave
Radiações
Raios alfa
Raios gama
Raios x
Químico
Desinfetantes
 Compostos halogenados:
Tintura de iodo: (álcool iodado)
- É um dos mais potentes e rápidos bactericidas
- Irritante: dor qdo há lesão de pele, porém é o melhor anti-séptico para
pele íntegra;
- Eficaz contra anaeróbios esporulados, fungos, apresenta amplo
espectro.
Iodóforo: (iodo + detergente sintético)
- G+/-, não agem contra esporos;
- Praticamente não produzem reações alérgicas;
- Efeito residual por no mín 4h
Hexaclorofeno:
-G+, incluindo Staphylococos;
-Efeito residual
Anti-sépticos líquidos
 Cloro de Benzalcônio:
- G+/-, fungos e protozoários
• Ácido hipocloroso:
- oxidante;
- Bactericida de ação rápida
• Hipoclorito de sódio:
- Amplamente usado em curativos
Anti-sépticos líquidos
Agentes oxidantes:
Permanganato de potássio:
-usado para compressas em úlceras
crônicas da pele
H2O2:
-Não é indicada como anti-séptico por
ser ineficaz
Anti-sépticos líquidos
Óxido de Etileno:
- Substância explosiva, usada só na
forma de misturas;
- Seringas, sondas plásticas, fios de
suturas
• Óxido de propileno:
- Menos explosivo;
- Usado na esterilização de material
cirúrgico de pequeno porte.
Anti-sépticos voláteis-
esterilização
Antes de iniciar a esterilização:
- O material deve possuir o menor número de
microrganismos possíveis;
- Todas as partes componentes devem estar
dispostas de forma a serem acessíveis ao
agente esterilizante;
- O empacotamento deve ser realizado de tal
maneira que a esterilização seja mantida até o
uso dos instrumentos.
Esterilização do material
cirúrgico
Aspectos técnicos em cirurgia, N. F.
Margarido, ano V, volume II.
Higienização das mãos em serviço de
saúde, ANVISA, 2007.
Técnica cirúrgica: Bases
Anatômicas,Fisiopatológicas e Técnicas da
Cirurgia, Goffi, 4ª edição, 2006.
Referências Bibliográficas:
Mapa de Risco:
 “ É a expressão gráfica de distribuição
dos riscos envolvidos em um processo
de trabalho realizado em um ponto
específico.”
 Grupo 1- Riscos Físicos, identificados pela cor
verde. Ex. ruído, calor, frio, pressões, umidade,
radiações ionizantes e não-ionizantes,
vibração, etc.
 Grupo 2- Riscos Químicos , identificados pela
cor vermelha. Ex: poeiras, fumos, névoas ,
neblinas, etc.
 Grupo 3- Riscos Biológicos, identificados pela
cor marrom. Ex: fungos, vírus, parasitas,
bactérias, protozoários, insetos, etc.
 Grupo 4- Riscos Ergonômicos identificados
pela cor amarela. Ex: levantamento e
transporte manual de peso, monotonia,
repetitividade, responsabilidade, ritmo
excessivo, posturas inadequadas de trabalho,
trabalho em turnos, etc.
 Grupo 5 - Riscos de Acidentes, indicados peia
cor azul. Ex: arranjo físico inadequado,
iluminação inadequada, incêndio e explosão,
eletricidade, máquinas e equipamentos sem
proteção, quedas e animais peçonhentos.
RAIVA
DENGUE
MICRO
SALA DOS
FREEZERES
W.C
W.C
MATERIAL
ALMOXARIFADO ESCRITÓRIO
SOROLOGIA
MICRO
C.S.B
CULTURA
CELULAR
CIRCULAÇÃO
Mapa de Risco Ambiental LACEN - PR
Seção: Virologia Data Elaboração: 04.09.02
E la b o r a d o p e la C o m is s ã o I n t e rn a d e B io s s e g u ra n ç a
R e s p o n s á v e is : Ir e n e S k ra b a e M a r ia E m ilia A r a c e m a P e llis s a ri
Intensidade do Risco
Grande
Médio
Pequeno
Tipo de Risco
Físico
Químico
Biológico
Ergonômico
Acidentes
Recomendações
- Uso de EPI´s e EPC´s
- Manutenção de Equipamentos
- Conhecimento dos POP´s
- Treinamento em Biossegurança

PRINCÍPIOS DE BIOSSEGURANÇA laboratórios

  • 1.
  • 2.
