PÓS MODERNISMO
POESIA
CARACTERÍSTICAS DA OBRA DE JOÃO
CABRAL DE MELO NETO
* Engenheiro das palavras – rigor formal;
* Vocabulário preciso; objetivo;
* Ausência de subjetividade – de escrita fria e racional, sem
sentimentos.
* Reflexão sobre a condição humana;
* Nordeste/Espanha;
* Temática: social (denúncia da seca – visão do retirante)
* a própria poesia (o fazer poético); Metalinguagem.
“PEDRA DO SONO”
* Apresenta um tendência à imagens surrealistas, poemas curtos,
versos irregulares e brancos.
A ANDRÉ MASSON
Com peixes e cavalos sonâmbulos
pintas a obscura metafísica
do limbo.
Cavalos e peixes guerreiros
fauna dentro da terra a nossos pés
crianças mortas que nos seguem
dos sonhos.
Formas primitivas fecham os olhos
escafandros ocultam luzes frias;
invisíveis na superfície pálpebras
não batem.
Friorentos corremos ao sol gelado
de teu país de mina onde guardas
o alimento a química o enxofre
da noite.
“O ENGENHEIRO”
* Apresenta ainda poemas de caráter surrealista, atitude
racionalista, objetiva, diante da realidade concreta.
O ENGENHEIRO
A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
superfícies, tênis, um copo de água.
O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.
(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e
vidro).
A água, o vento, a claridade,
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.
“PSICOLOGIA DA COMPOSIÇÃO”
* Metalinguagem, objetividade diante do ato de escrever,
linguagem racional, lógica, cuidado formal.
Saio de meu poema
como quem lava as mãos.
Algumas conchas tornaram-se,
que o sol da atenção
cristalizou; alguma palavra
que desabrochei, como a um
pássaro.
Talvez alguma concha
dessas (ou pássaro) lembre,
côncava, o corpo do gesto
extinto que o ar já preencheu;
talvez, como a camisa
vazia, que despi.
“O CÃO SEM PLUMAS”
* O poema sugere a cadência da prosa e a monotonia das águas
barrentas do Capibaribe, cão sem pelo ou pluma, reduzido só a
detritos e lama.
O RIO [fragmento]
Até este dia, usinas
eu não havia encontrado.
Petribu, Muçurepe,
para trás tinham ficado,
porém o meu caminho
passa por ali muito apressado.
De usina eu conhecia
o que os rios tinham contado.
Vi usinas comer
as terras que iam encontrando;
com grandes canaviais
todas as várzeas ocupando.
O canavial é a boca
com que primeiro vão devorando
matas e capoeiras,
pastos e cercados;
com que devoram a terra
onde um homem plantou seu roçado;
“MORTE E VIDA SEVERINA”
* É uma peça de teatro. Severino, personagem, se transforma em
adjetivo, referindo-se à vida severina, à miséria. Subdividida em
18 cenas, predominantemente em redondilha maior.
Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas,
e iguais também porque o sangue
que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte Severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta
de emboscada antes dos vinte,
de fome um pouco por dia.
(...)
– Essa cova em que estás,
Com palmos medida,
É a cota menor
Que tiraste em vida.
– é de bom tamanho,
Nem largo nem fundo,
É a parte que te cabe
Neste latifúndio.
– Não é cova grande.
É cova medida,
É a terra que querias
Ver dividida.
– Nunca esperei muita coisa,
Digo a Vossas Senhorias.
O que me fez retirar
Não foi a grande cobiça;
O que apenas busquei
Foi defender minha vida
Da tal velhice que chega
Antes de se inteirar trinta;
Se na serra vivi vinte,
Se alcancei lá tal medida,
O que pensei, retirando,
Foi estendê-la um pouco ainda.
Mas não senti diferença
Entre o Agreste e a Caatinga,
E entre a Caatinga e aqui a Mata
A diferença é a mais mínima.
