Pré-Modernismo                                           1900 a 1922

O pré-modernismo (ou ainda estética impressionista) foi um período literário brasileiro, que
marca a transição entre o simbolismo e modernismo e o movimento modernista seguinte. Em
                                                                          [3]
Portugal, o pré-modernismo configura o movimento denominado saudosismo .

O termo pré-modernismo parece haver sido criado por Tristão de Athayde, para designar os
"escritores contemporâneos do neo-parnasianismo, entre 1910 e 1920", no dizer de Joaquim
                 .
Francisco Coelho



          Características:


       Ruptura com o passado.
       Denúncia da realidade brasileira.
       O Regionalismo.
       Tipos humanos marginalizados.
       Uma ligação com fatos políticos, econômicos e sociais contemporâneos.

          Autores e suas obras


Os principais pré-modernistas foram:

       Euclides da Cunha, com Os Sertões, onde aborda de forma jornalística a Guerra de
       Canudos; a obra, dividida em três partes (A Terra, O Homem e A Luta), procura retratar
       um dos maiores conflitos do Brasil. O sertão baiano e pernambucano onde se deram as
       lutas, era um ambiente praticamente desconhecido dos grandes centros, e as lutas
       marcaram a vida nacional: o termofavela, que tornou-se comum depois, designava um
       arbusto típico da caatinga, e dava nome a um morro em Canudos.
       Graça Aranha, com Canaã, retrata a imigração alemã para o Brasil.Nesse livro tinha o
       constante conflito entre dois imigrantes Milkau e Lentz que discutiam se o dinheiro era
       mais importante do que o amor.
       Lima Barreto, que faz uma crítica da sociedade urbana da época, com Triste Fim de
       Policarpo Quaresma e Recordações do Escrivão Isaías Caminha; e O Homem Que Sabia
       Javanês
       Monteiro Lobato, com Urupês e Cidades Mortas, retrata o homem simples do campo
       numa região de decadência econômica; Ele também foi um dos primeiros autores de
       literatura infantil, desse modo, transmitindo ao público infantil valores morais,
       conhecimentos do Brasil, tradições, nossa língua. Destáca-se no gênero conto. E foi,
       também, um dos escritores brasileiros de maiores prestígios.
       Valdomiro Silveira, com Os Caboclos, e Simões Lopes Neto, com Lendas do Sul e Contos
       Gauchescos, precursores do regionalismo, retratam a realidade do sul brasileiro.
       Augusto dos Anjos que, segundo alguns autores, trazia elementos pré-modernos,
       embora no aspecto linguístico tenda para o realismo-naturalismo, em seus Eu e Outras
       Poesias
Outros autores: Figuram como escritores desse período, embora guardem no estilo
mais elementos das escolas precedentes, autores como Afonso Arinos, Alcides
Maya e Coelho Neto. Este último, ao lado de Afrânio Peixoto, tendia a uma visão
da literatura como simples ornato social e cultural. Raul de Leoni pode ser, também,
tido como pré-modernista, mas o seu Luz Mediterrânea tende ao Simbolismo.

Pré modernismo

  • 1.
    Pré-Modernismo 1900 a 1922 O pré-modernismo (ou ainda estética impressionista) foi um período literário brasileiro, que marca a transição entre o simbolismo e modernismo e o movimento modernista seguinte. Em [3] Portugal, o pré-modernismo configura o movimento denominado saudosismo . O termo pré-modernismo parece haver sido criado por Tristão de Athayde, para designar os "escritores contemporâneos do neo-parnasianismo, entre 1910 e 1920", no dizer de Joaquim . Francisco Coelho Características: Ruptura com o passado. Denúncia da realidade brasileira. O Regionalismo. Tipos humanos marginalizados. Uma ligação com fatos políticos, econômicos e sociais contemporâneos. Autores e suas obras Os principais pré-modernistas foram: Euclides da Cunha, com Os Sertões, onde aborda de forma jornalística a Guerra de Canudos; a obra, dividida em três partes (A Terra, O Homem e A Luta), procura retratar um dos maiores conflitos do Brasil. O sertão baiano e pernambucano onde se deram as lutas, era um ambiente praticamente desconhecido dos grandes centros, e as lutas marcaram a vida nacional: o termofavela, que tornou-se comum depois, designava um arbusto típico da caatinga, e dava nome a um morro em Canudos. Graça Aranha, com Canaã, retrata a imigração alemã para o Brasil.Nesse livro tinha o constante conflito entre dois imigrantes Milkau e Lentz que discutiam se o dinheiro era mais importante do que o amor. Lima Barreto, que faz uma crítica da sociedade urbana da época, com Triste Fim de Policarpo Quaresma e Recordações do Escrivão Isaías Caminha; e O Homem Que Sabia Javanês Monteiro Lobato, com Urupês e Cidades Mortas, retrata o homem simples do campo numa região de decadência econômica; Ele também foi um dos primeiros autores de literatura infantil, desse modo, transmitindo ao público infantil valores morais, conhecimentos do Brasil, tradições, nossa língua. Destáca-se no gênero conto. E foi, também, um dos escritores brasileiros de maiores prestígios. Valdomiro Silveira, com Os Caboclos, e Simões Lopes Neto, com Lendas do Sul e Contos Gauchescos, precursores do regionalismo, retratam a realidade do sul brasileiro. Augusto dos Anjos que, segundo alguns autores, trazia elementos pré-modernos, embora no aspecto linguístico tenda para o realismo-naturalismo, em seus Eu e Outras Poesias
  • 2.
    Outros autores: Figuramcomo escritores desse período, embora guardem no estilo mais elementos das escolas precedentes, autores como Afonso Arinos, Alcides Maya e Coelho Neto. Este último, ao lado de Afrânio Peixoto, tendia a uma visão da literatura como simples ornato social e cultural. Raul de Leoni pode ser, também, tido como pré-modernista, mas o seu Luz Mediterrânea tende ao Simbolismo.