    Conceituando  Biossegurança éum conjunto de procedimentos, ações, técnicas, metodologias, equipamentos e dispositivos capazes de eliminar ou minimizar riscos inerentes as atividades profissionais... que podem comprometer a saúde do homem, dos animais, do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos. (Manual de Biossegurança, 2008)
  • 3.
  • 4.
     A Biossegurança,é considerada, na Saúde do Trabalhador, parte integrante da Segurança e da Higiene do Trabalho, que se preocupa com os trabalhadores da área de saúde e afins, em cujos ambientes de trabalho estão presentes não somente os fatores de riscos biológicos, mas outros que podem diretamente agravar a saúde ou podem ser desencadeadores de acidentes biológicos (VIEIRA; LAPA, 2006).
  • 5.
    Finalidade Biossegurança:  Existe coma finalidade de prevenção dos riscos gerados pelos agentes químicos e físicos envolvidos em processos de saúde, onde o risco biológico se faz presente ou não.
  • 6.
    Têm-se como principaismedidas de biossegurança, as seguintes: a lavagem das mãos, a qual é considerada atitude básica das precauções-padrão; uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI’S), como: capotes, gorro, máscara, sapato fechado, entre outros; uso de técnicas assépticas e as barreiras físicas, designadas também como isolamentos de contato e respiratório (SOUZA, 2010).
  • 7.
    Riscos Biológicos : Sãoos seguintes agentes: Bactérias, Fungos, Parasitas, Vírus, Clamídias,Prions. Sendo divididos em CLASSES, por ordem crescente de risco (conforme critérios pré-estabelecidos).
  • 8.
    Ríscos Biológicos VÍRUS BACTÉRIASFUNGOS PROTOZOÁRIOS PARASITAS AGENTES BIOLÓGICOS
  • 9.
    Agentes Biológicos FERIMENTOS OU LESÕESNA PELE CUTÂNEA INGESTÃO DE MATERIAL OU ALIMENTAÇÃO CONTAMINADA DIGESTIVA ASPIRAÇÃO DE AR CONTAMINADO RESPIRATÓRIA VIAS DE CONTAMINAÇÃO
  • 10.
     Classe I: Dificilmentesão patogênicos para o homem, animais ou plantas Exemplos: • Lactobacillus, Bacillus cereus...
  • 11.
     Classe II: Moderado risco individual e limitado para a comunidade  São patogênicos para o homem mas, • Medidas terapêuticas e profiláticas eficazes  A maioria dos microorganismos isolados em laboratórios clínicos de rotina  Exemplos: • E. coli, Pseudomonas spp, Acinetobacter spp, Enterococcus spp, Micobactérias de cresc. Rápido (MNTCR) • Vírus da dengue, adenovirus, coronavirus
  • 12.
     Classe III: Muito patogênicos para o homem • Potencialmente letais  Disseminação via respiratória ou desconhecida  Usualmente existe tratamento/prevenção  Risco para comunidade e meio ambiente  Exemplos: • Vírus: Hantavirus (alguns), Flavivírus (febre amarela não vacinal), Influenza Aviária, • Bactérias: Mycobacterium tuberculosis, Bacillus anthracis, Burkholderia mallei, Clostridium botulinum...
  • 13.
     Classe IV: São extremamente patogênicos para o homem e/ou para animas  Grande poder de transmissão por via respiratória (ou forma desconhecida);  Alta capacidade de disseminação na comunidade e meio ambiente  Não há tratamento/profilaxia conhecida  Exemplos: • Vírus: • Filovirus (Marburg, Ebola) • Febres hemorrágicas: Congo, Lassa, Sabia • Vírus da Aftosa
  • 14.
  • 15.
     73% daspessoas saem do banheiro com as mãos contaminadas  Após duas horas 77% exibem o mesmo germe na boca  50% das pessoas saem do banheiro sem lavar as mãos Moriya T. et al. ASSEPSIA E ANTISSEPSIA: TÉCNICAS DE ESTERILIZAÇÃO. Medicina (Ribeirão Preto) 2008; 41 (3): 265-73.
  • 16.
    Técnica asséptica  Limpeza:manter estado de asseio.  Sanificação: destruição de microorganismos de uma superfície inanimada.  Desinfecção: agente físico ou químico destruindo microorganismos patogênicos.  Esterelização: remove todas as formas de vida microbiana de um objeto ou espécie.
  • 17.
     Os termosantissépticos, desinfetantes e germicidas são empregados como sinônimos. Entretanto, caracterizamos como antisséptico quando empregamos em tecidos vivos e desinfetante quando utilizamos em objetos inanimados.