ANOS 50 NO BRASIL
• A industrialização e a modernização do país
• A chegada da Televisão
• A urbanização acelerada
• A pílula anticoncepcional
• O Governo JK “Cinquenta anos em cinco”
O concretismo objetivava principalmente:
• A construção do poema-objeto, que seria encarado como
um produto semelhante ao fabricado industrialmente.
• Eliminação de qualquer marca subjetiva
• Eliminação do verso tradicional
• Exploração do espaço gráfico da página.
• Valorização dos aspectos visuais do poema com o
emprego de caracteres tipográficos, desenhos, formas;
• Exploração dos aspectos sonoros dos vocábulos com o
uso de aliterações, assonâncias e paronomásias;
• Uso de neologismos;
“As palavras não são corpos inertes, são corpos vivos”
• Assim, os poetas desse período propunham a “palavra-
energia” (matéria prima transformável) em detrimento da
“palavra-objeto” dos concretistas.
• Produção de múltiplas interpretações
• Rejeição ao formalismo e academicismo concretista
• Maior valorização do conteúdo em detrimento da forma
• Poesia Visual e Social
POESIA-PRÁXIS
“Práxis: fazer e refazer constantemente as coisas, os
signos, as pessoas, as emoções,
os sentimentos, as palavras, em busca de novos,
surpreendentes e contraditórios significados,
porque o mundo não é uma inércia adormecida, o
mundo não é uma lesma que tomou Lexotan,
o mundo é uma coisa vigorosa”.
Mário Chamie
Agiotagem
Um
Dois
Três
o juro: o prazo
o pôr / o cento / o mês / o
ágio
p o r c e n t a g i o.
dez
cem
mil
o lucro: o dízimo
o ágio / a mora / a monta em
péssimo
e m p r é s t i m o.
muito
nada
tudo
a quebra: a sobra
a monta / o pé / o cento / a
quota
h a j a n o t a
agiota.
• Linguagem revolucionaria e racional sendo os signos visuais
(não verbais) os agentes estruturais do poema.
• Linguagem não verbal;
• Espírito revolucionário e inovador;
• Poema experimental e visual;
• Uso de símbolos visuais.
“(...) toda poesia concreta é acabada, “fechada”, monolítica;
já o poema/processo, para ser de fato um poema/processo,
implica trans/formações.”
• Encabeçados por Ferreira Gullar e Reinaldo Jardim,
organizaram-se como neoconcretos, admitindo a presença de
elementos subjetivos na estruturação do poema.
• Oposição ao concretismo, materialismo e cientificismo.
• Maior subjetividade e expressividade artística.
• Liberdade de experimentações e criações.
• Interação do público com a obra.
• Abstracionismo e uso de cores e formas geométricas.
• Transcendência da arte.
• Existencialismo e Humanismo
NEOCONCRETISMO
Mar Azul
mar azul
mar azul marco azul
mar azul marco azul barco azul
mar azul marco azul barco azul arco azul
mar azul marco azul barco azul arco azul ar azul
• Absorveu o grito silenciado pela Ditadura Militar por meio da
união de diversos artistas.
• “Geração Mimeógrafo”, a substituição dos meios tradicionais de
circulação de obras para os meios alternativos de divulgação.
• Pequenos textos, alguns com apelo visual (fotos, quadrinhos,
etc.), absorvidos por uma linguagem coloquial (traços da
oralidade), espontânea, inconsciente.
• Temática cotidiana, erótica, sarcasmo, humor, ironia, palavrões e
gírias da periferia.
• Não se “encaixavam” em nenhuma escola ou tradição literária.
POESIA MARGINAL
“SEJA MARGINAL SEJA HERÓI”
Reclame - Chacal
Se o mundo não vai bem
a seus olhos, use lentes
... ou transforme o mundo
ótica olho vivo
agradece a preferência
Cogito - Torquato neto
eu sou como eu sou
pronome
pessoal intransferível
do homem que iniciei
na medida do impossível
eu sou como eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
sem novos secretos dentes
nesta hora
MOVIMENTOS MUSICAIS
BOSSA NOVA
* Final da década de 50, na intimidade dos apartamentos e boates da
Zona Sul do Rio de Janeiro.