  • 18.
    DEFINIÇÕES  Assepsia: éo conjunto de medidas que utilizamos para impedir a penetração de microorganismos num ambiente que logicamente não os tem, logo um ambiente asséptico é aquele que está livre de infecção.  Antissepsia: é o conjunto de medidas propostas para inibir o crescimento de microorganismos ou removê- los de um determinado ambiente, podendo ou não destruí-los e para tal fim utilizamos antissépticos ou desinfetantes. Moriya T. et al. ASSEPSIA E ANTISSEPSIA: TÉCNICAS DE ESTERILIZAÇÃO. Medicina (Ribeirão Preto) 2008; 41 (3): 265-73.
  • 19.
    Degermação: “Refere-se àerradicação total ou parcial da microbiota da pele e/ou mucosas por processos físicos e/ou químicos.” Margarido, Aspectos Técnicos em Cirurgia Esterilização: “Processo que garante a completa ausência de vida sob qualquer forma.” Goffi, Técnica cirúrgica Conceitos:
  • 20.
    ANTISSEPSIA  A descontaminaçãode tecidos vivos depende da coordenação de dois processos: degermação e antissepsia.  A primeira, é a remoção de detritos e impurezas na pele. Os sabões e detergentes removem mecanicamente parte da flora microbiana transitória mas não conseguem remover a flora residente.
  • 21.
    ANTISSEPSIA  A segunda,é a destruição de microorganismos transitórios ou residentes da pele através da aplicação de um agente germicida com ação contra microorganismos muito frágeis como o Pneumococo, porém, são inativos para Stafilococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa e outras bactérias Gram- negativas.
  • 22.
    ANTISSÉPTICO IDEAL:  Estávelpor longo período de tempo.  Amplo espectro de ação.  Solúvel em água.  Ativo em baixa concentração.  Ação bactericida imediata.  Não manchar a pele e vestuário.  Eficaz à temperatura ambiente.  Ação bacteriostática.  Ausência de toxicidade e baixo custo Filho, M.A.S.R, et.al PREVENCÃO DA INFECÇÃO DE FERIDA CIRÚRGICA EM CIRURGIA VASCULAR. Liga Acadêmica Vascular do Vale do São Francisco
  • 23.
    OS ANTISSÉPSTICOS  Umantisséptico adequado deve exercer a atividade germicida sobre a flora cutâneo- mucosa em presença de sangue, soro, muco ou pus, sem irritar a pele ou as mucosas.  Os agentes que melhor satisfazem as exigências para aplicação em tecidos vivos são os iodos, a clorhexidina, o álcool e o hexaclorofeno.
  • 24.
    Para a desinfecçãodas mãos: Usa-se soluções antissépticas com detergentes e se destinam à degermação da pele, realizando anti-sepsia parcial. Como exemplos citam:  Solução detergente de PVPI a 10% (1% de iodo ativo)  Solução detergente de clorexidina a 4 %, com 4% de álcool etílico. Solução alcoólica para anti-sepsia das mãos:  Solução de álcool iodado a 0,5 ou 1 % (álcool etílico a 70%, com ou sem 2 % de glicerina)  Álcool etílico a 70%, com ou sem 2% de glicerina. Moriya T. et al. ASSEPSIA E ANTISSEPSIA: TÉCNICAS DE ESTERILIZAÇÃO. Medicina (Ribeirão Preto) 2008; 41 (3): 265-73.
  • 25.
    Compostos de iodo O mais eficaz dos antissépticos.  Germicida de amplo espectro atuando contra esporos, germes anaeróbios, vírus e fungos.  Um dos antissépticos mais utilizados em cirurgia por seu efeito imediato, ação residual e amplo espectro.
  • 26.
    Iodóforos  O iodopode ser dissolvido em polivinilpirrolidona (PVP)  O mais usado é a solução de PVPI que é bactericida,tuberculicida, fungicida, virucida e tricomonicida. Além disso não é irritante, é facilmente removível pela água e reage com metais  Para as feridas abertas ou mucosas, (sondagem vesical), usamos o complexo dissolvido em solução aquosa.  Para a anti-sepsia da pele integra antes do ato cirúrgico, usamos o complexo dissolvido em solução alcóolica.
  • 27.
    Clorhexedina ou Cloro-hexidina Germicida que apresenta mais efetividade contra bactérias Gram- positivas do que Gram-negativas e fungos.
  • 28.
    Álcool  Alcoóis etílicoe isopropílico exercem ação germicida quase imediata, porém sem nenhuma ação residual, além disso ressecam a pele em repetidas aplicações.  É bactericida, fungicida e virucida para alguns vírus, razão pela qual é usado na composição de outros antissépticos.
  • 29.
    Meios de esterilização Físico Calorseco Estufa Flambagem(chama) Fulguração(eletricidade) Calor úmido Fervura Autoclave Radiações Raios alfa Raios gama Raios x Químico Desinfetantes
  • 30.
     Compostos halogenados: Tinturade iodo: (álcool iodado) - É um dos mais potentes e rápidos bactericidas - Irritante: dor qdo há lesão de pele, porém é o melhor anti-séptico para pele íntegra; - Eficaz contra anaeróbios esporulados, fungos, apresenta amplo espectro. Iodóforo: (iodo + detergente sintético) - G+/-, não agem contra esporos; - Praticamente não produzem reações alérgicas; - Efeito residual por no mín 4h Hexaclorofeno: -G+, incluindo Staphylococos; -Efeito residual Anti-sépticos líquidos
  • 31.
     Cloro deBenzalcônio: - G+/-, fungos e protozoários • Ácido hipocloroso: - oxidante; - Bactericida de ação rápida • Hipoclorito de sódio: - Amplamente usado em curativos Anti-sépticos líquidos
  • 32.
    Agentes oxidantes: Permanganato depotássio: -usado para compressas em úlceras crônicas da pele H2O2: -Não é indicada como anti-séptico por ser ineficaz Anti-sépticos líquidos
  • 33.
    Óxido de Etileno: -Substância explosiva, usada só na forma de misturas; - Seringas, sondas plásticas, fios de suturas • Óxido de propileno: - Menos explosivo; - Usado na esterilização de material cirúrgico de pequeno porte. Anti-sépticos voláteis- esterilização
  • 34.
    Antes de iniciara esterilização: - O material deve possuir o menor número de microrganismos possíveis; - Todas as partes componentes devem estar dispostas de forma a serem acessíveis ao agente esterilizante; - O empacotamento deve ser realizado de tal maneira que a esterilização seja mantida até o uso dos instrumentos. Esterilização do material cirúrgico
  • 35.
    Aspectos técnicos emcirurgia, N. F. Margarido, ano V, volume II. Higienização das mãos em serviço de saúde, ANVISA, 2007. Técnica cirúrgica: Bases Anatômicas,Fisiopatológicas e Técnicas da Cirurgia, Goffi, 4ª edição, 2006. Referências Bibliográficas:
  • 36.
    Mapa de Risco: “ É a expressão gráfica de distribuição dos riscos envolvidos em um processo de trabalho realizado em um ponto específico.”
  • 37.
     Grupo 1-Riscos Físicos, identificados pela cor verde. Ex. ruído, calor, frio, pressões, umidade, radiações ionizantes e não-ionizantes, vibração, etc.  Grupo 2- Riscos Químicos , identificados pela cor vermelha. Ex: poeiras, fumos, névoas , neblinas, etc.  Grupo 3- Riscos Biológicos, identificados pela cor marrom. Ex: fungos, vírus, parasitas, bactérias, protozoários, insetos, etc.
  • 38.
     Grupo 4-Riscos Ergonômicos identificados pela cor amarela. Ex: levantamento e transporte manual de peso, monotonia, repetitividade, responsabilidade, ritmo excessivo, posturas inadequadas de trabalho, trabalho em turnos, etc.  Grupo 5 - Riscos de Acidentes, indicados peia cor azul. Ex: arranjo físico inadequado, iluminação inadequada, incêndio e explosão, eletricidade, máquinas e equipamentos sem proteção, quedas e animais peçonhentos.
  • 39.
    RAIVA DENGUE MICRO SALA DOS FREEZERES W.C W.C MATERIAL ALMOXARIFADO ESCRITÓRIO SOROLOGIA MICRO C.S.B CULTURA CELULAR CIRCULAÇÃO Mapade Risco Ambiental LACEN - PR Seção: Virologia Data Elaboração: 04.09.02 E la b o r a d o p e la C o m is s ã o I n t e rn a d e B io s s e g u ra n ç a R e s p o n s á v e is : Ir e n e S k ra b a e M a r ia E m ilia A r a c e m a P e llis s a ri Intensidade do Risco Grande Médio Pequeno Tipo de Risco Físico Químico Biológico Ergonômico Acidentes Recomendações - Uso de EPI´s e EPC´s - Manutenção de Equipamentos - Conhecimento dos POP´s - Treinamento em Biossegurança