* Influência do samba e do jazz americano.
* Início1959 - disco Chega de Saudade, do cantor, violonista e compositor
João Gilberto.
* Cantar baixinho e discretamente, acompanhamento do violão.
* O termo "Bossa" foi utilizado pela primeira vez numa canção composta
por Noel Rosa na década de 1930.
* Temas do cotidiano
MOVIMENTOS MUSICAIS
JOVEM GUARDA
• Foi iniciado a partir de um programa de televisão da emissora Record e
tinha como apresentadores os cantores Erasmo
Carlos, Wanderléia, Roberto Carlos. Como estilo musical, a Jovem
Guarda sofreu influências do rock and roll e do soul e se inspirava nas
músicas de Elvis Presley, Rolling Stones e Beatles.
•A postura rebelde, o ritmo frenético e as letras inocentes, mas
identificáveis pelo público adolescente garantiram o êxito do programa.
•Vista por uma parte da intelectualidade como frívola por conta do tema
de suas canções e de suas melodias pobres.
•O nome Jovem Guarda nasceu da frase do líder russo Lênin: “O futuro
pertence à jovem guarda porque a velha
MOVIMENTOS MUSICAIS
TROPICALISMO
• Início - Festival de Música Popular realizado em 1967 pela TV Record.
• Influência da cultura pop brasileira e internacional, pop art.
• Sincretismo entre vários estilos musicais.
• As letras das músicas possuíam um tom poético, elaborando críticas
sociais e abordando temas do cotidiano de uma forma inovadora e
criativa.
• Antropofagia cultural, uma ideia tirada do Movimento Antropofágico.
• Guitarra elétrica.

Pós Modernismo [Salvo automaticamente].pptx

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    CARACTERÍSTICAS DA OBRADE JOÃO CABRAL DE MELO NETO * Engenheiro das palavras – rigor formal; * Vocabulário preciso; objetivo; * Ausência de subjetividade – de escrita fria e racional, sem sentimentos. * Reflexão sobre a condição humana; * Nordeste/Espanha; * Temática: social (denúncia da seca – visão do retirante) * a própria poesia (o fazer poético); Metalinguagem.
  • 4.
    “PEDRA DO SONO” *Apresenta um tendência à imagens surrealistas, poemas curtos, versos irregulares e brancos. A ANDRÉ MASSON Com peixes e cavalos sonâmbulos pintas a obscura metafísica do limbo. Cavalos e peixes guerreiros fauna dentro da terra a nossos pés crianças mortas que nos seguem dos sonhos. Formas primitivas fecham os olhos escafandros ocultam luzes frias; invisíveis na superfície pálpebras não batem. Friorentos corremos ao sol gelado de teu país de mina onde guardas o alimento a química o enxofre da noite.
  • 5.
    “O ENGENHEIRO” * Apresentaainda poemas de caráter surrealista, atitude racionalista, objetiva, diante da realidade concreta. O ENGENHEIRO A luz, o sol, o ar livre envolvem o sonho do engenheiro. O engenheiro sonha coisas claras: superfícies, tênis, um copo de água. O lápis, o esquadro, o papel; o desenho, o projeto, o número: o engenheiro pensa o mundo justo, mundo que nenhum véu encobre. (Em certas tardes nós subíamos ao edifício. A cidade diária, como um jornal que todos liam, ganhava um pulmão de cimento e vidro). A água, o vento, a claridade, de um lado o rio, no alto as nuvens, situavam na natureza o edifício crescendo de suas forças simples.
  • 6.
    “PSICOLOGIA DA COMPOSIÇÃO” *Metalinguagem, objetividade diante do ato de escrever, linguagem racional, lógica, cuidado formal. Saio de meu poema como quem lava as mãos. Algumas conchas tornaram-se, que o sol da atenção cristalizou; alguma palavra que desabrochei, como a um pássaro. Talvez alguma concha dessas (ou pássaro) lembre, côncava, o corpo do gesto extinto que o ar já preencheu; talvez, como a camisa vazia, que despi.
  • 7.
    “O CÃO SEMPLUMAS” * O poema sugere a cadência da prosa e a monotonia das águas barrentas do Capibaribe, cão sem pelo ou pluma, reduzido só a detritos e lama. O RIO [fragmento] Até este dia, usinas eu não havia encontrado. Petribu, Muçurepe, para trás tinham ficado, porém o meu caminho passa por ali muito apressado. De usina eu conhecia o que os rios tinham contado. Vi usinas comer as terras que iam encontrando; com grandes canaviais todas as várzeas ocupando. O canavial é a boca com que primeiro vão devorando matas e capoeiras, pastos e cercados; com que devoram a terra onde um homem plantou seu roçado;
  • 8.
    “MORTE E VIDASEVERINA” * É uma peça de teatro. Severino, personagem, se transforma em adjetivo, referindo-se à vida severina, à miséria. Subdividida em 18 cenas, predominantemente em redondilha maior. Somos muitos Severinos iguais em tudo na vida: na mesma cabeça grande que a custo é que se equilibra, no mesmo ventre crescido sobre as mesmas pernas finas, e iguais também porque o sangue que usamos tem pouca tinta. E se somos Severinos iguais em tudo na vida, morremos de morte igual, mesma morte Severina: que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta de emboscada antes dos vinte, de fome um pouco por dia.
  • 9.
    (...) – Essa covaem que estás, Com palmos medida, É a cota menor Que tiraste em vida. – é de bom tamanho, Nem largo nem fundo, É a parte que te cabe Neste latifúndio. – Não é cova grande. É cova medida, É a terra que querias Ver dividida. – Nunca esperei muita coisa, Digo a Vossas Senhorias. O que me fez retirar Não foi a grande cobiça; O que apenas busquei Foi defender minha vida Da tal velhice que chega Antes de se inteirar trinta; Se na serra vivi vinte, Se alcancei lá tal medida, O que pensei, retirando, Foi estendê-la um pouco ainda. Mas não senti diferença Entre o Agreste e a Caatinga, E entre a Caatinga e aqui a Mata A diferença é a mais mínima.
  • 10.
    ANOS 50 NOBRASIL • A industrialização e a modernização do país • A chegada da Televisão • A urbanização acelerada • A pílula anticoncepcional • O Governo JK “Cinquenta anos em cinco”
  • 11.
    O concretismo objetivavaprincipalmente: • A construção do poema-objeto, que seria encarado como um produto semelhante ao fabricado industrialmente. • Eliminação de qualquer marca subjetiva • Eliminação do verso tradicional • Exploração do espaço gráfico da página. • Valorização dos aspectos visuais do poema com o emprego de caracteres tipográficos, desenhos, formas; • Exploração dos aspectos sonoros dos vocábulos com o uso de aliterações, assonâncias e paronomásias; • Uso de neologismos;
  • 14.
    “As palavras nãosão corpos inertes, são corpos vivos” • Assim, os poetas desse período propunham a “palavra- energia” (matéria prima transformável) em detrimento da “palavra-objeto” dos concretistas. • Produção de múltiplas interpretações • Rejeição ao formalismo e academicismo concretista • Maior valorização do conteúdo em detrimento da forma • Poesia Visual e Social POESIA-PRÁXIS
  • 15.
    “Práxis: fazer erefazer constantemente as coisas, os signos, as pessoas, as emoções, os sentimentos, as palavras, em busca de novos, surpreendentes e contraditórios significados, porque o mundo não é uma inércia adormecida, o mundo não é uma lesma que tomou Lexotan, o mundo é uma coisa vigorosa”. Mário Chamie
  • 16.
    Agiotagem Um Dois Três o juro: oprazo o pôr / o cento / o mês / o ágio p o r c e n t a g i o. dez cem mil o lucro: o dízimo o ágio / a mora / a monta em péssimo e m p r é s t i m o. muito nada tudo a quebra: a sobra a monta / o pé / o cento / a quota h a j a n o t a agiota.
  • 17.
    • Linguagem revolucionariae racional sendo os signos visuais (não verbais) os agentes estruturais do poema. • Linguagem não verbal; • Espírito revolucionário e inovador; • Poema experimental e visual; • Uso de símbolos visuais.
  • 18.
    “(...) toda poesiaconcreta é acabada, “fechada”, monolítica; já o poema/processo, para ser de fato um poema/processo, implica trans/formações.”
  • 20.
    • Encabeçados porFerreira Gullar e Reinaldo Jardim, organizaram-se como neoconcretos, admitindo a presença de elementos subjetivos na estruturação do poema. • Oposição ao concretismo, materialismo e cientificismo. • Maior subjetividade e expressividade artística. • Liberdade de experimentações e criações. • Interação do público com a obra. • Abstracionismo e uso de cores e formas geométricas. • Transcendência da arte. • Existencialismo e Humanismo NEOCONCRETISMO
  • 22.
    Mar Azul mar azul marazul marco azul mar azul marco azul barco azul mar azul marco azul barco azul arco azul mar azul marco azul barco azul arco azul ar azul
  • 23.
    • Absorveu ogrito silenciado pela Ditadura Militar por meio da união de diversos artistas. • “Geração Mimeógrafo”, a substituição dos meios tradicionais de circulação de obras para os meios alternativos de divulgação. • Pequenos textos, alguns com apelo visual (fotos, quadrinhos, etc.), absorvidos por uma linguagem coloquial (traços da oralidade), espontânea, inconsciente. • Temática cotidiana, erótica, sarcasmo, humor, ironia, palavrões e gírias da periferia. • Não se “encaixavam” em nenhuma escola ou tradição literária. POESIA MARGINAL “SEJA MARGINAL SEJA HERÓI”
  • 24.
    Reclame - Chacal Seo mundo não vai bem a seus olhos, use lentes ... ou transforme o mundo ótica olho vivo agradece a preferência Cogito - Torquato neto eu sou como eu sou pronome pessoal intransferível do homem que iniciei na medida do impossível eu sou como eu sou agora sem grandes segredos dantes sem novos secretos dentes nesta hora
  • 25.
    MOVIMENTOS MUSICAIS BOSSA NOVA *Final da década de 50, na intimidade dos apartamentos e boates da Zona Sul do Rio de Janeiro. * Influência do samba e do jazz americano. * Início1959 - disco Chega de Saudade, do cantor, violonista e compositor João Gilberto. * Cantar baixinho e discretamente, acompanhamento do violão. * O termo "Bossa" foi utilizado pela primeira vez numa canção composta por Noel Rosa na década de 1930. * Temas do cotidiano
  • 26.
    MOVIMENTOS MUSICAIS JOVEM GUARDA •Foi iniciado a partir de um programa de televisão da emissora Record e tinha como apresentadores os cantores Erasmo Carlos, Wanderléia, Roberto Carlos. Como estilo musical, a Jovem Guarda sofreu influências do rock and roll e do soul e se inspirava nas músicas de Elvis Presley, Rolling Stones e Beatles. •A postura rebelde, o ritmo frenético e as letras inocentes, mas identificáveis pelo público adolescente garantiram o êxito do programa. •Vista por uma parte da intelectualidade como frívola por conta do tema de suas canções e de suas melodias pobres. •O nome Jovem Guarda nasceu da frase do líder russo Lênin: “O futuro pertence à jovem guarda porque a velha
  • 27.
    MOVIMENTOS MUSICAIS TROPICALISMO • Início- Festival de Música Popular realizado em 1967 pela TV Record. • Influência da cultura pop brasileira e internacional, pop art. • Sincretismo entre vários estilos musicais. • As letras das músicas possuíam um tom poético, elaborando críticas sociais e abordando temas do cotidiano de uma forma inovadora e criativa. • Antropofagia cultural, uma ideia tirada do Movimento Antropofágico. • Guitarra elétrica.